Falar da Corrida da Lagoa de Santo André, é falar num dia familiar propício a passar numa praia da bela Costa Alentejana, uma estupenda corrida ao final da tarde, culminando com uma festa/churrasco oferecida a todos os participantes e familiares. Isto tudo num ambiente descontraído e muito agradável, com uma organização que sabe fazer as coisas bem.

A corrida vai ao cruzamento e retorna, os originais 9 quilómetros, mas onde desde 2008 a volta no pinhal vem abrilhantar a prova com outra característica de piso, permitindo acertar assim a distância para 10 quilómetros exactos, o que é sempre do agrado dos atletas.

Porém, por vezes, no melhor pano cai a nódoa, e um erro perfeitamente evitável deitou por terra todo o esforço que os organizadores desenvolveram.

Basta notar no estranho facto de entre o 19º e o 20º haver uma diferença de quase 3 minutos para se ver que algo de enigmático aconteceu. A meio do pinhal, tem que se tomar um caminho à esquerda. Os primeiros iam atrás do carro da organização e seguiram por aí. Nesse local deveria estar, naturalmente, alguém da organização a indicar aos atletas que era o sítio por onde cortar. Acontece que essa pessoa, por razões desconhecidas, não esteve presente, e chegou uma altura em que um atleta não se apercebeu que os da frente tinham cortado ali e seguiu a direito dando uma volta a mais de, curiosamente, 1 quilómetro exacto. Com o pelotão a serpentear uns atrás dos outros, todos os restantes foram inadvertidamente por esse caminho. Só quando já vinham no regresso do pinhal e viram a placa dos 7 quilómetros, quando já levavam 8 nas pernas, se aperceberam do erro.

Assim, houve 19 atletas a cumprirem 10 quilómetros e os restantes quase 500 a fazerem 11.

Bom… também aqui houve outra falha. É que quando se corta para o pinhal e retorna-se à estrada no ponto à frente, este ano não estava ninguém a impedir que os atletas seguissem em frente, “feito” realizado por alguns que apenas se enganam a si próprios e que no fundo cumpriram apenas 9 quilómetros.

Uma pena que tal se tenha verificado e que tem a sua enorme importância mesmo para os atletas de pelotão que apenas querem participar mas que têm sempre objectivos de tempo e que ao se aperceberem perto do fim que a distância estava adulterada, perderam a sua motivação e empenho para um determinado registo, numa altura em que as forças começam a ser sustentadas apenas pela “cenoura” de se atingir um dado objectivo.

Em termos competitivos, Carlos Alves do Boavista de S. Mateus venceu em 33.20, menos 31 segundos que João Vaz do Vale Silêncio, com Igor Timbalari das Areias de S. João a completar o pódio, logo seguido de Hélder Ferreira do União de Tomar que terminou num brilhante 4º posto a 1.16 do vencedor, sendo o 2º sénior a 40 segundos da vitória no escalão.

O sector feminino foi conquistado por Maria José Frias dos Amigos Atletismo Mafra, com 46.39 (já apanhou os 11 quilómetros), seguida por Lúcia Oliveira da Açoreana, que a meio da prova liderava, e Alice Basílio também do Mafra.

Os classificados foram 510, de 597 inscritos, mais 27 que no ano passado mas menos 100 que 2008.

(João Lima)

About these ads