1.º   2.º  3.º   4.º   5.º   6.º  7.º  8.º  9.º  10.º  11.º 12.º 13.º  14.º

CoruchenseRiachenseSamora CorreiaU. TomarFazendenseAmienseTorres NovasU. AlmeirimMaçãoEmpregados ComércioAtlético OuriensePegoCartaxoBenavente

  54    47    41   40    38   38   34   33    33   25    24    19   18    7

A equipa do União de Tomar recitava-se como um poema. Havia Pavão, Bolota e Camolas. Totói, o Mãozinha, vinha no fim…

Primeiro vou falar de o Divino Manco. Hector Castro. Era filho de galegos e nasceu no Uruguai, em 1904. Jogava nas calles de Montevidéu com os garotos da sua idade. Aos 13 anos trabalhava como ajudante de carpinteiro. Uma serra elétrica cortou-lhe o braço direito, logo abaixo do cotovelo.

Hector era um rapaz teimoso, obstinado. Queria ser jogador de futebol e foi-o. Aos 17 anos estava no Clube Atlético Lito. Montevidéu é uma cidade encantadora. E com uma particularidade única: todos os clubes uruguaios estão lá sedeados. O Nacional é um deles. Clube Nacional de Football, assim mesmo à inglesa. El Rey de Copas. O Divino Manco chegou cedo ao Gran Parque Central. Ficou.

Era estranho ver jogar Hector Castro. Faltava qualquer coisa aos seus movimentos rápidos, habilidosos, enleantes. Não era apenas o braço, era uma espécie de equilíbrio, uma dança disforme, um ritmo dissonante. Isso nunca o impediu de ser grande.

Em Amesterdão, nos Jogos Olímpicos de 1928, Portugal esteve presente. Chegou aos quartos-de-final. E tinha Pepe. É fundamental, um destes dias, falar de Pepe. O Uruguai foi campeão. Tinha José Leandro Andrade, a Maravilha Negra, filho de escravos fugidos do Brasil, o homem que dançou com Josephine Baker. E tinha o mítico José Nasazzi, El Terrible, o defesa-central que levantou a Taça do Mundo. Isso foi dois anos depois, no primeiro campeonato, o de 1930, precisamente em Montevideu.

Hector Castro foi campeão olímpico, em 1928, e campeão do mundo, em 1930, no Estádio Centenário. Não pôde agarrar a Jules Rimet com as duas mãos porque a direita não estava lá. Mas foi para além dessa ausência até ao momento estático da grandeza: dia 18 de Julho, precisamente às 15 horas e 35 minutos. Congele-se a imagem. O golo. Congele-se outra imagem, ainda: dia 30 de Julho de 1930, minuto 89 da final entre Uruguai e Argentina. A Celeste Olímpica vence por 3-2. Essa equipa ficou para a história como um quadro de Ernesto Laroche, o pintor das carreteras. Ballestero; Mascheroni e Nasazzi; Andrade, Fernández e Gestido; Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte. Castro, o Divino Manco, faz o 4-2, de cabeça. O Uruguai esgota-se na festa impossível. Braços erguem-se para o céu. O direito de Castro só pela metade.

O meu bom amigo Bernardo Trindade, melhor alfarrabista de Lisboa, devolve-me muitas vezes à memória um jogador que se chamou António Eduardo Fortes. Claro que ninguém se lembra dele por este nome. Era o Totói. O Mãozinha.

Veio de Cabo Verde com o irmão gémeo, o Djunga. Passou pelo Lusitano de Évora, pelo Farense. Em 1964 foi para Tomar, jogar no União.

Quando era miúdo, gostava muito do União de Tomar. Não sei se por causa do equipamento, às riscas grossas, se por causa do nome. Certamente também por causa de Totói. O avançado que não tinha uma mão, a esquerda. Chamaram-lhe o Eusébio de Tomar antes de o verdadeiro Eusébio ter jogado no União. Mas podiam ter-lhe chamado Divino Manco. Ficar-lhe-ia bem.

Ao contrário de Hector Castro, Totói não perdeu a mão: nasceu sem ela. Ou melhor: com um arremedo de mão, atrofiado, inútil. Era avançado, volta e meia fazia golos, perguntei-me sempre como marcaria os lançamentos laterais, talvez o dispensassem dessa tarefa. O defeito não lhe prejudicava nem o equilíbrio nem a funcionalidade. E o nome ressoava como o de um personagem de Machado de Assis, Brás Cubas ou assim.

União Futebol Comércio e Indústria de Tomar. Um clube que sempre teve nomes estranhos, melhores do que os machadianos, até, Quincas Borba, Iaiá Garcia ou o diabo que os valha. Porque havia o Camolas e o Bolota. E o Bilreiro e o Dui. O Barrinha e o Ferreira Pinto. Como houve o Florival, o Lecas, o Pavão e o Leitão. Pelo meio, o Manuel José e o Raul Águas. E o Simões e o Eusébio, que não eram alcunhas, eram eles mesmos, ainda que por pouco tempo.

Totói era nome de avançado único. Mas depois dele ainda veio o N’Habola e a gente pensava que não poderia existir nada de foneticamente mais esquisito. Totói, o Mãozinha, que não tinha mão e corria em direção às balizas contrárias com a vontade inequívoca do golo.

Diziam que Castro era mau, com aquela gana uruguaia de transformar os campos de futebol em campos de batalha. Que golpeava os adversários com o coto, sem contemplações, no pescoço, na cabeça. Totói era tranquilo e delicado de morabeza, com a felicidade tranquila do Mindelo. Da rádio, em voz abafada, a gente ouvia: Pavão, Bolota, Camola e Totói. E achávamos que fazia sentido como um poema dedicado à mágica senhora das paixões: a bola.

Porque esse União de Tomar também começava com um outro poema, talvez um soneto. E rimava assim: Conhé, Kiki, Caló, Faustino e Barnabé. Totói vinha no fim.

afonso.melo@newsplex.pt

(Artigo de Afonso de Melo, jornal “Sol”, 19 de Março de 2017)

De pé: Conhé, Alexandre, Cabrita, Bilreiro, Faustino e Santos
Em 1.º plano: Lecas, Djunga, Alberto, Cláudio e Totói

(Foto gentilmente cedida por Alexandre Rosa Freitas, enviada por José Jorge – clicar na foto para ampliar)

U. TOMAR – João Pedro Lopes, David Vieira, Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio (61m – Lucas Nathan), Rui Silva (45m – Douglas Pissona), Nuno Rodrigues (c.), Joca (45m – Telmo Ferreira), Rui Pedro Lopes (71m – Vítor Félix), Diogo Moreira e Chrystian Pedroso

(suplentes – Telmo Rodrigues, António Pinto e Tiago Vieira)

BENAVENTE – Cristiano, Miguel Pereira, Pedro Parrulas, Russo, Diogo Silva, Durães, Fred, Telmo Santos, Marco Teixeira, Nuno Gaiato (c.) e Ivo Antunes (45m – Benjamim)

1-0 – Chrystian Pedroso – 7m
2-0 – Chrystian Pedroso – 42m
3-0 – Rui Pedro Lopes – 49m
4-0 – Rui Pedro Lopes – 52m
5-0 – Chrystian Pedroso – 65m
6-0 – Nuno Rodrigues – 80m

Cartões amarelos – Durães (47m), Russo (56m), Benjamim (58m) e Fred (78m)

Árbitro – Pedro Fonseca

U. Tomar – Benavente – 6-0
Coruchense – Riachense – 0-0
Cartaxo – U. Almeirim – 3-1
Pego – Torres Novas – 1-2
Mação – Samora Correia – 1-2
Fazendense – Emp. Comércio – 1-0
At. Ouriense – Amiense – 2-0

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         23    17     3     3    44 - 15    54
 2º Riachense          23    13     8     2    49 - 22    47
 3º Samora Correia     23    12     5     6    36 - 25    41
 4º U. Tomar           23    12     4     7    34 - 25    40
 5º Fazendense         23    11     5     7    32 - 24    38
 6º Amiense            23    11     5     7    33 - 26    38
 7º Torres Novas       23     9     7     7    22 - 22    34
 8º U. Almeirim        23     9     6     8    28 - 23    33
 9º Mação              23     9     6     8    30 - 28    33
10º Emp. Comércio      23     7     4    12    26 - 38    25
11º At. Ouriense       23     7     3    13    24 - 43    24
12º Pego               23     5     4    14    21 - 36    19
13º Cartaxo            23     5     3    15    25 - 43    18
14º Benavente          23     2     1    20    18 - 52     7

À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

Pulsar - 22

(“O Templário”, 16.03.2017)

Com os dois primeiros classificados a confirmar o favoritismo, nas partidas que disputaram frente aos dois últimos da tabela, o União de Tomar deu continuidade ao excelente triunfo averbado ante o guia, posicionando-se agora a um único ponto de um lugar no pódio.

Destaques – O grande destaque da 22.ª ronda vai precisamente para a vitória do União de Tomar, pela entusiasmante marca de 4-3, no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, reduto do Amiense, onde, até agora, apenas o líder conseguira vencer.

Com uma entrada muito assertiva, que surpreendeu os visitados, cedo os unionistas se colocaram em vantagem, mercê de um tento de Fábio Vieira. Mas o melhor ainda estava para vir: perante uma formação da casa algo atónita com o desenrolar dos acontecimentos, os tomarenses, continuando a controlar o jogo, chegariam ao intervalo a vencer por categórico 3-0.

No segundo tempo, apesar do desnível no marcador, era expectável a reacção do Amiense; talvez não se esperasse era que conseguisse marcar tão cedo, dando reforçado ânimo aos seus jogadores. A formação da casa assumiu a iniciativa do jogo, obrigando o União a recuar no terreno, na expectativa do aproveitamento de lances de contra-ataque, de que viria a surgir o quarto golo dos unionistas (destacando-se os dois tentos apontados por Nuno Rodrigues). Com o marcador em 4-1, pensou-se que tal faria desanimar os homens da casa; contudo, nunca se entregando, voltariam a marcar, para, praticamente em cima do final do tempo regulamentar, reduzirem para a desvantagem mínima, de 3-4.

Os oito minutos de compensação foram jogados mais com o “coração do que com a cabeça”, então com o União a procurar preservar a vantagem, enquanto o conjunto de Amiais buscava ainda o golo que consumaria uma extraordinária recuperação. No final, uma preciosa vitória que coloca os nabantinos a um escasso ponto do duo formado por Amiense e Samora Correia, que repartem agora o 3.º posto, portanto, com tudo em aberto para as quatro jornadas finais.

Na outra partida, também de cariz determinante nessa disputa de um lugar no pódio, o Samora Correia impôs-se na recepção ao Fazendense (agora com três pontos de desvantagem), tendo ganho por 2-0, interrompendo assim um ciclo de quatro jogos sem derrota do seu opositor.

Realce ainda para os (imprevistos) números (4-0) que assinalaram a goleada dos Empregados do Comércio sobre o At. Ouriense – resultado que, aliás, se registava já ao intervalo –, o que permite aos “Caixeiros” praticamente a garantia da tranquilidade, que só não é ainda absoluta, dada a incerteza que subsiste sobre se serão duas ou três as equipas a despromover.

Surpresa – Destacada já a vitória do União em Amiais de Baixo, não há particulares surpresas a assinalar nesta jornada, sendo apenas de notar a dificuldade que o líder, Coruchense, sentiu no terreno do “lanterna vermelha”, Benavente – que, com o desfecho registado, confirmou já matematicamente a sua despromoção à II Divisão –, para vencer por “apertado” 3-2, depois de ter esbanjado uma vantagem de dois golos que relativamente cedo obtivera (repetindo o que, curiosamente, sucedera já, também, no confronto ante o Cartaxo), o que indicia que o líder estará a atravessar uma fase menos boa, antes de um desafio que poderá ser o do “título”.

Confirmações – Nos restantes três jogos, o U. Almeirim não se deixou surpreender pelo Pego, ganhando por 1-0, enquanto o Riachense apenas teve dificuldade até quebrar pela primeira vez a barreira defensiva do Cartaxo, finalizando com um confortável 3-0; por seu lado, em Torres Novas, o Mação averbou o seu terceiro empate consecutivo na prova, repetindo o marcador registado em Riachos há quinze dias (1-1), depois do nulo na recepção ao U. Almeirim.

II Divisão Distrital – Já com tudo decidido na Série A quanto aos três apurados para a fase de disputa do título e da promoção (U. Abrantina, Ferreira do Zêzere e U. Atalaiense), destaque para as vitórias da U. Abrantina na Atalaia (3-1), confirmando a vitória na série, acabando por ser inconsequente a goleada imposta pelo Ferreira do Zêzere em Caxarias (5-2).

Na série B, no jogo decisivo para atribuição da última vaga de apuramento, o Benfica do Ribatejo necessitava ganhar ao Marinhais, mas, ao invés, acabaria por ser desfeiteado no seu terreno por 0-2, pelo que o vencedor de série, U. Santarém, é acompanhado pelo Moçarriense e pelo Marinhais. Nesta derradeira ronda, menção ao raro desfecho de 6-3 no Forense-Barrosense.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima sofreu segundo desaire sucessivo, tendo perdido, na deslocação a Sacavém, ante o Sacavenense, por 0-2, caindo para o 4.º lugar da classificação, a três pontos do novo líder, Praiense, e a dois do duo Torreense e Sacavenense.

Na série de disputa da manutenção, o Alcanenense conseguiu voltar à senda dos triunfos, com um claro 3-0 sobre o Oleiros, subindo à 3.ª posição, a par do Vilafranquense, agora com quatro pontos de vantagem em relação ao 6.º classificado, precisamente o opositor que derrotou.

Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão, teremos o que poderá ser já o “jogo do título”, caso o Coruchense consiga vencer, no seu reduto, o Riachense, beneficiando ainda da confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três rondas finais. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos. O U. Tomar recebe o último classificado, Benavente – num jogo em que, contudo, não deverá esperar facilidades –, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para em caso de vitória, ascender ao 3.º lugar.

Na II Divisão, na jornada inaugural da fase de disputa do título e dos três lugares de acesso ao principal escalão, teremos os seguintes encontros, todos de interesse: Moçarriense-U. Santarém, U. Abrantina-Ferreira do Zêzere e Marinhais-U. Atalaiense.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe precisamente o líder, Praiense, em desafio de grande importância para a definição do seu futuro na prova. O Alcanenense defronta, também em casa, o V. Sernache, actual penúltimo classificado, podendo consolidar a sua posição.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Março de 2017)