Aqui recupero um comentário a artigo ontem publicado, a propósito da renúncia do Riachense a disputar o Campeonato Nacional da III Divisão (assunto que constitui também notícia, hoje, na versão online de “A Bola“) e da possibilidade de o U. Tomar – na sua condição de vice-campeão distrital – aceder ao convite para participar nessa prova.

Segundo a notícia de ontem de O Templário, a Direcção do U. Tomar  iria decidir ontem à noite… mas, até agora (9h40 da manhã) ainda não há actualização com as novidades…

Também me parece que se trata de uma decisão que não se pode tomar sem ponderação e sem consultar outras entidades que possam prestar algum apoio (patrocinadores, Câmara, …) – aliás, conforme noticia também a Rádio Hertz, que levanta outras condicionantes, envolvendo igualmente outras associações distritais.

Basicamente, julgo estarem em questão dois grandes tipos de riscos (ambos, de alguma forma relacionados com a parte económico-financeira): por um lado, o acréscimo dos custos com deslocações (para além do distrito de Santarém, porventura extensíveis aos distritos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Portalegre e, eventualmente, até Lisboa); por outro, a necessidade de garantir uma equipa com o nível competitivo que se coadune com esse escalão…

Isto dito, tenho esperança que a decisão possa ser favorável – os pergaminhos do União de Tomar, de alguma forma o “exigiriam” (pelo seu historial, o clube não deveria “recusar este convite”) – até pelas recentes palavras do Director do Futebol, Paulo Moura, que dizia que o seu sonho mais imediato era o de recolocar o mais rapidamente possível o União nos Nacionais…

Em 1987, 2004, e em 2005, Alcanenense, Cartaxo e Amiense beneficiaram da desistência de clubes de outras associações para – na sua condição de vice-campeões distritais da A. F. Santarém – serem também promovidos à III Divisão Nacional (tendo, na época imediata, obtido as seguintes classificações nessa prova, respectivamente, 9º, 16º e 17º lugar).

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