Prosseguindo a pesquisa de regulamentação aplicável às provas organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol, acabam de ser aprovadas – em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no passado sábado,  dia 23 de Maio – alterações aos quadros competitivos, nomeadamente no que respeita aos Campeonatos Nacionais da II Divisão e da III Divisão.

Assim, a reformulação dos quadros competitivos da II Divisão prevê a redução de quatro para três séries (de 16 equipas cada). Subirão à Liga de Honra dois clubes – as três equipas vencedoras de cada uma das séries (zonas Norte, Centro e Sul) jogarão entre si (com jogos em casa e fora), sendo que apenas as duas primeiras classificadas subirão de divisão. Descerão à III Divisão os últimos quatro classificados de cada uma das séries (total de 12 equipas). A partir do final de 2009-10, se necessário, descem ainda os dois piores 12º classificados para permitir a subida dos vencedores das séries Açores e Madeira da III Divisão.

As equipas das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira serão alternada e anualmente colocadas nas zonas Norte, Centro e Sul, sendo que – a partir da época 2010-11 – o número máximo de equipas de cada uma destas Regiões Autónomas a disputar o Campeonato Nacional da II Divisão é limitado a um máximo de seis. Face a esta limitação, as equipas vencedoras das séries Açores e Madeira do Campeonato Nacional da III Divisão poderão ter de disputar o acesso à II Divisão com a equipa pior classificada (que não tenha sido automaticamente despromovida da II Divisão) da Região Autónoma correspondente.

Em relação ao Campeonato Nacional da III divisão, a partir de 2009-10 será implementada uma  fase transitória em que serão constituídas oito séries (A, B, C, D, E e F, Açores e Madeira) – de 12 equipas cada (ou seja, um total de 96 equipas) – em que os primeiros seis classificados disputarão a subida (subirão os dois primeiros de cada série e os vencedores das séries Açores e Madeira) e os seis restantes a descida.

Ainda para 2009-10, foi estabelecida a seguinte norma transitória: caso se verifique a necessidade de perfazer a totalidade das 72 equipas participantes nas Séries A/B/C/D/E/F do Campeonato Nacional da III Divisão, sobem também os segundos classificados da I Divisão Distrital das Associações com maior número de Clubes a disputar provas oficiais de seniores masculinos de Futebol de Onze. (Em caso de igualdade, recorrer-se-á às Associações com maior número de divisões distritais seniores masculinos de Futebol de Onze; caso a igualdade persista, recorrer-se-á à Associações com maior número de clubes a disputar provas de Futebol de Onze. Caso os segundos (2º) classificados não aceitem participar, recorrer-se-á à Associação imediatamente a seguir).

A partir de 2011-12, o Campeonato da III Divisão deverá ser disputado em moldes inovadores (ainda em discussão – traduzindo, na prática, a extinção da actual III Divisão), em duas fases, com a designação: (i) Pró-Nacional Distrital/Regional; e (ii) III Divisão.

A fase Pró-Nacional de âmbito Distrital/Regional será da exclusiva responsabilidade das respectivas Associações.

A fase de âmbito Nacional do “novo” Campeonato da III Divisão será disputada por (apenas!) 24 equipas: 18 vencedores dos campeonatos Distritais do Continente; o vencedor da Região Autónoma dos Açores; e o vencedor da Região Autónoma da Madeira, num total de 20 equipas; sendo que – para completar o número de 24 equipas desta divisão – participarão também os segundos classificados das primeiras divisões distritais das Associações com maior número de Clubes a disputar provas oficiais de Seniores, exceptuando o Futebol Feminino e o Futsal. No caso de os segundos classificados não quererem participar, recorrer-se-á à Associação imediatamente a seguir.

Na Fase Nacional do Campeonato da III Divisão, as 24 equipas participantes serão agrupadas em 6 séries de 4 equipas cada, de acordo com a situação geográfica de cada uma. As equipas representantes das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira terão, para este efeito, como localização a cidade de Lisboa, mas, na elaboração das Séries, serão separadas, alternando, anualmente, entre as Séries E e D.

Neste “mini-campeonato” (de apenas 6 jornadas!), os dois primeiros classificados de cada uma das 6 séries (total de 12 clubes) seriam promovidos à II Divisão Nacional. Os restantes regressariam, no ano seguinte, à Fase Pró-Nacional de âmbito Distrital/Regional (correspondendo, em termos práticos, aos actuais Campeonatos Distritais – como que num “regresso ao passado”, fazendo lembrar a fórmula adoptada até à década de 60).

Com a alteração do número de participantes na III Divisão Nacional (de 6 x 14 + 10 = 94 equipas; para 8 x 12 = 96 equipas), e tendo em consideração que a série Madeira integrará em 2009-10 cinco equipas que  disputaram os Nacionais em 2008-09 (Ribeira Brava e Caniçal, despromovidos da II Divisão; e Portosantense, Câmara de Lobos, e Machico – tendo, por outro lado, o Camacha sido promovido à II Divisão), na prática teremos (nas séries A a F), ao invés de 79 equipas do Continente e 5 da Madeira (o que aconteceria se não houvesse alteração do quadro competitivo), 72 equipas do Continente.

Dado que serão despromovidas 27 equipas aos Distritais, depreende-se que, na próxima época (2009-10), às 52 equipas que transitam dos Nacionais (da presente época 2008-09), juntar-se-iam os 18 campeões distritais, assim como 2 equipas classificadas no 2º lugar nos campeonatos distritais das principais associações (que, em princípio, serão as de Braga e Porto).

Actualização – O efeito da exclusão do Abrantes (que desistiu do campeonato da II Divisão) é compensado pela promoção à II Divisão de uma equipa da Série Açores.

Em conclusão, e no que particularmente nos interessa (a possibilidade de promoção do União de Tomar), continuo a não identificar uma norma específica para aplicação ao caso suscitado pela renúncia do Riachense… por analogia, poderá antecipar-se que seria essa vaga preenchida por um dos segundos classificados de outra associação? Se assim for, seria (necessariamente) um dos segundos classificados de outra associação, que não os das anteriormente referidas ? A incerteza persiste…