A difícil situação financeira do União Futebol Comércio e Indústria de Tomar, nomeadamente a dívida do clube às finanças, esteve em discussão no período antes da ordem do dia na última reunião de executivo camarário de Tomar, a 18 de Março. Recorde-se que na última reunião de assembleia municipal, a 26 de Fevereiro, foi chumbada uma proposta de apoio ao clube apresentada pela bancada do Partido Socialista.

Desta vez, foram os vereadores do grupo “Independentes por Tomar” a apresentar uma nova estratégia de apoio ao clube que consideram ter a “triste condição de morte anunciada”. A mesma assenta na celebração de um contrato-programa, no qual se definiriam o plano de actividades do clube, as parcerias entre o clube e a autarquia, bem como as obrigações e responsabilidades de cada uma das partes, deixando claro as contrapartidas e os meios envolvidos.

De acordo com os independentes, “com este contrato-programa e o envolvimento institucional da autarquia perante a Direcção-Geral dos Impostos seria possível, encontrar uma solução de curto e médio prazo adequada a resolver as responsabilidades do União de Tomar”. Luís Ferreira, vereador do Partido Socialista, criticou a proposta considerando que a celebração de um contrato-programa “é um exercício de demagogia” e não será a solução financeira mais adequada para a resolução do problema, uma vez que, segundo disse, só a administração central pode celebrar contratos-programa.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvelo de Sousa (PSD) disse à vereação que a autarquia tem estado reunida com a direcção do clube com vista a encontrar uma solução mas que não pode ser a autarquia a pagar as dívidas feitas pelas direcções dos clubes. “Os problemas não surgiram nos últimos doze anos. Temos uma associação importantíssima no concelho, que enquadra centenas de crianças na prática desportiva facto que para mim é determinante, mas não pudemos incentivar um tipo de ‘acontecimento’ que passa pelas associações constituírem dívidas superiores ao seu orçamento para que depois seja a câmara a pagar”, sublinhou. Corvelo de Sousa acrescenta que “a forma de sair desta situação tem vindo a ser conduzida pela autarquia mas terá que ser o clube a recuperar a sua capacidade de funcionar em melhores condições. A proposta dos independentes será discutida na próxima reunião do executivo, a 1 de Abril.

(O Mirante)