Foi um Paulo Moura amargurado que esteve no recente Hertz Desportivo. O responsável pelo futebol sénior do U. Tomar voltou a abordar o principal problema do clube, ou seja, a dívida às Finanças e lamentou que demorem a aparecer soluções, nomeadamente por parte da Câmara Municipal.

Paulo Moura disse mesmo que a autarquia deveria seguir o caminho de outras, de Norte a Sul do país, nomeadamente com a solução desejada pelos unionistas, ou seja, que o subsídio anual a que o clube tem direito seja adiantado e encaminhado para o Fisco. Mas a verdade é que o tempo passa e a Câmara Municipal não avança com soluções. Por isso mesmo, Paulo Moura recordou que «este assobiar para o lado» não pode continuar, já que se o U. Tomar não tem receitas, a responsabilidade é da autarquia: «Já fizemos ver isso à Câmara Municipal… Quando se tem receitas de 107 euros, como aconteceu num jogo, e, este domingo, se vende 9 bilhetes, com 117 euros de receita, isto quando temos despesas na ordem dos 400 euros, resta perguntar o que é que lá andamos a fazer?! Ao U. Tomar até ficava mais barato jogar sempre fora! Desta forma, não há a mínima hipótese de podermos continuar. Se estivéssemos num estádio fechado, tínhamos receitas, publicidade, bar, enfim, uma série de condições que, não tenho dúvidas em afirmar, faziam com que o U. Tomar vivesse sem problemas».

(Rádio Hertz)