O União de Tomar está em plena comemoração de mais um aniversário. São 96 anos de história no desporto concelhio, distrital e nacional. Estamos a falar do único clube do distrito de Santarém que militou na 1ª Divisão Nacional, onde marcou seis presenças, para além de ter sido campeão nacional da 2ª Divisão em 1973/74. Referência, ainda, para a conquista de valiosos troféus, numa história marcada pela passagem de renomados treinadores e jogadores, incluindo os campeões europeus Eusébio e António Simões. Para assinalar a efeméride, a Hertz ouviu Graça Costa.

A presidente da Assembleia Geral do clube começou por apelar à comunidade no sentido de reconhecer a importância que o U. Tomar merece: «Estou convicta de que todos os tomarenses e unionistas têm o mesmo desejo, ou seja, resolver de uma vez por todas a situação financeira do clube para que o clube tenha viabilidade e condições para crescer. Do ponto de vista desportivo, todos os indicadores convergem no sentido de que esse cenário é possível. A prova disso é que esta época os resultados apareceram, fruto do sacrifício de pais, dirigentes, treinadores, enfim, todas as pessoas que trabalham diariamente no clube. Por isso, pretendemos, com a ajuda de todos, encontrar forma de ultrapassar os problemas». Questionada sobre se a sociedade dá importância ao que foi e é feito pelo clube, Graça Costa foi clara: «O facto do União de Tomar ter ficado sem o estádio e de não ter uma Sede social, limita a adesão das pessoas ao clube. Ainda assim, iniciativas como aquelas que tiveram lugar no último fim-de-semana (ndr: homenagem à equipa campeã da 1973/74) vão fazer com que as pessoas se aproximem novamente e percebam que o clube é património do concelho, deu muitas alegrias e continua a dar. Por isso, recuso determinantemente todas aquelas ideias que, por vezes, são veiculadas através de alguns órgãos – não os de comunicação social que têm um comportamento impecável – em que algumas pessoas, em surdina, dizem que o União de Tomar não representa o concelho. Estas pessoas não estão só a desrespeitar o concelho, como também a história do próprio concelho».

(Rádio Hertz)