Setembro 2010


“O ADEUS DE LOURENÇO DEIXOU O JOGO TRISTE

Estádio de Alvalade, em Lisboa

Árbitro – Carlos Monteiro, de Setúbal

SPORTING – Damas (3); Pedro Gomes (3), Laranjeira (4), José Carlos (3) e Hilário (3); Tomé (1) e Peres (1) (64m – Dani (2)); Chico (2), Lourenço (3) (55m – Nelson (2)), Yazalde (3) e Dinis (1)

U. TOMAR – Nascimento (3); Kiki (2), Dui (2), Faustino (1) e Barnabé (3); Manuel José (3), Cardoso (2) e Calado (3); Pavão (2), Bolota (1) e Camolas (1)

1-0 – Lourenço – 41m
2-0 – Chico – 43m

Cartão vermelho – Camolas – 14m

«Substituições: Aos 55 m. Nelson (2), rendeu Lourenço e aos 64 m. Dani (2), substitui Peres.

Golos – 1-0, aos 41 m. por Lourenço, a aproveitar oportunamente um cruzamento rasteiro de Tomé. 2-0, aos 43 m. golo de Chico, que soube concluir magnífica abertura de Lourenço.

———-

Muito calor, pouca gente. Muito interesse dos visitantes num resultado airoso, relativo emprenho dos sportinguistas quanto a esse aspecto, pois a oito dias da grande final da «Taça», antes do resultado, estava a exibição que impunha afinar. Muita aplicação de Lourenço em tarde de adeus àquele estádio e pouca inspiração em certos companheiros seus, a quem o público às tantas contemplou com os sempre antipáticos (e inoportunos) assobios.

E poderíamos ir por aqui fora, nestas variações sobre quantidade, característica de um incaracterístico despique, entre um Sporting descompassado inter-sectores e um União «encolhido» logo que aos 14 minutos de jogo uma irreflectida atitude do aríete Camolas, tornou desigual na prática uma luta que em teoria, pelo menos, já o era.

Entre os 41 e os 43 minutos definiu-se um jogo que, no tempo restante, se confinou a jogadas de inspiração individual ou a movimentos curiosos de intenção construtiva por homens que se esforçaram por provar a indesmentível verdade de que não falta ao Sporting gente com talento suficiente para assegurar à equipa uma produção de jogo de nível elevado.

Ficaram-se, todavia, pela intenção. E porquê?

Porque realmente é cansativo ter a bola nos pés, olhar em redor e não ver quem se desmarque para a receber.

Este o desfasamento que notámos na esquematização dos ataques «leoninos».

Peres, Yazalde e Chico são jogadores em boa forma. Essa boa forma permite-lhes dar largas à excelente execução técnica que possuem, colocando o esférico onde querem. Mas «onde querem» não é «onde podem». Há ocasiões em que a bola, perfeitamente dominada está mesmo a «pedir» o passe, mas como entretanto toda a gente ficara parada, admirando o lance do companheiro, este é obrigado a travar o ímpeto, dando tempo a que toda a defesa contrária se reagrupe.

No caso deste jogo, refira-se que Peres foi o que desafinou mais cedo, justificando-se depois a sua substituição por Dani.

A este Sporting de dinâmica sincopada, opôs o União de Tomar uma equipa pouco ambiciosa, que continuou a retardar tempo (e jogo) mesmo a perder por 2-0. Excelente a técnica exibida por Manuel José e Calado, os quais se alinhassem do outro lado não destoavam, bem pelo contrário.

Os restantes alternaram o bom com o mau, mas Barnabé foi o melhor da defesa, como Bolota foi o pior do ataque… e da equipa. Nascimento executou portentosa defesa a grande remate de Tomé, na segunda parte.

No Sporting a defesa teve um jogo tranquilo e muito bom para facilitar a recuperação de Pedro Gomes e José Carlos. No meio-campo, de Peres já falámos. Tomé continua à procura de si próprio. Esteve pouco feliz, é certo, mas não é com assobios que se estimula um jogador que já deu sobejas provas de valia.

No ataque, além de Yazalde, cuja ascensão é notória – teve pormenores de indiscutível merecimento – Lourenço, que se despediu de Alvalade, agiu com o habitual esclarecimento, compensado com os lances dos golos e jogou com muita aplicação, justificando a forte ovação com que o público o despediu. Depois dele sair o jogo ficou mais triste…

Diniz é que esteve francamente desastrado e recebeu por isso a sua dose de assobios de uma assistência desolada com a inércia de um ataque que rematou pouco e mal.

O trio de arbitragem setubalense realizou trabalho razoável, revelando total imparcialidade no julgamento das faltas.

Na expulsão de Camolas, a árbitro agiu de acordo com a informação do auxiliar do lado da bancada. O avançado nabantino deve ter sido extremamente incorrecto, pelo que a atitude a tomar não poderia ser outra. O arrependimento do jogador, chegou tarde…»

(“Record”, 30.05.1972 – Crónica de Carlos Nogueira)

(Imagem – “Record”, 30.05.1972)

                            Total               Casa            Fora
                   Jg  V  E  D    G    Pt   V  E  D   G     V  E  D   G
 1º SL Benfica     30 26  3  1  81-16  55  13  2  - 43- 6  13  1  1 38-10
 2º VFC Setúbal    30 17 11  2  62-16  45  11  2  2 41- 6   6  9  - 21-10
 3º Sporting CP    30 17  9  4  51-26  43  11  2  2 29-11   6  7  2 22-15
 4º GD CUF         30 12 13  5  43-28  37   8  5  2 31-15   4  8  3 12-13
 5º FC Porto       30 13  7 10  51-32  33   7  3  5 28-16   6  4  5 23-16
 6º VSC Guimarães  30 11  8 11  49-47  30   7  5  3 31-18   4  3  8 18-29
 7º CF Belenenses  30 11  7 12  35-33  29   7  3  5 19-13   4  4  7 16-20
 8º FC Barreirense 30 11  5 14  34-46  27   7  3  5 23-17   4  2  9 11-29
 9º SC Farense     30  9  7 14  34-48  25   9  4  2 27-18   -  3 12  7-30
10º Atlético CP    30  8  9 13  35-52  25   5  7  3 21-20   3  2 10 14-32
11º Boavista FC    30  7 10 13  28-46  24   6  5  4 19-14   1  5  9  9-32
12º UFCI Tomar     30  9  5 16  25-42  23   7  4  4 18-14   2  1 12  7-28
13º SC Beira-Mar   30  7  9 14  29-51  23   4  6  5 19-21   3  3  9 10-30
14º Leixões SC     30  7  7 16  26-51  21   4  4  7 11-16   3  3  9 15-35
15º Académica      30  7  7 16  29-38  21   5  4  6 18-16   2  3 10 11-22
16º FC Tirsense    30  6  7 17  26-66  19   6  3  6 18-21   -  4 11  8-45

Leixões – Atlético – 0-1
Académica – Barreirense – 2-0
Guimarães – Boavista – 2-1
Sporting – U. Tomar – 2-0
Farense – Benfica – 2-5
Porto – Tirsense – 6-0
CUF – Beira-Mar – 5-1
Setúbal – Belenenses – 1-1

Despromovidos à II Divisão – Académica e Tirsense
Torneio de competência (liguilla) – Beira-Mar e Leixões; Riopele e Peniche
Promovidos da II Divisão – U. Coimbra e Montijo

Apurado para a Taça dos Campeões Europeus – Benfica
Apurados para a Taça UEFA – Setúbal, CUF e FC Porto
Apurado para a Taça dos Vencedores de Taças – Sporting (finalista Taça Portugal)

Com o intuito de uma divulgação mais rápida das actividades do União de Tomar, o clube dispõe, a partir de agora, do seu site oficial no Facebook, página que pode ser consultada aqui.

“FUTEBOL, GOLOS E… SOFRIMENTO”

Estádio Municipal de Tomar

Árbitro – António Espanhol, de Leiria

U. TOMAR – Nascimento (3), Kiki (3), Faustino (2), Cardoso (4) e Barnabé (3); Manuel José (3) e Calado (3); Pavão (2), Bolota (4), Camolas (4) e Totoi (2) (70m – Dui)

GUIMARÃES – Gomes (2); Costeado (2), Manuel Pinto (3), José Carlos (2) e Osvaldinho (2); Hélder Ernesto (3), Custódio Pinto (2) e Silva (3); Jorge Gonçalves (2), Tito (3) e Ibraim (2) (66m – Cartucho (1))

1-0 – Bolota – 17m
2-0 – Camolas – 45m
2-1 – Silva – 61m
2-2 – Tito – 82m
3-2 – Camolas – 90m

«Substituições: Cartucho (1) rende Ibraim aos 66 minutos na equipa minhota, e Totoi dá o lugar a Dui, aos 70 minutos, pelo lado tomarense.

1-0 – Bolota, iam decorridos 17 minutos.

2-0 – Ao findar o primeiro tempo, mesmo ao 45.º minuto, Camolas com um remate fulgurante bate Gomes.

2-1 – Silva, aos 61 minutos.

2-2 – Aos 81 minutos, Tito, de cabeça.

3-2 – Camolas, de novo, aos 90 minutos.

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À primeira vista, pode parecer que esta partida seria de descanso para o Vitória e de nervos para o União de Tomar. Mas tanto o descanso como os nervos afectaram ambas as turmas, e o  desgaste de ambos os contendores foi duro, tendo proporcionado a todos os que se deslocaram ao Estádio Municipal de Tomar, um espectáculo de futebol de muito boa craveira, com a vitória a sorrir a quem melhor se adaptou às circunstâncias, e fez gala em realizar talvez o seu melhor encontro deste campeonato.

Como se sabia, o União de Tomar jogava a sua cartada, a última pela sobrevivência no convívio dos grandes e só a vitória lhe interessava. A ausência de dois dos seus elementos efectivos, à primeira vista punha nuvens muito negras, sobre este encontro, no entanto os suplentes chamados à equipa e o regresso de Nascimento às balizas, a extraordinária exibição de Camolas e Bolota, a segurança de toda a defesa, e o «aparecimento» de Calado e Manuel José, fez surgir um todo de energias, de querer e força física, que acabou por transformar a equipa e provar que os fracos resultados ultimamente alcançados não eram verdadeiros, na sua maior parte. Mas isso são as consequências de um campeonato mais longo e de uma equipa que se prepara com elementos para a II Divisão, e de momento, mercê do seu esforço, se vê a cumprir a I Divisão, sem poder recrutar mais jogadores para a valorização do seu «plantel».

No jogo de vida ou de morte, como se costuma dizer, a equipa tomarense cumpriu totalmente, e ainda mais é de apreciar a sua justa e merecida vitória quanto é certo que o Vitória de Guimarães nunca baixou os braços, e desde o primeiro ao último minuto, esteve sempre na brecha, de dentes cerrados a contrariar o jogo tomarense.

A própria marcha do marcador o indica, pois os tomarenses depois de estarem a vencer por 2-0 consentiram o empate, aliás por mérito do Vitória de Guimarães e quando o 3-2 favorável aos tomarenses aparecia no último minuto, a explosão de alegria que correu dentro do rectângulo de jogo e fora foi tão grande, que praticamente o apito final do sr. António Espanhol, foi o escape para o entusiasmo da assistência.»

(“Record”, 23.05.1972 – Crónica de Silva Santos)

                            Total               Casa            Fora
                   Jg  V  E  D    G    Pt   V  E  D   G     V  E  D   G
 1º SL Benfica     29 25  3  1  76-14  53  13  2  - 43- 6  12  1  1 33- 8
 2º VFC Setúbal    29 17 10  2  61-15  44  11  1  2 40- 5   6  9  - 21-10
 3º Sporting CP    29 16  9  4  49-26  41  10  2  2 27-11   6  7  2 22-15
 4º GD CUF         29 11 13  5  38-27  35   7  5  2 26-14   4  8  3 12-13
 5º FC Porto       29 12  7 10  45-32  31   6  3  5 22-16   6  4  5 23-16
 6º VSC Guimarães  29 10  8 11  47-46  28   6  5  3 29-17   4  3  8 18-29
 7º CF Belenenses  29 11  6 12  34-32  28   7  3  5 19-13   4  3  7 15-19
 8º FC Barreirense 29 11  5 13  34-44  27   7  3  5 23-17   4  2  8 11-27
 9º SC Farense     29  9  7 13  32-43  25   9  4  1 25-13   -  3 12  7-30
10º Boavista FC    29  7 10 12  27-44  24   6  5  4 19-14   1  5  8  8-30
11º SC Beira-Mar   29  7  9 13  28-46  23   4  6  5 19-21   3  3  8  9-25
12º UFCI Tomar     29  9  5 15  25-40  23   7  4  4 18-14   2  1 11  7-26
13º Atlético CP    29  7  9 13  34-52  23   5  7  3 21-20   2  2 10 13-32
14º Leixões SC     29  7  7 15  26-50  21   4  4  6 11-15   3  3  9 15-35
15º FC Tirsense    29  6  7 16  26-60  19   6  3  6 18-21   -  4 10  8-39
16º Académica      29  6  7 16  27-38  19   4  4  6 16-16   2  3 10 11-22

Atlético – Belenenses – 1-1
Barreirense – Leixões – 4-0
Boavista – Académica – 2-0
U. Tomar – Guimarães – 3-2
Benfica – Sporting – 2-1
Tirsense – Farense – 2-0
Beira-Mar – Porto – 1-5
Setúbal – CUF – 0-1

“ALMA MAIS FORTE DO QUE O VENTO”

Estádio do Calhabé, em Coimbra

Árbitro – João Nogueira, de Setúbal

ACADÉMICA – Melo (2); Brasfemes (2), Alhinho (4), Belo (2) e Simões (4); Gervásio (4), Mário Campos (4) e Vitor Campos (3); Manuel António (2), Vala (2) e Costa (3)

U. TOMAR – Silva Morais (2); Kiki (3), Cardoso (0), Faustino (3) e Barnabé (3); Manuel José (2), Calado (2), Pavão (1) e Fernando (0); Bolota (1) e Camolas (1) (68m – Totoi (1))

1-0 – Alhinho – 11m
2-0 – Gervásio (pen.) – 60m
3-0 – Manuel António – 90m

Cartão vermelho – Fernando – 84m

«Substituições: Aos 68 minutos, o União de Tomar fez entrar Totoi (1) para o lugar de Camolas.

Expulsão – Aos 84 minutos Fernando foi expulso por agressão a Melo.

Golos – Alhinho (11 m.), Gervásio (60 m. de grande penalidade) e Manuel António (90 m.).

———-

Aquilo que há muito não surgia, apareceu no domingo, e a Académica arrancou decididamente para uma vitória que não sofre contestação. Foi um golo no primeiro quarto de hora que demarcou a recuperação dos estudantes. Mas, virá essa recuperação ainda a tempo? É uma incógnita que ficará a pairar por umas semanas. Ficou, no entanto, uma certeza: A Académica mostrou uma alegria de jogo que já não lhe estava nos hábitos há muito tempo.

Quem tem acompanhado a carreira dos estudantes na presente temporada, facilmente verificará que o resultado alcançado frente ao União de Tomar é coisa que toma foros de sensacional. Vencer folgadamente por três golos de vantagem é marco notório desta Académica/72.

Com um meio-campo pleno de energia e vontade, a equipa escolar obrigou o adversário a acantonar-se numa porfiada defesa.

O vento que soprava com assinalável violência, era favorável aos donos da casa. Tudo, portanto, aconselhava a que se tirasse todo o proveito desse factor. Foi isso que aconteceu, pois adivinhava-se que se os estudantes não lograssem aumentar a vantagem, teriam um acumular de dificuldades na segunda parte.

Daí resultou que os rapazes da Académica fizessem das tripas coração e se lançassem denodadamente para a ofensiva. E de tal modo o fizeram que obrigaram o adversário a ceder «cantos» consecutivos, após o primeiro golo.

Era avassalador o domínio dos estudantes e a preocupação chegou ao ponto de tentar a sorte de longe já que romper a muralha defensiva dos tomarenses se tornava tarefa nada fácil. Gervásio e Mário Campos, foram os espíritos mais lúcidos nesse capítulo, tentando as suas «chances» nos momentos próprios, para além de catapultarem jogo para os dianteiros num ritmo diabólico.

Mas o segundo golo não surgia, e a dúvida sobre a resistência escolar começava a avolumar-se. Tudo parecia indicar que os tomarenses conseguiam levar a sua intenção a bom termo. E essa intenção era a de consentir o mínimo de golos contra o vento, já que no segundo tempo a missão estaria facilitada.

No segundo tempo, a Académica ignorou, pura e simplesmente o factor de vento contra, e começou a jogar com a bola rente ao solo, fazendo um verdadeiro assalto ao último reduto do adversário. Como corolário desse domínio, os tomarenses começaram a exagerar nas entradas à margem das leis, e aos 55 m., Cardoso agrediu Costa a pontapé, com este caído no chão, e cinco minutos depois o mesmo Cardoso daria origem a grande penalidade, derrubando violentamente Costa, dentro da área de rigor. Neste lance, não compreendemos a atitude do árbitro que, sendo peremptório no assinalar do castigo máximo, permitiu que Cardoso continuasse no terreno, depois de poucos minutos antes lhe haver mostrado o cartão amarelo. Foi o rastilho para o desfilar de atitudes nada dignificantes. Costa continuou a ser um mártir sempre que se acercava da área adversária, e voltaria a ser agredido pelo mesmo Cardoso, aos 80 minutos. Mas o árbitro apenas aconselhou calma aos prevaricadores, acabando Fernando por ser a vítima dessa roda-livre. Certamente pensando que estava dentro da complacência do árbitro, como o seu colega Cardoso, não teve rebuço de agredir Melo a pontapé, quando este estava no chão e de posse da bola. Valeu-lhe essa atitude a apresentação do cartão vermelho.

No último minuto, surgiu o derradeiro golo que culminou a excelente exibição dos estudantes.

Na Académica, Alhinho e Simões foram os elos mais fortes da defesa, indo um e outro, de quando em vez, dar a sua achega às linhas mais avançadas. Alhinho denotou uma segurança que já não lhe víamos há muito, e Simões actuou como um verdadeiro extremo. No meio campo esteve a chave do êxito, com Gervásio e Mário Campos a grande altura. O primeiro como disciplinador do jogo e o segundo a transportar a bola de uma pujança física notória. Em plano de menos destaque, mas com exibições convincentes, cotaram-se Vitor Campos e Costa, este com um espírito de luta assombroso, nunca virando a cara à luta implacável que lhe moviam os defensores contrários.

Nos tomarenses, Kiki e Faustino foram os mais pendulares duma defensiva muito posta à prova. Foram os dois elementos que mais se destacaram sem necessidade de usar dos processos menos leais que alguns dos seus colegas puseram em prática. Dos restantes elementos, Barnabé foi o que melhor conta deu de si, esforçando-se numa missão que não achou continuidade nos seus companheiros da frente.

A arbitragem do sr. João Nogueira não nos agradou. Depois de fazer uma primeira parte muito certa, pecou no segundo tempo por permitir entradas que a lei manda reprimir com outro castigo que não o do simples «livre directo».»

(“Record”, 16.05.1972 – Crónica de Arménio Bajouca)

(Imagem – “Record”, 16.05.1972)

                            Total               Casa            Fora
                   Jg  V  E  D    G    Pt   V  E  D   G     V  E  D   G
 1º SL Benfica     28 24  3  1  74-13  51  12  2  - 41- 5  12  1  1 33- 8
 2º VFC Setúbal    28 17 10  1  61-14  44  11  1  1 40- 4   6  9  - 21-10
 3º Sporting CP    28 16  9  3  48-24  41  10  2  2 27-11   6  7  1 21-13
 4º GD CUF         28 10 13  5  37-27  33   7  5  2 26-14   3  8  3 11-13
 5º FC Porto       28 11  7 10  40-31  29   6  3  5 22-16   5  4  5 18-15
 6º VSC Guimarães  28 10  8 10  45-43  28   6  5  3 29-17   4  3  7 16-26
 7º CF Belenenses  28 11  5 12  33-31  27   7  3  5 19-13   4  2  7 14-18
 8º FC Barreirense 28 10  5 13  30-44  25   6  3  5 19-17   4  2  8 11-27
 9º SC Farense     28  9  7 12  32-41  25   9  4  1 25-13   -  3 11  7-28
10º SC Beira-Mar   28  7  9 12  27-41  23   4  6  4 18-16   3  3  8  9-25
11º Boavista FC    28  6 10 12  25-44  22   5  5  4 17-14   1  5  8  8-30
12º Atlético CP    28  7  8 13  33-51  22   5  6  3 20-19   2  2 10 13-32
13º UFCI Tomar     28  8  5 15  22-38  21   6  4  4 15-12   2  1 11  7-26
14º Leixões SC     28  7  7 14  26-46  21   4  4  6 11-15   3  3  8 15-31
15º Académica      28  6  7 15  27-36  19   4  4  6 16-16   2  3  9 11-20
16º FC Tirsense    28  5  7 16  24-60  17   5  3  6 16-21   -  4 10  8-39

Atlético – Barreirense – 1-0
Leixões – Boavista – 0-0
Académica – U. Tomar – 3-0
Guimarães – Benfica – 1-3
Sporting – Tirsense – 3-2
Farense – Beira-Mar – 2-0
Porto – Setúbal – 0-1
CUF – Belenenses – 0-1

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