Novembro 2010


(Imagem enviada pelo autor do blogue “Belenenses Ilustrado“, a quem reitero o agradecimento)

Nota – O quadro de resultados acima regista alguns lapsos: 4-1 no U. Leiria-Sacavenense (sendo o resultado correcto de 4-3) e 6-0 no Alhandra-Sesimbra (resultado correcto de 3-0). Por outro lado, e de acordo com os registos da Federação Portuguesa de Futebol, os resultados dos jogos Portimonense-Sintrense (32ª jornada) e do U. Leiria-Torreense (35ª jornada) foram, respectivamente, 4-2 e 1-0 (em lugar de 1-0 e 2-0).



(Imagens – “Record”, 25.06.1974)

“O TÍTULO PARA TOMAR NUMA FINAL COM SETE GOLOS”

Estádio Municipal de Coimbra

Árbitro – Adelino Antunes, de Leiria

U. TOMAR – Quim Pereira; Kiki, João Carlos, «capitão», Faustino (62m – Fernando) e Fernandes; Cardoso, Raul Águas e Pavão (71m – Sanina); Raul, Bolota e Camolas

ESPINHO – Luz (49m – Aníbal); Artur Augusto, Simplício, Gonçalves, «capitão» e Gomes; Meireles, Ferreira da Costa e Júlio (62 m – Hélder Ernesto); Augusto, Telé e Malagueta

1-0 – Bolota – 1m
1-1 – Malagueta – 7m
2-1 – João Carlos (pen.) – 18m
3-1 – Bolota – 35m
4-1 – Bolota – 48m
4-2 – Telé – 83m
4-3 – Telé – 85m

«Substituições: no União de Tomar, aos 62 minutos, Fernando entrou para o lugar de Faustino e aos 71, Sanina rendeu Pavão. No Espinho aos 49 minutos, Aníbal substituiu Luz e, aos 62, Hélder Ernesto ocupou o lugar de  Júlio.

Ao intervalo: 3-1. Marcadores: Bolota, aos 1, 35 e 48 e João Carlos (de grande penalidade) aos 18 minutos, pelo União de Tomar; Malagueta, aos 7 e Telé aos 83 e 85 minutos, pelo Sporting de Espinho.

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Com razoável assistência, em que dominava o entusiasmo das falanges de apoio, defrontaram-se duas turmas com futebol de diferente concepção. O União de Tomar, mais maduro, apoiado e objectivo; o Espinho, mais rápido e com base no valor individual das suas unidades, menos prático, por isso, a exigir uma capacidade física que não é possível encontrar ao cabo de tão longo campeonato.

Essa diferença ficou perfeitamente espelhada no resultado tangencial, apesar de, perto do fim, o «placard» mostrasse 4-1 favorável aos nabantinos.

O entusiasmo varreu o Estádio Municipal de Coimbra, quando o Sporting de Espinho passou de quase conformado à situação de inconformado. Dois golos, quase de rajada, e uma forte pressão sobre a baliza adversária nos derradeiros instantes, criaram ambiente de euforia e de expectativa, única nota positiva, aliás, da segunda parte.

Antes do encontro, o professor Manuel Grilo, da Federação Portuguesa de Futebol e os dirigentes da Associação Futebol de Coimbra, drs. Guilherme de Oliveira e Rodrigo Santiago, desceram ao relvado para fazer a entrega a técnicos, jogadores e massagistas de ambas as equipas das medalhas referentes às vitórias  nas Zonas Norte e Sul do «Nacional» da II Divisão.

No início do desafio, uma fuga pela direita de Pavão, a centrar para Bolota – e este inaugurou o marcador.

Não se impressionaram os nortenhos. Jogava-se com velocidade, mostrando-se, porém, o União mais objectivo.

Mas o Espinho, persistentemente, continuou a procurar a baliza contrária, conseguindo, aos 7 minutos, a igualdade, por intermédio de Malagueta, oportuno numa recarga de cabeça.

Nítido equilíbrio das duas turmas em confronto, mas, desde logo, se verificava que o ritmo de jogo não era o mais calhado para o Espinho. Longas corridas acabariam por fazer efeito.

Aos 18 minutos, Pavão centrou; instintivamente, Júlio, metido no sector defensivo, meteu a mão à bola e o árbitro, de imediato, assinalou grande penalidade, convertida por João Carlos.

Apesar do contratempo, o Espinho começou a evidenciar mais agressividade, através de lances conduzidos por Ferreira da Costa (o melhor dos 26), Malagueta e Telé. Este chegou mesmo a perder uma oportunidade soberana, aos 32 minutos.

Três minutos decorridos, o Tomar lançou um ataque, em que intervieram Pavão e Bolota, cabendo a este, em jogada individual, chegar aos 3-1. Aos 36 minutos, o Espinho voltou a desperdiçar duas flagrantes oportunidades de marcar, por Júlio e Telé mostrando-se este o mais perigoso avançado.

No reatamento, logo aos 3 minutos, na sequência de um livre, o guarda-redes saiu para interceptar, mas largou a bola, deslize bem aproveitado por Bolota, que fez 4-1. Depois deste lance, o guardião nortenho foi substituído.

A velocidade dos primeiros 45 minutos havia-se perdido, entretanto. Tomar, descansado com a vantagem obtida, limitou-se a segurar as surtidas do adversário, congelando o esférico.

Hélder Ernesto entrara para o meio-campo espinhense, no intuito claro de forçar. Bem sucedida essa alteração, pois logo o Espinho começou a aparecer com mais frequência ao ataque. Aos 38 minutos, segundo golo; Augusto centrou do lado esquerdo e Telé, com um golpe de cabeça, desviou a bola para a baliza adversária, sem qualquer oposição.

Redobraram os nortenhos de entusiasmo e, quando dois minutos decorridos, o mesmo Telé passou o resultado para 3-4, foi indiscritível o entusiasmo da sua falange de apoio.

Apesar de uma ou duas incursões à área nabantina, não se alterou, porém, o resultado. O União de Tomar acabou por se sagrar campeão. Nele se distinguiram João Carlos, Pavão, Raul Águas, Bolota e Camolas e, no Espinho, Simplício, Meireles, Ferreira da Costa, Augusto, Telé e Malagueta.

Boa arbitragem.

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A satisfação do treinador Artur

Artur, treinador do União de Tomar:

– Estou satisfeito, pois foi esta a terceira vez que levei uma equipa à I Divisão. No que respeita a este encontro, sou de opinião que as equipas foram bem dignas uma da outra. O resultado, porém, não sofre contestação. Depois do quarto golo, a minha equipa descansou, o que deu possibilidade ao Espinho de subir. Parabéns a quantos contribuiram para este bom espectáculo.

Andrade: «Golos consentidos»

Francisco Andrade, treinador do Sporting de Espinho:

– A minha equipa, como eu esperava, acabou por falhar no capítulo do remate. A defesa, por sua vez, continua a não ter sorte em Coimbra, acabando os golos do Tomar por serem mais consentidos do que conseguidos. Parabéns à equipa vencedora, que demonstrou possuir mais maturidade. Felicidades para o futuro das duas equipas.

O árbitro: «Venceu o futebol»

O árbitro Adelino Antunes disse-nos:

– Pela forma como o desafio decorreu, não há dúvida que pode dizer-se ter vencido o futebol. Quando duas equipas lutam desta maneira, a vitória é, realmente, do futebol.»

(“A Bola”, 24.06.1974 – Crónica de Álvaro Perdigão)

(“A Bola”, 22.06.1974)

(“Record”, 22.06.1974)

“NA FESTA DE TOMAR POUCO FUTEBOL E… POUCA FESTA”

Estádio Municipal de Tomar

Árbitro – Porém Luís, de Leiria

U. TOMAR – Quim Pereira (50m – Silva Morais); Kiki, João Carlos («cap.»), Faustino e Fernandes; Cardoso, Raul Águas e Raul; Pavão (64m – Sanina), Bolota e Camolas

C. PIEDADE – Rui Pinheiro; Lucas, Cabrita, Adanjo («cap.») e Mimoso; Pinhal, Santas Noites e Canário (55m – Delmo); Vilarinho (74m – Adriano), Vieira e Amaro

1-0 – Raul Águas – 24m
2-0 – Bolota – 51m

«Substituições: duas em cada equipa e todas no segundo tempo. Nos locais, Silva Morais ocupou o lugar de Quim Pereira aos 50 minutos e aos 64, foi a vez de Sanina render Pavão. No Cova da Piedade, Canário e Vilarinho cederam os seus lugares a Delmo e Adriano, respectivamente aos 55 e 74 minutos.

Ao intervalo, 1-0.

Aos 24 minutos o Tomar marcou pela primeira vez, por intermédio de Águas. No meio campo piedense, Bolota ganhou um lance a Vieira, cedendo de pronto para o autor do tento que depois de evitar Cabrita (que ainda tentou o corte com as mãos) rematou com o pé direito.

No segundo tempo: 1-0.

O Tomar elevou para 2-0, aos 51 minutos. À entrada da área do Cova da Piedade, Raul tabelou com Águas que à primeira endossou para Bolota que, já dentro da área, com o pé direito, rematou rasteiro, em jeito, para o lado direito de Rui Pinheiro.

Resultado final: 2-0.

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Não, não teve aquele brilho que costuma caracterizar as ascensões de divisão a festa que o União de Tomar tanto mereceu, em função da sua notável carreira ao longo do «Nacional» da Segunda Divisão. Que faltou, afinal, à festa? Apenas o principal: a ansiedade, a emoção, o clima de incerteza que faz que os espectadores se sintam impacientes, inquietos, ansiosos. Foi assim a modos que um baile… sem música.

A certeza da subida, garantida três dias antes, em Odivelas, «matou» a festa de ontem. Com o lugarzinho assegurado na próxima época, entre os melhores do nosso futebol, o jogo, apesar de presenciado por razoável assistência, não conheceu fases de interesse. Foi um jogo que era preciso jogar. Que não adiantava nem atrasava. Que era preciso atingir-se o seu fim… E com que ansiedade ele foi aguardado por todos os jogadores tomarenses que antes do árbitro apitar para o seu termo, já mais de meia equipa se acercava da entrada para as cabinas.

Apesar da falta de brilho, estralejaram foguetes. Primeiro, quando faltavam quinze minutos para o começo do jogo, depois, quando o União entrou no rectângulo com suplentes incluídos. Os suplentes também queriam entrar na festa (pequena, afinal).

Simpático o gesto do Cova da Piedade que formou alas para que o União entrasse em campo. O Cova da Piedade estava em maré de gentilezas. Teve outra: depois da saudação da praxe, os jogadores piedenses cumprimentaram, um por um, todos os jogadores tomarenses.

Falando de homenagens, também o público de Tomar não esqueceu o seu treinador, chegando a ouvir-se alguns espectadores a gritarem: «Artur, Artur, Artur». O técnico da subida não fora esquecido. A hora era de alegria e de reconhecimento. Para o técnico a situação nada tinha de inédito. Já lhe sucedera anteriormente, duas vezes. Artur. O técnico das subidas.

Houve cravos para os espectadores do «Municipal». Foram despejados assim como quem deita papelinhos de carnaval, de um helicóptero que sobrevoou o Estádio, provocando, como se compreende, uma tremenda onda de poeira. A atitude dos cravos foi bonita. A poeira é que não soube bem. Um pandemónio. Os cravos poucos terão sido aproveitados, porque os imensos jovens que a todo o custo os procuravam apanhar, pisavam mais do que os aproveitavam. Os jogadores e o árbitro tiveram que aguardar que toda aquela gente, sedenta de cravos, se dignasse debandar. Aconteceria por fim, o que até nem prejudicou o início do jogo, já que o árbitro, Porém Luís, foi prevenido ao ponto de dar entrada no rectângulo alguns minutos mais cedo do que habitualmente. Estava atento, mesmo antes de o jogo começar, o árbitro de Leiria.

Por fim, o jogo. Despido de interesse. Venceu e bem o União de Tomar porque foi a equipa que jogou menos mal, que mostrou outro traquejo, outras potencialidades. Porque é integrada de um jogador que tem lugar em muitas das nossas equipas de Primeira Divisão. Que sozinho chegou ontem para um desgarrado e impenetrante ataque piedense: João Carlos, Jogou como quis. Em jeito, em força, como era necessário em cada lance. Teve soluções para todas as situações. Um jogador.

Para lá de João Carlos, outros elementos luziram um tanto. Camolas e Águas, entre os tomarenses, e Vieira nos piedenses. Um pormenor do jogo de Tomar: voltaram a defrontar-se Camolas e Vieira que, em tempos, formaram uma dupla temível nos juniores do Benfica. Lembram-se? Muitas esperanças fora[m], então, depositadas em ambos.

Mas no jogo houve, igualmente, elementos de escassíssima produção: Pavão, Cardoso, Vilarinho, Amaro, para lá de Silva Morais que jogou mal durante quase todo o segundo tempo. Outra curiosidade: todos os suplentes se guindaram em plano modesto. Complexados?

O Cova da Piedade começou mal, colocando Santas Noites à frente do seu quarteto defensivo, na tentativa de travar Águas que embalava de trás, procurando tabelar com Bolota. A medida pareceu acertada pois o jovem piedense conseguiu, de início, mostrar-se bastante útil. Aliás, até sofrer o primeiro tento, o meio-campo e a defesa do Cova da Piedade não sentiram grandes dificuldades ante a lentidão de processos do União de Tomar que variava pouquíssimo os lances. Por norma, Águas procurava tabelar com Bolota, na tentativa de entrar na área, o que não surtia. Outro lance muitas vezes ensaiado: abertura para os extremos, dos quais, apenas Camolas dava seguimento às jogadas, já que Pavão, muito moroso, parando cada lance para o adornar com uma e, às vezes, mais simulações, emperrando a manobra.

Surgiu o golo. O União pareceu despertar um pouco. O seu futebol ganhou acutilância (pouca) e Camolas teve, aos 40 minutos, uma bela jogada de insistência concluída à figura. Este lance foi o prenúncio da ameaça tomarense. O mesmo Camolas, por duas vezes, e Águas desperdiçariam, até final do primeiro tempo, mais oportunidades. Entretanto, também o Cova da Piedade disporia de um ensejo por Vieira que, isolado na área, rematou à figura de Quim Pereira que saíra bem de entre os postes para diminuir o ângulo de tiro.

Após o intervalo, uma alteração: o União de Tomar apareceu em campo, equipando de camisola branca. Por medida preventiva contra a já esperada invasão do rectângulo, no final do jogo? Tudo indica que sim. Nas camisolas, por tão velhas, não era possível perceberem-se os números, já brancos também de tanto uso. Se foi esta a razão da troca, não se chega a perceber muito bem porquê tanta relutância em os jogadores cederem as camisolas, aos seus adeptos, no final do jogo. Medida económica?

A segunda parte começou benzinho. Primeiro, foi Águas quem rematou ao lado uma bola que se adivinhava perigosa; depois, foi Vieira quem obrigou Quim Pereira à melhor defesa de todo o encontro. Prometia. Jogava-se há quatro minutos e, volvidos mais dois, surgiria o segundo tento. Um golo que fez vibrar um pouco o adormecido público tomarense. Um golo que trouxe rebuçados para alguns espectadores, oferecidos pelo engenheiro Vilas Boas, um incondicional adepto dos tomarenses e uma figura típica da cidade do Nabão.

Com a entrada de Delmo (55 minutos), o Cova da Piedade deixou de contar com o seu mais perigoso atacante (Vieira) já que a saída de Canário obrigou ao recuo de Vieira para o miolo e à entrada de Delmo para o ataque onde se mostrou inofensivo. Entrou-se, então, no período da «souplesse». Tudo a ser executado com enervante lentidão, com os minutos a demorarem a escoar-se. Neste segundo tempo, mais duas oportunidades, uma para cada equipa: Camolas vê um remate ser defendido com os pés, por instinto, pelo guarda-redes contrário e Raul salvou sobre o risco de baliza um remate de cabeça de Cabrita, na sequência de um canto que Silva Morais não desfizera como lhe competia.

De assinalar que, aos 19 minutos do segundo tempo, com o União de Tomar já com as duas substituições operadas, Fernandes apareceu a queixar-se de uma perna, passando a actuar na extrema esquerda, recuando Raul para lateral do mesmo lado, passando a actuar Camolas no meio-campo. Da mudança não surtiram resultados vantajosos.

O fim do jogo. Com muitos jogadores do União a encaminharem-se para as cabinas, antes de o árbitro apitar. Aliás, o árbitro só apitou para dar o encontro por terminado, depois de ter a bola em seu poder, dada, à mão, por Santas Noites que recolheu o passe de João Carlos. Deslize que se refere e desculpa. O que se não tolera é que o árbitro tenha permitido, no primeiro tempo, que Bolota tenha executado um livre (com a bola em movimento) e, depois, sem que tenha sido tocada por mais alguém, tenha prosseguido a jogada. Enfim, o dia era de foguetes, mas foram lapsos que não abonam a actuação do juiz.»

(“A Bola”, 17.06.1974 – Crónica de Joaquim Rita)


(Imagens – “Record”, 18.06.1974)

                            Total               Casa            Fora
                   Jg  V  E  D    G    Pt   V  E  D   G     V  E  D   G
 1º U. Tomar       38 26  7  5  85-35  59  16  1  2 55-16  10  6  3 30-19
 2º Atlético       38 23 10  5  97-34  56  17  2  - 62- 7   6  8  5 35-27
 3º Peniche        38 20 11  7  51-30  51  11  6  2 28-12   9  5  5 23-18
 4º Portimonense   38 19  9 10  61-36  47  15  3  1 43-14   4  6  9 18-22
 5º Marítimo       38 18  6 14  69-54  42  12  3  4 39-18   6  3 10 30-36
 6º Lus. Évora     38 17  8 13  46-41  42  13  3  3 31-11   4  5 10 15-30
 7º U. Leiria      38 16  9 13  51-49  41  10  5  4 32-21   6  4  9 19-28
 8º Marinhense     38 17  7 14  48-42  41  12  3  4 34-16   5  4 10 14-26
 9º Torreense      38 16  5 17  42-47  37  12  4  3 29-13   4  1 14 13-34
10º Sesimbra       38 14  8 16  35-39  36  10  4  5 21-13   4  4 11 14-26
11º C. Piedade     38 12 12 14  29-37  36   8  7  4 20-13   4  5 10  9-24
12º Torres Novas   38 12 11 15  36-42  35   7  8  4 24-14   5  3 11 12-28
13º Almada         38 10 14 14  46-49  34   9  6  4 32-18   1  8 10 14-31
14º Sintrense      38 11 11 16  52-67  33   8  6  5 28-22   3  5 11 24-45
15º Caldas         38 14  5 19  63-62  33  12  3  4 46-22   2  2 15 17-40
16º U. Montemor    38 11 11 16  27-42  33   9  6  4 21-13   2  5 12  6-29
17º Sacavenense    38 10 11 17  40-56  31   5  6  8 20-22   5  5  9 20-34
18º Odivelas       38  7 17 14  48-71  31   6  9  4 31-27   1  8 10 17-44
19º Alhandra       38 10  8 20  41-53  28   8  3  8 24-21   2  5 12 17-32
20º Tramagal       38  3  8 27  31-112 14   3  6 10 25-40   -  2 17  6-72

Caldas – Tramagal – 8-0
Almada – Torres Novas – 1-2
Torreense – U. Montemor – 3-0
Lus. Évora – Sacavenense – 1-2
Marinhense – Atlético – 1-3
Sesimbra – U. Leiria – 1-0
Portimonense – Alhandra – 2-1
Marítimo – Peniche – 1-2
U. Tomar – C. Piedade – 2-0
Sintrense – Odivelas – 6-1


Nota – De acordo com os registos da Federação Portuguesa de Futebol, os resultados dos jogos Portimonense-Sintrense (32ª jornada) e do U. Leiria-Torreense (35ª jornada) foram, respectivamente, 4-2 e 1-0, os quais são considerados na classificação acima. Não foi considerado nesta classificação o resultado indicado relativamente ao jogo Caldas-Peniche (12ª jornada – 2-1), dado que, com base nas fontes consultadas, o mesmo terá sido efectivamente de 1-2.

(Imagem – “A Bola”, 15.06.1974)

(Imagem – “Record”, 18.06.1974)

Campo Diogo José Gomes, em Odivelas

Árbitro – Joaquim Freire, de Aveiro

ODIVELAS – Miranda; Raimundo (Nunes), João Francisco, Eduardo e Marcelino Jorge; João Correia (Santana), Tiago e Adão; Jorge, Raul e Morais Alves

U. TOMAR – Quim Pereira; Kiki, João Carlos, Faustino e Fernandes; Cardoso, Raul (Alexandre) e Pavão (Sanina); Raul Águas, Bolota e Camolas

0-1 – Camolas – 15m
0-2 – Raul Águas – 47m
0-3 – Camolas – 54m
1-3 – Tiago – 75m
2-3 – Tiago – 89m

«Ao intervalo, 0-1. Marcadores: Camolas (aos 15 e 54 m.) e Raul Águas (aos 47 m.); Tiago (aos 75 e 89 m.).

(“A Bola”, 15.06.1974)

«Acabou por prevalecer a maior maturidade técnica dos tomarenses num desafio muito importante para as pretensões das duas equipas com a turma local a empreender (mesmo com a ajuda do árbitro!) um curioso «forcing» que lhe permitiu passar de 0-3 para 2-3, com Quim Pereira a executar a escassos segundos do fim a defesa da tarde e a evitar o empate.

Nos cinco golos que o desafio teve três deles foram obtidos em clara situação de  fora de jogo – o terceiro dos nabantinos e os dois do Odivelas – o que define a actuação do árbitro (péssima) quer em aspectos técnicos quer no capítulo disciplinar.»

(“Record”, 15.06.1974 – Crónica de Carlos Arsénio)

(Imagem – “A Bola”, 15.06.1974)

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