Pulsar - 18jornada

(“O Templário”, 18.02.2016)

A oito jornadas do termo do Campeonato Distrital da I Divisão, o Fátima dispõe de uma “auto-estrada” aberta para o título, confirmando o favoritismo que, desde o arranque da prova, lhe era conferido: no máximo, necessitará de mais cinco vitórias, ou, alternativamente, poderá até registar quatro empates (ganhando os restantes quatro jogos). Somando segunda série de oito triunfos consecutivos, com o ataque mais concretizador (41 golos) e a defesa menos batida (apenas 4 golos, em 18 jogos!), tendo cedido apenas dois empates, os fatimenses irão certamente sagrar-se justos Campeões, pela seriedade com que encararam a competição, jogo a jogo, mantendo sempre elevados níveis de concentração e competitividade. Pese embora a excelente campanha do Cartaxo, que foi procurando mover uma (tão) apertada (quanto possível) perseguição, seria expectável que a descolagem viesse a acontecer; para tal contribuiu de forma determinante o União de Tomar, impondo aos cartaxenses o seu terceiro desaire desta época.

Destaques – A velha máxima de que “não há dois jogos iguais” materializou-se, uma vez mais, desta feita em Tomar, com o União a repetir a recepção ao Cartaxo – depois do confronto da Taça do Ribatejo na semana anterior –, mas, ao contrário dessa partida, marcando primeiro, cedo adquiriu vantagem decisiva, tendo chegado ao 2-0 final ainda na metade inicial. Afirmando também a sua qualidade, os tomarenses reforçam a 3.ª posição na pauta classificativa, voltando a dispor de sete pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores (o par formado pelos rivais Riachense e Torres Novas). Foi a primeira vitória unionista sobre os cartaxenses desde a temporada de 2009-10 (após oito encontros entre ambos os emblemas sem êxito nabantina); mas, noutra perspectiva, foi também o 11.º jogo sucessivo que o Cartaxo disputa em Tomar sem alcançar o triunfo, num ciclo de invencibilidade caseira dos “rubro-negros”, ante este opositor, que perdura há já trinta anos!

Outra situação de realce foi o regresso às vitórias dos Empregados do Comércio ante o Torres Novas (também por 2-0), colocando ponto final numa sucessão de cinco derrotas, o que possibilitou aos escalabitanos, num ápice, pular novamente até ao 8.º lugar.

Igualmente digno de menção o triunfo do At. Ouriense sobre o U. Almeirim (1-0), com a formação de Ourém, desesperadamente a procurar escapar do fundo da tabela, a somar o quarto jogo sem derrota nos cinco já disputados na segunda volta (obtendo segunda vitória em três rondas), integrando agora o trio que reparte o 10.º ao 12.º posto, a par de Amiense e Rio Maior.

Surpresas – Tal como na jornada precedente, o Fazendense volta a protagonizar a surpresa negativa da ronda, ao perder em Rio Maior por 1-2 (frente a um adversário que vinha com um registo acumulado de seis desaires consecutivos – considerando a conversão em derrota, por via administrativa, do empate averbado em Mação), vendo-se assim, incrivelmente, em posição de despromoção (no penúltimo lugar!), pese embora só um ponto atrás do terceto antes referido, a dois pontos do Moçarriense, e a três dos Empregados do Comércio. São seis equipas separadas agora por escassos três pontos, uma das quais, pelo menos (eventualmente duas, dependendo do desfecho do “Nacional”), deverá acompanhar a U. Abrantina – já a sete pontos da “linha de água”, tendo obtido um único ponto nos últimos seis jogos – na despromoção à II Divisão.

Menos surpreendente terá sido a igualdade obtida pelo Amiense em Mação (2-2) – até por se ter tratado do oitavo empate registado “em campo” pelos maçaenses nos últimos onze encontros…

Confirmações – Também o Fátima confirmou que os jogos de campeonato são diferentes dos da Taça, indo vencer a Abrantes, frente à U. Abrantina (2-0), depois do empate da semana passada (que lhe custaria, via desempate da marca de grande penalidade, a eliminação).

Por fim, e pese embora o espírito aguerrido do Moçarriense, o Riachense fez valer o seu maior potencial, para, não sem dificuldade, se impor por 2-1 na Moçarria, recuperando o 4.º lugar.

II Divisão Distrital – A vitória do Ferreira do Zêzere sobre o Alferrarede (por tangencial 1-0) possibilitou-lhe ascender ao 1.º lugar, ao mesmo tempo que confirmou a sua presença, a par do Pego, na fase decisiva, de apuramento do Campeão… onde ainda poderá chegar o Caxarias, depois da goleada (4-0) frente a uma diminuída equipa do Assentis. A Sul, a sensação foi a vitória da Glória do Ribatejo em Benavente (2-1), que faz com que esteja ao rubro a disputa dos três lugares de acesso a tal fase, com Benavente, Benfica do Ribatejo, Glória do Ribatejo e Samora Correia, separados, entre cada um deles, nesta ordem, por um único ponto.

Campeonato de Portugal Prio – Na ronda de abertura da segunda fase, nas séries de manutenção, entrada com o(s) “pé(s) direito(s)” de Alcanenense e Coruchense, ambos com vitórias, respectivamente sobre o V. Sernache (2-1) e Sacavenense (1-0), com realce para o grupo do Sorraia, a ganhar em terrenho alheio, e logo frente ao actualmente seu mais directo rival. A formação de Alcanena isolou-se no 2.º lugar, com cinco pontos de vantagem sobre o 6.º classificado (posição que obrigará à disputa do “play-off”); o Coruchense ascendeu a esse 6.º posto da sua série, relegando a turma de Sacavém para a zona de despromoção, a um ponto.

Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão Distrital, destaca-se um desafio de crucial importância nas contas da manutenção, com o Fazendense a receber o At. Ouriense. De interesse serão também os confrontos que opõem: U. Almeirim-U. Tomar, Torres Novas-Mação e Cartaxo-Empregados do Comércio – nos quais poderá prevalecer o equilíbrio. Na II Divisão, realce para as seguintes partidas: Alferrarede-Pego e Samora Correia-Benfica do Ribatejo.

No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense desloca-se ao terreno do “lanterna vermelha”, Crato, com boas possibilidades de obter um resultado positivo; já o Coruchense, recebendo o At. Malveira, embora se possa antecipar que venha eventualmente a enfrentar maior dificuldade, poderá também somar pontos determinantes para reavivar o objectivo da manutenção.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Fevereiro de 2016)