Pulsar - 19jornada

(“O Templário”, 25.02.2016)

Com o Campeonato Distrital da I Divisão a avançar para a sua recta final, agora que faltam sete jornadas para a sua conclusão, são também sete – metade dos emblemas concorrentes – os clubes ainda na luta pela manutenção, separados entre si por… sete pontos (que se reduzem a apenas três, se “excluirmos” a U. Abrantina – equipa que, não obstante, deu ainda, nesta ronda, uma já algo inesperada “prova de vida”).

Destaques – O principal destaque vai para o triunfo do Mação em Torres Novas (2-0 – numa “retribuição” do desaire da primeira volta, mas, afinal, uma repetição da tendência do ano anterior, então com resultado ainda mais categórico, de 3-0), o que possibilitou aos maçaenses dar um pulo na pauta classificativa, até ao 4.º posto, agora a cinco pontos do U. Tomar, empurrando de novo os torrejanos para fase difícil (três desaires nos últimos quatro jogos).

Também a realçar mais uma vitória do U. Almeirim (que, como que em reverso do Torres Novas, somou terceiro triunfo nas quatro partidas mais recente), frente ao U. Tomar, mercê de um solitário tento, ainda na fase inicial da partida, sem que o marcador viesse a sofrer qualquer outra alteração até final, proporcionando aos almeirinenses repartir a 4.ª posição com o Mação.

Um desafio em que os nabantinos – novamente em gestão, pensando também nos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, poupando jogadores a recuperar de mazelas – até entraram bem, parecendo pretender assumir a iniciativa do jogo; porém, num remate de meia-distância, a surpreender a defesa e o guardião tomarenses, estava aberto o activo. Em toda a metade inicial, os visitados apenas disporiam de uma outra ocasião de perigo, enquanto o União de Tomar não aproveitou nenhuma das três oportunidades, duas delas mesmo a findar o primeiro tempo, com a bola a cruzar a zona de baliza, mas sem aparecer ninguém com discernimento para desviar para golo.

Na segunda parte, de início, seria o U. Almeirim – com uma equipa bem arrumada – a surgir mais concentrado, controlando o jogo, obrigando o guardião Fábio Silva a duas belas intervenções, acabando por forçar os nabantinos a soluções de recurso, mexendo na estrutura defensiva, com a passagem de um central (Fábio Vieira) para o ataque, e, depois, a saída de outro central (Pedro Figueiredo), numa fase do “tudo por tudo”. Para trás ficara já, entretanto, por sancionar clara obstrução de defesa da casa a um atacante de Tomar, em plena grande área. A falta de eficácia na concretização, a par de tal erro do árbitro, fariam com que o nulo na baliza da casa se mantivesse, mesmo com a turma visitada reduzida a dez para o período de cinco minutos de compensação, no qual, contudo, praticamente não se jogou qualquer tempo útil.

Surpresa – Como que a querer desmentir o que aqui escrevera na semana passada, a grande surpresa da jornada foi o triunfo da U. Abrantina (que não ganhava desde a 12.ª jornada – mas que, recentemente, tinha forçado um empate com o Fátima, afastando-o mesmo da Taça Ribatejo) em Riachos, frente ao Riachense, por 2-1, o que lhe permitiu alguma aproximação à “linha de água”, da qual continua, contudo, a 4 pontos (ou 5, dependendo do número de equipas a despromover). Foi, porém, nada menos que a sexta (!) derrota caseira do Riachense em dez jogos (depois de aí ter sido desfeiteado também por Empregados do Comércio, Moçarriense, Cartaxo, U. Tomar e Fátima), baixando assim ao 6.º lugar, a par do Torres Novas.

Confirmações – Nos restantes quatro encontros, os resultados seriam expectáveis, com as equipas visitadas a imporem o favoritismo: Fátima-Rio Maior, com o líder a bater o “record” de vitórias consecutivas, que ampliaram para nove; Cartaxo-Empregados do Comércio, com os cartaxenses a selar praticamente o 2.º lugar, tendo ambas as equipas que ocupam as duas primeiras posições ganho por categórica marca de 3-0; enquanto nos outros dois jogos, o desfecho foi de 3-1 para os visitados, no Amiense-Moçarriense, e no Fazendense-At. Ouriense, a possibilitarem aos vencedores novo fôlego, subindo até ao 8.º e 9.º lugares, respectivamente.

II Divisão Distrital – A Norte, destaque para a vitória do Alferrarede na recepção ao Pego (1-0) e do Caxarias na Atalaia (2-1), ambos ainda a ameaçar o 3.º lugar do U. Santarém, que folgou; por seu lado, o Ferreira do Zêzere confirmou a liderança, ganhando por convincente 3-0 em Assentis. A Sul, tudo embrulhado: o triunfo do Samora Correia ante o Benfica do Ribatejo (2-0) proporcionou ao Glória do Ribatejo (2-0 ao Forense) assumir a liderança, beneficiando também do facto de o Benavente ter folgado. A duas rondas do termo desta primeira fase, o campeonato está “ao rubro”, com quatro concorrentes para três vagas: Glória do Ribatejo com um ponto a mais que Benavente e Samora Correia, com o Benfica do Ribatejo um ponto mais abaixo.

Campeonato de Portugal Prio – O Alcanenense confirmou a vitória da ronda inaugural indo vencer ao Crato por 2-0, mantendo o 2.º lugar, mas ampliando já para sete pontos a margem face à posição de “play-off”. Ao invés, o Coruchense foi surpreendido em casa, perdendo ante o Malveira (agora 2.º da sua série) por 0-1, vendo-se igualado pelo Sacavenense, no 6.º/7.º posto, agora já com atraso de cinco pontos em relação ao último lugar de manutenção “automática”.

Antevisão – No próximo fim-de-semana os campeonatos distritais voltam a estar em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que se destaca uma “final antecipada”, entre Riachense e União de Tomar, com os unionistas a pretender repetir o êxito do jogo do campeonato, enquanto o grupo de Riachos visará recuperar do abalo do desaire com a formação abrantina. A qual, por sua vez, tem curta viagem até Mação, procurando contrariar o favoritismo dos maçaenses. O Fazendense, vencedor da competição há dois (e há quatro) anos, tem difícil saída até à Moçarria, recolhendo, ainda assim, maior dose de favoritismo. Por fim, o Amiense (vencedor há três anos, e finalista na época passada), deslocando-se a Ferreira do Zêzere, procurará não ser surpreendido pelo único representante do escalão secundário ainda em prova.

No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense recebe o 3.º classificado, Peniche, em jogo que se antevê repartido; o Coruchense desloca-se a Torres Vedras, defrontando o Torreense, em desafio crucial, precisamente com o clube posicionado imediatamente acima da “linha de água”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Fevereiro de 2016)