Outubro 2016


CORUCHENSE – Nuno Carrapato, Márcio Semeano, Rodrigo Martins, Cajarana, Tiago Batista, Ricardo Henriques, Ricardinho (75m – Rui Caniço), João Vítor (c.), Joel Simões, Bruno Miguel e David Silva (59m – Rafael Barbosa)

U. TOMAR – Telmo Rodrigues, David Vieira, Fábio Vieira, Espadinha, Douglas, Telmo Ferrreira (45m – Chrystian Pedroso), Nuno Rodrigues, Joca (c.), Tiago Alfieri (45m – Pelé) (90m – Filipe Cotovio), Tiago Vieira (78m – Rui Pedro Lopes) e Diogo Moreira (78m – Miguel Arcângelo)

(suplentes – João Pedro Lopes e Lucas Nathan)

0-1 – Diogo Moreira – 19m
1-1 – Ricardinho – 38m
1-2 – Espadinha – 90m

Cartões amarelos – Cajarana (62m), João Vítor (68m) e Bruno Miguel (90m); Diogo Moreira (45m), Nuno Rodrigues (54m), Chrystian Pedroso (74m) e Pelé (90m)

Árbitro – Pedro Fonseca

Coruchense – U. Tomar – 1-2
Benavente – Cartaxo – 1-2
Riachense – Pego – 4-1
U. Almeirim – Mação – 1-0
Torres Novas – Fazendense – 1-0
Samora Correia – At. Ouriense – 2-0
Emp. Comércio – Amiense – 0-3

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Riachense           8     6     1     1    16 -  6    19
 2º Coruchense          8     6     -     2    17 -  4    18
 3º Amiense             8     6     -     2    15 -  6    18
 4º Samora Correia      8     5     2     1    12 -  7    17
 5º U. Tomar            8     5     1     2    10 -  6    16
 6º Mação               8     4     1     3     8 -  8    13
 7º U. Almeirim         8     3     3     2    10 -  7    12
 8º Fazendense          8     3     2     3    11 -  8    11
 9º Cartaxo             8     3     1     4     9 -  9    10
10º Pego                8     3     -     5    10 - 16     9
11º Emp. Comércio       8     2     -     6     8 - 20     6
12º Torres Novas        8     1     2     5     4 - 12     5
13º At. Ouriense        8     1     1     6     5 - 15     4
14º Benavente           8     1     -     7     8 - 19     3

Agora já com um quarto de campeonato decorrido, após a disputa das sete primeiras jornadas, e à medida que a prova parece ir ficando cada vez mais disputada na parte cimeira da tabela – com o 2.º e 6.º classificados separados por apenas três pontos –, paralelamente, os dois principais candidatos ao título vão confirmando esse estatuto, superando as difíceis provas que lhe vêm sendo colocadas.

Começando pelo líder, Coruchense, obteve um importante triunfo no difícil terreno do Cartaxo, pese embora por tangencial 1-0, num desafio de cariz muito especial, com o retorno, agora na condição de adversários, de vários dos jogadores (e, também, do treinador) que aí tinham alinhado na época passada, entretanto transferidos para a formação do Sorraia. Enfrentando o superior potencial do oponente, os cartaxenses não conseguiram aproveitar a embalagem da vitória ante o União de Tomar.

Mas, mais surpreendente terá sido a forma categórica como o Riachense foi vencer a Mação, por 3-0, ultrapassando com aparente facilidade um adversário que, duas semanas antes, tinha batido o grupo de Coruche (depois de ter ganho já também ao União de Tomar); a turma dos Riachos mantém assim a diferença de dois pontos em relação ao guia.

Merece também especial realce a campanha que o Amiense vem realizando – em contraponto com a registada na fase inicial da temporada passada –, tendo ascendido ao 3.º lugar, ultrapassando assim o Samora Correia, a quem bateu igualmente por convincente marca de 3-0, impondo-lhe assim o primeiro desaire na prova, tendo os samorenses sido os últimos a ver quebrada a sua invencibilidade.

Prosseguindo pela ordem da classificação, o União de Tomar, partilhando agora o 5.º posto com o Mação, obteve uma justa vitória ante os Empregados do Comércio, por 2-0, depois de, uma vez mais, praticamente ter entrado a ganhar (abrindo o marcador logo aos três minutos), cedo fixando o resultado final, mas continuando a desperdiçar oportunidades para ampliar o marcador. O que continua a amplificar-se é a magnífica sucessão de jogos consecutivos sem sofrer golos em Tomar, em partidas do campeonato, agora já num total de 11 – transitando desde a época precedente –, tendo, curiosamente, sofrido os últimos tentos, precisamente na anterior recepção aos “Caixeiros”, já a 20 de Dezembro de 2015 (há mais de dez meses, portanto!), ganhando na altura por 4-2.

Numa prova que, em 49 jogos disputados, registou apenas sete empates, dois deles ocorreram precisamente nesta ronda, constituindo desfechos que não terão agradado plenamente a nenhum dos quatro contendores envolvidos.

Efectivamente, no “derby” Fazendense-U. Almeirim, a igualdade registada, a uma bola, vem atrasar ambos os clubes, agora classificados exactamente a meio da tabela, no 7.º e 8.º postos, já a sete e a nove pontos da liderança, respectivamente.

Por seu lado, no At. Ouriense-Torres Novas, o nulo que subsistiu até final dos 90 minutos mantém as duas equipas em situação aflitiva, na cauda da pauta classificativa, posições nada condizentes com o historial dos dois clubes, no 12.º e 14.º lugares. Para os torrejanos, nem o facto de terem interrompido uma sucessão de quatro desaires consecutivos, evitou que caíssem num inimaginável último lugar, situação em que porventura jamais se tinham visto nesta fase da temporada…

E isto porque, contrariando as expectativas, o Benavente – após seis derrotas nas seis jornadas iniciais – conseguiu mesmo estrear-se finalmente a vencer, e em terreno alheio, no Pego, por disputado marcador de 3-2, com os pegachos, após um arranque positivo, a começar a baixar gradualmente na tabela, já na 9.ª posição, somente com dois pontos a mais que o 11.º classificado, que continua a ser o grupo dos “Caixeiros”.

Na jornada de hoje, a oitava, o jogo de maior cartaz, onde estarão focadas as atenções, é o Coruchense-União de Tomar, em que os unionistas poderão ter bastante a ganhar, caso consigam alcançar um resultado positivo. Isto apesar de o histórico recente ser favorável à formação do Sorraia que ganhou três dos quatro desafios disputados entre ambas as equipas em Coruche nos últimos seis anos.

De especial interesse, na medida em que poderá contribuir para definir tendências de evolução futura neste campeonato, será o U. Almeirim-Mação, com os maçaenses certamente a procurar reagir ao desaire sofrido em casa. Os dois clubes apenas se encontraram no ano passado, tendo então empatado, um desfecho que poderá eventualmente repetir-se hoje.

Igualmente definidor poderá revelar-se o Torres Novas-Fazendense, com os torrejanos a necessitar urgentemente, não apenas de pontuar, mas, inclusivamente, de obter a primeira vitória, dado serem agora a única equipa que ainda não se estreou a ganhar. Pelo histórico, a formação das Fazendas até poderá ser a “ideal” para tal desiderato, tendo em consideração que, nos últimos seis encontros entre ambos, o Torres Novas venceu por cinco vezes, cedendo um único empate, já em 2010-11. Nada é garantido, mas poderá ser um bom augúrio…

Os Empregados do Comércio, também a necessitarem de aumentar o seu ainda escasso pecúlio pontual, recebem um dos clubes que está a fazer sensação, o Amiense, num jogo de desfecho imprevisível. Nas três vezes que se defrontaram em Santarém, os “Caixeiros” ainda não conseguiram ganhar, tendo averbado um empate (na época passada), depois de dois desaires nos anos precedentes. Será desta?

O Riachense, recebendo o Pego, estará de “ouvidos à escuta” do que se poderá ir passando em Coruche, já que se posiciona como claro favorito ao triunfo neste jogo… desde que não volte a sofrer um deslize caseiro. Curiosamente, este é um confronto sem histórico precedente nos seis anos mais recentes.

O Samora Correia recebe o At. Ouriense, numa partida em que a intuição me diz que não será inviável que possa vir a haver alguma surpresa. Aliás, na única vez que se defrontaram nos últimos seis anos, em 2010-11, a vitória sorriu mesmo aos oureenses, pese embora então num contexto diverso, se atendermos a que, nessa temporada, os samorenses finalizaram a prova na última posição do campeonato.

Por fim, o Benavente procurará, ante o Cartaxo, bisar o êxito da semana passada, o que, contudo, não se afigura fácil. Por curiosidade, nos três encontros que disputaram entre ambos nas seis últimas épocas, regista-se uma “perfeita” igualdade: uma vitória para cada lado e um empate, com um “score” de 3-3 em golos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com o balanço e perspectiva da jornada – 30.10.2016)

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(“O Templário”, 27.10.2016)

Em paralelo com um campeonato cada vez mais disputado a nível dos lugares da frente – com apenas três pontos a separar o 2.º do 6.º classificado –, a verdade é que os dois principais candidatos ao título vão confirmando tal estatuto, superando as difíceis provas que lhe vêm sendo colocadas, praticamente a cada jornada.

Destaques – A primeira nota de realce vai para o Amiense, que, com excelente campanha – em perfeito contraponto com a da fase inicial da época anterior –, detendo a melhor série de vitórias em curso (três), o que o levou a alcandorar-se já ao 3.º posto, bateu o Samora Correia por categórica marca de 3-0, assim quebrando a invencibilidade dos samorenses, único grupo que, até então, não tinha ainda perdido na actual edição da prova, vendo-se assim ultrapassados pelo seu adversário neste encontro.

Grande destaque merece também o Riachense pela forma convincente como foi ganhar a Mação, igualmente pelo marcador de 3-0, ultrapassando com aparente facilidade um adversário que, duas semanas antes, tinha batido o líder Coruchense (depois de ter ganho já também ao União de Tomar); a turma dos Riachos mantém assim a diferença de dois pontos em relação ao comandante.

De facto, também a formação do Sorraia se impôs no sempre difícil terreno do Cartaxo, ganhando pese embora por tangencial 1-0, numa partida de cariz especial, em que se reencontraram diversos jogadores (e o próprio treinador) que, na época anterior, actuavam na equipa da casa, entretanto transferidos para Coruche. Perante o actual superior poderio do opositor, o Cartaxo não conseguiu potenciar o efeito do triunfo sobre os tomarenses, mantendo-se em discreta 10.ª posição, agora já a seis pontos do 6.º classificado… e a onze do guia.

Surpresa – Contrariando as expectativas, o Benavente – que somava seis derrotas em outras tantas partidas disputadas no campeonato –, alcançou enfim o primeiro triunfo, e em terreno alheio, tendo indo vencer ao Pego por 3-2, o que teve como repercussão directa o trespasse da “lanterna vernelha” a uma irreconhecível equipa do Torres Novas, porventura jamais vista em tal posição nesta fase da temporada, já com o primeiro quarto da prova ultrapassado. Quanto aos pegachos, depois de um arranque positivo, começam a deslizar na pauta classificativa, já no 9.º lugar, somente dois pontos à frente do 11.º classificado, que continua a ser a equipa dos Empregados do Comércio.

Confirmações – Recebendo precisamente o conjunto dos “Caixeiros”, o União de Tomar confirmou plenamente o seu favoritismo, vencendo com justiça, por 2-0, depois de, novamente, ter entrado praticamente a ganhar, cedo estabelecendo o resultado final. No segundo tempo, uma vez mais perdulários, os unionistas não conseguiriam dilatar o marcador. Ampliaram, isso sim, a fantástica série de jogos sucessivos sem sofrer golos em casa, no campeonato – que transita já desde a época passada –, para onze (nos quais somaram oito vitórias e três empates), tendo, por curiosidade, sofrido tentos pela última vez, já em 20 de Dezembro de 2015 (há mais de dez meses!), perante… os Empregados do Comércio.

Nas restantes partidas, duas igualdades, que não terão deixado particularmente satisfeitos nenhum dos quatro contendores envolvidos: no “derby” Fazendense-U. Almeirim (1-1), um desfecho que atrasou ambos os clubes, agora classificados exactamente a meio da tabela, respectivamente no 7.º e 8.º lugares; por fim, no At. Ouriense-Torres Novas, um nulo, que mantém as duas equipas em situação aflitiva, em posições na cauda da pauta classificativa, nada condizentes com o historial dos dois grupos, no 12.º e 14.º postos. Para os torrejanos, nem o facto de terem interrompido uma sucessão de quatro desaires consecutivos, evitou que caíssem num inimaginável último lugar…

II Divisão Distrital – Na terceira jornada do campeonato distrital da II Divisão, os destaques vão, na série A, por um lado, para mais um triunfo (terceiro) do líder, Ferreira do Zêzere, em Rio Maior (1-0), e, por outro, para o inesperado empate (a zero) cedido pela U. Abrantina na recepção ao Alferrarede. Na série B, o realce vai para a vitória do Moçarriense em Benfica do Ribatejo (1-0), agora com quatro equipas empatadas na liderança, com seis pontos: U. Santarém, Marinhais, Benfica do Ribatejo e Moçarriense, sendo que os dois primeiros apenas disputaram dois desafios.

Campeonato de Portugal – O Fátima voltou a perder, por tangencial 1-2, na difícil saída a Castelo Branco, face ao Benfica local, tendo sido ultrapassado por este opositor, baixando ao 4.º lugar, mas ainda com um jogo a menos. Quanto ao Alcanenense, foi mais feliz na viagem aos Açores, tendo ganho em Angra do Heroísmo por categórico 3-0, ascendendo também ao lote dos 4.º classificados, agora já com sete pontos de avanço sobre a “linha de água”.

Antevisão – Na próxima jornada do Distrital da I Divisão o “jogo grande” é o Coruchense-União de Tomar, em que os unionistas procurarão pontuar. Também de especial interesse serão o U. Almeirim-Mação, Torres Novas-Fazendense e Empregados do Comércio-Amiense.

Na II Divisão Distrital, destacam-se os seguintes confrontos: Ferreira do Zêzere-U. Abrantina, um desafio entre candidatos à vitória na série; e Glória do Ribatejo-Benfica do Ribatejo, com a formação da casa a necessitar começar a recuperar o terreno perdido.

No Campeonato de Portugal, já na 8.ª jornada, o Fátima recebe o V. Sernache (6.º classificado), que vem de uma imprevista vitória sobre o anterior líder, Sertanense, que, tendo sofrido o primeiro desaire, se viu assim ultrapassado pelo Operário de Lagoa. Já o Alcanenense recebe um surpreendente Gafetense, com o qual partilha a 4.ª posição, a par ainda do Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Outubro de 2016)

Salvaterrense – Samora Correia – 2-1
U. Tomar – U. Almeirim – 0-1
Amiense – CADE – 5-1
U. Atalaiense – Torres Novas – 0-1
Moçarriense – Fátima – 1-4
Folga: Cartaxo

1º Amiense, 15; 2º Fátima, 12; 3º U. Almeirim, 10; 4º Salvaterrense, 9; 5º Torres Novas, 7; 6º U. Atalaiense e CADE, 6; 8º Moçarriense, 4; 9º U. Tomar e Cartaxo, 1; 11º Samora Correia, 1

Marinhense – U. Tomar – 2-1
O Elvas – Naval – 1-5
D. Castelo Branco – Real – 0-3
Sacavenense – Borbense – 9-0
Sp. Pombal – Sporting – 0-4
U. Leiria – Sintrense – 4-0

1º Sporting, 30; 2º U. Leiria; 25; 3º Sacavenense, 24; 4º Real, 22; 5º Naval, 17; 6º Marinhense e Borbense, 13; 8º Sintrense, 11; 8º , 9º Sp. Pombal, 9; 10º O Elvas, 6; 11º D. Castelo Branco, 3; 12º U. Tomar, 1

Cidade de Tomar - 28-10-2016 - Entrevista LV

(Clicar na imagem para ler a entrevista ao “Cidade de Tomar”)

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