Intercalada apenas pela disputa de uma ronda dos campeonatos distritais, no passado fim-de-semana, está de volta, quinze depois, a Taça do Ribatejo, agora para realização da eliminatória correspondente aos 1/8 de final, na qual marcam presença 12 clubes do principal escalão, a que se somam quatro da divisão secundária.

Começando pelos desafios entre primodivisionários, teremos, como “cabeça de cartaz”, o “derby” Riachense-Torres Novas (um reencontro, depois de se terem defrontado já na ronda inaugural da fase de grupos, então com triunfo da turma de Riachos por 1-0).

Por seu lado, no histórico recente de confrontos entre estas formações, a contar para o campeonato, disputados em Riachos, o grupo da casa leva ligeira vantagem, tendo ganho também na época transacta (2-1), registando-se uma igualdade na última vez que se defrontaram, em meados de Dezembro do ano passado (1-1). Vindo de quatro empates sucessivos no campeonato, o Riachense, finalista da Taça no ano passado, pretenderá impor o factor casa; veremos se os torrejanos, que não perdem há 13 jogos (desde 16 de Outubro) estarão pelos “ajustes”.

De imediato, envolvendo dois tradicionais candidatos à presença na final da prova, temos também um aliciante desafio entre Amiense e Fazendense, tendo a turma da casa atingido as 1/2 finais na época anterior, enquanto o conjunto de Fazendas de Almeirim é o actual detentor do troféu, sendo aliás o clube mais titulado da competição, que venceu já por quatro vezes.

Tendo perdido os dois últimos jogos do campeonato (intercalando tal desaire com a vitória ante o líder da I Divisão, Coruchense, na última ronda da Taça do Ribatejo), o Fazendense enfrentará tarefa difícil para seguir em frente, num sempre problemático terreno, num confronto de extremo equilíbrio, como é traduzido aliás pelo historial recente no campeonato, com sete jogos entre ambos em Amiais de Baixo, nas últimas seis temporadas, com uma única vitória para cada lado, e cinco empates.

No Cartaxo, a equipa da casa volta a cruzar-se com o União de Tomar, tal como sucedera na época passada, na mesma fase da prova, então em Tomar, com os unionistas a saírem vencedores no desempate da marca de grande penalidade, depois de uma igualdade a um tento – ante uma forte equipa, que viria a terminar a época como vice-campeão distrital, apenas superada pelo Fátima.

Um desafio muito difícil para os tomarenses, que, nas últimas cinco vezes que se deslocaram ao Cartaxo, em jogos a contar para o campeonato, apenas por uma vez evitaram a derrota, empatando a duas bolas, em 2014-15. Já esta época, aí foram severamente punidos, perdendo por 3-0.

Agora, num contexto distinto, espera-se que o União possa fazer valer a sua maior tranquilidade, perante uma aflita equipa do Cartaxo, que tem denotado sérias dificuldades para se libertar da zona de despromoção, que, de forma absolutamente inesperada, ocupa actualmente, tendo ganho apenas um dos últimos nove jogos no campeonato (isto, apesar de, na Taça, ter averbado três triunfos em outros tantos jogos, pese embora frente a dois adversários do escalão secundário e ao “lanterna vermelha” da I Divisão).

Por fim, o líder do campeonato, Coruchense, perfila-se como amplamente favorito, recebendo o Pego, conjunto que tem vindo de mais a menos, com quatro derrotas sucessivas no campeonato, onde não consegue vencer há oito jogos. Estas duas equipas apenas se defrontaram, já na corrente temporada, em Coruche, então com triunfo da turma do Sorraia por 2-0.

Nos encontros entre clubes de escalão diferente, aquele que se perspectiva de maior equilíbrio é o Benavente-U.Santarém, dois clubes em rotas opostas, com os benaventenses a caminho de regressar à II Divisão, enquanto os escalabitanos visam a promoção.

Nos últimos anos, estas formações apenas por uma vez se encontraram na I Divisão, em 2014-15, empatando a uma bola. As duas turmas defrontaram-se também, na época passada, na fase de disputa do título de Campeão da II Divisão, que o Benavente viria aliás a conquistar, tendo vencido então por 2-1.

Nos restantes três jogos, o favoritismo recai nas equipas da I Divisão, sobretudo nos dois casos em que actuam em casa.

No At. Ouriense-Glória do Ribatejo, os oureenses não deverão deixar escapar a oportunidade de seguir em frente, e isto apesar da vocação pela Taça que vem sendo revelada pelo conjunto da Glória nas últimas edições desta competição. Não obstante, na única vez em que se encontraram na I Divisão, já em 2012-13, o marcador fixou-se num tangencial 3-2, a favor dos visitados.

O Mação recebe o Moçarriense, actual líder da sua série da II Divisão, tendo a seu favor um historial recente muito favorável, tendo vencido nas três vezes que as equipas se defrontaram em Mação, para o campeonato, com um “score” global de 12-4!

Finalmente, no U. Abrantina-U. Almeirim, os almeirinenses terão de superar a barreira de jogar fora de casa, condição em que ainda não conseguiram vencer, nesta época, no campeonato, registando um único triunfo, em Benfica do Ribatejo, em jogo da Taça. Na única vez que se defrontaram em Abrantes, na época passada, o U. Almeirim ganhou então por categórica marca de 4-1. Resta saber até que ponto o grupo da casa conseguirá ou não repetir a exibição personalizada que fez em Tomar, que lhe proporcionou concluir a fase de grupos com o mesmo número de pontos dos tomarenses.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.02.2017)

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