Entrando na sua fase decisiva, o Campeonato Distrital da I Divisão continua a ser disputado, no que ao título e à promoção diz respeito, por dois candidatos, Coruchense e Riachense, pese embora a actual diferença de cinco pontos entre ambos, quando restam jogar oito encontros.

Nesta 19.ª jornada que hoje se realiza – tendo contado já com um jogo antecipado, entre Amiense-Torres Novas –, o destaque vai para o “jogo grande” entre Fazendense e Riachense, com a turma de Riachos, na perseguição ao líder, com mais uma missão de grande dificuldade, necessitando superar-se para não descolar ainda mais. Efectivamente, nos três desafios entre estas duas formações, realizados em Fazendas de Almeirim nos últimos seis anos, nunca o Riachense conseguiu vencer, tendo empatado por duas vezes (ambas a zero), e perdido no primeiro desses jogos. Acresce que o conjunto da casa continua a visar subir na tabela, pelo que se antevê um duelo muito repartido.

Por seu lado, o Coruchense desloca-se ao Pego, onde não deverá também esperar facilidades, perante uma equipa muito necessitada de pontuar, mas em que não deixará de se apresentar como favorito, pelas posições relativas que cada uma das equipas ocupa na tabela classificativa, uma vez que não existe registo de qualquer encontro entre ambas as formações nos últimos 15 anos, à excepção, naturalmente, do jogo da primeira volta, em Coruche, no qual o grupo do Sorraia venceu então por 2-0.

Outro jogo de interesse nesta ronda era também o Amiense-Torres Novas, antecipado para sexta-feira à noite, uma partida entre dois dos clubes com historial mais rico a nível Distrital, em que a tendência pendia para a formação de Amiais de Baixo, com quatro triunfos e um empate, nos últimos seis jogos entre os dois conjuntos, sendo que os torrejanos não conseguiram vencer desde a época de 2010-11.

Por seu lado, em Tomar, o União visa regressar rapidamente aos triunfos, na recepção a uma irreconhecível formação do Cartaxo, penúltimo classificado no campeonato, abaixo da “linha de água”, tendo somado escassas quatro vitórias, apenas uma delas fora do seu reduto, em Benavente, vindo de um desconsolado empate caseiro ante o Pego. Mas os tomarenses têm bem presente os dissabores já sofridos ante esta equipa na presente temporada, com um pesado desaire no campeonato, e a inglória eliminação na Taça do Ribatejo. Acresce que, também o histórico não é muito favorável, com apenas um triunfo dos unionistas em quatro jogos, precisamente na época passada, depois de três igualdades.

Na Ribeira de Santarém, os “Caixeiros”, vindos de um sensacional triunfo em Torres Novas, recebem a visita do Samora Correia, num encontro sem historial a nível do principal escalão do futebol distrital. Um desafio que se antecipa possa ser equilibrado, de difícil previsão, um jogo de “tripla”, eventualmente com ligeiro pendor para os donos da casa.

O At. Ouriense defronta, no seu terreno, o U. Almeirim, que ainda não conseguiu vencer fora do seu reduto. O histórico de confrontos entre estes dois clubes resume-se ao confronto da época passada, então com tangencial vitória dos oureenses, mercê de um solitário golo. Uma partida com algumas similitudes com a anterior, também de desfecho imprevisível, mas que poderá pender para a turma da casa, desde que consiga superar o trauma da goleada sofrida em Riachos na passada jornada.

Por fim, seria a grande surpresa da jornada caso o Mação não conseguisse vencer o Benavente, uma equipa já sem qualquer ambição neste campeonato, que não a de dignificar o nome e as cores do clube. Em sete vezes que se cruzaram, na I Divisão, nas últimas cinco presenças dos benaventenses neste escalão, registam-se quatro vitórias dos maçaenses e dois empates, tendo o Benavente obtido um único triunfo, já em 2011-12. Parece improvável que o possa vir a repetir esta tarde….

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.02.2017)

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