pulsar-20

(“O Templário”, 02.03.2017)

O Coruchense “soma e segue”, acumulando já um ciclo de oito vitórias sucessivas, tendo agora praticamente garantido, ainda com seis rondas por disputar, o título de Campeão Distrital da I Divisão e consequente promoção ao Campeonato de Portugal, o que poderá consumar matematicamente dentro de três jornadas. Se ainda subsistissem algumas dúvidas, elas foram dissipadas, não só pela forma categórica como a turma do Sorraia venceu o seu desafio, mas, sobretudo, por novo deslize do vice-líder, que, de forma incrível, nos sete encontros da segunda volta, continua a registar um único triunfo!

Destaques – O principal destaque da 20.ª ronda vai para novo sucesso do Fazendense – depois, de na semana imediatamente anterior ter imposto a primeira derrota em 17 jogos ao Riachense –, ao conseguir ser a primeira formação a ir vencer ao terreno do U. Almeirim, precisamente no “derby” local, e por clara marca de 2-0.

No interessante confronto entre 3.º e 4.º classificados, também o Samora Correia continua a mostrar as suas credenciais, tendo desta feita ganho ao Amiense, igualmente, por 2-0, do que resultou que ambos os clubes repartem agora a 3.ª posição, a cinco pontos do grupo de Riachos.

Realce ainda para a goleada do líder, Coruchense, na recepção ao Cartaxo, vencendo por 5-2, depois de – tendo passado por um período de alguma desconcentração, no qual permitiria ao adversário a recuperação de dois golos de desvantagem – voltar a acelerar o ritmo na fase final do encontro, como que a demonstrar que tem, não só este jogo em particular, como o próprio campeonato, perfeitamente controlado.

Surpresa – Poderemos talvez afirmar, com maior propriedade, que se terá tratado de duas “meias-surpresas”, ocorridas na Ribeira de Santarém, e em Riachos.

De facto, o União de Tomar sabia já, de antemão, que iria enfrentar um difícil obstáculo, quer pela necessidade de pontos que mantém ainda, em ordem a escapar à zona de risco da pauta classificativa, quer pelo facto de os “Caixeiros” virem de um ciclo de cinco jogos sem perder, assim como pelas próprias particularidades do terreno de jogo.

Apesar de tudo, os tomarenses encararam de forma bastante afirmativa estes desafios, impondo o seu superior potencial, dominando o jogo durante a sua primeira metade, mas, como vem sendo repetido em várias ocasiões, claudicando na finalização, para o que contribuiu também uma excelente exibição do guardião contrário. Todavia, contra a “corrente do jogo”, uma vez mais, seriam os Empregados do Comércio a inaugurar o marcador, mesmo a findar o primeiro tempo, dificultando ainda mais a tarefa unionista.

Na etapa complementar, os “Caixeiros” cedo começaram a procurar gerir a vantagem, e à medida que o tempo ia decorrendo, o União viria a decrescer de rendimento, vindo a sofrer o segundo tento, quase que numa repetição do que sucedera na metade inicial, já a findar a partida. O triunfo dos Empregados do Comércio por 2-0 acaba por ser mais um penalizador desfecho para os unionistas, que, não obstante, se mantêm a quatro pontos do 3.º lugar, mas tendo de enfrentar um difícil calendário, começando já na próxima ronda…

Por seu lado, o Riachense, recebendo o Mação, uma equipa sólida, bastante regular – agora a repartir o 6.º posto com o União de Tomar –, não conseguiria ir além do empate a uma bola, como que num definitivo “baixar de braços” em relação a quaisquer aspirações que pudessem ainda ter no que respeita à disputa do 1.º lugar.

Confirmações – Em Torres Novas, os torrejanos ainda começaram por ser surpreendidos pelo At. Ouriense, tendo chegado a pairar o espectro de um eventual terceiro desaire sucessivo; mas, agora bem mais tranquilo na classificação, o conjunto da casa acabaria por operar a reviravolta, ganhando por clara margem de 3-1, igualando assim o U. Almeirim na 8.ª posição, somente a dois pontos de tomarenses e maçaenses.

Em Benavente, o Pego aproveitou o desânimo do Benavente para se desforrar do desaire sofrido na primeira volta, ganhando também por 3-1, num ansiado regresso aos triunfos, depois de um prolongado jejum de dez jornadas sem conseguir somar os três pontos. Por curiosidade, para a equipa condenada a carregar a “lanterna vermelha”, este foi o décimo desaire consecutivo.

II Divisão Distrital – Na série A, o principal realce vai para o triunfo da U. Abrantina em Caxarias (2-0), que lhe proporcionou enfim saltar para o 1.º lugar (depois de ter chegado a registar atraso de sete pontos) – praticamente garantindo o apuramento para a fase final –, também em função do inesperado desaire do Ferreira do Zêzere, perdendo 1-2 ante o Aldeiense, numa disputa ainda a cinco (incluindo U. Atalaiense, Rio Maior e Caxarias), pelas três vagas. Na série B, menção ao empate do Marinhais em Santarém, frente ao União local, a uma bola.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima obteve um bom resultado, ganhando em Massamá, ao Real (1-0), isolando-se na liderança, portanto, nesta altura (ainda prematura, dado faltarem disputar 11 rondas) em posição de subida automática à II Liga. Ao invés, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense concedeu um desconsolado nulo na recepção ao Carapinheirense, mantendo cinco pontos de vantagem em relação à “linha de água”.

Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão, destaque para o U.Tomar-Coruchense (poderão os unionistas repetir o êxito da primeira volta?), Fazendense-Torres Novas e At. Ouriense-Samora.

Na II Divisão, já na penúltima jornada da primeira fase, a Norte, o Rio Maior-U. Atalaiense poderá ser definidor em relação às ambições não só destes clubes, como também do Caxarias (a quem apenas o empate nesse desafio permitirá continuar a “sonhar”). A Sul, a atenção centra-se no Vale da Pedra-Benfica do Ribatejo, onde os “benfiquistas” não poderão perder pontos.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Farense, com a noção de que não haverá jogos fáceis nesta fase; quanto ao Alcanenense apresenta-se como claro favorito na Figueira da Foz.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Março de 2017)

Advertisements