À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

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