Abril 2017


Pulsar - 26

(“O Templário”, 27.04.2017)

Terminou o Campeonato Distrital da I Divisão da A. F. de Santarém, da época 2016-17, com o Coruchense a sagrar-se novamente Campeão Distrital, repetindo o triunfo obtido há duas temporadas, garantindo a promoção ao Campeonato de Portugal, enquanto o Riachense, vice-campeão, obteve o direito a participar na Taça de Portugal.

Com os dois primeiros lugares já antecipadamente definidos, restava, para a derradeira ronda, a disputa por um lugar no pódio (entre União de Tomar e Samora Correia), assim como a luta pela manutenção (que envolvia ainda o At. Ouriense, Pego e Cartaxo).

O União de Tomar, não obstante ter passado praticamente toda a época entre o 6.º e o 4.º lugar, manteve sempre sob mira o 3.º posto, tendo vindo a reduzir gradualmente a diferença que o separava dessa posição, até igualar o Samora Correia em termos pontuais na jornada anterior, para, “sobre a linha de meta”, consumar a ultrapassagem, assim bisando o 3.º lugar da época passada, demonstrando a grande consistência do clube no topo do futebol distrital, com três presenças no pódio nas três últimas edições da prova, a prometer novos feitos para o futuro. Um justo prémio para todo o grupo pela forma séria e empenhada como encarou a temporada, com pontos mais altos nos dois triunfos obtidos face ao Campeão, Coruchense, para além das vitórias averbadas em Amiais de Baixo e em Fazendas de Almeirim, e do empate em Riachos.

Ao invés, o Pego, que se manteve acima da “linha de água” durante toda a prova, num enorme esforço para procurar evitar a descida, acabaria por se ver submergido por tal linha precisamente no último dia – suplantado pelo Cartaxo, que, assim parece ter-se salvo –, num desfecho algo penalizador para a forma abnegada como os pegachos pugnaram durante todo o campeonato.

Destaques – O principal destaque da 26.ª e derradeira jornada vai para o empolgante desafio entre União de Tomar e Fazendense, repleto de cambiantes, golos e com reviravolta no marcador. A turma de Fazendas de Almeirim, que, em caso de vitória, almejava ainda a atingir a 4.ª posição, viria a colocar-se em vantagem, um pouco contra a corrente do jogo, na sequência de um canto. Já depois de os tomarenses terem chegado ao empate, os visitantes voltariam a liderar o marcador, num lance muito similar ao anterior, novamente após pontapé de canto. A formação unionista, “puxando pelos galões”, operaria então a reviravolta, com dois tentos, passando o marcador para 3-2, que parecia garantir-lhe o objectivo. Mas o Fazendense não se entregaria, tendo ainda força mental para chegar a nova igualdade, a três golos. Até final, ainda haveria algum “suspense”, mas o resultado não sofreria mais alterações.

Em Samora Correia, o Coruchense, pese embora a fadiga do jogo da meia-final da Taça do Ribatejo, a meio da semana, não deixou de somar mais um triunfo, mercê de um solitário golo, coroando assim da melhor forma a conquista do título de Campeão, o que culminaria na queda do Samora Correia ao 5.º lugar, em desvantagem no desempate no confronto com o Amiense.

Também o Riachense não abdicou de finalizar o campeonato com uma boa vitória, em Almeirim, ante o União local, por 3-1. Os trinta pontos somados “fora de portas” traduzem o melhor desempenho do campeonato, podendo o conjunto de Riachos lamentar-se, em termos de disputa do título, da penalização resultante dos seis empates (e um desaire) consentidos em casa.

Por fim, salienta-se ainda a expressão da goleada (6-0) aplicada pelo Torres Novas ao “lanterna vermelha”, Benavente, com os torrejanos a fixar-se na 7.ª posição, num campeonato que começou muito mal, vindo depois a empreender notável recuperação.

Surpresa – Não sendo porventura uma completa surpresa, o Cartaxo, em deslocação à Ribeira de Santarém, “fez pela vida”, indo em busca do resultado que lhe poderia proporcionar maior garantia de manutenção – mesmo que não absoluta, uma vez que dependia do At. Ouriense e Pego não ganharem, ambos os seus encontros (para além de subsistir ainda pendente da confirmação da manutenção do Alcanenense no Nacional) –, conseguindo assegurar um crucial triunfo, por 2-0, ante os Empregados do Comércio. Valeram, ao vice-campeão da época anterior, os dez pontos averbados nas quatro últimas partidas, num notável “tour de force” final.

Confirmações – Nos restantes dois encontros os visitados confirmaram o respectivo favoritismo, com o At. Ouriense, ganhando ao Mação – que disputará, no próximo dia 1 de Maio, no Entroncamento, a final da Taça do Ribatejo, defrontando o Coruchense – por 2-1, a alcançar finalmente os pontos de que necessitava para garantir a manutenção no principal escalão; um desfecho que o resultado do Amiense-Pego (3-1) não possibilitou aos pegachos, como já referido anteriormente, pese embora terem até começado por inaugurar o marcador.

II Divisão Distrital – Na fase de disputa do título de Campeão, a U. Abrantina mantém a sua senda triunfal, batendo o U. Santarém (2-1), mercê de dois golos obtidos já na fase final do desafio, somando o pleno de 12 pontos; os oito pontos de vantagem para o 4.º posto permitem antever que deverá concretizar a promoção à I Divisão Distrital. Também o Moçarriense, goleando o Marinhais (3-0) parece bem encaminhado para tal desiderato, dado dispor de avanço de cinco pontos face ao Ferreira do Zêzere (actual 4.º classificado), equipa que, tendo vencido por 2-0 na recepção ao U. Atalaiense, parece disposta a discutir – com a turma do município de Salvaterra de Magos e com o conjunto da capital do Distrito – a terceira vaga de acesso ao principal escalão, de que dista, nesta altura, três pontos, ainda com seis jogos por realizar.

Campeonato de Portugal – O Fátima somou terceiro desaire sucessivo, perdendo no Algarve, ante o Farense, por 3-1, assim hipotecando praticamente as suas esperanças na subida à II Liga, tendo entretanto baixado ao 4.º posto, agora já com um atraso de cinco pontos em relação ao duo da liderança, composto por Praiense e Real, quando faltam disputar apenas três jornadas.

Ao contrário, o Alcanenense, desforrando-se do – de todo inesperado – desaire sofrido na primeira volta, na Figueira da Foz, goleou a Naval por “esmagadora” marca de 9-0, continuando a partilhar a 2.ª posição com o Caldas, e, mais importante, ampliando já para oito pontos o avanço face ao 6.º classificado (Carapinheirense), afastando-se assim, de forma determinada, da zona perigosa da tabela, devendo um ponto mais bastar-lhe para garantir absoluta tranquilidade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Abril de 2017)

Torres Novas – CADE – 1-2
Fátima – U. Almeirim – 1-0
Cartaxo – Samora Correia – 2-1
Moçarriense – Salvaterrense – 1-1
U. Atalaiense – U. Tomar – 0-4
Folga: Amiense

1º Amiense, 51; 2º Fátima, 43; 3º U. Almeirim, 37; 4º U. Tomar, 35; 5º Salvaterrense, 29; 6º Torres Novas, 29; 7º CADE, 25; 8º Moçarriense, 22; 9º Cartaxo, 19; 10º Samora Correia, 16; 11º U. Atalaiense, 13

O Amiense sagrou-se Campeão Distrital de Juniores, sendo promovido à II Divisão Nacional. As equipas da U. Atalaiense e do Benavente (que desistiu da prova) são despromovidas à II Divisão Distrital.

U. TOMAR – Telmo Rodrigues (45m – João Pedro Lopes), David Vieira, Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Rui Silva (74m – Telmo Ferreira), Nuno Rodrigues (c.), Joca (74m – Rui Pedro Lopes), Diogo Moreira (45m – Douglas Pissona), Tiago Vieira e Chrystian Pedroso (88m – Lucas Nathan)

(suplentes – Vítor Félix e Miguel Arcângelo)

FAZENDENSE – Manú, Cláudio Cardoso (87m – João Patrício), Manuel Neto (87m – José Costa), Fábio Fidalgo (c.), João Gavela, Rato, Paulo Liká, Luís Guilherme, Tiago Martins (45m – Miguel Frieza), Isas (45m – Beni) e Bernardo Rama (72m – Fábio Carvalho)

0-1 – Bernardo Rama – 31m
1-1 – Espadinha – 51m
1-2 – Fábio Fidalgo – 60m
2-2 – Tiago Vieira – 70m
3-2 – Nuno Rodrigues – 76m
3-3 – Paulo Liká – 88m

Cartões amarelos – Rui Pedro Lopes (84m); João Gavela (7m), Paulo Liká (84m) e Rato (90m)

Árbitro – Roberto Felisberto

  1.º   2.º  3.º   4.º   5.º   6.º  7.º  8.º  9.º  10.º  11.º 12.º 13.º  14.º

CoruchenseRiachenseU. TomarAmienseSamora CorreiaFazendenseTorres NovasMaçãoU. AlmeirimAtlético OurienseEmpregados ComércioCartaxoPegoBenavente

  63    54    45   44   44    42   38   37    36    27   26    25   22    7

U. Almeirim – Riachense – 1-3
Torres Novas – Benavente – 6-0
Samora Correia – Coruchense – 0-1
Emp. Comércio – Cartaxo – 0-2
Amiense – Pego – 3-1
At. Ouriense – Mação – 2-1
U. Tomar – Fazendense – 3-3

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         26    20     3     3    47 - 15    63
 2º Riachense          26    15     9     2    55 - 25    54
 3º U. Tomar           26    13     6     7    40 - 29    45
 4º Amiense            26    13     5     8    39 - 31    44
 5º Samora Correia     26    13     5     8    41 - 30    44
 6º Fazendense         26    12     6     8    38 - 31    42
 7º Torres Novas       26    10     8     8    30 - 25    38
 8º Mação              26    10     7     9    35 - 31    37
 9º U. Almeirim        26    10     6    10    31 - 27    36
10º At. Ouriense       26     8     3    15    28 - 49    27
11º Emp. Comércio      26     7     5    14    27 - 42    26
12º Cartaxo            26     7     4    15    32 - 46    25
13º Pego               26     6     4    16    24 - 43    22
14º Benavente          26     2     1    23    20 - 63     7

O Coruchense sagrou-se Campeão Distrital da I Divisão, garantindo a promoção ao Campeonato de Portugal. Por seu lado, o Riachense, vice-campeão, participará na Taça de Portugal.

As equipas do Pego e do Benavente são despromovidas à II Divisão Distrital.

O Campeonato Distrital da I Divisão chega hoje ao seu termo, com a disputa da 26.ª jornada, com os dois primeiros lugares já atribuídos, tendo-se sagrado novamente Campeão o Coruchense, com o Riachense confirmado no 2.º lugar, que lhe dará acesso à Taça de Portugal.

Nas partidas desta tarde avultam duas pelejas: por um lugar no pódio, em compita entre União de Tomar e Samora Correia, e pela manutenção, envolvendo ainda três emblemas: At. Ouriense, Pego e Cartaxo.

Em relação à luta pelo 3.º lugar, o União de Tomar, recebendo o Fazendense, apenas poderá ser bem sucedido desde que obtenha resultado mais favorável que o que vier a ser alcançado pelo Samora Correia na recepção ao Campeão, Coruchense: o empate servirá, desde que os samorenses percam (numa partida em que a formação de Coruche terá em seu desfavor o facto de dispor de apenas três dias de repouso, após a disputa da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo); em caso de triunfo do Samora, os unionistas quedar-se-ão pelo 4.º ou 5.º lugar.

O historial recente não é favorável ao União, que, em jogos realizados em Tomar ante o Fazendense, apenas venceu por uma vez nos sete últimos confrontos (precisamente na época passada, então por categórico 3-0), depois de três derrotas (de 2010 a 2012) e de três empates (de 2013 a 2015).

Anote-se, por seu lado, que não existe registo de embates entre Samora Correia e Coruchense no principal escalão (não se encontram desde a temporada de 2005-06, à excepção do jogo da primeira volta, em Coruche, então com triunfo do grupo do Sorraia, por 1-0).

Em termos matemáticos, na disputa entre Samora e União pelo 3.º lugar, os samorenses têm vantagem em 2/3 das combinações possíveis de resultados, enquanto os unionistas serão beneficiados no terço restante (no cenário em que, vencendo, o Samora não ganhe; e na hipótese de, empatando, os samorenses virem a sair derrotados esta tarde).

O Amiense, visitado pelo Pego, poderá ainda aspirar – tal como o Fazendense, em caso de eventual vitória em Tomar – ao 4.º posto, sendo que, em caso de igualdade pontual com Samora Correia e União de Tomar, os grupos de Amiais de Baixo e de Fazendas de Almeirim registam desvantagem nos critérios de desempate, não podendo, portanto, chegar já à 3.ª posição.

A última vez que as formações de Amiais e do Pego se defrontaram no Distrital foi já em 2010-11, sendo que, curiosamente, nos dois jogos realizados em Amiais de Baixo nessa época, cada equipa venceu um deles.

No que respeita à busca da manutenção – ainda dependente da confirmação do Alcanenense no Campeonato Nacional, que parece agora bem encaminhada –, o At. Ouriense recebe o Mação, apenas podendo vir a cair em zona de despromoção directa em 2 das 27 combinações possíveis, isto é, desde que não ganhe e que Pego e Cartaxo vençam ambos os seus desafios.

Em termos históricos, o At. Ouriense apresenta notória superioridade nas recepções ao Mação, com 5 vitórias e um empate nos últimos seis anos, tendo cedido duas derrotas, uma delas na época passada.

Por seu lado, o Pego será despromovido caso se verifique uma de 9 combinações de resultados: em 6 cenários em que o Cartaxo (que se desloca à Ribeira de Santarém, para defrontar os já tranquilos Empregados do Comércio) vença e os pegachos não ganhem em Amiais de Baixo; ou, em três hipóteses, em que o Cartaxo empate e o Pego saia derrotado.

No caso dos cartaxeiros – vice-campeões na temporada passada –, são 16 (em 27) as combinações de resultados que os poderão condenar à despromoção automática: nove cenários em que perca; seis hipóteses em que, empatando, o Pego não seja derrotado; e o “pior cenário”, em que, ganhando, At. Ouriense e Pego vençam também, ambos, os seus confrontos.

Nas três vezes em que se cruzaram em Santarém, nas três últimas temporadas, Caixeiros e Cartaxo registam um absoluto equilíbrio, com uma vitória para cada lado e um empate.

Restam dois encontros já sem grande influência no posicionamento final dos clubes: o U. Almeirim-Riachense, dois emblemas que apenas se defrontaram, em Almeirim, na última época, então com triunfo dos visitados por 2-0; e o Torres Novas-Benavente, confronto em que os torrejanos saíram vencedores por quatro vezes, apenas tendo consentido um empate, nas últimas cinco vezes que ambas as equipas se defrontaram na cidade do Almonda.

Estão, assim, lançados os dados para a derradeira ronda do Campeonato…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.04.2017)

Pulsar - TRibatejo - 1-2-finais

(“O Templário”, 20.04.2017)

No momento em que estas linhas forem publicadas, o título estará já desfasado da realidade, dado que, entretanto, estavam agendados para a noite de quarta-feira os encontros da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.

Não obstante, aquando da sua escrita, a situação conhecida, que decorria dos desafios da 1.ª mão, disputados na tarde da passada Sexta-feira Santa, era a da vantagem adquirida pelas formações do Sorraia e de Torres Novas, ambas vencedoras por tangencial marca de 2-1.

Destaque – O principal destaque da 1.ª mão das meias-finais vai, necessariamente, para o triunfo alcançado pelo recém sagrado Campeão Distrital, Coruchense, no sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, perante o Amiense, ainda para mais sublinhado pelo facto de ter jogado mais de meia hora em notória inferioridade numérica, com apenas nove elementos em campo, devido à expulsão de dois dos seus jogadores, um deles ainda no decurso do primeiro tempo. Um desfecho que conferia ao grupo de Coruche um claro favoritismo, pese embora o “handicap” de se ter visto privado de tais elementos para a partida da 2.ª mão.

Confirmação – Por seu lado, o Torres Novas confirmou a teórica vantagem de jogar no seu terreno, tendo recebido e batido o Mação, apesar de, neste caso, parecer prevalecer uma tónica de maior equilíbrio, com tudo ainda em aberto, dado que, aos maçaenses, bastaria vencer por um solitário tento o confronto da 2.ª mão para garantir a presença na final da competição.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na 10.ª ronda da fase final, desfechos distintos, desta feita com o Fátima a sofrer outro comprometedor desaire, enquanto o Alcanenense alcançou crucial vitória.

Efectivamente, os fatimenses, a atravessar uma fase difícil, em período determinante do torneio, consentiram segunda derrota sucessiva em casa; depois de batidos pelo Torreense, foram, agora, desfeiteados pelo Real de Massamá, perdendo por 1-2, assim vendo escapar a posição de liderança, baixando ao 3.ª posto, a dois pontos do duo que partilha o comando, formado pelo Praiense e, precisamente, pelo adversário desta jornada, o Real.

No que respeita à turma de Alcanena, foi vencer ao terreno de um rival directo na disputa da manutenção, o Carapinheirense, impondo-se por 2-0, o que lhe proporcionou ascender novamente à 2.ª posição, que reparte com o Caldas, e, mais importante, ampliando para cinco pontos a vantagem em relação à “linha de água”, quando restam disputar quatro jornadas.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, sendo que, na I Divisão, se disputa a derradeira ronda da prova, na qual avultam ainda duas pelejas: por um lugar no pódio, em compita entre União de Tomar e Samora Correia, e pela manutenção, envolvendo ainda três emblemas: At. Ouriense, Pego e Cartaxo.

Assim, em relação à luta pelo 3.º lugar, o União de Tomar, recebendo o Fazendense, apenas poderá ser bem sucedido desde que obtenha resultado mais favorável que o que vier a ser alcançado pelo Samora Correia na recepção ao Campeão, Coruchense: o empate servirá, desde que os samorenses percam – numa partida em que a formação de Coruche terá em seu desfavor o facto de dispor de apenas três dias de repouso, após a disputa da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo; em caso de triunfo do Samora, os unionistas quedar-se-ão pelo 4.º ou 5.º lugar. Em termos matemáticos, o Samora Correia tem vantagem em 18 das 27 combinações possíveis de resultados, enquanto o União será beneficiado nas nove combinações restantes.

O Amiense, visitado pelo Pego, poderá ainda aspirar – tal como o Fazendense, em caso de eventual vitória em Tomar – ao 4.º posto, sendo que, em caso de igualdade pontual com Samora Correia e União de Tomar, os grupos de Amiais de Baixo e de Fazendas de Almeirim registam desvantagem nos critérios de desempate, não podendo, portanto, chegar já à 3.ª posição.

No que respeita à busca da manutenção – ainda dependente da confirmação do Alcanenense no Campeonato Nacional, que parece agora bem encaminhada –, o At. Ouriense recebe o Mação, apenas podendo vir a cair em zona de despromoção directa em 2 das 27 combinações possíveis, isto é, desde que não ganhe e que Pego e Cartaxo vençam ambos os seus desafios.

Por seu lado, o Pego será despromovido caso se verifique uma de 9 combinações de resultados: em 6 cenários em que o Cartaxo (que se desloca à Ribeira de Santarém, para defrontar os já tranquilos Empregados do Comércio) vença e os pegachos não ganhem em Amiais de Baixo; ou, em três hipóteses, em que o Cartaxo empate e o Pego saia derrotado.

No caso dos cartaxeiros – vice-campeões na temporada passada –, são 16 (em 27) as combinações de resultados que os poderão condenar à despromoção automática: nove cenários em que perca; seis hipóteses em que, empatando, o Pego não seja derrotado; e o “pior cenário”, em que, ganhando, At. Ouriense e Pego vençam também, ambos, os seus confrontos.

Na II Divisão, na 4.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, o líder isolado, U. Abrantina, recebe a visita do U. Santarém, ambicionando prolongar a sua fantástica série triunfal; no Moçarriense-Marinhais e no Ferreira do Zêzere-U. Atalaiense, os visitados perfilam-se como favoritos, numa ronda que poderá voltar a equilibrar as contas da luta pela subida, em detrimento da turma da Atalaia, caso não vença.

O Campeonato de Portugal terá a sua 11.ª ronda da fase final, com o Fátima a viajar até à capital do Algarve, para defrontar o Farense, actual 5.º classificado, em partida que se afigura decisiva para as suas aspirações, dado que, até o empate, poderá significar um atraso quase irrecuperável, atendendo a que Praiense e Real recebem os dois últimos classificados, respectivamente, Operário de Lagoa e Louletano, pelo que são amplamente favoritos a vencer.

Por seu lado, o Alcanenense recebe a Naval – que, nas dez jornadas já disputadas, soma nove derrotas, apenas tendo ganho, em casa, precisamente, perante a turma de Alcanena –, pelo que dispõe de uma soberana oportunidade para, praticamente, garantir a tranquilidade, até porque Oleiros e Carapinheirense (actuais 5.º e 6.º classificados), se defrontam entre si.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Abril de 2017)

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