Após uma breve pausa para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que os favoritos, mesmo actuando no terreno dos adversários, acabaram por se impor, avançando para as meias-finais, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, na hora das decisões, com a realização da 24.ª e antepenúltima jornada.

Sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Curiosamente, este confronto não tem qualquer historial recente, nos últimos seis anos, à excepção dos dois encontros entre ambas as equipas já nesta temporada; para o campeonato, na 1.ª volta, em Coruche, o líder do campeonato venceu por tangencial 2-1; na semana passada, para a Taça do Ribatejo, em Almeirim, não foi além do empate a uma bola. Se recordarmos que os almeirinenses apenas por uma vez foram desfeiteados no seu reduto, precisamente pelo rival Fazendense, ficaremos com uma ideia mais precisa das dificuldades que o Coruchense poderá encontrar…

Menção ainda para outras partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio, nomeadamente no Amiense-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar.

Em Amiais de Baixo, onde os “donos da casa” apenas foram derrotados pelo Coruchense e pelo U. Tomar, o Amiense, vindo de dois desaires sucessivos no campeonato (o que, de alguma forma, compensou com o triunfo no Cartaxo, em jogo da Taça), recebe o Fazendense, numa partida que se afigura decisiva, dado que, caso o grupo de Fazendas de Almeirim não consiga vencer, deverá ficar arredado de tal disputa pela 3.ª posição. Nas sete vezes em que os dois clubes se encontraram em Amiais, nos últimos seis anos, constata-se uma forte tendência de equilíbrio, tendo resultado em cinco empates, e apenas uma vitória para cada um dos emblemas.

No caso dos tomarenses, trata-se de uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Nas cinco últimas vezes que se defrontaram em Ourém, o At. Ouriense regista três triunfos e um empate, apenas tendo sido derrotado pelos unionistas por uma vez, precisamente na temporada passada.

Isto, devendo ter-se ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego, apesar de o histórico de confrontos entre ambos, no principal escalão, datando já da distante época de 2010-11, aponte para uma vitória dos samorenses e um empate. Uma eventual derrota dos pegachos poderá aliás empurrá-los para a zona de despromoção…

Tal dependerá, contudo, do desfecho do Torres Novas-Cartaxo, em que os torrejanos, absolutamente tranquilos, sem perder há quatro jogos, se apresentam com maior dose de favoritismo, pese embora o equilíbrio total registado nos cinco últimos encontros que disputaram em Torres Novas, com 2 triunfos para cada lado e um empate. O Cartaxo vinha de uma vitória no campeonato, depois de um ciclo de quatro desaires, tendo, entretanto, voltado a ser batido, em casa, no jogo da Taça (pelo Amiense).

Em Santarém, os Empregados do Comércio, recebendo o Mação, poderão garantir desde já a manutenção, desde que obtenham pelo menos um ponto, condicionado ainda a eventuais derrotas de Pego e Cartaxo. No conjunto dos três últimos anos, o equilíbrio é também nota dominante, com um triunfo para cada equipa e um empate.

Por fim, em Riachos, ao Riachense mais não resta que “cumprir a sua parte”, ganhando ao Benavente, ficando na expectativa de eventual insucesso do Coruchense em Almeirim. Aquelas duas equipas apenas se defrontaram por duas vezes, ambas na época de 2012-13, tendo o conjunto de Riachos vencido então esses dois jogos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.04.2017)

Advertisements