Junho 2017


X Torneio Internacional Templários

Cerca de três centenas de “traquinas”, nascidos em 2009 e 2010 (“sub-8”), em representação de 24 equipas, chegados de lés a lés de Portugal – desde o Minho ao Algarve, da Cova da Piedade até Viseu –, assim como da raia espanhola (Badajoz e Mérida), preencheram de cor não só o Estádio Municipal como a própria cidade de Tomar (conjuntamente com as respectivas “claques”, formadas preponderantemente pelos pais e outros familiares), a pretexto do X Torneio Internacional dos Templários em futebol, disputado no passado fim-de-semana, uma iniciativa e organização do União de Tomar que, iniciada em 2007, constitui já uma das principais referências a nível nacional neste escalão etário.

Sob um calor inclemente – no sábado, dia 17, foi batido o “record” de temperatura no mês de Junho em Tomar, com uns tórridos 42,6º –, o que implicou o reforço com “fontes de água” para refrescar os jovens desportistas, que aproveitaram também a zona verde do antigo Parque de Campismo, assim como toda a área envolvente do Parque do Mouchão / Várzea Pequena, junto ao Rio Nabão, nas pausas entre jogos (cada equipa disputou, em ambos os dias, três jogos de vinte minutos cada, com intervalos de cerca de três horas), o Estádio Municipal de Tomar foi palco para um total de 72 desafios.

Esta décima edição – na qual se regista a estreia de uma equipa representativa do F. C. Porto, completando assim o lote dos tradicionais “três clubes grandes” em Portugal –, teve a particularidade de contar, como “Patronos do Torneio”, com dois jovens futebolistas, que fizeram parte da respectiva formação no União de Tomar, que poderão ser exemplos a seguir entre os pequenos atletas, que sonham em fazer carreira nesta modalidade: Diogo Pinto e Vasco Oliveira (ambos com 17 anos), actualmente a representar o Benfica (equipa de juniores, “sub-19”) e o Cagliari, de Itália.

O município nabantino esteve representado por três equipas, duas do União de Tomar e outra da Escola de Futebol de Tomar, tendo o melhor desempenho alcançado consistido no apuramento para os 1/8 de final, pelo conjunto denominado União de Tomar-“Intermarché” (patrocinador principal do evento).

Embora a vertente competitiva não seja, nesta idade, necessariamente, a mais relevante – são predominantes o espírito de grupo, o convívio e a formação de jovens – na classificação final do Torneio, destaque para os cinco primeiros, com os três lugares do pódio a serem ocupados, por esta ordem, pelo Benfica, Sporting e FC Porto (com a turma portista a ser superada, nas meias-finais, pelo grupo leonino, por marca tangencial), seguidos de imediato pelo Louletano e pelo Fabril, do Barreiro.

A grande final do Torneio foi, uma vez mais – como se veio tornando hábito ao longo dos anos – disputada entre Benfica e Sporting, com a turma benfiquista a obter uma soberba goleada, tendo inclusivamente o guardião verde-e-branco, com um par de boas intervenções, evitado que o marcador [7-0] pudesse ter atingido os dois dígitos, o que constituiria excessivamente severa punição para uma equipa que, todavia, não teve possibilidade de contrariar a forte dinâmica do conjunto encarnado, constituído por meninos que revelaram não apenas inegável talento, como uma porventura inesperada “maturidade”, dominando o rival em todos os capítulos do jogo, durante a meia hora de jogo, desde os minutos iniciais até ao instante derradeiro.

(Artigo publicado em “O Templário”, de 22 de Junho de 2017)

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