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Mação e União de Tomar disputam esta noite, em Torres Novas, a 26.ª edição da Supertaça Dr. Alves Vieira, que opõe, respectivamente, o Campeão Distrital e o vencedor da Taça do Ribatejo da época finda.

Nas 25 edições anteriores, destaca-se, no palmarés de vencedores, o Riachense, com três troféus conquistados, em 2001, 2010 e 2013. Segue-se, com duas vitórias na competição, um lote de sete clubes: Ferroviários – até à data, a única equipa a conseguir bisar em anos sucessivos –, Samora Correia, Rio Maior, Alcanenense, Torres Novas, Fazendense e Coruchense.

As formações com mais presenças neste jogo decisivo são as do Fazendense (6), Alcanenense (5) e Coruchense e Riachense (4 cada). As únicas finais com “reedição” foram disputadas entre Riachense e Alcanenense, curiosamente em anos consecutivos (2009 e 2010), com um triunfo para cada lado.

O Mação, Campeão Distrital em título é, também, o actual detentor deste troféu, que conquistou no início da época passada, ao bater o então Campeão, Coruchense, por 3-1. Anteriormente, tinha marcado já presença nesta final na temporada de 2008-09 (há dez anos), então derrotado pelo Torres Novas.

Quanto ao União de Tomar, regista uma única participação nesta competição, na época de 1998-99 (portanto, há 20 anos, na sequência do derradeiro título de Campeão Distrital que conquistou), tendo, na ocasião, perdido na “finalíssima” / jogo de desempate ante o Ferroviários, depois de cada equipa ter vencido o desafio em casa por igual desfecho (2-1), isto numa altura em que a prova era disputada a duas mãos.

Por curiosidade, em 25 edições, a competição foi vencida pelos clubes que se apresentavam na condição de Campeões Distritais em título, por 16 vezes.

Ao invés, conquistaram o troféu as equipas que se apresentavam como vencedoras da Taça do Ribatejo, por 8 vezes: Alferrarede (1993), Coruchense (1996), Ferroviários (1998), Rio Maior (2000), Amiense (2005), Torres Novas (2011), Fazendense (2012) e Mação (2017).

Muito mais raro, tendo sucedido uma única vez, na temporada de 2009-10, o Alcanenense, finalista vencido da Taça, sagrou-se vencedor da Supertaça, ao bater, no desempate da marca de grande penalidade, o Campeão e vencedor da Taça, Riachense.

No pólo oposto, acumularam, sucessivamente, o triunfo no Campeonato, na Taça e na Supertaça, completando o “triplete”, os seguintes seis clubes: Samora Correia (em 1994), Rio Maior (2002), Abrantes FC (2003), Monsanto (2004), Riachense (2010) e Coruchense (2015).

Nas últimas 13 edições, o vencedor foi decidido por via do recurso à fórmula de desempate da marca de grande penalidade por cinco vezes (metade das finais disputadas entre 2005 e 2014). Ao invés, destacam-se as goleadas do Rio Maior ao Alcanenense (7-1, em 2002) e do Monsanto ao U. Figueirense (5-0, em 2004).

Mação e U. Tomar repetem o alinhamento da recente Final da Taça do Ribatejo, disputada a 13 de Maio, então com triunfo dos unionistas, por 2-1, com golos de Luís Alves e Wemerson Silva.

Estes dois clubes já se defrontaram em jogos oficiais (do Campeonato Distrital e da Taça do Ribatejo) por 34 vezes, com 10 vitórias dos tomarenses, 10 empates e 14 triunfos dos maçaenses. Se restringirmos a análise a anos mais recentes, nas cinco últimas temporadas, regista-se um equilíbrio absoluto: ambas as formações registam duas vitórias e três empates nos desafios disputados no respectivo terreno.

Na presente época, o Mação – alinhando em escalão superior, dado ter sido promovido ao Campeonato de Portugal – chega a esta final com bastante maior ritmo competitivo, uma vez que disputou já um total de cinco jogos, face a… uma única partida realizada pelo U. Tomar. Porém, os maçaenses têm em curso uma série bastante negativa de quatro desaires consecutivos, contrariamente aos unionistas, que venceram o único encontro disputado.

Daqui a minutos começaremos a perceber mais em concreto qual o impacto que poderão ter estas tendências.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.09.2018)

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