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A 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, que esta tarde se disputa, apresenta o seguinte cartaz: Abrantes e Benfica-Coruchense, uma autêntica “cimeira de líderes”, entre os comandantes da I e da II Divisão, na qual a invencibilidade dos abrantinos nesta temporada poderá ser colocada à prova, isto sem esquecer que haverá ainda depois o jogo de volta, em Coruche; e U. Santarém-Marinhais, em que os escalabitanos assumem integral dose de favoritismo.

Em Abrantes, encontram-se dois clubes, actualmente de escalões distintos, também com palmarés diferenciado nesta competição: enquanto o clube da casa, agora com a denominação Abrantes e Benfica, atinge pela primeira vez, na última década, as meias-finais da Taça, o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15.

Alargando o espectro, na galeria de vencedores desta competição consta o antigo Abrantes Futebol Clube (em 2002-03), enquanto o Coruchense venceu a Taça do Ribatejo já por três vezes: para além de 2015, havia ganho também já em 1996 e em 1997; foi, ainda, finalista em 2005 e em 2017.

Não havendo histórico de confrontos entre ambos os clubes a nível da Taça, as últimas vezes que se cruzaram, então na I Divisão Distrital, ocorreram já nas temporadas de 2012-13 e 2013-14, com desfechos diametralmente opostos: 5-0 a favor da então denominada União Abrantina, em 2013; triunfo do Coruchense por 3-0 no ano seguinte.

Esta tarde, o grupo do Sorraia é, necessariamente, favorito, atendendo ao seu estatuto de líder do principal escalão, mas o Abrantes e Benfica procurará fazer vincar a sua invencibilidade e levar a decisão da eliminatória para a 2.ª mão, em Coruche.

Na capital do Distrito, o histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova), recebe o Marinhais, que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos.

A nível mais global, os escalabitanos contam com um troféu conquistado, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo, na temporada de 1978-79, há já quarenta anos, tendo sido, entretanto, também finalistas em 2006 e em 2007.

Não há registo recente de embates entre estes dois clubes em desafios da Taça, tendo-se defrontado pelas últimas vezes, em Santarém, na época passada, então em partidas a contar para o Distrital da II Divisão, com duas goleadas impostas pelo U. Santarém: 6-0 na fase regular do campeonato; a que se seguiu um 4-0 na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão, desiderato que ambas as equipas viriam a alcançar.

Esta temporada cruzaram-se já, na primeira volta, mas em Marinhais, também com triunfo dos santarenos, por tangencial 1-0.

A expectativa é de que o U. Santarém possa fazer valer os seus maiores créditos e comece, já hoje, a ganhar vantagem no cômputo geral da eliminatória, visando o regresso à final da Taça.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.03.2019 – Sem emissão)

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