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O calendário ditou para este feriado de 5 de Outubro o primeiro grande “choque de titãs” neste campeonato, com o U. Almeirim a receber o Cartaxo, enfrentando-se, pois, dois dos principais candidatos ao título, actuais guias do campeonato.

Estes dois emblemas defrontaram-se nas quatro últimas temporadas, com ligeira vantagem dos cartaxeiros, que ganharam por duas vezes (em 2015-16 e na época passada), face a um único triunfo dos almeirinenses e um empate.

Independentemente do histórico recente, este será, na conjuntura actual, um embate de “tripla”, de desfecho imprevisível.

O outro líder da prova, União de Tomar, recebe o Abrantes e Benfica, num reencontro entre dois clássicos do futebol distrital, que não se cruzavam desde o início da década de 50, há quase 70 anos!

Frente a um difícil opositor, com um bom início de campeonato, os unionistas terão de estar ao seu melhor nível, se pretendem beneficiar do resultado da partida de Almeirim.

Depois do inesperado desaire caseiro sofrido na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal (sobretudo pela expressão dos números, tendo sido goleado por 4-0 pelo Olímpico do Montijo), o Coruchense terá uma saída com alguma dificuldade, visitando a Glória do Ribatejo.

Em anos anteriores, a turma do Sorraia – favorita para esta tarde – ganhou por duas vezes (ambas por 4-1), na época passada e já em 2012-13, temporada em que se registou também, na fase regular da prova, uma igualdade a um golo.

O Mação-Fazendense é também um encontro que suscita grande interesse, entre duas das equipas mais bem apetrechadas e com um historial recheado a nível distrital.

Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes nos últimos oito anos (excluindo-se, claro, a época passada, em que os maçaenses militaram no Nacional), com predomínio dos donos da casa, que ganharam por quatro vezes, face a apenas uma vitória dos forasteiros, em 2014-15; a repartição de pontos tem sido, não obstante, o desfecho mais frequente, tendo ocorrido já por cinco ocasiões, podendo repetir-se esta tarde.

O Samora Correia recebe o Rio Maior, clube recentemente formado, pelo que se defrontam pela primeira vez. Não obstante o positivo arranque dos riomaiorenses, tendo ido buscar um nulo a Fazendas de Almeirim, seria surpreendente se os samorenses não vencessem este encontro.

Os restantes três jogos da ronda envolvem o quarteto que, nesta altura, reparte a indesejada condição de “lanterna vermelha”, todos ainda sem se ter estreado a pontuar neste campeonato: Moçarriense (com um jogo em atraso); Ferreira do Zêzere, Pego e Riachense, este trio já com três derrotas averbadas.

Precisamente, na Moçarria, o grupo local é visitado pelo Torres Novas, tendo os torrejanos ganho um dos três embates entre ambos, mas já na algo distante temporada de 2011-12. Mais recentemente, em 2016 e 2018, registaram-se dois empates, pelo mesmo resultado: 1-1. Numa partida que se perspectiva equilibrada, o Moçarriense poderá pontuar pela primeira vez na competição.

Mais difícil se antevê a tarefa do Ferreira do Zêzere, recebendo o Amiense, pese embora os ferreirenses tenham vencido em 2017-18, tendo-se verificado repartição de pontos na última época. Esta tarde, o conjunto de Amiais de Baixo será, a priori, favorito, mas os visitados não deixarão de procurar o primeiro desfecho positivo neste campeonato.

Por fim, num confronto entre dois dos últimos classificados, o Pego recebe o Riachense, sendo que a única vez que se cruzaram, na última década, no principal escalão, em 2016-17, foi a formação dos Riachos a sair vencedora (por 3-1).

Na temporada passada, os dois clubes defrontaram-se, então na II Divisão, tendo o Riachense vencido outra vez, na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, por 5-3. Antes, na fase regular da prova, tinham sido os pegachos a ganhar, por 3-1.

Esta tarde, atendendo ainda à situação específica do Riachense, repescado para a I Divisão, o Pego poderá aproveitar o seu estado de preparação mais avançado para voltar a vencer.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.10.2019)