Hertz

O “prato forte” da 7.ª jornada da I Divisão Distrital, que hoje se realiza, em inaudito horário matinal, é o embate entre os candidatos Coruchense e Cartaxo, o qual se afigura de desfecho imprevisível.

Isto, apesar de nos quatro encontros mais recentes entres estas duas equipas, disputados nos últimos seis anos, em todos eles o triunfo ter sorrido à formação do Sorraia, e, em geral, por números contundentes: duas vezes 3-0 e um 5-2! De facto, a última vez que o Cartaxo venceu em Coruche data já de 2003…

Não obstante os cartaxeiros tenham tido, até agora, um calendário bastante irregular, já com três jogos adiados – e, portanto, muitas paragens –, o Coruchense não esperará facilidades, numa partida que poderá pender para qualquer dos lados.

Mas também o outro líder, Abrantes e Benfica, terá um teste de elevado grau de exigência, com a deslocação a Samora Correia, para reedição do único confronto entre ambos, na época passada, então com vitória dos abrantinos, por tangencial 2-1.

Os samorenses tiveram um bom arranque, mas vêm de duas derrotas nos últimos dois jogos, pelo que, pese embora as dificuldades que o oponente lhes colocará, tudo procurarão para evitar terceiro desaire sucessivo.

O U. Tomar, actuando no seu reduto, é claramente favorito, frente ao Riachense: nas quatro ocasiões mais recentes em que se defrontaram, nos últimos sete anos, regista-se um empate, uma vitória do conjunto dos Riachos (em 2016) e… duas goleadas a favor dos unionistas, por 4-0 (em 2018) e por 7-0, no último confronto entre ambos em Tomar, já no corrente ano de 2020, no mês de Janeiro.

Não deverá, contudo, esquecer-se que o grupo visitante surpreendeu já o Fazendense (impondo-lhe um empate), tendo perdido por margem tangencial no Cartaxo, e oferecendo igualmente boa réplica em Abrantes, onde chegou a estar em vantagem.

Em Rio Maior, a turma local recebe a visita do Fazendense, depois de, na época passada, os visitantes ali terem goleado por categórico 5-1 – por coincidência, precisamente no mesmo dia do 7-0 do U. Tomar ao Riachense.

Esta manhã teremos certamente um resultado mais equilibrado, porventura até com tendência para a repartição de pontos, pese embora algum favoritismo que possa ser atribuído ao conjunto das Fazendas de Almeirim.

O confronto com historial mais extenso dos desafios desta ronda é o que opõe dois históricos, Torres Novas e Amiense, num balanço bem repartido: desde 2010, cruzaram-se já, na I Divisão Distrital, por dez vezes, com cinco vitórias dos torrejanos, face a quatro dos forasteiros, e um único empate.

Estes dois emblemas têm vindo a registar um início de temporada aquém das expectativas, com os torrejanos mesmo em posição algo inquietante, no penúltimo lugar, ainda sem se terem estreado a vencer, não sendo também previsível que tal venha a suceder hoje.

No Mação – Ferreira do Zêzere, o histórico aponta para uma clara tendência a favor dos homens da casa, que, nas últimas seis partidas entre ambos, desde 2006, golearam por cinco ocasiões (três vezes por 5-1, um 5-2, culminando no 8-1 de há cerca de um ano). A contrapor a esta sucessão de resultados pesados, os ferreirenses averbaram um único êxito, ganhando por 3-2, na derradeira ronda da época de 2017-18… por curiosidade, na festa do título dos maçaenses.

A fazer, por agora, um brilharete, ocupando um excelente 3.º lugar na tabela, tendo registado vitórias nos dois jogos disputados fora de casa, não se antevê que os ferreirenses possam somar pontos neste desafio.

A partida entre Glória do Ribatejo e Entroncamento AC representa uma estreia absoluta nos confrontos entre os dois clubes.

Pelo que ambos têm vindo a mostrar até agora, a turma da Glória do Ribatejo será favorita a somar mais três pontos, consolidando o seu notável arranque de campeonato, mas uma eventual surpresa não deixará de poder ser equacionada, atendendo a que o Entroncamento se apresenta em processo de crescimento…

Como vem sendo regra na presente edição do campeonato distrital, também esta jornada tem um jogo adiado, entre Alcanenense e Moçarriense, precisamente as duas equipas até agora mais afectadas pela pandemia.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.11.2020)