Em dia feriado, aproveita-se para recuperar algum do atraso desta temporada, com a disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo e, também, com o acerto de calendário da I Divisão Distrital, prova que terá o seu final já no próximo Domingo.

Começando pela Taça, dos oito jogos que, normalmente, deveriam constituir esta eliminatória, apenas serão disputados hoje quatro encontros, tendo outros três sido adiados para o feriado de 10 de Junho; o desafio restante, que deveria colocar frente-a-frente o Fátima e o Coruchense, não se realizará, dada a anunciada desistência do emblema do Sorraia, 1.º classificado do campeonato.

O confronto de maior cartaz será o que opõe Abrantes e Benfica e Mação, precisamente os dois clubes actualmente igualados na vice-liderança da I Divisão Distrital, que nunca antes se cruzaram em jogos da Taça do Ribatejo. Na eliminatória anterior eliminaram, ambos, duas equipas do escalão secundário, com a diferença de os maçaenses terem goleado o líder da série Norte, At. Ouriense, enquanto os abrantinos ganharam no terreno do último classificado dessa mesma série, Vasco da Gama.

Esta é a 12.ª presença do Mação nesta fase da prova nos últimos 13 anos, apenas tendo falhado em 2019, dado ter disputado, nessa época, o Campeonato de Portugal. Nas 11 participações anteriores, apurou-se para os 1/4 de final por seis vezes. Já o Abrantes e Benfica atinge esta fase pela 10.ª vez (contando com as épocas em que participou enquanto U. Abrantina), sendo que apenas avançou para os 1/4 de final em duas dessas ocasiões.

Trata-se, esta tarde, de uma partida de desfecho imprevisível, verdadeiramente de tripla, mesmo que o Abrantes e Benfica surja confiante, depois da goleada imposta no Cartaxo.

No outro embate entre primodivisionários, o Samora Correia recebe o, entretanto, já virtualmente despromovido Moçarriense. Na única vez em que se encontraram na Taça, em 2017, os samorenses venceram por 3-0, sendo naturais favoritos a repetir o triunfo, não obstante o grupo da Moçarria venha animado pela boa vitória averbada ante o Fazendense no passado Domingo.

Esta é a 8.ª presença do Samora Correia nos 1/8 de final nos últimos 13 anos, tendo, nesse período, atingido os 1/4 de final por 4 vezes. Quanto ao Moçarriense, participa nesta fase pela 6.ª vez, tendo-se apurado para os “últimos 8” em duas ocasiões, a última delas já em 2016.

O Cartaxo desloca-se a Salvaterra de Magos, para defrontar o agora líder da série Sul da II Divisão, Salvaterrense. Estes dois clubes defrontaram-se, na Taça, ainda na fase de grupos, no final de Setembro de 2018, então com uma retumbante goleada de 7-0 a favor dos cartaxeiros.

A formação do Cartaxo (que participa nos 1/8 de final pela 7.ª vez nos últimos 13 anos, tendo-se apurado para os 1/4 de final em três ocasiões) volta, naturalmente, a ser favorita, mas terá de encarar este jogo com toda a seriedade, para evitar uma possível surpresa… e que possa “haver Taça”. Por seu lado, o Salvaterrense apenas com duas presenças anteriores nesta fase, no período referido, só uma vez se qualificou para os 1/4 de final, já na distante temporada de 2012.

Por fim, o U. Tomar – a par do Fazendense os únicos clubes “totalistas”, que marcaram presença nos 1/8 de final em todas as últimas 13 edições da prova – visita o Espinheiro, para defrontar o Espinheirense, actual 3.º classificado da série Norte da II Divisão.

As duas equipas nunca antes se defrontaram, nem para a Taça, nem no campeonato, pelo que teremos, esta tarde, uma estreia absoluta!

Nas 12 últimas presenças na Taça os tomarenses atingiram os 1/4 de final por sete vezes. Quanto ao Espinheirense, que, nos 12 anos anteriores, apenas participara nos 1/8 de final uma única vez, em 2019, nunca alcançou tal fase da competição.

O União é, também, favorito, mas, tal como o Cartaxo, terá de confirmar tal favoritismo dentro de campo, perante adversários que, nestas circunstâncias, se motivam e se “agigantam”.

No que respeita aos jogos em atraso da I Divisão Distrital, serão, os três, de crucial importância na definição dos lugares de manutenção, sendo que é agora já conhecido que serão três os clubes a despromover, uma vez que a declaração de insolvência da SAD do Fátima tem como consequência a sua extinção e consequente impossibilidade de inscrição nas provas distritais para a época de 2021-22, pelo que resta, assim, uma “vaga” por preencher, após ter sido já consumada matematicamente a descida de Moçarriense e Riachense.

O Ferreira do Zêzere recebe o Rio Maior, com a certeza de que, caso consiga repetir o triunfo da época passada, assegurará a permanência no escalão principal. Um eventual empate poderia deixar ainda todos os cenários em aberto para a derradeira jornada, daqui a três dias, o que os ferreirenses pretenderão evitar, dado que terão de se deslocar às Fazendas de Almeirim.

No “derby” do município torrejano, o Torres Novas apresenta-se como favorito, na recepção ao Riachense, “lanterna vermelha”, e, conforme referido, também já matematicamente despromovido. Por curiosidade, nas quatro vezes que se defrontaram em anos recentes, registaram-se dois triunfos para cada lado, tendo os visitados vencido os últimos dois encontros, em 2017 e em 2019.

A confirmação da vitória poderá ser determinante para o Torres Novas evitar, desde já, os três últimos lugares – recordando-se que os torrejanos receberão ainda, no Domingo, o U. Tomar.

No Entroncamento, o recente clube local recebe o Amiense, num encontro sem historial anterior. O grupo da cidade ferroviária entra nesta ronda com a situação mais delicada de todos os concorrentes ainda envolvidos nesta disputa, com três pontos de atraso face a Rio Maior e Torres Novas e a quatro do Ferreira do Zêzere.

A conquista dos três pontos – um objectivo de elevado grau de dificuldade, mas, ainda assim possível, frente a um adversário já tranquilo – será, pois, crucial, de modo a poder deixar ainda a decisão para a última jornada, em que o Entroncamento, jogando novamente em casa, será favorito ante o Riachense.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.06.2021)