Na 5.ª ronda do Distrital da I Divisão o desafio de maior cartaz é o U. Tomar-Fazendense, que eram os dois primeiros classificados há duas semanas, mas que tiveram algo inesperados desaires no passado Domingo, respectivamente em Samora Correia e ante o At. Ouriense, no caso da turma das Fazendas de Almeirim no seu próprio reduto. Ainda assim, os tomarenses mantiveram a liderança isolada, mas não poderão voltar a sofrer novo deslize sob pena de perderem essa posição.

Trata-se de dois dos clubes com maior número de presenças nesta prova nos últimos anos: o União, pela 16.ª época consecutiva (só o Amiense iguala este registo); o Fazendense com 15 participações (o mesmo número que o Mação).

Defrontaram-se, na última década, precisamente por dez vezes, com balanço bem repartido: três triunfos para cada lado e quatro empates. O U. Tomar goleou por 5-0 em Janeiro de 2018, mas foi derrotado no encontro seguinte, em Fevereiro de 2019; no mais recente embate, em Setembro desse mesmo ano de 2019, os nabantinos ganharam por tangencial 1-0. Estamos, pois, perante um jogo de tripla, de prognóstico absolutamente incerto.

Outro confronto de interesse será o Abrantes e Benfica-Amiense, que se defrontam pelo terceiro ano sucessivo, tendo-se registado uma vitória à tangente (1-0) dos abrantinos em 2019-20 e um nulo na última temporada. Esta tarde a equipa da casa, integrando um quinteto que reparte o 4.º lugar, será teoricamente favorita, ponderando o peso do factor casa.

Dois dos candidatos terão saídas difíceis. Aparentemente, mais a do Mação, que se desloca ao terreno de um supreendente Salvaterrense, que partilha a 2.ª posição exactamente com o Rio Maior, sendo, aliás, as duas únicas formações ainda invictas.

A última vez que os grupos de Salvaterra e de Mação se cruzaram da divisão principal foi já em Outubro de 2005, então com vitória do conjunto da casa mercê de um solitário golo. Dado o tempo entretanto decorrido, este resultado não permite aferir o estado de favoritismo de uma ou outra equipa, antevendo-se, pelo desempenho que vêm realizando nesta época, um desafio equilibrado, possivelmente com tendência para a repartição de pontos.

O outro grupo ainda invicto, Rio Maior, visita Ferreira do Zêzere. Os riomaiorenses ganharam as duas partidas até agora disputadas fora de portas, enquanto os ferreirenses, depois de uma entrada em falso na ronda inaugural (goleados de forma retumbante pelo Fazendense), empataram a zero com o Alcanenense.

Os dois emblemas encontraram-se nas duas últimas épocas, com triunfo do Ferreira do Zêzere em Novembro de 2019; porém, mais recentemente, já em Junho deste ano, o Rio Maior goleou em Ferreira por 4-0. Hoje, antecipando-se um desfecho menos desequilibrado, os forasteiros apresentam-se com maior grau de favoritismo.

O algo desconcertante At. Ouriense (uma vitória e uma derrota em Ourém; mas um triunfo e um empate nas duas saídas que teve até agora, de que ressalta a sensacional vitória nas Fazendas de Almeirim no passado Domingo) recebe o Alcanenense, podendo estrear-se a vencer este adversário.

De facto, nas três vezes que se cruzaram na última década, começaram por registar-se dois triunfos do conjunto de Alcanena, em 2011 e em 2012, tendo-se verificado uma igualdade no último confronto, em 2019. Esta tarde projecta-se que o desfecho poderá ser distinto, a favor dos donos da casa.

Também a dar boa conta de si neste regresso ao principal escalão, o Benavente viaja até ao Cartaxo, para defrontar outro candidato aos lugares cimeiros.

Nas três ocasiões em que se encontraram, registaram-se já os três desfechos possíveis: empate em 2013; vitória dos cartaxeiros em 2014 e surpreendente triunfo dos homens de Benavente em 2017. Seria grande a surpresa se esse resultado se viesse a repetir esta tarde.

O U. Almeirim, que vem caindo na tabela, ocupando presentemente o 13.º posto, muito aquém do desempenho do clube na sua última passagem no Distrital, quando dominou claramente o campeonato, recebe o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, que acumula cinco derrotas nos cinco encontros que até agora disputou, depois da que foi a melhor temporada da sua história, culminada com a conquista da Taça do Ribatejo.

Os dois clubes defrontaram-se uma única vez, há precisamente três anos, então com os almeirinenses a imporem uma goleada por 4-0. Os visitados são novamente favoritos a somar os três pontos, mas os homens da Glória têm de começar a “fazer pela vida”…

Outro emblema histórico, o Torres Novas, que, em anos mais recentes, tem denotado algumas dificuldades no contexto da competitividade da divisão maior, lutando pelo assegurar da manutenção, recebe o Samora Correia, motivado pela vitória averbada no Domingo ante o líder.

Torrejanos e samorenses encontraram-se já em cinco ocasiões, com predomínio da turma da casa, que ganhou por três vezes, face a uma única vitória dos visitantes, já em 2016, tendo-se registado uma igualdade a zero no último embate, há pouco mais de um ano.

Pela “embalagem” que os samorenses levam – depois de um mau arranque, vêm de vitórias em Ourém e frente ao U. Tomar – não surpreenderá se voltarem a casa com mais um resultado positivo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.10.2021)