2016-17


Pulsar - 24

(“O Templário”, 06.04.2017)

Como se vinha antecipando há várias jornadas, o Coruchense, somando os três pontos que o separavam matematicamente do título, sagrou-se – ainda com duas rondas por disputar – Campeão Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, repetindo o feito que registara há duas épocas, sendo consequentemente promovido ao Campeonato de Portugal, assim regressando, de imediato, às competições de índole nacional.

Destaques – O principal realce da 24.ª jornada é naturalmente, o do triunfo obtido pelo Coruchense em Almeirim, ante o União local, onde um solitário tento alcançado bastou para confirmar o 1.º lugar na classificação final, dado dispor de vantagem de sete pontos sobre o Riachense, quando subsistem em disputa somente seis pontos. Registe-se que, até então, os almeirinenses apenas haviam sofrido um único desaire caseiro, averbado, aliás, já nesta derradeira fase da competição.

Destaca-se também a vitória do União de Tomar na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense (3-1), consumando a sua melhor série da época, com quatro êxitos sucessivos, iniciada com a derrota imposta ao novo Campeão, que lhe possibilitou relançar-se na disputa do 3.º lugar, de que continua a distar somente um ponto.

Tendo entrado em campo com uma postura bem afirmativa, assumindo a iniciativa, os unionistas começariam por se colocar em vantagem… que, contudo, durou apenas um minuto, dado que os oureenses logo restabeleceram a igualdade. No segundo tempo, com os visitados a cair de rendimento, os tomarenses, prosseguindo a sua toada ofensiva, concretizariam mais um excelente triunfo. Na segunda volta, apenas o Coruchense fez mais pontos que os unionistas.

Com o Riachense praticamente, com o 2.º lugar também confirmado (necessitará somar mais um ponto, ou esperar que os samorenses não vençam os seus dois últimos jogos), tal luta pelo último lugar no pódio mantém-se bastante acesa, pese embora agora restrita a três clubes: para além do Samora Correia e do União de Tomar, também o Amiense, tendo ganho ao Fazendense (por igual marca, de 3-1), subsiste na compita, a três pontos da formação de Samora, tendo afastado de tal aspiração o conjunto de Fazendas de Almeirim.

Surpresas – A principal surpresa desta ronda foi o empate alcançado pelo Cartaxo em Torres Novas (2-2), o que, não obstante, não permitiu ainda aos cartaxenses, escapar à zona de despromoção, isto apesar de terem igualado em pontos o Pego.

Por seu lado, pode considerar-se de alguma forma surpreendente o desfecho tangencial registado no Riachense-Benavente, com o vice-líder a bater o “lanterna vermelha” por 3-2.

Confirmações – O Samora Correia confirmou o amplo favoritismo na recepção ao Pego, goleando por 4-1, com os pegachos, num ciclo de quatro desaires consecutivos (nove em onze jogos na segunda volta), a cair sobre a “linha de água” – situação que, aliás, em caso de eventual despromoção do Alcanenense do Nacional, se deverá traduzir já numa praticamente inevitável descida ao escalão secundário, dado o atraso de cinco pontos que Pego e Cartaxo apresentam em relação ao At. Ouriense.

Quanto aos Empregados do Comércio, receberam e empataram a uma bola com o Mação, confirmando assim, matematicamente – e em qualquer cenário –, a sua manutenção na divisão principal. Apenas o At. Ouriense subsiste ainda num limbo, necessitando de dois pontos, ou que Pego e Cartaxo não triunfem em ambas as partidas que lhes restam, para garantir a tranquilidade.

II Divisão Distrital – Terão sido surpreendentes os resultados da 2.ª jornada da fase de disputa do título de Campeão, pelo menos na estrita medida em que a vitória das equipas forasteiras é, em regra, menos provável. Ora, mais imprevisto seria ainda que todos os três vencedores da jornada de abertura repetissem, agora na condição de visitantes, os triunfos.

De facto, assim aconteceu, salientando-se, ainda em especial, a expressão do marcador em Ferreira do Zêzere, onde o Moçarriense foi ganhar por categórico 3-0; por seu turno, a U. Abrantina venceu na Atalaia por 2-0, tendo o Marinhais ido a Santarém bater o União por via de um solitário golo. Deste modo, pese embora ainda em fase tão prematura do torneio (que abarca um total de dez rondas), cavou-se já um “fosso” de seis pontos entre os três guias e os restantes.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima continua a ganhar, tendo ido aos Açores, golear o Operário de Lagoa por 4-0, mantendo a liderança isolada, com dois pontos de vantagem sobre o Praiense e o Real de Massamá.

Ao invés, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense voltou a perder, em Mafra (2-0); integrando agora um trio, que ocupa da 4.ª à 6.ª posição da tabela, com o Carapinheirense e Oleiros, tendo portanto deixado esvair-se toda a vantagem que angariara na primeira fase da prova em relação à “linha de água”, pelo que urge reagir a esta comprometedora situação.

Antevisão – Na I Divisão Distrital atinge-se já a penúltima jornada, na qual se salientam as seguintes partidas, de particular interesse para a definição do 3.º lugar: Riachense-U. Tomar, Cartaxo-Samora Correia e Mação-Amiense. Na disputa da manutenção, as atenções estarão também focadas no Fazendense-At, Ouriense e no Pego-Empregados do Comércio.

Na fase de apuramento do Campeão da II Divisão, realce para o duelo entre dois dos líderes, U.Abrantina-Moçarriense, cujo desfecho poderá ser eventualmente aproveitado pelo Marinhais, agora favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere; a continuidade de resultados imprevistos não poderá ser colocada de parte.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Torreense, actual 4.º classificado, não devendo esperar facilidades; por seu lado, o Alcanenense recebe o Vilafranquense (que ocupa o 3.º posto, apenas com um ponto a mais), sendo imperioso pontuar, sob pena de ficar para trás…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Abril de 2017)

AT. OURIENSE – Rafael Baptista, Palheta, Tiago Ferreira, Pedro Ruas, Nuno Gonçalves, Célio Pereira (c.), Pedro Marcelino, Rafael Matias, Ricardo Neto (67m – Patrick Santos), Testas e Diogo Marques (67m – Ricardo Tavares)

U. TOMAR – João Pedro Lopes, David Vieira (72m – Douglas Pissona), Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Rui Silva (72m – Rui Pedro Lopes), Nuno Rodrigues, Joca, Tiago Vieira, Diogo Moreira e Chrystian Pedroso (83m – Telmo Ferreira)

(suplentes – Telmo Rodrigues, António Pinto, Lucas Nathan e Miguel Arcângelo)

0-1 – Diogo Moreira – 33m
1-1 – Diogo Marques – 37m
1-2 – Nuno Rodrigues – 62m
1-3 – Joca – 80m

Cartões amarelos – Rafael Matias (40m); Fábio Vieira (45m), Filipe Cotovio (53m), David Vieira (68m) e Nuno Rodrigues (81m)

Árbitro – Samuel Dionísio

Riachense – Benavente – 3-2
U. Almeirim – Coruchense – 0-1
Torres Novas – Cartaxo – 2-2
Samora Correia – Pego – 4-1
Emp. Comércio – Mação – 1-1
Amiense – Fazendense – 3-1
At. Ouriense – U. Tomar – 1-3

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         24    18     3     3    45 - 15    57
 2º Riachense          24    14     8     2    52 - 24    50
 3º Samora Correia     24    13     5     6    40 - 26    44
 4º U. Tomar           24    13     4     7    37 - 26    43
 5º Amiense            24    12     5     7    36 - 27    41
 6º Fazendense         24    11     5     8    33 - 27    38
 7º Torres Novas       24     9     8     7    24 - 24    35
 8º Mação              24     9     7     8    31 - 29    34
 9º U. Almeirim        24     9     6     9    28 - 24    33
10º Emp. Comércio      24     7     5    12    27 - 39    26
11º At. Ouriense       24     7     3    14    25 - 46    24
12º Pego               24     5     4    15    22 - 40    19
13º Cartaxo            24     5     4    15    27 - 45    19
14º Benavente          24     2     1    21    20 - 55     7

Ainda com duas jornadas por disputar, o Coruchense garantiu hoje a conquista do título de Campeão Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém da temporada de 2016-17, repetindo o feito que obtivera há duas épocas, sendo consequentemente promovido ao Campeonato de Portugal.

Hertz

Após uma breve pausa para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que os favoritos, mesmo actuando no terreno dos adversários, acabaram por se impor, avançando para as meias-finais, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, na hora das decisões, com a realização da 24.ª e antepenúltima jornada.

Sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Curiosamente, este confronto não tem qualquer historial recente, nos últimos seis anos, à excepção dos dois encontros entre ambas as equipas já nesta temporada; para o campeonato, na 1.ª volta, em Coruche, o líder do campeonato venceu por tangencial 2-1; na semana passada, para a Taça do Ribatejo, em Almeirim, não foi além do empate a uma bola. Se recordarmos que os almeirinenses apenas por uma vez foram desfeiteados no seu reduto, precisamente pelo rival Fazendense, ficaremos com uma ideia mais precisa das dificuldades que o Coruchense poderá encontrar…

Menção ainda para outras partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio, nomeadamente no Amiense-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar.

Em Amiais de Baixo, onde os “donos da casa” apenas foram derrotados pelo Coruchense e pelo U. Tomar, o Amiense, vindo de dois desaires sucessivos no campeonato (o que, de alguma forma, compensou com o triunfo no Cartaxo, em jogo da Taça), recebe o Fazendense, numa partida que se afigura decisiva, dado que, caso o grupo de Fazendas de Almeirim não consiga vencer, deverá ficar arredado de tal disputa pela 3.ª posição. Nas sete vezes em que os dois clubes se encontraram em Amiais, nos últimos seis anos, constata-se uma forte tendência de equilíbrio, tendo resultado em cinco empates, e apenas uma vitória para cada um dos emblemas.

No caso dos tomarenses, trata-se de uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Nas cinco últimas vezes que se defrontaram em Ourém, o At. Ouriense regista três triunfos e um empate, apenas tendo sido derrotado pelos unionistas por uma vez, precisamente na temporada passada.

Isto, devendo ter-se ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego, apesar de o histórico de confrontos entre ambos, no principal escalão, datando já da distante época de 2010-11, aponte para uma vitória dos samorenses e um empate. Uma eventual derrota dos pegachos poderá aliás empurrá-los para a zona de despromoção…

Tal dependerá, contudo, do desfecho do Torres Novas-Cartaxo, em que os torrejanos, absolutamente tranquilos, sem perder há quatro jogos, se apresentam com maior dose de favoritismo, pese embora o equilíbrio total registado nos cinco últimos encontros que disputaram em Torres Novas, com 2 triunfos para cada lado e um empate. O Cartaxo vinha de uma vitória no campeonato, depois de um ciclo de quatro desaires, tendo, entretanto, voltado a ser batido, em casa, no jogo da Taça (pelo Amiense).

Em Santarém, os Empregados do Comércio, recebendo o Mação, poderão garantir desde já a manutenção, desde que obtenham pelo menos um ponto, condicionado ainda a eventuais derrotas de Pego e Cartaxo. No conjunto dos três últimos anos, o equilíbrio é também nota dominante, com um triunfo para cada equipa e um empate.

Por fim, em Riachos, ao Riachense mais não resta que “cumprir a sua parte”, ganhando ao Benavente, ficando na expectativa de eventual insucesso do Coruchense em Almeirim. Aquelas duas equipas apenas se defrontaram por duas vezes, ambas na época de 2012-13, tendo o conjunto de Riachos vencido então esses dois jogos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.04.2017)

Pulsar - TRibatejo-1-4final

(“O Templário”, 30.03.2017)

Numa eliminatória muito repartida, com desfechos tangenciais, os favoritos confirmaram o seu favoritismo, avançando para as meias-finais da Taça do Ribatejo, com a particularidade de todas as quatro equipas que actuaram no seu terreno terem acabado por ser afastadas da prova.

Destaque – O destaque dos 1/4 de final vai para o confronto entre U. Almeirim e Coruchense, onde o líder do campeonato não conseguiu melhor do que a igualdade a uma bola, vindo a sair vencedor apenas no desempate da marca de grande penalidade, numa tarde de grande acerto de ambos os guardiões, a defender vários desses remates.

Por curiosidade, as duas formações voltam a encontrar-se já neste fim-de-semana, em Almeirim, podendo a turma do Sorraia fazer a festa do título no campeonato, em caso de triunfo (ou, empatando, num improvável cenário em que o Riachense não ganhasse ao Benavente…).

Confirmações – Numa ronda sem surpresas, os clubes melhor classificados no campeonato, mesmo actuando na condição de visitantes, fizeram valer a sua superioridade, não obstante sempre pela vantagem mínima.

Assim aconteceu no Cartaxo-Amiense, onde os cartaxeiros até começaram por inaugurar o marcador, mas viriam a permitir a reviravolta ao grupo de Amiais de Baixo, que saiu vencedor por 2-1.

Idêntico desfecho teve a partida disputada em Santarém, onde o União local, que era o último representante do escalão secundário ainda em prova, acabou por ver encerrada a sua participação, ao perder com o Mação.

Em Ourém, o At. Ouriense foi também desfeiteado pelo Torres Novas, neste caso mercê de um solitário tento dos torrejanos.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na ronda que concluiu a primeira volta da fase final, desfechos distintos, esperançoso no caso do Fátima, comprometedor no caso do Alcanenense.

De facto, os fatimenses, em deslocação até ao Algarve, foram a Loulé, bater o histórico Louletano, por 2-1, isolando-se assim na liderança da sua série (zona sul) de disputa da promoção, com dois pontos a mais que um trio perseguidor, formado por Praiense, Torreense e Real de Massamá, com Farense e Sacavenense, ambos a quatro pontos, ainda na expectativa.

No que respeita à formação de Alcanena, desfeiteada nas Caldas da Rainha por tangencial 1-0, baixou uma posição, para o 3.º lugar, mas, pior, termina a primeira metade deste torneio com muito escassa margem de segurança de apenas três pontos em relação ao 6.º classificado, Oleiros (que empatou em Vila Franca de Xira), posição com a contingência de ter de disputar um “play-off” de manutenção. Mais tranquilizadora é já a distância em relação ao 7.º lugar (primeiro dos dois clubes a despromover automaticamente aos Distritais), ocupado actualmente pelo V. Sernache, com oito pontos de atraso face ao Alcanenense.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, com a 24.ª jornada (antepenúltima) na I Divisão, na qual sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Menção ainda para outras duas partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio: o Amiense-Fazendense e o At. Ouriense-U. Tomar, uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Isto, tendo ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego.

Na II Divisão, apenas na 2.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, os vencedores da ronda inaugural deslocam-se aos terrenos das equipas que começaram este torneio a perder, compreendendo os seguintes desafios, de desfecho imprevisível, em que a toada de equilíbrio deverá estar patente: U. Santarém-Marinhais, Ferreira do Zêzere-Moçarriense e U. Atalaiense-U. Abrantina.

O Campeonato de Portugal dá início à segunda volta da fase final, com o Fátima a viajar até aos Açores, para defrontar o Operário de Lagoa, actual penúltimo classificado, mas onde, não obstante, não deverá esperar facilidades, devendo manter-se bem concentrado para poder regressar com um resultado positivo, que lhe proporcione beneficiar do facto de Torreense e Real se defrontarem, enquanto o Praiense recebe o Sacavenense.

Por seu lado, o Alcanenense enfrenta uma saída ao reduto do líder, Mafra, onde se antevê que possa ser difícil pontuar, numa jornada em que o Oleiros, visitando a Figueira da Foz, poderá inclusivamente, em caso de (expectável) triunfo, igualar o grupo de Alcanena a nível pontual.

Poderá valer ainda ao Alcanenense o facto de Carapinheirense e Vilafranquense, equipas que se lhe seguem imediatamente na pauta classificativa, terem também compromissos teoricamente com algum grau de dificuldade, com o Carapinheirense a viajar até Cernache do Bonjardim, como que numa “final” para a equipa da casa, imperiosamente necessitada de pontos, enquanto a turma de Vila Franca de Xira recebe o 2.º classificado, Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Março de 2017)

U. Santarém – Mação – 1-2
Cartaxo – Amiense – 1-2
U. Almeirim – Coruchense – 1-1 (1-2 g.p.)
At. Ouriense – Torres Novas – 0-1

Os jogos das meias-finais, esta temporada disputadas a duas mãos, estão agendados para os próximos dias 14 e 19 de Abril.

Hertz

Os campeonatos distritais sofrem nova interrupção neste fim-de-semana, para entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final, na qual marca presença um único clube da divisão secundária, o histórico U. Santarém.

Numa fase da prova já bastante avançada, a tendência de equilíbrio deverá imperar, atendendo inclusivamente a que os desafios desta competição se revestem de características especiais, em virtude do sistema de eliminação, em que tudo se joga em 90 minutos, constituindo-se em oportunidades para que equipas teoricamente menos fortes se possam suplantar.

Pese embora não seja possível extrapolar a partir do desempenho que as equipas vêm apresentando nos campeonatos para os jogos desta tarde, socorro-me, ainda assim, do historial recente de confrontos entre as formações que hoje se cruzam.

O “jogo-grande” desta ronda realiza-se em Almeirim, entre o União local e o Coruchense, prestes a sagrar-se Campeão Distrital (e por três vezes já vencedor da Taça), o que, contudo, não invalida que se possa dizer que não haverá um favorito claramente definido nesta partida. Até porque, curiosamente, não existe, neste caso, histórico recente de embates entre estes dois grupos, se exceptuarmos o jogo da 1.ª volta do campeonato, no qual a formação do Sorraia venceu então, no seu terreno, por 2-1. Um jogo de “tripla”, em que qualquer desfecho parece possível.

O Cartaxo, agora animado com o triunfo alcançado na última jornada do campeonato, recebe a visita de um clube vocacionado para a Taça do Ribatejo (contando também, no seu palmarés, com três troféus conquistados, o Amiense, que, na época passada, atingiu as meias-finais, e que, este ano, tão bom comportamento tem registado no campeonato. Nos jogos realizados entre ambos os clubes no Cartaxo, nas últimas seis temporadas, a turma da casa tem ligeira vantagem, com 2 vitórias e 2 empates, apenas tendo consentido um desaire… precisamente nesta época, por 2-0, no passado mês de Dezembro. O conjunto de Amiais de Baixo apresenta-se com algum favoritismo para o encontro desta tarde, mas uma surpresa não pode ser excluída.

Em Ourém, uma bastante irregular equipa do At. Ouriense tem a visita do pendular Torres Novas, que, tal como o Amiense reunirá maior dose de favoritismo. Contudo, a imprevisibilidade do comportamento dos donos da casa deixa também todas as possibilidades em aberto. Até porque, curiosamente, a tendência dos últimos anos é bastante favorável aos oureenses, com três triunfos e três empates, apenas por uma vez tendo os torrejanos saído vencedores, já na distante época de 2011-12.

Por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, com o favoritismo teoricamente a pender para os maçaenses, mas numa eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada, com os escalabitanos a procurar o estatuto de “tomba-gigantes” nesta edição da prova.

Na última vez que os dois conjuntos se defrontaram em Santarém, em jogo da I Divisão Distrital, em 2014-15, uma temporada bastante negativa para os santarenos, que culminou com o último lugar e consequente despromoção, o desfecho foi de 5-3 a favor do Mação. Mas será difícil extrair ilações desse resultado para o desafio desta tarde, em que, à partida, nenhuma equipa poderá dar por antecipadamente garantido o apuramento para as meias-finais…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.03.2017)

Pulsar - 23

(“O Templário”, 23.03.2017)

No “jogo do título”, Coruchense e Riachense acabaram por se “anular” mutuamente, o que, não obstante, não deixa de favorecer mais as aspirações do turma do Sorraia, que continua a necessitar somente de mais um triunfo para confirmar o título, não obstante os adversários que o calendário lhe reservou para as três rondas finais não sejam dos mais fáceis…

Destaques – O principal destaque da 23.ª ronda terá de ir necessariamente para esse confronto em Coruche, no qual se defrontaram o líder e o vice-líder, os quais, no termo dos noventa minutos, não conseguiram desfazer o nulo inicial, pese embora tenham sido os homens da casa a procurar de forma mais afirmativa o golo, num desafio em que, porém, era ao Riachense que competiria, em primeira análise, buscar a vitória, que lhe permitisse ainda acalentar esperanças.

Realce também para a goleada imposta pelo União de Tomar na recepção ao Benavente, ganhando por 6-0, igualando assim o “record” desta edição do campeonato, que o Coruchense alcançara, logo na jornada inaugural, na Ribeira de Santarém, ante os “Caixeiros”. Apesar disso, os unionistas desperdiçaram uma oportunidade soberana de atingir uma marca histórica, tal a debilidade evidenciada desta feita pelo “lanterna vermelha”.

O triunfo dos tomarenses possibilitou-lhes ascender ao 4.º posto da tabela, e só não atingiram já uma posição no pódio, devido ao desaire sofrido pelo Mação, derrotado (1-2) no seu reduto por uma formação do Samora Correia que, continuando a surpreender pela positiva, obteve notável triunfo, o que lhe permitiu isolar-se de novo no 3.º lugar. De notar que, até este jogo, os maçaenses apenas haviam sido batidos no seu terreno pelo Riachense e pelo Torres Novas.

Surpresas – Poderá talvez dizer-se, com maior propriedade, que se terá tratado de duas “meias-surpresas”, as registadas no Cartaxo e em Ourém…

Por um lado, a vitória do Cartaxo na recepção ao U. Almeirim, por 3-1, assim colocando termo a uma sucessão de quatro derrotas sucessivas, num desfecho crucial para encetar a necessária recuperação, que possa tirar os cartaxeiros da parte abaixo da “linha de água”, agora somente a um escasso ponto do Pego.

Por outro, porventura mais imprevisto, o triunfo do At. Ouriense sobre o Amiense, por 2-0, tendo nomeadamente em atenção os maus resultados que o conjunto de Ourém vinha registando, sofrendo mesmo algumas pesadas goleadas, não esquecendo, contudo, que tinha ganho também, no anterior encontro em casa, ao Samora Correia, precisamente por igual marca.

Confirmações – Nas restantes duas partidas, o Fazendense confirmou o favoritismo na recepção aos Empregados do Comércio, pese embora tenho vencido por tangencial 1-0, enquanto o Torres Novas, ganhando no Pego por 2-1, prossegue na senda dos resultados positivos (tendo ascendido à 7.ª posição), vindo, paralelamente, confirmar a tendência descendente dos pegachos (terceira derrota consecutiva, somando oito desaires nas últimos dez jornadas, em que obteve uma única vitória, em Benavente).

De facto, para além de ter visto reduzida à expressão mínima a sua vantagem sobre o Cartaxo (na segunda volta somou somente quatro pontos, ou seja, apenas metade dos obtidos pelos cartaxeiros), o Pego vê ampliar-se já para cinco pontos o seu atraso em relação ao At. Ouriense. Na hipótese de poderem vir a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão, parecem estar encontrados os que acompanharão o Benavente… Pego ou Cartaxo (em princípio, apenas um deles) só se “salvarão” desde que o Alcanenense se mantenha no Nacional.

II Divisão Distrital – Na ronda inaugural da fase de disputa do título de Campeão e, adicionalmente, das três vagas de promoção ao principal escalão do futebol distrital, as três formações visitadas fizeram impor a sua lei, triunfando face aos adversários, com destaque para o Marinhais, que bateu a U. Atalaiense por 3-1, no único jogo entre clubes que haviam disputado diferentes séries na primeira fase. Nos outros dois encontros, vitórias pela margem mínima: 2-1 no caso do Moçarriense, que recebeu o rival U. Santarém; e 1-0 no U. Abrantina-Ferreira do Zêzere, com os abrantinos a pretender confirmar o 1.º lugar alcançado na sua série.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima voltou às vitórias, na recepção ao anterior líder, Praiense, tendo ganho por 2-1, tendo igualado este mesmo adversário a nível pontual, partilhando ambos agora a 2.ª posição, somente a um ponto do novo guia, o Torreense, numa série muito equilibrada, na qual, após a disputa de seis jornadas, os seis primeiros classificados se concentram num intervalo de apenas três pontos.

Por seu lado, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense obteve novo triunfo, no seu terreno, ganhando por 2-0 ao V. Sernache, repartindo agora também o 2.º posto com o Caldas; contudo, mantém-se inalterada a vantagem de quatro pontos em relação ao 6.º classificado, que define a fronteira da “linha de água” (os clubes classificados nessa posição no final terão de disputar um “play-off” de manutenção). Nesta ronda, destaque para a retumbante goleada (14-1) com que o Mafra “atropelou” o histórico clube da Naval 1.º de Maio, da Figueira da Foz!

Antevisão – No próximo fim-de semana os campeonatos distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, que compreende os seguintes alinhamentos: U. Almeirim-Coruchense, o “jogo-grande” desta ronda, sem um favorito definido; Cartaxo-Amiense e At. Ouriense-Torres Novas, em que, sendo os visitantes, em ambos os casos, favoritos, os “donos da casa” poderão, contudo, surpreender; por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, em eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada.

No Campeonato de Portugal, atingindo-se já a derradeira jornada da primeira volta desta fase final, o Fátima desloca-se a Loulé, para defrontar o histórico Louletano, para já 7.º (penúltimo) classificado, existindo expectativa de um desfecho positivo para os fatimenses; o Alcanenense vai também de viagem, até às Caldas, precisamente o clube com o qual partilha o 2.º lugar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Março de 2017)

U. TOMAR – João Pedro Lopes, David Vieira, Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio (61m – Lucas Nathan), Rui Silva (45m – Douglas Pissona), Nuno Rodrigues (c.), Joca (45m – Telmo Ferreira), Rui Pedro Lopes (71m – Vítor Félix), Diogo Moreira e Chrystian Pedroso

(suplentes – Telmo Rodrigues, António Pinto e Tiago Vieira)

BENAVENTE – Cristiano, Miguel Pereira, Pedro Parrulas, Russo, Diogo Silva, Durães, Fred, Telmo Santos, Marco Teixeira, Nuno Gaiato (c.) e Ivo Antunes (45m – Benjamim)

1-0 – Chrystian Pedroso – 7m
2-0 – Chrystian Pedroso – 42m
3-0 – Rui Pedro Lopes – 49m
4-0 – Rui Pedro Lopes – 52m
5-0 – Chrystian Pedroso – 65m
6-0 – Nuno Rodrigues – 80m

Cartões amarelos – Durães (47m), Russo (56m), Benjamim (58m) e Fred (78m)

Árbitro – Pedro Fonseca

U. Tomar – Benavente – 6-0
Coruchense – Riachense – 0-0
Cartaxo – U. Almeirim – 3-1
Pego – Torres Novas – 1-2
Mação – Samora Correia – 1-2
Fazendense – Emp. Comércio – 1-0
At. Ouriense – Amiense – 2-0

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         23    17     3     3    44 - 15    54
 2º Riachense          23    13     8     2    49 - 22    47
 3º Samora Correia     23    12     5     6    36 - 25    41
 4º U. Tomar           23    12     4     7    34 - 25    40
 5º Fazendense         23    11     5     7    32 - 24    38
 6º Amiense            23    11     5     7    33 - 26    38
 7º Torres Novas       23     9     7     7    22 - 22    34
 8º U. Almeirim        23     9     6     8    28 - 23    33
 9º Mação              23     9     6     8    30 - 28    33
10º Emp. Comércio      23     7     4    12    26 - 38    25
11º At. Ouriense       23     7     3    13    24 - 43    24
12º Pego               23     5     4    14    21 - 36    19
13º Cartaxo            23     5     3    15    25 - 43    18
14º Benavente          23     2     1    20    18 - 52     7

Hertz

À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

Pulsar - 22

(“O Templário”, 16.03.2017)

Com os dois primeiros classificados a confirmar o favoritismo, nas partidas que disputaram frente aos dois últimos da tabela, o União de Tomar deu continuidade ao excelente triunfo averbado ante o guia, posicionando-se agora a um único ponto de um lugar no pódio.

Destaques – O grande destaque da 22.ª ronda vai precisamente para a vitória do União de Tomar, pela entusiasmante marca de 4-3, no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, reduto do Amiense, onde, até agora, apenas o líder conseguira vencer.

Com uma entrada muito assertiva, que surpreendeu os visitados, cedo os unionistas se colocaram em vantagem, mercê de um tento de Fábio Vieira. Mas o melhor ainda estava para vir: perante uma formação da casa algo atónita com o desenrolar dos acontecimentos, os tomarenses, continuando a controlar o jogo, chegariam ao intervalo a vencer por categórico 3-0.

No segundo tempo, apesar do desnível no marcador, era expectável a reacção do Amiense; talvez não se esperasse era que conseguisse marcar tão cedo, dando reforçado ânimo aos seus jogadores. A formação da casa assumiu a iniciativa do jogo, obrigando o União a recuar no terreno, na expectativa do aproveitamento de lances de contra-ataque, de que viria a surgir o quarto golo dos unionistas (destacando-se os dois tentos apontados por Nuno Rodrigues). Com o marcador em 4-1, pensou-se que tal faria desanimar os homens da casa; contudo, nunca se entregando, voltariam a marcar, para, praticamente em cima do final do tempo regulamentar, reduzirem para a desvantagem mínima, de 3-4.

Os oito minutos de compensação foram jogados mais com o “coração do que com a cabeça”, então com o União a procurar preservar a vantagem, enquanto o conjunto de Amiais buscava ainda o golo que consumaria uma extraordinária recuperação. No final, uma preciosa vitória que coloca os nabantinos a um escasso ponto do duo formado por Amiense e Samora Correia, que repartem agora o 3.º posto, portanto, com tudo em aberto para as quatro jornadas finais.

Na outra partida, também de cariz determinante nessa disputa de um lugar no pódio, o Samora Correia impôs-se na recepção ao Fazendense (agora com três pontos de desvantagem), tendo ganho por 2-0, interrompendo assim um ciclo de quatro jogos sem derrota do seu opositor.

Realce ainda para os (imprevistos) números (4-0) que assinalaram a goleada dos Empregados do Comércio sobre o At. Ouriense – resultado que, aliás, se registava já ao intervalo –, o que permite aos “Caixeiros” praticamente a garantia da tranquilidade, que só não é ainda absoluta, dada a incerteza que subsiste sobre se serão duas ou três as equipas a despromover.

Surpresa – Destacada já a vitória do União em Amiais de Baixo, não há particulares surpresas a assinalar nesta jornada, sendo apenas de notar a dificuldade que o líder, Coruchense, sentiu no terreno do “lanterna vermelha”, Benavente – que, com o desfecho registado, confirmou já matematicamente a sua despromoção à II Divisão –, para vencer por “apertado” 3-2, depois de ter esbanjado uma vantagem de dois golos que relativamente cedo obtivera (repetindo o que, curiosamente, sucedera já, também, no confronto ante o Cartaxo), o que indicia que o líder estará a atravessar uma fase menos boa, antes de um desafio que poderá ser o do “título”.

Confirmações – Nos restantes três jogos, o U. Almeirim não se deixou surpreender pelo Pego, ganhando por 1-0, enquanto o Riachense apenas teve dificuldade até quebrar pela primeira vez a barreira defensiva do Cartaxo, finalizando com um confortável 3-0; por seu lado, em Torres Novas, o Mação averbou o seu terceiro empate consecutivo na prova, repetindo o marcador registado em Riachos há quinze dias (1-1), depois do nulo na recepção ao U. Almeirim.

II Divisão Distrital – Já com tudo decidido na Série A quanto aos três apurados para a fase de disputa do título e da promoção (U. Abrantina, Ferreira do Zêzere e U. Atalaiense), destaque para as vitórias da U. Abrantina na Atalaia (3-1), confirmando a vitória na série, acabando por ser inconsequente a goleada imposta pelo Ferreira do Zêzere em Caxarias (5-2).

Na série B, no jogo decisivo para atribuição da última vaga de apuramento, o Benfica do Ribatejo necessitava ganhar ao Marinhais, mas, ao invés, acabaria por ser desfeiteado no seu terreno por 0-2, pelo que o vencedor de série, U. Santarém, é acompanhado pelo Moçarriense e pelo Marinhais. Nesta derradeira ronda, menção ao raro desfecho de 6-3 no Forense-Barrosense.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima sofreu segundo desaire sucessivo, tendo perdido, na deslocação a Sacavém, ante o Sacavenense, por 0-2, caindo para o 4.º lugar da classificação, a três pontos do novo líder, Praiense, e a dois do duo Torreense e Sacavenense.

Na série de disputa da manutenção, o Alcanenense conseguiu voltar à senda dos triunfos, com um claro 3-0 sobre o Oleiros, subindo à 3.ª posição, a par do Vilafranquense, agora com quatro pontos de vantagem em relação ao 6.º classificado, precisamente o opositor que derrotou.

Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão, teremos o que poderá ser já o “jogo do título”, caso o Coruchense consiga vencer, no seu reduto, o Riachense, beneficiando ainda da confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três rondas finais. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos. O U. Tomar recebe o último classificado, Benavente – num jogo em que, contudo, não deverá esperar facilidades –, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para em caso de vitória, ascender ao 3.º lugar.

Na II Divisão, na jornada inaugural da fase de disputa do título e dos três lugares de acesso ao principal escalão, teremos os seguintes encontros, todos de interesse: Moçarriense-U. Santarém, U. Abrantina-Ferreira do Zêzere e Marinhais-U. Atalaiense.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe precisamente o líder, Praiense, em desafio de grande importância para a definição do seu futuro na prova. O Alcanenense defronta, também em casa, o V. Sernache, actual penúltimo classificado, podendo consolidar a sua posição.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Março de 2017)

AMIENSE – Chico, Pedro Parreira, Rodrigo Neves (79m – João Fojo), Danny, Gonçalo Carapito (79m – João Frazão), João Alves (63m – Pedro Lourenço), Hugo Pereira (c.) (43m – Miguel Mateus), Nuno Tiago, David Nascimento (43m – Ricardo Rei), Cristiano e Pedro Vindima

U. TOMAR – Telmo Rodrigues, David Vieira, Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Rui Silva (75m – Douglas Pissona), Nuno Rodrigues (c.), Joca, Diogo Moreira, Tiago Vieira (75m – Rui Pedro Lopes) e Chrystian Pedroso (90m – Vítor Félix)

(suplentes – João Pedro Lopes, Lucas Nathan, Telmo Ferreira e António Pinto)

0-1 – Fábio Vieira – 7m
0-2 – Nuno Rodrigues – 20m
0-3 – Nuno Rodrigues – 40m
1-3 – Miguel Mateus (pen.) – 49m
1-4 – Chrystian Pedroso – 66m
2-4 – Pedro Vindima – 67m
3-4 – Nuno Tiago – 83m

Cartões amarelos – Nuno Tiago (24m), João Fojo (80m) e Dani (90m); Nuno Rodrigues (25m), Diogo Moreira (60m), Rui Silva (70m) e David Vieira (77m)

Cartão vermelho – Pedro Castelão (g.r. suplente)

Árbitro – Daniel Sousa

Benavente – Coruchense – 2-3
Riachense – Cartaxo – 3-0
U. Almeirim – Pego – 1-0
Torres Novas – Mação – 1-1 (10.03.2017)
Samora Correia – Fazendense – 2-0
Emp. Comércio – At. Ouriense – 4-0
Amiense – U. Tomar – 3-4

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         22    17     2     3    44 - 15    53
 2º Riachense          22    13     7     2    49 - 22    46
 3º Samora Correia     22    11     5     6    34 - 24    38
 4º Amiense            22    11     5     6    33 - 24    38
 5º U. Tomar           22    11     4     7    28 - 25    37
 6º Fazendense         22    10     5     7    31 - 24    35
 7º U. Almeirim        22     9     6     7    27 - 20    33
 8º Mação              22     9     6     7    29 - 26    33
 9º Torres Novas       22     8     7     7    20 - 21    31
10º Emp. Comércio      22     7     4    11    26 - 37    25
11º At. Ouriense       22     6     3    13    22 - 43    21
12º Pego               22     5     4    13    20 - 34    19
13º Cartaxo            22     4     3    15    22 - 42    15
14º Benavente          22     2     1    19    18 - 46     7

Hertz

Após ter alcançado a proeza da dupla vitória sobre o líder (em Coruche e, na semana passada, em Tomar), o União desloca-se a Amiais de Baixo, para defrontar o Amiense, no “jogo grande” da jornada, podendo, em caso de triunfo, reduzir para um único ponto a diferença que o separa do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo seu opositor.

Não terá, contudo, tarefa fácil, pese embora o histórico recente aponte para um perfeito equilíbrio entre ambos, com três vitórias para cada clube e um empate, nas seis últimas temporadas, sendo que os tomarenses venceram nas últimas duas deslocações, em ambos os casos por tangencial 1-0.

Trata-se, portanto, de uma partida determinante na definição de uma posição no pódio, tal como o será igualmente o Samora Correia-Fazendense, duas equipas que repartem actualmente a 4.ª posição. Neste caso, o historial de confrontos entre ambos os conjuntos resume-se à temporada de 2010-11, então com vitória da turma de Fazendas de Almeirim por 1-0. Para esta tarde, não parece haver um favorito definido, não obstante o Fazendense surja em melhor forma, dado ter cedido um único empate nas últimas quatro jornadas, precisamente na semana passada.

No outro polo da tabela classificativa, na luta pela manutenção, no Empregados do Comércio-At. Ouriense a repartição de pontos poderá não desagradar por completo a nenhum dos contendores, dado que lhes permitiria consolidar posições. Estas duas formações apenas se cruzaram, em jogos do principal escalão, por duas vezes, com uma vitória para os “Caixeiros” (no ano passado, por 3-2) e um empate (em 2013-14, a 3-3).

Os extremos tocam-se também, com os dois primeiros classificados a defrontar os dois últimos, em posição muito desconfortável, abaixo da “linha de água”, em encontros em que o favoritismo vai todo para as duas equipas do cimo da pauta classificativa.

O líder, Coruchense, depois de ter visto interrompida a sua série triunfal de oito jogos, e de ter sido quebrada a sua invencibilidade ao longo de quase toda uma “volta” do campeonato, desloca-se a Benavente, para defrontar o “lanterna vermelha”, já sem esperança em evitar a descida, mas que, ao invés, vem de uma inesperada vitória no Cartaxo. Nas três vezes que se encontraram, regista-se também uma tendência de equilíbrio absoluto, com uma vitória para cada lado e um empate.

Por seu lado, o Riachense recebe o irreconhecível Cartaxo, a necessitar urgentemente de pontuar, dado o atraso de quatro pontos que regista já em relação ao Pego, primeira equipa acima da “linha de água” (isto, no pressuposto de que o Alcanenense assegure a manutenção no Nacional…). Curiosamente, na única vez em que estes dois clubes se encontraram nas últimas seis temporadas, exactamente na época passada, o Cartaxo (então na liderança do campeonato) foi a Riachos surpreender o adversário, vencendo por 2-0.

Em Torres Novas defrontam-se dois clubes históricos do Distrital, com os torrejanos a receber a visita do Mação, com ambos os clubes em posição tranquila, a meio da tabela, a poder aspirar ainda a melhorar a classificação. Desde a temporada de 2010-11, encontraram-se já por sete vezes, curiosamente com registo idêntico ao verificado no confronto entre Amiense e União de Tomar: três vitórias para cada lado, e um empate. Também, no que respeita às duas últimas épocas, a curiosidade da similitude com o União, neste caso também com os maçaenses a ganhar nos últimos dois jogos.

Por fim, em Almeirim, o União local recebe o Pego, num confronto sem historial recente, no qual os visitados se apresentam como favoritos, mas em que a necessidade pode aguçar o engenho dos pegachos…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.03.2017)

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