2018-19


Amiense – Torres Novas – 1-0
U. Tomar – Cartaxo – 2-2
Marinhais – Coruchense – 1-2
At. Ouriense – U. Almeirim – 0-1
Fazendense – Ferreira do Zêzere – 2-1
Samora Correia – U. Santarém – 1-1
Alcanenense – Glória do Ribatejo – 3-3

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         21    14     5     2    47 - 24    47
 2º U. Santarém        21    12     8     1    47 - 18    44
 3º U. Almeirim        21    12     5     4    37 - 18    41
 4º Cartaxo            21    10     8     3    39 - 19    38
 5º Amiense            20    10     8     2    31 - 19    38
 6º Fazendense         21     7     9     5    27 - 25    30
 7º At. Ouriense       21     7     7     7    23 - 28    28
 8º U. Tomar           20     6     6     8    22 - 24    24
 9º Samora Correia     21     6     5    10    24 - 31    23
10º Ferreira Zêzere    21     5     6    10    24 - 41    21
11º Torres Novas       21     4     8     9    14 - 21    20
12º Glória Ribatejo    21     3     5    13    18 - 46    14
13º Marinhais          21     1     9    11    18 - 37    12
14º Alcanenense        21     1     7    13    15 - 35    10

Melhores marcadores:

1º Wemerson Silva (Cartaxo) – 16
2º Léo (U. Santarém) – 13
3º Moleiro (Amiense) e Joel (Coruchense) – 11

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Hertz

O Campeonato Distrital entra na sua recta final, com a disputa da 21.ª jornada, prestes a chegar a altura das decisões, numa tarde em que os quatro primeiros classificados voltam a actuar, todos eles, em terreno alheio, em deslocações que, necessariamente, comportam alguns riscos.

Precisamente, os embates nos quais alinham os dois primeiros da tabela, Marinhais-Coruchense e Samora Correia-U. Santarém, não apresentam registo de histórico recente, uma vez que estes clubes não se cruzaram, no principal escalão, nas últimas oito épocas, à excepção dos jogos da primeira volta da presente temporada.

Nessa ocasião, a turma do Sorraia, então já líder – posição que tem ostentado durante praticamente toda a prova –, deparou-se com inesperadas dificuldades, para vencer, em Coruche, por tangencial 2-1. Por maioria de razão, tais dificuldades poderão ser agora ampliadas, em Marinhais, grupo que vem de um moralizador empate no Cartaxo e que continua extremamente necessitado de pontos, para procurar escapar à despromoção.

Contando apenas um triunfo na prova, o Marinhais até tem conseguido melhores resultados fora de casa, mas, no seu reduto, impôs uma igualdade frente ao U. Almeirim, o que poderá procurar repetir hoje, apesar de o Coruchense apenas ter empatado no terreno dos candidatos U. Santarém e Cartaxo, assim como em Fazendas de Almeirim (para além de ter perdido em Amiais de Baixo, no que constitui a sua única derrota fora de casa).

Já o U. Santarém bateu o Samora Correia em casa por 2-0, podendo os escalabitanos beneficiar eventualmente do facto de os samorenses ocuparem posição relativamente tranquila, sem grande pressão nem particular ambição a subir na tabela. A equipa da capital do Distrito tem sido também bastante sólida nos jogos fora de casa, apenas com empates em Coruche, Cartaxo, Amiais de Baixo e Alcanena, tendo registado o seu único desaire na prova nas Fazendas de Almeirim.

Também o U. Almeirim, que visita Ourém, encontra um adversário, At. Ouriense, em posição com algumas semelhanças com o Samora Correia, num confronto que se repete pelo quarto ano consecutivo, com dois triunfos dos almeirinenses nas duas épocas mais recentes, depois de terem perdido em 2015-16. A turma de Almeirim volta a dispor de maior dose de favoritismo no jogo de hoje.

O União de Tomar recebe o Cartaxo, tendo-se os dois emblemas defrontado em Tomar, em anos recentes, já por seis vezes, com duas vitórias dos unionistas, três empates e um único êxito dos cartaxeiros, por curiosidade, na época passada, no que, aliás, constitui a única vitória do Cartaxo nos últimos cinco jogos disputados entre ambos.

Num duelo em que os cartaxeiros vêm revelando algumas dificuldades para se impor, serão, ainda assim, favoritos esta tarde, perante uma equipa tomarense já em fase de descompressão, restando, por outro lado, ver como reagirá o conjunto do Cartaxo ao inesperado e muito comprometedor empate cedido, na passada semana, em casa, ante o Marinhais.

O Amiense, ainda na luta pelos lugares de topo da pauta classificativa – atendendo a que dispõe de um jogo em atraso, agendado para a próxima semana – recebe o Torres Novas, com as duas equipas a revelarem trajectórias bastante distintas: o conjunto de Amiais de Baixo aparentemente em perda, em contraponto a uma excelente segunda volta dos torrejanos.

O historial recente aponta para uma tendência largamente favorável ao Amiense, que ganhou todos os seis últimos jogos que realizou em casa, frente a este adversário. Por seu lado, o Torres Novas, o melhor que conseguiu – antes desta série muito negativa – foi uma vitória e um empate, mas já nas distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12. O factor casa poderá voltar a prevalecer esta tarde, mas a expectativa é de um jogo equilibrado.

Noutro pólo da tabela classificativa, afigura-se de grande interesse o Alcanenense-Glória do Ribatejo, em que a vitória parece fundamental para que a equipa da casa possa manter ainda alguma esperança em evitar segunda descida de divisão em anos sucessivos.

Estes dois clubes também não se encontram, no principal escalão, há largos anos. A formação de Alcanena não ganha desde a jornada inaugural, enquanto a Glória do Ribatejo perdeu já, na condição de visitante, por oito vezes, apenas tendo empatado em Ourém e Ferreira do Zêzere. Veremos se o Alcanenense conseguirá, enfim, regressar aos triunfos, ou se, ao invés, praticamente sentenciará o seu destino.

No último desafio de hoje, entre Fazendense e Ferreira do Zêzere, encontram-se duas equipas também já tranquilas, pese embora os ferreirenses não enjeitassem a possibilidade de repetir a igualdade da época passada, o que, a acontecer, até nem seria um desfecho nada “desconhecido” do grupo das Fazendas de Almeirim, que apresenta um registo, em casa, de seis empates em dez jogos, sendo que, algo incrivelmente, o Fazendense apenas triunfou uma única vez nas dez últimas jornadas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.03.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - 20jornada

(“O Templário”, 14.03.2019)

Numa fase em que parecia relançar-se na corrida ao título, o Cartaxo, desperdiçando uma vantagem de dois golos, acabando por ceder o empate caseiro frente ao Marinhais, deu um passo atrás, comprometendo, talvez definitivamente, as suas aspirações, perante as vitórias seguras dos dois primeiros classificados, agora novamente a seis e a sete pontos de distância… quando restam seis rondas por disputar (tendo os cartaxeiros apenas mais dois jogos em casa).

Destaques – O primeiro destaque vai para a vitória do U. Almeirim, no “derby”, ante o rival Fazendense, mercê de um solitário golo, o suficiente para somar mais três pontos, o que permite aos almeirinenses continuar a “sonhar” (receberão ainda o líder, apesar de terem ainda de enfrentar deslocações ao Cartaxo, Ourém e Tomar).

Noutra luta, a da manutenção, realce para os determinantes triunfos de Torres Novas e Ferreira do Zêzere, também por tangencial 1-0, que – pese embora ainda não matematicamente – lhes terão garantido a permanência no principal escalão, dado terem passado a dispor de vantagem de oito e nove pontos, respectivamente, em relação à “linha de água”.

No “clássico dos clássicos” do futebol distrital, os torrejanos, com uma segunda volta excelente (quatro vitórias e três empates, apenas superados pelo Coruchense), confirmaram a solidez defensiva que têm patenteado durante toda a época (têm apenas mais três golos sofridos que as defesas menos batidas, U. Santarém e Cartaxo), e, com o golo obtido, impuseram nova derrota (a quarta, nos cinco últimos jogos) ao U. Tomar, que continua a experimentar muitas dificuldades em marcar e em obter resultados positivos em terreno alheio (apenas conseguiu vencer nas Fazendas de Almeirim e em Marinhais).

Por seu lado, o Ferreira do Zêzere, tem aproveitado a seu favor o factor casa (quatro vitórias e quatro empates), tendo, desta feita, batido o Samora Correia. Estes desfechos suscitaram um agrupamento no segundo terço da tabela, com U. Tomar (8.º), Samora Correia, Ferreira do Zêzere e Torres Novas (11.º) em “escadinha”, separados, entre cada um deles, por um ponto.

Surpresas – Como indicado, a grande surpresa da jornada foi a igualdade (2-2) consentida pelo Cartaxo, na recepção ao penúltimo classificado, Marinhais, depois de ter chegado a beneficiar de vantagem de dois golos, no quinto empate dos forasteiros em terreno adversário (depois dos jogos no Cartaxo, Fazendas de Almeirim, Ourém, Ferreira do Zêzere e Torres Novas – assim como, dentro de campo, tinham empatado também em Samora Correia), confirmando a boa réplica que tinham apresentado, em Santarém, no jogo da Taça, pese embora sem reflexos na pauta classificativa, cuja posição é penalizada por uma única vitória averbada em casa.

A vizinha equipa da Glória do Ribatejo, talvez o maior concorrente do Marinhais na luta pela sobrevivência, provocou também alguma surpresa, recuperando igualmente de desvantagem de dois golos, no seu reduto, frente ao Amiense, grupo que, tendo vencido um único dos sete últimos jogos (curiosamente, com uma goleada aplicada ao… Marinhais), regista agora já um atraso de nove pontos em relação ao Coruchense, sendo que tem ainda um jogo em atraso.

Como projectara na antevisão da jornada, as equipas do fundo da tabela, muito carenciadas de pontos, vão procurando “fazer pela vida”, angariando pontos que poderão ser determinantes.

Confirmações – Os dois primeiros classificados, Coruchense e U. Santarém, confirmaram o favoritismo, prosseguindo a sua trajectória vitoriosa, mantendo a acesa disputa que se antecipa possa perdurar até ao final da prova.

A formação do Sorraia não vacilou, frente a um adversário difícil, batendo o At. Ouriense por 2-0. Por seu lado, os escalabitanos, de forma bem mais tranquila, golearam o “lanterna vermelha”, Alcanenense, por 5-0, afundando ainda mais o conjunto de Alcanena, agora a quatro pontos do antepenúltimo classificado, em sério risco de segunda despromoção sucessiva.

II Divisão Distrital – Na derradeira jornada da fase regular do campeonato, para além da falta de comparência do Sardoal nas Caxarias, salienta-se mais uma goleada do Abrantes e Benfica (6-2) na Ortiga, completando a prova com 17 vitórias e um empate. A equipa “B” do União de Tomar, perdendo pela diferença mínima (0-1) ante o Tramagal (que confirmou assim o 4.º lugar), acaba por cair na classificação, fixando-se na 7.ª posição. A Sul, assinala-se a surpresa da derrota caseira do Forense (0-1), face ao Benavente, mas sem reflexos na classificação.

Tinham já garantido a qualificação para a fase final, de apuramento de Campeão da II Divisão Distrital e de promoção à I Divisão, Abrantes e Benfica, Rio Maior, Pego, Forense, Riachense e Moçarriense (serão promovidos três, quatro ou cinco clubes, dependendo das despromoções ou manutenção de Fátima e/ou Mação no Campeonato de Portugal).

Campeonato de Portugal – O Mação somou terceiro empate consecutivo (não perde há quatro jornadas), tendo mesmo deixado escapar a vitória em Peniche, depois de ter marcado primeiro, com o desfecho do encontro a fixar-se no 1-1. Todavia, tal não contribuiu para melhorar a classificação, com os maçaenses ainda no penúltimo lugar, a treze pontos da linha delimitadora da manutenção.

Quanto ao Fátima, derrotado nas Caldas da Rainha por 3-1, trocou de posição com este adversário, baixando ao 11.º posto. Pior, viu substanciamente reduzida a sua margem em relação à zona de despromoção, agora apenas de quatro pontos, com nove jornadas por disputar.

Antevisão – Com a II Divisão em pausa, no escalão principal os quatro primeiros voltam a actuar fora de casa, enfrentando missões que se afiguram de dificuldade, quer nos casos de Coruchense (em Marinhais) ou U. Santarém (em Samora Correia), assim como nas deslocações do U. Almeirim (a Ourém) e do Cartaxo (a Tomar). Escalabitanos e almeirinenses poderão, até, beneficiar do facto de Samora Correia e At. Ouriense ocuparem posições relativamente tranquilas, sem grande pressão nem particular ambição a subir na tabela, restando saber, por outro lado, como encarará o Cartaxo o revés sofrido nesta jornada. De interesse será também o Alcanenense-Glória do Ribatejo, em que a vitória parece fundamental para a equipa da casa.

No Campeonato de Portugal, o Fátima, recebendo o Nogueirense (8.º classificado, três pontos acima) terá um teste de importância crucial para poder consolidar as suas perspectivas de manutenção. Ao Mação caberá uma difícil deslocação ao reduto do B. C. Branco (4.º), equipa que está “proibida” de perder pontos, para não ver afastar-se ainda mais os dois primeiros.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Março de 2019)

TORRES NOVAS – Ricardo Quaresma, João Alves, Jivan Sudesh (c.), Ricardo Dias, Yuri Alves, André Vieira, Ivan Alves, Ricardo Major (88m – Fábio Timor), Sérgio Pedro, Micael Freire (78m – Joel Nogueira) e Alex Almeida (88m – Edgar Lopes)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira (69m – Kiko), Filipe Cotovio, Diogo Gaspar (82m – Flávio Graça), Douglas Pissona (69m – Ricardo Lopez), Nuno Rodrigues (c.), Telmo Ferreira (45m – Bruno Monteiro), Natan Gonçalves, Pedro Pires, João Pedro Nascimento e Handerson Lacerda

(suplentes – João Brito, Rafael Faustino e Davi Macedo)

1-0 – Alex Almeida – 12m

Cartões amarelos – Yuri Alves (42m), André Vieira (48m), Ricardo Canais (67m) e João Alves (90m); Pedro Pires (27m), Telmo Ferreira (30m), Bruno Monteiro (59m), Douglas Pissona (67m) e Filipe Cotovio (84m)

Árbitro – Gonçalo Pereira

Torres Novas – U. Tomar – 1-0
Cartaxo – Marinhais – 2-2
Coruchense – At. Ouriense – 2-0
U. Almeirim – Fazendense – 1-0
Ferreira do Zêzere – Samora Correia – 1-0
U. Santarém – Alcanenense – 5-0
Glória do Ribatejo – Amiense – 2-2

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         20    13     5     2    45 - 23    44
 2º U. Santarém        20    12     7     1    46 - 17    43
 3º U. Almeirim        20    11     5     4    36 - 18    38
 4º Cartaxo            20    10     7     3    37 - 17    37
 5º Amiense            19     9     8     2    30 - 19    35
 6º At. Ouriense       20     7     7     6    23 - 27    28
 7º Fazendense         20     6     9     5    25 - 24    27
 8º U. Tomar           19     6     5     8    20 - 22    23
 9º Samora Correia     20     6     4    10    23 - 30    22
10º Ferreira Zêzere    20     5     6     9    23 - 39    21
11º Torres Novas       20     4     8     8    14 - 20    20
12º Glória Ribatejo    20     3     4    13    15 - 43    13
13º Marinhais          20     1     9    10    17 - 35    12
14º Alcanenense        20     1     6    13    12 - 32     9

Melhores marcadores:

1º Wemerson Silva (Cartaxo) – 16
2º Léo (U. Santarém) – 12
3º Moleiro (Amiense) – 11

Hertz

No regresso do campeonato, para disputa da 20.ª jornada, os cinco candidatos ao lugar de topo perfilam-se como lógicos favoritos, pese embora em encontros de grau de dificuldade teoricamente diferenciado.

De facto, Cartaxo e U. Santarém, recebendo os dois últimos classificados, respectivamente Marinhais e Alcanenense, terão tal estatuto reforçado, sem esquecer a cada vez mais aguda necessidade de pontos por parte das equipas do fundo da tabela classificativa.

Trata-se, em ambos os casos, de confrontos sem historial recente, apenas se tendo cruzado, já na presente temporada, na primeira volta, tendo o Cartaxo vencido em Marinhais por 2-0, enquanto o U. Santarém não conseguiu desfazer o nulo em Alcanena.

Os cartaxeiros, que registam quatro triunfos nas cinco jornadas mais recentes – destacando-se ainda os nove tentos apontados por Wemerson Silva nos três últimos jogos – deverão vencer esta tarde, não obstante a boa réplica que o Marinhais ofereceu no jogo da Taça, em Santarém, no passado fim-de-semana.

Quanto ao U. Santarém, com três vitórias nas últimas quatro jornadas, defronta uma equipa que até vem de resultados que poderiam ser animadores (derrotas tangenciais com o Coruchense e U. Almeirim), a que se seguiu, contudo, um comprometedor empate caseiro ante o Ferreira do Zêzere. Seria grande a surpresa se o Alcanenense conseguisse pontuar hoje.

Em situação intermédia em termos de grau de dificuldade, o Amiense enfrenta deslocação ao reduto da Glória do Ribatejo, onde perdeu por 1-2, na última vez que aí jogou, já em 2012-13.

A formação de Amiais de Baixo parece atravessar fase menos exuberante de forma, tendo vencido uma única vez nas seis últimas jornadas, faltando ver como reagirá após uma pausa competitiva de duas semanas. O grupo da Glória do Ribatejo continua muito carenciado de pontos, o que poderá dificultar a tarefa do Amiense.

Por seu lado, o Coruchense, e, sobretudo, o U. Almeirim, terão tarefas potencialmente mais complexas, não obstante actuarem, ambos, em casa, recebendo o At. Ouriense e o Fazendense, no último caso num “derby” almeirinense de desfecho sempre imprevisível.

Em Coruche, o Coruchense e o At. Ouriense cruzaram-se, no principal escalão, apenas por três vezes nos oito anos mais recentes, com um equilíbrio absoluto: uma vitória para cada lado e um empate. A turma de Ourém está absolutamente tranquila na tabela classificativa (6.º lugar), sem preocupações, mas também já sem especiais ambições nesta temporada (algo distante do quinteto da frente), o que significa que actuará liberta da pressão de pontuar. Resta saber se isso poderá ser mais ou menos vantajoso para o comandante, que voltou a ter a liderança presa por um único ponto.

Em Almeirim, o União local recebe o rival Fazendense, num confronto que se verificou, a nível da I Divisão, apenas nas três últimas temporadas (tendo em conta o período correspondente aos últimos oito anos), com dois triunfos dos unionistas e uma vitória da turma das Fazendas, há duas épocas.

A situação do Fazendense é bastante similar à do At. Ouriense; já a do U. Almeirim é bem mais delicada que a do Coruchense, uma vez que o atraso de seis pontos que os almeirinenses registam em relação ao líder não lhes confere qualquer margem de erro.

Numa partida com as características intrínsecas de um “derby”, frente a um adversário talhado para os empates (sete, nas nove últimas jornadas), os almeirinenses terão, no papel, a missão mais difícil de entre os cinco candidatos. Veremos como se sairão dela.

Em Ferreira do Zêzere, a equipa da casa, prestes a alcançar a tranquilidade, recebe o Samora Correia, equipa que se posiciona imediatamente acima na pauta classificativa, aspirando a somar os três pontos que, praticamente, a libertariam de maiores preocupações.

No entanto, na única vez em que se defrontaram, no escalão principal, precisamente na época passada, foram os samorenses a sair vitoriosos, por 2-0. No encontro de hoje, os ferreirenses poderão aproveitar a vantagem decorrente do factor casa.

A nota final vai para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, entre Torres Novas e U. Tomar, que se cruzam em jogos a contar para Campeonatos (nacionais e distritais) e Taças (de Portugal e do Ribatejo) pela 92.ª vez (com um balanço ligeiramente favorável aos unionistas – 38 vitórias, contra 35 triunfos dos torrejanos, para além de 18 empates).

Porém, se reduzirmos a perspectiva apenas aos jogos realizados em Torres Novas, o panorama é bastante diferente: nos últimos sete desafios entre ambos, disputados na cidade do Almonda, os torrejanos ganharam cinco vezes, empatando outra, tendo o União conseguido uma única vitória, já em 2013-14. Atendendo ao desempenho das duas formações nesta temporada, não surpreenderia se houvesse nova repartição de pontos esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.03.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - TRibatejo - 1-2-finais

(“O Templário”, 07.03.2019)

Após uma fantástica série de 22 jogos consecutivos sem derrota – todos os que disputou desde que se operou a fusão com a U. Abrantina –, o Abrantes e Benfica viu, enfim, quebrada a sua invencibilidade, pelo Coruchense, numa eliminatória (1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo) caracterizada por um inesperado equilíbrio, com triunfos tangenciais dos favoritos, a deixar tudo por decidir quanto à confirmação da presença na final da prova para a 2.ª mão.

Destaque – Embora não se possa considerar que tenha havido surpresa, nesta “cimeira de líderes”, em que se defrontavam os comandantes do escalão secundário, Abrantes e Benfica, e da I Divisão Distrital, Coruchense, com a turma do Sorraia a ganhar mercê de um solitário tento, não deixa de constituir motivo de destaque o feito dos homens de Coruche, a impor a primeira derrota (e em Abrantes) à formação que, até agora, tinha um percurso praticamente imaculado (vinte e uma vitórias e um único empate, em 17 jogos realizados no campeonato e cinco na Taça do Ribatejo, em que afastara já os primodivisionários Torres Novas e Ferreira do Zêzere).

Recorde-se que, até à data, apenas o Caxarias conseguira escapar à derrota ante o poderoso grupo abrantino, desempenho agora superado pelo guia do escalão principal, o qual, “puxando dos galões”, não conseguiu, todavia, resolver já a seu favor a eliminatória, tendo de confirmar, em casa, a vantagem agora adquirida, devendo manter o foco para evitar ser surpreendido.

Isto, sem esquecer que se trata da primeira vez que o ambicioso conjunto de Abrantes atinge – na última década –, as meias-finais da competição, enquanto o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15 (repetindo as proezas dos anos de 1996 e 1997).

Surpresa – Por seu lado, e apesar de o vice-líder da I Divisão, U. Santarém, ter também vencido o seu confronto ante o penúltimo classificado, Marinhais, a surpresa está no marcador tangencial registado: uma magra vantagem, de 2-1, a favor dos escalabitanos.

O histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova) – já vencedor do troféu, há quarenta anos, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo – terá assim de se aplicar a fundo, na segunda mão, em Marinhais, face a um opositor que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos, em ordem a confirmar o seu favoritismo.

Em qualquer caso, a expectativa continua a ser a de poder assistir, na final da competição, a um novo duelo entre os dois clubes que têm liderado o futebol distrital na presente temporada.

Campeonato de Portugal – Atingindo-se já a 24.ª jornada da prova, o Mação deu sequência à sua caminhada de resultados positivos, empatando a zero ante a vizinha equipa de Oleiros, a qual vem ocupando tranquila posição a meio da tabela (9.º lugar), num ciclo que leva já três desafios sem derrota, todavia sem efeitos relevantes a nível da classificação: os maçaenses mantêm o penúltimo posto (apenas à frente do Alcains), a onze pontos da “linha de água”.

Bem melhor conseguiu, desta feita, o Fátima, ao ganhar (3-2) ao 5.º classificado, Sintrense, desfecho que custou à turma de Sintra descolar dos lugares de acesso ao “play-off” de apuramento de Campeão e de promoção, agora já a sete pontos do Anadia (novo 2.º colocado).

Uma vitória que poderá vir a revelar-se determinante para a fase final do campeonato, esperando-se que possa consubstanciar um ponto de inflexão na carreira dos fatimenses, após quatro desaires sucessivos (dois deles, não obstante, ante os actuais dois primeiros da tabela).

Desta forma, quando ficam a faltar dez rondas para o final da competição, o Fátima voltou a poder “respirar um pouco melhor”, agora com sete pontos de vantagem em relação à zona de descida. Poderá bastar somar – aos 31 pontos que averba nesta altura – talvez mais “meia dúzia” de pontos nesses dez jogos, para assegurar a manutenção no patamar nacional do futebol.

Antevisão – No regresso dos campeonatos Distritais, para disputa da 20.ª jornada da I Divisão, os cinco candidatos ao lugar de topo perfilam-se como lógicos favoritos, pese embora em encontros de grau de dificuldade teoricamente diferenciado.

De facto, Cartaxo e U. Santarém, recebendo os dois últimos classificados, respectivamente Marinhais e Alcanenense, terão tal estatuto reforçado, sem esquecer a cada vez mais aguda necessidade de pontos por parte das equipas do fundo da tabela classificativa. Em situação intermédia, o Amiense, que enfrenta deslocação ao sempre difícil reduto da Glória do Ribatejo.

Por seu lado, o Coruchense, e, sobretudo, o U. Almeirim, terão tarefas potencialmente mais complexas, não obstante actuarem, ambos, em casa, recebendo o At. Ouriense e o Fazendense, no último caso num “derby” almeirinense de desfecho sempre imprevisível.

Nota final ainda para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, entre Torres Novas e U. Tomar, que se cruzam em jogos a contar para Campeonatos (nacionais e distritais) e Taças (de Portugal e do Ribatejo) pela 92.ª vez (com um balanço ligeiramente favorável aos unionistas – 38 vitórias, contra 35 triunfos dos torrejanos, para além de 18 empates).

Na II Divisão, que atinge a derradeira ronda da fase preliminar da competição, o interesse maior estará noutro embate também entre clubes históricos, envolvendo a equipa “B” do U. Tomar (que, em caso de vitória, poderá ainda arrebatar o 4.º posto ao seu adversário) e o Tramagal.

No Campeonato de Portugal, os representantes do Distrito viajam até à região do “Oeste”, com a expectativa de poder pontuar, cabendo ao Fátima e Mação defrontar, respectivamente, o Caldas (11.º classificado, imediatamente abaixo dos fatimenses, somente a um ponto) e o Peniche (16.º classificado, ocupando, pois, a posição precisamente acima da dos maçaenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Março de 2019)

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