2018-19


O pulsar do campeonato - 2018-19 - 1jornada

(“O Templário”, 20.09.2018)

A ronda inaugural da 95.ª edição do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, disputada no passado fim-de-semana, começou já a dar as primeiras indicações do que poderá vir a ser esta época futebolística, com os dois clubes despromovidos do Nacional, Coruchense e Alcanenense, a registar expressivas vitórias, assim como, por outro lado, foi igualmente bem afirmativo o triunfo averbado pelo recém-promovido do escalão secundário, U. Santarém. Integram assim, com o surpreendente Glória do Ribatejo, o quarteto da liderança.

Destaques – O resultado alcançado pelos escalabitanos (vitória por 4-2, na recepção ao Cartaxo) é, aliás, o principal destaque da jornada, dado ter sido registado perante o teoricamente principal candidato ao título, numa partida empolgante, repleta de cambiantes e reviravoltas no marcador, em que os donos da casa, mesmo depois de se terem visto em desvantagem, não abdicaram de lutar pelo triunfo, tendo conseguido uma sensacional vitória, a prometer muito para o que poderá ser esta temporada de regresso ao principal escalão, após três anos de ausência.

O Coruchense – que conquistou o título de Campeão nas suas duas últimas participações na competição, em 2015 e em 2017 – começou da melhor forma este regresso ao Distrital, indo vencer por convincente marca de 3-1 (com dois tentos de Joel) num difícil terreno, daquela que foi a equipa sensação da época anterior, Ferreira do Zêzere (4.º classificado, somente a um ponto do vice-campeão), principiando, desde já, a marcar uma posição em termos de uma possível nova candidatura ao título.

Por curiosidade, anota-se que os três clubes melhor posicionados na última edição do campeonato, de entre os que se mantêm no Distrital (U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere) foram, todos eles, derrotados, nesta ronda de abertura.

Realce também, portanto, para o Alcanenense, ao bater o U. Tomar por inapelável desfecho de 3-0. Tal como sucedera na quarta-feira, na final da Supertaça Dr. Alves Vieira (com o pesado desaire de 0-4 ante o Campeão Distrital em título, Mação), os unionistas estão a pagar muito caro o preço da juventude e alguma falta de experiência da equipa, condicionante exponenciada pela lesão sofrida pela sua principal referência dentro de campo, a nível de “voz de comando”, o capitão Nuno Rodrigues, forçado a abandonar o terreno ainda numa fase prematura do desafio.

Nesta partida, os tomarenses assumiram a iniciativa, logo desde o seu início, dominando claramente durante a primeira meia hora, beneficiando de algumas ocasiões de perigo… mas sem conseguir materializar tais oportunidades em golo. Depois de uma extraordinária série de 36 jogos sempre a marcar (incluindo todos os 34 encontros disputados na época anterior, e recuando ainda à derradeira jornada da temporada de 2016-17), este foi o segundo jogo sucessivo em branco para os “rubro-negros”.

Tendo sofrido o tento inaugural mesmo ao cair do pano da primeira parte (na sequência de um canto), uma grande penalidade “desnecessária” a abrir a segunda parte praticamente sentenciou o desfecho do desafio, o que se agravou com uma expulsão sofrida, deixando o U. Tomar em inferioridade numérica, acabando por vir a ser ainda castigado com terceiro golo, já mesmo a findar o embate. Um resultado deveras penalizador, consentido perante um adversário que, pelo que exibiu neste encontro, será de nível inferior ao dos nabantinos.

Surpresas – A maior surpresa desta ronda foi protagonizada pelo Glória do Ribatejo, promovido da II Divisão, que recebeu e bateu o Torres Novas, por tangencial 1-0 – curiosamente, repetindo o triunfo (2-1) que obtivera já, perante o mesmo adversário, há cerca de três anos e meio, então em partida da Taça do Ribatejo.

Também o outro grupo do município de Salvaterra de Magos, o Marinhais, igualmente recém-promovido, de regresso ao principal escalão após uma longa ausência de 14 temporadas, conseguiu um positivo e porventura inesperado resultado, forçando o empate a duas bolas na visita a Samora Correia, teoricamente um conjunto com maiores argumentos.

Confirmações – Em Amiais de Baixo, confirmou-se a dificuldade que constitui, para qualquer opositor, a deslocação ao reduto do Amiense, com outro dos principais candidatos ao título, U. Almeirim, a não conseguir melhor que uma igualdade, também a dois tentos (com Moleiro e Persi Mamede ambos a bisar), arrancando já com atraso em relação ao Coruchense e U. Santarém, e não tendo aproveitado na plenitude os deslizes de Cartaxo, U. Tomar ou Torres Novas.

Por fim, em Fazendas de Almeirim, Fazendense e At. Ouriense não conseguiram desfazer o nulo, que persistiu até final dos noventa minutos de jogo, num desfecho de alguma forma expectável, entre duas equipas que aparentam apresentar-se de nível equilibrado.

Antevisão – Na segunda jornada da I Divisão Distrital, avulta como partida de maior cartaz o aliciante embate entre Coruchense e U. Santarém, precisamente os dois clubes que mais começaram por se evidenciar, logo na ronda inaugural da prova.

No que respeita aos principais candidatos que iniciaram mal as respectivas campanhas nesta época, o Cartaxo recebe a visita do Glória do Ribatejo, protagonista da principal surpresa no passado fim-de-semana, apresentando-se os visitados claramente favoritos, enquanto o U. Almeirim defronta, também no seu terreno, o Ferreira do Zêzere, conjunto que, em princípio, deverá ter dificuldades em evitar segunda derrota sucessiva, perante o potencial do oponente.

De interesse será também a partida entre Torres Novas e Alcanenense, com os torrejanos a pretender rectificar a “má imagem” deixada na estreia, mas defrontando um adversário bastante moralizado com o triunfo obtido ante os tomarenses.

Por fim, nota de realce ainda para o U. Tomar-Samora Correia, um confronto entre dois conjuntos de poderio similar, também de entre os mais cotados do Distrital, em que o factor casa poderá assumir relevância, desde que os unionistas se consigam reencontrar com os golos… e voltar a ter a necessária concentração na defesa da sua baliza.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Setembro de 2018)

Anúncios

ALCANENENSE – Chico Silva, Ronaldinho, Miranda, Luiz Filipe (c.), João Moreira, Sandro Moço, Edcarlos, Hugo Farinha (74m – João Costa), Kengo (88m – Peu), Batista e Keiner Silva (45m – Bernardo Louro)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira, Bruno Monteiro, Allan Peixoto, Diogo Gaspar (45m – Kiko), Nuno Rodrigues (c.) (15m – Telmo Ferreira), Alex Campelo (61m – Rafael Faustino), Pedro Pires (61m – Diogo Pereira), Sandro Caixado, Bruno Caixado (80m – André Lopes) e João Pedro Nascimento

(suplentes – João Brito e Filipe Cotovio)

1-0 – Luiz Filipe – 45m
2-0 – Batista – 51m
3-0 – Bernardo Louro – 90m

Cartões amarelos – Hugo Farinha (63m) e Miranda (82m); Allan Peixoto (45m)

Cartão vermelho – Allan Peixoto (79m)

Árbitro – Gonçalo Pereira

Fazendense – At. Ouriense – 0-0
Samora Correia – Marinhais – 2-2
Alcanenense – U. Tomar – 3-0
Glória do Ribatejo – Torres Novas – 1-0
U. Santarém – Cartaxo – 4-2
Ferreira do Zêzere – Coruchense – 1-3
Amiense – U. Almeirim – 2-2

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Alcanenense         1     1     -     -     3 -  0     3
 2º U. Santarém         1     1     -     -     4 -  2     3
 3º Coruchense          1     1     -     -     3 -  1     3
 4º Glória Ribatejo     1     1     -     -     1 -  0     3
 5º Amiense             1     -     1     -     2 -  2     1
 6º Marinhais           1     -     1     -     2 -  2     1
 7º Samora Correia      1     -     1     -     2 -  2     1
 8º U. Almeirim         1     -     1     -     2 -  2     1
 9º At. Ouriense        1     -     1     -     0 -  0     1
10º Fazendense          1     -     1     -     0 -  0     1
11º Torres Novas        1     -     -     1     0 -  1     -
12º Cartaxo             1     -     -     1     2 -  4     -
13º Ferreira Zêzere     1     -     -     1     1 -  3     -
14º U. Tomar            1     -     -     1     0 -  3     -

Melhores marcadores:

1º Joel (Coruchense) – 2
1º Moleiro (Amiense) – 2
1º Persi Mamede (U. Almeirim) – 2

Após quatro meses de paragem, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, que se antevê intensamente disputado, numa competição “muito aberta”, perfilando-se como formações com maiores ambições ao título as do Cartaxo (reforçada com o melhor marcador da época passada, Wemerson Silva) e do U. Almeirim, a par, porventura, dos despromovidos do Nacional, Coruchense (que, aliás, foi o Campeão nas suas duas últimas participações na prova) e a “incógnita”, Alcanenense.

Talvez numa segunda linha, mas visando também intrometer-se em tal disputa pelos lugares de topo, surgirão as equipas do U. Tomar e Samora Correia – isto sem esquecer vários outros nomes históricos do futebol distrital, como Torres Novas, Fazendense, Amiense, At. Ouriense ou, inclusivamente, o recém-promovido U. Santarém, igualmente com aspirações a figurar na primeira metade da tabela.

Por outro lado, há também curiosidade em aquilatar até que ponto o surpreendente Ferreira do Zêzere poderá repetir a brilhante campanha da última temporada. Por fim, Marinhais e Glória do Ribatejo, também promovidos ao escalão principal deverão ter como objectivo prioritário o da manutenção.

Na jornada inaugural, o desafio de maior cartaz em termos históricos é o Fazendense-At. Ouriense, confronto repetido já por nove vezes nos últimos oito anos, com clara supremacia dos donos da casa, que venceram por seis ocasiões, apenas tendo sido derrotados uma única vez, na já distante temporada de 2011-12, para além de dois empates. O favoritismo parece ir, portanto, para o grupo das Fazendas de Almeirim.

Segue-se o Amiense-U. Almeirim, entre dois outros emblemas históricos do futebol distrital, que se cruzaram nas três últimas épocas, com dois triunfos dos visitados e um empate. Este será um primeiro sério teste às aspirações dos almeirinenses, perante um adversário sempre aguerrido, em que não surpreenderia se a formação de Almeirim continuasse sem ganhar no difícil reduto de Amiais de Baixos nestes últimos anos.

Em relação aos restantes cinco encontros desta tarde, as estatísticas dizem-nos pouco, seja porque as equipas não se defrontaram nas últimas oito épocas (como acontece em três dos casos), ou, na única situação com mais de um jogo nesse período, esses encontros datam de épocas já relativamente longínquas.

Este é o caso do Alcanenense-U. Tomar, clubes que se defrontaram por duas vezes, em 2010-11 e 2011-12, em ambas as ocasiões com o triunfo do conjunto de Alcanena, respectivamente por 2-0 e 3-0. Tratando-se de um regresso do conjunto da casa ao Distrital, após seis temporadas consecutivas nos Nacionais, é ainda difícil avaliar até que ponto o Alcanenense terá potencial para poder lutar pelos postos cimeiros da classificação. Em qualquer dos casos, afigura-se um adversário que oferecerá dificuldades aos unionistas, que terão de aplicar-se a fundo para poder ter êxito neste jogo.

Na capital do Distrito, o U. Santarém recebe a visita daquele que será, provavelmente, um dos principais candidatos ao título, Cartaxo. As duas equipas apenas se defrontaram, em anos recentes, por uma vez, em 2014-15, então com vitória dos cartaxeiros por tangencial 1-0. Este será um aliciante reencontro entre duas equipas que se reforçaram bastante, podendo constituir também um primeiro indicador do efectivo potencial de cada uma das formações.

O outro despromovido do Campeonato de Portugal, Coruchense – que, nas últimas quatro temporadas tem andado num sistemático “sobe e desce” –, pretenderá certamente replicar os excelentes desempenhos das suas últimas três passagens pela I Divisão Distrital, em que foi vice-campeão (em 2014), antes de se sagrar, por duas vezes, Campeão (em 2015 e em 2017). Desloca-se esta tarde até Ferreira do Zêzere, para defrontar aquela que foi a equipa surpresa da época passada, que concluiu o campeonato num brilhante 4.º lugar, um único ponto abaixo do U. Tomar e do Torres Novas. Num jogo sem historial recente, o favoritismo penderá para os visitantes, mas este prognóstico é bastante reservado…

Em Samora Correia, outro dos candidatos aos lugares da frente recebe o Marinhais – um clube também com pergaminhos, já por três vezes Campeão distrital, na década de 80 –, de regresso ao principal escalão de futebol do Distrito após uma longa “travessia no deserto”, de 14 anos (!). Nesta “estreia” da turma do município de Salvaterra de Magos, seria grande a surpresa se conseguisse impedir a vitória dos samorenses.

Por fim, outro recém-promovido, Glória do Ribatejo, vizinho e rival do Marinhais, regressando também à I Divisão após cinco anos no escalão secundário, terá a visita do Torres Novas, grupo que, não só pelo seu historial, mas pelos superiores argumentos de que disporá, poderá começar o campeonato a vencer, em busca de repetir o excelente desempenho do ano anterior, que culminou com o 3.º lugar, em igualdade pontual com o 2.º classificado.

Está na hora de começar a “maratona”…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.09.2018)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - TPortugal1

(“O Templário”, 13.09.2018)

Ainda antes do arranque dos campeonatos distritais, quatro clubes do Distrito participaram no passado fim-de-semana na 1.ª eliminatória da 79.ª edição da Taça de Portugal (competição iniciada na época de 1938-39, a qual não se disputou nas temporadas de 1946-47 e 1949-50): os dois únicos representantes no Campeonato de Portugal, Fátima e Mação, assim como o vencedor da Taça do Ribatejo e vice-campeão Distrital, União de Tomar, para além do 3.º classificado do campeonato distrital, Torres Novas.

Independentemente da faculdade de repescagem para a 2.ª eliminatória, por sorteio – de que acabariam por vir a beneficiar o Fátima e o Torres Novas –, num balanço muito pouco favorável, o U. Tomar foi a única equipa do Distrito que, dentro de campo, garantiu o apuramento para a fase seguinte da prova, na qual receberá a visita do Vilafranquense.

Destaque – O primeiro grande realce desta nova temporada vai para o triunfo averbado pelo U. Tomar na deslocação a Idanha-a-Nova, onde – apoiado por uma entusiasta falange de adeptos, dando corpo à “festa da Taça” – defrontou o Clube União Idanhense, 3.º classificado do distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco (“repescado” para a Taça de Portugal, dado que os dois primeiros do respectivo campeonato, Alcains e V. Sernache, se defrontaram na final da Taça Distrital, à semelhança do que sucedeu no distrital de Santarém).

Apesar do tempo quente e abafado que se fazia sentir as duas formações entraram em campo – um bonito estádio, muito bem enquadrado na paisagem envolvente, com um relvado em boas condições – com espírito positivo e ambição, em busca do golo, logo a partir dos instantes iniciais, com oportunidades repartidas: logo a abrir, para os tomarenses, e, praticamente de imediato, para os idanhenses, isto ainda antes de decorridos os cinco minutos iniciais.

De seguida, os donos da casa procuraram afirmar a sua condição, empurrando os nabantinos para o seu meio-campo, que, durante cerca de um quarto de hora, denotaram alguma dificuldade em assentar o jogo. Por volta dos trinta minutos, a partida entraria numa toada mais lenta e de maior equilíbrio, sem predomínio claro de nenhum dos contendores.

Num período de boa eficácia, o U. Tomar teria então a felicidade de marcar – por duas vezes – em momentos capitais do desafio, o que lhe proporcionaria uma grande tranquilidade, quase até ao termo do encontro: o tento inaugural surgiria pouco depois dos 40 minutos, à beira do intervalo, na sequência de um livre, com um oportuno desvio de cabeça, de belo efeito, de Allan Santos, a anichar a bola no fundo da baliza, sem hipóteses para o guardião contrário; depois, à passagem dos dez minutos da segunda metade, seria a vez de João Pedro Nascimento, com um bom remate, ampliar a contagem, e, praticamente, definir o desfecho da eliminatória.

Não obstante, a turma do Idanhense, embora já sem a confiança anteriormente revelada, não abdicaria de procurar inverter o rumo dos acontecimentos, voltando a pressionar com insistência junto da baliza unionista, criando alguns lances de perigo, com o guardião Nuno Ribeiro e o capitão Nuno Rodrigues com atentas intervenções, fundamentais para salvaguardar a vantagem.

Após uma fase em que os visitados pareciam começar a estar já “conformados” com a sua sorte, tendo entretanto o U. Tomar voltado a dispor de alguns lances de contra-ataque, em que poderia ter “arrumado” com o jogo, a equipa da Idanha chegaria enfim ao golo, num lance de muito boa execução, num remate de meia distância, em arco, ao canto superior da baliza, sem hipóteses para o guarda-redes. Faltavam então já menos de cinco minutos para o final do tempo regulamentar, mas, somando o período de compensação, foram cerca de dez minutos de algum sofrimento e tensão para as hostes tomarenses, que poderiam ter sofrido o golo do empate, como, paralelamente, tiveram ainda nova soberana ocasião para marcar o terceiro tento.

Todavia, o marcador acabaria por não se alterar e, no final, jogadores, corpo técnico, dirigentes e adeptos unionistas extravasaram a alegria da vitória e do apuramento, importante não apenas em termos desportivos, mas também a nível financeiro: aos 3.000 euros de prémio de participação na prova, o clube soma agora 4.000 euros de prémio de qualificação para a 2.ª eliminatória (fase que não atingia desde a já distante temporada de 2000-01).

Confirmação – Com os clubes do Distrito com uma missão de grau acrescido de dificuldade, devido ao facto de, todos eles, terem actuado como visitantes, o Torres Novas (3.º classificado do Distrital) seria batido (0-2) pelo vice-campeão da Associação de Leiria, G. R. Amigos da Paz (que, na época finda, se quedou somente um ponto atrás do Campeão distrital, Peniche).

Surpresas – Menos expectáveis seriam as derrotas do Mação, e, sobretudo, do Fátima. De facto, os maçaenses, campeões distritais em título, promovidos ao Campeonato de Portugal – escalão no qual, depois de uma estreia vitoriosa, registam uma série negativa, de três desaires sucessivos, ocupando lugar (14.º) na zona perigosa da tabela – visitaram Condeixa-a-Nova, onde encontraram o vice-campeão distrital da Associação de Coimbra, que fazia a sua estreia em competição na presente temporada, vindo a ser desfeiteados por tangencial marca de 2-3.

Pior fez o Fátima, muito aquém das expectativas, tendo sido derrotado em Oleiros por 0-2, perante um adversário que milita na mesma série do Campeonato de Portugal e que, até à data, ainda não havia vencido nas quatro partidas anteriormente disputadas (tendo como melhor resultado um único empate), ocupando a posição de “lanterna vermelha” da prova. Conforme referido, os fatimenses, tal como os torrejanos, acabaram por ser bafejados com a repescagem.

Antevisão – Ainda antes do arranque da I Divisão Distrital, foi agendada, para esta quarta-feira, a disputa da Supertaça do Ribatejo, entre o Campeão, Mação, e o vencedor da Taça, U. Tomar.

No que respeita ao campeonato – que terá a sua ronda inaugural neste fim-de-semana –, antevê-se intensamente disputado, numa competição “muito aberta”, perfilando-se como formações com maiores ambições ao título as do Cartaxo (reforçada com o melhor marcador, Wemerson Silva) e do U. Almeirim, a par, porventura, dos despromovidos do Nacional, Coruchense (que, aliás, foi o Campeão nas suas duas últimas participações) e a “incógnita”, Alcanenense; talvez numa segunda linha, mas visando também intrometer-se em tal disputa, surgirão as equipas do U. Tomar e Samora Correia – isto sem esquecer outros nomes históricos do futebol distrital, como Torres Novas, Fazendense, Amiense, At. Ouriense ou o recém-promovido U. Santarém.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Setembro de 2018)

 Edição      Época        Vencedor         Finalista

XXVI        2018-19     Mação            U. Tomar         4-0
XXV         2017-18     Mação            Coruchense       3-1
XXIV        2016-17     Fátima           Fazendense       2-0
XXIII       2015-16     Coruchense       Amiense          2-0
XXII        2014-15     At. Ouriense     Fazendense       1-1  (4-2 g.p.)
XXI         2013-14     Riachense        Amiense          3-1
XX          2012-13     Fazendense       Alcanenense      0-0  (3-0 g.p.)
XIX         2011-12     Torres Novas     Cartaxo          2-0
XVIII       2010-11     Riachense        Alcanenense      2-1
XVII        2009-10     Alcanenense      Riachense        0-0  (5-3 g.p.)
XVI         2008-09     Torres Novas     Mação            2-0
XV          2007-08     Fazendense       Ouriquense       2-2  (4-2 a.p.)
XIV         2006-07     Cartaxo          Fazendense       3-1
XIII        2005-06     Amiense          Ouriquense       0-0  (1-0 a.p.)
XII         2004-05     Monsanto         U. Figueirense   5-0  
XI          2003-04     Abrantes FC      Ág. Alpiarça
X           2002-03     Rio Maior        Alcanenense      7-1
IX          2001-02     Riachense        Cartaxo
VIII        2000-01     Rio Maior        U. Almeirim 
VII         1999-00     Ferroviários     Azinhaga
VI          1998-99     Ferroviários     U. Tomar
V           1997-98     S. Correia       Coruchense
IV          1996-97     Coruchense       Fazendense
III         1995-96     Alcanenense      Tramagal
II          1994-95     S. Correia
I           1993-94     Alferrarede      U. Almeirim

Supertaça - Décadas1

Riachense....... 3    Alcanenense.. 2    Mação....... 2    Amiense....... 1
S. Correia...... 2    Torres Novas. 2    Alferrarede. 1    Cartaxo....... 1
Ferroviários.... 2    Fazendense... 2    Abrantes FC. 1    At. Ouriense.. 1
Rio Maior....... 2    Coruchense... 2    Monsanto.... 1    Fátima........ 1

Estádio Dr. António Alves Vieira, em Torres Novas

U. TOMAR – João Brito, David Vieira, Filipe Cotovio (62m – Bruno Monteiro), Allan Peixoto, Diogo Gaspar (45m – Kiko), Nuno Rodrigues (c.), Alex Campelo (62m – Rafael Faustino), Telmo Ferreira (45m – Pedro Pires), Bruno Caixado, Diogo Pereira (79m – Ricardo Natividade) e João Pedro Nascimento

(suplentes – Nuno Ribeiro e Daniel Bento)

MAÇÃO – Renan Thomazo, Simão Moreno, Gonçalo Lelé, Glady Mpia, Tenta Maeda, Luís Esteves (c.), Bruno Lemos (61m – Luís Alves), Tiago Vieira, Sérgio Nogueira (70m – Márcio Costa), Patrick Igwe (70m – Miguel Luz) e Lucas Reis

0-1 – Bruno Lemos – 4m
0-2 – Patrick Igwe – 25m
0-3 – Sérgio Nogueira (pen.) – 37m
0-4 – Tiago Vieira – 54m

Cartões amarelos – Nuno Rodrigues (45m); Sérgio Nogueira (21m) e Luís Alves (90m)

Árbitro – Daniel Sousa

Página seguinte »