2018-19


Sporting – FC Porto – 2-2 (5-4 g.p.)

O Sporting sagrou-se vencedor da 79.ª edição da Taça de Portugal, conquistando o troféu pela 17.ª vez no seu historial.

É o seguinte o palmarés da competição:

Benfica – 26
Sporting – 17
FC Porto – 16
Boavista – 5
V. Setúbal e Belenenses – 3
Sp. Braga e Académica – 2
V. Guimarães, Leixões, Beira-Mar, E. Amadora e D. Aves – 1

Supertaça Dr Alves Vieira - Décadas - 2019

 Edição      Época        Vencedor         Finalista

XXVII       2018-19     Coruchense       U. Santarém      2-1
XXVI        2017-18     Mação            U. Tomar         4-0
XXV         2016-17     Mação            Coruchense       3-1
XXIV        2017-16     Fátima           Fazendense       2-0
XXIII       2014-15     Coruchense       Amiense          2-0
XXII        2013-14     At. Ouriense     Fazendense       1-1  (4-2 g.p.)
XXI         2012-13     Riachense        Amiense          3-1
XX          2011-12     Fazendense       Alcanenense      0-0  (3-0 g.p.)
XIX         2010-11     Torres Novas     Cartaxo          2-0
XVIII       2009-10     Riachense        Alcanenense      2-1
XVII        2008-09     Alcanenense      Riachense        0-0  (5-3 g.p.)
XVI         2007-08     Torres Novas     Mação            2-0
XV          2006-07     Fazendense       Ouriquense       2-2  (4-2 a.p.)
XIV         2005-06     Cartaxo          Fazendense       3-1
XIII        2006-05     Amiense          Ouriquense       0-0  (1-0 a.p.)
XII         2003-04     Monsanto         U. Figueirense   5-0  
XI          2002-03     Abrantes FC      Ág. Alpiarça
X           2001-02     Rio Maior        Alcanenense      7-1
IX          2000-01     Riachense        Cartaxo
VIII        1999-00     Rio Maior        U. Almeirim 
VII         1998-99     Ferroviários     Azinhaga
VI          1997-98     Ferroviários     U. Tomar
V           1996-97     S. Correia       Coruchense
IV          1995-96     Coruchense       Fazendense
III         1994-95     Alcanenense      Tramagal
II          1993-94     S. Correia
I           1992-93     Alferrarede      U. Almeirim
Riachense..... 3    Rio Maior..... 2    Mação........ 2    Amiense....... 1
Coruchense.... 3    Alcanenense... 2    Alferrarede.. 1    Cartaxo....... 1
S. Correia.... 2    Torres Novas.. 2    Abrantes FC.. 1    At. Ouriense.. 1
Ferroviários.. 2    Fazendense.... 2    Monsanto..... 1    Fátima........ 1

O pulsar do campeonato - 2018-19 - TRibatejo-Final

(“O Templário”, 16.05.2019)

Depois do Amiense (em 1976-77), Samora Correia (1982-83 e 1993-94), Águias de Alpiarça (1984-85), Benavente (1990-91), Rio Maior (2001-02), Abrantes FC (2002-03), Monsanto (2003-04), Riachense (2008-09 e 2009-10) e Coruchense (2014-15), também o U. Santarém conseguiu agora obter a chamada “dobradinha”, juntando, numa mesma época, o título de Campeão Distrital e a conquista da Taça do Ribatejo.

Destaque – Tal como se poderia perspectivar, no desafio da “festa da Taça”, disputado no passado Domingo no Entroncamento, os escalabitanos acabaram por impor o seu actual maior ânimo, vencendo o Coruchense por 2-0, exponenciando, em paralelo, as fragilidades decorrentes do “trauma” sofrido pela formação do Sorraia, ao ver escapar-se sobre a “linha de meta” o título de uma competição em que liderara durante meses a fio (ao longo de 20 das 26 jornadas).

Procurando atacar de frente essa teórica debilidade, o técnico da turma de Coruche, Gonçalo Silva adoptou uma estratégia de assumpção da iniciativa, logo desde os minutos iniciais do jogo, procurando surpreender o adversário, que, contudo, fazendo valer a sua experiência, encarou essa fase com a devida serenidade, sem vacilar.

Com pouco mais de vinte minutos decorridos do primeiro tempo, num lance imprevidente, um defesa do Coruchense teve de recorrer à falta para travar a perigosa progressão de um contrário, o que lhe custaria um cartão vermelho, que se viria a traduzir em mais de 70 minutos em inferioridade numérica. Um rude golpe nas aspirações da sua equipa, que acusou sobremaneira mais esta adversidade, agravada com a obtenção do tento inaugural por parte dos escalabitanos.

Para a segunda metade, tendo operado alterações tácticas no xadrez do seu grupo, reforçando o sector defensivo e intermediário, a verdade é que o conjunto do Sorraia, não virando a cara à luta, voltou a tentar tudo o que, em tais circunstâncias, seria possível para chegar ao golo.

Mas, do outro lado, Mário Ruas preparara a sua equipa para, de forma concentrada, mesmo que aparentemente algo na expectativa, aproveitar qualquer oportunidade que viesse a surgir para desferir o golpe decisivo nesta final. O que – outra vez, em momento nevrálgico do desafio –, aconteceria também a meio dessa segunda parte, percebendo-se, desde logo, que seria missão quase impossível a hipótese de reversão do resultado por parte do Coruchense.

No termos dos noventa minutos, o triunfo assenta bem a um personalizado colectivo de Santarém, a patentear, de novo, a sua superioridade no panorama do futebol distrital na presente temporada.

No palmarés da prova, após 42 edições disputadas, o Fazendense continua a ser o único emblema já com quatro troféus conquistados, mantendo-se o Coruchense no quarteto de perseguidores, cada um com três Taças ganhas (a par de Tramagal, Riachense e Amiense), enquanto o U. Santarém – que repetiu a proeza averbada há precisamente quarenta anos – passou a integrar um “pelotão” de sete clubes, cada um com dois títulos na “prova rainha”.

Resta, aos homens de Coruche, ainda uma terceira possibilidade de alcançar um título esta época, já no próximo Domingo, enfrentando, outra vez, “olhos nos olhos”, o mesmo oponente…

Campeonato de Portugal – De forma absolutamente imprevista ao longo de vários meses, ficou reservado para a 34.ª e derradeira jornada desta maratona que é o Campeonato Nacional promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, um “golpe de teatro”, em prol do Sertanense, deveras penalizador para o Nogueirense, que, felizmente, não afectou as pretensões do Fátima.

Indo por partes: os fatimenses, que dependiam apenas de si próprios, cumpriram a sua missão, ganhando por 3-1 ao antepenúltimo classificado Alcains, acabando por subir duas posições nesta última ronda, fixando-se no 11.º posto final, garantindo assim a manutenção no Nacional.

Por seu lado, o Sertanense – que, durante semanas, se perfilou como a grande ameaça do Fátima –, recebendo o penúltimo, Peniche, goleou por 4-0, vindo a beneficiar das derrotas do Loures (0-1 em Alverca) e do Nogueirense (1-2 em Vila Franca de Xira) para igualar pontualmente estes adversários, conseguindo transpor, pela primeira vez ao fim de 14 jornadas, a “linha de água”, abaixo da qual caiu inapelavelmente a equipa de Nogueira do Cravo (esbanjando uma vantagem de treze pontos de que chegou a dispor já na segunda volta – e de nove pontos, a quatro jornadas do fim!), com a turma da Sertã a conseguir assim, “in extremis”, a salvação.

Quanto ao Mação, acabou por ter uma desalentada despedida desta sua época de estreia nos Nacionais, goleado pelo Sintrense por 5-0, quedando-se como “lanterna vermelha”, a oito pontos dos adversários mais próximos, afinal a longínquos 26 pontos do Sertanense. Uma experiência ingrata que não deixará de traduzir uma aprendizagem para este clube do Distrito.

No topo da pauta classificativa, U. Leiria (vencedor desta Série C) e Vilafranquense garantiram o apuramento para o “play-off” de apuramento de Campeão Nacional e de promoção à II Liga, que disputarão com os dois primeiros classificados das restantes três séries: Vizela, Fafe, Sp. Espinho, Lusitânia de Lourosa, Praiense e Real (ou Casa Pia).

Antevisão – Mudando o cenário, do Entroncamento para Torres Novas, Campeão e vice-campeão, vencedor da Taça e finalista vencido, respectivamente U. Santarém e Coruchense, voltam a encontrar-se, este fim-de-semana, para encerramento da temporada, em mais um duelo, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, esperando-se que ambas as equipas possam surgir agora mais libertas da pressão competitiva, proporcionando um bom espectáculo de futebol, sem que, “a priori”, se possa apontar um claro favorito.

A II Divisão Distrital entra na segunda volta da fase final de apuramento de Campeão – a qual se prolongará ainda por mais um mês, com cinco jornadas até ao dia 16 de Junho –, estando agora já confirmado que serão quatro os clubes premiados com a promoção ao escalão principal.

Esta 6.ª ronda está recheada de desafios de interesse, com o líder incontestado, Abrantes e Benfica, já próximo de garantir matematicamente o título, a deslocar-se a Rio Maior, enquanto, nos outros dois jogos, o Forense, recebendo o Moçarriense, e o Riachense, visitando o Pego, terão testes cruciais às respectivas aspirações à subida, numa contenda bastante nivelada.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2019)

 Edição      Época        Vencedor         Finalista

XLII        2018-19     U. Santarém      Coruchense       2-0
XLI         2017-18     U. Tomar         Mação            2-1
XL          2016-17     Mação            Coruchense       2-2  (4-3 g.p.)
XXXIX       2015-16     Fazendense       Riachense        0-0  (4-3 g.p.)
XXXVIII     2014-15     Coruchense       Amiense          3-2
XXXVII      2013-14     Fazendense       At. Ouriense     1-0
XXXVI       2012-13     Amiense          At. Ouriense     0-0  (3-2 g.p.)
XXXV        2011-12     Fazendense       Emp. Comércio    4-1
XXXIV       2010-11     Torres Novas     Cartaxo          1-1  (4-3 g.p.)
XXXIII      2009-10     Riachense        Alcanenense      0-0  (4-3 g.p.)
XXXII       2008-09     Riachense        Alcanenense      1-0
XXXI        2007-08     Mação            Riachense        2-1
XXX         2006-07     Ouriquense       U. Santarém      1-0
XXIX        2005-06     Fazendense       U. Santarém      2-1
XXVIII      2004-05     Amiense          Coruchense       0-0  (4-3 g.p.)
XXVII       2003-04     Monsanto         U. Figueirense   4-0
XXVI        2002-03     Abrantes FC      Ág. Alpiarça     2-1
XXV         2001-02     Rio Maior        Alcanenense      v-d
XXIV        2000-01     Cartaxo          Monsanto         v-d
XXIII       1999-00     Rio Maior        Benavente        v-d

Hertz

Depois de uma contenda “taco a taco” ao longo de oito meses pelo título de Campeão Distrital, que acabou por sorrir aos escalabitanos, União de Santarém e Coruchense enfrentam-se hoje no primeiro de dois “rounds” sucessivos, em disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo, em partida a disputar no Entroncamento; logo de seguida, já na próxima semana, a Supertaça Dr. Alves Vieira, que terá por palco o Estádio com o mesmo nome, em Torres Novas.

Nas 41 edições anteriores da “prova rainha” do futebol distrital, o emblema do Sorraia conquistou já por três vezes o respectivo troféu, em 1996 e 1997 e, mais recentemente, em 2015, sendo superado, a nível de palmarés, apenas pelo Fazendense (com quatro Taças conquistadas). Por seu lado, os homens da capital do Distrito contam com uma única vitória na competição, há precisamente 40 anos.

Estes dois clubes históricos marcaram igualmente presença em finais da Taça noutras edições relativamente recentes da prova: nos últimos 15 anos cada um deles perdeu por duas ocasiões o desafio decisivo da “festa da Taça” (o Coruchense, em 2005, frente ao Amiense, e em 2017, ante o Mação; o U. Santarém em 2006 e 2007, desfeiteado pelo Fazendense e pelo Ouriquense).

Na edição da presente temporada, o Coruchense começou por deixar para trás, na fase de grupos, o Cartaxo e o Salvaterrense, numa série em que participou também o surpreendente Espinheirense, tendo a formação do Sorraia vencido os três encontros disputados, incluindo no Cartaxo.

Por coincidência, voltaria a cruzar-se com o conjunto do Espinheiro nos 1/8 de final, vencendo novamente, agora por 3-0 (depois de 4-0 na fase inicial). Nos 1/4 de final, com uma exibição algo frouxa, tendo empatado a um golo, no seu reduto, com o actual detentor do troféu, União de Tomar, valeu-lhe a maior experiência no desempate da marca de grande penalidade.

Por fim, nas meias-finais, o Coruchense começou por ir vencer a Abrantes, a equipa sensação desta época no escalão secundário, por 1-0, repetindo depois a igualdade a uma bola, na 2.ª mão.

Já o U. Santarém superiorizou-se igualmente na fase de grupos, tendo sido vencedor da sua série, à frente do União de Tomar (que bateu por 4-1), depois de uma “entrada em falso” com um surpreendente empate (1-1) no terreno da Ortiga, tendo ganho ainda por tangencial 1-0 no Tramagal.

Nos 1/8 de final, outro empate a uma bola, no Pego, foi desfeito também por via dos pontapés da marca de grande penalidade, para, nos 1/4 de final, num “derby” municipal, a formação de Santarém derrotar o Amiense por 2-0.

Nas meias-finais, depois de um triunfo por margem pouco cómoda (2-1), em casa, ante o Marinhais, o grupo escalabitano confirmaria a presença na final, ganhando pela mesma marca fora de casa.

Não existindo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, nas duas ocasiões em que se defrontaram para o campeonato, registaram-se igualmente dois empates, sempre a um golo.

No imediato, a equipa de Santarém, com o ânimo em alta, pela conquista do título de Campeão, alcançado com uma ultrapassagem em cima da “linha de meta”, aparenta dispor de teórico favoritismo para o desafio desta tarde. Veremos como reagirá o Coruchense à adversidade de ter deixado escapar, na derradeira ronda, o 1.º lugar no campeonato, e que resposta poderá dar ao desaire sofrido em Almeirim.

Em qualquer caso, antecipa-se um aliciante embate entre os dois principais protagonistas do futebol distrital nesta temporada.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.05.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - 26jornada

(“O Templário”, 09.05.2019)

No longo historial do futebol distrital era, até à data, caso único a acumulação, em dois anos sucessivos, dos títulos de Campeão Distrital da II Divisão e da I Divisão: o Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça fora vencedor de tais competições nas temporadas de 1983-84 (escalão secundário) e de 1984-85 (divisão principal).

No passado fim-de-semana o U. Santarém reeditou tal proeza; após ter conquistado o título da II Divisão na época passada, sagrou-se agora Campeão da I Divisão Distrital, uma estreia na sua cinquentenária história (apenas na sua 9.ª participação neste escalão, e depois de ter suspenso a competição de 2008 a 2013 e de ter militado entretanto quatro anos na divisão secundária).

De facto, a União Desportiva de Santarém, fundada em Agosto de 1969 – decorrendo da junção do Sport Grupo União Operária e do Sport Grupo Scalabitano “Os Leões”, clubes com grandes pergaminhos, ostentando no seu palmarés, respectivamente 8 e 5 títulos de Campeão Distrital, conquistados sobretudo nas décadas de 20 e 30 do século passado –, registara, ao longo de 32 anos (de 1969 a 2001) presença ininterrupta nos Nacionais (13 participações na II Divisão e 19 na III Divisão), a que retornará agora, no actualmente denominado Campeonato de Portugal.

Destaques – A derradeira e decisiva jornada, no que respeita à disputa do título e à luta pela manutenção, acabou por ser bem mais “tranquila” do que se poderia esperar, se atendermos a que praticamente tudo ficou “definido” logo nos minutos iniciais dos desafios.

Em Almeirim, o União local, já sem nada a ganhar ou a perder, dignificando a 3.ª posição obtida, cedo inaugurou o marcador, na recepção ao líder Coruchense, que, com o avançar dos ponteiros do relógio, ia denotando incapacidade de reagir, não tendo o marcador sofrido qualquer outra alteração até final. A tangencial derrota sofrida (0-1) custaria à turma do Sorraia nova ultrapassagem “in extremis”, outra vez suplantada pelo U. Santarém, tal como sucedera no final da primeira volta (igualmente em função de desaire caseiro ante os almeirinenses…), deixando assim escapar o que poderia ter sido o seu terceiro título nas três últimas participações.

Por seu lado, o U. Santarém, recebendo o Torres Novas, asseguraria a sua parte na tarefa (afinal, até o empate lhe teria bastado), tendo-se colocado igualmente em vantagem ainda na fase inicial da partida. O tento da tranquilidade demoraria ainda, mas, no final, o marcador de 3-0 a favor dos escalabitanos espelhava a superioridade que, de forma mais lata, se pode aplicar também à globalidade do campeonato – com os homens da capital do Distrito a registarem o ataque mais concretizador (62 golos) e a defesa menos batida (22 golos), tendo consentido uma única derrota (nas Fazendas de Almeirim, logo à 9.ª ronda), nunca tendo abdicado da perseguição ao grupo que liderou durante praticamente toda a temporada, apresentando em geral exibições mais convincentes que o rival, sendo de justiça reconhecer-lhes o mérito na conquista deste título.

Em Alcanena, o Marinhais entrou “a todo o gás”, alcançando vantagem substancial (de três golos) logo nos minutos iniciais, praticamente selando a sua vitória, que era imprescindível para que pudesse acalentar ainda a esperança na manutenção. O desfecho saldar-se-ia num 5-3 a favor dos visitantes, que, não obstante, acompanharão o Alcanenense na descida à II Divisão.

Isto porque, na Glória do Ribatejo, a turma da casa – com a vantagem de depender apenas de si própria e de lhe bastar o empate –, recebendo o U. Tomar, porfiando de início a fim, lutou, pelo menos, pela preservação do nulo, começando por suster o ímpeto ofensivo inicial dos tomarenses, gradualmente ganhando confiança, perante um adversário também compreensivelmente menos disponível física e animicamente à medida que o tempo ia avançando, tendo o 0-0 final servido na perfeição os objectivos dos donos da casa, ao contrário dos unionistas que, deste modo, ficaram “a um golo” da meta do 6.º lugar, numa época pautada por múltiplas condicionantes, com ponto alto na notável série invicta frente aos cinco primeiros na recta final da prova (depois de outros resultados bastante meritórios na primeira metade da temporada, em especial os empates averbados em Santarém, frente ao Campeão, e no Cartaxo).

Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, o Amiense fechou da melhor forma a muito boa campanha realizada, ganhando ao Fazendense por 3-2, confirmando um assinalável 4.º lugar na tabela final – não obstante em igualdade pontual com o 5.º classificado, Cartaxo (vencedor em Ferreira do Zêzere por 3-1), cujo desempenho geral não deixa de consubstanciar-se na maior decepção da prova, que, perante o significativo investimento realizado, iniciara com assumida ambição de candidatura ao título. A conquista, pelo segundo ano sucessivo, do troféu de melhor marcador do campeonato, por parte de Wemerson Silva (19 golos, depois dos 22 apontados na edição anterior, ao serviço do U. Tomar), será parco lenitivo ante tal desapontamento do conjunto cartaxeiro a nível colectivo.

Em Samora Correia, em encontro realizado no Sábado, a igualdade a um golo averbada pelo visitante At. Ouriense, proporcionou-lhe um porventura inesperado 6.º posto, primeiro de entre os “não candidatos”, pese embora a significativa distância de dez pontos face à 5.ª posição.

II Divisão Distrital – Após a disputa da primeira volta da fase final, o Abrantes e Benfica (tendo goleado por 6-2 na deslocação ao terreno do Forense) prossegue a sua carreira 100% vitoriosa, com a promoção já “segura” por uma vantagem de nove pontos em relação ao 4.º e 5.º classificados, e o título de Campeão igualmente “prometido”, dado o avanço de sete pontos em relação ao mais directo perseguidor, agora o Moçarriense (vencedor na recepção ao Riachense, por 2-1). Talvez algo inesperada (pela expressão do marcador) a goleada (5-1) imposta pelo Rio Maior ao Pego, agora com quatro clubes “embrulhados” num intervalo de apenas dois pontos.

Campeonato de Portugal – O Fátima terá de sofrer até ao fim para poder alcançar o objectivo “mínimo” da manutenção no Nacional: tendo perdido por 1-2 em Oliveira do Hospital, viu o Sertanense ir ganhar a Loures (3-2), pelo que a sua vantagem se reduziu, à entrada para a derradeira ronda, a dois pontos, que, todavia, não lhe permitem qualquer “margem de erro”.

Não obstante dependam de si próprios (bastar-lhes-á vencer na recepção ao já despromovido Alcains), qualquer outro resultado implicará a necessidade de recorrer à “calculadora”, numa situação também deveras ensarilhada, podendo dar-se mesmo o caso de se verificar, no final, uma igualdade entre nada menos de quatro clubes (em caso de empate do Fátima, vitória do Sertanense ante o Peniche e derrota do Loures e Nogueirense) – os fatimenses evitarão a descida em qualquer combinação de empate pontual… excepto num único cenário, a de igualdade exclusivamente com o Sertanense, em que teriam desvantagem na diferença global de golos.

Por seu lado, o Mação – que se despedirá do Nacional em Sintra, com o Sintrense –, sofreu mais um desaire caseiro (0-1), permitindo ao Caldas ficar desde já liberto de qualquer preocupação.

Antevisão – No Domingo os principais protagonistas do Distrital, U. Santarém e Coruchense, respectivamente Campeão e vice-campeão, enfrentam-se no primeiro de dois “rounds”, na disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo; de seguida, a Supertaça. No imediato, os escalabitanos, com o ânimo em alta, aparentam dispor de teórico favoritismo…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2019)

Dados relativos a cada jogador do União de Tomar na época de 2018-19: (a) total de minutos jogados; (b) número de jogos disputados; (c) número de jogos no banco (suplente não utilizado); (d) total de golos marcados / sofridos (guarda-redes); (e) número de cartões amarelos; e (f) número de cartões vermelhos:

                       Minutos   Jogos   Suplente   Golos   C.Amar.   C.Verm.
David Vieira            2.811      33        -         -         1        -
Nuno Rodrigues          2.805      32        -         3         4        -
Nuno Ribeiro (g.r.)     2.700      30        3       -37         1        -
João Pedro Nascimento   2.343      28        1         5         2        -
Pedro Pires             2.221      32        -         3         6        1
Diogo Gaspar            2.159      30        2         -         1        -
Rui Pedro Lopes         1.870      26        1         4         6        -
Allan Peixoto           1.705      21        -         4         2        2
Telmo Ferreira          1.502      25        5         1         4        -
Filipe Cotovio          1.290      18        1         -         3        -
Fábio Vieira            1.245      14        -         1         3        -
Douglas Pissona         1.201      16        -         -         5        -
Bruno Monteiro          1.093      14        6         -         3        -
Rafael Santana          1.072      16        -         7         4        -
Francisco "Kiko" Ramos  1.054      18        1         -         3        -
Diogo Pereira             904      15        1         2         2        -
Natan Gonçalves           873      15        -         -         -        -
André Lopes               743      25        3         4         -        -
Handerson Lacerda         715       8        -         7         1        -
Flávio Graça              589      16        -         1         2        1
António Pinto             388      12        1         -         -        -
Alex Campelo              363       7        3         -         1        -
Rafael Faustino           359      21       10         -         2        -
Ricardo Natividade        279       9        3         -         1        -
João Brito (g.r.)         270       3       22        -9         -        -
Bruno Caixado             242       4        -         -         -        -
Diego Almeida             233       5        -         -         1        -
Sandro Caixado            217       3        -         -         1        -
Mahal Miranda (g.r.)       90       1        5        -1         -        -
Miguel Abreu               50       2        2         -         -        -
João Victor Ribeiro        45       2        1         -         -        -
Nuno Mesquita              45       1        2         -         -        -
Vítor Félix                45       1        -         -         -        -
Ricardo Lopez              21       1        1         -         -        -
Daniel Bento                9       3        5         -         -        -
João Saldanha               5       2        -         -         -        -
Juninho                     4       1        -         -         -        -
Afonso Dias                 -       -        2         -         -        -
Anderson Gregui (g.r.)      -       -        2         -         -        -
Henrique Honrado            -       -        2         -         -        -
Pedro Carvalho "Dudu"       -       -        2         -         -        -
Rui Oliveira                -       -        1         -         -        -
Thallis Mota (g.r.)         -       -        1         -         -        -
Davi Macedo                 -       -        1         -         -        -
Luiz Pinto                  -       -        1         -         -        -
Pedro Antunes               -       -        1         -         -        -
João Ribeiro (g.r.)         -       -        1         -         -        -
  Auto-golos (a favor)                                 3
     Total             33.560     510       93       45-47      59        4

GLÓRIA DO RIBATEJO – André Encarnação, André Monteiro, Hélder Vicente, Pedro Monteiro, Costinha, Paulo Jorge, Jorge Saraiva, Francisco Venda (c.), Bruno Faquim (45m – Nuno Covas), João Antunes (66m – Ricardo Caneira) e Cavaco (90m – Miguel Frieza)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira, Bruno Monteiro, Filipe Cotovio, Diogo Gaspar (84m – Rafael Faustino), Douglas Pissona (45m – Miguel Abreu), Nuno Rodrigues (c.), Telmo Ferreira (45m – Ricardo Natividade), Flávio Graça (61m – André Lopes), Pedro Pires (84m – Daniel Bento) e João Pedro Nascimento

(suplentes – João Ribeiro e Alex Campelo)

Cartões amarelos – Cavaco (67m) e Paulo Jorge (69m); Douglas Pissona (34m) e Ricardo Natividade (65m)

Árbitro – Pedro Fonseca

U. Almeirim – Coruchense – 1-0
Ferreira do Zêzere – Cartaxo – 1-3
U. Santarém – Torres Novas – 3-0
Glória do Ribatejo – U. Tomar – 0-0
Alcanenense – Marinhais – 3-5
Samora Correia – At. Ouriense – 1-1 (04.05.2019)
Amiense – Fazendense – 3-2

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º U. Santarém        26    16     9     1    62 - 22    57
 2º Coruchense         26    16     7     3    57 - 28    55
 3º U. Almeirim        26    15     5     6    50 - 25    50
 4º Amiense            26    12    10     4    41 - 36    46
 5º Cartaxo            26    12    10     4    47 - 24    46
 6º At. Ouriense       26     9     9     8    34 - 35    36
 7º U. Tomar           26     8    10     8    34 - 31    34
 8º Fazendense         26     8     9     9    33 - 35    33
 9º Samora Correia     26     8     7    11    33 - 38    31
10º Ferreira Zêzere    26     5     8    13    31 - 52    23
11º Torres Novas       26     4    11    11    16 - 30    23
12º Glória Ribatejo    26     4     7    15    23 - 56    19
13º Marinhais          26     3    10    13    30 - 56    19
14º Alcanenense        26     2     8    16    26 - 49    14

Melhores marcadores:

1º Wemerson Silva (Cartaxo) – 19
2º Léo (U. Santarém) – 14
3º Pedro Augusto (U. Santarém) e Rui Caniço (Marinhais) – 12
5º Moleiro (Amiense), Joel (Coruchense) e Filipe Pereira (U. Almeirim) – 11
8º João Freitas (U. Almeirim), Caio (Ferreira Zêzere) e David Silva (Coruchense) – 10

Distrital - 2018-19 - Quadro de resultados

O U. Santarém sagrou-se, pela primeira vez na sua história, Campeão Distrital da I Divisão (no ano imediato a ter conquistado o título da II Divisão Distrital), sendo promovido ao Campeonato de Portugal.

Marinhais e Alcanenense são os clubes despromovidos à II Divisão Distrital.

O pulsar do campeonato - 2018-19 - 25jornada

(“O Templário”, 02.05.2019)

Não sucedia desde 2012: o título de Campeão Distrital da I Divisão apenas será decidido na derradeira jornada da competição, sendo que os dois candidatos entrarão nessa última ronda separados por um único ponto, tendo entretanto o Coruchense recuperado a liderança, beneficiando do empate cedido em Tomar pelo U. Santarém – com os nabantinos a completar um notável ciclo de cinco resultados positivos ante os cinco primeiros classificados, nos últimos seis jogos que disputaram, num período de mês e meio (vitórias frente ao Amiense e U. Almeirim; empates com o Cartaxo, Coruchense e U. Santarém)!

No outro pólo, Glória do Ribatejo e Marinhais subsistem ainda na luta pela permanência, situação também a definir apenas no último dia da prova. A única certeza é, desde já, a despromoção (segunda em dois anos sucessivos, desde o Nacional até ao escalão mais baixo do futebol distrital) do Alcanenense, por curiosidade, o clube que se sagrara Campeão em 2011-12.

Destaques – A primeira nota de realce vai, uma vez mais, para o desempenho do U. Tomar, ao impor ao até agora líder, U. Santarém, uma igualdade a duas bolas. Os tomarenses tiveram uma entrada em campo bem afirmativa, surpreendendo os escalabitanos, tendo criado algumas ocasiões de perigo logo nos vinte minutos iniciais, porém não materializadas em golo.

Gradualmente, a turma de Santarém viria a equilibrar a toada de jogo, acabando mesmo por obter o tento inaugural da partida, na conversão de uma grande penalidade. Não acusando o toque, os “rubro-negros” teriam excelente reacção, operando, em escassos minutos, a reviravolta no marcador, aproveitando também um castigo máximo a seu favor.

Não deixando nunca de porfiar, a formação da capital do Distrito viria ainda a restabelecer o empate, mas, até final, jogando já “mais com o coração que com a cabeça”, denotando alguma falta de discernimento, não conseguiria alterar o desfecho a seu favor, o que lhe custou, já na penúltima ronda, uma inopinada perda do comando, deixando, pois, de depender de si própria.

Tendo atravessado uma fase algo “titubeante”, com três empates cedidos entre a 19.ª e a 23.ª jornadas, o Coruchense voltou a dizer “presente” nesta altura crucial do campeonato, fazendo o seu trabalho, goleando por categórica marca de 5-0 uma equipa do Amiense agora já em natural descompressão. Não tendo deixado de acreditar, o grupo do Sorraia vê-se novamente em posição privilegiada para poder chegar ao que seria o seu terceiro título consecutivo nas três últimas participações na competição. Tudo dependerá do que conseguir fazer no último desafio.

Destaque ainda para o triunfo, por números algo inesperados (4-1), do Cartaxo frente ao U. Almeirim – que, não obstante, beneficiando do desaire do conjunto de Amiais de Baixo, garantiu já a sua posição no pódio final e consequente apuramento para a Taça de Portugal –, com Wemerson Silva, autor de dois dos tentos, tendo passado a somar 18 golos no campeonato, prestes a confirmar a condição de melhor marcador da prova, pelo segundo ano sucessivo.

Surpresa – O Alcanenense lutou (quase) até ao fim para evitar o destino que, desde há muito, se vinha antecipando, tendo ainda conseguido um resultado que não deixa de constituir surpresa, atenta a lógica do potencial dos dois clubes, ao empatar (1-1) na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense. Um desfecho, contudo, insuficiente para escapar à despromoção à II Divisão Distrital, agora já matematicamente consumada.

Confirmações – Num jogo-chave para o destino dos dois clubes do município de Salvaterra de Magos, Marinhais e Glória do Ribatejo empataram também a um golo no “derby”, um desfecho mais do agrado do grupo da Glória (que, todavia, deixou escapar a vantagem que chegou a ter, o que lhe teria garantido já a manutenção), que depende de si próprio para alcançar tal objectivo.

Nos restantes dois encontros, resultados dentro do expectável, com o Fazendense a redimir-se de um ciclo bastante negativo, recebendo e batendo o Samora Correia por 2-0, enquanto os também já tranquilos Torres Novas e Ferreira do Zêzere repartiram os pontos, empatando 1-1.

II Divisão Distrital – À quarta jornada desta fase final, pela primeira vez, regista-se predomínio das equipas da casa, desta feita tendo vencido todas elas: o Abrantes e Benfica, por tangencial 1-0, frente ao Moçarriense, mantendo o pleno de triunfos, e, agora, já uma vantagem de nove pontos face ao 5.º classificado, pelo que terá a promoção praticamente assegurada; o Pego, com um afirmativo 3-0 na receção ao Forense, também a seguir um bom trilho para tal objectivo; o Riachense, goleando o Rio Maior por 4-0 em partida de grande importância para marcar posições, um desfecho que lhe augura boas hipóteses, na perspectiva de virem a subir 4 clubes.

Campeonato de Portugal – Tal situação cruza-se directamente com o comportamento do Fátima no Nacional, tendo averbado uma crucial vitória (3-1) na recepção ao Loures, o que, conjugado com a derrota caseira (0-1) do Sertanense perante o B. C. Branco, lhe proporciona ampliar novamente a margem de segurança em relação à “linha de água” para cinco pontos, quando restam disputar duas jornadas. Assim, caso a turma da Sertã não vença os seus dois jogos, os fatimenses manter-se-ão no Campeonato de Portugal; por seu lado – e independentemente dos resultados do seu concorrente – bastará ao Fátima ganhar um dos jogos.

Quanto ao Mação, sofreu mais uma derrota (1-3), no reduto do também já despromovido Santa Iria, tendo agora já confirmada a sua posição final de “lanterna vermelha” da sua série.

Antevisão – Chegando-se a última ronda da I Divisão, subsiste a incerteza quanto ao Campeão e em relação à equipa que acompanhará o Alcanenense na descida ao escalão secundário.

O Coruchense, dependendo apenas de si próprio, enfrenta contudo uma deslocação de elevado grau de dificuldade, a Almeirim, para defrontar o 3.º classificado… E apenas a vitória lhe garantirá, automaticamente, a reconquista do título. De facto, recebendo o U. Santarém o Torres Novas, caso vença, seria a turma escalabitana a sagrar-se Campeã se a formação do Sorraia não conseguir ganhar o seu desafio. Os escalabitanos poderão até “fazer a festa”, mesmo com um empate, num cenário em que o Coruchense viesse a perder. Numa combinação de resultados que se afigura de prognóstico reservado (especialmente no confronto de Almeirim), veremos como lidarão os homens de Coruche com a pressão da necessidade de ganhar…

À equipa da Glória do Ribatejo, que recebe o U. Tomar, um eventual empate garantirá a manutenção, podendo, inclusivamente, perder, desde que o Marinhais não ganhe em Alcanena; um possível triunfo do Marinhais e a derrota da Glória relegaria esta equipa para a II Divisão.

Na II Divisão, o Rio Maior, recebendo o Pego, e o Moçarriense, visitado pelo Riachense, disputam partidas de grande importância para as respectivas aspirações à subida de escalão.

No Campeonato de Portugal, o Fátima terá uma difícil saída até Oliveira do Hospital (5.º classificado), na expectativa de que o Sertanense não vença em Loures (ainda a necessitar de pontuar para garantir a sua posição); o Mação despede-se do Nacional, em termos de jogos em casa, com o Caldas, que, inesperadamente, se vê também envolvido na luta pela permanência.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Maio de 2019)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira (85m – Miguel Abreu), Bruno Monteiro, Filipe Cotovio, Diogo Gaspar, Douglas Pissona, Nuno Rodrigues (c.), Telmo Ferreira (72m – Rafael Faustino), Rui Pedro Lopes (72m – Ricardo Natividade), Pedro Pires e João Pedro Nascimento

(suplentes – João Brito, Pedro Antunes, Alex Campelo e Luiz Pinto)

U. SANTARÉM – Alberto Coli, Tomás Cardoso, Ronyel Ramos, N’Dami Djaura, Serginho, David Freire, Pedro Ganhão (c.), Tiago Luís (59m – Rúben Noque), Léo Mofreita (79m – Telmo Patrício), José Pratas (59m – Fabinho) e Pedro Augusto

0-1 – Pedro Augusto (pen.) – 22m
1-1 – João Pedro Nascimento (pen.) – 32m
2-1 – Rui Pedro Lopes – 34m
2-2 – Pedro Augusto – 40m

Cartões amarelos – Bruno Monteiro (9m), Filipe Cotovio (11m) e Rui Pedro Lopes (72m); David Freire (81m)

Árbitro – João Veríssimo

Coruchense – Amiense – 5-0
Cartaxo – U. Almeirim – 4-1
Torres Novas – Ferreira do Zêzere – 1-1
U. Tomar – U. Santarém – 2-2
Marinhais – Glória do Ribatejo – 1-1
At. Ouriense – Alcanenense – 1-1
Fazendense – Samora Correia – 2-0

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         25    16     7     2    57 - 27    55
 2º U. Santarém        25    15     9     1    59 - 22    54
 3º U. Almeirim        25    14     5     6    49 - 25    47
 4º Cartaxo            25    11    10     4    44 - 23    43
 5º Amiense            25    11    10     4    38 - 34    43
 6º At. Ouriense       25     9     8     8    33 - 34    35
 7º U. Tomar           25     8     9     8    34 - 31    33
 8º Fazendense         25     8     9     8    31 - 32    33
 9º Samora Correia     25     8     6    11    32 - 37    30
10º Torres Novas       25     4    11    10    16 - 27    23
11º Ferreira Zêzere    25     5     8    12    30 - 49    23
12º Glória Ribatejo    25     4     6    15    23 - 56    18
13º Marinhais          25     2    10    13    25 - 53    16
14º Alcanenense        25     2     8    15    23 - 44    14

Melhores marcadores:

1º Wemerson Silva (Cartaxo) – 18
2º Léo (U. Santarém) – 14
3º Moleiro (Amiense), Joel (Coruchense), Filipe Pereira (U. Almeirim) e Pedro Augusto (U. Santarém) – 11

Hertz

Após a pausa da quadra pascal, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, com a disputa da sua penúltima jornada, na qual os dois candidatos ao título serão fortemente colocados à prova.

O líder, U. Santarém, visita Tomar, com os nabantinos a pretender concluir da melhor forma o excelente ciclo de resultados averbados ante os (então) cinco clubes que aspiravam ainda ao lugar cimeiro da pauta classificativa.

Em anos recentes, estes dois clubes históricos cruzaram-se, no principal escalão, uma única vez, já na temporada de 2014-15, então com uma goleada de 4-0 para os tomarenses. Na época passada, na 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, o resultado saldou-se por uma igualdade (1-1), que proporcionou o apuramento do U. Tomar para a final da prova, cujo troféu viria a conquistar.

Esta tarde, os escalabitanos, sem margem de erro, dada a escassa vantagem de que dispõem (um único ponto), serão favoritos, mas os donos da casa não deixarão de procurar mais um resultado positivo.

Por seu lado, o agora perseguidor, Coruchense, recebe a visita do desinibido e sempre ambicioso grupo do Amiense.

Nos últimos anos, estas duas equipas defrontaram-se, na I Divisão, em Coruche, por quatro vezes, com três vitórias da turma do Sorraia e um triunfo do conjunto de Amiais de Baixo, já em 2012-13.

Se o U. Santarém não pode arriscar qualquer deslize, para o Coruchense, mesmo um eventual empate no jogo de hoje seria um desfecho que poderia significar, desde já, a entrega virtual do título ao seu concorrente. Os homens da casa apenas podem continuar a agarrar-se à esperança que a matemática ainda lhes proporciona, mas tal implica, necessariamente, vencer os seus jogos. Veremos se o Amiense, que não desistiu ainda da possibilidade de atingir um lugar no pódio, o que, porém, só poderia alcançar se conseguisse vencer os dois desafios que lhe restam, estará “pelos ajustes”.

Outro encontro de interesse será o que opõe o Cartaxo e U. Almeirim, dois dos clubes que mais apostaram nesta época, agora já afastados do objectivo primordial, mas ainda a pretender alcançar a melhor posição possível, em especial no caso dos almeirinenses, visando manter-se no pódio, o que, assinale-se, significará o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal.

Estes dois clubes encontraram-se no Cartaxo nas três últimas temporadas, com dois triunfos dos cartaxeiros e uma vitória da formação de Almeirim, precisamente na época passada, e por 3-0.

Esta tarde, um empate até poderá servir os objectivos do U. Almeirim, equipa que, em função da sua condição de visitado, se apresenta inclusivamente como favorito a somar os três pontos, frente a um opositor que não sabe o que é ganhar há já cinco jornadas.

Fazendense e Samora Correia, posicionados tranquilamente a meio da tabela, curiosamente empatados em pontos no 8.º lugar, já sem objectivos especiais a alcançar neste campeonato, encontram-se nas Fazendas de Almeirim, num confronto disputado por três vezes nos últimos oito anos, sempre com vitória dos donos da casa.

Em função do desempenho recente de ambas as turmas, com o Fazendense, que vem de três desaires sucessivos, a pretender certamente quebrar tal ciclo negativo, o empate afigura-se um cenário de forte probabilidade.

As duas equipas que garantiram, na jornada anterior, a manutenção, Torres Novas e Ferreira do Zêzere, cruzam-se esta tarde, agora já completamente tranquilas, com os torrejanos a pretender rectificar o inesperado desfecho da partida da época passada, na qual sofreram, no seu próprio reduto, uma goleada por 4-0. Esta tarde, os torrejanos surgem como favoritos, mas a repartição de pontos é também uma possibilidade.

Na disputa pela manutenção, teremos como que uma final, num escaldante “derby” entre Marinhais e Glória do Ribatejo, com a curiosidade suplementar de os visitados terem de enfrentar, nas duas últimas rondas, os seus dois opositores em tal contenda (encerram o campeonato em Alcanena).

Não há registo de desafios entre os dois clubes do município de Salvaterra de Magos no principal escalão (à excepção do jogo da primeira volta, com triunfo da equipa da Glória por 2-1). As últimas vezes que se defrontaram em Marinhais, então a contar para a II Divisão, foram na época passada, também com duas vitórias da Glória (por 1-0 na fase de apuramento de Campeão; depois de 2-0 na fase regular do campeonato).

Este é um verdadeiro jogo de tripla, de prognóstico imprevisível, sendo que apenas um eventual novo triunfo dos visitantes implicaria desde já, em termos matemáticos, a salvação do grupo da Glória, condenando, em paralelo, Marinhais e Alcanenense à descida ao escalão secundário.

Quanto ao Alcanenense, em posição ainda mais delicada, só outra (pouco provável) vitória em Ourém, frente ao At. Ouriense, lhe permitiria evitar, desde já, o consumar da despromoção.

Assim, resta à turma de Alcanena sonhar com a repetição dos resultados averbados em Ourém nas três últimas vezes que aí jogou, nas já distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12, tendo então ganho esses três encontros, depois de um único triunfo do At. Ouriense, na primeira daquelas épocas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 28.04.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - 24jornada

(“O Templário”, 18.04.2019)

A antepenúltima ronda do Distrital da I Divisão foi a mais profícua de toda a competição na presente época, com um total de 31 golos (média de 4,4 golos/jogo!), fruto de quatro goleadas (em sete jogos disputados). A nível do duo da frente, nada de novo; na cauda da tabela, Torres Novas e Ferreira do Zêzere garantiram, matematicamente, a permanência no principal escalão, enquanto o Alcanenense deu boa “prova de vida”, agarrando-se ainda à esperança.

Destaques – O principal destaque da jornada vai, desta feita, para o At. Ouriense, que impôs uma retumbante goleada por 6-1 no reduto da Glória do Ribatejo (formação que tinha sido já “brindada”, no início da temporada, com um 6-0, pelo rival Marinhais, em desafio da Taça do Ribatejo, e, para o campeonato, com um 4-0, pelo Ferreira do Zêzere). O marcador é tão mais notável se atendermos ao facto que a turma da Glória vinha de um excelente triunfo em Fazendas de Almeirim, podendo ter consolidado a sua posição acima da “linha de água”. Ao invés, com a vitória averbada, o conjunto de Ourém ascendeu à 6.ª posição da tabela.

Precisamente pelos mesmos números (6-1), o líder, U. Santarém, superou, com mais facilidades do que seria expectável, o Marinhais, afinal, replicando as goleadas que obtivera na época transacta, então na divisão secundária (4-0 e 6-0). Dois jogos apenas (em Tomar, com o União, e em casa, ante o Torres Novas) separam agora os escalabitanos do que poderá ser a conquista do título de Campeão Distrital pelo segundo ano sucessivo, depois de, em 2018, se terem sagrado Campeões da II Divisão Distrital.

Também o U. Almeirim, ainda com a perspectiva de poder chegar ao 2.º lugar (recebe o Coruchense na derradeira ronda), mas, no mínimo, de garantir o 3.º posto (que – em função dos finalistas da Taça do Ribatejo – lhes dará acesso à Taça de Portugal), não se mostrou afectado pelo desaire sofrido em Tomar, goleando o Torres Novas (que mantém uma das defesas menos batidas da prova) por categórico 4-0.

Surpresa – A atravessar uma fase má (tendo sofrido terceira derrota sucessiva, o que lhe custou, para já, a baixa até ao 9.º lugar), o Fazendense faz parte, pela segunda semana seguida, do realce pela negativa. Depois do desaire caseiro, sofrido pelo grupo das Fazendas ante a Glória do Ribatejo, a (enorme) surpresa desta jornada foi protagonizada pelo Alcanenense, que, enfim, colocou termo a uma longuíssima “travessia do deserto”, sem vencer desde a ronda inaugural, há sete meses (22 jogos para o campeonato e três para a Taça do Ribatejo), goleando o Fazendense pelo absolutamente imprevisto marcador de 4-1, adiando a eventual despromoção.

Confirmações – O Coruchense, depois de, em duas semanas, ter visto escapar-se a liderança (com empates com o U. Tomar e Torres Novas) reagiu positivamente, vencendo o já conformado Cartaxo por 2-0. Ao grupo do Sorraia nada mais resta que tentar transpor os (muito) difíceis obstáculos que se lhe apresentam ainda (recepção ao Amiense e deslocação a Almeirim), na expectativa de um deslize do U. Santarém.

Em Samora Correia, os visitados repartiram os pontos com o Amiense, empatando a duas bolas, com o grupo de Amiais de Baixo a reforçar o 4.º lugar, mirando ainda a hipótese de poder chegar um degrau mais acima. Por seu lado, em Ferreira do Zêzere, num encontro de “final de estação”, o U. Tomar conseguiu, no derradeiro minuto, e a jogar em inferioridade numérica, arrancar o golo da igualdade (1-1), desfecho que, não obstante, foi o suficiente para os donos da casa garantirem o objectivo da manutenção.

II Divisão Distrital – Reforçou-se, na terceira ronda, a curiosa tendência, que se vem verificando nos jogos desta fase final, de resultados positivos para as equipas visitantes: em nove partidas, somente um triunfo dos visitados! Abrantes e Benfica, que segue com o pleno de três vitórias, impôs-se por 2-0 nos Riachos, o mesmo resultado registado pelo Rio Maior no reduto do Forense; na Moçarria, o empate (2-2) favorece mais o Pego, pese embora o Moçarriense seja, por agora, o vice-líder. Com a perspectiva de poderem subir de Divisão quatro clubes (caso o Fátima consiga manter-se no Nacional), os abrantinos dispõem já de um avanço de seis pontos (aliás, quer em relação ao 5.º, como face ao 4.º classificado).

Campeonato de Portugal – O Fátima, mesmo a jogar em inferioridade numérica desde o quarto de hora inicial, não desperdiçou a soberana ocasião de voltar aos triunfos, ao receber o “lanterna vermelha”, Mação, ganhando mercê de um solitário tento apontado, o bastante para ampliar para cinco pontos a margem de segurança em relação ao Sertanense (primeira equipa abaixo da “linha de água”), derrotado em casa pelo Nogueirense, quando restam agora disputar quatro jornadas.

Com calendários teoricamente de grau de dificuldade equivalente (inclusivamente, com três adversários comuns até final, embora alternando a condição de visitado/visitante), os fatimenses conseguiram, assim, um determinante “balão de oxigénio”, mas nada está ainda decidido…

Antevisão – A penúltima jornada da I Divisão decorrerá apenas após a quadra pascal, com os dois candidatos ao título a serem fortemente colocados à prova: o U. Santarém, visitando Tomar, com o União a pretender concluir da melhor forma o excelente ciclo de resultados averbados ante os (então) cinco clubes que aspiravam ainda ao lugar cimeiro da pauta classificativa; o Coruchense, recebendo a visita de um desinibido e sempre ambicioso Amiense.

Outro encontro de interesse será o que opõe o Cartaxo e U. Almeirim, dois dos clubes que mais apostaram nesta época, agora já afastados do objectivo máximo, mas ainda a pretender alcançar a melhor posição possível, em especial no caso dos almeirinenses, visando manter-se no pódio.

Na disputa pela manutenção, teremos como que uma final, num escaldante “derby” entre Marinhais e Glória do Ribatejo, com a curiosidade suplementar de os visitados terem de enfrentar, nas duas últimas jornadas, os seus dois opositores em tal contenda (encerram o campeonato em Alcanena). Quanto ao Alcanenense, só outra (pouco provável) vitória em Ourém lhes permitirá evitar, desde já, o consumar da despromoção.

Na II Divisão, o Riachense-Rio Maior poderá vir a revelar-se crucial nas contas finais da subida.

No Campeonato de Portugal, com a ronda 31 agendada para Sábado de Aleluia, o Fátima tem uma difícil saída até Castelo Branco, onde encontrará um conjunto “ferido” pela pesada derrota sofrida (0-3) com o vizinho e já despromovido Alcains; por seu lado, o Mação recebe a também próxima equipa da Sertã, sendo parte directamente interessada em poder contribuir para que não venha a descer, ao campeonato em que militará na próxima época, outro clube do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Abril de 2019)

FERREIRA DO ZÊZERE – Telmo Rodrigues, Nuno Lopes, Fábio Dias, Espadinha (45m – Pedro Mendes), Ricardo Simões, André Oliveira, Cláudio Rato (c.), Rafael Henriques (71m – Dani Proença), João Mendes (71m – Miguel Dias), Diogo Cartaxo e Caio Silva (90m – César Duarte)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira, Bruno Monteiro, Filipe Cotovio (79m – Diogo Gaspar), Douglas Pissona (62m – Ricardo Natividade), Nuno Rodrigues (c.), Flávio Graça, Telmo Ferreira (62m – André Lopes), Pedro Pires (45m – Rui Pedro Lopes), João Pedro Nascimento e Handerson Lacerda

(suplentes – João Brito, Rafael Faustino e Daniel Bento)

1-0 – Ricardo Simões – 36m
1-1 – Nuno Rodrigues – 90m

Cartões amarelos – Caio Silva (60m), Marco Ferreira (85m) e Telmo Rodrigues (90m); Filipe Cotovio (5m), Flávio Graça (52m), Rui Pedro Lopes (61m) e Handerson Lacerda (90m)

Cartão vermelho – Flávio Graça (56m)

Árbitro – Rui Inácio

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