Futebol


Supertaça Dr Alves Vieira - Décadas - 2019

 Edição      Época        Vencedor         Finalista

XXVII       2018-19     Coruchense       U. Santarém      2-1
XXVI        2017-18     Mação            U. Tomar         4-0
XXV         2016-17     Mação            Coruchense       3-1
XXIV        2017-16     Fátima           Fazendense       2-0
XXIII       2014-15     Coruchense       Amiense          2-0
XXII        2013-14     At. Ouriense     Fazendense       1-1  (4-2 g.p.)
XXI         2012-13     Riachense        Amiense          3-1
XX          2011-12     Fazendense       Alcanenense      0-0  (3-0 g.p.)
XIX         2010-11     Torres Novas     Cartaxo          2-0
XVIII       2009-10     Riachense        Alcanenense      2-1
XVII        2008-09     Alcanenense      Riachense        0-0  (5-3 g.p.)
XVI         2007-08     Torres Novas     Mação            2-0
XV          2006-07     Fazendense       Ouriquense       2-2  (4-2 a.p.)
XIV         2005-06     Cartaxo          Fazendense       3-1
XIII        2006-05     Amiense          Ouriquense       0-0  (1-0 a.p.)
XII         2003-04     Monsanto         U. Figueirense   5-0  
XI          2002-03     Abrantes FC      Ág. Alpiarça
X           2001-02     Rio Maior        Alcanenense      7-1
IX          2000-01     Riachense        Cartaxo
VIII        1999-00     Rio Maior        U. Almeirim 
VII         1998-99     Ferroviários     Azinhaga
VI          1997-98     Ferroviários     U. Tomar
V           1996-97     S. Correia       Coruchense
IV          1995-96     Coruchense       Fazendense
III         1994-95     Alcanenense      Tramagal
II          1993-94     S. Correia
I           1992-93     Alferrarede      U. Almeirim
Riachense..... 3    Rio Maior..... 2    Mação........ 2    Amiense....... 1
Coruchense.... 3    Alcanenense... 2    Alferrarede.. 1    Cartaxo....... 1
S. Correia.... 2    Torres Novas.. 2    Abrantes FC.. 1    At. Ouriense.. 1
Ferroviários.. 2    Fazendense.... 2    Monsanto..... 1    Fátima........ 1
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O pulsar do campeonato - 2018-19 - TRibatejo-Final

(“O Templário”, 16.05.2019)

Depois do Amiense (em 1976-77), Samora Correia (1982-83 e 1993-94), Águias de Alpiarça (1984-85), Benavente (1990-91), Rio Maior (2001-02), Abrantes FC (2002-03), Monsanto (2003-04), Riachense (2008-09 e 2009-10) e Coruchense (2014-15), também o U. Santarém conseguiu agora obter a chamada “dobradinha”, juntando, numa mesma época, o título de Campeão Distrital e a conquista da Taça do Ribatejo.

Destaque – Tal como se poderia perspectivar, no desafio da “festa da Taça”, disputado no passado Domingo no Entroncamento, os escalabitanos acabaram por impor o seu actual maior ânimo, vencendo o Coruchense por 2-0, exponenciando, em paralelo, as fragilidades decorrentes do “trauma” sofrido pela formação do Sorraia, ao ver escapar-se sobre a “linha de meta” o título de uma competição em que liderara durante meses a fio (ao longo de 20 das 26 jornadas).

Procurando atacar de frente essa teórica debilidade, o técnico da turma de Coruche, Gonçalo Silva adoptou uma estratégia de assumpção da iniciativa, logo desde os minutos iniciais do jogo, procurando surpreender o adversário, que, contudo, fazendo valer a sua experiência, encarou essa fase com a devida serenidade, sem vacilar.

Com pouco mais de vinte minutos decorridos do primeiro tempo, num lance imprevidente, um defesa do Coruchense teve de recorrer à falta para travar a perigosa progressão de um contrário, o que lhe custaria um cartão vermelho, que se viria a traduzir em mais de 70 minutos em inferioridade numérica. Um rude golpe nas aspirações da sua equipa, que acusou sobremaneira mais esta adversidade, agravada com a obtenção do tento inaugural por parte dos escalabitanos.

Para a segunda metade, tendo operado alterações tácticas no xadrez do seu grupo, reforçando o sector defensivo e intermediário, a verdade é que o conjunto do Sorraia, não virando a cara à luta, voltou a tentar tudo o que, em tais circunstâncias, seria possível para chegar ao golo.

Mas, do outro lado, Mário Ruas preparara a sua equipa para, de forma concentrada, mesmo que aparentemente algo na expectativa, aproveitar qualquer oportunidade que viesse a surgir para desferir o golpe decisivo nesta final. O que – outra vez, em momento nevrálgico do desafio –, aconteceria também a meio dessa segunda parte, percebendo-se, desde logo, que seria missão quase impossível a hipótese de reversão do resultado por parte do Coruchense.

No termos dos noventa minutos, o triunfo assenta bem a um personalizado colectivo de Santarém, a patentear, de novo, a sua superioridade no panorama do futebol distrital na presente temporada.

No palmarés da prova, após 42 edições disputadas, o Fazendense continua a ser o único emblema já com quatro troféus conquistados, mantendo-se o Coruchense no quarteto de perseguidores, cada um com três Taças ganhas (a par de Tramagal, Riachense e Amiense), enquanto o U. Santarém – que repetiu a proeza averbada há precisamente quarenta anos – passou a integrar um “pelotão” de sete clubes, cada um com dois títulos na “prova rainha”.

Resta, aos homens de Coruche, ainda uma terceira possibilidade de alcançar um título esta época, já no próximo Domingo, enfrentando, outra vez, “olhos nos olhos”, o mesmo oponente…

Campeonato de Portugal – De forma absolutamente imprevista ao longo de vários meses, ficou reservado para a 34.ª e derradeira jornada desta maratona que é o Campeonato Nacional promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, um “golpe de teatro”, em prol do Sertanense, deveras penalizador para o Nogueirense, que, felizmente, não afectou as pretensões do Fátima.

Indo por partes: os fatimenses, que dependiam apenas de si próprios, cumpriram a sua missão, ganhando por 3-1 ao antepenúltimo classificado Alcains, acabando por subir duas posições nesta última ronda, fixando-se no 11.º posto final, garantindo assim a manutenção no Nacional.

Por seu lado, o Sertanense – que, durante semanas, se perfilou como a grande ameaça do Fátima –, recebendo o penúltimo, Peniche, goleou por 4-0, vindo a beneficiar das derrotas do Loures (0-1 em Alverca) e do Nogueirense (1-2 em Vila Franca de Xira) para igualar pontualmente estes adversários, conseguindo transpor, pela primeira vez ao fim de 14 jornadas, a “linha de água”, abaixo da qual caiu inapelavelmente a equipa de Nogueira do Cravo (esbanjando uma vantagem de treze pontos de que chegou a dispor já na segunda volta – e de nove pontos, a quatro jornadas do fim!), com a turma da Sertã a conseguir assim, “in extremis”, a salvação.

Quanto ao Mação, acabou por ter uma desalentada despedida desta sua época de estreia nos Nacionais, goleado pelo Sintrense por 5-0, quedando-se como “lanterna vermelha”, a oito pontos dos adversários mais próximos, afinal a longínquos 26 pontos do Sertanense. Uma experiência ingrata que não deixará de traduzir uma aprendizagem para este clube do Distrito.

No topo da pauta classificativa, U. Leiria (vencedor desta Série C) e Vilafranquense garantiram o apuramento para o “play-off” de apuramento de Campeão Nacional e de promoção à II Liga, que disputarão com os dois primeiros classificados das restantes três séries: Vizela, Fafe, Sp. Espinho, Lusitânia de Lourosa, Praiense e Real (ou Casa Pia).

Antevisão – Mudando o cenário, do Entroncamento para Torres Novas, Campeão e vice-campeão, vencedor da Taça e finalista vencido, respectivamente U. Santarém e Coruchense, voltam a encontrar-se, este fim-de-semana, para encerramento da temporada, em mais um duelo, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, esperando-se que ambas as equipas possam surgir agora mais libertas da pressão competitiva, proporcionando um bom espectáculo de futebol, sem que, “a priori”, se possa apontar um claro favorito.

A II Divisão Distrital entra na segunda volta da fase final de apuramento de Campeão – a qual se prolongará ainda por mais um mês, com cinco jornadas até ao dia 16 de Junho –, estando agora já confirmado que serão quatro os clubes premiados com a promoção ao escalão principal.

Esta 6.ª ronda está recheada de desafios de interesse, com o líder incontestado, Abrantes e Benfica, já próximo de garantir matematicamente o título, a deslocar-se a Rio Maior, enquanto, nos outros dois jogos, o Forense, recebendo o Moçarriense, e o Riachense, visitando o Pego, terão testes cruciais às respectivas aspirações à subida, numa contenda bastante nivelada.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2019)

Taça Ribatejo - Décadas - 2019

Fazendense...... 4     Alferrarede.. 2     Lag. Sardoal 1     Azinhaga...... 1
Tramagal........ 3     S. Correia... 2     Pego........ 1     Abrantes FC... 1
Riachense....... 3     Cartaxo...... 2     Vasco Gama.. 1     Monsanto...... 1
Amiense......... 3     Rio Maior.... 2     F. Zêzere... 1     Ouriquense.... 1
Coruchense...... 3     Mação........ 2     Benavente... 1     Torres Novas.. 1
Ág. Alpiarça.... 2     U. Santarém.. 2     Ferroviários 1     União Tomar... 1   
 Edição      Época        Vencedor         Finalista

XLII        2018-19     U. Santarém      Coruchense       2-0
XLI         2017-18     U. Tomar         Mação            2-1
XL          2016-17     Mação            Coruchense       2-2  (4-3 g.p.)
XXXIX       2015-16     Fazendense       Riachense        0-0  (4-3 g.p.)
XXXVIII     2014-15     Coruchense       Amiense          3-2
XXXVII      2013-14     Fazendense       At. Ouriense     1-0
XXXVI       2012-13     Amiense          At. Ouriense     0-0  (3-2 g.p.)
XXXV        2011-12     Fazendense       Emp. Comércio    4-1
XXXIV       2010-11     Torres Novas     Cartaxo          1-1  (4-3 g.p.)
XXXIII      2009-10     Riachense        Alcanenense      0-0  (4-3 g.p.)
XXXII       2008-09     Riachense        Alcanenense      1-0
XXXI        2007-08     Mação            Riachense        2-1
XXX         2006-07     Ouriquense       U. Santarém      1-0
XXIX        2005-06     Fazendense       U. Santarém      2-1
XXVIII      2004-05     Amiense          Coruchense       0-0  (4-3 g.p.)
XXVII       2003-04     Monsanto         U. Figueirense   4-0
XXVI        2002-03     Abrantes FC      Ág. Alpiarça     2-1
XXV         2001-02     Rio Maior        Alcanenense      v-d
XXIV        2000-01     Cartaxo          Monsanto         v-d
XXIII       1999-00     Rio Maior        Benavente        v-d

Hertz

Depois de uma contenda “taco a taco” ao longo de oito meses pelo título de Campeão Distrital, que acabou por sorrir aos escalabitanos, União de Santarém e Coruchense enfrentam-se hoje no primeiro de dois “rounds” sucessivos, em disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo, em partida a disputar no Entroncamento; logo de seguida, já na próxima semana, a Supertaça Dr. Alves Vieira, que terá por palco o Estádio com o mesmo nome, em Torres Novas.

Nas 41 edições anteriores da “prova rainha” do futebol distrital, o emblema do Sorraia conquistou já por três vezes o respectivo troféu, em 1996 e 1997 e, mais recentemente, em 2015, sendo superado, a nível de palmarés, apenas pelo Fazendense (com quatro Taças conquistadas). Por seu lado, os homens da capital do Distrito contam com uma única vitória na competição, há precisamente 40 anos.

Estes dois clubes históricos marcaram igualmente presença em finais da Taça noutras edições relativamente recentes da prova: nos últimos 15 anos cada um deles perdeu por duas ocasiões o desafio decisivo da “festa da Taça” (o Coruchense, em 2005, frente ao Amiense, e em 2017, ante o Mação; o U. Santarém em 2006 e 2007, desfeiteado pelo Fazendense e pelo Ouriquense).

Na edição da presente temporada, o Coruchense começou por deixar para trás, na fase de grupos, o Cartaxo e o Salvaterrense, numa série em que participou também o surpreendente Espinheirense, tendo a formação do Sorraia vencido os três encontros disputados, incluindo no Cartaxo.

Por coincidência, voltaria a cruzar-se com o conjunto do Espinheiro nos 1/8 de final, vencendo novamente, agora por 3-0 (depois de 4-0 na fase inicial). Nos 1/4 de final, com uma exibição algo frouxa, tendo empatado a um golo, no seu reduto, com o actual detentor do troféu, União de Tomar, valeu-lhe a maior experiência no desempate da marca de grande penalidade.

Por fim, nas meias-finais, o Coruchense começou por ir vencer a Abrantes, a equipa sensação desta época no escalão secundário, por 1-0, repetindo depois a igualdade a uma bola, na 2.ª mão.

Já o U. Santarém superiorizou-se igualmente na fase de grupos, tendo sido vencedor da sua série, à frente do União de Tomar (que bateu por 4-1), depois de uma “entrada em falso” com um surpreendente empate (1-1) no terreno da Ortiga, tendo ganho ainda por tangencial 1-0 no Tramagal.

Nos 1/8 de final, outro empate a uma bola, no Pego, foi desfeito também por via dos pontapés da marca de grande penalidade, para, nos 1/4 de final, num “derby” municipal, a formação de Santarém derrotar o Amiense por 2-0.

Nas meias-finais, depois de um triunfo por margem pouco cómoda (2-1), em casa, ante o Marinhais, o grupo escalabitano confirmaria a presença na final, ganhando pela mesma marca fora de casa.

Não existindo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, nas duas ocasiões em que se defrontaram para o campeonato, registaram-se igualmente dois empates, sempre a um golo.

No imediato, a equipa de Santarém, com o ânimo em alta, pela conquista do título de Campeão, alcançado com uma ultrapassagem em cima da “linha de meta”, aparenta dispor de teórico favoritismo para o desafio desta tarde. Veremos como reagirá o Coruchense à adversidade de ter deixado escapar, na derradeira ronda, o 1.º lugar no campeonato, e que resposta poderá dar ao desaire sofrido em Almeirim.

Em qualquer caso, antecipa-se um aliciante embate entre os dois principais protagonistas do futebol distrital nesta temporada.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.05.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - 26jornada

(“O Templário”, 09.05.2019)

No longo historial do futebol distrital era, até à data, caso único a acumulação, em dois anos sucessivos, dos títulos de Campeão Distrital da II Divisão e da I Divisão: o Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça fora vencedor de tais competições nas temporadas de 1983-84 (escalão secundário) e de 1984-85 (divisão principal).

No passado fim-de-semana o U. Santarém reeditou tal proeza; após ter conquistado o título da II Divisão na época passada, sagrou-se agora Campeão da I Divisão Distrital, uma estreia na sua cinquentenária história (apenas na sua 9.ª participação neste escalão, e depois de ter suspenso a competição de 2008 a 2013 e de ter militado entretanto quatro anos na divisão secundária).

De facto, a União Desportiva de Santarém, fundada em Agosto de 1969 – decorrendo da junção do Sport Grupo União Operária e do Sport Grupo Scalabitano “Os Leões”, clubes com grandes pergaminhos, ostentando no seu palmarés, respectivamente 8 e 5 títulos de Campeão Distrital, conquistados sobretudo nas décadas de 20 e 30 do século passado –, registara, ao longo de 32 anos (de 1969 a 2001) presença ininterrupta nos Nacionais (13 participações na II Divisão e 19 na III Divisão), a que retornará agora, no actualmente denominado Campeonato de Portugal.

Destaques – A derradeira e decisiva jornada, no que respeita à disputa do título e à luta pela manutenção, acabou por ser bem mais “tranquila” do que se poderia esperar, se atendermos a que praticamente tudo ficou “definido” logo nos minutos iniciais dos desafios.

Em Almeirim, o União local, já sem nada a ganhar ou a perder, dignificando a 3.ª posição obtida, cedo inaugurou o marcador, na recepção ao líder Coruchense, que, com o avançar dos ponteiros do relógio, ia denotando incapacidade de reagir, não tendo o marcador sofrido qualquer outra alteração até final. A tangencial derrota sofrida (0-1) custaria à turma do Sorraia nova ultrapassagem “in extremis”, outra vez suplantada pelo U. Santarém, tal como sucedera no final da primeira volta (igualmente em função de desaire caseiro ante os almeirinenses…), deixando assim escapar o que poderia ter sido o seu terceiro título nas três últimas participações.

Por seu lado, o U. Santarém, recebendo o Torres Novas, asseguraria a sua parte na tarefa (afinal, até o empate lhe teria bastado), tendo-se colocado igualmente em vantagem ainda na fase inicial da partida. O tento da tranquilidade demoraria ainda, mas, no final, o marcador de 3-0 a favor dos escalabitanos espelhava a superioridade que, de forma mais lata, se pode aplicar também à globalidade do campeonato – com os homens da capital do Distrito a registarem o ataque mais concretizador (62 golos) e a defesa menos batida (22 golos), tendo consentido uma única derrota (nas Fazendas de Almeirim, logo à 9.ª ronda), nunca tendo abdicado da perseguição ao grupo que liderou durante praticamente toda a temporada, apresentando em geral exibições mais convincentes que o rival, sendo de justiça reconhecer-lhes o mérito na conquista deste título.

Em Alcanena, o Marinhais entrou “a todo o gás”, alcançando vantagem substancial (de três golos) logo nos minutos iniciais, praticamente selando a sua vitória, que era imprescindível para que pudesse acalentar ainda a esperança na manutenção. O desfecho saldar-se-ia num 5-3 a favor dos visitantes, que, não obstante, acompanharão o Alcanenense na descida à II Divisão.

Isto porque, na Glória do Ribatejo, a turma da casa – com a vantagem de depender apenas de si própria e de lhe bastar o empate –, recebendo o U. Tomar, porfiando de início a fim, lutou, pelo menos, pela preservação do nulo, começando por suster o ímpeto ofensivo inicial dos tomarenses, gradualmente ganhando confiança, perante um adversário também compreensivelmente menos disponível física e animicamente à medida que o tempo ia avançando, tendo o 0-0 final servido na perfeição os objectivos dos donos da casa, ao contrário dos unionistas que, deste modo, ficaram “a um golo” da meta do 6.º lugar, numa época pautada por múltiplas condicionantes, com ponto alto na notável série invicta frente aos cinco primeiros na recta final da prova (depois de outros resultados bastante meritórios na primeira metade da temporada, em especial os empates averbados em Santarém, frente ao Campeão, e no Cartaxo).

Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, o Amiense fechou da melhor forma a muito boa campanha realizada, ganhando ao Fazendense por 3-2, confirmando um assinalável 4.º lugar na tabela final – não obstante em igualdade pontual com o 5.º classificado, Cartaxo (vencedor em Ferreira do Zêzere por 3-1), cujo desempenho geral não deixa de consubstanciar-se na maior decepção da prova, que, perante o significativo investimento realizado, iniciara com assumida ambição de candidatura ao título. A conquista, pelo segundo ano sucessivo, do troféu de melhor marcador do campeonato, por parte de Wemerson Silva (19 golos, depois dos 22 apontados na edição anterior, ao serviço do U. Tomar), será parco lenitivo ante tal desapontamento do conjunto cartaxeiro a nível colectivo.

Em Samora Correia, em encontro realizado no Sábado, a igualdade a um golo averbada pelo visitante At. Ouriense, proporcionou-lhe um porventura inesperado 6.º posto, primeiro de entre os “não candidatos”, pese embora a significativa distância de dez pontos face à 5.ª posição.

II Divisão Distrital – Após a disputa da primeira volta da fase final, o Abrantes e Benfica (tendo goleado por 6-2 na deslocação ao terreno do Forense) prossegue a sua carreira 100% vitoriosa, com a promoção já “segura” por uma vantagem de nove pontos em relação ao 4.º e 5.º classificados, e o título de Campeão igualmente “prometido”, dado o avanço de sete pontos em relação ao mais directo perseguidor, agora o Moçarriense (vencedor na recepção ao Riachense, por 2-1). Talvez algo inesperada (pela expressão do marcador) a goleada (5-1) imposta pelo Rio Maior ao Pego, agora com quatro clubes “embrulhados” num intervalo de apenas dois pontos.

Campeonato de Portugal – O Fátima terá de sofrer até ao fim para poder alcançar o objectivo “mínimo” da manutenção no Nacional: tendo perdido por 1-2 em Oliveira do Hospital, viu o Sertanense ir ganhar a Loures (3-2), pelo que a sua vantagem se reduziu, à entrada para a derradeira ronda, a dois pontos, que, todavia, não lhe permitem qualquer “margem de erro”.

Não obstante dependam de si próprios (bastar-lhes-á vencer na recepção ao já despromovido Alcains), qualquer outro resultado implicará a necessidade de recorrer à “calculadora”, numa situação também deveras ensarilhada, podendo dar-se mesmo o caso de se verificar, no final, uma igualdade entre nada menos de quatro clubes (em caso de empate do Fátima, vitória do Sertanense ante o Peniche e derrota do Loures e Nogueirense) – os fatimenses evitarão a descida em qualquer combinação de empate pontual… excepto num único cenário, a de igualdade exclusivamente com o Sertanense, em que teriam desvantagem na diferença global de golos.

Por seu lado, o Mação – que se despedirá do Nacional em Sintra, com o Sintrense –, sofreu mais um desaire caseiro (0-1), permitindo ao Caldas ficar desde já liberto de qualquer preocupação.

Antevisão – No Domingo os principais protagonistas do Distrital, U. Santarém e Coruchense, respectivamente Campeão e vice-campeão, enfrentam-se no primeiro de dois “rounds”, na disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo; de seguida, a Supertaça. No imediato, os escalabitanos, com o ânimo em alta, aparentam dispor de teórico favoritismo…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2019)

Lista dos melhores marcadores do União de Tomar nas últimas dez épocas:

              18/19 17/18 16/17 15/16 14/15 13/14 12/13 11/12 10/11 09/10 Tot.
Wemerson Silva    -   29     -     3     2    11     -     -     -     -    45
Pelé              -    -     4    12    27     -     -     -     -     -    43
Nuno Rodrigues    3    8     7     2     8     5     -     -     -     -    33
Nuno Veríssimo    -    -     -     -     -     -     1     8    11     7    27
China             -    -     -     -     -     7     -     8    10     -    25
David             -    -     -     -     -     3     5     1     -    12    21
André Ferreira    -    -     -     -     -     2     -     -    12     7    21
Diogo Moreira     -    -     7     4     7     -     -     -     -     -    18
Paulo Godinho     -    -     -     -     -     3     6     -     2     6    17
Joca              -    2     4     2     1     -     -     4     1     2    16
Luís Alves        -    9     -     4     3     -     -     -     -     -    16
Flávio Graça      1    -     -     -     2     6     -     -     -     7    16
Chrystian Pedroso -    9     5     -     -     -     1     -     -     -    15
Fábio Vieira      1    1     2     2     4     4     -     -     -     -    14
Tiago Vieira      -    -     7     6     -     -     -     -     -     -    13
Rui Pedro Lopes   4    -     3     -     -     -     3     -     -     -    10
Thiago Favero     -    -     -     -     -     -     3     2     3     -     8
Ricardo Pais      -    8     -     -     -     -     -     -     -     -     8
João P.Nascimento 5    3     -     -     -     -     -     -     -     -     8
Mauro Santos      -    -     -     -     -     -     -     5     2     -     7
Rui Ferreira      -    -     -     -     -     -     -     2     3     2     7
Willian Santos    -    -     -     -     -     7     -     -     -     -     7
Rui Silva         -    2     3     -     2     -     -     -     -     -     7
Rafael Santana    7    -     -     -     -     -     -     -     -     -     7
Handerson Lacerda 7    -     -     -     -     -     -     -     -     -     7

Podem consultar-se aqui as diversas “Curiosidades estatísticas” publicadas.

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