O Templário


(“O Templário”, 14.10.2021)

Pela “amostra” (as quatro jornadas iniciais entretanto decorridas) este poderá vir a ser o campeonato mais disputado dos últimos (largos) anos – por agora, com os oito primeiros classificados separados por apenas dois pontos –, uma competição muito aberta, na qual se pode desde já projectar que todos os concorrentes irão perder bastantes pontos.

Efectivamente, dos três primeiros classificados no final da semana anterior, só o Cartaxo conseguiu pontuar, não tendo, aliás, ido além do nulo em Amiais de Baixo. O que, em paralelo, significa que o União de Tomar perdeu a invencibilidade, tendo vista interrompida em Samora Correia a sua trajectória triunfal… mantendo, não obstante, a liderança isolada!

Destaques – Numa ronda repleta de desafios a suscitar forte interesse, dada a imprevisibilidade dos respectivos desfechos, tivemos várias “surpresas”, com duas equipas em especial evidência.

Desde logo, o Samora Correia, que recebeu e bateu o líder, por claro 3-1. Num embate cujo histórico apontava já para uma notória supremacia dos donos da casa, estes confirmaram tal tendência, somando o quinto triunfo em seis confrontos disputados face aos unionistas na última década. Por curiosidade, num total de 27 jogos entre os dois clubes para o campeonato (nos dois campos), regista-se agora um absoluto equilíbrio, com onze vitórias para cada lado e, inclusivamente, uma igualdade no “score” agregado de golos marcados e sofridos (40-40).

E o União até entrou praticamente a ganhar, outra vez com Tiago Vieira, muito oportuno, a materializar em golo – logo de início – uma fase que seria de maior ascendente dos tomarenses, durante largo período do primeiro tempo. Porém, embora em vantagem e assumindo maior iniciativa, a verdade é que o jogo esteve sempre bastante dividido, muito “nervoso”, devido à atitude inconformada e irrequieta dos samorenses.

Se a primeira parte abrira com o golo dos visitantes, a segunda metade começou com o tento do empate por parte dos homens da casa, a aproveitar um lance infeliz do guardião contrário. Os locais reforçaram o ânimo e a crença de que poderiam obter resultado favorável; ao invés, os unionistas atravessaram período de natural oscilação. Não demoraria muito tempo até que a contenda acabasse por ficar “resolvida”: primeiro, por via de uma grande penalidade, a sancionar entrada mais impetuosa; e, logo de seguida, o terceiro golo, numa rápida transição.

Até final (faltando jogar cerca de 25 minutos), o União procuraria ainda a possibilidade de vir a retirar algo de positivo do encontro, mas o melhor lance que conseguiu criar, já em período de compensação, na conversão de um livre, seria travado por uma soberba defesa do guarda-redes; pagando bem caro as falhas cometidas, regressava a casa com o primeiro desaire na prova.

A propósito do desfecho da partida, ainda outra curiosidade: em cerca de oito centenas de jogos até hoje disputados pelo U. Tomar na I Divisão Distrital esta foi apenas a 27.ª vez (pouco mais de 3% do total) que os nabantinos perderam por 1-3 (o que não sucedia desde Fevereiro de 2018), sendo que, nas quatro últimas ocasiões em que se verificou tal desfecho, desde Dezembro de 2016, duas delas ocorreram frente ao U. Almeirim e, outras duas, perante o Samora Correia.

Ainda assim, os tomarenses mantêm-se no comando, uma vez que o seu, até então, mais directo perseguidor, o Fazendense, jogando mais tarde (às 18 horas – portanto já conhecedor dos resultados), seria surpreendido por um desconcertante At. Ouriense (que vinha de uma derrota caseira, ante o… Samora Correia) – a outra equipa em maior evidência nesta ronda –, o qual se impôs, sem apelo nem agravo, por 4-2, em pleno reduto adversário, nas Fazendas de Almeirim.

Destaque ainda para nova afirmação de força por parte do Rio Maior, indo vencer a Alcanena por 2-1, assim como, por outro lado, deve realçar-se também o triunfo obtido pelo Benavente ante o U. Almeirim (3-2), com o conjunto almeirinense (recém-despromovido do Nacional) a cair até ao 13.º posto da tabela.

No “derby” do município de Salvaterra de Magos, o Salvaterrense levou a melhor, ganhando por 2-1. A par do Rio Maior, os salvaterrenses são já os únicos dois grupos ainda invictos, partilhando a 2.ª posição, um ponto apenas abaixo do União de Tomar. Ao invés, a turma da Glória do Ribatejo somou a quarta derrota em outros tantos desafios, mantendo a indesejada “lanterna vermelha”.

Confirmações – Nos outros três jogos confirmaram-se as expectativas: a repartição de pontos (0-0) no Amiense-Cartaxo; e as vitórias, por números porventura escassos (2-0 em ambos os casos), de Abrantes e Benfica e do Mação, respectivamente sobre o Ferreira do Zêzere e o Torres Novas, para já penúltimo e antepenúltimo da pauta classificativa, ambos a começarem já a denotar dificuldades na árdua disputa que terão pela frente, pela manutenção.

Taça do Ribatejo – Terminou já a fase de grupos, na qual participaram 23 clubes do escalão secundário, tendo-se qualificado 10 para a fase seguinte – com base em fórmula de apuramento algo complexa (os seis vencedores de série e os quatro melhores de entre os 2.º classificados, desconsiderando, para esse cômputo, os resultados dos jogos em que defrontaram o 4.º classificado, no caso das cinco séries compostas por quatro clubes): Porto Alto, Marinhais, Entroncamento AC, Espinheirense, Fátima, Forense, U. Atalaiense, Moçarriense e as “novidades”, do Paço dos Negros e Vasco da Gama.

Da terceira e última ronda desta fase preliminar, destacam-se várias goleadas, a suscitar alguma interrogação sobre a competitividade do campeonato da II Divisão Distrital, que se seguirá: 9-0 no Fátima-Ortiga; 8-0 no Entroncamento-Pego; um deveras surpreendente 0-6 no Riachense-Espinheirense; 6-1 no Águias Alpiarça-Caxarias; e 4-0 no Vasco da Gama-Benfica do Ribatejo.

Antevisão – A 5.ª jornada do Distrital da I Divisão tem como “prato forte” o U. Tomar-Fazendense, um “choque de titãs”, para além do Abrantes e Benfica-Amiense e do Salvaterrense-Mação. O Rio Maior visita Ferreira do Zêzere, perfilando-se como favorito a somar os três pontos.

No arranque da divisão secundária, parecem mais apelativos os seguintes embates: Marinhais-Águias de Alpiarça; Entroncamento AC-U. Tomar “B”; e Alferrarede-Moçarriense.

A Liga 3 e o Campeonato de Portugal mantêm-se em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de avos de final da Taça de Portugal – já sem representantes do Distrito –, com a curiosidade de um reencontro entre Belenenses e Sporting, pouco mais de três anos depois de os “azuis” do Restelo terem optado por começar a reconstituir direitos desportivos a partir do escalão mais baixo do futebol em Portugal (III Divisão Distrital de Lisboa – equivalente ao 7.º nível).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Outubro de 2021)

(“O Templário”, 07.10.2021)

Estão disputadas apenas as três rondas iniciais (de um total calendarizado de 30) do Distrital da I Divisão, mas – tendo sido o único clube a triunfar em todos os seus três desafios – o União de Tomar isolou-se já no comando do campeonato, o que não sucedia desde 1 de Fevereiro de 2015, na 17.ª jornada da época de 2014-15 (por curiosidade, tendo a liderança sido então perdida, no jogo seguinte, em função de um empate caseiro ante o Mação).

Destaques – Ora, foi precisamente frente à turma de Mação que os tomarenses venceram no passado Domingo, por 3-1. E até começaram mal, sofrendo o primeiro golo, na sequência de um lance de “bola parada”, apenas com dez minutos jogados; não obstante, com pronta resposta, restabeleceriam a igualdade logo dois minutos volvidos, por intermédio de Tiago Vieira. O segundo tento seria da autoria do seu irmão, Fábio Vieira, ainda antes do intervalo, a colocar os unionistas em merecida vantagem, face à superioridade até então demonstrada.

Na segunda metade, o União optou por, de alguma forma, conceder a iniciativa ao adversário, mantendo a segurança defensiva, estratégia que frutificaria, mesmo no final, com o terceiro golo, a confirmar o triunfo, apontado por Pedro Pires – anote-se o regresso aos golos de três jogadores que há bastante tempo se encontravam em “jejum”: Tiago Vieira desde Junho (na última ronda do campeonato anterior); Fábio Vieira (tendo, entretanto, feito uma interrupção na actividade) e Pedro Pires (também com prolongada paragem, por lesão), ambos desde Janeiro de 2020.

Mesmo tratando-se ainda de uma fase muito prematura da prova, é de assinalar que a generalidade dos clubes perdeu já bastantes pontos, apenas em três encontros disputados, o que faz transparecer uma competição muito disputada, com grande nivelamento: de entre os candidatos aos lugares cimeiros, por exemplo, o Mação leva já sete pontos de atraso; Abrantes e Benfica, At. Ouriense, Amiense e U. Almeirim perderam cinco pontos cada um; o Rio Maior, quatro; e o Cartaxo, três.

Em destaque esteve também, justamente, o Cartaxo, que recebeu e bateu o Abrantes e Benfica por 2-1. Depois de um passo em falso na estreia, em Almeirim, e de um triunfo “arrancado a ferros” ante o Ferreira do Zêzere, a verdade é que os cartaxeiros, ocupam já o 3.º posto, apenas atrás de U. Tomar e Fazendense.

Realce ainda para mais uma goleada (6-1), obtida pelo Torres Novas (que somou os seus primeiros pontos no campeonato), frente ao Glória do Ribatejo, a registar um muito mau arranque de temporada, contando por desaires os três jogos disputados, acumulando já 11 golos sofridos.

Surpresas – A maior surpresa da jornada ocorreu em Ourém, com a formação local a ser derrotada (0-1) pelo Samora Correia, equipa que perdera nas duas primeiras rondas.

Depois dos bons sinais evidenciados nesta fase inicial, não seria talvez esperada a perda de pontos do Salvaterrense, em casa, ante o Benavente, com o desfecho a saldar-se por uma igualdade a um.

Confirmações – Nos restantes três encontros não houve golos, portanto com outros tantos empates, no Rio Maior-Fazendense, U. Almeirim-Amiense, e no Ferreira do Zêzere-Alcanenense.

No primeiro caso tal significou a perda dos primeiros pontos do até então líder, Fazendense, num resultado de alguma forma expectável, perante o equilíbrio de forças que se antecipava entre duas das equipas de maior potencial neste campeonato, atendendo também ao peso do factor casa.

No que respeita ao confronto entre U. Almeirim e Amiense, o grupo de Amiais de Baixo rectificou, de certo modo, o deslize da semana anterior, em que havia sido derrotado, no seu reduto, pelo Salvaterrense, perante uma equipa a “lamber as feridas” do 0-3 sofrido em Abrantes.

Por fim, em Ferreira do Zêzere, o conjunto local vai procurando dar passos mais seguros, tendo averbado o primeiro ponto, face ao Alcanenense, adversário que, depois de se ter estreado no campeonato com uma vitória, até tinha dado boa conta de si nas Fazendas de Almeirim.

Taça do Ribatejo – Na segunda ronda da fase de grupos estiveram em especial evidência o Entroncamento AC (goleada de 4-0 no terreno do Aldeiense) e o Pego (goleando também, por 6-2, em Pernes), para além do Fátima (vencedor, por 4-2, fora de casa, face ao Paço dos Negros).

Num total de 23 concorrentes são sete os emblemas que somaram triunfos nas duas partidas até agora realizadas, os quais estarão virtualmente já apurados para a fase a eliminar da competição: Porto Alto, Marinhais, Entroncamento AC, Riachense, Fátima, Forense e Moçarriense.

Liga 3 – Afinal o U. Santarém teve folga “forçada”, em função do imprevisto adiamento do encontro ante o histórico V. Setúbal, devido ao falecimento da esposa do capitão da equipa sadina.

Campeonato de Portugal – O Coruchense averbou um empate a zero, na deslocação aos Açores, frente ao Operário Lagoa (actual 3.º classificado). Após a 3.ª jornada, o conjunto do Sorraia, somando quatro pontos, partilha o 4.º lugar com o Sacavenense e O Elvas, numa série em que surpreende pela negativa a posição (no grupo dos 7.º classificados) do Belenenses, que somou o segundo desaire em outros tantos jogos fora de casa, desta feita no reduto do líder, Pêro Pinheiro.

Antevisão – A 4.ª ronda do Distrital da I Divisão integra um lote de vários embates de grande interesse, desde logo com a deslocação do U. Tomar ao sempre difícil terreno do Samora Correia; mas, também, o Amiense-Cartaxo (equipas que terminaram empatadas em pontos, no 4.º e 5.º lugar, na última temporada), o Fazendense-At.Ouriense, o Benavente-U. Almeirim, o Alcanenense-Rio Maior, isto para além do “derby” Glória do Ribatejo-Salvaterrense.

Pode antever-se que, em qualquer dos casos, os visitantes não deixarão de enfrentar dificuldades, projectando-se, ainda assim, que o Fazendense possa ser o visitado com maior grau de favoritismo.

Na 3.ª e última jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, por coincidência, defrontam-se os dois primeiros classificados de cada uma das séries 1 (Marinhais-Porto Alto), 2 (Entroncamento AC-Pego), 3 (Riachense-Espinheirense) e 4 (Fátima-Ortiga), tendo também o U. Atalaiense-Alferrarede (série 5) cariz determinante para o escalonamento das equipas.

Entretanto, quer a Liga 3, quer o Campeonato de Portugal terão agora duas semanas de interregno, pelo que apenas serão retomadas estas competições no fim-de-semana de 23 e 24 de Outubro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Outubro de 2021)

(“O Templário”, 30.09.2021)

Após a disputa das duas rondas iniciais do Distrital da I Divisão, Fazendense e U. Tomar, únicos clubes que venceram os seus dois encontros, partilham a liderança da competição, seguidos de perto por nada menos de nove concorrentes, que se estrearam também já a ganhar. Ao invés, Torres Novas, Glória do Ribatejo, Samora Correia e Ferreira do Zêzere ocupam, por agora, os lugares da cauda da tabela, todos com derrotas nos dois jogos que realizaram.

Destaques – O primeiro destaque da jornada vai para o categórico triunfo do Abrantes e Benfica (2.º classificado no último campeonato), batendo por 3-0 o U. Almeirim (que dominara amplamente a edição da prova de há dois anos), recém-despromovido do Nacional, o qual vinha de uma boa vitória na partida inaugural, ante o Cartaxo.

Confirmando o seu potencial, o Rio Maior aplicou uma inequívoca goleada (4-0) na deslocação a Samora Correia, posicionando-se já, mesmo que ainda em fase tão prematura do certame, no 3.º posto, denotando ser um competidor a ter em consideração.

Também com um arranque muito positivo segue o At. Ouriense, promovido do escalão secundário, o qual, depois de ter começado por golear a formação da Glória do Ribatejo, foi impor uma igualdade (2-2) na visita a Mação, equipa que, por seu lado, soma já dois empates, o que lhe confere, nesta altura, uma posição bastante modesta na pauta classificativa (12.º lugar), pese embora situação ainda sem grande significado.

Por fim, é de realçar a vitória (outra vez por tangencial 2-1, tal como na semana anterior) averbada pelo U. Tomar num reduto sempre difícil como é o da Glória do Ribatejo (onde, na época passada, em nove desafios, apenas o Alcanenense conseguira triunfar, ali tendo perdido o Coruchense, no seu único desaire em toda a prova, e o Abrantes e Benfica – dois primeiros classificados do campeonato –, sendo que os tomarenses haviam então cedido um empate).

Entrando em campo de forma assertiva, os unionistas cedo inauguraram o marcador, mas vindo a consentir a igualdade ainda na primeira metade; não obstante terem desperdiçado algumas ocasiões de perigo, os nabantinos voltariam a colocar-se em vantagem mesmo à beira do intervalo. Na segunda parte, a turma da Glória deu boa réplica, procurando repartir o jogo, mas as oportunidades de golo de alguma forma escassearam, de parte a parte, e o resultado não se alterou.

Surpresa – Depois da boa estreia no campeonato (empate ante o Abrantes e Benfica), o Salvaterrense voltou a protagonizar a surpresa da jornada, tendo ido vencer por 3-1 a Amiais de Baixo, frente ao Amiense (que vinha de uma vitória em Torres Novas), pelo que, somando já quatro pontos, integra o grupo dos 3.º classificados.

Confirmações – O Fazendense confirmou a retumbante entrada na competição (goleada em Ferreira do Zêzere), com um outro claro triunfo (3-1) na recepção ao Alcanenense, pelo que – tendo, a par do U. Tomar, vencido as duas primeiras partidas – ocupa o lugar cimeiro da pauta classificativa, dada a ampla vantagem que regista em termos de diferença geral de golos.

Por seu lado o Cartaxo somou os três primeiros pontos, batendo, mercê de um solitário tento, o Ferreira do Zêzere, equipa que, ainda assim, mostrou uma imagem completamente distinta da que deixara transparecer na semana precedente.

Outro dos promovidos da II Divisão, o Benavente, que já dera boa conta de si em Tomar, ganhou por 2-1 ao Torres Novas, deixando antever que os torrejanos poderão vir a ter outra época difícil.

Taça do Ribatejo – Teve início no passado fim-de-semana a edição desta temporada da Taça do Ribatejo, com a jornada inicial da fase de grupos, na qual participam apenas os clubes inscritos na II Divisão Distrital (exceptuando-se naturalmente as equipas “B” e de “sub-23”), com os 23 concorrentes agrupados em seis séries (cinco de quatro clubes cada e uma apenas com três).

Da primeira ronda destacam-se especialmente as goleadas sofridas por dois clubes históricos do futebol distrital: o Tramagal, severamente batido, no seu próprio terreno, por 1-7, pela equipa do Porto Alto; enquanto o Alferrarede foi goleado por 5-1 pelo Forense. Realce ainda para as vitórias folgadas do Fátima ante o Vilarense (6-0) e do Entroncamento AC frente ao At. Pernes (4-0).

Mais equilibrados foram os embates da série 3, entre Espinheirense-Caxarias e Riachense-Águias de Alpiarça, com triunfos tangenciais (2-1 em ambos os casos) dos visitados. O Moçarriense ganhou (2-0) em terreno alheio, face ao Benfica do Ribatejo.

Taça de Portugal – Após a 2.ª eliminatória não subsiste já em prova qualquer clube do Distrito, tendo o Coruchense sido eliminado, ao perder (1-3) em Anadia, ante um adversário de escalão superior, a militar na nova “Liga 3”. Foi uma edição da prova bastante negativa, em que nenhum dos quatro representantes do Distrito conseguiu vencer qualquer jogo.

Numa ronda sem grandes surpresas destaca-se a eliminação do Chaves (II Liga) pelo Felgueiras (Liga 3), sendo que, por outro lado, avançam em prova apenas três clubes dos Distritais (Águias Moradal, Moitense e Cinfães), os quais eliminaram adversários de escalão idêntico.

Antevisão – A 3.ª jornada da I Divisão Distrital, agendada para este fim-de-semana, tem como pontos altos, nos quais estarão, em especial, focadas as atenções, os seguintes três embates, envolvendo clubes com fortes aspirações aos lugares da frente da classificação: U. Tomar-Mação, Cartaxo-Abrantes e Benfica e Rio Maior-Fazendense. Afiguram-se, em qualquer caso, jogos de “tripla”, dada a dificuldade em apontar claro favoritismo de algum dos contendores.

Na 2.ª ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo destacam-se os jogos: Aldeiense-Entroncamento, Caxarias-Riachense, Águias de Alpiarça-Espinheirense e U. Atalaiense-Forense.

Na “Liga 3”, que atinge já a sua 5.ª jornada da primeira fase, o U. Santarém visita as margens do Sado, para defrontar o histórico V. Setúbal, em desafio com transmissão televisiva em directo no “Canal 11” (agendado para dia 2 de Outubro, às 19h30). De recordar que se apuram para a fase de apuramento de Campeão (e promoção) os quatro primeiros classificados de cada uma das duas séries; os restantes oito clubes de cada série disputarão a fase de manutenção (repartidos em quatro séries de quatro clubes, sendo despromovido o último classificado de cada série dessa fase final).

Em encontro a contar para o Campeonato de Portugal o Coruchense actuará nos Açores (ilha de São Miguel), frente ao Operário Lagoa, equipa que, após as duas rondas iniciais, partilha a liderança da série com o Pêro Pinheiro. Nesta edição da prova, os dois primeiros de cada série disputam a fase de apuramento de Campeão (total de 12 clubes, sendo promovidos quatro); os restantes 49 clubes serão divididos em 12 séries, mantendo-se os dois primeiros de cada série.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Setembro de 2021)

(“O Templário”, 23.09.2021)

No arranque da nova temporada futebolística, que se deseja possa vir a ser cumprida na íntegra, ao invés do que sucedeu nas duas épocas precedentes, em que não foi possível concluir o campeonato distrital da I Divisão, o Fazendense, que se apresenta bastante reforçado, esteve em grande evidência, impondo uma retumbante goleada no terreno do Ferreira do Zêzere.

Destaques – Num encontro entre duas equipas que visam alcançar melhor desempenho relativamente ao registado no campeonato anterior, o grupo das Fazendas de Almeirim não deu hipóteses ao seu adversário, goleando por 7-1 (não obstante até tenham sido os homens da casa a abrir o marcador)! Um desfecho que – para além de factores circunstanciais, relacionados com diferentes estágios de preparação – traduzirá, em paralelo, a ambição com que o Fazendense se apresenta, tal como indicia que os ferreirenses poderão ter mais um ano de intensa disputa pela manutenção no principal escalão, o que conseguiram, não sem dificuldade, no último ano.

As atenções estavam centradas, nesta ronda inaugural, no embate entre U. Almeirim – clube que exercera forte supremacia no campeonato de há dois anos, o que resultou então na promoção aos campeonatos nacionais, onde, contudo, não conseguiu alcançar o nível competitivo necessário, tendo sido novamente despromovido ao Distrital – e o Cartaxo, sempre um candidato aos lugares de topo. O resultado saldou-se por um tangencial 1-0 a favor dos almeirinenses, o que, no contexto presente, terá contrariado algum suposto favoritismo que poderia ser atribuído aos cartaxeiros.

Noutro desafio entre clubes também com ambições no campeonato, igualmente reforçados para esta época, o Rio Maior e o Mação neutralizaram-se, tendo empatado a uma bola, o que, claro, não compromete ainda quaisquer aspirações de um e outro emblema.

Em destaque esteve também o At. Ouriense, regressado à I Divisão Distrital, depois de, na época passada, ter vencido a série Norte do escalão secundário, na retoma da competição, após a suspensão da actividade registada no final de 2018-19. A turma de Ourém recebeu e bateu por categórica marca de 3-0, o conjunto da Glória do Ribatejo, que vem da mais brilhante temporada de todo o seu historial, culminada com a conquista da Taça do Ribatejo.

Surpresa – A surpresa da jornada inicial terá sido o empate (1-1) cedido pelo 2.º classificado do campeonato precedente (Abrantes e Benfica) em Salvaterra de Magos, frente ao recém-promovido Salvaterrense, com os golos apontados já ao “cair do pano” e ambos na conversão de grandes penalidades. Mas este será, provavelmente, um terreno que apresentará dificuldades para a generalidade dos adversários.

Confirmações – O Amiense confirmou a notável campanha realizada no último campeonato (em que obteve o 4.º posto), indo vencer, com alguma naturalidade, a Torres Novas: dois golos obtidos no quarto de hora inicial praticamente selaram o desfecho do desafio, não tendo os torrejanos – cujo objectivo será o da manutenção – conseguido melhor do que reduzir para a margem mínima.

Em Alcanena, os locais conseguiram, já à entrada do quarto de hora final do encontro, o tento solitário que lhes proporcionou o triunfo, na recepção ao Samora Correia, confirmando a importância do factor casa, entre duas formações que serão de valor equilibrado.

Por fim, o União de Tomar, que recebeu outro dos promovidos, o histórico Benavente, revelou algumas dificuldades em quebrar a organização defensiva contrária, com o nulo no marcador a manter-se ao intervalo, pese embora a insistência ofensiva dos nabantinos.

Na segunda parte tudo se modificou, com o primeiro tento obtido nos minutos iniciais, a que se seguiria o segundo golo, que parecia ser o da tranquilidade. Até que, já dentro dos derradeiros cinco minutos, um lance fortuito, com o guardião local a procurar aliviar a bola, mas que viria a embater contra um oponente, resultou em golo para os forasteiros, lançando a dúvida para o tempo restante, fase na qual, todavia, os benaventenses não conseguiriam criar perigo. A diferença mínima não espelha adequadamente a superioridade patenteada pelos nabantinos nos 90 minutos.

Liga 3 – Em estreia absoluta nesta temporada, a “Liga 3” é um novo escalão que se veio intercalar entre a II Liga e o Campeonato de Portugal (que passou, pois, a corresponder ao 4.º nível do futebol em Portugal). O U. Santarém é o único representante do Distrito nesta competição, que atingiu já a sua 4.ª jornada desta primeira fase, sendo que os escalabitanos – que foram desfeiteados, no Domingo passado, no seu reduto, pelo Torreense (1-3) – apenas alcançaram, até agora, um único triunfo (logo na jornada inicial, ante o Oriental Dragon, no Lavradio, por 2-1), ocupando o 9.º lugar, entre 12 concorrentes, na série Sul.

Campeonato de Portugal – Esta temporada com um formato novamente ajustado, disputado por 61 clubes, repartidos em seis séries (cinco de dez equipas cada e uma série com onze), o distrito de Santarém conta também apenas um representante, precisamente o Campeão Distrital em título, Coruchense, enquadrado na série E, na qual pontifica o histórico Belenenses (de regresso aos campeonatos nacionais, após uma travessia de três temporadas no Distrital de Lisboa, na qual, sucessivamente, obteve outras tantas promoções, isto na sequência da corajosa decisão dos seus sócios de (re)começar – desde a época de 2018-19 – a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português, num caminho de enorme dignidade que decidiu trilhar).

Na 2.ª ronda da prova, disputada no passado fim-de-semana, o Coruchense recebeu e venceu “O Elvas” por 3-2, integrando, para já, o lote dos 3.º classificados, com 3 pontos (depois de ter começado por perder em Loures, por 1-3, na jornada inicial).

Antevisão – Na 2.ª jornada da I Divisão Distrital teremos os seguintes embates que concitarão maiores atenções: Abrantes e Benfica-U. Almeirim, Mação-At. Ouriense, Fazendense-Alcanenense e Glória do Ribatejo-U. Tomar.

À partida os donos da casa terão maior dose de favoritismo, à excepção, porventura, do encontro da Glória – devendo, não obstante, recordar-se que União e Glória terminaram empatados em pontos na última edição, respectivamente no 6.º e 7.º lugares. Pese embora os números algo pesados sofridos nos dois primeiros jogos da temporada (para a Taça e no arranque do Distrital), a formação da Glória pretenderá potenciar o factor casa, visando “surpreender” o opositor.

A “Liga 3” e o Campeonato de Portugal terão nova pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal. Após as eliminações de U. Santarém (pelo Loures, no desempate da marca de grande penalidade), Abrantes e Benfica (2-4 ante o Caldas, após prolongamento) e Glória do Ribatejo (0-4 com o Sintrense), subsiste em prova o Coruchense (isento na ronda inicial), que se desloca a Anadia, para defrontar uma turma supostamente de maior potencial, a militar na “Liga 3”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Setembro de 2021)

(“O Templário”, 01.07.2021)

Culminando uma época memorável, que entra para a história da colectividade, o Sport Clube Desportos Glória do Ribatejo, fundado em 21 de Agosto de 1975, sagrou-se vencedor da edição de 2020-21 da Taça do Ribatejo, conquistando o mais importante troféu do seu palmarés, que junta aos títulos de Campeão Distrital averbados nas temporadas de 1976-77 e 1995-96 (II Divisão Distrital) e 2008-09 (3.º escalão).

Destaque – Glória do Ribatejo (que alcançara já um notável 7.º lugar no campeonato da I Divisão Distrital da presente época, aliás, em igualdade pontual com o 6.º classificado, U. Tomar) e Rio Maior SC (10.º no campeonato) disputaram uma inédita Final da 44.ª edição da Taça do Ribatejo, prova instituída pela Associação de Futebol de Santarém em 1976-77 (competição apenas interrompida logo na época imediata, de 1977-78 – sendo que em 2019-20 a prova fora suspensa, devido à pandemia, após a realização da 1.ª mão das meias-finais).

Na partida disputada no passado Domingo no Estádio Municipal do Cartaxo, com transmissão televisiva em directo no “Canal 11”, em paralelo com o regresso do público aos campos do Distrito (pese embora ainda sujeito a lotação limitada), repetiu-se o desfecho dos jogos das meias-finais (igualdade), implicando, portanto, novo desempate da marca de grande penalidade.

Após um primeiro tempo em branco, muito repartido, sem flagrantes oportunidades de golo, a formação da Glória começou por inaugurar o marcador aos 52 minutos, por via de um lance infeliz de um jogador riomaiorense, a introduzir a bola na sua própria baliza, quando procurava aliviar um lançamento em profundidade para a área. Ainda assim, a turma de Rio Maior, reagindo bem, criaria duas ocasiões de algum perigo antes de, aos 70 minutos, conseguir restabelecer o empate (1-1), o qual subsistiria até final do tempo regulamentar.

Passando-se de imediato ao desempate – não estando previsto, no regulamento da competição, a disputa de prolongamento –, o grupo da Glória voltou a ser mais eficaz (tal como sucedera nas meias-finais), com o pleno de cinco tentativas concretizadas, tendo a equipa de Rio Maior falhado uma das suas tentativas, com um remate bastante por alto.

Após cinco presenças nos 1/4 de final e três nas meias-finais, nos últimos oito anos, o clube da Glória do Ribatejo sagrou-se vencedor da Taça, logo na sua estreia na Final.

No palmarés da prova, após as 43 edições concluídas, o Fazendense é o único emblema com quatro títulos conquistados, seguido por um quarteto (formado por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense), cada um com três Taças, e um pequeno “pelotão” de sete clubes, cada qual com dois títulos na “prova rainha”; o Glória do Ribatejo passou, agora, a ser o 25.º detentor do troféu.

II Divisão Distrital – Na última jornada da série Norte, tendo sido antecipado, já para o passado dia 5 de Junho, o jogo entre o Caxarias e o Abrantes e Benfica “B”, então vencido pelos visitados por 1-0, apenas foi realizado, no passado fim-de-semana, um único encontro, com o Vasco da Gama a receber e a bater o Espinheirense por 2-1, trespassando, assim, a posição de “lanterna vermelha” (6.º classificado, de entre os clubes que finalizaram a prova) à jovem equipa abrantina.

A Sul, o Salvaterrense confirmara já, a meio da semana passada, o objectivo crucial, a subida ao principal escalão, ao empatar (1-1) em Alpiarça, em partida que se encontrava em atraso da 14.ª jornada – o que, em paralelo, proporcionou ao Benavente, ganhando, no Sábado, em Fazendas de Almeirim, por 4-1, confirmar o 1.º lugar final nesta série.

A formação de Salvaterra de Magos, que venceu também, igualmente no Sábado, na derradeira ronda do campeonato, o Forense, em terreno alheio, por 3-2, beneficiou de, enquanto 2.º classificado, ter registado melhor média pontual (43 pontos em 18 jogos disputados) que o 2.º da série Norte, Fátima (28 pontos em 13 jogos), para garantir a promoção, a par dos vencedores das duas séries, At. Ouriense e Benavente – com este trio a substituir, na próxima época, na I Divisão, os clubes entretanto despromovidos: Entroncamento AC, Moçarriense e Riachense.

Torneio “Sub-21” – Não tendo sido possível realizar, na temporada agora finda, os Campeonatos Distritais de Juniores e de Juvenis – tal como os dos restantes escalões de formação –, a Associação de Futebol de Santarém promoveu a disputa, nos meses de Maio e Junho, de um Torneio “Sub-21”, no qual se inscreveram, de início, 19 equipas (antes, ainda em Janeiro, tinha já procurado arrancar-se com a realização desta prova, então com um total de 27 equipas inscritas; contudo, não fora sequer possível concluir-se, então, a jornada inaugural, pelo que teve de ser remodelada a estrutura do torneio).

Após a disputa de duas fases de grupos (na segunda dessas fases, os dois grupos principais integraram os dois primeiros classificados de cada um dos quatro grupos da 1.ª fase), realizaram-se no passado fim-de-semana, os jogos decisivos, para estabelecimento da classificação final.

Em Tomar, na Final do Torneio, o U. Tomar (vencedor dos seus grupos de qualificação, quer na 1.ª, como na 2.ª fase), recebeu a Ac. Santarém (vencedora do outro grupo principal da 2.ª fase). Alinhando com sete jogadores que, nesta época, chegaram a integrar, pontualmente, a equipa principal do clube, o U. Tomar teria, porém, uma má entrada em jogo, sofrendo um golo logo aos 3 minutos; depois, tendo restabelecido a igualdade já próximo do final da primeira parte, viria a sofrer novo tento mesmo em cima do intervalo, fixando o que viria a ser o desfecho: 1-2.

A jovem formação escalabitana sagrou-se, assim, vencedora deste Torneio, tendo o U. Tomar, com uma participação muito meritória, terminado no 2.º lugar. No jogo de apuramento de 3.º e 4.º classificados (entre as equipas que tinham terminado na 2.ª posição dos grupos principais da 2.ª fase da prova), o Entroncamento AC ganhou, igualmente por 2-1, ao Salvaterrense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Julho de 2021)

(“O Templário”, 24.06.2021)

Rio Maior SC e Glória do Ribatejo garantiram – ambos no desempate da marca de grande penalidade, após as igualdades verificadas no termo dos noventa minutos – a presença numa inédita Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Cartaxo, no próximo Domingo, pelas onze horas da manhã, com transmissão televisiva em directo no “Canal 11”.

Destaques – O Rio Maior SC, clube de formação ainda recente (completará cinco anos da sua fundação no início do próximo mês de Julho), 10.º classificado no campeonato, estreia-se na Final da “prova rainha” – sendo que, até agora, não conseguira ainda chegar além dos 1/8 de final, fase em que se quedara nos anos de 2019 e 2020.

Esta época – depois de ter começado por afastar o Amiense (4.º classificado do campeonato), ganhando em casa por 2-1, para, de seguida, golear o Alcanenense por 5-0, antes de, nos 1/4 de final, ir ganhar a Salvaterra de Magos, por 3-2, frente ao “tomba-gigantes” Salvaterrense (o qual eliminara o Cartaxo) – os riomaiorenses acabariam por ser mais eficazes no desempate, nas meias-finais, ante o U. Tomar, vencendo por 4-2, após o nulo registado no tempo regulamentar.

Tendo noção da valia do adversário, que surgiu reforçado no recomeço das competições, e mesmo actuando em terreno alheio, a formação tomarense assumiu, logo de início – como costuma fazer regra geral –, a iniciativa do jogo, instalando-se no meio campo contrário, registando predomínio em termos de posse de bola e lances de ataque, contudo, sem conseguir criar efectivas situações de perigo. A maior oportunidade de golo decorreria, aliás, de um alívio defeituoso de um defesa da casa, com a bola a embater no poste da baliza do Rio Maior.

Na segunda metade, os nabantinos apenas teriam outra ocasião para criar perigo, num contra-ataque, após Hélio Ocante ter recuperado a bola, mas a defensiva contrária conseguiria anular o lance. Já numa fase de menor controlo, com o jogo mais “partido”, a turma da casa teve também uma oportunidade soberana para marcar, porém o avançado local remataria ao lado.

A quinze minutos do final do desafio, os visitados ficaram reduzidos a dez unidades, mas os unionistas não conseguiriam tirar partido de tal superioridade, dadas as sucessivas interrupções de jogo e quebra de ritmo. O União não foi capaz de evitar a “armadilha dos penalties”, para a qual estaria já de sobreaviso, no que pareceu ser, quase sempre, o objectivo do Rio Maior.

Com duas defesas do guarda-redes da casa, nas duas primeiras tentativas, e pese embora Nuno Ribeiro ter também defendido um dos remates, a formação riomaiorense alcançava o “passaporte” para a ansiada Final, no que constitui uma grande desilusão para os tomarenses – eliminados sem ter perdido qualquer jogo, não tendo conseguido marcar na fase decisiva, após um “score” global de 15-1 –, no dia das anunciadas despedidas, precisamente do guardião Nuno Ribeiro e do capitão Nuno Rodrigues, após terem envergado a camisola rubro-negra durante várias temporadas, e que bem justificavam ter concluído a carreira em cenário mais festivo.

Na Glória do Ribatejo, o grupo local continua a fazer história: depois do 7.º lugar no campeonato, atinge agora uma formidável presença na Final da Taça, prova em que tem já tradição, com cinco presenças nos 1/4 de final e três nas meias-finais, nos últimos oito anos.

Esta temporada, depois de terem deixado pelo caminho o Benfica do Ribatejo (4-1), o Entroncamento AC (2-1) e, de forma sensacional, o Abrantes e Benfica (3-2), jogando sempre em terreno adverso, os homens da Glória registaram, em casa, uma igualdade a dois golos ante o Samora Correia, numa partida repleta de cambiantes no marcador, acabando por superiorizar-se no desempate da marca de grande penalidade, também por 4-2, como na outra meia-final.

II Divisão Distrital – Na série Norte o Espinheirense foi apenas a segunda equipa (após o Caxarias) a conseguir travar a marcha triunfal do vencedor da série, At. Ouriense – posição que garantira já, a meio da semana, em jogo de acerto de calendário, ao ganhar ao Fátima por 1-0, assegurando, pois, a consequente promoção à I Divisão Distrital –, empatando 3-3.

A Sul os dois primeiros golearam: o Benavente, em Alpiarça, ante o Águias, por 4-1, enquanto o Salvaterrense bateu o Marinhais, no “derby” do município, por categórico 4-0. O Forense, actual 3.º classificado, impôs-se no terreno do Benfica do Ribatejo, ganhando por 3-1.

Em função dos resultados desta penúltima ronda – assim como do registado na quarta-feira anterior, com a equipa benaventense a vencer a de Salvaterra de Magos por tangencial 3-2 –, o Benavente garantiu também já (seja como 1.º ou 2.º classificado) a subida ao escalão principal.

Por seu lado, o Salvaterrense necessitará ainda um ponto, nos dois jogos que tem a disputar, nos campos do Águias de Alpiarça (em atraso da 14.ª jornada) e do Forense (sendo que este clube terá ainda hipóteses matemáticas de poder eventualmente chegar ao 2.º lugar), para confirmar também a promoção – dado registarem ambos (Benavente e Salvaterrense) melhor média pontual que o Fátima, 2.º classificado da série Norte.

Antevisão – Na festa do futebol distrital, este ano a realizar no Cartaxo, com a Final da Taça do Ribatejo, a disputar entre Rio Maior SC e Glória do Ribatejo, parece difícil apontar um favorito, perspectivando-se um jogo bastante repartido, possivelmente a decidir nos pormenores.

O Rio Maior poderá eventualmente dispor, nesta fase, de superiores argumentos individuais, mas a turma da Glória já demonstrou, ao longo desta temporada, e por mais de uma ocasião, formar uma verdadeira equipa, capaz de surpreender até os mais poderosos – recorde-se que foi o único clube a derrotar o vencedor do campeonato, Coruchense, tendo, adicionalmente, eliminado o 2.º classificado, Abrantes e Benfica, nos 1/4 de final da Taça, em Abrantes!

Entretanto, não tendo a equipa de seniores do U. Tomar conseguido o apuramento para aquela final, fica a nota de realce para a equipa de “sub-21” do União, que, tendo vencido os seus grupos de qualificação nas duas fases deste Torneio distrital, se apurou para a respectiva Final, a disputar em Tomar, no Sábado, frente ao Salvaterrense ou à Ac. Santarém.

Na II Divisão Distrital, disputa-se (no Sábado) a 18.ª e derradeira jornada da prova: a Norte, apenas com um jogo agendado, já sem consequências de relevo a nível da pauta classificativa, caberá ao Vasco da Gama receber o Espinheirense.

A Sul (quase) tudo poderá ter ficado já decidido, na quarta-feira, caso o Salvaterrense tenha pontuado em Alpiarça; caso contrário, teríamos um aliciante embate Forense-Salvaterrense, que, nessa hipótese, seria decisivo para a definição do clube a promover. Por seu lado, o Benavente, que se desloca às Fazendas de Almeirim, terá em mira a possibilidade de confirmação do 1.º lugar final (dependente de o conjunto de Salvaterra não vencer os seus dois encontros).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 17.06.2021)

A Taça do Ribatejo entra também na sua fase decisiva, tendo garantido o apuramento para as meias-finais da prova – a disputar já no próximo Domingo – os clubes classificados no 6.º (U. Tomar), 7.º (Glória do Ribatejo), 9.º (Samora Correia) e 10.º lugares (Rio Maior) do campeonato distrital da I Divisão, não subsistindo, portanto, qualquer representante do 2.º escalão, após a eliminação de Salvaterrense e Fátima.

Dos cinco primeiros da divisão principal, o vencedor (Coruchense) desistira da competição; o 3.º (Mação) tinha sido eliminado nos 1/8 de final pelo 2.º; o 4.º (Amiense) fora afastado pelo Rio Maior logo na primeira eliminatória; e o 5.º (Cartaxo) caíra, também na ronda precedente, perante um primeiro “tomba-gigantes”, o Salvaterrense. Agora, nos 1/4 de final, foi a vez de o 2.º classificado do campeonato (Abrantes e Benfica) ficar também arredado desta competição.

Destaques – O destaque maior vai, pois, para a sensacional vitória (3-2) da equipa da Glória do Ribatejo em Abrantes, a assumir-se também como “tomba-gigante”, afastando, com grande surpresa, o que seria um dos maiores candidatos à conquista do troféu, o Abrantes e Benfica.

Mais, a turma da Glória – com tradição na Taça, tendo marcado presença nos 1/4 de final em cinco ocasiões nos últimos oito anos (atingindo as meias-finais pela terceira vez, depois de ter alcançado tal fase já em 2014 e 2015) – teve sempre a liderança do marcador, começando por abrir a contagem logo aos oito minutos, chegando depois, ainda antes do intervalo, ao 2-1, para, já, à entrada dos dez minutos finais, se colocar em vantagem pela terceira vez (a qual seria, então, definitiva). Um brilhante desempenho, a somar à excelente campanha realizada também no campeonato, por um grupo que “promete” não ficar por aqui…

Por seu lado, o Rio Maior – que surgiu, na retoma das competições, após a paragem de quase quatro meses, reforçado e com grande pujança, tendo somado seis vitórias nos sete jogos entretanto disputados, aplicando mesmo três goleadas – colocou ponto final no “sonho” do Salvaterrense, vencendo em Salvaterra de Magos, também pela marca de 3-2 (neste caso, depois de, por duas vezes, ter chegado a dispor de vantagem de dois golos, a 2-0 e 3-1, apenas no derradeiro minuto tendo sofrido o tento que estabeleceu a diferença mínima).

Os outros dois semi-finalistas repetem a presença nas meias-finais da Taça, que haviam registado já na época passada; por curiosidade, U. Tomar e Samora Correia tinham-se defrontado então, com triunfo dos tomarenses em Samora, não tendo sido já disputada a 2.ª mão, a qual estava agendada para 15 de Março de 2020, precisamente o dia em que, devido à declaração da pandemia, se daria a (que viria a ser definitiva) suspensão das competições.

O U. Tomar, defrontando, pela terceira vez nas três eliminatórias disputadas na presente edição da prova, uma equipa do 2.º escalão, manteve a consistência nos resultados, averbando a sua terceira goleada: depois do triunfo por 4-0 em Marinhais e da vitória por 6-1 no Espinheiro, goleou agora, por 5-0, o Fátima, somando, portanto, um retumbante “score” agregado de 15-1!

Depois da “derrapagem” verificada nas três últimas rondas do campeonato, a turma unionista encarou com grande seriedade este desafio da Taça, respeitando o adversário, tendo entrado praticamente a ganhar (inaugurou o marcador logo aos três minutos), ampliando para 2-0 à passagem do quarto de hora, resolvendo a eliminatória em 25 minutos, com o terceiro golo apontado. Na segunda metade, o “placard” seria ainda, com naturalidade, ampliado até aos 5-0 (golo marcado a cerca de vinte minutos do fim), antes de alguma descompressão final.

Já o Samora Correia (com três presenças nos 1/4 de final nos últimos quatro anos, apenas tendo falhado tal fase em 2019) voltou a apurar-se para as meias-finais, também de forma algo surpreendente, afastando a equipa com melhor palmarés na competição (quatro troféus conquistados como vencedor da Taça do Ribatejo), o Fazendense (também semi-finalista no ano passado), beneficiando da superior eficácia demonstrada no desempate da marca de grande penalidade, isto depois de ter mantido o nulo até final do tempo regulamentar (90 minutos).

II Divisão Distrital – A Norte jogou-se um único desafio, entre Caxarias e Espinheirense, com o empate a duas bolas possivelmente a definir a classificação final dos dois clubes: aliás, o Caxarias concluiu já a sua participação no campeonato, que termina no 4.º posto; por seu lado, o Espinheirense dificilmente conseguirá melhor que um inglório 3.º lugar.

Na série Sul realça-se a goleada (5-1) imposta pelo Marinhais ao Benfica do Ribatejo, assim como, por outro lado, o tangencial triunfo (1-0) do Forense ante o Porto Alto, a permitir ainda uma ténue réstia de esperança em poder ainda imiscuir-se na luta pelos dois primeiros lugares.

Antevisão – Na Taça do Ribatejo, as meias-finais, agendadas para dia 20, colocam frente-a-frente, por um lado, Rio Maior e U. Tomar, e, por outro, Glória do Ribatejo e Samora Correia. Trata-se de dois embates que se antevêem repartidos, em que qualquer desfecho que venha a verificar-se não deverá traduzir grande surpresa.

Em Rio Maior os tomarenses – que disputam as meias-finais da competição pela terceira vez nos quatro anos mais recentes – poderiam ter, pelo potencial que lhes é reconhecido, algum favoritismo (anotando-se que as duas equipas empataram, no jogo do campeonato, em Outubro do ano passado), mas terão de contar com a forte oposição de uma muito revigorada equipa local, a beneficiar também desse factor casa, pelo que os unionistas terão de estar ao melhor nível para voltar a atingir a desejada Final, este ano agendada, para dia 27, no Cartaxo.

Na Glória, num confronto entre duas equipas que, na eliminatória precedente, afastaram dois “candidatos”, não haverá propriamente um “favorito” declarado – sendo que os visitados ganharam, por tangencial 1-0, no desafio a contar para o campeonato –, mas a expectativa é de que o conjunto da casa possa eventualmente culminar com uma histórica presença na Final da Taça uma temporada já memorável.

Na II Divisão estavam agendados para esta quarta-feira, 16, os decisivos embates (em atraso da 16.ª jornada) entre os dois primeiros classificados de ambas as séries, respectivamente, At. Ouriense-Fátima e Benavente-Salvaterrense, nos quais poderão, porventura, ter ficado já praticamente definidas as posições finais.

Para Domingo estão previstas as partidas da penúltima ronda, com o At. Ouriense a deslocar-se ao Espinheiro, para defrontar o 3.º classificado da série Norte, Espinheirense; destacando-se ainda, a Sul, o “derby” Salvaterrense-Marinhais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 10.06.2021)

É verdade que o Coruchense fez um campeonato “à parte” (apenas tendo cedido um empate, ante o Mação, e sofrido uma única derrota, na Glória do Ribatejo, nos 15 jogos disputados), sagrando-se destacadíssimo vencedor da prova, assim como o Abrantes e Benfica realizou muito boa campanha (tendo assegurado já, com o 2.º lugar obtido, a presença na próxima edição da Taça de Portugal – sendo que está, igualmente, bem encaminhado na Taça do Ribatejo), mas o Amiense, com uma notável “recta final”, ascendendo a um absolutamente inesperado 4.º lugar, tal como o emblema da Glória, com uma excelente 7.ª posição (em igualdade pontual com o 6.º, U. Tomar), merecem especial realce no balanço global do Distrital da I Divisão desta atípica temporada.

Destaques – O primeiro destaque da 15.ª e última ronda do campeonato vai precisamente para um impressionante desempenho do Amiense, que, muito motivado pela perspectiva de alcançar um sensacional 4.º lugar, conseguiu, já nos derradeiros dez minutos, uma então já inesperada reviravolta, acabando por vencer o Cartaxo, por 3-2, relegando assim o adversário para o 5.º posto.

Por seu lado, a turma da Glória do Ribatejo culminou de forma exemplar uma admirável época (está, também, ainda em prova na Taça do Ribatejo) – tendo sido, conforme referido, a única a conseguir derrotar o vencedor da competição –, impondo um empate a dois golos na recepção ao Mação (3.º classificado), terminando o campeonato apenas com três derrotas, fixando-se num brilhante 7.º lugar na tabela final, a par do 6.º classificado, U. Tomar.

Em jogo claramente de “fim de estação”, ainda assim o Abrantes e Benfica fez questão de não deixar os seus créditos por mãos alheias, goleando por robusta marca de 7-0 o já despromovido Moçarriense (penúltimo classificado), confirmando, pois, a posição de vice-líder.

Digno de realce foi também o triunfo averbado pelo Torres Novas, frente ao U. Tomar, impondo-se por 3-2 num desafio de características incomuns. Quando, aos 9 minutos, os tomarenses, chegaram à vantagem de 2-0, poucos poderiam adivinhar a reviravolta que viria a suceder, que premeia a abnegação com que os torrejanos encararam esta partida (o que, contudo, não lhes permitiu melhor que o 11.º lugar final, não obstante em igualdade pontual com o 9.º e o 10.º).

De forma algo “inexplicável”, tão depressa como obtivera tal superioridade – tendo, adicionalmente, desperdiçado mais uma “mão cheia” de ocasiões para ampliar a contagem – a equipa nabantina a deixaria escapar, também num período de apenas cerca de cinco minutos, após a meia hora de jogo. Para, na segunda metade, pese embora a insistência, os unionistas não só não conseguirem voltar a transpor com sucesso a barreira defensiva contrária, como, expondo-se ao risco, acabarem por sofrer o decisivo contra-golpe – não tendo tido já, nos cerca de 20 minutos que se jogaram ainda até final, o necessário “sangue frio” para ripostar a tal contrariedade.

Um desfecho inesperado, a deixar uma imagem bastante negativa neste fecho de campeonato – três desaires sucessivos nas três últimas jornadas, provocando uma queda do 3.º ao 6.º lugar, posição muito aquém das expectativas para esta época (o União teria sido 5.º classificado caso tivesse vencido) –, a qual urge procurar rectificar na Taça do Ribatejo.

Surpresa – A “surpresa” da jornada registou-se no Entroncamento, onde a equipa local, desanimada pela confirmação da despromoção, e num encontro do qual sabia não poder resultar já qualquer alteração na sua classificação (14.º) não conseguiu melhor que a igualdade (2-2) ante o “lanterna vermelha”, Riachense, que, nos onze jogos anteriores, sofrera dez derrotas (apenas tendo obtido um empate, já no final de 2020, ante o Moçarriense). Por curiosidade, o grupo dos Riachos conseguiu, neste campeonato, uma única vitória, sobre o 4.º classificado, Amiense.

Confirmações – Nas restantes três partidas, confirmou-se o favoritismo de (i) Coruchense (triunfando por 3-1 em Samora Correia), (ii) Fazendense (minimizando o decepcionante desempenho no campeonato, recuperando até ao 8.º lugar, ao bater por 4-1 uma equipa de Ferreira do Zêzere, que surgiu, nesta retoma da competição, claramente em esforço, denotando grandes dificuldades, mas tendo conseguido, ainda assim, ganhar a sua “final”, ante o Entroncamento AC, garantindo a permanência na I Divisão – isto, após a A. F. Santarém ter confirmado que a insolvente SAD do Fátima não poderia inscrever-se nas provas Distritais), e (iii) de Rio Maior (1-0, ante o Alcanenense), com os riomaiorenses, ao invés, a evidenciar, neste final de temporada, uma surpreendente vitalidade, com três vitórias em quatro jogos, o que lhes proporcionou subir até ao 10.º lugar.

Uma palavra final para o incontestável mérito do Coruchense na conquista do 1.º lugar: para além dos 10 pontos de vantagem sobre o mais “próximo” rival, goleou o vice-líder, Abrantes e Benfica, por 5-1; o Cartaxo (5.º), por 7-1; tendo vencido, nomeadamente, em Amiais de Baixo (4.º), Tomar (6.º), Fazendas de Almeirim (8.º – também com goleada, por 4-0) e Samora Correia (9.º).

II Divisão Distrital – Na série Norte, em jogo em atraso, o At. Ouriense derrotou o Espinheirense por 3-0, bastando-lhe apenas mais um ponto para confirmar o 1.º lugar e consequente promoção.

A Sul, o Salvaterrense viu o seu jogo com o Águias de Alpiarça adiado, o que possibilitou ao Benavente (vencedor do Porto Alto, por tangencial 1-0) retomar, à condição, a liderança – mas, mais importante, somou pontos que poderão eventualmente, no cenário menos favorável, vir a revelar-se determinantes na definição do que virá a ser o melhor dos 2.º classificados das duas séries, o qual será também promovido à I Divisão Distrital.

Antevisão – Para o próximo fim-de-semana estão agendados os jogos dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, cujo alinhamento, porém, depende ainda da conclusão da eliminatória precedente, com a disputa, prevista para esta quinta-feira, do Fazendense-Riachense (favoritismo total para os visitados), Rio Maior-Alcanenense (com a curiosidade de reeditarem o confronto de há apenas quatro dias) e Entroncamento-Glória do Ribatejo.

Pelo que o único embate já com ambos os adversários definidos, é o U. Tomar-Fátima, com os tomarenses – depois de terem goleado, nas eliminatórias anteriores, em Marinhais e no Espinheiro – a receberem outra equipa do escalão secundário, 2.º classificado da série Norte (que se estreia nesta edição da Taça), necessitando, pois, confirmar dentro de campo o seu natural favoritismo.

Na II Divisão Distrital (em que se disputa, também nesta quinta-feira, a 15.ª jornada, e, no Domingo, a 16.ª e antepenúltima ronda), estavam agendados para aquele mesmo dia (13 de Junho), por coincidência, os embates entre 1.º e 2.º classificados de ambas as séries (At. Ouriense-Fátima e o decisivo Benavente-Salvaterrense), os quais deverão, assim, ter de ser adiados; destacam-se ainda, a Norte, o Fátima-Caxarias (já esta quinta-feira) e o Caxarias-Espinheirense (no Domingo); e, na série Sul, também neste dia 10, o Benfica do Ribatejo-Benavente.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 03.06.2021)

Com o 1.º lugar já garantido pelo Coruchense, mantém-se acesa a disputa pelo 2.º lugar – da qual, porém, o U. Tomar se viu entretanto já arredado, restringindo-se agora os candidatos a tal posição a Abrantes e Benfica, Mação e, remotamente, Cartaxo –, assim como pela manutenção, após ter sido jogada já a penúltima ronda do campeonato (o qual tem o seu termo agendado para o próximo Domingo), pese embora subsistam ainda três encontros em atraso, a disputar precisamente nesta quinta-feira, para acerto de calendário, e que poderão assumir cariz determinante em tal luta.

Destaques – O principal destaque da 14.ª jornada vai para o categórico triunfo do Abrantes e Benfica no terreno do Cartaxo, por 4-1, o que possibilitou aos abrantinos não só retomar o 2.º posto, como colocar-se em situação privilegiada para garantir essa classificação, que proporcionará a qualificação para a próxima edição da Taça de Portugal, dado a turma de Abrantes receber, na derradeira partida, o Moçarriense, já com a sua situação (despromoção) definida.

Não obstante, a turma da Moçarria esteve justamente em evidência no passado fim-de-semana, ganhando por 2-1 a uma irreconhecível equipa do Fazendense (2.º classificado do campeonato precedente, à data da sua suspensão), a qual somou um único ponto desde a retoma da competição, tendo, consequentemente, baixado ao 10.º lugar – e que, em situação limite, poderá inclusivamente vir a ver-se ainda inesperadamente envolvida na disputa pela manutenção! Ao invés, o Moçarriense, com grande dignidade e brio, operando, nos dez minutos finais, sensacional reviravolta no marcador, alcançou aquele que foi, apenas, o seu segundo triunfo na prova.

Destaque ainda, pela positiva, para a excelente campanha que o grupo da Glória do Ribatejo vem realizando, tendo vencido, com alguma naturalidade, nos Riachos, frente ao agora “lanterna vermelha”, Riachense (que acompanhará o Moçarriense na descida ao escalão secundário), mas por convincente marca de 3-0, ascendendo a um notável 6.º lugar na pauta classificativa… somente um ponto abaixo do U. Tomar!

Por seu lado, o Samora Correia realizou também boa operação, na visita a Alcanena, derrotando o Alcanenense por tangencial 1-0, subindo à 7.ª posição, igualmente a um ponto de distância da equipa da Glória.

Surpresa – O desfecho mais imprevisto foi o desaire caseiro do U. Tomar, batido por 1-2 pelo Amiense, num jogo com características algo peculiares: o União chegou ao intervalo já em desvantagem (0-1), e em inferioridade numérica; ainda assim, não virando a cara à luta, porfiou em busca da igualdade, vindo, contudo, a ser penalizado pela decisão da equipa de arbitragem, de Beja, em “exame” para acesso aos Nacionais, ao assinalar uma muito contestada grande penalidade, que originou o 2-0. Até final, os unionistas, não “entregando os pontos”, tudo fizeram para procurar evitar o resultado negativo, mas mais não conseguiriam que o ponto de honra.

Um resultado que afasta os nabantinos dos lugares de topo, tendo baixado ao 5.º posto, não podendo agora aspirar já a melhor que o 4.º lugar, e, mesmo esse, dependente do… Amiense (que, entretanto, fez já a “festa” da manutenção em Tomar) derrotar o Cartaxo na última jornada (para além de um indispensável triunfo do U. Tomar em Torres Novas, frente a um adversário que se defronta com posição ainda bastante delicada na tabela).

Confirmações – Nos outros desafios, o Coruchense não teve dificuldade em vencer, precisamente ante o Torres Novas, por 3-1, tendo o Mação batido também o Rio Maior, neste caso por tangencial 1-0, uma margem mínima que não estaria nas expectativas gerais.

Por fim, o Ferreira do Zêzere fez valer o factor casa para se impor, também por 1-0, frente ao Entroncamento, em partida que poderá ter sido crucial para as – nesta altura muito complexas – contas da manutenção, atendendo nomeadamente aos jogos em atraso, a disputar ainda por Ferreira do Zêzere (recebe o Rio Maior), Torres Novas (visitado pelo Riachense, num “derby” do município) e Entroncamento (recebe o Amiense).

Isto numa altura em que não estará ainda definido se serão três os clubes a despromover (caso em que restaria por preencher uma indesejada “vaga”) – em função da descida do U. Almeirim ao Distrital – ou quatro, dependendo de a insolvente SAD do Fátima, prematura desistente do Campeonato de Portugal, poder eventualmente vir a retomar a actividade, caso em que seria (re)integrada na I Divisão Distrital. A verdade é que são nada menos do que cinco os clubes (Fazendense, Ferreira do Zêzere, Rio Maior, Torres Novas e Entroncamento) que não podem ainda “dormir descansados”…

II Divisão Distrital – Na série Norte, disputou-se um único encontro, com o At. Ouriense a golear o Vasco da Gama por 7-0, cimentando a sua posição de liderança. A Sul, o Salvaterrense – que, entretanto, em função de acerto de calendário, ascendeu ao 1.º lugar – ganhou em Samora Correia (4-2), enquanto o Benavente, agora dois pontos atrás, goleou o Rebocho por inusitados 11-0!

Campeonato de Portugal – Chegou ao termo esta “maratona”, que, à partida, envolveu um total de 96 equipas, das quais apenas duas alcançaram o ambicionado prémio máximo, da promoção à II Liga (Trofense e C.F. Estrela da Amadora), enquanto outras 22 – entre elas o U. Santarém (que, já apurado, empatou 1-1 com o Marinhense, na derradeira partida) – tiveram a “terminação”, com a qualificação para a nova “Liga 3”, escalão em estreia na estrutura orgânica do futebol nacional na próxima época, o qual será intercalado entre a II Liga e o Campeonato de Portugal.

Antevisão – Ainda antes do fecho do campeonato, disputa-se, também esta quinta-feira, a eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça, contudo, apenas com quatro jogos agendados, com destaque para o Abrantes e Benfica-Mação e Espinheirense-U. Tomar, sendo de anotar a singular desistência do 1.º classificado da I Divisão Distrital, Coruchense.

Na última jornada do principal escalão, as atenções estarão centradas no Abrantes e Benfica-Moçarriense, Glória do Ribatejo-Mação e Amiense-Cartaxo (disputa pelo 2.º lugar) e, noutro plano, no Torres Novas-U. Tomar, Fazendense-Ferreira do Zêzere, Rio Maior-Alcanenense e Entroncamento-Riachense (na luta pela “sobrevivência” na I Divisão).

Na II Divisão Distrital, sem qualquer jogo agendado na série Norte, o Salvaterrense desloca-se a Alpiarça, para defrontar o Águias, cabendo ao Benavente receber o Porto Alto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 27.05.2021)

Ainda com duas jornadas por disputar, num campeonato esta temporada reduzido a metade da sua extensão normal, o Coruchense, vencendo em Tomar, garantiu, desde já, matematicamente, a conquista do 1.º lugar, repetindo assim os triunfos obtidos em 2015 e 2017 – e depois de ter sido, entretanto, 2.º classificado em 2019 e 3.º na época passada, à data da interrupção da competição. O emblema do Sorraia consegue, desta forma, a terceira promoção aos campeonatos nacionais, nos últimos sete anos.

Destaques – O grande destaque da 13.ª e antepenúltima ronda foi, precisamente, a vitória (1-0) averbada pelo Coruchense perante o U. Tomar, que ocupava – depois do acerto de calendário de meio da semana passada – o 3.º posto da pauta classificativa.

A formação de Coruche, necessitando apenas de um ponto para confirmar o 1.º lugar, entrou praticamente a ganhar, tendo apontado o seu tento ainda antes de completados cinco minutos. Defrontando uma equipa tomarense privada de dois dos seus “elementos-chave” na estrutura defensiva (Nuno Rodrigues e Siaka Bamba), os visitantes foram muito eficazes, colocando-se em posição privilegiada logo desde a fase inicial da partida.

Os unionistas – outra vez com uma má entrada em jogo, tal como sucedera em Abrantes – sentiram o golo sofrido, tendo o adversário voltado a assustar, à passagem da meia hora, desta feita sem concretizar. Por seu lado, os nabantinos desperdiçariam soberana ocasião de empatar, por volta dos 35 minutos, não aproveitando momento de desconcentração do guardião contrário, tendo igualmente criado outras duas situações de perigo ainda antes do intervalo.

Na segunda metade o Coruchense adoptou uma toada de contenção, centrando-se sobretudo em ir gerindo o tempo – confiante que o objectivo (no mínimo, o empate) não lhe fugiria –, o que não impediria o União de criar ainda mais três boas oportunidades de golo, incluindo uma bola no ferro. Mas faltaria aos homens da casa um mínimo de eficácia para, pelo menos, evitar a derrota.

Destaca-se, igualmente, o triunfo averbado pelo Cartaxo, nas Fazendas de Almeirim, batendo o Fazendense (esta época com rendimento abaixo do que nos vinha habituando) por 2-0, ascendendo assim ao 2.º lugar, pese embora já a irrecuperáveis nove pontos do líder.

Realce, ainda, para mais um bom resultado do Mação, a confirmar o seu potencial, impondo-se por 2-0 em Samora Correia, subindo à 3.ª posição, que partilha agora com o Abrantes e Benfica, ambos somente a um ponto do Cartaxo, e, após esta jornada, dois pontos acima do U. Tomar.

Não tendo sido propriamente uma surpresa o desfecho do embate entre Rio Maior e Riachense, foi bem expressiva a goleada (6-0) imposta pelos riomaiorenses, o que lhes proporcionou ultrapassar igualar o Torres Novas na tabela, numa disputa muito apertada pela manutenção.

Surpresas – Ao invés, foram de alguma forma inesperados os empates registados no Abrantes e Benfica-Amiense (eram, antes deste encontro, respectivamente, 2.º e 10.º classificados), não tendo os abrantinos, actuando no seu reduto, conseguido desfazer o nulo; assim como no Glória do Ribatejo-Ferreira do Zêzere (neste caso, igualdade a duas bolas), sendo que os ferreirenses – a reagir muito bem à adversidade, que lhes provocara bem pesados desaires, por 0-7 (em Samora Correia) e 0-6 (em Alcanena, para a Taça), por duas vezes estiveram em vantagem, acabando por deixar escapar a vitória já nos derradeiros minutos.

Confirmações – Nos outros dois jogos os resultados enquadram-se no que seria expectável: vitória (3-1) do Entroncamento, na recepção ao Moçarriense, não desperdiçando a oportunidade de somar três preciosos pontos, recolando ao Ferreira do Zêzere e aproximando-se do Torres Novas, ao mesmo tempo que sentenciava o grupo da Moçarria, já virtualmente despromovido; e repartição de pontos (1-1) no Torres Novas-Alcanenense, bem mais vantajoso para os forasteiros, já tranquilos, que para os torrejanos, outra vez envolvidos na zona mais problemática da tabela.

II Divisão Distrital – Na série Norte, houve um resultado de “sensação”, com a goleada (4-1) obtida pelo Fátima no terreno do Espinheirense, a “devolver” a derrota (2-4) sofrida na primeira volta e “baralhando” as contas da promoção. O Caxarias-Vasco da Gama teve grande animação, com sucessivas cambiantes, terminando com triunfo dos visitados por 4-3.

A Sul, os dois primeiros ganharam e consolidaram posições: o Benavente, recebendo o Forense, venceu por 4-1; o Salvaterrense, também em casa, derrotou o Benfica do Ribatejo por 3-0, dispondo agora de uma margem de seis pontos face aos mais directos perseguidores (Forense e Porto Alto, tendo este vencido por 3-1 em Alpiarça).

Campeonato de Portugal – O U. Santarém, com um positivo empate a zero alcançado em Alverca, garantiu desde já – ainda com uma jornada por disputar –, tal como o seu adversário, o apuramento para a futura “Liga 3”.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, com a questão do 1.º lugar já decidida, destaca-se, em especial, na disputa pelo 2.º posto, o Cartaxo-Abrantes e Benfica. O U. Tomar, que baixou à 5.ª posição, agora com remotas possibilidades de atingir ainda a vice-liderança, recebe o Amiense. Na luta pela “sobrevivência”, o Ferreira do Zêzere-Entroncamento afigura-se um embate cujo desfecho poderá vir a revelar-se crucial.

No escalão secundário, a Norte, teremos um único desafio, Vasco da Gama-At. Ouriense, o qual poderá permitir à turma de Ourém distanciar-se ainda mais na liderança. A Sul, o guia, Benavente, tem uma curta viagem até Coruche, para defrontar o “lanterna vermelha”, Rebocho, sendo amplamente favorito; por seu lado, o Salvaterrense desloca-se a Samora Correia, anotando-se ainda o Forense-Marinhais.

Na derradeira ronda da fase de qualificação para a “Liga 3”, com os dois lugares de apuramento da série já garantidos por Alverca e U. Santarém, os escalabitanos recebem o Marinhense, em partida que pouco mais traduzirá que “cumprir calendário”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 20.05.2021)

Na retoma da Taça do Ribatejo – cujo “pontapé de saída” (pré-eliminatória) tinha sido dado já em Outubro, portanto há sete meses! –, agora para disputa da 1.ª eliminatória, correspondente aos 1/16 avos de final, tendo, todavia, sido disputados apenas onze encontros, não houve “tomba-gigantes”, nem, sequer, grandes surpresas. Apuraram-se para os 1/8 avos de final nada menos de 13 clubes primodivisionários, a que se juntam três da divisão secundária (dois deles tendo eliminado adversários do mesmo escalão, e, o terceiro, beneficiando de desistência).

Os três clubes da I Divisão entretanto já afastados da prova (Amiense, Ferreira do Zêzere e Torres Novas) foram, pois, eliminados por rivais do mesmo campeonato.

Destaques – Ainda assim, estiveram em evidência, em especial, o Rio Maior e o Moçarriense. No primeiro caso, os riomaiorenses venceram por 2-1 o Amiense, afastando da prova a turma de Amiais de Baixo, emblema de grandes tradições nesta competição – que já por três vezes se sagrou vencedor do troféu – e que, pela primeira vez, pelo menos nas últimas 13 épocas, falhará a presença nos 1/8 avos de final.

No caso do Moçarriense, “lanterna vermelha” do campeonato, tendo imposto uma igualdade a um golo na deslocação a Torres Novas, revelou-se de plena eficácia no desempate da marca de grande penalidade (converteu seis em outras tantas tentativas), apurando-se também para a fase seguinte, contribuindo assim para agravar a “crise” de resultados dos torrejanos.

Em geral esta eliminatória foi marcada por um acentuado desnível entre as equipas, traduzido em múltiplas goleadas, de que se destacam: os 6-0 aplicados pelo Alcanenense ao Ferreira do Zêzere (conjunto a atravessar período muito difícil, tendo sido também já goleado, na retoma do campeonato, por 7-0, em Samora Correia); assim como as vitórias por 4-0 do U. Tomar em Marinhais e do Mação em Ourém, frente ao At. Ouriense (equipa que lidera a série Norte da II Divisão Distrital, mas que não conseguiu oferecer melhor réplica ao seu poderoso oponente).

No que respeita ao U. Tomar, a equipa unionista encarou este desafio com uma atitude de seriedade e responsabilidade, respeitando o adversário (5.º classificado na série Sul do escalão secundário), acabando por impor-se com naturalidade. Não esteve porém, a salvo de alguns sustos, com o grupo de Marinhais, logo na fase inicial do encontro, a ter duas ou três ocasiões de grande perigo junto da baliza tomarense. Por coincidência, os nabantinos tinham também eliminado, na época passada, este mesmo adversário, e, igualmente, na eliminatória de acesso aos 1/8 avos de final, então em Tomar, e pelo resultado de 4-1, o que, inclusivamente conseguiram agora superar, mesmo actuando em terreno alheio.

Com esta vitória, U. Tomar e Fazendense passam a ser os únicos “totalistas”, que garantiram o apuramento para os 1/8 avos de final em todas as últimas 13 edições da Taça do Ribatejo!.

Confirmações – Foram também por margem dilatada os triunfos obtidos pelos outros quatro clubes da I Divisão que defrontaram rivais do escalão inferior, mesmo tendo jogado também, todos eles, na condição de visitantes: 4-1 da Glória do Ribatejo no “derby”, em Benfica do Ribatejo; e vitórias por 3-0 do Cartaxo, do Abrantes e Benfica e do Entroncamento AC, respectivamente nas Caxarias, em Boleiros (Fátima), frente ao Vasco da Gama, e em Alpiarça, ante o Águias.

Realça-se, assim, o que será a 9.ª participação do grupo da Glória do Ribatejo nos 1/8 avos de final, portanto uma presença assídua em fases relativamente avançadas da prova. Por seu lado, o Entroncamento AC, em função da qualificação agora obtida, irá estrear-se em tal eliminatória.

Nas duas partidas entre formação da II Divisão, o Espinheirense goleou também, em Coruche, o grupo do Rebocho, por 5-2, apurando-se – apenas pela segunda vez nos últimos 13 anos –, para a próxima ronda, eliminatória na qual receberá o U. Tomar; por fim, no Porto Alto, houve lugar à reedição do confronto com o Salvaterrense, que, depois de ali ter vencido por 3-0 na semana anterior, para o campeonato, não foi agora além do empate a uma bola, mas acabando por superiorizar-se no desempate da marca de grande penalidade, conseguindo apurar-se também.

As equipas do Pego e do Pontével (que haviam abdicado da competição logo no início da temporada) e do Aldeiense, Ortiga e Tramagal, as quais decidiram não retomar a actividade neste final de época, desistiram da prova, pelo que Riachense, Samora Correia, Fazendense, Coruchense e Fátima tinham já antecipadamente assegurado presença nos 1/8 avos de final da Taça do Ribatejo, sem necessidade de entrar em campo.

Campeonato de Portugal – O U. Santarém, depois de ter atravessado fase mais difícil a meio da temporada, parece agora revigorado, tendo obtido um excelente triunfo em Condeixa, ganhando por 3-2, o que lhe proporcionou isolar-se no 2.º posto, colocando-se em posição de acesso à futura “Liga 3”, apresentando-se em situação privilegiada, com três pontos de vantagem sobre esse mesmo adversário, a duas rondas do termo desta competição.

Antevisão – No fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais. Na I Divisão, o “jogo-grande” da 13.ª (e antepenúltima) jornada será o que coloca frente-a-frente os dois primeiros da classificação, com o U. Tomar a receber o Coruchense, com a turma do Sorraia a poder festejar, desde já, a conquista do título, em caso de vitória, num desafio em que os tomarenses têm também em jogo a ambição de, pelo menos, conseguir alcançar o 2.º lugar final.

Outros encontros de interesse serão também, muito especialmente, o Fazendense-Cartaxo (respectivamente, 6.º e 3.º classificados) e o Samora Correia-Mação (no 8.º e 4.º lugares). Por seu lado, o Rio Maior, recebendo o Riachense, e o Entroncamento, que terá a visita do Moçarriense, enfrentam partidas cruciais na perspectiva da manutenção no escalão principal.

Na II Divisão, a Norte, realce para o Espinheirense-Fátima, actuais 2.º e 3.º classificados, na perseguição ao líder, At. Ouriense, o qual folgará nesta 12.ª ronda. A Sul, o guia, Benavente, recebe o Forense (3.º), enquanto o Salvaterrense (2.º) defronta o Benfica do Ribatejo (5.º).

Na penúltima jornada da fase de apuramento para a “Liga 3”, o U. Santarém terá deslocação de elevado grau de dificuldade, a Alverca, para defrontar o comandante da série, ao qual bastará um ponto para confirmar o apuramento para tal novo escalão, em estreia na próxima época.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 13.05.2021)

Após uma interrupção de quatro meses foi enfim retomado o curso “normal” do Distrital da I Divisão, com a disputa da sua 12.ª ronda, em mais uma época atípica, tendo por objectivo, desta feita, completar a primeira volta da prova (15 jornadas), para que a mesma possa ter efeitos classificativos, quer a nível de atribuição do título de Campeão (e consequente promoção ao Campeonato de Portugal), como da definição dos clubes a despromover à II Divisão Distrital.

Não obstante a generalidade das equipas concorrentes tenha ainda quatro jogos por disputar (dado terem em atraso as partidas da 11.ª ronda), a confirmação do título para o Coruchense parece cada vez mais uma mera “formalidade”, uma vez que o agora seu mais imediato perseguidor na pauta classificativa (U. Tomar) dista oito pontos… quando restam aos nabantinos três desafios por realizar – por coincidência, na próxima jornada, precisamente com um embate União-Coruchense.

Destaques – O principal destaque do passado fim-de-semana vai justamente para os tomarenses, que, com um notável triunfo averbado em Abrantes (numa partida que colocava frente-a-frente os então 3.º e 4.º classificados), por 3-2, conseguiram ultrapassar o seu adversário directo (assim como o até agora vice-líder, Cartaxo), alcandorando-se, mesmo que “à condição”, ao 2.º lugar!

Tendo entrado praticamente a perder (golo do Abrantes e Benfica logo aos 8 minutos), os unionistas reagiram de forma sensacional, com três tentos apontados em menos de dez minutos (entre os 26 e os 34 minutos). Na segunda parte, os locais ainda assustaram, com um lance de bela execução, a reduzir para a diferença mínima, mas, até final, pese embora a persistência, não conseguiriam voltar a desfeitear a baliza à guarda de Nuno Ribeiro. Por seu lado, também o União não aproveitou um par de ocasiões para sentenciar mais cedo o desfecho dum animado encontro.

Em Alcanena, o líder, Coruchense, teve de sofrer bastante, para conseguir operar a reviravolta no marcador, que lhe proporcionou, vencendo por tangencial 2-1, cimentar a sua posição, mercê dos deslizes de Cartaxo e Abrantes e Benfica, agora já a nove e a dez pontos, respectivamente. A formação do Sorraia somou o 9.º triunfo consecutivo no campeonato, contando dez vitórias em 11 jogos (apenas foi surpreendida na vizinha Glória do Ribatejo… perdendo logo à 2.ª jornada).

Quem mantém igualmente um ritmo bastante forte é o Mação (cinco vitórias nas últimas seis rondas), recebendo e goleando o Torres Novas por categórico 5-0, ascendendo assim ao 4.º lugar, a par dos abrantinos. Não fora o terrível ciclo de três desaires sofridos entre a 2.ª e a 4.ª jornada (nas Fazendas de Almeirim e em Amiais de Baixo e, em casa, com o Abrantes e Benfica) e teríamos um competidor a ombrear com o Coruchense…

Surpresa – Neste recomeço do campeonato o Cartaxo voltava a perfilar-se, porventura, como o mais assumido “desafiador” do comandante, na perspectiva de poder ainda aspirar a uma reviravolta na ponta final da competição. Porém, estava-lhe reservada precisamente a grande surpresa da jornada, ao ceder um tão inesperado quão comprometedor empate caseiro (1-1) face ao antepenúltimo classificado, o que, praticamente, terá feito esfumar-se tais aspirações.

Confirmações – Nos restantes três jogos, os resultados confirmaram as expectativas, com uma igualdade (2-2) entre Amiense e Fazendense, clubes que, antes deste jogo, se posicionavam em lugar tranquilo a meio da tabela, tendo aliás a turma das Fazendas igualado o Alcanenense no 6.º posto (contando ainda um jogo a menos), e beneficiando também para se aproximar do Cartaxo e do Abrantes e Benfica – quanto ao Amiense, viu-se ultrapassado pela Glória do Ribatejo (a fazer uma muito boa campanha, tendo vencido, por 1-0, na Moçarria, ante o “lanterna vermelha”, subindo ao 9.º lugar) e pelo Samora Correia (agora 8.º, tendo ganho, nos Riachos, por 2-0).

Os grupos do Riachense (penúltimo, com cinco pontos) e Moçarriense (somente com quatro pontos) parecem ter o destino traçado, passando pela despromoção ao escalão secundário, o que Torres Novas, Rio Maior, Ferreira do Zêzere e Entroncamento procuram ainda evitar. Entretanto o encontro entre os conjuntos de Ferreira e de Rio Maior foi adiado para 3 de Junho.

II Divisão Distrital – Nesta Divisão, a retoma da competição passa agora pelo objectivo de conclusão (apenas) da 1.ª fase da prova, para apuramento dos 3 clubes a promover ao escalão principal: os dois vencedores de série e o que tiver melhor coeficiente de entre os 2.º classificados.

Na série a Norte assinalam-se, entrementes, as desistências de Tramagal, Ortiga, Aldeiense e U. Atalaiense, que decidiram não retomar a actividade neste final de época, o que provocou algumas perturbações na classificação, agora reduzida apenas a seis competidores (desconsiderados todos os jogos realizados pela Ortiga, dado não ter completado a 1.ª volta, enquanto que, dos jogos dos restantes desistentes, apenas são contados os realizados nessa metade inicial do campeonato).

Com a vitória (2-0) na recepção ao Caxarias, o At. Ouriense reforçou a liderança, agora com sete pontos de avanço em relação ao Espinheirense, sendo que esta equipa tem dois jogos a menos. O Fátima, com um jogo a menos que o guia, está agora já a nove pontos.

A Sul, destacam-se as vitórias dos dois primeiros – Benavente, triunfando por 2-0 em Marinhais; e Salvaterrense, ganhando por 3-0 no Porto Alto –, ficando em boa posição para atingir, eventualmente, duas vagas de promoção (o Forense e o Porto Alto estão agora já a seis pontos do 2.º lugar, ocupado pela turma de Salvaterra, com a formação do Porto Alto com um jogo a mais).

Campeonato de Portugal – Concluída (já a 11 de Abril) a 1.ª fase da prova, confirmou-se a despromoção ao Distrital do U. Almeirim – 10.º classificado de entre os 11 concorrentes que finalizaram a prova, após o prematuro abandono da (insolvente) SAD do Fátima. Por seu lado, o U. Santarém, alcançando nessa fase um muito bom 3.º lugar, disputa actualmente a prova de acesso à futura “Liga 3”, novo escalão do futebol nacional, em estreia na próxima temporada.

Após o termo da 1.ª volta, tendo vencido na Marinha Grande, na 3.ª ronda, o Marinhense, por 3-1, no passado Domingo, os escalabitanos ocupam o 3.º posto da sua série, em igualdade pontual com o Condeixa e a três pontos do Alverca, sendo promovidos os dois primeiros classificados.

Antevisão – No próximo fim-de-semana os campeonatos voltam a fazer novo (curto) interregno, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/16 de final da Taça do Ribatejo, em que se destacam os seguintes desafios de “maior cartaz”: Alcanenense-Ferreira do Zêzere; Rio Maior-Amiense; e Torres Novas-Moçarriense (entre primodivisionários); Marinhais-U. Tomar; Caxarias-Cartaxo; At. Ouriense-Mação; Vasco da Gama-Abrantes e Benfica; Benfica do Ribatejo-Glória do Ribatejo; e Águias Alpiarça-Entroncamento (entre clubes dos dois escalões).

No Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Condeixa, para um jogo que se prevê de crucial importância na disputa da promoção à “Liga 3”, tendo os santarenos perdido em casa.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 14.01.2021)

Pela quarta vez (em cinco vitórias até à data averbadas no presente campeonato) o União obteve uma goleada, numa ronda que, à partida, se previa já fosse apenas “meia jornada”… mas que acabaria por se ficar por “um quarto”, dado apenas terem sido disputados dois dos oito desafios inicialmente agendados. O que, em paralelo, começa a suscitar fortes dúvidas, não só sobre a possibilidade de levar a “bom porto” esta prova, até à sua conclusão, como, inclusivamente, sobre a pertinência e oportunidade de se continuar a jogar, nas actuais circunstâncias e condicionantes.

Destaque – Somente com dois jogos em análise, os respectivos desfechos proporcionam o cabal enquadramento de cada um deles nas secções de “Destaques” e “Surpresas”.

No primeiro caso, tivemos um afirmativo U. Tomar a golear por categóricos 5-0 a “equipa sensação”, Alcanenense, que, antes desta ronda, ocupava um notável 4.º posto na tabela (baixou, em função deste desaire, ao 5.º lugar, ultrapassado, precisamente, pelo emblema nabantino).

Por curiosidade, a eficácia, que tanta falta tem feito em vários dos encontros anteriores dos unionistas – o que lhes custou muito comprometedoras perdas de pontos, já com quatro empates cedidos, para além de duas derrotas –, foi atingida quase em pleno nesta partida.

Ao invés do que vem sendo habitual, as primeiras ocasiões soberanas de golo (duas, ainda nos dez minutos iniciais) surgiram a favor do grupo de Alcanena, em perigosos contra-ataques. Mas, como tantas vezes se repete: “quem não marca, sofre”. E foi o que sucedeu: de imediato, em dois lances sucessivos, num intervalo de pouco mais de um minuto, o União marcou dois golos, que muito desequilibraram a contenda a seu favor, tudo isto ainda no primeiro quarto de hora de jogo!

O terceiro tento, obtido ao cair do pano da primeira parte, praticamente selou o desfecho do desafio, acabando por não surpreender – atendendo também à juventude da equipa adversária – que o resultado continuasse a ser ampliado, fechando-se a contagem nos 5-0, com destaque especial para o “hat-trick” de Siaka Bamba… um médio defensivo. E, isto, porque, num dia em que “tudo saiu bem”, o guardião Nuno Ribeiro defenderia inclusivamente uma grande penalidade. Um resultado que poderá constituir um incentivo para o futuro…

Surpresa – Após uma sucessão de nove derrotas consecutivas, o Moçarriense tinha, no passado fim-de-semana, pontuado pela primeira vez (empate nos Riachos). Não obstante, poucos seriam os que arriscariam na possibilidade de uma vitória da turma da Moçarria – ainda “lanterna vermelha”, mas agora bem mais próxima dos seus mais directos concorrentes – em Rio Maior.

Pois, foi precisamente o que sucedeu, tendo bastado para tal um único golo. Três preciosos pontos conquistados pelo Moçarriense, que muito poderão moralizar igualmente a equipa.

II Divisão Distrital – Também a jornada (10.ª, primeira da segunda volta) do segundo escalão foi afectada pelo adiamento de vários jogos (neste caso, metade dos desafios), destacando-se a vitória do At. Ouriense frente ao Abrantes e Benfica “B”, por 3-1, que proporcionou aos oureenses ascender à liderança, assim como, por outro lado, o triunfo (4-1) do Caxarias sobre o Tramagal.

A Sul, tendo os dois primeiros (Benavente e Salvaterrense) “folgado”, o realce vai para a vitória (2-1) da equipa do Benfica do Ribatejo ante o Porto Alto, entrando assim também na disputa pelos três lugares cimeiros, que, normalmente, darão acesso à fase final, de apuramento de Campeão.

Campeonato de Portugal – Passo a passo, o U. Santarém vai fazendo o seu caminho, tendo, desta feita, obtido importante triunfo (2-0) em Sacavém, face ao Sacavenense, o que permite aos escalabitanos trepar até a uma muito boa 3.ª posição (partilhada com o Caldas, este com um jogo a menos), e, mais importante, dilatar para nove pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”, mesmo que o U. Almeirim (9.º classificado), primeiro clube abaixo de tal divisória, tenha dois jogos a menos – tendo o seu desafio frente ao Lourinhanense sido adiado.

Antevisão – Subsiste, nesta altura, a incógnita sobre se poderá haver jogos no(s) próximo(s) fim(ns)-de-semana, em função das previstas medidas reforçadas para procurar minorar o impacto da pandemia, que deverão passar por novo confinamento geral, de duração ainda indeterminada.

O cenário que se afigura de maior probabilidade, para já, será o de nova suspensão das competições, eventualmente a retomar mais adiante, quando (e se) vier a haver condições mais propícias para tal, e em tempo oportuno para finalização da temporada.

Mas vai-se, aliás, intensificando o clamor – pelo menos por parte de responsáveis de alguns dos clubes – advogando o cancelamento dos campeonatos, atendendo às dificuldades em prolongar este contexto de “pára e arranca” e às implicações associadas à prossecução da disputa das provas, quer em termos sanitários, como dos próprios reflexos que daí poderão decorrer a nível da actividade profissional dos envolvidos (tratando-se, na essência, de jogadores amadores); isto para além, claro, das muito precárias condições de sustentabilidade de agremiações privadas de praticamente todas as suas fontes de receita há cerca de dez meses.

Num contexto de grande imprevisibilidade – e tendo necessariamente de ser privilegiado o factor saúde de todos os agentes e, em geral, as condições de saúde pública –, parece, pois, adivinhar-se a inevitabilidade de novo interlúdio (mais ou menos prolongado, temporário ou definitivo, será o que ficará para aquilatar mais tarde).

Em qualquer caso, e no que respeita à I Divisão Distrital, de entre os embates previstos para a 12.ª jornada, destacam-se o Alcanenense-Coruchense, Abrantes e Benfica-U. Tomar e Amiense-Fazendense, partidas que, a realizarem-se, poderão ajudar a clarificar posições.

A nível do escalão secundário, o realce vai para os jogos At.Ouriense-Caxarias, Tramagal-Fátima, Marinhais-Benavente e Porto Alto-Salvaterrense.

No Campeonato de Portugal, a ronda 12 prevê o confronto entre os dois clubes do Distrito, cabendo ao U. Almeirim receber o U. Santarém, portanto, um prélio de redobrado interesse.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Janeiro de 2021)

(“O Templário”, 31.12.2020)

Afinal disputada de novo em horário matinal (o qual prosseguirá, pelo menos, no próximo fim-de-semana), a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão – com o consequente acerto de calendário, recuperando os jogos que se encontravam em atraso desde 1 de Novembro – terá clarificado posições, pese embora estar completado apenas o terço inicial do campeonato. O Coruchense parece lançado para a conquista do título, após ter imposto pesadas goleadas aos seus mais directos rivais, Cartaxo e Abrantes e Benfica, que partilham a vice-liderança, mas já a sete pontos.

Destaques – Depois de há cerca de mês e meio ter “atropelado” o Cartaxo por 7-1, uma indomável equipa do Coruchense voltou agora a golear, de forma categórica (5-1), na recepção ao Abrantes e Benfica, formação em notória quebra de rendimento, a qual acumulou o quarto encontro seguido sem ganhar – após ter triunfado em todas as seis partidas precedentes –, tendo perdido nada menos de dez pontos nesses quatro jogos mais recentes.

Uma impressiva afirmação de poderio por parte do grupo do Sorraia, que, nesta altura – mesmo faltando ainda percorrer um assaz longo trajecto até final –, se afigura como o mais provável próximo Campeão, porventura apenas podendo vir ainda a ser eventualmente apoquentado, na disputa pelo 1.º lugar, precisamente pela turma cartaxeira.

O emblema de Coruche beneficiou aliás, em paralelo, do facto de outros dois candidatos aos lugares cimeiros se terem “anulado”, com o Mação-Cartaxo a saldar-se por uma igualdade (1-1), resultado mais penalizador para os maçaenses, agora a dez pontos do guia.

Assim como, adicionalmente, do triunfo (2-0) do Torres Novas na recepção ao Fazendense, com os torrejanos, depois de sete jornadas sem conhecer o sabor da vitória, a ganhar pela terceira vez consecutiva, afastando-se da zona perigosa da tabela, subindo mesmo ao 9.º lugar (apenas a três pontos do U. Tomar)! Ao invés, em função deste resultado adverso, o conjunto das Fazendas de Almeirim partilha agora o 5.º lugar com o Mação, portanto ainda mais afastado da frente.

Surpresa – Apesar de vir atravessando fase pouco profícua, não se esperaria que o U. Tomar cedesse pontos ante o Ferreira do Zêzere, que tinha perdido três dos quatro desafios anteriores. Porém, com uma exibição pouco conseguida, os unionistas não evitariam o empate, a dois golos.

Começaram, aliás, por ser surpreendidos logo aos 9 minutos, altura em que se viram em desvantagem; reagindo prontamente, os tomarenses igualariam no minuto imediato, operando a reviravolta no marcador à beira do intervalo. No segundo tempo, os visitados procuraram ampliar a vantagem, mas geralmente com pouco discernimento, num jogo muito aos repelões, com a bola a esbarrar quase sempre numa floresta de adversários, que, por seu lado, nunca deixaram de espreitar a possibilidade de rápidas transições, mantendo em sentido a defesa contrária.

Num embate, entre vizinhos, de cariz especialmente motivacional para os ferreirenses, à medida que o tempo decorria e o resultado tangencial ia subsistindo, foram acreditando que seria possível alcançar resultado positivo, para o que contribuiu também o bom desempenho do seu guardião, a negar um par de ocasiões de perigo. A cerca de dez minutos do termo do encontro, os visitantes conseguiriam mesmo restabelecer a igualdade, sem que os nabantinos tivessem, no tempo de que dispunham ainda, a serenidade necessária para reverter o rumo dos acontecimentos.

O desfecho deste desafio afasta praticamente em definitivo as ilusões dos tomarenses, agora a muito distantes onze pontos do objectivo, conferindo um travo agridoce num dia em que o capitão Nuno Rodrigues – titular absoluto, com o pleno nos 900 minutos já disputados no actual campeonato – comemorava a notável marca de 200 jogos envergando a camisola do União, apenas no presente ciclo, que vai já na oitava temporada consecutiva, desde a época de 2013-14.

Confirmações – Nos outros confrontos da jornada, que tinha diversificados motivos de interesse, assinalam-se ainda os importantes triunfos averbados por Rio Maior (por convincente 3-0, frente à Glória do Ribatejo) e Alcanenense (3-1, na recepção ao Amiense), o que proporcionou à formação de Alcanena, recém-promovida, recorde-se, pular até ao 4.º lugar, de forma sensacional somente a dois pontos do duo que reparte a 2.ª posição.

Noutras duas partidas (Samora Correia-Entroncamento e Riachense-Moçarriense), envolvendo equipas que procuram fugir à parte baixa da classificação, registaram-se empates, em ambos os casos a uma bola, os quais não terão deixado plenamente satisfeitos nenhum dos contendores, não obstante o grupo da Moçarria ter pontuado pela primeira vez nesta temporada, ao décimo jogo!

De facto, Entroncamento (7 pontos), Riachense (5) e Moçarriense (1) continuam a ocupar os três últimos lugares (nesta altura, em zona de despromoção), enquanto o Samora Correia (11 pontos) se posiciona imediatamente acima desse trio, integrando outro terceto, com Rio Maior e Ferreira do Zêzere, portanto, todos em situação pouco tranquila.

II Divisão Distrital – O Espinheirense foi surpreendido no seu próprio reduto, perdendo (1-3) ante o Tramagal, vendo aproximar-se o At. Ouriense (tinha ganho, já no início do mês, ao Vasco da Gama, por 4-1, mantendo dois jogos em atraso) e o Fátima (vencedor por 1-0 na Ortiga), ambos a dois pontos. O Caxarias (no 4.º lugar, dois pontos mais abaixo) goleou a U. Atalaiense por 4-0.

Depois de duas rondas a marcar sete golos em cada jogo, o Benavente reforçou a dose, goleando por 8-0 o Rebocho, afirmando a sua condição de comandante, apesar de dispor de um único ponto de vantagem face ao Salvaterrense (que venceu, por tangencial 2-1, o Samora Correia B).

Campeonato de Portugal – O U. Almeirim teve uma semana mista, perdendo em Torres Vedras, por 1-2, com o líder, mas ganhando (2-1) ao Sintrense, em casa, em encontros de acerto de calendário, subindo ao 9.º posto, imediatamente abaixo da “linha de água” (agora a dois pontos).

Antevisão – A próxima jornada (11.ª) do principal escalão, a abrir o novo ano de 2021, terá como “pratos fortes” o Coruchense-Mação e o Fazendense-Abrantes e Benfica, jogos em que, quer os maçaenses, quer o grupo das Fazendas de Almeirim jogarão as respectivas “derradeiras cartadas”.

Por seu lado, o Cartaxo terá difícil saída à Glória do Ribatejo (única equipa a conseguir travar o líder, tendo vencido também o Abrantes e Benfica). Nota ainda para o “derby” Torres Novas-Riachense, com favoritismo dos torrejanos. O U. Tomar recebe adversário valoroso, Alcanenense.

Na II Divisão Distrital, já a abrir a segunda volta, destacam-se os encontros Caxarias-Tramagal, Benfica do Ribatejo-Porto Alto e o “derby” Samora Correia B-Benavente.

Na retoma do calendário regular (10.ª jornada) do Campeonato de Portugal, cabe também ao U. Santarém receber o Sintrense, deslocando-se o U. Almeirim ao terreno do vice-líder, Alverca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Dezembro de 2020)

(“O Templário”, 24.12.2020)

Numa altura em que não se atingiu ainda o primeiro terço da prova (jogou-se a 10.ª jornada, mas subsiste em atraso a 5.ª ronda, entretanto (re)agendada para o próximo fim-de-semana), há ainda muito campeonato pela frente, mas, de entre os principais candidatos ao título, o U. Tomar (tendo baixado ao 6.º posto) começa a registar já comprometedor atraso – agora a nove pontos do líder Coruchense, o qual beneficiou também do inesperado deslize do Abrantes e Benfica para se distanciar na frente da tabela classificativa.

Destaques – Os factos mais salientes do passado Domingo registaram-se, precisamente, nas Fazendas de Almeirim e em Abrantes.

No primeiro caso, numa partida que colocava frente-a-frente o 2.º e 5.º classificados no campeonato passado, à data da sua suspensão, o Fazendense bateu o U. Tomar mercê de um solitário golo, o suficiente para impor aos unionistas a segunda derrota na competição, desta feita incapazes de reagir à desvantagem, tendo ficado em branco pela segunda vez nesta temporada (precisamente os dois desafios que se saldaram por desaires).

Por uma ou outra razão, a verdade é que os resultados não estão a corresponder às expectativas, e muito menos às aspirações do clube, com o União a ver-se, ainda numa fase bastante prematura, já remetido para uma condição em que não valerá a pena estar a fazer grandes contas ao futuro, devendo focar-se, em exclusivo, e “apenas”, em procurar ganhar o próximo jogo…

Já em Abrantes, a formação local, aparentemente “a perder gás”, não foi além de um empate a duas bolas na recepção a um dos últimos classificados, o Entroncamento AC, tendo “desaproveitado” duas situações de vantagem no marcador. Após um excelente ciclo de seis triunfos consecutivos, a abrir a sua participação na prova, o Abantes e Benfica perdeu, de forma imprevista, nada menos de cinco pontos, em apenas dois encontros.

Destaca-se ainda, noutro plano, a vitória do Torres Novas em Ferreira do Zêzere, por tangencial 3-2 – com a particularidade de os dois tentos dos visitados terem decorrido de auto-golos –, o segundo triunfo sucessivo dos torrejanos, após sete desafios sem ganhar – traduzindo-se, em paralelo, no terceiro desaire dos ferreirenses nas últimas quatro rondas, nas quais não conseguiram vencer, o que os fez dar um tombo até ao 12.º posto.

Surpresa – Tal como na semana anterior, tendo o desfecho mais imprevisto ocorrido no já referido jogo em que foi interveniente o anterior líder, Abrantes e Benfica, também a equipa da Glória do Ribatejo voltou a surpreender pela positiva, indo impor um empate (2-2) ao Amiense, em Amiais de Baixo, firmando a sua posição a meio da pauta classificativa.

Confirmações – Nos outros quatro encontros da jornada os resultados confirmaram a expectativa, com os favoritos a somar os três pontos.

Assinala-se, ainda assim, a resistência oferecida pelo Riachense, no seu reduto, na recepção ao comandante, Coruchense, prolongando o nulo, acabando porém por vir a ser desfeiteado por 0-2.

O Cartaxo, ganhando pela mesma marca (2-0), frente ao Rio Maior, cedo resolveu a contenda a seu favor, tendo uma manhã relativamente tranquila.

Em Mação, a equipa local praticamente entrou a ganhar, mas só com o tempo já bastante avançado validaria o triunfo, por categórico 3-0, ante uma formação que vem dando muito boa conta de si, o Alcanenense, a qual partilha agora o 7.º lugar com o Amiense, mantendo um jogo em atraso (em Abrantes), agendado para ontem.

O Moçarriense agravou ainda mais a sua incómoda posição, tendo acumulado a nona derrota em outros tantos jogos disputados, perdendo (1-2), em casa, com o Samora Correia, grupo que, por seu lado, conseguiu enfim colocar termo a um muito negativo ciclo de cinco desaires sucessivos.

II Divisão Distrital – O Espinheirense “soma e segue”, com um percurso 100% vitorioso, nos sete jogos já disputados (tendo batido o Vasco da Gama por 3-1), já com vantagem de sete pontos sobre o 4.º classificado, Caxarias (que obteve bom triunfo, por 4-2, em Abrantes, face à equipa “B” dos locais). Tendo o At. Ouriense adiado novamente o seu jogo, o Fátima, vencedor da U. Atalaiense, por 3-1, aproximou-se da turma de Ourém, mantendo o 3.º posto.

A Sul registaram-se duas grandes surpresas: as derrotas caseiras de Porto Alto (0-1) e Benfica do Ribatejo (1-2), respectivamente perante o Samora Correia “B” e o “lanterna vermelha” Rebocho, o qual pontuou pela primeira vez… na última ronda da primeira volta (mesmo que subsista por completar a 4.ª jornada). Realce ainda para nova goleada do guia, Benavente (pela segunda semana sucessiva a aplicar “chapa 7”, goleando o Fazendense “B” por 7-1). No “derby”, o Salvaterrense bateu o Forense por renhido 3-2.

Campeonato de Portugal – Apenas o U. Almeirim esteve em acção, tendo averbado um positivo empate (0-0) em Sacavém, face ao 5.º classificado, Sacavenense. Na tabela, o U. Santarém (com dez pontos) conserva a 6.ª posição, mantendo os almeirinenses (quatro pontos) um indesejado 11.º (último) posto, a cinco pontos da “linha de água”, mas com dois jogos a menos.

Antevisão – Este fim-de-semana foi calendarizada a recuperação da ronda que se encontrava em atraso, nos dois escalões (5.ª da I Divisão; e 4.ª do escalão secundário), sendo retomado o horário vespertino (início das partidas previsto para as 15 horas).

No campeonato principal, teremos uma tarde com desafios de grande sensação, colocando frente-a-frente as duas equipas do topo da tabela (Coruchense-Abrantes e Benfica) e, por outro lado, o 5.º e 3.º classificados, no Mação-Cartaxo. Acresce o “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere.

Mas todos os restantes jogos serão de interesse, por exemplo com o Riachense-Moçarriense, entre “aflitos”, ou o Torres Novas-Fazendense. Uma jornada que promete muito.

Na II Divisão, realce para o Espinheirense-Tramagal, Ortiga-Fátima e Caxarias-U. Atalaiense.

O calendário do Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, aproveitando igualmente para recuperar alguns dos varios jogos em atraso, nomeadamente o U. Almeirim-Sintrense (depois de, já ontem, os almeirinenses terem também partida agendada com o Torreense, em Torres Vedras).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Dezembro de 2020)

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