O Templário


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(“O Templário”, 17.05.2018 – Clicar na imagem para ver o artigo completo)

Ao triunfar por 2-1, frente ao recentemente sagrado Campeão Distrital (Mação), na Final da Taça do Ribatejo, o União de Tomar sagrou-se vencedor, pela primeira vez no seu historial (na sua 19.ª participação na prova – que apenas passou a disputar de forma assídua desde a temporada 2002-03, após a estreia na época de 1985-86), do troféu em disputa, voltando assim, vinte anos depois, à conquista de um título no escalão de seniores (após ter averbado, há cinco anos, idêntico galardão, mas, então, no escalão de juniores)!

Destaque – No grande dia da “festa da Taça”, reencontravam-se, no Complexo Desportivo do Bonito, no Entroncamento, num Estádio repleto de público entusiasta, as duas equipas que dominaram esta temporada no futebol distrital, o Campeão e Vice-campeão, disputando também a supremacia, agora, igualmente, na final da Taça do Ribatejo, após os dois empates registados nos encontros a contar para o campeonato.

O Mação, que defendia o troféu obtido no ano anterior (bisando o sucesso alcançado dez anos antes), apresentava-se com maior experiência neste tipo de desafios decisivos (tendo, logo no início da época vencido também a “Supertaça Dr. Alves Vieira”), face a uma equipa do U. Tomar que se estreava na final da competição.

Não obstante, desde o pontapé de saída, seriam os unionistas a assumir a iniciativa do jogo, não obstante viessem a passar por um primeiro grande susto, apenas com um minuto decorrido de jogo, quando, na sequência de um livre, e beneficiando do vento que se fazia sentir, os maçaenses enviaram uma bola, que, com uma trajectória caprichosa, viria a embater no poste da baliza tomarense.

Não acusando o toque, os rubro-negros inaugurariam o marcador apenas com sete minutos jogados, na sequência de um lançamento de linha lateral para o interior da área, onde, muito oportuno, Luís Pedro Alves, com um toque subtil, mas pleno de convicção, colocou o União em posição de vantagem.

Todavia, à medida que o tempo ia avançando, até final da primeira parte, o Mação conseguiria obter algum predomínio a meio-campo, com maior controlo de jogo, e apresentando maior insistência nos lances ofensivos.

Na segunda metade, agora jogando a favor do vento, os unionistas pareciam entrar mais afoitos, dispostos a ampliar a sua vantagem, quando num atraso para o guardião, num lance fortuito de infelicidade, ao procurar dominar a bola com o pé, ela escapou-se-lhe ligeiramente, surgindo de pronto um avançado maçaense, tornando-se inevitável o contacto (pé contra pé), que o árbitro sancionaria com grande penalidade. Também à passagem do sétimo minuto, na conversão do castigo, o Mação restabelecia a igualdade.

Curiosamente, a partir daí, e após ter conseguido assentar o seu jogo, seria sempre o União a assumir o risco, indo em busca do segundo tento, enquanto o Mação parecia mais na expectativa, aguardando pelo erro adversário para procurar o contra-golpe.

Até que – também a cerca de sete minutos do final do tempo regulamentar –, em mais uma das diversas arrancadas de Wemerson Silva, a desmarcar-se em velocidade, na sequência de um lançamento em profundidade, para as costas da defesa contrária, e a surgir isolado frente ao guardião maçaense, o melhor marcador do Campeonato e da Taça, remataria inapelavelmente, forte e colocado, “fuzilando” a baliza, sem hipótese de defesa, recolocando os nabantinos em vantagem no marcador.

Um golo de belo efeito, a surgir no momento ideal, culminando uma magnífica temporada – na qual o avançado unionista somou 29 tentos (7 na taça e 22 no campeonato) –, fazendo a diferença, e não apenas pelos golos apontados, tendo o U. Tomar alcançado um total de 81 golos, confirmando a proeza, de cariz inédito para o clube, a este nível, de marcar em todos os 34 jogos disputados nesta época!

Haveria ainda tempo, já em período de compensação, para outra fantástica arrancada de Wemerson, correndo quase meio-campo, surgindo novamente isolado, a procurar contornar o guarda-redes, o qual, em “desespero de causa”, o derrubou com os pés, originando outra grande penalidade, desta feita a favor dos tomarenses. Na conversão do lance, o brasileiro, com a mira “demasiado afinada”, acertaria com estrondo no poste, assim se gorando a possibilidade do terceiro golo unionista.

Com inteira justiça, num merecido prémio ao labor de todo o grupo de trabalho no decurso da temporada, o União de Tomar confirmava a conquista do troféu, numa partida em que há a enaltecer a forma digna como ambas as equipas actuaram, e o “fair-play” demonstrado pelos maçaenses dentro e fora de campo, assim como o comportamento dos adeptos de ambas as partes, num encontro de verdadeira festa.

Em fecho de ciclo, o técnico Lino Freitas alcançou enfim, no seu último desafio ao “leme”, o título pelo qual tanto porfiou ao longo de vários anos (igualando o registo de seis épocas consecutivas como treinador, antes atingido por Eduardo Fortes, numa muito significativa demonstração de estabilidade do clube), após quatro lugares consecutivos no pódio no campeonato, duas vezes vice-campeão e duas vezes no 3.º lugar – galardão que junta ao título de Campeão de Juniores, conquistado em 2009-10.

Com seis vitórias, um empate e uma derrota, e um “score” global de 17-5, o U. Tomar torna-se no 24.º clube a conquistar a Taça do Ribatejo, na sua 41.ª edição. Um título que, pessoalmente, com grande gratidão – para além do obrigado a todo o grupo –, aqui gostaria de associar à memória de Faustino Chora, símbolo maior da mística unionista.

II Divisão Distrital – Com o quarto triunfo (2-0 em Rio Maior) em outros tantos jogos, o U. Santarém parece lançado para garantir a promoção ao escalão principal, com a disputa pelas outras duas vagas muito repartida, com vantagem da Glória do Ribatejo (1-0 em Marinhais).

Campeonato de Portugal – As duas equipas que representam a série em que militaram os clubes do Distrito protagonizaram a surpresa da 2.ª mão do “play-off”, garantindo a qualificação para a eliminatória decisiva: o Mafra foi vencer por 4-2 ao terreno do Vilaverdense, enquanto o Vilafranquense ganhou por 2-0 em Vizela. Defrontarão agora, respectivamente, o U. Leiria e o Farense, para decidir os dois apurados para a final e inerente promoção à II Liga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Maio de 2018)

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Cidade de Tomar - 18-05-2018 O Templário - 17-05-2018

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(“O Templário”, 10.05.2018)

Com um categórico triunfo na derradeira ronda, o U. Tomar confirmou a sua quarta presença consecutiva no pódio na I Divisão Distrital: depois de ter sido vice-campeão em 2015, e de dois 3.º lugares, em 2016 e em 2017, repete agora a condição de vice-campeão, posição que alcança pela terceira vez nos últimos dez anos, período no qual regista nada menos de seis lugares de honra, entre os quatro primeiros classificados do principal campeonato da A. F. de Santarém.

Por seu lado, a vaga que restava atribuir para participação na Taça de Portugal foi garantida pelo Torres Novas, que, não obstante a sensacional vitória do Ferreira do Zêzere no reduto do novo Campeão, manteve o 3.º lugar, também mercê de uma goleada infligida ao Fazendense.

Destaques – Pese embora acabasse por não ter repercussões a nível do posicionamento final na tabela classificativa, o grande realce desta última jornada vai para o êxito da formação de Ferreira do Zêzere em Mação, impondo-se por 3-2, fechando com “chave de ouro” a sua brilhante prestação neste campeonato, em que obteve a melhor classificação de sempre da história do clube, com um excelente 4.º lugar, com o “extra” de ter sido a equipa com melhor desempenho na segunda volta. Está de parabéns Eduardo Fortes e todo o grupo que liderou!

Também o Torres Novas, com um ciclo final de quatro vitórias sucessivas, goleando (4-0) o já “conformado” Fazendense, completa uma bastante boa temporada, conseguindo, com o 3.º lugar obtido, o seu melhor registo desde há cinco anos, com o prémio da qualificação para a Taça de Portugal, num ressurgimento de um dos principais clubes históricos do Distrito. Ao invés, tendo perdido quatro dos cinco últimos jogos (enfrentando, nas três derradeiras jornadas, os três primeiros classificados), a turma das Fazendas acabaria por baixar à 6.ª posição (repetindo a classificação do ano anterior), por troca precisamente com o seu rival, U. Almeirim.

Uma nota final de realce para outra goleada, por 5-1, do Amiense frente ao At. Ouriense, traduzindo-se no quarto triunfo do conjunto de Amiais de Baixo nas cinco rondas finais, fixando-se no 9.º posto (igualado em pontos com o Cartaxo, que, no último dia, ascendeu ao 8.º lugar), afinal, ambos nove pontos acima do primeiro dos despromovidos (U. Abrantina). Por curiosidade, a equipa de Ourém classifica-se, pelo terceiro ano sucessivo, no 10.º lugar.

Confirmações – Dependendo apenas de si para garantir o 2.º posto, o U. Tomar teve uma tarde – de muito calor – bastante tranquila, marcando cedo e prontamente “arrumando” a questão, frente a um já muito desfalcado Riachense. A contagem foi-se elevando paulatinamente, até ao 3-0 que se registava no final do primeiro tempo, para, na metade complementar, e apesar de o ritmo de jogo ter decaído, os unionistas chegarem ainda ao 4-0, ficando a dever a si próprios outros tantos golos, no que poderia ter sido uma goleada de contornos verdadeiramente históricos, face a um dos clubes de maior cartel no futebol distrital nas décadas mais recentes.

Com os dois tentos apontados por Wemerson, o brasileiro confirmou também a posição de melhor marcador da prova, com um total de 22 golos, à frente de um igualmente notável Tiago Vieira (Ferreira do Zêzere), com 20, e de Hélio Ocante (U. Abrantina), com 15. Outro registo excepcional é a série de 33 jogos (todos os disputados nesta época) sempre a marcar, do União!

Assim, a confirmar o estatuto de equipas dominadoras do futebol distrital, para além de ocuparem os dois lugares cimeiros da prova (separados por seis pontos na pauta classificativa), Mação e U. Tomar terão ainda outro embate adicional, para disputa da supremacia, na final da Taça, depois dos dois empates verificados nos encontros entre ambos para o campeonato.

De sublinhar que os maçaenses conseguiram, enfim – culminando 15 anos (!) de desempenho extremamente regular, quase sempre na primeira metade da tabela (após três 4.º lugares, um 5.º, dois 6.º, seis 7.º e dois 8.º, posição que registaram na última temporada) –, alcançar o inédito título de Campeão Distrital e consequente promoção ao Nacional, em que se farão a sua estreia.

Os restantes clubes que, à partida para esta época, se anunciavam como potenciais candidatos, concluíram também a prova a vencer, quedando-se, contudo, em posições bastante aquém das expectativas: em 5.º, 7.º e 8.º, respectivamente o U. Almeirim, o Samora Correia e o Cartaxo.

Os almeirinenses passaram ainda por um susto, na recepção à U. Abrantina, mas acabariam por ganhar por tangencial 2-1. A mesma marca, aliás, com que os samorenses bateram o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, na Ribeira de Santarém, assim quebrando uma série de quatro desaires consecutivos, que haviam sofrido nas rondas precedentes.

Por seu lado, o Cartaxo não foi também além de um solitário golo na recepção ao Moçarriense, num campeonato em que denotou flagrantes dificuldades em se impor no seu reduto, finalizando, curiosamente, com desempenho exactamente igual nos jogos em casa e fora: cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, em qualquer das condições.

II Divisão Distrital – O U. Santarém prossegue a sua caminhada triunfal, tendo batido o Glória do Ribatejo, por 2-0, somando, assim, nove pontos em três jornadas, seguido por um quarteto, já a cinco pontos de distância: com os triunfos obtidos pelo Tramagal (ante o Rio Maior) e Marinhais (frente à U. Atalaiense), ambos pela margem mínima de 1-0, igualaram pontualmente o Rio Maior e Glória do Ribatejo (4 pontos), com a U. Atalaiense, na cauda, só com derrotas.

Campeonato de Portugal – Na 1.ª mão do “play-off” de apuramento de campeão e de promoção à II Liga, realce para os triunfos em terreno alheio, de Farense, em Felgueiras (3-2) e Vizela, em Vila Franca de Xira (1-0); o U. Leiria (3-1, na recepção ao Lusitano Vildemoinhos) parece também bem “encaminhado”; tendo o Mafra vencido (2-1), em casa, o Vilaverdense.

Antevisão – Conforme referido, no Domingo, 13 de Maio, no Entroncamento, teremos a final da Taça do Ribatejo, entre Campeão e Vice-Campeão, num jogo, pelo seu cariz, de “tripla”.

Na II Divisão, com os desafios agendados para Sábado, o Rio Maior terá a visita do U. Santarém – num encontro entre os dois principais favoritos –, destacando-se ainda o “derby” do município de Salvaterra, entre Marinhais e Glória; por seu lado, a U. Atalaiense, recebendo o Tramagal, necessitará vencer, para poder manter ainda aspirações à subida ao escalão principal.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 2.ª mão do “play-off”, de que parecem, por ora, favoritos a avançar para a eliminatória seguinte (na qual se decidirá quais os dois clubes finalistas da competição, premiados com a promoção à II Liga), Farense, Vizela e U. Leiria.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Maio de 2018)

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(“O Templário”, 03.05.2018)

Após a realização da 25.ª ronda do Campeonato Distrital da I Divisão, ficou já definido o lote completo de clubes a despromover ao escalão secundário, para a próxima época: U. Abrantina, Riachense, Moçarriense e Empregados do Comércio. Com o título de Campeão também já virtualmente conquistado pelo Mação, subsiste como pólo de atracção, para a derradeira jornada, a disputa pelo 2.º lugar, posição pela qual se mantém em compita um terceto, formado por U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere (este, um ponto abaixo dos dois anteriores).

Destaques – O principal destaque vai, novamente, para o triunfo (2-1) averbado pelo U. Tomar, repetindo a vitória que registara na temporada passada nas Fazendas de Almeirim, no que constitui apenas o segundo desaire caseiro do Fazendense no presente campeonato, desfecho que determinou, desde já, que o grupo almeirinense não possa almejar melhor que o 5.º posto.

Cientes da importância deste desafio, perante um dos mais credenciados opositores da competição, voltando a ter uma entrada em campo bastante afirmativa, os unionistas cedo inauguraram o marcador, controlando o jogo durante toda a sua metade inicial. Na etapa complementar, os donos da casa surgiram mais afoitos, vindo a igualar a contenda. Mas, tal como sucedera há uma semana, os tomarenses responderam de pronto, praticamente no minuto imediato, repondo a vantagem, que conservariam até final, chegando assim ao último jogo em situação privilegiada para, pelo quarto ano consecutivo, marcarem presença no pódio final.

Em Abrantes, num confronto que se perfilava como determinante na luta pela manutenção, a U. Abrantina não conseguiu chegar ao único resultado que lhe poderia ter proporcionado manter a incerteza até ao último dia, e, nesse caso, continuar a “sonhar”. Ao invés, seria o Cartaxo a marcar primeiro, comprometendo deveras tais aspirações. O grupo de Abrantes mais não conseguiria que o tento do empate, alcançado já na fase terminal do encontro, vendo assim confirmada a sua despromoção à II Divisão, acabando por ser – em função da qualidade de futebol que apresentou ao longo da prova – a principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional.

A realizar uma excelente recta final – somando a sua sexta vitória nos últimos sete jogos no campeonato –, o Torres Novas, ganhando em Samora Correia, mercê de um solitário tento, confirma o brilhante desempenho no campeonato, notoriamente acima das expectativas iniciais, superando clubes que, à partida, se perfilavam como candidatos ao título (como eram os casos do próprio Samora Correia, U. Almeirim ou Cartaxo). Pelo contrário, os samorenses, com uma época atípica, acabam por pagar a sua grande irregularidade (a uma série inicial de quatro triunfos, entre a 2.ª e 5.ª rondas, seguiu-se um terrível ciclo de sete derrotas em oito jornadas, cinco delas sucessivas, complementado, já na segunda volta, com seis vitórias consecutivas, para fechar, por agora, com mais uma série de quatro desaires), ocupando um modesto 7.º posto.

A última nota de realce vai para o triunfo do U. Almeirim em Ourém, ante o At. Ouriense, também por tangencial 1-0, posicionando-se no 6.º lugar, mas, ainda, com a possibilidade de chegar ao 5.º, caso consiga igualar pontualmente o seu grande rival das Fazendas de Almeirim.

Confirmações – A equipa do Ferreira do Zêzere, recebendo e batendo o Amiense, por 1-0 (interrompendo um ciclo de três vitórias sucessivas do grupo de Amiais de Baixo) continua a cotar-se como a de melhor desempenho na segunda volta da competição, tendo garantido já a melhor classificação de sempre da sua história – pelo menos, um absolutamente notável 4.º lugar –, aspirando ainda a uma posição no pódio, pese embora enfrente a derradeira jornada em desvantagem pontual e com uma difícil visita ao terreno do Campeão.

Precisamente, o Mação, agora já em descompressão, talvez começando a pensar na final da Taça, foi vencer a Riachos, por ilusória margem de 2-0, na perspectiva de que o Riachense manteve o nulo no marcador praticamente até ao derradeiro minuto do tempo regulamentar…

Por fim, no “derby” escalabitano, entre os dois últimos classificados, o Moçarriense conseguiu, enfim, quebrar a “malapata”, ganhando pela primeira vez em toda a segunda volta (antes, somava dez derrotas e um único empate!), impondo-se também por tangencial 2-1 aos Empregados do Comércio, que, assim, não evitarão a posição final de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – Teve já início a fase final, de apuramento de Campeão e dos três clubes a promover ao principal escalão, com uma “jornada dupla”, no feriado, de 25 de Abril, e no passado Domingo. Destaca-se já, isolado na liderança, o U. Santarém, com duas vitórias por “chapa 4”: 4-2 no Tramagal, a que se seguiu nova goleada, por 4-0, na recepção ao Marinhais (que, na semana anterior, tinha sido já derrotado por ainda mais esmagadora marca de 6-0). Por seu lado, Rio Maior (4-1 ao Atalaiense, depois de um nulo em Marinhais) e Glória do Ribatejo (2-1 na Atalaia, a que se seguiu um empate a zero na recepção ao Tramagal), parecem pretender posicionar-se também como outros principais candidatos à subida.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, para a jornada derradeira, as atenções estarão focadas no U. Tomar-Riachense (com os unionistas a necessitar confirmar o favoritismo, para “carimbar” o 2.º lugar, que ocuparam durante a maior parte da temporada), Torres Novas-Fazendense (um confronto com tendência histórica claramente favorável aos torrejanos, que poderão ainda beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação) e Mação-Ferreira do Zêzere (com os ferreirenses apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”).

Na II Divisão, o U. Santarém recebe o Glória do Ribatejo, podendo, em caso de vitória, garantir posição muito confortável no que à subida diz respeito, enquanto Tramagal e Rio Maior terão um confronto que poderá ter implicações relevantes em tal disputa. O outro jogo coloca frente a frente Marinhais e U. Atalaiense, equipas que vêm de goleadas sofridas nas rondas iniciais.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 1.ª mão do “play-off” de apuramento para subida à II Liga (apenas duas vagas de promoção), numa eliminatória com o seguinte alinhamento: Mafra-Vilaverdense, Vilafranquense-Vizela, U. Leiria-Lusitano Vildemoinhos e Felgueiras-Farense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Maio de 2018)

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(“O Templário”, 26.04.2018)

Numa jornada, repleta de golos, em que a disputa pelo 2.º lugar prossegue bem acesa, sublinha-se o consumar da despromoção do Riachense ao escalão secundário, no ponto mais baixo do clube em várias décadas, após uma fase, bem recente, em que predominou no futebol distrital (com quatro títulos de Campeão da I Divisão, entre 2001 e 2013, a que se somam as Taças do Ribatejo conquistadas em 2009 e 2010), e depois de ter sido vice-campeão na época passada!

Destaques – O principal destaque da 24.ª ronda vai para a goleada (5-2) aplicada pelo U. Tomar na recepção ao Samora Correia (depois do 5-0 com que os unionistas haviam já brindado este mesmo adversário, na primeira volta), num jogo frenético, com cinco golos na primeira meia hora, curiosamente, com os samorenses a colocarem-se, por duas vezes, em vantagem.

De facto, logo nos minutos iniciais, os visitantes, em contra-ataque, inauguraram o marcador, situação a que os tomarenses reagiriam de melhor forma, repondo a igualdade logo no minuto imediato. Para, poucos minutos volvidos, o Samora Correia, beneficiando de uma grande penalidade, fazer o 2-1. Outra vez sem vacilar, os “rubro-negros” ripostariam com novo tento, empatando a contenda, antes de, prontamente, adquirirem confortável vantagem, ampliando a marca até aos 4-2. Esperar-se-ia que, no segundo tempo, ambas as equipas, libertas de espartilhos tácticos, pudessem continuar a fazer subir o “placard”, mas, com a toada do jogo mais “morna”, o golo que fixaria o resultado final apenas chegaria já sobre o minuto 90.

Mas, nesta jornada em se bateu um “record”, com um total de 36 golos (média superior a 5 golos por jogo!), em Torres Novas ia-se respondendo, “taco a taco”, aos golos que chegavam de Tomar, chegando-se ao intervalo com um surpreendente 4-3, com os Empregados do Comércio a oferecer inesperada réplica aos torrejanos. Porém, na etapa complementar, só “deu” Torres Novas, a confirmar uma impressionante goleada (8-3), com mais quatro tentos apontados.

No que, noutras circunstâncias, teria sido o jogo de maior cartaz da jornada, o Mação fez a festa da consagração do título de Campeão, recebendo um dos então 2.º classificados, Fazendense. E, com ambas as equipas a dar também o seu contributo para a verve goleadora, numa partida muito animada, com sucessivas reviravoltas no marcador, o resultado final seria uma curiosa igualdade a três golos, mais penalizadora para os visitantes, que se atrasaram na classificação.

Por fim, na Moçarria, num encontro entre duas equipas “desencantadas” com a sua situação, o Moçarriense já com o destino traçado (despromoção à II Divisão Distrital) e a U. Abrantina, relativamente à qual se antecipava o mesmo desfecho, o grupo de Abrantes fez questão de “gritar” que continua bem vivo, impondo-se por 3-1, continuando a sonhar com um “milagre”.

Confirmações – Num desafio em que se decidia a manutenção (para uns) ou o evitar da despromoção imediata (para outros), o Amiense confirmou a sua superioridade, goleando o Riachense (4-1), garantindo assim – com terceiro triunfo consecutivo –, a permanência, ao invés da formação dos Riachos, que, ainda com duas jornadas por disputar, já nada poderá fazer para evitar um desenlace que se foi desenhando ao longo da temporada, para o qual, indirectamente, contribuíram também as descidas do Coruchense e do Alcanenense do Campeonato Nacional.

Quem parecia já livre de aflições era o Cartaxo, que, afinal, não tendo conseguido melhor do que o empate (1-1) na recepção ao At. Ouriense – um resultado dentro das expectativas, atendendo ao que tem sido o comportamento dos visitados, no seu reduto, nesta época –, acaba por ver-se ainda envolvido num cenário (de reduzida probabilidade, mas de risco), de poder vir a ser também despromovido, no que constituiria uma conclusão absolutamente inesperada para uma campanha em que os cartaxeiros se chegaram a auto-proclamar candidatos ao título…

Supresa – A surpresa desta ronda – se é que se pode ainda caracterizar de surpresa o brilhante desempenho do conjunto de Ferreira do Zêzere (o melhor registo de entre todos os clubes, na segunda volta!) – foi o triunfo (1-0) alcançado pelos ferreirenses em Almeirim, frente ao União local, ascendendo novamente ao 4.º lugar da tabela, somente um ponto abaixo do par formado por U. Tomar e Torres Novas, quando faltam realizar apenas duas jornadas neste campeonato.

II Divisão Distrital – Na série a Norte realizou-se o jogo que tinha ficado em suspenso da derradeira ronda, não tendo a U. Atalaiense tido dificuldades, para, vencendo tranquilamente por 3-0, em Alferrarede, garantir a última vaga para a fase final, de apuramento de Campeão. A Sul, realce para a impressiva goleada (6-0) do U. Santarém, frente ao Marinhais, num jogo que colocava frente a frente os dois primeiros classificados, para decisão do vencedor de série.

Disputarão a fase final, para promoção ao principal escalão – com arranque já no feriado, de 25 de Abril –, Tramagal-U. Santarém, U. Atalaiense-Glória do Ribatejo e Marinhais-Rio Maior.

Campeonato de Portugal – Na derradeira ronda da prova, o Fátima, vencedor em Ponte de Sôr (2-1), completou da melhor forma a sua boa recta final, sem perder nos oito últimos jogos (nos quais somou cinco triunfos), fixando-se, na tabela, num, apesar de tudo, positivo 6.º lugar. Pior estiveram o Coruchense, derrotado em Torres Vedras (0-1) e o Alcanenense, batido em Vila Franca de Xira (0-3), respectivamente 12.º e 14.º classificados, descendo ambos ao Distrital.

A par de Coruchense e Alcanenense, alguns outros “nomes ilustres” do futebol nacional caíram igualmente nos Distritais: Bragança, Salgueiros, Freamunde, Marinhense, Lusitânia dos Açores e Lusitano de Vila Real de Santo António (para além de outros 22 clubes, num total de trinta).

Disputam os “play-off” de apuramento de Campeão e promoção à II Liga os seguintes clubes: Vizela, Felgueiras, U. Leiria, Mafra e Farense (vencedores de série); e Vilaverdense, Lusitano de Vildemoinhos e Vilafranquense (três melhores de entre os 2.º classificados das cinco séries) – ficaram com a “fava” do 2.º lugar, mas afastados da fase final, o Espinho e o Oriental.

Antevisão – No escalão principal, nos dois polos ainda em disputa, realce para o Fazendense-U. Tomar (com o calendário a “reservar” à turma das Fazendas, nas três últimas jornadas, encontros com os três primeiros, tendo ainda de visitar Torres Novas) e Samora Correia-Torres Novas, no que respeita à luta pelo 2.º lugar; e para o U. Abrantina-Cartaxo, em que só a vitória da formação de Abrantes lhe permitirá levar a decisão sobre a manutenção para a derradeira ronda (apesar de tudo parecer jogar ainda em seu desfavor, dado que se deslocará a Almeirim, enquanto o Cartaxo receberá o Moçarriense) – mas, “enquanto há vida, há esperança”…

Na II Divisão, depois da jornada de abertura da fase final, agendada para o feriado, disputa-se já a 2.ª ronda, com o seguinte alinhamento: U. Santarém-Marinhais (por coincidência, uma reedição do jogo da semana passada), Glória do Ribatejo-Tramagal e Rio Maior-U. Atalaiense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Abril de 2018)

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(“O Templário”, 19.04.2018)

Ainda com três rondas por disputar, praticamente tudo ficou já definido: atestando a sua grande eficácia nos jogos em terreno alheio – e beneficiando dos desaires dos principais concorrentes –, o Mação confirmou matematicamente a conquista do título de Campeão Distrital da I Divisão; por seu lado, em função da despromoção de Coruchense e Alcanenense ao Distrital, serão quatro os clubes a despromover ao escalão secundário, ao qual regressam Moçarriense e Empregados do Comércio, tendo Riachense e U. Abrantina destino similar “anunciado”.

Destaques – O principal destaque da 23.ª jornada vai para mais uma goleada imposta pelo Mação, vencendo no reduto do Samora Correia por categórica marca de 4-0. Com extrema eficácia, não vacilando, os maçaenses conseguiram contrariar da melhor forma a iniciativa adversária, somando o nono triunfo em doze partidas fora de casa (apenas empataram na Ribeira de Santarém e em Tomar, tendo sido desfeiteados uma única vez, nas Fazendas de Almeirim)!

Este foi o factor-chave para o êxito do clube de Mação, que se sagra, pela primeira vez no seu historial, Campeão Distrital do escalão principal, garantindo, paralelamente, a promoção ao Campeonato de Portugal, prova em que se estreará na próxima época. Com uma campanha em que se superiorizou a praticamente todos os adversários mais cotados (o U. Tomar é, até agora, o único clube que, nos dois encontros disputados na prova, não foi derrotado pelos maçaenses), o novo Campeão conseguiu, desde cedo, desequilibrar a seu favor um campeonato extremamente equilibrado, dispondo de uma diferença pontual face aos 2.º classificados idêntica àquela que separa o trio que reparte tal posição do 10.º lugar; números que atestam a justiça da conquista alcançada, premiando a regularidade do grupo comandado por João Vitorino.

A culminar um campeonato muito bom, o Torres Novas saiu vencedor do principal “clássico” do Distrito, batendo o U. Tomar por 2-1. Numa partida em que os tomarenses dominaram em largo período, voltando a ser ineficazes na concretização, acabariam por ter a infelicidade de sofrer um primeiro golo “contra a corrente” do jogo, vendo acrescidas as já naturais dificuldades do jogo, em terreno alheio, perante um opositor credenciado. Nunca se entregando, mesmo já depois de ter sofrido um segundo tento, os unionistas reduziriam ainda para a diferença tangencial, forçando nos minutos finais, não tendo, contudo, conseguido evitar a derrota.

U. Tomar, Fazendense e Torres Novas partilham agora a 2.ª posição, um ponto apenas acima do Ferreira do Zêzere, numa disputa que constitui agora o maior aliciante, até final da competição.

Confirmações – Tiveram desfechos expectáveis os jogos: Ferreira Zêzere-Cartaxo (1-1), com os cartaxeiros a vincar a sua maior propensão para resultados positivos fora de casa (onde averbaram 17 dos 31 pontos de que dispõem); At. Ouriense-Moçarriense (4-2), a libertar definitivamente a turma de Ourém de maiores preocupações, ao mesmo tempo que sentencia a descida da formação da Moçarria; Riachense-U. Almeirim (0-1), com a equipa favorita a apontar o tento da vitória já em período de compensação; e Empregados do Comércio-U. Abrantina (1-1), confirmando-se também a despromoção dos “Caixeiros”.

Sendo quatro os clubes a despromover à II Divisão, U. Abrantina e Riachense – respectivamente a sete e a oito pontos do Amiense –, parecem não ter já possibilidade de evitar também a descida, no que constituirá um sério revés para o vice-campeão distrital da época passada…

Supresa – A grande surpresa da jornada foi protagonizada precisamente pelo Amiense, que conseguiu quebrar a invencibilidade caseira do Fazendense, indo vencer às Fazendas de Almeirim por 2-1, o que lhe deverá ter proporcionado colocar-se a salvo de maiores aflições. Um excelente trabalho de Jorge Peralta, somando terceira vitória nas últimas quatro jornadas.

II Divisão Distrital – Na série a Norte, na sua derradeira ronda, sucedeu o inesperado: o jogo decisivo, entre Alferrarede e U. Atalaiense, não se disputou, por falta de policiamento… Em função da vitória do Pego face ao Aldeiense (2-1), os pegachos ascenderam, à condição, ao ambicionado 3.º lugar, que proporcionará o apuramento para a fase final. Porém, ficam pendentes da deliberação que vier a ser adoptada: caso o Alferrarede venha a ser sancionado administrativamente com derrota, o clube da Atalaia retomará o 3.º posto; caso o jogo venha a ser “repetido”, o Pego apenas perderá o 3.º lugar se a U. Atalaiense vencer tal desafio.

A Sul, na penúltima ronda, o U. Santarém aproveitou a folga do Marinhais – e o empate (1-1) do Glória do Ribatejo em Pontével –, para, ganhando no terreno do Vale da Pedra (4-1) ascender ao comando isolado da série. Os três primeiros estavam já apurados para a fase final.

Campeonato de Portugal – A penúltima jornada da competição traçou também o destino do Coruchense, que, não tendo conseguido melhor que a igualdade (2-2) na recepção ao Lusitânia, mantém um agora já irreparável atraso de três pontos em relação ao 1.º de Dezembro (mercê do empate alcançado pela equipa sintrense em Alcanena, a uma bola), vendo assim consumar-se a despromoção ao Distrital, escalão a que volta a baixar, depois dos títulos aí alcançados nas temporadas de 2014-15 e 2015-17, não conseguindo, portanto, fixar-se no Nacional. Em dia de empates, o Fátima não destoou, registando igual desfecho (1-1) ante o Loures.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, noutras circunstâncias, o Mação-Fazendense seria um desafio de grande cartaz; assim, será o jogo de consagração dos maçaenses junto do seu público, com os visitantes a procurar juntar-se ao U. Tomar, como únicas equipas a conseguir manter a invencibilidade perante o novo Campeão. Noutro encontro entre duas das equipas mais credenciadas da prova, o U. Tomar recebe o Samora Correia. Também na disputa pelo 2.º lugar, o Torres Novas parece ter a tarefa mais facilitada, recebendo o Empregados Comércio, enquanto o Ferreira Zêzere enfrenta difícil saída até Almeirim. No Amiense-Riachense, qualquer outro resultado que não a vitória do conjunto de Riachos traduzir-se-á na confirmação da sua descida.

No escalão secundário, faltando disputar apenas a derradeira jornada da Série Sul, o “jogo grande” será o U. Santarém-Marinhais, em que se decide o outro vencedor de Série (o Rio Maior venceu a Série Norte), bastando aos escalabitanos o empate para confirmar o 1.º lugar.

No Campeonato de Portugal, atingindo-se também a última ronda, já sem nada para decidir no que respeita aos clubes do Distrito, o Fátima desloca-se a Ponte de Sôr; o Coruchense visita Torres Vedras; enquanto o Alcanenense vai de viagem até Vila Franca de Xira.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Abril de 2018)

 

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(“O Templário”, 12.04.2018)

União de Tomar (no que constitui uma estreia absoluta no seu longo e rico historial) e Mação (que bisa a presença da época passada, na qual se sagrou vencedor do troféu), confirmando o favoritismo que lhes era creditado, garantiram o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Entroncamento, no próximo dia 13 de Maio, noutro embate entre os dois clubes que, nesta temporada, mais têm vincado também a disputa da supremacia no campeonato.

Destaque – Como que a atestar a velha máxima do futebol de que “não há dois jogos iguais” (ou haverá?…), o Mação rectificou – de forma radical – o surpreendente empate que concedera na 1.ª mão das meias-finais, no seu terreno, perante o “lanterna vermelha” do campeonato, indo vencer, à Ribeira de Santarém, os Empregados do Comércio, por retumbante goleada de 7-1!

Curiosamente, depois de, há cerca de um mês, ter goleado esta mesma equipa dos “Caixeiros” por 6-0 – e, de entretanto, ter repetido, no jogo da Taça, o empate a dois golos que registara na primeira volta do campeonato –, os maçaenses voltaram a triunfar por margem de seis tentos…

Afinal, o que parecia poder vir eventualmente a complicar-se acabaria por se tornar bem fácil, após o quebrar da resistência dos donos da casa, com dois golos averbados em curto espaço de tempo, à passagem da meia hora de jogo. A partir daí, o desfecho da eliminatória ficou praticamente definido, pelo que, na sequência do terceiro tento, logo a abrir a segunda parte, não surpreendeu o progressivo avolumar do marcador, perante um grupo que, não obstante, não abdicou da sua dignidade, acabando por chegar ao “ponto de honra”, a premiar a sua entrega.

Em suma, um apuramento “com distinção” para o Mação, com um expressivo “score” global de 9-3, pese embora, em termos de resultados, com balanço idêntico ao da outra eliminatória, tendo somado uma vitória e um empate.

Surpresa – Ao invés, o U. Tomar, que trouxera da capital do Distrito um promissor triunfo, veria, num ápice, complicar-se sobremaneira a sua tarefa, ao consentir, ainda não estavam completados três minutos, o golo dos forasteiros, que, no final do desafio, valeria uma ainda assim inesperada igualdade, atendendo ao actual estatuto das duas equipas, de diferente escalão. Curiosamente, em termos históricos, o confronto entre ambos os clubes passou a registar um absoluto equilíbrio: em 42 jogos disputados, 14 vitórias para cada lado e outros tantos empates!

Entrando praticamente a perder, de imediato se desvanecia a vantagem angariada, o que afectaria de forma determinante a evolução da partida. A partir desse instante, o U. Santarém, já em posição confortável, deixou de ter necessidade de arriscar, jogando de forma muito organizada, não dando espaços aos tomarenses, que, por seu lado, sob uma inclemente chuva, denotavam enorme dificuldade em construir jogo e criar perigo junto à zona defensiva contrária.

Cientes da necessidade de, pelo menos, igualar o marcador, para evitar a contingência do sempre ingrato desempate da marca de grande penalidade, os nabantinos abordaram o segundo tempo com uma atitude substancialmente melhorada, desde cedo começando a empurrar o adversário para a sua área, assumindo o risco – o que, por outro lado, lhes poderia ter sido fatal, caso os escalabitanos tivessem aproveitado um par de rápidos lances de contra-ataque, em que esteve iminente novo golo na baliza dos “rubro-negros”.

Mas, logo depois, os tomarenses acabariam por ver também premiada a sua iniciativa e persistência, obtendo o tão ansiado golo (uma vez mais por intermédio de Wemerson), que lhes possibilitava retomar a vantagem na eliminatória – dando, paralelamente, continuidade à magnífica série (“record”) de 29 jogos consecutivos sempre a marcar, em todos os desafios disputados nesta temporada (30, se contarmos também a última jornada da época passada).

Até final, seria necessário sofrer ainda um pouco mais, de forma a – face a um oponente de valor, candidato ao título do escalão secundário e a afirmar-se na I Divisão – preservar o resultado (1-1) que proporciona ao U. Tomar, pela primeira vez no seu historial, o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, à 19.ª participação na prova! Começou já a fazer-se história…

Campeonato de Portugal – A duas jornadas do fim, começam a surgir as primeiras definições: o Mafra garantiu já o 1.º lugar na Série D e consequente apuramento para o “play-off” final; enquanto, da parte das equipas representativas do Distrito, o Fátima assegurou a manutenção, ao invés do Alcanenense, que viu consumar-se, matematicamente, a despromoção.

Após quatro triunfos consecutivos, bastou ao Fátima (7.º classificado) o nulo, na recepção ao Sacavenense, para ampliar para já inalcançáveis oito pontos a vantagem face ao primeiro clube abaixo da “linha de água”, curiosamente, a turma do Coruchense (11.º), goleada por 5-0 no jogo da consagração do líder, agora dois pontos abaixo do Sintrense (e a três do 1.º Dezembro), conservando, não obstante o desaire sofrido, algumas esperanças na permanência.

Uma situação a que o Alcanenense (13.º) já não poderá chegar, depois da derrota por 1-2 nas Caldas, dado o atraso de sete pontos que regista em relação ao Sintrense. Culminando uma temporada atípica, muito irregular, e pautada por uma terrível série de seis desaires, o clube de Alcanena regressa ao Distrital, após… seis épocas consecutivas nos Nacionais.

Antevisão – Depois da “festa da Taça”, regressam as emoções dos campeonatos. Na I Divisão, destaque para as difíceis saídas dos dois primeiros classificados: o Mação desloca-se a Samora Correia, equipa que viu quebrado, na ronda anterior, um excelente ciclo de seis triunfos; por seu lado, o U. Tomar visita Torres Novas, no reeditar do clássico mais repetido no futebol do Distrito: será a 90.ª vez que estes dois clubes rivais se cruzam em jogos de campeonato e taça!

De grande interesse, na luta pela manutenção – quando se sabe já, agora, que serão pelo menos três os clubes a despromover à II Divisão –, teremos as seguintes partidas: Empregados do Comércio-U. Abrantina e Riachense-U. Almeirim; para além do Fazendense-Amiense.

No escalão secundário, toda a dúvida assenta na série a Norte, com a terceira vaga de apuramento em disputa entre U. Atalaiense (favorito, “bastando-lhe” ganhar em Alferrarede), Aldeiense (desloca-se ao Pego), Pego e Caxarias (visita o terreno da Ortiga), com um único ponto a separá-los, à entrada da derradeira ronda. A Sul, tudo está já definido, com a qualificação para a fase final assegurada por Marinhais, U. Santarém e Glória do Ribatejo.

No Campeonato de Portugal, as atenções estarão focadas no Coruchense-Lusitânia (e no Sintrense-Mafra), cabendo ao Fátima receber o Loures, sendo que o Alcanenense poderá dar ainda uma “ajuda” (?) à formação do Sorraia, se ganhar em casa, frente ao 1.º de Dezembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Abril de 2018)

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