O Templário


(“O Templário”, 02.02.2023)

A nota mais significativa desta “Pré-eliminatória” da Taça do Ribatejo (primeira ronda abrangendo clubes do principal escalão do futebol distrital) vai para o afastamento dos dois primeiros classificados do campeonato, U. Tomar e Fazendense, que, assim, falham – pela primeira vez nos últimos quinze anos, em ambos os casos – a presença nos 1/8 de final da competição, depois de 14 anos de apuramentos consecutivos dos dois clubes, desde 2009!

A outra nota vai para o extremo desnível registado em dois dos encontros entre equipas de escalão diferente, por números que “já não se usam” (14-0 e 12-0!), traduzindo uma situação que não é positiva para a modalidade, a suscitar a necessária reflexão – desde 2011 que não se verificava um resultado de 14-0 (goleada do Porto Alto, fora de casa, face ao Barrosense); o anterior 12-0 (vitória do U. Rio Maior ante o Mugense) tinha ocorrido já em 1998.

Por curiosidade, para além desses casos, as maiores goleadas da história da Taça do Ribatejo foram as seguintes: Riachense-Santanense (16-1, em 1994); Águias do Sorraia-Fazendense (0-15 – 1989); Pego-Olalhas (15-0 – 1989); U. Almeirim-Marianos e Murta (14-0 – 1992); Tramagal-C.A.D.C.A (12-0 – 1976); Vasco da Gama-Cercal (12-1 – 1992); U. Rio Maior-Moita do Norte (12-1 – 2001); e Ouriquense-Marianos e Murta (11-0 – 1991); afora oito vezes 10-0.

De resto, foi uma eliminatória sem surpresas significativas, não tendo emergido qualquer “tomba-gigantes”, avançando para os 1/8 de final: treze clubes da I Divisão (tendo os, apenas, três eliminados – para além de U. Tomar e Fazendense, também o Ferreira do Zêzere – sido afastados por clubes do mesmo escalão); e três da II Divisão (Moçarriense e Riachense, isentos; e Vasco da Gama, única equipa a apurar-se dentro de campo, frente ao Glória do Ribatejo).

Destaques – No “jogo-grande”, em Mação, cruzavam-se dois clubes que somavam um agregado total de 29 qualificações consecutivas (!) para os 1/8 de final da Taça: 15 por parte do Mação, desde o ano de 2007 (sendo que não participara na edição de 2018-19, dado ter disputado, nessa temporada, o Campeonato de Portugal); 14 do Fazendense, desde 2009.

Por curiosidade, repetiam o embate de quinze dias antes, para o campeonato (que os visitantes venceram por 1-0); desta feita as equipas neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo no marcador. No desempate da marca de “penalty” os maçaenses foram mais eficazes, conseguindo, pois, uma espécie de desforra, afastando – logo na ronda inicial –, o “Rei” da Taça, Fazendense (com o máximo de cinco troféus conquistados e actual detentor do título).

Em Benavente, o actual penúltimo classificado do campeonato recebia o líder, U. Tomar, emblemas separados por 26 pontos (13 vs. 39). Porém, dentro de campo, tal diferença não foi, de modo algum, tão notória: o jogo foi repartido durante larga fase da primeira parte, sendo que os donos da casa se colocaram em vantagem logo ao minuto 25, não tendo o União – mesmo beneficiando de algumas ocasiões de perigo – conseguido evitar sair para o intervalo a perder.

Na segunda metade os tomarenses intensificaram a pressão, assenhoreando-se do jogo, vindo a restabelecer a igualdade aos 65 minutos; até final, mantendo o domínio, desperdiçariam pelo menos um par de oportunidades flagrantes para vencer. No desempate da marca de “penalty”, tal como sucedera, no início da época, na Taça de Portugal (em Pombal), e, por coincidência, na véspera, com a equipa de juniores do clube (no Entroncamento), acabariam por ser eliminados.

Ferreira do Zêzere e Alcanenense tinham como que um “tira-teimas”, voltando a encontrar-se após o confronto de duas semanas antes, em Alcanena. Pois, se dúvidas tivessem ficado sobre a superioridade do Alcanenense, elas foram “esclarecidas”, repetindo-se – agora em reduto alheio – o desfecho a seu favor (3-1), confirmando a boa fase que vem atravessando.

Quanto aos ferreirenses – “recordistas” de participações na Taça (presença em 45 das 46 edições da prova, apenas tendo falhado na edição inaugural, na época de 1976-77) –, viram-se também prematuramente arredados de outro objectivo, a juntar à irregular carreira no campeonato.

Há, depois, a história de dois desafios “sem história”, consubstanciando jogos de sentido único: as estrondosas goleadas de 14-0, infligida pelo Amiense ao Paço dos Negros, com destaque para os cinco golos de Cristiano Aniceto “Ganso”, e quatro de Luís Torres “Moleiro”; e 12-0, aplicada pelo Abrantes e Benfica ao At. Pernes (com um total de oito jogadores a marcar) – averbadas justamente ante os dois últimos classificados da série Sul da II Divisão.

Surpresa – Em bom rigor, não chegou a consumar-se a surpresa “total”, que teria constituído a eliminação do Samora Correia, mas o empate (3-3) concedido pelos samorenses na recepção ao Espinheirense (actual 3.º classificado da série Sul do escalão secundário) não estaria nas expectativas. Valeu aos donos da casa serem mais efectivos na fórmula de desempate definida.

Confirmações – Nos outros quatro jogos, confirmou-se o favoritismo de Torres Novas (3-0 ao Caxarias), Salvaterrense (2-0 no Pego), At. Ouriense (por “apertado” 3-2, nos Foros de Salvaterra, sendo que reverteu, num minuto, uma desvantagem de 1-2), e – no único embate entre clubes da II Divisão – do Vasco da Gama (4-1, frente ao Glória do Ribatejo, clube de tradição na Taça, vencedor há duas épocas, este ano a realizar campanha muito aquém).

Anota-se que, por sorteio prévio, tinham ficado isentos, apurando-se para a ronda seguinte, seis clubes: Águias de Alpiarça, Cartaxo, Entroncamento AC, Fátima, Moçarriense e Riachense.

Campeonato de Portugal – Sinais positivos, na ronda 16, e um extremamente negativo: o Coruchense surpreendeu, batendo o anterior líder, B. C. Branco, por 2-0, enquanto o U. Santarém obteve um, apesar de tudo, favorável empate a zero em Sintra; quanto ao Rio Maior, fez “falta de comparência” em Pêro Pinheiro, dado os jogadores terem decidido “cessar a actividade”, devido aos sucessivos incumprimentos da SAD, com reiteradas situações de vencimentos em atraso. Uma situação de gravidade, comprometedora da verdade desportiva.

Os escalabitanos integram agora um quarteto que reparte a vice-liderança, a três pontos do 1.º de Dezembro; tendo a turma do Sorraia ascendido à 6.ª posição, somente dois pontos abaixo!

Antevisão – No regresso às emoções do campeonato, os três primeiros, U. Tomar, Fazendense e Amiense, voltam a jogar fora de casa, com “ameaçadoras” deslocações, respectivamente, ao Cartaxo, a Torres Novas e a Alpiarça, para defrontar adversários posicionados na segunda metade da pauta classificativa, apostados em amealhar alguns preciosos pontos.

Alcanenense (4.º) e Samora Correia (5.º), actuando nos respectivos terrenos, terão maior dose de favoritismo, recebendo o Fátima e o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC – mas, em especial, os fatimenses (com uma série em curso de três triunfos) não deixarão de procurar surpreender de novo, como, aliás, o fizeram já, em jornadas recentes, de forma repetida.

Na II Divisão destacam-se as seguintes partidas: Moçarriense-Espinheirense (com o 2.º a receber o 3.º); e, a Norte, o Tramagal-Riachense, colocando frente-a-frente os dois primeiros.

No Campeonato de Portugal, teremos um entusiasmante embate U. Santarém-Coruchense; ficando por saber se o Rio Maior (que deverá receber o Loures) consumará ou não a desistência.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Fevereiro de 2023)

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(“O Templário”, 26.01.2023)

São os actuais quatro primeiros classificados e, também, os clubes que (a par do Fátima) ganharam os dois jogos já disputados na segunda volta do Campeonato Distrital da I Divisão da presente época: U. Tomar, Fazendense, Amiense e Alcanenense confirmam-se – numa altura em que o grau de exigência da competição vai crescentemente “apertando” – como os candidatos ao título.

Para além das vitórias próprias, beneficiam também dos deslizes alheios: se, na semana passada, tinha sido o Mação a ficar irremediavelmente para trás, desta feita foi o Samora Correia a atrasar-se, tendo averbado derrotas nas duas últimas rondas, sendo que os seus quatro desaires na prova foram registados, todos, nos sete encontros mais recentes, dos quais, aliás, ganhou apenas dois.

Destaques – Tal como se antecipava pudesse vir a acontecer, o embate entre Amiense e Samora Correia revelou-se clarificador, com os samorenses a serem os principais derrotados desta jornada, perdendo por 2-1, vendo, pois, ampliar-se o atraso face aos primeiros da tabela, com amplitudes já dificilmente reversíveis – dado reportar-se a vários concorrentes: oito pontos em relação ao U. Tomar; seis para o Fazendense; cinco face ao adversário do passado fim-de-semana, Amiense, que regista a melhor série em curso, tendo somado quarto triunfo consecutivo.

Em evidência, continuando a dar indícios de grande solidez, continua o Alcanenense, que superou de forma convincente um teste de elevada dificuldade, ganhando em Benavente por 2-0, especialmente com dois elementos em realce: os jovens guineenses, Moisés Iabna, melhor marcador da prova, com 14 golos, e Botche Candé (respectivamente com 20 e 19 anos). A que se alia a robustez defensiva, apenas com quatro golos sofridos nas últimas nove partidas, que lhe confere, nesta altura, o estatuto de equipa menos batida do campeonato, a par do Fazendense.

Depois de uma série muito negativa, de cinco desaires sucessivos, o Cartaxo esteve em destaque pela positiva, indo ganhar ao reduto do “lanterna vermelha”, Entroncamento, por tangencial 1-0, mercê de um tento apontado já em período de compensação. Um resultado de grande importância, não só na aritmética presente do campeonato, como, especialmente, em termos anímicos.

O qual, em paralelo, pode ter começado a sentenciar o destino do emblema da cidade ferroviária, que, somando oito escassos pontos, subsiste a nove pontos de distância da “linha de água”, zona delimitadora definida precisamente por este último adversário, Cartaxo, agora no 13.º posto – mas que, dependendo do desempenho do Coruchense no Nacional, poderá até subir para doze pontos.

Surpresas – A principal surpresa da jornada foi a igualdade (2-2) cedida pelo Mação, na recepção ao At. Ouriense, conjunto que seguia com quatro derrotas sucessivas, não vencendo há sete jogos. E a surpresa poderia ter sido maior ainda, dado que os maçaenses chegaram a estar em posição de desvantagem no marcador. Uma actuação que poderá estar de alguma forma relacionada com o facto de os visitados terem deixado de crer na possibilidade de chegar ao topo da tabela.

Outra meia-surpresa ocorreu em Ferreira do Zêzere, também a consentir empate (3-3) ante o Salvaterrense – por três vezes tendo deixado escapar a vantagem de que usufruía –, em contexto de alguma forma análogo: os ferreirenses não terão já, nesta fase ainda relativamente prematura do campeonato, objectivos muito palpáveis, ocupando a 7.ª posição, mas distando oito pontos do 5.º lugar. Viram, assim, a turma de Salvaterra colar-se, somente a um ponto, partilhando o 8.º posto com o Torres Novas; assim como, mais abaixo, Fátima e At. Ouriense estão mais próximos.

Confirmações – Nos restantes três encontros, os visitados confirmaram o seu favoritismo, sendo que o Fátima só chegaria à vitória (2-1) ante o Águias de Alpiarça mesmo no derradeiro instante.

Por seu lado, U. Tomar e, em especial, Fazendense, ganharam mais “facilmente” do que seria expectável: o grupo das Fazendas cedo resolveu a contenda (primeiro golo ao terceiro minuto; e o segundo à meia hora), “despachando” o Abrantes e Benfica por claro 3-0, com os abrantinos (que caíram no antepenúltimo lugar) a terem, prontamente, de “arrepiar caminho”, sob pena de poderem vir a ter surpresa bem desagradável no balanço final da prova; quanto aos unionistas, bateram o Torres Novas por 4-1, margem excessiva face à actuação das duas equipas em campo.

No “clássico dos clássicos”, os tomarenses também inauguraram o marcador ainda em fase inicial (à passagem do quarto de hora), mas viram, logo de seguida, a bola a embater nos ferros da sua baliza. O jogo continuou repartido, com os tomarenses, mais eficazes, a ampliar para 2-0.

No recomeço os torrejanos chegaram a exercer algum ascendente, com o União a defender-se bem, vindo, contudo, a sofrer o golo quando conseguira reequilibrar já o desafio. Até final, não se descompondo, confirmaria o triunfo com dois tentos em dois minutos, entre os 78 e os 80, frente a um adversário que mostrou a razão de ser da bela recuperação que tem vindo a realizar.

Para além de Pedro Pires, melhor marcador da equipa, realce para Diogo Ismail, que aproveitou da melhor forma a oportunidade que se lhe proporcionou, bisando na partida. O U. Tomar mantém-se como equipa com mais golos (36 – dois a mais que o Fazendense), tendo, em paralelo, a terceira defesa menos batida (16 golos sofridos – mais três que Fazendense e Alcanenense).

II Divisão Distrital – Não houve surpresas na 15.ª jornada, com os quatro primeiros de cada série a vencer: a Sul, o Forense (3-0 em Pernes) e Moçarriense (2-1 em Almeirim, rectificando o desaire da primeira volta) partilham o comando, mantendo seis pontos de vantagem em relação a Espinheirense (1-0 ao Rebocho) e Marinhais (também vitorioso por 1-0, ante o Paço dos Negros).

A Norte o Riachense impôs-se por categórico 4-1 face ao Pego, liderando com quatro pontos de vantagem sobre o par formado por Tramagal (vitória “à justa”, por 4-3, em Vilar dos Prazeres) e Vasco da Gama (4-1 em Abrantes, ante a equipa “sub-23” do Abrantes e Benfica). O Caxarias (4.º classificado, a cinco pontos do duo que o precede na tabela) ganhou por 2-1 ao Goleganense.

Campeonato de Portugal – Foi uma ronda favorável a 15.ª desta competição, com o U. Santarém a ir ganhar a Arronches por 2-0, ascendendo à 3.ª posição, somente a um ponto de B. C. Branco e 1.ª Dezembro, que repartem a liderança; enquanto, no embate entre Rio Maior e Coruchense, se registou o desfecho que, de forma pragmática, se afigurará mais vantajoso para os clubes do Distrito, com vitória difícil, após operar reviravolta no marcador, do grupo do Sorraia, por 3-2.

O Coruchense conseguiu, enfim, pela primeira vez nesta época, subir acima da “linha de água”, ascendendo ao 7.º posto; porém, em igualdade pontual com Sertanense e União da Serra, agora a primeira equipa em lugar de despromoção. Por seu lado, o Rio Maior (que conta uma única vitória) voltou a cair na última posição, a 17 pontos de tal linha, cada vez mais próximo da descida.

Antevisão – Os campeonatos distritais estarão em pausa neste fim-de-semana, para dar lugar à Taça do Ribatejo, prova da qual se disputa uma “pré-eliminatória”, com dez jogos, tendo ficado isentos, por sorteio, seis clubes. Destacam-se os seguintes confrontos: Benavente-U. Tomar, Mação-Fazendense, Ferreira do Zêzere-Alcanenense e Forense-At. Ouriense.

No Campeonato de Portugal antecipa-se uma jornada de grandes dificuldades: o U. Santarém viaja até Sintra, para defrontar o seu actual parceiro no 3.º lugar, Sintrense; o Coruchense recebe o líder, B. C. Branco; cabendo ao Rio Maior deslocar-se a Pêro Pinheiro (actual 5.º classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Janeiro de 2023)

(“O Templário”, 19.01.2023)

U. Tomar e Fazendense reagiram da melhor forma ao duplo desaire sofrido na ronda precedente, superando “com distinção” as exigentes provas a que foram submetidos, em Abrantes e em Mação, retomando o trilho das vitórias, reafirmando o estatuto de principais candidatos ao título.

Mais, em função da derrota sofrida pelo emblema maçaense, numa partida que se afigurava de “tudo ou nada” para as suas cores, foi bastante efémera a sua reentrada na disputa pelo 1.º lugar, da qual – agora, de novo, com dez pontos de atraso – deverá ter ficado definitivamente arredado.

Também em notória quebra de rendimento, com onze pontos perdidos nas seis últimas jornadas, o Samora Correia parece dar sinais de começar a descolar, pelo que, para além do Amiense, o Alcanenense (clube com a maior série de invencibilidade actualmente em curso, acumulando nove jogos sem perder) se perfila como o outro potencial desafiante ainda com aspirações em tal luta.

Destaques – No “jogo grande” do passado Domingo, em Mação, o Fazendense impôs-se mercê de um solitário tento, obtido logo ao quarto de hora de jogo, preciosa vantagem que soube preservar até final, assim quebrando uma série de sete jogos sem perder dos donos da casa.

Em Abrantes, o U. Tomar deu mostras de ter estudado bem a lição na sequência da derrota em Mação, adoptando abordagem de grande pragmatismo e contando com boa dose de “estrelinha”: os unionistas abriram o marcador logo aos dez minutos, tendo depois beneficiado do desacerto da turma abrantina na finalização, a desperdiçar três claras oportunidades ainda na primeira parte.

Tendo conseguido ajustar o seu posicionamento dentro de campo, de forma a conter as ofensivas contrárias, os tomarenses ampliaram a contagem com vinte minutos decorridos no segundo tempo, fixando o que viria a ser o resultado. O União teria ainda um pequeno susto, já em período de compensação, quando foi sancionado com uma grande penalidade… defendida por Ivo Cristo.

Numa jornada com quatro triunfos dos forasteiros, o Amiense, prosseguindo o belo campeonato que vem realizando, somou terceiro triunfo consecutivo (melhor série em curso de entre todos os concorrentes), ganhando no Cartaxo por 1-0, ascendendo a lugar no pódio, somente a um ponto do Fazendense, e a três pontos do comandante (pela quarta jornada sucessiva), U. Tomar. Sofrendo quinta derrota em outros tantos jogos a formação cartaxeira caiu no antepenúltimo lugar.

Noutro desafio de especial interesse, colocando frente-a-frente os então 5.º e 7.º classificados, o Alcanenense derrotou a equipa de Ferreira do Zêzere por 3-1, operando reviravolta no marcador apenas na segunda metade, depois de os ferreirenses praticamente terem entrado a ganhar. O jovem grupo de Alcanena igualou o Samora Correia no 4.º posto; quanto ao conjunto de Ferreira, foi igualado pontualmente pelo Torres Novas, a realizar notável recuperação na tabela.

Surpresas – O Fátima repete e reforça o estatuto de equipa surpresa: depois da vitória averbada no Cartaxo, foi, desta feita, ganhar, de forma ainda mais retumbante, a Samora Correia, por absolutamente inesperada marca de 4-2: os visitantes começaram por inaugurar o marcador, tendo os samorenses recuperado a vantagem logo a abrir a etapa complementar.

Até final, os fatimenses marcariam por mais três vezes, garantindo um importante triunfo, que lhes permite ascender ao 12.º lugar, saindo da zona de despromoção. Por seu lado o Samora Correia denota ter aberto brechas no esteio defensivo que o caracterizava, tendo sofrido mais golos (dez) nos cinco últimos jogos, que nas primeiras onze jornadas (apenas oito).

Em Alpiarça, após ter adquirido vantagem por duas vezes, não se esperaria que o Águias acabasse por deixar escapar a vitória, ante uma equipa do Benavente em inferioridade numérica, o que não impediu os benaventenses de vir a restabelecer a igualdade a duas bolas.

Confirmações – O Salvaterrense confirmou o seu favoritismo, ganhando por 3-1 na recepção ao At. Ouriense, equipa que segue sem vencer há seis rondas, tendo somado quarto desaire sucessivo.

O mesmo sucedeu no Torres Novas-Entroncamento AC, com os torrejanos a somar o sexto triunfo (2-0) nas últimas nove jornadas, assinalável desempenho – depois de ter acumulado cinco desaires nas seis rondas iniciais. A formação da cidade ferroviária ofereceu boa resistência, mas não evitou completar toda uma volta do campeonato sem ganhar, depois de ter somado o único triunfo no jogo de abertura do campeonato, precisamente ante este mesmo adversário.

II Divisão Distrital – Forense (vitória por tangencial 1-0 frente ao Glória do Ribatejo) e Moçarriense (2-0 ante o At. Pernes) reforçaram a posição de liderança, beneficiando do facto de o mais imediato perseguidor, Espinheirense, ter folgado, distando agora seis pontos. O Marinhais, ganhando por 2-0 em Benfica do Ribatejo, igualou a turma do Espinheiro em termos pontuais.

Na outra série, o confronto entre os dois primeiros, Vasco da Gama-Riachense, saldou-se por um empate (1-1). O grupo dos Riachos mantém a liderança, agora com quatro pontos de vantagem sobre o par formado por Vasco da Gama e Tramagal (vencedor, face ao Caxarias, por 3-1).

Campeonato de Portugal – Nenhum dos clubes do Distrito conseguiu somar os três pontos na ronda (14.ª) de abertura da segunda volta da competição: o U. Santarém empatou (1-1) com o guia, B. C. Branco, não tendo o Coruchense conseguido desfazer o nulo na recepção ao Marinhense; pior esteve o Rio Maior, goleado (4-0) pelo Sintrense.

Na pauta classificativa os escalabitanos baixaram à 4.ª posição, mantendo-se três pontos abaixo dos albicastrenses; dispõem, por outro lado, de curta margem de quatro pontos sobre a formação do Sorraia (9.º lugar), primeira abaixo da “linha de água”. Os riomaiorenses continuam no 13.º e penúltimo posto, agora já a 16 pontos dos lugares de manutenção…

Antevisão – Superados que foram os testes da passada semana, em terrenos tradicionalmente difíceis, U. Tomar e Fazendense voltam a actuar em casa, perante adversários que, porém, não lhes oferecerão facilidades: o União recebe o Torres Novas, no maior clássico do futebol distrital (os dois clubes defrontam-se pela 98.ª vez em jogos oficiais, de Campeonatos nacionais e distritais, Taça de Portugal e Taça do Ribatejo); o Fazendense terá a visita do Abrantes e Benfica, que tão forte oposição apresentou frente aos unionistas.

As partidas Benavente-Alcanenense e, em especial, Amiense-Samora Correia, poderão ser de alguma forma clarificadoras sobre o futuro deste campeonato a nível dos lugares de topo.

Na II Divisão realce para os jogos: U. Almeirim-Moçarriense (com o conjunto da Moçarria a pretender rectificar o incrível 0-5 da primeira volta), Riachense-Pego e Vilarense-Tramagal.

No Campeonato de Portugal teremos um encontro entre Rio Maior e Coruchense, que, nesta fase, assumirá maior relevância para o grupo de Coruche; por seu lado, o U. Santarém desloca-se a Arronches, esperando-se que possa averbar desfecho positivo ante o actual 12.º classificado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Janeiro de 2023)

(“O Templário”, 12.01.2023)

Pela segunda vez nesta primeira metade do Campeonato Distrital da I Divisão os dois primeiros classificados foram, ambos, derrotados na mesma ronda: tal sucedera já, ainda numa fase inicial da competição, à 5.ª jornada, com os desaires das equipas que, então, partilhavam a liderança, Fazendense (batido em casa pelo Samora Correia) e Amiense (desfeiteado, também no seu reduto, pelo Benavente); voltou a ocorrer agora, a concluir a primeira volta, com o U. Tomar e (outra vez) o Fazendense, a perderem, respectivamente, em Mação e em Salvaterra de Magos.

Acresce ainda, por outro lado, a situação verificada na 12.ª ronda, com as derrotas sofridas pelo U. Tomar e pelo Samora Correia, numa altura em que ocupavam a 1.ª e a 3.ª posição, ambas cedidas nos seus próprios terrenos, respectivamente ante o… Fazendense e o Ferreira do Zêzere.

Numa análise comparativa à pontuação dos clubes que se posicionam no topo da tabela face às registadas, também a meio da competição, na época precedente – assinalando-se a particularidade de o U. Tomar “bisar” a liderança que alardeava igualmente há um ano –, apuramos os seguintes dados: 1.º U. Tomar (33 pontos em 2023 vs. 40 em 2022); 2.º Samora Correia (31) vs. Rio Maior (39); 3.º Fazendense (31) vs. Mação (27); 4.º Amiense (30 em 2023) vs. Fazendense (25 em 2022).

Do que rapidamente se constata – tal como vem sendo assinalado no decurso da prova –, por um lado, um muito maior equilíbrio este ano; por outro, um importante acréscimo do total de pontos perdidos pelos dois primeiros: 12 (decorrendo de quatro derrotas) em 2022-23, face a apenas 5 (uma derrota e um empate) em 2021-22, por parte do U. Tomar; 14 (quatro empates e duas derrotas), o que compara com 6 (três empates cedidos) pelo 2.º classificado, nestas duas épocas.

Aliás, não só voltámos a ter o quarteto da frente concentrado num intervalo de três pontos (!), finda a primeira volta, como, em paralelo, só quatro pontos separam o 12.º do 15.º classificados, no que se antecipa uma tenaz disputa pela permanência, até final, num cenário em que o número de clubes a despromover oscilará entre um mínimo de dois e um máximo que poderá ir até cinco.

Mais, ainda, e de particular relevância, a aguçar o apetite para uma aliciante segunda volta: em função dos pontos perdidos nas seis jornadas mais recentes pelos emblemas no pódio (nove pontos cedidos pelo Fazendense; oito pelo Samora Correia; e seis pelo U. Tomar), a disputa pelo 1.º lugar surge potencialmente reaberta aos seis primeiros classificados, com o Alcanenense (5.º) só a cinco pontos do guia; e o Mação (6.º, tendo perdido quatro pontos nas tais seis rondas), a sete pontos…

Destaques – O principal realce da 15.ª ronda vai para a vitória (3-2) do Salvaterrense ante o Fazendense, num encontro “taco-a-taco”, com os visitantes a ripostar, por duas vezes, a situações de desvantagem, mas a não conseguir já recuperar após o notável “hat-trick” de António Pereira.

A par com este desfecho, destaca-se, claro, o triunfo do Mação frente ao comandante, U. Tomar, por inequívoca marca de 3-0. Muito eficaz, marcando em três lances de bola parada (um canto e dois livres), praticamente entrando a ganhar (abrindo o activo logo aos oito minutos), a turma maçaense não deu qualquer hipótese de reacção ao adversário, pese embora os tomarenses tenham, durante largos períodos, assumido a iniciativa do jogo.

Ao contrário de outras partidas em que o resultado terá sido melhor que a exibição, desta feita foram os unionistas a sofrer esse contraponto, impotentes, apesar de o desempenho apresentado em campo poder ter sido de molde a justificar outro resultado, pelo menos, não tão contundente.

O Ferreira do Zêzere voltou a estar em evidência, pela positiva, ganhando em Ourém, face ao Atlético local, por 3-1, isolando-se no 7.º posto, continuando a aspirar subir na classificação, mesmo que o atraso seja de alguma amplitude (quatro pontos para o 6.º lugar; seis face ao 5.º).

Em “pezinhos de lã”, quase sem se dar por ele – mas a realizar muito boa campanha –, o Amiense, ganhando em Torres Novas por tangencial 1-0, não só firmou o seu 4.º lugar, como, tal como antes aludido, recolou aos primeiros, somente a três pontos do líder.

Surpresa – A principal surpresa terá sido a vitória averbada pelo Fátima no Cartaxo, também mercê de um solitário golo, a dar claro sinal de inconformismo, igualando esse rival na 13.ª posição, e, mais importante, recolocando-se bem dentro da luta pela manutenção, numa trajectória em contra-ciclo com a dos cartaxeiros, que não deixarão de preocupar-se com a actual série de quatro desaires, com a agravante de três deles terem sido registados contra “adversários directos”.

Confirmações – Outra “sapatada” na crise foi dada pelo Abrantes e Benfica, a golear, por 4-0, o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC, que se vai atrasando pontualmente face à concorrência.

Águias de Alpiarça e Alcanenense repartiram os pontos, empatando a uma bola, com o tento do empate, por parte dos alpiarcenses, obtido já em tempo de compensação.

No “derby” municipal, o Samora Correia confirmou o favoritismo, ganhando por tangencial 3-2 ao Benavente, que chegou a assustar, tendo começado mesmo por se colocar em vantagem, como, ao longo do confronto, até final, nunca abdicou de procurar melhor sorte.

II Divisão Distrital – As primeiras notas de realce vão para o triunfo (2-1) do Forense em Marinhais, e, por outro lado, para o imprevisto empate (3-3) cedido pelo Riachense face ao Ortiga.

O Moçarriense goleou (4-0) na Glória do Ribatejo, continuando a partilhar a liderança da série mais a Sul com o Forense, beneficiando do empate (1-1) cedido pelo Espinheirense no Porto Alto.

Mais a Norte, o Vilarense, ganhando por 3-1 ao Vasco da Gama, vem imiscuir-se também na disputa pelas três primeiras posições, assinalando-se ainda a goleada (6-1) aplicada pelo Tramagal no “derby”, em Alferrarede, e a importante vitória (3-1) do Caxarias ante o Pego.

Campeonato de Portugal – A fechar a primeira volta o U. Santarém goleou por categórico 5-1 o Rio Maior, enquanto o Coruchense não conseguiu ir além do 2-2 na recepção ao 1.º Dezembro.

Os escalabitanos integram um trio que reparte o 3.º lugar, a um ponto do 1.º Dezembro e a três do líder, B. C. Branco. Por seu lado, o Coruchense é 9.º (primeiro abaixo da “linha de água”), a dois pontos de um trio que ocupa o 6.º ao 8.º posto… e a quatro pontos do U. Santarém. Quanto ao Rio Maior SC, mantém-se em penúltimo, agora já a quinze pontos de tal linha delimitadora, atraso que, salvo alguma espécie de “milagre”, se afigura irrecuperável, nos 13 jogos que resta disputar.

Antevisão – Na viragem para a segunda volta do Distrital, adivinham-se novas emoções fortes, com U. Tomar e Fazendense, outra vez, a jogar em terreno alheio, e com compromissos de elevado grau de dificuldade. O jogo de maior cartel será o Mação-Fazendense, cabendo ao U. Tomar defrontar o revigorado Abrantes e Benfica. De interesse será igualmente o Alcanenense-F. Zêzere.

Na II Divisão, Forense e Moçarriense recebem os dois últimos classificados da sua série, respectivamente Glória do Ribatejo e At. Pernes. A Norte, o guia, Riachense, visita o seu perseguidor mais próximo, Vasco da Gama; defrontam-se ainda 3.º e 4.º: Tramagal-Caxarias.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém terá a visita do guia, B. C. Branco, recebendo o Coruchense o Marinhense; o Rio Maior SC viaja até Sintra, para defrontar o 3.º, Sintrense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Janeiro de 2023)

(“O Templário”, 22.12.2022)

A I Divisão Distrital subsiste muito competitiva, com acesa disputa, não só pelos lugares de topo, como, especialmente, pela permanência, que, nesta altura (prestes a findar a metade inicial da prova), parece poder estender-se ainda a dez dos 16 clubes (com cinco pontos a separar o 7.º do 12.º classificado). Na frente, U. Tomar e Fazendense não vacilaram, afastando-se dos demais.

Destaques – No desafio que concitava maior interesse na 14.ª ronda, Alcanenense e Samora Correia (respectivamente 4.º e 3.º classificados) neutralizaram-se, não tendo conseguido desfazer o nulo no “placard”, atrasando-se, pois, em relação ao dois primeiros, com os samorenses agora já a cinco pontos do U. Tomar, distando a turma de Alcanena seis pontos do guia.

Em evidência continua o Mação, somando mais uma vitória, mesmo que “arrancada a ferros”, no terreno do “lanterna vermelha”, Entroncamento: o grupo da cidade ferroviária marcou primeiro, aos 41 minutos, mas durou muito pouco a sua vantagem, consentindo o tento do empate ainda antes do intervalo. O golo decisivo (1-2) surgiria ao minuto 90+5, na conversão de um “penalty”.

Numa trajectória com algumas similitudes com a dos maçaenses segue o Torres Novas, que registou também importante triunfo, em Fátima, igualmente por 2-1, e, por curiosidade, operando a reviravolta nos derradeiros cinco minutos da partida, com o tento da vitória obtido… aos 90+5.

Beneficiando, em paralelo, da grande surpresa da jornada (derrota caseira do Ferreira do Zêzere), a turma torrejana – após notável recuperação na tabela – chega a esta fase da prova igualada em pontos com o At. Ouriense e o emblema ferreirense, posicionados entre o 7.º e o 9.º lugar.  

Realce, por fim, para o resultado obtido pelo Benavente, ganhando por 3-1 ao Cartaxo, voltando a somar os três pontos, depois de um ciclo de quatro jogos sem vencer, tendo mesmo perdido os três anteriores. Em contraponto, é agora o Cartaxo a seguir com três desaires sucessivos.

Este resultado deixa tudo “embrulhado” na cauda da pauta classificativa, com cinco equipas separadas por quatro pontos, entre o 11.º (Salvaterrense) e o 15.º lugar (Fátima), com Cartaxo, Abrantes e Benfica e Benavente em situação intermédia, mas, todos, em zona muito aflitiva.

Surpresa – O desempenho do Ferreira do Zêzere nesta temporada continua a caracterizar-se por “altos e baixos”: depois de duas sensacionais vitórias, em Samora Correia, e ante o Fazendense, os ferreirenses voltam a sofrer mais um extremamente comprometedor desaire caseiro, perdendo por 1-2 com o Águias de Alpiarça, aliás, apenas marcando o “ponto de honra” no final do desafio.

Com um grupo recheado de jogadores de grande valor e muita experiência, afigura-se dificilmente “compreensível” a campanha que vem realizando, nesta altura com mais derrotas (sete) do que vitórias (seis), e com saldo negativo de golos, em posição (8.ª) muito aquém das expectativas.

Ao invés, o Águias, com um grupo muito solidário, continua a amealhar preciosos pontos. Trata-se, por outro lado, de mais um desfecho a atestar a grande competitividade deste campeonato.

Confirmações – O duo da dianteira cumpriu, ganhando os seus encontros, de forma bem mais folgada no caso do Fazendense, a golear por categórico 4-0 o At. Ouriense; já o U. Tomar, recebendo o Salvaterrense, entrou praticamente a vencer, marcando logo aos 7 minutos… estabelecendo o que viria a ser o resultado final (1-0).

Com duas partes muito desiguais, os unionistas, apesar de desinspirados na finalização, criaram várias situações que poderiam ter proporcionado, ainda na metade inicial, um tranquilo e amplo selar da vitória. Estranhamente, a equipa como que “desapareceu em combate” no segundo tempo, fazendo com que os homens de Salvaterra acreditassem que era possível pontuar, originando mais uma tarde de “sofrimento” para os tomarenses, de forma a assegurar o essencial: os três pontos.

O Amiense venceu, também por 2-1 (desfecho registado em metade das partidas), agravando ainda mais a crise do Abrantes e Benfica (uma única vitória nos últimos oito jogos), por ora envolvido numa luta que, de todo, não se projectava pudesse dizer-lhe respeito, pela manutenção.

II Divisão Distrital – Na jornada de abertura da segunda volta da divisão secundária realce para o triunfo do Marinhais na Moçarria, por 2-0, a provocar um reagrupamento na frente. O 1.º posto é agora partilhado por Forense (goleou, por 8-1, o Paço dos Negros) e Moçarriense, com o Espinheirense somente a um ponto… e o Marinhais (4.º classificado) a três pontos do par da liderança, antecipando-se uma disputa intensa pelos três lugares de apuramento para a fase final.

Na série mais a Norte, o comandante, Riachense, não foi além do nulo em Abrantes, face à equipa “sub-23” do Abrantes e Benfica, vendo o Vasco da Gama (vitória por 2-0 ante o Caxarias) aproximar-se, agora apenas a três pontos. O Tramagal (empate 1-1 com a U. Atalaiense) mantém o 3.º posto, a oito pontos da turma dos Riachos.

Campeonato de Portugal – Os clubes do Distrito registaram os três desfechos possíveis, desta vez com o U. Santarém a sair derrotado, na Marinha Grande, por tangencial 1-0. Em evidência esteve o Coruchense, indo ganhar a Mortágua, por 2-1; por seu lado o Rio Maior obteve um resultado animador, empatando a uma bola na recepção ao líder, B. C. Branco.

Faltando disputar apenas uma ronda para concluir a primeira volta, assinala-se uma situação de extremo equilíbrio na pauta classificativa: B. C. Branco e 1.º Dezembro lideram, com 23 pontos, só dois mais que o Marinhense, seguindo-se, um ponto mais abaixo, um “pelotão” formado por U. Santarém, Sertanense, Sintrense, Mortágua e Pêro Pinheiro, todos com 20 pontos!

O Coruchense, primeira equipa abaixo da “linha de água” vem logo de imediato (no 9.º lugar), agora apenas a dois pontos daquele quinteto, portanto com tudo em aberto para a segunda metade do campeonato. Mais problemática se mantém a situação do Rio Maior, penúltimo classificado, com apenas seis pontos averbados em doze jornadas.

Antevisão – Os campeonatos têm agora um interregno de duas semanas, no âmbito das festividades de Natal e Ano Novo, apenas sendo retomados no fim-de-semana de 8 de Janeiro.

Na I Divisão Distrital, a concluir a primeira volta, teremos um aliciante embate entre Mação e U. Tomar (os dois emblemas com maior número de pontos somados nas dez últimas jornadas da prova, respectivamente 23 e 24), cabendo também ao Fazendense uma difícil visita a Salvaterra de Magos. Sempre de interesse é também o “derby” Samora Correia-Benavente.

No escalão secundário teremos um empolgante Marinhais-Forense, assim como o Glória do Ribatejo-Moçarriense. A Norte, realce para o Caxarias-Pego (muito importante para as contas do apuramento para a fase final) e o reencontro de dois históricos, no Alferrarede-Tramagal.

No Campeonato de Portugal, no reinício, no novo ano, o fecho da primeira volta tem agendado um U. Santarém-Rio Maior, enquanto o Coruchense terá a visita de um dos guias, 1.º Dezembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Dezembro de 2022)

(“O Templário”, 15.12.2022)

Chegados à 13.ª jornada, esta é a terceira vez que o União ascende à liderança isolada do campeonato nesta época, posição que ocupara já na 5.ª e na 10.ª e 11.ª rondas. Para tal beneficiou – a par do seu triunfo em Ourém – do desaire sofrido pelo Fazendense em Ferreira do Zêzere. Como sucedera na ocasião anterior em que liderara (tendo perdido logo de seguida nos Amiais), a turma das Fazendas volta a ser derrotada na semana imediata a ter assumido o comando.

Destaques – O facto mais saliente do passado Domingo foi novo triunfo do Ferreira do Zêzere – depois de ter ido ganhar a Samora Correia na semana anterior – ante outro dos concorrentes mais cotados da prova, o Fazendense (anotando-se, ainda, que os ferreirenses se tinham já imposto igualmente ao Alcanenense, tendo vencido ainda em Mação), mesmo que por tangencial 2-1.

O conjunto das Fazendas marcou primeiro, mas deixou escapar a vantagem, acabando até por vir a ser desfeiteado, por um via de tento sofrido já em tempo de compensação. Tendo os ferreirenses, em jogos anteriores, consentido comprometedores e algo imprevistos resultados desfavoráveis, ante equipas menos apetrechadas, voltam a mostrar que têm (consabidos) argumentos para continuar a subir na classificação (partilham agora o 7.º posto com o At. Ouriense).

Em evidência esteve, claro, também o U. Tomar, arrancando uma difícil vitória em Ourém, ante o Atlético local, pela mesma marca (2-1). O grupo nabantino assumiu, como é seu timbre, a iniciativa do jogo, perante um adversário que, ao longo de todo o desafio, ofereceu boa réplica, vindo o União a inaugurar o marcador estavam decorridos apenas 20 minutos.

Continuando a exercer supremacia, os tomarenses voltaram a ser perdulários, não conseguindo consolidar a vantagem; acabando por ficar à mercê de um dos muitos lançamentos para a frente por parte do At. Ouriense, que viria a restabelecer a igualdade a doze minutos do final. Reagindo de pronto, os unionistas marcariam o decisivo segundo tento apenas dois minutos volvidos. Até final teriam ainda de sofrer, para preservar um muito importante triunfo, que, pela forma como foi alcançado, poderá ser um daqueles susceptível de vir a “fazer a diferença nas contas finais”.

O Alcanenense prossegue a sua muito boa campanha – dista somente dois pontos do vice-líder, Fazendense, e um único ponto do Samora Correia – tendo ido ganhar (2-0) ao Cartaxo, que, até então, tinha sido um reduto inexpugnável (ali tinham perdido já o Samora Correia e o Ferreira do Zêzere e empatado o Fazendense). A turma de Alcanena, muito jovem, mas com elementos de grande valia, e bem orientada pelo experiente José Torcato, continua a surpreender pela positiva, intrometendo-se na disputa dos lugares de topo da pauta classificativa.

Podia porventura antever-se, mas merece ainda menção o triunfo averbado pelo Mação, em casa, frente ao Amiense, por 2-0, com o conjunto de Amiais de Baixo a denotar alguma quebra de rendimento (registando duas vitórias, dois empates e duas derrotas, nas seis últimas rondas), tendo baixado ao 5.º lugar, a seis pontos do comandante. Ao invés, o Mação continua a sua progressão (é já 6.º, quatro pontos abaixo deste mesmo adversário), sendo que – depois das quatro derrotas sofridas de entrada, no arranque da temporada – a marca de 20 pontos alcançada pelos maçaenses só foi superada (e marginalmente) pelo U. Tomar, que somou 21 pontos nas últimas nove rondas.

Surpresas – De todo inesperado – depois da retumbante goleada aplicada pelos abrantinos na semana anterior – foi o desaire caseiro cedido pelo Abrantes e Benfica face ao Fátima, por 1-2. Os visitados entraram praticamente a ganhar (marcaram logo aos oito minutos), mas viriam a ser surpreendidos pelo tento do empate, no minuto inicial da segunda parte. A um quarto de hora do fim os fatimenses consumaram uma tão sensacional como preciosa reviravolta. Uma vitória que lhes confere vital “oxigénio” para respirar, agora apenas dois pontos atrás deste mesmo rival.

Também muito carenciado de pontos, o Entroncamento – que subsiste na cauda da tabela – resistiu na condição (temporária) de “vencedor”, em Salvaterra de Magos, até cinco minutos do final, altura em que o Salvaterrense atenuou o efeito da surpresa, fixando o empate final, a uma bola.

Confirmações – Tendo também empreendido notável recuperação – após um início de prova idêntico ao do Mação, com quatro derrotas nas quatro partidas iniciais – o Torres Novas ganhou por 2-1 ao Benavente, ascendendo à 9.ª posição, já sete pontos acima da zona (teórica) de despromoção (a qual, contudo, estará dependente do desempenho dos clubes do Distrito no Campeonato de Portugal, nesta altura com Coruchense e Rio Maior abaixo da “linha de água”).

Não foi, porém, nada fácil esta vitória torrejana: tendo os benaventenses inaugurado o “placard” logo aos cinco minutos, só nos derradeiros… cinco minutos, o grupo do Almonda conseguiria operar a reviravolta, com o golo decisivo a surgir mesmo ao “cair do pano”.

Mais tranquilo foi o triunfo do Samora Correia sobre o Águias de Alpiarça, por inequívoco 3-0, com os alpiarcenses a atravessarem fase difícil, bastante limitados nas opções disponíveis.

II Divisão Distrital – A fechar a primeira volta da fase inicial da prova os clubes mais apetrechados confirmaram, na 11.ª jornada, o seu favoritismo, com várias goleadas: 4-0 no Moçarriense-Paço Negros; 4-1 no Espinheirense-At. Pernes; 5-0 no Vasco da Gama-Alferrarede; e 4-0 no Caxarias-Ortiga. O Forense ganhou também, por 2-0, na recepção ao Benfica do Ribatejo.

A Norte, o guia, Riachense, folgou, mas mantém, na viragem para a segunda metade desta fase, margem de cinco pontos face ao Vasco da Gama (2.º), com o 3.º e 4.º (Tramagal e Caxarias) já a oito e a nove pontos, respectivamente. A Sul o equilíbrio é, por ora, maior, com o Moçarriense, no topo, dois pontos acima do Espinheirense e três face ao Forense, com o Marinhais (4.º) a seis.

Campeonato de Portugal – De entre os representantes do Distrito teve melhor registo, também na 11.ª ronda, o Coruchense, com um importante triunfo, por 2-1, ante um “adversário directo”, o União da Serra. Já o U. Santarém não foi além da igualdade a um golo, na recepção ao 1.º Dezembro. O Rio Maior estreou-se, enfim, a vencer, mercê de um solitário golo, em Arronches.

Com o B. C. Branco agora a isolar-se na liderança, é perseguido de muito perto (apenas a dois pontos) por um quinteto (!) formado por U. Santarém, Mortágua, 1.º Dezembro, Sintrense e Pêro Pinheiro. Por seu lado, a turma do Sorraia subiu ao 9.º posto (por troca com o União da Serra), a dois pontos do Sertanense. O Rio Maior deixou a “lanterna vermelha”, posicionando-se no 12.º lugar, mas a doze distantes pontos da “linha de água”, fronteira delimitada pela formação da Sertã.

Antevisão – No escalão principal do Distrital disputa-se a penúltima jornada da primeira volta (derradeira do ano de 2022), com destaque para o embate entre Alcanenense e Samora Correia, respectivamente 4.º e 3.º classificados. Por seu lado, os dois primeiros jogam em casa, cabendo ao U. Tomar receber o Salvaterrense, enquanto o Fazendense terá a visita do At. Ouriense.

Na II Divisão realce para as seguintes partidas, em que a possibilidade de acesso à fase final estará em disputa: Moçarriense-Marinhais; Vasco da Gama-Caxarias e Tramagal-U. Atalaiense.

No Campeonato de Portugal, se U. Santarém (deslocação à Marinha Grande) e Coruchense (viagem até Mortágua) enfrentam saídas difíceis, o Rio Maior não terá adversário de menor grau de dificuldade, antes pelo contrário, dado receber justamente o novo comandante, B. C. Branco.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Dezembro de 2022)

(“O Templário”, 08.12.2022)

No “jogo-grande”, entre candidatos, o Fazendense quebrou a série triunfal do U. Tomar em casa (onze vitórias consecutivas, desde o mês de Março), recuperando a liderança do campeonato (que tinha perdido duas jornadas antes), assim como, em paralelo, originou novo reagrupamento das equipas da frente, com os cinco primeiros classificados compreendidos num intervalo de cinco pontos (não obstante o 3.º lugar tenha passado agora a distar quatro pontos do guia).

Numa prova que se vem revelando algo volúvel, a posição de comando tem sido alternada entre três clubes: desde que, à 5.ª jornada, houve um primeiro líder isolado, U. Tomar, seguiu-se um período de três semanas em que o Samora Correia predominou, sucedendo-lhe o Fazendense (uma única ronda), de novo o U. Tomar (mais duas jornadas), e, outra vez, à 12.ª ronda, o Fazendense.

Destaques – O principal destaque da última jornada (com um generoso total de 33 golos) vai, claro, para o embate entre os dois primeiros, que se saldou pela vitória da turma das Fazendas de Almeirim, por tangencial 2-1. O U. Tomar pareceu ter, de certo modo, acusado a responsabilidade do desafio, perante um rival que se mostrou mais experiente e que começou, desde logo, por ter uma entrada afirmativa em campo, como que a pretender “impor respeito” ao adversário.

Os nabantinos demoraram até conseguir equilibrar a situação e, curiosamente, seria já numa fase de jogo mais repartido que os visitantes inaugurariam o marcador, pouco depois da meia hora. Reagindo bem, os tomarenses seriam premiados com o tento do empate, mesmo ao “cair do pano” do primeiro tempo, um golo que, pensou-se, poderia potenciar uma inversão no rumo da partida.

E, de facto, na segunda metade, o União surgiu mais desenvolto, a assumir a iniciativa, chegando a forçar o adversário a reagrupar-se em zonas mais recuadas do terreno. Porém, não tendo conseguido alcançar vantagem, acabaria por ser o Fazendense a surpreender, já no quarto de hora final, marcando de novo, o que ditaria o desfecho do encontro. Até final, faltando já alguma lucidez, os homens da casa lutaram por melhor resultado, mas tal esforço resultaria infrutífero.

Em especial evidência esteve o Ferreira do Zêzere, que impôs ao – até há pouco tempo invicto – Samora Correia segundo desaire sucessivo, desta feita no seu próprio reduto, por 4-3. Num desafio muito disputado, as equipas chegaram ao intervalo empatadas a dois; na etapa complementar, os forasteiros, aproveitando rápidas investidas, ampliaram a sua contagem até aos quatro golos, a que os samorenses não conseguiram mais que ripostar, reduzindo (tal como na semana anterior) para a diferença mínima, sendo que os ferreirenses terminaram o jogo reduzidos a nove elementos.

Como que a querer dar uma enérgica “sapatada” na crise que vinha atravessando, o Abrantes e Benfica foi golear a Benavente por inusitada marca de 6-3 (!), desfecho que, necessariamente, não deixará de causar sérias inquietações aos visitados, que subsistem no antepenúltimo lugar, sendo que, em seis encontros no seu terreno, não conseguiram, por ora, melhor que dois empates.

Confirmações – Para além do triunfo ferreirense em Samora, e da expressão da vitória abrantina em Benavente, não houve surpresas de relevo a assinalar na 12.ª jornada.

Amiense e Alcanenense validaram – ainda que com maior dificuldade do que seria expectável – o seu favoritismo, ganhando, respectivamente, face ao Salvaterrense (por tangencial 3-2 (mas com os homens de Salvaterra a minimizar a desvantagem já nos derradeiros dez minutos) e ao Torres Novas (por 3-1, neste caso, com o tento da confirmação a surgir em cima do minuto 90).

Continuam, pois, as turmas de Amiais de Baixo e de Alcanena integradas no grupo de cinco clubes que se posicionam no topo da tabela, tendo, aliás, encurtado distâncias em relação às duas equipas que se posicionam imediatamente acima – com o Amiense a igualar pontualmente o Samora Correia, apenas a três pontos do U. Tomar, e o Alcanenense somente um ponto mais abaixo.

Tendo, em paralelo, ampliado a vantagem face ao 6.º e 7.º classificados, At. Ouriense e Mação, os quais não foram além de igualdades no passado fim-de-semana – a formação de Ourém, empatando a uma bola no terreno do último classificado, Entroncamento; e, no caso dos maçaenses, não tendo sido desfeito o nulo na deslocação a Fátima, actual penúltimo – passando a distar quatro (At. Ouriense) e seis (Mação) pontos da agremiação dirigida por José Torcato.

Por fim, nota para um importante triunfo averbado pelo Águias de Alpiarça, por 2-1, na recepção ao Cartaxo (equipa que vinha de duas afirmativas vitórias, ante o Ferreira do Zêzere e o Samora Correia), tendo os alpiarcenses alcançado o tento decisivo já em período de compensação; um desfecho que permitiu ao conjunto orientado por Jorge Peralta ascender ao 9.º lugar.

II Divisão Distrital – Forense e Espinheirense, ambos vitoriosos em terreno alheio, respectivamente no Porto Alto (3-2) e na Glória do Ribatejo (2-0) foram os principais beneficiados, a Sul, na 10.ª ronda da divisão secundária, dado que o guia, Moçarriense, não foi além do 0-0 em Benfica do Ribatejo – reequilibrando, de alguma forma, as contas, depois de ambos terem perdido pontos no feriado de 1 de Dezembro (vitória do conjunto da Moçarria, ante o Forense, por 2-1; e empate caseiro cedido pelo Espinheirense, a três golos, com o Marinhais).

Os três clubes da frente apresentam-se concentrados num intervalo de três pontos, dispondo o Moçarriense de dois pontos de avanço sobre o Espinheirense, seguido de imediato pelo Forense.

A Norte o Riachense consentiu, no reduto do Vilarense, aquele que foi apenas o seu segundo empate (1-1), tendo somado oito triunfos na primeira volta (que se conclui no próximo fim-de-semana, mas com os homens dos Riachos a folgar), o último, na quinta-feira, ante o Caxarias, por 4-2. Quem está também a ter um notável desempenho é a formação do Vasco da Gama, que foi golear à Atalaia por 5-1, isolando-se na 2.ª posição, pese embora a oito pontos do comandante.

Campeonato de Portugal – Foi uma jornada em “três tons” a 10.ª desta competição de cariz nacional: muito bom triunfo (2-1) do U. Santarém em Mortágua, com os escalabitanos em franca ascensão na tabela, já no 3.º lugar, somente a um ponto do par da liderança (Sintrense e Pêro Pinheiro); também, em princípio, um resultado positivo do Coruchense, empatando a um golo na Sertã (mantendo-se a dois pontos da “linha de água”, delimitada precisamente pelo Sertanense); e (mais uma) derrota (oitava) do Rio Maior, perdendo com o Marinhense, também por 1-2.

Antevisão – Na 13.ª ronda da I Divisão as atenções estarão focadas, em especial, no Ferreira do Zêzere-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar, com os dois primeiros a ser, uma vez, mais colocadas à prova. De forte interesse será, também, o Mação-Amiense.

No escalão secundário realce para o Pego-U. Atalaiense, com os primeiros classificados (Moçarriense, Espinheirense, Forense; e Vasco da Gama) claramente favoritos nos seus desafios.

No Campeonato de Portugal, o U. Santarém recebe o anterior guia, 1.º de Dezembro, com o qual partilha a 3.ª posição, enquanto o Coruchense tem um importante compromisso com o União da Serra. O Rio Maior, de visita a Arronches, terá em mira a possibilidade de se estrear a ganhar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Dezembro de 2022)

(“O Templário”, 01.12.2022)

Ao fim de onze jornadas já não há equipas invictas: o último resistente, Samora Correia, não conseguiu evitar o desaire na deslocação ao Cartaxo; desfecho de que beneficiou o U. Tomar, para, ganhando em Ferreira do Zêzere, se isolar no comando da pauta classificativa, seguido de perto por Fazendense (apenas a dois pontos) e pelo grupo samorense, que baixou ao 3.º posto.

Destaques – O primeiro destaque vai, pois, para a turma do Cartaxo, a qual, a realizar boa campanha no seu reduto (onde conta, até agora, quatro vitórias e dois empates), conseguiu ser a primeira a derrotar o Samora Correia, por tangencial 3-2, numa partida em que cedo se colocou em vantagem (logo ao minuto 10), posição que recuperou no início da segunda parte, com o 2-1, acabando por se registar ainda mais dois tentos, um para cada lado, já em tempo de compensação: primeiro, os donos da casa a ampliar para 3-1, vindo os samorenses a fechar a contagem.

Pode ter sido verbalizado por todos que era “mais um jogo”, mas, efectivamente, era bastante mais que isso: o Ferreira do Zêzere-U. Tomar foi, para além de um tradicional “quase derby”, entre dois rivais vizinhos, um embate entre duas equipas com aspirações neste campeonato, com cariz mais determinante para os visitados, bastante atrasados na tabela, a que acresceu a assaz invulgar particularidade – que fez dele ainda mais especial – de, na formação ferreirense, oito (!) dos jogadores que integraram o “onze” inicial terem alinhado, em anos recentes, pelo União.

De facto, num jogo entre “velhos conhecidos” e, mais que isso, colegas e amigos, o Ferreira do Zêzere entrou em campo com os 2.º (David Vieira), 3.º (Fábio Vieira), 4.º (Filipe Cotovio), 5.º (Tiago Vieira) e 7.º (Chrystian Pedroso) jogadores com mais jogos ao serviço do emblema tomarense na última década – os outros dois são Nuno Rodrigues (1.º, presentemente a representar o Mação, depois de ter passado também por Ferreira), e Luís Alves (6.º, que, por razões de saúde, se viu forçado a suspender a prática do futebol) –, todos transferidos no início desta época.

Também Ricardo Simões, Caio Lucas e Miguel Abreu – assim como Ricardo Gerardo, que entrou no final do desafio – vestiram as cores rubro-negras em anos anteriores; inclusivamente, o treinador ferreirense, David Lourenço, foi também adjunto no U. Tomar. Do lado unionista, actuaram três antigos jogadores do Ferreira do Zêzere: Guilherme Camargo e José Charles (que, esta temporada, fizeram o “percurso inverso” aos cinco acima mencionados) e Henrique Matos.

Quanto ao jogo em si, foi um encontro sem casos, um exemplo, em que o “fair-play” imperou, com ascendente inicial dos donos da casa, tendo os visitantes conseguido, a partir de meio do primeiro tempo, repartir a iniciativa – então, com ambas as equipas a privilegiar as transições rápidas –, vindo os nabantinos a ser premiados com o que acabaria por ser o único golo da partida, logo aos 25 minutos, na sequência de um lance de bola parada, numa excelente finalização de Pedro Pires, celebrando da melhor forma o seu 100.º jogo com a camisola do U. Tomar.

Os ferreirenses podiam ter empatado à passagem da meia hora (bola no poste), mas o União teve também ocasião para ampliar a vantagem mesmo a fechar os primeiros 45 minutos. Na segunda parte, os visitados tentaram ir “atrás do prejuízo”, assenhoreando-se do domínio do jogo, com os tomarenses, submetidos a intensa (mas pouco eficaz) pressão, a mostrarem-se – tal como sucedera em Fátima – muito solidários (com a “agravante” de, por lesão, e consequente substituição dos dois laterais, um logo aos 27 e, outro, aos 55 minutos, terem sido forçados a “improvisar”).

Foi o 5.º triunfo consecutivo do U. Tomar (quarto em seis jogos fora de casa), num notável ciclo; já o Ferreira do Zêzere mostrou valia para melhorar significativamente o modesto 10.º posto que passou a ocupar, mesmo que se avizinhem novos compromissos de elevado grau de dificuldade.

A última nota de realce vai para mais uma importante vitória (2-1) do Alcanenense, em Abrantes, a consolidar a 5.ª posição, ao mesmo tempo que contribui para o agudizar da “crise” do Abrantes e Benfica (cinco jogos sem ganhar), tendo caído para muito inesperado 13.º lugar.

Confirmações – Numa jornada sem particulares surpresas a assinalar, seriam de alguma forma expectáveis os resultados dos outros cinco jogos. O agora vice-líder, Fazendense, ganhou, com naturalidade, por 3-0, face ao último classificado, Entroncamento; tendo o Mação (já 7.º) batido o Benavente, por 2-1, após ter operado reviravolta no marcador, depois de ter “entrado a perder”.

O Torres Novas, a protagonizar muito boa recuperação – tendo igualado pontualmente o Ferreira do Zêzere, partilhando a 10.ª posição –, superiorizou-se ao Águias de Alpiarça, também mercê de solitário golo, já na parte final do desafio. Por seu lado, o Salvaterrense impôs ao Fátima (penúltimo classificado) quarto desaire sucessivo, ganhando por 2-0.

Por fim, At. Ouriense (6.º) e Amiense (4.º) neutralizaram-se, empatando a uma bola, sendo que os homens de Ourém apenas no derradeiro minuto marcaram o tento que evitou a derrota.

II Divisão Distrital – Na 8.ª jornada esteve particularmente em evidência o Vasco da Gama, ganhando por 2-0 no Tramagal, ascendendo ao 2.º lugar da série B, a par do Pego (que folgou), mas, ambos, já a oito pontos do Riachense, que “soma e segue” (2-0 em Alferrarede, contando agora sete triunfos e um único empate cedido).

Mais a Sul, o Moçarriense (2-1, frente ao Porto Alto) continua a liderar, com dois escassos pontos de vantagem em relação a Forense (2-0 ao Rebocho) e Espinheirense (ganhando por 2-1, no Paço dos Negros), e três face ao Marinhais (que bateu o U. Almeirim por inequívoca marca de 3-0).

Campeonato de Portugal – Esta foi uma ronda positiva, com vitórias categóricas do Coruchense (4-0, na recepção ao Alcains) e do U. Santarém (3-0, também no seu terreno, ao União da Serra). Já o Rio Maior não evitou novo desaire (0-2) caseiro, ante o agora guia isolado, 1.º Dezembro.

Os escalabitanos repartem o 5.º lugar com o B. C. Branco, somente a um ponto do trio de vice-líderes, formado por Sintrense, Pêro Pinheiro e Mortágua… e apenas a três do comandante!

O conjunto do Sorraia continua a ser 10.º classificado, mas reduziu para dois pontos o atraso face à “linha de água” (Sertanense, 8.º, em igualdade pontual com o 9.º, União da Serra). Por seu lado, o Rio Maior subsiste a onze distantes pontos dessa zona delimitadora.

Antevisão – A 12.ª jornada oferece-nos o que poderá ser o “jogo-grande” deste campeonato, entre aqueles que se perfilam, porventura, como os dois principais favoritos ao título, chegando a este confronto posicionados já nos dois lugares de topo da tabela: U. Tomar e Fazendense.

De grande interesse será também o desafio Samora Correia-Ferreira do Zêzere, tal como o Fátima-Mação. Alcanenense e Amiense serão favoritos, na recepção a Torres Novas e Salvaterrense.

O escalão secundário tem jornada dupla, com a 9.ª ronda agendada para o feriado de 1 de Dezembro, na qual pontificavam as partidas Moçarriense-Forense, Espinheirense-Marinhais, Riachense-Caxarias e Pego-Tramagal. Já no Domingo (10.ª), realce para o Vilarense-Riachense.

Também na 10.ª jornada do Campeonato de Portugal, com as três equipas do Distrito a viajar, o U. Santarém visita Mortágua (4.º), o Coruchense vai à Sertã, e o Rio Maior à Marinha Grande.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Dezembro de 2022)

(“O Templário”, 24.11.2022)

Registando segunda goleada sucessiva (um total de nove golos marcados nos dois últimos jogos), e beneficiando da derrota sofrida pelo Fazendense em Amiais de Baixo, o U. Tomar recuperou a posição de liderança, a par do Samora Correia, que, findo o primeiro terço da prova, mantém a invencibilidade. Se os nabantinos se destacam pelo poderio ofensivo (somando 25 tentos em dez partidas), os samorenses têm no seu reduto defensivo o ponto forte (apenas cinco golos sofridos).

Por outro lado, em função dos desfechos da 10.ª ronda, o duo da frente abriu já uma vantagem interessante, de sete pontos, em relação ao 5.º lugar, repartido entre Alcanenense e At. Ouriense. Pese embora subsistam ainda 60 pontos em disputa, novos deslizes de Mação (empate), Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica (ambos derrotados) colocam-nos já a distância muito dificilmente reversível (11 pontos de atraso para maçaenses e ferreirenses; 14 no caso dos abrantinos).

Destaques – A principal nota de realce do passado fim-de-semana vai para a vitória do Amiense ante o até então líder, Fazendense, por tangencial 1-0, num embate que deu azo a muitas queixas por parte dos visitantes, quer em relação à arbitragem (qualificada de inexperiente), como à atitude dos donos da casa. Os homens dos Amiais chegaram ao golo, que ditaria o desfecho do encontro, aos 35 minutos, preciosa vantagem que tudo fizeram para preservar até final.

As duas equipas estão agora separadas, entre si, por dois pontos, distando, respectivamente, quatro e dois pontos dos guias, completando, portanto, o quarteto de principais candidatos ao título.

Como referido, o U. Tomar voltou a golear; depois do 4-0 ao Amiense, foi ganhar ao Entroncamento, face ao “lanterna vermelha”, por categórica marca de 5-1. Num confronto desnivelado, com entrada avassaladora, os unionistas rapidamente decidiram a contenda, com três tentos em pouco mais de vinte minutos (após abrirem o marcador ainda antes do quarto de hora).

Na segunda metade, a turma da cidade ferroviária, procurando dar réplica animosa, ainda reduziu para 1-3, mas os tomarenses mantiveram-se imperturbáveis, com a contagem a subir, com naturalidade, até ao 5-1 final.

Em destaque esteve também o At. Ouriense, que, pese embora alguma irregularidade, continua a somar pontos, tendo ido ganhar a Fátima, num “derby” distrital, por 3-1, contribuindo para agudizar ainda mais a periclitante posição dos fatimenses, que continuam no penúltimo lugar.

Surpresas – Atendendo ao que poderia projectar-se, em função do potencial das forças em presença, por um lado, e do respectivo desempenho recente, por outro, assinalam-se duas “meias-surpresas”, com o Cartaxo e o Águias de Alpiarça a fazer valer o factor casa, para se imporem, respectivamente, face a Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica.

O Cartaxo, ganhando por 3-1, subsiste invicto em casa (registando três vitórias e dois empates), condição apenas acompanhada pelo duo da liderança. Tratou-se, no caso dos ferreirenses, do quarto desaire nos cinco últimos encontros, voltando a registar balanço negativo entre vitórias e derrotas (4-5), assim como a nível do “score” global (11-15), posicionando-se a meio da tabela.

O Águias de Alpiarça conseguiu enfim colocar termo a uma sucessão de cinco derrotas, batendo o Abrantes e Benfica por renhido 3-2, com o tento decisivo a chegar mesmo em cima do minuto 90, depois de os locais terem operado reviravolta (após terem começado por inaugurar o marcador logo aos cinco minutos de jogo). Esta foi a quarta jornada seguida sem vitória dos abrantinos, após uma série de três empates, sendo que não conseguiram ainda ganhar fora.

Confirmações – Nos restantes três desafios os resultados podem considerar-se dentro da lógica. Começando pelo inequívoco triunfo (3-0) do Samora Correia, na recepção ao Torres Novas, com a particularidade de, apenas pela segunda vez, os torrejanos terem ficado em branco (tal como sucedera nas Fazendas de Almeirim); por seu lado, os samorenses averbaram a quarta vitória em casa (apenas o Amiense tendo evitado a derrota em Samora).

Nos outros dois jogos, outros tantos nulos, entre Alcanenense e Mação, e Benavente e Salvaterrense. No primeiro caso, o facto de nenhuma das equipas se ter conseguido superiorizar, neutralizando-se, traduz-se no alargar do fosso pontual em relação aos lugares de topo da pauta classificativa; no segundo, o ponto que ambas somaram poderá vir a ser importante para as contas da manutenção, até – desde logo – em termos anímicos, por terem evitado a derrota.

II Divisão Distrital – Com o Forense de folga, aproveitou o Moçarriense para, ganhando ao Rebocho por 3-0, se isolar no comando da série A. Porventura surpreendente, atendendo à classificação dos dois clubes, terá sido a vitória (3-1) do U. Almeirim no “derby” com o Paço dos Negros; tal como não seria expectável o deslize do Espinheirense ante o Benfica do Ribatejo, não tendo conseguido melhor do que a igualdade a uma bola.

Na série B o Riachense “soma e segue” (conta seis vitórias e um empate), não obstante tenha vencido a U. Atalaiense por magro 2-1. Beneficiou ainda do desaire do Pego, batido por 3-1 pelo Vasco da Gama, para se distanciar na frente, com a turma dos Riachos a dispor de vantagem de cinco pontos sobre os pegachos. O Tramagal, ganhando na Ortiga por 4-1, ascendeu à 3.ª posição.

Campeonato de Portugal – Foi uma jornada a “zeros”, em termos de golos marcados, para os três emblemas do Distrito, a 8.ª desta competição. A derrota 0-1 do Rio Maior no terreno do imprevisto líder, Mortágua, não surpreende – até pelas recentes notícias que nos chegam, dando conta da grave situação que os jogadores do clube vêm atravessando, com vários meses de salários em atraso. Já o 1-0 registado no Loures-Coruchense não deixa de constituir também um mau indício, dado que a equipa dos arredores de Lisboa se posiciona igualmente na cauda da tabela.

O U. Santarém, empatando a zero na Sertã, obteve, ainda assim, um resultado positivo, que lhe confere, por ora, o 8.º lugar (último acima da “linha de água”) em igualdade pontual, precisamente, com o Sertanense (7.º)… mas, também com o União da Serra (9.º).

Bastante pior estão: o grupo do Sorraia (10.º, mas já com cinco pontos de atraso); e, sobretudo, os riomaiorenses, últimos classificados, ainda sem ganhar, e a 11 pontos daquele trio, o que, a não haver uma rápida inversão de rumo, se poderá traduzir numa breve passagem pelos “Nacionais”.

Antevisão – Na 11.ª ronda o foco estará, sobretudo, no grande embate Ferreira do Zêzere-U. Tomar, uma espécie de “tudo ou nada” para os ferreirenses. O Cartaxo-Samora Correia apresenta o aliciante de avaliar até que ponto os samorenses conseguirão preservar a sua campanha invicta.

Na II Divisão, destaca-se o Paço Negros-Espinheirense e, a Norte, o Tramagal-Vasco da Gama.

No Campeonato de Portugal o U. Santarém tem um importante desafio, recebendo o União da Serra; tendo o Coruchense a visita do Alcains, em que somar os três pontos se afigura muito importante; o Rio Maior volta a jogar com o (outro) líder, 1.º de Dezembro, também no seu reduto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Novembro de 2022)

(“O Templário”, 17.11.2022)

O Samora Correia não conseguiu transpor com êxito o desafio que se lhe deparou em Abrantes, o que foi aproveitado pelo Fazendense para se alcandorar, de forma isolada, ao 1.º lugar; os samorenses partilham agora a vice-liderança com o U. Tomar – que alcançou excelente resultado ante uma forte equipa do Amiense –, ambos apenas a um ponto do novo guia, com a formação de Amiais de Baixo (ocupando a 4.ª posição) agora já a uma distância de cinco pontos.

Os desfechos desta ronda vêm, de novo, reafirmar que, ainda mais do que é usual, este campeonato será um longo teste à regularidade e consistência de resultados, antevendo-se que todos os candidatos possam vir a perder bastantes mais pontos do que sucedido em anos recentes.

Destaques – O principal realce da 9.ª jornada vai para a goleada (4-0) aplicada pelo U. Tomar, frente ao Amiense, por coincidência exactamente o mesmo desfecho registado na partida anterior entre ambos os emblemas, no final de Maio, na derradeira ronda do campeonato precedente.

Este significativo desnível no marcador foi, não obstante, ilusório, na medida em que o Amiense confirmou ser adversário de valia, colocando grandes dificuldades durante mais de uma hora.

Com entrada assertiva em campo, os visitantes, não se remetendo à defesa, repartiram o jogo, tendo até começado por criar situações de maior perigo. O União chegaria à vantagem fruto de um auto-golo, já próximo dos 40 minutos, mas o conjunto de Amiais de Baixo beneficiou de soberana ocasião para restabelecer a igualdade, já no segundo tempo, com uma grande penalidade, valendo o guardião Ivo Cristo, a negar o golo.

Só a partir do segundo tento tomarense, aos 70 minutos, o Amiense “quebrou” animicamente, vindo a sofrer, em pouco mais de dez minutos, outros dois golos, com Pedro Pires a apontar o segundo “hat-trick” da sua carreira como senior (depois dos três tentos marcados ante o Águias).

Em qualquer caso, um excelente e muito importante triunfo do grupo unionista – o sétimo em nove jornadas, 5.º consecutivo em casa esta temporada, 11.º sucessivo, desde o mês de Março –, abrindo um pequeno “fosso” de quatro pontos face a este rival.

Em Abrantes, a equipa local impôs uma igualdade (1-1) ao Samora Correia – terceira seguida do Abrantes e Benfica –, colocando assim termo a uma notável série de seis vitórias dos samorenses, que, passando a somar também três empates, subsistem como única equipa invicta.

Merece ainda destaque a vitória (2-0) alcançada pelo Alcanenense em Salvaterra de Magos – mesmo que o Salvaterrense tenha registado o quinto desaire nos últimos seis jogos –, a proporcionar ao jovem conjunto de Alcanena ascender ao 5.º posto da pauta classificativa,

Surpresa – A grande surpresa da ronda ocorreu em Ourém, onde o até então “lanterna vermelha”, Benavente, foi ganhar por 3-1. Por seu lado, o At. Ouriense, que, nos sete desafios iniciais, apenas tinha sido batido em Samora Correia, regista agora segunda derrota sucessiva, baixando ao 6.º lugar, com oito pontos de atraso face ao comandante, sendo ainda de notar que disputou já, até agora, seis jogos em casa, e apenas três em terreno alheio.

Confirmações – Enquadram-se nas expectativas os desfechos dos outros quatro encontros, todos eles com triunfos caseiros, de Fazendense, Ferreira do Zêzere, Mação e Torres Novas.

A equipa das Fazendas de Almeirim desenvencilhou-se, com dificuldade, do Fátima (penúltimo classificado), ganhando por tangencial 1-0, com o golo a surgir já próximo dos 80 minutos de jogo; ainda assim, o suficiente para ampliar para quatro a sua série de vitórias, o que lhe proporcionou, em paralelo, isolar-se no comando da prova.

Igualmente pela diferença mínima (neste caso, 2-1) conseguiu o Ferreira do Zêzere voltar a somar três pontos, após um ciclo negativo, de três desaires sucessivos, batendo o agora último da tabela, Entroncamento AC (que, por curiosidade, fora o líder inaugural deste campeonato).

Também só na meia hora final chegou o Mação aos dois tentos que lhe garantiram o triunfo (2-0) frente a uma equipa do Águias de Alpiarça a necessitar voltar a acreditar em si própria, derrotada pela quinta jornada sucessiva. Os alpiarcenses tinham chegado a dispor, à 4.ª jornada, de nove pontos de vantagem sobre os maçaenses, o que foi já revertido por completo: o Mação, com 12 pontos somados, subiu até ao 8.º posto; o Águias, imóvel nos 9 pontos, baixou já até à 12.ª posição.

Quem segue de “vento em popa” é o Torres Novas, sob a batuta de Eduardo Fortes, a somar mais uma vitória, por 1-0, ante o Cartaxo. De “lanterna vermelha” a 9.º classificado (a par de Salvaterrense e Abrantes e Benfica) bastaram dois jogos… e outros tantos sucessos.

II Divisão Distrital – A série A está ao rubro; com a vitória (2-1) do Espinheirense no reduto do Forense, os quatro primeiros classificados concentram-se com um único ponto a separá-los: Forense e Paço dos Negros, com 11 pontos; Moçarriense e Espinheirense, com 10.

Na série B o Riachense ganhou na Golegã (2-0), mantendo a posição de guia isolado, dois pontos acima do Pego. A grande surpresa veio de Alferrarede, onde os locais somaram os primeiros pontos, ganhando (2-1) ao Caxarias, ainda 3.º classificado, mas agora a 4 pontos dos pegachos.

Campeonato de Portugal – Tal como na semana passada, os clubes do Distrito averbaram os três desfechos possíveis: desta feita com o U. Santarém a triunfar (por magro 1-0, na recepção ao Alcains), tendo o Coruchense empatado (também em casa), a uma bola, com o Pêro Pinheiro; o Rio Maior somou mais uma derrota (quinta, em sete rondas), igualmente no seu terreno, por 1-2, perante o União da Serra, caindo assim na última posição, somente com dois pontos… já a dez longínquos pontos da “linha de água”, traçada, precisamente abaixo do adversário desta jornada.

O U. Santarém é agora 7.º classificado, mas mantém escassa vantagem de um ponto sobre tal “linha”, que define a zona de despromoção; por seu lado, o Coruchense subsiste no 10.º lugar.

Antevisão – O “jogo grande” da 10.ª ronda da I Divisão Distrital será o que coloca frente-a-frente Amiense e Fazendense, um jogo de tripla; realçando-se ainda o Alcanenense-Mação. O U. Tomar não poderá contar com facilidades no Entroncamento, perante o último classificado, a necessitar pontuar. De interesse será também o Cartaxo-Ferreira do Zêzere.

No escalão secundário as atenções estarão centradas no “derby” U. Almeirim-Paço dos Negros (com os visitantes com bom início de prova), Riachense-U. Atalaiense e Vaco da Gama-Pego.

No Campeonato de Portugal os três representantes do Distrito vão de viagem, actuando, todos, em reduto alheio: o U. Santarém visita a Sertã, para defrontar o clube que imediatamente o precede na tabela (pese embora em igualdade pontual), Sertanense; o Coruchense, em Loures, equipa que se posiciona logo abaixo da turma do Sorraia; indo o Rio Maior de longada até Mortágua, onde encontrará o actual 3.º classificado (imprevisto líder à entrada para a ronda anterior).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Novembro de 2022)

(“O Templário”, 10.11.2022)

O campeonato está ainda no seu terço inicial, mas os candidatos perfilam-se já nos lugares de topo: com o Samora Correia como líder algo inesperado, os quatro primeiros estão agora, após a disputa da 8.ª jornada, separados – cada um entre si, em “escadinha” –, por um ponto, projectando-se o Fazendense, o U. Tomar e o Amiense como principais aspirantes ao título.

Mais abaixo, At. Ouriense (5.º) e Alcanenense distam, respectivamente, seis e sete pontos do guia, sendo que Ferreira do Zêzere (dez pontos) e Mação e Abrantes e Benfica (a onze pontos) registam já atrasos bem consideráveis. Claro que – num cenário hipotético em que ganhassem (todos ou quase todos) os 22 jogos que faltam – teriam ainda possibilidades de vir a arrebatar o 1.º lugar.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia-Mação, que constituiu sério teste ao comandante, do qual se saiu a contento, tendo o conjunto samorense triunfado por tangencial 1-0, com o golo da vitória a surgir já na parte final da partida, mantendo a condição de líder isolado, ampliando para seis uma já excelente série de êxitos consecutivos.

De entre os emblemas do pelotão da frente, também o Fazendense e o U. Tomar saíram vencedores – igualmente pela margem mínima, mercê de solitário(s) tento(s) –, reforçando, pois, as respectivas posições, aproveitando, em paralelo, os deslizes de Amiense e At. Ouriense.

No caso da turma das Fazendas, em deslocação ao terreno do agora “lanterna vermelha”, Benavente, o triunfo materializou-se por via da conversão de uma grande penalidade, a findar o primeiro tempo.

Ao invés, o U. Tomar colocou-se em vantagem bem cedo – estavam completados apenas os dez minutos iniciais –, traduzindo a maior iniciativa e assunção das rédeas do jogo logo desde o seu começo. Mas, frente a um adversário constituído por jogadores jovens e muito aguerridos, teria de sofrer bastante, em especial durante largo período da segunda parte, para manter essa posição de superioridade no marcador.

Muito solidário, com espírito de sacrifício, só no derradeiro quarto de hora o grupo unionista conseguiria, de alguma forma, voltar à “mó de cima”, assegurando que os preciosos três pontos não lhe escapariam, conseguindo, assim, voltar às vitórias em terreno alheio – depois do triunfo em Torres Novas, logo na 2.ª ronda –, superando assim uma fase negativa, com dois resultados desfavoráveis, em Samora e em Alcanena.

Surpresas – A principal surpresa registou-se em Amiais de Baixo, onde a turma local não conseguiu levar de vencida a equipa do Entroncamento AC (penúltimo da pauta classificativa), cedendo um empate a uma bola, em função do que perdeu a 3.ª posição, a favor dos tomarenses. O Amiense ainda chegou a estar em vantagem, mas deixou-se empatar aos 40 minutos, não tendo conseguido, daí até final, alterar o marcador.

Inesperado foi também o desfecho do Torres Novas-Ferreira do Zêzere, com os torrejanos a imporem-se por 3-1, passando os ferreirenses a contar mais desaires (quatro) do que triunfos (três) – tendo somado três derrotas nas três últimas rondas.

Surpreendendo o seu opositor, a formação da casa chegou a vantagem de dois golos à passagem da meia hora, tendo ainda os forasteiros reduzido para 1-2, pouco antes do intervalo. Porém, após o terceiro tento dos homens da casa, logo no reinício, a contenda ficou decidida.

Terá havido ainda surpresa em Águias de Alpiarça, onde uma equipa em crise de confiança foi batida (1-2) pelo Salvaterrense, que vinha de uma sucessão de quatro desaires; agora, são os alpiarcenses – igualados na tabela por Mação e Abrantes e Benfica, entre o 9.º e o 11.º posto – que registam idêntica série negativa em curso.

Confirmações – Mais expectáveis eram os desfechos dos restantes dois encontros, com o Alcanenense a ganhar ao At. Ouriense, pese embora não se previsse um “placard” tão desnivelado (4-1), enquanto Cartaxo e Abrantes e Benfica, empatando a um, repartiam os pontos, um resultado que não terá agradado plenamente a nenhum dos intervenientes, em termos classificativos.

II Divisão Distrital – Na série A realçam-se duas goleadas: do Forense, impondo-se por categórico 6-1, em terreno alheio, ao U. Almeirim; e do Moçarriense, também em reduto adverso, ganhando por 5-2 ao Espinheirense – com os vencedores a comandar a classificação, com curta vantagem de um ponto para a turma dos Foros de Salvaterra.

Estes dois resultados ainda mais contribuem para avolumar a estranheza pelo desfecho da partida de acerto de calendário, no feriado de 1 de Novembro, em que o U. Almeirim (penúltimo classificado) tinha ido golear à Moçarria por absolutamente imprevista marca de 5-0!

Na série B desfez-se o par de líderes, com o Riachense a isolar-se na 1.ª posição, fruto de triunfo tangencial (1-0) na recepção ao Alferrarede, beneficiando, por outro lado, da igualdade (1-1) cedida pelo Pego em Abrantes, ante a equipa de “sub-23” do clube local.

Aproveitou também o Caxarias, vencedor por 2-1 frente à U. Atalaiense, para se isolar no 3.º posto, agora um único ponto abaixo dos pegachos.

Campeonato de Portugal – Três clubes, três resultados distintos: vitória do Coruchense, por escasso 1-0, frente ao último classificado, Arronches e Benfica (que conta por derrotas todos os seis jogos até agora disputados); empate (1-1) do U. Santarém em Loures; e derrota (0-2) do Rio Maior na Sertã, perante o Sertanense.

O U. Santarém subiu ao 8.º posto, último acima da “linha de água”, com o Coruchense em 10.º, e o Rio Maior (13.º e penúltimo), sete pontos abaixo de tal linha, que começa já a parecer distante.

Antevisão – Na 9.ª jornada do escalão principal destacam-se os desafios: U. Tomar-Amiense, entre duas das mais fortes equipas; Abrantes e Benfica-Samora Correia, com o guia a ser, outra vez, colocado à prova; e Salvaterrense-Alcanenense. O Fazendense deverá, em condições normais, superiorizar-se na recepção ao Fátima, ficando à espreita de “escorregadelas” dos rivais.

Na II Divisão, com o Moçarriense a folgar, o realce vai para o Forense-Espinheirense e, necessariamente, para o “derby” Marinhais-Glória do Ribatejo. Mais a Norte, destacam-se os seguintes prélios: Pego-Ortiga e Goleganense-Riachense.

No Campeonato de Portugal o Coruchense volta a jogar em casa, com o Pêro Pinheiro (actual 7.º classificado), cabendo ao Rio Maior receber o União da Serra (9.º); por seu lado, o U. Santarém, também visitado, defronta o Alcains (que soma apenas três pontos, obtidos ante os riomaiorenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Novembro de 2022)

(“O Templário”, 03.11.2022)

Pela primeira vez neste campeonato, à 7.ª jornada, os cinco primeiros da tabela venceram, abrindo uma vantagem (quatro pontos) face ao(s) mais imediato(s) perseguidor(es) (Alcanenense e Ferreira do Zêzere), já superior à diferença (três pontos) que separa agora o 1.º do 5.º classificado.

O líder, Samora Correia, somou quinta vitória consecutiva (após dois empates a abrir a época), consolidando o seu estatuto; sendo que a segunda melhor sequência em curso é a do Mação (terceiro triunfo, depois de ter começado por sofrer quatro desaires sucessivos – subindo já ao 8.º lugar). Ao invés, o Ferreira do Zêzere perdeu pela segunda semana, tendo o Águias de Alpiarça somado terceira derrota, enquanto o Salvaterrense foi batido em todos os quatro últimos desafios.

Outras curiosidades são, em especial, a dos ataques menos concretizadores (Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Benavente, apenas com 7 golos cada), face aos 17 tentos já apontados pelo Mação (Fazendense e At. Ouriense seguem com 16; Amiense e U. Tomar, com 15). O Samora mantém a defesa menos batida (só 4 golos consentidos), em contraponto aos 23 do Torres Novas.

Não obstante o campeonato se apresente pautado pelo equilíbrio, tem sido, até agora, uma prova com poucas igualdades (apenas 9, no total de 56 partidas já disputadas); U. Tomar, Mação e Águias de Alpiarça ainda não empataram, sendo de dois o máximo de empates por clube (5 casos).

Destaques – O principal realce da jornada vai para o triunfo (1-0) do Amiense em Ferreira do Zêzere, a conformar as suas credenciais de sólido candidato aos lugares de topo. Ao contrário, os ferreirenses, nesta fase aquém das expectativas, tardam em encarrilar, até agora com igual número (três) de vitórias e derrotas, apresentando mesmo diferença global de golos negativa (7-8).

O Samora Correia deu boa sequência à notável campanha que vem realizando, aproveitando também um ciclo de maus resultados do Salvaterrense, tendo vencido em Salvaterra de Magos, igualmente por tangencial 1-0.

Depois de duplo 3-1 no embate entre Entroncamento AC e Fátima, na cidade ferroviária, na última temporada (então, em encontros do escalão secundário), o “placard” repetiu-se, mas, desta feita, a favor dos fatimenses, que obtiveram apenas o segundo triunfo no campeonato, repartindo agora a 11.ª a 13.ª posições com o Salvaterrense e Cartaxo, com atraso de dez pontos face ao guia.

Surpresa – A surpresa chegou, desta vez, de Abrantes, onde o emblema local se deixou surpreender pelo ainda “lanterna vermelha”, Torres Novas: depois de os torrejanos terem começado por inaugurar o marcador, os abrantinos conseguiriam operar a reviravolta, para virem a consentir, já em cima do minuto 90, o tento da igualdade (2-2). O Abrantes e Benfica é, por ora, 10.º classificado, um único ponto acima do trio antes referido.

Confirmações – Os desfechos dos outros quatro prélios enquadram-se dentro das expectativas.

Começando pelo At. Ouriense-Águias Alpiarça, o conjunto de Ourém confirmou o bom campeonato que está a realizar (mantém o 5.º posto – beneficiando também de ter disputado já cinco jogos em casa e apenas dois em terreno alheio), ganhando por 2-0 ao Águias de Alpiarça, num confronto que terá sido mais equilibrado do que o que o marcador final poderá indiciar, tendo o golo da confirmação da vitória surgido já na sua fase derradeira.

Também o Fazendense, um dos concorrentes de maior potencial, mantém forte cadência, impondo-se ao Alcanenense (que vinha de um inesperado triunfo sobre o U. Tomar), igualmente por 2-0, continuando a pressionar a liderança.

O Mação recebeu e bateu o Cartaxo por 3-1, prosseguindo a sua recuperação na pauta classificativa, agora somente um ponto atrás do Alcanenense e Ferreira do Zêzere.

Por fim, o U. Tomar cumpriu, ganhando, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, frente ao Benavente (repetindo o resultado da época anterior). O grupo unionista é já o único a manter-se 100% vitorioso em casa (em quatro partidas realizadas), tendo ampliado para 10 o número de triunfos consecutivos em Tomar, tendo vencido todos os desafios ali disputados desde o mês de Março, com um fantástico “score” agregado de 37-7 em golos marcados e sofridos.

Num encontro em que o guardião adversário esteve em particular evidência, com, pelo menos, três defesas de muito elevado grau de dificuldade, a negar o que poderiam ter sido outros tantos golos, os tomarenses traduziram o seu maior domínio com um primeiro tento, obtido apenas aos 35 minutos. Porém, tal como tinha sucedido na semana anterior, consentiram um golo ao rival mesmo a findar a primeira parte, tendo de porfiar, até repor a vantagem a meio do segundo tempo.

Daí até final o U. Tomar manteve a supremacia, mas o resultado não sofreria alteração.

II Divisão Distrital – De forma diversa do que se tem constatado na divisão principal, o escalão secundário vai dando mostras de algum desequilíbrio de forças entre os vários concorrentes, assinalando-se, em especial, três goleadas (num total de nove jogos realizados) na 4.ª ronda: o Forense bateu o At. Pernes por pesada marca de 9-1, enquanto o Tramagal goleou, por 7-1, o Vilarense, tendo a U. Atalaiense derrotado o Alferrarede por 5-1.

A nota mais relevante vai, não obstante, para o empate (2-2) no duelo de líderes (Pego-Riachense), únicos emblemas que, até então, contavam por vitórias os jogos disputados. Subsistem no comando, agora com a U. Atalaiense (com um jogo a menos) e o Caxarias somente a três pontos.

A Sul, o adiamento do Moçarriense-U. Almeirim para o dia 1 de Novembro foi aproveitado pelo Forense, para se isolar na liderança, com 8 pontos, um a mais que Moçarriense e Espinheirense.

Campeonato de Portugal – Não são animadores os indícios que os clubes do Distrito vêm denotando nesta fase inicial da época, após a disputa das cinco primeiras jornadas: em 15 jogos contam só três triunfos, ocupando os três posições abaixo da “linha de água”, com o Coruchense (com quatro pontos) já a quatro pontos dessa linha… e o Rio Maior, penúltimo, a seis.

Ainda assim, o U. Santarém obteve resultado positivo, ganhando por 2-1 ao então vice-líder, Pêro Pinheiro, sendo 9.º classificado, em igualdade pontual com Sertanense (7.º) e Marinhense (8.º).

Pior estiveram Coruchense (derrotado pelo Sintrense, por 2-0), e, sobretudo, o Rio Maior, que não só não conseguiu ainda estrear-se a ganhar, como foi inclusivamente desfeiteado (0-2), em casa, pelo Alcains, equipa que somou os seus primeiros pontos no campeonato.

Antevisão – Na 8.ª ronda da I Divisão destacam-se os seguintes desafios: Samora Correia-Mação, Benavente-Fazendense e Fátima-U. Tomar; o Amiense é claro favorito, ante o Entroncamento.

Na II Divisão as atenções estarão focadas no Espinheirense-Moçarriense e Riachense-Tramagal.

No Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o último classificado, Arronches e Benfica, ainda a zero; o U. Santarém desloca-se a Loures (antepenúltimo); e o Rio Maior visita a Sertã.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Novembro de 2022)

(“O Templário”, 27.10.2022)

Foi, por ora, de pouca dura a liderança isolada do U. Tomar, surpreendido em Alcanena, o que proporcionou a ascensão de um guia um tanto ou quanto imprevisto, agora o único clube que subsiste invicto, após as seis primeiras jornadas, o Samora Correia, o qual, tendo derrotado o At. Ouriense, quebrou tal estatuto que era, até então, também ostentado pelo grupo de Ourém.

Fazendense e Amiense rectificaram de pronto os desaires caseiros, averbando triunfos em terreno alheio, partilhando agora a vice-liderança, tendo os nabantinos baixado, pois, ao 4.º posto.

Num campeonato que vai prometendo grande equilíbrio, com um leque bastante alargado – de, pelo menos, oito a dez equipas (incluindo os, para já, ainda algo atrasados Abrantes e Benfica e Mação) – potencialmente capacitado para ganhar a qualquer adversário, em qualquer campo.

Destaques – O primeiro destaque vai para o Samora Correia, que, paulatinamente, quase sem se dar por ele, se alcandorou ao 1.º lugar (numa escalada contínua, a partir do 11.º posto que ocupava à segunda jornada – tendo iniciado o campeonato com dois empates –, passando por 8.º, 6.º e 3.º), fruto de quatro vitórias consecutivas.

Depois de bater, nas duas semanas anteriores, dois dos principais candidatos (U. Tomar e Fazendense, nas Fazendas de Almeirim), voltou a triunfar, em casa, ante o At. Ouriense, mesmo que por tangencial 2-1, com o golo decisivo já nos minutos finais, após “ter entrado a perder”, impondo assim a primeira derrota na prova ao adversário. Uma prova de força a acompanhar.

Em evidência estiveram também o Fazendense e o Amiense, ambos a ganhar na condição de visitante, nos terrenos de dois recém-promovidos: o conjunto das Fazendas, superiorizando-se, também por 2-1, em Alpiarça, depois de marcar logo no segundo minuto, tendo tido de sofrer bastante perante a boa réplica da turma do Águias, vindo a chegar igualmente ao tento da vitória já próximo do fim da partida; a formação de Amiais de Baixo, por mais afirmativo 2-0, em Fátima.

Realce ainda para o triunfo do Abrantes e Benfica ante o Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário golo. Foi apenas o segundo êxito dos abrantinos, mas que prometem deixar em breve para trás a actual 11.ª posição; em reflexo, foi também o segundo desaire dos ferreirenses, já antes batidos em Salvaterra, repartindo o 6/7.º lugar com o Alcanenense, mas apenas a quatro pontos do líder.

Na mesma senda de recuperação parece estar o Mação: depois de ter vencido, precisamente, o grupo de Abrantes, deslocou-se a Torres Novas, onde aplicou categórica goleada, ganhando por 5-1. Os maçaenses estão já, “apenas”, seis pontos abaixo do U. Tomar, por exemplo. Quanto aos torrejanos, não conseguiram dar sequência à vitória obtida em Salvaterra, voltando a denotar grandes fragilidades defensivas (acumulam já 21 tentos sofridos em apenas seis jogos!).

Surpresa – Mesmo atendendo a que se enfrentavam dois clubes históricos do Distrito (sendo que o Alcanenense militou inclusivamente nos Nacionais há não muitos anos, de 2012 a 2018), não seria expectável a derrota do U. Tomar – vindo de concludente 5-0 ante o Águias – em Alcanena.

O favoritismo do conjunto unionista pareceu ser ainda reforçado com o tento inaugural, obtido logo nos minutos iniciais. Com uma forte entrada, os tomarenses desperdiçariam a oportunidade de ampliar a contagem, vindo a consentir o empate a finalizar a primeira metade. No recomeço, outra vez o União de imediato a recolocar-se em superioridade no marcador.

Porém, alguma apatia proporcionaria uma inesperada reviravolta, com o Alcanenense a marcar dois golos intervalados por escassos minutos, fixando o que seria o desfecho do desafio, em 3-2. Restava ainda algum tempo para procurar encetar a recuperação, mas, nessa fase, já sem a serenidade necessária, os visitantes não conseguiriam já alterar o “placard”.

Tendo ido vencer (com dificuldade) a Torres Novas, neste terceiro encontro em reduto alheio, em campos de relva natural, o U. Tomar somou o segundo desaire. Será determinante melhorar os níveis de eficácia, assim como, por outro lado, a consistência exibicional ao longo dos 90 minutos.

Confirmações – O Cartaxo deu boa resposta à derrota (0-3) sofrida em Ourém, ganhando pela mesma marca, na recepção ao Salvaterrense. Por seu lado, Benavente e Entroncamento AC dividiram os pontos, em função da igualdade a duas bolas, mantendo-se na cauda da tabela, apenas acima da decepção até agora protagonizada pelo Fátima, e do “lanterna vermelha”, Torres Novas.

II Divisão Distrital – Após as três rondas iniciais Riachense e Pego mantêm o pleno de vitórias: os homens dos Riachos ganharam, não sem dificuldade, por escasso 2-1, ao Vasco da Gama; tendo o Pego vencido por 4-2 no terreno do Vilarense. Têm os mais directos competidores já a cinco pontos, pese embora U. Atalaiense e Goleganense tenham folgado uma vez cada.

Na série mais a Sul o Moçarriense confirmou a liderança, ganhando em Pernes, num “derby” municipal, por 2-1. As equipas do Forense, Marinhais e Rebocho seguem de perto, a dois pontos.

Campeonato de Portugal – Será caso para dizer que se pode ver o “copo meio cheio” ou “meio vazio” nos empates registados pelos três emblemas do Distrito na ronda quatro – desde logo porque houve um confronto directo entre Coruchense e U. Santarém, que se saldou num golo para cada lado; o mesmo resultado averbado pelo Rio Maior em Loures.

Isto dito, tendo pontuado todos, pontuaram pelo valor mínimo, em função do que se posicionam todos, nesta altura, abaixo da “linha de água”: o U. Santarém, com 5 pontos, é 9.º classificado; o Coruchense, com 4, situa-se no degrau imediato abaixo; e o Rio Maior SC, que não conseguiu ir ainda além de dois empates nos quatro jogos realizados, está no 12.º e antepenúltimo lugar.

Os clubes da I Divisão Distrital, que disputem a manutenção, terão de tomar em consideração o desempenho dos representantes no Nacional, o que condicionará o número de vagas de descida.

Antevisão – Na 7.ª jornada da divisão principal, o realce vai, principalmente, para as partidas Salvaterrense-Samora Correia e Ferreira do Zêzere-Amiense. O Fazendense, sempre nas “deixas” do União, recebe o Alcanenense, que não se projecta possa surpreender de novo; cabendo ao U. Tomar receber o Benavente, com a responsabilidade de confirmar o favoritismo.

No escalão secundário o “jogo grande” coloca frente-a-frente os dois líderes da série mais a Norte, com o Pego a receber a visita do Riachense. Nota ainda para o Moçarriense-U. Almeirim e para o Rebocho-Espinheirense.

O Campeonato de Portugal prossegue o seu trajecto, com a disputa da 5.ª ronda, com o U. Santarém a receber o Pêro Pinheiro (um dos vice-líderes), enquanto o Rio Maior SC poderá estrear-se a ganhar, sendo visitado pelo Alcains, actual penúltimo classificado. O Coruchense viaja até Sintra, para defrontar o Sintrense, posicionado a meio da tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Outubro de 2022)

(“O Templário”, 20.10.2022)

Pela primeira vez nesta temporada, ainda numa fase inicial do campeonato, há um líder isolado: na sequência de uma jornada (5.ª) muito favorável, o União de Tomar ascendeu ao comando, mas com o grupo da frente ainda muito compacto, com sete clubes separados por apenas três pontos. É agora secundado na tabela, só um ponto abaixo, pelos sensacionais At. Ouriense e Samora Correia – em paralelo, os únicos emblemas que subsistem ainda invictos –, a que se segue, outro ponto mais atrás, um trio de candidatos, formado por Fazendense, Amiense e Ferreira do Zêzere.

Numa jornada pouco profícua em golos (19), a menos produtiva até agora – tendo cinco desses tentos sido apontados pelos tomarenses – foram nada menos de sete as equipas a ficar em branco. Mas as principais “novidades” chegaram das Fazendas de Almeirim e dos Amiais de Baixo, onde os dois anteriores guias foram surpreendidos, concedendo inesperados desaires caseiros.

Recuperando ainda uma situação (significativa) da ronda anterior, confirma-se a formalização de protesto, por parte do U. Tomar, relativamente ao jogo disputado em Samora Correia, justificado por erro de julgamento do árbitro, que terá analisado incorrectamente o lance da conversão da grande penalidade, em grave prejuízo do clube nabantino (invalidando o golo apontado), dado ter sido legal a sua forma de execução, sem qualquer tipo de simulação que pudesse ser susceptível de infracção sancionável. Têm, pois, a palavra os órgãos competentes.

Destaques – Deixando os dois desfechos mais imprevistos do passado fim-de-semana para o segmento das “Surpresas”, começa por destacar-se a goleada (5-0) imposta pelo U. Tomar, na recepção a uma turma do Águias de Alpiarça, muito bem orientada, e que, à entrada para este jogo, partilhava o 3.º posto com os tomarenses (tendo baixado agora à 7.ª posição, mas, claro, somente com três pontos de desvantagem).

Com um inspirado Pedro Pires (autor de um “hat-trick”), o grupo nabantino resolveu a contenda na primeira meia hora; aliás, num intervalo de apenas cerca de 15 minutos, entre os 19 e os 35, em que apontou quatro golos: depois de abrir o marcador ainda relativamente cedo (numa fase em que as duas equipas repartiam a iniciativa de jogo), o segundo golo (aos 28 minutos) “desmontou” a estratégia da formação do Águias, que, acusando fortemente o “toque”, algo desestabilizada, viria a sofrer ainda mais dois tentos, separados somente por dois minutos.

Era um resultado bastante severo face ao que ambos os conjuntos tinham exibido em campo, o qual seria ainda ampliado, logo no início da segunda metade, com o 5.º golo dos unionistas; muito focados e com eficácia, os visitados reagiram da melhor forma à adversidade da semana anterior, não dando hipótese de resposta aos alpiarcenses. Daí até final, com as equipas “conformadas” com o desfecho da partida, o tempo foi-se escoando já em regime de gestão de esforço.

Outros dois realces da ronda vão para as estreias a vencer – depois de quatro derrotas nas quatro primeiras jornadas – de dois históricos: o Mação, recebendo um categorizado adversário, como é o Abrantes e Benfica, marcou um golo a finalizar cada uma das partes, impondo-se por 2-0; por seu lado, o Torres Novas (após a saída do treinador, com o novo responsável técnico, Eduardo Fortes, já a “assistir”) realizou também excelente operação, indo ganhar (2-1) a Salvaterra de Magos, operando, já no segundo tempo, reviravolta no marcador, com Persi Mamede a bisar.

Surpresas – Como acima aludido, o par que repartia o comando – Fazendense e Amiense, duas equipas de forte potencial – soçobrou quando menos se esperava. Ou, de outro prisma, há que enaltecer o desempenho dos visitantes, Samora Correia e Benavente, que arrebataram o triunfo.

Depois da vitória averbada ante o U. Tomar, o jovem grupo samorense deu mais uma cabal prova de competência, indo ganhar às Fazendas de Almeirim por 3-1! Demonstrando solidez defensiva, conseguiu aproveitar bem os espaços concedidos pelo adversário, para desferir golpes decisivos.

O Amiense foi impotente para superar a acção defensiva do Benavente – equipa que, até então, somara um único ponto –, cuja estratégia viria a ser coroada de êxito, a vinte minutos do final, ao marcar o solitário golo do desafio. Uma tarde “em cheio” para as duas agremiações do município.

Confirmações – De entre as confirmações, no imediato a mais relevante terá sido a categórica vitória (3-0) do At. Ouriense face ao Cartaxo, a potenciar a “pontaria afinada” de Diogo Gameiro (somando já seis tentos), o que proporcionou ao conjunto de Ourém escalar até à vice-liderança.

Naturalmente, foi também importante o tangencial triunfo (1-0) do Ferreira do Zêzere na recepção a um desafiante com a capacidade do Fátima. No Entroncamento, o clube local voltou a pontuar, mercê de um nulo ante o Alcanenense, integrando agora um quinteto, entre o 10.º e o 14.º lugar.

II Divisão Distrital – Os destaques da 2.ª jornada vão para as goleadas (ambas por 4-0) do Moçarriense (frente ao Glória do Ribatejo) e do Riachense (derrotando a Ortiga). Num “clássico” do futebol distrital, o Tramagal goleou também (5-1) o Alferrarede.

Assinalam-se, por outro lado, as igualdades registadas nas partidas Forense-Marinhais (2-2) e Vasco da Gama-Vilarense (3-3).

Riachense e Pego, únicos que bisaram o triunfo, repartem o comando a Norte, enquanto, na série mais a Sul, temos um trio na liderança, com 4 pontos: Moçarriense, Espinheirense e Forense.

Taça de Portugal – Já sem representação do Distrito, a eliminatória relativa aos 1/32 de final da “prova rainha” ficou assinalada pelas proezas de clubes de escalões inferiores, que eliminaram oito (!) emblemas da I Liga, um “record” nas 83 edições da prova, numa só eliminatória: Mafra e Tondela (II Liga), Varzim, V. Setúbal, Länk Vilaverdense e Oliveira do Hospital (Liga 3), Machico e Valadares Gaia (Campeonato de Portugal) afastaram, respectivamente, Marítimo, Santa Clara, Sporting, Paços Ferreira, Portimonense, Rio Ave, Boavista e Chaves.

Antevisão – A 6.ª ronda da I Divisão Distrital volta a integrar um alargado lote de partidas que concitam, em especial, as atenções: desde logo o Alcanenense-U. Tomar, com o novo líder a ser colocado à prova; mas, também, necessariamente, o duelo entre os ainda invictos Samora Correia-At. Ouriense; o Águias de Alpiarça-Fazendense e o Fátima-Amiense, com os visitantes a procurar rectificar os desaires sofridos; para além do Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Na II Divisão teremos, a Sul, o Glória do Ribatejo-Forense, e um encontro entre os vizinhos Marinhais e Benfica do Ribatejo. A Norte, o Vilarense-Pego e o Riachense-Vasco da Gama.

Na retoma do Campeonato de Portugal, na sua 4.ª jornada, realce para o confronto Coruchense-U. Santarém, enquanto o Rio Maior se desloca a Loures, para defrontar o clube que o precede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Outubro de 2022)

(“O Templário”, 13.10.2022)

O U. Tomar somou quinta derrota sucessiva em Samora Correia, nas cinco últimas temporadas, não tendo o Fazendense conseguido melhor que a repartição de pontos no Cartaxo, o que – conjugado com os triunfos de Amiense, Águias de Alpiarça, At. Ouriense e Ferreira do Zêzere – resultou numa concentração dos oito primeiros classificados num intervalo de apenas três pontos, com os emblemas das Fazendas de Almeirim e Amiais de Baixo a repartirem agora a liderança.

Destaques – É, bastas vezes, quase irresistível a tentação – até por um inato instinto de auto-preservação – de procurar justificar os insucessos com supostas falhas de arbitragem, como que transferindo para outrem, pelo menos, uma quota-parte de responsabilidades próprias.

O U. Tomar saiu de Samora Correia, uma vez mais, a queixar-se fortemente da arbitragem, sobretudo devido ao “caso do jogo”, uma situação inaudita, de que não haverá memória: na conversão de uma grande penalidade o jogador unionista fez a chamada “paradinha”, tendo o árbitro sancionado a alegada infração, não só invalidando o golo, como transformando o “penalty” num livre indirecto a favor dos samorenses, assim se gorando uma ocasião suprema de marcar.

Ao tomar uma decisão deste rigor e grau de severidade (perante uma situação a que se assiste repetidamente) crê-se que o árbitro o tenha feito em consciência, e de acordo com as regras, uma vez que estava “em cima do lance”. Mas, para além disso, a verdade é que não conseguiu ter pulso para impedir que o Samora Correia, praticamente abdicando de jogar, em especial na meia-hora final, sistematicamente “queimasse tempo”, com ostensivas interrupções e quebras de ritmo, visando impedir que o União pudesse ter qualquer “fio de jogo”, com princípio, meio e fim.

Os seis minutos de tempo de compensação concedidos foram manifestamente exíguos face a mais de uma dúzia de minutos (estimativa a pecar por defeito) de paragens de jogo, na segunda parte.

Terá ainda, por outro lado, de anotar-se a coincidência de esta ter sido já a terceira vez, nos últimos cinco anos, que este mesmo árbitro dirigiu o Samora-União, sendo que, em ocasiões anteriores (em 2019 e 2020), tinham também ocorrido “casos de jogo”, pelo que mais esta nomeação teria sido – até para preservação do próprio árbitro – porventura desaconselhável, por pouco prudente, numa óptica de salvaguardar qualquer tipo de eventual (natural e humano) condicionamento.

Sobre o jogo propriamente dito (e resta, agora, pouco espaço disponível), foi repartido durante o primeiro tempo, sem grandes ocasiões de perigo (ambos os guardiões pouco mais foram que espectadores atentos), sendo que a melhor oportunidade de golo terá sido a desperdiçada pelo União, à passagem do quarto de hora. Cerca de dez minutos volvidos surgiria o único tento do desafio, a favor do Samora Correia, igualmente por via de uma grande penalidade, culminando um lance algo fortuito, com a bola – numa sequência muito rápida, com o jogador tomarense já em queda, em plena área – a embater no peito e, de imediato, com contacto com os braços.

Na segunda metade, os nabantinos esbanjariam outra soberana ocasião de golo, na marcação de um livre, com a bola a acabar por embater no poste (terá sido ainda desviada pelo guarda-redes). A partir do momento culminante da partida (estavam decorridos 72 minutos) pouco mais foi possível efectivamente jogar, com a equipa unionista a não conseguir evitar deixar-se arrastar na onda de desestabilização gerada pelas incidências do desafio, faltando então discernimento para finalizar com êxito, pelo menos, mais outro par de lances de grande perigo, na área adversária.

Num balanço final subsiste necessariamente um sentimento de forte injustiça pelo resultado negativo, como reconhecido pelo próprio treinador samorense, considerando mais justo o empate.

Outros destaques da 4.ª ronda vão para as importantes vitórias em terreno alheio, averbadas por Ferreira do Zêzere (em Mação, impondo aos maçaenses o quarto desaire consecutivo, num começo de temporada que não estaria, de todo, nas suas cogitações) e Amiense (em Alcanena), ambas pela mesma marca (3-2) – sendo que o Alcanenense apenas no derradeiro minuto sofreu o tento decisivo. Realce ainda para a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima em Benavente, beneficiando ainda do facto de os locais se terem visto em inferioridade numérica.

Surpresas – Uma, pelo menos, “meia-surpresa” registou-se no Cartaxo (equipa que, já na semana anterior, em Tomar, oferecera forte réplica), com o grupo visitado a impor uma igualdade (2-2) ao líder, Fazendense (a sofrer, assim, os primeiros golos na presente edição da prova).

Pelo historial dos dois clubes será também de considerar-se algo surpreendente o desaire caseiro do Torres Novas ante o At. Ouriense, por 1-2, com os torrejanos, com quatro derrotas (acumulando já um preocupante total de 15 golos sofridos), a repartir o último lugar com o Mação.

Confirmações – Abrantes e Benfica (1-0, na recepção ao Salvaterrense) e Águias de Alpiarça (3-1, ante o Entroncamento AC) confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, com os alpiarcenses a reforçar o notável início de campeonato, partilhando o 3.º lugar com o U. Tomar.

II Divisão Distrital – No arranque da competição começam por destacar-se as goleadas impostas pelo Porto Alto (5-1 ao Benfica do Ribatejo) e Vilarense (4-0 à Ortiga), assim como o categórico triunfo (3-0) do Pego em Alferrarede. Por seu lado, alguns dos candidatos aos lugares cimeiros não foram além do empate: 0-0, no Marinhais-Moçarriense e no Caxarias-Vasco da Gama; e 2-2, no U. Almeirim-Espinheirense e, de forma mais surpreendente, no Glória do Ribatejo-Rebocho.

Campeonato de Portugal – Não foi positiva para os clubes do Distrito a 3.ª ronda da prova, com Rio Maior SC e Coruchense ambos a saírem derrotados – os riomaiorenses, em casa, ante o Pêro Pinheiro, por 0-1; e a turma do Sorraia, perdendo por 2-1 em Castelo Branco, face ao Benfica local –, não tendo o U. Santarém ido além do empate (1-1) frente ao Sintrense.

O campeonato está ainda na sua fase inicial, com o escalonamento dos concorrentes com escassas diferenças pontuais, mas Coruchense (10.º) e Rio Maior SC (12.º) começam já a posicionar-se abaixo da “linha de água” (serão despromovidos directamente os seis últimos de cada série).

Antevisão – A 5.ª jornada da divisão principal apresenta, em especial, quatro desafios de maior interesse: em primeiro lugar, o Fazendense-Samora Correia (com a curiosidade de ver qual a resposta que os samorenses conseguirão oferecer, depois do triunfo da passada semana), mas, também o U. Tomar-Águias de Alpiarça (colocando frente-a-frente os actuais 3.º classificados), o Ferreira do Zêzere-Fátima (entre dois bons conjuntos) e o Mação-Abrantes e Benfica (com os maçaenses a começar a “desesperar” pelos primeiros pontos). O co-líder, Amiense, terá, em teoria, tarefa de grau de dificuldade menor, recebendo o antepenúltimo classificado, Benavente.

No escalão secundário, na sua 2.ª ronda, avultam, a Sul, os embates Moçarriense-Glória do Ribatejo, Forense-Marinhais e Espinheirense-Porto Alto; a Norte, realce para o Vasco da Gama-Vilarense, assim como para um confronto entre dois clubes históricos: Tramagal-Alferrarede.

O Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de final da Taça de Portugal – estreando-se os clubes da I Liga –, já sem representação do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Outubro de 2022)

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