O Templário


O pulsar do campeonato - 2019-20 - 11jornada

(“O Templário”, 28.11.2019)

Com o acumular da sucessão triunfal do U. Almeirim a começar a “não ser notícia”, a novidade passa pelas perdas de pontos de Abrantes e Benfica e Cartaxo, que os fazem descolar dos dois primeiros, agora com atrasos já dificilmente recuperáveis face ao líder (dez e onze pontos, respectivamente). Com a prova a avançar para o termo da sua primeira metade parece já imprevisível que o Campeão possa vir a ser outro que não U. Almeirim, U. Tomar ou Coruchense.

Destaques – O principal destaque da 11.ª jornada vai, pois, para a vitória (2-1) do Fazendense sobre o Cartaxo, um desfecho que, paradoxalmente, até nem deveria constituir já motivo de menção especial, dado ter-se tratado do 7.º jogo consecutivo entre ambos os clubes, nas Fazendas de Almeirim, ganho pela equipa da casa (todos os desafios disputados desde a época de 2013-14!). Não obstante, tal resultado proporciona à turma das Fazendas ascender a um excelente 4.º posto, a par da formação abrantina, e um único ponto abaixo do Coruchense.

Apesar de não ser imprevisto, terá de sublinhar-se o 11.º triunfo do U. Almeirim em outros tantos desafios, ainda para mais num campo difícil, frente ao Samora Correia, onde os almeirinenses não tinham conseguido ter sucesso nas três ocasiões em que, na última década, ali se tinham deslocado. Mais, a “facilidade” com que o comandante chegou à vantagem de 3-0, expressa uma consistência que parece difícil de abalar, em nada afectada pelo tento de honra dos visitados.

Merece igualmente realce a vitória (2-0) averbada pelo Amiense em Rio Maior, com o grupo de Amiais de Baixo agora a integrar um quarteto (juntamente com Torres Novas, Samora Correia e Ferreira do Zêzere), a meio da pauta classificativa, a começar a adquirir alguma tranquilidade, decorrente da margem de segurança (sete pontos) de que dispõe em relação à “linha de água”.

Ainda uma nota para o embate entre os dois últimos classificados, Pego e Moçarriense, com os pegachos a alcançarem um triunfo (1-0) que se revelava crucial, reentrando de “pleno direito” na luta pela manutenção, a qual, entretanto, parece circunscrever-se ao quinteto formado por Glória do Ribatejo, Rio Maior, Pego, Riachense e Moçarriense, separados entre si por apenas três pontos.

Surpresa – Atendendo ao desempenho que ambas as equipas vêm apresentando no campeonato, o empate (1-1) averbado pelo Torres Novas em Abrantes, ante o Abrantes e Benfica, não deixa de constituir, pelo menos, uma “meia-surpresa”, considerando que os donos da casa se perfilavam como teóricos favoritos, isto pese embora pareçam vir, paulatinamente, a perder algum “gás”, tendo vencido apenas uma das quatro últimas partidas.

Confirmações – Nos restantes três encontros, os resultados foram os esperados, com o Mação – ganhando, com naturalidade, por 2-0, à formação da Glória do Ribatejo – a ser um dos mais beneficiados desta ronda, tendo somado terceira vitória consecutiva, descolando dos mais próximos perseguidores (já a seis pontos), ao mesmo tempo que se aproxima do pelotão da frente (dista agora apenas três pontos do Cartaxo).

Em Tomar, num reencontro entre dois grupos que se conhecem muito bem, desde técnicos a jogadores, o União, a necessitar vencer para superar o “trauma” do desaire sofrido em Almeirim, não entrou bem no jogo, começando por ser surpreendido pela determinação do bem organizado conjunto de Ferreira do Zêzere, que dificultou sobremaneira a saída para o ataque por parte dos locais, tendo chegado a ameaçar numa ou outra ocasião.

Por curiosidade, em duas semanas seguidas, os tomarenses jogariam em superioridade numérica durante cerca de 70 minutos, o que, desta feita, aproveitaram, para, desde logo, na conversão da grande penalidade decorrente do lance que motivou a expulsão do guarda-redes contrário, inaugurar o marcador. A partir daí, os unionistas controlaram o jogo, tendo insistentemente procurado ampliar a vantagem, o que, perante a notável exibição de um “improvisado” guardião (o treinador de guarda-redes, Pedro Pardal), apenas conseguiriam por uma vez, fixando o “placard” em 2-0, acabando o jogo em toada mais conservadora, minimizando eventuais riscos.

Nos Riachos, perante uma equipa do Riachense que continua a sua “travessia no deserto” – tal como o Moçarriense somou quinta derrota consecutiva –, o Coruchense aproveitou para se impor pela primeira vez em tal reduto, ganhando por 2-0, ascendendo assim à 3.ª posição da tabela.

II Divisão Distrital – O empate (1-1) alcançado pelo Entroncamento AC em Alcanena, mesmo que não lhe traga, no imediato, grandes dividendos a nível pontual, constitui, não obstante, um indicador positivo, de que este novo clube será, a par do líder, Alcanenense, e do Tramagal, um dos principais candidatos a integrar o trio que avançará para a fase final, de disputa do título e da promoção ao principal escalão – isto se o U. Tomar “B”, que prossegue uma boa campanha, tendo vencido o Caxarias por 2-1, não persistir em intrometer-se nos lugares do pódio.

Na série mais a Sul, o Marinhais foi surpreendido, em casa, pelo Benavente, perdendo 0-1, vendo-se igualado no comando pelo Pontével (vitória tangencial, por 1-0, ante o Goleganense), com o Espinheirense (3-0 ao Fazendense “B”) somente a dois pontos… e o Benavente a três.

Antevisão – A próxima jornada do Distrital da I Divisão integra quatro encontros de maior chamariz: desde logo, o U. Almeirim-Mação, em que se defrontam o actual líder isolado, 100% vitorioso, e um anterior Campeão Distrital, relegado do Nacional, mas que vem em crescendo, podendo eventualmente causar surpresa; por seu lado, Coruchense e Fazendense disputam um desafio que assume cariz de grande relevância, principalmente para a turma do Sorraia, “impedida” de perder pontos; em Monsanto, o Amiense, que parece revitalizado, constituirá decerto um difícil obstáculo para o U. Tomar, a solicitar empenho total por parte dos unionistas. Noutro plano, o “derby” Torres Novas-Riachense não deixa de constituir um jogo sempre de interesse, apesar de os torrejanos serem, no contexto actual, claros favoritos à vitória.

No escalão secundário, realce para as seguintes partidas: Ortiga-Alcanenense, Tramagal-U. Atalaiense, Benavente-Pontével e Porto Alto-Marinhais.

Após o interregno para disputa dos 1/16 de final da Taça de Portugal, é retomado o Campeonato de Portugal, com o Fátima, recebendo o Torreense, com o qual partilha o 7.º lugar, a ter boa oportunidade para consolidar a sua posição; também o U. Santarém, que terá a visita do V. Sernache (actual 16.º classificado), poderá somar mais três importantes pontos ao seu pecúlio.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Novembro de 2019)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 10jornada

(“O Templário”, 21.11.2019)

Dez (vitórias) em dez (jogos), que se traduzem, pois, num absolutamente excepcional pleno de 30 pontos, conferem ao U. Almeirim uma liderança isolada, já com uma margem importante face a toda a restante concorrência, quando está disputado apenas o primeiro terço do campeonato. O que significa que já nenhuma outra equipa depende exclusivamente de si, restando saber se alguma terá a capacidade de acumular triunfos em tal escala que lhe permita ainda vir a aproveitar os pontos que, certamente, mais tarde ou mais cedo, os almeirinenses acabarão por ceder.

Destaque – O “jogo do ano” – entre os dois primeiros classificados, U. Almeirim e U. Tomar –, ficou, inegavelmente, aquém das expectativas: desde logo, em termos de assistência, muito pouco numerosa, contingência do mau tempo que se fez sentir, a par do facto de, ainda uma hora antes do início do encontro, ter começado o decisivo jogo da selecção de Portugal no apuramento para o “EURO 2020”, no Luxemburgo (portanto, em “sobreposição” horária); em paralelo, o estado do terreno, muito pesado, devido à chuva, a condicionar a acção dos jogadores; por fim, o facto de o U. Almeirim se ter visto reduzido a dez elementos logo a meio do primeiro tempo não deixou de afectar também a abordagem e a qualidade do jogo jogado por ambas as formações.

Com uma entrada em campo a procurar assumir a iniciativa, por parte dos visitados, o U. Tomar, personalizado, ripostou bem e rapidamente equilibrou a tendência do jogo, ainda nos primeiros vinte minutos. Beneficiando também da expulsão do jogador almeirinense, os nabantinos, apostados em levar os três pontos e, em tal caso, assumir a liderança, teriam um derradeiro quarto de hora da primeira parte de grande nível, empurrando os donos da casa para a sua zona defensiva.

Num embate de circunstâncias algo atípicas, o U. Tomar acabaria por não ser nada feliz em três momentos charneira: primeiro, nesse período, de clara supremacia, com o guardião de Almeirim a ter um punhado de boas intervenções, a salvar a sua baliza; depois, a meio da segunda parte, a desperdiçar a ocasião soberana de golo do jogo, ao não conseguir concretizar uma grande penalidade, com Wemerson Silva a rematar a bola (pesada, por se encontrar bastante molhada), relativamente colocada, mas com pouca força, a proporcionar mais uma excelente defesa a João Bernardo; por fim, numa fase em que arriscava tudo em busca da vitória, já a cinco minutos do final, a sofrer o único tento do encontro, “contra a corrente”, na sequência de um canto directo!

Se o empate já seria um resultado pouco satisfatório, a derrota acaba por ser extremamente penalizadora para os tomarenses, que deixaram escapar uma grande oportunidade de travar este valoroso rival, no seu próprio reduto; ao mesmo tempo que constitui um prémio à forma abnegada como o U. Almeirim, em inferioridade numérica, nunca abdicou de procurar a “sorte”, ameaçando a baliza tomarense um par de vezes, antes de acabar, mesmo, por consolidar a sua liderança.

Surpresa – O desfecho menos previsível da 10.ª ronda registou-se em Monsanto, com o Amiense a ser desfeiteado (1-3) pelo Fazendense, conjunto que prossegue a sua notável campanha (6.º classificado, somente a dois pontos do 3.º e agora a quatro do vice-líder, U. Tomar); inesperadamente, este foi já o quarto desaire (em cinco jogos) do Amiense em casa “emprestada”, factor que tem influenciado muito negativamente o desempenho do grupo de Amiais de Baixo.

Confirmações – Nos outros encontros da jornada, confirmou-se o favoritismo de Cartaxo, Abrantes e Benfica (1-0, no “derby” municipal, no Pego, já ao “cair do pano”), Coruchense, Mação (2-0 na Moçarria) e Ferreira do Zêzere (2-1, em casa, com o Rio Maior); não se esperariam, todavia, as grandes dificuldades sentidas pelos cartaxeiros e pela turma do Sorraia, expressas no tangencial marcador de 1-0 com que superaram, respectivamente o Riachense e o Torres Novas.

Na Glória do Ribatejo, a igualdade a uma bola, ante o Samora Correia, era de alguma forma expectável, não tendo porventura desagradado a nenhum dos emblemas.

II Divisão Distrital – O Alcanenense prossegue a sua campanha triunfal, tendo ganho em Abrantes, à equipa “B” local, por 2-0; a par com o Tramagal, vencedor por 2-1 no terreno da Ortiga, destacam-se já nos dois primeiros lugares, respectivamente com sete e cinco pontos de vantagem sobre o Entroncamento AC (com um jogo a menos), que goleou a U. Atalaiense (5-1).

A Sul, os dois primeiros ganharam fora (o Marinhais, por 4-2, na Golegã; e o Pontével, por 2-0, nas Fazendas de Almeirim, também perante a equipa “B” do Fazendense), beneficiando da derrota (1-2) do Espinheirense em Benfica do Ribatejo e do empate (2-2) entre Benavente e Porto Alto.

Campeonato de Portugal – Na 11.ª jornada, o Fátima voltou a ser batido por tangencial 0-1 na Marinha Grande (depois da eliminação na Taça de Portugal), integrando agora um quarteto que ocupa o 5.º ao 8.º lugar. O U. Santarém obteve um positivo empate (1-1) em Torres Vedras, ante o Torreense, tendo subido ao 12.º posto, mantendo-se um ponto acima da “linha de água”.

Antevisão – Dois jogos concitam atenção especial na próxima ronda do Distrital da I Divisão: o Samora Correia-U. Almeirim (a partir de agora, será crescente a expectativa de saber quem poderá ser a primeira equipa a conseguir travar o comandante – e os samorenses, no seu reduto, não constituirão adversário “fácil”); e o Fazendense-Cartaxo, um embate de desfecho imprevisível, em que os homens das Fazendas de Almeirim enfrentam o desafio de poder vir a reforçar ainda mais o notável desempenho que vêm apresentando no campeonato.

No Riachense-Coruchense, veremos se terão confirmação os sinais de melhoria indiciados pela turma dos Riachos no Cartaxo. Por outro lado, esta jornada tem ainda agendado o quase “derby” entre U. Tomar e Ferreira do Zêzere, um (re)encontro sempre de grande aliciante. No Pego, os locais recebem o Moçarriense, numa disputa de grande relevância para a arrumação das posições na cauda da tabela, na tentativa de escapar à zona de despromoção.

Na II Divisão, destacam-se, principalmente, os seguintes desafios: Alcanenense-Entroncamento, em que estará em causa até que ponto a turma de Alcanena poderá ou não ter efectiva oposição neste campeonato; e, a Sul, o Marinhais-Benavente, para além do “derby” Forense-Salvaterrense.

O Campeonato de Portugal volta a sofrer nova pausa, para disputa dos 1/16 de final da Taça de Portugal, fase já sem qualquer representante do Distrito em prova.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Novembro de 2019)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 9jornada

(“O Templário”, 14.11.2019)

Numa semana em que os dois primeiros voltaram a aumentar distâncias – o duo que reparte agora o 3.º lugar regista já um atraso de oito pontos em relação ao líder – o facto mais saliente terá sido a forma como o Coruchense resiste, segurando-se no grupo da frente, um ponto mais abaixo. De resto, o 100% vitorioso U. Almeirim e o seu mais directo rival, U. Tomar (que somou 5.º triunfo sucessivo, oitavo em nove jogos) “aquecem já os motores” para o embate da próxima ronda.

Destaques – No encontro mais importante da 9.ª jornada, o Coruchense fez “prova de vida”, tendo ido vencer a Abrantes, por 2-1, numa partida equilibrada, não isenta de controvérsia, em que o Abrantes e Benfica, embora batido, demonstrou uma vez mais a sua valia, podendo ter obtido resultado mais positivo. Tal desfecho proporcionou um reagrupamento dos clubes classificados entre o 3.º e o 6.º lugar, agora separados entre si apenas por dois pontos.

E isto porque, por outro lado, também o Cartaxo cedeu pontos, atrasando-se, pois, face ao par da frente, ao não conseguir ir além do nulo na deslocação a Torres Novas, um empate que terá deixado mais satisfeitos os torrejanos, os quais mantêm tranquila posição a meio da tabela, tendo aumentado ligeiramente a diferença para o quinteto de clubes da cauda, todos eles derrotados.

A outra nota de realce vai para o Amiense, que conseguiu, não só quebrar um ciclo negativo de seis jogos sem ganhar (seguia, aliás, numa série de quatro desaires sucessivos), como contrariar a história, tendo ido ganhar, também por 2-1, aos Riachos, onde perdera em todas as cinco últimas deslocações. Tal proporciona ao clube de Amiais de Baixo, desde já, “respirar melhor”, podendo dar à equipa a confiança necessária para explanar em campo o seu potencial.

Confirmações – Nas restantes cinco partidas não houve qualquer surpresa a assinalar, tendo os favoritos confirmado os superiores argumentos que, no papel, possuem.

Não obstante, o líder, U. Almeirim, começou por sofrer um susto, na visita a Rio Maior, onde se viu em desvantagem, vendo-se forçado a operar reviravolta, para acabar por ganhar por tangencial 2-1, com o tento do empate a surgir na sequência de uma algo controversa grande penalidade. Terá sido uma das menos conseguidas exibições dos almeirinenses, frente a um adversário que vem subindo de forma, à medida que os jogadores se vão entrosando neste patamar competitivo.

Por seu lado, o U. Tomar, outra vez dominador, não tendo permitido grandes veleidades à formação da Glória do Ribatejo, venceu por margem relativamente escassa (2-0 – marcador que, aliás, se repete pela quarta vez em cinco confrontos entre ambos em Tomar, incluindo um a contar para a Taça do Ribatejo), depois de ter chegado ao intervalo com a vantagem mínima. Continuando a denotar boa consistência, com uma campanha muito segura, o grupo unionista mantém bons registos em termos de médias de golos marcados (2,33) e golos sofridos (0,56), tendo registado o sexto desafio em que manteve a sua baliza inviolada, sendo que marcou em todos os nove jogos já disputados.

Nas Fazendas de Almeirim, num interessante confronto entre dois bons conjuntos, o Fazendense venceu o Ferreira do Zêzere, mercê de um solitário tento, o que lhe permite manter-se colado ao pelotão da frente, somente a dois pontos do Cartaxo e do Abrantes e Benfica.

O Samora Correia, actuando no seu terreno, obteve terceiro triunfo consecutivo, impondo ao Moçarriense terceira goleada seguida (depois das derrotas em Rio Maior e com o U. Tomar), ganhando por 4-0, igualando assim o Torres Novas, precisamente a meio da pauta classificativa.

Por fim, o Mação, pese embora já bastante afastado do topo da classificação – com um fosso de 14 pontos a separá-lo do comandante – aproveitou a recepção ao “lanterna vermelha”, Pego, para voltar aos triunfos, de que se encontrava arredado há três jornadas. A turma maçaense ocupa agora a 7.ª posição, a quatro pontos do Fazendense, liderando um segundo grupo de concorrentes.

II Divisão Distrital – O Alcanenense soma e segue, averbando a 5.ª vitória em outras tantas jornadas, mas, desta vez, com dificuldade, como indicia o tangencial 2-1 registado na recepção ao Caxarias. A turma de Alcanena beneficiou da igualdade (1-1) entre Tramagal e Entroncamento AC para se isolar na liderança. Destaque ainda para o bom desempenho da jovem equipa tomarense, que obteve a sua terceira vitória em quatro jogos (4-1), ante o Aldeiense, repartindo agora o 3.º posto com a U. Atalaiense.

A Sul, o Marinhais, ganhando por magro 1-0 na recepção ao Fazendense “B” mantém-se no comando, dois pontos acima do Espinheirense (vencedor por 4-2, ante o Salvaterrense).

Campeonato de Portugal – Esta foi uma ronda bem positiva para os representantes do Distrito, que obtiveram, ambos, importantes triunfos: o Fátima, por 2-0, na recepção ao Oliveira do Hospital; o U. Santarém, também em casa, por 1-0, frente ao Sp. Ideal.

Em função destes resultados, após a 10.ª jornada, os fatimenses, somando 16 pontos (quatro vitórias e quatro empates), integram o lote dos 3.º classificados, somente a três pontos do Beira-Mar; quanto aos escalabitanos, contando 11 pontos (três vitórias e dois empates) subiram ao 13.º lugar, imediatamente acima da “linha de água”.

Antevisão – É chegado então o, até agora, “jogo do ano”: em Almeirim cruzam-se os dois primeiros classificados do principal escalão do futebol distrital, em busca da supremacia, numa partida em que o U. Almeirim beneficiará, não apenas do factor casa, como, paralelamente, de se encontrar em posição mais vantajosa, decorrente do seu percurso triunfal até à data. Para o U. Tomar, tendo noção de que o campeonato é longo, será crucial, não obstante, alcançar um resultado positivo, até em termos motivacionais.

Dos outros encontros da 10.ª ronda, referência ainda ao Coruchense-Torres Novas (com amplo favoritismo dos visitados), Amiense-Fazendense, de tendência repartida, assim como para o “derby” Pego-Abrantes e Benfica, em que os pegachos pretenderão certamente causar surpresa.

Na II Divisão, assinalam-se, em especial, os seguintes encontros: Ortiga-Tramagal, Entroncamento-U. Atalaiense e Benavente-Porto Alto.

No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se à Marinha Grande, para defrontar o Marinhense (8.º classificado, a par do U. Leiria), depois do duplo confronto aí realizado na Taça de Portugal (com um empate e uma vitória dos “vidreiros”); o U. Santarém terá também uma saída difícil, até Torres Vedras, para defrontar o actual 7.º classificado, Torreense, sem vencer há quatro jogos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Novembro de 2019)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 8jornada

(“O Templário”, 07.11.2019)

Em função dos desfechos da 8.ª ronda da I Divisão Distrital, começam a ampliar-se as diferenças pontuais entre o pelotão da frente, com U. Almeirim (100% vitorioso) e U. Tomar (sete triunfos) a destacar-se dos demais, com o Abrantes e Benfica agora a cinco pontos do guia, o Cartaxo a seis e o Coruchense já com nove pontos de atraso. Ainda numa fase relativamente inicial da prova, não será arriscar demasiado apontar um destes cinco clubes como futuro Campeão.

Destaques – Na partida mais aliciante da jornada, entre dois candidatos, o Cartaxo recebeu e bateu o Coruchense por 2-0, o que permitiu aos cartaxeiros manter as distâncias para os dois primeiros na tabela, afastando ainda mais a turma do Sorraia, a atravessar um ciclo difícil – tendo somado terceiro desaire nos quatro últimos desafios disputados no campeonato –, começando a ver muito reduzida a sua “margem de manobra”, podendo o seu próximo jogo ser crucial.

Por seu lado o U. Tomar continua em destaque, tendo averbado uma excelente vitória – a quarta consecutiva – no reduto do Moçarriense, por categórica marca de 5-0. Perante um animoso adversário, que procurava redimir-se do desfecho negativo da semana anterior, e tendo, uma vez mais, chegado ao intervalo “em branco”, após ter conseguido quebrar a barreira defensiva (e a resistência anímica) contrária surgiria então uma torrente de golos para os unionistas, quase em catadupa. Correspondendo à posição que ocupa na classificação, os tomarenses registam actualmente o 2.º ataque mais concretizador (19 golos), a par da 2.ª defesa menos batida (5 golos).

Quem segue agora de “vento em popa” é o Ferreira do Zêzere, tendo somado terceiro triunfo sucessivo, e por números robustos, goleando o frágil Riachense por 6-0, o que lhe proporcionou galgar mais alguns degraus, até um bem mais tranquilo 8.º posto.

O Samora Correia conseguiu também bisar a vitória, tendo ido ganhar ao Pego por 2-1, que continua com grandes dificuldades para escapar à indesejada condição de “lanterna vermelha”. No imediato, os samorenses (agora no 10.º lugar) podem “respirar” um pouco melhor.

Surpresa – A surpresa da jornada veio de Monsanto (“casa emprestada” do Amiense), onde o Torres Novas, reagindo positivamente às contrariedades que vem sofrendo – e depois de quatro jogos sem vencer –, foi ganhar por 1-0, ascendendo assim ao 7.º lugar; mas, mais importante, distanciando-se da zona delicada da tabela, na qual, inesperadamente, a formação de Amiais de Baixo (sofrendo quarto desaire sucessivo) se vê, por agora, envolvida.

Confirmações – O U. Almeirim, recebendo o rival Fazendense, no “derby” municipal, ganhou por 2-0, somando o oitavo triunfo em outras tantas partidas disputadas. Mais impressionante ainda: os “imparáveis” almeirinenses defrontaram (e bateram) já todos os (seis) clubes actualmente posicionados entre o 3.º e o 8.º lugar da classificação!

Noutro ponto de interesse, o Mação – pese embora tenha interrompido uma notável série de seis vitórias consecutivas do Abrantes e Benfica – não conseguiu ir além da igualdade a uma bola, num embate que se afigurava ser já de cariz determinante para as aspirações dos maçaenses, no sentido de poderem vir a revalidar o título conquistado há duas épocas. O Mação (com um único triunfo nos cinco últimos jogos) viu, assim, dilatar-se – para praticamente insuperáveis 14 pontos – o fosso que o separa do líder, tendo caído mesmo até modesta 9.ª posição na pauta classificativa.

A equipa da Glória do Ribatejo fez valer o factor casa, impondo-se a um ainda inconstante Rio Maior, ganhando por tangencial 1-0, o suficiente para igualar pontualmente esse adversário (tal como o Amiense), tendo, em paralelo, ultrapassado Riachense e Moçarriense, transpondo assim a “linha de água”, o seu objectivo primordial na competição.

II Divisão Distrital – Alcanenense (com mais uma soberba goleada, de 7-0, em Alferrarede) e Tramagal (goleando também, por 4-1, em Abrantes a equipa “B” local) prosseguem as respectivas trajectórias triunfais, já com cinco pontos de vantagem sobre Entroncamento AC (com um jogo a menos) e Ortiga, equipas que, em confronto directo na 4.ª jornada, não desfizeram o nulo.

A Sul, o Marinhais, ganhando em Benfica do Ribatejo (2-1), beneficiou do empate cedido pelo Benavente na Golegã para se isolar no comando, um ponto acima dos benaventenses, seguidos de imediato pelo Espinheirense, que venceu, também por 2-1, no terreno do Forense.

Campeonato de Portugal – O Fátima obteve mais um resultado positivo, tendo ido empatar (1-1) frente ao Oleiros, fixando-se, por agora, na 7.ª posição (mas somente a três pontos do vice-líder, Beira-Mar), mantendo a vantagem de cinco pontos em relação à zona de relegação.

Menos eficaz, o U. Santarém voltou a ser desfeiteado, tendo sido batido em virtude de um solitário tento sofrido na Sertã, o que lhe custou a descida a um preocupante 15.º lugar, pese embora apenas a dois pontos de Marinhense e Oliveira do Hospital, últimas equipas em zona de manutenção.

Antevisão – Na próxima jornada as atenções estarão sobretudo focadas, a nível da I Divisão, no Abrantes e Benfica-Coruchense, o tal jogo que poderá ser já de “tudo ou nada” para a formação do Sorraia, a qual, em caso de derrota, deverá comprometer decisivamente as suas aspirações, numa fase tão prematura, quando não atingimos ainda o primeiro terço do campeonato.

E isto porque se antevê que, com maior ou menor dificuldade, U. Almeirim (visita Rio Maior) e U. Tomar (recebe a turma da Glória do Ribatejo) possam vir a somar mais três pontos cada.

Em teoria de maior complexidade será a tarefa do Cartaxo, em deslocação a Torres Novas, sem prejuízo de os cartaxeiros se perfilarem como favoritos para esse confronto.

Na II Divisão, o realce vai para o Alcanenense-Caxarias e Tramagal-Entroncamento AC, devendo o Marinhais (que será visitado pela equipa “B” do Fazendense) aproveitar a folga do Benavente para ampliar a sua vantagem no comando, cuja margem dependerá também do desfecho do Espinheirense-Salvaterrense, partida na qual os visitados serão favoritos.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Oliveira Hospital, tendo uma boa oportunidade para consolidar a sua posição na primeira metade da classificação; já o U. Santarém recebe o seu actual parceiro na tabela, Sp. Ideal (Açores), sendo importante que possa vencer.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Novembro de 2019)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 7jornada

(“O Templário”, 31.10.2019)

Dois dos clubes promovidos do segundo escalão estiveram particularmente em evidência no passado fim-de-semana, com o notável Abrantes e Benfica a alcançar a sua sexta vitória consecutiva (e logo frente a um dos principais candidatos ao título, Cartaxo), enquanto o Rio Maior goleava por 8-1 outra das equipas promovidas, o Moçarriense (que até vinha de três jornadas sem perder).

Destaques – No desafio de maior importância da 7.ª ronda, o Abrantes e Benfica bateu o Cartaxo, mercê de um solitário tento, o suficiente para confirmar o seu estatuto, também de candidato aos lugares cimeiros. Efectivamente, ao longo das jornadas já decorridas na prova, a turma abrantina vem cabalmente demonstrando que o seu desempenho está longe de corresponder a simples “fogacho”, antes traduzindo uma sólida campanha, de um grupo consistente (tendo, aliás, imposto também ao U. Tomar – seu parceiro na vice-liderança – o único desaire sofrido no campeonato).

Por seu lado, o algo oscilante Rio Maior – nas cinco partidas anteriores havia obtido um único triunfo (em Samora Correia), tendo perdido nas outras quatro ocasiões –, ainda em fase de consolidação a este nível competitivo, aproveitou uma tarde de grande desacerto do Moçarriense para fixar a, até agora, maior goleada da competição (a qual não será fácil de superar), ganhando por contundente marca de 8-1, isto perante um rival directo na disputa pela manutenção.

O Coruchense, vindo de dois comprometedores desaires sucessivos (em casa, ante o U. Almeirim e em Ferreira do Zêzere), voltou a “acertar o passo”, derrotando o Amiense por 3-1, partilhando agora o 4.º posto com o Cartaxo, mas com ambas as formações já com um atraso de seis pontos em relação ao líder.

Após duas mudanças sucessivas no comando técnico, o Samora Correia conseguiu estancar o ciclo negativo de quatro derrotas consecutivas, batendo o Mação (que também estreou novo treinador) por 2-1, com os maçaenses, na 7.ª posição, já a 12 pontos do comandante (e a cinco da equipa que os precede imediatamente na tabela, o Fazendense), com a possibilidade de repetir o êxito de 2018 a começar a ficar algo remota.

Surpresa – Pela segunda semana sucessiva o Ferreira do Zêzere é protagonista da surpresa da jornada, em ambos os casos pela positiva, tendo, desta feita, ido vencer (1-0) a Torres Novas, ante um conjunto torrejano a braços com a necessidade de sucessivas recomposições do seu “onze”, em função do acumular de sanções disciplinares sofridas. Em termos práticos, foi a terceira vez que os ferreirenses pontuaram no reduto adversário em outras tantas partidas ali disputadas (depois de uma goleada por 4-0 há duas temporadas e do empate na época passada).

Confirmações – Nos restantes três encontros, os grupos mais apetrechados confirmaram a respectiva condição de favoritos, pese embora por números bem mais apertados do que seria previsível, no caso do U. Tomar e do Fazendense.

Os tomarenses, recebendo o “lanterna vermelha” Pego, denotaram, uma vez mais, dificuldades para desbloquear a organização defensiva contrária, apenas tendo inaugurado o marcador mesmo em cima dos 45 minutos. Depois, na segunda parte, mais serenos, chegaram com naturalidade ao 3-0, antes de um auto-golo sofrido ter feito os pegachos voltar a acreditar, sentimento reforçado após terem reduzido para a desvantagem mínima (3-2), fazendo os locais acabar em sobressalto.

O União conseguiria, ainda assim, salvaguardar a vitória – a sexta em sete jornadas disputadas –, no que constitui o melhor arranque de época do clube desde a histórica temporada de 1964-65, na qual se viria a sagrar Campeão Distrital e Campeão Nacional da III Divisão.

Também o Fazendense sentiu dificuldades ante a formação da Glória do Ribatejo, vendo-se forçado a operar a reviravolta no marcador, acabando por vencer por tangencial 2-1, o que lhe permite manter-se colado ao pelotão da frente, ocupando o 6.º lugar da pauta classificativa.

Já o imparável U. Almeirim somou o sétimo triunfo em outros tantos jogos, impondo-se por tranquila marca de 3-0 nos Riachos, ante o Riachense.

II Divisão Distrital – Alcanenense e Tramagal continuam em destaque, tendo alcançado ambos a terceira vitória consecutiva: o grupo de Alcanena, goleando o Aldeiense por 5-0; enquanto os tramagalenses bateram o Caxarias por tangencial 4-3 num bem animado e repartido desafio.

Mais a sul, já não há equipas só com vitórias, após a derrota do Forense em Pontével (3-1), facto de que beneficiou o Benavente – goleando o Fazendense “B” por 6-0 – para ascender à liderança da sua série, um ponto acima de Forense e Marinhais (vencedor, por 1-0, do “derby”, ante o Salvaterrense). Ainda uma nota adicional para a goleada (8-0) do Espinheirense ao Rebocho.

Campeonato de Portugal – Reagindo bem à frustração da Taça, o Fátima obteve um importante triunfo, por 3-1, na recepção ao Condeixa, passando a somar 12 pontos (em oito jornadas), ascendendo ao lote de três clubes que partilha o 5.º posto (com Sertanense e Caldas), ampliando para cinco pontos a margem de segurança em relação à “linha de água”. O U. Santarém, com compromisso mais difícil, perdeu em casa, por 1-4, com o Praiense (2.º classificado), ocupando agora a última posição (13.ª) acima de tal linha, somente com um ponto de vantagem.

Antevisão – Na I Divisão, o “jogo grande” da 8.ª jornada será o Cartaxo-Coruchense, sendo que um eventual derrotado poderá vir a ficar distanciado já nove pontos da liderança…

Tal só sucederá, todavia, se o U. Almeirim se conseguir impor no “derby”, ante o vizinho Fazendense, num desafio a deixar “água na boca”, em que o guia não poderá distrair-se.

Outros pontos de interesse serão o Mação-Abrantes e Benfica, já de cariz “decisivo” para os maçaenses, “proibidos” de perder pontos, tal como o Moçarriense-U. Tomar, com os unionistas a deslocar-se a um campo sempre difícil, para defrontar um grupo ferido no seu orgulho.

No segundo escalão, com os líderes favoritos (Alcanenense em Alferrarede; Tramagal em Abrantes; e Benavente na Golegã), realce para o Entroncamento-Ortiga e Forense-Espinheirense.

No Campeonato de Portugal, o Fátima tem uma saída não isenta de riscos, a Oleiros (actual 10.º classificado), voltando o U. Santarém a ter tarefa teoricamente ainda mais difícil, na Sertã.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Outubro de 2019)

 

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 6jornada

(“O Templário”, 24.10.2019)

No reeditar dos disputados embates de há duas épocas, o U. Tomar averbou uma importante vitória em Mação, mantendo-se na perseguição ao líder, U. Almeirim, o qual apenas nos derradeiros minutos conseguiu inverter um inesperado resultado desfavorável ante o Torres Novas. Em foco esteve também o Ferreira do Zêzere, protagonista da surpresa da 6.ª jornada.

Destaques – O primeiro realce vai para o triunfo (1-0) do U. Tomar em Mação, frente a um clube que conquistara o título de Campeão Distrital há dois anos, e que militou no Campeonato de Portugal na última temporada.

Mais significativa que a expressão do marcador foi a forma como os unionistas assumiram, durante praticamente todo o desafio, a iniciativa, determinados a chegar à vitória, denotando forte coesão de grupo, muito solidário, controlando e dominando o jogo, numa exibição ambiciosa e personalizada, a prometer futuros êxitos ao longo deste campeonato. Ao invés, os maçaenses, agora já a nove pontos do líder, parecem começar a ver esfumarem-se as suas eventuais aspirações, pese embora estarmos ainda numa fase tão prematura da competição.

O Amiense, recebendo, em “casa emprestada”, o Cartaxo, esteve a vencer praticamente até ao final do encontro, acabando por sofrer dois golos já em período de compensação, o que possibilitou aos cartaxeiros uma então já imprevista reviravolta no marcador, acabando por vencer por 2-1, continuando também a integrar o agora trio de perseguidores ao comandante. A boa exibição da turma de Amiais de Baixo mereceria melhor prémio, mas a equipa não deixará de sentir o facto de não poder actuar no seu ambiente.

Começam também a faltar palavras para sublinhar a campanha que o Abrantes e Benfica – a par do U. Tomar e do Cartaxo, o outro parceiro de tal trio – vem realizando, tendo vencido, outra vez fora de casa, em Samora Correia, por 2-1, frente a uma equipa em crise, que, para já, se posiciona bastante aquém do expectável, partilhando agora a indesejada condição de “lanterna vermelha” com o Pego.

Com um percurso algo oscilante, o Riachense vai aproveitando os sucessos obtidos em terreno alheio para subir na tabela, somando preciosos pontos, tendo rectificado assim o desaire caseiro da ronda anterior. Desta feita, em deslocação ao sempre difícil terreno da Glória do Ribatejo, os homens dos Riachos impuseram-se, vencendo por 2-1,

Surpresa – A grande surpresa da jornada foi o categórico triunfo do Ferreira do Zêzere, por 2-0, ante o candidato Coruchense, o qual, em função de tal desfecho, descolou do grupo da frente, passando a registar um atraso de seis pontos em relação ao guia. Para os ferreirenses este poderá ser o tónico de confiança esperado para um campeonato mais tranquilo.

Confirmações – Nas outras três partidas, os resultados enquadraram-se dentro das expectativas. Porém, tal como antes referido, esteve prestes a acontecer (grande) surpresa em Almeirim, onde os torrejanos estiveram a vencer por 2-1 até aos últimos dez minutos, apenas cedendo, após se terem visto em inferioridade numérica (num lance, paralelamente, sancionado com grande penalidade, do qual resultou o tento do empate, a dois golos), acabando por perder no reduto do líder por 3-2, o qual, a muito custo, manteve o pleno de vitórias.

Na Moçarria, Moçarriense e Fazendense não desfizeram o nulo, com os visitantes a apresentarem agora a defesa menos batida do campeonato, contando somente dois tentos sofridos em seis jogos. Todavia, em função do empate cedido, o grupo das Fazendas de Almeirim atrasou-se, estando a quatro pontos do terceto que ocupa o 2.º ao 4.º posto, e já a sete pontos do vizinho U. Almeirim.

O Pego, recebendo o Rio Maior, cumpriu, ganhando por 1-0, obtendo assim os seus primeiros pontos no campeonato, mantendo-se, claro, na luta pela manutenção.

II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas, o realce vai para a segunda vitória averbada pelas equipas do Alcanenense (1-0, em Tomar, ante o U. Tomar “B”), Tramagal (5-1 em Alferrarede), do novato Entroncamento AC (2-0, fora, com o Abrantes e Benfica “B”) e Forense (3-2, na recepção ao Marinhais), todos já a posicionar-se para disputar os lugares de topo das respectivas séries.

Taça de Portugal – Depois de o Fátima ter começado por “eliminar” o Marinhense na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, foi agora a vez, nos 1/32 de final, da – entretanto “repescada” – equipa da Marinha Grande, jogando outra vez em casa, eliminar os fatimenses, ganhando por 1-0, numa particularidade do regulamento da prova e em função de um caprichoso sorteio (situação similar ocorreu entre Canelas e Valadares, que se cruzaram também pela segunda vez na presente edição, neste caso, com o Canelas a seguir em frente em ambas as ocasiões). Em consequência, esta prova de âmbito nacional deixa, pois, de integrar representantes do Distrito de Santarém.

Antevisão – Na I Divisão, o principal ponto de interesse será o confronto entre Abrantes e Benfica e Cartaxo, actuais 4.º e 2.º classificados, respectivamente (igualados em pontos). Por seu lado, o líder, U. Almeirim, desloca-se aos Riachos, um reduto tradicionalmente difícil, mas em circunstâncias em que assume favoritismo.

O Coruchense-Amiense será também um desafio a seguir com atenção, enquanto o U. Tomar, recebendo o Pego, deverá confirmar dentro de campo o superior potencial que lhe é reconhecido.

Na Divisão secundária, realce para os desafios Tramagal-Caxarias, o “derby” Marinhais-Salvaterrense, assim como para o Pontével-Forense, para além da curiosidade do encontro entre as equipas “B” de Ferreira do Zêzere e U. Tomar.

O Campeonato de Portugal estará de regresso, para a sua 8.ª jornada, com ambas as equipas do Distrito a jogarem em casa: o Fátima (actual 9.º classificado) a receber o Condeixa (16.º); cabendo ao U. Santarém (11.º) ter a visita do Praiense (3.º). Enfrentam, portanto, dois opositores com argumentos distintos, esperando-se que os fatimenses confirmem o favoritismo, e que os escalabitanos se possam superar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Outubro de 2019)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 5jornada

(“O Templário”, 17.10.2019)

Após mais um cabal triunfo em Coruche, ante o Coruchense – que, até agora, partilhava com os almeirinenses o pleno de vitórias –, e tendo o U. Almeirim entretanto batido já (isto apenas nas cinco rondas iniciais da prova) três dos quatro clubes que o perseguem de mais próximo na tabela – num campeonato que ameaça “partir-se”, com diferenças substanciais entre os primeiros sete e os últimos sete classificados (cinco pontos separam já o 7.º do 10.º) –, é com propriedade que se pode começar a colocar a interrogação: quem conseguirá parar o líder?

Destaques – Naturalmente, o maior destaque da 5.ª jornada foi a convincente vitória do U. Almeirim no reduto do Coruchense. Tendo, ainda relativamente cedo, chegado a confortável vantagem de 2-0, os almeirinenses não teriam especiais dificuldades em gerir a partida, fixando o marcador final em 3-1, anotando-se o primeiro tento sofrido, quando a contagem de golos marcados soma já 16. Mais importante, isolou-se – agora sim, já com o calendário em dia – na liderança da prova, pese embora mantenha um quarteto de perseguidores, apenas a três pontos.

Quem prossegue também um percurso muito positivo é o recém-promovido Abrantes e Benfica, vencedor, não obstante por tangencial 1-0, na recepção ao Amiense, integrando, por agora, tal quarteto, prometendo continuar a intrometer-se na disputa dos lugares cimeiros.

Noutro pólo de interesse do campeonato, o da luta pela manutenção, o Riachense deu um preocupante passo atrás, não tendo conseguido dar sequência à vitória obtida no Pego, tendo sido desfeiteado, nos Riachos, pelo Moçarriense, por 2-1, com a turma da Moçarria a somar três importantes pontos, frente a um rival directo.

Surpresa – A surpresa da ronda foi o empate da Glória do Ribatejo em Torres Novas, a uma bola, depois de os forasteiros se terem inclusivamente colocado em vantagem. Apesar do maior domínio dos torrejanos, não tiveram a serenidade para, em superioridade numérica durante toda a segunda parte, conseguir completar a reviravolta no marcador.

Confirmações – Nos restantes quatro desafios, os resultados seguiram a lógica, tendo as equipas visitadas triunfado, de acordo com as expectativas.

Em Tomar, o União, recebendo o Samora Correia, conseguiu rectificar não só o resultado negativo da semana anterior, como, paralelamente, o desaire sofrido na época passada ante este mesmo adversário.

À semelhança do que vem acontecendo – num encontro também com alguns pontos de contacto com o realizado pelos tomarenses em Rio Maior –, os unionistas, assumindo, de início a fim, a iniciativa do jogo, praticamente de “sentido único” (pese embora um par de ocasiões de grande perigo provocadas pelos samorenses em lances de contra-ataque), denotando ansiedade, tiveram grande dificuldade em abrir o marcador, o que apenas conseguiriam já na segunda metade. Só então a equipa conseguiu enfim a tranquilidade necessária para explanar o seu superior potencial.

Destacam-se no emblema tomarense, Tiago Vieira, já com cinco golos marcados neste campeonato, sendo que Wemerson Silva segue com três tentos apontados.

O Cartaxo ganhou com naturalidade (2-0) ao Ferreira do Zêzere, com os ferreirenses, por agora, com um calendário de elevado grau de dificuldade (visitaram já três dos cinco primeiros), a não irem além de um único ponto angariado (empate caseiro com o Amiense).

Tal como o Abrantes e Benfica, também o Fazendense vem fazendo uma prova de bom nível (com um único senão, do deslize caseiro ante o Rio Maior logo na estreia), tendo vencido, também por 2-0, o “lanterna vermelha” Pego, que subsiste como único concorrente ainda sem ter conseguido pontuar.

Por fim, em Mação – por inversão da ordem das jornadas, relativamente aos jogos com o Rio Maior –, os maçaenses obtiveram também um triunfo tranquilo, por 3-1, continuando no encalce do grupo da frente.

II Divisão Distrital – Na jornada de estreia do escalão secundário – com a particularidade de integrar, esta temporada, quatro equipas “B” (para além do precursor U. Tomar, também o Abrantes e Benfica, Ferreira do Zêzere e Fazendense) –, as notas de principal realce vão para as goleadas aplicadas pelo Alcanenense (9-0 ao Ferreira do Zêzere B), Benavente (5-0 ao Salvaterrense), Tramagal (4-0 ao Aldeiense), Ortiga (3-0 ao Alferrarede) e Forense (3-0 no Porto Alto). Para além do Forense, só o U. Tomar “B” venceu em terreno alheio, à U. Atalaiense (3-1).

Campeonato de Portugal – A sétima jornada foi amplamente positiva para os clubes representantes do Distrito, tendo registado, ambos, vitórias fora de casa. O Fátima, em Ponta Delgada, ante o Sp. Ideal, por 2-1; o U. Santarém, em Condeixa, mercê de um solitário golo.

Tal proporciona, no imediato, o “respirar melhor”, com os fatimenses (nove pontos) a ascender ao 7.º posto (partilhado com o Anadia), enquanto os escalabitanos (oito pontos) integram o grupo que se posiciona entre o 9.º e 11.º lugares, embora apenas dois pontos acima da “linha de água”.

Antevisão – Na I Divisão, as atenções estarão focadas, em especial, em quatro campos: em Monsanto, o Amiense (este ano de “casa às costas”) terá a visita do Cartaxo, num compromisso que se antevê difícil para ambos; em Ferreira do Zêzere, os ferreirenses continuam com tarefa árdua, recebendo o Coruchense, que pretenderá deixar para trás o desaire sofrido ante os almeirinenses; Mação e U. Tomar retomam os repartidos duelos de há dois anos (época em que se defrontaram por quatro ocasiões, no campeonato e na Taça do Ribatejo, tendo cada um eles conquistado um dos troféus em disputa); o U. Almeirim defronta o Torres Novas, com os torrejanos a procurarem ser os primeiros a travar o comandante, o que não se afigura fácil.

Na Divisão secundária, apenas na sua 2.ª jornada, o U. Tomar “B” é anfitrião do Alcanenense, um dos principais candidatos à subida; destaca-se ainda o Forense-Marinhais, sendo estes os dois únicos confrontos agendados entre clubes vitoriosos na ronda inaugural.

O Campeonato de Portugal sofre nova interrupção, para disputa da 3.ª eliminatória (1/32 de final) da Taça de Portugal, na qual o Fátima – último “sobrevivente” do Distrito – voltará a defrontar (tal como sucedera na 1.ª eliminatória, numa singular particularidade da estruturação do formato da competição) o Marinhense, na Marinha Grande (depois de aí ter vencido, então, no desempate da marca de grande penalidade, após o nulo no final do tempo regulamentar e do prolongamento).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2019)

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