Rádio Hertz


O campeonato Distrital da I Divisão chega ao seu termo, com a disputa, este fim-de-semana, da 30.ª e última jornada, culminando uma longa “maratona”, de mais de oito meses de competição.

Numa ronda já sem decisões de relevância por estabelecer, teremos, ainda assim, alguns desafios de interesse, em especial o Fazendense-Samora Correia (colocando frente a frente o 3.º e 4.º classificados) e o Torres Novas-Abrantes e Benfica, que, no imediato, disputam ainda, directamente entre si, o 8.º lugar (sendo que os torrejanos poderão aspirar chegar ainda até à 6.ª posição).

No Fazendense-Samora Correia regista-se a particularidade de, nos cinco últimos desafios entre ambos, nas Fazendas de Almeirim, desde a época de 2016-17, a formação da casa ter vencido sempre.

Um ciclo vitorioso que poderá eventualmente ser quebrado hoje, se atendermos ao facto de os samorenses terem também em curso uma série de nove triunfos consecutivos no campeonato, não esquecendo também as naturais precauções que o Fazendense poderá adoptar, nas “vésperas” da importante partida da Final da Taça do Ribatejo.

Quanto a Torres Novas e Abrantes e Benfica, nunca antes se cruzaram, em tempos recentes, na cidade do Almonda, dado terem sido cancelados os jogos previstos para as duas últimas temporadas.

Na primeira volta os torrejanos surpreenderam, tendo ido ganhar a Abrantes por 2-1. Caso voltem a repetir o triunfo – e dependendo de uma conjugação favorável com os resultados noutros campos (em Alcanena e Ourém) – ascenderiam a um algo inesperado 6.º lugar final.

Por seu lado, os abrantinos jogam sobretudo, pela honra – não podendo alcançar melhor que o 8.º posto, e necessitando, para tal, de vencer –, sendo que, tal como o Fazendense, se encontram na antecâmara da Final da Taça. O factor casa poderá fazer pender o jogo para o Torres Novas, para a repartição de pontos também não surpreenderia.

O novo Campeão, Rio Maior, recebe o último classificado, Glória do Ribatejo, num encontro entre extremos. Por coincidência, repetem o desafio de encerramento da época passada, então com a turma da Glória a ser mais feliz, sagrando-se vencedora da Taça do Ribatejo.

Esta tarde, em circunstâncias muito distintas, restará saber até que ponto subsistirá a “sede” de golos por parte dos riomaiorenses, depois da “chapa 7” aplicada em Benavente. Seria enorme a surpresa se o Rio Maior não completasse uma fantástica série de 12 vitórias nas 12 últimas jornadas do Distrital.

Em Alcanena defrontam-se o 6.º e 5.º classificados, com o Alcanenense a receber a visita do Mação. Os maçaenses têm já a sua posição final fixada, enquanto o Alcanenense depende ainda do desfecho do Torres Novas para confirmar tal 6.º lugar.

Na única ocasião em que se cruzaram, nos últimos anos, no escalão principal, já há dez anos, o Alcanenense ganhou por 2-0. Esta tarde, e apesar de os maçaenses virem de três desaires sucessivos, subsiste a possibilidade de pontuarem.

O Salvaterrense, já com o seu campeonato “feito” há bastante tempo, poderá aproveitar a embalagem do triunfo averbado em Almeirim para voltar a somar mais três pontos, frente a um Cartaxo já sem especiais objectivos, neste final de temporada – mesmo que possa ainda haver uma disputa directa entre os dois adversários por um melhor lugar na tabela final (repartem, nesta altura, o 12.º posto).

Anota-se que os dois emblemas não se cruzavam, na I Divisão, já há 16 anos, nessa ocasião com a vitória a sorrir aos cartaxeiros, por tangencial 1-0.

Não tivesse a questão da manutenção ficado já matematicamente decidida desde há um par de semanas, o embate entre Ferrreira do Zêzere e U. Almeirim seria certamente crucial a esse nível.

Assim, será uma oportunidade para os ferreirenses reforçarem a sua vantagem pontual, face a um adversário já conformado com a sua sorte.

Ainda assim, é de recordar que, em três encontros disputados entre os dois clubes, entre as temporadas de 2017-18 a 2019-20, se registaram os três desfechos possíveis: triunfo dos ferreirenses em 2017, empate em 2019 e vitória dos almeirinenses (goleando mesmo, por 4-0) no último jogo, em 2020 – um resultado que, a poder repetir-se hoje, com maior probabilidade seria no sentido contrário.

No último desafio desta tarde o vice-campeão, U. Tomar (posição que alcança pela terceira vez nos últimos oito anos), recebe o Amiense.

No embate com maior historial de entre os jogos desta derradeira jornada, os dois emblemas defrontaram-se por oito vezes na última década, com tendência favorável aos tomarenses, que ganharam quatro desses encontros, para além de dois empates, com o grupo de Amiais de Baixo a vencer em duas ocasiões (em 2013 e, precisamente, na partida mais recente, há cerca de um ano, por tangencial 2-1).

Esta tarde, o União volta a ser favorito, mas terá de contar com um adversário já absolutamente despreocupado, sendo que os unionistas terão ainda o objectivo de, marcando pelo menos dois golos, igualar (ou eventualmente superar) o seu “record” histórico de (85) golos marcados em campeonatos (máximo averbado em 1987-88, no Distrital, e em 1973-74, na II Divisão Nacional, neste caso em 38 rondas).

O encontro entre At. Ouriense e Benavente foi já ontem disputado.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.05.2022)

Já com as posições mais relevantes do Distrital da I Divisão definidas, a penúltima jornada do campeonato tem como principal ponto de interesse o embate entre Mação e Fazendense, mesmo que os maçaenses pareçam já arredados da possibilidade de chegar ao 3.º lugar, ocupado precisamente pelo adversário desta tarde.

Nas oito ocasiões em que se defrontaram em Mação na última década regista-se supremacia dos donos da casa, com quatro triunfos, face a apenas dois dos homens das Fazendas (um deles no último encontro, disputado já em Outubro de 2019), para além de dois empates.

As duas equipas apresentaram, nas quatro rondas mais recentes, comportamento como que “em espelho”: o Fazendense, com três vitórias e uma derrota; ao invés, o Mação apenas ganhou uma vez, tendo sofrido três desaires. Sendo o factor casa importante, antevê-se, ainda assim, que o Fazendense possa pontuar em Mação.

Quanto ao U. Tomar, que se desloca a Abrantes – tendo visto esfumar-se a possibilidade de chegar ao 1.º lugar –, terá ainda dois objectivos com alguma expressão: o primeiro, procurando dar sequência a um muito bom ciclo de seis vitórias consecutivas, será o de alcançar, no imediato, o total de 23 triunfos no campeonato, superando o registo obtido aquando da conquista do último título de Campeão Distrital em 1997-98 – podendo ainda, até final da prova, vir a igualar a marca de 24 vitórias averbada em 1987-88 (a qual constitui o seu “record” na competição); o outro objectivo passa pelo “record” histórico de golos marcados numa época em campeonatos, estando, nesta altura, ainda com dois jogos por realizar, somente a dois golos do seu máximo, de 85 golos, registado nas temporadas de 1973-74 e de 1987-88.

Nas duas únicas vezes em que, em anos recentes, se encontraram, em partidas a contar para a I Divisão Distrital, regista-se um triunfo para cada lado; o Abrantes e Benfica ganhou em 2020; tendo o União vencido há cerca de um ano, por 3-2.

Ao contrário dos tomarenses, os abrantinos – inevitavelmente já com a mente na Final da Taça – ganharam uma única vez nas últimas sete jornadas, tendo sofrido quatro desaires nos cinco jogos mais recentes.

Sendo, necessariamente, um desafio sempre de elevado grau de dificuldade, o União de Tomar poderá beneficiar da motivação extra decorrente da histórica goleada de 10-0 aplicada ao Cartaxo no passado Domingo, para procurar obter resultado positivo.

Em Samora Correia encontram-se duas equipas em bom momento: os samorenses, com uma fantástica série de oito vitórias consecutivas, que lhe proporcionaram ascender até ao 4.º posto, podendo ainda “sonhar” com o 3.º lugar; quanto aos ferreirenses, tendo vencido três dos últimos quatro jogos, asseguraram já o cumprimento do objectivo fundamental da temporada, garantindo a manutenção no principal escalão, podendo ainda subir uma posição na tabela.

Nos três encontros realizados entre os dois emblemas o Samora Correia venceu sempre – na última vez, há pouco mais de um ano, goleando por 7-0. Um desfecho que não será de todo expectável que se possa repetir hoje, mesmo que os visitados sejam favoritos.

O “lanterna vermelha” e já despromovido Glória do Ribatejo recebe o Alcanenense, equipa que vai resistindo no 7.º lugar, podendo ainda, aliás, vir a ultrapassar o Benavente.

Nos dois jogos entre os dois clubes, realizados na Glória, os homens da casa ganharam por 3-0, no final de 2018, tendo a turma de Alcanena vencido por 4-1, no arranque do campeonato da época passada. Esta tarde antevê-se que o Alcanenense possa voltar a triunfar.

A procurar recompor-se animicamente do extremamente pesado desaire sofrido em Tomar, o Cartaxo recebe o Torres Novas, agora num ciclo bem positivo, tendo vencido as suas últimas três partidas, subindo à primeira metade da pauta classificativa.

Estes dois clubes históricos do Distrito encontraram-se em sete ocasiões nos últimos dez anos, e, surpreendentemente – dado o equilíbrio entre as duas formações –, não tendo o Cartaxo conseguido vencer qualquer dos embates! De facto, registam-se quatro vitórias dos torrejanos (sucessivamente, entre 2015 e 2018), para além de três igualdades, duas delas nos últimos confrontos, já em 2019 e 2020.

E, para hoje, a perspectiva é que essa tendência possa consolidar-se, perfilando-se o Torres Novas com clara vantagem.

Em Amiais de Baixo o grupo local recebe a visita do At. Ouriense, sendo que, nos oito encontros entre ambos na última década, o Amiense venceu quatro, face a um único triunfo da formação de Ourém, já no final de 2012, para além de três empates.

A turma da casa tem registado alguma irregularidade no seu desempenho, tendo perdido quatro dos cinco últimos desafios, caindo até ao 10.º lugar. Por seu lado, o At. Ouriense, em recuperação, somou quatro vitórias e um empate nas cinco partidas mais recentes, posicionando-se imediatamente de seguida, apenas um ponto abaixo na tabela.

Não surpreenderia, até, se a equipa de Ourém conseguisse alcançar novo triunfo – o que lhe proporcionaria suplantar o rival na classificação –, podendo a repartição de pontos ser também um cenário de alguma probabilidade.

Os dois outros desafios desta ronda foram já, entretanto, disputados: o Benavente-Rio Maior, na sexta-feira; e o U. Almeirim-Salvaterrense, ontem, reeditando um encontro que se tinha realizado pela última vez faz hoje precisamente quinze anos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.05.2022)

Disputando-se a antepenúltima jornada do Distrital da I Divisão, o Rio Maior actuará, pela terceira semana sucessiva, no seu reduto, recebendo o Amiense, no que poderá ser o jogo da “consagração”, dado existir uma forte possibilidade de os riomaiorenses garantirem matematicamente, desde já, o 1.º lugar, o que confirmarão em caso de triunfo.

Por curiosidade, nas duas ocasiões anteriores em que os dois clubes se encontraram, em 2019 e em 2020, o grupo de Amiais de Baixo saiu vencedor de ambas as vezes. Tal não se afigura expectável esta tarde, numa partida que coloca frente-a-frente o líder, com um ciclo fantástico de nove vitórias consecutivas, e o actual 9.º classificado, que interrompeu no passado Domingo uma série de três desaires.

Por seu lado, o U. Tomar, tendo a visita do Cartaxo, terá como objectivo – para além da “desforra” da inesperada eliminação da Taça do Ribatejo – igualar, para já, o registo de vitórias (22) alcançado aquando da última conquista do título de Campeão Distrital, na época de 1997-98.

Este é o encontro com maior historial de entre os jogos desta ronda, sendo que, nas oito vezes em que se defrontaram na última década, para o campeonato, se regista predomínio dos tomarenses, com quatro triunfos, face a uma única vitória dos cartaxeiros (já em 2017), para além de três empates.

Os unionistas têm também em curso um ciclo muito positivo, tendo vencido todos os cinco jogos disputados desde a deslocação a Rio Maior, antevendo-se que possam prolongar esta série.

Outro jogo de especial interesse será o Samora Correia-Mação, com os samorenses, a atravessar excelente fase – somando por vitórias todos os últimos sete desafios – a poderem inclusivamente intrometer-se na disputa pelo 3.º lugar. No imediato, será a 4.ª posição que estará em causa, podendo consumar-se a ultrapassagem dos maçaenses, em caso de triunfo dos visitados.

Os dois emblemas defrontaram-se por quatro vezes em anos recentes, com balanço repartido: duas vitórias para cada lado, alternadamente, tendo os maçaenses vencido há cerca de um ano.

Hoje, teremos um jogo de “tripla”, podendo o factor casa ter alguma influência.

Vindo de um desaire no passado fim-de-semana, em Benavente, o Fazendense terá de manter-se focado, para poder assegurar o 3.º lugar final. Recebe, esta tarde, o já matematicamente despromovido Glória do Ribatejo.

Também com quatro partidas entre ambos nos últimos dez anos, os homens das Fazendas de Almeirim ganharam por três ocasiões, apenas tendo sido surpreendidos em 2019, altura em que os três pontos viajaram para a Glória. Desta feita deverão ficar em casa…

O Benavente, a realizar campanha muito boa, podendo firmar-se no 6.º lugar, terá uma deslocação difícil a Alcanena, onde encontrará uma equipa aparentemente em fase de descompressão, tendo perdido nas três últimas jornadas.

A última vez em que Alcanenense e Benavente se defrontaram foi já há dez anos, na altura, com triunfo categórico dos donos da casa, por 3-0. Esta tarde antecipa-se uma partida mais equilibrada.

As formações do At. Ouriense e do Abrantes e Benfica têm hoje um confronto em estreia no principal escalão, apresentando-se, porventura, com “estados de espírito” diferentes: os oureenses, no 12.º lugar, mas tendo averbado três vitórias e um empate nos quatro jogos mais recentes, pretenderão ainda subir na tabela (podendo eventualmente aspirar chegar até ao 9.º posto); os abrantinos, actuais 7.º classificados, já dificilmente melhorarão essa posição.

O factor casa poderá ser importante, mas uma eventual igualdade também não surpreenderia.

Em função dos sinais que as equipas vão transmitindo, neste final de temporada, o Torres Novas perfila-se como claro favorito, na recepção a uma já algo “conformada” formação do U. Almeirim, que deverá ver confirmada segunda despromoção sucessiva, desde o Campeonato de Portugal até à II Divisão Distrital.

Nas cinco ocasiões em que se cruzaram, em anos recentes, os torrejanos ganharam por três vezes, face a um único triunfo dos almeirinenses, em Dezembro de 2018, para além de um empate.

Por curiosidade, na época de 2019-20, em que o U. Almeirim liderava destacado o campeonato aquando da sua forçada interrupção, no último jogo realizado “antes da pandemia”, o Torres Novas tinha imposto então uma das duas únicas derrotas registadas pelo grupo almeirinense nessa prova.

Também em notória quebra de rendimento, tendo perdido nas cinco últimas rondas, o Salvaterrense recebe um bastante animado Ferreira do Zêzere, agora praticamente seguro de continuar entre os maiores do distrito na próxima temporada, em função da conjugação dos resultados do passado Domingo: excelente triunfo dos ferreirenses ante o Mação; derrota caseira do U. Almeirim; e, em paralelo, a fundamental contribuição dada pelo Coruchense, ao garantir a permanência nos Nacionais.

Por curiosa coincidência, nas duas últimas ocasiões em que se cruzaram na I Divisão (já nos anos de 2001 e de 2006), o Salvaterrense goleou, de ambas as vezes, por categórico 5-0. Esta tarde teremos, certamente, um desafio de contornos bem distintos, no qual até nem seria grande a surpresa se os visitantes acabassem por levar a melhor.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.05.2022)

Faltando quatro jornadas para o final do campeonato, o Rio Maior está agora a duas vitórias de se poder sagrar Campeão Distrital. Volta a jogar em casa, esta tarde, recebendo o Abrantes e Benfica. Por curiosidade, na única ocasião em que se cruzaram, em Setembro de 2019, os abrantinos venceram no reduto do adversário, por 3-2 – o que não é expectável que possa repetir-se hoje. Aliás, o título poderá até, no limite, ficar já decidido, em caso de triunfo dos riomaiorenses e de derrota do U. Tomar.

Até porque os tomarenses enfrentam uma tradicionalmente difícil deslocação a Almeirim, onde encontrarão uma equipa extremamente carenciada de pontos, seriamente ameaçada pela possibilidade de segunda despromoção consecutiva, depois de, na época passada, ter militado nos Nacionais.

De facto, a questão de saber se serão dois ou três os clubes a despromover à II Divisão Distrital ficará definida também hoje, com a conclusão da fase de manutenção do Campeonato de Portugal, sendo que o Coruchense (que recebe o Peniche) necessitará obter, na pior das hipóteses, desfecho similar ao do V. Sernache (na recepção ao Marinhense), para assegurar a manutenção.

Caso venham a descer apenas os dois últimos classificados, antecipa-se luta intensa entre Ferreira do Zêzere (14.º) e U. Almeirim (15.º), separados por quatro pontos, sendo que apenas subsistiria vaga para um deles na I Divisão da próxima temporada. No cenário de virem a ter de ser três os clubes a despromover, então U. Almeirim e Glória do Ribatejo estariam já “sentenciados” à descida, enquanto o Ferreira do Zêzere também muito dificilmente poderia escapar a tal destino.

Nas cinco vezes em que U. Almeirim e U. Tomar se defrontaram em anos recentes, nunca os nabantinos conseguiram sair vitoriosos; aliás, o melhor que alcançaram foi um empate em 2017, tendo perdido os outros quatro desafios. O contexto actual é distinto, dada a relação de forças potencial dos dois emblemas, mas a necessidade pode aguçar o engenho.

Procurando preservar o 3.º lugar, mas, também, mantendo o ritmo competitivo a pensar na Final da Taça do Ribatejo, o Fazendense tem um sério teste na visita a Benavente (que soma já oito triunfos caseiros nesta época) – mesmo que, neste caso, o histórico recente lhe seja claramente favorável: os homens das Fazendas de Almeirim ganharam quatro das cinco partidas disputadas na última década em Benavente, apenas tendo cedido um empate. Em qualquer caso, não esperarão certamente facilidades.

O outro concorrente ao 3.º lugar, Mação, joga também em terreno alheio, em Ferreira do Zêzere, e frente a outra das equipas fortemente ameaçadas com a possibilidade de descida de divisão, para a qual pontuar pode ser precioso.

Na única vez em que se cruzaram, em Janeiro de 2018, os maçaenses ganharam, então, por 4-2, a caminho da conquista do título dessa temporada. Hoje, um eventual empate não surpreenderia, tendo também em consideração que os visitantes apenas obtiveram quatro triunfos fora de casa.

Praticamente com a descida já consumada (tal poderá materializar-se hoje, em caso de derrota – ou, independentemente do resultado, no cenário de descida do Coruchense do Nacional), a formação da Glória do Ribatejo recebe o Samora Correia, que atravessa excelente ciclo, de seis vitórias consecutivas, o qual pretenderá ampliar.

Em anos anteriores, em três encontros entre os dois clubes registaram-se já todos os desfechos possíveis: um triunfo para cada lado (o último, em Outubro de 2020, a sorrir aos donos da casa) e uma igualdade.

Posicionando-se tranquilamente a meio da pauta classificativa, Amiense e Alcanenense jogam sobretudo pela honra, mesmo que os forasteiros (actualmente no 8.º posto) ainda possam almejar subir um par de posições.

Na única vez em que se cruzaram no principal escalão nos últimos anos, já em Novembro de 2018, o grupo de Amiais de Baixo ganhou por 2-0. Esta tarde antecipa-se um jogo aberto, de “tripla”.

O Cartaxo, só muito remotamente podendo ainda vir a ver-se envolvido na disputa pela manutenção – necessitará apenas que o Ferreira do Zêzere não venha a ganhar todos os quatro jogos que lhe restam –, recebe o At. Ouriense, o qual, dispondo de margem de segurança de oito pontos, também face aos ferreirenses, aspira ainda subir alguns lugares na tabela, desde o actual 13.º. até um ainda possível 9.º posto.

Nos cinco confrontos anteriores entre os dois clubes, verifica-se uma tendência de equilíbrio, com duas vitórias dos cartaxeiros e dois empates (nas duas últimas partidas, ambas no ano de 2018), face a um triunfo dos homens de Ourém, mas registado já em 2014. O equilíbrio poderá voltar a prevalecer também nesta partida.

Salvaterrense e Torres Novas, actuais 12.º e 11.º classificados, estão em situação sensivelmente similar à de Cartaxo e Amiense – isto é, só um cataclismo os poderia arrastar para a parte mais baixa da classificação. Aliás, para qualquer deles, uma vitória deverá selar definitivamente as contas da manutenção.

Anota-se, contudo, que se trata de duas equipas em quebra de rendimento: a turma de Salvaterra, desfalcada nesta fase final, soma já quatro desaires sucessivos; os torrejanos interromperam, com o triunfo da ronda anterior, igual sequência. A repartição de pontos poderá eventualmente ser aceitável para ambos os contendores – registando-se que, na última vez em que se defrontaram, já há mais de 16 anos, o Salvaterrense tinha vencido por tangencial 1-0.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.05.2022)

Após três semanas está de regresso o Distrital da I Divisão, que entra na sua recta final, para disputa das cinco últimas jornadas, até ao fim do mês de Maio.

Na 26.ª ronda, neste fim-de-semana, começa por realçar-se os desafios dos dois primeiros classificados, que se apresentam com claro favoritismo.

O líder, Rio Maior, recebe amanhã o Cartaxo, num confronto em estreia, dado que os embates entre estes dois emblemas foram cancelados nas duas últimas temporadas. Os riomaiorenses seguem com sete vitórias consecutivas, tendo os cartaxeiros vencido também, na última jornada, ante o Alcanenense, mas vindo de uma eliminação nas meias-finais da Taça, em Abrantes.

Na primeira volta, no Cartaxo, a turma de Rio Maior ganhou por tangencial 2-1, sendo expectável que venha a repetir o triunfo.

Quanto ao U. Tomar, contando também por vitórias os últimos três jogos, recebe o Salvaterrense, numa partida que assinalará a estreia de Marco Marques no comando técnico da equipa tomarense.

União e Salvaterrense não se cruzam no principal escalão, em Tomar, há quase 25 anos, tendo os unionistas vencido, em Novembro de 1997, igualmente por tangencial 2-1. Por curiosidade, também o desfecho do encontro da primeira volta, em Salvaterra, a favorecer os nabantinos, que necessitarão vencer para continuar a adiar a decisão do título, sendo que encontrarão um adversário que vem de três desaires sucessivos, dois deles em casa.

Destaca-se ainda, por outro lado, o “derby” entre Samora Correia e Benavente, duas equipas a realizar excelente campanha no campeonato, surpreendendo, disputando nesta altura o 5.º lugar, separados apenas por dois pontos, a favor dos samorenses.

A última vez que se encontraram foi já há cerca de cinco anos e meio, então com o Samora a ganhar mercê de um golo solitário.

A formação samorense atravessa a sua melhor fase da época, com cinco vitórias nas últimas cinco jornadas. Mas o Benavente está também num bom momento, com três triunfos e um empate nos quatro últimos jogos.

Pese embora o peso que poderá ter o factor casa, este é um jogo de tripla, dependendo também da forma como as duas equipas se apresentarem depois de um intervalo de três semanas sem competir.

Por seu lado, os confrontos At. Ouriense-U. Almeirim e Torres Novas-Ferreira do Zêzere poderão ser definidores de posições a nível da luta pela manutenção na divisão principal.

Em Ourém, os locais, que ganharam os seus dois últimos encontros, procuram a vitória que lhes garantiria matematicamente uma posição final acima da “linha de água” (isto no pressuposto de que venham a ser despromovidos apenas dois clubes).

Nos quatro encontros mais recentes entre ambos, o At. Ouriense apenas ganhou um, já há seis anos, tendo os almeirinenses vencido os outros três, entre 2017 e 2019. Ainda assim, o grupo da casa é favorito a somar os três pontos.

Já em Torres Novas, com a equipa local a passar uma fase negativa, com quatro desaires sucessivos, o Ferreira do Zêzere procurará tirar partido de alguma intranquilidade do adversário, que, em caso de derrota, poderá voltar a ver-se envolvido numa disputa indesejada, dado que veria reduzir-se para quatro pontos a sua margem de segurança face aos ferreirenses.

Acresce que, nas três ocasiões em que se defrontaram, entre 2018 e 2019, os torrejanos não conseguiram ainda bater este adversário, tendo empatado uma vez e perdido outras duas. Para esta tarde, a repartição de pontos seria um “mal menor” para os donos da casa.

Na disputa honorífica pelo 3.º lugar, o Fazendense recebe o Amiense, no embate com maior histórico de entre os jogos desta ronda: em oito jogos realizados entre ambos na última década, verifica-se tendência de equilíbrio, com quatro triunfos dos homens das Fazendas, face a três do Amiense, e um empate a zero, no desafio mais recente, já há três anos. Hoje, os visitados deverão ampliar a contagem de vitórias.

O outro concorrente ao 3.º posto, Mação, recebe o já praticamente sentenciado Glória do Ribatejo. Os maçaenses venceram nas duas últimas vezes em que se encontraram, em 2013 e em 2019, o que se antevê possam repetir esta tarde.

Por fim, o Alcanenense recebe o Abrantes e Benfica, num confronto entre os actuais 7.º e 8.º classificados, para os quais o posicionamento na tabela terá, nesta altura, significados distintos: os homens de Alcanena, depois de terem chegado a ocupar o 5.º lugar, pretenderão preservar uma classificação ainda bem positiva; quanto aos abrantinos, com um campeonato aquém das expectativas, estarão possivelmente já com a mente mais na final da Taça do Ribatejo, onde ambicionam conquistar um título inédito para as suas cores.

Estas duas equipas não registam qualquer encontro recente entre ambas – andaram desencontradas entre a I e a II Divisão Distrital, de 2018 a 2020, tendo o jogo da época passada sido cancelado – podendo antever-se como cenário possível para hoje a repartição de pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.04.2022)

Na 25.ª jornada do Distrital da I Divisão as atenções estarão centradas no maior “clássico” do futebol do Distrito, Torres Novas-U. Tomar (os quais se defrontarão pela 96.ª vez em jogos de Campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo) – nos 95 jogos anteriores, o balanço é muito repartido, com um total de 39 vitórias dos nabantinos, face a 37 dos torrejanos, para além de 19 empates.

Restringindo o campo de observação a jogos em Torres Novas, na última década, em sete embates disputados verifica-se amplo predomínio dos donos da casa, que ganharam por cinco vezes (entre elas nas três últimas partidas), tendo-se registado um empate (no início de 2017), remontando o último triunfo dos unionistas já ao ano de 2014!

Estes dados serão o bastante para aquilatar do desafio que os tomarenses terão pela frente esta tarde, perante um adversário que marca bastantes golos, recordando-se também o empolgante encontro da 1.ª volta, que terminou com um muito raro 5-4 a favor do União.

Já o líder, Rio Maior, parece ter tarefa teoricamente de menor grau de dificuldade, em deslocação ao reduto do (aflito) U. Almeirim, num duelo em estreia entre estes dois clubes, dado que tinha sido cancelado o jogo do campeonato de há dois anos.

Os almeirinenses continuam muito necessitados de pontos, mas não é previsível que possam ser bem-sucedidos hoje.

As equipas do Abrantes e Benfica e do Fazendense terão como que uma espécie de “ensaio” para um possível reencontro na Final da Taça do Ribatejo. Também neste caso teremos um confronto ainda inédito em Abrantes, dado terem sido igualmente cancelados os jogos entre os dois emblemas nas duas últimas temporadas.

Quer uma, quer outra formação atravessam fase menos produtiva no campeonato, tendo o grupo das Fazendas desperdiçado oito pontos em três dos seus quatro últimos jogos – face a sete pontos perdidos pelos abrantinos nas três rondas mais recentes, em que não conseguiram ganhar. Um jogo de tripla, mas, possivelmente, com propensão para a repartição de pontos.

O outro dos 3.º classificados, Mação, terá também uma saída difícil, a Benavente. Nas seis últimas vezes em que os dois clubes se cruzaram no principal escalão, os benaventenses só numa ocasião conseguiram triunfar, já em 2013, face a duas vitórias dos maçaenses (a mais recente em 2017, no último confronto entre ambos), para além de três igualdades – um desfecho que poderá repetir-se, pese embora a turma de Mação disponha, “no papel”, de superiores argumentos.

O Samora Correia, que ascendeu, na semana passada, ao 5.º lugar, procurará defender essa posição, numa também tradicionalmente difícil deslocação a Amiais de Baixo – o que, no caso concreto, é atestado pelo facto de, nos quatro jogos anteriores ali realizados entre os dois clubes, o Amiense ter vencido todos eles!

Uma tendência que poderá eventualmente ser quebrada no desafio desta tarde.

Outro jogo de interesse será o Ferreira do Zêzere-Glória do Ribatejo, o qual poderá ser crucial para as aspirações dos ferreirenses, e, em paralelo – em caso de derrota –, praticamente “ditar” a despromoção do emblema da Glória.

As duas equipas defrontaram-se, na I Divisão, apenas por duas vezes, ambas no ano de 2019, sendo que os homens da casa não conseguiram melhor do que um empate, tendo perdido mesmo o último embate, por tangencial 1-0.

Um desfecho que não se antevê que se venha a repetir hoje, mas deverá ter-se em atenção que o grupo da Glória joga o que será a sua “última cartada” nesta época.

No Cartaxo, a equipa local, já sem preocupações no campeonato, e em preparação para o decisivo jogo da 2.ª mão das meias-finais da Taça, recebe o Alcanenense, que acaba de perder o 5.º lugar.

Nos dois jogos entre ambos, em 2019 e em 2020, registou-se, primeiro, um empate a zero, tendo os cartaxeiros goleado por 4-0 há cerca de ano e meio. Os visitados vêm de dois empates a três golos, ante adversários cotados como são o Fazendense e o Abrantes e Benfica, pelo que parecem estar de “pontaria afinada”, mesmo que precisem reforçar a defesa.

Em condições normais, o Cartaxo seria favorito a ganhar este jogo, dependendo, contudo, do foco que conseguir manter.

Outra das equipas envolvida na luta pela manutenção, o At. Ouriense – que deu passo importante para tal objectivo, no Domingo passado, ao bater o Torres Novas – desloca-se a Salvaterra de Magos.

A última vez que Salvaterrense e Ouriense se cruzaram na I Divisão foi já há praticamente 26 anos, então com uma goleada, também por 4-0, a favor do grupo da casa.

Mas trata-se de um histórico curto e bastante remoto, que pouco poderá significar para este confronto. Motivados pelo sucesso na última jornada – interrompendo um ciclo terrível de nove jornadas sem vencer – os homens de Ourém poderão voltar a pontuar no encontro desta tarde, ante um Salvaterrense já tranquilo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.04.2022)

A jornada de hoje do Distrital da I Divisão não integra desafios de grande sensação, nomeadamente com os dois primeiros a jogar em casa, sendo que o Rio Maior receberá o Salvaterrense, enquanto o U. Tomar disputará um “clássico”, com o vizinho Ferreira do Zêzere. À partida não será previsível que o duo da frente venha a perder pontos, mas nunca se sabe…

O comandante destacado, Rio Maior, defronta o Salvaterrense, num embate em estreia entre estes dois emblemas, sendo os visitados amplamente favoritos: seguem com uma sucessão de cinco vitórias nos cinco jogos mais recentes, a que acresce o facto de, em casa, somarem oito triunfos em dez jogos – apenas tendo empatado com Fazendense e Mação (actuais 3.º e 4.º classificados), e, por curiosidade, logo nos dois primeiros jogos em Rio Maior. De Outubro para cá, os riomaiorenses só sabem ganhar!

Anota-se, ainda assim, que o Salvaterrense tem apresentado bom registo fora de casa, apenas tendo perdido quatro dos doze jogos já realizados na condição de visitante, tendo vencido em cinco ocasiões, surpreendendo em redutos tão temíveis como os das Fazendas, Mação e Amiais de Baixo! Em qualquer caso, seria a grande surpresa da ronda se conseguisse trazer pontos de Rio Maior.

Quanto ao U. Tomar, cruza-se com o Ferreira do Zêzere, no escalão principal, pela quinta vez nos últimos anos. Nos quatro confrontos anteriores, os nabantinos apenas conseguiram vencer dois, tendo cedido outros dois empates, no final dos anos de 2018 (3-3) e de 2020 (2-2).

Os tomarenses têm passado uma fase oscilante, com quatro vitórias e outros tantos desaires nos jogos da 2.ª volta do campeonato. Já os ferreirenses vêm empreendendo boa recuperação, tendo somado 14 (do total de 18 pontos que obtiveram até agora) nas últimas dez jornadas.

Em Tomar, o União ganhou nove vezes, apenas tendo empatado com o Rio Maior e perdido ante o Samora Correia. O Ferreira do Zêzere tem denotado dificuldades nas suas deslocações, com nove derrotas em onze jogos, tendo vencido apenas em Ourém e em Almeirim, por curiosidade os seus rivais mais directos na luta pela manutenção.

Em resumo, o favoritismo é dos donos da casa, mas terão de contar com o acréscimo de motivação dos visitantes, muito necessitados de pontos e apostados em procurar rectificar o desaire caseiro do passado fim-de-semana.

Seguindo a ordem da tabela classificativa, o Fazendense terá a visita do Cartaxo, recaindo também todo o favoritismo nos homens da casa. Aliás, a confirmar essa tendência, o facto de o grupo das Fazendas ter alcançado uma fantástica série de sete triunfos consecutivos ante os cartaxeiros, entre os anos de 2014 e 2019. Mas, como não há regra sem excepção, no último encontro, há quase um ano, a vitória sorriu aos forasteiros, por 2-0. Esta tarde deverá retomar-se o pendor referido a favor dos visitados.

Também Mação e Amiense se encontraram por oito vezes na última década, mas, neste caso, com um balanço bem mais repartido: apenas dois triunfos dos maçaenses, face a três do emblema de Amiais de Baixo, para além de outras três igualdades. Estas duas equipas não se defrontam em Mação já há quatro anos, sendo que foram cancelados os jogos entre ambos nas duas últimas épocas.

Para hoje, e pese embora algum aparente vacilar do Mação (duas derrotas e um empate nos quatro jogos mais recentes), deverá retomar o trilho das vitórias.

A propensão – pelo menos teórica – para vitórias dos donos da casa repete-se no caso do Alcanenense-U. Almeirim, apesar de, na única vez em que se defrontaram nos últimos dez anos, já em 2018, até terem sido os almeirinenses a ganhar (e por 3-1).

Mas o contexto presente é bem distinto, com a formação de Almeirim a atravessar grandes dificuldades – averbou um único ponto nas seis últimas jornadas, tendo caído no penúltimo lugar, encontrando-se em zona de despromoção –, enquanto a turma de Alcanena aspira a um, à partida, imprevisível 5.º lugar.

Ainda bastante envolvido na luta pela manutenção, o At. Ouriense recebe o Torres Novas, impotente para reagir a um demasiado forte Rio Maior, no último Domingo, mas que não deixa nunca de lutar pelo melhor resultado possível.

Nas seis ocasiões em que se encontraram em Ourém nos últimos anos, regista-se vantagem dos visitados, que ganharam por três vezes, face a uma única vitória dos torrejanos, há quatro anos, para além de dois empates.

O At. Ouriense não consegue ganhar há já nove jornadas, nas quais amealhou apenas dois escassos pontos, pelo que, neste caso, o Torres Novas parece beneficiar de boas perspectivas de alcançar resultado positivo. Mas a necessidade poderá aguçar também o engenho dos visitados.

Ainda mais problemática é a situação do clube da Glória do Ribatejo, com a sentença de despromoção quase a confirmar-se inapelavelmente: oito pontos de atraso para o Ferreira do Zêzere e dez em relação ao At. Ouriense, parecem já irrecuperáveis, nas sete rondas que restam disputar.

Recebe, esta tarde, o Benavente, a fazer um campeonato muito acima do que seria previsto, para um recém-promovido da II Divisão, nesta altura a intrometer-se também na luta pelo 5.º lugar.

Na única ocasião em que se cruzaram no principal escalão, já em Outubro de 2012, os locais ganharam então por 2-1. Mas não será expectável que possam repetir esse triunfo agora.

Um dos desafios de maior interesse desta ronda, que colocava frente-a-frente Samora Correia e Abrantes e Benfica, fora já agendado para esta manhã.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.04.2022)

Após as emoções fortes do jogo entre os candidatos ao título, do passado sábado, que se saldou pelo triunfo do Rio Maior, o agora mais reforçado comandante terá um primeiro sério “teste”, deslocando-se a Torres Novas.

Na única ocasião em que se defrontaram no escalão principal, em Dezembro de 2019, os torrejanos levaram a melhor, vencendo por 1-0. No último desafio disputado em casa, o Torres Novas surpreendeu, batendo o Fazendense por 2-1. Porém, no último fim-de-semana, os torrejanos foram claramente derrotados em Alcanena.

Nos dez jogos disputados no seu reduto no presente campeonato, o Torres Novas tem denotado alguma irregularidade, tendo obtido apenas quatro vitórias, face a outros tantos desaires, para além de dois empates. Quanto ao Rio Maior, que tem já em curso nova série de quatro triunfos sucessivos, ganhou nove vezes fora de casa, apenas tendo perdido nas Fazendas, empatando em Tomar e em Mação.

Nesta altura seis vitórias separam os riomaiorenses do título, podendo essa “distância” começar a ser encurtada já hoje.

Por seu lado, o U. Tomar terá a visita do At. Ouriense, que vem de um traumatizante desaire caseiro, por 0-3, ante o Ferreira do Zêzere, agudizando a necessidade de pontuar por parte do grupo de Ourém, de forma a procurar escapar à zona perigosa da tabela.

Nas seis vezes em que se defrontaram em Tomar, regista-se, curiosamente, uma repartição de triunfos (três para cada lado), tendo os nabantinos vencido nos últimos dois encontros, ambos já no ano de 2018, das duas ocasiões por tangencial 2-1.

Os unionistas acumularam um total de cinco derrotas (incluindo a da Taça) nos últimos sete jogos disputados, e terão de apelar às suas forças interiores para, “não atirando a toalha ao chão”, manter a perseguição ao líder.

Jogando em casa, frente a um adversário mal posicionado na classificação, esta poderá ser uma boa oportunidade para os tomarenses se reencontrarem com as vitórias, sem esquecer que o At. Ouriense surpreendeu já, ganhando fora por duas vezes, nas Fazendas e em Almeirim, tendo ainda empatado em Mação, Alcanena e Samora Correia.

Em Almeirim teremos um “derby”, entre o União local e o Fazendense, esta época com aspirações muito distintas: o emblema das Fazendas, porventura já mais focado na Taça do Ribatejo, de que é semi-finalista, pretenderá preservar o 3.º lugar no campeonato; quanto ao U. Almeirim, tendo caído abaixo da “linha de água”, surge extremamente carenciado de pontos (somou um único ponto nas cinco jornadas mais recentes).

Nos cinco confrontos anteriores entre os dois clubes, o U. Almeirim tinha vencido quatro deles, apenas tendo perdido em 2017. Esta tarde, contudo, a relação de forças é diferente, pendendo mais para os visitantes.

Em Salvaterra reencontram-se dois emblemas que não se cruzavam, na I Divisão Distrital, há precisamente 20 anos! Então, em Março de 2002, o Alcanenense ganhou por 3-1.

Salvaterrense e Alcanenense vêm de resultados muito positivos: vitória nas Fazendas de Almeirim, no caso da turma de Salvaterra; categórico triunfo ante o Torres Novas, por parte do grupo de Alcanena.

No desafio de hoje o factor casa poderá pesar, mas o Alcanenense (que partilha ainda o 5.º posto com o Abrantes e Benfica) poderá também procurar fazer valer a sua tranquilidade na tabela, mesmo que perante um adversário igualmente já sem preocupações de maior.

Depois do importantíssimo triunfo obtido em Ourém, o Ferreira do Zêzere pretenderá dar-lhe a melhor sequência, o que passará, necessariamente, por pontuar na recepção ao Benavente.

As últimas vezes em que se encontraram, ocorreram já em 2009, com duas partidas, tendo os ferreirenses vencido uma delas, e os benaventenses a outra.

O Benavente ganhou já, nesta época, em Torres Novas e em Almeirim, pelo que os donos da casa estarão avisados, mas, embalados numa notável recuperação, deverão obter novo resultado positivo.

O Cartaxo – também com o pensamento na Taça – recebe o Samora Correia, para reedição de um embate por três vezes disputado em anos recentes, com um balanço de duas vitórias para os cartaxeiros e uma vitória dos samorenses.

Ambas as equipas têm tido bom desempenho nas últimas semanas, equivalendo-se, por outro lado, nos triunfos em terreno alheio (por parte do Samora Correia) e nos desaires caseiros (do Cartaxo), em ambas as situações por quatro vezes. Esta tarde, o cenário de uma possível repartição de pontos parece ser de boa probabilidade.

O Amiense, igualmente com aspirações na Taça – que terá a 1.ª mão das meias-finais já na próxima quarta-feira – recebe o Glória do Ribatejo, a “queimar os últimos cartuchos”, na desesperada tentativa de manutenção.

Nos quatro últimos jogos entre ambos, a formação de Amiais de Baixo ganhou três, tendo-se registado um empate na partida mais recente, em Dezembro de 2020. Em condições “normais” o Amiense seria favorito; em concreto, no encontro de hoje, tal dependerá de eventuais “poupanças”, assim como da garra com que o grupo da Glória encarar este desafio.

O outro jogo desta jornada, entre Abrantes e Benfica e Mação, foi antecipado para ontem.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.03.2022)

Com o jogo grande da jornada, entre os dois candidatos ao título, antecipado para ontem, a 22.ª ronda do Distrital da I Divisão não deixa de ter pontos de interesse nesta tarde.

Começando pela disputa entre os clubes que repartem actualmente o 3.º lugar, ambos a actuar no respectivo reduto: com o Mação a receber o Cartaxo, enquanto o Fazendense terá a visita do Salvaterrense.

Maçaenses e cartaxeiros defrontaram-se, em anos recentes, por sete ocasiões, sendo que o Mação começou por estabelecer uma série de quatro triunfos consecutivos, entre 2013 e 2017, a que se seguiu, em 2018, a única vitória do Cartaxo. Nas duas últimas partidas, ambas disputadas no ano de 2020, registaram-se duas igualdades, a três bolas e por 1-1.

Nas últimas cinco jornadas para o campeonato o Mação ganhou por quatro vezes, apenas tendo sido surpreendido, perdendo em casa, precisamente ante o Salvaterrense. Quanto ao Cartaxo, depois de cinco jogos sem ganhar no Distrital, conseguiu enfim somar os três pontos, no passado fim-de-semana, ante o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, praticamente ficando a salvo de maiores percalços, não obstante mantenha modesta 12.ª posição na tabela.

No desafio de hoje o Mação deverá confirmar o seu favoritismo, somando mais uma vitória.

Nas Fazendas de Almeirim os locais voltam a cruzar-se com o Salvaterrense, no principal escalão, mais de 15 anos depois do último confronto anterior. Nessa ocasião, em Dezembro de 2006, o grupo de Salvaterra surpreendeu, levando a melhor, por 2-1.

O Fazendense viu interrompido, no passado Domingo, em Torres Novas, um excelente ciclo de oito vitórias e um empate em nove jogos. Por seu lado, o Salvaterrense foi igualmente derrotado, mas em casa, pelo Samora Correia, depois de dois triunfos nos jogos anteriores, incluindo a tal surpresa em Mação.

Até agora com uma segunda volta menos conseguida (depois de ter somado 20 pontos na primeira metade da prova), parece improvável que a formação de Salvaterra consiga voltar a surpreender, projectando-se que os três pontos fiquem em casa.

A equipa da Glória do Ribatejo, cada vez mais afastada da possibilidade de manutenção – com um atraso de sete pontos face ao U. Almeirim e onze em relação ao 13.º classificado, At. Ouriense –, recebe o Abrantes e Benfica.

Trata-se da reedição do único embate anterior entre ambos os clubes, no final do ano de 2020, então com triunfo dos homens da Glória, por 2-1.

Os abrantinos têm realizado uma temporada algo irregular, mas vêm de duas vitórias, o que lhes proporcionou retomar o 5.º lugar, o que parece ser o objectivo exequível até final da época, a par da disputa pela Taça do Ribatejo.

Pese embora os visitados joguem umas das suas últimas cartadas, ainda assim o Abrantes e Benfica deverá sair vencedor no encontro de hoje.

A meio da pauta classificativa há, nesta altura, uma grande “embrulhada”, com nada menos de seis clubes separados apenas por dois pontos, entre o 6.º classificado, Alcanenense, e o 11.º, Salvaterrense.

Justamente, em Alcanena, a turma local recebe o Torres Novas, que integra um quarteto que se posiciona imediatamente abaixo.

Estes dois emblemas históricos defrontaram-se, em anos recentes, apenas por duas vezes: a primeira, já em 2012, com triunfo do Alcanenense; para, em 2019, terem sido os torrejanos a ganhar, de ambas as ocasiões por tangencial 1-0.

Os visitantes, motivados pelo sucesso obtido na jornada anterior, na qual operaram reviravolta no marcador, para derrotar o Fazendense, esperarão certamente pontuar, ante um adversário que atravessou já fase mais profícua, na segunda metade da primeira volta.

Outros dois dos integrantes do referido quarteto encontram-se em Benavente, onde se desloca o Amiense.

Nas seis últimas vezes em que se defrontaram, regista-se absoluta repartição de pontos, com dois triunfos para cada lado, e outras duas igualdades. Um bom exemplo de um jogo de “tripla”, com todas as possibilidades em aberto para esta tarde.

O último membro daquele grupo, o Samora Correia, terá a visita do U. Almeirim, clube que, vindo do Nacional na última temporada, se mantém em posição muito delicada, porventura em zona de descida (dependente do desempenho do Coruchense na fase final do Campeonato de Portugal), portanto extremamente carenciado de pontos.

Em quatro confrontos anteriores, os samorenses venceram uma vez (em 2018), face a outro triunfo dos almeirinenses (no ano seguinte), para além de dois empates.

O Samora Correia, vindo de um resultado muito positivo em Salvaterra, e visando mais alto na tabela, é favorito, mas eventual nova repartição de pontos poderá ser também um cenário possível.

Também na luta pela manutenção teremos um desafio que poderá vir a ser determinante, entre o At. Ouriense (nesta altura com uma ainda curta margem de segurança de quatro pontos face ao U. Almeirim) e o Ferreira do Zêzere, que, por seu lado, se posiciona um ponto atrás dos almeirinenses.

Nas duas ocasiões em que se defrontaram, ambas em 2018, o conjunto de Ourém saiu vencedor, o que, naturalmente, procurará repetir hoje – o que, porém, não consegue fazer há sete jornadas –, mas os ferreirenses terão também uma palavra a dizer, podendo dar sequência à recuperação que vêm empreendendo, a partir do final da primeira volta do campeonato (tendo somado 11 dos 15 pontos de que dispõem desde a 14.ª ronda).

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.03.2022)

Depois das “surpresas” da Taça do Ribatejo, com a eliminação dos dois candidatos ao título de Campeão Distrital, é retomado o campeonato, com a disputa da 21.ª jornada.

Entretanto, na passada quarta-feira, foi acertado o calendário, com a realização do jogo que se encontrava em atraso da 16.ª jornada, entre Benavente e U. Tomar, no qual os nabantinos obtiveram um triunfo por 3-1, crucial para manter a aproximação ao líder, e restabelecer a confiança.

Para esta tarde, o União continuará a ter a pressão de ganhar, em casa, ao Alcanenense – que mantém a 5.ª posição na tabela, apesar de ter perdido por três vezes nas últimas cinco jornadas. Mas, pior estava o emblema tomarense, após três desaires sucessivos no campeonato (em Mação e nas Fazendas de Almeirim e, em casa, ante o Samora Correia), para além da eliminação da Taça.

Pese embora tratar-se de dois clubes históricos do Distrito, apenas se encontraram, no principal escalão, em duas ocasiões, na última década, em ambos os casos com triunfo dos unionistas: 2-0 no início de 2019 e uma goleada por 5-0, em Janeiro de 2021.

Em casa, os nabantinos ganharam sete dos nove jogos disputados, apenas tendo cedido um empate ante o Rio Maior (para além da recente derrota perante o Samora Correia). Quanto ao Alcanenense, fora do seu reduto, ganhou duas vezes (em Abrantes e em Samora Correia), a que soma quatro empates.

O União terá superiores argumentos, mas será necessário materializar essa vantagem dentro de campo.

O actual líder, Rio Maior, é também favorito na deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense (que ocupa actualmente delicado 13.º lugar, pelo que continua algo carenciado de pontos). O jogo de hoje será uma estreia absoluta entre ambos, no terreno dos oureenses.

A turma da casa – sem ganhar há seis jornadas, nas quais apenas somou dois pontos – foi já batida, no seu terreno, por quatro vezes (por U. Tomar, Fazendense, Mação e Samora Correia). Quanto ao Rio Maior, em onze jogos em terreno alheio, perdeu uma única vez, recentemente, nas Fazendas de Almeirim, tendo empatado em Tomar e em Mação. Como referido, perspectiva-se que os riomaiorenses possam somar mais três pontos neste encontro.

Outra partida de interesse será a que coloca frente-a-frente o Torres Novas e o Fazendense, sendo esta a equipa a atravessar melhor fase de rendimento, de entre todos os concorrentes, tendo acumulado oito triunfos nas últimas nove rondas, tendo cedido somente um empate, em Samora – ao invés dos torrejanos, que só ganharam numa das cinco rondas mais recentes do campeonato.

Estas duas formações defrontaram-se, em partidas a contar para o escalão principal, por sete vezes, nos últimos dez anos: de 2014 a 2018, os torrejanos somaram, sucessivamente, cinco vitórias; tendo perdido em Outubro de 2018, mas voltando aos triunfos no final de 2020.

O Torres Novas tem sido algo irregular em casa, onde já perdeu em quatro ocasiões, o mesmo número de vezes que o Fazendense ganhou fora nesta época. O grupo das Fazendas é favorito, mas os torrejanos poderão de alguma forma surpreender, pelo menos procurando pontuar.

Em jogo em que houve inversão da ordem dos desafios em casa e fora, o Mação recebe o U. Almeirim. Depois de dois empates, em 2015 e em 2017, os maçaenses venceram no encontro mais recente, no final desse mesmo ano de 2017, por tangencial 2-1.

O potencial das duas equipas é, presentemente, bem distinto, a favor dos donos da casa – não obstante venham de um inesperado desaire caseiro, ante o Salvaterrense, deverão voltar a vencer esta tarde.

Noutro embate sem historial recente, o Abrantes e Benfica recebe o Benavente – por curiosidade, dois clubes que repartem o 6.º lugar, em igualdade pontual –, no que traduz uma bela campanha dos forasteiros, recém-promovidos do escalão secundário.

Os abrantinos têm sido perdulários no seu terreno, tendo cedido já três empates e outras tantas derrotas, mas o Benavente tem feito do seu reduto a sua fortaleza, tendo somado já seis vitórias. Fora de casa, os benaventenses ganharam em Torres Novas e Almeirim. Nesta partida, projecta-se que os abrantinos possam ter vantagem.

Um aflito Ferreira do Zêzere terá a visita do já tranquilo Amiense, mas que não descurará a possibilidade de subir ainda na pauta classificativa, sem perder de vista a aposta na Taça, em que é semi-finalista.

As duas equipas defrontaram-se em três ocasiões, entre 2018 e 2019, com vitória dos ferreirenses no primeiro jogo, a que se seguiram duas igualdades.

O conjunto de Amiais de Baixo tem sido eficaz fora de casa, onde somou já quatro triunfos e três empates, apenas tendo perdido em Alcanena e em Ourém. A necessidade de pontuar dos homens da casa poderá “aguçar-lhes o engenho”, mas a repartição de pontos é também um cenário possível.

Salvaterrense e Samora Correia não se cruzavam, na divisão principal, desde o ano de 2007, nessa altura, com triunfo categórico dos samorenses, por 4-1.

O grupo de Salvaterra surge em fase positiva, depois de duas vitórias no campeonato, a última delas em Mação, tendo ainda ido empatar a Abrantes, no jogo da Taça. Já o Samora, nas últimas oito jornadas, apenas conseguiu ganhar… em Tomar. Esta tarde, os três pontos poderão ficar em casa.

O Cartaxo, motivado com o apuramento para as meias-finais da Taça, recebe o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo (por curiosidade, o actual detentor de tal troféu), em posição muito comprometida, com grandes dificuldades para poder operar ainda o “milagre” da manutenção na I Divisão.

Por coincidência, nas duas ocasiões em que se defrontaram, em 2018 e em 2019, os cartaxeiros golearam, de ambas as vezes, pela mesma marca, de 5-1. Hoje, deverão voltar a ganhar, o que praticamente lhes garantirá tranquilidade até final do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.03.2022)

A Taça do Ribatejo avança para a sua fase decisiva, com a disputa, esta tarde, da eliminatória correspondente aos quartos-de-final, a qual terá como “jogo grande” o embate entre Fazendense e Rio Maior, respectivamente 3.º e 1.º classificados na divisão principal.

Estes dois clubes defrontaram-se, em partida a contar para o campeonato, apenas há três semanas, então com a turma das Fazendas de Almeirim a operar sensacional reviravolta, de uma desvantagem de 0-2 à passagem dos cinco minutos, acabando por vencer por 3-2. Entretanto, o Fazendense recebeu também e bateu igualmente o outro candidato ao título, U. Tomar.

Justamente, o Fazendense é o emblema com melhor palmarés na competição, tendo conquistado o troféu por quatro vezes (as três mais recentes em 2012, 2014 e 2016), marcando presença nos quartos-de-final pela 7.ª vez nos últimos 14 anos – sendo que, nas seis anteriores, apenas numa ocasião foi eliminado nesta fase, não atingindo as meias-finais, precisamente na época passada (perdeu no desempate da marca de grande penalidade, ante o Samora Correia).

Quanto ao Rio Maior, clube de formação recente – a disputar apenas a sua 7.ª temporada – só na edição precedente tinha atingido esta fase, tendo, aliás, disputado a Final da prova, na qual viria a ser desfeiteado, igualmente no desempate da marca de grande penalidade, pela formação da Glória do Ribatejo.

Na presente edição, o Fazendense afastou já o Porto Alto e o Fazendense, em ambos os casos com vitórias por 2-1 em terreno alheio; por seu lado, o Rio Maior, isento na eliminatória prévia, apenas eliminou o Mação, também no desempate da marca de grande penalidade.

Tudo isto dito, o prognóstico pouco mais será que uma tentativa de adivinhação, podendo a balança pender ligeiramente para o lado do Rio Maior.

O U. Tomar recebe o Cartaxo, numa reedição da eliminatória (então nos 1/8 de final) de há seis anos, ocasião em que os tomarenses tinham levado a melhor no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a uma bola no final do tempo regulamentar.

Trata-se, aliás, do único confronto de hoje com (curto) histórico precedente, sendo que os dois clubes se cruzaram também em 2016-17, mas, nesse caso, no Cartaxo, com empate a dois golos, e, nessa altura, o desempate a favorecer os cartaxeiros.

Na última vez em que as duas turmas se encontraram em Tomar, em partida do campeonato, já em Outubro de 2020, o União tinha goleado por 5-2.

O U. Tomar é, a par do Amiense, recordista em presenças nesta fase da prova, nos últimos 14 anos, sendo esta a nona vez que disputa os quartos-de-final; porém, apenas em três ocasiões alcançou as meias-finais (em 2018, 2020 e 2021), tendo-se sagrado vencedor da prova em 2018.

Já o Cartaxo chega à presente fase apenas pela quarta vez, no mesmo período, sendo que a última vez em que atingiu as meias-finais foi já em 2011. Os cartaxeiros venceram esta competição por duas vezes, há bastantes anos: em 1984 e em 2001.

Os unionistas suplantaram já, na presente edição, o Ferreira do Zêzere e o Entroncamento, em ambos os casos com goleadas, tendo o Cartaxo ido ganhar a Samora Correia, antes de eliminar o Moçarriense.

Mesmo considerando que os jogos a eliminar têm especificidades próprias (podendo procurar adiar-se a decisão para após o tempo regulamentar de jogo), o União projecta-se como favorito na partida de hoje.

O Abrantes e Benfica recebe a visita do Salvaterrense, num confronto sem historial anterior na Taça. Estas duas equipas defrontaram-se recentemente, em meados de Janeiro, para o campeonato, tendo os abrantinos triunfado por 2-0.

O conjunto da casa alcança os quartos-de-final pela 4.ª vez nos últimos 14 anos (contando também com o período em que competiu sob a denominação de U. Abrantina); contudo, só por uma vez (em 2019) chegou às meias-finais. Por seu lado, o Salvaterrense disputa esta fase pela terceira vez, repetindo a presença da última temporada, não tendo ainda conseguido superar esta eliminatória.

O Abrantes e Benfica afastou, anteriormente, o Fátima (no desempate da marca de grande penalidade) e o Vasco da Gama. Por seu lado, o Salvaterrense foi ganhar ao terreno do Espinheirense, antes de superar o Torres Novas, também por via da mesma fórmula de desempate.

Na partida desta tarde os abrantinos apresentam-se novamente como favoritos a vencer.

O Forense, último resistente do escalão secundário, recebe o Amiense, num confronto em estreia, perspectivando-se uma eliminatória aberta.

A equipa do Forense alcança esta fase da prova pela primeira vez; quanto ao Amiense, tal como referido, é recordista, a par do U. Tomar, atingindo os quartos-de-final pela nona vez nos últimos 14 anos.

Nas oito eliminatórias anteriores, chegou às meias-finais em cinco ocasiões, mas remontando a última delas já ao ano de 2017.

O Amiense, tendo ficado isento da eliminatória inicial, afastou apenas o Alcanenense, em Alcanena, no desempate da marca de grande penalidade; o Forense começou por eliminar o primodivisionário At. Ouriense, antes de ir ganhar ao terreno do Paço dos Negros por tangencial 1-0.

A turma de Amiais de Baixo é uma das mais bem-sucedidas em termos históricos nesta competição, já com três troféus conquistados, o último em 2013, dispondo de algum favoritismo no jogo de hoje, mas tendo de contar com a réplica do líder da sua série da II Divisão Distrital.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.03.2022)

O “jogo grande” da 20.ª jornada será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e o U. Tomar, respectivamente 3.º e 2.º classificados, um teste da maior dificuldade para os nabantinos, face ao grande momento de forma dos visitados.

Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes na última década – são, a par do Amiense, os únicos que marcaram presença no principal escalão do futebol distrital em todas as últimas dez temporadas –, apresentando um balanço repartido: quatro vitórias da turma das Fazendas de Almeirim, face a três triunfos dos tomarenses (obtidos entre 2016 e 2018) e outros tantos empates (entre 2014 e 2015).

Na presente época o Fazendense soma sete vitórias e duas derrotas em casa (estas, ante o Abrantes e Benfica e o At. Ouriense), tendo vencido já o Rio Maior e o Mação. Segue numa fase de excelentes resultados, com um único empate cedido nas últimas oito rondas, tendo, pois, somado nesse período um total de 22 pontos, de um máximo possível de 24!

Quanto ao U. Tomar, apresenta, fora de casa, exactamente o mesmo registo: sete vitórias e duas derrotas (em Mação e em Samora Correia). Vem, contudo, de dois desaires nas duas últimas jornadas.

Atendendo ao histórico e à forma recente das duas equipas, conjugado com o factor casa, o Fazendense poderá beneficiar de algum favoritismo, o que caberá aos tomarenses procurar contrariar.

Por seu lado, o agora líder isolado (ainda que “à condição”), Rio Maior, recebe o Ferreira do Zêzere, sendo amplamente favorito, não obstante a boa recuperação que os ferreirenses vêm realizando.

Por curiosidade, nunca as duas equipas se cruzaram nos últimos dez anos, sendo que as partidas previstas para as duas temporadas mais recentes foram, ambas, canceladas, devido à suspensão dos campeonatos, em função dos efeitos da pandemia.

O Mação, também a atravessar momento bem positivo – defrontando, nas últimas semanas, o líder Rio Maior, por duas vezes, impondo duas igualdades, e tendo derrotado o U. Tomar, vindo ainda de um convincente triunfo em Torres Novas – terá, esta tarde, a visita do Salvaterrense.

A última vez que se encontraram na divisão principal foi já em 2006, na ocasião com um empate a zero. Desta feita, os maçaenses deverão somar os três pontos.

O Alcanenense, supreendente 5.º classificado, defronta o At. Ouriense, em posição mais delicada na tabela (13.º, apenas quatro pontos acima do U. Almeirim).

Estas duas formações encontraram-se, em jogos a contar para o campeonato, em 2012, com triunfo do conjunto de Alcanena, e em 2018, então com o grupo de Ourém a levar a melhor. O factor casa poderá ter algum peso, mas a repartição de pontos também se afigura um cenário possível.

Com trajectórias opostas, Amiense e Abrantes e Benfica encontram-se em Amiais de Baixo, apenas pela segunda vez, depois do triunfo dos donos da casa há cerca de dois anos.

As duas equipas ocupam, presentemente, o 6.º e 7.º lugares da pauta classificativa, tendo em mira a possibilidade de melhorar essa posição. O Amiense tem apresentado alguma irregularidade, contando já quatro derrotas caseiras nesta temporada (pese embora três delas tenham sido perante Rio Maior, U. Tomar e Mação). Já os abrantinos, em terreno alheio, só conseguiram ganhar por duas vezes (nas Fazendas de Almeirim e em Benavente), somando já cinco desaires. Num jogo de tripla, a repartição de pontos até poderá ser útil a ambas as turmas.

Empatado pontualmente com o conjunto abrantino, o Benavente pode, desde já, antever um resto de temporada tranquilo, recebendo o Cartaxo, mais atrasado, pelo que se apresentará ainda mais necessitado de pontos.

Nas três ocasiões em que, em anos recentes, se defrontaram, entre 2014 e 2016, começou por registar-se um empate, seguido de triunfo dos donos da casa, tendo os cartaxeiros vencido no último confronto.

Esta tarde, atendendo ao desempenho recente das duas equipas, com o Cartaxo sem ganhar há quatro jornadas, nas quais sofreu três desaires, o Benavente, actuando no seu reduto, perfila-se como favorito.

Em Samora Correia o conjunto local terá a visita do Torres Novas, para renovar um embate já disputado em quatro vezes nos últimos anos, entre 2017 e 2020, com um triunfo dos samorenses (no encontro mais recente), um empate e duas vitórias dos torrejanos.

Motivada pela vitória averbada em Tomar, a equipa visitada pretenderá dar-lhe boa sequência, ganhando, mas terá de contar com o poder concretizador dos visitantes (que têm o quarto melhor registo ofensivo, apenas superado pelo trio do pódio).

Na disputa pela manutenção afigura-se crucial o embate entre Glória Ribatejo e U. Almeirim, no qual os donos da casa “terão de pontuar”, sob pena de poderem ver irremediavelmente comprometidas as suas esperanças de manutenção, em especial em caso de derrota.

Estas duas equipas encontraram-se, no principal escalão, em 2019 e em 2020, primeiro com uma igualdade, e, mais recentemente, com triunfo dos almeirinenses.

A turma visitada segue com três derrotas (tendo perdido sete dos últimos oito jogos para o campeonato), sendo que o U. Almeirim perdeu também as suas duas últimas partidas. Trata-se de outro embate de difícil prognóstico, em que qualquer desfecho não surpreenderá, podendo o factor casa ter também alguma influência.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.02.2022)

Depois das emoções fortes da última jornada, o foco estará, esta tarde, nos compromissos de Mação e Fazendense, sensacionais vencedores, frente aos líderes, na semana passada.

Começando pelo Torres Novas-Mação, os dois clubes encontraram-se em sete ocasiões na última década, com balanço absolutamente repartido: três vitórias dos torrejanos e outras tantas dos maçaenses, para além de um empate.

Um histórico recente que aponta bem a imprevisibilidade do desfecho desta partida, no qual os visitantes terão maior dose de favoritismo, mas que terão de contar com a forte réplica dos donos da casa, que continuam a ter um dos ataques mais eficazes da prova, com realce para a fantástica campanha que Miguel Miguel vem realizando esta temporada.

O Fazendense desloca-se a Ourém, para defrontar o At. Ouriense, num embate também repetido por sete vezes nos últimos anos – e, tal como no confronto anterior, também pautado pelo equilíbrio, neste caso com dois triunfos para cada lado, tendo-se registado ainda três igualdades.

A formação de Ourém tem mostrado alguma irregularidade, vindo a cair na tabela classificativa, encontrando-se já em situação algo perigosa. Por curiosidade, o At. Ouriense foi ganhar, na primeira volta, às Fazendas de Almeirim. Desta vez, atendendo ao ciclo que o Fazendense tem em curso (seis vitórias e um empate nas últimas sete rondas), vindo de quebrar a invencibilidade do Rio Maior, os forasteiros poderão desforrar-se.

Quanto aos guias, depois do trauma sofrido há uma semana, serão favoritos a voltar ao trilho das vitórias, actuando, ambos, no seu reduto… mas perante adversários dos quais não poderão esperar facilidades.

O U. Tomar recebe o Samora Correia, precisamente a única equipa que o derrotara na primeira volta do campeonato.

Nas quatro vezes em que, em anos recentes, se cruzaram, registaram-se os três desfechos possíveis: duas vitórias dos unionistas (ambas por margem de três golos), um empate e um triunfo dos samorenses, em 2018.

Os tomarenses procurarão reagir ao desaire de Mação, face a um adversário que soma seis jornadas sem ganhar, mas que acumulou nove empates nos seus últimos 15 encontros. Um sinal de alerta a tomar em consideração.

Por seu lado, o Rio Maior terá a visita do Alcanenense, formação a realizar muito boa campanha, instalado no 5.º lugar, tendo um bom aproveitamento, em especial, nos jogos em casa.

Estes dois emblemas apenas se encontraram uma única vez, precisamente em Junho do ano passado, então na derradeira ronda do campeonato precedente, com triunfo tangencial (1-0) dos riomaiorenses, o qual se projecta possam repetir.

O Ferreira do Zêzere, que pretende – e necessita – dar continuidade à recuperação encetada, defronta o Abrantes e Benfica, esta temporada aquém do seu rendimento habitual, tendo somado cinco derrotas nas últimas oito rondas.

As duas equipas encontraram-se nas duas épocas mais recentes, de ambas as vezes com triunfo dos abrantinos, que, inclusivamente, golearam (5-1) na última partida entre ambas, em Outubro de 2020.

Tratando-se de um jogo aberto, em que qualquer das partes poderá vencer, afigura-se talvez como mais expectável a repartição de pontos.

No Cartaxo-Amiense encontram-se duas formações que ocupam actualmente posição a meio da tabela, mas que pretenderão continuar a somar pontos, para evitar qualquer percalço.

Nos sete desafios anteriores entre os dois clubes, por curiosidade, o conjunto de Amiais de Baixo leva vantagem, com três vitórias (nos dois últimos jogos, e em três dos últimos quatro), face a dois triunfos dos cartaxeiros e outros dois empates.

Um balanço bastante equilibrado, sendo que o mais recente embate entre ambos, em Março de 2020, se saldou numa goleada do Amiense, por 5-2.

Os visitantes parecem em melhor momento de forma, vindo de duas vitórias, mas o factor casa poderá ter influência, antevendo-se que o Cartaxo – sem ganhar há três jogos – consiga, pelo menos, pontuar.

Ainda em zona muito delicada da classificação (antepenúltimo classificado), o U. Almeirim recebe o Benavente, uns furos mais acima no quadro.

Estas duas equipas encontraram-se, nos últimos anos, uma única vez, já em 2016, então com vantagem dos almeirinenses, que ganharam por 3-1, antevendo-se que tal se possa repetir esta tarde.

Em Salvaterra de Magos teremos um animado “derby”, com o Salvaterrense a receber a vizinha turma da Glória do Ribatejo, em posição muito difícil, sem conseguir deixar a “lanterna vermelha”.

A última vez que se cruzaram no escalão principal data já de há 25 anos (!), na ocasião com a vitória a sorrir ao Salvaterrense, por tangencial 2-1.

O grupo da casa tem vindo também a cair de rendimento, baixando na pauta classificativa, sendo favorito a somar os três pontos, o que, todavia, não conseguiu fazer nos últimos cinco jogos para o campeonato – sendo que, em qualquer caso, “derby” é “derby”, com a imprevisibilidade que daí costuma decorrer.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.02.2022)

A 18.ª jornada do Distrital da I Divisão, que hoje se disputa, é marcada por uma “cimeira” ao mais alto nível, reunindo as quatro melhores equipas do campeonato.

Teremos, assim, dois aliciantes “pratos fortes”, em que se poderá começar a jogar muito do futuro da prova, com os agora dois líderes a deslocarem-se aos terrenos dos… dois 3.º classificados (dois pares separados entre si na classificação por doze pontos)!

De facto, o U. Tomar visita Mação, onde terá um muito exigente desafio, no qual procurará melhorar o registo pontual (empate) averbado pelo Rio Maior no passado Domingo.

Nas oito vezes em que, na última década, os dois emblemas se defrontaram em Mação, o União apenas conseguiu uma única vitória, precisamente no desafio mais recente, disputado já em Outubro de 2019; de resto, quatro empates e três triunfos dos visitados, pese embora o último deles já há mais de cinco anos.

Após oito jogos o Mação continua invicto no seu reduto, nesta temporada, apenas tendo cedido três empates (entre eles o do passado Domingo, ante o Rio Maior, frente ao qual esteve a vencer até à entrada do quarto de hora final). Quanto ao U. Tomar, também em oito encontros fora de casa, ganhou “todos”… à excepção da partida em Samora Correia.

Trata-se, naturalmente, de um embate de prognóstico imprevisível, em que todos os cenários estarão em aberto, pese embora a tradição possa apontar mais no sentido da repartição de pontos.

Em paralelo, o Fazendense (que, nas últimas seis jornadas, somou cinco triunfos e um empate, este, por curiosidade, também em Samora Correia) recebe os riomaiorenses, num confronto, igualmente, de grau de dificuldade “máximo”.

Estes dois clubes cruzaram-se uma única vez nas Fazendas de Almeirim, em Setembro de 2019, tendo-se registado então um nulo. Precisamente o mesmo desfecho verificado no jogo mais recente que disputaram, na 1.ª volta (logo na 3.ª jornada), em Rio Maior.

Esta época, nos jogos no seu terreno o Fazendense triunfou por seis vezes, tendo sofrido dois desaires (derrotas ante o Abrantes e Benfica e o At. Ouriense). Por seu lado, o Rio Maior, em terreno alheio, somou já oito vitórias (com goleadas em Amiais de Baixo, Glória, Salvaterra e Samora), apenas tendo consentido dois empates, precisamente em Tomar e, no passado fim-de-semana, em Mação.

Os riomaiorenses terão maior dose de favoritismo para o desafio de hoje, mas também não surpreenderia se os homens da casa conseguissem pontuar.

A realizar campanhas algo aquém dos seus pergaminhos Abrantes e Benfica e Cartaxo (respectivamente 6.º e 7.º classificados) encontram-se em Abrantes. Há registo de um único jogo anterior entre ambos, igualmente em Outubro de 2019, então com triunfo tangencial (1-0) dos abrantinos.

A equipa visitada perdeu em três das quatro últimas jornadas (assim como, por outro lado, em cinco das últimas sete), enquanto os cartaxeiros vêm de duas imprevistas derrotas na abertura desta segunda volta, ante equipas da parte baixa da tabela: no seu reduto, ante o U. Almeirim, e em Ferreira do Zêzere, onde, inclusivamente, foram goleados (4-1).

O factor casa poderá ser determinante, sendo mais expectável que os três pontos fiquem em Abrantes.

A realizar bom campeonato – ocupando actualmente o 5.º lugar – o Alcanenense recebe o Ferreira do Zêzere, que procura confirmar a recuperação de que ultimamente vem dando mostras.

Na única vez que, em anos recentes, se encontraram em Alcanena, há três anos, registou-se uma igualdade a zero. Esta tarde o Alcanenense será favorito, mas os ferreirenses poderão forçar a repartição de pontos.

O Amiense recebe o U. Almeirim, o qual, depois de um terrível ciclo de dez jogos sem ganhar, vem de duas vitórias nos últimos dois desafios, por curiosidade, no Cartaxo e ante o Abrantes e Benfica.

Nas cinco últimas ocasiões em que se encontraram, o grupo de Amiais de Baixo ganhou duas vezes, face a uma vitória dos almeirinenses, no jogo mais recente, em Setembro de 2019, para além de dois empates, desfecho que poderá repetir-se hoje.

Benavente e Salvaterrense, que travaram intensa luta, ponto a ponto, pela liderança da divisão secundária na última temporada, tendo sido ambos promovidos, reencontram-se no principal escalão ao fim de 15 anos!

Nesse último embate, os homens da casa ganharam por 2-0, perfilando-se também como favoritos para o jogo de hoje.

Em Samora Correia os locais terão a visita do At. Ouriense, dois conjuntos que vêm caindo na pauta classificativa, sendo actualmente 11.º e 13.º classificados, e que vêm de duas e três derrotas, respectivamente.

Em anos recentes registam-se dois triunfos para os visitados, tendo o empate sido o resultado do último jogo entre as duas formações.

Os samorenses parecem dispor de argumentos superiores, podendo vencer se conseguirem superar alguma irregularidade que vêm patenteando.

O “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo encontra o Torres Novas. Depois de uma vitória tangencial (1-0) do grupo da Glória em 2018, os torrejanos impuseram uma retumbante goleada (7-1) em Março de 2020.

Ambas as equipas prometem ter o golo na mira, de forma a procurar alcançar resultado positivo, sendo que, no caso dos visitados, se torna sobremaneira urgente somar pontos para procurar escapar à posição delicada que ocupam.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.02.2022)

Mais de dois meses depois da eliminatória prévia está de regresso a Taça do Ribatejo, para disputa dos 1/8 de final, numa ronda que integra quatro desafios entre primodivisionários (um deles adiado), três entre equipas do I e do II escalão, e uma partida envolvendo duas formações da II Divisão.

Como referido, aquele que seria o “jogo grande” desta eliminatória, opondo Rio Maior e Mação, foi adiado, sendo que estes mesmos dois emblemas se defrontam, também hoje, mas em encontro de acerto de calendário do campeonato, em atraso da 16.ª jornada, a disputar em Mação.

Começando, pois, por este “parêntesis”, maçaenses e riomaiorenses jogaram, para o campeonato, nas duas últimas épocas, de ambas as ocasiões com triunfo da turma de Mação.

A equipa de Rio Maior, que segue com uma fantástica série de nove triunfos consecutivos (igualando o registo do U. Tomar), tem esta tarde, uma ocasião soberana de se guindar à liderança da I Divisão, mesmo que à condição, podendo ultrapassar os tomarenses. Terá, porém, um dos mais exigentes testes, perante um adversário valoroso, que, para já, aspira recuperar o 3.º lugar, sendo que, na 1.ª volta, no arranque do campeonato, o Mação forçou uma igualdade em Rio Maior.

Trata-se, pois, de um jogo de muito difícil prognóstico, mesmo que possa ser creditada aos riomaiorenses maior dose de favoritismo.

Passando então à Taça, no primeiro dos desafios entre clubes do principal escalão, o Benavente recebe o Fazendense (actual 3.º classificado no campeonato), que é, a par do U. Tomar, o único clube que, nos últimos 14 anos, marcou sempre presença nesta fase da prova.

Em anos recentes estas duas formações cruzaram-se já por três vezes, mas sempre na fase de grupos, tendo o conjunto das Fazendas de Almeirim vencido em 2014 e em 2017, para, em 2018, se registar um empate. Um desfecho que até poderá repetir-se, mas estando também em aberto a possibilidade de nova vitória dos visitantes.

Por seu lado o Alcanenense terá a visita do Amiense – que apenas uma vez (precisamente na última época, tinha falhado a presença nos 1/8 de final) –, num embate, contudo, sem histórico recente para a Taça, pelo menos na última década.

As duas equipas encontraram-se, mas em jogos do campeonato, por três vezes, com vitória da formação de Amiais de Baixo em 2019, tendo o conjunto de Alcanena triunfado nos últimos dois anos. Esta tarde, os visitados procurarão beneficiar do factor casa para poder seguir em frente na prova.

Em Salvaterra de Magos a turma local recebe o Torres Novas, num reencontro entre os dois clubes, mais de 16 anos depois do último embate, então para o campeonato, com triunfo do Salvaterrense por tangencial 1-0. As duas equipas registam posição muito similar na I Divisão, separadas somente por um ponto, mas com trajectórias opostas: a formação da casa em decréscimo de rendimento, em contraponto a uma melhoria de desempenho dos torrejanos, que, mesmo em terreno alheio, irão certamente discutir o apuramento.

O U. Tomar será anfitrião do Entroncamento, não havendo registo anterior de embates entre este dois clubes para a Taça. Por curiosidade, a equipa “B” do União derrotou o líder da sua série da II Divisão, por 1-0, apenas há três semanas. Os unionistas serão naturais favoritos, mas terão de comprovar tal favoritismo dentro de campo.

Também o Cartaxo terá a visita de outro dos líderes do escalão secundário, o Moçarriense, que, de forma brilhante, venceu todos os dez jogos até agora disputados em tal prova.

As duas formações cruzaram-se, em jogos da Taça, em 2014 e em 2016, de ambas as vezes na fase de grupos, tendo-se registado um nulo e um triunfo do Cartaxo, mercê de um solitário golo. Os cartaxeiros serão também favoritos, mas o grupo da Moçarria não deverá deixar de vincar a sua qualidade.

O terceiro confronto entre turmas de diferente escalão será o que opõe Vasco da Gama – que atinge os 1/8 de final pela primeira vez, nos últimos 14 anos – e Abrantes e Benfica, que repetem o embate da temporada passada, então nos 1/16 de final, tendo os abrantinos vencido por categórica marca de 3-0. Perspectiva-se que os visitantes poderão voltar a ganhar esta tarde.

Por fim, no único jogo entre clubes da II Divisão, o Paço dos Negros recebe o Forense, ambos também em estreia nesta fase da competição.

Na estreia no campeonato, o grupo de Foros de Salvaterra tinha ido golear, em terreno alheio, por retumbante 9-0; todavia, no reencontro entre as duas equipas, apenas há três semanas, o Forense experimentou inesperadas dificuldades, tendo vencido por tangencial 1-0. Em qualquer caso, os forasteiros deverão voltar a vencer hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.02.2022)

Página seguinte »