Rádio Hertz


Os campeonatos distritais sofrem nova interrupção neste fim-de-semana, para entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final, na qual marca presença um único clube da divisão secundária, o histórico U. Santarém.

Numa fase da prova já bastante avançada, a tendência de equilíbrio deverá imperar, atendendo inclusivamente a que os desafios desta competição se revestem de características especiais, em virtude do sistema de eliminação, em que tudo se joga em 90 minutos, constituindo-se em oportunidades para que equipas teoricamente menos fortes se possam suplantar.

Pese embora não seja possível extrapolar a partir do desempenho que as equipas vêm apresentando nos campeonatos para os jogos desta tarde, socorro-me, ainda assim, do historial recente de confrontos entre as formações que hoje se cruzam.

O “jogo-grande” desta ronda realiza-se em Almeirim, entre o União local e o Coruchense, prestes a sagrar-se Campeão Distrital (e por três vezes já vencedor da Taça), o que, contudo, não invalida que se possa dizer que não haverá um favorito claramente definido nesta partida. Até porque, curiosamente, não existe, neste caso, histórico recente de embates entre estes dois grupos, se exceptuarmos o jogo da 1.ª volta do campeonato, no qual a formação do Sorraia venceu então, no seu terreno, por 2-1. Um jogo de “tripla”, em que qualquer desfecho parece possível.

O Cartaxo, agora animado com o triunfo alcançado na última jornada do campeonato, recebe a visita de um clube vocacionado para a Taça do Ribatejo (contando também, no seu palmarés, com três troféus conquistados, o Amiense, que, na época passada, atingiu as meias-finais, e que, este ano, tão bom comportamento tem registado no campeonato. Nos jogos realizados entre ambos os clubes no Cartaxo, nas últimas seis temporadas, a turma da casa tem ligeira vantagem, com 2 vitórias e 2 empates, apenas tendo consentido um desaire… precisamente nesta época, por 2-0, no passado mês de Dezembro. O conjunto de Amiais de Baixo apresenta-se com algum favoritismo para o encontro desta tarde, mas uma surpresa não pode ser excluída.

Em Ourém, uma bastante irregular equipa do At. Ouriense tem a visita do pendular Torres Novas, que, tal como o Amiense reunirá maior dose de favoritismo. Contudo, a imprevisibilidade do comportamento dos donos da casa deixa também todas as possibilidades em aberto. Até porque, curiosamente, a tendência dos últimos anos é bastante favorável aos oureenses, com três triunfos e três empates, apenas por uma vez tendo os torrejanos saído vencedores, já na distante época de 2011-12.

Por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, com o favoritismo teoricamente a pender para os maçaenses, mas numa eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada, com os escalabitanos a procurar o estatuto de “tomba-gigantes” nesta edição da prova.

Na última vez que os dois conjuntos se defrontaram em Santarém, em jogo da I Divisão Distrital, em 2014-15, uma temporada bastante negativa para os santarenos, que culminou com o último lugar e consequente despromoção, o desfecho foi de 5-3 a favor do Mação. Mas será difícil extrair ilações desse resultado para o desafio desta tarde, em que, à partida, nenhuma equipa poderá dar por antecipadamente garantido o apuramento para as meias-finais…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.03.2017)

À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

Após ter alcançado a proeza da dupla vitória sobre o líder (em Coruche e, na semana passada, em Tomar), o União desloca-se a Amiais de Baixo, para defrontar o Amiense, no “jogo grande” da jornada, podendo, em caso de triunfo, reduzir para um único ponto a diferença que o separa do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo seu opositor.

Não terá, contudo, tarefa fácil, pese embora o histórico recente aponte para um perfeito equilíbrio entre ambos, com três vitórias para cada clube e um empate, nas seis últimas temporadas, sendo que os tomarenses venceram nas últimas duas deslocações, em ambos os casos por tangencial 1-0.

Trata-se, portanto, de uma partida determinante na definição de uma posição no pódio, tal como o será igualmente o Samora Correia-Fazendense, duas equipas que repartem actualmente a 4.ª posição. Neste caso, o historial de confrontos entre ambos os conjuntos resume-se à temporada de 2010-11, então com vitória da turma de Fazendas de Almeirim por 1-0. Para esta tarde, não parece haver um favorito definido, não obstante o Fazendense surja em melhor forma, dado ter cedido um único empate nas últimas quatro jornadas, precisamente na semana passada.

No outro polo da tabela classificativa, na luta pela manutenção, no Empregados do Comércio-At. Ouriense a repartição de pontos poderá não desagradar por completo a nenhum dos contendores, dado que lhes permitiria consolidar posições. Estas duas formações apenas se cruzaram, em jogos do principal escalão, por duas vezes, com uma vitória para os “Caixeiros” (no ano passado, por 3-2) e um empate (em 2013-14, a 3-3).

Os extremos tocam-se também, com os dois primeiros classificados a defrontar os dois últimos, em posição muito desconfortável, abaixo da “linha de água”, em encontros em que o favoritismo vai todo para as duas equipas do cimo da pauta classificativa.

O líder, Coruchense, depois de ter visto interrompida a sua série triunfal de oito jogos, e de ter sido quebrada a sua invencibilidade ao longo de quase toda uma “volta” do campeonato, desloca-se a Benavente, para defrontar o “lanterna vermelha”, já sem esperança em evitar a descida, mas que, ao invés, vem de uma inesperada vitória no Cartaxo. Nas três vezes que se encontraram, regista-se também uma tendência de equilíbrio absoluto, com uma vitória para cada lado e um empate.

Por seu lado, o Riachense recebe o irreconhecível Cartaxo, a necessitar urgentemente de pontuar, dado o atraso de quatro pontos que regista já em relação ao Pego, primeira equipa acima da “linha de água” (isto, no pressuposto de que o Alcanenense assegure a manutenção no Nacional…). Curiosamente, na única vez em que estes dois clubes se encontraram nas últimas seis temporadas, exactamente na época passada, o Cartaxo (então na liderança do campeonato) foi a Riachos surpreender o adversário, vencendo por 2-0.

Em Torres Novas defrontam-se dois clubes históricos do Distrital, com os torrejanos a receber a visita do Mação, com ambos os clubes em posição tranquila, a meio da tabela, a poder aspirar ainda a melhorar a classificação. Desde a temporada de 2010-11, encontraram-se já por sete vezes, curiosamente com registo idêntico ao verificado no confronto entre Amiense e União de Tomar: três vitórias para cada lado, e um empate. Também, no que respeita às duas últimas épocas, a curiosidade da similitude com o União, neste caso também com os maçaenses a ganhar nos últimos dois jogos.

Por fim, em Almeirim, o União local recebe o Pego, num confronto sem historial recente, no qual os visitados se apresentam como favoritos, mas em que a necessidade pode aguçar o engenho dos pegachos…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.03.2017)

À entrada para a 20.ª jornada do campeonato, a conjugação de uma excelente série de sete triunfos consecutivos do Coruchense, face a apenas uma vitória do Riachense nos seis jogos disputados na 2.ª volta do campeonato – culminando com o desaire da turma de Riachos em Fazendas de Almeirim no passado fim-de-semana –, resultou no ampliar do avanço do líder para oito pontos, o que, a sete jornadas do final da prova, aparenta ser já uma barreira intransponível, pelo que a formação do Sorraia poderá começar a pensar em encomendar as faixas de Campeão, sendo previsível que venha a repetir o título alcançado há dois anos.

Na ronda desta tarde, destaque particular para dois confrontos, envolvendo quatro clubes da primeira metade da tabela: Riachense-Mação e Samora Correia-Amiense.

Em Riachos, defrontam-se o 2.º e o 7.º classificados, com o Riachense agora com uma missão praticamente impossível, quanto a um eventual cenário de atingir ainda o objectivo do título, pelo que procurará, sobretudo, salvaguardar a sua vice-liderança, que lhe dará acesso à Taça de Portugal da próxima época. No historial recente de confrontos entre ambas as equipas, registo para apenas três jogos, com triunfo da turma da casa em todos eles, com um score global de 8-3. Do que se depreende que, caso o grupo não se ressinta animicamente, se apresentará como favorito para esta partida.

Por seu lado, o Amiense desloca-se a Samora Correia em defesa da sua posição no pódio, perante o mais directo perseguidor, e ainda com a possibilidade do 2.º lugar em mira, num duelo que, nos últimos seis anos, apenas por duas vezes se realizou, em ambas as ocasiões – já na distante temporada de 2010-11 – com empates a dois golos, uma tendência de equilíbrio que se poderá repetir hoje.

Em Almeirim teremos um “derby”, com o União local a receber a visita do Fazendense, dois conjuntos que fazem parte de um pelotão de seis clubes ainda envolvidos na disputa de lugares na parte de cima da pauta classificativa, com eventuais aspirações a poder ascender ainda até ao 3.º lugar. Em anos recentes as duas equipas apenas se defrontaram na ronda de abertura da época passada, então com triunfo dos unionistas por 3-1. A turma de Fazendas de Almeirim, motivada pelo triunfo face ao Riachense não será um adversário fácil, mesmo considerando o domínio que o União tem exercido no seu terreno, com 7 vitórias e 2 empates, num desafio que se antecipa também de tendência repartida.

Os restantes quatro encontros da jornada envolvem os 4 clubes em acesa disputa pela manutenção (para além do já virtualmente “condenado” Benavente), em que, em qualquer dos campos, a surpresa poderá estar à espreita.

Na Ribeira de Santarém os Empregados do Comércio recebem o União de Tomar, num confronto em que já houve um pouco de tudo: uma sensacional goleada do União por 8-0, outro categórico triunfo dos tomarenses por 4-2 e, na derradeira jornada da época anterior, uma vitória dos “Caixeiros” por 3-1, que lhes possibilitou então a salvação do espectro da despromoção que os ameaçou até ao último dia. Só está a faltar um empate…

O Torres Novas, a atravessar período menos afirmativo, com dois desaires sucessivos, terá a visita do At. Ouriense, equipa com idêntico registo, com a agravante de ter sofrido dez golos nessas duas derrotas. Nos últimos seis anos, outros tantos confrontos entre estes conjuntos, com dois triunfos dos torrejanos (mas, conseguidos ambos na temporada de 2010-11), três empates e uma vitória dos oureenses. De qualquer forma, a equipa da casa, tranquila na classificação, apresenta-se como favorita.

Em Coruche, o líder recebe o Cartaxo, penúltimo classificado, surpreendentemente a denotar grande dificuldade em libertar-se dos lugares abaixo da “linha de água”. Nos dois jogos entre ambos, duas vitórias do Coruchense, por igual marca: 3-0. Uma tendência que se antecipa possa manter-se esta tarde, eventualmente por números menos categóricos. Um hipotético desfecho positivo para os cartaxeiros – defrontando alguns dos seus antigos companheiros e treinador – não deixaria de constituir a grande surpresa da jornada, podendo, nesse cenário, vir ainda lançar alguma dúvida sobre a atribuição do título…

Por fim, o Benavente terá a visita do Pego, um jogo entre o último e o antepenúltimo classificados, também com registo de dois jogos entre estes dois clubes, igualmente na temporada de 2010-11, e, então, com dois triunfos dos benaventenses. Poderá a equipa da casa – que acumula já uma terrível série de nove desaires consecutivos – obter o que seria apenas a sua segunda vitória na prova, e ambas ante os pegachos (depois do 3-2 com que o Benavente se impôs no Pego)? Ou, ao invés, serão os pegachos a desforrar-se desse desaire sofrido no seu reduto?

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.02.2017)

Entrando na sua fase decisiva, o Campeonato Distrital da I Divisão continua a ser disputado, no que ao título e à promoção diz respeito, por dois candidatos, Coruchense e Riachense, pese embora a actual diferença de cinco pontos entre ambos, quando restam jogar oito encontros.

Nesta 19.ª jornada que hoje se realiza – tendo contado já com um jogo antecipado, entre Amiense-Torres Novas –, o destaque vai para o “jogo grande” entre Fazendense e Riachense, com a turma de Riachos, na perseguição ao líder, com mais uma missão de grande dificuldade, necessitando superar-se para não descolar ainda mais. Efectivamente, nos três desafios entre estas duas formações, realizados em Fazendas de Almeirim nos últimos seis anos, nunca o Riachense conseguiu vencer, tendo empatado por duas vezes (ambas a zero), e perdido no primeiro desses jogos. Acresce que o conjunto da casa continua a visar subir na tabela, pelo que se antevê um duelo muito repartido.

Por seu lado, o Coruchense desloca-se ao Pego, onde não deverá também esperar facilidades, perante uma equipa muito necessitada de pontuar, mas em que não deixará de se apresentar como favorito, pelas posições relativas que cada uma das equipas ocupa na tabela classificativa, uma vez que não existe registo de qualquer encontro entre ambas as formações nos últimos 15 anos, à excepção, naturalmente, do jogo da primeira volta, em Coruche, no qual o grupo do Sorraia venceu então por 2-0.

Outro jogo de interesse nesta ronda era também o Amiense-Torres Novas, antecipado para sexta-feira à noite, uma partida entre dois dos clubes com historial mais rico a nível Distrital, em que a tendência pendia para a formação de Amiais de Baixo, com quatro triunfos e um empate, nos últimos seis jogos entre os dois conjuntos, sendo que os torrejanos não conseguiram vencer desde a época de 2010-11.

Por seu lado, em Tomar, o União visa regressar rapidamente aos triunfos, na recepção a uma irreconhecível formação do Cartaxo, penúltimo classificado no campeonato, abaixo da “linha de água”, tendo somado escassas quatro vitórias, apenas uma delas fora do seu reduto, em Benavente, vindo de um desconsolado empate caseiro ante o Pego. Mas os tomarenses têm bem presente os dissabores já sofridos ante esta equipa na presente temporada, com um pesado desaire no campeonato, e a inglória eliminação na Taça do Ribatejo. Acresce que, também o histórico não é muito favorável, com apenas um triunfo dos unionistas em quatro jogos, precisamente na época passada, depois de três igualdades.

Na Ribeira de Santarém, os “Caixeiros”, vindos de um sensacional triunfo em Torres Novas, recebem a visita do Samora Correia, num encontro sem historial a nível do principal escalão do futebol distrital. Um desafio que se antecipa possa ser equilibrado, de difícil previsão, um jogo de “tripla”, eventualmente com ligeiro pendor para os donos da casa.

O At. Ouriense defronta, no seu terreno, o U. Almeirim, que ainda não conseguiu vencer fora do seu reduto. O histórico de confrontos entre estes dois clubes resume-se ao confronto da época passada, então com tangencial vitória dos oureenses, mercê de um solitário golo. Uma partida com algumas similitudes com a anterior, também de desfecho imprevisível, mas que poderá pender para a turma da casa, desde que consiga superar o trauma da goleada sofrida em Riachos na passada jornada.

Por fim, seria a grande surpresa da jornada caso o Mação não conseguisse vencer o Benavente, uma equipa já sem qualquer ambição neste campeonato, que não a de dignificar o nome e as cores do clube. Em sete vezes que se cruzaram, na I Divisão, nas últimas cinco presenças dos benaventenses neste escalão, registam-se quatro vitórias dos maçaenses e dois empates, tendo o Benavente obtido um único triunfo, já em 2011-12. Parece improvável que o possa vir a repetir esta tarde….

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.02.2017)

Arrumada que está mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, em que se destaca o afastamento dos finalistas da época passada (os actuais detentores do troféu, Fazendense, e Riachense), assim como a inglória eliminação do União de Tomar, no desempate da marca de grande penalidade, no Cartaxo, voltamos a concentrar-nos no campeonato.

Com a I Divisão Distrital a atingir a 18.ª jornada, entrando-se portanto no derradeiro terço da prova, sobressai, em especial, o confronto entre Samora Correia e União de Tomar, dois clubes que repartem actualmente o 4.º posto, e com a mira ainda apontada a um lugar no pódio. As últimas vezes que samorenses e unionistas se cruzaram no principal escalão foi na já distante temporada de 2010-11, com dois desafios em Samora, tendo o União ganho um (por 3-2) e empatado o outro (1-1). Com os samorenses a parecer passar por alguma crise de resultados, com duas derrotas sucessivas, a última delas, precisamente, em casa, ante o Torres Novas, esta poderá ser uma boa oportunidade para os tomarenses arrecadarem os três pontos em disputa.

As ambições dos dois clubes anteriores na presente edição do campeonato estão também, de alguma forma, condicionadas pelo desempenho do Amiense, actual 3.º classificado, com curta vantagem de três pontos, que até poderá dissipar-se já por completo, em função de uma sempre difícil visita a Almeirim, para defrontar o União local, ainda invicto no seu reduto, onde mantém uma sensacional série de sete vitórias consecutivas. As duas formações apenas se defrontaram por uma vez, na época passada, então com igualdade a duas bolas.

Quanto aos dois primeiros classificados, actuam nos respectivos terrenos, sendo favoritos, mas devendo estar de pré-aviso, perante adversários que não lhes facilitarão a tarefa.

O comandante, Coruchense, recebe o Mação (6.º classificado, mas apenas um ponto abaixo de samorenses e unionistas), apontando o historial recente para o favoritismo da turma do Sorraia: nas três vezes em que se encontraram em Coruche, dos campeonatos de 2013 a 2015, o grupo da casa venceu por duas vezes, apenas tendo consentido uma derrota, no final de 2012 num contexto distinto, numa ocasião em que procurava então escapar à despromoção ao escalão secundário.

Por seu lado, o Riachense terá a visita de um motivado At. Ouriense, com 18 golos marcados em quatro jogos da Taça do Ribatejo. A surpresa poderá estar à espreita, numa ronda em que a turma de Riachos procura pôr cobro a uma série de quatro jogos sem ganhar para o campeonato, e superar o trauma da eliminação caseira na Taça. Caso contrário, a formação do Sorraia, ganhando, poderia começar a encomendar as faixas… Também neste caso estes dois clubes se defrontaram por três vezes em anos recentes, e, igualmente, com dois triunfos para os “donos da casa”, depois, de no primeiro encontro, em 2012-13, terem sido desfeiteados no seu terreno.

Determinante para outras contas – as da luta pela fuga à despromoção – poderá ser o Cartaxo-Pego, em que, a haver uma equipa derrotada, ficará certamente em má condição, não apenas pontual, mas, sobretudo, anímica. Vindo de desfechos diametralmente opostos na Taça, os pegachos debatem-se ainda com uma série muito negativa de quatro desaires sucessivos, não ganhando já há oito jogos. Na única vez em que os destinos destas equipas se cruzaram, já na distante temporada e 2010-11, o At. Ouriense não deixou então os seus “créditos por mãos alheias”, goleando por 7-0. Esta tarde, antecipa-se que possa repetir o triunfo, mas, certamente, por números mais modestos…

Envolvendo também um conjunto ainda a passar por algumas aflições, pese embora a boa recuperação que vem encetando, apenas tendo perdido um dos seis últimos jogos para o campeonato, os Empregados do Comércio deslocam-se a Torres Novas, com os torrejanos a almejar dar continuidade à sua fantástica série de 14 jogos consecutivos de invencibilidade, aspirando a continuar a subir na pauta classificativa. Curiosamente, o histórico recente de confrontos entre ambos os emblemas dá nota de algum equilíbrio, com dois empates (nos últimos dois anos) e uma vitória torrejana.

Por fim, o “lanterna vermelha” e já praticamente sentenciado Benavente recebe o Fazendense, também a carpir as mágoas da eliminação na Taça, mas que se perfila como favorito para este encontro. Estas duas formações já se defrontaram por seis vezes, nas seis épocas mais recentes, com duas vitórias dos benaventenses, um empate e três triunfos para o grupo de Fazendas de Almeirim.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.02.2017)

Intercalada apenas pela disputa de uma ronda dos campeonatos distritais, no passado fim-de-semana, está de volta, quinze depois, a Taça do Ribatejo, agora para realização da eliminatória correspondente aos 1/8 de final, na qual marcam presença 12 clubes do principal escalão, a que se somam quatro da divisão secundária.

Começando pelos desafios entre primodivisionários, teremos, como “cabeça de cartaz”, o “derby” Riachense-Torres Novas (um reencontro, depois de se terem defrontado já na ronda inaugural da fase de grupos, então com triunfo da turma de Riachos por 1-0).

Por seu lado, no histórico recente de confrontos entre estas formações, a contar para o campeonato, disputados em Riachos, o grupo da casa leva ligeira vantagem, tendo ganho também na época transacta (2-1), registando-se uma igualdade na última vez que se defrontaram, em meados de Dezembro do ano passado (1-1). Vindo de quatro empates sucessivos no campeonato, o Riachense, finalista da Taça no ano passado, pretenderá impor o factor casa; veremos se os torrejanos, que não perdem há 13 jogos (desde 16 de Outubro) estarão pelos “ajustes”.

De imediato, envolvendo dois tradicionais candidatos à presença na final da prova, temos também um aliciante desafio entre Amiense e Fazendense, tendo a turma da casa atingido as 1/2 finais na época anterior, enquanto o conjunto de Fazendas de Almeirim é o actual detentor do troféu, sendo aliás o clube mais titulado da competição, que venceu já por quatro vezes.

Tendo perdido os dois últimos jogos do campeonato (intercalando tal desaire com a vitória ante o líder da I Divisão, Coruchense, na última ronda da Taça do Ribatejo), o Fazendense enfrentará tarefa difícil para seguir em frente, num sempre problemático terreno, num confronto de extremo equilíbrio, como é traduzido aliás pelo historial recente no campeonato, com sete jogos entre ambos em Amiais de Baixo, nas últimas seis temporadas, com uma única vitória para cada lado, e cinco empates.

No Cartaxo, a equipa da casa volta a cruzar-se com o União de Tomar, tal como sucedera na época passada, na mesma fase da prova, então em Tomar, com os unionistas a saírem vencedores no desempate da marca de grande penalidade, depois de uma igualdade a um tento – ante uma forte equipa, que viria a terminar a época como vice-campeão distrital, apenas superada pelo Fátima.

Um desafio muito difícil para os tomarenses, que, nas últimas cinco vezes que se deslocaram ao Cartaxo, em jogos a contar para o campeonato, apenas por uma vez evitaram a derrota, empatando a duas bolas, em 2014-15. Já esta época, aí foram severamente punidos, perdendo por 3-0.

Agora, num contexto distinto, espera-se que o União possa fazer valer a sua maior tranquilidade, perante uma aflita equipa do Cartaxo, que tem denotado sérias dificuldades para se libertar da zona de despromoção, que, de forma absolutamente inesperada, ocupa actualmente, tendo ganho apenas um dos últimos nove jogos no campeonato (isto, apesar de, na Taça, ter averbado três triunfos em outros tantos jogos, pese embora frente a dois adversários do escalão secundário e ao “lanterna vermelha” da I Divisão).

Por fim, o líder do campeonato, Coruchense, perfila-se como amplamente favorito, recebendo o Pego, conjunto que tem vindo de mais a menos, com quatro derrotas sucessivas no campeonato, onde não consegue vencer há oito jogos. Estas duas equipas apenas se defrontaram, já na corrente temporada, em Coruche, então com triunfo da turma do Sorraia por 2-0.

Nos encontros entre clubes de escalão diferente, aquele que se perspectiva de maior equilíbrio é o Benavente-U.Santarém, dois clubes em rotas opostas, com os benaventenses a caminho de regressar à II Divisão, enquanto os escalabitanos visam a promoção.

Nos últimos anos, estas formações apenas por uma vez se encontraram na I Divisão, em 2014-15, empatando a uma bola. As duas turmas defrontaram-se também, na época passada, na fase de disputa do título de Campeão da II Divisão, que o Benavente viria aliás a conquistar, tendo vencido então por 2-1.

Nos restantes três jogos, o favoritismo recai nas equipas da I Divisão, sobretudo nos dois casos em que actuam em casa.

No At. Ouriense-Glória do Ribatejo, os oureenses não deverão deixar escapar a oportunidade de seguir em frente, e isto apesar da vocação pela Taça que vem sendo revelada pelo conjunto da Glória nas últimas edições desta competição. Não obstante, na única vez em que se encontraram na I Divisão, já em 2012-13, o marcador fixou-se num tangencial 3-2, a favor dos visitados.

O Mação recebe o Moçarriense, actual líder da sua série da II Divisão, tendo a seu favor um historial recente muito favorável, tendo vencido nas três vezes que as equipas se defrontaram em Mação, para o campeonato, com um “score” global de 12-4!

Finalmente, no U. Abrantina-U. Almeirim, os almeirinenses terão de superar a barreira de jogar fora de casa, condição em que ainda não conseguiram vencer, nesta época, no campeonato, registando um único triunfo, em Benfica do Ribatejo, em jogo da Taça. Na única vez que se defrontaram em Abrantes, na época passada, o U. Almeirim ganhou então por categórica marca de 4-1. Resta saber até que ponto o grupo da casa conseguirá ou não repetir a exibição personalizada que fez em Tomar, que lhe proporcionou concluir a fase de grupos com o mesmo número de pontos dos tomarenses.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.02.2017)

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