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A faltar três jornadas para o termo do Campeonato Distrital da I Divisão, agora com o caminho para o título a estreitar-se decisivamente, em disputa entre apenas dois candidatos (o novo líder, U. Santarém, e a equipa que comandou durante praticamente toda a época, Coruchense), começa por destacar-se, precisamente, o desafio que oporá o grupo do Sorraia ao Cartaxo, em mais um sério teste aos homens de Coruche, que não poderão sofrer qualquer deslize.

O histórico recente é totalmente favorável aos donos da casa, que ganharam nas três ocasiões em que estes dois clubes se defrontaram. A questão, nesta altura, é que os cartaxeiros seguem numa já bem longa série de invencibilidade de 13 jornadas, não obstante venham de quatro empates sucessivos.

Já sem nada de significativo a ganhar ou perder, o Cartaxo pretenderá manter tal série invicta. Por seu lado, o Coruchense, pese embora denote estar em quebra há algumas semanas, e podendo acusar o impacto motivacional da perda da liderança, deverá ainda pensar que lhe poderá “bastar” ganhar os três (difíceis) jogos que tem a disputar para, eventualmente, conquistar ainda o ambicionado título, pelo que será mais provável o triunfo dos visitados.

Em teoria, de menor grau de dificuldade será o obstáculo a transpor pelo U. Santarém, recebendo o Marinhais, porém com este oponente também em acesa disputa pelos pontos que lhe permitam a “salvação” e bastante motivado pela sensacional reviravolta que conseguiu realizar na semana passada, obtendo aquela que foi, apenas, a sua segunda vitória em toda a competição.

Não havendo histórico recente de confrontos entre ambos no principal escalão, as últimas vezes que se defrontaram em Santarém, então a contar para a II Divisão, foi na época passada, por duas ocasiões, com duas goleadas para os escalabitanos: 4-0 na fase de apuramento de Campeão (em que o U. Santarém viria a conquistar o título, com o Marinhais a ser vice-campeão), depois de, na fase regular da prova, terem aplicado “chapa 6”. Hoje, possivelmente por números mais equilibrados, o U. Santarém volta a ser favorito.

Em Almeirim, o União local, que viu esfumarem-se em Tomar as suas últimas esperanças na conquista do título, recebe o Torres Novas, certamente disposto a lutar pelo melhor lugar possível na classificação, que até poderá ser ainda o 2.º…

Estes dois clubes históricos do Distrito defrontaram-se em três ocasiões, em anos recentes, com absoluto equilíbrio: uma vitória para cada lado e um empate. Esta tarde, e não obstante o bom desempenho dos torrejanos na segunda volta do campeonato (tendo perdido uma única vez), e vindo de um empate ante o Coruchense, a perspectiva parece pender mais para um triunfo dos almeirinenses.

O Samora Correia recebe a visita do Amiense, num embate já ocorrido por quatro vezes nos últimos oito anos, sem que a turma de Amiais de Baixo se tenha ainda conseguido estrear a vencer, registando-se dois triunfos dos samorenses e dois empates. Com as duas equipas com o respectivo posicionamento na tabela praticamente estabilizado, este afigura-se um jogo propenso ao empate.

Na intensa luta pela manutenção, o Glória do Ribatejo, recebendo o At. Ouriense, poderá, caso pontue, distanciar-se mais da zona perigosa (de que dispõe, actualmente, de dois escassos pontos de vantagem).

Estes dois clubes cruzaram-se uma única vez na I Divisão, na Glória, já na temporada de 2012-13, então com vitória categórica dos oureenses, por 3-0. Hoje, perspectiva-se um cenário diferente, restando saber se os homens da casa conseguirão dar sequência ao excelente resultado averbado nas Fazendas de Almeirim.

Por seu lado, o “lanterna vermelha”, Alcanenense, joga uma das últimas cartadas para procurar escapar ao que vai parecendo cada vez mais inevitável: a segunda descida de Divisão em dois anos sucessivos, desde o Nacional, até ao escalão mais baixo do futebol distrital!

Recebe, precisamente o Fazendense, derrotado em casa, no passado Domingo, pela equipa da Glória. Os conjuntos de Alcanena e das Fazendas encontraram-se, em anos recentes, por três vezes, com duas vitórias dos visitados e uma dos forasteiros. Porém, estes encontros datam já de há sete e oito anos, pelo que não constituirão indicador preciso para o que se poderá passar hoje. Parece pouco provável que o Alcanenense consiga repetir a vitória alcançada na jornada inaugural, a única que conta no seu registo neste campeonato.

Nota ainda para um sempre aliciante “quase derby”, entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar, com os visitados, algo inesperadamente, a necessitar ainda pontuar para confirmar em definitivo a tranquilidade.

Na época passada, os ferreirenses surpreenderam os unionistas, ganhando por 2-1, alcançando a sua primeira vitória ao fim de 15 jogos entre ambos os clubes. Esta tarde, um eventual empate poderá não desagradar a qualquer das equipas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 14.04.2019)

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O terceto da frente do campeonato enfrenta hoje deslocações de alto risco, em que o perigo poderá estar à espreita, numa altura da prova em que eventuais deslizes poderão ser altamente comprometedores.

O comandante, Coruchense, outra vez com a liderança presa por um escasso ponto de vantagem, viaja até Torres Novas, equipa que, em nove jogos na segunda volta, perdeu uma única vez (em Amiais de Baixo), vindo de um positivo empate no Cartaxo.

Estes dois emblemas cruzaram-se, na I Divisão Distrital, por três vezes, nas últimas oito temporadas, não tendo ainda os torrejanos conseguido estrear-se a vencer em casa perante o adversário desta tarde, registando-se dois empates e uma vitória da formação do Sorraia.

Nas últimas semanas o Coruchense vem dando mostras de algumas dificuldades em impor-se aos seus oponentes, não obstante mantenha a invencibilidade na segunda volta, em nove jornadas já disputadas (no que é acompanhado pelo U. Santarém e pelo Cartaxo). Um eventual empate no desafio de hoje não constituiria grande surpresa.

Por seu lado, o U. Santarém desloca-se até Ourém, onde encontrará uma equipa do At. Ouriense, motivada pelo triunfo obtido em Ferreira do Zêzere, que pretenderá defender a 6.ª posição que agora alcançou.

Num embate entre dois históricos do Distrito, curiosamente não existe historial recente de confrontos entre ambos. Pese embora as dificuldades que certamente lhes serão colocadas pelos homens da casa, os escalabitanos perfilam-se como favoritos a somar três pontos, na expectativa de poder ascender à liderança do campeonato.

O U. Almeirim, que segue com três vitórias consecutivas, actualmente a melhor série em curso, visita a cidade dos Templários, tendo como adversário um grupo do U. Tomar bastante motivado para defrontar as equipas do topo da tabela, pretendendo dar sequência a um notável ciclo em que, por três semanas consecutivas, somou pontos face a três candidatos ao título – aliás, tendo entretanto afastado dois deles (Cartaxo e Amiense) de tais aspirações.

Unionistas de Tomar e de Almeirim encontraram-se também em três ocasiões, precisamente nas três últimas temporadas, com o pleno de triunfos para os nabantinos. No encontro de hoje, será certamente difícil repetir a vitória, mas os almeirinenses terão também de estar ao seu melhor nível para poder continuar a sonhar com o título.

Em Amiais de Baixo, Amiense e Cartaxo – agora já sem pretensões ao 1.º lugar – disputam, em confronto directo, a 4.ª posição.

Este é o embate mais vezes repetido de entre o cartaz desta jornada, com seis jogos entre ambos, em Amiais de Baixo, nas últimas oito épocas. O Amiense tem registado algum predomínio, com três vitórias contra apenas uma dos cartaxeiros, para além de dois empates.

No desafio desta tarde, que se antevê de grande interesse, esperando-se que seja aberto e com golos, qualquer dos três desfechos se afiguram possíveis, sendo que o factor casa poderá fazer pender a tendência do jogo para os visitados, não estando também fora de causa a possibilidade de o Cartaxo vir a registar quarta igualdade consecutiva no campeonato, visando preservar a invencibilidade nesta segunda metade da competição.

Nos restantes três jogos predominará a luta pela permanência no principal escalão do futebol distrital, com tarefas que se antecipam muito difíceis para a Glória do Ribatejo e para o Alcanenense.

A equipa da Glória visita as Fazendas de Almeirim, num confronto jogado uma única vez nos últimos oito anos, a nível da I Divisão, já na temporada de 2012-13, então com vitória tangencial do Fazendense, por 2-1. Também apostados em recuperar o 6.º posto na tabela classificativa, os homens da casa pretenderão vencer, devendo contar, contudo, com a forte oposição do adversário, para o qual a possibilidade de somar pelo menos mais um ponto se traduziria, a ocorrer, num desfecho positivo.

Em Samora Correia, os donos da casa recebem o “lanterna vermelha”, Alcanenense, que soma escassos três pontos (resultantes de outros tantos empates) em toda a segunda volta do campeonato, registando um atraso de quatro pontos em relação à formação da Glória, pelo que carece urgentemente de pontuar. Em qualquer caso, os samorenses apresentam-se com claro favoritismo à vitória.

O Marinhais enfrenta o primeiro de três jogos que se perspectivam vir a ser cruciais para definir o seu futuro na I Divisão, recebendo o Ferreira do Zêzere (defrontará ainda, no seu reduto, o rival Glória do Ribatejo, tendo, por outro lado, de deslocar-se a Alcanena).

Não existe também histórico recente de embates entre estes dois clubes a nível do principal escalão (à excepção do jogo da primeira volta, em Ferreira do Zêzere, que terminou com uma igualdade a duas bolas). Na última vez que se defrontaram em Marinhais, há precisamente dois anos, então a contar para a fase de apuramento de Campeão da II Divisão, registou-se também um empate (1-1).

O Marinhais procura o que seria apenas a sua segunda vitória no campeonato, restando saber como lidará com a pressão da necessidade de ganhar, frente a um adversário já tranquilo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 07.04.2019)

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Definidos que estão os finalistas da Taça do Ribatejo – não por acaso os dois actuais primeiros classificados do campeonato – está de regresso a I Divisão, que entra agora nas suas cinco derradeiras e, necessariamente, decisivas jornadas.

Com a prova, nesta fase, a transformar-se como que numa competição “eliminatória”, depois de Cartaxo e Amiense terem, nas duas semanas anteriores, ficado definitivamente arredados da luta pelo título (ainda que não em termos matemáticos), em função das perdas de pontos que lhes foram impostas pelo União de Tomar, o U. Almeirim é agora o único resistente que procura ainda contrariar o predomínio que vem sendo evidenciado por Coruchense e U. Santarém.

Hoje, o trio da frente actua na condição de visitado, o que, conferindo maior favoritismo à obtenção dos três pontos, estará longe de traduzir facilidades.

Em Coruche, o líder recebe o U. Tomar, um confronto que se repete pela sexta vez para o campeonato, na vila do Sorraia, nos anos mais recentes, com desfechos repartidos: três vitórias do Coruchense e dois triunfos dos unionistas, que venceram a última partida aí disputada, há duas épocas. Esta temporada os dois emblemas também se cruzaram, mas a contar para a Taça do Ribatejo, então com um empate a uma bola.

Frente a um adversário que garantiu já a tranquilidade (tem já a permanência assegurada, em termos matemáticos, ainda com cinco jornadas por disputar), o Coruchense, sendo favorito, deverá estar previdente para a hipótese de qualquer surpresa.

O mesmo se aplica, praticamente por igual ao U. Santarém-Fazendense, um embate que, porém, regista apenas um único encontro entre ambos, na época de 2014-15, na ocasião com claro triunfo da turma das Fazendas de Almeirim, por 4-1. Esta tarde o contexto é claramente distinto, não podendo os escalabitanos sofrer deslizes, para não correrem o risco de poder ver o Coruchense descolar “definitivamente”.

No que respeita ao U. Almeirim-Marinhais, não existe histórico recente de confrontos entre ambos, para o campeonato, em Almeirim. Na primeira volta, em Marinhais, os almeirinenses foram surpreendidos, não tendo conseguido melhor que o empate, um dissabor que se repetiu no jogo da Taça, em que o U. Almeirim acabaria eliminado no desempate da marca de grande penalidade.

No jogo de hoje, os donos da casa têm claro favoritismo, sem descurar o factor da extrema necessidade de pontuar por parte dos visitantes, em intensa luta pela manutenção, recordando-se que o Marinhais empatou já fora de casa, por exemplo, no Cartaxo ou em Fazendas de Almeirim.

Precisamente, nessa disputa para procurar escapar aos lugares de despromoção ao escalão secundário, teremos também dois desafios de interesse.

Por um lado, o Glória do Ribatejo-Samora Correia, também sem histórico recente a nível da I Divisão. As últimas vezes que estes dois clubes se defrontaram na Glória, então para o campeonato secundário, foi na época de 2015-16, com um empate a um golo na fase de apuramento de Campeão, depois de os samorenses terem vencido por 3-2 na fase inicial da prova. Este afigura-se um jogo de tripla, não obstante o Samora Correia ter em curso uma série de seis jogos sem ganhar; quanto ao Glória do Ribatejo, a espera pelo triunfo é ainda mais prolongada, já desde a 12.ª jornada!

Em Alcanena, o Alcanenense – que, por seu lado, ganhou uma única vez, logo na ronda inaugural do campeonato… – recebe o Amiense, equipa certamente a ansiar por dar uma resposta positiva ao desaire sofrido na passada semana.

Os dois conjuntos defrontaram-se, para o campeonato, já nas distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12 com um saldo de absoluto equilíbrio: uma vitória para cada lado e um empate.

Pese embora a situação “crítica” do Alcanenense, não é de crer que consiga a vitória de que tanto necessitaria.

O Cartaxo, agora já sem possibilidade realista de chegar ao 1.º lugar, terá a visita do Torres Novas, num embate repetido com alguma frequência nos últimos anos: em sete jogos disputados, os cartaxeiros obtiveram uma única vitória, já em 2010-11, face a quatro triunfos dos torrejanos e um empate. Não obstante, os visitados deverão voltar a vencer hoje.

Por fim, o Ferreira do Zêzere recebe o At. Ouriense, podendo confirmar a sua continuidade no principal escalão, caso consiga repetir o desfecho do ano transacto, em que ganhou por 2-0. Porém, a equipa de Ourém pretenderá também interromper a sequência de três derrotas sucessivas, pelo que a repartição de pontos é igualmente um resultado de forte probabilidade.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 31.03.2019)

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A Taça do Ribatejo tem esta tarde a sua última etapa antes da grande festa da Final da prova rainha do futebol distrital, com a disputa da 2.ª mão das meias-finais da competição.

Os favoritos Coruchense e U. Santarém – dois primeiros classificados do campeonato da I Divisão – entram em campo em vantagem, obtida nas partidas da 1.ª mão, há três semanas, mas, em ambos os casos, por números tangenciais.

O líder do escalão principal, Coruchense, recebe o vencedor da série mais a Norte da primeira fase do campeonato da II Divisão, o Abrantes e Benfica, tendo a turma do Sorraia vencido em Abrantes por 1-0, quebrando assim a magnífica série de 22 jogos de invencibilidade dos abrantinos.

Não havendo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes, em Coruche, em jogos da Taça, as últimas vezes que se cruzaram na I Divisão, datam já da época de 2012-13, com um empate a três bolas, e da temporada imediata, de 2014-15, com uma goleada de 5-0 para o Coruchense, na altura com o conjunto de Abrantes ainda com a denominação de U. Abrantina.

Numa eliminatória ainda não resolvida, não podendo de todo subestimar o poderio do seu adversário (que eliminou já, anteriormente, outros dois clubes da I Divisão, Torres Novas e Ferreira do Zêzere), a formação de Coruche deverá confirmar hoje – salvo grande surpresa – a sua terceira presença na Final da Taça na última década, visando a conquista do troféu pela quarta vez no seu historial.

Em Marinhais, o U. Santarém terá de defender a magra vantagem de 2-1 averbada em casa, numa eliminatória que se antevia bem mais desequilibrada, mas que, por agora, subsiste em aberto.

Os dois emblemas defrontaram-se em Marinhais, na época passada e já na presente temporada, num total de três vezes, com dois triunfos dos homens da casa em 2017-18, então no escalão secundário, por 3-2 na fase regular da prova e por 3-0 na fase final, de apuramento de Campeão, tendo, nesta época, num contexto distinto, os escalabitanos vencido por 1-0, na primeira volta do campeonato da I Divisão.

Frente a uma equipa que, na presente temporada, conta uma única vitória em 21 jogos disputados no campeonato (frente ao At. Ouriense), a missão do grupo da capital do Distrito parece ter o risco minorado, atendendo também ao facto de o regulamento da competição não prever como critério de desempate os golos marcados fora de casa, pelo que um hipotético cenário de derrota por 0-1 não implicaria, automaticamente, a eliminação, mas, sim, a necessidade de desempate.

Não podendo esperar facilidades – recorde-se que o Marinhais eliminou já, nos 1/8 de final, o U. Almeirim, para além do facto de as equipas encararem estes jogos a eliminar com outra perspectiva –, o U. Santarém não deverá desperdiçar a possibilidade de superar a campanha realizada no ano passado, em que foi eliminado nas meias-finais, pelo União de Tomar, clube que se viria sagrar então vencedor da prova.

Precisamente, ao mesmo tempo dos desafios da Taça, Amiense e União de Tomar aproveitarão para colocar o calendário da I Divisão em dia, realizando – um mês depois – o encontro que se encontrava em atraso da 19.ª jornada, num embate de maior responsabilidade para o grupo de Amiais de Baixo, na óptica de poder voltar a encurtar distâncias face aos lugares de topo da classificação.

Trata-se de um embate frequentemente repetido, já disputado em Amiais de Baixo por nove vezes nas últimas oito temporadas, curiosamente com uma tendência global de absoluto equilíbrio: quatro vitórias para cada lado e um único empate, já na distante época de 2010-11. Antes do triunfo dos donos da casa na época passada, os unionistas tinham vencido no reduto do adversário em três anos sucessivos.

Perfilando-se o Amiense como favorito, dada a posição que ocupa na tabela, antevendo-se que possa fazer imperar o factor casa, o histórico dos últimos anos aponta, também, para o facto de se tratar de um jogo de tripla, em que não seria de todo surpreendente se pudesse até vir a repetir-se o desfecho que mais tem rareado nos confrontos anteriores entre ambos, isto se atentarmos igualmente no desempenho dos tomarenses esta temporada nos terrenos de outras equipas de topo, tendo empatado fora com o Coruchense (para a Taça), U. Santarém e Cartaxo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.03.2019)

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O Campeonato Distrital entra na sua recta final, com a disputa da 21.ª jornada, prestes a chegar a altura das decisões, numa tarde em que os quatro primeiros classificados voltam a actuar, todos eles, em terreno alheio, em deslocações que, necessariamente, comportam alguns riscos.

Precisamente, os embates nos quais alinham os dois primeiros da tabela, Marinhais-Coruchense e Samora Correia-U. Santarém, não apresentam registo de histórico recente, uma vez que estes clubes não se cruzaram, no principal escalão, nas últimas oito épocas, à excepção dos jogos da primeira volta da presente temporada.

Nessa ocasião, a turma do Sorraia, então já líder – posição que tem ostentado durante praticamente toda a prova –, deparou-se com inesperadas dificuldades, para vencer, em Coruche, por tangencial 2-1. Por maioria de razão, tais dificuldades poderão ser agora ampliadas, em Marinhais, grupo que vem de um moralizador empate no Cartaxo e que continua extremamente necessitado de pontos, para procurar escapar à despromoção.

Contando apenas um triunfo na prova, o Marinhais até tem conseguido melhores resultados fora de casa, mas, no seu reduto, impôs uma igualdade frente ao U. Almeirim, o que poderá procurar repetir hoje, apesar de o Coruchense apenas ter empatado no terreno dos candidatos U. Santarém e Cartaxo, assim como em Fazendas de Almeirim (para além de ter perdido em Amiais de Baixo, no que constitui a sua única derrota fora de casa).

Já o U. Santarém bateu o Samora Correia em casa por 2-0, podendo os escalabitanos beneficiar eventualmente do facto de os samorenses ocuparem posição relativamente tranquila, sem grande pressão nem particular ambição a subir na tabela. A equipa da capital do Distrito tem sido também bastante sólida nos jogos fora de casa, apenas com empates em Coruche, Cartaxo, Amiais de Baixo e Alcanena, tendo registado o seu único desaire na prova nas Fazendas de Almeirim.

Também o U. Almeirim, que visita Ourém, encontra um adversário, At. Ouriense, em posição com algumas semelhanças com o Samora Correia, num confronto que se repete pelo quarto ano consecutivo, com dois triunfos dos almeirinenses nas duas épocas mais recentes, depois de terem perdido em 2015-16. A turma de Almeirim volta a dispor de maior dose de favoritismo no jogo de hoje.

O União de Tomar recebe o Cartaxo, tendo-se os dois emblemas defrontado em Tomar, em anos recentes, já por seis vezes, com duas vitórias dos unionistas, três empates e um único êxito dos cartaxeiros, por curiosidade, na época passada, no que, aliás, constitui a única vitória do Cartaxo nos últimos cinco jogos disputados entre ambos.

Num duelo em que os cartaxeiros vêm revelando algumas dificuldades para se impor, serão, ainda assim, favoritos esta tarde, perante uma equipa tomarense já em fase de descompressão, restando, por outro lado, ver como reagirá o conjunto do Cartaxo ao inesperado e muito comprometedor empate cedido, na passada semana, em casa, ante o Marinhais.

O Amiense, ainda na luta pelos lugares de topo da pauta classificativa – atendendo a que dispõe de um jogo em atraso, agendado para a próxima semana – recebe o Torres Novas, com as duas equipas a revelarem trajectórias bastante distintas: o conjunto de Amiais de Baixo aparentemente em perda, em contraponto a uma excelente segunda volta dos torrejanos.

O historial recente aponta para uma tendência largamente favorável ao Amiense, que ganhou todos os seis últimos jogos que realizou em casa, frente a este adversário. Por seu lado, o Torres Novas, o melhor que conseguiu – antes desta série muito negativa – foi uma vitória e um empate, mas já nas distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12. O factor casa poderá voltar a prevalecer esta tarde, mas a expectativa é de um jogo equilibrado.

Noutro pólo da tabela classificativa, afigura-se de grande interesse o Alcanenense-Glória do Ribatejo, em que a vitória parece fundamental para que a equipa da casa possa manter ainda alguma esperança em evitar segunda descida de divisão em anos sucessivos.

Estes dois clubes também não se encontram, no principal escalão, há largos anos. A formação de Alcanena não ganha desde a jornada inaugural, enquanto a Glória do Ribatejo perdeu já, na condição de visitante, por oito vezes, apenas tendo empatado em Ourém e Ferreira do Zêzere. Veremos se o Alcanenense conseguirá, enfim, regressar aos triunfos, ou se, ao invés, praticamente sentenciará o seu destino.

No último desafio de hoje, entre Fazendense e Ferreira do Zêzere, encontram-se duas equipas também já tranquilas, pese embora os ferreirenses não enjeitassem a possibilidade de repetir a igualdade da época passada, o que, a acontecer, até nem seria um desfecho nada “desconhecido” do grupo das Fazendas de Almeirim, que apresenta um registo, em casa, de seis empates em dez jogos, sendo que, algo incrivelmente, o Fazendense apenas triunfou uma única vez nas dez últimas jornadas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.03.2019)

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No regresso do campeonato, para disputa da 20.ª jornada, os cinco candidatos ao lugar de topo perfilam-se como lógicos favoritos, pese embora em encontros de grau de dificuldade teoricamente diferenciado.

De facto, Cartaxo e U. Santarém, recebendo os dois últimos classificados, respectivamente Marinhais e Alcanenense, terão tal estatuto reforçado, sem esquecer a cada vez mais aguda necessidade de pontos por parte das equipas do fundo da tabela classificativa.

Trata-se, em ambos os casos, de confrontos sem historial recente, apenas se tendo cruzado, já na presente temporada, na primeira volta, tendo o Cartaxo vencido em Marinhais por 2-0, enquanto o U. Santarém não conseguiu desfazer o nulo em Alcanena.

Os cartaxeiros, que registam quatro triunfos nas cinco jornadas mais recentes – destacando-se ainda os nove tentos apontados por Wemerson Silva nos três últimos jogos – deverão vencer esta tarde, não obstante a boa réplica que o Marinhais ofereceu no jogo da Taça, em Santarém, no passado fim-de-semana.

Quanto ao U. Santarém, com três vitórias nas últimas quatro jornadas, defronta uma equipa que até vem de resultados que poderiam ser animadores (derrotas tangenciais com o Coruchense e U. Almeirim), a que se seguiu, contudo, um comprometedor empate caseiro ante o Ferreira do Zêzere. Seria grande a surpresa se o Alcanenense conseguisse pontuar hoje.

Em situação intermédia em termos de grau de dificuldade, o Amiense enfrenta deslocação ao reduto da Glória do Ribatejo, onde perdeu por 1-2, na última vez que aí jogou, já em 2012-13.

A formação de Amiais de Baixo parece atravessar fase menos exuberante de forma, tendo vencido uma única vez nas seis últimas jornadas, faltando ver como reagirá após uma pausa competitiva de duas semanas. O grupo da Glória do Ribatejo continua muito carenciado de pontos, o que poderá dificultar a tarefa do Amiense.

Por seu lado, o Coruchense, e, sobretudo, o U. Almeirim, terão tarefas potencialmente mais complexas, não obstante actuarem, ambos, em casa, recebendo o At. Ouriense e o Fazendense, no último caso num “derby” almeirinense de desfecho sempre imprevisível.

Em Coruche, o Coruchense e o At. Ouriense cruzaram-se, no principal escalão, apenas por três vezes nos oito anos mais recentes, com um equilíbrio absoluto: uma vitória para cada lado e um empate. A turma de Ourém está absolutamente tranquila na tabela classificativa (6.º lugar), sem preocupações, mas também já sem especiais ambições nesta temporada (algo distante do quinteto da frente), o que significa que actuará liberta da pressão de pontuar. Resta saber se isso poderá ser mais ou menos vantajoso para o comandante, que voltou a ter a liderança presa por um único ponto.

Em Almeirim, o União local recebe o rival Fazendense, num confronto que se verificou, a nível da I Divisão, apenas nas três últimas temporadas (tendo em conta o período correspondente aos últimos oito anos), com dois triunfos dos unionistas e uma vitória da turma das Fazendas, há duas épocas.

A situação do Fazendense é bastante similar à do At. Ouriense; já a do U. Almeirim é bem mais delicada que a do Coruchense, uma vez que o atraso de seis pontos que os almeirinenses registam em relação ao líder não lhes confere qualquer margem de erro.

Numa partida com as características intrínsecas de um “derby”, frente a um adversário talhado para os empates (sete, nas nove últimas jornadas), os almeirinenses terão, no papel, a missão mais difícil de entre os cinco candidatos. Veremos como se sairão dela.

Em Ferreira do Zêzere, a equipa da casa, prestes a alcançar a tranquilidade, recebe o Samora Correia, equipa que se posiciona imediatamente acima na pauta classificativa, aspirando a somar os três pontos que, praticamente, a libertariam de maiores preocupações.

No entanto, na única vez em que se defrontaram, no escalão principal, precisamente na época passada, foram os samorenses a sair vitoriosos, por 2-0. No encontro de hoje, os ferreirenses poderão aproveitar a vantagem decorrente do factor casa.

A nota final vai para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, entre Torres Novas e U. Tomar, que se cruzam em jogos a contar para Campeonatos (nacionais e distritais) e Taças (de Portugal e do Ribatejo) pela 92.ª vez (com um balanço ligeiramente favorável aos unionistas – 38 vitórias, contra 35 triunfos dos torrejanos, para além de 18 empates).

Porém, se reduzirmos a perspectiva apenas aos jogos realizados em Torres Novas, o panorama é bastante diferente: nos últimos sete desafios entre ambos, disputados na cidade do Almonda, os torrejanos ganharam cinco vezes, empatando outra, tendo o União conseguido uma única vitória, já em 2013-14. Atendendo ao desempenho das duas formações nesta temporada, não surpreenderia se houvesse nova repartição de pontos esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.03.2019)

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A 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, que esta tarde se disputa, apresenta o seguinte cartaz: Abrantes e Benfica-Coruchense, uma autêntica “cimeira de líderes”, entre os comandantes da I e da II Divisão, na qual a invencibilidade dos abrantinos nesta temporada poderá ser colocada à prova, isto sem esquecer que haverá ainda depois o jogo de volta, em Coruche; e U. Santarém-Marinhais, em que os escalabitanos assumem integral dose de favoritismo.

Em Abrantes, encontram-se dois clubes, actualmente de escalões distintos, também com palmarés diferenciado nesta competição: enquanto o clube da casa, agora com a denominação Abrantes e Benfica, atinge pela primeira vez, na última década, as meias-finais da Taça, o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15.

Alargando o espectro, na galeria de vencedores desta competição consta o antigo Abrantes Futebol Clube (em 2002-03), enquanto o Coruchense venceu a Taça do Ribatejo já por três vezes: para além de 2015, havia ganho também já em 1996 e em 1997; foi, ainda, finalista em 2005 e em 2017.

Não havendo histórico de confrontos entre ambos os clubes a nível da Taça, as últimas vezes que se cruzaram, então na I Divisão Distrital, ocorreram já nas temporadas de 2012-13 e 2013-14, com desfechos diametralmente opostos: 5-0 a favor da então denominada União Abrantina, em 2013; triunfo do Coruchense por 3-0 no ano seguinte.

Esta tarde, o grupo do Sorraia é, necessariamente, favorito, atendendo ao seu estatuto de líder do principal escalão, mas o Abrantes e Benfica procurará fazer vincar a sua invencibilidade e levar a decisão da eliminatória para a 2.ª mão, em Coruche.

Na capital do Distrito, o histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova), recebe o Marinhais, que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos.

A nível mais global, os escalabitanos contam com um troféu conquistado, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo, na temporada de 1978-79, há já quarenta anos, tendo sido, entretanto, também finalistas em 2006 e em 2007.

Não há registo recente de embates entre estes dois clubes em desafios da Taça, tendo-se defrontado pelas últimas vezes, em Santarém, na época passada, então em partidas a contar para o Distrital da II Divisão, com duas goleadas impostas pelo U. Santarém: 6-0 na fase regular do campeonato; a que se seguiu um 4-0 na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão, desiderato que ambas as equipas viriam a alcançar.

Esta temporada cruzaram-se já, na primeira volta, mas em Marinhais, também com triunfo dos santarenos, por tangencial 1-0.

A expectativa é de que o U. Santarém possa fazer valer os seus maiores créditos e comece, já hoje, a ganhar vantagem no cômputo geral da eliminatória, visando o regresso à final da Taça.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.03.2019 – Sem emissão)

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