Rádio Hertz


Na 5.ª ronda do Distrital da I Divisão o desafio de maior cartaz é o U. Tomar-Fazendense, que eram os dois primeiros classificados há duas semanas, mas que tiveram algo inesperados desaires no passado Domingo, respectivamente em Samora Correia e ante o At. Ouriense, no caso da turma das Fazendas de Almeirim no seu próprio reduto. Ainda assim, os tomarenses mantiveram a liderança isolada, mas não poderão voltar a sofrer novo deslize sob pena de perderem essa posição.

Trata-se de dois dos clubes com maior número de presenças nesta prova nos últimos anos: o União, pela 16.ª época consecutiva (só o Amiense iguala este registo); o Fazendense com 15 participações (o mesmo número que o Mação).

Defrontaram-se, na última década, precisamente por dez vezes, com balanço bem repartido: três triunfos para cada lado e quatro empates. O U. Tomar goleou por 5-0 em Janeiro de 2018, mas foi derrotado no encontro seguinte, em Fevereiro de 2019; no mais recente embate, em Setembro desse mesmo ano de 2019, os nabantinos ganharam por tangencial 1-0. Estamos, pois, perante um jogo de tripla, de prognóstico absolutamente incerto.

Outro confronto de interesse será o Abrantes e Benfica-Amiense, que se defrontam pelo terceiro ano sucessivo, tendo-se registado uma vitória à tangente (1-0) dos abrantinos em 2019-20 e um nulo na última temporada. Esta tarde a equipa da casa, integrando um quinteto que reparte o 4.º lugar, será teoricamente favorita, ponderando o peso do factor casa.

Dois dos candidatos terão saídas difíceis. Aparentemente, mais a do Mação, que se desloca ao terreno de um supreendente Salvaterrense, que partilha a 2.ª posição exactamente com o Rio Maior, sendo, aliás, as duas únicas formações ainda invictas.

A última vez que os grupos de Salvaterra e de Mação se cruzaram da divisão principal foi já em Outubro de 2005, então com vitória do conjunto da casa mercê de um solitário golo. Dado o tempo entretanto decorrido, este resultado não permite aferir o estado de favoritismo de uma ou outra equipa, antevendo-se, pelo desempenho que vêm realizando nesta época, um desafio equilibrado, possivelmente com tendência para a repartição de pontos.

O outro grupo ainda invicto, Rio Maior, visita Ferreira do Zêzere. Os riomaiorenses ganharam as duas partidas até agora disputadas fora de portas, enquanto os ferreirenses, depois de uma entrada em falso na ronda inaugural (goleados de forma retumbante pelo Fazendense), empataram a zero com o Alcanenense.

Os dois emblemas encontraram-se nas duas últimas épocas, com triunfo do Ferreira do Zêzere em Novembro de 2019; porém, mais recentemente, já em Junho deste ano, o Rio Maior goleou em Ferreira por 4-0. Hoje, antecipando-se um desfecho menos desequilibrado, os forasteiros apresentam-se com maior grau de favoritismo.

O algo desconcertante At. Ouriense (uma vitória e uma derrota em Ourém; mas um triunfo e um empate nas duas saídas que teve até agora, de que ressalta a sensacional vitória nas Fazendas de Almeirim no passado Domingo) recebe o Alcanenense, podendo estrear-se a vencer este adversário.

De facto, nas três vezes que se cruzaram na última década, começaram por registar-se dois triunfos do conjunto de Alcanena, em 2011 e em 2012, tendo-se verificado uma igualdade no último confronto, em 2019. Esta tarde projecta-se que o desfecho poderá ser distinto, a favor dos donos da casa.

Também a dar boa conta de si neste regresso ao principal escalão, o Benavente viaja até ao Cartaxo, para defrontar outro candidato aos lugares cimeiros.

Nas três ocasiões em que se encontraram, registaram-se já os três desfechos possíveis: empate em 2013; vitória dos cartaxeiros em 2014 e surpreendente triunfo dos homens de Benavente em 2017. Seria grande a surpresa se esse resultado se viesse a repetir esta tarde.

O U. Almeirim, que vem caindo na tabela, ocupando presentemente o 13.º posto, muito aquém do desempenho do clube na sua última passagem no Distrital, quando dominou claramente o campeonato, recebe o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, que acumula cinco derrotas nos cinco encontros que até agora disputou, depois da que foi a melhor temporada da sua história, culminada com a conquista da Taça do Ribatejo.

Os dois clubes defrontaram-se uma única vez, há precisamente três anos, então com os almeirinenses a imporem uma goleada por 4-0. Os visitados são novamente favoritos a somar os três pontos, mas os homens da Glória têm de começar a “fazer pela vida”…

Outro emblema histórico, o Torres Novas, que, em anos mais recentes, tem denotado algumas dificuldades no contexto da competitividade da divisão maior, lutando pelo assegurar da manutenção, recebe o Samora Correia, motivado pela vitória averbada no Domingo ante o líder.

Torrejanos e samorenses encontraram-se já em cinco ocasiões, com predomínio da turma da casa, que ganhou por três vezes, face a uma única vitória dos visitantes, já em 2016, tendo-se registado uma igualdade a zero no último embate, há pouco mais de um ano.

Pela “embalagem” que os samorenses levam – depois de um mau arranque, vêm de vitórias em Ourém e frente ao U. Tomar – não surpreenderá se voltarem a casa com mais um resultado positivo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.10.2021)

Teremos, nos sete jogos que hoje se disputam, a contar para a 4.ª jornada da I Divisão Distrital, uma tarde/noite repleta de embates de grande interesse, com nada menos de seis desafios a chamar, em especial, a atenção, dada a incerteza que se pode projectar quanto aos respectivos desfechos.

Desde logo, a deslocação do líder isolado – único com vitórias em todos os encontros realizados -, União de Tomar, ao sempre difícil terreno do Samora Correia. Mas, também, o Amiense-Cartaxo (duas equipas que terminaram empatadas em pontos, no 4.º e 5.º lugar, na última temporada); o Fazendense-At. Ouriense; o Benavente-U. Almeirim; o Alcanenense-Rio Maior; isto para além do “derby” Glória do Ribatejo-Salvaterrense.

Pode antever-se que, em qualquer dos casos, os visitantes não deixarão de enfrentar dificuldades, perspectivando-se, ainda assim, que o Fazendense possa ser o visitado com maior grau de favoritismo.

Começando então pelo Samora Correia-U. Tomar, os dois clubes defrontaram-se por cinco vezes em anos recentes, e o balanço é claramente desequilibrado a favor dos samorenses, que ganharam em quatro ocasiões, das quais nos três últimos confrontos. De facto, os tomarenses conseguiram apenas uma vitória, já em Dezembro de 2017, goleando então por categórico 5-0. Um “placard” a que os homens da casa ripostaram com o 4-0 aplicado na 2.ª ronda da época passada.

Isto dito, e apesar de o Samora Correia ter entrado mal neste campeonato, com duas derrotas, vem de um moralizador triunfo em Ourém. Será, pois, um desafio de alto risco para os unionistas, se pretendem manter a sua senda vitoriosa.

O mais directo perseguidor, Fazendense, recebe precisamente o At. Ouriense, para a reedição de um embate já por sete vezes repetido na última década, com vincada superioridade da turma das Fazendas de Almeirim, que triunfou em cinco desses jogos. Porém, nos dois encontros mais recentes entre ambos os clubes, em 2017 e em 2018, registaram-se duas igualdades.

O grupo da casa apresenta-se com teórico maior favoritismo para somar os três pontos, não obstante os oureenses até tenham começado bem neste seu regresso ao principal escalão (em particular com o empate averbado em Mação), tendo, contudo, sido surpreendidos na semana passada pelos samorenses.

O Cartaxo, que tivera arranque algo oscilante, subiu, entretanto, já ao 3.º posto da tabela, tendo, esta tarde, um sério desafio às suas capacidades, na deslocação a Amiais de Baixo. Amiense e Cartaxo encontraram-se em oito ocasiões nos últimos anos, com balanço repartido: três vitórias dos donos da casa, três empates e dois triunfos dos cartaxeiros. No jogo de hoje, os visitantes poderão ter algum favoritismo, mas o factor casa poderá ter influência no desfecho da partida.

Bastante reforçado este ano, o Rio Maior visita Alcanena, para um confronto ainda sem histórico, frente ao Alcanenense. Também neste caso os forasteiros terão, à partida, maior potencial, ficando para confirmar se poderão repetir o triunfo fora de portas, depois da goleada (4-0) aplicada em Samora Correia.

O Salvaterrense, que tem vindo a surpreender neste seu regresso à I Divisão, terá curta viagem até à Glória do Ribatejo, para a reedição de um “derby” municipal que não se disputava já, no escalão principal, desde a temporada de 1996-97, então com uma igualdade a duas bolas.

O conjunto da Glória tem tido um início de época irreconhecível, acumulando já quatro desaires, tendo sofrido nada menos de 15 golos (incluindo o jogo para a Taça de Portugal). Mas “derby” é “derby” e, esta tarde, pouco importará o que está para trás; um jogo de tripla, portanto.

O U. Almeirim, de que não foi ainda possível aquilatar sobre as efectivas pretensões neste campeonato – segue, para já, com uma vitória, um empate e uma derrota –, visita Benavente, equipa precisamente com comportamento idêntico até agora.

Na única ocasião em que, nos últimos anos, se cruzaram, em 2017, os almeirinenses triunfaram por 2-0, podendo até repetir a vitória hoje, mas a repartição de pontos também não surpreenderá.

O encontro que, “a priori”, se antevê menos equilibrado é o que coloca frente-a-frente dois históricos do futebol distrital, com o Mação a receber o Torres Novas.

Estes dois emblemas defrontaram-se nada menos de nove vezes nos últimos dez anos, tendo os resultados oferecido muito curiosa trajectória: primeiro, com os torrejanos a saírem vencedores em cinco ocasiões, nos seis jogos disputados entre 2012 e 2016 (isto, face a um único triunfo dos maçaenses, em 2015); mais recentemente, três vitórias dos donos da casa, nas três últimas partidas, entre 2018 e 2021 – sendo que, na última delas, em Maio deste ano, os maçaenses golearam então por 5-0!

Portanto, depois de um alargado período de domínio dos visitantes, o Mação tem-se superiorizado nos anos recentes, o que, atendendo ao diferencial de potencial entre os dois plantéis, se perspectiva possa suceder também esta tarde – mesmo que se tenha de levar em consideração que os maçaenses ainda não se estrearam a ganhar neste campeonato, vindo de uma derrota em Tomar, enquanto o Torres Novas chega e este jogo altamente moralizado pela goleada (6-1) aplicada ao Glória do Ribatejo na passada semana.

O restante desafio que compõe o alinhamento desta ronda, entre Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, foi já ontem disputado, com triunfo dos abrantinos por 2-0.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.10.2021)

A 3.ª ronda do principal escalão do Distrital tem como pontos altos três embates, envolvendo clubes com fortes aspirações aos lugares de topo da classificação, relativamente aos quais se afigura difícil fazer prognósticos, traduzindo, em qualquer dos casos, jogos de “tripla”.

Começando por Tomar, o União recebe a visita do Mação, no confronto com histórico mais alargado de entre as partidas desta jornada: as duas equipas encontraram-se por nove vezes na última década, em jogos do campeonato, predominando os empates, nada menos de cinco, dos quais três nos últimos desafios disputados. Confirmando a toada de igualdade, qualquer dos emblemas venceu por duas ocasiões, datando os triunfos dos maçaenses já de 2011 e 2012.

Os tomarenses lideram a prova, nesta fase de arranque, a par do Fazendense, dado terem sido os únicos a conseguir vencer nas duas primeiras rondas. Por seu lado, o Mação ainda não conseguiu ganhar, não tendo ido além de dois empates, o que, por agora, lhe confere um modesto 12.º lugar, muito aquém da real valia do seu conjunto, pelo que os unionistas não esperarão qualquer tipo de facilidades.

O outro líder, Fazendense, desloca-se a Rio Maior (que, depois da goleada obtida em Samora Correia, encabeça o quarteto que partilha a 3.ª posição), portanto num aliciante medir de forças entre dois dos grupos de maior potencial.

Nas duas únicas ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, dois resultados bem distintos, em partidas disputadas ambas, por coincidência, no ano de 2020, em Janeiro e em Novembro: primeiro, a turma das Fazendas de Almeirim a golear por 5-1; mais recentemente, um triunfo tangencial dos riomaiorenses. Em qualquer caso o contexto presente é diferente, com o Rio Maior a surgir claramente reforçado face a anos anteriores, pelo que não surpreenderia se o Fazendense perdesse os primeiros pontos.

O Cartaxo, que teve um início de época algo titubeante (derrota em Almeirim e vitória “arrancada a ferros”, nos derradeiros minutos, ante o Ferreira do Zêzere) recebe o Abrantes e Benfica, formação que, nos últimos anos, se tem mostrado uma das melhores do Distrito, e que vem de um categórico triunfo (3-0) precisamente perante o U. Almeirim.

Os dois clubes apenas se encontraram uma única vez, em Maio deste ano, na que viria a ser a penúltima jornada do campeonato passado, com os abrantinos a aplicarem uma inesperada goleada, por 4-1, no terreno do adversário. Esta tarde, antevendo-se um jogo mais equilibrado, qualquer dos desfechos será possível.

O U. Almeirim, a apresentar sinais contraditórios nesta fase, ganhando ao Cartaxo, e perdendo de forma convincente em Abrantes, recebe o Amiense, que, depois de ter começado por ganhar em Torres Novas, foi surpreendido no seu reduto, baqueando ante o Salvaterrense.

Nas cinco ocasiões em que se defrontaram, o U. Almeirim ganhou nas últimas três, depois de dois empates, em 2016 e 2017. Em teoria os almeirinenses, actuando em casa, terão maior dose de favoritismo.

Em Ourém, o Atlético local, de regresso ao principal escalão, com um bom início de temporada, recebe o Samora Correia, que sofreu pesada derrota (0-4) ante o Rio Maior.

Nos três desafios anteriores entre At. Ouriense e Samora Correia, os visitados venceram dois (2017 e 2019), tendo perdido em 2017-18. Hoje perspectiva-se que o grupo de Ourém volte a triunfar.

Quem entrou também muito bem no campeonato foi o Salvaterrense, recém-promovido, após longo período em que esteve arredado dos principais palcos do futebol distrital, que recebe o Benavente, precisamente o vencedor da série sul da II Divisão, em que ultrapassou a turma de Salvaterra já na fase final da competição.

A nível da I Divisão Distrital estes dois emblemas não se encontram desde o ano de 2006, então com uma vitória dos homens da casa e, no último jogo disputado, um empate a duas bolas. Na última época, na acesa disputa que travaram no segundo escalão, repetiram tal desfecho, outra vez com igualdade a dois tentos. Esta tarde, a formação de Salvaterra parece mais apetrechada para poder somar os três pontos.

Torres Novas e Glória do Ribatejo tiveram más entradas no campeonato, perdendo, ambos, nas duas primeiras rondas.

As duas equipas defrontaram-se por três vezes em anos recentes, com vitória dos torrejanos em 2018-19, e duas igualdades nos dois encontros mais recentes, sempre no mês de Outubro (tal como volta a suceder hoje), há dois anos e no ano passado. A repartição de pontos parece um cenário de repetição plausível.

O Ferreira do Zêzere, por ora “lanterna vermelha”, por força da desastrada entrada em prova, em casa, ante o Fazendense, terá a visita do Alcanenense, que começou por ganhar ao Samora Correia, tendo, no domingo passado, perdido precisamente nas Fazendas de Almeirim.

Nas duas vezes em que se encontraram, em 2018 e em 2020, regista-se, primeiro, um triunfo tangencial dos ferreirenses, a que se seguiu, há cerca de um ano, um nulo, sendo que o Alcanenense não conseguiu marcar em Ferreira em qualquer dos jogos.

No desafio desta tarde, esperam-se golos, eventualmente de parte a parte, num jogo de tendência muito repartida.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.10.2021)

O Distrital da I Divisão avança para a sua segunda jornada, com destaque para o desafio que coloca frente-a-frente o 2.º classificado da temporada anterior, Abrantes e Benfica, ao U. Almeirim, líder incontestado do campeonato de há dois anos, na altura da sua suspensão.

Os dois grupos vêm de resultados distintos na ronda inaugural: os abrantinos tiveram um “deslize”, não indo além do empate em Salvaterra de Magos, enquanto os almeirinenses ganharam frente ao também candidato Cartaxo.

As duas equipas apenas se defrontaram uma vez, precisamente há duas épocas, então com triunfo do União de Almeirim por 2-0. Ainda assim, esta tarde, os homens da casa parecem ter maior dose de favoritismo.

O outro emblema do município de Almeirim, o Fazendense, teve um arranque “a todo o gás”, tendo goleado, em Ferreira do Zêzere, a formação local, por retumbante 7-1. O grupo das Fazendas de Almeirim recebe agora o Alcanenense, que somou também três pontos na estreia neste campeonato.

Estes dois clubes cruzaram-se, no principal escalão, apenas por duas vezes, nos últimos dez anos, tendo-se registado empates nas duas partidas: já na relativamente distante temporada de 2011-12, e em 2018-19. Em função do potencial de cada equipa, o Fazendense deverá amealhar mais três pontos.

Em Mação, o conjunto local recebe a visita do At. Ouriense, de regresso à I Divisão, após breve passagem pelo escalão secundário.

Trata-se do embate mais repetido de entre os oito que constituem esta jornada, sendo que estes dois clubes se confrontaram por sete vezes na última década. Os maçaenses têm exercido forte predomínio, tendo derrotado este oponente em seis dessas ocasiões, apenas tendo deixado escapar o triunfo em encontro disputado já em 2013.

Atendendo às ambições de ambas as equipas, e conjugando com o factor casa, o Mação apresenta-se como favorito, mas terá de estar atento para procurar evitar qualquer surpresa.

Glória do Ribatejo e União de Tomar – que terminaram igualados em pontos o campeonato anterior (reduzido a metade da sua extensão normal) – encontram-se, para o campeonato, pela quinta vez nos últimos dez anos.

Nos quatro desafios anteriores, regista-se equilíbrio absoluto: vitória dos tomarenses em 2012; triunfo da turma da Glória em 2013 e empates nos dois jogos mais recentes, na derradeira ronda de 2018-19 e em 2020-21.

Pese embora os números algo pesados sofridos nos dois primeiros jogos da temporada (para a Taça e no arranque do Distrital), a formação da Glória pretenderá potenciar o factor casa, pelo que os unionistas estarão de sobreaviso para as dificuldades que terão de enfrentar.

Em Samora Correia a equipa local recebe um ambicioso Rio Maior, para um embate ainda com curto historial, apenas disputado por duas vezes, com desfechos distintos: vitória dos riomaiorenses em 2019-20; triunfo dos samorenses na última época.

Esta tarde antevê-se um encontro repartido, eventualmente com ligeiro favoritismo dos visitantes, mas em que o factor casa poderá ter também alguma influência.

O Amiense, que vem de um excelente 4.º lugar no campeonato anterior, e que teve um bom arranque, tendo ido vencer a Torres Novas, recebe o recém-promovido Salvaterrense, há muitos anos afastado do “convívio dos grandes”.

De facto, a última vez que os dois clubes se defrontaram, em jogo do campeonato principal, data já de há quase 20 anos, em Janeiro de 2002, então, com a turma dos Amiais de Baixo a golear por 8-2. Hoje, perspectivando-se que o Amiense possa obter nova vitória, o desafio deverá ser bem mais equilibrado, atendendo também à estreia positiva do conjunto de Salvaterra de Magos, que impôs um empate ao Abrantes e Benfica.

Outro clube promovido, também da série sul da II Divisão, o Benavente, terá a visita do Torres Novas. Ambas as equipas vêm de derrotas, no primeiro jogo da temporada, e pelo mesmo resultado (1-2), respectivamente frente ao União de Tomar e ao Amiense.

Os dois clubes cruzaram-se por cinco vezes nos últimos anos, sendo que os homens de Benavente nunca conseguiram triunfar, não tendo ido além do empate em duas ocasiões, face a três triunfos dos torrejanos, os mais recentes já em 2015 e em 2016.

Esta tarde o Benavente terá uma boa oportunidade para poder estrear-se a ganhar, mas um eventual empate também não seria surpresa.

O Cartaxo, que teve um mau começo de campeonato, tendo sido derrotado em Almeirim na semana passada, recebe outro adversário também com um muito mau início, goleado em casa por 1-7, o Ferreira do Zêzere.

Estes dois emblemas defrontaram-se em três ocasiões, nas temporadas de 2017-18 a 2019-20, sempre com vitória dos cartaxeiros, também o desfecho mais expectável para a partida de hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 25.09.2021)

Tem esta tarde início mais uma edição do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, que se deseja possa vir a ser disputado na íntegra, ao contrário do sucedido nas duas últimas temporadas, nas quais não foi possível completar os campeonatos.

No contexto actual, atendendo às várias vicissitudes que os clubes têm atravessado, em especial no último ano e meio, afigura-se ainda mais difícil fazer prognósticos sobre o que poderá vir a ser o desfecho da prova, quer a nível de candidatos ao título e lugares cimeiros, como à luta pela manutenção.

Assim, tendo em consideração o escalonamento das várias equipas na época passada, o primeiro grande polo de atracção deste campeonato, logo na sua ronda inaugural, será, indubitavelmente, o embate que coloca frente-a-frente o U. Almeirim e o Cartaxo.

Os almeirinenses dominaram amplamente a prova de há duas épocas, tendo sido então promovidos ao campeonato nacional, no qual, contudo, não lograram êxito, tendo sido despromovidos. Quanto ao Cartaxo, é, desde há anos, um habitual pretendente aos lugares de topo, tendo terminado no 5.º posto no campeonato precedente, em igualdade pontual com o surpreendente 4.º classificado, Amiense.

Nas cinco ocasiões em que estes dois emblemas se cruzaram, em Almeirim, nos últimos cinco anos, o registo é absolutamente repartido, com dois triunfos para cada lado e um empate. Um jogo de tripla, portanto…

O Abrantes e Benfica, 2.º classificado no último campeonato, desloca-se a Salvaterra de Magos, para defrontar o recém-promovido Salvaterrense, no que constituirá um bom teste para ambas as formações. Não havendo historial de encontros recentes entre ambos, os abrantinos terão maior dose de favoritismo, mas restará ver que peso poderá ter o factor casa.

O Mação visita Rio Maior, onde encontrará o desafortunado finalista da última edição da Taça do Ribatejo, que perdeu no desempate da marca de grande penalidade.

A turma de Rio Maior teve, na temporada anterior, “duas caras”: uma primeira na fase inicial, até à suspensão das competições; outra, bem mais forte, após a retoma das provas.

Estes dois clubes defrontaram-se por uma única vez em anos recentes, em Março de 2020, então com triunfo dos maçaenses por 2-0. O jogo de hoje antevê-se talvez mais repartido, parecendo plausível a possibilidade de empate, não esquecendo que o Mação se apresenta geralmente bem reforçado.

O Amiense, que obteve um excelente 4.º lugar no último campeonato, vai de viagem até Torres Novas, para defrontar uma equipa torrejana que se tem deparado com grandes dificuldades nos tempos mais recentes, envolvida na indesejada luta pela manutenção no principal escalão do futebol distrital, condição pouco condizente com o seu histórico.

Trata-se do confronto mais vezes repetido de entre os agendados para esta jornada, com sete partidas disputadas entre os dois clubes nos últimos oito anos – tendo sido, por outro lado, cancelado o jogo previsto na temporada de 2019-20.

Nesses sete desafios – e tal como sucede no caso do U. Almeirim-Cartaxo – regista-se um equilíbrio total, com três vitórias para cada emblema e um sensacional empate a quatro bolas na época passada (isto, depois de os torrejanos terem chegado a estar a golear por 4-0, vindo a colapsar drasticamente, acabando por sofrer três tentos já em período de compensação!).

Para esta tarde, e em função do desempenho recente das duas equipas, o grupo de Amiais de Baixo poderá ter algum teórico favoritismo, mas teremos de apreciar em que condição se apresentam os homens da casa neste início de temporada.

O União de Tomar, que vem de um 6.º lugar, bastante aquém das expectativas iniciais, recebe a visita do recém-promovido Benavente, vencedor da série Sul da II Divisão, impondo-se, quase sobre a linha de meta, ao Salvaterrense.

Num reencontro de dois emblemas históricos, que se defrontaram por cinco vezes nos últimos anos (entre 2012 e 2017), regista-se clara supremacia tomarense, com quatro vitórias, face a apenas um triunfo do Benavente, já na relativamente distante temporada de 2012-13. Mesmo que o União não se afirme, este ano, declaradamente como candidato, será favorito a somar os seus primeiros três pontos da época no encontro de hoje.

A equipa da Glória do Ribatejo – que vem da mais brilhante época de todo o seu historial, culminando com a inédita conquista da Taça do Ribatejo, qual “cereja no topo do bolo” de um já muito notável 7.º lugar no campeonato (em igualdade pontual com o U. Tomar) – desloca-se ao terreno de outro promovido do escalão secundário, neste caso um clube com grandes pergaminhos, o At. Ouriense, que se viu forçado a disputar tal prova, depois de, no final de 2018-19, ter suspendido a actividade.

O conjunto de Ourém, que exerceu forte predomínio na série Norte, terá talvez alguma maior dose de favoritismo no jogo desta tarde, mas o (escasso) histórico de confrontos entre os dois clubes aponta também para uma tendência de equilíbrio, com uma vitória tangencial dos visitados (já em 2012-13) e uma igualdade, precisamente em 2018-19.

O Ferreira do Zêzere, que se salvou “à justa” da despromoção, com uma prova muito irregular, recebe o Fazendense, clube que, com o 8.º lugar averbado, teve também um dos seus menos conseguidos desempenhos dos últimos anos.

Nas duas vezes que se defrontaram em anos recentes, os ferreirenses venceram em 2018-19, depois de se ter registado uma igualdade na época precedente. O grupo das Fazendas de Almeirim terá porventura superiores argumentos, mas o factor casa poderá também pesar.

Por fim, o Alcanenense será anfitrião do Samora Correia, com as duas equipas a pretenderem melhorar o modesto registo da temporada anterior (respectivamente 12.º e 9.º classificados). Nas duas vezes que se cruzaram, no final de 2018 e em Maio de 2021, os samorenses venceram ambas as partidas, e por igual marca: um tangencial 1-0. Esta tarde perspectiva-se a possibilidade de um encontro repartido.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.09.2021)

A Taça do Ribatejo atinge a sua fase decisiva, com dois jogos das meias-finais que se afiguram muito abertos – envolvendo os clubes classificados em 6.º, 7.º, 9.º e 10.º lugares no campeonato –, em que qualquer desfecho que venha a verificar-se não deverá traduzir grande surpresa, perfilando-se, pois, como “jogos de tripla” – com a “nuance” de que, em caso de igualdade no termo dos 90 minutos, o desempate se processará por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.

Não existindo histórico anterior recente relativamente aos jogos de hoje, a nível da Taça do Ribatejo, temos de recorrer a outros factores para esta antevisão.

Em Rio Maior, a equipa local (10.ª classificada no campeonato), representativa de um clube de formação ainda relativamente recente (prestes a completar cinco anos), estreia-se nas meias-finais da “prova-rainha” (não tinha conseguido ainda, aliás, chegar além dos 1/8 de final, fase em que se quedara em 2019 e em 2020), recebendo o União de Tomar (6.º classificado no campeonato), emblema que, por seu lado, marca presença mas meias-finais desta competição pela terceira vez nos últimos quatro anos.

Para chegar a esta fase, o Rio Maior começou por afastar o Amiense (4.º classificado do campeonato), ganhando em casa por 2-1, para, de seguida, golear o Alcanenense por 5-0, antes de, nos 1/4 de final, ir ganhar a Salvaterra de Magos, frente ao “tomba-gigantes” Salvaterrense (que eliminara o Cartaxo), por 3-2.

Quanto ao União de Tomar, soma três goleadas – obtidas, todas elas, ante clubes do escalão secundário – tendo acumulado um, ainda assim, assinalável “score” agregado de 15-1: 4-0 em Marinhais, 6-1 no Espinheiro e 5-0 ao Fátima, em casa.

Para o campeonato, em partida realizada em Rio Maior, já em Outubro do ano passado, registou-se um empate a um golo, entre os locais e os tomarenses.

Os unionistas poderiam ter, à partida, em função do potencial que lhes é reconhecido, algum favoritismo; porém, deve ter-se em atenção que o Rio Maior surgiu, após a retoma das competições, claramente reforçado, evidenciando grande pujança, tendo vencido seis dos sete jogos entretanto disputados (três deles com goleadas).

Veremos também até que ponto os jogadores de ambas as equipas poderão acusar alguma fadiga pela acumulação de jogos em tão curto período (será o 8.º jogo que disputam em menos de mês e meio, podendo o União beneficiar de ter rodado mais o plantel, inclusivamente em função do menor grau de dificuldade que enfrentou até agora nos jogos da Taça).

Em qualquer caso, o Rio Maior poderá igualmente procurar tirar algum benefício do factor casa, pelo que os nabantinos terão de estar ao melhor nível para voltar a atingir a ambicionada Final, visando repetir a presença no jogo decisivo de há três épocas, em que conquistaram o troféu.

Na Glória do Ribatejo, o grupo local (notável 7.º classificado no campeonato) terá a visita do Samora Correia (9.º), num confronto entre duas equipas que, na eliminatória precedente, afastaram dois “candidatos”.

De facto, para chegar a esta fase, o Glória do Ribatejo deixou pelo caminho, sucessivamente, o Benfica do Ribatejo (goleado por 4-1), o Entroncamento (vencendo por 2-1), e, de forma sensacional, o Abrantes e Benfica (2.º classificado do campeonato), com um triunfo por 3-2 em Abrantes – portanto, com todas as eliminatórias ganhas em terreno alheio.

Já a equipa do Samora Correia começou por beneficiar da desistência do Pontével, tendo eliminado o Moçarriense (triunfo por 3-0, em Samora, nos 1/8 de final), a que se seguiu o apuramento nas Fazendas de Almeirim, ante o Fazendense (clube mais titulado na competição, com quatro Taças do Ribatejo conquistadas, e semi-finalista na época passada), no desempate da marca de grande penalidade, dado ter-se mantido o nulo no marcador até final dos 90 minutos.

O emblema da Glória tem tradição na Taça, com cinco presenças nos 1/4 de final nos últimos oito anos, atingindo as meias-finais pela terceira vez nesse período, depois das participações de 2014 e 2015.

Quanto ao Samora Correia, marcou presença nos 1/4 de final por três vezes nos últimos quatro anos (apenas tendo falhado em 2019), repetindo a participação das meias-finais, alcançada no ano passado. Os samorenses contam com dois troféus da Taça do Ribatejo no seu palmarés, pese embora conquistados já em anos distantes, em 1983 e em 1994.

Tendo os visitados vencido, por tangencial 1-0, no desafio a contar para o campeonato, não haverá propriamente, no embate desta tarde, um “favorito” declarado, sendo que a formação da Glória procurará culminar com uma histórica presença na Final da Taça uma temporada já memorável, o que os samorenses tentarão, naturalmente, contrariar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.06.2021)

Concluído que está o campeonato distrital da I Divisão – esta época reduzido a metade da sua extensão normal, apenas com 15 jornadas –, o final de temporada foi reservado para a disputa da Taça do Ribatejo. Depois de, no feriado de 10 de Junho, ter sido completada a anterior eliminatória, realizam-se hoje os jogos dos 1/4 de final, envolvendo seis clubes do primeiro escalão e os dois “resistentes” da II Divisão, Fátima e Salvaterrense.

O jogo de maior cartaz será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e o Samora Correia, por curiosidade duas das equipas que tinham atingido as meias-finais na (então suspensa) edição da época passada.

Estes dois emblemas apenas se cruzaram uma única vez na Taça do Ribatejo, em anos recentes, em 2016-17, em encontro da fase de grupos, então com um nulo – sendo, aliás, o único embate com histórico precedente de entre os quatro da eliminatória desta tarde.

Para o campeonato, num jogo disputado em Novembro do ano passado, registou-se um tangencial 3-2 a favor dos homens das Fazendas de Almeirim.

O Fazendense é o clube com melhor palmarés na competição, tendo conquistado já o troféu por 4 vezes (em 2006, e, depois, em anos alternados, em 2012, 2014 e 2016), atingindo esta fase da prova pela 6.ª vez nos últimos 13 anos. Por seu lado, o Samora Correia ganhou a Taça em duas ocasiões, já em épocas distantes (1983 e 1994), disputando os 1/4 de final pela 5.ª vez nos últimos 13 anos, mas sendo presença assídua em anos recentes (3 vezes nas últimas quatro edições).

No campeonato deste ano classificaram-se ambos a meio da tabela, o Fazendense em 8.º e o Samora Correia em 9.º lugar, separados por um único ponto. Numa eliminatória que se antecipa dividida, o Fazendense – que vem de uma retumbante goleada por 7-0, há três dias, ante o Riachense, nos 1/8 de final –, pretendendo rectificar o modesto desempenho no campeonato, será favorito.

No outro desafio entre primodivisionários, o 2.º classificado, Abrantes e Benfica – já qualificado para a Taça de Portugal via campeonato – recebe uma das equipas-sensação desta época, o Glória do Ribatejo (que alcançou notável 7.º lugar naquela prova).

A turma da Glória tem tradição de presença em fases relativamente adiantadas da Taça, disputando os 1/4 de final pela 5.ª vez nos últimos 8 anos. Quanto ao Abrantes e Benfica – considerando também o período em que competiu sob a denominação de U. Abrantina – disputa esta eliminatória pela 3.ª vez.

Os abrantinos conseguiram, na ronda anterior, eliminar uma forte equipa do Mação, ganhando por renhido 3-2. O grupo da Glória do Ribatejo foi vencer, há apenas três dias, ao Entroncamento, por 2-1. Para o campeonato, as duas equipas defrontaram-se, na Glória, com triunfo dos visitados, também por 2-1. Hoje, a formação de Abrantes é, naturalmente, favorita, mas terá de estar precavida para evitar qualquer eventual surpresa, em que jogos deste cariz, a eliminar, são férteis.

O Salvaterrense – que goleou, há 3 dias, a equipa “B” do Fazendense, por estrondosa marca de 10-0, em jogo do campeonato da II Divisão Distrital, de que lidera a série Sul, estando, portanto, muito bem posicionado para ascender ao principal escalão – recebe o Rio Maior, equipa que, com um muito bom desempenho após a retoma das competições, há cerca de um mês, terminou o campeonato da divisão principal no 10.º posto.

O grupo de Salvaterra de Magos repete a presença que tivera, pela última vez, em 2012, nos 1/4 de final da Taça, fase da prova para a qual os riomaiorenses se apuraram pela primeira vez.

Para tal, o Salvaterrense assumiu já o papel de “tomba-gigantes”, tendo afastado, nos 1/8 de final, o favorito Cartaxo; enquanto o Rio Maior goleou, também apenas há 3 dias, o Alcanenense, por 5-0 (depois de, há precisamente uma semana, ter fechado o campeonato, ganhando, precisamente ao mesmo adversário, por tangencial 1-0).

Este afigura-se um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos não surpreenderá, restando saber se o Salvaterrense conseguirá, nas circunstâncias presentes, potenciar a seu favor o factor casa, cenário em que poderá ter alguma vantagem.

No quarto e último desafio desta eliminatória, o U. Tomar recebe o Fátima, actual 2.º classificado da série Norte da II Divisão, também empenhado na disputa pela subida de escalão, mesmo que, para tal, provavelmente, tenha de procurar ser o melhor dos 2.º classificados das duas séries, uma vez que está a distância do líder (At. Ouriense), que não deverá ser já passível de recuperação.

Por curiosidade, os fatimenses só agora irão estrear-se na presente edição da prova, já nos 1/4 de final, dado que, depois de terem começado por ficar isentos na pré-eliminatória, viram os seus adversários das duas eliminatórias anteriores (Tramagal e Coruchense) desistirem ambos!

Esta é, aliás, a primeira vez que o Fátima marca presença nos 1/4 de final da Taça do Ribatejo nos últimos 13 anos. Quanto ao U. Tomar, tem sido assíduo, participando nesta fase pela 8.ª vez nesse período, quarta consecutiva.

Nas eliminatórias precedentes, os tomarenses foram categóricos, goleando em Marinhais (5.º classificado da série Sul da II Divisão) por 4-0 e no Espinheiro por 6-1, ante o Espinheirense (3.º classificado da série Norte).

Visando, para já, repetir a presença nas 1/2 finais da época passada, tendo em mira a possibilidade de reconquistar o troféu que venceram em 2018, os unionistas, defrontando terceiro adversário do segundo escalão, desta feita em Tomar, serão favoritos, sabendo de antemão que o oponente procurará ao máximo contrariar tal tendência, pelo que terão de aplicar-se, de forma a superar os maus resultados registados na fase final do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.06.2021)

Com (quase) tudo já decidido à entrada para a 15.ª e última jornada do campeonato, quer a nível do 1.º classificado, como dos três clubes que serão despromovidos (Entroncamento, Moçarriense e Riachense), resta essencialmente a definição do 2.º lugar, o qual proporcionará o acesso à próxima edição da Taça de Portugal.

Depois do confronto directo, na Taça do Ribatejo, há três dias, em que os abrantinos saíram vitoriosos, Abrantes e Benfica e Mação voltam a enfrentar-se, desta vez, em campos distintos, na disputa por essa posição de vice-líder. E, à partida, o emblema de Abrantes surge, novamente, em vantagem: desde logo, em caso de empate pontual, os abrantinos beneficiarão do facto de terem vencido em Mação; por outro lado, deparam-se, em princípio, com tarefa de menor grau de dificuldade.

Efectivamente, o Abrantes e Benfica receberá o Moçarriense, penúltimo classificado, já com o destino traçado. Num encontro sem historial anterior, os homens da casa serão amplamente favoritos.

Por seu lado, o Mação desloca-se ao terreno da “equipa-sensação” desta temporada, o Glória do Ribatejo, grupo que, no seu reduto, apenas sofreu uma derrota, ante o Alcanenense… logo na ronda inaugural da prova. A única vez, nos últimos anos, em que estes dois clubes se cruzaram na I Divisão Distrital foi já em 2012, então com triunfo dos maçaenses por 2-0. Esta tarde, mantendo os forasteiros algum favoritismo, não constituiria surpresa se o grupo da Glória conseguisse pontuar.

Há ainda um terceiro clube com aspirações – pese embora pouco mais que teóricas – a poder chegar ao 2.º lugar, o Cartaxo, dois pontos abaixo do par formado por Abrantes e Mação. Para tal necessitaria de uma combinação de resultados bastante improvável: que a formação abrantina perdesse, em casa, com o Moçarriense, e, adicionalmente, que o conjunto maçaense fosse também derrotado na Glória.

Isto, claro, pressupondo que os cartaxeiros – que vêm de duas imprevistas goleadas sofridas, por 4-1, a segunda, há três dias, consentida ante o Salvaterrense, líder do escalão secundário, em jogo da Taça – fossem ganhar a Amiais de Baixo.

Nas sete ocasiões em que, na última década, Amiense e Cartaxo se defrontaram, regista-se tendência de absoluto equilíbrio, com duas vitórias para cada lado e três empates. Tendo em conta que a formação de Amiais será a mais motivada, dado que a vitória lhe proporcionaria um absolutamente inesperado 4.º lugar, não surpreenderia se os três pontos acabassem por vir a sorrir aos homens da casa.

O U. Tomar, agora naturalmente focado na Taça, poderá, em função de uma desfavorável conjugação de resultados (triunfos da Glória do Ribatejo e do Samora Correia e não ganhando os unionistas em Torres Novas), vir ainda a cair significativamente na tabela, até ao 8.º lugar – sendo que, ao invés, já não conseguirá superar o 5.º posto.

Ainda assim, para tanto, necessitará “apenas” de vencer em Torres Novas – caso em que suplantaria na classificação, ou o Amiense (se este não ganhar aos cartaxeiros), ou, precisamente, o Cartaxo, se for a formação de Amiais a vencer aquela partida que opõe estes dois concorrentes.

Em caso de empate, o União poderia ainda ser 5.º classificado, mas só se o Amiense perdesse… e, ainda, tendo de esperar que, de entre Glória do Ribatejo e Samora Correia, nenhum deles saia também vencedor dos respectivos jogos.

No “clássico dos clássicos” do futebol distrital, Torres Novas e U. Tomar defrontam-se, em partidas de cariz oficial, a contar para campeonatos nacionais e distritais, e Taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 94.ª vez! Em termos globais, regista-se grande equilíbrio, com uma ténue vantagem nabantina (38 vitórias contra 36 dos torrejanos).

Mas, nos embates disputados na cidade do Almonda, as coisas mudam substancialmente de figura: 27 triunfos dos torrejanos contra apenas nove dos unionistas (somente um dos quais na última década, já em 2014, em sete partidas realizadas, das quais o Torres Novas ganhou cinco).

Ainda assim, atendendo ao potencial actual das duas equipas, o União perfila-se como favorito, mas teria de contrariar a história num terreno tradicionalmente adverso.

Para o Samora Correia poder subir ainda na pauta classificativa, melhorando um já bem razoável 8.º lugar, teria, necessariamente, de vencer o seu encontro, sendo que se lhe depara um adversário poderoso, precisamente o vencedor da competição, Coruchense.

Aliás, nas três ocasiões em que se defrontaram em anos recentes, os samorenses nunca conseguiram ganhar, não tendo feito melhor do que o empate na época passada. Veremos como se apresentará a turma do Sorraia, depois de ter falhado a disputa da eliminatória da Taça do Ribatejo, competição da qual abdicou.

O Fazendense esperará ainda, nesta derradeira jornada, melhorar o decepcionante 10.º lugar que ocupa nesta altura – podendo, na melhor hipótese, chegar até ao 7.º posto –, para o que necessitará vencer o Ferreira do Zêzere, desfecho que parece ser o mais provável (nas últimas três partidas entre ambos, nos três anos mais recentes, o grupo das Fazendas de Almeirim ganhou dois, tendo empatado o outro, em 2018). Ficaria, ainda assim, dependente de Alcanenense e Samora Correia não ganharem, e de o Glória do Ribatejo perder o seu desafio.

Quem parece estar em grande forma neste final de época é o Rio Maior, que recebe o Alcanenense, em jogo em estreia entre ambos, na I Divisão, antevendo-se que os homens da casa possam inclusivamente triunfar, ou, pelo menos, pontuar.

Na última partida do dia, encontram-se dois clubes, Entroncamento e Riachense, cujo desempenho ficou aquém das necessidades, tendo sido ambos despromovidos. Também sem historial precedente, a equipa da cidade ferroviária apresenta-se como favorita, mas, num jogo que acabará por não ser mais do que “cumprir calendário” (não alterará em nada a sua classificação, 14.º lugar), o ânimo não poderá ser já o melhor.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.06.2021)

Em dia feriado, aproveita-se para recuperar algum do atraso desta temporada, com a disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo e, também, com o acerto de calendário da I Divisão Distrital, prova que terá o seu final já no próximo Domingo.

Começando pela Taça, dos oito jogos que, normalmente, deveriam constituir esta eliminatória, apenas serão disputados hoje quatro encontros, tendo outros três sido adiados para o feriado de 10 de Junho; o desafio restante, que deveria colocar frente-a-frente o Fátima e o Coruchense, não se realizará, dada a anunciada desistência do emblema do Sorraia, 1.º classificado do campeonato.

O confronto de maior cartaz será o que opõe Abrantes e Benfica e Mação, precisamente os dois clubes actualmente igualados na vice-liderança da I Divisão Distrital, que nunca antes se cruzaram em jogos da Taça do Ribatejo. Na eliminatória anterior eliminaram, ambos, duas equipas do escalão secundário, com a diferença de os maçaenses terem goleado o líder da série Norte, At. Ouriense, enquanto os abrantinos ganharam no terreno do último classificado dessa mesma série, Vasco da Gama.

Esta é a 12.ª presença do Mação nesta fase da prova nos últimos 13 anos, apenas tendo falhado em 2019, dado ter disputado, nessa época, o Campeonato de Portugal. Nas 11 participações anteriores, apurou-se para os 1/4 de final por seis vezes. Já o Abrantes e Benfica atinge esta fase pela 10.ª vez (contando com as épocas em que participou enquanto U. Abrantina), sendo que apenas avançou para os 1/4 de final em duas dessas ocasiões.

Trata-se, esta tarde, de uma partida de desfecho imprevisível, verdadeiramente de tripla, mesmo que o Abrantes e Benfica surja confiante, depois da goleada imposta no Cartaxo.

No outro embate entre primodivisionários, o Samora Correia recebe o, entretanto, já virtualmente despromovido Moçarriense. Na única vez em que se encontraram na Taça, em 2017, os samorenses venceram por 3-0, sendo naturais favoritos a repetir o triunfo, não obstante o grupo da Moçarria venha animado pela boa vitória averbada ante o Fazendense no passado Domingo.

Esta é a 8.ª presença do Samora Correia nos 1/8 de final nos últimos 13 anos, tendo, nesse período, atingido os 1/4 de final por 4 vezes. Quanto ao Moçarriense, participa nesta fase pela 6.ª vez, tendo-se apurado para os “últimos 8” em duas ocasiões, a última delas já em 2016.

O Cartaxo desloca-se a Salvaterra de Magos, para defrontar o agora líder da série Sul da II Divisão, Salvaterrense. Estes dois clubes defrontaram-se, na Taça, ainda na fase de grupos, no final de Setembro de 2018, então com uma retumbante goleada de 7-0 a favor dos cartaxeiros.

A formação do Cartaxo (que participa nos 1/8 de final pela 7.ª vez nos últimos 13 anos, tendo-se apurado para os 1/4 de final em três ocasiões) volta, naturalmente, a ser favorita, mas terá de encarar este jogo com toda a seriedade, para evitar uma possível surpresa… e que possa “haver Taça”. Por seu lado, o Salvaterrense apenas com duas presenças anteriores nesta fase, no período referido, só uma vez se qualificou para os 1/4 de final, já na distante temporada de 2012.

Por fim, o U. Tomar – a par do Fazendense os únicos clubes “totalistas”, que marcaram presença nos 1/8 de final em todas as últimas 13 edições da prova – visita o Espinheiro, para defrontar o Espinheirense, actual 3.º classificado da série Norte da II Divisão.

As duas equipas nunca antes se defrontaram, nem para a Taça, nem no campeonato, pelo que teremos, esta tarde, uma estreia absoluta!

Nas 12 últimas presenças na Taça os tomarenses atingiram os 1/4 de final por sete vezes. Quanto ao Espinheirense, que, nos 12 anos anteriores, apenas participara nos 1/8 de final uma única vez, em 2019, nunca alcançou tal fase da competição.

O União é, também, favorito, mas, tal como o Cartaxo, terá de confirmar tal favoritismo dentro de campo, perante adversários que, nestas circunstâncias, se motivam e se “agigantam”.

No que respeita aos jogos em atraso da I Divisão Distrital, serão, os três, de crucial importância na definição dos lugares de manutenção, sendo que é agora já conhecido que serão três os clubes a despromover, uma vez que a declaração de insolvência da SAD do Fátima tem como consequência a sua extinção e consequente impossibilidade de inscrição nas provas distritais para a época de 2021-22, pelo que resta, assim, uma “vaga” por preencher, após ter sido já consumada matematicamente a descida de Moçarriense e Riachense.

O Ferreira do Zêzere recebe o Rio Maior, com a certeza de que, caso consiga repetir o triunfo da época passada, assegurará a permanência no escalão principal. Um eventual empate poderia deixar ainda todos os cenários em aberto para a derradeira jornada, daqui a três dias, o que os ferreirenses pretenderão evitar, dado que terão de se deslocar às Fazendas de Almeirim.

No “derby” do município torrejano, o Torres Novas apresenta-se como favorito, na recepção ao Riachense, “lanterna vermelha”, e, conforme referido, também já matematicamente despromovido. Por curiosidade, nas quatro vezes que se defrontaram em anos recentes, registaram-se dois triunfos para cada lado, tendo os visitados vencido os últimos dois encontros, em 2017 e em 2019.

A confirmação da vitória poderá ser determinante para o Torres Novas evitar, desde já, os três últimos lugares – recordando-se que os torrejanos receberão ainda, no Domingo, o U. Tomar.

No Entroncamento, o recente clube local recebe o Amiense, num encontro sem historial anterior. O grupo da cidade ferroviária entra nesta ronda com a situação mais delicada de todos os concorrentes ainda envolvidos nesta disputa, com três pontos de atraso face a Rio Maior e Torres Novas e a quatro do Ferreira do Zêzere.

A conquista dos três pontos – um objectivo de elevado grau de dificuldade, mas, ainda assim possível, frente a um adversário já tranquilo – será, pois, crucial, de modo a poder deixar ainda a decisão para a última jornada, em que o Entroncamento, jogando novamente em casa, será favorito ante o Riachense.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.06.2021)

Hertz

Na I Divisão Distrital, com a questão do 1.º lugar já decidida, em favor do Coruchense, subsistem ainda dois pólos de atenção: a disputa pelo 2.º posto, que conferirá acesso à Taça de Portugal, e pela manutenção no principal escalão.

Esta tarde, destaca-se, em especial, nessa luta pelo 2.º lugar, o Cartaxo-Abrantes e Benfica, actuais 2.º e 3.º classificados, separados somente por um ponto. Estes dois clubes nunca se defrontaram em jogos a contar para a I Divisão (tendo o encontro previsto realizar na época passada sido cancelado devido à suspensão do campeonato). Antevê-se um desafio equilibrado, mas, tendo em conta o momento de forma das duas equipas, com os abrantinos a parecer atravessar alguma oscilação, os cartaxeiros terão algum favoritismo.

O Mação, que reparte a 3.ª posição com a turma de Abrantes, recebe o Rio Maior, ainda em activa procura de pontos, para escapar à zona perigosa da tabela. Na única vez em que se defrontaram, na última temporada, os maçaenses venceram por 3-1, sendo o desfecho mais previsível novo triunfo dos homens da casa.

Em Tomar, o União, que baixou entretanto ao 5.º lugar, agora apenas com bastantes remotas possibilidades de atingir ainda a vice-liderança, recebe o Amiense, no confronto de maior historial de entre as partidas desta ronda.

Estes dois emblemas cruzaram-se, no principal escalão, por oito vezes, na última década, com tendência claramente favorável aos tomarenses, que ganharam cinco desses jogos, apenas tendo sido derrotados numa ocasião, já no relativamente distante ano de 2013, para além de duas igualdades, tendo-se registado precisamente um nulo na última vez que se encontraram, já no final de 2018.

A formação de Amiais de Baixo não está ainda completamente tranquila na tabela, ocupando o 10.º lugar, vindo de três empates nos últimos jogos realizados. Mesmo que os unionistas possam começar a estar mais com a cabeça na Taça que no campeonato, mantêm favoritismo para o encontro de hoje.

Em Alcanena encontram-se duas equipas já tranquilas, com o Alcanenense a receber o Samora Correia. Na única vez em que se encontraram em anos recentes, os samorenses venceram por tangencial 1-0. Antevê-se também um jogo repartido, no qual os forasteiros deverão pontuar.

Na luta pela “sobrevivência”, o Ferreira do Zêzere-Entroncamento afigura-se um embate cujo desfecho poderá vir a revelar-se crucial, dado que estas duas equipas se posicionam, nesta altura, no 13.º e 14.º lugares, precisamente numa posição de charneira entre a manutenção e a despromoção, estando separadas por um ponto – faltando, a ambas, disputar ainda três jogos.

É de notar, aliás, que, com a descida do U. Almeirim do Campeonato de Portugal, a par com a desistência do Fátima SAD de tal competição, poderão ter de vir a ser quatro os clubes a despromover à II Divisão Distrital, num cenário em que a insolvente SAD fatimense pudesse vir entretanto a retomar a actividade, marcando, em tal hipótese, presença no principal escalão distrital.

Sendo o clube da cidade ferroviária de fundação recente, os dois emblemas também nunca se defrontaram. Em função do que as duas equipas vêm apresentando desde a retoma da competição, o Entroncamento parecia surgir mais forte, mas os ferreirenses terão certamente animado com o empate obtido na Glória do Ribatejo, onde, aliás, estiveram mesmo perto de vencer. Outro empate esta tarde não surpreenderia.

O Torres Novas, que volta a ver-se envolvido na luta pela manutenção, actualmente no 12.º lugar, só dois pontos acima da equipa de Ferreira do Zêzere, tem uma deslocação muito difícil, ao terreno do líder, Coruchense. Veremos se o grupo do Sorraia poderá ter, de alguma forma, entrado já em descompressão, após ter garantido matematicamente o 1.º lugar final.

Nas cinco ocasiões em que se encontraram em anos recentes, o Coruchense ganhou sempre – mesmo que, nas três últimas vezes, por margem tangencial –, pelo que, também por isso, seria surpreendente se os torrejanos conseguissem pontuar.

O Riachense, que pouco mais pode que “agarrar-se” ao ainda “matematicamente possível”, recebe a turma da Glória do Ribatejo, actualmente num excelente 7.º lugar, em igualdade pontual com o Fazendense.

Por curiosidade, nas duas ocasiões em que se defrontaram, com dois triunfos do grupo dos Riachos, Riachense e Glória protagonizaram dois espectáculos repletos de golos: uma goleada por 6-1 em 2012; um renhidíssimo desfecho de 5-4 há cerca de um ano.

Tendo o Riachense perdido sete dos últimos oito jogos que disputou – apenas conseguiu um empate, em casa, com o Moçarriense, no final de 2020 –, deverá ver sentenciada a sua despromoção, a menos que conseguisse vencer hoje, o que se afigura pouco provável.

Quem tem já o destino traçado, mesmo em termos aritméticos, é o Moçarriense, “lanterna vermelha” da prova, que terá a visita de uma equipa do Fazendense, esta época algo abaixo das expectativas. Os dois clubes defrontaram-se por seis vezes nos últimos dez anos, com ligeira tendência para a turma das Fazendas, que ganhou dois jogos, tendo empatado outros três, perdendo somente um, já no distante ano de 2011.

A formação da Moçarria surpreendeu, no início do ano – antes da paragem do campeonato – tendo ido vencer a Rio Maior, mas, após a retoma da competição, retomou também as derrotas, desfecho que será também o mais expectável para o encontro de hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.05.2021)

Hertz

O Distrital da I Divisão aproxima-se do seu final, disputando-se a 13.ª e antepenúltima jornada, havendo a possibilidade de o Coruchense se sagrar já hoje o novo Campeão, sucedendo ao U. Santarém (último clube a conquistar o título, há duas épocas).

Para tal, bastará à formação do Sorraia um empate, esta tarde, em Tomar, ante o União, uma vez que, somando, nesse caso, 32 pontos, apenas poderia, no pior cenário, ser igualada pontualmente pelo Abrantes e Benfica, equipa em relação à qual tem vantagem no confronto directo.

Nas seis vezes em que estes dois emblemas se cruzaram no principal escalão na última década, regista-se ligeiro predomínio do Coruchense, com três vitórias, face a dois triunfos tomarenses e um empate, o que, à partida, poderá antever-se como o desfecho de maior probabilidade para esta tarde, não esquecendo, contudo, que, na última vez que se defrontaram em Tomar, em Janeiro do ano passado, então em jogo a contar para a Taça, os unionistas golearam por 5-1.

Nas Fazendas de Almeirim encontram-se os actuais 6.º e 4.º classificados, com o Fazendense a receber o Cartaxo, que era um candidato assumido ao título, do qual, porém, está já virtualmente afastado. Em sete embates nos últimos 10 anos, verifica-se um impressionante registo de sete vitórias (100% de rendimento) do Fazendense, uma estatística que será, a cada ano, cada vez mais difícil de preservar, podendo mesmo vir a ser quebrada já neste jogo.

O Samora Correia terá a visita de uma forte equipa do Mação – que, ainda a meio da semana, impôs um empate no terreno do líder, em partida de acerto de calendário, a qual, aliás, poderia inclusivamente ter vencido. Nos três jogos que disputaram em anos recentes, os samorenses venceram por duas vezes, face a um triunfo dos maçaenses, em 2018, mas, então, com uma goleada por 4-0. Um “placard” que não se afigura possa ser repetido hoje, mas não surpreenderia se o Mação ganhasse de novo.

O Abrantes e Benfica – que, a par do U. Tomar – é uma das duas únicas equipas ainda com hipóteses matemáticas de poder chegar ao 1.º lugar, mesmo que muito remotas, defronta, em Abrantes, o Amiense, perspectivando-se que possa repetir o triunfo do único jogo anterior entre os dois clubes, há mais de ano e meio – mesmo que o grupo de Amiais de Baixo possa sentir-se de alguma forma “ferido” no seu orgulho pelo algo inesperado afastamento da Taça do Ribatejo.

De entre os confrontos desta ronda, temos ainda a curiosidade de um desafio entre dois clubes históricos do Distrito, Torres Novas e Alcanenense, os quais, todavia, apenas se cruzaram na I Divisão uma única vez nos últimos dez anos – há duas temporadas –, tendo-se registado, então, um nulo. Esta tarde poderá repetir-se a igualdade, mas não surpreenderia se o conjunto de Alcanena somasse os três pontos.

A fazer uma campanha bastante regular, o grupo da Glória do Ribatejo, agora já salvaguardado de qualquer eventual imprevisto, é favorito a vencer uma equipa do Ferreira do Zêzere, verdadeiramente irreconhecível desde a retoma da competição, somando já duas muito pesadas goleadas sofridas, em Samora e em Alcanena. Os ferreirenses até já ganharam na Glória, há duas épocas, goleando nessa altura por 4-0, mas o mais expectável é que a turma da Glória possa repetir o desfecho da última temporada, voltando a vencer.

Os restantes dois encontros da jornada envolvem quatro equipas ainda “aflitas”, na disputa pela manutenção, o que, aliás, para duas delas, parece ser já uma “missão impossível”.

O Rio Maior recebe o penúltimo classificado, Riachense, e, animado pela vitória na Taça, deverá somar três preciosos pontos ao seu pecúlio, os quais poderão vir a revelar-se cruciais para a manutenção. Na única vez que se defrontaram, para o principal campeonato, em Janeiro do ano passado, os riomaiorenses venceram então por tangencial 1-0, marca que até poderão ampliar hoje.

Por fim, o Entroncamento terá a visita do “lanterna vermelha”, Moçarriense, já praticamente condenado à descida, o que ficaria desde já consumado em caso de derrota. Os homens da Moçarria terão a moralização da eliminatória superada na Taça, mas os ferroviários não deverão perder a oportunidade de obter também o que se afigura ser uma imprescindível vitória, num embate em estreia entre ambos os clubes.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.05.2021)

Hertz

Depois de uma pré-eliminatória disputada já nos idos de Outubro, é hoje retomada também a presente edição da Taça do Ribatejo, mais de sete meses decorridos, para disputa da 1.ª eliminatória, correspondente aos 1/16 avos de final, mas, efectivamente, integrando apenas 11 jogos.

Uma eliminatória que terá três confrontos entre primodivisionários, dois embates entre clubes da divisão secundária, envolvendo as restantes seis partidas clubes que militam em diferentes escalões (I e II Divisão).

Em geral é bastante escasso o histórico de jogos, a contar para a Taça do Ribatejo, entre as equipas que hoje se defrontam, havendo mesmo quatro desafios sem historial recente, mesmo recuando até há doze anos.

Começando então pelos jogos entre clubes do escalão principal, Alcanenense e Ferreira do Zêzere reencontram-se, depois de se terem cruzado na fase de grupos da Taça há duas épocas, então com os ferreirenses a golearem por 4-0. Esta tarde o grupo de Alcanena, que partilha o 6.º lugar do campeonato, é claramente favorito, frente a um adversário que passa por período de dificuldades.

Em Rio Maior, a formação local recebe a visita do Amiense. Em jogos da Taça os dois clubes encontraram-se uma única vez, em 2016-17, mas em Amiais de Baixo, com triunfo caseiro por 4-1. Nas duas ocasiões em que se defrontaram em Rio Maior, neste caso a contar para o campeonato, o grupo de Amiais venceu de ambas as vezes, a última delas, já nesta temporada, há seis meses, por tangencial 1-0. Tratando-se de um encontro de Taça, este será um jogo de tripla.

Torres Novas e Moçarriense encontram-se pela primeira vez em partidas da Taça, no período de 12 anos considerado. Para o campeonato, também em Dezembro, os torrejanos golearam em casa por 4-0, mas, não obstante continuem a ser favoritos, antevê-se que este embate seja mais equilibrado.

Entre equipas da II Divisão Distrital teremos dois jogos: o Porto Alto-Salvaterrense, que se cruzaram já, na Taça, em 2009-10 e em 2010-11, então com uma vitória para cada lado; e o Rebocho-Espinheirense, um confronto em estreia.

No primeiro caso, por coincidência, repete-se o embate da passada semana, para o campeonato, no qual a turma de Salvaterra venceu por categóricos 3-0. Esta tarde, os homens do Porto Alto pretenderão certamente rectificar, mas os salvaterrenses mantêm o favoritismo.

No caso do Rebocho e do Espinheirense, a disputarem séries diferentes na II Divisão, a formação do Espinheiro (2.ª classificada da série mais a Norte) deverá, salvo grande surpresa, triunfar, ante o “lanterna vermelha” da série a Sul.

Nos restantes encontros, supor-se-ia, à partida, que os clubes que militam na I Divisão seriam favoritos a seguir em frente, pese embora actuem, em todos os seis casos, em terreno alheio. Veremos se haverá “tomba-gigantes”…

O vice-líder do campeonato principal, U. Tomar, desloca-se a Marinhais, um campo tradicionalmente difícil. Por coincidência, os dois emblemas encontraram-se, na Taça, na época passada, também na ronda de acesso aos 1/8 avos de final, mas em Tomar, tendo os unionistas vencido, com tranquilidade, por 4-1. Hoje, enfrentando porventura tarefa mais difícil, ainda assim é de crer que os tomarenses, defrontando o 5.º classificado da série mais a Sul da II Divisão, voltem a garantir o apuramento.

O Cartaxo, que reparte agora o 2.º lugar do campeonato com os nabantinos, desloca-se ao Campo da Chã, nas Caxarias. Nos últimos doze anos estes dois clubes apenas se cruzaram uma vez, na Taça, já na distante temporada de 2010-11, em partida disputada no Cartaxo, com os visitados a golear então por 8-0. Também neste caso os cartaxeiros – apesar de virem de dois empates, após a retoma da competição – têm amplo favoritismo, mas espera-se um desfecho bem menos desequilibrado.

Mais repartido se antevê possa ser o embate entre o líder da II Divisão, At. Ouriense, em rota para o regresso ao escalão principal, e o Mação, actual 4.º classificado em tal campeonato. Estes dois clubes encontraram-se, para a Taça, em 2016-17, em Mação, com empate a uma bola, e, na época seguinte, de 2017-18, em Ourém, então com os maçaenses a triunfar por clara marca de 4-1, vencendo a fase de grupos que integrava também o U. Tomar, o qual acabaria por vir a sagrar-se vencedor do troféu, precisamente numa final com o conjunto de Mação. Os maçaenses tiveram uma entrada forte, na semana passada, goleando o Torres Novas, perfilando-se como favoritos, mas a surpresa poderá estar à espreita…

Vasco da Gama e Abrantes e Benfica, por um lado, e Águias de Alpiarça e Entroncamento, por outro, cruzam-se em confrontos em estreia, nos últimos 12 anos, a contar para a Taça.

Os abrantinos não deverão sentir dificuldades em superar o adversário, 6.º e último classificado entre os resistentes da série mais a Norte da II Divisão.

O mesmo se antevê, aliás, em relação ao Entroncamento, apesar de o clube ferroviário ocupar delicado antepenúltimo lugar na I Divisão, defrontando o… antepenúltimo classificado da série mais a Sul do segundo escalão.

Por fim, teremos como que um “derby”, entre Benfica do Ribatejo e Glória do Ribatejo, duas equipas que se cruzaram já, na Taça, em 2016-17, mas na Glória, então com triunfo dos locais por 3-1. Esta tarde, a turma da Glória do Ribatejo, embalada com os resultados positivos para o campeonato, deverá vencer novamente, frente ao 6.º classificado da série Sul da II Divisão.

As equipas do Pego e Pontével (que tinham abdicado da competição logo no início da temporada) e do Aldeiense, Ortiga e Tramagal, que decidiram não retomar a actividade neste final de época, desistiram da prova, pelo que Coruchense, Fazendense, Samora Correia, Riachense e Fátima têm já presença assegurada nos 1/8 de final da Taça do Ribatejo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.05.2021)

Hertz

Quatro meses depois está de regresso o Campeonato Distrital, outra vez com uma época atípica, visando-se, desta vez, completar a primeira volta da prova, para que a mesma possa ter efeitos classificativos, quer a nível de atribuição do título de Campeão, como da definição dos clubes que serão despromovidos.

As quatro jornadas que restam disputar terão, porém, um perfil muito singular, com os vários concorrentes a apresentarem-se em estados de forma bastante distintos – após uma espécie de nova “pré-época” –, em muitos casos com significativas perturbações a nível da constituição dos respectivos plantéis, o que torna particularmente difícil fazer projecções.

As atenções da 12.ª ronda estarão centradas, sobretudo, em Abrantes (onde se encontram os actuais 3.º e 4.º classificados, separados somente por um ponto) e em Alcanena (que recebe a visita do líder).

Pese embora a possibilidade de chegar ainda ao 1.º lugar pareça ser remota, o desafio que coloca frente-a-frente o Abrantes e Benfica e o U. Tomar será o “jogo grande” da jornada. Os dois emblemas cruzaram-se, recentemente, por uma única vez, há pouco mais de um ano, então com o triunfo a sorrir aos abrantinos. Esta tarde, teremos um embate que se afigura de tripla, em que qualquer desfecho não constituirá grande surpresa.

O Alcanenense (5.º classificado), que, na última partida disputada antes da interrupção do campeonato, fora goleado em Tomar por 5-0, recebe o Coruchense, certamente apostado em fazer valer (e preservar) a sua posição de líder. Estas duas equipas apenas se defrontaram, nos últimos anos, na época de 2018-19, então com vitória da formação do Sorraia por renhido 4-3. Hoje, em condições normais, os visitantes seriam favoritos, restando saber em que condição se apresentarão as duas equipas.

O Cartaxo, actual 2.º classificado, ainda pretendente ao título, pese embora os 7 pontos de desvantagem, recebe o Entroncamento, em jogo “sem história” anterior. Os cartaxeiros deverão fazer valer o (agora algo relativizado) factor casa e somar os três pontos.

Em Mação encontram-se dois históricos do futebol distrital com os maçaenses a receberem o Torres Novas. Nas 8 vezes em que se encontraram na última década, regista-se uma curiosa supremacia torrejana, com nada menos de 5 vitórias, tendo, contudo, os visitados ganho os dois últimos jogos, em 2018 e em 2019. Não se tendo registado qualquer empate, a expectativa para hoje é de que o Mação possa voltar a vencer.

Em Amiais de Baixo teremos outro confronto entre dois históricos, no Amiense-Fazendense, equipas tranquilas, a meio da tabela, já sem grandes objectivos no campeonato. Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes nos últimos dez anos, num embate de tendência bem repartida, com três triunfos dos visitados, dois para os visitantes e nada menos de 5 empates, desfecho que até poderá repetir-se esta tarde.

O Samora Correia – que retomou já a competição, no passado Domingo, com uma demonstração de força, goleando um depauperado Ferreira do Zêzere por 7-0 – é também favorito a impor-se nos Riachos, frente a um Riachense, já com escassas esperanças de poder evitar a descida de divisão. Projecta-se, pois, que se repita o desfecho dos três últimos encontros entre ambos, sempre com triunfo dos samorenses.

Num encontro entre “aflitos”, o “lanterna vermelha”, Moçarriense, recebe a turma da Glória do Ribatejo, que poderá somar mais alguns pontos ao seu pecúlio, para alcançar definitivamente a tranquilidade. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão nos últimos dez anos, o balanço é absolutamente equilibrado, com uma vitória para cada lado e um empate. A Glória deverá, não obstante, ter algum favoritismo para esta tarde.

O último jogo desta jornada, entre Ferreira do Zêzere e Rio Maior, foi adiado, apenas devendo disputar-se no início de Junho.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.05.2021)

Hertz

Após mais uma paragem, o Distrital da I Divisão tem esta manhã a primeira jornada do ano de 2021, a 11.ª do campeonato – na verdade, apenas “meia jornada”, uma vez que terá quatro jogos adiados –, apresentando, em especial, como “prato forte”, a partida na qual o Mação jogará o que poderá ser a sua “derradeira cartada”, na perspectiva de poder aspirar a vir ainda a chegar ao topo da tabela.

De facto, em jogo a realizar em Coruche, defrontam-se o líder destacado, Coruchense, e o pretendente, Mação. Nas cinco ocasiões em que, nos últimos anos, se cruzaram no principal escalão, os maçaenses até ganharam logo no primeiro desafio, em 2012. Mas, daí para cá, a formação do Sorraia segue com quatro triunfos sucessivos, o último deles, em Setembro de 2019, por categórica marca de 3-0.

As sucessivas interrupções da prova e consequentes quebras de ritmo dificultam uma previsão. Ainda assim, tendo em consideração o que estas duas equipas vêm apresentando, tendo o Coruchense em curso uma brilhante série de oito vitórias consecutivas, enquanto o Mação ganhou quatro dos seus seis últimos encontros (tendo empatado os outros dois), os homens da casa serão teoricamente favoritos. Mas, claro, não poderá descurar-se o poderio dos maçaenses.

Uma equipa do União de Tomar já com poucas ilusões, depois de inesperado empate caseiro cedido ante o Ferreira do Zêzere, volta a actuar em casa, recebendo a “equipa-sensação” do campeonato, o recém-promovido Alcanenense, que segue numa notável 4.ª posição, findo o primeiro terço da prova.

Os dois clubes encontraram-se, na I Divisão Distrital, apenas por 3 vezes na última década, as duas primeiras já em 2010 e 2011. O conjunto de Alcanena superiorizou-se nessa fase, ganhando esses dois jogos, tendo o União vencido, mais recentemente, há dois anos, na temporada em que o adversário acabaria por consumar segunda despromoção sucessiva.

Frente a um opositor valoroso, os tomarenses terão de apresentar-se a nível elevado, sobretudo no que respeita à eficácia ofensiva, para poder levar de vencida esta partida.

No Entroncamento regista-se o embate de estreia entre o novo clube local e o Amiense. Os “ferroviários”, a necessitar de pontos – conseguiram, até agora, ganhar somente um jogo, frente ao rival Torres Novas –, não serão adversário fácil, pese embora a turma de Amiais de Baixo possa ter outro tipo de argumentos.

Em Rio Maior, a formação visitada será favorita ante o “lanterna vermelha”, Moçarriense, não obstante os visitantes terem pontuado pela primeira vez neste campeonato, na ronda precedente, após uma muito má sucessão de nove desaires.

Por curiosidade, na única ocasião em que se defrontaram, em Outubro de 2019, os donos da casa golearam então por expressivos 8-1. Hoje, esperando-se um resultado não tão desequilibrado, os três pontos deverão voltar a ficar em Rio Maior.

Conforme referido, foram adiados os seguintes encontros desta ronda: Fazendense-Abrantes e Benfica, Glória do Ribatejo-Cartaxo, o “derby” Torres Novas-Riachense e o Samora Correia-Ferreira do Zêzere.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.01.2021)

P.S. Já depois da gravação desta rubrica, viriam a ser ainda adiados, “em cima da hora”, os jogos Coruchense-Mação e Entroncamento-Amiense, pelo que os desafios a realizar hoje acabam por se limitar somente a dois!

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