Rádio Hertz


A Taça do Ribatejo atinge a sua fase decisiva, com dois jogos das meias-finais que se afiguram muito abertos – envolvendo os clubes classificados em 6.º, 7.º, 9.º e 10.º lugares no campeonato –, em que qualquer desfecho que venha a verificar-se não deverá traduzir grande surpresa, perfilando-se, pois, como “jogos de tripla” – com a “nuance” de que, em caso de igualdade no termo dos 90 minutos, o desempate se processará por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.

Não existindo histórico anterior recente relativamente aos jogos de hoje, a nível da Taça do Ribatejo, temos de recorrer a outros factores para esta antevisão.

Em Rio Maior, a equipa local (10.ª classificada no campeonato), representativa de um clube de formação ainda relativamente recente (prestes a completar cinco anos), estreia-se nas meias-finais da “prova-rainha” (não tinha conseguido ainda, aliás, chegar além dos 1/8 de final, fase em que se quedara em 2019 e em 2020), recebendo o União de Tomar (6.º classificado no campeonato), emblema que, por seu lado, marca presença mas meias-finais desta competição pela terceira vez nos últimos quatro anos.

Para chegar a esta fase, o Rio Maior começou por afastar o Amiense (4.º classificado do campeonato), ganhando em casa por 2-1, para, de seguida, golear o Alcanenense por 5-0, antes de, nos 1/4 de final, ir ganhar a Salvaterra de Magos, frente ao “tomba-gigantes” Salvaterrense (que eliminara o Cartaxo), por 3-2.

Quanto ao União de Tomar, soma três goleadas – obtidas, todas elas, ante clubes do escalão secundário – tendo acumulado um, ainda assim, assinalável “score” agregado de 15-1: 4-0 em Marinhais, 6-1 no Espinheiro e 5-0 ao Fátima, em casa.

Para o campeonato, em partida realizada em Rio Maior, já em Outubro do ano passado, registou-se um empate a um golo, entre os locais e os tomarenses.

Os unionistas poderiam ter, à partida, em função do potencial que lhes é reconhecido, algum favoritismo; porém, deve ter-se em atenção que o Rio Maior surgiu, após a retoma das competições, claramente reforçado, evidenciando grande pujança, tendo vencido seis dos sete jogos entretanto disputados (três deles com goleadas).

Veremos também até que ponto os jogadores de ambas as equipas poderão acusar alguma fadiga pela acumulação de jogos em tão curto período (será o 8.º jogo que disputam em menos de mês e meio, podendo o União beneficiar de ter rodado mais o plantel, inclusivamente em função do menor grau de dificuldade que enfrentou até agora nos jogos da Taça).

Em qualquer caso, o Rio Maior poderá igualmente procurar tirar algum benefício do factor casa, pelo que os nabantinos terão de estar ao melhor nível para voltar a atingir a ambicionada Final, visando repetir a presença no jogo decisivo de há três épocas, em que conquistaram o troféu.

Na Glória do Ribatejo, o grupo local (notável 7.º classificado no campeonato) terá a visita do Samora Correia (9.º), num confronto entre duas equipas que, na eliminatória precedente, afastaram dois “candidatos”.

De facto, para chegar a esta fase, o Glória do Ribatejo deixou pelo caminho, sucessivamente, o Benfica do Ribatejo (goleado por 4-1), o Entroncamento (vencendo por 2-1), e, de forma sensacional, o Abrantes e Benfica (2.º classificado do campeonato), com um triunfo por 3-2 em Abrantes – portanto, com todas as eliminatórias ganhas em terreno alheio.

Já a equipa do Samora Correia começou por beneficiar da desistência do Pontével, tendo eliminado o Moçarriense (triunfo por 3-0, em Samora, nos 1/8 de final), a que se seguiu o apuramento nas Fazendas de Almeirim, ante o Fazendense (clube mais titulado na competição, com quatro Taças do Ribatejo conquistadas, e semi-finalista na época passada), no desempate da marca de grande penalidade, dado ter-se mantido o nulo no marcador até final dos 90 minutos.

O emblema da Glória tem tradição na Taça, com cinco presenças nos 1/4 de final nos últimos oito anos, atingindo as meias-finais pela terceira vez nesse período, depois das participações de 2014 e 2015.

Quanto ao Samora Correia, marcou presença nos 1/4 de final por três vezes nos últimos quatro anos (apenas tendo falhado em 2019), repetindo a participação das meias-finais, alcançada no ano passado. Os samorenses contam com dois troféus da Taça do Ribatejo no seu palmarés, pese embora conquistados já em anos distantes, em 1983 e em 1994.

Tendo os visitados vencido, por tangencial 1-0, no desafio a contar para o campeonato, não haverá propriamente, no embate desta tarde, um “favorito” declarado, sendo que a formação da Glória procurará culminar com uma histórica presença na Final da Taça uma temporada já memorável, o que os samorenses tentarão, naturalmente, contrariar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.06.2021)

Concluído que está o campeonato distrital da I Divisão – esta época reduzido a metade da sua extensão normal, apenas com 15 jornadas –, o final de temporada foi reservado para a disputa da Taça do Ribatejo. Depois de, no feriado de 10 de Junho, ter sido completada a anterior eliminatória, realizam-se hoje os jogos dos 1/4 de final, envolvendo seis clubes do primeiro escalão e os dois “resistentes” da II Divisão, Fátima e Salvaterrense.

O jogo de maior cartaz será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e o Samora Correia, por curiosidade duas das equipas que tinham atingido as meias-finais na (então suspensa) edição da época passada.

Estes dois emblemas apenas se cruzaram uma única vez na Taça do Ribatejo, em anos recentes, em 2016-17, em encontro da fase de grupos, então com um nulo – sendo, aliás, o único embate com histórico precedente de entre os quatro da eliminatória desta tarde.

Para o campeonato, num jogo disputado em Novembro do ano passado, registou-se um tangencial 3-2 a favor dos homens das Fazendas de Almeirim.

O Fazendense é o clube com melhor palmarés na competição, tendo conquistado já o troféu por 4 vezes (em 2006, e, depois, em anos alternados, em 2012, 2014 e 2016), atingindo esta fase da prova pela 6.ª vez nos últimos 13 anos. Por seu lado, o Samora Correia ganhou a Taça em duas ocasiões, já em épocas distantes (1983 e 1994), disputando os 1/4 de final pela 5.ª vez nos últimos 13 anos, mas sendo presença assídua em anos recentes (3 vezes nas últimas quatro edições).

No campeonato deste ano classificaram-se ambos a meio da tabela, o Fazendense em 8.º e o Samora Correia em 9.º lugar, separados por um único ponto. Numa eliminatória que se antecipa dividida, o Fazendense – que vem de uma retumbante goleada por 7-0, há três dias, ante o Riachense, nos 1/8 de final –, pretendendo rectificar o modesto desempenho no campeonato, será favorito.

No outro desafio entre primodivisionários, o 2.º classificado, Abrantes e Benfica – já qualificado para a Taça de Portugal via campeonato – recebe uma das equipas-sensação desta época, o Glória do Ribatejo (que alcançou notável 7.º lugar naquela prova).

A turma da Glória tem tradição de presença em fases relativamente adiantadas da Taça, disputando os 1/4 de final pela 5.ª vez nos últimos 8 anos. Quanto ao Abrantes e Benfica – considerando também o período em que competiu sob a denominação de U. Abrantina – disputa esta eliminatória pela 3.ª vez.

Os abrantinos conseguiram, na ronda anterior, eliminar uma forte equipa do Mação, ganhando por renhido 3-2. O grupo da Glória do Ribatejo foi vencer, há apenas três dias, ao Entroncamento, por 2-1. Para o campeonato, as duas equipas defrontaram-se, na Glória, com triunfo dos visitados, também por 2-1. Hoje, a formação de Abrantes é, naturalmente, favorita, mas terá de estar precavida para evitar qualquer eventual surpresa, em que jogos deste cariz, a eliminar, são férteis.

O Salvaterrense – que goleou, há 3 dias, a equipa “B” do Fazendense, por estrondosa marca de 10-0, em jogo do campeonato da II Divisão Distrital, de que lidera a série Sul, estando, portanto, muito bem posicionado para ascender ao principal escalão – recebe o Rio Maior, equipa que, com um muito bom desempenho após a retoma das competições, há cerca de um mês, terminou o campeonato da divisão principal no 10.º posto.

O grupo de Salvaterra de Magos repete a presença que tivera, pela última vez, em 2012, nos 1/4 de final da Taça, fase da prova para a qual os riomaiorenses se apuraram pela primeira vez.

Para tal, o Salvaterrense assumiu já o papel de “tomba-gigantes”, tendo afastado, nos 1/8 de final, o favorito Cartaxo; enquanto o Rio Maior goleou, também apenas há 3 dias, o Alcanenense, por 5-0 (depois de, há precisamente uma semana, ter fechado o campeonato, ganhando, precisamente ao mesmo adversário, por tangencial 1-0).

Este afigura-se um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos não surpreenderá, restando saber se o Salvaterrense conseguirá, nas circunstâncias presentes, potenciar a seu favor o factor casa, cenário em que poderá ter alguma vantagem.

No quarto e último desafio desta eliminatória, o U. Tomar recebe o Fátima, actual 2.º classificado da série Norte da II Divisão, também empenhado na disputa pela subida de escalão, mesmo que, para tal, provavelmente, tenha de procurar ser o melhor dos 2.º classificados das duas séries, uma vez que está a distância do líder (At. Ouriense), que não deverá ser já passível de recuperação.

Por curiosidade, os fatimenses só agora irão estrear-se na presente edição da prova, já nos 1/4 de final, dado que, depois de terem começado por ficar isentos na pré-eliminatória, viram os seus adversários das duas eliminatórias anteriores (Tramagal e Coruchense) desistirem ambos!

Esta é, aliás, a primeira vez que o Fátima marca presença nos 1/4 de final da Taça do Ribatejo nos últimos 13 anos. Quanto ao U. Tomar, tem sido assíduo, participando nesta fase pela 8.ª vez nesse período, quarta consecutiva.

Nas eliminatórias precedentes, os tomarenses foram categóricos, goleando em Marinhais (5.º classificado da série Sul da II Divisão) por 4-0 e no Espinheiro por 6-1, ante o Espinheirense (3.º classificado da série Norte).

Visando, para já, repetir a presença nas 1/2 finais da época passada, tendo em mira a possibilidade de reconquistar o troféu que venceram em 2018, os unionistas, defrontando terceiro adversário do segundo escalão, desta feita em Tomar, serão favoritos, sabendo de antemão que o oponente procurará ao máximo contrariar tal tendência, pelo que terão de aplicar-se, de forma a superar os maus resultados registados na fase final do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.06.2021)

Com (quase) tudo já decidido à entrada para a 15.ª e última jornada do campeonato, quer a nível do 1.º classificado, como dos três clubes que serão despromovidos (Entroncamento, Moçarriense e Riachense), resta essencialmente a definição do 2.º lugar, o qual proporcionará o acesso à próxima edição da Taça de Portugal.

Depois do confronto directo, na Taça do Ribatejo, há três dias, em que os abrantinos saíram vitoriosos, Abrantes e Benfica e Mação voltam a enfrentar-se, desta vez, em campos distintos, na disputa por essa posição de vice-líder. E, à partida, o emblema de Abrantes surge, novamente, em vantagem: desde logo, em caso de empate pontual, os abrantinos beneficiarão do facto de terem vencido em Mação; por outro lado, deparam-se, em princípio, com tarefa de menor grau de dificuldade.

Efectivamente, o Abrantes e Benfica receberá o Moçarriense, penúltimo classificado, já com o destino traçado. Num encontro sem historial anterior, os homens da casa serão amplamente favoritos.

Por seu lado, o Mação desloca-se ao terreno da “equipa-sensação” desta temporada, o Glória do Ribatejo, grupo que, no seu reduto, apenas sofreu uma derrota, ante o Alcanenense… logo na ronda inaugural da prova. A única vez, nos últimos anos, em que estes dois clubes se cruzaram na I Divisão Distrital foi já em 2012, então com triunfo dos maçaenses por 2-0. Esta tarde, mantendo os forasteiros algum favoritismo, não constituiria surpresa se o grupo da Glória conseguisse pontuar.

Há ainda um terceiro clube com aspirações – pese embora pouco mais que teóricas – a poder chegar ao 2.º lugar, o Cartaxo, dois pontos abaixo do par formado por Abrantes e Mação. Para tal necessitaria de uma combinação de resultados bastante improvável: que a formação abrantina perdesse, em casa, com o Moçarriense, e, adicionalmente, que o conjunto maçaense fosse também derrotado na Glória.

Isto, claro, pressupondo que os cartaxeiros – que vêm de duas imprevistas goleadas sofridas, por 4-1, a segunda, há três dias, consentida ante o Salvaterrense, líder do escalão secundário, em jogo da Taça – fossem ganhar a Amiais de Baixo.

Nas sete ocasiões em que, na última década, Amiense e Cartaxo se defrontaram, regista-se tendência de absoluto equilíbrio, com duas vitórias para cada lado e três empates. Tendo em conta que a formação de Amiais será a mais motivada, dado que a vitória lhe proporcionaria um absolutamente inesperado 4.º lugar, não surpreenderia se os três pontos acabassem por vir a sorrir aos homens da casa.

O U. Tomar, agora naturalmente focado na Taça, poderá, em função de uma desfavorável conjugação de resultados (triunfos da Glória do Ribatejo e do Samora Correia e não ganhando os unionistas em Torres Novas), vir ainda a cair significativamente na tabela, até ao 8.º lugar – sendo que, ao invés, já não conseguirá superar o 5.º posto.

Ainda assim, para tanto, necessitará “apenas” de vencer em Torres Novas – caso em que suplantaria na classificação, ou o Amiense (se este não ganhar aos cartaxeiros), ou, precisamente, o Cartaxo, se for a formação de Amiais a vencer aquela partida que opõe estes dois concorrentes.

Em caso de empate, o União poderia ainda ser 5.º classificado, mas só se o Amiense perdesse… e, ainda, tendo de esperar que, de entre Glória do Ribatejo e Samora Correia, nenhum deles saia também vencedor dos respectivos jogos.

No “clássico dos clássicos” do futebol distrital, Torres Novas e U. Tomar defrontam-se, em partidas de cariz oficial, a contar para campeonatos nacionais e distritais, e Taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 94.ª vez! Em termos globais, regista-se grande equilíbrio, com uma ténue vantagem nabantina (38 vitórias contra 36 dos torrejanos).

Mas, nos embates disputados na cidade do Almonda, as coisas mudam substancialmente de figura: 27 triunfos dos torrejanos contra apenas nove dos unionistas (somente um dos quais na última década, já em 2014, em sete partidas realizadas, das quais o Torres Novas ganhou cinco).

Ainda assim, atendendo ao potencial actual das duas equipas, o União perfila-se como favorito, mas teria de contrariar a história num terreno tradicionalmente adverso.

Para o Samora Correia poder subir ainda na pauta classificativa, melhorando um já bem razoável 8.º lugar, teria, necessariamente, de vencer o seu encontro, sendo que se lhe depara um adversário poderoso, precisamente o vencedor da competição, Coruchense.

Aliás, nas três ocasiões em que se defrontaram em anos recentes, os samorenses nunca conseguiram ganhar, não tendo feito melhor do que o empate na época passada. Veremos como se apresentará a turma do Sorraia, depois de ter falhado a disputa da eliminatória da Taça do Ribatejo, competição da qual abdicou.

O Fazendense esperará ainda, nesta derradeira jornada, melhorar o decepcionante 10.º lugar que ocupa nesta altura – podendo, na melhor hipótese, chegar até ao 7.º posto –, para o que necessitará vencer o Ferreira do Zêzere, desfecho que parece ser o mais provável (nas últimas três partidas entre ambos, nos três anos mais recentes, o grupo das Fazendas de Almeirim ganhou dois, tendo empatado o outro, em 2018). Ficaria, ainda assim, dependente de Alcanenense e Samora Correia não ganharem, e de o Glória do Ribatejo perder o seu desafio.

Quem parece estar em grande forma neste final de época é o Rio Maior, que recebe o Alcanenense, em jogo em estreia entre ambos, na I Divisão, antevendo-se que os homens da casa possam inclusivamente triunfar, ou, pelo menos, pontuar.

Na última partida do dia, encontram-se dois clubes, Entroncamento e Riachense, cujo desempenho ficou aquém das necessidades, tendo sido ambos despromovidos. Também sem historial precedente, a equipa da cidade ferroviária apresenta-se como favorita, mas, num jogo que acabará por não ser mais do que “cumprir calendário” (não alterará em nada a sua classificação, 14.º lugar), o ânimo não poderá ser já o melhor.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.06.2021)

Em dia feriado, aproveita-se para recuperar algum do atraso desta temporada, com a disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo e, também, com o acerto de calendário da I Divisão Distrital, prova que terá o seu final já no próximo Domingo.

Começando pela Taça, dos oito jogos que, normalmente, deveriam constituir esta eliminatória, apenas serão disputados hoje quatro encontros, tendo outros três sido adiados para o feriado de 10 de Junho; o desafio restante, que deveria colocar frente-a-frente o Fátima e o Coruchense, não se realizará, dada a anunciada desistência do emblema do Sorraia, 1.º classificado do campeonato.

O confronto de maior cartaz será o que opõe Abrantes e Benfica e Mação, precisamente os dois clubes actualmente igualados na vice-liderança da I Divisão Distrital, que nunca antes se cruzaram em jogos da Taça do Ribatejo. Na eliminatória anterior eliminaram, ambos, duas equipas do escalão secundário, com a diferença de os maçaenses terem goleado o líder da série Norte, At. Ouriense, enquanto os abrantinos ganharam no terreno do último classificado dessa mesma série, Vasco da Gama.

Esta é a 12.ª presença do Mação nesta fase da prova nos últimos 13 anos, apenas tendo falhado em 2019, dado ter disputado, nessa época, o Campeonato de Portugal. Nas 11 participações anteriores, apurou-se para os 1/4 de final por seis vezes. Já o Abrantes e Benfica atinge esta fase pela 10.ª vez (contando com as épocas em que participou enquanto U. Abrantina), sendo que apenas avançou para os 1/4 de final em duas dessas ocasiões.

Trata-se, esta tarde, de uma partida de desfecho imprevisível, verdadeiramente de tripla, mesmo que o Abrantes e Benfica surja confiante, depois da goleada imposta no Cartaxo.

No outro embate entre primodivisionários, o Samora Correia recebe o, entretanto, já virtualmente despromovido Moçarriense. Na única vez em que se encontraram na Taça, em 2017, os samorenses venceram por 3-0, sendo naturais favoritos a repetir o triunfo, não obstante o grupo da Moçarria venha animado pela boa vitória averbada ante o Fazendense no passado Domingo.

Esta é a 8.ª presença do Samora Correia nos 1/8 de final nos últimos 13 anos, tendo, nesse período, atingido os 1/4 de final por 4 vezes. Quanto ao Moçarriense, participa nesta fase pela 6.ª vez, tendo-se apurado para os “últimos 8” em duas ocasiões, a última delas já em 2016.

O Cartaxo desloca-se a Salvaterra de Magos, para defrontar o agora líder da série Sul da II Divisão, Salvaterrense. Estes dois clubes defrontaram-se, na Taça, ainda na fase de grupos, no final de Setembro de 2018, então com uma retumbante goleada de 7-0 a favor dos cartaxeiros.

A formação do Cartaxo (que participa nos 1/8 de final pela 7.ª vez nos últimos 13 anos, tendo-se apurado para os 1/4 de final em três ocasiões) volta, naturalmente, a ser favorita, mas terá de encarar este jogo com toda a seriedade, para evitar uma possível surpresa… e que possa “haver Taça”. Por seu lado, o Salvaterrense apenas com duas presenças anteriores nesta fase, no período referido, só uma vez se qualificou para os 1/4 de final, já na distante temporada de 2012.

Por fim, o U. Tomar – a par do Fazendense os únicos clubes “totalistas”, que marcaram presença nos 1/8 de final em todas as últimas 13 edições da prova – visita o Espinheiro, para defrontar o Espinheirense, actual 3.º classificado da série Norte da II Divisão.

As duas equipas nunca antes se defrontaram, nem para a Taça, nem no campeonato, pelo que teremos, esta tarde, uma estreia absoluta!

Nas 12 últimas presenças na Taça os tomarenses atingiram os 1/4 de final por sete vezes. Quanto ao Espinheirense, que, nos 12 anos anteriores, apenas participara nos 1/8 de final uma única vez, em 2019, nunca alcançou tal fase da competição.

O União é, também, favorito, mas, tal como o Cartaxo, terá de confirmar tal favoritismo dentro de campo, perante adversários que, nestas circunstâncias, se motivam e se “agigantam”.

No que respeita aos jogos em atraso da I Divisão Distrital, serão, os três, de crucial importância na definição dos lugares de manutenção, sendo que é agora já conhecido que serão três os clubes a despromover, uma vez que a declaração de insolvência da SAD do Fátima tem como consequência a sua extinção e consequente impossibilidade de inscrição nas provas distritais para a época de 2021-22, pelo que resta, assim, uma “vaga” por preencher, após ter sido já consumada matematicamente a descida de Moçarriense e Riachense.

O Ferreira do Zêzere recebe o Rio Maior, com a certeza de que, caso consiga repetir o triunfo da época passada, assegurará a permanência no escalão principal. Um eventual empate poderia deixar ainda todos os cenários em aberto para a derradeira jornada, daqui a três dias, o que os ferreirenses pretenderão evitar, dado que terão de se deslocar às Fazendas de Almeirim.

No “derby” do município torrejano, o Torres Novas apresenta-se como favorito, na recepção ao Riachense, “lanterna vermelha”, e, conforme referido, também já matematicamente despromovido. Por curiosidade, nas quatro vezes que se defrontaram em anos recentes, registaram-se dois triunfos para cada lado, tendo os visitados vencido os últimos dois encontros, em 2017 e em 2019.

A confirmação da vitória poderá ser determinante para o Torres Novas evitar, desde já, os três últimos lugares – recordando-se que os torrejanos receberão ainda, no Domingo, o U. Tomar.

No Entroncamento, o recente clube local recebe o Amiense, num encontro sem historial anterior. O grupo da cidade ferroviária entra nesta ronda com a situação mais delicada de todos os concorrentes ainda envolvidos nesta disputa, com três pontos de atraso face a Rio Maior e Torres Novas e a quatro do Ferreira do Zêzere.

A conquista dos três pontos – um objectivo de elevado grau de dificuldade, mas, ainda assim possível, frente a um adversário já tranquilo – será, pois, crucial, de modo a poder deixar ainda a decisão para a última jornada, em que o Entroncamento, jogando novamente em casa, será favorito ante o Riachense.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.06.2021)

Hertz

Na I Divisão Distrital, com a questão do 1.º lugar já decidida, em favor do Coruchense, subsistem ainda dois pólos de atenção: a disputa pelo 2.º posto, que conferirá acesso à Taça de Portugal, e pela manutenção no principal escalão.

Esta tarde, destaca-se, em especial, nessa luta pelo 2.º lugar, o Cartaxo-Abrantes e Benfica, actuais 2.º e 3.º classificados, separados somente por um ponto. Estes dois clubes nunca se defrontaram em jogos a contar para a I Divisão (tendo o encontro previsto realizar na época passada sido cancelado devido à suspensão do campeonato). Antevê-se um desafio equilibrado, mas, tendo em conta o momento de forma das duas equipas, com os abrantinos a parecer atravessar alguma oscilação, os cartaxeiros terão algum favoritismo.

O Mação, que reparte a 3.ª posição com a turma de Abrantes, recebe o Rio Maior, ainda em activa procura de pontos, para escapar à zona perigosa da tabela. Na única vez em que se defrontaram, na última temporada, os maçaenses venceram por 3-1, sendo o desfecho mais previsível novo triunfo dos homens da casa.

Em Tomar, o União, que baixou entretanto ao 5.º lugar, agora apenas com bastantes remotas possibilidades de atingir ainda a vice-liderança, recebe o Amiense, no confronto de maior historial de entre as partidas desta ronda.

Estes dois emblemas cruzaram-se, no principal escalão, por oito vezes, na última década, com tendência claramente favorável aos tomarenses, que ganharam cinco desses jogos, apenas tendo sido derrotados numa ocasião, já no relativamente distante ano de 2013, para além de duas igualdades, tendo-se registado precisamente um nulo na última vez que se encontraram, já no final de 2018.

A formação de Amiais de Baixo não está ainda completamente tranquila na tabela, ocupando o 10.º lugar, vindo de três empates nos últimos jogos realizados. Mesmo que os unionistas possam começar a estar mais com a cabeça na Taça que no campeonato, mantêm favoritismo para o encontro de hoje.

Em Alcanena encontram-se duas equipas já tranquilas, com o Alcanenense a receber o Samora Correia. Na única vez em que se encontraram em anos recentes, os samorenses venceram por tangencial 1-0. Antevê-se também um jogo repartido, no qual os forasteiros deverão pontuar.

Na luta pela “sobrevivência”, o Ferreira do Zêzere-Entroncamento afigura-se um embate cujo desfecho poderá vir a revelar-se crucial, dado que estas duas equipas se posicionam, nesta altura, no 13.º e 14.º lugares, precisamente numa posição de charneira entre a manutenção e a despromoção, estando separadas por um ponto – faltando, a ambas, disputar ainda três jogos.

É de notar, aliás, que, com a descida do U. Almeirim do Campeonato de Portugal, a par com a desistência do Fátima SAD de tal competição, poderão ter de vir a ser quatro os clubes a despromover à II Divisão Distrital, num cenário em que a insolvente SAD fatimense pudesse vir entretanto a retomar a actividade, marcando, em tal hipótese, presença no principal escalão distrital.

Sendo o clube da cidade ferroviária de fundação recente, os dois emblemas também nunca se defrontaram. Em função do que as duas equipas vêm apresentando desde a retoma da competição, o Entroncamento parecia surgir mais forte, mas os ferreirenses terão certamente animado com o empate obtido na Glória do Ribatejo, onde, aliás, estiveram mesmo perto de vencer. Outro empate esta tarde não surpreenderia.

O Torres Novas, que volta a ver-se envolvido na luta pela manutenção, actualmente no 12.º lugar, só dois pontos acima da equipa de Ferreira do Zêzere, tem uma deslocação muito difícil, ao terreno do líder, Coruchense. Veremos se o grupo do Sorraia poderá ter, de alguma forma, entrado já em descompressão, após ter garantido matematicamente o 1.º lugar final.

Nas cinco ocasiões em que se encontraram em anos recentes, o Coruchense ganhou sempre – mesmo que, nas três últimas vezes, por margem tangencial –, pelo que, também por isso, seria surpreendente se os torrejanos conseguissem pontuar.

O Riachense, que pouco mais pode que “agarrar-se” ao ainda “matematicamente possível”, recebe a turma da Glória do Ribatejo, actualmente num excelente 7.º lugar, em igualdade pontual com o Fazendense.

Por curiosidade, nas duas ocasiões em que se defrontaram, com dois triunfos do grupo dos Riachos, Riachense e Glória protagonizaram dois espectáculos repletos de golos: uma goleada por 6-1 em 2012; um renhidíssimo desfecho de 5-4 há cerca de um ano.

Tendo o Riachense perdido sete dos últimos oito jogos que disputou – apenas conseguiu um empate, em casa, com o Moçarriense, no final de 2020 –, deverá ver sentenciada a sua despromoção, a menos que conseguisse vencer hoje, o que se afigura pouco provável.

Quem tem já o destino traçado, mesmo em termos aritméticos, é o Moçarriense, “lanterna vermelha” da prova, que terá a visita de uma equipa do Fazendense, esta época algo abaixo das expectativas. Os dois clubes defrontaram-se por seis vezes nos últimos dez anos, com ligeira tendência para a turma das Fazendas, que ganhou dois jogos, tendo empatado outros três, perdendo somente um, já no distante ano de 2011.

A formação da Moçarria surpreendeu, no início do ano – antes da paragem do campeonato – tendo ido vencer a Rio Maior, mas, após a retoma da competição, retomou também as derrotas, desfecho que será também o mais expectável para o encontro de hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.05.2021)

Hertz

O Distrital da I Divisão aproxima-se do seu final, disputando-se a 13.ª e antepenúltima jornada, havendo a possibilidade de o Coruchense se sagrar já hoje o novo Campeão, sucedendo ao U. Santarém (último clube a conquistar o título, há duas épocas).

Para tal, bastará à formação do Sorraia um empate, esta tarde, em Tomar, ante o União, uma vez que, somando, nesse caso, 32 pontos, apenas poderia, no pior cenário, ser igualada pontualmente pelo Abrantes e Benfica, equipa em relação à qual tem vantagem no confronto directo.

Nas seis vezes em que estes dois emblemas se cruzaram no principal escalão na última década, regista-se ligeiro predomínio do Coruchense, com três vitórias, face a dois triunfos tomarenses e um empate, o que, à partida, poderá antever-se como o desfecho de maior probabilidade para esta tarde, não esquecendo, contudo, que, na última vez que se defrontaram em Tomar, em Janeiro do ano passado, então em jogo a contar para a Taça, os unionistas golearam por 5-1.

Nas Fazendas de Almeirim encontram-se os actuais 6.º e 4.º classificados, com o Fazendense a receber o Cartaxo, que era um candidato assumido ao título, do qual, porém, está já virtualmente afastado. Em sete embates nos últimos 10 anos, verifica-se um impressionante registo de sete vitórias (100% de rendimento) do Fazendense, uma estatística que será, a cada ano, cada vez mais difícil de preservar, podendo mesmo vir a ser quebrada já neste jogo.

O Samora Correia terá a visita de uma forte equipa do Mação – que, ainda a meio da semana, impôs um empate no terreno do líder, em partida de acerto de calendário, a qual, aliás, poderia inclusivamente ter vencido. Nos três jogos que disputaram em anos recentes, os samorenses venceram por duas vezes, face a um triunfo dos maçaenses, em 2018, mas, então, com uma goleada por 4-0. Um “placard” que não se afigura possa ser repetido hoje, mas não surpreenderia se o Mação ganhasse de novo.

O Abrantes e Benfica – que, a par do U. Tomar – é uma das duas únicas equipas ainda com hipóteses matemáticas de poder chegar ao 1.º lugar, mesmo que muito remotas, defronta, em Abrantes, o Amiense, perspectivando-se que possa repetir o triunfo do único jogo anterior entre os dois clubes, há mais de ano e meio – mesmo que o grupo de Amiais de Baixo possa sentir-se de alguma forma “ferido” no seu orgulho pelo algo inesperado afastamento da Taça do Ribatejo.

De entre os confrontos desta ronda, temos ainda a curiosidade de um desafio entre dois clubes históricos do Distrito, Torres Novas e Alcanenense, os quais, todavia, apenas se cruzaram na I Divisão uma única vez nos últimos dez anos – há duas temporadas –, tendo-se registado, então, um nulo. Esta tarde poderá repetir-se a igualdade, mas não surpreenderia se o conjunto de Alcanena somasse os três pontos.

A fazer uma campanha bastante regular, o grupo da Glória do Ribatejo, agora já salvaguardado de qualquer eventual imprevisto, é favorito a vencer uma equipa do Ferreira do Zêzere, verdadeiramente irreconhecível desde a retoma da competição, somando já duas muito pesadas goleadas sofridas, em Samora e em Alcanena. Os ferreirenses até já ganharam na Glória, há duas épocas, goleando nessa altura por 4-0, mas o mais expectável é que a turma da Glória possa repetir o desfecho da última temporada, voltando a vencer.

Os restantes dois encontros da jornada envolvem quatro equipas ainda “aflitas”, na disputa pela manutenção, o que, aliás, para duas delas, parece ser já uma “missão impossível”.

O Rio Maior recebe o penúltimo classificado, Riachense, e, animado pela vitória na Taça, deverá somar três preciosos pontos ao seu pecúlio, os quais poderão vir a revelar-se cruciais para a manutenção. Na única vez que se defrontaram, para o principal campeonato, em Janeiro do ano passado, os riomaiorenses venceram então por tangencial 1-0, marca que até poderão ampliar hoje.

Por fim, o Entroncamento terá a visita do “lanterna vermelha”, Moçarriense, já praticamente condenado à descida, o que ficaria desde já consumado em caso de derrota. Os homens da Moçarria terão a moralização da eliminatória superada na Taça, mas os ferroviários não deverão perder a oportunidade de obter também o que se afigura ser uma imprescindível vitória, num embate em estreia entre ambos os clubes.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.05.2021)

Hertz

Depois de uma pré-eliminatória disputada já nos idos de Outubro, é hoje retomada também a presente edição da Taça do Ribatejo, mais de sete meses decorridos, para disputa da 1.ª eliminatória, correspondente aos 1/16 avos de final, mas, efectivamente, integrando apenas 11 jogos.

Uma eliminatória que terá três confrontos entre primodivisionários, dois embates entre clubes da divisão secundária, envolvendo as restantes seis partidas clubes que militam em diferentes escalões (I e II Divisão).

Em geral é bastante escasso o histórico de jogos, a contar para a Taça do Ribatejo, entre as equipas que hoje se defrontam, havendo mesmo quatro desafios sem historial recente, mesmo recuando até há doze anos.

Começando então pelos jogos entre clubes do escalão principal, Alcanenense e Ferreira do Zêzere reencontram-se, depois de se terem cruzado na fase de grupos da Taça há duas épocas, então com os ferreirenses a golearem por 4-0. Esta tarde o grupo de Alcanena, que partilha o 6.º lugar do campeonato, é claramente favorito, frente a um adversário que passa por período de dificuldades.

Em Rio Maior, a formação local recebe a visita do Amiense. Em jogos da Taça os dois clubes encontraram-se uma única vez, em 2016-17, mas em Amiais de Baixo, com triunfo caseiro por 4-1. Nas duas ocasiões em que se defrontaram em Rio Maior, neste caso a contar para o campeonato, o grupo de Amiais venceu de ambas as vezes, a última delas, já nesta temporada, há seis meses, por tangencial 1-0. Tratando-se de um encontro de Taça, este será um jogo de tripla.

Torres Novas e Moçarriense encontram-se pela primeira vez em partidas da Taça, no período de 12 anos considerado. Para o campeonato, também em Dezembro, os torrejanos golearam em casa por 4-0, mas, não obstante continuem a ser favoritos, antevê-se que este embate seja mais equilibrado.

Entre equipas da II Divisão Distrital teremos dois jogos: o Porto Alto-Salvaterrense, que se cruzaram já, na Taça, em 2009-10 e em 2010-11, então com uma vitória para cada lado; e o Rebocho-Espinheirense, um confronto em estreia.

No primeiro caso, por coincidência, repete-se o embate da passada semana, para o campeonato, no qual a turma de Salvaterra venceu por categóricos 3-0. Esta tarde, os homens do Porto Alto pretenderão certamente rectificar, mas os salvaterrenses mantêm o favoritismo.

No caso do Rebocho e do Espinheirense, a disputarem séries diferentes na II Divisão, a formação do Espinheiro (2.ª classificada da série mais a Norte) deverá, salvo grande surpresa, triunfar, ante o “lanterna vermelha” da série a Sul.

Nos restantes encontros, supor-se-ia, à partida, que os clubes que militam na I Divisão seriam favoritos a seguir em frente, pese embora actuem, em todos os seis casos, em terreno alheio. Veremos se haverá “tomba-gigantes”…

O vice-líder do campeonato principal, U. Tomar, desloca-se a Marinhais, um campo tradicionalmente difícil. Por coincidência, os dois emblemas encontraram-se, na Taça, na época passada, também na ronda de acesso aos 1/8 avos de final, mas em Tomar, tendo os unionistas vencido, com tranquilidade, por 4-1. Hoje, enfrentando porventura tarefa mais difícil, ainda assim é de crer que os tomarenses, defrontando o 5.º classificado da série mais a Sul da II Divisão, voltem a garantir o apuramento.

O Cartaxo, que reparte agora o 2.º lugar do campeonato com os nabantinos, desloca-se ao Campo da Chã, nas Caxarias. Nos últimos doze anos estes dois clubes apenas se cruzaram uma vez, na Taça, já na distante temporada de 2010-11, em partida disputada no Cartaxo, com os visitados a golear então por 8-0. Também neste caso os cartaxeiros – apesar de virem de dois empates, após a retoma da competição – têm amplo favoritismo, mas espera-se um desfecho bem menos desequilibrado.

Mais repartido se antevê possa ser o embate entre o líder da II Divisão, At. Ouriense, em rota para o regresso ao escalão principal, e o Mação, actual 4.º classificado em tal campeonato. Estes dois clubes encontraram-se, para a Taça, em 2016-17, em Mação, com empate a uma bola, e, na época seguinte, de 2017-18, em Ourém, então com os maçaenses a triunfar por clara marca de 4-1, vencendo a fase de grupos que integrava também o U. Tomar, o qual acabaria por vir a sagrar-se vencedor do troféu, precisamente numa final com o conjunto de Mação. Os maçaenses tiveram uma entrada forte, na semana passada, goleando o Torres Novas, perfilando-se como favoritos, mas a surpresa poderá estar à espreita…

Vasco da Gama e Abrantes e Benfica, por um lado, e Águias de Alpiarça e Entroncamento, por outro, cruzam-se em confrontos em estreia, nos últimos 12 anos, a contar para a Taça.

Os abrantinos não deverão sentir dificuldades em superar o adversário, 6.º e último classificado entre os resistentes da série mais a Norte da II Divisão.

O mesmo se antevê, aliás, em relação ao Entroncamento, apesar de o clube ferroviário ocupar delicado antepenúltimo lugar na I Divisão, defrontando o… antepenúltimo classificado da série mais a Sul do segundo escalão.

Por fim, teremos como que um “derby”, entre Benfica do Ribatejo e Glória do Ribatejo, duas equipas que se cruzaram já, na Taça, em 2016-17, mas na Glória, então com triunfo dos locais por 3-1. Esta tarde, a turma da Glória do Ribatejo, embalada com os resultados positivos para o campeonato, deverá vencer novamente, frente ao 6.º classificado da série Sul da II Divisão.

As equipas do Pego e Pontével (que tinham abdicado da competição logo no início da temporada) e do Aldeiense, Ortiga e Tramagal, que decidiram não retomar a actividade neste final de época, desistiram da prova, pelo que Coruchense, Fazendense, Samora Correia, Riachense e Fátima têm já presença assegurada nos 1/8 de final da Taça do Ribatejo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.05.2021)

Hertz

Quatro meses depois está de regresso o Campeonato Distrital, outra vez com uma época atípica, visando-se, desta vez, completar a primeira volta da prova, para que a mesma possa ter efeitos classificativos, quer a nível de atribuição do título de Campeão, como da definição dos clubes que serão despromovidos.

As quatro jornadas que restam disputar terão, porém, um perfil muito singular, com os vários concorrentes a apresentarem-se em estados de forma bastante distintos – após uma espécie de nova “pré-época” –, em muitos casos com significativas perturbações a nível da constituição dos respectivos plantéis, o que torna particularmente difícil fazer projecções.

As atenções da 12.ª ronda estarão centradas, sobretudo, em Abrantes (onde se encontram os actuais 3.º e 4.º classificados, separados somente por um ponto) e em Alcanena (que recebe a visita do líder).

Pese embora a possibilidade de chegar ainda ao 1.º lugar pareça ser remota, o desafio que coloca frente-a-frente o Abrantes e Benfica e o U. Tomar será o “jogo grande” da jornada. Os dois emblemas cruzaram-se, recentemente, por uma única vez, há pouco mais de um ano, então com o triunfo a sorrir aos abrantinos. Esta tarde, teremos um embate que se afigura de tripla, em que qualquer desfecho não constituirá grande surpresa.

O Alcanenense (5.º classificado), que, na última partida disputada antes da interrupção do campeonato, fora goleado em Tomar por 5-0, recebe o Coruchense, certamente apostado em fazer valer (e preservar) a sua posição de líder. Estas duas equipas apenas se defrontaram, nos últimos anos, na época de 2018-19, então com vitória da formação do Sorraia por renhido 4-3. Hoje, em condições normais, os visitantes seriam favoritos, restando saber em que condição se apresentarão as duas equipas.

O Cartaxo, actual 2.º classificado, ainda pretendente ao título, pese embora os 7 pontos de desvantagem, recebe o Entroncamento, em jogo “sem história” anterior. Os cartaxeiros deverão fazer valer o (agora algo relativizado) factor casa e somar os três pontos.

Em Mação encontram-se dois históricos do futebol distrital com os maçaenses a receberem o Torres Novas. Nas 8 vezes em que se encontraram na última década, regista-se uma curiosa supremacia torrejana, com nada menos de 5 vitórias, tendo, contudo, os visitados ganho os dois últimos jogos, em 2018 e em 2019. Não se tendo registado qualquer empate, a expectativa para hoje é de que o Mação possa voltar a vencer.

Em Amiais de Baixo teremos outro confronto entre dois históricos, no Amiense-Fazendense, equipas tranquilas, a meio da tabela, já sem grandes objectivos no campeonato. Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes nos últimos dez anos, num embate de tendência bem repartida, com três triunfos dos visitados, dois para os visitantes e nada menos de 5 empates, desfecho que até poderá repetir-se esta tarde.

O Samora Correia – que retomou já a competição, no passado Domingo, com uma demonstração de força, goleando um depauperado Ferreira do Zêzere por 7-0 – é também favorito a impor-se nos Riachos, frente a um Riachense, já com escassas esperanças de poder evitar a descida de divisão. Projecta-se, pois, que se repita o desfecho dos três últimos encontros entre ambos, sempre com triunfo dos samorenses.

Num encontro entre “aflitos”, o “lanterna vermelha”, Moçarriense, recebe a turma da Glória do Ribatejo, que poderá somar mais alguns pontos ao seu pecúlio, para alcançar definitivamente a tranquilidade. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão nos últimos dez anos, o balanço é absolutamente equilibrado, com uma vitória para cada lado e um empate. A Glória deverá, não obstante, ter algum favoritismo para esta tarde.

O último jogo desta jornada, entre Ferreira do Zêzere e Rio Maior, foi adiado, apenas devendo disputar-se no início de Junho.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.05.2021)

Hertz

Após mais uma paragem, o Distrital da I Divisão tem esta manhã a primeira jornada do ano de 2021, a 11.ª do campeonato – na verdade, apenas “meia jornada”, uma vez que terá quatro jogos adiados –, apresentando, em especial, como “prato forte”, a partida na qual o Mação jogará o que poderá ser a sua “derradeira cartada”, na perspectiva de poder aspirar a vir ainda a chegar ao topo da tabela.

De facto, em jogo a realizar em Coruche, defrontam-se o líder destacado, Coruchense, e o pretendente, Mação. Nas cinco ocasiões em que, nos últimos anos, se cruzaram no principal escalão, os maçaenses até ganharam logo no primeiro desafio, em 2012. Mas, daí para cá, a formação do Sorraia segue com quatro triunfos sucessivos, o último deles, em Setembro de 2019, por categórica marca de 3-0.

As sucessivas interrupções da prova e consequentes quebras de ritmo dificultam uma previsão. Ainda assim, tendo em consideração o que estas duas equipas vêm apresentando, tendo o Coruchense em curso uma brilhante série de oito vitórias consecutivas, enquanto o Mação ganhou quatro dos seus seis últimos encontros (tendo empatado os outros dois), os homens da casa serão teoricamente favoritos. Mas, claro, não poderá descurar-se o poderio dos maçaenses.

Uma equipa do União de Tomar já com poucas ilusões, depois de inesperado empate caseiro cedido ante o Ferreira do Zêzere, volta a actuar em casa, recebendo a “equipa-sensação” do campeonato, o recém-promovido Alcanenense, que segue numa notável 4.ª posição, findo o primeiro terço da prova.

Os dois clubes encontraram-se, na I Divisão Distrital, apenas por 3 vezes na última década, as duas primeiras já em 2010 e 2011. O conjunto de Alcanena superiorizou-se nessa fase, ganhando esses dois jogos, tendo o União vencido, mais recentemente, há dois anos, na temporada em que o adversário acabaria por consumar segunda despromoção sucessiva.

Frente a um opositor valoroso, os tomarenses terão de apresentar-se a nível elevado, sobretudo no que respeita à eficácia ofensiva, para poder levar de vencida esta partida.

No Entroncamento regista-se o embate de estreia entre o novo clube local e o Amiense. Os “ferroviários”, a necessitar de pontos – conseguiram, até agora, ganhar somente um jogo, frente ao rival Torres Novas –, não serão adversário fácil, pese embora a turma de Amiais de Baixo possa ter outro tipo de argumentos.

Em Rio Maior, a formação visitada será favorita ante o “lanterna vermelha”, Moçarriense, não obstante os visitantes terem pontuado pela primeira vez neste campeonato, na ronda precedente, após uma muito má sucessão de nove desaires.

Por curiosidade, na única ocasião em que se defrontaram, em Outubro de 2019, os donos da casa golearam então por expressivos 8-1. Hoje, esperando-se um resultado não tão desequilibrado, os três pontos deverão voltar a ficar em Rio Maior.

Conforme referido, foram adiados os seguintes encontros desta ronda: Fazendense-Abrantes e Benfica, Glória do Ribatejo-Cartaxo, o “derby” Torres Novas-Riachense e o Samora Correia-Ferreira do Zêzere.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.01.2021)

P.S. Já depois da gravação desta rubrica, viriam a ser ainda adiados, “em cima da hora”, os jogos Coruchense-Mação e Entroncamento-Amiense, pelo que os desafios a realizar hoje acabam por se limitar somente a dois!

Hertz

Continuando a jogar-se em horário matinal, este Domingo pós-Natal é aproveitado para recuperar a jornada (5.ª) que se encontrava em atraso, adiada desde 1 de Novembro.

Uma manhã repleta de desafios de grande sensação, desde logo os dois que envolvem quatro dos cinco primeiros classificados.

Em Coruche, o agora comandante destacado, Coruchense – equipa que segue numa série triunfal de sete jogos consecutivos –, recebe o vice-líder, Abrantes e Benfica, em queda de rendimento, tendo perdido sete pontos nos últimos três encontros, depois de um ciclo de seis vitórias sucessivas, a abrir o campeonato.

Tendo sido cancelado o desafio agendado entre ambos os clubes no campeonato passado, o embate de hoje será uma estreia absoluta.

Pelos mais recentes sinais transmitidos pelas duas formações, o grupo do Sorraia perfila-se como favorito, mas não poderá ser colocada de parte a possibilidade de os abrantinos virem a pontuar.

Em Mação, o actual 5.º classificado recebe o Cartaxo, equipa que, tendo empreendido boa recuperação, ascendeu já ao 3.º posto, somente um ponto abaixo do clube de Abrantes.

Maçaenses e cartaxeiros cruzaram-se por oito vezes na última década, com clara tendência favorável aos visitados: o Mação venceu em cinco ocasiões (quatro delas, consecutivamente, entre as épocas de 2013-14 a 2016-17), face a apenas dois triunfos do Cartaxo (o último deles, por categórico 3-0, curiosamente, no ano em que o adversário se sagraria Campeão Distrital, em 2018). Na época passada, numa renhida disputa, o desfecho saldou-se por uma igualdade a três golos!

Trata-se, pois, de um jogo de tripla, numa altura em que o factor casa se encontra mitigado pela ausência de público.

Para além dos dois confrontos anteriores, teremos também o “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere, que se disputará, a nível do principal escalão do futebol distrital, pela 7.ª vez, desde a estreia, em 1998.

Nas seis ocasiões anteriores, os unionistas venceram por cinco vezes (as quatro primeiras, de forma sucessiva), tendo-se registado um único empate, em 2018-19.

Com as duas equipas a atravessarem fases menos positivas – o União sem vencer nos últimos dois jogos, sendo que os ferreirenses não ganham há quatro rondas, tendo mesmo perdido três desse quatro jogos mais recentes – os tomarenses serão favoritos, devendo confirmar tal estatuto dentro de campo.

Mas, numa jornada que promete muito, todos os restantes jogos serão de interesse.

Um Torres Novas moralizado por dois triunfos seguidos, recebe o Fazendense, outra vez a realizar um bom campeonato, seguindo com três vitórias consecutivas.

Trata-se, aliás, do embate mais vezes repetido nos últimos anos, de entre os emparelhamentos desta ronda: Torres Novas e Fazendense defrontaram-se por nove vezes desde 2010! Depois de um nulo, a abrir, os torrejanos encadearam uma sucessão de sete vitórias, ininterruptamente, entre 2010-11 (fase final) e 2017-18… a qual viria a ser quebrada, há dois anos, com os homens das Fazendas de Almeirim a triunfar no último desafio entre ambos os clubes, por 2-0.

Tendo o Fazendense superiores argumentos, veremos até que ponto o Torres Novas poderá contrariar tal favoritismo teórico dos forasteiros.

Alcanenense e Amiense, a realizar campanhas muito positivas, ambos na primeira metade da tabela, encontram-se em Alcanena, para uma partida que se antevê repartida, como, aliás, o indica o histórico recente: desde 2010, nas quatro ocasiões em que se cruzaram, registou-se uma vitória dos donos da casa, um empate e dois triunfos dos visitantes. Esta manhã, a repartição de pontos parece ser um cenário de alguma probabilidade.

A “equipa-sensação” desta fase inicial da prova, Glória do Ribatejo desloca-se a Rio Maior, para um confronto de estreia entre ambos os clubes, sendo que os locais procurarão ampliar o seu pecúlio pontual, de forma a fugir da zona perigosa. Os visitantes, por agora mais tranquilos, poderão, todavia, aproveitar tal posição para voltar a surpreender.

O Samora Correia, que conseguiu, enfim, voltar aos triunfos, colocando termo a um terrível ciclo de cinco desaires sucessivos, é de novo favorito a somar mais três pontos, na recepção ao Entroncamento, noutro encontro em estreia absoluta.

Por fim, os aflitos Riachense e Moçarriense, actuais dois últimos classificados – a turma dos Riachos com seis derrotas consecutivas, sendo que o grupo da Moçarria foi derrotado em todas as nove partidas já realizadas –, ambos muito carenciados de pontos, procurarão ganhar novo ânimo.

Curiosamente, nas quatro vezes em que se encontraram nos Riachos, registam-se duas vitórias para cada lado – a primeira delas, em 2012-13, com uma goleada de 7-1 a favor do Riachense, tendo os outros três jogos sido bem mais equilibrados, o que se antevê também para hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.12.2020 – Sem emissão)

Hertz

Joga-se esta amanhã a 10.ª jornada do Distrital da I Divisão, com as atenções focadas, essencialmente, na partida entre Fazendense e U. Tomar.

Estes dois clubes históricos – actuais 5.º e 4.º classificados, respectivamente – defrontaram-se, no principal escalão, nos últimos dez anos, em dez ocasiões, com um balanço bastante repartido: quatro vitórias do grupo das Fazendas de Almeirim, face a três triunfos dos tomarenses, e três empates.

Curiosamente, estes desfechos têm chegado por vagas: primeiro, três desafios vencidos pelos donos da casa, entre 2011 e 2012; de seguida, três igualdades, em 2014 e 2015; depois, três vitórias dos unionistas, entre 2016 e 2018 – sendo que o Fazendense voltou a vencer na temporada passada.

Nos últimos quatro jogos no presente campeonato, o Fazendense ganhou três, apenas tendo sido surpreendido em Rio Maior, onde perdeu; quanto ao U. Tomar, que apenas foi derrotado em Samora Correia, logo na 2.ª ronda, somou três empates nos cinco encontros mais recentes.

Num embate em que o último resultado não tangencial entre os dois clubes data já de 2012, será difícil fazer prognósticos, estando todos os cenários em aberto.

O agora líder isolado (embora à condição, dado o Abrantes e Benfica ter um jogo a menos), Coruchense, desloca-se aos Riachos, sendo amplamente favorito a somar o sétimo triunfo consecutivo, o que passaria a constituir novo record na presente época.

Por curiosidade, o historial dos últimos anos aponta para resultados repartidos, com uma vitória para cada lado e um empate. Porém, o triunfo do Riachense data já de 2012, sendo que, no contexto actual, é muito grande a diferença de potencial entre as duas equipas.

Também o Abrantes e Benfica – que viu, sensacionalmente, ser interrompida na Glória do Ribatejo a sua senda triunfal (seis vitórias nos seis primeiros jogos realizados nesta temporada – deverá retomar o trilho das vitórias, recebendo esta manhã o novato Entroncamento AC, num embate em estreia absoluta.

De interesse se afigura também o Mação-Alcanenense, atendendo ao bom desempenho que a equipa de Alcanena vem registando.

Estes dois emblemas cruzaram-se, no principal escalão, na última década, por quatro vezes, datando a última delas de 2012. Os maçaenses ganharam por três ocasiões, tendo a formação visitante vencido em 2011.

No campeonato em curso, o Mação, após um arranque titubeante, em que chegou a acumular três desaires sucessivos, rectificou a trajectória, tendo ganho os três desafios seguintes, a que se seguiu o empate em Tomar. Quanto aos visitantes, apenas puderam realizar, até à data, seis das nove jornadas previstas, com um desempenho positivo, para um recém-promovido: uma única derrota, e três vitórias.

Em qualquer caso, seria grande a surpresa se os forasteiros conseguissem hoje subtrair pontos ao Mação.

O Cartaxo recebe a visita do Rio Maior, e, sendo claro favorito, não esperará facilidades, recordando, aliás, o empate registado na única ocasião em que as duas equipas se encontraram, há cerca de um ano.

Em “boa maré” parece estar o Amiense, que venceu os seus dois últimos compromissos, recebendo o “tomba-gigantes”, Glória do Ribatejo.

Nas três vezes em que se defrontaram, nos últimos anos, o grupo de Amiais de Baixo ganhou sempre, sendo também esse o desfecho mais expectável esta manhã.

Em Ferreira do Zêzere, os locais, sem conseguir vencer há três jogos, terão a visita do Torres Novas, animado pelo primeiro triunfo obtido nesta época, e logo com uma goleada (4-0, com um “poker” de Miguel Miguel!).

Em anos recentes, registaram-se dois embates entre ambos, com triunfo dos torrejanos em 2017 e vitória dos ferreirenses há cerca de dois anos. Hoje, um cenário de boa probabilidade será o da repartição de pontos.

Por fim, o Moçarriense – que acumulou derrotas em todos os sete desafios já disputados nesta temporada – recebe o Samora Correia, também em crise de resultados, com uma série de cinco desaires consecutivos.

Na única vez que se defrontaram, nos últimos anos, em 2017, registou-se uma igualdade a um golo. Conseguirão os homens da Moçarria provocar “surpresa”, pontuando pela primeira vez?

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.12.2020 – Sem emissão)

Hertz

Numa época em que o esforço de planificação dificilmente poderá ir além de um exercício teórico, com as equipas sem certezas sobre se jogarão ou não no Domingo seguinte, está de regresso o Distrital da I Divisão, três semanas após a disputa da última jornada.

O jogo grande desta 9.ª ronda será, sem dúvida, o que coloca frente-a-frente União de Tomar e Mação, dois dos principais candidatos aos lugares cimeiros, que, aliás, ocupam já, sendo, nesta altura, respectivamente, 3.º e 5.º classificados, pese embora um arranque titubeante dos maçaenses, tendo acumulado, sucessivamente, três derrotas nos quatro primeiros jogos.

Em termos históricos, os dois emblemas defrontaram-se, em jogos a contar para o principal escalão, por  dez vezes desde 2010, com um equilíbrio absoluto: União de Tomar e Mação ganharam, cada qual, em três ocasiões, tendo-se registado ainda quatro empates.

Os visitantes têm, actualmente, uma série em curso de três triunfos consecutivos, sendo que, por seu lado, os unionistas golearam em todos os três desafios até à data disputados em Tomar.

Num jogo de tripla, veremos qual das formações poderá dar melhor resposta a estas quebras de ritmo provocadas pelas paragens do campeonato.

Outro dos candidatos assumidos, Cartaxo, terá uma difícil deslocação, até Samora Correia. Os dois clubes encontraram-se, nos últimos dez anos, em cinco ocasiões, com tendência favorável aos cartaxeiros, que ganharam por três vezes, face a duas vitórias dos samorenses.

Com uma prova algo irregular – com uma derrota e um empate nas duas rondas anteriores –, o favorito Cartaxo enfrenta um adversário que, depois de um bom começo, segue com quatro desaires sucessivos, e que pretenderá quebrar tal série.

Também o líder, Abrantes e Benfica, que mantém percurso 100% vitorioso (nos seis desafios realizados) tem uma saída difícil, à Glória do Ribatejo.

Não existindo histórico de confronto entre ambos, anota-se que o clube visitado parece ter baixado de rendimento, sem ganhar há três jornadas. Os abrantinos são favoritos a prosseguir a sua senda triunfal, mas terão de comprovar tal condição dentro de campo, frente a um adversário sempre aguerrido.

Já o outro guia, Coruchense (empatado em pontos, mas com um jogo a mais que o clube de Abrantes) terá, à partida, menos dificuldades para levar de vencida o Ferreira do Zêzere, isto se atendermos ao histórico recente, com duas goleadas nas últimas vezes que se cruzaram: 6-0 em 2019 e 3-0 já este ano.

O Fazendense, que procura recuperar posições, visita o Entroncamento, num confronto igualmente sem histórico anterior. Também neste caso os visitantes serão favoritos, mas a equipa da cidade ferroviária não oferecerá facilidades.

Posicionados ambos a meio da tabela, o Rio Maior recebe o Amiense, reeditando o único embate entre os dois clubes, no ano passado, então com vitória do grupo de Amiais de Baixo, por 2-0. Esta manhã, numa partida aberta, o prognóstico é incerto, podendo ocorrer qualquer dos três desfechos.

O Alcanenense, equipa até agora mais fustigada pela pandemia, apenas tendo podido disputar cinco das oito jornadas calendarizadas, recebe o Riachense.

As últimas vezes que estes dois clubes se defrontaram na I Divisão Distrital ocorreram já nas relativamente distantes épocas de 2008-09 e 2009-10, sendo que, em quatro jogos então realizados, os homens dos Riachos ganharam por três vezes, face a um único triunfo dos visitados.

Atendendo ao desempenho que o Riachense vem apresentando, seguindo com quatro derrotas sucessivas, a turma da casa será favorita a voltar a somar os três pontos, o que não consegue após as vitórias obtidas nas duas primeiras jornadas da prova.

Em Torres Novas, com os locais a receberem o Moçarriense, encontram-se duas equipas que ocupam, nesta altura, os últimos lugares da pauta classificativa, situação nada condizente com o historial dos torrejanos.

Estes dois clubes encontraram-se, em anos recentes, por três vezes, sempre com triunfo dos donos da casa, o que se afigura poder ser o cenário mais plausível para o jogo desta manhã, pese embora num confronto entre duas equipas ainda à procura da primeira vitória na competição, sendo que o conjunto da Moçarria não conseguiu, aliás, até agora, evitar a derrota, nos seis jogos entretanto já realizados.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.12.2020)

Hertz

Outra vez em horário matinal, a 8.ª jornada do campeonato não inclui, à partida, nenhum jogo de “sensação”, destacando-se, ainda assim, as deslocações do Coruchense à Moçarria, e do U. Tomar ao Entroncamento, cabendo ao Abrantes e Benfica receber o Rio Maior.

O “lanterna vermelha”, Moçarriense, que, até à data, somou derrotas em todos os cinco jogos já disputados, recebe um dos líderes, o Coruchense. Num jogo entre extremos, o favoritismo é total para a formação do Sorraia, que venceu nas três ocasiões anteriores em que os dois clubes se cruzaram, pese embora sempre por margem tangencial.

Sem histórico anterior, o novo Entroncamento Atlético Clube terá a visita do U. Tomar, em mais um teste aos tomarenses, que buscam ainda o primeiro triunfo extramuros, após três jogos. A equipa da cidade ferroviária teve um arranque de campeonato difícil, mas tem vindo a recuperar, tendo em curso uma série de três jogos sem perder, pelo que os unionistas não esperarão encontrar facilidades.

O outro líder, Abrantes e Benfica, com um percurso até agora 100% vitorioso, actua em casa, recebendo o Rio Maior, num confronto que teve a sua estreia na época passada, então com os abrantinos a ganhar por tangencial 2-1. Esta manhã, e pese embora os riomaiorenses estejam a dar boa conta de si, nesta fase inicial da época, ocupando posição a meio da tabela, os abrantinos deverão repetir o triunfo.

No embate com maior historial de entre os encontros desta ronda, o Cartaxo recebe o Torres Novas, sendo que estes dois emblemas se defrontaram, em desafios a contar para a I Divisão, por dez ocasiões na última década, e, curiosamente, com uma vincada tendência a favor dos forasteiros: os torrejanos ganharam por quatro vezes, consecutivamente, entre 2015 e 2018, tendo-se registado cinco empates e uma única vitória dos cartaxeiros, já na distante temporada de 2010-11!

A partida de hoje apresenta a particularidade de ambos os conjuntos virem de uma jornada traumática, com o Cartaxo a ser “esmagado” em Coruche, por pesadíssimos 7-1, enquanto o Torres Novas, de forma absolutamente incrível, deixou escapar, nos dez últimos minutos, uma vantagem de quatro golos, tendo consentido três tentos do Amiense já em tempo de compensação!

Veremos como reagirão as duas formações ao forte revés sofrido, sendo que, em condições normais, os donos da casa seriam creditados com substancial dose de favoritismo.

Outro encontro entre históricos do Distrito é o que opõe Amiense e Samora Correia, que, nos últimos dez anos, se defrontaram por cinco vezes, sendo que o melhor que os samorenses conseguiram foi um empate, também já na distante época de 2010-11, a que se seguiu uma série de quatro vitórias do grupo de Amiais de Baixo.

As duas equipas estão igualadas em pontos na pauta classificativa, sendo que os axadrezados perderam nas três últimas jornadas. Quanto aos homens da casa, que vinham fazendo um início de prova aquém das expectativas, poderão beneficiar do impulso anímico da épica recuperação empreendida na passada semana. Em qualquer caso, um jogo de tripla.

Cabe ao Riachense, também goleado, em Tomar, igualmente por 7-1, receber o Mação, sendo que os dois emblemas se cruzaram por seis vezes nos últimos sete anos, com balanço praticamente repartido: três triunfos dos homens do Riachos, face a duas vitórias dos maçaenses, para além de um empate. Sucede que a última vitória do Riachense data já de 2015, enquanto o Mação ganhou nos dois jogos mais recentes, em 2018 e 2019.

Atendendo às aspirações distintas destes dois opositores, os maçaenses são também notoriamente favoritos a somar mais três pontos, prosseguindo a sua recuperação na tabela.

A fazer um campeonato algo irregular, ocupando, para já, modesto 9.º lugar, o Fazendense terá a visita de uma das principais sensações do campeonato, Glória do Ribatejo.

Nas três vezes em que se defrontaram, o grupo das Fazendas de Almeirim ganhou em duas ocasiões, mas a Glória teve já oportunidade de surpreender, tendo vencido em reduto alheio em 2019. Ainda assim, o Fazendense será favorito no encontro desta manhã.

Por fim, o Ferreira do Zêzere recebe o Alcanenense, num confronto que repete os de 2009 (então com vitória da turma de Alcanena) e de 2018, altura em que a vitória sorriu aos ferreirenses.

Desta feita, os visitados poderão beneficiar da possível falta de ritmo de um adversário, que não joga desde final de Outubro, para voltar a somar pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.11.2020)

Hertz

O “prato forte” da 7.ª jornada da I Divisão Distrital, que hoje se realiza, em inaudito horário matinal, é o embate entre os candidatos Coruchense e Cartaxo, o qual se afigura de desfecho imprevisível.

Isto, apesar de nos quatro encontros mais recentes entres estas duas equipas, disputados nos últimos seis anos, em todos eles o triunfo ter sorrido à formação do Sorraia, e, em geral, por números contundentes: duas vezes 3-0 e um 5-2! De facto, a última vez que o Cartaxo venceu em Coruche data já de 2003…

Não obstante os cartaxeiros tenham tido, até agora, um calendário bastante irregular, já com três jogos adiados – e, portanto, muitas paragens –, o Coruchense não esperará facilidades, numa partida que poderá pender para qualquer dos lados.

Mas também o outro líder, Abrantes e Benfica, terá um teste de elevado grau de exigência, com a deslocação a Samora Correia, para reedição do único confronto entre ambos, na época passada, então com vitória dos abrantinos, por tangencial 2-1.

Os samorenses tiveram um bom arranque, mas vêm de duas derrotas nos últimos dois jogos, pelo que, pese embora as dificuldades que o oponente lhes colocará, tudo procurarão para evitar terceiro desaire sucessivo.

O U. Tomar, actuando no seu reduto, é claramente favorito, frente ao Riachense: nas quatro ocasiões mais recentes em que se defrontaram, nos últimos sete anos, regista-se um empate, uma vitória do conjunto dos Riachos (em 2016) e… duas goleadas a favor dos unionistas, por 4-0 (em 2018) e por 7-0, no último confronto entre ambos em Tomar, já no corrente ano de 2020, no mês de Janeiro.

Não deverá, contudo, esquecer-se que o grupo visitante surpreendeu já o Fazendense (impondo-lhe um empate), tendo perdido por margem tangencial no Cartaxo, e oferecendo igualmente boa réplica em Abrantes, onde chegou a estar em vantagem.

Em Rio Maior, a turma local recebe a visita do Fazendense, depois de, na época passada, os visitantes ali terem goleado por categórico 5-1 – por coincidência, precisamente no mesmo dia do 7-0 do U. Tomar ao Riachense.

Esta manhã teremos certamente um resultado mais equilibrado, porventura até com tendência para a repartição de pontos, pese embora algum favoritismo que possa ser atribuído ao conjunto das Fazendas de Almeirim.

O confronto com historial mais extenso dos desafios desta ronda é o que opõe dois históricos, Torres Novas e Amiense, num balanço bem repartido: desde 2010, cruzaram-se já, na I Divisão Distrital, por dez vezes, com cinco vitórias dos torrejanos, face a quatro dos forasteiros, e um único empate.

Estes dois emblemas têm vindo a registar um início de temporada aquém das expectativas, com os torrejanos mesmo em posição algo inquietante, no penúltimo lugar, ainda sem se terem estreado a vencer, não sendo também previsível que tal venha a suceder hoje.

No Mação – Ferreira do Zêzere, o histórico aponta para uma clara tendência a favor dos homens da casa, que, nas últimas seis partidas entre ambos, desde 2006, golearam por cinco ocasiões (três vezes por 5-1, um 5-2, culminando no 8-1 de há cerca de um ano). A contrapor a esta sucessão de resultados pesados, os ferreirenses averbaram um único êxito, ganhando por 3-2, na derradeira ronda da época de 2017-18… por curiosidade, na festa do título dos maçaenses.

A fazer, por agora, um brilharete, ocupando um excelente 3.º lugar na tabela, tendo registado vitórias nos dois jogos disputados fora de casa, não se antevê que os ferreirenses possam somar pontos neste desafio.

A partida entre Glória do Ribatejo e Entroncamento AC representa uma estreia absoluta nos confrontos entre os dois clubes.

Pelo que ambos têm vindo a mostrar até agora, a turma da Glória do Ribatejo será favorita a somar mais três pontos, consolidando o seu notável arranque de campeonato, mas uma eventual surpresa não deixará de poder ser equacionada, atendendo a que o Entroncamento se apresenta em processo de crescimento…

Como vem sendo regra na presente edição do campeonato distrital, também esta jornada tem um jogo adiado, entre Alcanenense e Moçarriense, precisamente as duas equipas até agora mais afectadas pela pandemia.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.11.2020)

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