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Apenas com três jornadas disputadas, os lugares do pódio são já ocupados por três dos principais candidatos ao título de Campeão Distrital – Coruchense, U. Santarém e Cartaxo –, perspectivando-se para hoje vários embates de especial interesse.

Começando pelo Coruchense-Alcanenense, em que se reencontram os dois clubes recentemente despromovidos do Nacional, não existindo registo de partidas recentes entre ambos a nível do futebol distrital (estas equipas não se cruzavam no Distrital desde a longínqua temporada de 2002-03).

Na época passada, no Campeonato de Portugal, a turma do Sorraia foi batida no seu terreno por 3-0, mas, para esta tarde, não é expectável que tal se possa repetir, apresentando-se os donos da casa como favoritos.

O Cartaxo recebe a visita do Samora Correia, num confronto que se tem caracterizado, nas últimas vezes em que ocorreu, por resultados desnivelados, tendo os samorenses goleado, no campeonato passado, por 4-0, depois de ter perdido nas duas ocasiões anteriores, por 3-1 e 5-1 (esta, já em 2010-11). Com as duas equipas separadas, nesta altura, apenas por um ponto, os donos da casa apresentam, não obstante, maior probabilidade de vencer.

Em Ferreira do Zêzere, o actual “lanterna vermelha” da prova (único que somou derrotas nas três rondas já disputadas) defronta o U. Santarém, promovido do escalão secundário, mas que tem demonstrado, nesta fase de arranque do campeonato, muito boas credenciais.

Não há também registo de jogos entre estes dois clubes no principal escalão distrital nos últimos anos, mas, entre 2013 e 2017, encontraram-se, por três vezes, na fase de apuramento de Campeão do escalão secundário, com resultados para todos os gostos: vitória escalabitana em 2014; empate em 2016; e triunfo caseiro em 2017.

Num desafio que se antevê de elevada importância para ambos os contendores, pelas tendências que poderá apontar para o futuro, todos os desfechos estarão em aberto, em mais um jogo de “tripla”.

Também de teórico equilíbrio se perfila o confronto U. Tomar-At. Ouriense, como, aliás, o atesta o histórico recente: nas últimas sete vezes que os dois emblemas se cruzaram na cidade do Nabão, três vitórias para cada lado e um empate, com desfechos alternados nos anos mais recentes, sendo que o União venceu, na época passada por tangencial 2-1, para o campeonato, tendo goleado por 4-0 na Taça do Ribatejo. Hoje, os unionistas procurarão repetir a receita que deu bons resultados em Fazendas de Almeirim.

Igualmente dividido se antevê o Torres Novas-Fazendense, em contraponto ao que vem sendo a tendência história dos confrontos entre ambas as formações na cidade do Almonda: de facto, nos últimos oito encontros, os torrejanos apresentam um domínio esmagador, com sete triunfos e um único empate, já em 2010-11, tendo, inclusivamente, goleado por 4-0 no campeonato anterior.

Porém, estranhamente ainda sem se estrear a marcar nesta temporada, após seis jogos disputados, em que, o melhor que conseguiu foram dois nulos, o Torres Novas terá de melhorar bastante o seu desempenho para que seja possível alcançar um resultado positivo.

Por seu lado, o Marinhais, que vem registando melhores resultados em terreno alheio do que no seu próprio reduto, recebe o Amiense, em mais um reencontro, entre duas equipas que não se cruzavam no Distrital desde a temporada de 2003-04. Tendo por base o comportamento de ambas as formações no campeonato, até ao momento, o conjunto de Amiais de Baixo poderá regressar a casa com, pelo menos, um ponto.

Por fim, outro candidato aos lugares de topo, U. Almeirim, que, por agora, tem estado um pouco aquém das expectativas, recebe o Glória do Ribatejo, equipa que, depois do inesperado triunfo da jornada inaugural, frente ao Torres Novas, vem registando desfechos negativos.

Estes dois clubes também não se defrontam na I Divisão Distrital há mais de 15 anos, mas encontraram-se, pela última vez, em 2014-15, na fase de apuramento de Campeão da II Divisão, então com vitória dos almeirinenses por 2-0. Não surpreenderia se, esta tarde, repetissem o triunfo, até por números mais dilatados.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 14.10.2018)

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Está de regresso o Distrital da I Divisão, numa fase ainda muito prematura, para disputa da 3.ª jornada, mas em que, num claro indício do grande equilíbrio de forças que se antecipa, temos nada menos do que sete clubes a partilhar a “liderança”!

Mais, nenhum deles conseguiu vencer os dois desafios iniciais do campeonato, pelo que todos os concorrentes perderam já pontos, situação, aliás, “maximizada” pelas três equipas melhor classificadas no campeonato do ano anterior (U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere), os quais, de um total global de 18 pontos em disputa… obtiveram, até à data, um único ponto!

Esta tarde as atenções estarão especialmente focadas num “clássico” entre dois históricos do futebol distrital, U. Santarém-U. Almeirim, dois clubes que, porém, não se cruzavam no escalão principal já há 12 temporadas! A última vez que se defrontaram, então na II Divisão Distrital, foi na época de 2013-14, há praticamente cinco anos, tendo os escalabitanos vencido, nessa ocasião, por 3-2. Hoje, antecipa-se um jogo de prognóstico reservado, em que a melhor “aposta” será mesmo uma tripla.

Em paralelo, nas Fazendas de Almeirim, frente ao Fazendense, o União Tomar enfrenta mais um difícil desafio, ansiando por colocar termo à “seca” de golos, assim como retomar o rumo dos resultados positivos, procurando quebrar a prolongada série de desaires, também já de quatro jogos.

Num embate já repetido por nove vezes, nos últimos nove anos, a tendência geral é de equilíbrio, com três triunfos dos donos da casa, quatro empates e duas vitórias dos tomarenses, que não perdem no reduto do adversário há seis anos, tendo, aliás, vencido nas duas últimas deslocações. Veremos se os unionistas conseguirão, dando também sequência aos sinais positivos apresentados no Domingo, prosseguir, esta tarde, esse bom desempenho em terras almeirinenses.

Outro confronto de especial interesse será também o Alcanenense-Cartaxo, em que um dos principais candidatos será colocado à prova, perante uma jovem equipa da casa, que vem dando boa conta de si nesta fase inicial da prova. As últimas vezes que se encontraram datam já da distante temporada de 2010-11, então com dois empates nos jogos em Alcanena. Um desfecho que não seria surpresa se pudesse repetir-se hoje, pese embora o favoritismo que se possa atribuir aos cartaxeiros.

Em Samora Correia, o grupo da casa terá a visita do Torres Novas, conjunto que regista também um mau arranque de temporada (duas derrotas nos jogos da Taça de Portugal, um inesperado desaire na estreia do campeonato, na Glória do Ribatejo, e um empate em casa), aliás, não se tendo ainda estreado a marcar na presente época!…

Por curiosidade, nas três ocasiões em que samorenses e torrejanos se defrontaram, em Samora Correia, nos anos mais recentes, a turma do Torres Novas venceu sempre, nas duas últimas temporadas por tangencial 1-0. Atendendo ao que as duas equipas vêm apresentando, será expectável que os visitados possam interromper esse ciclo vitorioso adversário.

Em Amiais de Baixo, teremos a curiosidade de Amiense e Ferreira do Zêzere se reencontrarem, imediatamente após, no passado domingo, os ferreirenses terem ganho, no seu terreno, por 1-0, em jogo da Taça do Ribatejo. Uma eventual oportunidade para a “desforra” dos pupilos de Jorge Peralta, no seu sempre difícil reduto. Não obstante, é de notar que, na única vez que os dois clubes se defrontaram na I Divisão, nos últimos anos, precisamente na época passada, o resultado foi uma igualdade a um golo.

Outro dos principais candidatos aos lugares cimeiros do campeonato, o Coruchense, terá uma curta viagem, até à vizinha Glória do Ribatejo, ainda abalada pela goleada sofrida na passada semana, no “derby” ante o Marinhais. A formação do Sorraia é amplamente favorita. Contudo, é de recordar também que, nas últimas vezes que se cruzaram na I Divisão, na Glória, na temporada de 2012-13, a equipa da casa impôs um empate, antes de, na segunda fase, ser então desfeiteada pelo grupo de Coruche.

Por fim, em Ourém, o At. Ouriense terá a visita do Marinhais, equipa que esteve em particular evidência no último Domingo, na Taça do Ribatejo. Não existe registo de confronto recente entre estes dois clubes, até porque o Marinhais está agora de regresso ao principal escalão, após uma longa ausência de 14 anos. Não obstante os forasteiros se apresentarem com a moral em alta, o emblema da casa apresenta-se como favorito para o desafio desta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 07.10.2018)

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Após a disputa das duas primeiras jornadas do Distrital da I Divisão, o campeonato sofre este fim-de-semana um primeiro interregno, para dar entrada em cena às Taças, de Portugal e do Ribatejo.

No que respeita à “prova-rainha” do futebol nacional, Taça de Portugal, na sua 2.ª eliminatória, estão ainda em competição três representantes do Distrito (após a repescagem de Fátima e Torres Novas), mas a tarefa de qualquer um deles não se afigura nada fácil, não obstante – precisamente num reverso do sucedido na eliminatória inicial – todos eles actuarem nos respectivos redutos… todavia perante opositores de escalão superior.

O Fátima – que, de forma algo surpreendente, perdeu na eliminatória inaugural, em Oleiros, tendo tido a sorte de ser repescado – recebe a Oliveirense, da Liga de Honra, equipa que ocupa actualmente o 13.º posto, que reparte com outros quatro concorrentes, somente um ponto acima do “lanterna vermelha”, Arouca. A possibilidade de “haver Taça” existe, mas tal implicará um Fátima ao seu melhor nível.

Estas duas equipas cruzaram-se já, aquando da passagem dos fatimenses pelo segundo escalão, nas épocas de 2009-10 e 2010-11, sendo que, em quatro jogos, a turma de Fátima o melhor que conseguiu foi um empate (em casa), tendo perdido por três vezes.

Quanto ao Torres Novas, terá a visita do Maria da Fonte, um dos 7.º classificados da Série A do Campeonato de Portugal. Tendo em atenção o que tem sido o desempenho dos torrejanos neste arranque de temporada – derrotas na 1.ª ronda da Taça de Portugal, ante os “Amigos da Paz”, de Pousos, do Distrital de Leiria, e, no campeonato, na Glória do Ribatejo, a que se seguiu um nulo na recepção ao Alcanenense – , seria uma surpresa positiva se conseguisse passar à eliminatória seguinte.

Por fim, o U. Tomar – vencedor na Idanha-a-Nova, na estreia nesta edição da prova – será anfitrião do Vilafranquense, actual vice-líder da Série C do Nacional (a mesma na qual milita o Fátima), perfilando-se-lhe uma tarefa hercúlea, dado o diferencial de recursos entre ambas as formações.

Mas a Taça é festa, e, recuando à última vez que os dois clubes se cruzaram, na já distante época de 1994-95, os tomarenses causaram sensação, empatando em Vila Franca de Xira (2-2), com os donos da casa – que terminariam esse campeonato no 2.º lugar, em igualdade pontual com o vencedor (Mafra) –  a evitar a derrota (depois de ter estado a perder por 0-2) somente mercê de uma grande penalidade convertida por… Rui Vitória!

Aliás, na época anterior a essa, os unionistas haviam já empatado (então, a zero) em Vila Franca, tendo mesmo vencido em Tomar (1-0). Mas, no dia de hoje, as condições são bastante distintas, pelo que só um União a superar-se, conjugando com um dia menos conseguido do adversário, poderá permitir acalentar o sonho de avançar na prova.

Deverá ainda recordar-se, por outro lado, que o Vilafranquense começara inclusivamente por ser “afastado”, na primeira ronda, pelo Caldas, no desempate da marca de grande penalidade, tendo acabado por beneficiar igualmente da repescagem para chegar ao jogo de hoje.

Quanto à Taça do Ribatejo, que terá esta tarde a sua jornada de estreia, na fase de grupos, o actual detentor do troféu (União de Tomar) teve de adiar o seu jogo ante o Tramagal, chamando a atenção os seguintes quatro confrontos:

  • Alcanenense-At. Ouriense, entre duas equipas que integram o septeto da “liderança” no campeonato distrital. As últimas vezes que estas formações se defrontaram em Alcanena datam já das épocas de 2010-11 e 2011-12, com algum equilíbrio, traduzido em dois triunfos dos donos da casa, um empate e uma vitória dos forasteiros. Não surpreenderia se o At. Ouriense conseguisse hoje obter um resultado positivo.
  • Ferreira do Zêzere-Amiense, entre a equipa-sensação da temporada anterior, para já a denotar algumas dificuldades neste arranque de época, que a fazem partilhar com o U. Tomar a cauda da tabela, e um histórico do futebol distrital, já vencedor do troféu por três vezes. Na partida que disputaram, na temporada passada, a contar para o campeonato, os ferreirenses venceram, então por 1-0. Esta tarde, a tendência será também para um jogo equilibrado.
  • Moçarriense-U. Almeirim, entre um conjunto recentemente despromovido ao segundo escalão distrital – e que fará hoje o seu jogo de estreia, a nível oficial, na presente época – e um dos favoritos aos lugares cimeiros da I Divisão. No campeonato passado, os almeirinenses foram vencer à Moçarria por tangencial 1-0… mas, em 2015-16, haviam sido derrotados. Esta tarde, os visitantes são claramente favoritos, mas terão de o demonstrar no difícil reduto contrário.
  • Glória do Ribatejo-Marinhais, num “derby” do município de Salvaterra de Magos, entre dois recém-promovidos à divisão principal, que começaram por dar boa conta de si na estreia (os visitados derrotaram o Torres Novas, tendo os visitantes ido empatar a Samora Correia), mas que foram, ambos, batidos na passada semana. Na época precedente, então na II Divisão, defrontaram-se por duas vezes na Glória, com empate na primeira fase e triunfo do Marinhais na fase final. Em suma, um jogo de tripla.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.09.2018)

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A primeira ronda do Campeonato Distrital da I Divisão, disputada no passado fim-de-semana, começou já por apontar as primeiras tendências do que poderá vir a ser esta temporada futebolística, curiosamente com os dois clubes despromovidos do Nacional, Coruchense e Alcanenense, a vencer por margem expressiva, enquanto as equipas que tinham ficado melhor posicionadas no Distrital da época passada (U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere) foram, todas elas, derrotadas, aliás, também o mesmo desfecho sofrido pelo assumido candidato ao título, Cartaxo, não tendo outro dos principais candidatos, U. Almeirim, conseguido melhor que um empate.

Na segunda jornada, que esta tarde se joga, avulta como partida de maior cartaz o aliciante embate entre Coruchense e U. Santarém, precisamente os dois clubes que mais começaram por se evidenciar, logo na ronda inaugural da prova, com o triunfo da turma do Sorraia no terreno da equipa sensação da época passada (Ferreira do Zêzere) e a derrota imposta pelos escalabitanos ao anunciado candidato ao título, Cartaxo.

As formações de Coruche e de Santarém apenas se defrontaram, nas últimas épocas, uma única vez, com vitória categórica dos visitados, por 3-0. Veremos se o Coruchense, aproveitando também o factor casa, confirmará o favoritismo que lhe é atribuído.

No que respeita aos dois principais candidatos, que iniciaram mal as respectivas campanhas, com deslizes no passado fim-de-semana, o Cartaxo recebe a visita do Glória do Ribatejo, protagonista da principal surpresa da primeira jornada, apresentando-se os donos da casa claramente favoritos, não existindo, todavia, histórico recente de confrontos entre ambos que possa de alguma forma corroborar esta projecção.

Quanto ao U. Almeirim, defronta, também no seu terreno, o Ferreira do Zêzere, conjunto que, em princípio, deverá ter dificuldades em evitar segunda derrota sucessiva, perante o potencial do seu oponente desta tarde. Não obstante, é de assinalar que, na última temporada, na única vez em que as duas formações se cruzaram no principal escalão em anos recentes, os ferreirenses causaram surpresa, indo vencer a Almeirim, então por tangencial 1-0. Os almeirinenses estarão portanto bem avisados dos riscos que podem ter de enfrentar.

Também de interesse será a partida entre Torres Novas e Alcanenense, com os torrejanos a pretender rectificar a “má imagem” deixada na estreia, mas defrontando um adversário bastante moralizado com o triunfo obtido ante os tomarenses. Num reencontro entre dois históricos do Distrito, curiosamente a tendência do passado aponta no sentido de favorecer os visitantes: de facto, nas últimas quatro vezes que se cruzaram, nas épocas de 2010-11 e 2011-12, o grupo de Alcanena venceu em Torres Novas por três vezes, apenas tendo perdido numa única ocasião.

O embate mais repetido nos anos mais recentes a nível da I Divisão Distrital é aquele que coloca frente-a-frente o At. Ouriense e o Amiense, clubes que se defrontaram por nove vezes nos nove anos mais recentes, com notória tendência a favorecer os visitados, que venceram por sete vezes – entre elas nas quatro últimas partidas –, tendo perdido somente um jogo, para além de se ter registado ainda uma igualdade. Num confronto entre duas formações de potencial equiparado, o factor casa poderá desequilibrar a favor do conjunto de Ourém, o que significaria um reforçar da referida tendência histórica.

Em Marinhais, outro recém-promovido ao principal escalão, que teve bastante bom comportamento na semana passada, arrancando um empate a dois golos em Samora Correia, recebe a visita do Fazendense, num encontro sem historial recente, em que não será descabido apontar para a possibilidade de repartição de pontos.

Por fim, em Tomar, teremos o U. Tomar-Samora Correia, um confronto entre dois conjuntos de poderio similar, também de entre os mais cotados do Distrital.

Nas quatro últimas vezes que estes dois emblemas se encontraram em Tomar, o União venceu por três vezes, apenas tendo cedido um empate, há dois anos, sendo que, na temporada passada, se registou uma goleada, por 5-2.

O desfecho desta tarde será certamente mais equilibrado, podendo o factor casa assumir igualmente relevância, desde que os unionistas se consigam reencontrar com os golos… e voltar a ter a necessária concentração na defesa da sua baliza.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.09.2018)

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Após quatro meses de paragem, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, que se antevê intensamente disputado, numa competição “muito aberta”, perfilando-se como formações com maiores ambições ao título as do Cartaxo (reforçada com o melhor marcador da época passada, Wemerson Silva) e do U. Almeirim, a par, porventura, dos despromovidos do Nacional, Coruchense (que, aliás, foi o Campeão nas suas duas últimas participações na prova) e a “incógnita”, Alcanenense.

Talvez numa segunda linha, mas visando também intrometer-se em tal disputa pelos lugares de topo, surgirão as equipas do U. Tomar e Samora Correia – isto sem esquecer vários outros nomes históricos do futebol distrital, como Torres Novas, Fazendense, Amiense, At. Ouriense ou, inclusivamente, o recém-promovido U. Santarém, igualmente com aspirações a figurar na primeira metade da tabela.

Por outro lado, há também curiosidade em aquilatar até que ponto o surpreendente Ferreira do Zêzere poderá repetir a brilhante campanha da última temporada. Por fim, Marinhais e Glória do Ribatejo, também promovidos ao escalão principal deverão ter como objectivo prioritário o da manutenção.

Na jornada inaugural, o desafio de maior cartaz em termos históricos é o Fazendense-At. Ouriense, confronto repetido já por nove vezes nos últimos oito anos, com clara supremacia dos donos da casa, que venceram por seis ocasiões, apenas tendo sido derrotados uma única vez, na já distante temporada de 2011-12, para além de dois empates. O favoritismo parece ir, portanto, para o grupo das Fazendas de Almeirim.

Segue-se o Amiense-U. Almeirim, entre dois outros emblemas históricos do futebol distrital, que se cruzaram nas três últimas épocas, com dois triunfos dos visitados e um empate. Este será um primeiro sério teste às aspirações dos almeirinenses, perante um adversário sempre aguerrido, em que não surpreenderia se a formação de Almeirim continuasse sem ganhar no difícil reduto de Amiais de Baixos nestes últimos anos.

Em relação aos restantes cinco encontros desta tarde, as estatísticas dizem-nos pouco, seja porque as equipas não se defrontaram nas últimas oito épocas (como acontece em três dos casos), ou, na única situação com mais de um jogo nesse período, esses encontros datam de épocas já relativamente longínquas.

Este é o caso do Alcanenense-U. Tomar, clubes que se defrontaram por duas vezes, em 2010-11 e 2011-12, em ambas as ocasiões com o triunfo do conjunto de Alcanena, respectivamente por 2-0 e 3-0. Tratando-se de um regresso do conjunto da casa ao Distrital, após seis temporadas consecutivas nos Nacionais, é ainda difícil avaliar até que ponto o Alcanenense terá potencial para poder lutar pelos postos cimeiros da classificação. Em qualquer dos casos, afigura-se um adversário que oferecerá dificuldades aos unionistas, que terão de aplicar-se a fundo para poder ter êxito neste jogo.

Na capital do Distrito, o U. Santarém recebe a visita daquele que será, provavelmente, um dos principais candidatos ao título, Cartaxo. As duas equipas apenas se defrontaram, em anos recentes, por uma vez, em 2014-15, então com vitória dos cartaxeiros por tangencial 1-0. Este será um aliciante reencontro entre duas equipas que se reforçaram bastante, podendo constituir também um primeiro indicador do efectivo potencial de cada uma das formações.

O outro despromovido do Campeonato de Portugal, Coruchense – que, nas últimas quatro temporadas tem andado num sistemático “sobe e desce” –, pretenderá certamente replicar os excelentes desempenhos das suas últimas três passagens pela I Divisão Distrital, em que foi vice-campeão (em 2014), antes de se sagrar, por duas vezes, Campeão (em 2015 e em 2017). Desloca-se esta tarde até Ferreira do Zêzere, para defrontar aquela que foi a equipa surpresa da época passada, que concluiu o campeonato num brilhante 4.º lugar, um único ponto abaixo do U. Tomar e do Torres Novas. Num jogo sem historial recente, o favoritismo penderá para os visitantes, mas este prognóstico é bastante reservado…

Em Samora Correia, outro dos candidatos aos lugares da frente recebe o Marinhais – um clube também com pergaminhos, já por três vezes Campeão distrital, na década de 80 –, de regresso ao principal escalão de futebol do Distrito após uma longa “travessia no deserto”, de 14 anos (!). Nesta “estreia” da turma do município de Salvaterra de Magos, seria grande a surpresa se conseguisse impedir a vitória dos samorenses.

Por fim, outro recém-promovido, Glória do Ribatejo, vizinho e rival do Marinhais, regressando também à I Divisão após cinco anos no escalão secundário, terá a visita do Torres Novas, grupo que, não só pelo seu historial, mas pelos superiores argumentos de que disporá, poderá começar o campeonato a vencer, em busca de repetir o excelente desempenho do ano anterior, que culminou com o 3.º lugar, em igualdade pontual com o 2.º classificado.

Está na hora de começar a “maratona”…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.09.2018)

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Mação e União de Tomar disputam esta noite, em Torres Novas, a 26.ª edição da Supertaça Dr. Alves Vieira, que opõe, respectivamente, o Campeão Distrital e o vencedor da Taça do Ribatejo da época finda.

Nas 25 edições anteriores, destaca-se, no palmarés de vencedores, o Riachense, com três troféus conquistados, em 2001, 2010 e 2013. Segue-se, com duas vitórias na competição, um lote de sete clubes: Ferroviários – até à data, a única equipa a conseguir bisar em anos sucessivos –, Samora Correia, Rio Maior, Alcanenense, Torres Novas, Fazendense e Coruchense.

As formações com mais presenças neste jogo decisivo são as do Fazendense (6), Alcanenense (5) e Coruchense e Riachense (4 cada). As únicas finais com “reedição” foram disputadas entre Riachense e Alcanenense, curiosamente em anos consecutivos (2009 e 2010), com um triunfo para cada lado.

O Mação, Campeão Distrital em título é, também, o actual detentor deste troféu, que conquistou no início da época passada, ao bater o então Campeão, Coruchense, por 3-1. Anteriormente, tinha marcado já presença nesta final na temporada de 2008-09 (há dez anos), então derrotado pelo Torres Novas.

Quanto ao União de Tomar, regista uma única participação nesta competição, na época de 1998-99 (portanto, há 20 anos, na sequência do derradeiro título de Campeão Distrital que conquistou), tendo, na ocasião, perdido na “finalíssima” / jogo de desempate ante o Ferroviários, depois de cada equipa ter vencido o desafio em casa por igual desfecho (2-1), isto numa altura em que a prova era disputada a duas mãos.

Por curiosidade, em 25 edições, a competição foi vencida pelos clubes que se apresentavam na condição de Campeões Distritais em título, por 16 vezes.

Ao invés, conquistaram o troféu as equipas que se apresentavam como vencedoras da Taça do Ribatejo, por 8 vezes: Alferrarede (1993), Coruchense (1996), Ferroviários (1998), Rio Maior (2000), Amiense (2005), Torres Novas (2011), Fazendense (2012) e Mação (2017).

Muito mais raro, tendo sucedido uma única vez, na temporada de 2009-10, o Alcanenense, finalista vencido da Taça, sagrou-se vencedor da Supertaça, ao bater, no desempate da marca de grande penalidade, o Campeão e vencedor da Taça, Riachense.

No pólo oposto, acumularam, sucessivamente, o triunfo no Campeonato, na Taça e na Supertaça, completando o “triplete”, os seguintes seis clubes: Samora Correia (em 1994), Rio Maior (2002), Abrantes FC (2003), Monsanto (2004), Riachense (2010) e Coruchense (2015).

Nas últimas 13 edições, o vencedor foi decidido por via do recurso à fórmula de desempate da marca de grande penalidade por cinco vezes (metade das finais disputadas entre 2005 e 2014). Ao invés, destacam-se as goleadas do Rio Maior ao Alcanenense (7-1, em 2002) e do Monsanto ao U. Figueirense (5-0, em 2004).

Mação e U. Tomar repetem o alinhamento da recente Final da Taça do Ribatejo, disputada a 13 de Maio, então com triunfo dos unionistas, por 2-1, com golos de Luís Alves e Wemerson Silva.

Estes dois clubes já se defrontaram em jogos oficiais (do Campeonato Distrital e da Taça do Ribatejo) por 34 vezes, com 10 vitórias dos tomarenses, 10 empates e 14 triunfos dos maçaenses. Se restringirmos a análise a anos mais recentes, nas cinco últimas temporadas, regista-se um equilíbrio absoluto: ambas as formações registam duas vitórias e três empates nos desafios disputados no respectivo terreno.

Na presente época, o Mação – alinhando em escalão superior, dado ter sido promovido ao Campeonato de Portugal – chega a esta final com bastante maior ritmo competitivo, uma vez que disputou já um total de cinco jogos, face a… uma única partida realizada pelo U. Tomar. Porém, os maçaenses têm em curso uma série bastante negativa de quatro desaires consecutivos, contrariamente aos unionistas, que venceram o único encontro disputado.

Daqui a minutos começaremos a perceber mais em concreto qual o impacto que poderão ter estas tendências.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.09.2018)

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Na retoma da competição oficial, teremos, esta tarde, no arranque da 79.ª edição da Taça de Portugal (competição iniciada na época de 1938-39, não se realizou nas temporadas de 1946-47 e 1949-50), com a disputa da sua 1.ª eliminatória, a participação de quatro clubes do Distrito: os dois representantes no Campeonato de Portugal, Fátima e Mação, assim como o vencedor da Taça do Ribatejo e vice-campeão Distrital, União de Tomar, para além do 3.º classificado do campeonato, Torres Novas.

Um primeiro ponto em comum, que poderá traduzir um eventual acréscimo de dificuldade para os grupos do Distrito nos desafios de hoje, é o facto de, por capricho do sorteio, todos eles terem de se deslocar aos terrenos adversários. É de recordar que, em caso de empate no final do tempo regulamentar, o desempate processar-se-á por via de um prolongamento de 30 minutos, a que se seguirão, se necessário, séries de pontapés da marca de grande penalidade.

Não obstante, à excepção do Fátima – que se cruza com um seu concorrente do Campeonato de Portugal –, as outras três formações defrontarão equipas que militaram também, na época passada, nos Distritais (aí permanecendo, aliás, na presente temporada). Beneficiam, portanto, de encontrar conjuntos em estado equivalente de preparação – será, para todos, o primeiro embate oficial, com a única excepção, precisamente, dos maçaenses, os quais levam já quatro rondas disputadas no Nacional.

De facto, o União de Tomar desloca-se a Idanha-A-Nova, para encontrar o Idanhense, 3.º classificado da Associação de Futebol de Castelo Branco, “repescado” para a Taça de Portugal, dado que os dois primeiros do respectivo campeonato, Alcains e V. Sernache – relativamente aos quais registou uma desvantagem de mais de 15 pontos –, se defrontaram na final da Taça Distrital, à semelhança do que sucedeu também no caso da Associação de Futebol de Santarém.

Até à data, as duas turmas cruzaram-se numa única época, a de 1999-2000, então na III Divisão Nacional, tendo a equipa da Idanha saído vencedora dos dois desafios: por surpreendente marca de 3-0 em Tomar e por tangencial 2-1 em casa. Isto, curiosamente, numa temporada em que o União até terminaria o campeonato numa tranquila 9.ª posição, enquanto o seu adversário não iria além do 17.º e penúltimo lugar, apenas à frente do Ponterrolense, sendo consequentemente despromovido ao Distrital.

Para esta tarde, e pese embora o impacto que poderá ter o factor casa, a avaliar pelo desempenho de ambos os clubes na época transacta, o União perfila-se como potencial favorito, condição a confirmar dentro das quatro linhas, neste primeiro compromisso “a sério”.

Por seu lado, o Torres Novas – tal como o Idanhense, também a beneficiar da circunstância de os finalistas da Taça do Ribatejo terem sido o Campeão, Mação, e o vice-campeão, União – vai de viagem até Pousos, para jogar com o vice-campeão da Associação de Futebol de Leiria, Grupo Recreativo Amigos da Paz, conjunto que se quedou somente um ponto atrás do Campeão distrital, Peniche. Torrejanos e Amigos da Paz nunca antes se defrontaram em jogos oficiais, pelo se tratará de uma estreia absoluta.

Quanto ao Mação, visita Condeixa-a-Nova, onde encontrará o Clube de Condeixa, vice-campeão distrital da Associação de Futebol de Coimbra, que terminou o respectivo campeonato empatado em pontos com o Campeão, Oliveira do Hospital – numa empolgante disputa “taco a taco”, com ambas as equipas sempre igualadas ao longo de todas as dez derradeiras jornadas da prova –, tendo acabado por sagrar-se vencedor da Taça Distrital.

Tal como no caso anterior, esta será também uma estreia nos desafios a nível oficial entre os dois clubes. Os maçaenses apresentar-se-ão, teoricamente, com bastante maior ritmo competitivo; contudo, nas quatro primeiras jornadas do Nacional, depois da vitória na estreia, em Alverca, registam uma série negativa, de três derrotas sucessivas, ocupando, por agora, um lugar (14.º) na zona perigosa da tabela classificativa. O prognóstico é, portanto, de tripla, podendo o factor casa prevalecer…

Por fim, numa partida entre duas equipas a competir no Campeonato de Portugal, o Oleiros recebe o Fátima, tendo os dois clubes participado já, antes, na edição de 2016-17 dessa competição (então na Série E), com duas vitórias dos fatimenses: 3-2 em casa e por 2-0 na deslocação a Oleiros. Nessa ocasião, o Fátima seria o vencedor da série, com o Oleiros a terminar na 7.ª posição, entre 10 concorrentes.

Ambas as formações se manteriam no mesmo escalão na época seguinte (de 2017-18), a mais recente disputada, então com o Fátima a ser 6.º classificado da Série D, enquanto o Oleiros, 10.º da Série C, assegurou a manutenção “à justa”, apenas na derradeira ronda, imediatamente acima dos seis despromovidos.

Na presente temporada – com os dois clubes agora integrados na Série C –, após a 4.ª jornada, o Fátima (que, contudo, apenas disputou ainda 3 jogos, tendo em atraso o desafio da ronda inaugural, em Santa Iria de Azóia) regista 1 vitória e 2 empates, ocupando um modesto 10.º lugar, bastante aquém do que seriam as suas aspirações; por seu lado, o Oleiros, com apenas 1 empate e 3 derrotas, é o actual “lanterna vermelha” da prova.

Para esta tarde, o conjunto fatimense, teoricamente mais cotado, apresenta-se com natural favoritismo.

Veremos como decorrerá este primeiro dia de “festa da Taça”…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.09.2018)

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