Rádio Hertz


O Distrital da I Divisão avança para a segunda jornada da segunda volta, uma ronda “a priori” sem encontros de grande sensação, apresentando-se como jogo de maior cartel o Alcanenense-Fazendense, que coloca frente-a-frente os actuais 5.º e 3.º classificados.

Estas duas equipas cruzaram-se, no principal escalão, apenas por três vezes na última década, sendo que a turma das Fazendas de Almeirim não conseguiu ganhar em nenhuma delas: registam-se dois triunfos dos homens de Alcanena, em 2011 e em 2019; empate em 2020.

A formação de Alcanena atravessa fase bem positiva, tendo somado cinco vitórias nas últimas sete jornadas; mas o Fazendense tem também em curso a sua melhor série de resultados neste campeonato, com quatro triunfos e um empate nos cinco jogos mais recentes. Uma partida de tripla, mas, tendencialmente, a apontar para a repartição de pontos.

Por seu lado, os dois primeiros da tabela, U. Tomar e Rio Maior – com ampla vantagem face aos perseguidores, mesmo contando um e dois jogos em atraso, respectivamente –, perfilam-se como favoritos nos desafios desta tarde.

O União recebe o grupo da Glória do Ribatejo, animado pela vitória do passado Domingo (2-1, frente ao At. Ouriense). Nos últimos anos, os dois emblemas defrontaram-se, na I Divisão, em quatro ocasiões, sempre com triunfo dos tomarenses, que, nesses quatro encontros, não consentiram qualquer golo, mas tendo os desfechos sido sempre pouco expressivos: três vitórias por 2-0 e uma por tangencial 1-0.

Para o jogo de hoje, os unionistas enfrentam um “handicap”: o facto de terem disputado o seu último jogo há já cinco semanas! Veremos qual a condição física em que a equipa se poderá apresentar. Em qualquer caso, seria surpreendente se os nabantinos não somassem os três pontos.

Mantendo a tenaz perseguição ao líder, ancorado na robustez da sua defesa (apenas seis golos sofridos em 14 jogos disputados), o Rio Maior recebe o Samora Correia.

Na única vez em que se defrontaram para o campeonato, há quase dois anos, registou-se uma igualdade a um golo. Mas, desta vez, os riomaiorenses deverão levar a melhor, perante um adversário a denotar alguma quebra, sem ganhar há quatro jornadas.

O Mação, actual 4.º classificado, a um ponto do Fazendense (mas já a 13 do líder), também com um jogo em atraso, desloca-se a Ourém, para defrontar o Atlético local.

Trata-se do embate com maior historial de entre os jogos desta ronda, já repetido por oito vezes nos últimos 10 anos, com tendência histórica favorável aos visitados: seis vitórias, face a dois triunfos dos maçaenses – mas que ganharam o último encontro, há precisamente quatro anos, goleando então por 4-0. Esta tarde, provavelmente por margem mais reduzida, os visitantes voltam a dispor de maior dose de favoritismo.

O U. Almeirim, ainda em posição aflitiva na pauta classificativa (antepenúltimo classificado), surpreendeu, no passado Domingo, ganhando no Cartaxo, sendo hoje anfitrião do Abrantes e Benfica, tendo os almeirinenses goleado, igualmente por 4-0, na única vez em que se cruzaram, há cerca de dois anos. Pese embora alguma irregularidade que os abrantinos vêm apresentando, serão favoritos a ganhar esta partida.

O Torres Novas recebe o Benavente, um adversário que, nas cinco ocasiões em que se defrontaram, foi sempre derrotado pelos torrejanos; e, mais, tendo mantido inviolada a sua baliza, vencendo sucessivamente por 1-0, 4-0, 5-0, 3-0 e 6-0, desfecho do último confronto entre ambos, em 2017.

Perante esta estatística poderia supor-se ser um jogo fácil, o que, contudo, não será o caso; os visitados serão favoritos a ampliar a sua contagem triunfal, mas a surpresa poderá estar à espreita…

Em Salvaterra de Magos, um Salvaterrense em quebra – baixou já ao 9.º lugar, vindo de dois desaires – terá a visita do Amiense, a protagonizar campanha aquém das expectativas (partilha com Benavente e o At. Ouriense as posições entre 11.º e 13.º).

O último encontro entre ambos aconteceu praticamente já há vinte anos, então com um nulo no marcador, desfecho que até poderá repetir-se esta tarde, num desafio sem um claro favorito.

O Ferreira do Zêzere, “lanterna vermelha”, extremamente carenciado de pontos, recebe o Cartaxo, também a realizar uma campanha algo irregular, vindo de um inesperado desaire caseiro ante o U. Almeirim.

Ferreirenses e cartaxeiros defrontaram-se nas quatro edições mais recentes do campeonato, tendo os donos da casa vencido uma única vez (em Março de 2020), face a dois triunfos dos forasteiros (o último, em Outubro desse mesmo ano, de 2020, com uma goleada por 4-0), e um empate.

Os visitantes dispõem, em teoria, de argumentos superiores, mas o factor casa poderá ter alguma influência, pelo que a repartição de pontos se afigura também um cenário possível.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.01.2022)

O Distrital da I Divisão completa hoje a primeira volta, sendo esta a última ronda agendada para o corrente ano de 2021. As atenções estarão focadas, em especial, nos seguintes jogos: Amiense-U. Tomar, Glória do Ribatejo-Rio Maior e Samora Correia-Fazendense – desafios nos quais os três primeiros classificados não deixarão de enfrentar dificuldades, de maior ou menor grau.

O União de Tomar, nesta altura com uma “ilusória” vantagem de sete pontos sobre o Rio Maior (sendo que os riomaiorenses têm dois jogos em atraso) procurará manter a sua senda vitoriosa (sete triunfos consecutivos no Distrital), de forma a poder assegurar a manutenção da liderança no final da primeira metade do campeonato.

Desloca-se, porém, a Amiais de Baixo, um campo tradicionalmente difícil, mas onde os tomarenses até têm conseguido obter bons resultados; na última década, em nove partidas ali disputadas, os unionistas ganharam ao Amiense por cinco vezes, tendo perdido em quatro ocasiões – sendo que, nos seis jogos disputados desde 2015, o União apenas foi derrotado num deles, em 2018.

Esta tarde, o U. Tomar será, uma vez mais favorito, frente a uma equipa do Amiense que não ganha há seis jornadas, tendo mesmo perdido os seus três últimos encontros. Não obstante, não esperarão os tomarenses quaisquer facilidades.

Na Glória reencontram-se os finalistas da última edição da Taça do Ribatejo, na qual a turma agora visitada conquistou o troféu, no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a uma bola ante o Rio Maior.

Os dois clubes cruzaram-se, para o campeonato principal, uma única vez, há cerca de dois anos, então com triunfo da formação da Glória do Ribatejo, por tangencial 1-0.

Hoje, os riomaiorenses apresentam-se com potencial claramente superior, tendo em curso um ciclo de cinco vitórias sucessivas, enquanto a equipa da Glória segue com três desaires, tendo, inclusivamente, sido goleada nos dois jogos que disputou na passada semana. Em condições normais o Rio Maior deverá vencer, mas terá que contar com a réplica dos visitados.

O Samora Correia recebe o Fazendense, num confronto que se antecipa repartido, como aliás tem sido tendência: nos quatro embates mais recentes entre ambos os clubes, de 2017 a 2020, cada equipa ganhou um jogo, tendo-se registado dois empates.

Os samorenses já não perdem para o campeonato há seis jogos, tendo, nesse período, empatado por quatro vezes. Quanto ao grupo das Fazendas, segue com três triunfos sucessivos, o que lhe permitiu ascender a lugar no pódio. O empate parece um cenário plausível para o jogo desta tarde.

O outro dos 3.º classificados, Mação, terá a visita do Alcanenense, equipa que se lhe segue imediatamente na tabela, e que atravessa excelente fase, tendo somado cinco triunfos nas sete últimas jornadas. Por seu lado, o Mação apenas obteve um ponto nas duas rondas da semana passada, e mercê de um nulo caseiro ante o Samora Correia.

Na última década os dois clubes defrontaram-se apenas por três vezes, duas delas na já distante temporada de 2011-12, com uma vitória para cada lado; mais recentemente, há precisamente um ano, o Mação ganhou por categórica marca de 3-0. Antevê-se que os maçaenses possam repetir o triunfo, mesmo que por diferença não tão substancial.

Em recuperação depois de ter passado fase negativa (com quatro desaires em cinco jornadas), tendo, entretanto, vencido os dois últimos jogos, o Salvaterrense desloca-se ao Cartaxo, que, depois de muito ter dificultado a vitória do U. Tomar, obteve um bom resultado, indo ganhar a Torres Novas, colocando termo a uma sucessão de três derrotas.

Cartaxeiros e salvaterrenses não se cruzam, no escalão principal, desde o ano de 2005, então com um empate a uma bola. Hoje, o Cartaxo poderá voltar a ganhar.

O Abrantes e Benfica, que não pontua há quatro jornadas – sendo que teve de adiar dois desses quatro jogos – recebe o Torres Novas, que vinha apresentando bom desempenho, com três triunfos sucessivos, até ser, algo imprevistamente, derrotado, no seu próprio reduto, pelo Cartaxo.

Abrantinos e torrejanos encontraram-se em duas ocasiões, no final dos anos de 2019 e de 2020, primeiro com uma igualdade a um golo, tendo, na última partida, o grupo de Abrantes vencido por claro 3-0. Também neste caso se projecta que os visitados poderão repetir o desfecho de há pouco mais de um ano.

Ainda com mais jogos em atraso – tendo visto três dos seus compromissos adiados – o At. Ouriense visita Benavente, formação que tem vindo a registar alguma quebra de rendimento, tendo angariado um único ponto nas últimas quatro rondas. Ao invés, a turma de Ourém até ganhou os dois últimos desafios que disputou, em Almeirim, e frente ao Amiense.

Os benaventenses vinham sendo regulares em casa, onde tinham vencido quatro dos primeiros cinco jogos; porém, nos dois mais recentes não foram além do empate ante o Alcanenense, tendo perdido no “derby” com o Samora Correia. O empate afigura-se como desfecho provável para esta tarde.

O U. Almeirim, actual antepenúltimo classificado, a passar por grandes dificuldades, devido à juventude e inexperiência da sua equipa, com um ciclo de cinco derrotas sucessivas, recebe o Ferreira do Zêzere, “lanterna vermelha”, animado por, finalmente, ter conseguido pontuar (empate caseiro com o Samora Correia), depois de ter acumulado nove desaires para o campeonato.

Trata-se de um desafio que poderá ser de importância crucial para ambos os clubes, na perspectiva da luta pela manutenção. Nos três jogos que disputaram em anos recentes, os ferreirenses começaram por surpreender, ganhando em terreno alheio, em Abril de 2018, mas os almeirinenses viriam a superiorizar-se nos outros dois, nesse mesmo ano, em Setembro, e, em 2019, com uma goleada por 5-0.

O factor casa poderá ter influência, conferindo algum maior favoritismo ao U. Almeirim, mas também não surpreenderia uma possível repartição de pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.12.2021)

Depois da ronda disputada a meio da semana, joga-se hoje a 14.ª e penúltima jornada da primeira volta do Distrital da I Divisão, na qual se destacam os embates: U. Tomar-Abrantes e Benfica e Fazendense-Mação.

O U. Tomar, tendo realizado boa operação na deslocação ao Cartaxo, somando sétima vitória consecutiva (nove nos dez últimos jogos, apenas tendo consentido um empate, ante o vice-líder, Rio Maior), enfrenta novo desafio de elevado grau de exigência, pese embora jogue em casa, recebendo o Abrantes e Benfica.

Na única vez em que se defrontaram em Tomar, há pouco mais de dois anos, os abrantinos saíram vencedores, por 2-1.

Esta temporada, o União ganhou sempre em casa, com a já referida excepção da partida com o Rio Maior; por seu lado, o Abrantes e Benfica, fora do seu reduto, perdeu já em Mação e no Cartaxo, tendo vencido nas Fazendas de Almeirim. Os abrantinos vêm de duas jornadas sem jogar, devido à COVID-19, tendo perdido em casa, no último encontro que realizaram, no final de Novembro, com o At. Ouriense.

Tudo conjugado, o U. Tomar apresenta-se como favorito, mas terá de estar ao seu melhor nível, para conseguir levar de vencida um adversário de qualidade.

O Fazendense, actual 4.º classificado, recebe o Mação, que se posiciona imediatamente acima na pauta classificativa. Para os maçaenses, agora com dez pontos de atraso em relação ao líder, este será um jogo em que estarão “proibidos” de perder.

No confronto com maior historial de entre os jogos desta ronda, estes dois clubes encontraram-se por, nada menos, de dez vezes, na última década, com ligeira supremacia dos homens das Fazendas de Almeirim, que ganharam em quatro ocasiões, face a três triunfos dos maçaenses, para além de outros três empates.

Nesta época o Fazendense foi já derrotado, no seu reduto, pelo Abrantes e Benfica e pelo At. Ouriense. Quanto ao Mação, fora de casa, perdeu em Tomar, tendo empatado em Rio Maior, Cartaxo, Salvaterra e Glória. O jogo desta tarde será de tripla, mas não deixaria de surpreender se o Fazendense não pontuasse.

O Alcanenense, que vem realizando notável campanha, ocupando, nesta altura, o 5.º posto da tabela, recebe a equipa da Glória do Ribatejo, penúltima classificada, e que continua muito carenciada de pontos.

As duas equipas cruzaram-se apenas uma vez, na temporada de 2018-19, então com uma igualdade numa partida repleta de golos (6). Em teoria, a turma de Alcanena terá algum favoritismo, mas não surpreenderia se os visitantes viessem a alcançar resultado positivo.

A atravessar fase muito favorável, o Torres Novas recebe o Cartaxo, que vem caindo na classificação, partilhando, nesta altura, o 12.º lugar com o At. Ouriense (sendo que este tem dois jogos em atraso).

Em anos recentes torrejanos e cartaxeiros encontraram-se por sete vezes, num embate de tendência equilibrada, com duas vitórias dos homens da casa, e um único triunfo do Cartaxo, já em 2015, para além de quatro empates, os dois últimos nos desafios mais recentes, nos quais se registaram outros tantos nulos no marcador.

Hoje esperam-se golos, dada a veia goleadora do Torres Novas – que regista o 2.º ataque mais concretizador da prova… a par da 3.ª defesa mais batida, podendo os torrejanos dar sequência à série de bons resultados que vêm registando, após terem goleado por categórica marca de 6-2 em Almeirim. Mas o Cartaxo procurará, claro, contrariar essa aspiração dos visitados.

Depois de ter passado por fase mais oscilante, o Salvaterrense entrará em campo animado pelo triunfo alcançado em Ferreira do Zêzere no feriado de meio da semana, recebendo precisamente o U. Almeirim, a procurar recuperar daquele desaire por números imprevistos.

Os dois emblemas não se cruzam, na divisão principal, desde a época de 2006-07, então com triunfo dos almeirinenses por 2-0. Hoje, a formação de Salvaterra deverá voltar a ganhar, perante um adversário a procurar sair de uma zona bastante delicada da tabela.

O At. Ouriense, que esteve também em pausa nas duas últimas jornadas, tendo vencido, no último jogo que realizou, igualmente no final de Novembro, em Almeirim, terá a visita do Amiense, que foi claramente batido pelo Rio Maior no feriado.

Nas nove ocasiões em que se defrontaram na última década, nota-se vincada supremacia dos oureenses, com sete triunfos – ganhando todos os últimos cinco jogos realizados, desde 2014 –, face a um único êxito do conjunto de Amiais de Baixo, já no ano de 2012, assim como um empate.

Sendo uma incógnita a forma como o grupo de Ourém se apresentará em campo, no regresso, após paragem devida à “COVID-19”, a repartição de pontos parece ser um cenário possível.

O “lanterna vermelha”, Ferreira do Zêzere, cada vez mais afastado da “linha de água”, defronta, no seu terreno, o Samora Correia, num embate no qual, por curiosidade, se registaram, em anos recentes, os três desfechos possíveis: triunfo dos samorenses em 2018, vitória dos ferreirenses em Março de 2019, e, ainda nesse mesmo ano, mas já em Dezembro, igualdade a duas bolas.

Para o desafio desta tarde, o Samora Correia surgirá necessariamente mais confiante, pelo que só uma tarde de superação do Ferreira do Zêzere poderá evitar novo desaire.

Por fim, foi adiado, para Fevereiro de 2022, o encontro entre Rio Maior e Benavente.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.12.2021)

Em semana de jornada dupla, é aproveitado outra vez o feriado, desta vez para mais uma ronda do campeonato Distrital da I Divisão, a 13.ª, que terá como principais pontos de interesse os seguintes confrontos, envolvendo o trio da dianteira: Cartaxo-U. Tomar, Amiense-Rio Maior e Mação-Samora Correia.

O líder, U. Tomar, terá esta tarde, porventura, um dos mais difíceis obstáculos na sua caminhada. Efectivamente, em seis deslocações ao Cartaxo na última década – anotando-se que foram cancelados os jogos previstos nas duas temporadas anteriores –, nunca os tomarenses ali conseguiram vencer, não tendo ido além de três empates, face a outros tantos triunfos dos cartaxeiros.

Mais, os nabantinos foram até goleados, em 2015 e em 2016, respectivamente por 6-1 e 3-0 – tendo, por outro lado, empatado nos dois desafios mais recentes, ambos disputados no ano de 2018.

Na presente edição do campeonato, em seis partidas disputadas em terreno alheio, os unionistas ganharam sempre… à excepção da visita a Samora Correia. Por seu lado, o Cartaxo, em casa, conta apenas dois triunfos, tendo perdido com o Rio Maior (no último jogo aí realizado) e empatado com Mação, Fazendense e Benavente.

O U. Tomar tem em curso uma notável série de seis vitórias consecutivas (cinco para o campeonato e uma para a Taça do Ribatejo), enquanto o Cartaxo vem de dois desaires, não ganhando há três jogos.

Ponderando todos os factores, parece podermos estar em presença de um eventual jogo de “dupla, X2”… Têm a palavra os protagonistas.

Também o Rio Maior tem uma saída a um campo tradicionalmente difícil, como é o de Amiais de Baixo. Os dois clubes nunca antes se defrontaram neste terreno, dado que, também neste caso, foram igualmente cancelados os jogos das duas épocas precedentes.

Os riomaiorenses têm em curso um ciclo de quatro vitórias, sendo que, fora de casa, apenas cederam um empate em seis jogos até agora realizados, precisamente no terreno do líder, tendo vencido já, por exemplo, no Cartaxo, em Samora Correia e em Salvaterra.

Quanto aos donos da casa, atravessam fase mais oscilante, sem ganhar há quatro jornadas, tendo sido já desfeiteados, no seu reduto, pelo Mação e pelo Salvaterrense (para além de empates com Cartaxo e Fazendense).

Esta tarde, o Rio Maior perfila-se com maior dose de favoritismo, mas, ainda assim, este pode ser um encontro com alguma propensão a eventual perda de pontos.

O Mação, recebendo o Samora Correia, deverá confirmar a boa campanha que vem realizando, tendo vencido quatro dos cinco jogos anteriores.

Em anos recentes, regista-se uma vitória para cada lado: os samorenses foram ganhar a Mação em Março de 2017, para, em Dezembro desse mesmo ano, serem os maçaenses a triunfar. Tal como nos dois casos anteriores, também este confronto fora cancelado nas temporadas de 2019-20 e 2020-21.

O Fazendense, que integra o lote de 4.º classificados, mas já a larga distância da liderança, desloca-se à Glória do Ribatejo, onde venceu na última visita, há três anos, por 2-1, tendo empatado na ocasião anterior, já em 2012. Ainda neste caso, os embates entre estes dois clubes tinham sido igualmente cancelados, devido à pandemia, nas duas temporadas mais recentes.

Tendo presente a necessidade de pontuar por parte da equipa local, não surpreenderia se a Glória do Ribatejo conseguisse arrancar um resultado positivo.

O Alcanenense, que, mercê de uma boa série de três vitórias sucessivas, se alcandorou ao grupo que reparte a 4.ª posição, visita Benavente, para um desafio difícil, perante um adversário que, no seu reduto, soma quatro vitórias, tendo perdido apenas com o Abrantes e Benfica e, no “derby”, com o Samora Correia. Contudo, os benaventenses registam três desaires nas três rondas anteriores.

As últimas vezes em que se cruzaram no principal escalão, ambas já na temporada de 2011-12, registou-se, então, uma igualdade e uma vitória dos benaventenses, projectando-se que o empate se possa repetir hoje.

Os dois restantes desafios desta tarde afiguram-se poder vir a ser determinantes nas contas da disputa pela manutenção.

Por um lado, o U. Almeirim – a atravessar período difícil, sem conseguir ganhar já há sete jornadas – recebe o Torres Novas, que venceu os seus dois jogos anteriores (somando três triunfos nas últimas quatro rondas).

Estas duas formações encontraram-se por cinco vezes em anos recentes, com três triunfos dos almeirinenses, um empate e uma vitória dos torrejanos, em 2018.

O Torres Novas vinha denotando dificuldades em partidas fora de casa, onde perdeu já por cinco vezes, apenas tendo vencido, precisamente na última, em Ferreira do Zêzere. Em casa, o U. Almeirim perdeu, no jogo mais recente, com o At. Ouriense, tendo, antes, empatado com o Alcanenense e Samora Correia.

No embate de hoje, estando os almeirinenses “proibidos” de perder, projecta-se um eventual cenário de repartição de pontos.

Por outro lado, o Ferreira do Zêzere – que, até agora, conseguiu um único ponto (empate caseiro com o Alcanenense), acumulando já dez desaires, terá a visita do Salvaterrense, aparentemente em quebra, tendo perdido em quatro das cinco jornadas precedentes.

A última vez que estes dois clubes se defrontaram no principal escalão data já do ano de 2006, então com triunfo tangencial dos ferreirenses, por 1-0.

Pese embora o Salvaterrense tenha demonstrado já, neste campeonato, dispor de potencial superior, esta será uma oportunidade para pontuar que a turma de Ferreira do Zêzere não poderá desperdiçar, sob pena de poder ficar irremediavelmente para trás.

Tal como na ronda anterior, Abrantes e Benfica e At. Ouriense, que se deveriam defrontar nesta jornada, voltam a ter o respectivo jogo adiado, devido à “COVID-19”.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.12.2021)

Aquele que seria o desafio de maior cartaz na 12.ª jornada, entre o Rio Maior e o Abrantes e Benfica, colocando frente a frente os actuais 2.º e 4.º classificados, foi adiado, devido à COVID-19, o mesmo sucedendo com o At. Ouriense-Cartaxo, pelo que, na tarde de hoje, serão disputados apenas seis dos oito jogos previstos.

O comandante, União de Tomar, recebe o U. Almeirim, no que, à partida para este campeonato, se poderia supor um encontro entre candidatos. No entanto, pela campanha até agora realizada, os almeirinenses mais não poderão aspirar, este ano, que a procurar assegurar a manutenção, ocupando, nesta altura, zona bem delicada da tabela classificativa.

Os dois clubes defrontaram-se, em anos recentes, em quatro ocasiões, e com uma estatística que pode ser de alguma forma “perigosa” para os nabantinos, que venceram todas essas quatro partidas… por margem tangencial, incluindo um empolgante 4-3 em 2018. A turma tomarense é clara favorita para este jogo, mas, naturalmente, terá de confirmar tal estatuto dentro de campo.

O Mação, que vinha sendo a única equipa a conseguir acompanhar o ritmo dos dois primeiros – tendo, entretanto, cedido pontos na Glória do Ribatejo –, recebe o “lanterna vermelha”, Ferreira do Zêzere, que, mesmo contando com alguns reforços, subsiste em situação muito preocupante no campeonato.

Nas três vezes que se cruzaram, nos últimos anos, registam-se dois triunfos dos maçaenses (incluindo uma goleada por 8-1, há dois anos) e uma vitória do grupo de Ferreira, por 3-2, precisamente na derradeira jornada da época de 2017-18, de alguma forma ensombrando a “festa do título” do Mação. No desafio de hoje, antevê-se novo triunfo dos homens da casa.

Em Alcanena encontram-se duas equipas cujas campanhas até à data realizadas vêm surpreendendo pela positiva: os visitados, com três vitórias nos últimos quatro jogos, aproveitaram para, não só subir na classificação, até ao 6.º lugar, mas sobretudo, para se afastarem da zona perigosa; a formação de Amiais de Baixo, com grande regularidade, pese embora vários empates já averbados, subsiste na 5.ª posição.

Nos quatro confrontos entre ambos registados na última década, o Alcanenense ganhou por duas vezes, face a uma vitória do Amiense, anotando-se ainda um empate, desfecho que até poderá repetir-se esta tarde.

O Fazendense, aquém das expectativas, partilhando o 6.º posto com o Alcanenense, terá a visita do Benavente, que ainda não venceu fora de casa, onde os melhores resultados alcançados foram as igualdades no Cartaxo e em Salvaterra.

Em seis embates na última década, o grupo das Fazendas de Almeirim venceu por três vezes – justamente nos três encontros mais recentes –, tendo empatado em duas ocasiões, remontando o último triunfo do Benavente já ao ano de 2012. Projecta-se que o Fazendense deverá voltar a ganhar hoje.

O Samora Correia, cujo triunfo no “derby”, ante o Benavente, lhe permitiu interromper uma já longa série de seis jornadas sem ganhar (nas quais somou cinco empates), recebe o conjunto da Glória do Ribatejo, animado pelos últimos resultados (vitória categórica ante o Ferreira do Zêzere, empate com o Mação, e, perante este mesmo adversário, muito boa réplica no jogo da Taça – pese embora tenha, algo incrivelmente, deixado escapar uma vantagem de 3-1 nos derradeiros minutos, acabando por sair derrotado por 4-3!).

Samora e Glória apenas se cruzaram, no principal escalão, na última década, por uma única vez, em 2018-19, então com triunfo convincente dos samorenses, por 3-0. Esta tarde, os visitados voltam a dispor de maior favoritismo para somar os três pontos, mas a equipa visitante tudo fará para contrariar tal tendência.

O Torres Novas, equipa em recuperação na pauta classificativa, terá a visita do Salvaterrense, que atravessa período de menor fulgor, tendo obtido somente um ponto nas quatro últimas rondas, sem prejuízo de ter dificultado ao máximo a vitória do líder, U. Tomar.

Torrejanos e salvaterrenses não se defrontam, na I Divisão Distrital, desde o ano de 2006, nessa altura, com triunfo dos donos da casa, por tangencial 2-1.

Quebrada que foi a resistência do Salvaterrense – que se mantivera invicto nas sete primeiras jornadas –, o Torres Novas poderá tirar partido do factor casa para se impor, mas o empate também será um cenário possível para hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.12.2021)

Realiza-se hoje, aproveitando o feriado, a pré-eliminatória da Taça do Ribatejo. Depois de uma fase de grupos, disputada por 23 clubes da II Divisão Distrital (todos os concorrentes do campeonato, excepto as equipas “B” e “sub-23”), na qual se apuraram dez formações, juntam-se nesta primeira ronda a eliminar os 16 clubes do escalão principal, totalizando, portanto, 26 concorrentes.

Pelo que, nesta eliminatória, serão disputadas dez partidas, havendo, desde já, seis clubes apurados para os 1/8 de final, por terem ficado isentos, na sequência do sorteio oportunamente realizado: Rio Maior, Amiense, Torres Novas, Moçarriense, Vasco da Gama e Paço dos Negros.

Nos desafios sorteados, teremos quatro embates entre equipas da I Divisão, cinco que colocam frente-a-frente grupos dos dois escalões (sendo que, em todos eles, as equipas teoricamente mais cotadas actuarão fora de casa), e um entre emblemas da II Divisão.

Em Mação, a turma da Glória do Ribatejo entrará em campo para começar a defesa do troféu conquistado na última época, num reencontro entre duas equipas que se defrontaram… apenas há três dias, mas na Glória, com um empate a um golo.

Não havendo registo de confrontos anteriores para a Taça, entre os dois clubes, os visitantes estarão, possivelmente, mais focados no campeonato, procurando escapar à situação perigosa em que se encontram, sendo os maçaenses naturais favoritos a seguir em frente na prova.

O líder do campeonato, U. Tomar desloca-se a Ferreira do Zêzere, para novo “quase derby”, depois de os dois conjuntos se terem cruzado, no mesmo terreno, há cerca de quinze dias, com triunfo dos unionistas por 2-0, também em partida do campeonato.

Nas duas ocasiões mais recentes em que se defrontaram para a Taça, em jogos da fase de grupos, registou-se um empate em 2011 e uma vitória tangencial dos tomarenses em 2016. Jogando ante o “lanterna vermelha” do campeonato o União é igualmente favorito, mas não poderá facilitar, tendo também em atenção que os ferreirenses se apresentarão reforçados.

Também em Samora Correia se regista um reencontro, depois de ali se ter deslocado o Cartaxo, somente há três semanas, com triunfo dos cartaxeiros, por 3-1. Nos últimos anos, igualmente em jogos para o campeonato, o Cartaxo venceu em Samora por quatro vezes, face a um único triunfo dos samorenses. Esta tarde, antevê-se um jogo repartido, que poderá cair para qualquer dos contendores.

O último embate entre primodivisionários opõe Benavente e U. Almeirim, que, por curiosidade, jogaram já, também, para o campeonato desta época, em Outubro, então com triunfo dos benaventenses, por 3-2, desfecho que se afigura poder vir a repetir-se hoje.

Espinheirense (um dos líderes da série C da II Divisão) e Salvaterrense (que partilha o 8.º lugar na divisão principal) defrontaram-se, para a Taça, há cerca de três anos, tendo a turma do Espinheiro vencido, nessa altura, por 4-2. Trata-se de um desafio de difícil prognóstico, atendendo igualmente à boa campanha que a turma de Salvaterra vem realizando, mas em que o factor casa poderá ser influente.

Outro dos principais candidatos à subida à I Divisão, o Fátima (2.º na série B), recebe o Abrantes e Benfica, o qual ocupa posição na parte cimeira da tabela do escalão principal. Estas duas equipas nunca antes se defrontaram, mas, neste caso, projecta-se que possa prevalecer a “lei do mais forte”, ou seja, a formação abrantina.

O conjunto do Porto Alto (posicionado a meio da tabela na série A) terá a visita do Fazendense (6.º classificado na I Divisão). Os dois emblemas não se cruzam há cerca de dez anos, tendo-se registado, nessa ocasião, na época de 2011-12, dois triunfos da turma das Fazendas de Almeirim, a qual se perfila igualmente com amplo favoritismo a ganhar este desafio.

No último confronto entre clubes de diferente escalão o Marinhais (4.º da série A) recebe o Alcanenense (que reparte agora o 6.º posto com o Fazendense, na divisão principal). Estas duas equipas jogaram, pela última vez, para o campeonato, em Janeiro de 2019, na altura com uma igualdade (1-1). Para hoje, os visitantes dispõem, em teoria, de superiores argumentos, restando ver qual o peso que poderá representar o factor casa.

Por fim, na única partida entre equipas da II Divisão, a U. Atalaiense defronta o Entroncamento, por coincidência duas equipas a disputar a mesma série, com os homens da Atalaia, actualmente no 4.º lugar, a enfrentar o líder.

Na última vez em que se encontraram, no campeonato do escalão secundário, em 2019-20, registou-se um empate a zero. Esta tarde, o grupo da cidade ferroviária parece dispor de maior dose de favoritismo.

O restante encontro desta ronda, entre o Forense e o At. Ouriense, foi adiado.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 01.12.2021)

A 11.ª ronda da I Divisão Distrital promete muito, com vários encontros a suscitar grande expectativa, perante a incerteza do respectivo desfecho.

O “jogo-grande” será o Cartaxo-Rio Maior, de crucial importância para os cartaxeiros, nesta altura já com atraso substancial, de onze pontos, em relação ao líder – e a dez pontos do adversário desta tarde.

Os dois clubes defrontaram-se por duas vezes, precisamente nos dois últimos anos, tendo-se registado um empate e uma vitória dos donos da casa.

No seu reduto o Cartaxo derrotou já o Abrantes e Benfica, tendo empatado com o Mação e o Fazendense. O Rio Maior ganhou quatro dos cinco jogos disputados fora de casa – a excepção foi o empate em Tomar –, destacando-se as goleadas aplicadas em Samora Correia e em Salvaterra.

Num jogo que se afigura de tripla, a repartição de pontos poderá eventualmente ser o “mal menor” para ambos, perante um cenário de um Cartaxo a necessitar de arriscar mais, deparando-se, todavia, com uma defesa riomaiorense que se tem mostrado de grande solidez.

Mas o U. Tomar não esperará também, decerto, facilidades na deslocação a Salvaterra de Magos. Salvaterrense e União não se cruzam, no principal escalão, desde a época de 1997-98, então com triunfo dos tomarenses, por 2-0.

O conjunto da casa derrotou já o Fazendense, tendo imposto igualdades a Abrantes e Benfica e Mação… mas tendo sido, mais recentemente, goleado pelo Rio Maior. Veremos com qual “cara” se apresentará hoje o grupo de Salvaterra, entretanto já recuperado animicamente pelo empate averbado em Ourém no passado Domingo.

Por seu lado, o União soma também quatro triunfos na condição de visitante, apenas tendo baqueado em Samora Correia.

Tal como no caso do Rio Maior, procurando os dois primeiros classificados estabelecer novo “record” de vitórias consecutivas neste campeonato, até agora fixado em três triunfos sucessivos (séries que, quer tomarenses, quer riomaiorenses, registaram já por duas vezes), os unionistas terão de estar ao seu melhor nível, com exibição consistente, durante os 90 minutos, para poderem ser bem-sucedidos.

Também de cariz determinante, neste caso para o Fazendense, será a visita ao sempre difícil reduto de Amiais de Baixo. Trata-se do embate mais vezes repetido de entre os desafios desta ronda: Amiense e Fazendense defrontaram-se já por onze ocasiões, apenas na última década, com um balanço bastante equilibrado: três vitórias dos homens da casa, dois triunfos para os forasteiros e, nada menos, de seis empates.

Até agora, em casa, o Amiense empatou com o Cartaxo e perdeu com o Mação e com o Salvaterrense. O conjunto das Fazendas – que partilha o 6.º lugar com os cartaxeiros (para além de Benavente e Salvaterrense) – empatou em Rio Maior… e no Cartaxo. Nova igualdade afigura-se um cenário também provável.

É ainda de especial interesse a saída do Mação até à Glória do Ribatejo, onde encontrará uma revitalizada equipa, animada com o primeiro triunfo alcançado nesta época, por categórico 3-0, frente ao Ferreira do Zêzere.

Nas duas vezes que se encontraram, os maçaenses ganharam em 2012, tendo-se registado igualdade a duas bolas já este ano, em Junho, na última jornada do campeonato precedente. O emblema de Mação – um dos mais sérios candidatos – será favorito, mas terá de confirmar tal estatuto dentro de campo.

Como “cereja” no topo do bolo deste lote de encontros que se projectam de grande equilíbrio, teremos ainda o “derby” Benavente-Samora Correia, que registam balanço absolutamente repartido, nos últimos anos, nos três desafios que disputaram: uma vitória do Benavente e um empate (ambos já no distante ano de 2011) e triunfo dos samorenses em 2016.

A formação de Benavente tem sido bastante consistente no seu reduto, somando já quatro vitórias (apenas perdeu com o Abrantes e Benfica), tendo algum favoritismo, mas o empate também não surpreenderia.

O Abrantes e Benfica deverá somar mais três pontos na recepção ao Alcanenense, pese embora, na única ocasião em que os dois clubes se defrontaram, no final de 2020, se tenha registado uma igualdade a um golo.

Também o U. Almeirim poderá beneficiar do factor casa, na partida em que recebe o At. Ouriense. Nos quatro confrontos anteriores, entre 2015 e 2018, anota-se uma vitória para cada lado, para além de dois empates, o que, alternativamente, poderá igualmente considerar-se como hipótese para hoje.

O “lanterna vermelha”, Ferreira do Zêzere, terá de apelar a todas as suas forças para procurar começar a reverter um início de temporada muito negativo, somando um único ponto até agora, seguindo com seis desaires sucessivos.

Recebe o Torres Novas, também em zona perigosa na tabela, sendo antepenúltimo classificado, mas certamente motivado pela boa réplica dada em Tomar, onde marcou quatro golos, porém registo insuficiente para levar qualquer ponto…

Nas três ocasiões em que, em anos recentes, se cruzaram na I Divisão, os ferreirenses ganharam uma vez (em 2018), tendo os torrejanos vencido dois jogos, em 2017 e em 2020.

O Torres Novas parece dispor de melhores condições para obter resultado favorável, restando ver como conseguirão os visitados reagir.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 28.11.2021)

Prosseguem, na I Divisão Distrital, os desafios entre aspirantes aos lugares cimeiros, com realce, na ronda dez, para o embate entre Fazendense e Abrantes e Benfica. Estas equipas defrontaram-se nas duas últimas épocas, com uma vitória para cada lado, em ambos os casos por margem tangencial, tendo sido a mais recente, já em Maio de 2021, a favor dos abrantinos.

Até agora, nos jogos em casa, o Fazendense tem defrontado adversários de menor gabarito, tendo vencido três vezes, saindo derrotado frente ao At. Ouriense. Por seu lado, o Abrantes e Benfica, fora do seu reduto, perdeu já no Cartaxo e em Mação. Num jogo de prognóstico imprevisível, o empate poderá ser o desfecho mais “consensual”.

O Cartaxo visita Alcanena, não esperando certamente um dia “descansado”, sendo que, até agora, apenas venceu, por curiosidade, em Samora Correia, tendo perdido em Almeirim. No seu reduto, o Alcanenense perdeu com os dois primeiros, U. Tomar e Rio Maior, tendo goleado, no jogo precedente, o Salvaterrense.

Em anos recentes regista-se um único confronto entre as duas formações, em 2018, então com triunfo dos cartaxeiros, por 2-1. Sendo os visitantes favoritos, o Alcanenense – que vem de um positivo empate em Almeirim, na última jornada – terá, não obstante, uma palavra a dizer.

Em Tomar, o União recebe o Torres Novas, no maior clássico do futebol distrital, na 95.ª edição de um confronto de resultado sempre em aberto, como o atesta o grande equilíbrio a nível histórico: 38 vitórias dos tomarenses, face a 37 triunfos dos torrejanos (para além de 19 empates), nos jogos oficiais até à data disputados.

Restringindo o campo de observação apenas à última década registam-se oito confrontos, com três triunfos dos unionistas – o último dos quais já há quatro anos –, três igualdades e duas vitórias dos torrejanos, a segunda delas remontando já a 2013. Nas duas ocasiões mais recentes em que se cruzaram, registaram-se outros tantos empates, em 2018 e em 2020.

O União venceu os jogos disputados em casa, no presente campeonato, à excepção do empate com o Rio Maior. Por seu lado, o Torres Novas soma quatro desaires em outros tantos encontros em terreno alheio, tendo sido goleado nas Fazendas de Almeirim, perdendo por 2-0 em Mação e em Rio Maior.

Os tomarenses dispõem de argumentos superiores, mas terão de encarar este desafio com seriedade, e respeito pelo adversário, motivado pelo triunfo ante o At. Ouriense, para não serem surpreendidos.

Justamente, em Rio Maior, o perseguidor mais directo dos unionistas, recebe o U. Almeirim, apenas pela segunda vez no historial dos dois clubes, depois de se ter registado uma vitória a favor dos almeirinenses há dois anos.

Apesar de terem já cedido dois empates caseiros, ante o Fazendense e o Mação, os riomaiorenses deverão somar mais três pontos, frente a um adversário que saiu derrotado nas suas três deslocações no presente campeonato.

Por seu lado, o Mação, recebendo o Benavente, é também favorito, mas não poderá facilitar, perante um adversário que está a realizar notável campanha, para já integrando o trio que reparte o 5.ª lugar.

Nos sete desafios entre ambos em anos recentes, os maçaenses registam ampla supremacia, com cinco triunfos, face a uma única vitória dos benaventenses, já em 2012, e um empate, no ano imediato.

O Samora Correia, única equipa a derrotar o líder, terá a visita do Amiense, que vem de um desaire caseiro ante o Mação. Os dois emblemas cruzaram-se por quatro vezes na I Divisão Distrital, nos últimos anos, começando com duas vitórias dos samorenses, ambas no ano de 2017, a que se seguiu uma igualdade em 2019, e, nesse mesmo ano, um triunfo dos homens de Amiais de Baixo.

Esta temporada o Samora perdeu já, na Murteira, ante o Cartaxo e o Rio Maior; enquanto o Amiense ganhou na Glória e em Torres Novas, tendo empatado em Abrantes e em Almeirim. Uma eventual repartição de pontos não surpreenderia, mas o factor casa poderá ter também influência.

O At. Ouriense terá a visita do Salvaterrense, que, depois de manter a invencibilidade durante as sete rondas iniciais, vem de dois desaires pesados, por 5-0 e 4-0, primeiro em Alcanena, e, no passado Domingo, em casa, ante o Rio Maior.

Estes dois clubes não se enfrentavam, em jogos a contar para o principal escalão distrital, há 26 anos, então com uma igualdade a duas bolas. Hoje, o conjunto oureense parece dispor de algum favoritismo.

Glória do Ribatejo e Ferreira do Zêzere, em posição deveras aflitiva na tabela, não só partilhando a condição de “lanterna vermelha” como, pior, a já “distantes” sete pontos do antepenúltimo classificado, Torres Novas, defrontam-se em desafio de crucial importância para o seu futuro na competição.

Nas três ocasiões anteriores em que se encontraram, precisamente nas três épocas mais recentes, regista-se equilíbrio absoluto, com uma vitória para cada lado e uma igualdade, no embate mais recente, já este ano realizado, no mês de Maio.

Em casa, o grupo da Glória apenas conseguiu empatar com o Cartaxo. Quanto aos ferreirenses, perderam todos os quatro jogos até agora disputados em terreno alheio, com a atenuante de terem sido saídas de elevado grau de dificuldade (Abrantes, Amiais de Baixo e Cartaxo, para além de Benavente).

Encontram-se o ataque até agora com menor eficácia (somente dois golos marcados pelos visitantes) e a defesa mais batida (27 golos sofridos pelos homens da casa), projectando-se que os ferreirenses poderão eventualmente obter resultado positivo esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 21.11.2021)

Quatro jogos estarão especialmente em foco nesta 9.ª ronda do Distrital da I Divisão, que hoje se disputa, nomeadamente: Cartaxo-Fazendense, Amiense-Mação e Salvaterrense-Rio Maior, para além, claro está, do sempre muito aguardado “quase derby” entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar.

No Cartaxo, encontram-se dois dos principais candidatos, que partilham nesta altura o 5.º posto, a seis pontos do líder.

Estas duas equipas defrontaram-se, em anos recentes, em seis ocasiões, com supremacia dos homens da casa, que venceram por quatro vezes, face a dois triunfos dos forasteiros, o último dos quais há cerca de quatro anos – sendo de notar que os desafios previstos para as duas últimas épocas acabaram por ser cancelados.

No campeonato deste ano, até agora, frente a adversários de quilate equivalente, o Cartaxo ganhou, em casa, ao Abrantes e Benfica, tendo empatado com o Mação. Por seu lado, o Fazendense empatou a zero em Rio Maior, mas foi categoricamente batido em Tomar, perdendo por 3-0, vindo, aliás, no último jogo disputado fora de casa, de outro desaire, em Salvaterra de Magos.

Num jogo que se antevê repartido, os cartaxeiros terão alguma dose adicional de favoritismo, atendendo ainda ao factor casa, superado que foi um ciclo de quatro empates, com a vitória obtida em Samora Correia no passado Domingo.

O Amiense, que ocupa, por agora, sensacional 3.º lugar, recebe a visita do Mação, a procurar encetar recuperação na tabela, também depois de quatro empates cedidos nos seis primeiros jogos.

No confronto com maior historial de entre as partidas desta jornada, repetido por onze vezes na última década, os visitados registam predomínio, com cinco vitórias, face a dois triunfos dos maçaenses – o último também já há quatro anos –, para além de quatro empates.

Em casa, o Amiense empatou a zero com o Cartaxo, tendo, por outro lado, sofrido o seu único desaire no campeonato até agora, ante o Salvaterrense. Em jogos fora do seu reduto, o Mação empatou em Rio Maior e no Cartaxo, tendo sido também derrotado em Tomar. Esta tarde não surpreenderia novo empate.

O Salvaterrense – emblema que vinha realizando excelente campanha, tendo baqueado de forma imprevista, pela dimensão da derrota (5-0) em Alcanena, assim vendo quebrada a sua invencibilidade – recebe o vice-líder, Rio Maior, num embate em estreia absoluta.

Em Salvaterra de Magos perderam já pontos o Abrantes e Benfica e o Mação (que não foram além do empate) e o Fazendense, derrotado por 4-2. Por seu lado, em encontros fora de casa, o Rio Maior goleou em Samora Correia, ganhando também em Alcanena e em Ferreira do Zêzere, tendo empatado em Tomar. No jogo de hoje, os riomaiorenses parecem beneficiar, novamente, de maior dose de favoritismo, ante uma formação da casa a procurar restabelecer-se do abalo da passada semana.

O União de Tomar – que lidera o campeonato desde a ronda inaugural, há quase dois meses – tem uma curta viagem, até Ferreira do Zêzere, onde defronta um dos “lanternas vermelhas”, que, em sete jogos até agora disputados, apenas evitou a derrota num deles, empatando a zero com o Alcanenense em casa, terreno onde foi goleado pelo Fazendense, e onde também o Rio Maior saiu vencedor.

Em termos históricos, há duas fases distintas neste “quase derby”: até 2009 o União venceu os três desafios iniciais, dois deles com goleadas (5-0 e 4-0); na última década, registam-se apenas dois encontros, com triunfo dos ferreirenses em 2018 e empate em 2019 (não se tendo disputado os jogos previstos nas duas últimas temporadas).

Atendendo ao potencial de cada uma das equipas, o União perfila-se como claro favorito a dar sequência às vitórias averbadas na Glória, Alcanena e Ourém; todavia, há que ter em atenção que o Ferreira do Zêzere começa a estar bastante carenciado de pontos, pelo que tudo procurará para evitar a derrota.

O Abrantes e Benfica recebe o Samora Correia, apenas existindo registo de um único encontro entre ambos, em Março de 2020, então com triunfo convincente dos abrantinos, por 3-0, desfecho que poderá repetir-se hoje.

O U. Almeirim, bastante aquém do desempenho evidenciado há duas épocas, recebe o Alcanenense, podendo também reeditar o resultado do único desafio entre ambos em anos recentes, em 2019, então com vitória tangencial dos almeirinenses, por 1-0.

Noutro embate com história, o Torres Novas terá a visita do At. Ouriense. Na última década defrontaram-se por sete vezes, com ligeira tendência a favor dos visitantes: dois triunfos do At. Ouriense (em 2015 e em Outubro de 2017), face a um único êxito dos torrejanos, em Fevereiro de 2017, para além de quatro empates, o desfecho mais comum, que poderá voltar a ocorrer também esta tarde.

Por fim, em Benavente, o grupo local defronta a turma da Glória do Ribatejo. Na única vez em que se cruzaram no principal escalão, nos últimos anos, os benaventenses ganharam por claro 3-0, mas já no ano de 2013.

A formação visitada vem realizando campeonato regular, tendo vencido, em casa, Ferreira do Zêzere, Torres Novas e Almeirim, apenas tendo sido desfeiteada pelo Abrantes e Benfica. Ao invés, a equipa da Glória perdeu todos os quatro jogos realizados em terreno alheio, tendo somado, até agora, um único ponto (mercê do empate caseiro ante o Cartaxo). O Benavente apresenta-se, pois, com superiores credenciais, mas, também neste caso, terá que ter-se em consideração que a necessidade poderá “aguçar o engenho”…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 14.11.2021)

Na jornada de hoje da I Divisão Distrital destacam-se os seguintes desafios de desfecho mais imprevisível: o “derby” Fazendense-U. Almeirim; Mação-Abrantes e Benfica; Samora Correia-Cartaxo; assim como o At. Ouriense-U. Tomar.

Principando pelo “derby”: o Fazendense começou por prometer muito, mas atravessa agora um ciclo bem negativo, com três derrotas nos últimos quatro jogos; por seu lado, a equipa visitante, U. Almeirim, parece esta época bem distante do fulgor revelado na sua mais recente passagem anterior pelo Distrital, apenas há dois anos, num campeonato (interrompido à entrada do seu último terço) que liderou de forma destacada praticamente de princípio a “fim”.

Os dois clubes defrontaram-se por quatro vezes em anos recentes, com um balanço repartido: uma vitória para cada lado e dois empates. No último encontro, há precisamente três anos, o grupo do U. Almeirim bateu por inapelável 3-0 a turma das Fazendas de Almeirim, no seu próprio reduto. Esta tarde o Fazendense perfila-se como favorito, restando saber como reagirá aos desaires sofridos, devendo atentar-se também que um “derby” é, por natureza, quase sempre de prognóstico incerto.

Outros dois candidatos aos lugares de topo defrontam-se em Mação, com os locais – por agora bastante mal posicionados na tabela, contando com um único triunfo nos seis jogos já disputados – a receberem o Abrantes e Benfica, que ocupa lugar no pódio.

Nas duas vezes que se encontraram, os maçaenses ainda não conseguiram vencer, tendo-se registado um empate há três anos e triunfo tangencial dos abrantinos há cerca de dois anos. A equipa da casa tem de começar a “fazer pela vida”, mas enfrenta um adversário que lhe colocará grandes dificuldades, em mais um jogo de tripla.

O Samora Correia – única equipa a conseguir vencer o líder até agora –, que segue com três empates sucessivos, terá a visita de outro candidato, Cartaxo, o qual, por seu lado, tem em curso um tão curioso quanto imprevisto ciclo de… quatro empates consecutivos.

Nas cinco ocasiões em que, em anos recentes, se cruzaram no principal escalão, os samorenses venceram por duas vezes, face a três triunfos dos cartaxeiros. Teremos hoje o primeiro empate, dando sequência às séries que os dois clubes mantêm presentemente?

O líder, U. Tomar, tem mais uma saída de elevado grau de dificuldade, até Ourém, para defrontar o Atlético local.

Trata-se do confronto de maior historial de entre os jogos desta jornada, já repetido por sete vezes na última década. O balanço favorece claramente o At. Ouriense, com quatro vitórias, face a dois triunfos dos tomarenses (já em 2015 e em 2017), para além de um empate.

Exceptuando o desaire sofrido em Samora Correia os unionistas têm dado boa conta de si nos desafios em terreno alheio, com vitórias na Glória e em Alcanena, porém frente a formações de potencial inferior ao dos oureenses. Por curiosidade, o conjunto visitado defrontou, no seu terreno, precisamente os mesmos adversários que o U. Tomar teve fora de casa, e, justamente, com os mesmos desfechos. Trata-se, pois, de mais um embate de resultado completamente em aberto.

O vice-líder, Rio Maior, recebe a visita do “aflito” Torres Novas, antevendo-se que possa repetir, e até reforçar, a vitória obtida em Outubro do ano passado, então por 3-1.

A “equipa-sensação” do campeonato, até agora, Salvaterrense, desloca-se a Alcanena, para um reencontro com o Alcanenense, após o último jogo entre os dois clubes, há precisamente 20 anos!

Nessa altura os visitados tinham goleado por 4-0. Mas, esta tarde, não se afigura que um tal resultado possa voltar a ocorrer, não surpreendendo se, para já, por mais uma ronda, o Salvaterrense conseguisse estender a sua invencibilidade.

Benavente e Ferreira do Zêzere voltam a cruzar-se na divisão principal 12 anos depois do último desafio entre ambos, então com goleada a favor do conjunto da casa, por 4-0. Não se projecta que, esta tarde, tal diferença se possa repetir, mas, em qualquer caso, o mais provável parece ser que os três pontos acabem por ficar em Benavente.

As equipas da Glória do Ribatejo e do Amiense defrontaram-se já ontem, com mais um bom triunfo da formação de Amiais de Baixo, por 2-0.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 07.11.2021)

Nesta 7.ª ronda do principal escalão do futebol distrital as atenções estarão, inevitavelmente, focadas no embate entre os dois primeiros, com o U. Tomar a receber o Rio Maior. Mas, para além deste, haverá outros pontos de interesse, em especial, no Cartaxo-Mação, assim como o Salvaterrense-Fazendense – ambos os jogos de desfecho imprevisível.

União de Tomar e Rio Maior apenas se defrontaram em Tomar, até agora, uma única vez, em partidas a contar para o campeonato, em Fevereiro de 2020, então com triunfo dos nabantinos por 2-0 (tendo o jogo da época passada sido cancelado, devido ao encurtamento do campeonato para metade).

De facto, tendo o Rio Maior Sport Clube sido fundado apenas em 2016 – sucedendo ao histórico União de Rio Maior –, esta é apenas a sua terceira temporada na I Divisão Distrital. Depois de um 12.º lugar na estreia (em 2019-20) e de um 10.º posto na época passada (tendo sido finalista da Taça do Ribatejo, após ter afastado, nas meias-finais, o U. Tomar – tendo ambos os jogos sido decididos pela fórmula de desempate por via de remates da marca de grande penalidade), os riomaiorenses surgem, já desde o início deste ano de 2021, bastante reforçados, discutindo neste desafio a liderança do campeonato.

O União – que venceu todos os três jogos disputados em casa – terá a justificada expectativa de poder consolidar a sua posição, mas estará bem ciente da exigência competitiva que o rival – que conta igualmente triunfos nos três encontros realizados em terreno alheio – lhe colocará esta tarde, numa partida que se antecipa empolgante e de desfecho em aberto.

No Cartaxo, a turma local – por agora aquém das expectativas, mas ainda muito a tempo de recuperar o atraso de seis pontos que regista face ao comandante –, recebe o Mação, num embate entre duas das formações mais credenciadas e tradicionalmente candidatas aos lugares de topo.

Estes dois clubes defrontaram-se, em anos recentes, em cinco ocasiões, com duas vitórias dos cartaxeiros e dois empates, tendo os maçaenses triunfado no último confronto entre ambos, realizado já há quatro anos (tendo os desafios previstos nas duas últimas temporadas sido cancelados devido à pandemia).

Os donos da casa venceram já, no seu reduto, o Abrantes e Benfica, tendo concedido um inesperado empate com o Benavente; por seu lado, os forasteiros empataram os dois jogos fora, em Rio Maior e em Salvaterra de Magos, num excitante 4-4. Tal como em Tomar, este é um jogo que se afigura de prognóstico incerto, podendo verificar-se qualquer dos resultados.

O ainda invicto Salvaterrense (duas vitórias e quatro empates, dos quais três nos jogos que disputou em casa, nomeadamente com Abrantes e Benfica e Mação) recebe o Fazendense, que, nesta fase inicial da prova, regista já duas retumbantes goleadas, pese embora perante opositores menos apetrechados (7-1 em Ferreira do Zêzere e 6-2 ante o Torres Novas, no passado Domingo), tendo ainda empatado em Rio Maior, mas sido claramente derrotado em Tomar.

O grupo de Salvaterra não se cruzava com o das Fazendas de Almeirim há já quinze anos, então com um empate a zero, podendo os pontos ser novamente repartidos esta tarde, num embate sem claro favorito, tendo presente também o peso do factor casa.

Quem poderá beneficiar dos resultados dos jogos anteriormente indicados é o Abrantes e Benfica, actual 3.º classificado, que recebe a visita da turma da Glória do Ribatejo.

Na única vez em que se defrontaram em Abrantes, em Dezembro de 2019, os locais ganharam por 2-0, um desfecho que poderão repetir hoje, mesmo tendo em consideração que a equipa da Glória virá animada pelo facto de, por fim, ter quebrado um ciclo negativo de seis derrotas sucessivas, empatando com o Cartaxo.

Outro confronto de interesse será o que coloca frente-a-frente U. Almeirim e Samora Correia. Nos embates anteriores, em 2017 (por duas vezes) e em 2018, os almeirinenses levaram sempre a melhor.

Antevê-se um desafio repartido, podendo pender algum favoritismo para os locais, mas em que terá de se contar com a réplica dos visitantes, que foram já vencer, por exemplo, a Ourém.

O At. Ouriense, que tem registado alguns resultados surpreendentes (empate em Mação, e, sobretudo, vitória nas Fazendas de Almeirim), mas que vem de uma clara derrota em Rio Maior, desloca-se a Ferreira do Zêzere, para defrontar o agora “lanterna vermelha”, o qual o melhor que conseguiu foi um nulo caseiro ante o Alcanenense.

Nos dois encontros anteriores entre ferreirenses e oureenses regista-se uma vitória para cada lado, com os visitados a ganhar em Novembro de 2017, tendo os forasteiros triunfado em Março de 2019. Esta tarde, a formação de Ourém parece mais habilitada para voltar a somar os três pontos.

Integrando a parte baixa da tabela classificativa, portanto em zona de perigo, o Torres Novas e o Alcanenense começam a necessitar urgentemente de somar pontos.

Nos quatro embates anteriores, equilíbrio absoluto: uma vitória para cada lado (em ambos os casos em jogos disputados já no ano de 2012) e dois empates, em 2018 e em 2021, o que se afigura também como desfecho mais plausível esta tarde.

O restante desafio desta ronda, entre Amiense e Benavente, foi já ontem disputado, com triunfo do grupo de Amiais de Baixo por 3-1.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 31.10.2021)

A 6.ª jornada da I Divisão Distrital integra múltiplos pontos de interesse: desde o Rio Maior-At. Ouriense (colocando frente-a-frente os actuais 2.º e 3.º classificados) ao Alcanenense-U. Tomar (mais um exigente teste ao líder), passando por outros jogos que se apresentam de desfecho algo incerto como serão os casos do Samora Correia-Salvaterrense, Benavente-Abrantes e Benfica ou o Glória do Ribatejo-Cartaxo.

Começando pelo Rio Maior-At. Ouriense, trata-se de um confronto em estreia no principal escalão.

Curiosamente, o vice-líder do campeonato, Rio Maior, ainda não conseguiu vencer em casa, registando dois empates, frente a rivais na luta pelos lugares de topo, Fazendense e Mação. Por coincidência, o grupo de Ourém defrontou precisamente esses mesmos adversários, nas partidas que disputou fora de casa e com resultados muito positivos: depois da igualdade em Mação, surpreendeu vencendo nas Fazendas de Almeirim.

Os riomaiorenses serão favoritos para esta tarde, mas nova “surpresa” poderá estar à espreita…

Quanto ao U. Tomar, que lidera o campeonato há três semanas sucessivas – o que não sucedia já há 24 anos, desde a época de 1997-98 –, desloca-se a Alcanena, saída da qual não tem boas recordações nos últimos anos: nos dois encontros mais recentes, em 2018 e, anteriormente, já em 2011, perdeu das duas vezes, e em ambas, por categórico 3-0.

O contexto hoje poderá ser diferente, dado o distinto potencial de cada equipa, a favor dos nabantinos, mas é necessário ter presente que o Rio Maior venceu em Alcanena, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, ali tendo perdido o Samora Correia – formação que derrotou os tomarenses na sua última deslocação.

Precisamente em Samora, os locais recebem a “equipa sensação” desta fase inicial do campeonato, o Salvaterrense – a par do Rio Maior, os únicos emblemas ainda invictos, após as cinco rondas iniciais, ocupando meritório 4.º lugar.

A última vez que Samora Correia e Salvaterrense se cruzaram na I Divisão foi já em 2006, então com triunfo sofrido dos homens da casa, por 3-2. Pese embora o factor casa, a fazer pender a tendência do jogo para os samorenses, não seria grande surpresa se o conjunto de Salvaterra de Magos conseguisse prolongar a sua invencibilidade.

O também candidato aos lugares cimeiros, Abrantes e Benfica, terá uma bem difícil visita ao reduto do Benavente – clube recém-promovido, mas que tem dado boa conta de si, ocupando a 6.ª posição, imediatamente atrás dos abrantinos.

Não existe qualquer histórico de confrontos entre estas duas equipas nas últimas largas décadas. Este ano, o Benavente segue com duas vitórias nos jogos realizados em casa, a última delas ante o U. Almeirim, vindo de um positivo empate no Cartaxo. Já o Abrantes e Benfica perdeu no Cartaxo, depois de ter começado por empatar em Salvaterra de Magos.

Os abrantinos até poderão alcançar hoje o primeiro triunfo fora de portas, mas vão ter de contar com forte resistência do Benavente.

A propósito do Cartaxo, vai de viagem até à Glória do Ribatejo, para defrontar o “lanterna vermelha”, que segue, neste início de temporada, com o pleno de seis desaires em outros tantos desafios disputados.

As duas equipas encontraram-se nos três últimos anos, registando-se dois triunfos dos cartaxeiros, em 2019 e 2020, a que se seguiu, já este ano, em Maio, um empate a uma bola.

Tal como a formação de Abrantes, o Cartaxo ainda não conseguiu ganhar fora (empatou em Amiais de Baixo, depois de ter começado por perder em Almeirim). Os visitantes – com aspirações a lutar pelos lugares da frente – são favoritos, mas terão também de superar a garra dos locais.

No embate de maior historial de entre as partidas desta tarde, o Fazendense – que teve entrada fulgurante neste campeonato, mas que tem vindo a decair, com dois desaires nas últimas duas rondas, ante o At. Ouriense e em Tomar –, recebe o Torres Novas.

Os dois emblemas defrontaram-se, na última década, por oito vezes, com predomínio da turma das Fazendas de Almeirim, que venceu metade desses desafios, tendo-se registado ainda três empates e um único triunfo dos torrejanos, mas no já relativamente distante ano de 2011.

Curiosamente, deste então, têm-se alternado vitórias dos visitados e empates – tendência que, a manter-se, resultaria em nova igualdade hoje. Contudo, tal não será expectável, dado o favoritismo dos donos da casa.

O Amiense terá a visita do Ferreira do Zêzere, o qual regista um início difícil de temporada, sendo, por agora, penúltimo classificado.

Nas quatro vezes que se encontraram em anos recentes, o conjunto de Amiais de Baixo ganhou em duas ocasiões, tendo ocorrido um empate (em 2018) e triunfo dos ferreirenses na última vez que se defrontaram, há pouco mais de um ano, em Outubro de 2020. Um desfecho que, a repetir-se, constituiria surpresa, projectando-se como mais provável que os três pontos fiquem em casa.

O último desafio que compõe esta jornada, entre Mação e U. Almeirim (dois dos últimos vencedores do campeonato, em 2018 e em 2020), foi adiado para 15 de Dezembro.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.10.2021)

Na 5.ª ronda do Distrital da I Divisão o desafio de maior cartaz é o U. Tomar-Fazendense, que eram os dois primeiros classificados há duas semanas, mas que tiveram algo inesperados desaires no passado Domingo, respectivamente em Samora Correia e ante o At. Ouriense, no caso da turma das Fazendas de Almeirim no seu próprio reduto. Ainda assim, os tomarenses mantiveram a liderança isolada, mas não poderão voltar a sofrer novo deslize sob pena de perderem essa posição.

Trata-se de dois dos clubes com maior número de presenças nesta prova nos últimos anos: o União, pela 16.ª época consecutiva (só o Amiense iguala este registo); o Fazendense com 15 participações (o mesmo número que o Mação).

Defrontaram-se, na última década, precisamente por dez vezes, com balanço bem repartido: três triunfos para cada lado e quatro empates. O U. Tomar goleou por 5-0 em Janeiro de 2018, mas foi derrotado no encontro seguinte, em Fevereiro de 2019; no mais recente embate, em Setembro desse mesmo ano de 2019, os nabantinos ganharam por tangencial 1-0. Estamos, pois, perante um jogo de tripla, de prognóstico absolutamente incerto.

Outro confronto de interesse será o Abrantes e Benfica-Amiense, que se defrontam pelo terceiro ano sucessivo, tendo-se registado uma vitória à tangente (1-0) dos abrantinos em 2019-20 e um nulo na última temporada. Esta tarde a equipa da casa, integrando um quinteto que reparte o 4.º lugar, será teoricamente favorita, ponderando o peso do factor casa.

Dois dos candidatos terão saídas difíceis. Aparentemente, mais a do Mação, que se desloca ao terreno de um supreendente Salvaterrense, que partilha a 2.ª posição exactamente com o Rio Maior, sendo, aliás, as duas únicas formações ainda invictas.

A última vez que os grupos de Salvaterra e de Mação se cruzaram da divisão principal foi já em Outubro de 2005, então com vitória do conjunto da casa mercê de um solitário golo. Dado o tempo entretanto decorrido, este resultado não permite aferir o estado de favoritismo de uma ou outra equipa, antevendo-se, pelo desempenho que vêm realizando nesta época, um desafio equilibrado, possivelmente com tendência para a repartição de pontos.

O outro grupo ainda invicto, Rio Maior, visita Ferreira do Zêzere. Os riomaiorenses ganharam as duas partidas até agora disputadas fora de portas, enquanto os ferreirenses, depois de uma entrada em falso na ronda inaugural (goleados de forma retumbante pelo Fazendense), empataram a zero com o Alcanenense.

Os dois emblemas encontraram-se nas duas últimas épocas, com triunfo do Ferreira do Zêzere em Novembro de 2019; porém, mais recentemente, já em Junho deste ano, o Rio Maior goleou em Ferreira por 4-0. Hoje, antecipando-se um desfecho menos desequilibrado, os forasteiros apresentam-se com maior grau de favoritismo.

O algo desconcertante At. Ouriense (uma vitória e uma derrota em Ourém; mas um triunfo e um empate nas duas saídas que teve até agora, de que ressalta a sensacional vitória nas Fazendas de Almeirim no passado Domingo) recebe o Alcanenense, podendo estrear-se a vencer este adversário.

De facto, nas três vezes que se cruzaram na última década, começaram por registar-se dois triunfos do conjunto de Alcanena, em 2011 e em 2012, tendo-se verificado uma igualdade no último confronto, em 2019. Esta tarde projecta-se que o desfecho poderá ser distinto, a favor dos donos da casa.

Também a dar boa conta de si neste regresso ao principal escalão, o Benavente viaja até ao Cartaxo, para defrontar outro candidato aos lugares cimeiros.

Nas três ocasiões em que se encontraram, registaram-se já os três desfechos possíveis: empate em 2013; vitória dos cartaxeiros em 2014 e surpreendente triunfo dos homens de Benavente em 2017. Seria grande a surpresa se esse resultado se viesse a repetir esta tarde.

O U. Almeirim, que vem caindo na tabela, ocupando presentemente o 13.º posto, muito aquém do desempenho do clube na sua última passagem no Distrital, quando dominou claramente o campeonato, recebe o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, que acumula cinco derrotas nos cinco encontros que até agora disputou, depois da que foi a melhor temporada da sua história, culminada com a conquista da Taça do Ribatejo.

Os dois clubes defrontaram-se uma única vez, há precisamente três anos, então com os almeirinenses a imporem uma goleada por 4-0. Os visitados são novamente favoritos a somar os três pontos, mas os homens da Glória têm de começar a “fazer pela vida”…

Outro emblema histórico, o Torres Novas, que, em anos mais recentes, tem denotado algumas dificuldades no contexto da competitividade da divisão maior, lutando pelo assegurar da manutenção, recebe o Samora Correia, motivado pela vitória averbada no Domingo ante o líder.

Torrejanos e samorenses encontraram-se já em cinco ocasiões, com predomínio da turma da casa, que ganhou por três vezes, face a uma única vitória dos visitantes, já em 2016, tendo-se registado uma igualdade a zero no último embate, há pouco mais de um ano.

Pela “embalagem” que os samorenses levam – depois de um mau arranque, vêm de vitórias em Ourém e frente ao U. Tomar – não surpreenderá se voltarem a casa com mais um resultado positivo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.10.2021)

Teremos, nos sete jogos que hoje se disputam, a contar para a 4.ª jornada da I Divisão Distrital, uma tarde/noite repleta de embates de grande interesse, com nada menos de seis desafios a chamar, em especial, a atenção, dada a incerteza que se pode projectar quanto aos respectivos desfechos.

Desde logo, a deslocação do líder isolado – único com vitórias em todos os encontros realizados -, União de Tomar, ao sempre difícil terreno do Samora Correia. Mas, também, o Amiense-Cartaxo (duas equipas que terminaram empatadas em pontos, no 4.º e 5.º lugar, na última temporada); o Fazendense-At. Ouriense; o Benavente-U. Almeirim; o Alcanenense-Rio Maior; isto para além do “derby” Glória do Ribatejo-Salvaterrense.

Pode antever-se que, em qualquer dos casos, os visitantes não deixarão de enfrentar dificuldades, perspectivando-se, ainda assim, que o Fazendense possa ser o visitado com maior grau de favoritismo.

Começando então pelo Samora Correia-U. Tomar, os dois clubes defrontaram-se por cinco vezes em anos recentes, e o balanço é claramente desequilibrado a favor dos samorenses, que ganharam em quatro ocasiões, das quais nos três últimos confrontos. De facto, os tomarenses conseguiram apenas uma vitória, já em Dezembro de 2017, goleando então por categórico 5-0. Um “placard” a que os homens da casa ripostaram com o 4-0 aplicado na 2.ª ronda da época passada.

Isto dito, e apesar de o Samora Correia ter entrado mal neste campeonato, com duas derrotas, vem de um moralizador triunfo em Ourém. Será, pois, um desafio de alto risco para os unionistas, se pretendem manter a sua senda vitoriosa.

O mais directo perseguidor, Fazendense, recebe precisamente o At. Ouriense, para a reedição de um embate já por sete vezes repetido na última década, com vincada superioridade da turma das Fazendas de Almeirim, que triunfou em cinco desses jogos. Porém, nos dois encontros mais recentes entre ambos os clubes, em 2017 e em 2018, registaram-se duas igualdades.

O grupo da casa apresenta-se com teórico maior favoritismo para somar os três pontos, não obstante os oureenses até tenham começado bem neste seu regresso ao principal escalão (em particular com o empate averbado em Mação), tendo, contudo, sido surpreendidos na semana passada pelos samorenses.

O Cartaxo, que tivera arranque algo oscilante, subiu, entretanto, já ao 3.º posto da tabela, tendo, esta tarde, um sério desafio às suas capacidades, na deslocação a Amiais de Baixo. Amiense e Cartaxo encontraram-se em oito ocasiões nos últimos anos, com balanço repartido: três vitórias dos donos da casa, três empates e dois triunfos dos cartaxeiros. No jogo de hoje, os visitantes poderão ter algum favoritismo, mas o factor casa poderá ter influência no desfecho da partida.

Bastante reforçado este ano, o Rio Maior visita Alcanena, para um confronto ainda sem histórico, frente ao Alcanenense. Também neste caso os forasteiros terão, à partida, maior potencial, ficando para confirmar se poderão repetir o triunfo fora de portas, depois da goleada (4-0) aplicada em Samora Correia.

O Salvaterrense, que tem vindo a surpreender neste seu regresso à I Divisão, terá curta viagem até à Glória do Ribatejo, para a reedição de um “derby” municipal que não se disputava já, no escalão principal, desde a temporada de 1996-97, então com uma igualdade a duas bolas.

O conjunto da Glória tem tido um início de época irreconhecível, acumulando já quatro desaires, tendo sofrido nada menos de 15 golos (incluindo o jogo para a Taça de Portugal). Mas “derby” é “derby” e, esta tarde, pouco importará o que está para trás; um jogo de tripla, portanto.

O U. Almeirim, de que não foi ainda possível aquilatar sobre as efectivas pretensões neste campeonato – segue, para já, com uma vitória, um empate e uma derrota –, visita Benavente, equipa precisamente com comportamento idêntico até agora.

Na única ocasião em que, nos últimos anos, se cruzaram, em 2017, os almeirinenses triunfaram por 2-0, podendo até repetir a vitória hoje, mas a repartição de pontos também não surpreenderá.

O encontro que, “a priori”, se antevê menos equilibrado é o que coloca frente-a-frente dois históricos do futebol distrital, com o Mação a receber o Torres Novas.

Estes dois emblemas defrontaram-se nada menos de nove vezes nos últimos dez anos, tendo os resultados oferecido muito curiosa trajectória: primeiro, com os torrejanos a saírem vencedores em cinco ocasiões, nos seis jogos disputados entre 2012 e 2016 (isto, face a um único triunfo dos maçaenses, em 2015); mais recentemente, três vitórias dos donos da casa, nas três últimas partidas, entre 2018 e 2021 – sendo que, na última delas, em Maio deste ano, os maçaenses golearam então por 5-0!

Portanto, depois de um alargado período de domínio dos visitantes, o Mação tem-se superiorizado nos anos recentes, o que, atendendo ao diferencial de potencial entre os dois plantéis, se perspectiva possa suceder também esta tarde – mesmo que se tenha de levar em consideração que os maçaenses ainda não se estrearam a ganhar neste campeonato, vindo de uma derrota em Tomar, enquanto o Torres Novas chega e este jogo altamente moralizado pela goleada (6-1) aplicada ao Glória do Ribatejo na passada semana.

O restante desafio que compõe o alinhamento desta ronda, entre Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, foi já ontem disputado, com triunfo dos abrantinos por 2-0.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.10.2021)

A 3.ª ronda do principal escalão do Distrital tem como pontos altos três embates, envolvendo clubes com fortes aspirações aos lugares de topo da classificação, relativamente aos quais se afigura difícil fazer prognósticos, traduzindo, em qualquer dos casos, jogos de “tripla”.

Começando por Tomar, o União recebe a visita do Mação, no confronto com histórico mais alargado de entre as partidas desta jornada: as duas equipas encontraram-se por nove vezes na última década, em jogos do campeonato, predominando os empates, nada menos de cinco, dos quais três nos últimos desafios disputados. Confirmando a toada de igualdade, qualquer dos emblemas venceu por duas ocasiões, datando os triunfos dos maçaenses já de 2011 e 2012.

Os tomarenses lideram a prova, nesta fase de arranque, a par do Fazendense, dado terem sido os únicos a conseguir vencer nas duas primeiras rondas. Por seu lado, o Mação ainda não conseguiu ganhar, não tendo ido além de dois empates, o que, por agora, lhe confere um modesto 12.º lugar, muito aquém da real valia do seu conjunto, pelo que os unionistas não esperarão qualquer tipo de facilidades.

O outro líder, Fazendense, desloca-se a Rio Maior (que, depois da goleada obtida em Samora Correia, encabeça o quarteto que partilha a 3.ª posição), portanto num aliciante medir de forças entre dois dos grupos de maior potencial.

Nas duas únicas ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, dois resultados bem distintos, em partidas disputadas ambas, por coincidência, no ano de 2020, em Janeiro e em Novembro: primeiro, a turma das Fazendas de Almeirim a golear por 5-1; mais recentemente, um triunfo tangencial dos riomaiorenses. Em qualquer caso o contexto presente é diferente, com o Rio Maior a surgir claramente reforçado face a anos anteriores, pelo que não surpreenderia se o Fazendense perdesse os primeiros pontos.

O Cartaxo, que teve um início de época algo titubeante (derrota em Almeirim e vitória “arrancada a ferros”, nos derradeiros minutos, ante o Ferreira do Zêzere) recebe o Abrantes e Benfica, formação que, nos últimos anos, se tem mostrado uma das melhores do Distrito, e que vem de um categórico triunfo (3-0) precisamente perante o U. Almeirim.

Os dois clubes apenas se encontraram uma única vez, em Maio deste ano, na que viria a ser a penúltima jornada do campeonato passado, com os abrantinos a aplicarem uma inesperada goleada, por 4-1, no terreno do adversário. Esta tarde, antevendo-se um jogo mais equilibrado, qualquer dos desfechos será possível.

O U. Almeirim, a apresentar sinais contraditórios nesta fase, ganhando ao Cartaxo, e perdendo de forma convincente em Abrantes, recebe o Amiense, que, depois de ter começado por ganhar em Torres Novas, foi surpreendido no seu reduto, baqueando ante o Salvaterrense.

Nas cinco ocasiões em que se defrontaram, o U. Almeirim ganhou nas últimas três, depois de dois empates, em 2016 e 2017. Em teoria os almeirinenses, actuando em casa, terão maior dose de favoritismo.

Em Ourém, o Atlético local, de regresso ao principal escalão, com um bom início de temporada, recebe o Samora Correia, que sofreu pesada derrota (0-4) ante o Rio Maior.

Nos três desafios anteriores entre At. Ouriense e Samora Correia, os visitados venceram dois (2017 e 2019), tendo perdido em 2017-18. Hoje perspectiva-se que o grupo de Ourém volte a triunfar.

Quem entrou também muito bem no campeonato foi o Salvaterrense, recém-promovido, após longo período em que esteve arredado dos principais palcos do futebol distrital, que recebe o Benavente, precisamente o vencedor da série sul da II Divisão, em que ultrapassou a turma de Salvaterra já na fase final da competição.

A nível da I Divisão Distrital estes dois emblemas não se encontram desde o ano de 2006, então com uma vitória dos homens da casa e, no último jogo disputado, um empate a duas bolas. Na última época, na acesa disputa que travaram no segundo escalão, repetiram tal desfecho, outra vez com igualdade a dois tentos. Esta tarde, a formação de Salvaterra parece mais apetrechada para poder somar os três pontos.

Torres Novas e Glória do Ribatejo tiveram más entradas no campeonato, perdendo, ambos, nas duas primeiras rondas.

As duas equipas defrontaram-se por três vezes em anos recentes, com vitória dos torrejanos em 2018-19, e duas igualdades nos dois encontros mais recentes, sempre no mês de Outubro (tal como volta a suceder hoje), há dois anos e no ano passado. A repartição de pontos parece um cenário de repetição plausível.

O Ferreira do Zêzere, por ora “lanterna vermelha”, por força da desastrada entrada em prova, em casa, ante o Fazendense, terá a visita do Alcanenense, que começou por ganhar ao Samora Correia, tendo, no domingo passado, perdido precisamente nas Fazendas de Almeirim.

Nas duas vezes em que se encontraram, em 2018 e em 2020, regista-se, primeiro, um triunfo tangencial dos ferreirenses, a que se seguiu, há cerca de um ano, um nulo, sendo que o Alcanenense não conseguiu marcar em Ferreira em qualquer dos jogos.

No desafio desta tarde, esperam-se golos, eventualmente de parte a parte, num jogo de tendência muito repartida.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.10.2021)

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