Rádio Hertz


Anúncios

Eis-nos chegados ao “grande dia”, da “festa da Taça”!

Esta tarde, no Complexo Desportivo do Bonito, no Entroncamento, encontram-se as duas equipas que dominaram esta temporada no futebol distrital, o Campeão e Vice-campeão, respectivamente Mação e União de Tomar, separados por seis pontos na pauta classificativa, disputando a supremacia, também na final da Taça do Ribatejo, após os dois empates registados nos encontros entre ambos disputados a contar para o campeonato.

O Mação, actual detentor do troféu, tendo conquistado a prova já por duas vezes (a primeira delas há dez anos, repetindo a proeza na época passada, ao bater, na final, o então Campeão Distrital, Coruchense, no desempate da marca de grande penalidade), apresenta-se mais experiente neste tipo de desafios decisivos (venceu também a Supertaça), enquanto o U. Tomar terá – na sua 19.ª participação na competição – a estreia na final.

Curiosamente, os dois clubes defrontaram-se já, na presente edição da prova, ainda na fase de grupos, em Outubro do ano passado, em partida disputada em Mação, então com triunfo dos maçaenses, por tangencial 2-1, depois de operar reviravolta no marcador, tendo o União chegado ao intervalo em posição de vantagem, na sequência de uma entrada forte dos nabantinos, a assumir o domínio do jogo desde início, vindo contudo a ser penalizados por uma controversa grande penalidade, de que resultou o tento da igualdade.

Nos outros dois jogos em que os clubes se cruzaram esta época, para o campeonato, o União até esteve perto de poder chegar à vitória, mas o empate acabaria por subsistir em ambas as ocasiões.

Em Mação, os dois tentos surgiram nos derradeiros vinte minutos da partida, com os maçaenses a inaugurar o marcador, restabelecendo o União o empate já na fase derradeira do encontro, na conversão de uma grande penalidade, tendo tido ainda possibilidade para chegar ao triunfo, no 6.º minuto do tempo de compensação…

Em Tomar, os unionistas começaram por marcar primeiro, mas consentiriam a igualdade a fechar o primeiro tempo, num lance infeliz, com um auto-golo, num desafio que ficaria assinalado por erro grave ao ser invalidado o que teria sido o golo do triunfo tomarense, também já em tempo de compensação.

Alargando o campo de análise às sete últimas temporadas, União de Tomar e Mação defrontaram-se, em partidas a contar para a I Divisão Distrital, por 16 vezes, com predomínio dos maçaenses, que venceram seis jogos, face a apenas três triunfos dos unionistas, para além de sete empates.

Para chegarem a esta final, os maçaenses começaram por deixar para trás, na fase de grupos, o At. Ouriense e o Aldeiense (vencendo a sua série, onde se apurou também o União de Tomar), eliminando depois o Fazendense (nos 1/8 de final), por categórico 3-0; o Samora Correia (nos 1/4 de final), por ainda mais contundente goleada de 6-0; e, por fim, os Empregados do Comércio, nas meias-finais, tendo começado por ceder um inesperado empate caseiro, a duas bolas, que de pronto rectificariam, indo golear à Ribeira de Santarém por 7-1. No total, até agora, seis vitórias e um empate, com um impressionante score global de 31-5, em golos marcados e sofridos…

Quanto ao União de Tomar, após ter ficado à frente do At. Ouriense e do Aldeiense, na fase de grupos (com duplo 4-0, frente a esses adversários), foi ganhar ao difícil terreno de Amiais de Baixo (nos 1/8 de final), por tangencial 1-0; tendo batido de seguida o Glória no Ribatejo (nos 1/4 de final), por 2-0; nas meias-finais, depois de ir vencer à capital do distrito, o União de Santarém, por 2-1, empatou em casa, a um golo, na 2.ª mão, o bastante para garantir esta inédita presença na final, de uma prova que muito anseia conquistar. No total, cinco vitórias, um empate e uma derrota, com um score global de 15-4.

No palmarés da competição, na sua 41.ª edição, destaca-se o “recordista” Fazendense, com um total de quatro troféus conquistados (três deles nas seis últimas épocas), seguido por um quarteto, formado por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense, cada um com três títulos na Taça; Águias de Alpiarça, Alferrarede, Samora Correia, Cartaxo, Rio Maior e Mação bisaram já a conquista da prova, ganha também por outros 12 clubes.

Esta tarde, veremos se teremos o 24.º vencedor, que seria o União de Tomar, ou se o Mação se junta ao quarteto com três galardões conquistados.

Uma última curiosidade: nas últimas oito finais da Taça do Ribatejo, cinco foram decididas no desempate da marca de grande penalidade, após igualdades registadas no termo dos noventa minutos.

Os dados estão lançados… Que comece a festa!

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.05.2018)

O Campeonato da I Divisão Distrital chega hoje ao seu termo, com as atenções focadas nos três jogos em que estará em disputa o 2.º lugar, com uma vaga em aberto para a Taça de Portugal (que reverterá para o 3.º classificado, caso o União de Tomar – já qualificado por via da presença na Final da Taça do Ribatejo – confirme a posição de vice-campeão).

Em Tomar, o União recebe o Riachense, necessitando confirmar o favoritismo que lhe é atribuído, para “carimbar” tal posição, atendendo a que defronta uma equipa já despromovida ao escalão secundário, numa série de quatro desaires sucessivos. Os tomarenses aprestam-se, aliás, a garantir, pelo quarto ano consecutivo, uma presença no pódio, que apenas uma improvável conjugação adversa de resultados (perder o seu jogo e o Ferreira do Zêzere ir ganhar a Mação) lhe poderia retirar.

Porém, deverá ter-se também em atenção que o histórico recente aponta uma tendência desfavorável às cores “rubro-negras”: nas últimas sete épocas, os dois clubes defrontaram-se, na cidade do Nabão, por três vezes, sendo que os unionistas não conseguiram ainda vencer, tendo registado um empate, perdendo em duas ocasiões, a última das quais na temporada passada.

Em Torres Novas, os torrejanos (que partilham a 2.ª posição com o União, mas em desvantagem nos critérios de desempate), com um registo de seis triunfos nas últimas sete rondas (tendo vencido nas três jornadas mais recentes) recebem o Fazendense (que, ao invés, somam três derrotas nas últimas quatro rondas), podendo eventualmente beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação actual (será 5.º classificado, ou, no pior dos cenários, 6.º), o que, por outro lado, poderá também fazer com que se apresentem em campo libertos de maiores pressões.

Este é um confronto com tendência histórica claramente favorável aos donos da casa, que, nas últimas sete temporadas, ganharam por seis vezes (em todos os últimos seis jogos entre ambos os clubes, em Torres Novas), tendo consentido um único empate (já na distante época de 2010-11), sem que o grupo das Fazendas de Almeirim tivesse conseguido alguma vez vencer.

A formação de Ferreira do Zêzere, que garantiu já a melhor classificação de sempre da sua história – no mínimo, um notável 4.º lugar –, parece ser quem tem o obstáculo mais difícil nesta derradeira ronda, visitando Mação, para defrontar o novo Campeão.

Num embate sem historial recente, a nível do principal escalão,  os ferreirenses, sem nada a perder neste desafio – continuando a ser a equipa com mais pontos somados na segunda volta –, estarão apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”, e, se possível, acrescentar algo mais a esta histórica temporada, em que registam brilhante desempenho.

Em Almeirim, o União local – que se perfilava, à partida, porventura como o principal candidato ao título, em função das opções do seu recheado plantel – procurará ainda chegar ao 5.º lugar, por troca com o seu grande rival das Fazendas de Almeirim, no que constituiria magra consolação. Para tal, necessitará de vencer a U. Abrantina e esperar que o Fazendense perca em Torres Novas.

U. Almeirim e U. Abrantina apenas se cruzaram, na I Divisão Distrital, há duas épocas, então com triunfo dos almeirinenses por tangencial 1-0. Com a despromoção do conjunto de Abrantes – principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional – já consumada, será expectável que os donos da casa consigam vencer, pese embora os visitantes não percam há quatro jogos…

Uma das principais decepções da prova, o também candidato ao título Samora Correia, com um campeonato completamente atípico, em que alternou ciclos de vitórias sucessivas, com séries ainda mais prolongadas de desaires consecutivos (segue, nesta altura, com quatro derrotas, depois de ter, antes, ganho os seis jogos precedentes), desloca-se à Ribeira de Santarém, para defrontar o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio.

Na única vez que se defrontaram, no principal escalão, na época passada, registou-se um empate. Tal poderá repetir-se esta tarde, embora a vitória dos samorenses não surpreendesse.

Em Amiais de Baixo, encontram-se duas equipas agora já absolutamente tranquilas, Amiense e At. Ouriense, que reeditam um “clássico” do futebol distrital: nos últimos sete anos, defrontaram-se por oito vezes, com tendência favorável aos donos da casa, que venceram por quatro ocasiões, tendo empatado duas e perdido outras duas. Este parece ser um jogo a apontar para a repartição de pontos.

Por fim, o auto-proclamado candidato ao título, Cartaxo, que, quase “in-extremis”, se viu livre de aflições, perante a ameaça de eventual despromoção, recebe o Moçarriense, cujo desempenho ficou também algo aquém das expectativas, quedando-se pela penúltima posição.

Na única vez que se defrontaram na I Divisão, nas temporadas mais recentes, em 2015-16, os cartaxeiros venceram por tangencial 2-1. Esta tarde poderão ter triunfo mais folgado.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.05.2018)

 


Exm.º Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Dr. José Pereira;

Exm.º Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Dr. Hugo Cristóvão;

Exm.º Senhor Presidente da União de Freguesias de Tomar – São João Baptista e Santa Maria dos Olivais, Sr. Augusto Barros;

Exm.º Presidente da Associação de Futebol de Santarém, Eng.º Francisco Jerónimo;

Exm.º Presidente da Direcção do União de Tomar, Sr. Abel Bento, e restantes elementos da Direcção;

Caros sócios, atletas, técnicos, minhas senhoras e meus senhores. Serão breves as palavras que, nesta ocasião, tenho para vos dirigir.

Começo por saudar e agradecer, em nome do União de Tomar, a vossa presença neste jantar comemorativo do 104.º aniversário do nosso clube.

Depois da marca histórica do centenário, decorreram, portanto, já quatro anos, em que o nosso clube prossegue, no dia-a-dia, a afirmação da sua vitalidade.

Neste período, o União de Tomar apresta-se para, pela quarta vez consecutiva, se posicionar no pódio, na I Divisão Distrital: depois de ter sido vice-campeão em 2015, e de dois 3.º lugares, em 2016 e em 2017, a nossa equipa de futebol sénior poderá repetir a condição de vice-campeão, caso vença o jogo da derradeira jornada, amanhã, em Tomar.

Nos últimos dez anos, esta é a sexta vez que o União obtém um lugar de honra, entre os quatro primeiros classificados do campeonato; a confirmar-se o 2.º lugar – uma meta de grande importância –, será, pela terceira vez, vice-campeão distrital.

Não tendo sido ainda possível alcançar o objectivo maior, da conquista do título de Campeão, e do regresso aos campeonatos nacionais – posição que deveria ser a nossa –, a persistência na obtenção de lugares cimeiros faz-nos acreditar que tal será uma questão de tempo e que, mais cedo que tarde, voltaremos a ter essa alegria.

Mas, independentemente do resto, a presente temporada é já histórica: à 19.ª participação na competição, o União de Tomar conseguiu, pela primeira vez no seu longo historial, o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, a disputar no próximo dia 13 de Maio – de amanhã a uma semana –, em que temos a esperança de poder voltar a festejar um título, o que constituiria um justo prémio ao esforço de todo o grupo.

Paralelamente, temos, desde já, garantido o regresso a uma competição de índole nacional, a Taça de Portugal, na qual o União registará a sua 36.ª presença.

Ainda no futebol, uma palavra de agradecimento e de felicitações é igualmente devida à nossa equipa de juniores, que, dignificando o nome do clube, concluiu também o campeonato do seu escalão no 2.º lugar, sendo, portanto, igualmente vice-campeã distrital.

Para além do futebol, o União de Tomar prossegue, desde há vários anos, o excelente trabalho que vem sendo desenvolvido na sua secção de atletismo, lançando bases para o futuro, já galardoado com um notável rol de títulos de campeão no âmbito distrital, regional, e, inclusivamente, nacional!

Só nos últimos 12 meses, desde Maio de 2017, merecem destaque especial os seguintes atletas:

  • Carlota Gonçalves (com um total de 5 títulos: 2 de campeã nacional de juvenis, no salto com vara, ao ar livre e em pista coberta; 3 de campeã distrital, nos escalões de juniores e de juvenis);
  • Margarida Mota (duas vezes vice-campeã nacional em salto em altura, em pista coberta, nos escalões de juniores e de juvenis; para além de 6 títulos de campeã distrital, nos escalões de juniores, juvenis e iniciados);
  • Beatriz Guilherme (com um total de 8 títulos de campeã distrital, nos escalões de juniores e de juvenis, sendo campeã distrital absoluta na prova dos 400 metros barreiras);
  • Beatriz Marques (com um total de 4 títulos de campeã distrital, nos escalões de juniores, juvenis e iniciados);
  • Edgar Pereira (com um total de 4 títulos de campeão distrital);
  • Pedro Saldanha (com um total de 4 títulos de campeão distrital de juniores, incluindo um na equipa de estafetas);
  • Sofia Rodrigo (com 2 títulos de campeã distrital absoluta);
  • Afonso Santos (com 2 títulos de campeão distrital, nos escalões de juvenis e iniciados);
  • Pedro Lopes (campeão distrital dos 5.000 metros);
  • Bernardo Vieira (campeão distrital de juvenis);
  • Valdo das Neves (campeão distrital de corta-mato longo, no escalão de veteranos).

Colectivamente, o União de Tomar conquistou também 5 títulos de campeão distrital: de juniores, por equipas, em pista coberta; de estrada, no escalão de seniores; e de corta-mato longo, nos escalões de seniores masculinos e femininos, e de veteranos. A estes galardões somam-se ainda outros 3 títulos de campeão distrital em provas de estafetas.

Têm muitos motivos para estar orgulhosos os responsáveis da secção de atletismo, aos quais endereço os meus parabéns.

A par do desempenho no campo desportivo, o clube continua a privilegiar o seu crescimento sustentado, dentro das condicionantes e limitações em que se enquadra, sendo de realçar o relevante papel de formação de jovens, e não somente no plano desportivo, mas também, principalmente, a nível cívico.

Tal crescimento harmonioso, para padrões mais elevados, que todos ansiamos, depende de nós, sócios e adeptos do clube, e, em termos mais alargados, do apoio que a comunidade tomarense possa aportar a um clube que, no decurso dos seus 104 anos de existência, continua a ser um dos principais embaixadores do nosso município e do nome da cidade de Tomar.

A finalizar estas palavras, entendo ser meu dever, e da maior justiça, evocar aqui o nome de Faustino Luís Moisão Chora, símbolo maior da mística unionista, tendo representado o União de Tomar, como jogador, ao longo de 13 anos, de 1966 a 1979 (dos quais, durante seis temporadas, na I Divisão Nacional) – sendo o jogador do União que maior número de vezes envergou a camisola “rubro-negra”, com cerca de quatro centenas de jogos disputados como jogador, dos quais 152 na I Divisão (de que foi “totalista” em três campeonatos); 177 na II Divisão; e, mais de 30 jogos da Taça de Portugal. Foi, também, treinador do clube, nas épocas de 1976-77, 1977-78 e 1985-86.

Faustino foi, a par de alguns outros seus companheiros, um dos principais responsáveis – desde há mais de quatro décadas –, por me fazer despertar a paixão que continuo a sentir pelo União.

Em meu nome pessoal e do União de Tomar, aqui expresso uma singela homenagem, recordando a sua memória. Seria uma grande satisfação se lhe pudéssemos, em breve, dedicar novas conquistas do União.

Viva o UNIÃO DE TOMAR!

Leonel Vicente

Tomar, 5 de Maio de 2018

(texto completo da mensagem que apresentei no jantar comemorativo do 104.º aniversário do União de Tomar)

Página seguinte »