Rádio Hertz


A 3.ª ronda do campeonato do escalão principal tem como maiores atractivos os confrontos Salvaterrense-Mação, At. Ouriense-Abrantes e Benfica e Amiense-Águias de Alpiarça, em que os conjuntos teoricamente mais apetrechados (Mação, Abrantes e Benfica e Amiense) enfrentarão opositores que não deixarão de lhes colocar bastantes dificuldades.

Começando pelo Salvaterrense-Mação, estas duas equipas cruzaram-se uma única vez na I Divisão Distrital, em anos recentes, precisamente na época passada, numa partida que finalizou com um sensacional 4-4.

Os maçaenses vêm de dois desaires nas duas rondas iniciais (nas Fazendas de Almeirim e em Ourém), disputando o terceiro jogo consecutivo em terreno alheio, procurando somar os primeiros pontos. Quanto ao Salvaterrense, vem de um surpreendente triunfo ante o Ferreira do Zêzere, pelo que este se afigura poder ser mais um jogo de “tripla”.

Em situação de alguma forma com contornos análogos encontra-se o Abrantes e Benfica, também derrotado nos dois primeiros jogos, pese embora frente a dois dos principais candidatos ao título, União de Tomar e Fazendense.

Os abrantinos deslocam-se a Ourém, para defrontar o Atlético local, que vem de uma notável vitória por 5-3, precisamente frente ao Mação, depois de ter chegado ao intervalo a perder por 2-3.

At. Ouriense e Abrantes e Benfica também se encontraram uma única vez, em partida bem recente, a 15 de Maio passado, então com triunfo dos donos da casa, por tangencial 2-1. Esta tarde, os abrantinos tudo procurarão fazer para começar a inverter a tendência de tais resultados adversos.

O Amiense, esta época reforçado e com maiores aspirações, recebe o surpreendente Águias de Alpiarça, recém-promovido, que soma duas vitórias nas duas primeiras jornadas.

Estes dois emblemas não se defrontam, no escalão principal, desde o ano de 2003, então com a vitória a pender para os homens dos Amiais, por 2-0.

No regresso de Jorge Peralta a uma casa que conhece bem, ainda assim o Amiense apresenta-se como favorito a vencer este desafio.

O Fazendense recebe a visita do Torres Novas (assinalando-se a particularidade de, decorrendo do sorteio realizado, a equipa das Fazendas defrontar, sucessivamente, o adversário que, na jornada precedente, jogou com o U. Tomar).

Trata-se de um embate já repetido por oito ocasiões na última década, com predomínio dos donos da casa, que nunca foram derrotados pelos torrejanos: 5 vitórias do Fazendense (a mais recente, há quase um ano, com uma goleada, por 6-2) e três empates.

Não obstante a réplica que o Torres Novas procurará certamente dar, seria grande a surpresa se os três pontos não ficassem nas Fazendas.

Quanto ao U. Tomar, actua também em casa, frente ao Cartaxo, dispondo igualmente de favoritismo neste encontro.

Nas nove vezes em que, nos últimos dez anos, os dois clubes se defrontaram, os tomarenses ganharam em cinco ocasiões, face a uma única vitória do Cartaxo, já em 2017, para além de 3 empates.

Os unionistas golearam, nas duas últimas temporadas, por 5-2 em 2020-21, e por estrondosa marca de 10-0, bem recentemente, em Maio deste ano, a demonstrar cabalmente que “não há dois jogos iguais”, uma vez que os cartaxeiros tinham ido ganhar a Tomar, apenas dois meses antes, em partida da Taça do Ribatejo.

O Cartaxo tudo fará para rectificar aqueles desfechos negativos, mas, em condições normais, o União deverá voltar a vencer.

Outro dos candidatos aos lugares cimeiros, o Ferreira do Zêzere, que vem de um inesperado desaire em Salvaterra de Magos, terá agora a visita do actual “lanterna vermelha”, Benavente.

Estas duas equipas só se encontraram, nos últimos anos, na época finda, tendo, em Março deste ano, o Benavente ido ganhar a Ferreira por 2-1, um desfecho que não é, de todo, expectável para o desafio de hoje, no qual os ferreirenses dispõem de amplo favoritismo.

Fátima e Alcanenense reeditam um confronto que não se registava, na divisão principal, há quase 50 anos (!), desde Março de 1974. Nessa ocasião o grupo de Alcanena ganhou por tangencial 1-0.

Esta tarde, os fatimenses, recentes Campeões da II Divisão Distrital, beneficiando do factor casa, procurarão averbar a primeira vitória no campeonato, depois do nulo caseiro registado ante o Samora Correia e do desaire sofrido em Alpiarça.

O oitavo desafio desta ronda, entre Entroncamento e Samora Correia, será um embate em estreia absoluta – sendo que o jogo previsto na época de 2020-21 foi então cancelado.

A equipa da cidade ferroviária entrou de forma afirmativa no campeonato, marcando quatro golos ao Torres Novas, vindo, contudo, de uma derrota no Cartaxo.

Os samorenses, que empataram os dois jogos realizados, em Fátima e, em Samora, frente ao Amiense, disporão de potencial superior, em função do que procurarão contrabalançar o factor casa. Antevê-se que possam, pelo menos, pontuar esta tarde, não surpreendendo se viessem a ganhar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.10.2022)

A 2.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta-se repleta de embates de forte interesse. Desde logo, os desafios envolvendo equipas com aspirações aos lugares da frente, como serão o Abrantes e Benfica-Fazendense e o Samora Correia-Amiense.

Abrantes e Benfica e Fazendense apenas se defrontaram uma única vez, na época passada – depois de terem sido cancelados os desafios entre ambos das duas temporadas precedentes –, tendo o grupo das Fazendas levado a melhor, ganhando por tangencial 1-0.

Com desfechos opostos na estreia – os forasteiros entraram a ganhar, na recepção ao Mação, enquanto os abrantinos perderam em Tomar, onde, não obstante, deram forte réplica – este parece ser um caso de jogo de tripla, em que qualquer resultado será possível, entre duas equipas de muito bom nível.

O Samora Correia, notável 4.º classificado no campeonato anterior, recebe a visita do reforçado Amiense.

Nas cinco ocasiões em que se cruzaram em anos recentes, os samorenses venceram por duas vezes, mas ambas já no ano de 2017; daí para cá, um triunfo dos visitantes (em 2019) e dois empates, um deles há cerca de 10 meses.

Tal como no caso anterior, também este embate se apresenta de difícil prognóstico, podendo o factor casa ter algum peso.

Por seu lado, U. Tomar e Ferreira do Zêzere enfrentarão saídas que não deixarão de constituir importantes testes.

Os tomarenses visitam Torres Novas, para reeditar o maior clássico do Distrito, defrontando-se, em jogos oficiais, a contar para campeonatos e taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 97.ª vez.

Na última década encontraram-se em Torres Novas por oito vezes, com predomínio dos torrejanos, que ganharam cinco dessas partidas. Para além do nulo registado em 2017, os nabantinos apenas conseguiram averbar dois resultados positivos, tendo vencido, já em 2014, e, mais recentemente, no último confronto entre os dois emblemas, goleando por 5-1, um desfecho que aparenta ilusórias facilidades, num jogo em que tudo saiu bem aos tomarenses.

Para esta tarde, sendo o União favorito, pelas suas características de clássico, terá de se aplicar a fundo neste desafio.

Quanto aos ferreirenses vão de longada até ao sul do Distrito, a Salvaterra de Magos, para defrontar o Salvaterrense, que vem de um animador empate em Ourém.

Na única vez em que, nos últimos largos anos, se cruzaram no principal escalão, no final da temporada anterior, em Maio, os ferreirenses triunfaram por 2-0, desfecho que pretenderão repetir hoje, tendo, para tal, de se impor dentro de campo.

Nesta ronda salienta-se ainda o At. Ouriense-Mação (por inversão da ordem do sorteio), dois conjuntos que se defrontaram já por sete ocasiões em anos recentes, com um balanço quase repartido, de quatro vitórias para os donos da casa, e três triunfos dos maçaenses, que golearam por 4-0 em 2018, tendo vencido também, no último encontro, em Janeiro deste ano, repetindo a “chapa 4”, ganhando por 4-2.

O Mação volta a ser favorito hoje, mas terá de ser mais produtivo do que foi na passada semana, nas Fazendas de Almeirim.

Regista-se ainda a curiosidade do reencontro entre Águias de Alpiarça e Fátima, que, na última temporada, disputaram, praticamente até ao último minuto, o título de Campeão da II Divisão Distrital.

As duas equipas não se cruzam, no escalão principal, desde 1976, então com um empate a uma bola. Apenas há cerca de três meses tiveram, então, essa espécie de “final”, na derradeira ronda da fase de apuramento do Campeão da divisão secundária, com os fatimenses a arrebatar o título, ganhando em Alpiarça por 1-0.

Tendo surpreendido pela positiva, indo ganhar a Benavente, os alpiarcenses pretenderão dar boa continuidade a tal arranque, procurando também uma espécie de “desforra”, mas contarão certamente com forte oposição do Fátima, que pretenderá repetir o triunfo, rectificando também a perda de pontos decorrente do empate caseiro averbado ante o Samora Correia.

O primeiro líder da prova, Entroncamento – em função dos quatro tentos apontados frente ao Torres Novas –, também recém-promovido, desloca-se ao Cartaxo e pode voltar a somar pontos, perante um adversário ainda a adquirir experiência.

Na única vez em que se encontraram, em Maio de 2021, registou-se divisão de pontos, com uma igualdade a um golo.

Alcanenense e Benavente, derrotados na ronda inaugural, defrontam-se no último jogo da jornada, com a formação da casa a procurar repetir o desfecho de há cerca de quatro meses, altura em que ganhou por 4-2. Mas os benaventenses, únicos a perder em casa na semana passada, também pretenderão começar a pontuar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 25.09.2022)

Arranca hoje mais uma edição do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, com várias agremiações a fazer fortes apostas, num contexto em que, em paralelo, não houve qualquer despromoção do Nacional.

De entre as equipas melhor posicionadas na última temporada, o U. Tomar (2.º) abre a prova com a recepção ao credenciado Abrantes e Benfica, que, a par com o Fazendense-Mação (opondo o 3.º e 5.º classificados do último campeonato) merecem honras de cartaz da jornada.

U. Tomar e Abrantes e Benfica apenas se encontraram, em anos recentes, por duas ocasiões: em Outubro de 2019 foram os abrantinos a levar a melhor, ganhando por 2-1 em Tomar; por sua vez, já em Dezembro do ano passado, os nabantinos golearam por 5-1.

Os donos da casa perfilam-se com algum favoritismo, mas este será um sério teste, logo a abrir o campeonato, frente a uma equipa jovem, mas que conta também com alguma mescla de experiência.

O desafio entre Fazendense e Mação é o que, de entre os jogos desta jornada, regista maior historial. Os dois emblemas cruzaram-se, na última década, por dez vezes, com tendência a favorecer os visitados: a turma das Fazendas ganhou por cinco vezes (tendo quatro dessas vitórias sido obtidas nos últimos cinco anos), face a dois triunfos dos maçaenses, um deles já em 2014, e, o mais recente, em Fevereiro de 2020. Verificaram-se ainda três igualdades, a última delas já em 2015.

Numa partida entre duas das equipas historicamente com maiores ambições neste campeonato, a repartição de pontos é sempre um cenário em perspectiva.

Samora Correia (4.º classificado no campeonato anterior) e Torres Novas (6.º) deslocam-se ao reduto de dois dos recém-promovidos ao principal escalão, Fátima (num recomeço, após a separação da “SAD”, tendo o clube sido entretanto já aureolado com o título de Campeão da II Divisão Distrital, na última temporada) e Entroncamento AC.

Fatimenses e samorenses nunca antes se defrontaram, pelo que teremos um embate em estreia, de prognóstico em aberto, no qual o Fátima, reforçado com jogadores que integraram a equipa do Campeão Distrital de Leiria, União da Serra, procurará também fazer valer o factor casa.

No que respeita ao Entroncamento-Torres Novas, os dois clubes apenas se encontraram uma única vez, em Outubro de 2020, então com triunfo da formação da cidade ferroviária, por 2-0.

Nesta fase inicial da temporada, com o potencial de cada concorrente ainda por avaliar, é difícil antecipar um vencedor para a partida.

Em Amiais de Baixo encontram-se dois dos clubes com maior historial no Distrito, Amiense e Cartaxo, porventura em estágios diferentes nesta altura. Nos últimos dez anos encontraram-se por nove vezes, com ligeira vantagem do conjunto da casa, que ganhou em três ocasiões, tendo-se verificado quatro empates, e duas vitórias dos forasteiros.

Esta tarde, os visitados, apresentando-se bem reforçados, com elementos que acabaram de se sagrar Campeões Distritais em Rio Maior, serão favoritos a somar os três pontos, perante um adversário com uma equipa caracterizada por muita juventude.

Por seu lado, o Ferreira do Zêzere, a prometer, esta época, grande ambição, em função dos significativos reforços angariados, recebe outro dos clubes de maiores pergaminhos, o Alcanenense.

As duas turmas defrontaram-se por três vezes, desde 2018, tendo os ferreirenses vencido então por tangencial 1-0; nas duas partidas mais recentes, em Novembro de 2020 e Outubro de 2021, outros tantos empates a zero, anotando-se, pois, que o Alcanenense não conseguiu marcar ainda em Ferreira.

No jogo de hoje o Ferreira do Zêzere deverá superiorizar-se, somando os primeiros três pontos em disputa, perante um adversário com um conjunto a procurar adquirir experiência a este nível competitivo.

A partida entre At. Ouriense e Salvaterrense – respectivamente 11.º e 12.º classificados no campeonato anterior – será a primeira oportunidade de ambos para começar a somar importantes pontos visando um campeonato o mais “tranquilo” possível.

Estes dois conjuntos apenas se cruzaram na época passada, em Novembro de 2021, então com uma igualdade a uma bola. Esta tarde, os oureenses procurarão tirar partido do factor casa.

Por fim, a terceira equipa promovida ao escalão principal, o Águias de Alpiarça, desloca-se a Benavente, onde encontrará o 8.º classificado da edição anterior.

Trata-se de um reencontro entre duas formações que não se defrontam, na I Divisão Distrital, desde o final do ano de 2006, nessa altura com o triunfo a sorrir aos benaventenses, por tangencial 1-0. Um desfecho que poderá repetir-se neste desafio. Mas os alpiarcenses estarão apostados em provocar “surpresa”.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 18.09.2022)

Tem início este fim-de-semana a competição oficial da nova temporada, de 2022-23, a nível das equipas do distrito, com a disputa da 1.ª eliminatória da Taça de Portugal. Trata-se da 83.ª edição da “prova rainha”, correspondendo, em paralelo, à 100.ª edição de provas a eliminar de âmbito nacional, desde a criação, em Junho de 1922, do então designado “Campeonato de Portugal”.

De facto, a Taça de Portugal teve o seu início na época de 1938-39 – sucedendo às 17 edições da competição anterior, disputada em moldes idênticos –, não se tendo realizado nas temporadas de 1946-47 e de 1949-50.

Nesta ronda inaugural foram a sorteio 118 clubes (21 da Liga 3, excluindo-se três equipas “B”; 54 do actual Campeonato de Portugal; e 43 dos Distritais), tendo ficado isentas 34 equipas (entre elas os históricos Belenenses, Académica, V. Setúbal, Atlético e Fabril do Barreiro), sendo que também o Coruchense beneficiou de tal sorte.

Entram, pois, em campo, os outros quatro representantes do Distrito: U. Santarém e Rio Maior SC (que militam, nesta época, no Campeonato de Portugal), U. Tomar (vice-campeão distrital) e Fazendense (vencedor da Taça do Ribatejo).

O sorteio atribuiu-lhes, em teoria, distintos graus de dificuldade: o Rio Maior tinha, à partida, a tarefa mais exigente, deslocando-se ao terreno do Alverca, da Liga 3, equipa que perdeu muito recentemente, em play-off disputado ante o Sp. Covilhã, a possibilidade de promoção à II Liga – o que, aliás, se confirmou já, tendo este jogo sido disputado na sexta-feira, com triunfo do Alverca por 2-0.

Esta foi a estreia dos riomaiorenses em desafios de provas de âmbito nacional, após curta passagem de três temporadas na II Divisão Distrital e outras tantas no principal escalão do Distrito, de que se sagrou recentemente Campeão, isto desde a fundação do clube em Julho de 2016

Também o Fazendense não esperará tarefa fácil, visitando Sintra, para defrontar o Sintrense, equipa a disputar os campeonatos nacionais.

Quanto ao U. Tomar, pese embora actue igualmente em terreno alheio, defronta um adversário de escalão idêntico, o Sp. Pombal, também vice-campeão distrital, na Associação de Futebol de Leiria.

Por seu lado, o U. Santarém terá sido bafejado pelo sorteio, não só por jogar em casa, para além de receber opositor de escalão inferior, os Gavionenses, apenas 4.º classificados na última edição do Distrital de Portalegre, tendo sido, não obstante, vencedores da respectiva Taça a nível do distrito.

Esta será a terceira vez que tomarenses e pombalenses se cruzam na Taça de Portugal, depois de se terem defrontado, também na eliminatória inaugural, nas temporadas de 1994-95 e de 1995-96. A tendência é animadora, tendo os unionistas vencido essas duas eliminatórias: primeiro, ganhando em Pombal por tangencial 1-0; no ano imediato, em Tomar, triunfando por 2-0.

Contudo, nas últimas quatro ocasiões em que se encontraram, em partidas do Campeonato Nacional da III Divisão, nas épocas de 1996-97 e de 1998-99, o Sp. Pombal venceu todos esses jogos.

Em qualquer caso, trata-se de um reencontro após mais de vinte anos de interregno, pelo que, por maioria de razão, também neste caso resultados passados pouco significado terão no presente.

Esta será a 38.ª participação do U. Tomar na Taça, onde disputou 95 jogos, tendo vencido 43, para além de 11 empates. Participou em 80 eliminatórias, tendo seguido em frente por 41 vezes.

Sintrense e Fazendense encontraram-se, pela última vez, também em partida do Campeonato Nacional da III Divisão, na época de 2007-08, tendo os fazendenses vencido por 2-0 em casa, após terem empatado a duas bolas em Sintra. Estas duas equipas nunca antes se tinham encontrado na Taça, prova em que o Fazendense marca presença pela 15.ª vez, na qual, contudo, obteve apenas 6 triunfos, em 21 jogos disputados.

Por fim, U. Santarém e Gavionenses defrontam-se também em estreia, sendo que a formação do Gavião nunca conseguiu superar a ronda inicial, em seis participações na Taça, não tendo conseguido melhor que um empate nos 6 jogos disputados, averbado já em 2009.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 11.09.2022)

O campeonato Distrital da I Divisão chega ao seu termo, com a disputa, este fim-de-semana, da 30.ª e última jornada, culminando uma longa “maratona”, de mais de oito meses de competição.

Numa ronda já sem decisões de relevância por estabelecer, teremos, ainda assim, alguns desafios de interesse, em especial o Fazendense-Samora Correia (colocando frente a frente o 3.º e 4.º classificados) e o Torres Novas-Abrantes e Benfica, que, no imediato, disputam ainda, directamente entre si, o 8.º lugar (sendo que os torrejanos poderão aspirar chegar ainda até à 6.ª posição).

No Fazendense-Samora Correia regista-se a particularidade de, nos cinco últimos desafios entre ambos, nas Fazendas de Almeirim, desde a época de 2016-17, a formação da casa ter vencido sempre.

Um ciclo vitorioso que poderá eventualmente ser quebrado hoje, se atendermos ao facto de os samorenses terem também em curso uma série de nove triunfos consecutivos no campeonato, não esquecendo também as naturais precauções que o Fazendense poderá adoptar, nas “vésperas” da importante partida da Final da Taça do Ribatejo.

Quanto a Torres Novas e Abrantes e Benfica, nunca antes se cruzaram, em tempos recentes, na cidade do Almonda, dado terem sido cancelados os jogos previstos para as duas últimas temporadas.

Na primeira volta os torrejanos surpreenderam, tendo ido ganhar a Abrantes por 2-1. Caso voltem a repetir o triunfo – e dependendo de uma conjugação favorável com os resultados noutros campos (em Alcanena e Ourém) – ascenderiam a um algo inesperado 6.º lugar final.

Por seu lado, os abrantinos jogam sobretudo, pela honra – não podendo alcançar melhor que o 8.º posto, e necessitando, para tal, de vencer –, sendo que, tal como o Fazendense, se encontram na antecâmara da Final da Taça. O factor casa poderá fazer pender o jogo para o Torres Novas, para a repartição de pontos também não surpreenderia.

O novo Campeão, Rio Maior, recebe o último classificado, Glória do Ribatejo, num encontro entre extremos. Por coincidência, repetem o desafio de encerramento da época passada, então com a turma da Glória a ser mais feliz, sagrando-se vencedora da Taça do Ribatejo.

Esta tarde, em circunstâncias muito distintas, restará saber até que ponto subsistirá a “sede” de golos por parte dos riomaiorenses, depois da “chapa 7” aplicada em Benavente. Seria enorme a surpresa se o Rio Maior não completasse uma fantástica série de 12 vitórias nas 12 últimas jornadas do Distrital.

Em Alcanena defrontam-se o 6.º e 5.º classificados, com o Alcanenense a receber a visita do Mação. Os maçaenses têm já a sua posição final fixada, enquanto o Alcanenense depende ainda do desfecho do Torres Novas para confirmar tal 6.º lugar.

Na única ocasião em que se cruzaram, nos últimos anos, no escalão principal, já há dez anos, o Alcanenense ganhou por 2-0. Esta tarde, e apesar de os maçaenses virem de três desaires sucessivos, subsiste a possibilidade de pontuarem.

O Salvaterrense, já com o seu campeonato “feito” há bastante tempo, poderá aproveitar a embalagem do triunfo averbado em Almeirim para voltar a somar mais três pontos, frente a um Cartaxo já sem especiais objectivos, neste final de temporada – mesmo que possa ainda haver uma disputa directa entre os dois adversários por um melhor lugar na tabela final (repartem, nesta altura, o 12.º posto).

Anota-se que os dois emblemas não se cruzavam, na I Divisão, já há 16 anos, nessa ocasião com a vitória a sorrir aos cartaxeiros, por tangencial 1-0.

Não tivesse a questão da manutenção ficado já matematicamente decidida desde há um par de semanas, o embate entre Ferrreira do Zêzere e U. Almeirim seria certamente crucial a esse nível.

Assim, será uma oportunidade para os ferreirenses reforçarem a sua vantagem pontual, face a um adversário já conformado com a sua sorte.

Ainda assim, é de recordar que, em três encontros disputados entre os dois clubes, entre as temporadas de 2017-18 a 2019-20, se registaram os três desfechos possíveis: triunfo dos ferreirenses em 2017, empate em 2019 e vitória dos almeirinenses (goleando mesmo, por 4-0) no último jogo, em 2020 – um resultado que, a poder repetir-se hoje, com maior probabilidade seria no sentido contrário.

No último desafio desta tarde o vice-campeão, U. Tomar (posição que alcança pela terceira vez nos últimos oito anos), recebe o Amiense.

No embate com maior historial de entre os jogos desta derradeira jornada, os dois emblemas defrontaram-se por oito vezes na última década, com tendência favorável aos tomarenses, que ganharam quatro desses encontros, para além de dois empates, com o grupo de Amiais de Baixo a vencer em duas ocasiões (em 2013 e, precisamente, na partida mais recente, há cerca de um ano, por tangencial 2-1).

Esta tarde, o União volta a ser favorito, mas terá de contar com um adversário já absolutamente despreocupado, sendo que os unionistas terão ainda o objectivo de, marcando pelo menos dois golos, igualar (ou eventualmente superar) o seu “record” histórico de (85) golos marcados em campeonatos (máximo averbado em 1987-88, no Distrital, e em 1973-74, na II Divisão Nacional, neste caso em 38 rondas).

O encontro entre At. Ouriense e Benavente foi já ontem disputado.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.05.2022)

Já com as posições mais relevantes do Distrital da I Divisão definidas, a penúltima jornada do campeonato tem como principal ponto de interesse o embate entre Mação e Fazendense, mesmo que os maçaenses pareçam já arredados da possibilidade de chegar ao 3.º lugar, ocupado precisamente pelo adversário desta tarde.

Nas oito ocasiões em que se defrontaram em Mação na última década regista-se supremacia dos donos da casa, com quatro triunfos, face a apenas dois dos homens das Fazendas (um deles no último encontro, disputado já em Outubro de 2019), para além de dois empates.

As duas equipas apresentaram, nas quatro rondas mais recentes, comportamento como que “em espelho”: o Fazendense, com três vitórias e uma derrota; ao invés, o Mação apenas ganhou uma vez, tendo sofrido três desaires. Sendo o factor casa importante, antevê-se, ainda assim, que o Fazendense possa pontuar em Mação.

Quanto ao U. Tomar, que se desloca a Abrantes – tendo visto esfumar-se a possibilidade de chegar ao 1.º lugar –, terá ainda dois objectivos com alguma expressão: o primeiro, procurando dar sequência a um muito bom ciclo de seis vitórias consecutivas, será o de alcançar, no imediato, o total de 23 triunfos no campeonato, superando o registo obtido aquando da conquista do último título de Campeão Distrital em 1997-98 – podendo ainda, até final da prova, vir a igualar a marca de 24 vitórias averbada em 1987-88 (a qual constitui o seu “record” na competição); o outro objectivo passa pelo “record” histórico de golos marcados numa época em campeonatos, estando, nesta altura, ainda com dois jogos por realizar, somente a dois golos do seu máximo, de 85 golos, registado nas temporadas de 1973-74 e de 1987-88.

Nas duas únicas vezes em que, em anos recentes, se encontraram, em partidas a contar para a I Divisão Distrital, regista-se um triunfo para cada lado; o Abrantes e Benfica ganhou em 2020; tendo o União vencido há cerca de um ano, por 3-2.

Ao contrário dos tomarenses, os abrantinos – inevitavelmente já com a mente na Final da Taça – ganharam uma única vez nas últimas sete jornadas, tendo sofrido quatro desaires nos cinco jogos mais recentes.

Sendo, necessariamente, um desafio sempre de elevado grau de dificuldade, o União de Tomar poderá beneficiar da motivação extra decorrente da histórica goleada de 10-0 aplicada ao Cartaxo no passado Domingo, para procurar obter resultado positivo.

Em Samora Correia encontram-se duas equipas em bom momento: os samorenses, com uma fantástica série de oito vitórias consecutivas, que lhe proporcionaram ascender até ao 4.º posto, podendo ainda “sonhar” com o 3.º lugar; quanto aos ferreirenses, tendo vencido três dos últimos quatro jogos, asseguraram já o cumprimento do objectivo fundamental da temporada, garantindo a manutenção no principal escalão, podendo ainda subir uma posição na tabela.

Nos três encontros realizados entre os dois emblemas o Samora Correia venceu sempre – na última vez, há pouco mais de um ano, goleando por 7-0. Um desfecho que não será de todo expectável que se possa repetir hoje, mesmo que os visitados sejam favoritos.

O “lanterna vermelha” e já despromovido Glória do Ribatejo recebe o Alcanenense, equipa que vai resistindo no 7.º lugar, podendo ainda, aliás, vir a ultrapassar o Benavente.

Nos dois jogos entre os dois clubes, realizados na Glória, os homens da casa ganharam por 3-0, no final de 2018, tendo a turma de Alcanena vencido por 4-1, no arranque do campeonato da época passada. Esta tarde antevê-se que o Alcanenense possa voltar a triunfar.

A procurar recompor-se animicamente do extremamente pesado desaire sofrido em Tomar, o Cartaxo recebe o Torres Novas, agora num ciclo bem positivo, tendo vencido as suas últimas três partidas, subindo à primeira metade da pauta classificativa.

Estes dois clubes históricos do Distrito encontraram-se em sete ocasiões nos últimos dez anos, e, surpreendentemente – dado o equilíbrio entre as duas formações –, não tendo o Cartaxo conseguido vencer qualquer dos embates! De facto, registam-se quatro vitórias dos torrejanos (sucessivamente, entre 2015 e 2018), para além de três igualdades, duas delas nos últimos confrontos, já em 2019 e 2020.

E, para hoje, a perspectiva é que essa tendência possa consolidar-se, perfilando-se o Torres Novas com clara vantagem.

Em Amiais de Baixo o grupo local recebe a visita do At. Ouriense, sendo que, nos oito encontros entre ambos na última década, o Amiense venceu quatro, face a um único triunfo da formação de Ourém, já no final de 2012, para além de três empates.

A turma da casa tem registado alguma irregularidade no seu desempenho, tendo perdido quatro dos cinco últimos desafios, caindo até ao 10.º lugar. Por seu lado, o At. Ouriense, em recuperação, somou quatro vitórias e um empate nas cinco partidas mais recentes, posicionando-se imediatamente de seguida, apenas um ponto abaixo na tabela.

Não surpreenderia, até, se a equipa de Ourém conseguisse alcançar novo triunfo – o que lhe proporcionaria suplantar o rival na classificação –, podendo a repartição de pontos ser também um cenário de alguma probabilidade.

Os dois outros desafios desta ronda foram já, entretanto, disputados: o Benavente-Rio Maior, na sexta-feira; e o U. Almeirim-Salvaterrense, ontem, reeditando um encontro que se tinha realizado pela última vez faz hoje precisamente quinze anos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.05.2022)

Disputando-se a antepenúltima jornada do Distrital da I Divisão, o Rio Maior actuará, pela terceira semana sucessiva, no seu reduto, recebendo o Amiense, no que poderá ser o jogo da “consagração”, dado existir uma forte possibilidade de os riomaiorenses garantirem matematicamente, desde já, o 1.º lugar, o que confirmarão em caso de triunfo.

Por curiosidade, nas duas ocasiões anteriores em que os dois clubes se encontraram, em 2019 e em 2020, o grupo de Amiais de Baixo saiu vencedor de ambas as vezes. Tal não se afigura expectável esta tarde, numa partida que coloca frente-a-frente o líder, com um ciclo fantástico de nove vitórias consecutivas, e o actual 9.º classificado, que interrompeu no passado Domingo uma série de três desaires.

Por seu lado, o U. Tomar, tendo a visita do Cartaxo, terá como objectivo – para além da “desforra” da inesperada eliminação da Taça do Ribatejo – igualar, para já, o registo de vitórias (22) alcançado aquando da última conquista do título de Campeão Distrital, na época de 1997-98.

Este é o encontro com maior historial de entre os jogos desta ronda, sendo que, nas oito vezes em que se defrontaram na última década, para o campeonato, se regista predomínio dos tomarenses, com quatro triunfos, face a uma única vitória dos cartaxeiros (já em 2017), para além de três empates.

Os unionistas têm também em curso um ciclo muito positivo, tendo vencido todos os cinco jogos disputados desde a deslocação a Rio Maior, antevendo-se que possam prolongar esta série.

Outro jogo de especial interesse será o Samora Correia-Mação, com os samorenses, a atravessar excelente fase – somando por vitórias todos os últimos sete desafios – a poderem inclusivamente intrometer-se na disputa pelo 3.º lugar. No imediato, será a 4.ª posição que estará em causa, podendo consumar-se a ultrapassagem dos maçaenses, em caso de triunfo dos visitados.

Os dois emblemas defrontaram-se por quatro vezes em anos recentes, com balanço repartido: duas vitórias para cada lado, alternadamente, tendo os maçaenses vencido há cerca de um ano.

Hoje, teremos um jogo de “tripla”, podendo o factor casa ter alguma influência.

Vindo de um desaire no passado fim-de-semana, em Benavente, o Fazendense terá de manter-se focado, para poder assegurar o 3.º lugar final. Recebe, esta tarde, o já matematicamente despromovido Glória do Ribatejo.

Também com quatro partidas entre ambos nos últimos dez anos, os homens das Fazendas de Almeirim ganharam por três ocasiões, apenas tendo sido surpreendidos em 2019, altura em que os três pontos viajaram para a Glória. Desta feita deverão ficar em casa…

O Benavente, a realizar campanha muito boa, podendo firmar-se no 6.º lugar, terá uma deslocação difícil a Alcanena, onde encontrará uma equipa aparentemente em fase de descompressão, tendo perdido nas três últimas jornadas.

A última vez em que Alcanenense e Benavente se defrontaram foi já há dez anos, na altura, com triunfo categórico dos donos da casa, por 3-0. Esta tarde antecipa-se uma partida mais equilibrada.

As formações do At. Ouriense e do Abrantes e Benfica têm hoje um confronto em estreia no principal escalão, apresentando-se, porventura, com “estados de espírito” diferentes: os oureenses, no 12.º lugar, mas tendo averbado três vitórias e um empate nos quatro jogos mais recentes, pretenderão ainda subir na tabela (podendo eventualmente aspirar chegar até ao 9.º posto); os abrantinos, actuais 7.º classificados, já dificilmente melhorarão essa posição.

O factor casa poderá ser importante, mas uma eventual igualdade também não surpreenderia.

Em função dos sinais que as equipas vão transmitindo, neste final de temporada, o Torres Novas perfila-se como claro favorito, na recepção a uma já algo “conformada” formação do U. Almeirim, que deverá ver confirmada segunda despromoção sucessiva, desde o Campeonato de Portugal até à II Divisão Distrital.

Nas cinco ocasiões em que se cruzaram, em anos recentes, os torrejanos ganharam por três vezes, face a um único triunfo dos almeirinenses, em Dezembro de 2018, para além de um empate.

Por curiosidade, na época de 2019-20, em que o U. Almeirim liderava destacado o campeonato aquando da sua forçada interrupção, no último jogo realizado “antes da pandemia”, o Torres Novas tinha imposto então uma das duas únicas derrotas registadas pelo grupo almeirinense nessa prova.

Também em notória quebra de rendimento, tendo perdido nas cinco últimas rondas, o Salvaterrense recebe um bastante animado Ferreira do Zêzere, agora praticamente seguro de continuar entre os maiores do distrito na próxima temporada, em função da conjugação dos resultados do passado Domingo: excelente triunfo dos ferreirenses ante o Mação; derrota caseira do U. Almeirim; e, em paralelo, a fundamental contribuição dada pelo Coruchense, ao garantir a permanência nos Nacionais.

Por curiosa coincidência, nas duas últimas ocasiões em que se cruzaram na I Divisão (já nos anos de 2001 e de 2006), o Salvaterrense goleou, de ambas as vezes, por categórico 5-0. Esta tarde teremos, certamente, um desafio de contornos bem distintos, no qual até nem seria grande a surpresa se os visitantes acabassem por levar a melhor.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.05.2022)

Faltando quatro jornadas para o final do campeonato, o Rio Maior está agora a duas vitórias de se poder sagrar Campeão Distrital. Volta a jogar em casa, esta tarde, recebendo o Abrantes e Benfica. Por curiosidade, na única ocasião em que se cruzaram, em Setembro de 2019, os abrantinos venceram no reduto do adversário, por 3-2 – o que não é expectável que possa repetir-se hoje. Aliás, o título poderá até, no limite, ficar já decidido, em caso de triunfo dos riomaiorenses e de derrota do U. Tomar.

Até porque os tomarenses enfrentam uma tradicionalmente difícil deslocação a Almeirim, onde encontrarão uma equipa extremamente carenciada de pontos, seriamente ameaçada pela possibilidade de segunda despromoção consecutiva, depois de, na época passada, ter militado nos Nacionais.

De facto, a questão de saber se serão dois ou três os clubes a despromover à II Divisão Distrital ficará definida também hoje, com a conclusão da fase de manutenção do Campeonato de Portugal, sendo que o Coruchense (que recebe o Peniche) necessitará obter, na pior das hipóteses, desfecho similar ao do V. Sernache (na recepção ao Marinhense), para assegurar a manutenção.

Caso venham a descer apenas os dois últimos classificados, antecipa-se luta intensa entre Ferreira do Zêzere (14.º) e U. Almeirim (15.º), separados por quatro pontos, sendo que apenas subsistiria vaga para um deles na I Divisão da próxima temporada. No cenário de virem a ter de ser três os clubes a despromover, então U. Almeirim e Glória do Ribatejo estariam já “sentenciados” à descida, enquanto o Ferreira do Zêzere também muito dificilmente poderia escapar a tal destino.

Nas cinco vezes em que U. Almeirim e U. Tomar se defrontaram em anos recentes, nunca os nabantinos conseguiram sair vitoriosos; aliás, o melhor que alcançaram foi um empate em 2017, tendo perdido os outros quatro desafios. O contexto actual é distinto, dada a relação de forças potencial dos dois emblemas, mas a necessidade pode aguçar o engenho.

Procurando preservar o 3.º lugar, mas, também, mantendo o ritmo competitivo a pensar na Final da Taça do Ribatejo, o Fazendense tem um sério teste na visita a Benavente (que soma já oito triunfos caseiros nesta época) – mesmo que, neste caso, o histórico recente lhe seja claramente favorável: os homens das Fazendas de Almeirim ganharam quatro das cinco partidas disputadas na última década em Benavente, apenas tendo cedido um empate. Em qualquer caso, não esperarão certamente facilidades.

O outro concorrente ao 3.º lugar, Mação, joga também em terreno alheio, em Ferreira do Zêzere, e frente a outra das equipas fortemente ameaçadas com a possibilidade de descida de divisão, para a qual pontuar pode ser precioso.

Na única vez em que se cruzaram, em Janeiro de 2018, os maçaenses ganharam, então, por 4-2, a caminho da conquista do título dessa temporada. Hoje, um eventual empate não surpreenderia, tendo também em consideração que os visitantes apenas obtiveram quatro triunfos fora de casa.

Praticamente com a descida já consumada (tal poderá materializar-se hoje, em caso de derrota – ou, independentemente do resultado, no cenário de descida do Coruchense do Nacional), a formação da Glória do Ribatejo recebe o Samora Correia, que atravessa excelente ciclo, de seis vitórias consecutivas, o qual pretenderá ampliar.

Em anos anteriores, em três encontros entre os dois clubes registaram-se já todos os desfechos possíveis: um triunfo para cada lado (o último, em Outubro de 2020, a sorrir aos donos da casa) e uma igualdade.

Posicionando-se tranquilamente a meio da pauta classificativa, Amiense e Alcanenense jogam sobretudo pela honra, mesmo que os forasteiros (actualmente no 8.º posto) ainda possam almejar subir um par de posições.

Na única vez em que se cruzaram no principal escalão nos últimos anos, já em Novembro de 2018, o grupo de Amiais de Baixo ganhou por 2-0. Esta tarde antecipa-se um jogo aberto, de “tripla”.

O Cartaxo, só muito remotamente podendo ainda vir a ver-se envolvido na disputa pela manutenção – necessitará apenas que o Ferreira do Zêzere não venha a ganhar todos os quatro jogos que lhe restam –, recebe o At. Ouriense, o qual, dispondo de margem de segurança de oito pontos, também face aos ferreirenses, aspira ainda subir alguns lugares na tabela, desde o actual 13.º. até um ainda possível 9.º posto.

Nos cinco confrontos anteriores entre os dois clubes, verifica-se uma tendência de equilíbrio, com duas vitórias dos cartaxeiros e dois empates (nas duas últimas partidas, ambas no ano de 2018), face a um triunfo dos homens de Ourém, mas registado já em 2014. O equilíbrio poderá voltar a prevalecer também nesta partida.

Salvaterrense e Torres Novas, actuais 12.º e 11.º classificados, estão em situação sensivelmente similar à de Cartaxo e Amiense – isto é, só um cataclismo os poderia arrastar para a parte mais baixa da classificação. Aliás, para qualquer deles, uma vitória deverá selar definitivamente as contas da manutenção.

Anota-se, contudo, que se trata de duas equipas em quebra de rendimento: a turma de Salvaterra, desfalcada nesta fase final, soma já quatro desaires sucessivos; os torrejanos interromperam, com o triunfo da ronda anterior, igual sequência. A repartição de pontos poderá eventualmente ser aceitável para ambos os contendores – registando-se que, na última vez em que se defrontaram, já há mais de 16 anos, o Salvaterrense tinha vencido por tangencial 1-0.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.05.2022)

Após três semanas está de regresso o Distrital da I Divisão, que entra na sua recta final, para disputa das cinco últimas jornadas, até ao fim do mês de Maio.

Na 26.ª ronda, neste fim-de-semana, começa por realçar-se os desafios dos dois primeiros classificados, que se apresentam com claro favoritismo.

O líder, Rio Maior, recebe amanhã o Cartaxo, num confronto em estreia, dado que os embates entre estes dois emblemas foram cancelados nas duas últimas temporadas. Os riomaiorenses seguem com sete vitórias consecutivas, tendo os cartaxeiros vencido também, na última jornada, ante o Alcanenense, mas vindo de uma eliminação nas meias-finais da Taça, em Abrantes.

Na primeira volta, no Cartaxo, a turma de Rio Maior ganhou por tangencial 2-1, sendo expectável que venha a repetir o triunfo.

Quanto ao U. Tomar, contando também por vitórias os últimos três jogos, recebe o Salvaterrense, numa partida que assinalará a estreia de Marco Marques no comando técnico da equipa tomarense.

União e Salvaterrense não se cruzam no principal escalão, em Tomar, há quase 25 anos, tendo os unionistas vencido, em Novembro de 1997, igualmente por tangencial 2-1. Por curiosidade, também o desfecho do encontro da primeira volta, em Salvaterra, a favorecer os nabantinos, que necessitarão vencer para continuar a adiar a decisão do título, sendo que encontrarão um adversário que vem de três desaires sucessivos, dois deles em casa.

Destaca-se ainda, por outro lado, o “derby” entre Samora Correia e Benavente, duas equipas a realizar excelente campanha no campeonato, surpreendendo, disputando nesta altura o 5.º lugar, separados apenas por dois pontos, a favor dos samorenses.

A última vez que se encontraram foi já há cerca de cinco anos e meio, então com o Samora a ganhar mercê de um golo solitário.

A formação samorense atravessa a sua melhor fase da época, com cinco vitórias nas últimas cinco jornadas. Mas o Benavente está também num bom momento, com três triunfos e um empate nos quatro últimos jogos.

Pese embora o peso que poderá ter o factor casa, este é um jogo de tripla, dependendo também da forma como as duas equipas se apresentarem depois de um intervalo de três semanas sem competir.

Por seu lado, os confrontos At. Ouriense-U. Almeirim e Torres Novas-Ferreira do Zêzere poderão ser definidores de posições a nível da luta pela manutenção na divisão principal.

Em Ourém, os locais, que ganharam os seus dois últimos encontros, procuram a vitória que lhes garantiria matematicamente uma posição final acima da “linha de água” (isto no pressuposto de que venham a ser despromovidos apenas dois clubes).

Nos quatro encontros mais recentes entre ambos, o At. Ouriense apenas ganhou um, já há seis anos, tendo os almeirinenses vencido os outros três, entre 2017 e 2019. Ainda assim, o grupo da casa é favorito a somar os três pontos.

Já em Torres Novas, com a equipa local a passar uma fase negativa, com quatro desaires sucessivos, o Ferreira do Zêzere procurará tirar partido de alguma intranquilidade do adversário, que, em caso de derrota, poderá voltar a ver-se envolvido numa disputa indesejada, dado que veria reduzir-se para quatro pontos a sua margem de segurança face aos ferreirenses.

Acresce que, nas três ocasiões em que se defrontaram, entre 2018 e 2019, os torrejanos não conseguiram ainda bater este adversário, tendo empatado uma vez e perdido outras duas. Para esta tarde, a repartição de pontos seria um “mal menor” para os donos da casa.

Na disputa honorífica pelo 3.º lugar, o Fazendense recebe o Amiense, no embate com maior histórico de entre os jogos desta ronda: em oito jogos realizados entre ambos na última década, verifica-se tendência de equilíbrio, com quatro triunfos dos homens das Fazendas, face a três do Amiense, e um empate a zero, no desafio mais recente, já há três anos. Hoje, os visitados deverão ampliar a contagem de vitórias.

O outro concorrente ao 3.º posto, Mação, recebe o já praticamente sentenciado Glória do Ribatejo. Os maçaenses venceram nas duas últimas vezes em que se encontraram, em 2013 e em 2019, o que se antevê possam repetir esta tarde.

Por fim, o Alcanenense recebe o Abrantes e Benfica, num confronto entre os actuais 7.º e 8.º classificados, para os quais o posicionamento na tabela terá, nesta altura, significados distintos: os homens de Alcanena, depois de terem chegado a ocupar o 5.º lugar, pretenderão preservar uma classificação ainda bem positiva; quanto aos abrantinos, com um campeonato aquém das expectativas, estarão possivelmente já com a mente mais na final da Taça do Ribatejo, onde ambicionam conquistar um título inédito para as suas cores.

Estas duas equipas não registam qualquer encontro recente entre ambas – andaram desencontradas entre a I e a II Divisão Distrital, de 2018 a 2020, tendo o jogo da época passada sido cancelado – podendo antever-se como cenário possível para hoje a repartição de pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.04.2022)

Na 25.ª jornada do Distrital da I Divisão as atenções estarão centradas no maior “clássico” do futebol do Distrito, Torres Novas-U. Tomar (os quais se defrontarão pela 96.ª vez em jogos de Campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo) – nos 95 jogos anteriores, o balanço é muito repartido, com um total de 39 vitórias dos nabantinos, face a 37 dos torrejanos, para além de 19 empates.

Restringindo o campo de observação a jogos em Torres Novas, na última década, em sete embates disputados verifica-se amplo predomínio dos donos da casa, que ganharam por cinco vezes (entre elas nas três últimas partidas), tendo-se registado um empate (no início de 2017), remontando o último triunfo dos unionistas já ao ano de 2014!

Estes dados serão o bastante para aquilatar do desafio que os tomarenses terão pela frente esta tarde, perante um adversário que marca bastantes golos, recordando-se também o empolgante encontro da 1.ª volta, que terminou com um muito raro 5-4 a favor do União.

Já o líder, Rio Maior, parece ter tarefa teoricamente de menor grau de dificuldade, em deslocação ao reduto do (aflito) U. Almeirim, num duelo em estreia entre estes dois clubes, dado que tinha sido cancelado o jogo do campeonato de há dois anos.

Os almeirinenses continuam muito necessitados de pontos, mas não é previsível que possam ser bem-sucedidos hoje.

As equipas do Abrantes e Benfica e do Fazendense terão como que uma espécie de “ensaio” para um possível reencontro na Final da Taça do Ribatejo. Também neste caso teremos um confronto ainda inédito em Abrantes, dado terem sido igualmente cancelados os jogos entre os dois emblemas nas duas últimas temporadas.

Quer uma, quer outra formação atravessam fase menos produtiva no campeonato, tendo o grupo das Fazendas desperdiçado oito pontos em três dos seus quatro últimos jogos – face a sete pontos perdidos pelos abrantinos nas três rondas mais recentes, em que não conseguiram ganhar. Um jogo de tripla, mas, possivelmente, com propensão para a repartição de pontos.

O outro dos 3.º classificados, Mação, terá também uma saída difícil, a Benavente. Nas seis últimas vezes em que os dois clubes se cruzaram no principal escalão, os benaventenses só numa ocasião conseguiram triunfar, já em 2013, face a duas vitórias dos maçaenses (a mais recente em 2017, no último confronto entre ambos), para além de três igualdades – um desfecho que poderá repetir-se, pese embora a turma de Mação disponha, “no papel”, de superiores argumentos.

O Samora Correia, que ascendeu, na semana passada, ao 5.º lugar, procurará defender essa posição, numa também tradicionalmente difícil deslocação a Amiais de Baixo – o que, no caso concreto, é atestado pelo facto de, nos quatro jogos anteriores ali realizados entre os dois clubes, o Amiense ter vencido todos eles!

Uma tendência que poderá eventualmente ser quebrada no desafio desta tarde.

Outro jogo de interesse será o Ferreira do Zêzere-Glória do Ribatejo, o qual poderá ser crucial para as aspirações dos ferreirenses, e, em paralelo – em caso de derrota –, praticamente “ditar” a despromoção do emblema da Glória.

As duas equipas defrontaram-se, na I Divisão, apenas por duas vezes, ambas no ano de 2019, sendo que os homens da casa não conseguiram melhor do que um empate, tendo perdido mesmo o último embate, por tangencial 1-0.

Um desfecho que não se antevê que se venha a repetir hoje, mas deverá ter-se em atenção que o grupo da Glória joga o que será a sua “última cartada” nesta época.

No Cartaxo, a equipa local, já sem preocupações no campeonato, e em preparação para o decisivo jogo da 2.ª mão das meias-finais da Taça, recebe o Alcanenense, que acaba de perder o 5.º lugar.

Nos dois jogos entre ambos, em 2019 e em 2020, registou-se, primeiro, um empate a zero, tendo os cartaxeiros goleado por 4-0 há cerca de ano e meio. Os visitados vêm de dois empates a três golos, ante adversários cotados como são o Fazendense e o Abrantes e Benfica, pelo que parecem estar de “pontaria afinada”, mesmo que precisem reforçar a defesa.

Em condições normais, o Cartaxo seria favorito a ganhar este jogo, dependendo, contudo, do foco que conseguir manter.

Outra das equipas envolvida na luta pela manutenção, o At. Ouriense – que deu passo importante para tal objectivo, no Domingo passado, ao bater o Torres Novas – desloca-se a Salvaterra de Magos.

A última vez que Salvaterrense e Ouriense se cruzaram na I Divisão foi já há praticamente 26 anos, então com uma goleada, também por 4-0, a favor do grupo da casa.

Mas trata-se de um histórico curto e bastante remoto, que pouco poderá significar para este confronto. Motivados pelo sucesso na última jornada – interrompendo um ciclo terrível de nove jornadas sem vencer – os homens de Ourém poderão voltar a pontuar no encontro desta tarde, ante um Salvaterrense já tranquilo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.04.2022)

A jornada de hoje do Distrital da I Divisão não integra desafios de grande sensação, nomeadamente com os dois primeiros a jogar em casa, sendo que o Rio Maior receberá o Salvaterrense, enquanto o U. Tomar disputará um “clássico”, com o vizinho Ferreira do Zêzere. À partida não será previsível que o duo da frente venha a perder pontos, mas nunca se sabe…

O comandante destacado, Rio Maior, defronta o Salvaterrense, num embate em estreia entre estes dois emblemas, sendo os visitados amplamente favoritos: seguem com uma sucessão de cinco vitórias nos cinco jogos mais recentes, a que acresce o facto de, em casa, somarem oito triunfos em dez jogos – apenas tendo empatado com Fazendense e Mação (actuais 3.º e 4.º classificados), e, por curiosidade, logo nos dois primeiros jogos em Rio Maior. De Outubro para cá, os riomaiorenses só sabem ganhar!

Anota-se, ainda assim, que o Salvaterrense tem apresentado bom registo fora de casa, apenas tendo perdido quatro dos doze jogos já realizados na condição de visitante, tendo vencido em cinco ocasiões, surpreendendo em redutos tão temíveis como os das Fazendas, Mação e Amiais de Baixo! Em qualquer caso, seria a grande surpresa da ronda se conseguisse trazer pontos de Rio Maior.

Quanto ao U. Tomar, cruza-se com o Ferreira do Zêzere, no escalão principal, pela quinta vez nos últimos anos. Nos quatro confrontos anteriores, os nabantinos apenas conseguiram vencer dois, tendo cedido outros dois empates, no final dos anos de 2018 (3-3) e de 2020 (2-2).

Os tomarenses têm passado uma fase oscilante, com quatro vitórias e outros tantos desaires nos jogos da 2.ª volta do campeonato. Já os ferreirenses vêm empreendendo boa recuperação, tendo somado 14 (do total de 18 pontos que obtiveram até agora) nas últimas dez jornadas.

Em Tomar, o União ganhou nove vezes, apenas tendo empatado com o Rio Maior e perdido ante o Samora Correia. O Ferreira do Zêzere tem denotado dificuldades nas suas deslocações, com nove derrotas em onze jogos, tendo vencido apenas em Ourém e em Almeirim, por curiosidade os seus rivais mais directos na luta pela manutenção.

Em resumo, o favoritismo é dos donos da casa, mas terão de contar com o acréscimo de motivação dos visitantes, muito necessitados de pontos e apostados em procurar rectificar o desaire caseiro do passado fim-de-semana.

Seguindo a ordem da tabela classificativa, o Fazendense terá a visita do Cartaxo, recaindo também todo o favoritismo nos homens da casa. Aliás, a confirmar essa tendência, o facto de o grupo das Fazendas ter alcançado uma fantástica série de sete triunfos consecutivos ante os cartaxeiros, entre os anos de 2014 e 2019. Mas, como não há regra sem excepção, no último encontro, há quase um ano, a vitória sorriu aos forasteiros, por 2-0. Esta tarde deverá retomar-se o pendor referido a favor dos visitados.

Também Mação e Amiense se encontraram por oito vezes na última década, mas, neste caso, com um balanço bem mais repartido: apenas dois triunfos dos maçaenses, face a três do emblema de Amiais de Baixo, para além de outras três igualdades. Estas duas equipas não se defrontam em Mação já há quatro anos, sendo que foram cancelados os jogos entre ambos nas duas últimas épocas.

Para hoje, e pese embora algum aparente vacilar do Mação (duas derrotas e um empate nos quatro jogos mais recentes), deverá retomar o trilho das vitórias.

A propensão – pelo menos teórica – para vitórias dos donos da casa repete-se no caso do Alcanenense-U. Almeirim, apesar de, na única vez em que se defrontaram nos últimos dez anos, já em 2018, até terem sido os almeirinenses a ganhar (e por 3-1).

Mas o contexto presente é bem distinto, com a formação de Almeirim a atravessar grandes dificuldades – averbou um único ponto nas seis últimas jornadas, tendo caído no penúltimo lugar, encontrando-se em zona de despromoção –, enquanto a turma de Alcanena aspira a um, à partida, imprevisível 5.º lugar.

Ainda bastante envolvido na luta pela manutenção, o At. Ouriense recebe o Torres Novas, impotente para reagir a um demasiado forte Rio Maior, no último Domingo, mas que não deixa nunca de lutar pelo melhor resultado possível.

Nas seis ocasiões em que se encontraram em Ourém nos últimos anos, regista-se vantagem dos visitados, que ganharam por três vezes, face a uma única vitória dos torrejanos, há quatro anos, para além de dois empates.

O At. Ouriense não consegue ganhar há já nove jornadas, nas quais amealhou apenas dois escassos pontos, pelo que, neste caso, o Torres Novas parece beneficiar de boas perspectivas de alcançar resultado positivo. Mas a necessidade poderá aguçar também o engenho dos visitados.

Ainda mais problemática é a situação do clube da Glória do Ribatejo, com a sentença de despromoção quase a confirmar-se inapelavelmente: oito pontos de atraso para o Ferreira do Zêzere e dez em relação ao At. Ouriense, parecem já irrecuperáveis, nas sete rondas que restam disputar.

Recebe, esta tarde, o Benavente, a fazer um campeonato muito acima do que seria previsto, para um recém-promovido da II Divisão, nesta altura a intrometer-se também na luta pelo 5.º lugar.

Na única ocasião em que se cruzaram no principal escalão, já em Outubro de 2012, os locais ganharam então por 2-1. Mas não será expectável que possam repetir esse triunfo agora.

Um dos desafios de maior interesse desta ronda, que colocava frente-a-frente Samora Correia e Abrantes e Benfica, fora já agendado para esta manhã.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.04.2022)

Após as emoções fortes do jogo entre os candidatos ao título, do passado sábado, que se saldou pelo triunfo do Rio Maior, o agora mais reforçado comandante terá um primeiro sério “teste”, deslocando-se a Torres Novas.

Na única ocasião em que se defrontaram no escalão principal, em Dezembro de 2019, os torrejanos levaram a melhor, vencendo por 1-0. No último desafio disputado em casa, o Torres Novas surpreendeu, batendo o Fazendense por 2-1. Porém, no último fim-de-semana, os torrejanos foram claramente derrotados em Alcanena.

Nos dez jogos disputados no seu reduto no presente campeonato, o Torres Novas tem denotado alguma irregularidade, tendo obtido apenas quatro vitórias, face a outros tantos desaires, para além de dois empates. Quanto ao Rio Maior, que tem já em curso nova série de quatro triunfos sucessivos, ganhou nove vezes fora de casa, apenas tendo perdido nas Fazendas, empatando em Tomar e em Mação.

Nesta altura seis vitórias separam os riomaiorenses do título, podendo essa “distância” começar a ser encurtada já hoje.

Por seu lado, o U. Tomar terá a visita do At. Ouriense, que vem de um traumatizante desaire caseiro, por 0-3, ante o Ferreira do Zêzere, agudizando a necessidade de pontuar por parte do grupo de Ourém, de forma a procurar escapar à zona perigosa da tabela.

Nas seis vezes em que se defrontaram em Tomar, regista-se, curiosamente, uma repartição de triunfos (três para cada lado), tendo os nabantinos vencido nos últimos dois encontros, ambos já no ano de 2018, das duas ocasiões por tangencial 2-1.

Os unionistas acumularam um total de cinco derrotas (incluindo a da Taça) nos últimos sete jogos disputados, e terão de apelar às suas forças interiores para, “não atirando a toalha ao chão”, manter a perseguição ao líder.

Jogando em casa, frente a um adversário mal posicionado na classificação, esta poderá ser uma boa oportunidade para os tomarenses se reencontrarem com as vitórias, sem esquecer que o At. Ouriense surpreendeu já, ganhando fora por duas vezes, nas Fazendas e em Almeirim, tendo ainda empatado em Mação, Alcanena e Samora Correia.

Em Almeirim teremos um “derby”, entre o União local e o Fazendense, esta época com aspirações muito distintas: o emblema das Fazendas, porventura já mais focado na Taça do Ribatejo, de que é semi-finalista, pretenderá preservar o 3.º lugar no campeonato; quanto ao U. Almeirim, tendo caído abaixo da “linha de água”, surge extremamente carenciado de pontos (somou um único ponto nas cinco jornadas mais recentes).

Nos cinco confrontos anteriores entre os dois clubes, o U. Almeirim tinha vencido quatro deles, apenas tendo perdido em 2017. Esta tarde, contudo, a relação de forças é diferente, pendendo mais para os visitantes.

Em Salvaterra reencontram-se dois emblemas que não se cruzavam, na I Divisão Distrital, há precisamente 20 anos! Então, em Março de 2002, o Alcanenense ganhou por 3-1.

Salvaterrense e Alcanenense vêm de resultados muito positivos: vitória nas Fazendas de Almeirim, no caso da turma de Salvaterra; categórico triunfo ante o Torres Novas, por parte do grupo de Alcanena.

No desafio de hoje o factor casa poderá pesar, mas o Alcanenense (que partilha ainda o 5.º posto com o Abrantes e Benfica) poderá também procurar fazer valer a sua tranquilidade na tabela, mesmo que perante um adversário igualmente já sem preocupações de maior.

Depois do importantíssimo triunfo obtido em Ourém, o Ferreira do Zêzere pretenderá dar-lhe a melhor sequência, o que passará, necessariamente, por pontuar na recepção ao Benavente.

As últimas vezes em que se encontraram, ocorreram já em 2009, com duas partidas, tendo os ferreirenses vencido uma delas, e os benaventenses a outra.

O Benavente ganhou já, nesta época, em Torres Novas e em Almeirim, pelo que os donos da casa estarão avisados, mas, embalados numa notável recuperação, deverão obter novo resultado positivo.

O Cartaxo – também com o pensamento na Taça – recebe o Samora Correia, para reedição de um embate por três vezes disputado em anos recentes, com um balanço de duas vitórias para os cartaxeiros e uma vitória dos samorenses.

Ambas as equipas têm tido bom desempenho nas últimas semanas, equivalendo-se, por outro lado, nos triunfos em terreno alheio (por parte do Samora Correia) e nos desaires caseiros (do Cartaxo), em ambas as situações por quatro vezes. Esta tarde, o cenário de uma possível repartição de pontos parece ser de boa probabilidade.

O Amiense, igualmente com aspirações na Taça – que terá a 1.ª mão das meias-finais já na próxima quarta-feira – recebe o Glória do Ribatejo, a “queimar os últimos cartuchos”, na desesperada tentativa de manutenção.

Nos quatro últimos jogos entre ambos, a formação de Amiais de Baixo ganhou três, tendo-se registado um empate na partida mais recente, em Dezembro de 2020. Em condições “normais” o Amiense seria favorito; em concreto, no encontro de hoje, tal dependerá de eventuais “poupanças”, assim como da garra com que o grupo da Glória encarar este desafio.

O outro jogo desta jornada, entre Abrantes e Benfica e Mação, foi antecipado para ontem.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.03.2022)

Com o jogo grande da jornada, entre os dois candidatos ao título, antecipado para ontem, a 22.ª ronda do Distrital da I Divisão não deixa de ter pontos de interesse nesta tarde.

Começando pela disputa entre os clubes que repartem actualmente o 3.º lugar, ambos a actuar no respectivo reduto: com o Mação a receber o Cartaxo, enquanto o Fazendense terá a visita do Salvaterrense.

Maçaenses e cartaxeiros defrontaram-se, em anos recentes, por sete ocasiões, sendo que o Mação começou por estabelecer uma série de quatro triunfos consecutivos, entre 2013 e 2017, a que se seguiu, em 2018, a única vitória do Cartaxo. Nas duas últimas partidas, ambas disputadas no ano de 2020, registaram-se duas igualdades, a três bolas e por 1-1.

Nas últimas cinco jornadas para o campeonato o Mação ganhou por quatro vezes, apenas tendo sido surpreendido, perdendo em casa, precisamente ante o Salvaterrense. Quanto ao Cartaxo, depois de cinco jogos sem ganhar no Distrital, conseguiu enfim somar os três pontos, no passado fim-de-semana, ante o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, praticamente ficando a salvo de maiores percalços, não obstante mantenha modesta 12.ª posição na tabela.

No desafio de hoje o Mação deverá confirmar o seu favoritismo, somando mais uma vitória.

Nas Fazendas de Almeirim os locais voltam a cruzar-se com o Salvaterrense, no principal escalão, mais de 15 anos depois do último confronto anterior. Nessa ocasião, em Dezembro de 2006, o grupo de Salvaterra surpreendeu, levando a melhor, por 2-1.

O Fazendense viu interrompido, no passado Domingo, em Torres Novas, um excelente ciclo de oito vitórias e um empate em nove jogos. Por seu lado, o Salvaterrense foi igualmente derrotado, mas em casa, pelo Samora Correia, depois de dois triunfos nos jogos anteriores, incluindo a tal surpresa em Mação.

Até agora com uma segunda volta menos conseguida (depois de ter somado 20 pontos na primeira metade da prova), parece improvável que a formação de Salvaterra consiga voltar a surpreender, projectando-se que os três pontos fiquem em casa.

A equipa da Glória do Ribatejo, cada vez mais afastada da possibilidade de manutenção – com um atraso de sete pontos face ao U. Almeirim e onze em relação ao 13.º classificado, At. Ouriense –, recebe o Abrantes e Benfica.

Trata-se da reedição do único embate anterior entre ambos os clubes, no final do ano de 2020, então com triunfo dos homens da Glória, por 2-1.

Os abrantinos têm realizado uma temporada algo irregular, mas vêm de duas vitórias, o que lhes proporcionou retomar o 5.º lugar, o que parece ser o objectivo exequível até final da época, a par da disputa pela Taça do Ribatejo.

Pese embora os visitados joguem umas das suas últimas cartadas, ainda assim o Abrantes e Benfica deverá sair vencedor no encontro de hoje.

A meio da pauta classificativa há, nesta altura, uma grande “embrulhada”, com nada menos de seis clubes separados apenas por dois pontos, entre o 6.º classificado, Alcanenense, e o 11.º, Salvaterrense.

Justamente, em Alcanena, a turma local recebe o Torres Novas, que integra um quarteto que se posiciona imediatamente abaixo.

Estes dois emblemas históricos defrontaram-se, em anos recentes, apenas por duas vezes: a primeira, já em 2012, com triunfo do Alcanenense; para, em 2019, terem sido os torrejanos a ganhar, de ambas as ocasiões por tangencial 1-0.

Os visitantes, motivados pelo sucesso obtido na jornada anterior, na qual operaram reviravolta no marcador, para derrotar o Fazendense, esperarão certamente pontuar, ante um adversário que atravessou já fase mais profícua, na segunda metade da primeira volta.

Outros dois dos integrantes do referido quarteto encontram-se em Benavente, onde se desloca o Amiense.

Nas seis últimas vezes em que se defrontaram, regista-se absoluta repartição de pontos, com dois triunfos para cada lado, e outras duas igualdades. Um bom exemplo de um jogo de “tripla”, com todas as possibilidades em aberto para esta tarde.

O último membro daquele grupo, o Samora Correia, terá a visita do U. Almeirim, clube que, vindo do Nacional na última temporada, se mantém em posição muito delicada, porventura em zona de descida (dependente do desempenho do Coruchense na fase final do Campeonato de Portugal), portanto extremamente carenciado de pontos.

Em quatro confrontos anteriores, os samorenses venceram uma vez (em 2018), face a outro triunfo dos almeirinenses (no ano seguinte), para além de dois empates.

O Samora Correia, vindo de um resultado muito positivo em Salvaterra, e visando mais alto na tabela, é favorito, mas eventual nova repartição de pontos poderá ser também um cenário possível.

Também na luta pela manutenção teremos um desafio que poderá vir a ser determinante, entre o At. Ouriense (nesta altura com uma ainda curta margem de segurança de quatro pontos face ao U. Almeirim) e o Ferreira do Zêzere, que, por seu lado, se posiciona um ponto atrás dos almeirinenses.

Nas duas ocasiões em que se defrontaram, ambas em 2018, o conjunto de Ourém saiu vencedor, o que, naturalmente, procurará repetir hoje – o que, porém, não consegue fazer há sete jornadas –, mas os ferreirenses terão também uma palavra a dizer, podendo dar sequência à recuperação que vêm empreendendo, a partir do final da primeira volta do campeonato (tendo somado 11 dos 15 pontos de que dispõem desde a 14.ª ronda).

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.03.2022)

Depois das “surpresas” da Taça do Ribatejo, com a eliminação dos dois candidatos ao título de Campeão Distrital, é retomado o campeonato, com a disputa da 21.ª jornada.

Entretanto, na passada quarta-feira, foi acertado o calendário, com a realização do jogo que se encontrava em atraso da 16.ª jornada, entre Benavente e U. Tomar, no qual os nabantinos obtiveram um triunfo por 3-1, crucial para manter a aproximação ao líder, e restabelecer a confiança.

Para esta tarde, o União continuará a ter a pressão de ganhar, em casa, ao Alcanenense – que mantém a 5.ª posição na tabela, apesar de ter perdido por três vezes nas últimas cinco jornadas. Mas, pior estava o emblema tomarense, após três desaires sucessivos no campeonato (em Mação e nas Fazendas de Almeirim e, em casa, ante o Samora Correia), para além da eliminação da Taça.

Pese embora tratar-se de dois clubes históricos do Distrito, apenas se encontraram, no principal escalão, em duas ocasiões, na última década, em ambos os casos com triunfo dos unionistas: 2-0 no início de 2019 e uma goleada por 5-0, em Janeiro de 2021.

Em casa, os nabantinos ganharam sete dos nove jogos disputados, apenas tendo cedido um empate ante o Rio Maior (para além da recente derrota perante o Samora Correia). Quanto ao Alcanenense, fora do seu reduto, ganhou duas vezes (em Abrantes e em Samora Correia), a que soma quatro empates.

O União terá superiores argumentos, mas será necessário materializar essa vantagem dentro de campo.

O actual líder, Rio Maior, é também favorito na deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense (que ocupa actualmente delicado 13.º lugar, pelo que continua algo carenciado de pontos). O jogo de hoje será uma estreia absoluta entre ambos, no terreno dos oureenses.

A turma da casa – sem ganhar há seis jornadas, nas quais apenas somou dois pontos – foi já batida, no seu terreno, por quatro vezes (por U. Tomar, Fazendense, Mação e Samora Correia). Quanto ao Rio Maior, em onze jogos em terreno alheio, perdeu uma única vez, recentemente, nas Fazendas de Almeirim, tendo empatado em Tomar e em Mação. Como referido, perspectiva-se que os riomaiorenses possam somar mais três pontos neste encontro.

Outra partida de interesse será a que coloca frente-a-frente o Torres Novas e o Fazendense, sendo esta a equipa a atravessar melhor fase de rendimento, de entre todos os concorrentes, tendo acumulado oito triunfos nas últimas nove rondas, tendo cedido somente um empate, em Samora – ao invés dos torrejanos, que só ganharam numa das cinco rondas mais recentes do campeonato.

Estas duas formações defrontaram-se, em partidas a contar para o escalão principal, por sete vezes, nos últimos dez anos: de 2014 a 2018, os torrejanos somaram, sucessivamente, cinco vitórias; tendo perdido em Outubro de 2018, mas voltando aos triunfos no final de 2020.

O Torres Novas tem sido algo irregular em casa, onde já perdeu em quatro ocasiões, o mesmo número de vezes que o Fazendense ganhou fora nesta época. O grupo das Fazendas é favorito, mas os torrejanos poderão de alguma forma surpreender, pelo menos procurando pontuar.

Em jogo em que houve inversão da ordem dos desafios em casa e fora, o Mação recebe o U. Almeirim. Depois de dois empates, em 2015 e em 2017, os maçaenses venceram no encontro mais recente, no final desse mesmo ano de 2017, por tangencial 2-1.

O potencial das duas equipas é, presentemente, bem distinto, a favor dos donos da casa – não obstante venham de um inesperado desaire caseiro, ante o Salvaterrense, deverão voltar a vencer esta tarde.

Noutro embate sem historial recente, o Abrantes e Benfica recebe o Benavente – por curiosidade, dois clubes que repartem o 6.º lugar, em igualdade pontual –, no que traduz uma bela campanha dos forasteiros, recém-promovidos do escalão secundário.

Os abrantinos têm sido perdulários no seu terreno, tendo cedido já três empates e outras tantas derrotas, mas o Benavente tem feito do seu reduto a sua fortaleza, tendo somado já seis vitórias. Fora de casa, os benaventenses ganharam em Torres Novas e Almeirim. Nesta partida, projecta-se que os abrantinos possam ter vantagem.

Um aflito Ferreira do Zêzere terá a visita do já tranquilo Amiense, mas que não descurará a possibilidade de subir ainda na pauta classificativa, sem perder de vista a aposta na Taça, em que é semi-finalista.

As duas equipas defrontaram-se em três ocasiões, entre 2018 e 2019, com vitória dos ferreirenses no primeiro jogo, a que se seguiram duas igualdades.

O conjunto de Amiais de Baixo tem sido eficaz fora de casa, onde somou já quatro triunfos e três empates, apenas tendo perdido em Alcanena e em Ourém. A necessidade de pontuar dos homens da casa poderá “aguçar-lhes o engenho”, mas a repartição de pontos é também um cenário possível.

Salvaterrense e Samora Correia não se cruzavam, na divisão principal, desde o ano de 2007, nessa altura, com triunfo categórico dos samorenses, por 4-1.

O grupo de Salvaterra surge em fase positiva, depois de duas vitórias no campeonato, a última delas em Mação, tendo ainda ido empatar a Abrantes, no jogo da Taça. Já o Samora, nas últimas oito jornadas, apenas conseguiu ganhar… em Tomar. Esta tarde, os três pontos poderão ficar em casa.

O Cartaxo, motivado com o apuramento para as meias-finais da Taça, recebe o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo (por curiosidade, o actual detentor de tal troféu), em posição muito comprometida, com grandes dificuldades para poder operar ainda o “milagre” da manutenção na I Divisão.

Por coincidência, nas duas ocasiões em que se defrontaram, em 2018 e em 2019, os cartaxeiros golearam, de ambas as vezes, pela mesma marca, de 5-1. Hoje, deverão voltar a ganhar, o que praticamente lhes garantirá tranquilidade até final do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.03.2022)

A Taça do Ribatejo avança para a sua fase decisiva, com a disputa, esta tarde, da eliminatória correspondente aos quartos-de-final, a qual terá como “jogo grande” o embate entre Fazendense e Rio Maior, respectivamente 3.º e 1.º classificados na divisão principal.

Estes dois clubes defrontaram-se, em partida a contar para o campeonato, apenas há três semanas, então com a turma das Fazendas de Almeirim a operar sensacional reviravolta, de uma desvantagem de 0-2 à passagem dos cinco minutos, acabando por vencer por 3-2. Entretanto, o Fazendense recebeu também e bateu igualmente o outro candidato ao título, U. Tomar.

Justamente, o Fazendense é o emblema com melhor palmarés na competição, tendo conquistado o troféu por quatro vezes (as três mais recentes em 2012, 2014 e 2016), marcando presença nos quartos-de-final pela 7.ª vez nos últimos 14 anos – sendo que, nas seis anteriores, apenas numa ocasião foi eliminado nesta fase, não atingindo as meias-finais, precisamente na época passada (perdeu no desempate da marca de grande penalidade, ante o Samora Correia).

Quanto ao Rio Maior, clube de formação recente – a disputar apenas a sua 7.ª temporada – só na edição precedente tinha atingido esta fase, tendo, aliás, disputado a Final da prova, na qual viria a ser desfeiteado, igualmente no desempate da marca de grande penalidade, pela formação da Glória do Ribatejo.

Na presente edição, o Fazendense afastou já o Porto Alto e o Fazendense, em ambos os casos com vitórias por 2-1 em terreno alheio; por seu lado, o Rio Maior, isento na eliminatória prévia, apenas eliminou o Mação, também no desempate da marca de grande penalidade.

Tudo isto dito, o prognóstico pouco mais será que uma tentativa de adivinhação, podendo a balança pender ligeiramente para o lado do Rio Maior.

O U. Tomar recebe o Cartaxo, numa reedição da eliminatória (então nos 1/8 de final) de há seis anos, ocasião em que os tomarenses tinham levado a melhor no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a uma bola no final do tempo regulamentar.

Trata-se, aliás, do único confronto de hoje com (curto) histórico precedente, sendo que os dois clubes se cruzaram também em 2016-17, mas, nesse caso, no Cartaxo, com empate a dois golos, e, nessa altura, o desempate a favorecer os cartaxeiros.

Na última vez em que as duas turmas se encontraram em Tomar, em partida do campeonato, já em Outubro de 2020, o União tinha goleado por 5-2.

O U. Tomar é, a par do Amiense, recordista em presenças nesta fase da prova, nos últimos 14 anos, sendo esta a nona vez que disputa os quartos-de-final; porém, apenas em três ocasiões alcançou as meias-finais (em 2018, 2020 e 2021), tendo-se sagrado vencedor da prova em 2018.

Já o Cartaxo chega à presente fase apenas pela quarta vez, no mesmo período, sendo que a última vez em que atingiu as meias-finais foi já em 2011. Os cartaxeiros venceram esta competição por duas vezes, há bastantes anos: em 1984 e em 2001.

Os unionistas suplantaram já, na presente edição, o Ferreira do Zêzere e o Entroncamento, em ambos os casos com goleadas, tendo o Cartaxo ido ganhar a Samora Correia, antes de eliminar o Moçarriense.

Mesmo considerando que os jogos a eliminar têm especificidades próprias (podendo procurar adiar-se a decisão para após o tempo regulamentar de jogo), o União projecta-se como favorito na partida de hoje.

O Abrantes e Benfica recebe a visita do Salvaterrense, num confronto sem historial anterior na Taça. Estas duas equipas defrontaram-se recentemente, em meados de Janeiro, para o campeonato, tendo os abrantinos triunfado por 2-0.

O conjunto da casa alcança os quartos-de-final pela 4.ª vez nos últimos 14 anos (contando também com o período em que competiu sob a denominação de U. Abrantina); contudo, só por uma vez (em 2019) chegou às meias-finais. Por seu lado, o Salvaterrense disputa esta fase pela terceira vez, repetindo a presença da última temporada, não tendo ainda conseguido superar esta eliminatória.

O Abrantes e Benfica afastou, anteriormente, o Fátima (no desempate da marca de grande penalidade) e o Vasco da Gama. Por seu lado, o Salvaterrense foi ganhar ao terreno do Espinheirense, antes de superar o Torres Novas, também por via da mesma fórmula de desempate.

Na partida desta tarde os abrantinos apresentam-se novamente como favoritos a vencer.

O Forense, último resistente do escalão secundário, recebe o Amiense, num confronto em estreia, perspectivando-se uma eliminatória aberta.

A equipa do Forense alcança esta fase da prova pela primeira vez; quanto ao Amiense, tal como referido, é recordista, a par do U. Tomar, atingindo os quartos-de-final pela nona vez nos últimos 14 anos.

Nas oito eliminatórias anteriores, chegou às meias-finais em cinco ocasiões, mas remontando a última delas já ao ano de 2017.

O Amiense, tendo ficado isento da eliminatória inicial, afastou apenas o Alcanenense, em Alcanena, no desempate da marca de grande penalidade; o Forense começou por eliminar o primodivisionário At. Ouriense, antes de ir ganhar ao terreno do Paço dos Negros por tangencial 1-0.

A turma de Amiais de Baixo é uma das mais bem-sucedidas em termos históricos nesta competição, já com três troféus conquistados, o último em 2013, dispondo de algum favoritismo no jogo de hoje, mas tendo de contar com a réplica do líder da sua série da II Divisão Distrital.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.03.2022)

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