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Avançando para a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão, imediatamente após o U. Almeirim-Cartaxo, os almeirinenses não têm descanso, deslocando-se a Coruche, para defrontar o Coruchense, no que se traduz num aliciante novo confronto entre líderes, opondo as duas únicas equipas que, agora, subsistem 100% vitoriosas neste campeonato.

Estes dois emblemas apenas se defrontaram no principal escalão, por duas vezes, em 2016-17 e na última temporada, com uma vitória para cada lado, sendo que o triunfo do U. Almeirim em 2018-19 (em Coruche, mas também e sobretudo, em casa, na derradeira jornada), contribuiu decisivamente, no final das contas, para impossibilitar a conquista do terceiro título sucessivo de Campeão pela turma do Sorraia em outras tantas presenças no Distrital.

O desafio desta tarde afigura-se novamente de prognóstico incerto, podendo eventualmente o factor casa vir a ter alguma influência, em termos de uma eventual menor probabilidade de vitória do Coruchense.

O embate entre Abrantes e Benfica e Amiense será outro ponto de grande interesse desta ronda, com ambas as equipas, neste arranque de campeonato, a não defraudar as expectativas, correspondendo com bons resultados.

Não existindo historial de confrontos entre ambos os clubes nos últimos anos – dada a muito prolongada ausência do grupo de Abrantes deste patamar competitivo –, os abrantinos poderão também fazer valer a sua condição de visitados.

Quando ao União de Tomar, volta a jogar em casa, pela segunda semana sucessiva, recebendo o Samora Correia, visando rectificar o resultado do último desafio.

Unionistas e samorenses cruzaram-se, em anos recentes, já por cinco vezes, com três vitórias dos tomarenses, um empate e um único triunfo dos forasteiros, precisamente na época passada. Por curiosidade, ambas as equipas defrontaram já, bem recentemente, o Rio Maior, com desfechos opostos: o União, tendo ido ganhar fora de casa; o Samora Correia inesperadamente batido no seu reduto.

Para hoje, os nabantinos voltam a assumir favoritismo, mas, para tal, deverão ser mais eficazes na concretização.

O Cartaxo, visitado pelo Ferreira do Zêzere, surge como claro favorito a somar os três pontos, atendendo às diferentes aspirações destes dois contendores, no que, a verificar-se, constituiria aliás a repetição do desfecho das duas anteriores ocasiões em que se defrontaram, nos dois últimos anos, assinalando-se, não obstante, que as vitórias obtidas pelos cartaxeiros perante os ferreirenses foram, até agora, por margem pouco expressiva: 2-1 e 2-0.

Em Rio Maior, os locais terão a visita do Mação, com os dois grupos com estados de espírito distintos, atendendo aos resultados da passada semana: os riomaiorenses, certamente mais confiantes e motivados pelo êxito alcançado em Samora Correia; os maçaenses a pretender recuperar os pontos perdidos em casa, ante o Fazendense.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos, atendendo à juventude do clube de Rio Maior, não será, contudo, de todo surpreendente se a turma de Mação regressar a casa com um resultado positivo.

Nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense defronta o “lanterna vermelha”, Pego, agora única equipa só com derrotas, ainda a zero em termos pontuais. Os donos da casa ganharam, em 2016-17, por tangencial 1-0, mas os pegachos também já surpreenderam, vencendo no terreno do adversário, pese embora na já relativamente distante temporada de 2010-11.

Esta tarde, e não obstante o Pego tudo deva fazer para tentar pontuar pela primeira vez neste campeonato, o Fazendense deverá sair vitorioso.

O Torres Novas recebe a formação da Glória do Ribatejo, sendo expectável que possa repetir o desfecho registado na época passada, ocasião em que venceu por 2-0, no único encontro entre estes dois conjuntos, no principal escalão, nos últimos anos.

A concluir teremos um interessante embate entre Riachense e Moçarriense, duas das equipas que lutam pela manutenção, portanto em confronto directo.

Nas três ocasiões em que se defrontaram nos últimos anos, o grupo dos Riachos venceu por duas vezes: há duas épocas e, já em 2012-13, então com uma goleada, por 7-1. Por seu lado, a turma da Moçarria também já conseguiu ganhar no terreno do adversário, em 2015-16.

À semelhança do Rio Maior, o Riachense estará também motivado e com maior confiança, depois do triunfo averbado no Pego, pelo que poderá fazer valer o factor casa; não seria, contudo, surpreendente se o Moçarriense conseguisse pontuar, repetindo o resultado da passada semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.10.2019)

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O calendário ditou para este feriado de 5 de Outubro o primeiro grande “choque de titãs” neste campeonato, com o U. Almeirim a receber o Cartaxo, enfrentando-se, pois, dois dos principais candidatos ao título, actuais guias do campeonato.

Estes dois emblemas defrontaram-se nas quatro últimas temporadas, com ligeira vantagem dos cartaxeiros, que ganharam por duas vezes (em 2015-16 e na época passada), face a um único triunfo dos almeirinenses e um empate.

Independentemente do histórico recente, este será, na conjuntura actual, um embate de “tripla”, de desfecho imprevisível.

O outro líder da prova, União de Tomar, recebe o Abrantes e Benfica, num reencontro entre dois clássicos do futebol distrital, que não se cruzavam desde o início da década de 50, há quase 70 anos!

Frente a um difícil opositor, com um bom início de campeonato, os unionistas terão de estar ao seu melhor nível, se pretendem beneficiar do resultado da partida de Almeirim.

Depois do inesperado desaire caseiro sofrido na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal (sobretudo pela expressão dos números, tendo sido goleado por 4-0 pelo Olímpico do Montijo), o Coruchense terá uma saída com alguma dificuldade, visitando a Glória do Ribatejo.

Em anos anteriores, a turma do Sorraia – favorita para esta tarde – ganhou por duas vezes (ambas por 4-1), na época passada e já em 2012-13, temporada em que se registou também, na fase regular da prova, uma igualdade a um golo.

O Mação-Fazendense é também um encontro que suscita grande interesse, entre duas das equipas mais bem apetrechadas e com um historial recheado a nível distrital.

Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes nos últimos oito anos (excluindo-se, claro, a época passada, em que os maçaenses militaram no Nacional), com predomínio dos donos da casa, que ganharam por quatro vezes, face a apenas uma vitória dos forasteiros, em 2014-15; a repartição de pontos tem sido, não obstante, o desfecho mais frequente, tendo ocorrido já por cinco ocasiões, podendo repetir-se esta tarde.

O Samora Correia recebe o Rio Maior, clube recentemente formado, pelo que se defrontam pela primeira vez. Não obstante o positivo arranque dos riomaiorenses, tendo ido buscar um nulo a Fazendas de Almeirim, seria surpreendente se os samorenses não vencessem este encontro.

Os restantes três jogos da ronda envolvem o quarteto que, nesta altura, reparte a indesejada condição de “lanterna vermelha”, todos ainda sem se ter estreado a pontuar neste campeonato: Moçarriense (com um jogo em atraso); Ferreira do Zêzere, Pego e Riachense, este trio já com três derrotas averbadas.

Precisamente, na Moçarria, o grupo local é visitado pelo Torres Novas, tendo os torrejanos ganho um dos três embates entre ambos, mas já na algo distante temporada de 2011-12. Mais recentemente, em 2016 e 2018, registaram-se dois empates, pelo mesmo resultado: 1-1. Numa partida que se perspectiva equilibrada, o Moçarriense poderá pontuar pela primeira vez na competição.

Mais difícil se antevê a tarefa do Ferreira do Zêzere, recebendo o Amiense, pese embora os ferreirenses tenham vencido em 2017-18, tendo-se verificado repartição de pontos na última época. Esta tarde, o conjunto de Amiais de Baixo será, a priori, favorito, mas os visitados não deixarão de procurar o primeiro desfecho positivo neste campeonato.

Por fim, num confronto entre dois dos últimos classificados, o Pego recebe o Riachense, sendo que a única vez que se cruzaram, na última década, no principal escalão, em 2016-17, foi a formação dos Riachos a sair vencedora (por 3-1).

Na temporada passada, os dois clubes defrontaram-se, então na II Divisão, tendo o Riachense vencido outra vez, na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, por 5-3. Antes, na fase regular da prova, tinham sido os pegachos a ganhar, por 3-1.

Esta tarde, atendendo ainda à situação específica do Riachense, repescado para a I Divisão, o Pego poderá aproveitar o seu estado de preparação mais avançado para voltar a vencer.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.10.2019)

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O desafio de maior cartel da 3.ª jornada da I Divisão Distrital, que hoje se disputa, será o que opõe Amiense e U. Almeirim, por agora dois clubes que integram o quinteto de líderes, com vitórias nas duas primeiras jornadas, mantendo ainda as respectivas balizas invioladas.

Atendendo também ao historial recente de embates entre ambos os emblemas, antevê-se um sério teste às respectivas capacidades; de facto, nas quatro vezes em que se cruzaram, precisamente nas quatro últimas temporadas, nunca os almeirinenses conseguiram triunfar em Amiais de Baixo, registando-se duas vitórias dos homens da casa e dois empates. Esta tarde, o U. Almeirim será teoricamente favorito, mas o Amiense não deixará de procurar contrariar tal suposta tendência.

Nesta ronda, destaca-se também a deslocação, que se afigura difícil, do União de Tomar a Rio Maior, para defrontar o novo clube riomaiorense, que, depois de um positivo nulo nas Fazendas de Almeirim, foi superado, no seu próprio reduto, pelo Abrantes e Benfica, tendo permitido a reviravolta no marcador, de 2-0, para 2-3. Não havendo histórico de confronto entre os dois clubes, a expectativa é de que os tomarenses possam vir a confirmar o seu superior potencial.

De interesse será igualmente a partida entre Fazendense e Samora Correia, com os visitados, por agora, com alguma pressão adicional em somar pontos, para o que contarão com a força do histórico de confrontos entre ambos: em quatro jogos que disputaram nas Fazendas, nos últimos anos (os três últimos nas três edições mais recentes do campeonato), o Fazendense saiu sempre vencedor.

Outro dos actuais comandantes, Cartaxo, recebe a formação da Glória do Ribatejo, que, depois de uma boa vitória, na estreia, em Ferreira do Zêzere, foi batida em casa pelo Amiense. As equipas do Cartaxo e da Glória cruzaram-se, nos últimos anos, uma única vez, precisamente na época passada, tendo os cartaxeiros goleado, então, por 5-1. No jogo de hoje, antevê-se novo triunfo dos visitados, possivelmente também por margem ampla.

O centenário Abrantes e Benfica, de regresso ao principal escalão após várias décadas de ausência – não contando com as presenças da U. Abrantina –, recebe o Ferreira do Zêzere, curiosamente numa reedição de um confronto disputado na última temporada, mas a contar, na oportunidade, para a Taça do Ribatejo, tendo o grupo de Abrantes ganho, nessa ocasião, por 3-1.

Frente a um adversário que entrou mal no campeonato, sofrendo inesperado desaire caseiro, e sendo goleado em Almeirim, perspectiva-se que a turma abrantina possa repetir o triunfo, mas os ferreirenses não deixarão de procurar evitar tal desfecho.

Nos Riachos, o Riachense terá a visita do Mação, num encontro que coloca frente-a-frente duas equipas que, há poucos meses, estavam separadas por dois escalões. Em termos de historial recente, a equipa da casa regista boa vantagem, com três vitórias e um empate, apenas tendo perdido na última vez que se defrontaram, em 2017-18.

Porém, a conjuntura actual é bem distinta, com o Riachense a procurar ainda estabilizar o grupo em função do superior nível de exigência da I Divisão Distrital, ao passo que os maçaenses procuram também readaptar-se a este escalão, depois da breve passagem pelo Nacional. Os visitantes serão favoritos para hoje, mas, necessariamente, terão de confirmar tal favoritismo dentro de campo.

O Torres Novas recebe o Pego, num embate em que a tendência lhe é claramente favorável, tendo vencido os dois jogos disputados no seu terreno perante este adversário, em 2010-11 (goleada de 5-0) e em 2016-17 (por tangencial 3-2).

Pretendendo começar, desde já, a precaver-se, de modo a evitar passar pelos sustos que atravessou no último ano, os torrejanos deverão somar os três pontos na partida desta tarde.

A concluir, fica ainda a nota de que o último encontro desta ronda, Coruchense-Moçarriense, foi adiado para dia 9 de Outubro, uma vez que o emblema do Sorraia (beneficiando de repescagem) disputa hoje a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, recebendo o Olímpico do Montijo, um dos últimos classificados da Série D do Campeonato de Portugal.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.09.2019)

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A iniciar a 4.ª época de emissões regulares, esta rubrica, de perspectiva da jornada, atinge hoje um número redondo de 100 edições transmitidas nas tardes desportivas da Rádio Hertz, um marco que me apraz registar.

Nesta segunda ronda da I Divisão Distrital, que hoje se disputa, destacam-se os desafios entre Moçarriense-Cartaxo e Pego-Coruchense, com dois dos principais pretendentes ao título a enfrentarem adversários incómodos, com grande vontade de começar a somar os primeiros pontos, em terrenos tradicionalmente difíceis para os forasteiros.

Na Moçarria, Moçarriense e Cartaxo defrontam-se pela terceira vez nos últimos anos, depois de uma vitória do cartaxeiros em 2015-16 e de um triunfo dos homens da casa há dois anos. Esta tarde, os visitantes terão de confirmar dentro de campo o favoritismo que lhes é novamente atribuído.

As equipas do Pego e Coruchense cruzaram-se, no principal escalão, em anos recentes, por uma única vez, em 2016-17, com a formação do Sorraia a somar então os três pontos, um desfecho que se antecipa possa repetir-se hoje, em especial atendendo à forma convincente como o conjunto de Coruche se desenvencilhou do Mação na passada semana.

De especial interesse serão também os embates entre U. Tomar-Fazendense, U. Almeirim-Ferreira do Zêzere e Mação-Torres Novas, encontros que os visitados terão de encarar com grande concentração, de forma a poder confirmar o favoritismo que, em teoria, lhes é creditado.

O confronto de Tomar é um “clássico” do Distrital, repetido já por dez vezes nas últimas nove temporadas, curiosamente com uma tendência mais favorável ao grupo das Fazendas de Almeirim, que ganhou por quatro vezes, face a apenas dois êxitos dos nabantinos (o último dos quais, há dois anos, com uma goleada por 5-0); a repartição de pontos tem sido também frequente, tendo ocorrido noutras quatro ocasiões.

Atendendo às expectativas sobre o desempenho dos dois clubes, assim como aos resultados da 1.ª jornada, espera-se que o União de Tomar possa equilibrar os números do historial recente, somando mais três pontos.

Em Almeirim, o União local, também com uma boa entrada em prova, tendo ido vencer a Abrantes, recebe o Ferreira do Zêzere, protagonista, pela negativa, da ronda inicial, ao ser batido, no seu próprio reduto, pela formação da Glória do Ribatejo.

Almeirinenses e ferreirenses defrontaram-se também por duas vezes, com um inesperado desfecho (vitória do emblema de Ferreira do Zêzere em 2017-18), tendo o U. Almeirim rectificado no ano passado, ganhando, embora por tangencial 1-0. É de prever que os três pontos fiquem em Almeirim, possivelmente até por margem mais dilatada.

Depois da aventura no Nacional, o recém-despromovido Mação, de regresso ao Distrital, recebendo o Torres Novas, pretenderá emendar a má imagem que deixou transparecer em Coruche.

Para tal terá, porém, de contrariar a forte tendência do histórico de resultados entre ambos os clubes, que, em nove partidas disputadas no terreno dos maçaenses, apresenta nada menos de seis vitórias dos torrejanos, face a apenas duas dos visitados, uma delas na última vez que ali se defrontaram, na época de 2017-18, em que o Mação viria a sagrar-se Campeão Distrital.

Em Samora Correia, os homens da casa terão a visita do Riachense, para a reedição de um confronto já disputado noutras duas ocasiões, em 2016-17 e na temporada seguinte, tendo tido ambos por desfecho empates, a três golos na primeira vez, a duas bolas, no segundo ano. Esta tarde os samorenses poderão averbar o primeiro triunfo.

A equipa surpresa da 1.ª jornada, Glória do Ribatejo, recebe o Amiense, para um embate também já antes realizado por duas vezes, com vitória dos homens da casa em 2012-13 e um empate na época passada. Antevê-se um desafio de tendência equilibrada, em que os pontos poderão ser repartidos.

Por fim, defrontam-se os dois primeiros classificados do segundo escalão da última temporada, com o novo clube de Rio Maior a receber o centenário Abrantes e Benfica (após a fusão operada com a U. Abrantina).

Não existindo histórico de jogos disputados entre ambos na I Divisão Distrital, na última vez que se defrontaram, na fase final, de apuramento de Campeão da época passada, o grupo de Abrantes saiu vencedor, o que até poderá repetir-se esta tarde. Não obstante, o empate aparenta ser um cenário de forte probabilidade.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.09.2019)

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Tem hoje início a 96.ª edição do Campeonato Distrital da I Divisão, antecipando-se que este possa vir a ser tão ou mais disputado que a prova da época passada.

Depois de termos tido, no último ano, um, à partida, algo surpreendente Campeão – U. Santarém, que, recorde-se, era recém-promovido da segunda divisão, tendo acumulado, em dois anos, sucessivamente, os dois títulos –, volta a não ser fácil apontar um claro favorito para esta temporada, perfilando-se um grupo de cinco clubes como eventuais pretendentes: às do Mação (despromovido do campeonato nacional), juntam-se as aspirações de Coruchense, União de Almeirim, Cartaxo e União de Tomar.

Isto sem descurar as pretensões de equipas como as do Amiense, Fazendense, Samora Correia ou de outro recém-promovido ao principal escalão, o Abrantes e Benfica, que visarão alcançar uma posição na parte superior da pauta classificativa, num campeonato agora novamente alargado a 16 concorrentes (tendo subido cinco clubes da II Divisão, um deles, Riachense, beneficiando da desistência do At. Ouriense).

Trata-se do retomar de um formato cuja última vez que tinha sido praticado fora na época de 2005-06, há já 14 anos, então com o Cartaxo a conquistar o título, à frente do Fazendense.

Nesta primeira ronda, destaca-se, desde logo, o embate entre Coruchense e Mação, por curiosidade, de entre os participantes da prova nesta temporada, os últimos clubes a sagrarem-se Campeões (respectivamente em 2016-17 e em 2017-18), sendo que o grupo do Sorraia viu, inclusivamente, escapar-se-lhe novo título (que, a ter acontecido, teria sido a sua terceira conquista sucessiva em outras tantas participações na prova) na derradeira jornada da época passada.

Depois de uma experiência mal sucedida no campeonato nacional, os maçaenses pretenderão voltar a afirmar-se a nível distrital. Começam, contudo, por enfrentar um adversário que se tem revelado historicamente difícil: nas quatro ocasiões em que se cruzaram em Coruche, o Coruchense ganhou por três vezes, face a apenas um triunfo do Mação, já em 2012-13. A turma do Sorraia parece ser favorita esta tarde, mas a repartição de pontos é também um cenário possível.

Um outro confronto de interesse será o que opõe o Abrantes e Benfica (Campeão da segunda divisão na época passada, culminando uma fantástica campanha, apenas tendo cedido dois empates em 28 jogos disputados) ao U. Almeirim. Não havendo histórico de encontros entre ambos nos últimos anos, o jogo desta tarde afigura-se de tripla.

Em Torres Novas, os locais recebem a visita do Samora Correia, para um confronto com estatísticas similares às do Coruchense-Mação: três triunfos dos homens da casa, e apenas uma vitória dos samorenses, em 2016-17. Depois de uma temporada muito difícil, em que tiveram de lutar pela manutenção praticamente até à fase derradeira do campeonato, os torrejanos aspirarão a ter uma época mais tranquila, podendo começar a prova com uma vitória.

Outros dois clubes que disputaram a sobrevivência na I Divisão quase até ao fim têm arranque agendado para Ferreira do Zêzere, onde os ferreirenses recebem a turma da Glória do Ribatejo. No campeonato passado, na única vez em que se cruzaram no principal escalão nos últimos anos, o desfecho da partida foi uma igualdade a um golo. Este ano, a reforçada formação da casa surge como favorita a somar os três pontos nesta jornada inaugural.

Tal como sucede no Abrantes e Benfica-U. Almeirim, os restantes quatro desafios colocam frente-a-frente alguns dos melhores classificados do campeonato anterior com os outros quatro recém-promovidos da divisão secundária.

Em Amiais de Baixo, o Amiense, protagonista de uma notável campanha na edição anterior da prova, que chegou a liderar (no final da primeira volta), acabando por fixar-se no 4.º lugar final, recebe uma equipa habituada a estas “andanças”, mas que não tem conseguido manter-se na I Divisão, o Moçarriense – despromovido nas suas últimas três participações no campeonato, em 2013, 2016 e 2018.

Num “derby” municipal, o favoritismo pende na íntegra para os visitados, que ganharam todos os quatro desafios anteriormente disputados em Amiais de Baixo, ante o conjunto da Moçarria.

Aquele que será, porventura, o principal candidato – tal como, aliás, sucedia já no campeonato anterior –, Cartaxo, actua também em casa, sendo visitado pelo Pego, clube que também não conseguiu evitar a despromoção nas suas duas últimas passagens pela I Divisão, em 2011 e em 2017.

Nessas temporadas, verificaram-se resultados díspares no confronto entre estes dois clubes: vitória do Cartaxo por 7-0 em 2010-11, a que se seguiu um empate a uma bola em 2016-17. Esta tarde seria grande a surpresa se os pegachos conseguissem, pelo menos, repetir tal desfecho.

Nas Fazendas de Almeirim encontram-se um clássico do futebol distrital, Fazendense (vai para a sua 14.ª participação no campeonato, nos últimos 15 anos, apenas tendo “falhado” na época em que marcou presença na III Divisão Nacional, em 2007-08), e um novo emblema, o Rio Maior Sport Clube, fundado há apenas três anos – sucedendo ao também histórico União de Rio Maior –, pelo que não há registo de confrontos entre ambos. O favoritismo penderá, também neste caso, para os donos da casa.

A par do Amiense, o União de Tomar tem sido o clube de maior estabilidade na principal divisão do futebol distrital, iniciando a 14.ª temporada consecutiva na prova (partilhando, ambos, um “record” de 17 presenças, nos últimos 18 anos, apenas tendo “falhado” na época de 2005-06).

No “pontapé de saída” deste campeonato, cabe aos unionistas uma sempre difícil deslocação aos Riachos, para defrontar outro clube com grande palmarés (três títulos de Campeão conquistados entre os anos de 2009 e 2012), mas que, entretanto, caíra no segundo escalão, tendo acabado por beneficiar de “repescagem” para regressar ao convívio dos “grandes” do Distrito.

Nas últimas quatro vezes que se encontraram nos Riachos, o União de Tomar apresenta – mercê dos resultados averbados nos anos mais recentes – um registo favorável, de duas vitórias e um empate, face a apenas um triunfo do Riachense, já em 2013. Não tendo uma estreia fácil, os unionistas, que têm enfrentado algumas dificuldades noutros arranques de campeonato, estarão cientes da importância de entrar a ganhar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.09.2019)

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Depois de uma contenda “taco a taco” ao longo de oito meses pelo título de Campeão Distrital, que acabou por sorrir aos escalabitanos, União de Santarém e Coruchense enfrentam-se hoje no primeiro de dois “rounds” sucessivos, em disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo, em partida a disputar no Entroncamento; logo de seguida, já na próxima semana, a Supertaça Dr. Alves Vieira, que terá por palco o Estádio com o mesmo nome, em Torres Novas.

Nas 41 edições anteriores da “prova rainha” do futebol distrital, o emblema do Sorraia conquistou já por três vezes o respectivo troféu, em 1996 e 1997 e, mais recentemente, em 2015, sendo superado, a nível de palmarés, apenas pelo Fazendense (com quatro Taças conquistadas). Por seu lado, os homens da capital do Distrito contam com uma única vitória na competição, há precisamente 40 anos.

Estes dois clubes históricos marcaram igualmente presença em finais da Taça noutras edições relativamente recentes da prova: nos últimos 15 anos cada um deles perdeu por duas ocasiões o desafio decisivo da “festa da Taça” (o Coruchense, em 2005, frente ao Amiense, e em 2017, ante o Mação; o U. Santarém em 2006 e 2007, desfeiteado pelo Fazendense e pelo Ouriquense).

Na edição da presente temporada, o Coruchense começou por deixar para trás, na fase de grupos, o Cartaxo e o Salvaterrense, numa série em que participou também o surpreendente Espinheirense, tendo a formação do Sorraia vencido os três encontros disputados, incluindo no Cartaxo.

Por coincidência, voltaria a cruzar-se com o conjunto do Espinheiro nos 1/8 de final, vencendo novamente, agora por 3-0 (depois de 4-0 na fase inicial). Nos 1/4 de final, com uma exibição algo frouxa, tendo empatado a um golo, no seu reduto, com o actual detentor do troféu, União de Tomar, valeu-lhe a maior experiência no desempate da marca de grande penalidade.

Por fim, nas meias-finais, o Coruchense começou por ir vencer a Abrantes, a equipa sensação desta época no escalão secundário, por 1-0, repetindo depois a igualdade a uma bola, na 2.ª mão.

Já o U. Santarém superiorizou-se igualmente na fase de grupos, tendo sido vencedor da sua série, à frente do União de Tomar (que bateu por 4-1), depois de uma “entrada em falso” com um surpreendente empate (1-1) no terreno da Ortiga, tendo ganho ainda por tangencial 1-0 no Tramagal.

Nos 1/8 de final, outro empate a uma bola, no Pego, foi desfeito também por via dos pontapés da marca de grande penalidade, para, nos 1/4 de final, num “derby” municipal, a formação de Santarém derrotar o Amiense por 2-0.

Nas meias-finais, depois de um triunfo por margem pouco cómoda (2-1), em casa, ante o Marinhais, o grupo escalabitano confirmaria a presença na final, ganhando pela mesma marca fora de casa.

Não existindo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, nas duas ocasiões em que se defrontaram para o campeonato, registaram-se igualmente dois empates, sempre a um golo.

No imediato, a equipa de Santarém, com o ânimo em alta, pela conquista do título de Campeão, alcançado com uma ultrapassagem em cima da “linha de meta”, aparenta dispor de teórico favoritismo para o desafio desta tarde. Veremos como reagirá o Coruchense à adversidade de ter deixado escapar, na derradeira ronda, o 1.º lugar no campeonato, e que resposta poderá dar ao desaire sofrido em Almeirim.

Em qualquer caso, antecipa-se um aliciante embate entre os dois principais protagonistas do futebol distrital nesta temporada.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.05.2019)

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