Rádio Hertz


O Campeonato Distrital da I Divisão chega hoje ao seu termo, com a disputa da 26.ª jornada, com os dois primeiros lugares já atribuídos, tendo-se sagrado novamente Campeão o Coruchense, com o Riachense confirmado no 2.º lugar, que lhe dará acesso à Taça de Portugal.

Nas partidas desta tarde avultam duas pelejas: por um lugar no pódio, em compita entre União de Tomar e Samora Correia, e pela manutenção, envolvendo ainda três emblemas: At. Ouriense, Pego e Cartaxo.

Em relação à luta pelo 3.º lugar, o União de Tomar, recebendo o Fazendense, apenas poderá ser bem sucedido desde que obtenha resultado mais favorável que o que vier a ser alcançado pelo Samora Correia na recepção ao Campeão, Coruchense: o empate servirá, desde que os samorenses percam (numa partida em que a formação de Coruche terá em seu desfavor o facto de dispor de apenas três dias de repouso, após a disputa da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo); em caso de triunfo do Samora, os unionistas quedar-se-ão pelo 4.º ou 5.º lugar.

O historial recente não é favorável ao União, que, em jogos realizados em Tomar ante o Fazendense, apenas venceu por uma vez nos sete últimos confrontos (precisamente na época passada, então por categórico 3-0), depois de três derrotas (de 2010 a 2012) e de três empates (de 2013 a 2015).

Anote-se, por seu lado, que não existe registo de embates entre Samora Correia e Coruchense no principal escalão (não se encontram desde a temporada de 2005-06, à excepção do jogo da primeira volta, em Coruche, então com triunfo do grupo do Sorraia, por 1-0).

Em termos matemáticos, na disputa entre Samora e União pelo 3.º lugar, os samorenses têm vantagem em 2/3 das combinações possíveis de resultados, enquanto os unionistas serão beneficiados no terço restante (no cenário em que, vencendo, o Samora não ganhe; e na hipótese de, empatando, os samorenses virem a sair derrotados esta tarde).

O Amiense, visitado pelo Pego, poderá ainda aspirar – tal como o Fazendense, em caso de eventual vitória em Tomar – ao 4.º posto, sendo que, em caso de igualdade pontual com Samora Correia e União de Tomar, os grupos de Amiais de Baixo e de Fazendas de Almeirim registam desvantagem nos critérios de desempate, não podendo, portanto, chegar já à 3.ª posição.

A última vez que as formações de Amiais e do Pego se defrontaram no Distrital foi já em 2010-11, sendo que, curiosamente, nos dois jogos realizados em Amiais de Baixo nessa época, cada equipa venceu um deles.

No que respeita à busca da manutenção – ainda dependente da confirmação do Alcanenense no Campeonato Nacional, que parece agora bem encaminhada –, o At. Ouriense recebe o Mação, apenas podendo vir a cair em zona de despromoção directa em 2 das 27 combinações possíveis, isto é, desde que não ganhe e que Pego e Cartaxo vençam ambos os seus desafios.

Em termos históricos, o At. Ouriense apresenta notória superioridade nas recepções ao Mação, com 5 vitórias e um empate nos últimos seis anos, tendo cedido duas derrotas, uma delas na época passada.

Por seu lado, o Pego será despromovido caso se verifique uma de 9 combinações de resultados: em 6 cenários em que o Cartaxo (que se desloca à Ribeira de Santarém, para defrontar os já tranquilos Empregados do Comércio) vença e os pegachos não ganhem em Amiais de Baixo; ou, em três hipóteses, em que o Cartaxo empate e o Pego saia derrotado.

No caso dos cartaxeiros – vice-campeões na temporada passada –, são 16 (em 27) as combinações de resultados que os poderão condenar à despromoção automática: nove cenários em que perca; seis hipóteses em que, empatando, o Pego não seja derrotado; e o “pior cenário”, em que, ganhando, At. Ouriense e Pego vençam também, ambos, os seus confrontos.

Nas três vezes em que se cruzaram em Santarém, nas três últimas temporadas, Caixeiros e Cartaxo registam um absoluto equilíbrio, com uma vitória para cada lado e um empate.

Restam dois encontros já sem grande influência no posicionamento final dos clubes: o U. Almeirim-Riachense, dois emblemas que apenas se defrontaram, em Almeirim, na última época, então com triunfo dos visitados por 2-0; e o Torres Novas-Benavente, confronto em que os torrejanos saíram vencedores por quatro vezes, apenas tendo consentido um empate, nas últimas cinco vezes que ambas as equipas se defrontaram na cidade do Almonda.

Estão, assim, lançados os dados para a derradeira ronda do Campeonato…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.04.2017)

Já com o título de Campeão conquistado pelo Coruchense, disputa-se hoje a penúltima jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, em que se destacam as partidas que envolvem os três clubes envolvidos na disputa do último lugar no pódio (União de Tomar, Samora Correia e Amiense), assim como, por outro lado, os jogos das equipas que lutam ainda pela manutenção (A. Ouriense, Pego e Cartaxo).

O desafio de maior cartaz realiza-se em Riachos, com o Riachense a receber o União de Tomar, um reencontro de dois clubes históricos do Distrito, com a formação da casa a um ponto de confirmar matematicamente a 2.ª posição no campeonato (que até poderá nem vir a ser necessário, desde que o Samora Correia não ganhe ambos os jogos que lhe restam). No confronto entre ambos, nas últimas seis temporadas, registo para apenas dois jogos em Riachos, com uma vitória para cada lado, tendo o União vencido na época passada.

No Cartaxo-Samora Correia cruzam-se as duas disputas que subsistem, com os cartaxeiros, ainda em zona de despromoção, a necessitar imperiosamente de pontuar, sendo que, para os samorenses, a repartição de pontos até poderá ser um desfecho interessante. A última vez que estes dois clubes se defrontaram foi já em 2010-11, então com uma goleada do Cartaxo, por 5-1, desfecho cuja repetição é de todo improvável esta tarde.

Mas se União de Tomar e Samora Correia não terão tarefa fácil, o mesmo se pode aplicar igualmente ao Amiense, que se desloca a Mação – pese embora os maçaenses não tenham já maiores aspirações neste campeonato, devendo a sua classificação final oscilar entre o 7.º e o 9.º lugar. As duas formações encontraram-se em todas as últimas seis edições da prova, num total de oito vezes, curiosamente com uma tendência de absoluto equilíbrio: três vitórias para cada lado, e dois empates.

Na luta pela manutenção, o Pego – equipa, desde há muito, em queda de rendimento, numa série de quatro desaires sucessivos (tendo perdido por nove vezes nos onze jogos já disputados nesta segunda volta) – recebe os Empregados do Comércio, num confronto sem historial recente a nível do principal escalão. Com os Caixeiros já com a garantia da manutenção, eventualmente em fase de descompressão, esta poderá ser uma oportunidade para os pegachos voltarem aos pontos, de que tão carenciados se encontram.

Também próximo da tranquilidade aparenta estar o At. Ouriense, que poderá necessitar somar mais dois pontos (e isto num cenário, pouco provável, de vitórias do Pego e do Cartaxo em ambos os jogos que lhes faltam realizar), tem esta tarde uma difícil deslocação, a Fazendas de Almeirim, onde regista um histórico bastante desfavorável, com apenas uma vitória e um empate, tendo perdido por cinco vezes, nas últimas seis temporadas. Poderá eventualmente beneficiar do facto de o Fazendense, à semelhança do Mação, ter também a sua posição final na tabela já sensivelmente definida (entre o 5.º e o 7.º lugar).

Igualmente já sem quase nada em jogo a nível de posicionamento na pauta classificativa, o Benavente recebe o U. Almeirim, numa partida também sem qualquer historial recente na I Divisão, em que os visitantes se apresentam como favoritos, atendendo à campanha patenteada pelo “lanterna vermelha” durante esta época, com apenas quatro pontos obtidos na primeira metade do campeonato; e, depois, na segunda volta, um único triunfo, a contrastar com os desaires em todos os restantes dez jogos.

Neste caso, os últimos são os primeiros: o Coruchense recebe, no seu terreno, em jogo de consagração pela reconquista do título de Campeão Distrital, a visita do Torres Novas, outro clube histórico do Distrito. As equipas apenas se defrontaram em Coruche nas temporadas de 2013-14 e 2014-15, em ambos os casos com triunfo da turma do Sorraia… desfecho que será de alguma forma expectável se possa repetir hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.04.2017)

Após uma breve pausa para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que os favoritos, mesmo actuando no terreno dos adversários, acabaram por se impor, avançando para as meias-finais, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, na hora das decisões, com a realização da 24.ª e antepenúltima jornada.

Sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Curiosamente, este confronto não tem qualquer historial recente, nos últimos seis anos, à excepção dos dois encontros entre ambas as equipas já nesta temporada; para o campeonato, na 1.ª volta, em Coruche, o líder do campeonato venceu por tangencial 2-1; na semana passada, para a Taça do Ribatejo, em Almeirim, não foi além do empate a uma bola. Se recordarmos que os almeirinenses apenas por uma vez foram desfeiteados no seu reduto, precisamente pelo rival Fazendense, ficaremos com uma ideia mais precisa das dificuldades que o Coruchense poderá encontrar…

Menção ainda para outras partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio, nomeadamente no Amiense-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar.

Em Amiais de Baixo, onde os “donos da casa” apenas foram derrotados pelo Coruchense e pelo U. Tomar, o Amiense, vindo de dois desaires sucessivos no campeonato (o que, de alguma forma, compensou com o triunfo no Cartaxo, em jogo da Taça), recebe o Fazendense, numa partida que se afigura decisiva, dado que, caso o grupo de Fazendas de Almeirim não consiga vencer, deverá ficar arredado de tal disputa pela 3.ª posição. Nas sete vezes em que os dois clubes se encontraram em Amiais, nos últimos seis anos, constata-se uma forte tendência de equilíbrio, tendo resultado em cinco empates, e apenas uma vitória para cada um dos emblemas.

No caso dos tomarenses, trata-se de uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Nas cinco últimas vezes que se defrontaram em Ourém, o At. Ouriense regista três triunfos e um empate, apenas tendo sido derrotado pelos unionistas por uma vez, precisamente na temporada passada.

Isto, devendo ter-se ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego, apesar de o histórico de confrontos entre ambos, no principal escalão, datando já da distante época de 2010-11, aponte para uma vitória dos samorenses e um empate. Uma eventual derrota dos pegachos poderá aliás empurrá-los para a zona de despromoção…

Tal dependerá, contudo, do desfecho do Torres Novas-Cartaxo, em que os torrejanos, absolutamente tranquilos, sem perder há quatro jogos, se apresentam com maior dose de favoritismo, pese embora o equilíbrio total registado nos cinco últimos encontros que disputaram em Torres Novas, com 2 triunfos para cada lado e um empate. O Cartaxo vinha de uma vitória no campeonato, depois de um ciclo de quatro desaires, tendo, entretanto, voltado a ser batido, em casa, no jogo da Taça (pelo Amiense).

Em Santarém, os Empregados do Comércio, recebendo o Mação, poderão garantir desde já a manutenção, desde que obtenham pelo menos um ponto, condicionado ainda a eventuais derrotas de Pego e Cartaxo. No conjunto dos três últimos anos, o equilíbrio é também nota dominante, com um triunfo para cada equipa e um empate.

Por fim, em Riachos, ao Riachense mais não resta que “cumprir a sua parte”, ganhando ao Benavente, ficando na expectativa de eventual insucesso do Coruchense em Almeirim. Aquelas duas equipas apenas se defrontaram por duas vezes, ambas na época de 2012-13, tendo o conjunto de Riachos vencido então esses dois jogos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.04.2017)

Os campeonatos distritais sofrem nova interrupção neste fim-de-semana, para entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final, na qual marca presença um único clube da divisão secundária, o histórico U. Santarém.

Numa fase da prova já bastante avançada, a tendência de equilíbrio deverá imperar, atendendo inclusivamente a que os desafios desta competição se revestem de características especiais, em virtude do sistema de eliminação, em que tudo se joga em 90 minutos, constituindo-se em oportunidades para que equipas teoricamente menos fortes se possam suplantar.

Pese embora não seja possível extrapolar a partir do desempenho que as equipas vêm apresentando nos campeonatos para os jogos desta tarde, socorro-me, ainda assim, do historial recente de confrontos entre as formações que hoje se cruzam.

O “jogo-grande” desta ronda realiza-se em Almeirim, entre o União local e o Coruchense, prestes a sagrar-se Campeão Distrital (e por três vezes já vencedor da Taça), o que, contudo, não invalida que se possa dizer que não haverá um favorito claramente definido nesta partida. Até porque, curiosamente, não existe, neste caso, histórico recente de embates entre estes dois grupos, se exceptuarmos o jogo da 1.ª volta do campeonato, no qual a formação do Sorraia venceu então, no seu terreno, por 2-1. Um jogo de “tripla”, em que qualquer desfecho parece possível.

O Cartaxo, agora animado com o triunfo alcançado na última jornada do campeonato, recebe a visita de um clube vocacionado para a Taça do Ribatejo (contando também, no seu palmarés, com três troféus conquistados, o Amiense, que, na época passada, atingiu as meias-finais, e que, este ano, tão bom comportamento tem registado no campeonato. Nos jogos realizados entre ambos os clubes no Cartaxo, nas últimas seis temporadas, a turma da casa tem ligeira vantagem, com 2 vitórias e 2 empates, apenas tendo consentido um desaire… precisamente nesta época, por 2-0, no passado mês de Dezembro. O conjunto de Amiais de Baixo apresenta-se com algum favoritismo para o encontro desta tarde, mas uma surpresa não pode ser excluída.

Em Ourém, uma bastante irregular equipa do At. Ouriense tem a visita do pendular Torres Novas, que, tal como o Amiense reunirá maior dose de favoritismo. Contudo, a imprevisibilidade do comportamento dos donos da casa deixa também todas as possibilidades em aberto. Até porque, curiosamente, a tendência dos últimos anos é bastante favorável aos oureenses, com três triunfos e três empates, apenas por uma vez tendo os torrejanos saído vencedores, já na distante época de 2011-12.

Por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, com o favoritismo teoricamente a pender para os maçaenses, mas numa eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada, com os escalabitanos a procurar o estatuto de “tomba-gigantes” nesta edição da prova.

Na última vez que os dois conjuntos se defrontaram em Santarém, em jogo da I Divisão Distrital, em 2014-15, uma temporada bastante negativa para os santarenos, que culminou com o último lugar e consequente despromoção, o desfecho foi de 5-3 a favor do Mação. Mas será difícil extrair ilações desse resultado para o desafio desta tarde, em que, à partida, nenhuma equipa poderá dar por antecipadamente garantido o apuramento para as meias-finais…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.03.2017)

À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

Após ter alcançado a proeza da dupla vitória sobre o líder (em Coruche e, na semana passada, em Tomar), o União desloca-se a Amiais de Baixo, para defrontar o Amiense, no “jogo grande” da jornada, podendo, em caso de triunfo, reduzir para um único ponto a diferença que o separa do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo seu opositor.

Não terá, contudo, tarefa fácil, pese embora o histórico recente aponte para um perfeito equilíbrio entre ambos, com três vitórias para cada clube e um empate, nas seis últimas temporadas, sendo que os tomarenses venceram nas últimas duas deslocações, em ambos os casos por tangencial 1-0.

Trata-se, portanto, de uma partida determinante na definição de uma posição no pódio, tal como o será igualmente o Samora Correia-Fazendense, duas equipas que repartem actualmente a 4.ª posição. Neste caso, o historial de confrontos entre ambos os conjuntos resume-se à temporada de 2010-11, então com vitória da turma de Fazendas de Almeirim por 1-0. Para esta tarde, não parece haver um favorito definido, não obstante o Fazendense surja em melhor forma, dado ter cedido um único empate nas últimas quatro jornadas, precisamente na semana passada.

No outro polo da tabela classificativa, na luta pela manutenção, no Empregados do Comércio-At. Ouriense a repartição de pontos poderá não desagradar por completo a nenhum dos contendores, dado que lhes permitiria consolidar posições. Estas duas formações apenas se cruzaram, em jogos do principal escalão, por duas vezes, com uma vitória para os “Caixeiros” (no ano passado, por 3-2) e um empate (em 2013-14, a 3-3).

Os extremos tocam-se também, com os dois primeiros classificados a defrontar os dois últimos, em posição muito desconfortável, abaixo da “linha de água”, em encontros em que o favoritismo vai todo para as duas equipas do cimo da pauta classificativa.

O líder, Coruchense, depois de ter visto interrompida a sua série triunfal de oito jogos, e de ter sido quebrada a sua invencibilidade ao longo de quase toda uma “volta” do campeonato, desloca-se a Benavente, para defrontar o “lanterna vermelha”, já sem esperança em evitar a descida, mas que, ao invés, vem de uma inesperada vitória no Cartaxo. Nas três vezes que se encontraram, regista-se também uma tendência de equilíbrio absoluto, com uma vitória para cada lado e um empate.

Por seu lado, o Riachense recebe o irreconhecível Cartaxo, a necessitar urgentemente de pontuar, dado o atraso de quatro pontos que regista já em relação ao Pego, primeira equipa acima da “linha de água” (isto, no pressuposto de que o Alcanenense assegure a manutenção no Nacional…). Curiosamente, na única vez em que estes dois clubes se encontraram nas últimas seis temporadas, exactamente na época passada, o Cartaxo (então na liderança do campeonato) foi a Riachos surpreender o adversário, vencendo por 2-0.

Em Torres Novas defrontam-se dois clubes históricos do Distrital, com os torrejanos a receber a visita do Mação, com ambos os clubes em posição tranquila, a meio da tabela, a poder aspirar ainda a melhorar a classificação. Desde a temporada de 2010-11, encontraram-se já por sete vezes, curiosamente com registo idêntico ao verificado no confronto entre Amiense e União de Tomar: três vitórias para cada lado, e um empate. Também, no que respeita às duas últimas épocas, a curiosidade da similitude com o União, neste caso também com os maçaenses a ganhar nos últimos dois jogos.

Por fim, em Almeirim, o União local recebe o Pego, num confronto sem historial recente, no qual os visitados se apresentam como favoritos, mas em que a necessidade pode aguçar o engenho dos pegachos…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.03.2017)

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