Rádio Hertz


Entrando na sua fase decisiva, o Campeonato Distrital da I Divisão continua a ser disputado, no que ao título e à promoção diz respeito, por dois candidatos, Coruchense e Riachense, pese embora a actual diferença de cinco pontos entre ambos, quando restam jogar oito encontros.

Nesta 19.ª jornada que hoje se realiza – tendo contado já com um jogo antecipado, entre Amiense-Torres Novas –, o destaque vai para o “jogo grande” entre Fazendense e Riachense, com a turma de Riachos, na perseguição ao líder, com mais uma missão de grande dificuldade, necessitando superar-se para não descolar ainda mais. Efectivamente, nos três desafios entre estas duas formações, realizados em Fazendas de Almeirim nos últimos seis anos, nunca o Riachense conseguiu vencer, tendo empatado por duas vezes (ambas a zero), e perdido no primeiro desses jogos. Acresce que o conjunto da casa continua a visar subir na tabela, pelo que se antevê um duelo muito repartido.

Por seu lado, o Coruchense desloca-se ao Pego, onde não deverá também esperar facilidades, perante uma equipa muito necessitada de pontuar, mas em que não deixará de se apresentar como favorito, pelas posições relativas que cada uma das equipas ocupa na tabela classificativa, uma vez que não existe registo de qualquer encontro entre ambas as formações nos últimos 15 anos, à excepção, naturalmente, do jogo da primeira volta, em Coruche, no qual o grupo do Sorraia venceu então por 2-0.

Outro jogo de interesse nesta ronda era também o Amiense-Torres Novas, antecipado para sexta-feira à noite, uma partida entre dois dos clubes com historial mais rico a nível Distrital, em que a tendência pendia para a formação de Amiais de Baixo, com quatro triunfos e um empate, nos últimos seis jogos entre os dois conjuntos, sendo que os torrejanos não conseguiram vencer desde a época de 2010-11.

Por seu lado, em Tomar, o União visa regressar rapidamente aos triunfos, na recepção a uma irreconhecível formação do Cartaxo, penúltimo classificado no campeonato, abaixo da “linha de água”, tendo somado escassas quatro vitórias, apenas uma delas fora do seu reduto, em Benavente, vindo de um desconsolado empate caseiro ante o Pego. Mas os tomarenses têm bem presente os dissabores já sofridos ante esta equipa na presente temporada, com um pesado desaire no campeonato, e a inglória eliminação na Taça do Ribatejo. Acresce que, também o histórico não é muito favorável, com apenas um triunfo dos unionistas em quatro jogos, precisamente na época passada, depois de três igualdades.

Na Ribeira de Santarém, os “Caixeiros”, vindos de um sensacional triunfo em Torres Novas, recebem a visita do Samora Correia, num encontro sem historial a nível do principal escalão do futebol distrital. Um desafio que se antecipa possa ser equilibrado, de difícil previsão, um jogo de “tripla”, eventualmente com ligeiro pendor para os donos da casa.

O At. Ouriense defronta, no seu terreno, o U. Almeirim, que ainda não conseguiu vencer fora do seu reduto. O histórico de confrontos entre estes dois clubes resume-se ao confronto da época passada, então com tangencial vitória dos oureenses, mercê de um solitário golo. Uma partida com algumas similitudes com a anterior, também de desfecho imprevisível, mas que poderá pender para a turma da casa, desde que consiga superar o trauma da goleada sofrida em Riachos na passada jornada.

Por fim, seria a grande surpresa da jornada caso o Mação não conseguisse vencer o Benavente, uma equipa já sem qualquer ambição neste campeonato, que não a de dignificar o nome e as cores do clube. Em sete vezes que se cruzaram, na I Divisão, nas últimas cinco presenças dos benaventenses neste escalão, registam-se quatro vitórias dos maçaenses e dois empates, tendo o Benavente obtido um único triunfo, já em 2011-12. Parece improvável que o possa vir a repetir esta tarde….

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.02.2017)

Arrumada que está mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, em que se destaca o afastamento dos finalistas da época passada (os actuais detentores do troféu, Fazendense, e Riachense), assim como a inglória eliminação do União de Tomar, no desempate da marca de grande penalidade, no Cartaxo, voltamos a concentrar-nos no campeonato.

Com a I Divisão Distrital a atingir a 18.ª jornada, entrando-se portanto no derradeiro terço da prova, sobressai, em especial, o confronto entre Samora Correia e União de Tomar, dois clubes que repartem actualmente o 4.º posto, e com a mira ainda apontada a um lugar no pódio. As últimas vezes que samorenses e unionistas se cruzaram no principal escalão foi na já distante temporada de 2010-11, com dois desafios em Samora, tendo o União ganho um (por 3-2) e empatado o outro (1-1). Com os samorenses a parecer passar por alguma crise de resultados, com duas derrotas sucessivas, a última delas, precisamente, em casa, ante o Torres Novas, esta poderá ser uma boa oportunidade para os tomarenses arrecadarem os três pontos em disputa.

As ambições dos dois clubes anteriores na presente edição do campeonato estão também, de alguma forma, condicionadas pelo desempenho do Amiense, actual 3.º classificado, com curta vantagem de três pontos, que até poderá dissipar-se já por completo, em função de uma sempre difícil visita a Almeirim, para defrontar o União local, ainda invicto no seu reduto, onde mantém uma sensacional série de sete vitórias consecutivas. As duas formações apenas se defrontaram por uma vez, na época passada, então com igualdade a duas bolas.

Quanto aos dois primeiros classificados, actuam nos respectivos terrenos, sendo favoritos, mas devendo estar de pré-aviso, perante adversários que não lhes facilitarão a tarefa.

O comandante, Coruchense, recebe o Mação (6.º classificado, mas apenas um ponto abaixo de samorenses e unionistas), apontando o historial recente para o favoritismo da turma do Sorraia: nas três vezes em que se encontraram em Coruche, dos campeonatos de 2013 a 2015, o grupo da casa venceu por duas vezes, apenas tendo consentido uma derrota, no final de 2012 num contexto distinto, numa ocasião em que procurava então escapar à despromoção ao escalão secundário.

Por seu lado, o Riachense terá a visita de um motivado At. Ouriense, com 18 golos marcados em quatro jogos da Taça do Ribatejo. A surpresa poderá estar à espreita, numa ronda em que a turma de Riachos procura pôr cobro a uma série de quatro jogos sem ganhar para o campeonato, e superar o trauma da eliminação caseira na Taça. Caso contrário, a formação do Sorraia, ganhando, poderia começar a encomendar as faixas… Também neste caso estes dois clubes se defrontaram por três vezes em anos recentes, e, igualmente, com dois triunfos para os “donos da casa”, depois, de no primeiro encontro, em 2012-13, terem sido desfeiteados no seu terreno.

Determinante para outras contas – as da luta pela fuga à despromoção – poderá ser o Cartaxo-Pego, em que, a haver uma equipa derrotada, ficará certamente em má condição, não apenas pontual, mas, sobretudo, anímica. Vindo de desfechos diametralmente opostos na Taça, os pegachos debatem-se ainda com uma série muito negativa de quatro desaires sucessivos, não ganhando já há oito jogos. Na única vez em que os destinos destas equipas se cruzaram, já na distante temporada e 2010-11, o At. Ouriense não deixou então os seus “créditos por mãos alheias”, goleando por 7-0. Esta tarde, antecipa-se que possa repetir o triunfo, mas, certamente, por números mais modestos…

Envolvendo também um conjunto ainda a passar por algumas aflições, pese embora a boa recuperação que vem encetando, apenas tendo perdido um dos seis últimos jogos para o campeonato, os Empregados do Comércio deslocam-se a Torres Novas, com os torrejanos a almejar dar continuidade à sua fantástica série de 14 jogos consecutivos de invencibilidade, aspirando a continuar a subir na pauta classificativa. Curiosamente, o histórico recente de confrontos entre ambos os emblemas dá nota de algum equilíbrio, com dois empates (nos últimos dois anos) e uma vitória torrejana.

Por fim, o “lanterna vermelha” e já praticamente sentenciado Benavente recebe o Fazendense, também a carpir as mágoas da eliminação na Taça, mas que se perfila como favorito para este encontro. Estas duas formações já se defrontaram por seis vezes, nas seis épocas mais recentes, com duas vitórias dos benaventenses, um empate e três triunfos para o grupo de Fazendas de Almeirim.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.02.2017)

Intercalada apenas pela disputa de uma ronda dos campeonatos distritais, no passado fim-de-semana, está de volta, quinze depois, a Taça do Ribatejo, agora para realização da eliminatória correspondente aos 1/8 de final, na qual marcam presença 12 clubes do principal escalão, a que se somam quatro da divisão secundária.

Começando pelos desafios entre primodivisionários, teremos, como “cabeça de cartaz”, o “derby” Riachense-Torres Novas (um reencontro, depois de se terem defrontado já na ronda inaugural da fase de grupos, então com triunfo da turma de Riachos por 1-0).

Por seu lado, no histórico recente de confrontos entre estas formações, a contar para o campeonato, disputados em Riachos, o grupo da casa leva ligeira vantagem, tendo ganho também na época transacta (2-1), registando-se uma igualdade na última vez que se defrontaram, em meados de Dezembro do ano passado (1-1). Vindo de quatro empates sucessivos no campeonato, o Riachense, finalista da Taça no ano passado, pretenderá impor o factor casa; veremos se os torrejanos, que não perdem há 13 jogos (desde 16 de Outubro) estarão pelos “ajustes”.

De imediato, envolvendo dois tradicionais candidatos à presença na final da prova, temos também um aliciante desafio entre Amiense e Fazendense, tendo a turma da casa atingido as 1/2 finais na época anterior, enquanto o conjunto de Fazendas de Almeirim é o actual detentor do troféu, sendo aliás o clube mais titulado da competição, que venceu já por quatro vezes.

Tendo perdido os dois últimos jogos do campeonato (intercalando tal desaire com a vitória ante o líder da I Divisão, Coruchense, na última ronda da Taça do Ribatejo), o Fazendense enfrentará tarefa difícil para seguir em frente, num sempre problemático terreno, num confronto de extremo equilíbrio, como é traduzido aliás pelo historial recente no campeonato, com sete jogos entre ambos em Amiais de Baixo, nas últimas seis temporadas, com uma única vitória para cada lado, e cinco empates.

No Cartaxo, a equipa da casa volta a cruzar-se com o União de Tomar, tal como sucedera na época passada, na mesma fase da prova, então em Tomar, com os unionistas a saírem vencedores no desempate da marca de grande penalidade, depois de uma igualdade a um tento – ante uma forte equipa, que viria a terminar a época como vice-campeão distrital, apenas superada pelo Fátima.

Um desafio muito difícil para os tomarenses, que, nas últimas cinco vezes que se deslocaram ao Cartaxo, em jogos a contar para o campeonato, apenas por uma vez evitaram a derrota, empatando a duas bolas, em 2014-15. Já esta época, aí foram severamente punidos, perdendo por 3-0.

Agora, num contexto distinto, espera-se que o União possa fazer valer a sua maior tranquilidade, perante uma aflita equipa do Cartaxo, que tem denotado sérias dificuldades para se libertar da zona de despromoção, que, de forma absolutamente inesperada, ocupa actualmente, tendo ganho apenas um dos últimos nove jogos no campeonato (isto, apesar de, na Taça, ter averbado três triunfos em outros tantos jogos, pese embora frente a dois adversários do escalão secundário e ao “lanterna vermelha” da I Divisão).

Por fim, o líder do campeonato, Coruchense, perfila-se como amplamente favorito, recebendo o Pego, conjunto que tem vindo de mais a menos, com quatro derrotas sucessivas no campeonato, onde não consegue vencer há oito jogos. Estas duas equipas apenas se defrontaram, já na corrente temporada, em Coruche, então com triunfo da turma do Sorraia por 2-0.

Nos encontros entre clubes de escalão diferente, aquele que se perspectiva de maior equilíbrio é o Benavente-U.Santarém, dois clubes em rotas opostas, com os benaventenses a caminho de regressar à II Divisão, enquanto os escalabitanos visam a promoção.

Nos últimos anos, estas formações apenas por uma vez se encontraram na I Divisão, em 2014-15, empatando a uma bola. As duas turmas defrontaram-se também, na época passada, na fase de disputa do título de Campeão da II Divisão, que o Benavente viria aliás a conquistar, tendo vencido então por 2-1.

Nos restantes três jogos, o favoritismo recai nas equipas da I Divisão, sobretudo nos dois casos em que actuam em casa.

No At. Ouriense-Glória do Ribatejo, os oureenses não deverão deixar escapar a oportunidade de seguir em frente, e isto apesar da vocação pela Taça que vem sendo revelada pelo conjunto da Glória nas últimas edições desta competição. Não obstante, na única vez em que se encontraram na I Divisão, já em 2012-13, o marcador fixou-se num tangencial 3-2, a favor dos visitados.

O Mação recebe o Moçarriense, actual líder da sua série da II Divisão, tendo a seu favor um historial recente muito favorável, tendo vencido nas três vezes que as equipas se defrontaram em Mação, para o campeonato, com um “score” global de 12-4!

Finalmente, no U. Abrantina-U. Almeirim, os almeirinenses terão de superar a barreira de jogar fora de casa, condição em que ainda não conseguiram vencer, nesta época, no campeonato, registando um único triunfo, em Benfica do Ribatejo, em jogo da Taça. Na única vez que se defrontaram em Abrantes, na época passada, o U. Almeirim ganhou então por categórica marca de 4-1. Resta saber até que ponto o grupo da casa conseguirá ou não repetir a exibição personalizada que fez em Tomar, que lhe proporcionou concluir a fase de grupos com o mesmo número de pontos dos tomarenses.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.02.2017)

Após a pausa para disputa da última jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, está de volta o Campeonato Distrital, prestes a entrar na sua fase decisiva, ao atingir-se o segundo terço da prova, nesta 17.ª ronda especialmente com dois aliciantes desafios envolvendo quatro dos cinco clubes da dianteira da pauta classificativa.

A abrir, é de assinalar a curiosidade de uma imediata “reedição” do confronto entre Fazendense e Coruchense, certamente com o líder da I Divisão a procurar rectificar a desfeita sofrida na Taça no passado fim-de-semana. No historial recente de confrontos entre ambas as equipas, em jogos a contar para o campeonato, em Fazendas de Almeirim, uma perfeita igualdade, com um triunfo para cada equipa e um empate, na última vez que se defrontaram, em 2014-15… um desfecho que se poderá repetir esta tarde.

Mas, se o guia não terá tarefa fácil, menos difícil não deverá ser a deslocação do 2.º classificado, Riachense, a Amiais de Baixo, ao terreno do 3.º classificado, Amiense, no que constituirá talvez uma das últimas hipóteses de a formação da casa se procurar aproximar do topo da tabela. Também neste caso temos a registar três encontros entre estes dois conjuntos, nos últimos seis anos, mas, aqui, com notória tendência favorável ao grupo visitado, com duas vitórias do Amiense e um empate.

Outra partida de interesse é a que coloca frente a frente o Samora Correia e o Torres Novas, que, na última vez que se cruzaram em Samora, já na distante temporada de 2010-11, resultou numa goleada a favor dos torrejanos, ganhando por 4-0. Hoje, a vitória dos forasteiros até poderá eventualmente repetir-se – embora possa ser mais previsível uma situação de empate –, mas certamente que não por marca tão dilatada.

Quanto ao União de Tomar, recebe o Pego, turma que vem de três desaires sucessivos para o campeonato. Também neste caso, as duas últimas vezes que estas equipas se encontraram no principal escalão ocorreu na época de 2010-11, então com duas goleadas dos unionistas, vencendo por 3-0 e por 4-1. Uma tendência que se antecipa possa confirmar-se, apresentando-se os tomarenses com claro favoritismo para este embate.

Os Empregados do Comércio têm a visita do U. Almeirim, sendo que estes dois clubes se defrontaram, na I Divisão, apenas por uma vez, na temporada passada, então num encontro sem golos. Um desfecho que também se afigura de alguma probabilidade para o jogo de hoje.

O Mação recebe o Cartaxo, tendo estes dois “onzes” sido adversários por cinco vezes nas últimas seis edições do campeonato, com quatro triunfos dos homens da casa, e apenas uma vitória para os cartaxeiros, já na época de 2010-11. Os maçaenses, bem melhor classificados que o seu opositor, apresentam-se também como favoritos para a partida de hoje.

Por fim, temos ainda o At. Ouriense-Benavente, curiosamente o confronto mais repetido nos últimos anos, de entre os duelos desta jornada, com seis encontros, igualmente com forte tendência caseira, com a formação de Ourém a ganhar por quatro vezes, tendo cedido apenas dois empates, ambos na temporada de 2011-12. Dada a trajectória que as duas equipas vêm realizando na prova desta época, os visitados são também amplamente favoritos, perante o “lanterna vermelha”.

Mais logo, veremos que surpresas nos reservarão os desafios desta tarde…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.01.2017)

O campeonato distrital está hoje em pausa, para disputa da última jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, na qual serão definidas as oito vagas restantes de acesso aos 1/8 de final da prova, após U. Tomar, Pego, U. Almeirim, Cartaxo, Coruchense, U. Abrantina, Glória do Ribatejo e Moçarriense terem garantido já o apuramento na ronda anterior, em função das duas vitórias que alcançaram nas duas partidas disputadas.

Para além destes oito clubes já apurados, existem outros em posição bastante vantajosa para garantir a qualificação, nomeadamente: o Amiense (que visita o Aldeiense, do escalão secundário); o Mação (que recebe o At. Ouriense, e, desde que não perca, poderá até deixar de fora a formação de Ourém, pese embora a goleada de 10-0 obtida pelo At. Ouriense na jornada anterior); o Riachense (visitado pelo Tramagal); e o U. Santarém (que recebe o Vale da Pedra).

Nesta ronda, teremos os seguintes encontros mais aliciantes, entre clubes do principal escalão: o já referido Mação-At.Ouriense, duas equipas que, nas últimas seis temporadas, se defrontaram em Mação, para o campeonato, por nove vezes, com 6 triunfos dos maçaenses (o último, por 4-1, já na presente época) e três empates.

Por outro lado, o Cartaxo-Benavente, que poderá possibilitar o apuramento dos benaventenses, eventualmente mesmo em caso de derrota, desde que o Marinhais não vença na Ribeira de Santarém, frente aos “Caixeiros”. Aqueles dois clubes encontraram-se, nos anos mais recentes, por três vezes no Cartaxo, com uma vitória dos cartaxeiros e dois empates.

E, por fim, o Fazendense-Coruchense, com a turma do Sorraia já apurada, mas o Fazendense, possivelmente, a necessitar pontuar, dada a expectável vitória do Samora Correia na Barrosa. Tal como no caso anterior, as duas formações cruzaram-se, em jogos do campeonato, nas Fazendas de Almeirim, por três vezes, com uma tendência de absoluto equilíbrio: um triunfo para cada lado e uma igualdade.

Outros encontros em que estará em jogo o apuramento para a fase seguinte da competição serão os seguintes:

  • Aldeiense-Amiense e Rio Maior-Pego, na Série 1, com os conjuntos de Amiais de Baixo e de Rio Maior actualmente igualados na 2.ª posição, ambos com 3 pontos;
  • Alferrarede-U. Atalaiense, na Série 2, em caso de a U. Atalaiense conseguir somar mais pontos (sendo expectável a sua vitória neste desafio) que o At. Ouriense na sua difícil deslocação a Mação;
  • Riachense-Tramagal, desta feita com a turma de Riachos certamente a não deixar escapar o triunfo, que lhe garantirá o apuramento; deixando paralelamente a outra vaga à mercê do Torres Novas, também amplamente favorito na recepção ao Espinheirense, na Série 4;
  • Empregados do Comércio-Marinhais, na Série 6, com a formação do escalão secundário ainda com eventuais possibilidades de apuramento, caso o Benavente seja derrotado no Cartaxo;
  • Santarém-Vale da Pedra, como que uma “final” na Série 7, em que está já apurado o Moçarriense;
  • Barrosense-Samora Correia, com os samorenses, notoriamente favoritos, à espera, caso confirmem o triunfo, de um eventual desaire caseiro do Fazendense, ante o também já apurado Coruchense, na Série 8.

Já sem impacto a nível das contas de apuramento, o U. Tomar recebe a U. Abrantina, para decisão do vencedor da Série 3 – estando ambos os clubes já qualificados.

Também na Série 5, Glória do Ribatejo e U. Almeirim garantiram já o apuramento, disputando o 1.º lugar da respectiva série, em encontro a disputar entre ambos, em Almeirim, onde os visitados têm ditado a sua “lei”…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.01.2017)

Com a disputa do título de Campeão agora praticamente resumida a dois candidatos – dada a vantagem que Coruchense e Riachense dispõem já sobre os seus mais directos perseguidores, na sequência dos desfechos das partidas da ronda anterior – o jogo de maior cartaz da 16.ª jornada será o clássico Torres Novas-União de Tomar, dois clubes históricos que se cruzam pela 88.ª vez em desafios de Campeonatos nacionais e distritais e Taças (de Portugal e do Ribatejo). Nos anteriores encontros, os torrejanos ganharam por 34 vezes, face a 37 dos unionistas, registando-se ainda 16 empates.

A tendência é contudo bastante distinta nos cinco confrontos disputados entre ambos, na cidade do Almonda, nos últimos seis anos, com o Torres Novas a triunfar por quatro vezes, contra apenas uma vitória unionista. Atendendo igualmente à campanha que os torrejanos vêm realizando, uma partida que se afigura de elevado grau de dificuldade para os tomarenses, pese embora se possa impor uma tendência de equilíbrio.

No que respeita aos dois primeiros da classificação perfilam-se ambos como amplamente favoritos nos respectivos compromissos, com o Coruchense a receber o At. Ouriense, enquanto o Riachense terá a visita dos Empregados do Comércio. Isto, apesar de o histórico recente desmentir tal vantagem teórica…

De facto, no caso do encontro entre a formação do Sorraia e a de Ourém, nas duas vezes que se encontraram nos anos mais recentes (nas épocas de 2012-13 e 2013-14), os visitados não conseguiram vencer, tendo sido o At. Ouriense (então a disputar os lugares cimeiros, tendo vindo mesmo a sagrar-se Campeão na segunda dessas temporadas) a ganhar uma das partidas, tendo-se registado um nulo na outra.

Já no caso do Riachense-Empregados do Comércio, apenas se defrontaram em Riachos na época passada, e contra as expectativas, foram então os “Caixeiros” a sair vitoriosos, por 1-0. Veremos se, esta tarde, oureenses e escalabitanos terão possibilidade de repetir a surpresa.

Outro desafio de especial interesse será o U. Almeirim-Samora Correia, entre dois dos clubes com maior potencial deste campeonato, com os almeirinenses, até agora, com dificuldade em traduzir tal potencial nos jogos em terreno alheio. As duas formações não têm historial recente de confrontos na I Divisão Distrital, dado não se defrontarem desde 2008-09. Nos jogos realizados em Almeirim nesta temporada, os donos da casa somam já seis vitórias em sete jogos, apenas tendo cedido um empate, pelo que a tendência lhes é altamente favorável.

Em jogo de crucial importância para os cartaxeiros, bastante carenciados de pontos para procurar escapar à zona perigosa da classificação, o Cartaxo recebe a visita do Fazendense, esperando poder fazer valer o historial de vantagem que revela nos últimos confrontos entre ambos: nas cinco ocasiões mais recentes em que se defrontaram no Cartaxo, os visitados ganharam por quatro vezes, apenas tendo consentido uma vitória ao grupo de Fazendas de Almeirim.

No Pego, os pegachos recebem um rival próximo, o Mação, em encontro que, nos últimos anos, apenas se disputou também já na distante época de 2010-11, então com triunfo dos maçaenses por 2-1. Antecipa-se que esta poderá ser mais uma partida com tendência para o equilíbrio.

Por fim, em Benavente, com a equipa da casa porventura já de alguma forma descrente das suas possibilidades de recuperação e de salvação (tendo acumulado desaires nas cinco últimas jornadas), cabe-lhe receber a visita do Amiense – agora também já sem grande esperança em poder chegar aos dois primeiros lugares –, num confronto bastante frequente no principal escalão do Distrital, que se repetiu já por oito vezes nas últimas seis temporadas, curiosamente com vantagem dos benaventenses, que triunfaram em três ocasiões, tendo empatado noutras quatro, tendo o conjunto de Amiais de Baixo vencido por uma única vez, já em 2012-13.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.01.2017)

Depois de um interregno de duas semanas, a propósito da quadra festiva, de Natal e Ano Novo, está de regresso o Distrital da I Divisão, para disputa da 15.ª jornada da prova.

Uma ronda com algumas particularidades: desde logo, o facto de se defrontarem os quatro primeiros classificados; assim, como, por outro lado, também as quatro equipas do fundo da tabela se encontram esta tarde. Por exclusão de partes, necessariamente, os seis clubes do meio da pauta classificativa cruzam-se também.

O líder Riachense, depois de um deslize caseiro, tendo cedido um empate ante o rival Torres Novas, desloca-se agora ao terreno do 4.º classificado, Samora Correia, num confronto sem historial recente, dado que a última vez que estas duas formações se encontraram foi na já distante temporada de 2008-09 (isto, exceptuando o encontro da primeira volta, em que os samorenses surpreenderam, vencendo nos Riachos, no que constitui, aliás, o único desaire sofrido pelo líder até agora). Dada a tendência repartida deste desafio, aparenta tratar-se de um jogo de “tripla”, pese embora a eventual vitória dos samorenses não deixasse de causar alguma surpresa.

Por seu lado, o outro dos principais candidatos ao título, Coruchense, visita o sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, casa do seu actual mais directo perseguidor, Amiense. A turma de Coruche, por curiosidade, a única que triunfou nos dois últimos encontros realizados na competição, enfrenta portanto um sério obstáculo, não obstante até ter registado duas vitórias nas últimas viagens ao terreno do adversário (a última delas por concludente 3-0), tendo sido batida por uma vez (em 2012-13). Tal como o anterior, esta é uma partida de difícil prognóstico, com tendência para o equilíbrio.

Fica, ainda, uma chamada de atenção adicional: na eventualidade de vitória dos visitados nos dois encontros referidos, tal recolocaria o campeonato “ao rubro”, com o quarteto da frente concentrado num intervalo de apenas 3 pontos… Ao invés, em caso de triunfos dos visitantes, ficaria desde já praticamente definido o par que disputaria o título, uma vez que o 2.º e 3.º classificados passariam, nesse cenário, a estar separados por um fosso de 8 pontos.

Passando para a parte baixa da pauta classificativa, o At. Ouriense recebe o Cartaxo, em encontro que poderá assumir contornos determinantes para a tranquilidade dos oureenses, os quais, em caso de vitória, poderão dilatar a sua vantagem sobre a “linha de água” para confortáveis sete pontos. Por seu lado, os cartaxeiros, a atravessar uma “série negra” de seis desaires sucessivos, necessitam pontuar como de “pão para a boca”… Nos últimos seis anos, em quatro ocasiões que estas equipas se cruzaram na I Divisão, a vantagem pende para a equipa da casa, com 2 vitórias e 2 igualdades.

Outro desafio em que muito estará em jogo será o que opõe os dois últimos classificados, Empregados do Comércio e Benavente, que se perfila como verdadeiramente decisivo para os benaventenses, que, em caso de derrota (e apresentam, nesta altura, também um registo negativo, de quatro desaires consecutivos), se poderá antecipar que dificilmente conseguirão escapar à despromoção à II Divisão. Nas duas vezes que se defrontaram no principal escalão, em Santarém, duas vitórias para os “Caixeiros”, que obtiveram mesmo uma goleada (5-1) em 2013-14.

No “miolo” da tabela classificativa, temos ainda a particularidade de mais outros três cruzamentos de interesse, seguindo a hierarquia da classificação, com os três mais bem classificados a defrontar as três equipas posicionadas já na segunda metade da classificação.

Efectivamente, o Fazendense (actualmente no 5.º lugar) recebe o 10.º classificado (Pego), sendo claro favorito, apesar de vir de três jogos sem vitória. Por paradoxal que possa parecer, curiosamente, na única vez em que se defrontaram nas últimas seis temporadas (já em 2010-11), até foram os pegachos a obter então o triunfo, por 2-1, o que, a repetir-se, seria a grande surpresa desta ronda. Em qualquer caso, o grupo das Fazendas estará já prevenido, dado que foi desfeiteado no terreno deste mesmo adversário, no desafio da primeira volta.

Por seu lado, o 6.º classificado (U. Almeirim) desloca-se a Torres Novas, para defrontar o clube que ocupa actualmente a 9.ª posição, o qual – depois de cinco derrotas na seis primeiras jornadas – não mais voltou a perder, mantendo-se invicto há 8 jogos. Estes dois conjuntos apenas se encontraram na temporada passada, então com vitória torrejana por 3-1. Esta tarde, o encontro poderá ser algo mais equilibrado.

Finalmente, o 7.º e 8.º classificados, encontram-se em Tomar, com o União a receber o Mação, que, depois de um ciclo de quatro derrotas sucessivas, não perde há… quatro jogos. Um contraponto vincado em relação aos unionistas, que, nas últimas quatro partidas disputadas no campeonato foram desfeiteados por três vezes, apenas tendo vencido em Fazendas de Almeirim, no fecho da primeira volta. Neste confronto entre dois “habitués” da I Divisão Distrital – ambos com presença ininterrupta na prova nos últimos 11 anos –, a tendência das últimas seis épocas até é favorável aos maçaenses, que por três vezes ganharam em Tomar, apenas tendo sido derrotados numa ocasião (em 2013-14). Têm a palavra os unionistas, de forma a começar a procurar inverter já hoje este pendor…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.01.2017)

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