Rádio Hertz


Com o título de Campeão Distrital da I Divisão já matematicamente conquistado, o Mação-Fazendense desta tarde – que, noutras circunstâncias, seria um desafio de grande cartaz – será a oportunidade para a consagração dos maçaenses junto do seu público, com os visitantes a procurar juntar-se ao U. Tomar, como únicas equipas a conseguir manter a invencibilidade perante o novo Campeão.

As duas equipas vêm, nas jornadas mais recentes, de trajectórias antagónicas, tendo o Mação ganho os dois últimos jogos, enquanto o Fazendense somou dois desaires, o último dos quais traduziu a quebra da sua invencibilidade caseira.

Nas sete últimas temporadas, Mação e Fazendense defrontaram-se, no reduto dos primeiros, por nove vezes, com supremacia dos maçaenses, que averbaram quatro vitórias, para além de quatro empates, apenas tendo registado uma única derrota, há três anos. Hoje, em dia de festa, os donos da casa pretenderão desforrar-se da desfeita sofrida nas Fazendas de Almeirim…

Noutro encontro entre duas das equipas mais credenciadas da prova, o U. Tomar recebe o Samora Correia, num embate que se antevê equilibrado, pese embora o histórico recente aponte para uma tendência favorável aos unionistas, que registaram duas vitórias e um empate, nas três ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, nos últimos sete anos. Curiosamente, ambas as equipas vêm de derrotas na ronda anterior (no caso dos samorenses, aliás, contando agora dois desaires, depois de um excelente ciclo de seis triunfos sucessivos).

Também na disputa pelo 2.º lugar – o que constituirá agora o maior aliciante, até final da competição –, o Torres Novas parece ser, em teoria, a equipa com tarefa mais facilitada nesta 24.ª jornada, recebendo o “lanterna vermelha”, Empregados Comércio, já matematicamente despromovido. Curiosamente, nas quatro vezes que se defrontaram em jogos a contar para a I Divisão Distrital, regista-se absoluto equilíbrio, com um triunfo para cada lado (o dos “Caixeiros”, obtido na época passada) e duas igualdades. Não obstante, seria grande a surpresa se os torrejanos não vencessem a partida desta tarde.

Por seu lado, igualmente ainda envolvido em tal luta, o Ferreira Zêzere enfrenta difícil saída até Almeirim. Não existindo histórico de confrontos recentes entre ambos no principal escalão, os almeirinenses perfilam-se como favoritos no jogo de hoje, podendo somar o terceiro triunfo consecutivo, depois de uma terrível série de cinco desaires.

No Amiense-Riachense, qualquer outro resultado que não a vitória do conjunto de Riachos traduzir-se-á na confirmação da sua descida, no que constituirá um sério revés para o clube vice-campeão da época passada. Os donos da casa venceram os dois últimos jogos (somam, aliás, três vitórias nas quatro jornadas mais recentes), ao contrário do Riachense, que segue com duas derrotas.

Nas quatro vezes em que se defrontaram em Amiais de Baixo, em jogos da I Divisão, nas últimas temporadas, nunca os visitantes conseguiram ganhar, somando o Amiense dois triunfos e dois empates. É, também, favorito esta tarde.

No Cartaxo, temos um encontro entre duas equipas já absolutamente tranquilas, sem preocupações quanto à sua classificação e, também, sem poder aspirar a muito mais que o 9.º e 8.º lugares que actualmente ocupam, respectivamente, Cartaxo e At. Ouriense.

Nas cinco vezes que se encontraram nos últimos anos, por curiosidade, não houve lugar ainda a qualquer empate, com três vitórias dos cartaxeiros e dois triunfos da formação de Ourém. Veremos se os visitados conseguirão melhorar o seu registo caseiro nesta época, em que, até agora, perderam mais vezes (cinco) do que as que ganharam (quatro).

Por fim, na Moçarria, um encontro entre duas equipas desencantadas, uma já matematicamente despromovida, e, a outra, praticamente a seguir-lhe os passos. Tal como sucede com o Riachense, qualquer outro resultado que não a vitória da turma de Abrantes significará também a sua descida ao escalão secundário.

Em anos anteriores, estes dois clubes defrontaram-se por três vezes, em jogos a contar para a I Divisão Distrital, com uma vitória dos donos da casa e dois triunfos dos visitantes. Esta tarde, um eventual empate não surpreenderia.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.04.2018)

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Depois da “festa da Taça” estão de regresso as emoções do campeonato, na sua 23.ª jornada, em que se destacam as difíceis saídas dos dois primeiros classificados.

O líder, Mação, desloca-se a Samora Correia, equipa que viu quebrado, na ronda anterior (em Amiais de Baixo), um excelente ciclo de seis vitórias. Em caso de triunfo, os maçaenses poderão, inclusivamente, festejar já esta tarde a inédita conquista do título, desde que os mais directos rivais, U. Tomar e Fazendense não vençam as suas partidas.

Porém, nas duas ocasiões em que os dois clubes se defrontaram, nos últimos sete anos, o melhor que o Mação conseguiu foi um empate, tendo-se registado, na época passada, uma vitória dos samorenses, por 4-2. Atendendo ao comportamento recente dos donos da casa, embora este seja um claro desafio de tripla, o empate afigura-se como um cenário possível.

Por seu lado, o União de Tomar visita Torres Novas, no reeditar do clássico mais repetido no futebol do Distrito: será a 90.ª vez que estes dois clubes rivais se cruzam em jogos de campeonatos (Nacionais e Distritais) e taças (de Portugal e do Ribatejo)!

Nos 89 encontros anteriores, os unionistas registam ligeira vantagem: 38 triunfos, contra 34 dos torrejanos, para além de 17 empates. Porém, a estatística muda radicalmente de figura, se considerarmos apenas as partidas disputadas em Torres Novas nas sete últimas temporadas: em seis jogos realizados, quatro vitórias dos donos da casa, um empate e uma vitória do União, já em 2013-14.

No contexto actual, com três pontos apenas a separarem as 2 equipas – depois da derrota do Torres Novas em Mação –, este parece ser um desafio com cariz muito similar ao anterior, de prognóstico imprevisível, que poderá ditar, em caso de triunfo torrejano, o restabelecer de uma muito inesperada igualdade pontual entre ambas as formações, quando ficarão a faltar apenas três rondas para o final da competição…

O outro dos 2.º classificados, Fazendense, recebe a visita do Amiense, porventura agora um pouco mais tranquilo, em função da garantia de permanência do Fátima no Nacional – o que significa que se evita o descalabro que seria a despromoção de cinco clubes ao escalão secundário –, mas ainda não totalmente descansado, perante a perspectiva de poder eventualmente vir a cair ainda na zona perigosa da tabela, de que dispõe, nesta altura, de vantagem de cinco pontos (em relação a Riachense e U. Abrantina).

O grupo das Fazendas (único a manter a invencibilidade em jogos no seu terreno) vem de um desaire (no “derby, ante o U. Almeirim), interrompendo – num percurso que partilha com o Torres Novas – séries de três vitórias sucessivas nas jornadas precedentes; por seu lado, o Amiense vem de um animador triunfo, frente ao Samora Correia.

Nas oito ocasiões que se defrontaram nos últimos anos, curiosamente, não há registo de qualquer empate, com cinco vitórias do Fazendense e três do Amiense. Os visitados são claramente favoritos, mas a necessidade de pontos poderá aguçar o engenho do conjunto de Amiais…

A equipa do Ferreira do Zêzere que, fruto da campanha que  vem realizando, com o excelente 4.º lugar que ocupa, superou largamente as expectativas, terá a visita do incaracterístico Cartaxo, num desafio sem historial recente a nível do principal escalão.

Ambos os clubes vêm de vitórias na última jornada, alcançadas frente a equipas que lutam desesperadamente pela manutenção (Moçarriense e Riachense), não sendo de afastar a possibilidade de os cartaxeiros voltarem a surpreender em terreno alheio, condição em que averbaram já cinco triunfos (entre eles, em Mação, Tomar e Samora Correia!).

O jogo mais “pacífico” desta jornada deverá ser o At. Ouriense-Moçarriense, com os donos da casa praticamente já com a manutenção garantida, ao invés do grupo da Moçarria, que poderá inclusivamente ver selada matematicamente a sua despromoção, já nesta jornada. Nas três vezes que se defrontaram, nos últimos anos, registo de duas vitórias para os visitados e um empate. Esta tarde, o conjunto de Ourém perfila-se com amplo favoritismo.

Para o fim, ficam as duas partidas em que estará mais acesa a disputa pela manutenção (e, ainda assim, condicionada pelo desempenho do Coruchense no Nacional): o Riachense-U. Almeirim e o Empregados do Comércio-U. Abrantina.

Pese embora jogue em casa, tal não será sinónimo de maiores facilidades para a turma dos Riachos, não obstante a estatística o parecer desmentir: as duas equipas defrontaram-se duas vezes, nas duas últimas épocas, com triunfo dos visitados em ambos os encontros. Porém, o contexto é bem distinto esta temporada, não surpreendendo se os almeirinenses pontuassem.

Na Ribeira de Santarém, os “Caixeiros”, também já praticamente despromovidos (poderão ver igualmente confirmada a descida, já nesta ronda), procurarão reagir à severa goleada sofrida no jogo da Taça, ante o Mação (1-7). Nas duas ocasiões em que receberam a U. Abrantina, ganharam uma vez, empatando o outro jogo. Tal como no caso anterior, a conjuntura desta época é bem diferente, sendo também expectável que a U. Abrantina possa conseguir um resultado positivo, de que tão carenciada se encontra.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.04.2018)

Os campeonatos distritais continuam a aguardar o desfecho das meias-finais da Taça do Ribatejo, de que, esta tarde, se disputará a 2.ª mão.

O União de Tomar, que recebe o União de Santarém, parece ter “meio caminho andado” para uma inédita presença na Final da Taça do Ribatejo, depois do importante triunfo averbado na capital do Distrito, que proporcionou que, no total de 41 jogos em que ambos os clubes se defrontaram até hoje, ao longo do seu historial, a contar para campeonatos nacionais e distritais e Taça do Ribatejo, passassem a estar numa situação de absoluto equilíbrio, com 14 vitórias para cada lado e 13 empates.

Não obstante, nas últimas sete vezes que se disputou este “clássico” do futebol a nível do Distrito, desde a época de 2007-08, esta foi a sexta vitória dos tomarenses, tendo-se registado um único empate. A última derrota dos nabantinos perante o opositor desta tarde data já da longínqua temporada de 2004-05.

Num sempre arriscado exercício de “futurologia”, pode especular-se que, se as probabilidades de apuramento, à partida, seriam de 65/35%, poderão ter passado agora – na sequência do desfecho da 1.ª mão –, talvez para 80/20%.

Para poder contrariar esta tendência, o conjunto escalabitano teria forçosamente de ganhar: se o conseguisse fazer por margem de um golo, tal implicaria a necessidade de desempate da marca de grande penalidade, apurando-se no caso de vencer por vantagem superior.

Aos tomarenses, respeitando o adversário, caberá assumir o favoritismo, natural, de uma equipa que disputa os primeiros lugares da I Divisão, frente a um oponente do escalão secundário, procurando nova vitória, sabendo que uma igualdade no jogo de hoje lhes assegurará a presença no Entroncamento, na sua estreia na grande “festa da Taça”, mas, paralelamente, estando conscientes do risco que poderia significar o “jogar para o empate”.

Por seu lado, o “quase Campeão” Mação, que enfrentou inesperadas dificuldades para evitar novo desaire, no seu reduto, ante o “lanterna vermelha” do campeonato, deixou tudo em aberto para a segunda mão da eliminatória, a decidir hoje, na Ribeira de Santarém, frente aos Empregados do Comércio.

De facto, numa enorme surpresa, na passada sexta-feira, os maçaenses apenas evitaram novo desaire caseiro, no penúltimo dos seis minutos de tempo de compensação, ao apontar o golo que restabeleceria o empate (2-2), já depois de, por duas vezes, se terem visto em desvantagem no marcador.

Mais, em três jogos disputados esta temporada entre o 1.º e o último classificado do campeonato, aos 6-0 com que o Mação “brindara” os “Caixeiros” ainda há menos de três semanas, contrapõem-se dois empates – curiosamente, quase a “papel químico”, ambos pela mesma marca, e, nas duas ocasiões, com o grupo da Ribeira de Santarém a deixar escapar o triunfo já ao expirar de cada um desses encontros.

Os actuais detentores do troféu eram, “no papel”, largamente favoritos (90/10%); as probabilidades terão descido agora para a ordem dos 60/40% (ainda a favor do Mação, atendendo à desproporção de recursos entre ambos os contendores, bem manifestada nas posições que ocupam no campeonato, mas tendo em consideração que o jogo se disputa em terreno alheio), sendo de notar que apenas a vitória de qualquer das equipas garantirá o apuramento. Em caso de novo empate, no desafio desta tarde, ver-se-iam forçadas à “lotaria dos penalties”.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.04.2018)

Em Sexta-feira Santa, os campeonatos distritais dão espaço à entrada em cena da Taça do Ribatejo, para disputa da 1.ª mão das meias-finais da competição.

Em Mação, os extremos cruzam-se, com o líder do campeonato a receber o “lanterna vermelha”, não devendo esquecer-se que os jogos de Taça têm características especiais…

O actual detentor do troféu, Mação (que o conquistou, na final da época passada, ao superar, no desempate da marca de grande penalidade, o Campeão Distrital, Coruchense – bisando a conquista que alcançara já, na temporada de 2007-08), defronta os Empregados do Comércio (equipa finalista da Taça em 2011-12 e semi-finalista em 2014-15).

Para chegarem a esta fase, os maçaenses começaram por deixar para trás, na fase de grupos, o At. Ouriense e o Aldeiense (vencendo a sua série, onde se apurou também o União de Tomar), eliminando depois o Fazendense (nos 1/8 de final, por categórico 3-0) e, nos 1/4 de final, o Samora Correia, por ainda mais contundente goleada de 6-0! Um percurso “perfeito”, até à data, com cinco vitórias em outros tantos jogos disputados.

Por seu lado, os “Caixeiros” – também vencedores da sua série, à frente do Samora Correia –, tendo afastado, na fase de grupos, o Moçarriense e o Barrosense, superaram de seguida, o Alferrarede (1/8 de final) e o Ferreira do Zêzere, no desempate da marca de grande penalidade, nos 1/4 de final.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos nesta competição, estes dois clubes defrontaram-se, em Mação, por cinco vezes, precisamente nas últimas cinco temporadas, em jogos a contar para a I Divisão Distrital, com um registo bastante favorável aos donos da casa, com três triunfos e um empate, tendo os “Caixeiros” averbado uma única vitória, logo na época de estreia no principal escalão.

A última vez que se cruzaram é bem recente, datando de há menos de três semanas, com o desfecho a ser uma pesada goleada, por 6-0, naturalmente a favor do Mação. Veremos o que conseguirão fazer esta tarde os Empregados do Comércio, para procurar manter viva, pendente de decisão para a 2.ª mão, esta eliminatória.

No outro desafio desta ronda, em Santarém, encontram-se as equipas com ataques mais realizadores dos dois escalões, respectivamente União de Santarém (II Divisão) e União de Tomar (I Divisão), pelo que os tomarenses não deixarão de estar também de sobreaviso perante o potencial ofensivo demonstrado pelo adversário.

O União de Santarém venceu o galardão em disputa na longínqua época de 1978-79, logo na segunda edição da prova, enquanto o União de Tomar tem como melhor desempenho na Taça do Ribatejo o da época de 2002-03, em que atingiu as meias-finais, desempenho que apenas agora consegue repetir.

A formação da capital do Distrito começou por se superiorizar, na fase de grupos, a Pontével, Vale da Pedra e Forense (numa série com quatro clubes da II Divisão), tendo eliminado, nos 1/8 de final, a U. Atalaiense, com uma goleada, também por 6-0, para, nos 1/4 de final, à semelhança do outro clube do município santareno, terem afastado o Torres Novas, igualmente no desempate da marca de grande penalidade.

Quanto ao União de Tomar, depois de ter ficado à frente do At. Ouriense e do Aldeiense, na fase de grupos, foi ganhar a Amiais de Baixo, nos 1/8 de final, tendo batido o Glória no Ribatejo nos 1/4 de final.

Por curiosidade, num “clássico” bem repartido, entre dois históricos do Distrito, os dois clubes defrontaram-se já, em jogos de campeonatos nacionais e distritais, por um total de 40 vezes, com 13 vitórias dos nabantinos, 13 empates e 14 triunfos dos escalabitanos – nunca antes se tendo cruzado em jogos de Taça.

Porém, nos últimos dez anos, há registo de um único embate em Santarém, na época de 2014-15, em desafio a contar para a I Divisão Distrital, então com vitória dos tomarenses, por 2-0, numa temporada em que os escalabitanos finalizariam a prova no 14.º último lugar da classificação, de que decorreu a consequente descida ao escalão em que actualmente militam, não tendo sido bem sucedidos na fase de disputa da promoção nos dois últimos anos.

Esta tarde, teremos uma partida necessariamente de contornos distintos, desde logo por se tratar de um confronto a eliminar, que dará acesso à final da Taça – fase nunca atingida pelos tomarenses no seu longo historial –, cujo desfecho será a definir em duas mãos, não sendo expectável que nada fique já decidido neste jogo.

Tendo em devida conta o potencial do adversário, a actuar no seu reduto, e moralizado por novo apuramento para a fase final de apuramento de Campeão da II Divisão (pelo terceiro ano consecutivo), o União de Tomar procurará também dar continuidade à impressionante série de 27 jogos consecutivos (todos os realizados na presente época) sempre a marcar!

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.03.2018)

Não obstante o título de Campeão parecer poder estar “entregue”, o campeonato distrital da I Divisão prosseguirá, esta tarde, com novas partidas de grande aliciante.

Desde logo, o líder, Mação, procurará superar mais uma etapa no seu percurso a caminho do tão ambicionado título, defrontando um dos actuais 3.ª classificados, Torres Novas.

Todavia, os torrejanos não serão certamente o adversário mais apetecível que os maçaenses poderiam ter nesta fase: por um lado, mantêm um ciclo de três vitórias sucessivas, que, aliás, ampliam para cinco triunfos nas seis últimas jornadas.

Acresce, por outro lado, que, em termos históricos, nas suas deslocações a Mação, o Torres Novas tem sido a grande “besta negra” dos maçaenses: de facto, nos últimos sete anos, em oito jogos aí disputados, os visitados conseguiram vencer por uma única vez, tendo sido desfeiteados por nada menos de seis vezes (e, praticamente em todas elas, por mais de um golo de diferença), as últimas nas duas temporadas mais recentes. Veremos se o comandante conseguirá, hoje, inverter esta tendência fortemente adversa.

Por sua vez, ao seu agora mais directo concorrente, Fazendense, ainda na luta por uma possibilidade de chegar ao 1.º lugar, caberá enfrentar aquele que será o “mais difícil” de todos os adversários, num “derby”, no terreno do U. Almeirim, grupo que, de forma absolutamente inacreditável, acumula já cinco desaires sucessivos.

Em anos anteriores, estes dois rivais apenas se defrontaram, no principal escalão, por duas vezes: na época passada, triunfou o grupo das Fazendas de Almeirim; na edição anterior, tinham sido os donos da casa a vencer.

Para esta tarde, atendendo também ao percurso que o Fazendense vem fazendo, somando já um total de oito empates, tendo perdido apenas duas partidas, a repartição de pontos poderá ser um cenário a considerar.

O U. Tomar, que terá de superar rapidamente a desilusão sofrida já em período de compensação do jogo com o líder (que, porventura, poderia ter dado origem a uma eventual reviravolta na tendência da prova), necessita manter o foco, visando agora o 2.º lugar, recebendo a visita do “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, adversário que goleou já, nesta época, na Ribeira de Santarém, por 5-2.

Porém, será necessário ter em atenção que, nas quatro vezes que os dois clubes se defrontaram em Tomar, os “Caixeiros” conseguiram impor o nulo já por duas ocasiões, tendo o União vencido apenas nas duas últimas épocas.

O Samora Correia, com uma fantástica série de seis vitórias consecutivas (que se segue a uma fase em que acumulou sete desaires em oito jogos disputados no campeonato, a que acresceu então, ainda, a goleada sofrida em Mação, para a Taça do Ribatejo) desloca-se ao reduto de Amiais de Baixo, onde encontra uma equipa ainda a necessitar de pontos para procurar escapar à zona intranquila da tabela classificativa.

Nas três vezes que se defrontaram nos últimos anos, o Amiense venceu em duas ocasiões, tendo empatado o outro encontro. Este parece ser outro jogo talhado para nova igualdade.

Um absolutamente tranquilo Ferreira do Zêzere, com um sensacional desempenho, actual 5.º classificado, somente a dois pontos da 3.ª posição, visita a Moçarria, para defrontar uma formação com destino praticamente traçado, do Moçarriense, com uma segunda volta muito pobre (a pior de todos os concorrentes), em que somou um único empate, tendo perdido todos os restantes sete desafios.

Não havendo histórico de confrontos recentes entre ambos os clubes na I Divisão, é expectável que os visitantes possam pontuar esta tarde.

O Cartaxo, talvez a equipa mais irregular ao longo de todo o campeonato, tornando praticamente imprevisível qualquer antevisão de resultado dos jogos em que actua, recebe a visita do Riachense, formação ainda em situação delicada na pauta classificativa, pese embora a recuperação segura que tem vindo a empreender, tendo registado uma única derrota nas oito jornadas já realizadas nesta segunda volta.

Em anos anteriores, estes dois clubes históricos do Distrito apenas se cruzaram no principal escalão, precisamente nas duas últimas épocas, com partidas com muitos golos, com uma vitória para cada lado: há duas temporadas, os cartaxeiros golearam por 4-1; no último campeonato, foi o conjunto dos Riachos a impor-se por 5-3. Pese embora o teórico favoritismo dos visitados, o desafio que será disputado esta tarde afigura-se como um jogo de tripla, se atendermos ao comportamento do Cartaxo no seu reduto.

Por fim, em Abrantes, uma equipa em fortes apuros, U. Abrantina, com uma trajectória surpreendentemente negativa (não voltou a vencer, depois de ter desfeiteado o Mação e o U. Tomar, acumulando já cinco desaires sucessivos), recebe o At. Ouriense, ainda não completamente descansado, dado não dispor de garantia matemática de manutenção, mas que, ao invés, atravessa uma fase positiva, sem perder há quatro jogos.

Por curiosidade, nas três ocasiões em que se defrontaram em Abrantes, a formação de Ourém venceu em todas as partidas, incluindo uma goleada de 6-1. O conjunto da U. Abrantina necessitará dar o seu melhor se pretende conservar ainda esperanças na manutenção (a qual, nesta altura, parece também fortemente condicionada pelo que for o desempenho do Fátima e Coruchense no Nacional).

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 25.03.2018)

Eis-nos chegados à hora do “tudo ou nada”: sem entrar em mais conjecturas sobre resultados futuros até final do campeonato, no imediato, apenas resta uma opção ao União de Tomar: vencer, esta tarde, o Mação, único desfecho que lhe permitirá continuar ainda a “sonhar”…

No entanto, há plena consciência das dificuldades a superar, desde logo pelas circunstâncias específicas deste absolutamente crucial embate, mas, também, pelo próprio historial recente.

De facto, nas sete vezes que os dois clubes se defrontaram em Tomar, nas últimas sete temporadas, o União de Tomar apenas por duas ocasiões conseguiu sair vencedor, precisamente na época passada e, antes disso, em 2013-14. Ao contrário, os maçaenses ganharam por três vezes (todas elas, sucessivamente, entre 2010-11 e 2012-13), a que acrescem ainda dois empates. Uma missão árdua… mas não impossível!

Na expectativa do que suceder em Tomar estará o Fazendense – única equipa ainda invicta em casa e a que soma menos derrotas no campeonato –, que, em caso de conjugação favorável de resultados, até poderá sair desta 21.ª ronda com a sua eventual candidatura ao título bem reforçada, caso consiga vencer, no seu terreno, um desconcertante Cartaxo, com uma gritante incapacidade de vencer os jogos que disputa em casa, mas que ganhou nada menos de cinco dos dez desafios que realizou em terreno alheio.

Estas duas equipas cruzaram-se, em Fazendas de Almeirim, nos últimos anos, por seis vezes, com uma tendência a favorecer os donos da casa, com quatro triunfos, face a duas vitórias dos cartaxeiros, ambas na já distante temporada de 2010-11. Embora o Fazendense tenha de ser creditado como favorito para o jogo de hoje, até nem seria de todo surpreendente se se registasse o único desfecho ainda não verificado entre ambos: o empate…

Outra vez na “mó de cima”, fruto de quatro vitórias nas cinco jornadas mais recentes, o Torres Novas, que retomou o 4.º lugar, afinal, apenas dois pontos abaixo do União de Tomar, terá a visita do Amiense, vindo de dois brilharetes, em Mação e frente aos tomarenses. Ainda não totalmente liberto de preocupações, o grupo de Amiais de Baixo procurará prolongar a sua série de resultados positivos.

E até pode recorrer ao histórico recente, dado ter vencido os torrejanos, no seu próprio reduto, na época passada. Todavia, se recuarmos uns anos mais, o Torres Novas apresenta um registo de quatro vitórias nos sete últimos encontros entre ambos, tendo perdido por duas vezes, tendo havido ainda uma igualdade.

Descendo na hierarquia da tabela classificativa, o Samora Correia, em verdadeira “maré alta”, traduzida num magnífico ciclo de cinco triunfos consecutivos, recebe um U. Almeirim, em perfeito contraponto, dado acumular já uma série de quatro desaires sucessivos!

Por curiosidade, estes dois clubes históricos do Distrito apenas se cruzaram, na principal divisão, nos últimos anos, uma única vez, na época passada, então com um empate a uma bola. Poderá tal desfecho repetir-se esta tarde, quebrando assim, simultaneamente, as duas séries em curso por parte de ambos os adversários?

Em Ferreira do Zêzere, uma já absolutamente tranquila formação da casa recebe a U. Abrantina, ao invés, em posição bem delicada, repartindo o 11.º e 12.º lugares com o Riachense, que poderão vir a ser posições (ambas, ou, pelo menos, uma delas) de despromoção.

Não havendo registo de confrontos entre estes clubes na I Divisão Distrital, as duas últimas vezes que se defrontaram, no terreno dos ferreirenses, então a contar para o escalão secundário, foi na época passada, com triunfo dos ferreirenses na fase final, de apuramento do Campeão e de promoção, depois de os abrantinos se terem imposto na fase regular do campeonato. A atravessar uma fase bem negativa, de quatro desaires consecutivos, os visitantes terão de se aplicar para quebrar tal sequência.

O “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, praticamente já com o seu destino sentenciado, regressando ao segundo escalão após cinco temporadas sucessivas na divisão principal, recebe o At. Ouriense, que já só poderia vir a ser ainda afectado por um eventual completo descalabro das equipas representantes do Distrito no Nacional. De qualquer forma, mais valerá jogar pelo seguro, pelo que os oureenses não desaproveitarão a oportunidade de somar pontos.

Nas três vezes que se defrontaram em Santarém, contudo, nunca os visitantes conseguiram vencer, tendo os “Caixeiros” ganho por duas ocasiões (aliás, na temporada passada, com uma goleada, por 4-0), empatando o outro jogo.

Por fim, em Riachos, uma partida com contornos que não se adivinhariam há um ano, com as duas equipas, Riachense e Moçarriense – arespectivamente antepenúltimo e penúltimo classificados –, desesperadamente, a procurar escapar aos lugares de despromoção.

Apesar do triunfo averbado pelos visitantes na última vez que se defrontaram, há duas épocas, o Riachense perfila-se como favorito à vitória, embora não seja expectável que possa aproximar-se da goleada alcançada em 2012-13, então com uma robusta marca de 7-1!

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 18.03.2018)

O líder, Mação, continua a esbanjar pontos em casa, tendo perdido nada menos de oito pontos, nos seus três últimos desafios na condição de visitante, não conseguindo concretizar os sucessivos “match-points” de que tem beneficiado para colocar “ponto final” no campeonato.

Voltando a jogar no seu reduto, frente ao “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, os maçaenses – que, na segunda volta do campeonato, não conseguiram ainda alinhar dois êxitos sucessivos – têm mais uma ocasião soberana para consolidar a sua candidatura ao título.

Em anos anteriores, os dois clubes cruzaram-se, no principal escalão, por quatro vezes, mas o histórico até nem é tão desequilibrado quanto se poderia esperar: duas vitórias para os “donos da casa”, um empate, e um triunfo dos “Caixeiros”, há três épocas. Esta tarde, a ocorrer qualquer desfecho que não uma convincente vitória do guia – o que parece de todo improvável –, tal poderia fazer aumentar ainda mais a dúvida…

Por seu lado, o União de Tomar – que, até agora, conseguiu vencer apenas em três das dez deslocações que fez no campeonato (ficarão a faltar-lhe apenas mais dois jogos fora de casa, em Torres Novas e nas Fazendas de Almeirim) – terá mais um “osso duro de roer”, na visita ao tradicionalmente difícil campo de Amiais de Baixo, para defrontar uma equipa do Amiense que continua em zona intranquila, a necessitar de somar pontos, depois do surpreendente nulo que foi arrancar a Mação.

Nesta partida entre dois emblemas históricos do Distrito, ambos com 15 presenças na I Divisão Distrital nos últimos 16 anos (neste ponto, apenas igualados pelo… Mação), os unionistas levam vantagem nos anos mais recentes, com quatro vitórias contra três do adversário, para além de um empate. Mais, os tomarenses venceram em Amiais de Baixo nas suas quatro últimas visitas, incluindo o encontro, já esta temporada, a contar para a Taça do Ribatejo. O que, obviamente, não traduzirá menores dificuldades para esta tarde, em mais um desafio em que os “rubro-negros” terão de dar tudo.

O Fazendense, 3.º classificado, e que ainda não terá abdicado de pensar no 1.º lugar (de que dista 7 pontos, a 7 jornadas do termo do campeonato), não deverá também esperar facilidades na deslocação à Moçarria, onde encontrará uma formação do Moçarriense também a necessitar somar pontos. Por curiosidade, os almeirinenses venceram, até agora, apenas por três vezes em jogos fora de casa, o mesmo número de derrotas caseiras sofridas pelo seu opositor desta tarde.

Nas quatro vezes que se defrontaram naquele terreno, a tendência é de absoluto equilíbrio, com uma vitória para cada lado e dois empates. O que, a repetir-se esta tarde, não seria surpreendente.

O sensacional Ferreira do Zêzere – a par do Samora Correia, actualmente a equipa que mais pontos somou na segunda volta – terá também um difícil obstáculo em Ourém, no At. Ouriense, que visa garantir, o mais cedo possível, uma posição tranquila na tabela classificativa. Não existindo histórico de confrontos entre ambas as equipas, o factor casa poderá eventualmente ser determinante.

Em Almeirim, o União, sem nada a perder – mas a pretender rectificar a sua classificação, bastante penalizada pela série de três desaires sucessivos que tem em curso –, recebe o também já tranquilo Torres Novas (com três triunfos nas últimas quatro jornadas), num jogo que promete aliciante futebol positivo, com ambas as formações em busca da vitória. Nos dois últimos anos, uma vitória para os visitados e um nulo, na época passada.

Um cariz similar poderá ter o encontro entre Cartaxo e Samora Correia, com os visitantes – agora a atravessar um excelente ciclo de quatro triunfos –, a procurar explorar a irregularidade dos cartaxeiros, que apenas somaram três triunfos nos nove jogos disputados no seu terreno. Porém, o histórico recente aponta para duas vitórias caseiras, em outros tantos jogos realizados entre ambos.

Por fim, em Abrantes, os “pontos” deverão estar bem “caros”, com a U. Abrantina – vinda de três derrotas sucessivas, depois dos brilharetes ante Mação e U. Tomar – a receber o Riachense, com ambas as equipas em posição delicada, sobretudo o grupo dos Riachos, sob ameaça de despromoção ao segundo escalão, situação que seria inaudita em mais de três décadas. Em anos anteriores, o favoritismo penderia para os visitantes, como aliás o comprova o facto de terem ganho na última vez que se encontraram, há duas temporadas, após um empate anterior. Esta tarde, porém, o conjunto da casa pretenderá fazer valer a sua força, pensando em afastar-se da zona intranquila da classificação.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 11.03.2018)

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