Taça Portugal


Santa Clara – Chaves
Rio Ave – Silves*
Sp. Braga – Praiense
Leixões** – Anadia
Cova Piedade** – D. Aves
Lusitano Vildemoinhos – Sporting
FC Porto – Belenenses
Marítimo – Feirense
Sp. Covilhã** – Moreirense
Montalegre – Águeda
Paços Ferreira** – Casa Pia
Penafiel** – V. Setúbal
Sp. Espinho – Boavista
U. Madeira – V. Guimarães
Benfica – Arouca**
Tondela – Vale Formoso*

* Distritais
** II Liga

Jogos a disputar no fim-de-semana de 24 e 25 de Novembro.

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Sertanense-Benfica – 0-3
Vila Real*-FC Porto – 0-6
Moura-Marítimo – 0-0 (0-0 a.p.) (3-4 g.p.)
Valenciano*-V. Guimarães – 0-7
Loures-Sporting – 1-2
Fátima-Boavista – 1-4
Armacenenses-V. Setúbal – 1-2
Torreense-Rio Ave – 1-5
São Martinho-Moreirense – 0-1
Lusitano Vildemoinhos-Nacional – 2-2 (4-3 a.p.)
Cova Piedade**-Portimonense – 2-1
Mirandela-Feirense – 1-1 (1-2 a.p.)
Amora-Belenenses – 3-3 (3-4 a.p.)
Felgueiras-Sp. Braga – 0-1
Maria da Fonte-Santa Clara – 1-2
Estoril**-Tondela – 1-1 (1-1 a.p.) (3-4 g.p.)
Pedras Salgadas-Chaves – 1-4
Sacavenense-D. Aves – 1-3
Vale Formoso*-Coimbrões – 2-2 (4-3 a.p.)
Casa Pia-Angrense – 2-1
Silves*-Chaves (clube) – 0-0 (2-1 a.p.)
Limianos-Covilhã** – 0-2
Farense**-Arouca** – 1-3
Montalegre-Oriental – 1-1 (2-1 a.p.)
Fafe-Penafiel** – 0-0 (0-0 a.p.) (2-4 g.p.)
Paços Ferreira**-Gafanha – 2-0
U. Madeira-U. Santiago Cacém* – 2-0
Sp. Espinho-Ac. Viseu** – 2-2 (3-3 a.p.) (11-10 g.p.)
Santa Iria-Praiense – 0-2
Águeda-Louletano – 1-0
Vilafranquense-Anadia – 0-4
Leixões**-Amarante – 3-1

Garantiram o apuramento para a 4.ª eliminatória (1/16 de final) da Taça de Portugal:

  • 16 equipas da I Liga (eliminados o Nacional e o Portimonense);
  • 6 da II Liga (Arouca, Cova Piedade, Leixões, Paços Ferreira, Penafiel e Sp. Covilhã);
  • 8 do Campeonato de Portugal (Águeda, Anadia, Casa Pia, Lusitano Vildemoinhos, Montalegre, Praiense, Sp. Espinho e U. Madeira);
  • 2 dos Distritais (Silves e Vale Formoso)

Realizou-se hoje o sorteio dos jogos da 3.ª eliminatória (1/32 de final) da Taça de Portugal da temporada de 2018-19, a disputar no próximo dia 21 de Outubro, abrangendo os 46 clubes apurados na 2.ª eliminatória a – 9 clubes da II Liga (**), 32 do Campeonato de Portugal e 5 dos Distritais (*) –, para além dos 18 clubes da I Liga, que iniciam agora a sua participação na prova.

O alinhamento dos 32 jogos  é o seguinte (com os clubes da I Liga, nos primeiros 18 jogos listados, na condição de visitantes):

Sertanense-Benfica
Vila Real*-FC Porto
Moura-Marítimo
Valenciano*-V. Guimarães
Loures-Sporting
Fátima-Boavista
Armacenenses-V. Setúbal
Torreense-Rio Ave
São Martinho-Moreirense
Lusitano Vildemoinhos-Nacional
Cova Piedade**-Portimonense
Mirandela-Feirense
Amora-Belenenses
Felgueiras-Sp. Braga
Maria da Fonte-Santa Clara
Estoril**-Tondela
Pedras Salgadas-Chaves
Sacavenense-D. Aves
Vale Formoso*-Coimbrões
Casa Pia-Angrense
Silves*-Chaves (clube)
Limianos-Covilhã**
Farense**-Arouca**
Montalegre-Oriental
Fafe-Penafiel**
Paços Ferreira**-Gafanha
U. Madeira-U. Santiago Cacém*
Sp. Espinho-Ac. Viseu**
Santa Iria-Praiense
Águeda-Louletano
Vilafranquense-Anadia
Leixões**-Amarante

O pulsar do campeonato - 2018-19 - TPortugal-TRibatejo

(“O Templário”, 04.10.2018)

Repescado da 1.ª eliminatória, o Fátima foi uma das cinco equipas que mais se evidenciaram na 2.ª ronda da Taça de Portugal, a par de Pedras Salgadas, Águeda, Sacavenense e Limianos, tendo eliminado, respectivamente, os seguintes clubes da II Liga: Oliveirense, Académica, Famalicão, Varzim e Mafra. Por seu lado, na jornada inaugural da Taça Ribatejo, o Marinhais averbou, na Glória do Ribatejo, um resultado que ficará para a história de ambas as formações.

Destaques – Recebendo um adversário de escalão superior, o Fátima impôs-se à turma de Oliveira de Azeméis – o que nunca antes conseguira, nas quatro ocasiões em que se haviam cruzado na II Liga, nas épocas de 2009-10 e 2010-11 –, mercê de um solitário tento, o suficiente para passar a ser o único representante do Distrito entre os 64 clubes apurados para a próxima fase da Taça de Portugal, fase a partir da qual entrarão em cena as equipas primodivisionárias.

Na Taça do Ribatejo, no “derby” salvaterrense, entre dois recém-promovidos à divisão principal, de valia sensivelmente aproximada – que, aliás, haviam repartido triunfos por margem tangencial nos jogos que disputaram na época precedente –, o conjunto da Glória do Ribatejo foi desfeiteado, no seu próprio reduto, pela vizinha equipa de Marinhais, sofrendo um desfecho de todo imprevisível, uma rotunda goleada de 6-0, um resultado que, por boas e más razões (consoante a perspectiva…), certamente não será esquecido durante muitos anos.

Merecem ainda referência, pela robusta expressão do “placard”, as vitórias do Cartaxo, também no município de Salvaterra de Magos, ante o Salvaterrense (7-0), assim como do Pego, na recepção ao Aldeiense (5-0), ou do Coruchense (4-0 ao Espinheirense). Por outro lado, é igualmente de assinalar o empate (1-1) imposto pelo Moçarriense, face ao favorito U. Almeirim.

Confirmações – Quanto aos outros dois clubes do Distrito, que agora se despediram da Taça de Portugal, confirmaram-se as dificuldades já antecipadas, no confronto perante grupos de escalão e argumentos superiores: no caso do Torres Novas, foi também goleado, por 4-0, no seu terreno, pelo Maria da Fonte; tendo o U. Tomar sido igualmente batido, por 0-3, pelo Vilafranquense.

Sem, de todo, se questionar a justiça do resultado, este foi um desfecho pesado face ao que ambos os conjuntos apresentaram dentro das quatro linhas, com os tomarenses a registar a sua melhor exibição da temporada, encarando o adversário “olhos nos olhos”, assumindo a iniciativa, sem recear o superior potencial do oponente, nem se refugiar em tácticas defensivas.

Aliás, ao longo dos primeiros 45 minutos, e, à medida que o relógio avançava, e o grupo ia ganhando confiança – perante uma formação vilafranquense que sempre denotou respeitar o adversário – várias vezes a imagem que transpareceu foi a de que este terá sido o jogo no qual o U. Tomar se sentiu porventura mais “confortável” a explanar o seu fio de jogo, mais consentâneo face ao tipo de futebol praticado no escalão superior àquele em que milita. Assim, num encontro bastante repartido, sem que tivesse havido registo de soberanas oportunidades de golo, o nulo que se registava ao intervalo era um bom prémio ao esforço de todos os unionistas.

Para a segunda metade, era expectável que o conjunto de Vila Franca de Xira entrasse mais pressionante e a colocar maior intensidade no jogo. Não obstante, acabou por ser algo fortuita a forma como, ainda cedo, antes do quarto de hora, chegou ao tento inaugural, numa transição rápida, a “queimar” a linha de fora-de-jogo. Apesar da situação de desvantagem, o União não se ressentiu, prosseguindo a sua boa actuação, pese embora o guardião Nuno Ribeiro tenha sido, então, chamado a duas ou três notáveis intervenções, em salvaguarda da sua baliza, enquanto, na zona nevrálgica do terreno, o capitão Nuno Rodrigues ia pautando o jogo da sua equipa.

A quatro minutos do final, os nabantinos dispuseram de uma flagrante oportunidade para igualar o marcador, com a bola, com um efeito caprichoso, a “desviar-se” milimetricamente das redes contrárias. No lance imediato, outra vez muito rápido, e, também, a suscitar eventuais dúvidas sobre a sua regularidade, os visitantes ampliavam para 2-0, sentenciando a eliminatória. O terceiro golo, apontado em cima dos 90 minutos foi já castigo excessivo para o labor unionista, que, dentro das suas condicionantes, perdeu (bem) o jogo, mas terá ganho uma equipa…

Surpresas – Para além das proezas já antes referidas em relação à Taça de Portugal, que resultaram na eliminação de cinco equipas da II Liga (a que acresce o apuramento, perante equipas do Nacional, de Vila Real e Silves, ambos a militar nos Distritais), a principal surpresa da Taça do Ribatejo foi o empate do Ortiga frente ao U. Santarém (1-1), com os escalabitanos a evitar o desaire apenas já na fase derradeira do encontro.

De assinalar, ainda, igual desfecho no Benavente-Fazendense. Em relação ao 2-0 com que o Pontével derrotou os Empregados do Comércio – grupo recém-despromovido da I Divisão – só mais adiante será possível aquilatar se se terá tratado efectivamente de uma surpresa.

Antevisão – Neste fim-de-semana estão de regresso os campeonatos, com as atenções focadas num “clássico” entre dois históricos do futebol distrital, U. Santarém-U. Almeirim, de prognóstico reservado; assim como, em paralelo, no Fazendense-U. Tomar, com os tomarenses, em mais um difícil desafio, ansiando por colocar termo à “seca” de golos, assim como retomar o rumo dos resultados positivos, procurando colocar termo a uma prolongada série de desaires, já de quatro partidas (antes disso, agendado para o feriado de 5 de Outubro, os tomarenses disputarão o jogo que foi adiado da jornada inicial da Taça do Ribatejo, recebendo o Tramagal).

Na I Divisão, menção ainda a outros confrontos de especial interesse: Alcanenense-Cartaxo, Samora Correia-Torres Novas, para além da curiosidade de Amiense e Ferreira do Zêzere se reencontrarem (agora em Amiais de Baixo), imediatamente após, no passado domingo, os ferreirenses terem ganho, em casa, por 1-0, em jogo da Taça.

A II Divisão terá a sua jornada inaugural, com a estreia absoluta da equipa “B” do União de Tomar, a receber a regressada formação do Sardoal. Por seu lado, o Riachense defronta o Tramagal, enquanto o também revindo Abrantes e Benfica (no âmbito da fusão operada com a U. Abrantina) terá a visita do Aldeiense. A Sul, destaque para o Rio Maior-Moçarriense.

Por fim, no Nacional, o Fátima terá uma difícil deslocação a Sintra, onde encontrará o líder, Sintrense, enquanto o Mação, numa curta viagem até Oleiros, procurará – entretanto já com Rui Gaivoto a substituir José Torcato – quebrar o enguiço de cinco derrotas consecutivas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Outubro de 2018)

U. Tomar U. TOMAR – Nuno Ribeiro, Diogo Gaspar, Filipe Cotovio, Allan Peixoto, Kiko, David Vieira, Nuno Rodrigues (c.), Rafael Faustino (65m – André Lopes), Rui Pedro Lopes (75m – Flávio Graça), Diogo Pereira (45m – Pedro Pires) e João Pedro Nascimento

(suplentes – João Brito, Bruno Monteiro, Telmo Ferreira e Daniel Bento)

VilafranquenseVILAFRANQUENSE – Nélson Pinhão (53m – Rodrigo Nascimento), Paulo Antunes, Diogo Izata, Hamadou Anta Diagne (53m – Giovani Rosa), Luís Pinto, Marco Grilo, Ragner, Joazimar Conceição “Stehb”, Daniel Almeida, Frederico Duarte “Fred” (59m – Igor Villela) e Pedro Garcia

0-1 – Pedro Garcia – 58m
0-2 – Pedro Garcia – 87m
0-3 – Giovani Rosa – 90m

Cartões amarelos – Nuno Rodrigues (37m) e Rafael Faustino (62m); Hamadou Anta Diagne (21m) e Daniel Almeida (37m)

Árbitro – Pedro Viveiros  (Madeira)
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Pedras Salgadas – Académica** – 1-0
Portalegrense* – Farense** – 0-3
Caçadores Taipas – Arouca** – 0-1
Alverca – Ac. Viseu** – 0-3
Águeda – Famalicão** – 1-0
Sacavenense – Varzim** – 2-1
Condeixa* – P. Ferreira** – 1-3
Cesarense – Covilhã** – 1-1 (1-2 a.p.)
Trofense – Penafiel** – 2-3
Leça – Leixões** – 0-3
Limianos – Mafra** – 2-1
Gondomar – Cova Piedade** – 1-2
Fátima – Oliveirense** – 1-0
Vasco Gama – Estoril** – 0-1
V. Sernache* – Sertanense – 1-3
U. Tomar* – Vilafranquense – 0-3
Vila Real* – Sanjoanense – 2-2 (2-2 a.p.) (5-4 g.p.)
Fafe – Sp. Ideal – 1-0
Caldas – Gafanha – 1-2
Vila Flor* – Amarante – 0-5
Beneditense* – Armacenenses – 0-3
Rio Tinto* – Moura – 1-4
Silves* – Paredes – 2-1
Santa Iria – Lourinhanense* – 3-1
Praia Mil Fontes* – Valenciano* – 2-5
Oliveira Hospital – Lusitano Vildemoinhos – 1-1 (1-1 a.p.) (3-5 g.p.)
Peniche – Montalegre – 1-3
Casa Pia – Montijo – 2-0
Anadia – Aljustrelense* – 3-1
Merelinense – União Madeira – 0-3
Eirense* – Torreense – 0-3
Lusitano Évora* – Oriental – 0-0 (1-3 a.p.)
Gil Vicente – Chaves (clube) – 0-1
Praiense – Pinhalnovense – 5-1
Vale Formoso* – U. Leiria – 0-3 (U. Leiria sancionado com derrota por utilização irregular de jogador)
G.R. Amigos Paz* – U. Santiago Cacém* – 2-4
Sp. Espinho – Sintrense – 0-0 (0-0 a.p.) (6-5 g.p.)
Torres Novas* – Maria da Fonte – 0-4
Beira-Mar* – São Martinho – 0-1
Silgueiros* – Angrense – 0-2
Real – Mirandela – 0-0 (0-0 a.p.) (4-5 g.p.)
Amora – Sp. Lamego* – 8-0
Mirandês – Coimbrões – 2-3
Felgueiras – Joane* – 2-0
Loures – Oleiros – 1-0
Valadares Gaia* – Louletano – 0-1

* Clubes dos Distritais
** Clubes da II Liga

Na eliminatória seguinte (1/32 final), os (18) participantes da I Liga juntar-se-ão aos (46) apurados desta 2.ª eliminatória (9 clubes da II Liga, 33 do Campeonato de Portugal e 4 dos Distritais – Vila Real, Silves, Valenciano e U. Santiago Cacém).

Por curiosidade, 9 das 22 equipas que haviam perdido na 1.ª eliminatória e que foram entretanto repescadas, avançam na prova: Coimbrões, Fátima, Louletano, Lusitano Vildemoinhos, Mirandês, Montalegre, U. Santiago Cacém, Valenciano e Vilafranquense.

Actualização a 04.10.2018 – Tendo o U. Leiria sido sancionado com derrota devido a utilização irregular de jogador, passam a ser 32 os clubes do Campeonato de Portugal que prosseguem em prova, enquanto o contingente dos Distritais passa a ser de 5, com o apuramento do Vale Formoso, de S. Miguel, Açores (que, já na 1.ª eliminatória, beneficiara também da repescagem por sorteio).

Hertz

Após a disputa das duas primeiras jornadas do Distrital da I Divisão, o campeonato sofre este fim-de-semana um primeiro interregno, para dar entrada em cena às Taças, de Portugal e do Ribatejo.

No que respeita à “prova-rainha” do futebol nacional, Taça de Portugal, na sua 2.ª eliminatória, estão ainda em competição três representantes do Distrito (após a repescagem de Fátima e Torres Novas), mas a tarefa de qualquer um deles não se afigura nada fácil, não obstante – precisamente num reverso do sucedido na eliminatória inicial – todos eles actuarem nos respectivos redutos… todavia perante opositores de escalão superior.

O Fátima – que, de forma algo surpreendente, perdeu na eliminatória inaugural, em Oleiros, tendo tido a sorte de ser repescado – recebe a Oliveirense, da Liga de Honra, equipa que ocupa actualmente o 13.º posto, que reparte com outros quatro concorrentes, somente um ponto acima do “lanterna vermelha”, Arouca. A possibilidade de “haver Taça” existe, mas tal implicará um Fátima ao seu melhor nível.

Estas duas equipas cruzaram-se já, aquando da passagem dos fatimenses pelo segundo escalão, nas épocas de 2009-10 e 2010-11, sendo que, em quatro jogos, a turma de Fátima o melhor que conseguiu foi um empate (em casa), tendo perdido por três vezes.

Quanto ao Torres Novas, terá a visita do Maria da Fonte, um dos 7.º classificados da Série A do Campeonato de Portugal. Tendo em atenção o que tem sido o desempenho dos torrejanos neste arranque de temporada – derrotas na 1.ª ronda da Taça de Portugal, ante os “Amigos da Paz”, de Pousos, do Distrital de Leiria, e, no campeonato, na Glória do Ribatejo, a que se seguiu um nulo na recepção ao Alcanenense – , seria uma surpresa positiva se conseguisse passar à eliminatória seguinte.

Por fim, o U. Tomar – vencedor na Idanha-a-Nova, na estreia nesta edição da prova – será anfitrião do Vilafranquense, actual vice-líder da Série C do Nacional (a mesma na qual milita o Fátima), perfilando-se-lhe uma tarefa hercúlea, dado o diferencial de recursos entre ambas as formações.

Mas a Taça é festa, e, recuando à última vez que os dois clubes se cruzaram, na já distante época de 1994-95, os tomarenses causaram sensação, empatando em Vila Franca de Xira (2-2), com os donos da casa – que terminariam esse campeonato no 2.º lugar, em igualdade pontual com o vencedor (Mafra) –  a evitar a derrota (depois de ter estado a perder por 0-2) somente mercê de uma grande penalidade convertida por… Rui Vitória!

Aliás, na época anterior a essa, os unionistas haviam já empatado (então, a zero) em Vila Franca, tendo mesmo vencido em Tomar (1-0). Mas, no dia de hoje, as condições são bastante distintas, pelo que só um União a superar-se, conjugando com um dia menos conseguido do adversário, poderá permitir acalentar o sonho de avançar na prova.

Deverá ainda recordar-se, por outro lado, que o Vilafranquense começara inclusivamente por ser “afastado”, na primeira ronda, pelo Caldas, no desempate da marca de grande penalidade, tendo acabado por beneficiar igualmente da repescagem para chegar ao jogo de hoje.

Quanto à Taça do Ribatejo, que terá esta tarde a sua jornada de estreia, na fase de grupos, o actual detentor do troféu (União de Tomar) teve de adiar o seu jogo ante o Tramagal, chamando a atenção os seguintes quatro confrontos:

  • Alcanenense-At. Ouriense, entre duas equipas que integram o septeto da “liderança” no campeonato distrital. As últimas vezes que estas formações se defrontaram em Alcanena datam já das épocas de 2010-11 e 2011-12, com algum equilíbrio, traduzido em dois triunfos dos donos da casa, um empate e uma vitória dos forasteiros. Não surpreenderia se o At. Ouriense conseguisse hoje obter um resultado positivo.
  • Ferreira do Zêzere-Amiense, entre a equipa-sensação da temporada anterior, para já a denotar algumas dificuldades neste arranque de época, que a fazem partilhar com o U. Tomar a cauda da tabela, e um histórico do futebol distrital, já vencedor do troféu por três vezes. Na partida que disputaram, na temporada passada, a contar para o campeonato, os ferreirenses venceram, então por 1-0. Esta tarde, a tendência será também para um jogo equilibrado.
  • Moçarriense-U. Almeirim, entre um conjunto recentemente despromovido ao segundo escalão distrital – e que fará hoje o seu jogo de estreia, a nível oficial, na presente época – e um dos favoritos aos lugares cimeiros da I Divisão. No campeonato passado, os almeirinenses foram vencer à Moçarria por tangencial 1-0… mas, em 2015-16, haviam sido derrotados. Esta tarde, os visitantes são claramente favoritos, mas terão de o demonstrar no difícil reduto contrário.
  • Glória do Ribatejo-Marinhais, num “derby” do município de Salvaterra de Magos, entre dois recém-promovidos à divisão principal, que começaram por dar boa conta de si na estreia (os visitados derrotaram o Torres Novas, tendo os visitantes ido empatar a Samora Correia), mas que foram, ambos, batidos na passada semana. Na época precedente, então na II Divisão, defrontaram-se por duas vezes na Glória, com empate na primeira fase e triunfo do Marinhais na fase final. Em suma, um jogo de tripla.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.09.2018)

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