Hertz

Numa jornada recheada de encontros que se antecipam de grande equilíbrio, destacam-se, em especial, três jogos: desde logo, o que opõe, em Abrantes, o líder e um dos actuais vice-líderes, com os locais a receberem o Alcanenense; por outro lado, temos o Fazendense-Coruchense, que coloca frente a frente o 2.º e 3.º classificados à altura da interrupção do campeonato anterior; em Amiais de Baixo, encontram-se dois históricos do futebol distrital, com a recepção do Amiense ao Mação.

O líder isolado, até agora 100% vitorioso, Abrantes e Benfica, terá a visita do Alcanenense, que também ainda não perdeu, repartindo, de forma surpreendente, a 2.ª posição com o Samora Correia.

As duas equipas não se defrontam no principal escalão desde tempos imemoriais, sendo os abrantinos favoritos, esta tarde, a somar mais um triunfo, consolidando a sua condição na tabela classificativa.

Em relação ao Fazendense-Coruchense, os dois clubes defrontaram-se por cinco vezes nas últimas sete temporadas, com tendência favorável ao grupo do Sorraia, que obteve duas vitórias, contra apenas um triunfo da turma das Fazendas e, este, já na relativamente distante época de 2012-13, para além de dois empates, o desfecho verificado na partida mais recente, há dois anos.

Na prova em curso, o Fazendense é uma das quatro equipas que ainda não perdeu, ocupando o 5.º posto, imediatamente após o seu adversário desta tarde. Encontrando-se o factor casa limitado pelos motivos conhecidos, este será mais um jogo de tripla.

Em Amiais de Baixo, a turma local recebe o Mação, com os dois emblemas a pretenderem rectificar a má imagem deixada nas duas rondas anteriores, em que somaram quatro desaires.

Trata-se do embate mais vezes repetido, com onze encontros entre ambos nos últimos dez anos, com 4 vitórias do Amiense, 5 empates e dois triunfos dos maçaenses (obtidos nos quatro anos mais recentes).

Esta época, à partida, o Mação disporá de argumentos superiores, pelo que será favorito, mas uma nova igualdade também é uma possibilidade forte.

Por seu lado, o U. Tomar, depois de uma “folga” na semana passada – devido ao adiamento do jogo com o Moçarriense –, enfrenta mais um importante teste, com difícil deslocação a Rio Maior, onde é importante que a equipa consiga reagir ao percalço sofrido em Samora Correia.

Na única vez que se defrontaram, na época passada, os tomarenses venceram por 3-1, mas terão de estar ao seu melhor nível para poderem repetir o triunfo esta tarde.

O outro dos actuais 2.º classificados, Samora Correia, desloca-se à Glória do Ribatejo, para defrontar uma equipa que conseguiu rectificar da melhor forma um mau arranque, tendo vencido o Coruchense e empatado em Torres Novas.

As duas equipas defrontaram-se nas duas últimas temporadas, com triunfo dos samorenses em 2018-19 e empate a um na época finda. Em mais um jogo em que se antecipa grande equilíbrio, a repartição de pontos é também uma boa possibilidade.

O Cartaxo recebe o Riachense, equipa que regista um positivo início de campeonato.

Os dois clubes defrontaram-se por quatro vezes em temporadas recentes (desde 2015-16), com três vitórias dos donos da casa (as duas últimas por tangencial 1-0) e um triunfo da formação dos Riachos, por inusitados 5-3, em 2016-17.

Hoje, não obstante os forasteiros tenham vindo a dar boa conta de si, os cartaxeiros serão favoritos a triunfar.

O Moçarriense, que vem de uma pausa forçada, desde a estreia na prova, já há três semanas, terá a visita do Ferreira do Zêzere, que intercalou entre duas goleadas sofridas em casa um inesperado triunfo em Amiais de Baixo.

Nas duas ocasiões em que se cruzaram na divisão principal, em 2017-18 e na época passada, os ferreirenses triunfaram nos dois desafios, tendo vencido por categórica marca de 3-0 no último embate entre ambos.

Esta tarde espera-se um encontro mais repartido, mas o conjunto de Ferreira poderá aproveitar a possível falta de ritmo dos visitados.

No Entroncamento, a outra equipa recém-promovida, ainda sem se ter estreado a marcar, e somando três derrotas em outros tantos jogos, recebe o Torres Novas, que não conseguiu ainda vencer, sendo antepenúltimo classificado, posição nada condizente com o seu historial.

No emblema da cidade ferroviária regista-se a curiosidade de o Presidente do clube assumir, precisamente a partir desta jornada, a responsabilidade pela direcção técnica da equipa, acumulando também a função de treinador.

Não obstante os torrejanos poderem ter algum favoritismo, em perspectiva está também a possibilidade de o Entroncamento pontuar pela primeira vez neste campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 25.10.2020)

Hertz

Depois de três dos principais candidatos aos primeiros lugares terem ficado a zeros na jornada passada, “marcando passo” a nível pontual, a 3.ª ronda da I Divisão Distrital tem como grande aliciante o confronto entre Mação e Abrantes e Benfica.

Estas duas equipas apenas se defrontaram uma única vez, na época passada, então com um empate a uma bola.

No desafio desta tarde, os maçaenses pretenderão rectificar o desaire sofrido nas Fazendas de Almeirim, mas recebem um dos actuais dois líderes, que triunfou nas duas jornadas iniciais, e que não pretenderá ver interrompido este seu bom arranque de campeonato. Pese embora algum teórico favoritismo da equipa da casa, este será um jogo de tripla.

O outro líder, Alcanenense – recém-promovido da II Divisão –, contando já com duas vitórias em terreno alheio (na Glória do Ribatejo e no Entroncamento), recebe o Fazendense, que, depois de um arranque em falso, com um empate nos Riachos, bateu o Mação.

Os emblemas de Alcanena e das Fazendas apenas se cruzaram no escalão principal, em anos recentes, na temporada de 2018-19, então com triunfo do Alcanenense, goleando por 4-1. Recuando ao início da década, temos outros três encontros, com duas vitórias dos donos da casa e um empate. Ou seja, um histórico adverso ao Fazendense, que, veremos se conseguirá começar hoje a inverter tal tendência.

Tal como o grupo das Fazendas, também o Cartaxo – depois da goleada sofrida em Tomar na estreia e tendo visto o seu jogo da 2.ª jornada adiado –, sendo igualmente favorito, terá uma missão arriscada, na deslocação a Ferreira do Zêzere, cujo grupo vem moralizado pela vitória arrancada em Amiais de Baixo.

Os ferreirenses e os cartaxeiros encontraram-se nas três últimas temporadas, com balanço repartido: um empate, uma vitória do Cartaxo em 2018-19 e um triunfo dos ferreirenses no campeonato passado. Veremos se o Cartaxo poderá confirmar o seu favoritismo.

O terceiro dos candidatos derrotados na semana passada, o Coruchense recebe o Entroncamento Atlético Clube, sendo amplamente favorito, num embate sem histórico, uma vez que se trata da temporada de estreia dos ferroviários na divisão principal.

O Samora Correia, que surpreendeu pelo volume da vitória averbada ante o União, volta a actuar no seu reduto, recebendo agora o Rio Maior, num encontro em que dispõe também de favoritismo, não obstante o bom desempenho dos riomaiorenses frente ao Torres Novas.

Mas, em qualquer caso, fica um sério aviso, decorrente do resultado da época passada, altura em que os samorenses foram surpreendidos, tendo sido derrotados, no seu terreno, pelo Rio Maior, por 3-2.

Precisamente, o Torres Novas terá agora a visita do Glória do Ribatejo, que obteve uma inesperada vitória ante o Coruchense.

Os torrejanos defrontaram a turma da Glória nas duas últimas temporadas, tendo vencido o primeiro jogo, sendo que, na época passada, se registou um algo surpreendente empate. Esta tarde, em circunstâncias normais, os visitados poderiam beneficiar do factor casa, agora muito limitado pela ausência de público.

A última das sete partidas que se disputam neste fim-de-semana opõe dois históricos do futebol distrital, Riachense e Amiense, que se encontraram por quatro ocasiões em temporadas recentes, sendo que a formação de Amiais de Baixo apenas venceu uma vez, precisamente no último desafio. Aliás, se recuarmos até à época de 2007-08, num total de onze jogos entre ambos os clubes, a turma dos Riachos ganhou dez!

O que, de todo, não significará que tenha “facilidades” esta tarde, perfilando-se mesmo o Amiense como favorito, sendo de notar que, em todas essas partidas, não se registou ainda qualquer empate…

Tal como sucedeu na jornada passada, também o encontro que o Moçarriense deveria disputar esta tarde em Tomar, ante o União, foi adiado, devido ao facto de o grupo da Moçarria ter sido afectado por um caso positivo relacionado com o COVID-19, tendo solicitado o reagendamento deste jogo, para o próximo dia 28 de Outubro.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 18.10.2020)

Hertz

Num campeonato que teve o seu início sob o signo das goleadas, denotando algum desequilíbrio, neste arranque de época atípico, com as equipas em distintos estágios de preparação, disputa-se esta tarde a 2.ª jornada, em que avultam, principalmente, dois embates de maior interesse: o Fazendense-Mação e o Samora Correia-União de Tomar.

De facto, nas Fazendas de Almeirim, o 2.º classificado à altura da suspensão do campeonato anterior, Fazendense, recebe um dos principais candidatos ao título, o Mação.

Estes clubes defrontaram-se em seis das sete últimas temporadas (apenas falhando a de 2018-19, dado o Mação ter marcado então presença no Nacional), com absoluto equilíbrio: dois triunfos para cada lado e duas igualdades.

As duas equipas abordam esta partida com diferentes estados de espírito: os maçaenses, vindo de uma goleada por 8-0 na estreia, enquanto o Fazendense cedeu um inesperado empate nos Riachos. Veremos como reagem os dois grupos a este embate numa fase tão prematura da competição, afigurando-se um jogo de tripla.

Depois da excelente entrada no campeonato, goleando o Cartaxo por 5-2, o União de Tomar terá uma longa e difícil deslocação até Samora Correia, para defrontar uma equipa com a qual se cruzou por quatro vezes, nas últimas sete épocas, a nível da I Divisão Distrital.

O balanço é claramente indiciador de tais dificuldades, uma vez que os samorenses venceram em três ocasiões, apenas tendo perdido (com uma goleada de 5-0 dos unionistas) em 2017-18. Na temporada passada, o União venceu em Samora na 1.ª mão das meias-finais da Taça, vindo, contudo, a perder para o campeonato, logo na semana seguinte.

Tal como no caso anterior, é grande a expectativa para avaliar o grau de preparação do União para enfrentar este tipo de desafios, frente a um adversário que vem de um positivo empate em Torres Novas na ronda inaugural.

Outro candidato aos lugares cimeiros, Coruchense, que também goleou na estreia (4-2 ao Rio Maior), desloca-se à vizinha Glória do Ribatejo, com a equipa local a ter registado um mau arranque, também goleado (1-4) pelo Alcanenense.

Por curiosidade, nas duas vezes em que se cruzaram no principal escalão em anos recentes, precisamente nas duas últimas épocas (tal como agora, sempre no início de Outubro), a turma do Sorraia ganhou por 4-1 e por 4-2, sendo expectável que possa repetir tais vitórias no desafio de hoje.

Quem deverá ganhar também é o Abrantes e Benfica – que obteve um assinalável resultado, goleando na visita a Ferreira do Zêzere, por 5-1 –, recebendo esta tarde o Riachense, pese embora a formação dos Riachos tenha provocado surpresa na semana passada.

Na única vez em que se defrontaram na I Divisão Distrital, na última temporada, os abrantinos venceram por 2-0.

Por seu lado, o Amiense, que venceu com tranquilidade, na Moçarria, terá agora a visita do Ferreira do Zêzere. Nas três vezes em que se cruzaram, nos três últimos campeonatos, depois de um empate, o grupo de Amiais de Baixo venceu os outros dois jogos, por 3-0 e por 3-1.

Mesmo com os ferreirenses a pretender certamente rectificar a má imagem do jogo de estreia, ainda assim o Amiense será favorito a somar mais três pontos.

O Rio Maior recebe o Torres Novas, num embate sem histórico anterior, num encontro que se antecipa possa ser repartido.

Por fim, o novo Entroncamento Atlético Clube, depois de uma amarga estreia no principal escalão, na passada semana, em Mação, terá a visita do Alcanenense, num reencontro entre os dois emblemas recém-promovidos da II Divisão.

Estas equipas defrontaram-se, precisamente, na última ronda disputada antes do cancelamento dos campeonatos, a 8 de Março, então com um empate a duas bolas. Esta tarde, a formação de Alcanena parece, em teoria, mais apetrechada, no sentido de poder obter novo resultado positivo.

Por fim, o jogo entre Cartaxo e Moçarriense foi adiado, devido ao facto de a equipa da Moçarria ter sido afectada por um caso positivo relativo ao COVID-19.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 11.10.2020)

Hertz

Quase sete meses depois da abrupta suspensão das competições, está de volta o Campeonato Distrital da I Divisão, no arranque de uma nova época, que se espera possa vir a correr melhor que a anterior, pese embora, para já, em campos ainda sem a presença de público, ingrediente fundamental do futebol.

Uma temporada que, em função das vicissitudes da anterior, tinha sido planeada para a participação de 18 clubes (no contexto do alargamento da prova, dado não ter havido despromoções ao escalão secundário), a qual, contudo, na sequência da desistência da prova, por parte do Pego e do Pontével, levou a que a Associação de Futebol de Santarém, reagindo prontamente, procedesse a rearranjo do calendário, agora retomando apenas 16 concorrentes (e, portanto, 30 jornadas), tendo, sempre que possível, sido mantido o alinhamento dos jogos que haviam sido sorteados para a 1.ª ronda.

Assim, neste dia inaugural, destaca-se, desde logo, o confronto entre dois dos clubes com maiores ambições, U. Tomar e Cartaxo (os quais integram um lote amplo de candidatos aos lugares cimeiros, que integra também, à partida, as formações do Fazendense, Coruchense, Mação e Abrantes e Benfica).

U. Tomar e Cartaxo defrontaram-se em todas as sete últimas temporadas – desde que o campeonato passou a ser disputado em fase única –, com o seguinte balanço, nas partidas disputadas em Tomar: 3 vitórias dos unionistas, 3 empates, e um único triunfo dos cartaxeiros, há três anos.

Num duelo repartido – em que, apenas por uma vez, o desfecho não foi por marca tangencial – com o factor casa bastante mitigado dada a ausência de adeptos, e em estreia no campeonato, este é um desafio de prognóstico incerto, podendo eventualmente o União beneficiar de um mais avançado estágio de preparação.

Em Torres Novas teremos um encontro entre dois históricos do futebol distrital, com os torrejanos a receberem a visita do Samora Correia, equipas que se defrontaram nas quatro últimas temporadas, com vitória dos samorenses em 2016-17, tendo os donos da casa vencido nos três últimos jogos, num deles, com uma goleada por 6-1.

Não estando disponíveis dados concretos que possam aquilatar o estado de forma em que os dois conjuntos se vão apresentar, este deverá ser também um jogo equilibrado, entre o 8.º e o 10.º classificados da edição precedente do campeonato, à data da sua interrupção.

Noutro jogo envolvendo os tais candidatos, o Abrantes e Benfica desloca-se a Ferreira do Zêzere, terreno tradicionalmente difícil, sendo que as duas formações ali se cruzaram, na I Divisão, apenas na última temporada, então com triunfo dos abrantinos mercê de um solitário golo. Pese embora algum favoritismo dos forasteiros, não surpreenderia se os ferreirenses obtivessem resultado positivo.

Os outros candidatos têm, em teoria, tarefas que não serão de elevado grau de dificuldade, sendo claros favoritos a entrar a ganhar: o Mação, recebendo o Entroncamento, na estreia deste clube na I Divisão; o Coruchense, também a jogar em casa, frente ao Rio Maior (confronto igualmente sem historial anterior, dado ter sido cancelado o jogo previsto na época passada); e o Fazendense de visita aos Riachos – pese embora o histórico de embates entre ambos aponte para uma tendência repartida, com uma vitória para cada lado e dois empates, nas quatro últimas temporadas, o actual desnível entre os dois conjuntos deverá ser bastante significativo, naturalmente a favor da turma das Fazendas.

Na Moçarria, teremos um “derby” escalabitano, com o Moçarriense a receber o Amiense, sendo que o grupo de Amiais de Baixo poderá repetir as vitórias ali averbadas nas deslocações dos dois últimos anos, tendo o Moçarriense vencido apenas o encontro de há cinco anos.

Por fim, o regressado Alcanenense – promovido da II Divisão – terá a visita da equipa da Glória do Ribatejo, num embate em que os visitados poderão ter alguma vantagem, não surpreendendo também a possibilidade de um novo empate, tal como registado na última vez que se encontraram, há duas épocas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 04.10.2020)

Hertz

Com o campeonato virtualmente decidido no que respeita ao título, teremos, ainda assim, algumas partidas de especial interesse, envolvendo também, cada vez mais, as equipas que lutam pela manutenção.

Nesta 21.ª jornada, começa por destacar-se o Torres Novas-U. Almeirim, entre dois clubes históricos do Distrito, a atravessar fase muito positiva, sendo que os torrejanos seguem num ciclo de quatro vitórias consecutivas.

Estas duas formações cruzaram-se, no principal escalão, nas últimas quatro temporadas, com dois triunfos do Torres Novas, um empate e uma vitória do U. Almeirim, precisamente na época passada. Já no presente campeonato, na primeira volta, os almeirinenses venceram também, por números categóricos: 3-0.

Esta tarde, o líder enfrenta um adversário difícil, em terreno alheio, que lhe poderá eventualmente “roubar” pontos.

Em Tomar, encontram-se o União e o Mação, que, há duas temporadas, protagonizaram tripla disputa, pelo campeonato, pela Taça e pela Supertaça.

Na I Divisão Distrital, defrontaram-se, na última década, já por oito ocasiões, com um balanço repartido, ligeiramente favorável aos visitantes, com três vitórias do Mação, três empates e apenas dois triunfos dos nabantinos. O União ganhou também, já nesta edição da prova, na primeira volta, em Mação, por 1-0.

Nesta altura, os tomarenses atravessam período menos conseguido, tendo perdido três dos quatro últimos jogos no campeonato, enquanto, ao invés, o Mação, ganhou em quatro das cinco jornadas já disputadas na segunda volta.

Com os unionistas agora mais apostados na Taça, veremos até que ponto poderão fazer valer o factor casa para, em paralelo, manterem as suas aspirações ao 2.º lugar no campeonato.

Noutro plano, da luta pela “sobrevivência”, temos hoje dois desafios de grande importância, juntando quatro dos cinco clubes envolvidos em tal disputa: o Rio Maior-Pego e o Riachense-Glória do Ribatejo.

Em Rio Maior, encontram-se duas equipas que têm revelado muitas dificuldades, com os donos da casa a somar um único ponto na segunda volta, tendo o Pego obtido somente uma vitória nesses cinco jogos.

Estes dois emblemas nunca se defrontaram em Rio Maior, sendo que o Pego ganhou em casa, na primeira volta, por tangencial 1-0. Esta tarde, não obstante actuem em terreno adverso, os pegachos parecem agora mais apetrechados para poder pontuar.

Nos Riachos, o Riachense recebe a turma da Glória do Ribatejo, sendo que os dois clubes se cruzaram, no principal escalão, uma única vez nos últimos anos, já na temporada de 2012-13, então com uma goleada do Riachense por 6-1.

A conjuntura actual é distinta, não obstante o grupo dos Riachos até tenha vencido, na primeira volta, na Glória (por 2-1), no que, aliás, se traduziu na sua última vitória (num dos dois únicos jogos em que não perdeu neste campeonato), já há 15 jornadas. A formação da Glória atravessa também fase negativa, tendo perdido sete dos oito jogos mais recentes, vindo inclusivamente de uma pesada goleada sofrida, no seu próprio reduto, ante o Torres Novas (1-7).

Este será um dos “últimos cartuchos” de que o Riachense poderá dispor para procurar ainda inverter o que parece ser um destino cada vez mais anunciado, o da descida de divisão. Perante o desempenho de ambos os grupos, trata-se de um desafio de desfecho imprevisível, eventualmente de repartição de pontos.

Fazendense e Coruchense, que almejam o 2.º lugar, são claros favoritos a vencer os seus encontros desta tarde, respectivamente, com o Moçarriense e o Ferreira do Zêzere.

No primeiro caso, em cinco confrontos recentes, o Fazendense ganhou por três vezes, tendo cedido dois nulos, em 2017-18 e em 2011-12. Terminou também a zero o embate da primeira volta, na Moçarria. Em qualquer caso, seria uma enorme surpresa se o conjunto das Fazendas não somasse os três pontos.

Quanto a Coruchense e Ferreira do Zêzere, jogaram entre si, na I Divisão, apenas na época passada, então com uma goleada da turma do Sorraia, por 6-0. Na primeira volta, os ferreirenses surpreenderam, ganhando em casa por 2-0, mas, mesmo motivados pelo triunfo averbado ante o Cartaxo, parece pouco provável que consigam pontuar esta tarde.

Cartaxo e Amiense defrontaram-se já por sete vezes, na última década, com três vitórias dos cartaxeiros, dois empates e dois triunfos do grupo de Amiais de Baixo. Não obstante o Amiense atravesse um bom momento, os donos da casa serão favoritos a repetir o triunfo já alcançado na primeira volta, então em terreno alheio.

Por fim, Abrantes e Benfica e Samora Correia estreiam-se em encontros em Abrantes, depois de os abrantinos terem vencido, na primeira volta, em Samora por 2-1.

Com perspectivas distintas no campeonato, a equipa de Abrantes apresenta-se com maiores responsabilidades, podendo porventura beneficiar de algum maior foco do adversário no jogo das meias-finais da Taça, da próxima semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.03.2020)

Hertz

O Distrital da I Divisão atinge esta tarde a sua 20.ª jornada, com um desafio em grande evidência, precisamente o que coloca frente-a-frente os dois primeiros classificados, com o U. Almeirim a receber o Coruchense, nesta altura separados por onze pontos.

Por curiosidade, regista-se um historial recente bem reduzido, com apenas dois encontros entre ambos, em 2016-17 e na época passada.

E, se há três anos, a formação do Sorraia foi ganhar a Almeirim, por 1-0 – sagrando-se, em função de tal desfecho, Campeão Distrital, ali tendo feito a festa –, por coincidência, o último embate, ocorrido na derradeira ronda do campeonato precedente, custou ao Coruchense o que poderia ter sido o seu 3.º título em três participações, ao perder pela mesma marca.

Num cenário hipotético, o que poderia suceder ainda se a turma do Sorraia conseguisse vencer (caso em que a diferença pontual se reduziria a oito pontos)?

Possivelmente, nem os homens de Coruche estarão, nesta altura, a fazer planos de “médio prazo”, pensando mais, no imediato, em salvaguardar o 2.º lugar. Prognóstico indeterminado, portanto, num jogo de tripla, porventura com alguma influência do factor casa, sendo de notar que o U. Almeirim sofreu, na jornada anterior, o primeiro revés neste campeonato.

Mas os outros clubes que têm ainda a 2.ª posição sob mira não poderão esperar facilidades também, com Fazendense, Abrantes e Benfica e União de Tomar, todos com saídas eventualmente “problemáticas”.

Começando pelo grupo das Fazendas de Almeirim, que vem de dois desaires caseiros (para o campeonato e para a Taça), desloca-se ao Pego, equipa animada com o triunfo obtido no último jogo, nos Riachos, mas que continua muito carenciada de pontos.

Tal como no caso anterior, também Pego e Fazendense se cruzaram duas vezes nos últimos anos, e, igualmente, com uma vitória para cada lado, sendo que o êxito do grupo das Fazendas data já da temporada de 2010-11, tendo os pegachos vencido o desafio de há três anos.

O Amiense recebe a visita do Abrantes e Benfica, noutra partida “à porta fechada”, num confronto sem histórico recente.

O conjunto de Amiais de Baixo atravessa fase positiva, tendo saído vitorioso em quatro das últimas cinco jornadas (só perdeu no terreno do líder); quanto aos abrantinos, ganharam os seus três últimos jogos. Apesar de o Amiense não poder contar com o apoio do público, é expectável que possa pontuar.

Por outro lado, anota-se a curiosidade da “reedição”, em duas semanas sucessivas, do Samora Correia-U. Tomar, emblemas que, para o campeonato, se cruzaram por cinco vezes na última década, com um balanço absolutamente repartido, com dois triunfos para cada lado e um empate.

Há dois anos os tomarenses golearam em Samora por 5-0, mas, no ano passado, foram derrotados por 2-0. Depois do embate da passada semana, com difícil triunfo, mercê de um solitário golo, dos unionistas, os samorenses pretenderão certamente rectificar tal resultado, pese embora os superiores argumentos do rival.

Este encontro poderá de alguma forma ser também condicionado pelo facto de os dois clubes terem de se defrontar, ainda uma terceira vez, na 2.ª mão da Taça, daqui a quinze dias…

Também o Cartaxo, pese embora mais atrasado, visará ainda poder chegar até ao 2.º lugar, tendo, igualmente, uma saída de alguma dificuldade neste fim-de-semana, ao reduto do Ferreira do Zêzere.

Nas duas ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, nos últimos anos, regista-se um empate há dois anos e um triunfo dos cartaxeiros na época passada, por 3-1.

Trata-se de duas formações com um desempenho recente completamente antagónico: nas quatro jornadas já disputadas na segunda volta do campeonato, o Ferreira do Zêzere foi derrotado em todas elas, sendo que o Cartaxo segue numa série triunfal de quatro jogos sucessivos.

Apesar da influência que o factor casa poderá ter, o grupo do Cartaxo será, ainda assim, favorito a ganhar de novo.

Na Glória do Ribatejo, os locais, também a necessitar de pontos, recebem o Torres Novas, tranquilo na tabela. Na época passada, a turma da Glória surpreendeu, ganhando por 1-0. Hoje, pretenderá pontuar outra vez.

O Rio Maior, igualmente em situação delicada na classificação, terá a visita do Mação, que tem feito um percurso algo irregular, de altos e baixos. Não havendo histórico de confrontos entre ambos, os maçaenses perfilam-se como tendo maior probabilidade de ganhar esta tarde.

Recorda-se que Moçarriense e Riachense tinham antecipado já o jogo desta ronda, com o conjunto da Moçarria a ganhar por 3-0, empurrando ainda mais este concorrente para a cauda da pauta classificativa.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 01.03.2020)

Hertz

Envolvendo um trio de clubes derrotados na passada semana (por curiosidade, os até então três primeiros classificados do campeonato, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar), para além do Samora Correia (que não foi além do empate em Rio Maior), está de volta a Taça do Ribatejo, na hora das decisões, com a disputa da 1.ª mão das meias-finais.

O “derby” Fazendense-U. Almeirim repete-se pela quarta vez na Taça do Ribatejo, nos últimos dez anos, sendo que, nas três ocasiões anteriores, os jogos foram sempre em Almeirim, tendo-se verificado já, por curiosidade, os três desfechos possíveis.

De facto, em 2010-11, ainda na fase de grupos, registou-se uma vitória do Fazendense por 2-0; em 2011-12, nos 1/8 de final, um empate a zero, com a turma das Fazendas a impor-se no desempate da marca de grande penalidade, vindo a avançar na prova, até acabar por conquistar o seu 2.º troféu; e, em 2015-16, novamente na fase de grupos, agora com triunfo do U. Almeirim por 4-3, o que não obstou a que, no final – tendo as duas equipas sido apuradas nessa fase –, fosse o Fazendense a conquistar pela 4.ª vez a Taça, um “record” nesta competição.

Em termos de palmarés na Taça do Ribatejo, conforme referido, o Fazendense soma um total de quatro troféus (três dos quais conquistados entre 2012 e 2016), sendo que o U. Almeirim nunca conseguiu ganhar esta prova.

A turma das Fazendas atinge as meias-finais pela 5.ª vez na última década – também um “record” (tendo, subsequentemente, chegado à Final em 2012, 2014 e 2016, vindo a ganhar todos esses três jogos decisivos) –, enquanto o clube da sede do município marca pela primeira vez presença nesta fase da competição, considerando igualmente o período dos últimos dez anos.

Tratando-se de um “derby”, será, por natureza, um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos possíveis é bastante plausível, perante o desempenho de ambos os clubes no decurso desta temporada, atendendo ainda a que se disputa, esta tarde, apenas a primeira metade da eliminatória.

Veremos quem reagirá melhor aos desaires sofridos no passado fim-de-semana…

Por seu lado, Samora Correia e União de Tomar nunca antes se tinham cruzado na Taça do Ribatejo, pelo que será necessário recorrer ao histórico de encontros recentes entre ambos, mas, neste caso, a contar para o principal escalão do futebol distrital.

Também aqui o equilíbrio é absoluto, com duas vitórias para cada lado e um empate, nas cinco vezes em que se defrontaram nos últimos anos em Samora Correia, sendo que o União impôs já uma goleada no reduto do adversário, ganhando por 5-0, há apenas duas épocas.

A nível de palmarés nesta competição, o Samora Correia conquistou a Taça do Ribatejo por duas vezes, mas já nas algo distantes temporadas de 1983 e 1994, sendo que o União de Tomar se sagrou vencedor da prova recentemente, apenas há dois anos.

Na sequência dessa edição de 2018, esta é a segunda vez que os nabantinos estão nas meias-finais, enquanto os samorenses atingem esta fase pela primeira vez na última década.

Tendo também em atenção o que tem sido o percurso de ambas as formações na presente época, esta tarde os samorenses poderão aproveitar o factor casa para procurar equilibrar a contenda, considerando o favoritismo que, em teoria, será concedido ao União de Tomar, em função do seu superior potencial, confirmado pelo distinto posicionamento na tabela classificativa, afigurando-se o empate como um cenário de alguma probabilidade.

Em qualquer caso, será expectável – tal como indiciado em relação ao confronto entre os clubes de Almeirim – que tudo possa ficar pendente de decisão para os jogos da segunda mão, agendados para 15 de Março.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.02.2020)

Hertz

A 19.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta, como “prato forte”, um estimulante embate entre Cartaxo e U. Almeirim, duas das equipas que mais se apetrecharam para esta temporada.

Atendendo a que o jogo se disputa em terreno adverso, este poderá ser, porventura, o desafio de maior dificuldade com que o U. Almeirim se deparou até agora, no presente campeonato, no qual segue 100% triunfal, após 18 rondas.

Os dois clubes defrontaram-se, no Cartaxo, nas quatro últimas temporadas, com tendência a favorecer claramente os donos da casa, que ganharam por três vezes, apenas tendo sido derrotados numa ocasião, há dois anos.

Tendo igualmente em consideração que os cartaxeiros venceram os três jogos até agora disputados na segunda volta do campeonato, veremos se se confirma o risco de quebra da fantástica série de vitórias do U. Almeirim, ou se, ao invés, os almeirinenses conseguirão transpor mais este obstáculo.

Mas há mais motivos de interesse: um confronto, também de desfecho imprevisível, entre Abrantes e Benfica e U. Tomar, e um igualmente aliciante Fazendense-Mação.

Em Abrantes, o clube local volta a receber os tomarenses, 70 anos depois do último encontro ali realizado entre ambos a contar para o principal escalão do futebol distrital!

Na primeira volta, os abrantinos – então recém-chegados da divisão secundária – surpreenderam, vencendo em Tomar. Hoje, estaremos perante um jogo de tripla, não obstante os unionistas poderem surgir algo repartidos entre a disputa dos lugares cimeiros do campeonato e a perspectiva de poder voltar a marcar presença na Final da Taça do Ribatejo.

Fazendense e Mação disputam o embate de maior historial recente, já repetido em dez ocasiões na última década, com vantagem dos homens das Fazendas de Almeirim, que ganharam metade das partidas (cinco), face a apenas dois triunfos dos maçaenses (o último dos quais já em 2013-14), para além de três igualdades.

Os “scores” têm sido equilibrados, sendo que apenas uma vez um dos contendores marcou mais de dois golos (3-1 para o Fazendense, na já relativamente distante temporada de 2010-11).

Com o grupo das Fazendas embalado, num excelente ciclo de seis vitórias sucessivas, perante uma equipa do Mação que parece atravessar fase de menor fulgor, os visitados serão favoritos a ganhar esta tarde, visando consolidar a posição de vice-líder que ocupam.

Em Coruche, defrontam-se os vizinhos Coruchense e Glória do Ribatejo, com a turma do Sorraia previsivelmente a repetir as vitórias registadas nas duas últimas vezes em que se cruzaram no principal escalão, depois de uma igualdade em 2012-13.

O Torres Novas recebe o Moçarriense, sendo os torrejanos amplamente favoritos, perante um adversário que segue com cinco derrotas sucessivas.

Nas três vezes em que, em anos recentes, se encontraram, o conjunto de Torres Novas ganhou por duas ocasiões, tendo sido surpreendido em 2011-12, época em que os homens da Moçarria lograram vencer no terreno do adversário de hoje.

Amiense e Ferreira do Zêzere encontram-se em Amiais de Baixo, apresentando trajectórias distintas nos últimos jogos, sendo que os ferreirenses perderam os três encontros já disputados nesta segunda volta do campeonato.

Os dois emblemas defrontaram-se apenas nas duas temporadas mais recentes, com um empate em 2017-18 e uma clara vitória (3-0) do Amiense na época passada, desfecho que se antevê possa repetir-se hoje.

Numa outra partida de prognóstico difícil, sem histórico anterior, o Rio Maior terá a visita do Samora Correia, que vinha num ciclo positivo – no qual se inclui o apuramento para as meias-finais da Taça –, até ser desfeiteado, no passado fim-de-semana, em casa, pelo Fazendense.

Ainda assim, mesmo considerando que os visitados continuam carenciados de pontos, para procurar escapar à zona perigosa da tabela classificativa, este parece ser um jogo mais propício a triunfo dos samorenses, ou, no mínimo, a uma eventual repartição de pontos.

Os dois clubes que partilham a indesejada condição de “lanterna vermelha”, Riachense e Pego, encontram-se hoje, num confronto que poderá assumir contornos determinantes para o evoluir do resto da temporada, no que respeita às duas equipas.

Tendo-se defrontado, no principal escalão, apenas na época de 2016-17, então com triunfo categórico dos homens dos Riachos, por 4-1, a conjuntura actual é bastante diferente, sendo que, nos 24 últimos jogos disputados por estas duas formações, acumularam um total de 23 desaires (a única excepção foi a vitória do Pego sobre o Moçarriense, já na 11.ª ronda)!

Esta tarde, e pese embora o Riachense até tenha ido ganhar ao Pego, na 1.ª volta, os pegachos parecem dispor de mais argumentos para poder “devolver” a desfeita sofrida em casa.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.02.2020)

Hertz

Na retoma do campeonato distrital, esta parece ser uma jornada “morna”, estando as atenções focadas, principalmente, no U. Almeirim-Amiense e no Samora Correia-Fazendense, os desafios em que intervêm os actuais dois primeiros classificados.

O líder, U. Almeirim, depois de ter já estabelecido um novo “record” de 17 triunfos consecutivos, nas primeiras 17 rondas do campeonato, procurará dar sequência a esse fantástico registo. Não obstante, recebe hoje o Amiense, única formação que, até à data, conseguiu evitar a derrota antes os almeirinenses, na presente temporada, pese embora em partida da Taça do Ribatejo.

O histórico recente de confrontos entre ambos os clubes aponta para quatro jogos em Almeirim, precisamente nas quatro últimas épocas, tendo-se registado inicialmente duas igualdades, a que se seguiram duas goleadas aplicadas pelos visitados ao grupo de Amiais de Baixo (4-0 em 2017-18 e 4-1 no campeonato passado).

Esta tarde, o U. Almeirim volta a ser favorito, restando saber até que ponto o Amiense – que segue com uma série de três vitórias sucessivas no campeonato, não perdendo há cinco jornadas – terá possibilidade de, em reduto adverso, voltar a colocar um “grão numa engrenagem” que parece imparável.

Em Samora Correia encontram-se dois emblemas motivados pelo recente apuramento para as meias-finais da Taça do Ribatejo, acrescendo, no caso do Fazendense, a notável campanha que vem realizando também no campeonato.

Atendendo ao historial de confrontos entre ambos em Samora, em conjugação com a boa forma que as duas equipas evidenciam, este parece ser um desafio que aponta para a repartição de pontos.

De facto, nas quatro ocasiões em que se cruzaram, na última década, regista-se uma vitória para cada lado e três empates (o mais recente, na temporada anterior, a três golos). Por outro lado, o Samora Correia ganhou os dois últimos jogos para o campeonato, enquanto o Fazendense tem em curso uma série ainda mais afirmativa de triunfos, tendo saído vitorioso nas cinco últimas jornadas.

Os dois clubes que repartem o 3.º lugar, União de Tomar e Coruchense, são ambos favoritos a vencer, apesar de a turma do Sorraia actuar em terreno alheio.

Em Tomar, o União recebe, em estreia, a nova agremiação de Rio Maior, sendo que os unionistas venceram, na 1.ª volta, no campo do adversário, na fase inicial da prova, por 3-1.

Apesar de os tomarenses apenas terem vencido um dos quatro últimos jogos para o campeonato, poderão beneficiar do factor casa, assim como, em paralelo, do facto de os riomaiorenses terem perdido por quatro vezes nos cinco encontros mais recentes que disputaram.

Quanto ao Moçarriense-Coruchense, tendo em consideração o desequilíbrio de forças entre as duas equipas, antevê-se que, com maior ou menor dificuldade, a turma de Coruche repita o desfecho das duas vezes anteriores em que jogou na Moçarria, ambas na temporada de 2012-13, tendo saído vencedor nas duas ocasiões, e por igual resultado: 1-0.

Recorda-se que a equipa da casa segue com quatro desaires sucessivos, tendo aliás perdido dez dos últimos onze jogos para o campeonato, tendo sofrido inclusivamente algumas pesadas goleadas.

Na Glória do Ribatejo, o Cartaxo – que necessita de pontos para se poder aproximar dos lugares do pódio – não deixará certamente de experimentar algumas dificuldades, mas, ainda assim, parece mais capacitado para repetir o triunfo que ali obteve na época passada (2-0).

O Mação, surpreendido em Torres Novas na jornada anterior – depois de ter sido eliminado, também em casa, na Taça, pelo Samora Correia – recebe o Riachense, um dos “lanternas vermelha” da competição.

Nem a tendência de equilíbrio histórico, na última década, igualmente com um triunfo para cada lado e três empates – à semelhança do registado entre Samora Correia e Fazendense – deverá servir de incentivo suficiente para que o grupo dos Riachos consiga evitar o que poderá ser o 12.º desaire consecutivo no campeonato, uma terrível série negativa.

O outro “lanterna vermelha”, Pego – que deixou algumas indicações positivas no embate com o União de Tomar, no jogo da Taça – recebe o Torres Novas, tendo de começar a procurar “fazer pela vida”, na luta pela possibilidade de manutenção no principal escalão do futebol distrital.

Estas duas equipas defrontaram-se duas vezes, em 2010-11, com um empate a zero, e em 2016-17, com vitória dos torrejanos por tangencial 1-0. Apesar de alguma tendência mais para os visitantes, não surpreenderia se os pegachos pudessem pontuar esta tarde.

Anota-se, em conclusão, que esta 18.ª jornada teve já um jogo antecipado, disputado no passado fim-de-semana, tendo o Abrantes e Benfica vencido (1-0) em Ferreira do Zêzere, prometendo, pois, intrometer-se na disputa dos lugares do pódio.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.02.2020)

 

Hertz

Quinze dias depois está de regresso a Taça do Ribatejo, agora para disputa dos 1/4 de final, envolvendo sete clubes da I Divisão e um único do escalão secundário.

Nesta ronda, três dos favoritos serão colocados à prova em deslocações ao terreno dos adversários, sempre de algum risco inerente, o qual é acrescido em competições a eliminar, em que não existe a possibilidade de rectificar um eventual dia menos bom.

Começando precisamente pelo único resistente da II Divisão, o Goleganense (que vem de uma goleada de 7-0 frente à equipa “B” do Fazendense, no seu campeonato, tendo também goleado, na eliminatória anterior, o Ortiga, por 5-0) recebe, por curiosidade, o líder incontestado do principal escalão, o U. Almeirim, o qual, por seu lado, acabou de fixar um novo e impressionante “record” de 17 vitórias consecutivas na I Divisão.

A formação da Golegã estreia-se nesta fase da competição, no que respeita ao período abrangendo as últimas doze épocas, enquanto os almeirinenses atingiram os 1/4 de final pela terceira vez, nesse mesmo intervalo temporal.

Estes dois clubes defrontaram-se, na Golegã, na última década, em duas ocasiões, nas temporadas de 2011-12 e de 2014-15, em ambos os casos em jogos a contar para a II Divisão Distrital, tendo o U. Almeirim vencido nas duas vezes, pese embora por marca tangencial: 2-1 e 1-0. Esta tarde seria grande a surpresa se os forasteiros, igualmente fortes candidatos à conquista do troféu, não somassem mais um triunfo.

Glória do Ribatejo e Fazendense disputam também uma partida em que os visitantes se apresentam com maior dose de favoritismo. Trata-se de dois clubes com tradição na Taça, tendo atingido os 1/4 de final, por quatro e cinco vezes, respectivamente, nas últimas doze temporadas.

Estes dois emblemas defrontaram-se já, em desafios da Taça do Ribatejo, nas épocas de 2011-12 e 2018-19, mas, das duas vezes, em encontros disputados nas Fazendas de Almeirim, ambos a contar para a fase de grupos, tendo o Fazendense averbado duas goleadas (4-0 e 3-0).

Por seu lado, registam-se também dois jogos realizados na Glória do Ribatejo, em 2012-13 e 2018-19, mas, neste caso, no âmbito do campeonato da I Divisão Distrital, com um empate e uma vitória dos homens das Fazendas.

O Fazendense – que conta com o palmarés mais rico na competição, sendo o único clube a ter conquistado o troféu já por quatro vezes (três delas entre 2012 e 2016) – deverá seguir em frente hoje, mas, para tal, terá de se aplicar a fundo, no tradicionalmente difícil reduto da Glória.

No Pego, um dos “lanterna vermelhas” do campeonato principal terá a visita do União de Tomar. Os pegachos marcam presença nos 1/4 de final pela quarta vez, nos últimos doze anos, enquanto os tomarenses atingem tal fase pela sétima vez (um registo apenas superado pelo Amiense, com oito presenças nesta eliminatória, nesse mesmo período, mas, esta época, já afastado da prova).

Pego e União de Tomar nunca antes se haviam cruzado na Taça do Ribatejo, tendo-se defrontado, para o campeonato, por três vezes, na última década, com duas vitórias dos unionistas e um triunfo dos pegachos, em 2010-11, isto em partidas disputadas no Pego.

Apesar de o Pego pretender inverter o ciclo muito negativo que atravessa, tendo perdido dez dos últimos onze jogos que realizou no campeonato, e tendo também em consideração que, em Tomar, o União ganhou apenas por tangencial 3-2, tendo passado por algum sobressalto, não é previsível que os visitados venham a eliminar os nabantinos.

Será necessário atentar, porém, que esta eliminatória se decide em noventa minutos, sendo que, caso a igualdade subsista, haverá necessidade de recorrer ao desempate da marca de grande penalidade, pelo que, aos tomarenses, competirá procurar a vitória no tempo regulamentar de jogo.

O quarto embate desta tarde coloca frente-a-frente Samora Correia e Torres Novas, com os samorenses a atingir esta fase da prova pela quarta vez, enquanto os torrejanos marcam presença nos 1/4 de final pela sexta vez nos últimos doze anos.

Trata-se, neste caso, de uma eliminatória que se afigura de maior equilíbrio, podendo o factor casa vir eventualmente a ter alguma influência, tendo também em conta que o Samora Correia vem atravessando uma boa fase, tendo inclusivamente eliminado, na ronda anterior, o candidato Mação, no seu próprio terreno.

Não obstante, o histórico de confrontos entre os dois emblemas aponta até para uma tendência contrária, tendo o Torres Novas vencido em Samora, na única vez em que, em anos recentes, se cruzaram na Taça, nos 1/8 de final da temporada de 2009-10, e com uma goleada (5-0). Aliás, também para o campeonato os torrejanos registam supremacia, contando com três triunfos e um empate, sendo que os samorenses apenas derrotaram este adversário em casa uma única vez, precisamente há… três semanas, por tangencial 2-1. Veremos se conseguirão repetir tal desfecho hoje.

Ainda uma última nota: U. Almeirim, Samora Correia, Pego e Goleganense não conseguiram nunca alcançar as meias-finais da Taça do Ribatejo, nas últimas doze épocas. Um repto acrescido para esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.02.2020)

Hertz

Intercalada entre duas eliminatórias da Taça do Ribatejo, a jornada de hoje da I Divisão Distrital apresenta dois principais aliciantes, correspondendo aos desafios que envolvem os três primeiros da tabela, com o 2.º e 3.º classificados com encontro marcado nas Fazendas de Almeirim, ainda na expectativa do que possa vir a decorrer da partida de Ferreira do Zêzere, onde se desloca o guia.

O “jogo grande” desta ronda será, pois, o Fazendense-U. Tomar, que, em primeira instância, disputam a supremacia pela posição de vice-líder, que conferirá, no final da época, acesso à Taça de Portugal.

Trata-se do confronto com maior historial de entre todos os desafios desta tarde, contando-se dez embates para o campeonato entre estes dois emblemas históricos nas últimas nove temporadas, registando-se absoluto equilíbrio, com três triunfos para cada lado e quatro empates.

Anota-se, não obstante, a particularidade de as três vitórias dos tomarenses terem sido obtidas, todas elas, nos três últimos jogos entre ambos, nas três épocas mais recentes, sucedendo, por acrescida curiosidade, a outros tantos empates nos três encontros precedentes, entre as épocas de 2013-14 e 2015-2016. O mesmo é dizer que o Fazendense não vence o União, no seu próprio terreno, desde há sete anos…

Analisando o desempenho recente de ambas as formações, a turma das Fazendas tem em curso um ciclo muito positivo, de quatro vitórias consecutivas, a que junta duas eliminatórias bem sucedidas na Taça, a última das quais, na passada semana, apenas no desempate da marca de grande penalidade, depois do empate no final do tempo regulamentar, ante o Abrantes e Benfica. Quanto ao União de Tomar, vem de duas goleadas, uma para o campeonato (7-0 ao Riachense), e, ainda mais assertiva, a da Taça, por 5-1, frente ao Coruchense.

Reunindo todos estes factores, estamos perante um jogo de tripla, de prognóstico imprevisível.

Em Ferreira do Zêzere, o comandante, U. Almeirim, terá como grande motivação procurar fixar um fantástico “record” de 17 triunfos consecutivos nas 17 primeiras jornadas do campeonato. Porém, deve notar-se que se trata de um reduto onde os almeirinenses não conseguiram ganhar nas duas últimas épocas, únicas em que ali se deslocaram nesta década para jogos da I Divisão, tendo-se registado uma vitória dos ferreirenses há dois anos e um empate na época passada.

Com o grupo da casa a procurar recuperar das incidências da última jornada (derrota sofrida na Glória do Ribatejo, tendo tido três jogadores expulsos), veremos até que ponto a equipa de Ferreira do Zêzere poderá ter capacidade para contrariar o percurso 100% vitorioso dos almeirinenses no campeonato, após estes terem sido já forçados a desempate no jogo da Taça, em Amiais de Baixo.

Outra partida de interesse é a que opõe Torres Novas e Mação, com os maçaenses, que pareciam estar novamente em crescendo, contudo a ser surpreendidos pelo Samora Correia na Taça, tendo sido, portanto, afastados de um objectivo que certamente teriam, o da conquista de tal troféu.

Nas nove ocasiões em que se defrontaram em Torres Novas nas últimas nove temporadas, a tendência favorece os visitantes, que ali ganharam por quatro vezes, face a três triunfos dos torrejanos, e dois empates. Esta tarde, os maçaenses terão maior propensão para vencer, mas afigurando-se a repartição de pontos também um cenário de forte possibilidade.

Nos outros cinco jogos desta jornada, perfilam-se claros favoritos, pelo menos em teoria. Atendendo à desproporção de valia entre os diferentes pares de adversários, Coruchense, Cartaxo, Amiense, Abrantes e Benfica e Samora Correia apresentam-se com maior grau de probabilidade de saírem vitoriosos dos encontros desta tarde.

O Coruchense recebe o Pego (um dos “lanternas vermelhas”), reeditando o confronto de 2016-17, que se saldou pelo triunfo dos homens do Sorraia, por 2-0, o qual deverão repetir hoje, possivelmente por números até mais concludentes, se considerarmos o percurso dos pegachos, que perderam dez dos seus últimos onze jogos.

Situação análoga se verifica no Cartaxo-Moçarriense, com duas vitórias dos cartaxeiros nas duas vezes em que se cruzaram, em 2015-16 e 2017-18, com o grupo da Moçarria com um registo idêntico ao dos pegachos, tendo acumulado dez desaires nos últimos onze encontros disputados.

O Amiense recebe uma motivada equipa da Glória do Ribatejo, mas conta também com vitórias nos dois jogos entre ambos, em 2012-13 e na última temporada. Acresce que a turma da casa foi a primeira a conseguir interromper, nesta época, a carreira triunfal do U. Almeirim, pretendendo certamente voltar aos triunfos no seu reduto.

O Abrantes e Benfica terá a visita do Rio Maior, num confronto sem historial, entre dois clubes que se pode considerar “estrearem-se” esta temporada no principal escalão (no caso do emblema abrantino, efectivamente um regresso após várias décadas de ausência). Os visitados, com argumentos superiores, deverão impor-se no desafio desta tarde.

Por fim, em Riachos, o outro “lanterna vermelha”, Riachense, que parece impotente para quebrar uma terrível série, já de onze derrotas consecutivas, recebe o Samora Correia, conjunto animado pela proeza alcançada na Taça (triunfo em Mação), e que visará certamente repetir as vitórias que averbou já, nas duas vezes em que ali se encontraram, nas temporadas de 2016-17 e 2017-18.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.01.2020)

Hertz

Os campeonatos distritais têm hoje nova pausa, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo.

Ainda com doze clubes do principal escalão em prova teremos nada menos do que cinco embates entre primodivisionários.

Começando pelo Amiense-U. Almeirim, a questão que se coloca é se poderão os comandados de Jorge Peralta ser os primeiros a conseguir, no seu reduto de Amiais de Baixo, travar o caminho triunfal do líder.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, recorremos aos jogos do Distrital, sendo que, nas partidas disputadas nas últimas cinco épocas, o Amiense tem ligeiro predomínio, com duas vitórias e dois empates, apenas tendo perdido uma vez, precisamente já na temporada em curso, no final de Setembro, mas em jogo disputado em Monsanto.

Em Tomar, o União recebe o Coruchense, com os dois emblemas a repetir o confronto dos 1/4 de final do ano passado, num desafio então realizado em Coruche, decidido a favor do grupo do Sorraia, mas apenas no desempate da marca de grande penalidade, após uma igualdade a um golo no tempo regulamentar, na caminhada do Coruchense até à final, que acabaria por vir a perder, ante o U. Santarém.

Por curiosidade, estes dois clubes enfrentaram-se na Taça também em 2011-12, igualmente em Coruche, e com desfecho similar: neste caso, empate a duas bolas, outra vez com a formação coruchense a superiorizar-se naquela fórmula de desempate.

Se considerarmos apenas jogos disputados em Tomar, não existe histórico prévio na Taça, sendo que, para o campeonato, o União ganhou apenas dois dos últimos seis jogos, face a três triunfos do Coruchense e um empate. Veremos se, esta tarde, o factor casa poderá ter influência.

Nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense recebe o Abrantes e Benfica, num desafio que opõe os actuais 3.º e 5.º classificados do campeonato, os quais, por coincidência, se defrontaram há apenas duas semanas, com triunfo dos homens da casa.

Tendo perdido também em Almeirim, ante o União, os abrantinos tudo farão para evitar terceiro desaire sucessivo, mas tal não significa, só por si, que venham a seguir em frente na prova, devendo ter-se ainda em devida conta que os homens das Fazendas seguem num excelente ciclo de cinco vitórias consecutivas.

O Mação, outra vez a atravessar bom momento, recebe o Samora Correia, sendo favorito, podendo repetir o desfecho dos 1/8 de final da época de 2015-16, quando, em jogo realizado em Samora, depois de empate a um golo, foi mais eficaz no desempate da marca de grande penalidade.

Em jogos a contar para o campeonato, estas duas equipas cruzaram-se por três vezes em Mação, com dois triunfos dos maçaenses e uma vitória dos samorenses, na temporada de 2016-17.

Também o Torres Novas se perfila como claro favorito a avançar na competição, tendo a visita do Rio Maior.

Os dois grupos apenas se defrontaram uma vez, a contar para o campeonato, e já na presente temporada, há cerca de um mês, então com vitória tangencial dos torrejanos por 1-0. Esta tarde, em partida de contornos distintos, o Torres Novas deverá, não obstante, confirmar a sua superioridade.

Para além dos anteriores, teremos ainda dois confrontos entre clubes do primeiro e do segundo escalão.

No primeiro caso, entre Glória do Ribatejo e Pontével, a turma da casa, moralizada com o triunfo registado na semana passada, ante o Ferreira do Zêzere, encontrará uma equipa que, ao invés, vem de um pesado desaire (0-4) ante o Espinheirense, pelo que se antevê que, não obstante a réplica que o grupo do município do Cartaxo não deixará de oferecer, os visitados, com tradição na Taça, possam seguir em frente.

Já no embate entre Alcanenense e Pego, se afigura mais difícil antecipar quem prevalecerá, sendo que o conjunto de Alcanena, motivado com a liderança da sua série da II Divisão, factor a que alia a condição de visitado, poderá tirar benefício destas situações, assim como do ciclo muito negativo que os pegachos vêm atravessando.

O único confronto entre clubes a militar no escalão secundário, o Goleganense-Ortiga, opondo o 7.º classificado da série B ao 6.º da série A, parece ser um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos será plausível, sendo que, na eliminatória prévia anterior, a formação da Golegã conseguiu já, de alguma forma surpreender, afastando o teoricamente mais credenciado Entroncamento.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.01.2020)

Hertz

Com o título de Campeão Distrital praticamente “entregue”, apesar de ter decorrido apenas metade do campeonato, subsistem motivos de interesse para a segunda volta da prova, que hoje se inicia.

Nesta ronda, avultam, em especial, os embates U. Almeirim-Abrantes e Benfica e Mação-Coruchense, envolvendo quatro dos seis primeiros da tabela.

Em Almeirim, o líder recebe o 5.º classificado, Abrantes e Benfica, num confronto sem historial recente. Na 1.ª volta, na estreia, o líder começou por ganhar em Abrantes por 2-0, perfilando-se também como favorito a igualar, esta tarde, a marca “record” de 16 vitórias consecutivas, registada pelo Fátima há quatro anos.

Depois da derrota sofrida no passado fim-de-semana nas Fazendas de Almeirim, veremos se os abrantinos – ainda com a mira no 2.º lugar, de que distam apenas dois pontos – “estarão pelos ajustes” de sofrer segunda desfeita sucessiva, agora na sede do município de Almeirim.

Por seu lado, em Mação, encontram-se o 6.º e o 3.º classificados, por curiosidade os dois últimos emblemas a conquistarem o título de Campeão Distrital (se exceptuarmos o actual Campeão em título, U. Santarém): o Mação, em 2018; o Coruchense, em 2017.

Estes dois clubes defrontaram-se, em anos recentes, por quatro vezes, sem que a formação de Coruche tivesse conseguido ainda vencer em Mação, registando-se dois triunfos dos maçaenses e dois empates.

Depois do empolgante 3-3 da semana passada, entre Mação e Cartaxo, está prometido novo espectáculo para esta tarde, outra vez sob o signo do equilíbrio, mas em que o factor casa poderá ter alguma influência, com os maçaenses a querer rectificar o pesado desaire (0-3) sofrido em Coruche na estreia.

Nesta jornada de abertura da segunda metade do campeonato, repete-se novamente o “derby” do município de Santarém, entre Moçarriense e Amiense, depois da goleada (5-0) imposta pela turma de Amiais de Baixo, no jogo da Taça, apenas há duas semanas.

Nas quatro ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, na Moçarria, os homens da casa conseguiram ganhar uma única vez (por 4-1), em 2015-16, tendo o Amiense vencido os outros três desafios.

Atendendo à forma recente dos dois conjuntos, com o grupo de Amiais de Baixo embalado numa série de bons resultados, em contraponto flagrante com as nove derrotas sofridas pelo Moçarriense nos últimos dez jogos que disputou, não surpreenderá se os forasteiros voltarem a ganhar.

O União de Tomar recebe o “lanterna vermelha”, Riachense, que segue numa terrível série de dez derrotas consecutivas, tendo perdido todos os jogos disputados desde o final de Outubro.

Porém, o histórico de confrontos entre ambas as equipas é até favorável à turma dos Riachos, que ganhou duas das quatro últimas partidas em Tomar, registando-se ainda um nulo (em 2016), tendo o União goleado por 4-0 no fecho do campeonato de 2018.

Necessitando reagir prontamente, os unionistas deverão reencontrar já esta tarde o rumo dos triunfos.

Rio Maior e Fazendense encontram-se pela primeira vez em Rio Maior. Depois da surpresa provocada pelos riomaiorenses no arranque do campeonato, empatando nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense tem vindo a realizar excelente campanha, partilhando o 4.º posto com o Abrantes e Benfica, somente a dois pontos dos vice-líderes, contando com a segunda defesa menos batida, apenas superada pelo comandante.

Tendo em curso um ciclo muito favorável, de quatro vitórias consecutivas (incluindo no jogo da Taça), o Fazendense é também favorito a ganhar este embate.

O Pego recebe o Cartaxo, com um (curto) histórico que é favorável aos pegachos, que, depois de um empate há nove temporadas, se impuseram ao adversário por 4-2 em 2016-17. Não obstante, tendo a formação do Pego perdido oito dos seus últimos nove jogos, antecipa-se que os visitantes possam enfim regressar às vitórias, de que se encontram arredados já há seis jogos!

Samora Correia e Torres Novas defrontaram-se também por quatro vezes nos últimos anos, sendo que os samorenses não conseguiram ainda bater, no seu próprio reduto, os torrejanos, não tendo ido além de um empate a zero na última época, tendo perdido nas outras três ocasiões; não conseguiram, aliás, nesses quatro encontros, marcar qualquer golo.

Em função do desempenho de ambas as equipas, ocupando posição tranquila na tabela, a repartição de pontos parece ser um cenário de alguma probabilidade.

Por fim, na Glória do Ribatejo, a turma local recebe a visita do Ferreira do Zêzere, a atravessar momento positivo. Na única vez que se encontraram no principal escalão, na última temporada, os ferreirenses surpreenderam pela expressão do marcador, goleando por 4-0.

Esta tarde, frente a uma equipa em dificuldades, o clube de Ferreira do Zêzere pretenderá certamente aproveitar para se desforrar do inesperado desaire caseiro sofrido ante este mesmo adversário na ronda inaugural do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.01.2020)

Hertz

Depois das festividades de Natal e Ano Novo, e após a disputa de eliminatória prévia da Taça do Ribatejo, está de regresso o campeonato distrital da I Divisão, com os jogos da última jornada da primeira volta.

Nesta ronda começa por destacar-se, pelo seu simbolismo, o clássico de maior historial do futebol distrital, com União de Tomar e Torres Novas a encontrarem-se pela 93.ª vez em jogos oficiais (a contar para campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo), com um equilibrado balanço global de 38 vitórias dos unionistas face a 36 dos torrejanos, para além de 18 empates.

O equilíbrio é ainda mais vincado se considerarmos os oito encontros entre ambos os clubes nas últimas nove temporadas, a contar para o campeonato, com três triunfos para cada lado e duas igualdades, a última das quais na época passada.

Não obstante, atendendo ao desempenho das duas equipas, assim como às respectivas ambições, o União de Tomar é considerado favorito no desafio desta tarde.

Mas esta jornada tem outros “jogos grandes”, de prognóstico imprevisível, nomeadamente os que colocam frente-a-frente, respectivamente, Samora Correia e Coruchense, Mação e Cartaxo e Fazendense e Abrantes e Benfica.

Em Samora, o agora vice-líder, Coruchense (a par dos tomarenses) terá um teste de elevado grau de dificuldade, pese embora os homens do Sorraia até tenham sido bem sucedidos nas suas duas últimas deslocações ao terreno deste adversário, com outras tantas vitórias, em 2016-17 e na época passada.

Com um ciclo muito positivo de seis triunfos consecutivos, o Coruchense procurará manter a passada, mas, para tal, terá de contornar as dificuldades que o Samora Correia não deixará de lhe colocar.

Em Mação, com a turma local agora a parecer em fase de menor fulgor (não obstante a goleada de 7-0 aplicada, no passado fim-de-semana, ao Porto Alto, em jogo da Taça), o Cartaxo pretenderá colocar termo a uma “seca” de quatro partidas sem vencer (cinco, se contarmos também com a da Taça), nas quais, aliás, foi derrotado por três vezes.

Porém, já sem objectivos palpáveis nesta temporada – afastados da Taça e muito distantes dos lugares do pódio no campeonato –, os cartaxeiros não encontrarão facilidades, frente a um adversário, que, por curiosidade, com eles partilha a 6.ª posição, pelo que não surpreenderá se os donos da casa obtiverem resultado positivo neste desafio.

Tem sido esta, aliás, a tendência a prevalecer nos últimos anos, nos encontros entre ambos os emblemas, com cinco vitórias do Mação, face a apenas dois triunfos do Cartaxo – o mais recente, precisamente, na última vez que se cruzaram, há duas épocas –, não se tendo ainda registado qualquer empate.

Nas Fazendas de Almeirim encontram-se duas das melhores formações deste campeonato, com o 5.º classificado, Fazendense, a receber o 4.º, Abrantes e Benfica, num confronto sem histórico.

Tendo cada um destes clubes vencido em quatro das cinco últimas jornadas do campeonato, a repartição de pontos é um cenário a considerar para esta tarde.

Quanto ao líder destacado, U. Almeirim, viaja até à Glória do Ribatejo, na perspectiva de manter a sua campanha 100% vitoriosa, para o que terá de contar com a tradicional réplica dos donos da casa.

Na única vez em que se cruzaram, na última década, no principal escalão, precisamente na época passada, o resultado saldou-se por um empate a uma bola, o que, não sendo previsível que se repita hoje, constituiria, a suceder, um marco neste campeonato.

Assinala-se ainda a curiosidade do reencontro, em duas semanas sucessivas, de Rio Maior e Riachense. Depois do triunfo dos riomaiorenses por 3-1 na partida da Taça, os visitados pretenderão aproveitar a oportunidade para se afastar dos lugares da cauda da tabela, sendo expectável que ampliem para nove a terrível série de derrotas sucessivas do grupo dos Riachos.

Quem necessita também, urgentemente, inverter a tendência de maus resultados é o Moçarriense, que perdeu oito dos seus últimos nove jogos, vindo de uma dolorosa goleada caseira sofrida ante o Amiense, no passado Domingo, no jogo da Taça.

Contudo, recebe um bem organizado conjunto do Ferreira do Zêzere, que até ganhou na Moçarria, há duas épocas, na única vez que, nos últimos anos, se defrontaram na I Divisão, pelo que não se afigura fácil a missão dos visitados.

O outro “lanterna vermelha” (a par do Riachense), Pego, recebe o Amiense, sendo que, na três vezes que ali se confrontaram na última década, os pegachos nunca conseguiram vencer, não tendo ido além de um empate, com duas vitórias dos homens de Amiais de Baixo, que voltam a ter maior dose de favoritismo esta tarde, depois da categórica exibição do passado fim-de-semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.01.2020)

Hertz

A partida de maior chamariz da eliminatória da Taça do Ribatejo que hoje se disputa é a que coloca frente a frente o Cartaxo e o Coruchense – confronto de que, aliás, poderá sair o próximo adversário do União de Tomar, caso os tomarenses consigam confirmar o apuramento para os 1/8 de final.

Não existindo histórico de embates recentes entre aqueles dois clubes, a contar para a Taça, recorremos às estatísticas da I Divisão Distrital, que apontam para um absoluto equilíbrio: em cinco encontros no Cartaxo, nas sete últimas épocas, regista-se uma vitória para cada lado e três empates, sendo de notar que o triunfo dos cartaxeiros sucedeu, precisamente, no campeonato em curso, há menos de dois meses.

Esta tarde, num jogo de características diferentes, a eliminar, o prognóstico é incerto, mas o factor casa poderá vir a ser determinante.

Na Moçarria, temos um “derby” entre dois clubes do município de Santarém, com o Moçarriense a receber a visita do Amiense.

Estas duas formações cruzaram-se, na Taça do Ribatejo, já por três vezes, sempre com vitória da turma de Amiais de Baixo: em 2009-10 e em 2012-13, de ambas as vezes na fase de grupos da prova, e na Moçarria; em 2018-19, nos 1/8 de final, em Amiais.

Alargando a análise aos jogos a contar para o campeonato, o Amiense regista igualmente supremacia, com três triunfos, tendo o Moçarriense vencido uma única vez, em 2015-16.

Atendendo ao desempenho de ambos os conjuntos nesta temporada, os visitantes terão maior probabilidade, pelo menos em teoria, de seguir em frente.

O outro desafio entre clubes primodivisionários será o Rio Maior-Riachense, que se defrontaram, na época passada, na fase final, de apuramento de Campeão, da II Divisão Distrital, então com vitória dos riomaiorenses por 3-0. Esta tarde, os visitados, pese embora as oscilações de forma que têm denotado, são também favoritos a repetir o triunfo, ante um adversário que segue num ciclo terrível, de oito desaires sucessivos no campeonato.

Em Tomar, o União recebe o Marinhais, actual 2.º classificado da série B da II Divisão. Os dois emblemas defrontaram-se, na última temporada, então na I Divisão, com vitória dos tomarenses por 3-1.

Porém, na única ocasião em que se cruzaram a contar para a Taça do Ribatejo, na já distante temporada de 1997-98 (na qual o União de Tomar se viria a sagrar Campeão Distrital), foi então o Marinhais a levar a melhor, ganhando no seu terreno, por 2-1, em encontro dos 1/8 de final.

Em qualquer caso, atendendo ao actual estatuto dos dois clubes, a que acresce o factor casa, o União é claro favorito para a partida desta tarde.

Torres Novas e Benavente repetem o confronto mais frequente de todos os embates agendados para esta ronda, também com três jogos já disputados entre ambos na Taça do Ribatejo, com desfechos variados: nos 1/4 de final da época de 2009-10, após empate a duas bolas, o desempate da marca de grande penalidade foi favorável aos benaventenses; nas 1/2 finais de 2010-11, o resultado foi o mesmo, uma igualdade a dois golos, mas, desta feita, seriam os torrejanos a levar a melhor no desempate, vindo a conquistar o troféu, depois de bater o Cartaxo na final; mais recentemente, nos 1/8 de final da temporada de 2017-18, o Torres Novas goleou o Benavente por 7-2!

Também para o campeonato, estes dois clubes se defrontaram em Torres Novas, por seis vezes, nos últimos nove anos, com cinco vitórias dos visitados e um empate.

Perante este historial, seria surpreendente se os torrejanos não obtivessem o apuramento esta tarde.

A U. Atalaiense recebe o Abrantes e Benfica, numa reedição do encontro que disputaram na época passada, então a contar para o escalão secundário, com triunfo dos abrantinos por 3-1, que são também favoritos hoje.

Os restantes três encontros serão estreias, com o Mação com todo o favoritismo na recepção ao Porto Alto, enquanto o Fazendense deverá confirmar os seus superiores argumentos no terreno do Espinheirense; no Goleganense-Entroncamento – único embate entre clubes da II Divisão –, a equipa da cidade ferroviária perfila-se também como favorita a ganhar.

Entretanto, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final, o Samora Correia, vencedor ante o Ferreira do Zêzere no passado fim-de-semana, assim como Alcanenense, Glória do Ribatejo, Ortiga, Pego, Pontével e U. Almeirim, os quais, por sorteio, ficaram isentos desta eliminatória.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.12.2019)