(“O Templário”, 26.11.2020)

Bastaram sete rondas para que os candidatos ao título se agrupassem na frente da pauta classificativa, monopolizando já, nesta altura, os cinco primeiros lugares: Abrantes e Benfica (100% vitorioso, contando um jogo a menos) e Coruchense, os quais partilham a liderança; U. Tomar a quatro pontos; Mação a seis; e Fazendense a sete pontos dos comandantes. Acresce ainda o Cartaxo, por agora 7.º classificado, também com um jogo a menos; não esquecendo, por outro lado, que o Alcanenense (no 10.º posto, a dez pontos dos guias) regista três jogos em atraso – constituindo, a par dos abrantinos, os únicos clubes ainda invictos.

Assim como, noutra perspectiva, posicionam-se já na cauda da tabela várias das equipas que, à partida, se antevia tivessem como meta primordial a luta pela manutenção no escalão principal, casos do Entroncamento, Torres Novas, Riachense e Moçarriense.

Destaques – Numa jornada sem especiais motivos de realce, a principal nota vai para o empate (1-1) alcançado pelo Torres Novas no Cartaxo, numa partida que reunia dois conjuntos que vinham de uma ronda traumática. Atendendo às distintas pretensões dos dois contendores, tal não deixa de traduzir mais um desfecho negativo para os cartaxeiros, que, até agora, apenas venceram metade dos jogos, um desempenho muito aquém do necessário a um efectivo candidato.

Assinala-se, por outro lado, o primeiro triunfo do U. Tomar em terreno alheio – após ter cedido uma derrota e dois empates –, tendo vencido por 2-1 no Entroncamento, um resultado “arrancado a ferros”, mercê de dois tentos de Tiago Vieira, com a particularidade de terem sido obtidos ambos já em tempo de compensação, ainda que em cada uma das partes do desafio.

Pese embora os nabantinos tenham, durante larga parte do tempo, assumido a iniciativa e o controlo do jogo, permitiram algumas rápidas e muito perigosas transições, com a formação da cidade ferroviária a desaproveitar, pelo menos, três soberanas oportunidades para chegar ao golo. Depois de um tento para cada lado, resultantes da conversão de grandes penalidades, os tomarenses intensificaram a pressão na última meia hora, mas de forma muito espartilhada por uma bem organizada equipa do Entroncamento, vindo a ver os seus esforços coroados de êxito com um muito oportuno desvio de cabeça do avançado unionista, já mesmo a findar o encontro.

O Fazendense, que vinha patenteando alguma irregularidade, “despachou” de forma categórica a, até agora, surpresa pela positiva, Glória do Ribatejo, goleando já, ao intervalo, por quatro golos sem resposta, não tendo os visitantes conseguido melhor que reduzir a desvantagem para 4-1.

Dando sinais de regressão em relação ao desempenho que tinha atingido nas partidas iniciais, o Riachense, não só acumulou quarto desaire sucessivo, como vai somando goleadas: depois do 1-7 em Tomar, foi agora batido, em casa, por 1-5, pelo Mação, seguindo com uma média superior a três golos sofridos por jogo, tendo caído na penúltima posição, apenas à frente do Moçarriense.

Confirmações – Considerando-se que houve apenas uma “surpresa” (no Cartaxo), o desfecho dos restantes desafios enquadrou-se dentro do que seria expectável.

Desde logo, com mais uma vitória do Abrantes e Benfica, não obstante por tangencial 2-1, na recepção ao Rio Maior. Tal como na semana passada, um triunfo difícil, alcançado já nos derradeiros dez minutos, depois de os riomaiorenses terem conseguido chegar ao empate.

O outro líder, Coruchense, venceu também com naturalidade, na Moçarria, frente ao “lanterna vermelha”, por 2-0, com o Moçarriense numa já extensa série de seis derrotas consecutivas, em todos os jogos que disputou até à data, com uma fraca média de 0,5 golos marcados por jogo.

Em Amiais de Baixo, o Amiense ganhou ao Samora Correia por 1-0, o que proporcionou aos locais ascender ao 6.º lugar da tabela, em contraponto a uma descida dos samorenses a uma já algo inquietante 12.ª posição, fruto de um negativo ciclo de quatro desaires sucessivos.

Num fim-de-semana em que foram realizados todos os oito jogos agendados – apenas a segunda vez em que tal se verifica, depois da ronda inaugural – na oitava partida não foi desfeito o nulo entre Ferreira do Zêzere e Alcanenense, dois emblemas que seguem tranquilos a meio da tabela.

II Divisão Distrital – Numa ronda com alguns encontros de especial aliciante, o Espinheirense bateu o Caxarias por 3-2 (depois de ter chegado a 3-0), mantendo o pleno de vitórias (seis). Quem também abriu espaço em relação aos perseguidores foi o At. Ouriense, vencedor em Fátima por 2-0, com os fatimenses, no 3.º posto, agora já a seis pontos do adversário desta jornada.

Na outra série, num embate entre os agora dois primeiros classificados, Salvaterrense e Benavente terminaram igualados a dois golos, numa partida que, no seu decurso, foi registando todos os desfechos possíveis. Destaque ainda para a goleada (4-1) sofrida pelo anterior líder (Forense) no Porto Alto, assim como para o convincente triunfo (3-0) do Benfica do Ribatejo ante o Marinhais.

Campeonato de Portugal – Noutro fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, o U. Santarém foi empatar (1-1) a Pêro Pinheiro, em encontro adiado da 5.ª ronda, um desfecho positivo (ante o actual 4.º classificado), reforçando a sua 7.ª posição.

Antevisão – Atingindo-se já a 9.ª jornada, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente U. Tomar (3.º) e Mação (4.º), dois dos principais candidatos assumidos ao título, em partida de desfecho imprevisível, para mais numa altura em que o factor casa se apresenta muito limitado.

Por seu lado, os líderes terão tarefas de grau de dificuldade distinto, com o Coruchense claramente favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere, enquanto o Abrantes e Benfica visita a Glória do Ribatejo, restando saber se os homens da casa conseguirão manter a consistência exibicional que já lhes permitiu derrotar a formação do Sorraia e impor um empate aos tomarenses.

De interesse será também o Samora Correia-Cartaxo, entre dois grupos que denotam não atravessar o melhor período, com os cartaxeiros a verem reduzir-se a “margem de erro”.

Na II Divisão, teremos vários motivos de interesse, em particular no At. Ouriense-Espinheirense (reunindo os dois actuais primeiros classificados da série A) e no Vasco da Gama-Fátima; e, a Sul, com o “derby” Marinhais-Salvaterrense e o Forense-Benfica do Ribatejo.

Na retoma do calendário regular do Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Torres Vedras, para defrontar o vice-líder, Torreense, portanto uma saída de elevado grau de dificuldade; por seu lado, Fátima SAD e U. Almeirim cruzam-se, com aparente favoritismo dos almeirinenses.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 19.11.2020)

Com a jornada do passado fim-de-semana (tal como sucederá com a próxima) agendada para um inusitado horário matinal (11 horas), dadas as restrições (“recolher obrigatório”) vigentes a partir das 13 horas, tivemos uma manhã repleta de golos, num total de 34 tentos apontados em sete partidas, praticamente à média de 5 golos/jogo, para o que contribuíram decisivamente três dos desafios, nos quais se registaram oito golos em cada um deles!

Destaques – O futebol, seja qual for o escalão ou a competição, continua, com o seu sortilégio, a surpreender-nos, revalidando o seu cariz de imprevisibilidade, o que constitui um dos seus maiores aliciantes.

Vem isto a propósito (não só, mas também, como veremos adiante) do embate entre dois dos principais candidatos ao título, Coruchense e Cartaxo – que, antes deste confronto, ocupavam, respectivamente, a 2.ª e 3.ª posições (após acerto de calendário por parte dos cartaxeiros) –, o qual se afigurava, à partida, como um jogo repartido, que poderia pender para qualquer dos lados…

Ora, o que sucedeu: uma fantástica torrente de golos a favor da turma do Sorraia (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete a zero! – com “hat-tricks” dos brasileiros Carl Kevin Roxenborg (com dupla nacionalidade, também sueca) e Lorran de Jesus, que lideram a lista dos melhores marcadores – que arrasaram a equipa do Cartaxo, que mais não conseguiu que, já à beira do fim, chegar ao ponto de honra, fixando o “placard” num absolutamente incrível 7-1! Só visto.

Precisamente a mesma marca que se registou no U. Tomar-Riachense, mas, neste caso, tratando-se de um resultado que não se pode considerar inesperado, atendendo a que, já em Janeiro do corrente ano de 2020, os tomarenses haviam goleado este mesmo adversário por 7-0 (para além de, ainda mais recentemente, em encontro de preparação, antes do arranque do campeonato, os unionistas terem atingindo mesmo os dois dígitos, goleando então por 10-1!). Um desfecho – outra vez (tal como sucedera ante o Cartaxo), com os golos bem repartidos, apontados por cinco jogadores diferentes – que poderá constituir tónico anímico importante para o grupo nabantino.

O terceiro prélio com oito golos foi o que colocou frente-a-frente Torres Novas (penúltimo classificado, ainda sem vitórias) e Amiense, o qual se saldou por um raríssimo 4-4, com os torrejanos, depois de terem chegado a 4-0, a colapsarem súbita e drasticamente, vindo a conceder nada menos de três golos (4-2, 4-3 e 4-4) em período de compensação! Um sucesso de que não há memória e que, inevitavelmente, não deixará de provocar forte abalo de confiança num conjunto já dela tão carenciado.

Quem prossegue, “impávido e sereno”, a sua caminhada triunfal (mantendo o pleno, com cinco vitórias em outros tantos encontros disputados) é o Abrantes e Benfica, vencedor em Samora Correia por 3-2. As dificuldades que lhe foram colocadas – por duas ocasiões viu o opositor restabelecer a igualdade –, e, sobretudo, a forma como conseguiu superá-las, retomando, pela terceira vez, a vantagem, a cinco minutos do final, transmitem sinais de, ao invés do que se passa com o Torres Novas, robusta confiança. Quem conseguirá travar os abrantinos?

Surpresa – À parte a magnitude do triunfo da formação do Sorraia e a abrupta “derrocada” final dos torrejanos, o resultado talvez menos expectável da ronda terá sido a derrota do Fazendense em Rio Maior, pese embora por tangencial 1-0, dando sequência a um início de temporada menos conseguido por parte dos 2.º classificados da época passada, nesta altura a repartir posição a meio da tabela, precisamente com este seu último oponente.

Confirmações – O Mação, em recuperação gradual, somou terceiro triunfo no campeonato, vencendo o Ferreira do Zêzere por 2-0, integrando agora o quarteto que partilha o 4.º posto, tal como, aliás, sucede com os ferreirenses.

Fazendo igualmente parte de tal lote encontra-se o emblema da Glória do Ribatejo, que, porém, não foi além de uma igualdade a um golo na recepção ao Entroncamento AC, jovem clube que, tendo passado por dificuldades no arranque da prova, vem dando alguns passos importantes em termos do seu crescimento competitivo.

O oitavo jogo da 7.ª jornada, entre Alcanenense e Moçarriense, até agora as duas equipas mais afectadas pela pandemia, foi adiado, sendo que o conjunto de Alcanena não entra em campo já desde a 3.ª ronda.

II Divisão Distrital – O Espinheirense prossegue no rumo das vitórias, tendo somado a quinta consecutiva, em outros tantos jogos, ganhando em Abrantes, à equipa B do Abrantes e Benfica, por 2-0. Também o At. Ouriense, neste seu regresso à competição, parece apostado em voltar rapidamente ao principal escalão, tendo repetido, pelos mesmos números (5-1), a goleada da semana passada, desta feita frente ao Aldeiense. Por seu lado, o Fátima foi ganhar a Caxarias, por 2-1, ascendendo à 3.ª posição, logo atrás da turma de Ourém.

A Sul, foram adiado dois dos cinco jogos, destacando-se a goleada (4-0) do Benavente frente ao Benfica do Ribatejo, tal como a do agora novo líder (à condição), Salvaterrense, que venceu por 5-0 nas Fazendas de Almeirim, ante a equipa B do Fazendense.

Campeonato de Portugal – Os três representantes do Distrito aproveitaram a pausa no calendário do campeonato, para recuperar alguns dos jogos em atraso. Assim, em partida da jornada inaugural, o U. Santarém recebeu e bateu o U. Almeirim por 2-0, o que proporcionou aos escalabitanos subir ao 7.º lugar (sendo que mantêm três jogos em atraso…), enquanto os almeirinenses (que disputaram o 5.º jogo, nas seis jornadas já decorridas, tendo somado a quarta derrota) caíram abaixo da “linha de água”, posicionando-se agora no 9.º posto.

Já o Fátima SAD, em encontro a contar para a 4.ª jornada, foi goleado, em “casa” (em Vila Chã de Ourique), pelo guia, Alverca, por contundente 0-6. Contando também cinco jogos, a equipa “fatimense” obteve somente um empate, sendo “lanterna vermelha”, com dois pontos negativos.

Antevisão – A 8.ª jornada da divisão principal não inclui, a priori, nenhum jogo de “sensação”, destacando-se as deslocações do Coruchense à Moçarria, e do U. Tomar ao Entroncamento, cabendo ao Abrantes e Benfica receber a visita do Rio Maior.

No segundo escalão, teremos a curiosidade do confronto entre Fátima e At. Ouriense, enquanto o comandante, Espinheirense, receberá o Caxarias. Mais a Sul, teremos o Salvaterrense-Benavente, Porto Alto-Forense e Benfica do Ribatejo-Marinhais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 12.11.2020)

Após uma semana de interrupção, com o adiamento dos desafios agendados para o fim-de-semana de 1 de Novembro, devido às restrições às deslocações então vigentes, foram retomados os campeonatos distritais de futebol. Na I Divisão, avançando-se para a 6.ª ronda – ainda assim, com mais um encontro adiado (Cartaxo-Alcanenense) –, assinala-se, em especial, o terceiro jogo sem conseguir ganhar fora de casa por parte do U. Tomar.

Destaques – Numa jornada “morna”, sem resultados de grande sensação, o realce vai, precisamente, para o empate (1-1) imposto pelo Glória do Ribatejo ao U. Tomar, mesmo ao cair do pano (alcançando o golo da igualdade já a rondar o 100.º minuto!).

A realizar um notável arranque de temporada, tendo batido já o Coruchense (um dos actuais líderes) e o Samora Correia, a formação da Glória voltou a “surpreender”, fazendo perder pontos a outro candidato, no termo de uma partida em que, não obstante os unionistas tenham disposto de maior número de oportunidades de golo, não conseguiram concretizar nenhuma delas – tendo marcado apenas na sequência de uma grande penalidade, a sancionar um contacto com a mão.

Sem que os tomarenses tivessem chegado ao segundo tento, o qual, presumivelmente, definiria, a seu favor, o desfecho deste prélio, à medida que o tempo ia decorrendo a equipa da casa foi acreditando, nunca deixando de porfiar, mesmo com recurso a futebol directo e lançamento de bolas para a área, até acabar por ser premiada, já “in-extremis”, para além do tempo de compensação (sete minutos) que havia sido determinado pelo árbitro.

Uma vez mais, o U. Tomar, assumindo a responsabilidade do jogo, exercendo domínio e, desta feita, tendo até chegado a estar em vantagem no marcador, acabou por averbar um resultado algo comprometedor, somando, assim, já oito pontos “desperdiçados”, em cinco rondas disputadas – face, por exemplo, a três pontos perdidos pelo Coruchense e Cartaxo (este com dois jogos em atraso), e, sobretudo, uma “folha de serviço limpa” do Abrantes e Benfica (neste caso, com um jogo a menos); posicionando-se, por outro lado, o União, a par na classificação com o Fazendense e à frente do Mação, que perdeu já nove pontos. Urge, pois, “arrepiar caminho”.

O outro destaque da jornada vai para a confirmação do favoritismo do Coruchense, na visita a Amiais de Baixo, campo tradicionalmente difícil para os forasteiros, condição presentemente limitada, pela ausência de público. A turma do Sorraia até se viu, logo de entrada, em desvantagem (auto-golo), mas, de imediato, restabeleceria a igualdade (na sequência de outro auto-golo), vindo a alcançar o tento que lhe proporcionou a vitória (2-1), o que lhe permite continuar a partilhar o comando com os abrantinos, mesmo que à condição.

Confirmações – Nos restantes cinco desafios disputados os resultados ficaram também de acordo com a expectativa, com o guia, Abrantes e Benfica, a bater de forma convincente (3-0) o Torres Novas – inesperado penúltimo classificado, ainda sem se ter estreado a vencer, no que é acompanhado somente pelo “lanterna vermelha”, Moçarriense, equipa que, por seu lado, somou o quarto desaire consecutivo, em outros tantos jogos, perdendo, na Moçarria, por 0-2, ante o Mação (tendo os maçaenses colocado termo a um ciclo muito negativo, de três derrotas sucessivas).

Mais difíceis foram os triunfos alcançados por Fazendense, ante o Samora Correia, e pelo Ferreira do Zêzere, na recepção ao Riachense, ambos por marca tangencial, respectivamente 3-2 e 2-1. No caso do grupo das Fazendas de Almeirim teve mesmo de empreender uma notável reviravolta, de 0-2 até aos 3-2; já os ferreirenses venceram pela primeira vez em casa (ao terceiro jogo), isolando-se, por agora, num excepcional 3.º lugar.

Por fim, no confronto entre os dois clubes novatos do campeonato, Entroncamento AC e Rio Maior SC neutralizaram-se, empatando também a uma bola.

II Divisão Distrital – Os guias das duas séries, Espinheirense e Forense, somam e seguem, tendo obtido o respectivo quarto triunfo em outras tantas rondas: a turma do Espinheiro, goleando a formação da Ortiga por 4-1; o Forense, ganhando face à equipa “B” do Samora Correia por 2-1.

Nesta 5.ª jornada, destacam-se ainda as vitórias do At. Ouriense (goleando por 5-1 na Atalaia), do Caxarias (2-0, no terreno do Aldeiense) e do Benavente (2-1, no Porto Alto).

Campeonato de Portugal – Na 6.ª jornada desta competição, registaram-se dois empates dos clubes do Distrito, ambos a um golo: o U. Santarém, recebendo o líder Caldas; e o Fátima SAD, no terreno do Sacavenense. Menos feliz esteve o U. Almeirim, derrotado (0-1) em casa pelo Loures.

Num campeonato que prossegue a ritmo bastante irregular (há concorrentes com apenas dois jogos disputados, outros com três, quatro ou cinco, e somente um com todos os seis encontros já realizados), os almeirinenses são, ainda assim, os únicos que subsistem acima da “linha de água” (no 7.º lugar); o U. Santarém (um ponto em dois jogos) é antepenúltimo (10.º), enquanto o Fátima SAD, após quatro jogos, continua com pontuação negativa (-2), no último posto.

Antevisão – O “prato forte” da 7.ª jornada da I Divisão Distrital, prevista para o fim-de-semana, é o embate entre os candidatos Coruchense e Cartaxo, de desfecho imprevisível. Mas também o outro líder, Abrantes e Benfica, terá um teste de elevado grau de exigência, com a deslocação a Samora Correia. Quanto ao U. Tomar, actuando no seu reduto, é claramente favorito, frente ao Riachense.

Na divisão secundária, serão pontos de interesse, nomeadamente, as seguintes partidas: Abrantes e Benfica B-Espinheirense; Caxarias-Fátima; e Benavente – Benfica Ribatejo.

Quanto ao Campeonato de Portugal, salvo quanto a alguns jogos de acerto de calendário, está previsto um interregno, até dia 29 de Novembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 22.10.2020)

À terceira jornada, subsiste apenas uma equipa com o pleno de vitórias, feito ainda de maior relevo por ter sido alcançado com dois triunfos em terreno alheio, incluindo uma goleada em Ferreira do Zêzere e, principalmente, o êxito obtido nesta ronda, no reduto de um dos principais candidatos (Mação); o Abrantes e Benfica lidera, pois, destacado – e, nesta altura ainda tão prematura, já com seis pontos de vantagem sobre concorrentes como U. Tomar, Cartaxo e Mação (pese embora os dois primeiros terem um jogo em atraso, em ambos os casos ante o Moçarriense).

Destaques – Efectivamente, o grande realce da jornada vai para a vitória dos abrantinos em Mação, por tangencial 1-0, numa afirmação de solidez competitiva, perante um adversário que, ao invés – e depois de entrar a golear (8-0) – somou dois desaires algo imprevistos, sobretudo por terem sido sucessivos, perante dois rivais directos (Fazendense e Abrantes e Benfica).

Com um bom arranque de campeonato continua o recém-promovido Alcanenense, com um grupo jovem, mas promissor, que, recebendo o 2.º classificado da época passada, Fazendense, averbou uma igualdade a um golo – segundo empate cedido pela formação das Fazendas de Almeirim em outros tantos desafios fora de casa, após o bom triunfo ante o Mação, em casa –, com o conjunto de Alcanena a partilhar agora a vice-liderança com o Samora Correia.

Precisamente, os samorenses, também a surpreender pela positiva, aproveitaram da melhor forma uma sequência de dois encontros no Campo da Murteira, para somar duas vitórias sucessivas: depois da goleada imposta ao U. Tomar, um convincente triunfo, por 3-1, ante o Rio Maior – isto, depois do empate na estreia, em Torres Novas. A par de Abrantes e Benfica, Alcanenense e Fazendense, o Samora Correia completa o quarteto de clubes ainda invictos na presente edição da prova.

O Cartaxo redimiu-se, de alguma forma, da derrota sofrida em Tomar, indo golear a Ferreira do Zêzere, por 4-0, evidenciando, obviamente, que é uma equipa com a qual será necessário contar para disputa dos lugares cimeiros. Ao contrário, os ferreirenses, depois da assinalável vitória averbada em Amiais de Baixo, voltaram a baquear por números muito pesados no seu próprio terreno – com a atenuante possível de, nesses dois jogos, terem defrontado duas das turmas mais poderosas da competição, o actual líder Abrantes e Benfica e o Cartaxo.

Surpresas – Atendendo às dificuldades patenteadas durante a fase de preparação da época, não deixa de ser também surpreendente a campanha positiva que, por ora, o Riachense vai apresentando (contando agora com uma vitória, um empate, ante o Fazendense, e uma derrota, em Abrantes), tendo vencido (1-0) nesta ronda o Amiense, sendo que, por seu lado, o grupo de Amiais de Baixo somou dois penalizadores desaires sucessivos com que, certamente, não contava.

Após uma entrada em prova com um resultado muito negativo (goleada sofrida em casa, frente ao Alcanenense), o Glória do Ribatejo – que surpreendera, na passada semana, ao derrotar o conceituado Coruchense – voltou a ir buscar um ponto a Torres Novas (que, para já, vai registando um desempenho sofrível no campeonato), empatando a duas bolas (depois de, na época passada, ali ter averbado igualdade a um tento.

Confirmação – O Coruchense aproveitou a recepção ao debutante Entroncamento (que somou terceira derrota, tendo acumulado já 13 golos sofridos, não tendo ainda conseguido estrear-se a marcar) para “curar as feridas” do desaire sofrido na semana anterior na Glória; venceu por inequívoca marca de 3-0, instalando-se na 4.ª posição, a um ponto do par que reparte o 2.º posto, a três pontos do guia.

O oitavo encontro calendarizado para esta 3.ª jornada, entre U. Tomar e Moçarriense foi adiado, para 28 de Outubro, ainda em função do caso positivo relacionado com o COVID-19 no grupo da Moçarria.

II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas no escalão secundário, são quatro os clubes só com vitórias: a Norte, somente o Espinheirense, já líder isolado; a Sul, Forense, Benavente e Salvaterrense partilham a liderança.

Destacam-se, principalmente, os seguintes desfechos, nas partidas de maior aliciante: a goleada de 5-1 aplicada pelo Espinheirense ao Aldeiense; e as igualdades a dois golos no Caxarias-At. Ouriense e no Fátima-Tramagal, na série A; o tangencial triunfo (2-1) do Benavente, na recepção ao Marinhais, num embate entre dois dos candidatos aos lugares de topo na série B.

Campeonato de Portugal – Continuam a ser muito “cinzentas” as nuvens que pairam sobre os clubes representantes do Distrito, com um difícil arranque competitivo neste escalão (tal como evidenciado, igualmente, nos desafios da Taça de Portugal): três jogos, três desaires, nesta jornada 3: o U. Santarém estreou-se na prova, com uma categórica derrota, por 3-0, em Alverca, um dos concorrentes com maiores ambições na série F; o Fátima (SAD) foi contemplado com igual marca em Loures; o U. Almeirim, menos mal, perdeu por tangencial 1-0 em Pêro Pinheiro.

Na classificação, só os almeirinenses somaram pontos (3), com os escalabitanos ainda a zero, e, o Fátima, inclusivamente, por agora, com pontuação negativa (- 3 pontos), dada a falta de comparência na jornada inaugural. Sacavenense e Alverca, ambos apenas com dois jogos realizados, são os únicos só com vitórias.

Antevisão – A 4.ª jornada da I Divisão Distrital oferece-nos alguns desafios que se perspectivam de forte interesse: desde logo, o confronto entre Fazendense e Coruchense (2.º e 3.º classificados no interrompido campeonato precedente), assim como, também, o Abrantes e Benfica-Alcanenense, ou o Amiense-Mação, com os dois emblemas a pretenderem rectificar a má imagem deixada nas duas rondas anteriores. Por seu lado, o U. Tomar enfrenta mais um importante teste, com uma sempre difícil deslocação a Rio Maior.

No escalão secundário, destacam-se o Fátima-Espinheirense, Tramagal-At. Ouriense, Forense-Benavente e Benfica do Ribatejo-Salvaterrense.

Já no âmbito nacional, o Fátima-Alverca foi adiado, cabendo ao U. Almeirim e ao U. Santarém receberem, respectivamente, o Caldas (actual 3.º classificado) e o 1.º Dezembro (8.º lugar).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Outubro de 2020)

(“O Templário”, 15.10.2020)

Com o Distrital da I Divisão desta nova temporada a ser – logo na sua 2.ª jornada – directamente afectado pela situação de pandemia (isto, claro, para além da perturbação já decorrente da anormalidade da ausência de público), provocando o adiamento do jogo Cartaxo-Moçarriense (devido ao facto de um dos elementos da formação da Moçarria ter testado positivo em relação ao “COVID 19”), o realce vai para o facto de nada menos do que três dos principais candidatos aos lugares de topo terem sido derrotados: U. Tomar, Coruchense e Mação – com Abrantes e Benfica e o recém-promovido Alcanenense a serem os únicos clubes a conseguir bisar o triunfo.

Destaques – Eram conhecidas as dificuldades que a longa viagem a Samora Correia apresentava ao União de Tomar (três desaires nas quatro últimas visitas para o campeonato – que, passaram, portanto, a quatro derrotas nas cinco épocas mais recentes), e ainda não cabalmente firmado o grau de preparação da equipa para enfrentar este tipo de desafios, logo no arranque da prova.

Porém, não se esperaria de todo que a turma unionista – que tão boa conta de si havia dado na estreia, goleando outro candidato, Cartaxo – viesse a baquear com tal estrondo, como sucederia, também ela goleada, por pesados 4-0, num jogo completamente ao reverso do da semana passada.

Os nabantinos entraram em campo assumindo a sua condição de superior potencial, procurando, desde início, o ataque, mas, desinspirados, não só não conseguiriam – situação que se prolongaria até final – chegar ao golo, como, inclusivamente, permitiram ao adversário inaugurar o marcador.

Parecendo acusar em demasia o toque, o grupo tomarense enervou-se, desconcentrou-se e, pouco depois, num lance fortuito, de descoordenação entre defesa e guarda-redes, “ofereceu” o segundo golo. A partir daí, era já (demasiado) grande a “montanha” a transpor; em contraponto, os samorenses, praticamente em cada investida, marcavam, ampliando o “placard” para 3-0.

Também fruto dessa perturbação, o União voltaria – tal como sucedera há duas semanas – a ficar reduzido a dez unidades, acabando então por já não ser surpreendente que o Samora tivesse mesmo chegado ao 4-0, frente a um conjunto há muito impotente para “remar contra a maré”.

Um desfecho muito negativo que, naturalmente, não compromete nada – até porque, como referido, outros dois candidatos também ficaram a “zero” na pontuação nesta ronda –, mas que indica a necessidade de manter comportamento diverso, em situações de adversidade, procurando preservar a serenidade, continuando a explanar o seu futebol, de forma a conseguir “dar a volta”.

No “jogo grande” da tarde, o Fazendense (2.º classificado na temporada anterior), que vinha de um imprevisto empate cedido nos Riachos, recebeu o Mação – que tivera entrada fulgurante, goleando (8-0) o Entroncamento –, rectificando tal “passo em falso”, ganhando por 1-0, a mostrar que este será um campeonato (pese embora desequilibrado, a nível dos 16 concorrentes) muito disputado, com um leque amplo de equipas capazes de lutar pela vitória em qualquer terreno.

Surpresas – A maior surpresa da ronda foi a derrota de outro dos principais candidatos, Coruchense, na curta deslocação à vizinha Glória do Ribatejo, com o aguerrido grupo da casa – goleado, na estreia, também no seu reduto, ante o Alcanenense – a impor-se por inesperado 2-0.

Em Amiais de Baixo houve igualmente surpresa, com o Ferreira do Zêzere – também goleado, na semana anterior, em casa – a ir recuperar três pontos, no último minuto, ganhando ao Amiense por tangencial 1-0, beneficiando do facto de a formação visitada se ter visto em inferioridade.

Confirmações – Nos outros três encontros, a lógica imperou, desde logo com o segundo triunfo em dois jogos do par que reparte a liderança: o Abrantes e Benfica, na recepção ao Riachense, vencendo por 4-2, depois de se ter visto forçado a operar reviravolta no marcador, aproveitando também situação de desvantagem numérica do adversário; o Alcanenense, indo ganhar ao Entroncamento por 2-0, no reencontro entre os dois clubes recém-promovidos, com o conjunto de Alcanena, para já, a mostrar-se mais adaptado às exigências competitivas do principal escalão.

Mais incerto seria talvez o prognóstico do embate entre Rio Maior e Torres Novas, em que os donos da casa acabariam por vincar a sua superioridade, triunfando por 3-1.

II Divisão Distrital – Na jornada inaugural do campeonato da divisão secundária a equipa mais em realce na série a Norte, foi o Caxarias, que se impôs por categórica marca de 4-0 num compromisso que se antecipava difícil, no terreno do histórico Tramagal. O regressado At. Ouriense venceu pelos mesmos números, mas frente à equipa “B” do Abrantes e Benfica.

Na série a Sul, uma torrente de golos – total de 26, em cinco jogos, à média de 5,2 golos/jogo! –, com goleadas do Marinhais (5-1) e do Benavente (4-0), ante as formações “B” do Fazendense e do Samora Correia, respectivamente; também o Forense goleou (4-1) na recepção ao igualmente regressado à competição Águias de Alpiarça.

Taça de Portugal – Com a eliminação – em jogo em atraso, da 1.ª eliminatória, disputado a meio da passada semana – do Fazendense, pelo 1.º Dezembro (perdendo por 0-2), apenas subsiste um clube (dos cinco iniciais) em representação do Distrito… mas que ainda não se estreou na competição, dado ter o U. Santarém adiado igualmente o seu primeiro jogo, ante o Lourinhanense.

Antevisão – A 3.ª ronda da divisão principal tem como principal aliciante o confronto entre os candidatos Mação e Abrantes e Benfica, sendo também de especial interesse as partidas Alcanenense-Fazendense e Ferreira do Zêzere-Cartaxo, com os visitantes, teoricamente favoritos, a enfrentarem missões bastante arriscadas. Por seu lado, o U. Tomar, que deverá receber o Moçarriense, poderá voltar aos triunfos, confirmando as suas maiores credenciais.

Na II Divisão Distrital, o Caxarias recebe o At. Ouriense, em jogo de particular interesse, anotando-se ainda o Fátima-Tramagal; enquanto, a Sul, se salientam os confrontos Benavente-Marinhais e Salvaterrense-Porto Alto, desafios de grande proximidade e fortes rivalidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Outubro de 2020)

(“O Templário”, 08.10.2020)

Ainda antes de entrar na matéria propriamente dita, uma nota para realçar a proactividade da Associação de Futebol de Santarém – cujos novos órgãos sociais, recentemente eleitos para o mandato de 2020 a 2024 (ano do centenário da instituição), tomaram posse no passado sábado, mantendo a Presidência do Eng.º Francisco Jerónimo –, a qual, perante as desistências do campeonato por parte do Pego e do Pontével, prontamente assumiu a iniciativa de convocar reunião extraordinária com os clubes, propondo o rearranjo do calendário da prova, retomando apenas 16 equipas concorrentes (e, portanto, repondo as 30 jornadas), tendo, sempre que possível, sido mantido o alinhamento dos jogos que haviam sido já previamente sorteados para a 1.ª ronda.

E, se na derradeira jornada disputada na (abruptamente interrompida) edição precedente tinha havido uma “chuva de golos” (total de 35), o arranque da I Divisão Distrital da época de 2020-21 foi ainda mais goleador, superando tal registo, atingindo-se a marca de 37 golos, traduzindo uma média superior a 4,6 golos/jogo! Também, inevitavelmente, um sintoma de um começo de temporada atípico – para já, ainda sem público nos campos –, em que subsistiram, até ao dia inaugural, muitas incertezas, com as equipas em distintos estágios de preparação, em função das respectivas datas de retoma da actividade e com recursos díspares.

Destaques – Por curiosa coincidência, se o Cartaxo tinha fechado a participação no último campeonato com uma goleada sofrida, por 2-5, frente ao Amiense, com outra goleada começou a nova época, perdendo, também pela mesma marca, de 5-2, em Tomar, ante o União, no que constituía, logo de entrada, um confronto directo entre dois dos principais candidatos aos lugares de topo da prova.

Um excelente resultado para os unionistas, que se apresentaram em muito bom plano – com a particularidade de os golos terem sido apontados por cinco marcadores diferentes –, mas que não deixa de ser algo ilusório. De facto, se os tomarenses começaram por dominar o jogo, tendo, com alguma naturalidade, chegado ao 2-0 ainda na primeira parte, a partir daí o Cartaxo evidenciou notável capacidade de reacção, assumindo a iniciativa, e causando alguns calafrios à defesa local.

A toada de jogo desse último quarto de hora da etapa inicial não se alteraria na segunda parte, até que, um pouco “contra a corrente”, aproveitando o risco assumido pelo adversário, o U. Tomar chegaria ao 3-0, definindo dessa forma o desfecho da partida, quanto à questão do vencedor. Não obstante, sem que o Cartaxo se “resignasse” – e, na fase final do encontro, com o jogo já mais “partido”, sem grandes preocupações defensivas de parte a parte –, os golos foram surgindo, numa e noutra baliza, de forma repartida (depois de o União ter inclusivamente chegado aos 4-0), tendo ainda havido tempo para assinaláveis intervenções de um e de outro guardião.

Com uma entrada bem afirmativa, como que a querer dizer, desde logo, “ao que vem”, o Mação é o primeiro líder do campeonato, mercê de uma retumbante goleada, por 8-0, na (amarga) estreia do novel Entroncamento AC no escalão principal. Destaque, neste caso, para o “poker” (quatro golos) apontado por Cristiano Aniceto, com Ivan Alves também a bisar.

Mas, ainda mais impressiva, terá sido outra goleada (5-1), obtida pelo Abrantes e Benfica na deslocação a Ferreira do Zêzere, um “placard” que não estaria nas cogitações de ninguém, atendendo ao potencial reconhecido aos ferreirenses; resultado decorrente de um misto de “dia não” dos locais, conjugado com um “dia sim” dos forasteiros, a confirmar nos próximos desafios.

Ainda dentro do capítulo das goleadas, o Alcanenense teve uma boa entrada, no regresso ao principal escalão, vencendo por 4-1 no tradicionalmente difícil terreno da Glória do Ribatejo, enquanto o Amiense se impôs, na Moçarria, no “derby” escalabitano, por inequívoco 3-0.

Surpresa – A grande surpresa da jornada inaugural foi o empate (1-1) cedido pelo 2.º classificado do campeonato anterior (Fazendense) nos Riachos, ante o Riachense, que, sendo o último classificado à data da suspensão da competição, tinha denotado, nesta “pré-temporada”, grandes dificuldades competitivas. Para já, um ponto muito positivo, que poderá ser um importante tónico.

Confirmações – Nos restantes dois encontros, tivemos, por um lado, a confirmação do favoritismo do também candidato, Coruchense, na recepção ao Rio Maior, triunfando por 4-2, enquanto, por outro – destoando da tendência geral –, no único embate sem golos, Torres Novas e Samora Correia se “neutralizaram”.

Campeonato de Portugal – Tendo-se disputado já a 2.ª jornada desta competição – esta temporada, com novo formato, abrangendo oito séries de 12 clubes cada, sendo despromovidos os quatro últimos classificados de cada série, ao passo que os cinco primeiros disputarão o acesso à II Liga e à futura nova III Liga –, o realce vai para a (pese embora tangencial) vitória, por 3-2, do U. Almeirim, em casa, ante o 1.º Dezembro.

Isto, em contraponto ao muito problemático início de época da SAD do Fátima – nesta altura com pontuação negativa (!) de 3 pontos –, fruto da falta de comparência na ronda inaugural, na partida que deveria ter disputado nas Caldas da Rainha, a par de uma pesada goleada sofrida (0-4) ante o Torreense; na sequência do 0-3 para a Taça de Portugal, frente ao Oleiros, parecem ser bastante “carregadas” as nuvens sombrias que se adivinham no horizonte dos fatimenses, a jogar em “casa emprestada”, em Vila Chã de Ourique.

Quanto ao U. Santarém, ainda não se estrou em competição, tendo adiado os dois primeiros jogos do campeonato (tal como sucedera com a partida da Taça de Portugal).

Antevisão – Na 2.ª jornada da I Divisão Distrital, o cartaz compreende, especialmente, dois confrontos de maior interesse: um aliciante Fazendense-Mação e o Samora Correia-U. Tomar.

Terá entretanto início o segundo escalão do futebol distrital (duas séries de dez equipas cada – assinalando-se o regresso à competição de históricos como o At. Ouriense ou os Águias de Alpiarça, assim como a inscrição da equipa de clube do Fátima), destacando-se as partidas: Tramagal-Caxarias, U. Atalaiense-Espinheirense e o “derby” Samora Correia “B”-Benavente.

O Campeonato de Portugal terá a primeira pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal – sendo que faltava ainda disputar as partidas da ronda inicial por parte das duas equipas do Distrito que subsistiam em prova: Fazendense-1.º Dezembro (agendada para esta quarta-feira, dia 7) e Lourinhanense-U. Santarém (encontro previsto apenas para 21 de Outubro).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2020)

(“O Templário”, 01.10.2020)

Depois de uma época abortada – na qual não foi possível concluir a generalidade das competições –, e com algum atraso em relação ao calendário habitual, arrancou a nova temporada futebolística, por agora restringida ao escalão de seniores (não sendo previsível, por precaução, e em função das restrições de saúde pública vigentes, antecipar a oportunidade do recomeço da prática desportiva competitiva ao nível das camadas jovens, de formação).

No passado fim-de semana teve início mais uma edição (a 81.ª) da designada “prova-rainha”, a Taça de Portugal, contando com a participação de cinco clubes do Distrito: Fátima, U. Almeirim e U. Santarém (a militar no Campeonato de Portugal) e Fazendense e U. Tomar (representantes da Associação de Futebol de Santarém, na condição, respectivamente, de 2.º classificado do Distrital e de semi-finalista da Taça do Ribatejo, à data da suspensão de tais competições).

Actuando em cenários ainda despidos de público, impedindo o ambiente de festa que caracteriza este torneio, e numa verdadeira “tarde não”, as equipas que entraram já em campo (sendo que Fazendense e U. Santarém adiaram os seus compromissos, para o próximo dia 7 de Outubro) foram, todas elas, eliminadas logo na ronda de abertura, tendo sofrido, cada uma, nada menos de três golos, com os nabantinos a serem os únicos que deram efectiva réplica ao antagonista.

Destaque – Ainda assim, tendo o União sido derrotado, em Tomar, por tangencial 2-3, ante o Portomosense (3.º classificado no Distrital de Leiria na ocasião da interrupção do campeonato), o jogo viria a traduzir-se na mostra mais cabal dessa “tarde não”, em que tudo saiu mal, no “pontapé de saída” de uma época em que são grandes as expectativas acalentadas pelo clube e seus adeptos, com objectivos ambiciosos, mercê de um atempado trabalho de reforço do plantel.

Frente a um adversário perante o qual os visitados tinham tudo para poder seguir em frente – atendendo às vicissitudes evidenciadas pelo grupo de Porto de Mós, tardiamente (re)constituído e em atrasado processo de preparação – o U. Tomar praticamente “entrou a perder”, vendo-se em inferioridade numérica logo aos 2 minutos de jogo! Em função de uma rigorosa expulsão, contando com os períodos de compensação, foram mais de 90 minutos a jogar 10 contra 11…

Apesar de fortemente condicionados por esse factor, os unionistas começaram por reagir bem a tal contrariedade, assumindo a iniciativa, controlando o jogo, e tendo beneficiado mesmo de uma soberana oportunidade para inaugurar o marcador, na sequência de uma grande penalidade, contudo com o guardião contrário a ter excelente intervenção, na preservação da sua baliza, a dois tempos (tendo a bola desferido um efeito caprichoso após a defesa inicial), a negar o golo.

Com o “vento a soprar” a seu favor, o Portomosense começou a acreditar que poderia obter desfecho positivo, vindo a colocar-se em vantagem, na conversão de outra grande penalidade, a sancionar um sempre controverso contacto com o braço, após remate a curta distância.

E, num frenético final de primeira parte (já expirados os 45 minutos regulamentares), os visitantes ampliariam a contagem, numa rápida transição, com o marcador do golo a “empurrar” a bola praticamente em cima da linha da baliza, num lance que deixou também bastantes dúvidas sobre a regularidade do seu posicionamento; paradoxalmente, haveria ainda tempo, antes do intervalo, para o U. Tomar reduzir a desvantagem, para 1-2, no que se esperava pudesse constituir tónico determinante para a segunda metade.

No regresso das cabinas, a história como que se repetiria, com os nabantinos a desperdiçarem segunda (!) grande penalidade, desta feita por “excesso de pontaria”, com a bola a embater com estrondo na base do poste, já com o guarda-redes fora do lance. E, quase de imediato, em mais um momento de alguma desconcentração, o Portomosense a dilatar o “placard”, para 3-1.

Não desistindo nunca, continuando a porfiar, o União voltaria a restabelecer a diferença mínima, reduzindo para 2-3. Restavam ainda (considerando o tempo de compensação) cerca de 15 minutos, mas, até final, pese embora ter empurrado o adversário para a zona defensiva, jogando-se já mais “com o coração”, faltaria alguma serenidade e uma “pontinha de sorte” para, pelo menos, concretizar uma de entre um par de claras ocasiões de golo de que dispôs (com o guardião de Porto de Mós, com soberba intervenção, “in extremis”, praticamente no derradeiro lance do desafio, a salvar a sua equipa do prolongamento – no qual, a verificar-se, não deixariam de se fazer sentir, ainda com maior acuidade, as dificuldades físicas do seu “onze”).

Em síntese, um desfecho absolutamente inglório para os tomarenses, nesta fase a evidenciar um potencial muito superior ao do adversário, mas que, em função de algumas falhas próprias, a par de uma boa dose de infelicidade – num dia em que os “astros se parecem ter alinhado” em seu desfavor (com a expulsão logo a abrir, as duas grandes penalidades desperdiçadas, para além de alguns lances em que subsistiu a dúvida) – não conseguiram materializar tal ascendente.

Por sua vez, o Fátima (a atravessar gravíssimos problemas, batido em “casa emprestada”, pelo Oleiros) e o U. Almeirim (derrotado em Torres Vedras, pelo Torreense) registaram categóricos desaires (0-3) que ditaram também o consequente afastamento da prova.

Antevisão – Finda esta (curta) passagem pela competição de índole nacional – apesar de tudo, com boa resposta do grupo em termos de atitude perante a adversidade e de que deverão retirar-se alguns ensinamentos – o U. Tomar terá agora de se focar no seu objectivo primordial, desde logo, com as difíceis rondas iniciais do Campeonato Distrital (recepção ao Cartaxo na estreia, no próximo Domingo, deslocações a Mação e à Moçarria, nas semanas imediatas).

Para além do confronto entre dois dos clubes com maiores ambições (U. Tomar e Cartaxo – integrando um lote amplo de candidatos aos lugares cimeiros, que integra também, principalmente, as formações do Fazendense, Coruchense, Mação e Abrantes e Benfica), destacam-se, na jornada inaugural, o Ferreira do Zêzere-Abrantes e Benfica e o Moçarriense-Mação, assim como o encontro entre dois históricos: Torres Novas-Samora Correia.

Coruchense (recebendo o Rio Maior) e Fazendense (em deslocação aos Riachos) são claros favoritos a entrar a ganhar, num campeonato esta época alargado – de forma inédita – a 18 clubes, mas que principiará já “coxo”, dada a entretanto anunciada desistência do Pego.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Outubro de 2020)

P.S. Já após o fecho da edição de “O Templário”, e dada também a desistência do Pontével, a Associação de Futebol de Santarém procedeu a rearranjo do calendário do campeonato, retomando apenas 16 clubes concorrentes, portanto, com 30 jornadas, tendo, sempre que possível, mantido o alinhamento dos jogos que haviam sido sorteados para a 1.ª jornada (excepto nos casos dos clubes que estava previsto defrontarem o Pego e o Pontével, ou seja, o Entroncamento AC e o Amiense – sendo que a equipa da cidade ferroviária se desloca agora a Mação, enquanto a formação de Amiais de Baixo visita a Moçarria, pelo que o previsto encontro entre Mação e Moçarriense foi reagendado para ronda posterior).

O pulsar do campeonato - 2019-20 - Campeonato cancelado

(“O Templário”, 28.05.2020)

Antecipava aqui, no último artigo desta série, publicado a 12 de Março, que, nesse fim-de-semana, ficariam definidos os finalistas da Taça do Ribatejo – isto, numa altura em que, paralelamente, com 21 das 30 jornadas disputadas, o Campeonato Distrital da I Divisão tinha, há já bastante tempo, um “Campeão anunciado”, o U. Almeirim, que só não confirmaria o título… se acontecesse alguma “calamidade”, de todo imprevisível.

Subitamente, a tal inesperada calamidade – de cariz global, numa muito significativa ameaça à nossa saúde, traduzindo um enorme desafio que todos tivemos de enfrentar – chegou, colocando termo antecipado, de forma abrupta, a todas as competições desportivas. Uma situação inaudita, em quase um século de disputa de provas sob a égide da Associação de Futebol de Santarém!

O surto pandémico associado ao designado “COVID-19” acabaria por vir a impor o cancelamento, atípico e excepcional, das várias provas, na sequência do decretar do “Estado de Emergência” no País, a 18 de Março, forçando a aplicação de amplas medidas restritivas, em prol da preservação de um valor da maior relevância, como é o da saúde pública.

Cancelamento das provas – Efectivamente, na sequência da suspensão de todos os jogos, logo nesse fim-de-semana de 14 e 15 de Março, começariam por ser canceladas, sem efeitos classificativos – não sendo atribuído o título, nem havendo promoções nem despromoções –, as competições dos escalões de formação, conforme deliberação da Federação Portuguesa de Futebol, de 27 de Março, ratificada no dia seguinte pela Associação de Futebol de Santarém.

De forma análoga, a 9 de Abril, ratificando a deliberação adoptada pela Federação Portuguesa de Futebol no dia precedente, a Associação de Futebol de Santarém viria a dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições de seniores que se encontravam nessa data suspensas.

Novo escalão: “III Liga” – Já a 6 de Maio, a Federação Portuguesa de Futebol aprovou um “plano de emergência e reestruturação do terceiro escalão do futebol senior masculino”, tendo decidido criar, a partir da época de 2021-22, uma nova prova, com a designação de “III Liga”, que servirá de acesso à “LigaPro” (2.ª divisão do futebol profissional), sobrepondo-se, pois, ao Campeonato de Portugal, que passará, assim, a constituir o 4.º escalão do futebol em Portugal.

Deste modo, na próxima temporada, de 2020-21, competirão no Campeonato de Portugal as seguintes 96 equipas (repartidas em oito séries de 12 clubes): 2 despromovidas da “Liga Pro” (Cova da Piedade e Casa Pia); 70 que se mantêm (não tendo existido despromoções aos Distritais, decorrendo do cancelamento da época de 2019-20); 20 que ascendem das competições regionais; e 4 novas equipas “B”.

Em 2021-22, a nova “III Liga”, na sua edição de estreia, será disputada por 24 clubes: 2 despromovidos da “LigaPro”; os 6 clubes vencedores de série do Campeonato de Portugal que não alcançarem as 2 vagas de promoção ao segundo escalão; e os 16 apurados de entre os 2.º a 5.º classificados de cada uma das oito séries em que será dividido o Campeonato de Portugal.

Por seu lado, o Campeonato de Portugal da temporada de 2021-22 será disputado por 60 equipas: as 16 que não conseguirem a promoção à III Liga (de entre os 40 classificados entre o 2.º e 5.º lugar de cada série); as 24 que se classifiquem entre a 6.ª e a 8.ª posição em cada uma das oito séries; e 20 promovidas dos Distritais (o Campeão distrital de cada uma das 18 associações do continente, assim como os campeões regionais dos Açores e da Madeira).

Nas épocas seguintes, a “III Liga” e o Campeonato de Portugal verão o número de clubes reduzir-se a 76 (20 na “III Liga”, a partir de 2023-24; e 56 no Campeonato de Portugal, já em 2022-23).

U. Almeirim promovido ao Nacional – Em função desta deliberação, o U. Almeirim – líder destacado do campeonato distrital da I Divisão, com dez pontos de vantagem sobre o seu mais directo perseguidor (Fazendense), a nove jornadas do final –, não obstante não seja galardoado com o título de Campeão Distrital, viria a ser convidado a disputar a próxima edição do Campeonato de Portugal, da época de 2020-21, acabando, pois, por garantir a promoção.

Alargamento da I Divisão Distrital – A nível distrital, a Associação de Futebol de Santarém deliberou entretanto, a 20 de Maio, que não haveria lugar a despromoções (à II Divisão), pelo que – atendendo também à promoção do U. Almeirim ao Nacional – se tornou necessário recompor o quadro competitivo da I Divisão Distrital, tendo sido determinado o alargamento deste campeonato, a título excepcional, para a época de 2020-21, a 18 clubes.

Para tal – para além dos 15 que se mantêm –, foi decidida a integração nesse escalão dos clubes que, à data da suspensão das provas, ocupavam o 1.º lugar de cada uma das séries da II Divisão Distrital (respectivamente Alcanenense e Pontével), assim como da equipa que registava melhor desempenho (média pontual) de entre os 2.º classificados das duas séries (Entroncamento AC).

A I Divisão Distrital voltará a ser disputada por 16 equipas na temporada de 2021-22, o que implicará a descida de divisão, pelo menos, dos quatro últimos classificados (número que, porém, poderá ser acrescido, em função de eventuais despromoções do Campeonato de Portugal).

União de Tomar – A inopinada suspensão e cancelamento das competições impossibilitou algumas das equipas e atletas do U. Tomar de alcançarem o justo prémio para o esforço desenvolvido ao longo de vários meses da época, não tendo tido, portanto, possibilidade de concretizar algumas das duas meritórias aspirações.

A equipa senior de futebol estava à beira de assegurar nova presença na Final da Taça do Ribatejo (tinha vencido, fora de casa, na 1.ª mão das meias-finais), tendo também em mira a forte possibilidade de apuramento para a Supertaça Dr. Alves Vieira e, em paralelo, o regresso às provas nacionais, através da Taça de Portugal – situação que subsiste ainda por definir, à data.

A equipa de Iniciados (sub-15) disputava a fase final, de apuramento de Campeão, posicionando-se no 3.º lugar, somente a dois pontos do líder, praticamente a terminar a primeira volta.

A equipa de “Benjamins” (sub-10) liderava destacada a sua série, já na 2.ª fase da prova, somando por triunfos todos os nove jogos disputados. Contando também com a 1.ª fase, este invencível grupo acumulou 17 vitórias em 17 jogos, com um absolutamente fantástico registo de 274 golos marcados (uma incrível média de mais de 16 golos por jogo)!

Também o “Torneio Internacional dos Templários” (sub-8), que tinha agendada para Junho a sua 13.ª edição, teve de ser igualmente cancelado, como medida de precaução.

Entretanto, a estrutura responsável do União procedeu oportunamente (ainda no mês de Abril) à recomposição do plantel senior – a partir de agora com novo comando técnico, de Filipe Pinto, sucedendo a Lino Freitas (após oito épocas consecutivas como treinador principal, um máximo histórico no clube, com um notável notável “record” de 250 jogos, tendo conquistado a Taça do Ribatejo, e sido ainda duas vezes vice-campeão distrital, para além de se ter sagrado Campeão Distrital de Juniores), após as saídas de Wemerson Silva e Tiago Vieira (os melhores marcadores nas últimas épocas), tendo sido contratados diversos novos reforços, casos nomeadamente de Cláudio Major, Fábio Luzio, Hélio Ocante, Ivo Cristo, João Martins e Ricardo Simões, para além da renovação com praticamente todos os restantes jogadores mais utilizados na época finda.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Maio de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 21jornada

(“O Templário”, 12.03.2020)

Um total de 35 golos (média superior a quatro golos por jogo) foi o saldo apurado na 21.ª jornada do Distrital da I Divisão, a que mais remates certeiros regista na presente temporada, a contribuir activamente para o atingir de uma marca redonda, com um total global de 500 golos no campeonato. Isto, numa ronda assinalada por algumas surpresas, com o segundo desaire do líder, o regresso do Riachense aos triunfos após praticamente toda uma volta com o pleno de derrotas, a par de uma tarde em que o Amiense se exibiu a grande nível.

Destaques – O principal destaque vai precisamente para a goleada (5-2) aplicada pelo Amiense no Cartaxo, que mantinha um registo acumulado de 16 jogos invictos no seu reduto, desde 2 de Dezembro de 2018, data em que fora derrotado… também pela turma de Amiais de Baixo (então, por 1-0, na 10.ª jornada do campeonato da época transacta).

Confirmando o bom momento – somou o sexto triunfo nas sete últimas jornadas –, o grupo comandado por Jorge Peralta potenciou a seu favor, da melhor forma, a irregularidade que os cartaxeiros vêm denotando, ganhando de forma categórica, prosseguindo a sua aproximação ao pelotão da frente (agora somente a dois pontos do 6.º classificado, e a seis pontos do 5.º lugar).

Também em particular evidência esteve o Torres Novas, igualmente em fase muito positiva, tendo somado a quinta vitória consecutiva, impondo ao líder, U. Almeirim, a segunda derrota na prova, também por números convincentes (3-1). Por coincidência, um dos três clubes actualmente com maiores aspirações na Taça, nenhum dos quais conseguiu, nesta ronda, um resultado positivo.

Surpresas – Pese embora tenha sido obtido perante um adversário (também) em crise, o triunfo de uma equipa que seguia com uma terrível série de 14 desaires consecutivos não pode deixar de ser considerado, de alguma forma, surpreendente.

Foi o que sucedeu nos Riachos, com o Riachense a ganhar à equipa da Glória do Ribatejo por 5-4, num jogo empolgante, com várias reviravoltas no marcador, sendo que a surpresa é tão mais assinalável quanto, a cerca de um quarto de hora do fim, a turma da Glória mantinha ainda vantagem de 4-2, que adregara logo desde o início do segundo tempo, acabando por vir a baquear, com dois tentos sofridos nos derradeiros cinco minutos.

Um sinal de revolta do Riachense, como que a querer fazer “prova de vida” (está agora a dois pontos do Moçarriense… e a cinco da Glória), que poderá eventualmente traduzir-se num ponto de viragem, enquanto, em paralelo, não deixa de constituir um preocupante sintoma para o adversário (tendo encaixado, nas últimas cinco partidas disputadas, nada menos de 22 golos sofridos – tantos quantos os que marcou até agora em todo o campeonato –, sendo que todos esses encontros se saldaram por desaires).

Também o outro encontro entre “aflitos”, em Rio Maior, com os locais a baterem o Pego por tangencial 1-0, constituirá uma “meia surpresa”, atendendo aos sinais que vinham sendo transmitidos por ambos os conjuntos (o Rio Maior somava um único ponto na segunda volta, ao passo que os pegachos até tinham vencido fora duas jornadas antes); um forte passo atrás na recuperação ansiada pelos pegachos.

Em Tomar, o União recebia um adversário difícil, Mação (anterior Campeão Distrital, há duas épocas), num ciclo positivo de resultados. Mantendo a abordagem que tem sido característica nesta temporada, os unionistas assumiram, logo de entrada, a iniciativa do jogo, empurrando os maçaenses para a sua zona defensiva, porém sem resultados práticos. Seria já numa fase de maior equilíbrio que os tomarenses inaugurariam o marcador. Porém, voltando a revelar algumas falhas de concentração, sofreriam o golo do empate.

No segundo tempo, o cariz do desafio alterou-se substancialmente, com o conjunto nabantino como que a sofrer um “apagão”, consentindo que o adversário se assenhoreasse do domínio do jogo, não tendo sido surpresa que tivesse conseguido a reviravolta no marcador. O impacto seria minorado, mesmo ao “cair do pano”, com o tento do empate (2-2) a recompensar os esforços empreendidos na última fase do encontro.

Confirmações – Nos restantes três desafios, Fazendense (3-1 frente ao Moçarriense), Coruchense (3-0 ante o Ferreira do Zêzere) e Abrantes e Benfica (também 3-0, na recepção ao Samora Correia, outro dos semi-finalistas da Taça), confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, consolidando as suas posições na disputa pela vice-liderança, em prejuízo do U. Tomar, agora já a seis pontos da formação das Fazendas de Almeirim (que, por outro lado, continuando a dar sequência a uma excelente campanha, “encurtou” para dez pontos o atraso face ao comandante).

II Divisão Distrital – O Alcanenense, arrancando uma igualdade a duas bolas no Entroncamento, garantiu matematicamente a qualificação para a fase final, de apuramento de Campeão e de disputa da promoção, com o novo clube da cidade ferroviária também muito próximo de alcançar igual objectivo. O Caxarias, ganhando ao U. Tomar “B” por 2-0, subiu ai 4.º lugar e “sonha” ainda com o 3.º posto (ocupado pelo Tramagal), enquanto o U. Atalaiense (derrotado por 0-1 pela Ortiga) poderá ter-se despedido de tais aspirações.

A Sul, o Pontével ganhou por categórico 4-1 na Golegã, reforçando a liderança. Benavente e Marinhais repartiram pontos, com o empate a um golo, o que possibilitou que o Espinheirense (2-0, na deslocação às Fazendas de Almeirim) ficasse um pouco mais “desafogado” no 3.º lugar. O Forense, que cedeu também igualdade (1-1) no “derby” em Salvaterra de Magos, atrasou-se.

Campeonato de Portugal – Na deslocação a Condeixa, o Fátima obteve um nulo de tendência mista: deixa-o mais longe dum hipotético 2.º lugar (agora pertença do B. C. Branco, a cinco pontos), mas é, noutra perspectiva, tranquilizador quanto à manutenção, dispondo agora de margem de segurança de nove pontos sobre a “linha de água” (a nove jornadas do final).

Uma vez mais o U. Santarém sofreu três golos, perdendo por 3-2 nos Açores, no terreno do líder, Praiense, mantendo a 15.ª posição, um ponto abaixo de tal linha delimitadora.

Antevisão – Neste fim-de semana ficarão definidos os finalistas da Taça do Ribatejo, restando saber se U. Tomar e U. Almeirim conseguirão confirmar, nos respectivos redutos, as (tangenciais) vantagens alcançadas em terreno alheio, na 1.ª mão.

Na II Divisão, destacam-se os seguintes embates, tendo sob mira a possibilidade de apuramento para a fase final: U. Atalaiense-Tramagal, Aldeiense-Caxarias e Pontével-Benavente.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Oleiros (10.º), esperando-se que possa alcançar mais um resultado positivo; por seu lado, o U. Santarém terá a visita do Sertanense (4.º), um adversário difícil, numa fase em que urge somar pontos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Março de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 20jornada

(“O Templário”, 05.03.2020)

Se qualquer hipotética dúvida pudesse ainda subsistir sobre o desfecho do campeonato distrital da I Divisão da presente época, a 20.ª jornada dissipou-a de forma cabal, com o U. Almeirim a golear o Coruchense, ampliando para 13 pontos a sua vantagem na liderança, a maior diferença verificada entre os dois primeiros classificados, nesta fase da prova, pelo menos na última década.

Destaques – Depois do “tropeção” no Cartaxo – no que constitui a única perda de pontos até agora sofrida na presente temporada, também um “record” (57 pontos em 60 possíveis) –, o U. Almeirim fora já vencer, para a Taça, no terreno do Fazendense (agora, de novo, na 2.ª posição), a que se seguiu, de imediato, a recepção ao Coruchense, que, no entretanto, subira ao 2.º lugar.

Não vacilando, uma vez mais bastante cedo resolvendo a contenda a seu favor, os almeirinenses só pararam a contagem nos 5-0, a colocar também em evidência as fragilidades defensivas da turma do Sorraia (apenas metade dos concorrentes tem agora mais golos sofridos), que, aliás, consentira também já cinco tentos na deslocação a Tomar, frente ao U. Tomar, em jogo da Taça.

Nos dois embates ante este adversário, registando um “score” agregado de 8-1, tal traduz uma demonstração inequívoca da superioridade do grupo de Almeirim nesta competição.

Realce ainda, nesta ronda, para outra goleada, imposta pelo Torres Novas na Glória do Ribatejo, onde, depois de aí ter sido surpreendido na época passada – para além de, na primeira volta, ter cedido uma igualdade a um golo –, se desforrou agora com categórico 7-1, marca a suscitar interrogações sobre o comportamento da equipa da casa no que resta deste campeonato.

Também o Amiense esteve em evidência, ao defrontar e ganhar (2-1) – mesmo actuando “à porta fechada” – na recepção ao Abrantes e Benfica (clube que, antes deste encontro, partilhava o 3.º posto com o Fazendense, sendo agora 4.º classificado, mas continuando “de olhos postos” no 2.º lugar). Com mais esta importante vitória, o conjunto de Amiais de Baixo mantém absoluta tranquilidade a meio da tabela, repartindo a 8.ª posição com o Torres Novas, agora “só” a quatro pontos do Cartaxo e Mação (6.º/7.º classificados)… e a oito do U. Tomar (5.º).

Surpresas – A maior surpresa do fim-de-semana registou-se em Ferreira do Zêzere, onde os locais, que tinham perdido todos os quatro desafios anteriores, nesta segunda volta, recebiam o Cartaxo, o qual, ao invés, mantinha em curso uma série de quatro triunfos sucessivos, entre eles a tal vitória ante o comandante, na jornada anterior. Ora, contra o que seriam as expectativas gerais, os ferreirenses conseguiriam mesmo impor-se no marcador, vencendo por tangencial 1-0, ficando virtualmente a salvo de qualquer teórico imprevisto até final do campeonato.

Outra (meia-)surpresa foi protagonizada pelo Samora Correia, no segundo de três embates agendados com o U. Tomar. Depois da derrota da semana anterior, para a Taça, as coisas não poderiam ter começado pior para os samorenses, que, logo nos minutos iniciais, se viram em desvantagem no marcador. Não se deixando abater animicamente, os homens da casa, com atitude determinada, foram em busca do golo, que viriam a conseguir, fruto da sua maior intensidade.

Já na fase derradeira do encontro, aproveitando algum risco então assumido pelos nabantinos, o Samora Correia seria feliz, chegando mesmo ao golo da vitória (2-1), a escassos dois minutos do fim, premiando o esforço dos seus jogadores, e, ao mesmo tempo, deixando um sério alerta para o decisivo confronto de 15 de Março, do qual resultará o acesso de um dos clubes à final da Taça.

Confirmações – Fazendense e Mação tinham deslocações que, atendendo à carência de pontos dos adversários, se poderiam eventualmente vir a revelar-se problemáticas. Tal acabaria por não se verificar, pelo que os visitantes puderam confirmar o respectivo favoritismo, triunfando ambos, pela mesma marca (2-0), o que, como referido, proporcionou aos homens das Fazendas recuperar o 2.º lugar, enquanto os maçaenses continuarão a espreitar a possibilidade de ascender na tabela.

II Divisão Distrital – Na série mais a Norte, no principal desafio da jornada 17, U. Atalaiense e Entroncamento não desfizeram o nulo inicial, um desfecho mais do agrado da turma da cidade ferroviária – única que se mantém invicta –, que assim mantém uma confortável margem de nove pontos sobre o 4.º classificado, precisamente a formação da Atalaia.

Quanto ao líder, Alcanenense, com a vitória por 3-0 sobre o Abrantes e Benfica “B” terá já garantido o apuramento para a fase final. O Caxarias, perdendo por 3-2 em Ferreira do Zêzere ficou mais longe da possibilidade de chegar ainda ao 3.º lugar (ocupado pelo Tramagal, que ganhou 2-1 à Ortiga), agora a sete pontos, quanto restam por disputar quatro jogos a cada equipa.

A Sul, o líder, Pontével, afirmou a sua posição, goleando o Fazendense “B” por 7-1 (terceira vez que esta equipa sofre sete golos, em cinco jogos da segunda volta da prova), tendo o Marinhais vencido também por números categóricos (3-0) o Goleganense. Espinheirense (2-1 ao Benfica do Ribatejo) e Benavente (3-1 no Porto Alto) aproveitaram a folga do Forense para subir, respectivamente, ao 3.º e 4.º lugares, mas a disputa subsiste em aberto entre os cinco primeiros.

Campeonato de Portugal – O Fátima obteve uma animadora vitória (3-0) ante o Sp. Ideal, ocupando agora a 6.ª posição da sua série (a cinco pontos do 2.º classificado, agora o Anadia), mas, porventura com maior relevância, tendo atingido os 36 pontos (em 24 jornadas), mantendo uma boa margem de segurança, de oito pontos, sobre a “linha de água”, a dez rondas do final.

Quanto ao U. Santarém, voltou a sofrer três golos e, mesmo actuando no seu reduto, não conseguiu evitar a derrota, frente a uma equipa do Condeixa em percurso ascensional (já no 7.º posto), perdendo por 2-3, voltando, pois, a cair na zona de despromoção, pese embora um único ponto abaixo do Águeda, a dois de U. Leiria e Marinhense e a três do Oleiros (10.º classificado).

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o interesse estará centrado nas partidas Torres Novas-U. Almeirim e U. Tomar-Mação, e, noutro plano, da luta pela “sobrevivência”, no Rio Maior-Pego e no Riachense-Glória do Ribatejo, com o emblema dos Riachos a ter uma das últimas oportunidades de poder ainda reverter o que parece ser um destino cada vez mais anunciado.

No escalão secundário, atenções focadas no desafio entre os dois primeiros da série A, Entroncamento-Alcanenense, para além do Ortiga- U. Atalaiense e Caxarias-U. Tomar “B”. Na série B, o jogo de maior relevo será o Benavente-Marinhais, para além do Salvaterrense-Forense.

No Campeonato de Portugal, o U. Santarém viaja até aos Açores, para defrontar o líder incontestado, Praiense, que parece já algo em descompressão, na expectativa da fase final, o que estará longe de significar que as dificuldades possam ser diminutas; por seu lado, o Fátima enfrenta também um duro teste, na visita a Condeixa.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Março de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - TRibatejo-1-2-finais

(“O Templário”, 27.02.2020)

Na 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo os visitantes impuseram-se aos seus adversários, triunfando, pelo que entrarão em vantagem nas partidas em que actuarão nos respectivos redutos. Não obstante, atendendo a que, em ambos os casos, os desfechos foram tangenciais, tudo subsistirá ainda em aberto, a confirmar em tais “tira-teimas”, a jogar em Tomar e em Almeirim.

Destaques – No “derby” do município de Almeirim, entre Fazendense e U. Almeirim, o líder do campeonato reagiu melhor ao deslize sofrido na semana anterior (derrota ante o Cartaxo), vencendo nas Fazendas de Almeirim por 2-1, no que constitui o segundo desaire sucessivo em casa por parte do Fazendense (após ter perdido com o Mação) – isto depois de, nas dez partidas anteriores ali disputadas na presente temporada, apenas ter concedido dois empates.

Tendo o U. Almeirim começado por inaugurar o marcador, já na fase final do primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade, o Fazendense restabeleceu a igualdade logo nos minutos iniciais da etapa complementar, mas acabaria por vir a perder o desafio, devido a um auto-golo.

Por outro lado, no primeiro de três “rounds” agendados entre Samora Correia e U. Tomar, num intervalo de apenas três semanas (entre 23 de Fevereiro e 15 de Março), os unionistas começaram por se superiorizar, ganhando por 1-0, com um golo fruto de excelente execução de Wemerson Silva, num remate de longe, potente e bem colocado, sem hipótese para o guardião contrário.

Tratou-se, este primeiro embate, disputado em Samora Correia, do que, na gíria, se costuma definir como tendo tido duas partes distintas: na primeira metade, o União instalou-se no meio-campo contrário, pressionando o adversário, forçando-o a remeter-se à defesa, tendo criado ocasiões suficientes para, eventualmente, não apenas definir o desfecho do encontro, como, inclusivamente, da própria eliminatória. Porém, muito perdulários, os tomarenses não conseguiriam mais do que o solitário tento.

No segundo tempo, os samorenses entraram em campo com grande determinação, assustando os tomarenses, nesse período a denotar grandes dificuldades para “agarrar” no jogo, com sucessivas investidas do Samora Correia, pese embora os lances de perigo tenham decorrido, sobretudo, de ressaltos de bola, em situações de maior aglomeração de jogadores nas imediações da área.

Aliás, a oportunidade mais flagrante de golo para os samorenses (ainda na primeira parte) decorreu de um atraso de bola, que “prendeu” no relvado, tendo sido interceptada por um dianteiro samorense, mas que, perante a cobertura do guarda-redes Nuno Ribeiro, não conseguiu melhor do que, num remate cruzado, fazer a bola passar a escassos centímetros do poste mais distante.

Em qualquer caso, a atitude demonstrada pelo Samora Correia, nunca abdicando de procurar chegar ao golo, é um bom alerta para o que o União poderá esperar do jogo da segunda mão.

Confirmações – Com o curso regular da I Divisão em pausa, Amiense e Ferreira do Zêzere acertaram calendário, tendo Moçarriense e Riachense antecipado desafio da próxima ronda.

No primeiro caso, a formação de Amiais de Baixo, pese embora em prélio disputado “à porta fechada”, conseguiu somar mais uma vitória (quarta nas últimas cinco jornadas), ganhando por 3-1, confirmando-se o quarto desaire dos ferreirenses em outros tantos jogos na segunda volta. Ambos os clubes mantêm, não obstante, total tranquilidade: o Amiense voltou a igualar o Torres Novas no 8.º lugar; o Ferreira do Zêzere (11.º classificado) continua a dispor de ampla margem de segurança em relação à zona perigosa da tabela (onze pontos a mais que o Pego).

Na Moçarria, o grupo da casa não desperdiçou a oportunidade, fazendo “pela vida”, goleando o Riachense por 3-0. Foi a primeira vitória do Moçarriense após seis jornadas a perder – ultrapassando o Pego e aproximando-se da Glória do Ribatejo e do Rio Maior, não obstante ter agora um jogo a mais –, enquanto o conjunto dos Riachos ampliou para 14 o seu péssimo registo de derrotas consecutivas, começando a ver seriamente comprometida a possibilidade de manutenção do principal escalão, agora já a cinco pontos do rival deste encontro.

II Divisão Distrital – O destaque da 16.ª jornada vai para o Caxarias, que impôs a primeira derrota ao líder, Alcanenense, ganhando por 2-1, beneficiando também do desaire do Tramagal no Entroncamento (por igual marca) para se aproximar do 3.º classificado, a quatro pontos. O emblema da cidade ferroviária é agora o único a subsistir ainda invicto na prova. Por seu lado, a equipa “B” do U. Tomar foi vencer no terreno do Aldeiense, por 4-3.

Na série mais a Sul, o líder, Pontével, ganhou em Benfica do Ribatejo (1-0), sendo de realçar igualmente o triunfo (4-3) do Espinheirense em Salvaterra de Magos, assim como a goleada (8-0) aplicada pelo Forense ao Rebocho. Mantêm-se cinco clubes em disputa das três vagas na fase final, com o guia actualmente com seis pontos a mais que o 4.º classificado (Espinheirense) e sete de vantagem em relação ao Benavente, mas tendo estas duas equipas um jogo a menos. Marinhais e Forense, respectivamente 2.º e 3.º, são, por agora, quem está também em posição de apuramento.

Campeonato de Portugal – Confirmaram-se igualmente as expectativas de dificuldades para os dois representantes do Distrito no Nacional: o Fátima perdeu 0-1 na Sertã, ante o Sertanense, tendo caído já até ao 7.º posto; por seu lado, o U. Santarém, jogando também em terreno alheio, perdeu com o B. C. Branco (4.º classificado) por 2-0, estando agora isolado na última posição (13.ª) antes da “linha de água”, dois escassos pontos acima de Águeda e Oliveira do Hospital.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente os dois primeiros, com o U. Almeirim a receber o Coruchense, nesta altura separados por onze pontos. Num cenário hipotético, o que poderia suceder ainda se a turma do Sorraia conseguisse vencer?

Fazendense (no Pego) e Abrantes e Benfica (em Amiais de Baixo) terão deslocações de considerável grau de dificuldade. Em paralelo, anota-se ainda a curiosidade da “reedição”, em duas semanas sucessivas, do Samora Correia-U. Tomar.

Na II Divisão, destacam-se os confrontos U. Atalaiense-Entroncamento (com a formação da Atalaia a “necessitar” ganhar), Marinhais-Goleganense e Porto Alto-Benavente.

Na próxima ronda (24.ª) do Campeonato de Portugal, Fátima e U. Santarém actuam ambos na condição de visitados, recebendo os fatimenses o Sp. Ideal (16.º, mas que vem encetando boa recuperação pontual), cabendo aos escalabitanos ter a visita do Condeixa, clube que protagonizou também notável ascensão na pauta classificativa, tendo atingido já o 8.º posto. Esperando-se que seja possível somar mais alguns preciosos pontos, não encontrarão, decerto, facilidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Fevereiro de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 19jornada

(“O Templário”, 20.02.2020)

Após uma fantástica série de 18 vitórias consecutivas, foi enfim travada a senda triunfal do U. Almeirim, com o Cartaxo a ser a primeira equipa a conseguir bater o líder nesta temporada. Por coincidência, tal ocorreu no mesmo dia em que o triunvirato que ocupava os três lugares da frente perdeu os respectivos desafios, com o Fazendense a sofrer também o primeiro desaire no seu reduto, enquanto o U. Tomar viu repetir-se a desfeita ante o Abrantes e Benfica.

Num fim-de-semana tristemente assinalado por mais um episódio de deploráveis atitudes de racismo (na I Liga), este com a resposta inédita em Portugal, do abandono do campo por parte do maliano Moussa Marega, vítima de tais invectivas, ao qual faço questão de aqui expressar a minha solidariedade – perante uma autêntica “pedrada no charco”, a despertar consciências e a gritar bem alto que não podemos continuar a tolerar uma situação que, ao invés, se impõe repudiar de forma absoluta e inequívoca, num mundo (cada vez mais) perigoso, em que a fronteira da bestialidade parece a cada dia mais ténue, num fenómeno obviamente sem qualquer racionalidade.

Destaques – O grande destaque da 19.ª ronda vai, necessariamente, para o Cartaxo – à partida um assumido candidato ao título –, já virtualmente afastado de tal objectivo, mas que, seguindo com o pleno de triunfos nas quatro jornadas disputadas nesta segunda volta, não estará arredado da pretensão de poder chegar ainda até ao 2.º lugar. Os cartaxeiros, puxando dos “galões”, conseguiram superiorizar-se ao até agora invicto U. Almeirim, batido por dois golos sem resposta.

Em paralelo, os vizinhos das Fazendas não conseguiram fazer melhor, tendo sido também superados – pela primeira vez, ao 10.º jogo disputado em casa nesta época – por uma equipa do Mação, que parecia atravessar fase menos positiva, mas que, tendo qualidade intrínseca, soube levar a melhor neste desafio, ganhando por 2-1 ante o até então vice-líder Fazendense (agora 3.º).

Em Abrantes, os locais lograram voltar a vencer o U. Tomar, repetindo o desfecho (2-1) do encontro da primeira volta, em Tomar, o que teve por consequência a ascensão do Abrantes e Benfica à 3.ª posição (partilhada com o Fazendense) e a descida do União ao 5.º posto, pese embora apenas um ponto abaixo e, agora, a três pontos do novo 2.º classificado, Coruchense.

Os tomarenses até entraram mais afirmativos, começando logo por assumir a iniciativa; porém, os abrantinos aproveitariam da melhor forma uma falha contrária, para, ainda nos minutos iniciais, inaugurar o marcador. Não se descompondo, os unionistas procuraram inverter a situação, mas, infelizes, a um remate a embater nos ferros da baliza contrária (que poderia ter resultado na igualdade no “placard”) viram seguir-se, de imediato, em rápido lance de contra-ataque, o 2-0.

Os nabantinos reduziriam ainda para 2-1, mas, na fase final, não teriam já argumentos para contrariar a organização defensiva do Abrantes e Benfica, que “trancou” o resultado a seu favor – um desfecho bastante penalizador para o U. Tomar, deveras castigado pela eficácia do adversário, com um quase pleno aproveitamento dos erros do rival.

Num duelo entre os dois conjuntos que repartiam a condição de “lanterna vermelha”, nos Riachos, o Pego, que vinha já transmitindo indícios de poder reverter a situação, foi superior, obtendo um triunfo (2-1) que poderá vir a revelar-se crucial para as suas aspirações de manutenção, não só pelos três pontos somados – a colocar termo a um ciclo muito negativo, de sete derrotas sucessivas –, mas também pelo “élan” que poderá proporcionar para o que resta.

Confirmações – Nos outros jogos, confirmaram-se as expectativas, com vitórias folgadas do Coruchense (3-0, frente à turma da Glória do Ribatejo) e do Torres Novas (4-2, ante o Moçarriense), com a turma da Moçarria a marcar os seus dois tentos após ter chegado ao intervalo a perder por 4-0 – no que poderá constituir também um tónico para próximas “batalhas”.

Em Rio Maior, os locais conseguiram forçar o empate (1-1) ante o Samora Correia, o que significa que nenhum dos quatro semi-finalistas da Taça conseguiu vencer (os outros três, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar, tal como referido antes, foram inclusivamente derrotados).

A partida que colocará frente-a-frente Amiense e Ferreira do Zêzere foi adiada para dia 23.

II Divisão Distrital – Na Série A, realce para o empolgante embate entre U. Atalaiense e Caxarias, com sucessivas cambiantes na marcha do marcador, com os homens da Atalaia a acabar por vencer por 5-4, no que, para já, pode ter-se traduzido numa mais nítida definição dos três clubes a apurar para a fase final, perante os triunfos averbados por Alcanenense (4-1 ao Alferrarede), Entroncamento (2-0 na Ortiga) e Tramagal (6-0 ao Abrantes e Benfica “B”).

Na Série B, tudo parece cada vez mais “embrulhado”, com (pelo menos) cinco candidatos ao apuramento, perante o inesperado desaire caseiro (0-1) do Marinhais ante o Benfica do Ribatejo, assim como a imprevista igualdade cedida pelo Benavente frente ao Goleganense, mesmo que Espinheirense e Forense se tenham também “empatado” mutuamente (2-2), com o Pontével (a bater o Salvaterrense por convincente 3-0) a aproveitar para reforçar a sua posição de liderança.

Campeonato de Portugal – Ao contrário da semana anterior, o Fátima decepcionou, derrotado em casa (1-2) pelo penúltimo classificado, V. Sernache. Melhor esteve o U. Santarém, que voltou a marcar três golos, pela terceira vez consecutiva, vencendo, não sem dificuldades (por 3-2), uma equipa do U. Leiria em queda, ampliando assim para sete rondas o seu ciclo de invencibilidade.

Em função destes desfechos, o Fátima caiu para o 4.º lugar, sendo que dispõe agora de uma vantagem de apenas seis pontos sobre o U. Santarém (que subiu à 11.ª posição, a par de U. Leiria e Condeixa), últimos acima da “linha de água”, com dois pontos a mais que o Oliveira do Hospital.

Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a dar espaço à entrada em cena da Taça do Ribatejo, para disputa da 1.ª mão das meias-finais, com dois aliciantes pratos no menu: o “derby” Fazendense-U. Almeirim, com ambos os emblemas a pretender rapidamente superar os desaires sofridos no passado fim-de-semana; e, por outro lado, o Samora Correia-U. Tomar, em que os samorenses terão a seu favor o factor casa para procurar equilibrar a contenda, sendo expectável que tudo possa ficar por decidir para os jogos de retorno, agendados para 15 de Março.

No Campeonato de Portugal, os dois representantes do Distrito voltam a deparar-se com compromissos de elevado grau de dificuldade, e ambos em terreno alheio: o Fátima, viajando até à Sertã, para defrontar o agora 3.º classificado, Sertanense, que, precisamente, o precede na tabela; quando ao U. Santarém, indo de visita a Castelo Branco, onde encontrará o Benfica local, que reparte o 4.º lugar com os fatimenses e com o Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Fevereiro de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 18jornada

(“O Templário”, 13.02.2020)

Antevia-se já que a 18.ª ronda da I Divisão Distrital pudesse vir a ser uma jornada “morna” e assim sucedeu, com a rara conjugação de todos os agora oito primeiros classificados terem vencido os seus desafios, ante os… actuais últimos oito classificados – tendo o Torres Novas ascendido precisamente à 8.ª posição (partilhada com a Amiense), beneficiando do seu triunfo no Pego, em paralelo com a derrota da turma de Amiais de Baixo em Almeirim, perante o guia.

Destaques – A principal nota de realce vai para a vitória do vice-líder, Fazendense, em Samora Correia (agora 10.º) – equipa que não perdia no campeonato há quatro jogos –, por 2-0, no que constitui já o sexto êxito consecutivo do grupo das Fazendas de Almeirim, igualando os notáveis ciclos de Abrantes e Benfica (entre a 2.ª e a 7.ª jornadas) e Coruchense (entre a 9.ª e a 14.ª), registos apenas superados pelo comandante.

Ao contrário do que sucedera no jogo da Taça há três semanas (cujo desfecho, no tempo regulamentar de jogo, fora uma igualdade a dois golos), o U. Almeirim, actuando no seu reduto, não permitiu, desta feita, veleidades ao Amiense – que somava quatro vitórias nas cinco últimas jornadas, sem qualquer derrota –, impondo-se por convincente marca de 4-1, selando o seu 18.º triunfo consecutivo no campeonato, continuando a ampliar o seu impressionante “record”.

Conforme aludido acima, o Torres Novas foi, em função do resultado alcançado, o principal beneficiado desta ronda, tendo vencido, não sem dificuldade, por tangencial 2-1, no terreno do Pego (o qual somou sétimo desaire sucessivo, onze nas últimas doze jornadas), ascendendo, pois, à primeira metade da tabela, tendo já virtualmente garantida a tranquilidade.

Assinala-se também o triunfo do Cartaxo na Glória do Ribatejo – terceiro em outras tantas rondas da segunda volta –, também por números (3-2) que denotam uma partida disputada; os cartaxeiros (actualmente no 6.º posto, a cinco pontos do Abrantes e Benfica) não terão ainda abdicado de procurar chegar mais acima na pauta classificativa.

Do fim-de-semana anterior vinha já, por antecipação do jogo entre Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica, a vitória, por 1-0, do conjunto abrantino, com os ferreirenses a repetirem, neste início de segunda metade da prova, os desfechos (três derrotas) que haviam registado no arranque do campeonato, mantendo, não obstante, uma confortável margem de segurança.

Confirmações – As equipas do U. Tomar, Coruchense e Mação confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, constituindo-se como maior “surpresa” o facto de a vitória dos maçaenses, na recepção ao Riachense – que acumula já uma terrível série de doze derrotas consecutivas –, ter sido averbada apenas mercê de um solitário tento.

Quanto ao U. Tomar, recebendo o novel emblema de Rio Maior, teve uma das mais descansadas tardes desta temporada: entrando no jogo praticamente a ganhar, dilataria a vantagem ainda cedo, na primeira parte, fixando o que viria a ser o resultado final: 2-0, com golos de Wemerson Silva e de Tiago Vieira (que passam a somar, respectivamente, sete e treze golos no campeonato).

Na segunda metade, pouco indo além da mera gestão do tempo, o conjunto tomarense aproveitou o facto de o adversário, não obstante trocar bem a bola, oferecer pouco perigo, para “repousar”.

Foi também tangencial (2-1) o triunfo do Coruchense na Moçarria, com a formação da casa, que somou quinto desaire sucessivo – tal como o Pego, conta igualmente onze derrotas nas últimas doze jornadas –, a procurar ainda alcançar, enfim, um resultado positivo que possa vir a funcionar como factor de motivação para enfrentar o que resta da época, na tentativa de escapar aos lugares de despromoção.

II Divisão Distrital – A Norte, o Alcanenense, vencedor no reduto do Aldeiense, por 2-0, aproveitou a folga do Entroncamento e a derrota (3-0) do Tramagal nas Caxarias para consolidar a sua posição de liderança. Faltando disputar, à generalidade dos concorrentes, sete jogos, e dispondo agora de uma vantagem de onze pontos sobre o 4.º classificado, a formação de Alcanena pode começar a perspectivar o que poderá ser a sua campanha na fase final da competição.

O outro grande vencedor desta 14.ª jornada foi precisamente o Caxarias, que soma ao seu categórico triunfo (que o coloca a quatro pontos do 3.º lugar, ocupado precisamente pelo rival desta ronda), também a inesperada desfeita sofrida pela equipa “B” do U. Tomar ante a sua congénere de Ferreira do Zêzere (com uma reforçada formação ferreirense a ganhar por 1-0), para se alcandorar ao 4.º posto.

A Sul, quem mais beneficiou dos resultados do fim-de-semana foi o Benavente (goleando por 7-0 nas Fazendas de Almeirim, a equipa “B” do Fazendense, a qual repetiu os números do desaire da ronda anterior, ante o Goleganense), aproveitando as igualdades cedidas por Marinhais (nulo no “derby” de Salvaterra de Magos, ante o Salvaterrense), Pontével e Forense (que empataram entre si a uma bola) para subir ao 3.º lugar, a dois pontos de Marinhais e Pontével (não considerando ainda a vitória do Marinhais em jogo antecipado da 16.ª jornada).

Campeonato de Portugal – Enfrentando positivamente as grandes dificuldades que se antecipavam, a 21.ª jornada acabou por ser bem positiva para os clubes do Distrito: o Fátima, impondo um surpreendente empate (1-1) no terreno do líder destacado, Praiense, o que lhe proporciona, para já, continuar a partilhar o 2.º lugar, com Caldas e B. C. Branco; o U. Santarém, recebendo precisamente a turma caldense, com repartição de pontos, no termo de um empolgante desafio, outra vez com o resultado final a cifrar-se em 3-3 (tal como na semana anterior), no sexto jogo sucessivo de invencibilidade dos escalabitanos, que se mantêm no trio do 13.º a 15.º lugares.

Antevisão – A próxima jornada da I Divisão Distrital apresenta, como “prato forte”, um estimulante embate entre Cartaxo e U. Almeirim, duas das equipas que mais se apetrecharam para esta temporada. Mas há mais motivos de interesse: um confronto, também de desfecho imprevisível, entre Abrantes e Benfica e U. Tomar, e um igualmente aliciante Fazendense-Mação.

No escalão secundário, destacam-se as partidas: U. Atalaiense-Caxarias, Ortiga-Entroncamento e Espinheirense-Forense, com a possibilidade de apuramento para a fase final como pano de fundo.

No Campeonato de Portugal, espera-se que Fátima e U. Santarém possam aproveitar os encontros em que serão anfitriões, respectivamente, do V. Sernache e do U. Leiria, para, tirando partido de fases menos boas que os adversários parecem atravessar, voltar aos triunfos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - TRibatejo-1-4-final

(“O Templário”, 06.02.2020)

Confirmando a muito boa temporada que têm vindo a realizar, os três primeiros classificados do campeonato, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar – três favoritos que, nesta ronda, actuando em terreno alheio, não vacilaram –, reúnem-se também nas meias-finais da Taça do Ribatejo, tendo por parceiro o Samora Correia, equipa que prossegue numa sequência bastante positiva de resultados nas últimas semanas.

Destaques – O Goleganense até vinha de uma goleada de 7-0 frente à equipa “B” do Fazendense, no seu campeonato (escalão secundário), na semana anterior, tendo também goleado, na eliminatória precedente da Taça, o Ortiga, por 5-0; porém, não teve possibilidade de oferecer qualquer resistência perante a máquina “trituradora” em que se parece ter tornado o líder da I Divisão, U. Almeirim, o qual, encarando este desafio com seriedade, impôs um demasiado pesado “placard” de 8-0 na Golegã!

Depois de ter afastado também, já antes, o Amiense (mas, neste caso, apenas no desempate da marca de grande penalidade), os almeirinenses marcam presença nas meias-finais da competição pela primeira vez na última década.

Aí irão encontrar o Fazendense, para dois “derbies”, com o grupo das Fazendas de Almeirim – o mais titulado da prova, sendo o único clube com quatro troféus no seu palmarés – a atingir tal fase pela 5.ª vez nos dez anos mais recentes, depois de ter deixado para trás, sucessivamente, Espinheirense, Abrantes e Benfica e, agora, nos 1/4 de final, a turma da Glória do Ribatejo, onde, num reduto difícil e frente a um adversário também com tradição na Taça, ganhou por categórica marca de 4-1.

Um aliciante embate em perspectiva, em duas mãos, cujos jogos se encontram agendados para os próximos dias 23 de Fevereiro e 15 de Março.

Confirmações – Quanto ao U. Tomar, mantém igualmente uma campanha irrepreensível na Taça do Ribatejo: depois de golear o Marinhais (4-1) e o Coruchense (5-1) nas eliminatórias anteriores, foi agora vencer no terreno do Pego, por 3-1, apurando-se, assim, para as meias-finais, o que consegue pela segunda vez em três anos.

Não obstante, tal como sucedera na partida do campeonato, os pegachos chegaram a assustar, tendo, desta feita, inclusivamente começado por se colocar em vantagem, logo nos minutos iniciais. Apesar de tal contrariedade, os unionistas, fazendo sobressair em campo a grande diferença de potencial entre ambas as formações, conseguiriam, com naturalidade, operar a reviravolta no marcador, para, já no segundo tempo, ampliarem a contagem para 3-1, colocando-se a cobro de qualquer nova surpresa.

O quarto desafio destes 1/4 de final colocava frente-a-frente o Samora Correia e o Torres Novas, tendo os samorenses conseguido, “in-extremis”, inverter a tendência histórica desfavorável ante este oponente, garantindo o apuramento, pela primeira vez nos últimos dez anos, para as meias-finais da Taça do Ribatejo, fase em que encontrarão o U. Tomar.

De facto, tendo os torrejanos marcado, ainda relativamente cedo, o golo que lhes conferiu vantagem, apenas mesmo em cima do final do tempo regulamentar, os visitados conseguiriam restabelecer a igualdade (1-1), forçando assim o desempate da marca de grande penalidade, no qual seriam mais eficazes, dando assim a melhor sequência ao triunfo averbado em Mação na ronda anterior (depois de terem também já afastado, previamente, o Ferreira do Zêzere).

Campeonato de Portugal – O encontro dos dois únicos representantes do Distrito nos Nacionais, entre Fátima e U. Santarém – o qual, à partida, dada a conjuntura actual, se afigurava já de desfecho imprevisível –, acabou por revelar-se um empolgante desafio, com contornos inusuais e envolvendo algum “dramatismo”: depois de os fatimenses terem chegado ao intervalo a ganhar por 3-0, na segunda metade, os escalabitanos, com sensacional recuperação, acabariam por vir a restabelecer a igualdade (3-3 – atingindo assim quinto jogo consecutivo sem perder), tendo o terceiro golo sido apontado já em período de compensação, na conversão de grande penalidade.

Em função deste resultado, o Fátima resiste ainda na 2.ª posição, em igualdade pontual com o Caldas, enquanto o U. Santarém integra um trio, com Oliveira do Hospital e Águeda, entre o 13.º e o 15.º posto, para já com vantagem do clube do Distrito de Coimbra nos critérios de desempate.

Antevisão – Na retoma dos campeonatos distritais, no escalão principal as atenções estarão focadas, principalmente, no U. Almeirim-Amiense (a turma de Amiais de Baixo foi, até agora, a única a não perder com os almeirinenses, nesta temporada) e Samora Correia-Fazendense.

Por seu lado, U. Tomar, recebendo o Rio Maior, e Coruchense, que visita a Moçarria, são favoritos a vencer. Anota-se que esta 18.ª jornada teve já um jogo antecipado, disputado no passado fim-de-semana, tendo o Abrantes e Benfica vencido (1-0) em Ferreira do Zêzere.

Na II Divisão, destacam-se os confrontos Caxarias-Tramagal e Forense-Pontével, para além do “derby” Salvaterrense-Marinhais e do “quase derby”, U. Tomar “B”-Ferreira do Zêzere “B”.

No Campeonato de Portugal, a jornada 21 perfila-se de grau de dificuldade máximo para os clubes do Distrito, que se cruzam com os dois primeiros classificados! O Fátima viaja até aos Açores, para defrontar o líder destacado, Praiense, cabendo ao U. Santarém receber o parceiro dos fatimenses no 2.º lugar, Caldas. Veremos se será possível retirar algo de positivo destes desafios.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Fevereiro de 2020)

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 17jornada

(“O Templário”, 30.01.2020)

17 vitórias consecutivas, nas 17 primeiras jornadas do campeonato distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém, eis o fantástico feito histórico agora alcançado pelo U. Almeirim, superando a marca de 16 triunfos sucessivos que o Fátima registara nas 16 últimas jornadas da época de 2015-16. Um excepcional registo que poderá não ficar por aqui…

Destaques – O grande realce desta ronda vai para a forma categórica como o líder destacado da prova bateu o já impressionante “record” dos fatimenses, uma vez mais com uma entrada de rompante, resolvendo a contenda ainda antes da meia hora de jogo, acabando por golear por 4-0 em Ferreira do Zêzere, reduto onde não tinha ainda conseguido triunfar, nas duas anteriores visitas que aí fizera na última década. Tendo ampliado para 13 pontos a vantagem sobre o 2.º classificado (faltando agora disputar 13 jornadas), o U. Almeirim pode começar a “encomendar as faixas”.

Nas Fazendas de Almeirim o emblema local conseguiu enfim colocar termo a um longo interregno sem vencer, em casa, o U. Tomar (após três empates, a que se sucederam outras tantas vitórias dos nabantinos, nas seis últimas temporadas), ganhando mercê de um solitário tento, o suficiente para, de forma sensacional, coroando uma notável campanha que tem vindo a realizar, se alcandorar à 2.ª posição, um ponto acima do rival desta ronda e do Coruchense.

Depois da excelente exibição dos unionistas no passado fim-de-semana (ante o grupo do Sorraia) e pese embora tenham voltado a ter maior predomínio em termos de posse de bola e iniciativa atacante, empurrando, em algumas fases, o adversário para a sua zona defensiva, viria a ser o Fazendense a revelar-se mais eficaz, tendo concretizado em golo uma das poucas oportunidades de que dispôs. Os tomarenses, infelizes, acabariam por ver a possibilidade de repartição de pontos esbarrar nos ferros da baliza contrária, mesmo ao “cair do pano”.

Assinala-se também o bom triunfo averbado pelo Torres Novas na recepção ao Mação, com o marcador final a cifrar-se em 3-2, depois de os maçaenses, por duas vezes, terem estado em vantagem, o que deixa o clube que marcou presença nos Nacionais da época passada agora cada vez mais distante de qualquer objectivo concreto para esta temporada, após a eliminação da Taça.

Em função da expressão dos números alcançados, uma nota final ainda para a goleada (7-1) aplicada pelo Cartaxo ao Moçarriense, com a turma do município de Santarém a repetir o desfecho negativo que registara já ante o U. Almeirim (a que acresce ainda o 1-8 consentido em Rio Maior). Em 17 jornadas, o conjunto da Moçarria, que perdeu pela 11.ª vez nos últimos doze jogos, acumula já 50 golos sofridos.

Confirmações – Nos outros quatro desafios, os resultados foram os expectáveis, com as formações mais apetrechadas a vencer com naturalidade.

O triunfo mais apertado foi o do Abrantes e Benfica, frente ao Rio Maior, por tangencial 2-1, o que proporcionou aos abrantinos recolar aos lugares do pódio, agora a três pontos do vice-líder e a dois do duo que partilha o 3.º posto (Coruchense e U. Tomar).

O Amiense obteve uma convincente vitória, por 4-1, ante a Glória do Ribatejo – formação que vinha animada pelos resultados positivos das duas semanas precedentes –, continuando a progredir na tabela, agora somente um ponto abaixo do 7.º classificado (Mação).

Também o Coruchense reagiu positivamente ao desaire sofrido em Tomar, ganhando por 3-1 ao Pego, com os pegachos a somar a sua décima derrota nas últimas onze jornadas do campeonato.

O Riachense, que continua a repartir o último lugar com o Pego, foi igualmente desfeiteado, no seu próprio reduto, perdendo por concludente marca de 0-3 (somando, pois, o seu 12.º desaire consecutivo) ante uma equipa do Samora Correia, ao invés, a atravessar uma fase bem positiva.

II Divisão Distrital – A 13.ª jornada (2.ª da segunda volta) ficou marcada por diversas goleadas, com destaque para os 7-0 com que o Goleganense “brindou” o Fazendense B, os 6-1 do Pontével-Rebocho e do Benavente-Benfica do Ribatejo, os 6-2 do Alcanenense-U. Tomar B ou os 0-4 no Porto Alto-Salvaterrense. Um total de 51 golos em dez jogos, com uma extraordinária média superior a 5 golos, a patentear, porém, alguma falta de competitividade neste escalão.

À parte as goleadas, menção ainda à vitória (3-1) do Marinhais sobre o Forense, duas das equipas que integravam o trio que liderava a série B.

Em função dos desfechos desta ronda, Alcanenense, Entroncamento e Tramagal parecem consolidar-se como principais candidatos ao apuramento, a Norte – agora com a equipa “B” do U. Tomar a seis pontos do 3.º lugar –, enquanto, a Sul, tudo parece bem mais “embrulhado”, com Marinhais e Pontével igualados no comando, com três pontos de vantagem sobre o Forense, e, na perseguição ao 3.º classificado, ainda outros cinco clubes, contidos num intervalo de seis pontos.

Campeonato de Portugal – Acabou por ser positiva a 19.ª jornada para os dois clubes do Distrito, tendo averbado dois empates (ambos a uma bola) ante adversários que apresentavam elevado grau de dificuldade: o Fátima, em Castelo Branco; o U. Santarém, recebendo o histórico Beira-Mar.

Deste modo, os fatimenses (31 pontos) dividem agora a 2.ª posição com o Caldas, tendo os escalabitanos (13.º lugar, com 22 pontos) saltado acima da “linha de água”, pese embora em igualdade pontual com o Águeda, agora a primeira equipa em zona de despromoção.

Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a ter outro interregno, dando lugar a nova entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final da “prova rainha”.

Três dos favoritos serão colocados à prova em deslocações ao terreno dos adversários, sempre de risco inerente, acrescido em competições de cariz eliminatório, respectivamente no Pego-U. Tomar, Glória do Ribatejo-Fazendense e Goleganense-U. Almeirim (com o único resistente do escalão secundário a receber o líder incontestado da divisão principal); o outro embate, entre Samora Correia e Torres Novas afigura-se mais equilibrado, podendo o factor casa vir eventualmente a ter alguma influência.

No Campeonato de Portugal, o calendário ditou, para a 20.ª ronda, um aliciante confronto entre Fátima e U. Santarém, que se oferece, na conjuntura presente, de prognóstico incerto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Janeiro de 2020)

Nota – Título rectificado, uma vez que, por lapso, foi novamente publicado, na edição impressa do jornal, o título da semana anterior