(“O Templário”, 10.06.2021)

É verdade que o Coruchense fez um campeonato “à parte” (apenas tendo cedido um empate, ante o Mação, e sofrido uma única derrota, na Glória do Ribatejo, nos 15 jogos disputados), sagrando-se destacadíssimo vencedor da prova, assim como o Abrantes e Benfica realizou muito boa campanha (tendo assegurado já, com o 2.º lugar obtido, a presença na próxima edição da Taça de Portugal – sendo que está, igualmente, bem encaminhado na Taça do Ribatejo), mas o Amiense, com uma notável “recta final”, ascendendo a um absolutamente inesperado 4.º lugar, tal como o emblema da Glória, com uma excelente 7.ª posição (em igualdade pontual com o 6.º, U. Tomar), merecem especial realce no balanço global do Distrital da I Divisão desta atípica temporada.

Destaques – O primeiro destaque da 15.ª e última ronda do campeonato vai precisamente para um impressionante desempenho do Amiense, que, muito motivado pela perspectiva de alcançar um sensacional 4.º lugar, conseguiu, já nos derradeiros dez minutos, uma então já inesperada reviravolta, acabando por vencer o Cartaxo, por 3-2, relegando assim o adversário para o 5.º posto.

Por seu lado, a turma da Glória do Ribatejo culminou de forma exemplar uma admirável época (está, também, ainda em prova na Taça do Ribatejo) – tendo sido, conforme referido, a única a conseguir derrotar o vencedor da competição –, impondo um empate a dois golos na recepção ao Mação (3.º classificado), terminando o campeonato apenas com três derrotas, fixando-se num brilhante 7.º lugar na tabela final, a par do 6.º classificado, U. Tomar.

Em jogo claramente de “fim de estação”, ainda assim o Abrantes e Benfica fez questão de não deixar os seus créditos por mãos alheias, goleando por robusta marca de 7-0 o já despromovido Moçarriense (penúltimo classificado), confirmando, pois, a posição de vice-líder.

Digno de realce foi também o triunfo averbado pelo Torres Novas, frente ao U. Tomar, impondo-se por 3-2 num desafio de características incomuns. Quando, aos 9 minutos, os tomarenses, chegaram à vantagem de 2-0, poucos poderiam adivinhar a reviravolta que viria a suceder, que premeia a abnegação com que os torrejanos encararam esta partida (o que, contudo, não lhes permitiu melhor que o 11.º lugar final, não obstante em igualdade pontual com o 9.º e o 10.º).

De forma algo “inexplicável”, tão depressa como obtivera tal superioridade – tendo, adicionalmente, desperdiçado mais uma “mão cheia” de ocasiões para ampliar a contagem – a equipa nabantina a deixaria escapar, também num período de apenas cerca de cinco minutos, após a meia hora de jogo. Para, na segunda metade, pese embora a insistência, os unionistas não só não conseguirem voltar a transpor com sucesso a barreira defensiva contrária, como, expondo-se ao risco, acabarem por sofrer o decisivo contra-golpe – não tendo tido já, nos cerca de 20 minutos que se jogaram ainda até final, o necessário “sangue frio” para ripostar a tal contrariedade.

Um desfecho inesperado, a deixar uma imagem bastante negativa neste fecho de campeonato – três desaires sucessivos nas três últimas jornadas, provocando uma queda do 3.º ao 6.º lugar, posição muito aquém das expectativas para esta época (o União teria sido 5.º classificado caso tivesse vencido) –, a qual urge procurar rectificar na Taça do Ribatejo.

Surpresa – A “surpresa” da jornada registou-se no Entroncamento, onde a equipa local, desanimada pela confirmação da despromoção, e num encontro do qual sabia não poder resultar já qualquer alteração na sua classificação (14.º) não conseguiu melhor que a igualdade (2-2) ante o “lanterna vermelha”, Riachense, que, nos onze jogos anteriores, sofrera dez derrotas (apenas tendo obtido um empate, já no final de 2020, ante o Moçarriense). Por curiosidade, o grupo dos Riachos conseguiu, neste campeonato, uma única vitória, sobre o 4.º classificado, Amiense.

Confirmações – Nas restantes três partidas, confirmou-se o favoritismo de (i) Coruchense (triunfando por 3-1 em Samora Correia), (ii) Fazendense (minimizando o decepcionante desempenho no campeonato, recuperando até ao 8.º lugar, ao bater por 4-1 uma equipa de Ferreira do Zêzere, que surgiu, nesta retoma da competição, claramente em esforço, denotando grandes dificuldades, mas tendo conseguido, ainda assim, ganhar a sua “final”, ante o Entroncamento AC, garantindo a permanência na I Divisão – isto, após a A. F. Santarém ter confirmado que a insolvente SAD do Fátima não poderia inscrever-se nas provas Distritais), e (iii) de Rio Maior (1-0, ante o Alcanenense), com os riomaiorenses, ao invés, a evidenciar, neste final de temporada, uma surpreendente vitalidade, com três vitórias em quatro jogos, o que lhes proporcionou subir até ao 10.º lugar.

Uma palavra final para o incontestável mérito do Coruchense na conquista do 1.º lugar: para além dos 10 pontos de vantagem sobre o mais “próximo” rival, goleou o vice-líder, Abrantes e Benfica, por 5-1; o Cartaxo (5.º), por 7-1; tendo vencido, nomeadamente, em Amiais de Baixo (4.º), Tomar (6.º), Fazendas de Almeirim (8.º – também com goleada, por 4-0) e Samora Correia (9.º).

II Divisão Distrital – Na série Norte, em jogo em atraso, o At. Ouriense derrotou o Espinheirense por 3-0, bastando-lhe apenas mais um ponto para confirmar o 1.º lugar e consequente promoção.

A Sul, o Salvaterrense viu o seu jogo com o Águias de Alpiarça adiado, o que possibilitou ao Benavente (vencedor do Porto Alto, por tangencial 1-0) retomar, à condição, a liderança – mas, mais importante, somou pontos que poderão eventualmente, no cenário menos favorável, vir a revelar-se determinantes na definição do que virá a ser o melhor dos 2.º classificados das duas séries, o qual será também promovido à I Divisão Distrital.

Antevisão – Para o próximo fim-de-semana estão agendados os jogos dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, cujo alinhamento, porém, depende ainda da conclusão da eliminatória precedente, com a disputa, prevista para esta quinta-feira, do Fazendense-Riachense (favoritismo total para os visitados), Rio Maior-Alcanenense (com a curiosidade de reeditarem o confronto de há apenas quatro dias) e Entroncamento-Glória do Ribatejo.

Pelo que o único embate já com ambos os adversários definidos, é o U. Tomar-Fátima, com os tomarenses – depois de terem goleado, nas eliminatórias anteriores, em Marinhais e no Espinheiro – a receberem outra equipa do escalão secundário, 2.º classificado da série Norte (que se estreia nesta edição da Taça), necessitando, pois, confirmar dentro de campo o seu natural favoritismo.

Na II Divisão Distrital (em que se disputa, também nesta quinta-feira, a 15.ª jornada, e, no Domingo, a 16.ª e antepenúltima ronda), estavam agendados para aquele mesmo dia (13 de Junho), por coincidência, os embates entre 1.º e 2.º classificados de ambas as séries (At. Ouriense-Fátima e o decisivo Benavente-Salvaterrense), os quais deverão, assim, ter de ser adiados; destacam-se ainda, a Norte, o Fátima-Caxarias (já esta quinta-feira) e o Caxarias-Espinheirense (no Domingo); e, na série Sul, também neste dia 10, o Benfica do Ribatejo-Benavente.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 03.06.2021)

Com o 1.º lugar já garantido pelo Coruchense, mantém-se acesa a disputa pelo 2.º lugar – da qual, porém, o U. Tomar se viu entretanto já arredado, restringindo-se agora os candidatos a tal posição a Abrantes e Benfica, Mação e, remotamente, Cartaxo –, assim como pela manutenção, após ter sido jogada já a penúltima ronda do campeonato (o qual tem o seu termo agendado para o próximo Domingo), pese embora subsistam ainda três encontros em atraso, a disputar precisamente nesta quinta-feira, para acerto de calendário, e que poderão assumir cariz determinante em tal luta.

Destaques – O principal destaque da 14.ª jornada vai para o categórico triunfo do Abrantes e Benfica no terreno do Cartaxo, por 4-1, o que possibilitou aos abrantinos não só retomar o 2.º posto, como colocar-se em situação privilegiada para garantir essa classificação, que proporcionará a qualificação para a próxima edição da Taça de Portugal, dado a turma de Abrantes receber, na derradeira partida, o Moçarriense, já com a sua situação (despromoção) definida.

Não obstante, a turma da Moçarria esteve justamente em evidência no passado fim-de-semana, ganhando por 2-1 a uma irreconhecível equipa do Fazendense (2.º classificado do campeonato precedente, à data da sua suspensão), a qual somou um único ponto desde a retoma da competição, tendo, consequentemente, baixado ao 10.º lugar – e que, em situação limite, poderá inclusivamente vir a ver-se ainda inesperadamente envolvida na disputa pela manutenção! Ao invés, o Moçarriense, com grande dignidade e brio, operando, nos dez minutos finais, sensacional reviravolta no marcador, alcançou aquele que foi, apenas, o seu segundo triunfo na prova.

Destaque ainda, pela positiva, para a excelente campanha que o grupo da Glória do Ribatejo vem realizando, tendo vencido, com alguma naturalidade, nos Riachos, frente ao agora “lanterna vermelha”, Riachense (que acompanhará o Moçarriense na descida ao escalão secundário), mas por convincente marca de 3-0, ascendendo a um notável 6.º lugar na pauta classificativa… somente um ponto abaixo do U. Tomar!

Por seu lado, o Samora Correia realizou também boa operação, na visita a Alcanena, derrotando o Alcanenense por tangencial 1-0, subindo à 7.ª posição, igualmente a um ponto de distância da equipa da Glória.

Surpresa – O desfecho mais imprevisto foi o desaire caseiro do U. Tomar, batido por 1-2 pelo Amiense, num jogo com características algo peculiares: o União chegou ao intervalo já em desvantagem (0-1), e em inferioridade numérica; ainda assim, não virando a cara à luta, porfiou em busca da igualdade, vindo, contudo, a ser penalizado pela decisão da equipa de arbitragem, de Beja, em “exame” para acesso aos Nacionais, ao assinalar uma muito contestada grande penalidade, que originou o 2-0. Até final, os unionistas, não “entregando os pontos”, tudo fizeram para procurar evitar o resultado negativo, mas mais não conseguiriam que o ponto de honra.

Um resultado que afasta os nabantinos dos lugares de topo, tendo baixado ao 5.º posto, não podendo agora aspirar já a melhor que o 4.º lugar, e, mesmo esse, dependente do… Amiense (que, entretanto, fez já a “festa” da manutenção em Tomar) derrotar o Cartaxo na última jornada (para além de um indispensável triunfo do U. Tomar em Torres Novas, frente a um adversário que se defronta com posição ainda bastante delicada na tabela).

Confirmações – Nos outros desafios, o Coruchense não teve dificuldade em vencer, precisamente ante o Torres Novas, por 3-1, tendo o Mação batido também o Rio Maior, neste caso por tangencial 1-0, uma margem mínima que não estaria nas expectativas gerais.

Por fim, o Ferreira do Zêzere fez valer o factor casa para se impor, também por 1-0, frente ao Entroncamento, em partida que poderá ter sido crucial para as – nesta altura muito complexas – contas da manutenção, atendendo nomeadamente aos jogos em atraso, a disputar ainda por Ferreira do Zêzere (recebe o Rio Maior), Torres Novas (visitado pelo Riachense, num “derby” do município) e Entroncamento (recebe o Amiense).

Isto numa altura em que não estará ainda definido se serão três os clubes a despromover (caso em que restaria por preencher uma indesejada “vaga”) – em função da descida do U. Almeirim ao Distrital – ou quatro, dependendo de a insolvente SAD do Fátima, prematura desistente do Campeonato de Portugal, poder eventualmente vir a retomar a actividade, caso em que seria (re)integrada na I Divisão Distrital. A verdade é que são nada menos do que cinco os clubes (Fazendense, Ferreira do Zêzere, Rio Maior, Torres Novas e Entroncamento) que não podem ainda “dormir descansados”…

II Divisão Distrital – Na série Norte, disputou-se um único encontro, com o At. Ouriense a golear o Vasco da Gama por 7-0, cimentando a sua posição de liderança. A Sul, o Salvaterrense – que, entretanto, em função de acerto de calendário, ascendeu ao 1.º lugar – ganhou em Samora Correia (4-2), enquanto o Benavente, agora dois pontos atrás, goleou o Rebocho por inusitados 11-0!

Campeonato de Portugal – Chegou ao termo esta “maratona”, que, à partida, envolveu um total de 96 equipas, das quais apenas duas alcançaram o ambicionado prémio máximo, da promoção à II Liga (Trofense e C.F. Estrela da Amadora), enquanto outras 22 – entre elas o U. Santarém (que, já apurado, empatou 1-1 com o Marinhense, na derradeira partida) – tiveram a “terminação”, com a qualificação para a nova “Liga 3”, escalão em estreia na estrutura orgânica do futebol nacional na próxima época, o qual será intercalado entre a II Liga e o Campeonato de Portugal.

Antevisão – Ainda antes do fecho do campeonato, disputa-se, também esta quinta-feira, a eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça, contudo, apenas com quatro jogos agendados, com destaque para o Abrantes e Benfica-Mação e Espinheirense-U. Tomar, sendo de anotar a singular desistência do 1.º classificado da I Divisão Distrital, Coruchense.

Na última jornada do principal escalão, as atenções estarão centradas no Abrantes e Benfica-Moçarriense, Glória do Ribatejo-Mação e Amiense-Cartaxo (disputa pelo 2.º lugar) e, noutro plano, no Torres Novas-U. Tomar, Fazendense-Ferreira do Zêzere, Rio Maior-Alcanenense e Entroncamento-Riachense (na luta pela “sobrevivência” na I Divisão).

Na II Divisão Distrital, sem qualquer jogo agendado na série Norte, o Salvaterrense desloca-se a Alpiarça, para defrontar o Águias, cabendo ao Benavente receber o Porto Alto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Junho de 2021)

(“O Templário”, 27.05.2021)

Ainda com duas jornadas por disputar, num campeonato esta temporada reduzido a metade da sua extensão normal, o Coruchense, vencendo em Tomar, garantiu, desde já, matematicamente, a conquista do 1.º lugar, repetindo assim os triunfos obtidos em 2015 e 2017 – e depois de ter sido, entretanto, 2.º classificado em 2019 e 3.º na época passada, à data da interrupção da competição. O emblema do Sorraia consegue, desta forma, a terceira promoção aos campeonatos nacionais, nos últimos sete anos.

Destaques – O grande destaque da 13.ª e antepenúltima ronda foi, precisamente, a vitória (1-0) averbada pelo Coruchense perante o U. Tomar, que ocupava – depois do acerto de calendário de meio da semana passada – o 3.º posto da pauta classificativa.

A formação de Coruche, necessitando apenas de um ponto para confirmar o 1.º lugar, entrou praticamente a ganhar, tendo apontado o seu tento ainda antes de completados cinco minutos. Defrontando uma equipa tomarense privada de dois dos seus “elementos-chave” na estrutura defensiva (Nuno Rodrigues e Siaka Bamba), os visitantes foram muito eficazes, colocando-se em posição privilegiada logo desde a fase inicial da partida.

Os unionistas – outra vez com uma má entrada em jogo, tal como sucedera em Abrantes – sentiram o golo sofrido, tendo o adversário voltado a assustar, à passagem da meia hora, desta feita sem concretizar. Por seu lado, os nabantinos desperdiçariam soberana ocasião de empatar, por volta dos 35 minutos, não aproveitando momento de desconcentração do guardião contrário, tendo igualmente criado outras duas situações de perigo ainda antes do intervalo.

Na segunda metade o Coruchense adoptou uma toada de contenção, centrando-se sobretudo em ir gerindo o tempo – confiante que o objectivo (no mínimo, o empate) não lhe fugiria –, o que não impediria o União de criar ainda mais três boas oportunidades de golo, incluindo uma bola no ferro. Mas faltaria aos homens da casa um mínimo de eficácia para, pelo menos, evitar a derrota.

Destaca-se, igualmente, o triunfo averbado pelo Cartaxo, nas Fazendas de Almeirim, batendo o Fazendense (esta época com rendimento abaixo do que nos vinha habituando) por 2-0, ascendendo assim ao 2.º lugar, pese embora já a irrecuperáveis nove pontos do líder.

Realce, ainda, para mais um bom resultado do Mação, a confirmar o seu potencial, impondo-se por 2-0 em Samora Correia, subindo à 3.ª posição, que partilha agora com o Abrantes e Benfica, ambos somente a um ponto do Cartaxo, e, após esta jornada, dois pontos acima do U. Tomar.

Não tendo sido propriamente uma surpresa o desfecho do embate entre Rio Maior e Riachense, foi bem expressiva a goleada (6-0) imposta pelos riomaiorenses, o que lhes proporcionou ultrapassar igualar o Torres Novas na tabela, numa disputa muito apertada pela manutenção.

Surpresas – Ao invés, foram de alguma forma inesperados os empates registados no Abrantes e Benfica-Amiense (eram, antes deste encontro, respectivamente, 2.º e 10.º classificados), não tendo os abrantinos, actuando no seu reduto, conseguido desfazer o nulo; assim como no Glória do Ribatejo-Ferreira do Zêzere (neste caso, igualdade a duas bolas), sendo que os ferreirenses – a reagir muito bem à adversidade, que lhes provocara bem pesados desaires, por 0-7 (em Samora Correia) e 0-6 (em Alcanena, para a Taça), por duas vezes estiveram em vantagem, acabando por deixar escapar a vitória já nos derradeiros minutos.

Confirmações – Nos outros dois jogos os resultados enquadram-se no que seria expectável: vitória (3-1) do Entroncamento, na recepção ao Moçarriense, não desperdiçando a oportunidade de somar três preciosos pontos, recolando ao Ferreira do Zêzere e aproximando-se do Torres Novas, ao mesmo tempo que sentenciava o grupo da Moçarria, já virtualmente despromovido; e repartição de pontos (1-1) no Torres Novas-Alcanenense, bem mais vantajoso para os forasteiros, já tranquilos, que para os torrejanos, outra vez envolvidos na zona mais problemática da tabela.

II Divisão Distrital – Na série Norte, houve um resultado de “sensação”, com a goleada (4-1) obtida pelo Fátima no terreno do Espinheirense, a “devolver” a derrota (2-4) sofrida na primeira volta e “baralhando” as contas da promoção. O Caxarias-Vasco da Gama teve grande animação, com sucessivas cambiantes, terminando com triunfo dos visitados por 4-3.

A Sul, os dois primeiros ganharam e consolidaram posições: o Benavente, recebendo o Forense, venceu por 4-1; o Salvaterrense, também em casa, derrotou o Benfica do Ribatejo por 3-0, dispondo agora de uma margem de seis pontos face aos mais directos perseguidores (Forense e Porto Alto, tendo este vencido por 3-1 em Alpiarça).

Campeonato de Portugal – O U. Santarém, com um positivo empate a zero alcançado em Alverca, garantiu desde já – ainda com uma jornada por disputar –, tal como o seu adversário, o apuramento para a futura “Liga 3”.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, com a questão do 1.º lugar já decidida, destaca-se, em especial, na disputa pelo 2.º posto, o Cartaxo-Abrantes e Benfica. O U. Tomar, que baixou à 5.ª posição, agora com remotas possibilidades de atingir ainda a vice-liderança, recebe o Amiense. Na luta pela “sobrevivência”, o Ferreira do Zêzere-Entroncamento afigura-se um embate cujo desfecho poderá vir a revelar-se crucial.

No escalão secundário, a Norte, teremos um único desafio, Vasco da Gama-At. Ouriense, o qual poderá permitir à turma de Ourém distanciar-se ainda mais na liderança. A Sul, o guia, Benavente, tem uma curta viagem até Coruche, para defrontar o “lanterna vermelha”, Rebocho, sendo amplamente favorito; por seu lado, o Salvaterrense desloca-se a Samora Correia, anotando-se ainda o Forense-Marinhais.

Na derradeira ronda da fase de qualificação para a “Liga 3”, com os dois lugares de apuramento da série já garantidos por Alverca e U. Santarém, os escalabitanos recebem o Marinhense, em partida que pouco mais traduzirá que “cumprir calendário”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 20.05.2021)

Na retoma da Taça do Ribatejo – cujo “pontapé de saída” (pré-eliminatória) tinha sido dado já em Outubro, portanto há sete meses! –, agora para disputa da 1.ª eliminatória, correspondente aos 1/16 avos de final, tendo, todavia, sido disputados apenas onze encontros, não houve “tomba-gigantes”, nem, sequer, grandes surpresas. Apuraram-se para os 1/8 avos de final nada menos de 13 clubes primodivisionários, a que se juntam três da divisão secundária (dois deles tendo eliminado adversários do mesmo escalão, e, o terceiro, beneficiando de desistência).

Os três clubes da I Divisão entretanto já afastados da prova (Amiense, Ferreira do Zêzere e Torres Novas) foram, pois, eliminados por rivais do mesmo campeonato.

Destaques – Ainda assim, estiveram em evidência, em especial, o Rio Maior e o Moçarriense. No primeiro caso, os riomaiorenses venceram por 2-1 o Amiense, afastando da prova a turma de Amiais de Baixo, emblema de grandes tradições nesta competição – que já por três vezes se sagrou vencedor do troféu – e que, pela primeira vez, pelo menos nas últimas 13 épocas, falhará a presença nos 1/8 avos de final.

No caso do Moçarriense, “lanterna vermelha” do campeonato, tendo imposto uma igualdade a um golo na deslocação a Torres Novas, revelou-se de plena eficácia no desempate da marca de grande penalidade (converteu seis em outras tantas tentativas), apurando-se também para a fase seguinte, contribuindo assim para agravar a “crise” de resultados dos torrejanos.

Em geral esta eliminatória foi marcada por um acentuado desnível entre as equipas, traduzido em múltiplas goleadas, de que se destacam: os 6-0 aplicados pelo Alcanenense ao Ferreira do Zêzere (conjunto a atravessar período muito difícil, tendo sido também já goleado, na retoma do campeonato, por 7-0, em Samora Correia); assim como as vitórias por 4-0 do U. Tomar em Marinhais e do Mação em Ourém, frente ao At. Ouriense (equipa que lidera a série Norte da II Divisão Distrital, mas que não conseguiu oferecer melhor réplica ao seu poderoso oponente).

No que respeita ao U. Tomar, a equipa unionista encarou este desafio com uma atitude de seriedade e responsabilidade, respeitando o adversário (5.º classificado na série Sul do escalão secundário), acabando por impor-se com naturalidade. Não esteve porém, a salvo de alguns sustos, com o grupo de Marinhais, logo na fase inicial do encontro, a ter duas ou três ocasiões de grande perigo junto da baliza tomarense. Por coincidência, os nabantinos tinham também eliminado, na época passada, este mesmo adversário, e, igualmente, na eliminatória de acesso aos 1/8 avos de final, então em Tomar, e pelo resultado de 4-1, o que, inclusivamente conseguiram agora superar, mesmo actuando em terreno alheio.

Com esta vitória, U. Tomar e Fazendense passam a ser os únicos “totalistas”, que garantiram o apuramento para os 1/8 avos de final em todas as últimas 13 edições da Taça do Ribatejo!.

Confirmações – Foram também por margem dilatada os triunfos obtidos pelos outros quatro clubes da I Divisão que defrontaram rivais do escalão inferior, mesmo tendo jogado também, todos eles, na condição de visitantes: 4-1 da Glória do Ribatejo no “derby”, em Benfica do Ribatejo; e vitórias por 3-0 do Cartaxo, do Abrantes e Benfica e do Entroncamento AC, respectivamente nas Caxarias, em Boleiros (Fátima), frente ao Vasco da Gama, e em Alpiarça, ante o Águias.

Realça-se, assim, o que será a 9.ª participação do grupo da Glória do Ribatejo nos 1/8 avos de final, portanto uma presença assídua em fases relativamente avançadas da prova. Por seu lado, o Entroncamento AC, em função da qualificação agora obtida, irá estrear-se em tal eliminatória.

Nas duas partidas entre formação da II Divisão, o Espinheirense goleou também, em Coruche, o grupo do Rebocho, por 5-2, apurando-se – apenas pela segunda vez nos últimos 13 anos –, para a próxima ronda, eliminatória na qual receberá o U. Tomar; por fim, no Porto Alto, houve lugar à reedição do confronto com o Salvaterrense, que, depois de ali ter vencido por 3-0 na semana anterior, para o campeonato, não foi agora além do empate a uma bola, mas acabando por superiorizar-se no desempate da marca de grande penalidade, conseguindo apurar-se também.

As equipas do Pego e do Pontével (que haviam abdicado da competição logo no início da temporada) e do Aldeiense, Ortiga e Tramagal, as quais decidiram não retomar a actividade neste final de época, desistiram da prova, pelo que Riachense, Samora Correia, Fazendense, Coruchense e Fátima tinham já antecipadamente assegurado presença nos 1/8 avos de final da Taça do Ribatejo, sem necessidade de entrar em campo.

Campeonato de Portugal – O U. Santarém, depois de ter atravessado fase mais difícil a meio da temporada, parece agora revigorado, tendo obtido um excelente triunfo em Condeixa, ganhando por 3-2, o que lhe proporcionou isolar-se no 2.º posto, colocando-se em posição de acesso à futura “Liga 3”, apresentando-se em situação privilegiada, com três pontos de vantagem sobre esse mesmo adversário, a duas rondas do termo desta competição.

Antevisão – No fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais. Na I Divisão, o “jogo-grande” da 13.ª (e antepenúltima) jornada será o que coloca frente-a-frente os dois primeiros da classificação, com o U. Tomar a receber o Coruchense, com a turma do Sorraia a poder festejar, desde já, a conquista do título, em caso de vitória, num desafio em que os tomarenses têm também em jogo a ambição de, pelo menos, conseguir alcançar o 2.º lugar final.

Outros encontros de interesse serão também, muito especialmente, o Fazendense-Cartaxo (respectivamente, 6.º e 3.º classificados) e o Samora Correia-Mação (no 8.º e 4.º lugares). Por seu lado, o Rio Maior, recebendo o Riachense, e o Entroncamento, que terá a visita do Moçarriense, enfrentam partidas cruciais na perspectiva da manutenção no escalão principal.

Na II Divisão, a Norte, realce para o Espinheirense-Fátima, actuais 2.º e 3.º classificados, na perseguição ao líder, At. Ouriense, o qual folgará nesta 12.ª ronda. A Sul, o guia, Benavente, recebe o Forense (3.º), enquanto o Salvaterrense (2.º) defronta o Benfica do Ribatejo (5.º).

Na penúltima jornada da fase de apuramento para a “Liga 3”, o U. Santarém terá deslocação de elevado grau de dificuldade, a Alverca, para defrontar o comandante da série, ao qual bastará um ponto para confirmar o apuramento para tal novo escalão, em estreia na próxima época.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 13.05.2021)

Após uma interrupção de quatro meses foi enfim retomado o curso “normal” do Distrital da I Divisão, com a disputa da sua 12.ª ronda, em mais uma época atípica, tendo por objectivo, desta feita, completar a primeira volta da prova (15 jornadas), para que a mesma possa ter efeitos classificativos, quer a nível de atribuição do título de Campeão (e consequente promoção ao Campeonato de Portugal), como da definição dos clubes a despromover à II Divisão Distrital.

Não obstante a generalidade das equipas concorrentes tenha ainda quatro jogos por disputar (dado terem em atraso as partidas da 11.ª ronda), a confirmação do título para o Coruchense parece cada vez mais uma mera “formalidade”, uma vez que o agora seu mais imediato perseguidor na pauta classificativa (U. Tomar) dista oito pontos… quando restam aos nabantinos três desafios por realizar – por coincidência, na próxima jornada, precisamente com um embate União-Coruchense.

Destaques – O principal destaque do passado fim-de-semana vai justamente para os tomarenses, que, com um notável triunfo averbado em Abrantes (numa partida que colocava frente-a-frente os então 3.º e 4.º classificados), por 3-2, conseguiram ultrapassar o seu adversário directo (assim como o até agora vice-líder, Cartaxo), alcandorando-se, mesmo que “à condição”, ao 2.º lugar!

Tendo entrado praticamente a perder (golo do Abrantes e Benfica logo aos 8 minutos), os unionistas reagiram de forma sensacional, com três tentos apontados em menos de dez minutos (entre os 26 e os 34 minutos). Na segunda parte, os locais ainda assustaram, com um lance de bela execução, a reduzir para a diferença mínima, mas, até final, pese embora a persistência, não conseguiriam voltar a desfeitear a baliza à guarda de Nuno Ribeiro. Por seu lado, também o União não aproveitou um par de ocasiões para sentenciar mais cedo o desfecho dum animado encontro.

Em Alcanena, o líder, Coruchense, teve de sofrer bastante, para conseguir operar a reviravolta no marcador, que lhe proporcionou, vencendo por tangencial 2-1, cimentar a sua posição, mercê dos deslizes de Cartaxo e Abrantes e Benfica, agora já a nove e a dez pontos, respectivamente. A formação do Sorraia somou o 9.º triunfo consecutivo no campeonato, contando dez vitórias em 11 jogos (apenas foi surpreendida na vizinha Glória do Ribatejo… perdendo logo à 2.ª jornada).

Quem mantém igualmente um ritmo bastante forte é o Mação (cinco vitórias nas últimas seis rondas), recebendo e goleando o Torres Novas por categórico 5-0, ascendendo assim ao 4.º lugar, a par dos abrantinos. Não fora o terrível ciclo de três desaires sofridos entre a 2.ª e a 4.ª jornada (nas Fazendas de Almeirim e em Amiais de Baixo e, em casa, com o Abrantes e Benfica) e teríamos um competidor a ombrear com o Coruchense…

Surpresa – Neste recomeço do campeonato o Cartaxo voltava a perfilar-se, porventura, como o mais assumido “desafiador” do comandante, na perspectiva de poder ainda aspirar a uma reviravolta na ponta final da competição. Porém, estava-lhe reservada precisamente a grande surpresa da jornada, ao ceder um tão inesperado quão comprometedor empate caseiro (1-1) face ao antepenúltimo classificado, o que, praticamente, terá feito esfumar-se tais aspirações.

Confirmações – Nos restantes três jogos, os resultados confirmaram as expectativas, com uma igualdade (2-2) entre Amiense e Fazendense, clubes que, antes deste jogo, se posicionavam em lugar tranquilo a meio da tabela, tendo aliás a turma das Fazendas igualado o Alcanenense no 6.º posto (contando ainda um jogo a menos), e beneficiando também para se aproximar do Cartaxo e do Abrantes e Benfica – quanto ao Amiense, viu-se ultrapassado pela Glória do Ribatejo (a fazer uma muito boa campanha, tendo vencido, por 1-0, na Moçarria, ante o “lanterna vermelha”, subindo ao 9.º lugar) e pelo Samora Correia (agora 8.º, tendo ganho, nos Riachos, por 2-0).

Os grupos do Riachense (penúltimo, com cinco pontos) e Moçarriense (somente com quatro pontos) parecem ter o destino traçado, passando pela despromoção ao escalão secundário, o que Torres Novas, Rio Maior, Ferreira do Zêzere e Entroncamento procuram ainda evitar. Entretanto o encontro entre os conjuntos de Ferreira e de Rio Maior foi adiado para 3 de Junho.

II Divisão Distrital – Nesta Divisão, a retoma da competição passa agora pelo objectivo de conclusão (apenas) da 1.ª fase da prova, para apuramento dos 3 clubes a promover ao escalão principal: os dois vencedores de série e o que tiver melhor coeficiente de entre os 2.º classificados.

Na série a Norte assinalam-se, entrementes, as desistências de Tramagal, Ortiga, Aldeiense e U. Atalaiense, que decidiram não retomar a actividade neste final de época, o que provocou algumas perturbações na classificação, agora reduzida apenas a seis competidores (desconsiderados todos os jogos realizados pela Ortiga, dado não ter completado a 1.ª volta, enquanto que, dos jogos dos restantes desistentes, apenas são contados os realizados nessa metade inicial do campeonato).

Com a vitória (2-0) na recepção ao Caxarias, o At. Ouriense reforçou a liderança, agora com sete pontos de avanço em relação ao Espinheirense, sendo que esta equipa tem dois jogos a menos. O Fátima, com um jogo a menos que o guia, está agora já a nove pontos.

A Sul, destacam-se as vitórias dos dois primeiros – Benavente, triunfando por 2-0 em Marinhais; e Salvaterrense, ganhando por 3-0 no Porto Alto –, ficando em boa posição para atingir, eventualmente, duas vagas de promoção (o Forense e o Porto Alto estão agora já a seis pontos do 2.º lugar, ocupado pela turma de Salvaterra, com a formação do Porto Alto com um jogo a mais).

Campeonato de Portugal – Concluída (já a 11 de Abril) a 1.ª fase da prova, confirmou-se a despromoção ao Distrital do U. Almeirim – 10.º classificado de entre os 11 concorrentes que finalizaram a prova, após o prematuro abandono da (insolvente) SAD do Fátima. Por seu lado, o U. Santarém, alcançando nessa fase um muito bom 3.º lugar, disputa actualmente a prova de acesso à futura “Liga 3”, novo escalão do futebol nacional, em estreia na próxima temporada.

Após o termo da 1.ª volta, tendo vencido na Marinha Grande, na 3.ª ronda, o Marinhense, por 3-1, no passado Domingo, os escalabitanos ocupam o 3.º posto da sua série, em igualdade pontual com o Condeixa e a três pontos do Alverca, sendo promovidos os dois primeiros classificados.

Antevisão – No próximo fim-de-semana os campeonatos voltam a fazer novo (curto) interregno, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/16 de final da Taça do Ribatejo, em que se destacam os seguintes desafios de “maior cartaz”: Alcanenense-Ferreira do Zêzere; Rio Maior-Amiense; e Torres Novas-Moçarriense (entre primodivisionários); Marinhais-U. Tomar; Caxarias-Cartaxo; At. Ouriense-Mação; Vasco da Gama-Abrantes e Benfica; Benfica do Ribatejo-Glória do Ribatejo; e Águias Alpiarça-Entroncamento (entre clubes dos dois escalões).

No Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Condeixa, para um jogo que se prevê de crucial importância na disputa da promoção à “Liga 3”, tendo os santarenos perdido em casa.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Maio de 2021)

(“O Templário”, 14.01.2021)

Pela quarta vez (em cinco vitórias até à data averbadas no presente campeonato) o União obteve uma goleada, numa ronda que, à partida, se previa já fosse apenas “meia jornada”… mas que acabaria por se ficar por “um quarto”, dado apenas terem sido disputados dois dos oito desafios inicialmente agendados. O que, em paralelo, começa a suscitar fortes dúvidas, não só sobre a possibilidade de levar a “bom porto” esta prova, até à sua conclusão, como, inclusivamente, sobre a pertinência e oportunidade de se continuar a jogar, nas actuais circunstâncias e condicionantes.

Destaque – Somente com dois jogos em análise, os respectivos desfechos proporcionam o cabal enquadramento de cada um deles nas secções de “Destaques” e “Surpresas”.

No primeiro caso, tivemos um afirmativo U. Tomar a golear por categóricos 5-0 a “equipa sensação”, Alcanenense, que, antes desta ronda, ocupava um notável 4.º posto na tabela (baixou, em função deste desaire, ao 5.º lugar, ultrapassado, precisamente, pelo emblema nabantino).

Por curiosidade, a eficácia, que tanta falta tem feito em vários dos encontros anteriores dos unionistas – o que lhes custou muito comprometedoras perdas de pontos, já com quatro empates cedidos, para além de duas derrotas –, foi atingida quase em pleno nesta partida.

Ao invés do que vem sendo habitual, as primeiras ocasiões soberanas de golo (duas, ainda nos dez minutos iniciais) surgiram a favor do grupo de Alcanena, em perigosos contra-ataques. Mas, como tantas vezes se repete: “quem não marca, sofre”. E foi o que sucedeu: de imediato, em dois lances sucessivos, num intervalo de pouco mais de um minuto, o União marcou dois golos, que muito desequilibraram a contenda a seu favor, tudo isto ainda no primeiro quarto de hora de jogo!

O terceiro tento, obtido ao cair do pano da primeira parte, praticamente selou o desfecho do desafio, acabando por não surpreender – atendendo também à juventude da equipa adversária – que o resultado continuasse a ser ampliado, fechando-se a contagem nos 5-0, com destaque especial para o “hat-trick” de Siaka Bamba… um médio defensivo. E, isto, porque, num dia em que “tudo saiu bem”, o guardião Nuno Ribeiro defenderia inclusivamente uma grande penalidade. Um resultado que poderá constituir um incentivo para o futuro…

Surpresa – Após uma sucessão de nove derrotas consecutivas, o Moçarriense tinha, no passado fim-de-semana, pontuado pela primeira vez (empate nos Riachos). Não obstante, poucos seriam os que arriscariam na possibilidade de uma vitória da turma da Moçarria – ainda “lanterna vermelha”, mas agora bem mais próxima dos seus mais directos concorrentes – em Rio Maior.

Pois, foi precisamente o que sucedeu, tendo bastado para tal um único golo. Três preciosos pontos conquistados pelo Moçarriense, que muito poderão moralizar igualmente a equipa.

II Divisão Distrital – Também a jornada (10.ª, primeira da segunda volta) do segundo escalão foi afectada pelo adiamento de vários jogos (neste caso, metade dos desafios), destacando-se a vitória do At. Ouriense frente ao Abrantes e Benfica “B”, por 3-1, que proporcionou aos oureenses ascender à liderança, assim como, por outro lado, o triunfo (4-1) do Caxarias sobre o Tramagal.

A Sul, tendo os dois primeiros (Benavente e Salvaterrense) “folgado”, o realce vai para a vitória (2-1) da equipa do Benfica do Ribatejo ante o Porto Alto, entrando assim também na disputa pelos três lugares cimeiros, que, normalmente, darão acesso à fase final, de apuramento de Campeão.

Campeonato de Portugal – Passo a passo, o U. Santarém vai fazendo o seu caminho, tendo, desta feita, obtido importante triunfo (2-0) em Sacavém, face ao Sacavenense, o que permite aos escalabitanos trepar até a uma muito boa 3.ª posição (partilhada com o Caldas, este com um jogo a menos), e, mais importante, dilatar para nove pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”, mesmo que o U. Almeirim (9.º classificado), primeiro clube abaixo de tal divisória, tenha dois jogos a menos – tendo o seu desafio frente ao Lourinhanense sido adiado.

Antevisão – Subsiste, nesta altura, a incógnita sobre se poderá haver jogos no(s) próximo(s) fim(ns)-de-semana, em função das previstas medidas reforçadas para procurar minorar o impacto da pandemia, que deverão passar por novo confinamento geral, de duração ainda indeterminada.

O cenário que se afigura de maior probabilidade, para já, será o de nova suspensão das competições, eventualmente a retomar mais adiante, quando (e se) vier a haver condições mais propícias para tal, e em tempo oportuno para finalização da temporada.

Mas vai-se, aliás, intensificando o clamor – pelo menos por parte de responsáveis de alguns dos clubes – advogando o cancelamento dos campeonatos, atendendo às dificuldades em prolongar este contexto de “pára e arranca” e às implicações associadas à prossecução da disputa das provas, quer em termos sanitários, como dos próprios reflexos que daí poderão decorrer a nível da actividade profissional dos envolvidos (tratando-se, na essência, de jogadores amadores); isto para além, claro, das muito precárias condições de sustentabilidade de agremiações privadas de praticamente todas as suas fontes de receita há cerca de dez meses.

Num contexto de grande imprevisibilidade – e tendo necessariamente de ser privilegiado o factor saúde de todos os agentes e, em geral, as condições de saúde pública –, parece, pois, adivinhar-se a inevitabilidade de novo interlúdio (mais ou menos prolongado, temporário ou definitivo, será o que ficará para aquilatar mais tarde).

Em qualquer caso, e no que respeita à I Divisão Distrital, de entre os embates previstos para a 12.ª jornada, destacam-se o Alcanenense-Coruchense, Abrantes e Benfica-U. Tomar e Amiense-Fazendense, partidas que, a realizarem-se, poderão ajudar a clarificar posições.

A nível do escalão secundário, o realce vai para os jogos At.Ouriense-Caxarias, Tramagal-Fátima, Marinhais-Benavente e Porto Alto-Salvaterrense.

No Campeonato de Portugal, a ronda 12 prevê o confronto entre os dois clubes do Distrito, cabendo ao U. Almeirim receber o U. Santarém, portanto, um prélio de redobrado interesse.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Janeiro de 2021)

(“O Templário”, 31.12.2020)

Afinal disputada de novo em horário matinal (o qual prosseguirá, pelo menos, no próximo fim-de-semana), a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão – com o consequente acerto de calendário, recuperando os jogos que se encontravam em atraso desde 1 de Novembro – terá clarificado posições, pese embora estar completado apenas o terço inicial do campeonato. O Coruchense parece lançado para a conquista do título, após ter imposto pesadas goleadas aos seus mais directos rivais, Cartaxo e Abrantes e Benfica, que partilham a vice-liderança, mas já a sete pontos.

Destaques – Depois de há cerca de mês e meio ter “atropelado” o Cartaxo por 7-1, uma indomável equipa do Coruchense voltou agora a golear, de forma categórica (5-1), na recepção ao Abrantes e Benfica, formação em notória quebra de rendimento, a qual acumulou o quarto encontro seguido sem ganhar – após ter triunfado em todas as seis partidas precedentes –, tendo perdido nada menos de dez pontos nesses quatro jogos mais recentes.

Uma impressiva afirmação de poderio por parte do grupo do Sorraia, que, nesta altura – mesmo faltando ainda percorrer um assaz longo trajecto até final –, se afigura como o mais provável próximo Campeão, porventura apenas podendo vir ainda a ser eventualmente apoquentado, na disputa pelo 1.º lugar, precisamente pela turma cartaxeira.

O emblema de Coruche beneficiou aliás, em paralelo, do facto de outros dois candidatos aos lugares cimeiros se terem “anulado”, com o Mação-Cartaxo a saldar-se por uma igualdade (1-1), resultado mais penalizador para os maçaenses, agora a dez pontos do guia.

Assim como, adicionalmente, do triunfo (2-0) do Torres Novas na recepção ao Fazendense, com os torrejanos, depois de sete jornadas sem conhecer o sabor da vitória, a ganhar pela terceira vez consecutiva, afastando-se da zona perigosa da tabela, subindo mesmo ao 9.º lugar (apenas a três pontos do U. Tomar)! Ao invés, em função deste resultado adverso, o conjunto das Fazendas de Almeirim partilha agora o 5.º lugar com o Mação, portanto ainda mais afastado da frente.

Surpresa – Apesar de vir atravessando fase pouco profícua, não se esperaria que o U. Tomar cedesse pontos ante o Ferreira do Zêzere, que tinha perdido três dos quatro desafios anteriores. Porém, com uma exibição pouco conseguida, os unionistas não evitariam o empate, a dois golos.

Começaram, aliás, por ser surpreendidos logo aos 9 minutos, altura em que se viram em desvantagem; reagindo prontamente, os tomarenses igualariam no minuto imediato, operando a reviravolta no marcador à beira do intervalo. No segundo tempo, os visitados procuraram ampliar a vantagem, mas geralmente com pouco discernimento, num jogo muito aos repelões, com a bola a esbarrar quase sempre numa floresta de adversários, que, por seu lado, nunca deixaram de espreitar a possibilidade de rápidas transições, mantendo em sentido a defesa contrária.

Num embate, entre vizinhos, de cariz especialmente motivacional para os ferreirenses, à medida que o tempo decorria e o resultado tangencial ia subsistindo, foram acreditando que seria possível alcançar resultado positivo, para o que contribuiu também o bom desempenho do seu guardião, a negar um par de ocasiões de perigo. A cerca de dez minutos do termo do encontro, os visitantes conseguiriam mesmo restabelecer a igualdade, sem que os nabantinos tivessem, no tempo de que dispunham ainda, a serenidade necessária para reverter o rumo dos acontecimentos.

O desfecho deste desafio afasta praticamente em definitivo as ilusões dos tomarenses, agora a muito distantes onze pontos do objectivo, conferindo um travo agridoce num dia em que o capitão Nuno Rodrigues – titular absoluto, com o pleno nos 900 minutos já disputados no actual campeonato – comemorava a notável marca de 200 jogos envergando a camisola do União, apenas no presente ciclo, que vai já na oitava temporada consecutiva, desde a época de 2013-14.

Confirmações – Nos outros confrontos da jornada, que tinha diversificados motivos de interesse, assinalam-se ainda os importantes triunfos averbados por Rio Maior (por convincente 3-0, frente à Glória do Ribatejo) e Alcanenense (3-1, na recepção ao Amiense), o que proporcionou à formação de Alcanena, recém-promovida, recorde-se, pular até ao 4.º lugar, de forma sensacional somente a dois pontos do duo que reparte a 2.ª posição.

Noutras duas partidas (Samora Correia-Entroncamento e Riachense-Moçarriense), envolvendo equipas que procuram fugir à parte baixa da classificação, registaram-se empates, em ambos os casos a uma bola, os quais não terão deixado plenamente satisfeitos nenhum dos contendores, não obstante o grupo da Moçarria ter pontuado pela primeira vez nesta temporada, ao décimo jogo!

De facto, Entroncamento (7 pontos), Riachense (5) e Moçarriense (1) continuam a ocupar os três últimos lugares (nesta altura, em zona de despromoção), enquanto o Samora Correia (11 pontos) se posiciona imediatamente acima desse trio, integrando outro terceto, com Rio Maior e Ferreira do Zêzere, portanto, todos em situação pouco tranquila.

II Divisão Distrital – O Espinheirense foi surpreendido no seu próprio reduto, perdendo (1-3) ante o Tramagal, vendo aproximar-se o At. Ouriense (tinha ganho, já no início do mês, ao Vasco da Gama, por 4-1, mantendo dois jogos em atraso) e o Fátima (vencedor por 1-0 na Ortiga), ambos a dois pontos. O Caxarias (no 4.º lugar, dois pontos mais abaixo) goleou a U. Atalaiense por 4-0.

Depois de duas rondas a marcar sete golos em cada jogo, o Benavente reforçou a dose, goleando por 8-0 o Rebocho, afirmando a sua condição de comandante, apesar de dispor de um único ponto de vantagem face ao Salvaterrense (que venceu, por tangencial 2-1, o Samora Correia B).

Campeonato de Portugal – O U. Almeirim teve uma semana mista, perdendo em Torres Vedras, por 1-2, com o líder, mas ganhando (2-1) ao Sintrense, em casa, em encontros de acerto de calendário, subindo ao 9.º posto, imediatamente abaixo da “linha de água” (agora a dois pontos).

Antevisão – A próxima jornada (11.ª) do principal escalão, a abrir o novo ano de 2021, terá como “pratos fortes” o Coruchense-Mação e o Fazendense-Abrantes e Benfica, jogos em que, quer os maçaenses, quer o grupo das Fazendas de Almeirim jogarão as respectivas “derradeiras cartadas”.

Por seu lado, o Cartaxo terá difícil saída à Glória do Ribatejo (única equipa a conseguir travar o líder, tendo vencido também o Abrantes e Benfica). Nota ainda para o “derby” Torres Novas-Riachense, com favoritismo dos torrejanos. O U. Tomar recebe adversário valoroso, Alcanenense.

Na II Divisão Distrital, já a abrir a segunda volta, destacam-se os encontros Caxarias-Tramagal, Benfica do Ribatejo-Porto Alto e o “derby” Samora Correia B-Benavente.

Na retoma do calendário regular (10.ª jornada) do Campeonato de Portugal, cabe também ao U. Santarém receber o Sintrense, deslocando-se o U. Almeirim ao terreno do vice-líder, Alverca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Dezembro de 2020)

(“O Templário”, 24.12.2020)

Numa altura em que não se atingiu ainda o primeiro terço da prova (jogou-se a 10.ª jornada, mas subsiste em atraso a 5.ª ronda, entretanto (re)agendada para o próximo fim-de-semana), há ainda muito campeonato pela frente, mas, de entre os principais candidatos ao título, o U. Tomar (tendo baixado ao 6.º posto) começa a registar já comprometedor atraso – agora a nove pontos do líder Coruchense, o qual beneficiou também do inesperado deslize do Abrantes e Benfica para se distanciar na frente da tabela classificativa.

Destaques – Os factos mais salientes do passado Domingo registaram-se, precisamente, nas Fazendas de Almeirim e em Abrantes.

No primeiro caso, numa partida que colocava frente-a-frente o 2.º e 5.º classificados no campeonato passado, à data da sua suspensão, o Fazendense bateu o U. Tomar mercê de um solitário golo, o suficiente para impor aos unionistas a segunda derrota na competição, desta feita incapazes de reagir à desvantagem, tendo ficado em branco pela segunda vez nesta temporada (precisamente os dois desafios que se saldaram por desaires).

Por uma ou outra razão, a verdade é que os resultados não estão a corresponder às expectativas, e muito menos às aspirações do clube, com o União a ver-se, ainda numa fase bastante prematura, já remetido para uma condição em que não valerá a pena estar a fazer grandes contas ao futuro, devendo focar-se, em exclusivo, e “apenas”, em procurar ganhar o próximo jogo…

Já em Abrantes, a formação local, aparentemente “a perder gás”, não foi além de um empate a duas bolas na recepção a um dos últimos classificados, o Entroncamento AC, tendo “desaproveitado” duas situações de vantagem no marcador. Após um excelente ciclo de seis triunfos consecutivos, a abrir a sua participação na prova, o Abantes e Benfica perdeu, de forma imprevista, nada menos de cinco pontos, em apenas dois encontros.

Destaca-se ainda, noutro plano, a vitória do Torres Novas em Ferreira do Zêzere, por tangencial 3-2 – com a particularidade de os dois tentos dos visitados terem decorrido de auto-golos –, o segundo triunfo sucessivo dos torrejanos, após sete desafios sem ganhar – traduzindo-se, em paralelo, no terceiro desaire dos ferreirenses nas últimas quatro rondas, nas quais não conseguiram vencer, o que os fez dar um tombo até ao 12.º posto.

Surpresa – Tal como na semana anterior, tendo o desfecho mais imprevisto ocorrido no já referido jogo em que foi interveniente o anterior líder, Abrantes e Benfica, também a equipa da Glória do Ribatejo voltou a surpreender pela positiva, indo impor um empate (2-2) ao Amiense, em Amiais de Baixo, firmando a sua posição a meio da pauta classificativa.

Confirmações – Nos outros quatro encontros da jornada os resultados confirmaram a expectativa, com os favoritos a somar os três pontos.

Assinala-se, ainda assim, a resistência oferecida pelo Riachense, no seu reduto, na recepção ao comandante, Coruchense, prolongando o nulo, acabando porém por vir a ser desfeiteado por 0-2.

O Cartaxo, ganhando pela mesma marca (2-0), frente ao Rio Maior, cedo resolveu a contenda a seu favor, tendo uma manhã relativamente tranquila.

Em Mação, a equipa local praticamente entrou a ganhar, mas só com o tempo já bastante avançado validaria o triunfo, por categórico 3-0, ante uma formação que vem dando muito boa conta de si, o Alcanenense, a qual partilha agora o 7.º lugar com o Amiense, mantendo um jogo em atraso (em Abrantes), agendado para ontem.

O Moçarriense agravou ainda mais a sua incómoda posição, tendo acumulado a nona derrota em outros tantos jogos disputados, perdendo (1-2), em casa, com o Samora Correia, grupo que, por seu lado, conseguiu enfim colocar termo a um muito negativo ciclo de cinco desaires sucessivos.

II Divisão Distrital – O Espinheirense “soma e segue”, com um percurso 100% vitorioso, nos sete jogos já disputados (tendo batido o Vasco da Gama por 3-1), já com vantagem de sete pontos sobre o 4.º classificado, Caxarias (que obteve bom triunfo, por 4-2, em Abrantes, face à equipa “B” dos locais). Tendo o At. Ouriense adiado novamente o seu jogo, o Fátima, vencedor da U. Atalaiense, por 3-1, aproximou-se da turma de Ourém, mantendo o 3.º posto.

A Sul registaram-se duas grandes surpresas: as derrotas caseiras de Porto Alto (0-1) e Benfica do Ribatejo (1-2), respectivamente perante o Samora Correia “B” e o “lanterna vermelha” Rebocho, o qual pontuou pela primeira vez… na última ronda da primeira volta (mesmo que subsista por completar a 4.ª jornada). Realce ainda para nova goleada do guia, Benavente (pela segunda semana sucessiva a aplicar “chapa 7”, goleando o Fazendense “B” por 7-1). No “derby”, o Salvaterrense bateu o Forense por renhido 3-2.

Campeonato de Portugal – Apenas o U. Almeirim esteve em acção, tendo averbado um positivo empate (0-0) em Sacavém, face ao 5.º classificado, Sacavenense. Na tabela, o U. Santarém (com dez pontos) conserva a 6.ª posição, mantendo os almeirinenses (quatro pontos) um indesejado 11.º (último) posto, a cinco pontos da “linha de água”, mas com dois jogos a menos.

Antevisão – Este fim-de-semana foi calendarizada a recuperação da ronda que se encontrava em atraso, nos dois escalões (5.ª da I Divisão; e 4.ª do escalão secundário), sendo retomado o horário vespertino (início das partidas previsto para as 15 horas).

No campeonato principal, teremos uma tarde com desafios de grande sensação, colocando frente-a-frente as duas equipas do topo da tabela (Coruchense-Abrantes e Benfica) e, por outro lado, o 5.º e 3.º classificados, no Mação-Cartaxo. Acresce o “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere.

Mas todos os restantes jogos serão de interesse, por exemplo com o Riachense-Moçarriense, entre “aflitos”, ou o Torres Novas-Fazendense. Uma jornada que promete muito.

Na II Divisão, realce para o Espinheirense-Tramagal, Ortiga-Fátima e Caxarias-U. Atalaiense.

O calendário do Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, aproveitando igualmente para recuperar alguns dos varios jogos em atraso, nomeadamente o U. Almeirim-Sintrense (depois de, já ontem, os almeirinenses terem também partida agendada com o Torreense, em Torres Vedras).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Dezembro de 2020)

(“O Templário”, 17.12.2020)

Numa época em que o esforço de planificação dificilmente poderá ir além de um exercício teórico, com as equipas sem certezas sobre se jogarão ou não no Domingo seguinte, foi entretanto retomado o Distrital da I Divisão, com a disputa da 9.ª jornada (três semanas após a disputa da ronda precedente), assinalada pela interrupção da senda triunfal do Abrantes e Benfica, derrotado na Glória do Ribatejo – do que beneficiou o Coruchense para, à condição, se isolar na liderança.

Destaques – O aguerrido grupo da Glória do Ribatejo prossegue a sua campanha de “tomba-gigantes”, tendo vencido os actuais dois primeiros classificados (para além de ter imposto ainda um empate ao agora 4.º classificado, U. Tomar). De facto, após ter surpreendido já o Coruchense, a Glória bateu, desta feita, o Abrantes e Benfica – clube que seguia, até à data, com um percurso 100% vitorioso –, isto não obstante os abrantinos terem chegado a estar em vantagem no marcador, não evitando contudo a reviravolta, acabando por perder por 2-1.

Em Tomar, no “jogo grande” da jornada, os candidatos União e Mação neutralizaram-se, empatando a duas bolas, repetindo o desfecho do último encontro disputado na edição anterior do campeonato, em Março deste ano, após o qual a prova seria interrompida e suspensa.

Outra vez penalizados pela falta de eficácia e concentração defensiva, os unionistas começaram por ter a infelicidade de não converter uma grande penalidade a seu favor, para, no lance seguinte, se verem em desvantagem… também em função de uma grande penalidade sofrida. Na segunda metade, dando muito boa resposta à adversidade, os tomarenses inverteram a tendência do “placard”, com dois tentos num espaço de cinco minutos (o segundo deles, igualmente, apontado da marca dos onze metros), mas não impediriam nova igualdade, poucos minutos volvidos.

Numa partida em que exerceu notório domínio, um perdulário U. Tomar viu escaparem-se mais dois pontos, o que, no imediato, resultou na perda do 3.º lugar, e no afastamento do líder, agora a seis pontos. Para os maçaenses, que baixaram também uma posição, para o 6.º posto, não terá sido igualmente o resultado ideal, distando já oito pontos do topo da tabela.

O grande beneficiado foi o Cartaxo, que, pese embora alguma irregularidade, vem paulatinamente subido na tabela, tendo ascendido à 3.ª posição, após o bom triunfo (3-1) averbado em Samora Correia, frente a um opositor em notória perda, o qual acumulou quinto desaire sucessivo, caindo na zona perigosa da classificação.

A assinalar, ainda, a vitória obtida em terreno alheio, em Rio Maior, pelo Amiense, ainda que por marca tangencial (1-0), o que possibilitou à formação de Amiais de Baixo igualar o Mação.

Confirmações – À excepção da derrota do conjunto de Abrantes, não houve grandes surpresas, confirmando-se, nos restantes desafios, as expectativas.

Desde logo, com a vitória (2-0) do Fazendense no Entroncamento, com a turma das Fazendas de Almeirim a subir ao 5.º lugar, somente a dois pontos do 3.º classificado.

O agora líder isolado, Coruchense (pese embora o Abrantes tenha um jogo a menos, pelo que poderá ainda igualara a equipa do Sorraia), venceu por 3-2, na recepção ao Ferreira do Zêzere. E se se manteve tranquilo quase até final (depois de ter chegado a vantagem de 3-0), sofreria ainda pequeno susto, quando, no minuto 90, os ferreirenses reduziram para a diferença mínima.

Em Torres Novas, num confronto entre dois dos então últimos classificados, os torrejanos conseguiram, enfim, chegar pela primeira vez à vitória, e de forma categórica, goleando por 4-0 o Moçarriense, emblema que vê agudizar-se a crise de resultados, tendo somado sétima derrota em outros tantos jogos realizados.

O Alcanenense sofreu para levar de vencida a formação do Riachense, por tangencial 2-1, com o golo da vitória a chegar no derradeiro minuto, e isto depois de os homens dos Riachos terem chegado a estar em vantagem. Em função deste resultado, o clube de Alcanena (ainda com dois jogos a menos) subiu ao 9.º posto, enquanto o Riachense subsiste na penúltima posição.

II Divisão Distrital – Tendo sido adiado o embate entre os dois primeiros (Espinheirense e At. Ouriense), o realce vai para a goleada (4-0) imposta pelo Fátima no terreno do Vasco da Gama, mantendo o 3.º lugar, à frente do Caxarias (também vencedor, por 3-2, ante a Liga de Ortiga).

Mais a Sul, o Benavente goleou por 7-0 o Águias de Alpiarça, ascendendo ao topo da classificação da sua série, beneficiando do empate (1-1) no “derby” entre Marinhais e Salvaterrense. Nota ainda para a vitória (2-0), em terreno forasteiro, do Benfica do Ribatejo face ao Forense.

Campeonato de Portugal – Confirmada que foi a já antevista suspensão da actividade desportiva por parte da SAD do Fátima, que, portanto, desistiu do campeonato (desconhecendo-se ainda se poderá voltar a reunir condições para eventualmente vir a retomar tal actividade em época futura), o U. Santarém foi empatar (1-1) à Lourinhã (em jogo em atraso da 2.ª ronda), passando a somar 10 pontos, ascendendo ao 6.º lugar. Por seu lado, o U. Almeirim, com três jogos a menos, e apenas três pontos somados, é agora último (11.º)… a três pontos do grupo dos 7.º classificados.

Antevisão – Na 10.ª jornada do Distrital da I Divisão, as atenções estarão focadas, essencialmente, no Fazendense-U. Tomar, sendo os actuais dois primeiros classificados claramente favoritos nos encontros que têm agendados: o Coruchense, nos Riachos, com o Riachense; o Abrantes e Benfica recebendo o Entroncamento AC. De interesse será também o Mação-Alcanenense, atendendo ao bom desempenho que a equipa de Alcanena vem registando.

No escalão secundário, destacam-se os encontros Ortiga-At. Ouriense e Salvaterrense-Forense.

Após paragem devido à disputa da eliminatória correspondente aos 1/16 de final da Taça de Portugal, no último fim-de-semana, é retomado o Campeonato de Portugal, na sua 9.ª ronda, com o U. Almeirim a viajar até Sacavém, para defrontar o 5.º classificado, Sacavenense. Quanto ao U. Santarém, que deveria jogar com a SAD do Fátima, ficará, pois, de folga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Dezembro de 2020)

(“O Templário”, 26.11.2020)

Bastaram sete rondas para que os candidatos ao título se agrupassem na frente da pauta classificativa, monopolizando já, nesta altura, os cinco primeiros lugares: Abrantes e Benfica (100% vitorioso, contando um jogo a menos) e Coruchense, os quais partilham a liderança; U. Tomar a quatro pontos; Mação a seis; e Fazendense a sete pontos dos comandantes. Acresce ainda o Cartaxo, por agora 7.º classificado, também com um jogo a menos; não esquecendo, por outro lado, que o Alcanenense (no 10.º posto, a dez pontos dos guias) regista três jogos em atraso – constituindo, a par dos abrantinos, os únicos clubes ainda invictos.

Assim como, noutra perspectiva, posicionam-se já na cauda da tabela várias das equipas que, à partida, se antevia tivessem como meta primordial a luta pela manutenção no escalão principal, casos do Entroncamento, Torres Novas, Riachense e Moçarriense.

Destaques – Numa jornada sem especiais motivos de realce, a principal nota vai para o empate (1-1) alcançado pelo Torres Novas no Cartaxo, numa partida que reunia dois conjuntos que vinham de uma ronda traumática. Atendendo às distintas pretensões dos dois contendores, tal não deixa de traduzir mais um desfecho negativo para os cartaxeiros, que, até agora, apenas venceram metade dos jogos, um desempenho muito aquém do necessário a um efectivo candidato.

Assinala-se, por outro lado, o primeiro triunfo do U. Tomar em terreno alheio – após ter cedido uma derrota e dois empates –, tendo vencido por 2-1 no Entroncamento, um resultado “arrancado a ferros”, mercê de dois tentos de Tiago Vieira, com a particularidade de terem sido obtidos ambos já em tempo de compensação, ainda que em cada uma das partes do desafio.

Pese embora os nabantinos tenham, durante larga parte do tempo, assumido a iniciativa e o controlo do jogo, permitiram algumas rápidas e muito perigosas transições, com a formação da cidade ferroviária a desaproveitar, pelo menos, três soberanas oportunidades para chegar ao golo. Depois de um tento para cada lado, resultantes da conversão de grandes penalidades, os tomarenses intensificaram a pressão na última meia hora, mas de forma muito espartilhada por uma bem organizada equipa do Entroncamento, vindo a ver os seus esforços coroados de êxito com um muito oportuno desvio de cabeça do avançado unionista, já mesmo a findar o encontro.

O Fazendense, que vinha patenteando alguma irregularidade, “despachou” de forma categórica a, até agora, surpresa pela positiva, Glória do Ribatejo, goleando já, ao intervalo, por quatro golos sem resposta, não tendo os visitantes conseguido melhor que reduzir a desvantagem para 4-1.

Dando sinais de regressão em relação ao desempenho que tinha atingido nas partidas iniciais, o Riachense, não só acumulou quarto desaire sucessivo, como vai somando goleadas: depois do 1-7 em Tomar, foi agora batido, em casa, por 1-5, pelo Mação, seguindo com uma média superior a três golos sofridos por jogo, tendo caído na penúltima posição, apenas à frente do Moçarriense.

Confirmações – Considerando-se que houve apenas uma “surpresa” (no Cartaxo), o desfecho dos restantes desafios enquadrou-se dentro do que seria expectável.

Desde logo, com mais uma vitória do Abrantes e Benfica, não obstante por tangencial 2-1, na recepção ao Rio Maior. Tal como na semana passada, um triunfo difícil, alcançado já nos derradeiros dez minutos, depois de os riomaiorenses terem conseguido chegar ao empate.

O outro líder, Coruchense, venceu também com naturalidade, na Moçarria, frente ao “lanterna vermelha”, por 2-0, com o Moçarriense numa já extensa série de seis derrotas consecutivas, em todos os jogos que disputou até à data, com uma fraca média de 0,5 golos marcados por jogo.

Em Amiais de Baixo, o Amiense ganhou ao Samora Correia por 1-0, o que proporcionou aos locais ascender ao 6.º lugar da tabela, em contraponto a uma descida dos samorenses a uma já algo inquietante 12.ª posição, fruto de um negativo ciclo de quatro desaires sucessivos.

Num fim-de-semana em que foram realizados todos os oito jogos agendados – apenas a segunda vez em que tal se verifica, depois da ronda inaugural – na oitava partida não foi desfeito o nulo entre Ferreira do Zêzere e Alcanenense, dois emblemas que seguem tranquilos a meio da tabela.

II Divisão Distrital – Numa ronda com alguns encontros de especial aliciante, o Espinheirense bateu o Caxarias por 3-2 (depois de ter chegado a 3-0), mantendo o pleno de vitórias (seis). Quem também abriu espaço em relação aos perseguidores foi o At. Ouriense, vencedor em Fátima por 2-0, com os fatimenses, no 3.º posto, agora já a seis pontos do adversário desta jornada.

Na outra série, num embate entre os agora dois primeiros classificados, Salvaterrense e Benavente terminaram igualados a dois golos, numa partida que, no seu decurso, foi registando todos os desfechos possíveis. Destaque ainda para a goleada (4-1) sofrida pelo anterior líder (Forense) no Porto Alto, assim como para o convincente triunfo (3-0) do Benfica do Ribatejo ante o Marinhais.

Campeonato de Portugal – Noutro fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, o U. Santarém foi empatar (1-1) a Pêro Pinheiro, em encontro adiado da 5.ª ronda, um desfecho positivo (ante o actual 4.º classificado), reforçando a sua 7.ª posição.

Antevisão – Atingindo-se já a 9.ª jornada, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente U. Tomar (3.º) e Mação (4.º), dois dos principais candidatos assumidos ao título, em partida de desfecho imprevisível, para mais numa altura em que o factor casa se apresenta muito limitado.

Por seu lado, os líderes terão tarefas de grau de dificuldade distinto, com o Coruchense claramente favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere, enquanto o Abrantes e Benfica visita a Glória do Ribatejo, restando saber se os homens da casa conseguirão manter a consistência exibicional que já lhes permitiu derrotar a formação do Sorraia e impor um empate aos tomarenses.

De interesse será também o Samora Correia-Cartaxo, entre dois grupos que denotam não atravessar o melhor período, com os cartaxeiros a verem reduzir-se a “margem de erro”.

Na II Divisão, teremos vários motivos de interesse, em particular no At. Ouriense-Espinheirense (reunindo os dois actuais primeiros classificados da série A) e no Vasco da Gama-Fátima; e, a Sul, com o “derby” Marinhais-Salvaterrense e o Forense-Benfica do Ribatejo.

Na retoma do calendário regular do Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Torres Vedras, para defrontar o vice-líder, Torreense, portanto uma saída de elevado grau de dificuldade; por seu lado, Fátima SAD e U. Almeirim cruzam-se, com aparente favoritismo dos almeirinenses.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 19.11.2020)

Com a jornada do passado fim-de-semana (tal como sucederá com a próxima) agendada para um inusitado horário matinal (11 horas), dadas as restrições (“recolher obrigatório”) vigentes a partir das 13 horas, tivemos uma manhã repleta de golos, num total de 34 tentos apontados em sete partidas, praticamente à média de 5 golos/jogo, para o que contribuíram decisivamente três dos desafios, nos quais se registaram oito golos em cada um deles!

Destaques – O futebol, seja qual for o escalão ou a competição, continua, com o seu sortilégio, a surpreender-nos, revalidando o seu cariz de imprevisibilidade, o que constitui um dos seus maiores aliciantes.

Vem isto a propósito (não só, mas também, como veremos adiante) do embate entre dois dos principais candidatos ao título, Coruchense e Cartaxo – que, antes deste confronto, ocupavam, respectivamente, a 2.ª e 3.ª posições (após acerto de calendário por parte dos cartaxeiros) –, o qual se afigurava, à partida, como um jogo repartido, que poderia pender para qualquer dos lados…

Ora, o que sucedeu: uma fantástica torrente de golos a favor da turma do Sorraia (um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete a zero! – com “hat-tricks” dos brasileiros Carl Kevin Roxenborg (com dupla nacionalidade, também sueca) e Lorran de Jesus, que lideram a lista dos melhores marcadores – que arrasaram a equipa do Cartaxo, que mais não conseguiu que, já à beira do fim, chegar ao ponto de honra, fixando o “placard” num absolutamente incrível 7-1! Só visto.

Precisamente a mesma marca que se registou no U. Tomar-Riachense, mas, neste caso, tratando-se de um resultado que não se pode considerar inesperado, atendendo a que, já em Janeiro do corrente ano de 2020, os tomarenses haviam goleado este mesmo adversário por 7-0 (para além de, ainda mais recentemente, em encontro de preparação, antes do arranque do campeonato, os unionistas terem atingindo mesmo os dois dígitos, goleando então por 10-1!). Um desfecho – outra vez (tal como sucedera ante o Cartaxo), com os golos bem repartidos, apontados por cinco jogadores diferentes – que poderá constituir tónico anímico importante para o grupo nabantino.

O terceiro prélio com oito golos foi o que colocou frente-a-frente Torres Novas (penúltimo classificado, ainda sem vitórias) e Amiense, o qual se saldou por um raríssimo 4-4, com os torrejanos, depois de terem chegado a 4-0, a colapsarem súbita e drasticamente, vindo a conceder nada menos de três golos (4-2, 4-3 e 4-4) em período de compensação! Um sucesso de que não há memória e que, inevitavelmente, não deixará de provocar forte abalo de confiança num conjunto já dela tão carenciado.

Quem prossegue, “impávido e sereno”, a sua caminhada triunfal (mantendo o pleno, com cinco vitórias em outros tantos encontros disputados) é o Abrantes e Benfica, vencedor em Samora Correia por 3-2. As dificuldades que lhe foram colocadas – por duas ocasiões viu o opositor restabelecer a igualdade –, e, sobretudo, a forma como conseguiu superá-las, retomando, pela terceira vez, a vantagem, a cinco minutos do final, transmitem sinais de, ao invés do que se passa com o Torres Novas, robusta confiança. Quem conseguirá travar os abrantinos?

Surpresa – À parte a magnitude do triunfo da formação do Sorraia e a abrupta “derrocada” final dos torrejanos, o resultado talvez menos expectável da ronda terá sido a derrota do Fazendense em Rio Maior, pese embora por tangencial 1-0, dando sequência a um início de temporada menos conseguido por parte dos 2.º classificados da época passada, nesta altura a repartir posição a meio da tabela, precisamente com este seu último oponente.

Confirmações – O Mação, em recuperação gradual, somou terceiro triunfo no campeonato, vencendo o Ferreira do Zêzere por 2-0, integrando agora o quarteto que partilha o 4.º posto, tal como, aliás, sucede com os ferreirenses.

Fazendo igualmente parte de tal lote encontra-se o emblema da Glória do Ribatejo, que, porém, não foi além de uma igualdade a um golo na recepção ao Entroncamento AC, jovem clube que, tendo passado por dificuldades no arranque da prova, vem dando alguns passos importantes em termos do seu crescimento competitivo.

O oitavo jogo da 7.ª jornada, entre Alcanenense e Moçarriense, até agora as duas equipas mais afectadas pela pandemia, foi adiado, sendo que o conjunto de Alcanena não entra em campo já desde a 3.ª ronda.

II Divisão Distrital – O Espinheirense prossegue no rumo das vitórias, tendo somado a quinta consecutiva, em outros tantos jogos, ganhando em Abrantes, à equipa B do Abrantes e Benfica, por 2-0. Também o At. Ouriense, neste seu regresso à competição, parece apostado em voltar rapidamente ao principal escalão, tendo repetido, pelos mesmos números (5-1), a goleada da semana passada, desta feita frente ao Aldeiense. Por seu lado, o Fátima foi ganhar a Caxarias, por 2-1, ascendendo à 3.ª posição, logo atrás da turma de Ourém.

A Sul, foram adiado dois dos cinco jogos, destacando-se a goleada (4-0) do Benavente frente ao Benfica do Ribatejo, tal como a do agora novo líder (à condição), Salvaterrense, que venceu por 5-0 nas Fazendas de Almeirim, ante a equipa B do Fazendense.

Campeonato de Portugal – Os três representantes do Distrito aproveitaram a pausa no calendário do campeonato, para recuperar alguns dos jogos em atraso. Assim, em partida da jornada inaugural, o U. Santarém recebeu e bateu o U. Almeirim por 2-0, o que proporcionou aos escalabitanos subir ao 7.º lugar (sendo que mantêm três jogos em atraso…), enquanto os almeirinenses (que disputaram o 5.º jogo, nas seis jornadas já decorridas, tendo somado a quarta derrota) caíram abaixo da “linha de água”, posicionando-se agora no 9.º posto.

Já o Fátima SAD, em encontro a contar para a 4.ª jornada, foi goleado, em “casa” (em Vila Chã de Ourique), pelo guia, Alverca, por contundente 0-6. Contando também cinco jogos, a equipa “fatimense” obteve somente um empate, sendo “lanterna vermelha”, com dois pontos negativos.

Antevisão – A 8.ª jornada da divisão principal não inclui, a priori, nenhum jogo de “sensação”, destacando-se as deslocações do Coruchense à Moçarria, e do U. Tomar ao Entroncamento, cabendo ao Abrantes e Benfica receber a visita do Rio Maior.

No segundo escalão, teremos a curiosidade do confronto entre Fátima e At. Ouriense, enquanto o comandante, Espinheirense, receberá o Caxarias. Mais a Sul, teremos o Salvaterrense-Benavente, Porto Alto-Forense e Benfica do Ribatejo-Marinhais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 12.11.2020)

Após uma semana de interrupção, com o adiamento dos desafios agendados para o fim-de-semana de 1 de Novembro, devido às restrições às deslocações então vigentes, foram retomados os campeonatos distritais de futebol. Na I Divisão, avançando-se para a 6.ª ronda – ainda assim, com mais um encontro adiado (Cartaxo-Alcanenense) –, assinala-se, em especial, o terceiro jogo sem conseguir ganhar fora de casa por parte do U. Tomar.

Destaques – Numa jornada “morna”, sem resultados de grande sensação, o realce vai, precisamente, para o empate (1-1) imposto pelo Glória do Ribatejo ao U. Tomar, mesmo ao cair do pano (alcançando o golo da igualdade já a rondar o 100.º minuto!).

A realizar um notável arranque de temporada, tendo batido já o Coruchense (um dos actuais líderes) e o Samora Correia, a formação da Glória voltou a “surpreender”, fazendo perder pontos a outro candidato, no termo de uma partida em que, não obstante os unionistas tenham disposto de maior número de oportunidades de golo, não conseguiram concretizar nenhuma delas – tendo marcado apenas na sequência de uma grande penalidade, a sancionar um contacto com a mão.

Sem que os tomarenses tivessem chegado ao segundo tento, o qual, presumivelmente, definiria, a seu favor, o desfecho deste prélio, à medida que o tempo ia decorrendo a equipa da casa foi acreditando, nunca deixando de porfiar, mesmo com recurso a futebol directo e lançamento de bolas para a área, até acabar por ser premiada, já “in-extremis”, para além do tempo de compensação (sete minutos) que havia sido determinado pelo árbitro.

Uma vez mais, o U. Tomar, assumindo a responsabilidade do jogo, exercendo domínio e, desta feita, tendo até chegado a estar em vantagem no marcador, acabou por averbar um resultado algo comprometedor, somando, assim, já oito pontos “desperdiçados”, em cinco rondas disputadas – face, por exemplo, a três pontos perdidos pelo Coruchense e Cartaxo (este com dois jogos em atraso), e, sobretudo, uma “folha de serviço limpa” do Abrantes e Benfica (neste caso, com um jogo a menos); posicionando-se, por outro lado, o União, a par na classificação com o Fazendense e à frente do Mação, que perdeu já nove pontos. Urge, pois, “arrepiar caminho”.

O outro destaque da jornada vai para a confirmação do favoritismo do Coruchense, na visita a Amiais de Baixo, campo tradicionalmente difícil para os forasteiros, condição presentemente limitada, pela ausência de público. A turma do Sorraia até se viu, logo de entrada, em desvantagem (auto-golo), mas, de imediato, restabeleceria a igualdade (na sequência de outro auto-golo), vindo a alcançar o tento que lhe proporcionou a vitória (2-1), o que lhe permite continuar a partilhar o comando com os abrantinos, mesmo que à condição.

Confirmações – Nos restantes cinco desafios disputados os resultados ficaram também de acordo com a expectativa, com o guia, Abrantes e Benfica, a bater de forma convincente (3-0) o Torres Novas – inesperado penúltimo classificado, ainda sem se ter estreado a vencer, no que é acompanhado somente pelo “lanterna vermelha”, Moçarriense, equipa que, por seu lado, somou o quarto desaire consecutivo, em outros tantos jogos, perdendo, na Moçarria, por 0-2, ante o Mação (tendo os maçaenses colocado termo a um ciclo muito negativo, de três derrotas sucessivas).

Mais difíceis foram os triunfos alcançados por Fazendense, ante o Samora Correia, e pelo Ferreira do Zêzere, na recepção ao Riachense, ambos por marca tangencial, respectivamente 3-2 e 2-1. No caso do grupo das Fazendas de Almeirim teve mesmo de empreender uma notável reviravolta, de 0-2 até aos 3-2; já os ferreirenses venceram pela primeira vez em casa (ao terceiro jogo), isolando-se, por agora, num excepcional 3.º lugar.

Por fim, no confronto entre os dois clubes novatos do campeonato, Entroncamento AC e Rio Maior SC neutralizaram-se, empatando também a uma bola.

II Divisão Distrital – Os guias das duas séries, Espinheirense e Forense, somam e seguem, tendo obtido o respectivo quarto triunfo em outras tantas rondas: a turma do Espinheiro, goleando a formação da Ortiga por 4-1; o Forense, ganhando face à equipa “B” do Samora Correia por 2-1.

Nesta 5.ª jornada, destacam-se ainda as vitórias do At. Ouriense (goleando por 5-1 na Atalaia), do Caxarias (2-0, no terreno do Aldeiense) e do Benavente (2-1, no Porto Alto).

Campeonato de Portugal – Na 6.ª jornada desta competição, registaram-se dois empates dos clubes do Distrito, ambos a um golo: o U. Santarém, recebendo o líder Caldas; e o Fátima SAD, no terreno do Sacavenense. Menos feliz esteve o U. Almeirim, derrotado (0-1) em casa pelo Loures.

Num campeonato que prossegue a ritmo bastante irregular (há concorrentes com apenas dois jogos disputados, outros com três, quatro ou cinco, e somente um com todos os seis encontros já realizados), os almeirinenses são, ainda assim, os únicos que subsistem acima da “linha de água” (no 7.º lugar); o U. Santarém (um ponto em dois jogos) é antepenúltimo (10.º), enquanto o Fátima SAD, após quatro jogos, continua com pontuação negativa (-2), no último posto.

Antevisão – O “prato forte” da 7.ª jornada da I Divisão Distrital, prevista para o fim-de-semana, é o embate entre os candidatos Coruchense e Cartaxo, de desfecho imprevisível. Mas também o outro líder, Abrantes e Benfica, terá um teste de elevado grau de exigência, com a deslocação a Samora Correia. Quanto ao U. Tomar, actuando no seu reduto, é claramente favorito, frente ao Riachense.

Na divisão secundária, serão pontos de interesse, nomeadamente, as seguintes partidas: Abrantes e Benfica B-Espinheirense; Caxarias-Fátima; e Benavente – Benfica Ribatejo.

Quanto ao Campeonato de Portugal, salvo quanto a alguns jogos de acerto de calendário, está previsto um interregno, até dia 29 de Novembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Novembro de 2020)

(“O Templário”, 22.10.2020)

À terceira jornada, subsiste apenas uma equipa com o pleno de vitórias, feito ainda de maior relevo por ter sido alcançado com dois triunfos em terreno alheio, incluindo uma goleada em Ferreira do Zêzere e, principalmente, o êxito obtido nesta ronda, no reduto de um dos principais candidatos (Mação); o Abrantes e Benfica lidera, pois, destacado – e, nesta altura ainda tão prematura, já com seis pontos de vantagem sobre concorrentes como U. Tomar, Cartaxo e Mação (pese embora os dois primeiros terem um jogo em atraso, em ambos os casos ante o Moçarriense).

Destaques – Efectivamente, o grande realce da jornada vai para a vitória dos abrantinos em Mação, por tangencial 1-0, numa afirmação de solidez competitiva, perante um adversário que, ao invés – e depois de entrar a golear (8-0) – somou dois desaires algo imprevistos, sobretudo por terem sido sucessivos, perante dois rivais directos (Fazendense e Abrantes e Benfica).

Com um bom arranque de campeonato continua o recém-promovido Alcanenense, com um grupo jovem, mas promissor, que, recebendo o 2.º classificado da época passada, Fazendense, averbou uma igualdade a um golo – segundo empate cedido pela formação das Fazendas de Almeirim em outros tantos desafios fora de casa, após o bom triunfo ante o Mação, em casa –, com o conjunto de Alcanena a partilhar agora a vice-liderança com o Samora Correia.

Precisamente, os samorenses, também a surpreender pela positiva, aproveitaram da melhor forma uma sequência de dois encontros no Campo da Murteira, para somar duas vitórias sucessivas: depois da goleada imposta ao U. Tomar, um convincente triunfo, por 3-1, ante o Rio Maior – isto, depois do empate na estreia, em Torres Novas. A par de Abrantes e Benfica, Alcanenense e Fazendense, o Samora Correia completa o quarteto de clubes ainda invictos na presente edição da prova.

O Cartaxo redimiu-se, de alguma forma, da derrota sofrida em Tomar, indo golear a Ferreira do Zêzere, por 4-0, evidenciando, obviamente, que é uma equipa com a qual será necessário contar para disputa dos lugares cimeiros. Ao contrário, os ferreirenses, depois da assinalável vitória averbada em Amiais de Baixo, voltaram a baquear por números muito pesados no seu próprio terreno – com a atenuante possível de, nesses dois jogos, terem defrontado duas das turmas mais poderosas da competição, o actual líder Abrantes e Benfica e o Cartaxo.

Surpresas – Atendendo às dificuldades patenteadas durante a fase de preparação da época, não deixa de ser também surpreendente a campanha positiva que, por ora, o Riachense vai apresentando (contando agora com uma vitória, um empate, ante o Fazendense, e uma derrota, em Abrantes), tendo vencido (1-0) nesta ronda o Amiense, sendo que, por seu lado, o grupo de Amiais de Baixo somou dois penalizadores desaires sucessivos com que, certamente, não contava.

Após uma entrada em prova com um resultado muito negativo (goleada sofrida em casa, frente ao Alcanenense), o Glória do Ribatejo – que surpreendera, na passada semana, ao derrotar o conceituado Coruchense – voltou a ir buscar um ponto a Torres Novas (que, para já, vai registando um desempenho sofrível no campeonato), empatando a duas bolas (depois de, na época passada, ali ter averbado igualdade a um tento.

Confirmação – O Coruchense aproveitou a recepção ao debutante Entroncamento (que somou terceira derrota, tendo acumulado já 13 golos sofridos, não tendo ainda conseguido estrear-se a marcar) para “curar as feridas” do desaire sofrido na semana anterior na Glória; venceu por inequívoca marca de 3-0, instalando-se na 4.ª posição, a um ponto do par que reparte o 2.º posto, a três pontos do guia.

O oitavo encontro calendarizado para esta 3.ª jornada, entre U. Tomar e Moçarriense foi adiado, para 28 de Outubro, ainda em função do caso positivo relacionado com o COVID-19 no grupo da Moçarria.

II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas no escalão secundário, são quatro os clubes só com vitórias: a Norte, somente o Espinheirense, já líder isolado; a Sul, Forense, Benavente e Salvaterrense partilham a liderança.

Destacam-se, principalmente, os seguintes desfechos, nas partidas de maior aliciante: a goleada de 5-1 aplicada pelo Espinheirense ao Aldeiense; e as igualdades a dois golos no Caxarias-At. Ouriense e no Fátima-Tramagal, na série A; o tangencial triunfo (2-1) do Benavente, na recepção ao Marinhais, num embate entre dois dos candidatos aos lugares de topo na série B.

Campeonato de Portugal – Continuam a ser muito “cinzentas” as nuvens que pairam sobre os clubes representantes do Distrito, com um difícil arranque competitivo neste escalão (tal como evidenciado, igualmente, nos desafios da Taça de Portugal): três jogos, três desaires, nesta jornada 3: o U. Santarém estreou-se na prova, com uma categórica derrota, por 3-0, em Alverca, um dos concorrentes com maiores ambições na série F; o Fátima (SAD) foi contemplado com igual marca em Loures; o U. Almeirim, menos mal, perdeu por tangencial 1-0 em Pêro Pinheiro.

Na classificação, só os almeirinenses somaram pontos (3), com os escalabitanos ainda a zero, e, o Fátima, inclusivamente, por agora, com pontuação negativa (- 3 pontos), dada a falta de comparência na jornada inaugural. Sacavenense e Alverca, ambos apenas com dois jogos realizados, são os únicos só com vitórias.

Antevisão – A 4.ª jornada da I Divisão Distrital oferece-nos alguns desafios que se perspectivam de forte interesse: desde logo, o confronto entre Fazendense e Coruchense (2.º e 3.º classificados no interrompido campeonato precedente), assim como, também, o Abrantes e Benfica-Alcanenense, ou o Amiense-Mação, com os dois emblemas a pretenderem rectificar a má imagem deixada nas duas rondas anteriores. Por seu lado, o U. Tomar enfrenta mais um importante teste, com uma sempre difícil deslocação a Rio Maior.

No escalão secundário, destacam-se o Fátima-Espinheirense, Tramagal-At. Ouriense, Forense-Benavente e Benfica do Ribatejo-Salvaterrense.

Já no âmbito nacional, o Fátima-Alverca foi adiado, cabendo ao U. Almeirim e ao U. Santarém receberem, respectivamente, o Caldas (actual 3.º classificado) e o 1.º Dezembro (8.º lugar).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Outubro de 2020)

(“O Templário”, 15.10.2020)

Com o Distrital da I Divisão desta nova temporada a ser – logo na sua 2.ª jornada – directamente afectado pela situação de pandemia (isto, claro, para além da perturbação já decorrente da anormalidade da ausência de público), provocando o adiamento do jogo Cartaxo-Moçarriense (devido ao facto de um dos elementos da formação da Moçarria ter testado positivo em relação ao “COVID 19”), o realce vai para o facto de nada menos do que três dos principais candidatos aos lugares de topo terem sido derrotados: U. Tomar, Coruchense e Mação – com Abrantes e Benfica e o recém-promovido Alcanenense a serem os únicos clubes a conseguir bisar o triunfo.

Destaques – Eram conhecidas as dificuldades que a longa viagem a Samora Correia apresentava ao União de Tomar (três desaires nas quatro últimas visitas para o campeonato – que, passaram, portanto, a quatro derrotas nas cinco épocas mais recentes), e ainda não cabalmente firmado o grau de preparação da equipa para enfrentar este tipo de desafios, logo no arranque da prova.

Porém, não se esperaria de todo que a turma unionista – que tão boa conta de si havia dado na estreia, goleando outro candidato, Cartaxo – viesse a baquear com tal estrondo, como sucederia, também ela goleada, por pesados 4-0, num jogo completamente ao reverso do da semana passada.

Os nabantinos entraram em campo assumindo a sua condição de superior potencial, procurando, desde início, o ataque, mas, desinspirados, não só não conseguiriam – situação que se prolongaria até final – chegar ao golo, como, inclusivamente, permitiram ao adversário inaugurar o marcador.

Parecendo acusar em demasia o toque, o grupo tomarense enervou-se, desconcentrou-se e, pouco depois, num lance fortuito, de descoordenação entre defesa e guarda-redes, “ofereceu” o segundo golo. A partir daí, era já (demasiado) grande a “montanha” a transpor; em contraponto, os samorenses, praticamente em cada investida, marcavam, ampliando o “placard” para 3-0.

Também fruto dessa perturbação, o União voltaria – tal como sucedera há duas semanas – a ficar reduzido a dez unidades, acabando então por já não ser surpreendente que o Samora tivesse mesmo chegado ao 4-0, frente a um conjunto há muito impotente para “remar contra a maré”.

Um desfecho muito negativo que, naturalmente, não compromete nada – até porque, como referido, outros dois candidatos também ficaram a “zero” na pontuação nesta ronda –, mas que indica a necessidade de manter comportamento diverso, em situações de adversidade, procurando preservar a serenidade, continuando a explanar o seu futebol, de forma a conseguir “dar a volta”.

No “jogo grande” da tarde, o Fazendense (2.º classificado na temporada anterior), que vinha de um imprevisto empate cedido nos Riachos, recebeu o Mação – que tivera entrada fulgurante, goleando (8-0) o Entroncamento –, rectificando tal “passo em falso”, ganhando por 1-0, a mostrar que este será um campeonato (pese embora desequilibrado, a nível dos 16 concorrentes) muito disputado, com um leque amplo de equipas capazes de lutar pela vitória em qualquer terreno.

Surpresas – A maior surpresa da ronda foi a derrota de outro dos principais candidatos, Coruchense, na curta deslocação à vizinha Glória do Ribatejo, com o aguerrido grupo da casa – goleado, na estreia, também no seu reduto, ante o Alcanenense – a impor-se por inesperado 2-0.

Em Amiais de Baixo houve igualmente surpresa, com o Ferreira do Zêzere – também goleado, na semana anterior, em casa – a ir recuperar três pontos, no último minuto, ganhando ao Amiense por tangencial 1-0, beneficiando do facto de a formação visitada se ter visto em inferioridade.

Confirmações – Nos outros três encontros, a lógica imperou, desde logo com o segundo triunfo em dois jogos do par que reparte a liderança: o Abrantes e Benfica, na recepção ao Riachense, vencendo por 4-2, depois de se ter visto forçado a operar reviravolta no marcador, aproveitando também situação de desvantagem numérica do adversário; o Alcanenense, indo ganhar ao Entroncamento por 2-0, no reencontro entre os dois clubes recém-promovidos, com o conjunto de Alcanena, para já, a mostrar-se mais adaptado às exigências competitivas do principal escalão.

Mais incerto seria talvez o prognóstico do embate entre Rio Maior e Torres Novas, em que os donos da casa acabariam por vincar a sua superioridade, triunfando por 3-1.

II Divisão Distrital – Na jornada inaugural do campeonato da divisão secundária a equipa mais em realce na série a Norte, foi o Caxarias, que se impôs por categórica marca de 4-0 num compromisso que se antecipava difícil, no terreno do histórico Tramagal. O regressado At. Ouriense venceu pelos mesmos números, mas frente à equipa “B” do Abrantes e Benfica.

Na série a Sul, uma torrente de golos – total de 26, em cinco jogos, à média de 5,2 golos/jogo! –, com goleadas do Marinhais (5-1) e do Benavente (4-0), ante as formações “B” do Fazendense e do Samora Correia, respectivamente; também o Forense goleou (4-1) na recepção ao igualmente regressado à competição Águias de Alpiarça.

Taça de Portugal – Com a eliminação – em jogo em atraso, da 1.ª eliminatória, disputado a meio da passada semana – do Fazendense, pelo 1.º Dezembro (perdendo por 0-2), apenas subsiste um clube (dos cinco iniciais) em representação do Distrito… mas que ainda não se estreou na competição, dado ter o U. Santarém adiado igualmente o seu primeiro jogo, ante o Lourinhanense.

Antevisão – A 3.ª ronda da divisão principal tem como principal aliciante o confronto entre os candidatos Mação e Abrantes e Benfica, sendo também de especial interesse as partidas Alcanenense-Fazendense e Ferreira do Zêzere-Cartaxo, com os visitantes, teoricamente favoritos, a enfrentarem missões bastante arriscadas. Por seu lado, o U. Tomar, que deverá receber o Moçarriense, poderá voltar aos triunfos, confirmando as suas maiores credenciais.

Na II Divisão Distrital, o Caxarias recebe o At. Ouriense, em jogo de particular interesse, anotando-se ainda o Fátima-Tramagal; enquanto, a Sul, se salientam os confrontos Benavente-Marinhais e Salvaterrense-Porto Alto, desafios de grande proximidade e fortes rivalidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Outubro de 2020)

(“O Templário”, 08.10.2020)

Ainda antes de entrar na matéria propriamente dita, uma nota para realçar a proactividade da Associação de Futebol de Santarém – cujos novos órgãos sociais, recentemente eleitos para o mandato de 2020 a 2024 (ano do centenário da instituição), tomaram posse no passado sábado, mantendo a Presidência do Eng.º Francisco Jerónimo –, a qual, perante as desistências do campeonato por parte do Pego e do Pontével, prontamente assumiu a iniciativa de convocar reunião extraordinária com os clubes, propondo o rearranjo do calendário da prova, retomando apenas 16 equipas concorrentes (e, portanto, repondo as 30 jornadas), tendo, sempre que possível, sido mantido o alinhamento dos jogos que haviam sido já previamente sorteados para a 1.ª ronda.

E, se na derradeira jornada disputada na (abruptamente interrompida) edição precedente tinha havido uma “chuva de golos” (total de 35), o arranque da I Divisão Distrital da época de 2020-21 foi ainda mais goleador, superando tal registo, atingindo-se a marca de 37 golos, traduzindo uma média superior a 4,6 golos/jogo! Também, inevitavelmente, um sintoma de um começo de temporada atípico – para já, ainda sem público nos campos –, em que subsistiram, até ao dia inaugural, muitas incertezas, com as equipas em distintos estágios de preparação, em função das respectivas datas de retoma da actividade e com recursos díspares.

Destaques – Por curiosa coincidência, se o Cartaxo tinha fechado a participação no último campeonato com uma goleada sofrida, por 2-5, frente ao Amiense, com outra goleada começou a nova época, perdendo, também pela mesma marca, de 5-2, em Tomar, ante o União, no que constituía, logo de entrada, um confronto directo entre dois dos principais candidatos aos lugares de topo da prova.

Um excelente resultado para os unionistas, que se apresentaram em muito bom plano – com a particularidade de os golos terem sido apontados por cinco marcadores diferentes –, mas que não deixa de ser algo ilusório. De facto, se os tomarenses começaram por dominar o jogo, tendo, com alguma naturalidade, chegado ao 2-0 ainda na primeira parte, a partir daí o Cartaxo evidenciou notável capacidade de reacção, assumindo a iniciativa, e causando alguns calafrios à defesa local.

A toada de jogo desse último quarto de hora da etapa inicial não se alteraria na segunda parte, até que, um pouco “contra a corrente”, aproveitando o risco assumido pelo adversário, o U. Tomar chegaria ao 3-0, definindo dessa forma o desfecho da partida, quanto à questão do vencedor. Não obstante, sem que o Cartaxo se “resignasse” – e, na fase final do encontro, com o jogo já mais “partido”, sem grandes preocupações defensivas de parte a parte –, os golos foram surgindo, numa e noutra baliza, de forma repartida (depois de o União ter inclusivamente chegado aos 4-0), tendo ainda havido tempo para assinaláveis intervenções de um e de outro guardião.

Com uma entrada bem afirmativa, como que a querer dizer, desde logo, “ao que vem”, o Mação é o primeiro líder do campeonato, mercê de uma retumbante goleada, por 8-0, na (amarga) estreia do novel Entroncamento AC no escalão principal. Destaque, neste caso, para o “poker” (quatro golos) apontado por Cristiano Aniceto, com Ivan Alves também a bisar.

Mas, ainda mais impressiva, terá sido outra goleada (5-1), obtida pelo Abrantes e Benfica na deslocação a Ferreira do Zêzere, um “placard” que não estaria nas cogitações de ninguém, atendendo ao potencial reconhecido aos ferreirenses; resultado decorrente de um misto de “dia não” dos locais, conjugado com um “dia sim” dos forasteiros, a confirmar nos próximos desafios.

Ainda dentro do capítulo das goleadas, o Alcanenense teve uma boa entrada, no regresso ao principal escalão, vencendo por 4-1 no tradicionalmente difícil terreno da Glória do Ribatejo, enquanto o Amiense se impôs, na Moçarria, no “derby” escalabitano, por inequívoco 3-0.

Surpresa – A grande surpresa da jornada inaugural foi o empate (1-1) cedido pelo 2.º classificado do campeonato anterior (Fazendense) nos Riachos, ante o Riachense, que, sendo o último classificado à data da suspensão da competição, tinha denotado, nesta “pré-temporada”, grandes dificuldades competitivas. Para já, um ponto muito positivo, que poderá ser um importante tónico.

Confirmações – Nos restantes dois encontros, tivemos, por um lado, a confirmação do favoritismo do também candidato, Coruchense, na recepção ao Rio Maior, triunfando por 4-2, enquanto, por outro – destoando da tendência geral –, no único embate sem golos, Torres Novas e Samora Correia se “neutralizaram”.

Campeonato de Portugal – Tendo-se disputado já a 2.ª jornada desta competição – esta temporada, com novo formato, abrangendo oito séries de 12 clubes cada, sendo despromovidos os quatro últimos classificados de cada série, ao passo que os cinco primeiros disputarão o acesso à II Liga e à futura nova III Liga –, o realce vai para a (pese embora tangencial) vitória, por 3-2, do U. Almeirim, em casa, ante o 1.º Dezembro.

Isto, em contraponto ao muito problemático início de época da SAD do Fátima – nesta altura com pontuação negativa (!) de 3 pontos –, fruto da falta de comparência na ronda inaugural, na partida que deveria ter disputado nas Caldas da Rainha, a par de uma pesada goleada sofrida (0-4) ante o Torreense; na sequência do 0-3 para a Taça de Portugal, frente ao Oleiros, parecem ser bastante “carregadas” as nuvens sombrias que se adivinham no horizonte dos fatimenses, a jogar em “casa emprestada”, em Vila Chã de Ourique.

Quanto ao U. Santarém, ainda não se estrou em competição, tendo adiado os dois primeiros jogos do campeonato (tal como sucedera com a partida da Taça de Portugal).

Antevisão – Na 2.ª jornada da I Divisão Distrital, o cartaz compreende, especialmente, dois confrontos de maior interesse: um aliciante Fazendense-Mação e o Samora Correia-U. Tomar.

Terá entretanto início o segundo escalão do futebol distrital (duas séries de dez equipas cada – assinalando-se o regresso à competição de históricos como o At. Ouriense ou os Águias de Alpiarça, assim como a inscrição da equipa de clube do Fátima), destacando-se as partidas: Tramagal-Caxarias, U. Atalaiense-Espinheirense e o “derby” Samora Correia “B”-Benavente.

O Campeonato de Portugal terá a primeira pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal – sendo que faltava ainda disputar as partidas da ronda inicial por parte das duas equipas do Distrito que subsistiam em prova: Fazendense-1.º Dezembro (agendada para esta quarta-feira, dia 7) e Lourinhanense-U. Santarém (encontro previsto apenas para 21 de Outubro).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2020)