Distrital


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Pulsar-26

(“O Templário”, 10.05.2018)

Com um categórico triunfo na derradeira ronda, o U. Tomar confirmou a sua quarta presença consecutiva no pódio na I Divisão Distrital: depois de ter sido vice-campeão em 2015, e de dois 3.º lugares, em 2016 e em 2017, repete agora a condição de vice-campeão, posição que alcança pela terceira vez nos últimos dez anos, período no qual regista nada menos de seis lugares de honra, entre os quatro primeiros classificados do principal campeonato da A. F. de Santarém.

Por seu lado, a vaga que restava atribuir para participação na Taça de Portugal foi garantida pelo Torres Novas, que, não obstante a sensacional vitória do Ferreira do Zêzere no reduto do novo Campeão, manteve o 3.º lugar, também mercê de uma goleada infligida ao Fazendense.

Destaques – Pese embora acabasse por não ter repercussões a nível do posicionamento final na tabela classificativa, o grande realce desta última jornada vai para o êxito da formação de Ferreira do Zêzere em Mação, impondo-se por 3-2, fechando com “chave de ouro” a sua brilhante prestação neste campeonato, em que obteve a melhor classificação de sempre da história do clube, com um excelente 4.º lugar, com o “extra” de ter sido a equipa com melhor desempenho na segunda volta. Está de parabéns Eduardo Fortes e todo o grupo que liderou!

Também o Torres Novas, com um ciclo final de quatro vitórias sucessivas, goleando (4-0) o já “conformado” Fazendense, completa uma bastante boa temporada, conseguindo, com o 3.º lugar obtido, o seu melhor registo desde há cinco anos, com o prémio da qualificação para a Taça de Portugal, num ressurgimento de um dos principais clubes históricos do Distrito. Ao invés, tendo perdido quatro dos cinco últimos jogos (enfrentando, nas três derradeiras jornadas, os três primeiros classificados), a turma das Fazendas acabaria por baixar à 6.ª posição (repetindo a classificação do ano anterior), por troca precisamente com o seu rival, U. Almeirim.

Uma nota final de realce para outra goleada, por 5-1, do Amiense frente ao At. Ouriense, traduzindo-se no quarto triunfo do conjunto de Amiais de Baixo nas cinco rondas finais, fixando-se no 9.º posto (igualado em pontos com o Cartaxo, que, no último dia, ascendeu ao 8.º lugar), afinal, ambos nove pontos acima do primeiro dos despromovidos (U. Abrantina). Por curiosidade, a equipa de Ourém classifica-se, pelo terceiro ano sucessivo, no 10.º lugar.

Confirmações – Dependendo apenas de si para garantir o 2.º posto, o U. Tomar teve uma tarde – de muito calor – bastante tranquila, marcando cedo e prontamente “arrumando” a questão, frente a um já muito desfalcado Riachense. A contagem foi-se elevando paulatinamente, até ao 3-0 que se registava no final do primeiro tempo, para, na metade complementar, e apesar de o ritmo de jogo ter decaído, os unionistas chegarem ainda ao 4-0, ficando a dever a si próprios outros tantos golos, no que poderia ter sido uma goleada de contornos verdadeiramente históricos, face a um dos clubes de maior cartel no futebol distrital nas décadas mais recentes.

Com os dois tentos apontados por Wemerson, o brasileiro confirmou também a posição de melhor marcador da prova, com um total de 22 golos, à frente de um igualmente notável Tiago Vieira (Ferreira do Zêzere), com 20, e de Hélio Ocante (U. Abrantina), com 15. Outro registo excepcional é a série de 33 jogos (todos os disputados nesta época) sempre a marcar, do União!

Assim, a confirmar o estatuto de equipas dominadoras do futebol distrital, para além de ocuparem os dois lugares cimeiros da prova (separados por seis pontos na pauta classificativa), Mação e U. Tomar terão ainda outro embate adicional, para disputa da supremacia, na final da Taça, depois dos dois empates verificados nos encontros entre ambos para o campeonato.

De sublinhar que os maçaenses conseguiram, enfim – culminando 15 anos (!) de desempenho extremamente regular, quase sempre na primeira metade da tabela (após três 4.º lugares, um 5.º, dois 6.º, seis 7.º e dois 8.º, posição que registaram na última temporada) –, alcançar o inédito título de Campeão Distrital e consequente promoção ao Nacional, em que se farão a sua estreia.

Os restantes clubes que, à partida para esta época, se anunciavam como potenciais candidatos, concluíram também a prova a vencer, quedando-se, contudo, em posições bastante aquém das expectativas: em 5.º, 7.º e 8.º, respectivamente o U. Almeirim, o Samora Correia e o Cartaxo.

Os almeirinenses passaram ainda por um susto, na recepção à U. Abrantina, mas acabariam por ganhar por tangencial 2-1. A mesma marca, aliás, com que os samorenses bateram o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, na Ribeira de Santarém, assim quebrando uma série de quatro desaires consecutivos, que haviam sofrido nas rondas precedentes.

Por seu lado, o Cartaxo não foi também além de um solitário golo na recepção ao Moçarriense, num campeonato em que denotou flagrantes dificuldades em se impor no seu reduto, finalizando, curiosamente, com desempenho exactamente igual nos jogos em casa e fora: cinco vitórias, três empates e cinco derrotas, em qualquer das condições.

II Divisão Distrital – O U. Santarém prossegue a sua caminhada triunfal, tendo batido o Glória do Ribatejo, por 2-0, somando, assim, nove pontos em três jornadas, seguido por um quarteto, já a cinco pontos de distância: com os triunfos obtidos pelo Tramagal (ante o Rio Maior) e Marinhais (frente à U. Atalaiense), ambos pela margem mínima de 1-0, igualaram pontualmente o Rio Maior e Glória do Ribatejo (4 pontos), com a U. Atalaiense, na cauda, só com derrotas.

Campeonato de Portugal – Na 1.ª mão do “play-off” de apuramento de campeão e de promoção à II Liga, realce para os triunfos em terreno alheio, de Farense, em Felgueiras (3-2) e Vizela, em Vila Franca de Xira (1-0); o U. Leiria (3-1, na recepção ao Lusitano Vildemoinhos) parece também bem “encaminhado”; tendo o Mafra vencido (2-1), em casa, o Vilaverdense.

Antevisão – Conforme referido, no Domingo, 13 de Maio, no Entroncamento, teremos a final da Taça do Ribatejo, entre Campeão e Vice-Campeão, num jogo, pelo seu cariz, de “tripla”.

Na II Divisão, com os desafios agendados para Sábado, o Rio Maior terá a visita do U. Santarém – num encontro entre os dois principais favoritos –, destacando-se ainda o “derby” do município de Salvaterra, entre Marinhais e Glória; por seu lado, a U. Atalaiense, recebendo o Tramagal, necessitará vencer, para poder manter ainda aspirações à subida ao escalão principal.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 2.ª mão do “play-off”, de que parecem, por ora, favoritos a avançar para a eliminatória seguinte (na qual se decidirá quais os dois clubes finalistas da competição, premiados com a promoção à II Liga), Farense, Vizela e U. Leiria.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Maio de 2018)

Campeões Distritais

Torres Novas....10     Cartaxo...... 4     Rio Maior... 3     Fátima........ 2
U. Oper. Santar. 8     Alcanenense.. 4     Coruchense.. 3     Ág. Alpiarça.. 1
Tramagal........ 7     Riachense.... 4     Rossiense... 2     Abrantes FC... 1
Ac. Santarém.... 6     Alferrarede.. 3     Matrena..... 2     Monsanto...... 1
Os Leões Santar. 5     Marinhais.... 3     Amiense..... 2     Ouriquense.... 1
União Tomar..... 5     S. Correia... 3     Benavente... 2     At. Ouriense.. 1
Ferroviários.... 5     U. Almeirim.. 3     Fazendense.. 2     Mação......... 1

U. TOMAR – Mahal Miranda, David Vieira (45m – Douglas Pissona), Fábio Vieira, Espadinha, Rui Silva, Nuno Rodrigues (c.) (58m – Telmo Ferreira), Bruno Araújo (74m – Flávio Graça), Wemerson Silva, Chrystian Pedroso (45m – Rui Pedro Lopes), Luís Alves e João Pedro Nascimento (74m – Renan Machado)

(suplentes – João Brito e Miguel Arcângelo)

RIACHENSE – João Mação, Milú (64m – Pedro Abelho), David Marques, Edgar Gomes, João Rosa, Diogo Madeira, João Pedro Dias, Cláudio Pereira, João Sá, João Bruno e Daniel Pires

1-0 – Wemerson Silva (pen.) – 18m
2-0 – Nuno Rodrigues – 31m
3-0 – Chrystian Pedroso – 45m
4-0 – Wemerson Silva – 84m

Cartão amarelo – João Mação (17m)

Árbitro – Ana Rita Marques

Cartaxo – Moçarriense – 1-0
U. Almeirim – U. Abrantina – 2-1
Amiense – At. Ouriense – 5-1
Mação – Ferreira do Zêzere – 2-3
U. Tomar – Riachense – 4-0
Torres Novas – Fazendense – 4-0
Emp. Comércio – Samora Correia – 1-2

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Mação              26    17     5     4    55 - 25    56
 2º U. Tomar           26    15     5     6    64 - 31    50
 3º Torres Novas       26    16     2     8    51 - 32    50
 4º Ferreira Zêzere    26    15     4     7    51 - 36    49
 5º U. Almeirim        26    12     6     8    40 - 27    42
 6º Fazendense         26    11     9     6    41 - 34    42
 7º Samora Correia     26    12     3    11    39 - 44    39
 8º Cartaxo            26    10     6    10    31 - 33    36
 9º Amiense            26    11     3    12    35 - 34    36
10º At. Ouriense       26     9     6    11    40 - 44    33
11º U. Abrantina       26     8     3    15    28 - 39    27
12º Riachense          26     6     4    16    34 - 57    22
13º Moçarriense        26     4     5    17    22 - 47    17
14º Emp. Comércio      26     3     5    18    25 - 73    14

Melhores marcadores:

1º Wemerson Silva (U. Tomar) – 22
2º Tiago Vieira (Ferreira Zêzere) – 20
3º Hélio Ocante (U. Abrantina) – 15

O Mação, Campeão Distrital, é promovido ao Campeonato de Portugal. São despromovidas à II Divisão Distrital as equipas da U. Abrantina, Riachense, Moçarriense e Empregados do Comércio.

O Campeonato da I Divisão Distrital chega hoje ao seu termo, com as atenções focadas nos três jogos em que estará em disputa o 2.º lugar, com uma vaga em aberto para a Taça de Portugal (que reverterá para o 3.º classificado, caso o União de Tomar – já qualificado por via da presença na Final da Taça do Ribatejo – confirme a posição de vice-campeão).

Em Tomar, o União recebe o Riachense, necessitando confirmar o favoritismo que lhe é atribuído, para “carimbar” tal posição, atendendo a que defronta uma equipa já despromovida ao escalão secundário, numa série de quatro desaires sucessivos. Os tomarenses aprestam-se, aliás, a garantir, pelo quarto ano consecutivo, uma presença no pódio, que apenas uma improvável conjugação adversa de resultados (perder o seu jogo e o Ferreira do Zêzere ir ganhar a Mação) lhe poderia retirar.

Porém, deverá ter-se também em atenção que o histórico recente aponta uma tendência desfavorável às cores “rubro-negras”: nas últimas sete épocas, os dois clubes defrontaram-se, na cidade do Nabão, por três vezes, sendo que os unionistas não conseguiram ainda vencer, tendo registado um empate, perdendo em duas ocasiões, a última das quais na temporada passada.

Em Torres Novas, os torrejanos (que partilham a 2.ª posição com o União, mas em desvantagem nos critérios de desempate), com um registo de seis triunfos nas últimas sete rondas (tendo vencido nas três jornadas mais recentes) recebem o Fazendense (que, ao invés, somam três derrotas nas últimas quatro rondas), podendo eventualmente beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação actual (será 5.º classificado, ou, no pior dos cenários, 6.º), o que, por outro lado, poderá também fazer com que se apresentem em campo libertos de maiores pressões.

Este é um confronto com tendência histórica claramente favorável aos donos da casa, que, nas últimas sete temporadas, ganharam por seis vezes (em todos os últimos seis jogos entre ambos os clubes, em Torres Novas), tendo consentido um único empate (já na distante época de 2010-11), sem que o grupo das Fazendas de Almeirim tivesse conseguido alguma vez vencer.

A formação de Ferreira do Zêzere, que garantiu já a melhor classificação de sempre da sua história – no mínimo, um notável 4.º lugar –, parece ser quem tem o obstáculo mais difícil nesta derradeira ronda, visitando Mação, para defrontar o novo Campeão.

Num embate sem historial recente, a nível do principal escalão,  os ferreirenses, sem nada a perder neste desafio – continuando a ser a equipa com mais pontos somados na segunda volta –, estarão apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”, e, se possível, acrescentar algo mais a esta histórica temporada, em que registam brilhante desempenho.

Em Almeirim, o União local – que se perfilava, à partida, porventura como o principal candidato ao título, em função das opções do seu recheado plantel – procurará ainda chegar ao 5.º lugar, por troca com o seu grande rival das Fazendas de Almeirim, no que constituiria magra consolação. Para tal, necessitará de vencer a U. Abrantina e esperar que o Fazendense perca em Torres Novas.

U. Almeirim e U. Abrantina apenas se cruzaram, na I Divisão Distrital, há duas épocas, então com triunfo dos almeirinenses por tangencial 1-0. Com a despromoção do conjunto de Abrantes – principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional – já consumada, será expectável que os donos da casa consigam vencer, pese embora os visitantes não percam há quatro jogos…

Uma das principais decepções da prova, o também candidato ao título Samora Correia, com um campeonato completamente atípico, em que alternou ciclos de vitórias sucessivas, com séries ainda mais prolongadas de desaires consecutivos (segue, nesta altura, com quatro derrotas, depois de ter, antes, ganho os seis jogos precedentes), desloca-se à Ribeira de Santarém, para defrontar o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio.

Na única vez que se defrontaram, no principal escalão, na época passada, registou-se um empate. Tal poderá repetir-se esta tarde, embora a vitória dos samorenses não surpreendesse.

Em Amiais de Baixo, encontram-se duas equipas agora já absolutamente tranquilas, Amiense e At. Ouriense, que reeditam um “clássico” do futebol distrital: nos últimos sete anos, defrontaram-se por oito vezes, com tendência favorável aos donos da casa, que venceram por quatro ocasiões, tendo empatado duas e perdido outras duas. Este parece ser um jogo a apontar para a repartição de pontos.

Por fim, o auto-proclamado candidato ao título, Cartaxo, que, quase “in-extremis”, se viu livre de aflições, perante a ameaça de eventual despromoção, recebe o Moçarriense, cujo desempenho ficou também algo aquém das expectativas, quedando-se pela penúltima posição.

Na única vez que se defrontaram na I Divisão, nas temporadas mais recentes, em 2015-16, os cartaxeiros venceram por tangencial 2-1. Esta tarde poderão ter triunfo mais folgado.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.05.2018)

 

Pulsar-25

(“O Templário”, 03.05.2018)

Após a realização da 25.ª ronda do Campeonato Distrital da I Divisão, ficou já definido o lote completo de clubes a despromover ao escalão secundário, para a próxima época: U. Abrantina, Riachense, Moçarriense e Empregados do Comércio. Com o título de Campeão também já virtualmente conquistado pelo Mação, subsiste como pólo de atracção, para a derradeira jornada, a disputa pelo 2.º lugar, posição pela qual se mantém em compita um terceto, formado por U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere (este, um ponto abaixo dos dois anteriores).

Destaques – O principal destaque vai, novamente, para o triunfo (2-1) averbado pelo U. Tomar, repetindo a vitória que registara na temporada passada nas Fazendas de Almeirim, no que constitui apenas o segundo desaire caseiro do Fazendense no presente campeonato, desfecho que determinou, desde já, que o grupo almeirinense não possa almejar melhor que o 5.º posto.

Cientes da importância deste desafio, perante um dos mais credenciados opositores da competição, voltando a ter uma entrada em campo bastante afirmativa, os unionistas cedo inauguraram o marcador, controlando o jogo durante toda a sua metade inicial. Na etapa complementar, os donos da casa surgiram mais afoitos, vindo a igualar a contenda. Mas, tal como sucedera há uma semana, os tomarenses responderam de pronto, praticamente no minuto imediato, repondo a vantagem, que conservariam até final, chegando assim ao último jogo em situação privilegiada para, pelo quarto ano consecutivo, marcarem presença no pódio final.

Em Abrantes, num confronto que se perfilava como determinante na luta pela manutenção, a U. Abrantina não conseguiu chegar ao único resultado que lhe poderia ter proporcionado manter a incerteza até ao último dia, e, nesse caso, continuar a “sonhar”. Ao invés, seria o Cartaxo a marcar primeiro, comprometendo deveras tais aspirações. O grupo de Abrantes mais não conseguiria que o tento do empate, alcançado já na fase terminal do encontro, vendo assim confirmada a sua despromoção à II Divisão, acabando por ser – em função da qualidade de futebol que apresentou ao longo da prova – a principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional.

A realizar uma excelente recta final – somando a sua sexta vitória nos últimos sete jogos no campeonato –, o Torres Novas, ganhando em Samora Correia, mercê de um solitário tento, confirma o brilhante desempenho no campeonato, notoriamente acima das expectativas iniciais, superando clubes que, à partida, se perfilavam como candidatos ao título (como eram os casos do próprio Samora Correia, U. Almeirim ou Cartaxo). Pelo contrário, os samorenses, com uma época atípica, acabam por pagar a sua grande irregularidade (a uma série inicial de quatro triunfos, entre a 2.ª e 5.ª rondas, seguiu-se um terrível ciclo de sete derrotas em oito jornadas, cinco delas sucessivas, complementado, já na segunda volta, com seis vitórias consecutivas, para fechar, por agora, com mais uma série de quatro desaires), ocupando um modesto 7.º posto.

A última nota de realce vai para o triunfo do U. Almeirim em Ourém, ante o At. Ouriense, também por tangencial 1-0, posicionando-se no 6.º lugar, mas, ainda, com a possibilidade de chegar ao 5.º, caso consiga igualar pontualmente o seu grande rival das Fazendas de Almeirim.

Confirmações – A equipa do Ferreira do Zêzere, recebendo e batendo o Amiense, por 1-0 (interrompendo um ciclo de três vitórias sucessivas do grupo de Amiais de Baixo) continua a cotar-se como a de melhor desempenho na segunda volta da competição, tendo garantido já a melhor classificação de sempre da sua história – pelo menos, um absolutamente notável 4.º lugar –, aspirando ainda a uma posição no pódio, pese embora enfrente a derradeira jornada em desvantagem pontual e com uma difícil visita ao terreno do Campeão.

Precisamente, o Mação, agora já em descompressão, talvez começando a pensar na final da Taça, foi vencer a Riachos, por ilusória margem de 2-0, na perspectiva de que o Riachense manteve o nulo no marcador praticamente até ao derradeiro minuto do tempo regulamentar…

Por fim, no “derby” escalabitano, entre os dois últimos classificados, o Moçarriense conseguiu, enfim, quebrar a “malapata”, ganhando pela primeira vez em toda a segunda volta (antes, somava dez derrotas e um único empate!), impondo-se também por tangencial 2-1 aos Empregados do Comércio, que, assim, não evitarão a posição final de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – Teve já início a fase final, de apuramento de Campeão e dos três clubes a promover ao principal escalão, com uma “jornada dupla”, no feriado, de 25 de Abril, e no passado Domingo. Destaca-se já, isolado na liderança, o U. Santarém, com duas vitórias por “chapa 4”: 4-2 no Tramagal, a que se seguiu nova goleada, por 4-0, na recepção ao Marinhais (que, na semana anterior, tinha sido já derrotado por ainda mais esmagadora marca de 6-0). Por seu lado, Rio Maior (4-1 ao Atalaiense, depois de um nulo em Marinhais) e Glória do Ribatejo (2-1 na Atalaia, a que se seguiu um empate a zero na recepção ao Tramagal), parecem pretender posicionar-se também como outros principais candidatos à subida.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, para a jornada derradeira, as atenções estarão focadas no U. Tomar-Riachense (com os unionistas a necessitar confirmar o favoritismo, para “carimbar” o 2.º lugar, que ocuparam durante a maior parte da temporada), Torres Novas-Fazendense (um confronto com tendência histórica claramente favorável aos torrejanos, que poderão ainda beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação) e Mação-Ferreira do Zêzere (com os ferreirenses apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”).

Na II Divisão, o U. Santarém recebe o Glória do Ribatejo, podendo, em caso de vitória, garantir posição muito confortável no que à subida diz respeito, enquanto Tramagal e Rio Maior terão um confronto que poderá ter implicações relevantes em tal disputa. O outro jogo coloca frente a frente Marinhais e U. Atalaiense, equipas que vêm de goleadas sofridas nas rondas iniciais.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 1.ª mão do “play-off” de apuramento para subida à II Liga (apenas duas vagas de promoção), numa eliminatória com o seguinte alinhamento: Mafra-Vilaverdense, Vilafranquense-Vizela, U. Leiria-Lusitano Vildemoinhos e Felgueiras-Farense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Maio de 2018)

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