Taça Ribatejo


                                   2ª mão           1ª mão           Total
Coruchense - Abrantes e Benfica      1-1              1-0             2-1
Marinhais - U. Santarém              1-2              1-2             2-4

As equipas do Coruchense e do U. Santarém garantiram o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo no escalão de Seniores.

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Hertz

A Taça do Ribatejo tem esta tarde a sua última etapa antes da grande festa da Final da prova rainha do futebol distrital, com a disputa da 2.ª mão das meias-finais da competição.

Os favoritos Coruchense e U. Santarém – dois primeiros classificados do campeonato da I Divisão – entram em campo em vantagem, obtida nas partidas da 1.ª mão, há três semanas, mas, em ambos os casos, por números tangenciais.

O líder do escalão principal, Coruchense, recebe o vencedor da série mais a Norte da primeira fase do campeonato da II Divisão, o Abrantes e Benfica, tendo a turma do Sorraia vencido em Abrantes por 1-0, quebrando assim a magnífica série de 22 jogos de invencibilidade dos abrantinos.

Não havendo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes, em Coruche, em jogos da Taça, as últimas vezes que se cruzaram na I Divisão, datam já da época de 2012-13, com um empate a três bolas, e da temporada imediata, de 2014-15, com uma goleada de 5-0 para o Coruchense, na altura com o conjunto de Abrantes ainda com a denominação de U. Abrantina.

Numa eliminatória ainda não resolvida, não podendo de todo subestimar o poderio do seu adversário (que eliminou já, anteriormente, outros dois clubes da I Divisão, Torres Novas e Ferreira do Zêzere), a formação de Coruche deverá confirmar hoje – salvo grande surpresa – a sua terceira presença na Final da Taça na última década, visando a conquista do troféu pela quarta vez no seu historial.

Em Marinhais, o U. Santarém terá de defender a magra vantagem de 2-1 averbada em casa, numa eliminatória que se antevia bem mais desequilibrada, mas que, por agora, subsiste em aberto.

Os dois emblemas defrontaram-se em Marinhais, na época passada e já na presente temporada, num total de três vezes, com dois triunfos dos homens da casa em 2017-18, então no escalão secundário, por 3-2 na fase regular da prova e por 3-0 na fase final, de apuramento de Campeão, tendo, nesta época, num contexto distinto, os escalabitanos vencido por 1-0, na primeira volta do campeonato da I Divisão.

Frente a uma equipa que, na presente temporada, conta uma única vitória em 21 jogos disputados no campeonato (frente ao At. Ouriense), a missão do grupo da capital do Distrito parece ter o risco minorado, atendendo também ao facto de o regulamento da competição não prever como critério de desempate os golos marcados fora de casa, pelo que um hipotético cenário de derrota por 0-1 não implicaria, automaticamente, a eliminação, mas, sim, a necessidade de desempate.

Não podendo esperar facilidades – recorde-se que o Marinhais eliminou já, nos 1/8 de final, o U. Almeirim, para além do facto de as equipas encararem estes jogos a eliminar com outra perspectiva –, o U. Santarém não deverá desperdiçar a possibilidade de superar a campanha realizada no ano passado, em que foi eliminado nas meias-finais, pelo União de Tomar, clube que se viria sagrar então vencedor da prova.

Precisamente, ao mesmo tempo dos desafios da Taça, Amiense e União de Tomar aproveitarão para colocar o calendário da I Divisão em dia, realizando – um mês depois – o encontro que se encontrava em atraso da 19.ª jornada, num embate de maior responsabilidade para o grupo de Amiais de Baixo, na óptica de poder voltar a encurtar distâncias face aos lugares de topo da classificação.

Trata-se de um embate frequentemente repetido, já disputado em Amiais de Baixo por nove vezes nas últimas oito temporadas, curiosamente com uma tendência global de absoluto equilíbrio: quatro vitórias para cada lado e um único empate, já na distante época de 2010-11. Antes do triunfo dos donos da casa na época passada, os unionistas tinham vencido no reduto do adversário em três anos sucessivos.

Perfilando-se o Amiense como favorito, dada a posição que ocupa na tabela, antevendo-se que possa fazer imperar o factor casa, o histórico dos últimos anos aponta, também, para o facto de se tratar de um jogo de tripla, em que não seria de todo surpreendente se pudesse até vir a repetir-se o desfecho que mais tem rareado nos confrontos anteriores entre ambos, isto se atentarmos igualmente no desempenho dos tomarenses esta temporada nos terrenos de outras equipas de topo, tendo empatado fora com o Coruchense (para a Taça), U. Santarém e Cartaxo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.03.2019)

O pulsar do campeonato - 2018-19 - TRibatejo - 1-2-finais

(“O Templário”, 07.03.2019)

Após uma fantástica série de 22 jogos consecutivos sem derrota – todos os que disputou desde que se operou a fusão com a U. Abrantina –, o Abrantes e Benfica viu, enfim, quebrada a sua invencibilidade, pelo Coruchense, numa eliminatória (1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo) caracterizada por um inesperado equilíbrio, com triunfos tangenciais dos favoritos, a deixar tudo por decidir quanto à confirmação da presença na final da prova para a 2.ª mão.

Destaque – Embora não se possa considerar que tenha havido surpresa, nesta “cimeira de líderes”, em que se defrontavam os comandantes do escalão secundário, Abrantes e Benfica, e da I Divisão Distrital, Coruchense, com a turma do Sorraia a ganhar mercê de um solitário tento, não deixa de constituir motivo de destaque o feito dos homens de Coruche, a impor a primeira derrota (e em Abrantes) à formação que, até agora, tinha um percurso praticamente imaculado (vinte e uma vitórias e um único empate, em 17 jogos realizados no campeonato e cinco na Taça do Ribatejo, em que afastara já os primodivisionários Torres Novas e Ferreira do Zêzere).

Recorde-se que, até à data, apenas o Caxarias conseguira escapar à derrota ante o poderoso grupo abrantino, desempenho agora superado pelo guia do escalão principal, o qual, “puxando dos galões”, não conseguiu, todavia, resolver já a seu favor a eliminatória, tendo de confirmar, em casa, a vantagem agora adquirida, devendo manter o foco para evitar ser surpreendido.

Isto, sem esquecer que se trata da primeira vez que o ambicioso conjunto de Abrantes atinge – na última década –, as meias-finais da competição, enquanto o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15 (repetindo as proezas dos anos de 1996 e 1997).

Surpresa – Por seu lado, e apesar de o vice-líder da I Divisão, U. Santarém, ter também vencido o seu confronto ante o penúltimo classificado, Marinhais, a surpresa está no marcador tangencial registado: uma magra vantagem, de 2-1, a favor dos escalabitanos.

O histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova) – já vencedor do troféu, há quarenta anos, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo – terá assim de se aplicar a fundo, na segunda mão, em Marinhais, face a um opositor que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos, em ordem a confirmar o seu favoritismo.

Em qualquer caso, a expectativa continua a ser a de poder assistir, na final da competição, a um novo duelo entre os dois clubes que têm liderado o futebol distrital na presente temporada.

Campeonato de Portugal – Atingindo-se já a 24.ª jornada da prova, o Mação deu sequência à sua caminhada de resultados positivos, empatando a zero ante a vizinha equipa de Oleiros, a qual vem ocupando tranquila posição a meio da tabela (9.º lugar), num ciclo que leva já três desafios sem derrota, todavia sem efeitos relevantes a nível da classificação: os maçaenses mantêm o penúltimo posto (apenas à frente do Alcains), a onze pontos da “linha de água”.

Bem melhor conseguiu, desta feita, o Fátima, ao ganhar (3-2) ao 5.º classificado, Sintrense, desfecho que custou à turma de Sintra descolar dos lugares de acesso ao “play-off” de apuramento de Campeão e de promoção, agora já a sete pontos do Anadia (novo 2.º colocado).

Uma vitória que poderá vir a revelar-se determinante para a fase final do campeonato, esperando-se que possa consubstanciar um ponto de inflexão na carreira dos fatimenses, após quatro desaires sucessivos (dois deles, não obstante, ante os actuais dois primeiros da tabela).

Desta forma, quando ficam a faltar dez rondas para o final da competição, o Fátima voltou a poder “respirar um pouco melhor”, agora com sete pontos de vantagem em relação à zona de descida. Poderá bastar somar – aos 31 pontos que averba nesta altura – talvez mais “meia dúzia” de pontos nesses dez jogos, para assegurar a manutenção no patamar nacional do futebol.

Antevisão – No regresso dos campeonatos Distritais, para disputa da 20.ª jornada da I Divisão, os cinco candidatos ao lugar de topo perfilam-se como lógicos favoritos, pese embora em encontros de grau de dificuldade teoricamente diferenciado.

De facto, Cartaxo e U. Santarém, recebendo os dois últimos classificados, respectivamente Marinhais e Alcanenense, terão tal estatuto reforçado, sem esquecer a cada vez mais aguda necessidade de pontos por parte das equipas do fundo da tabela classificativa. Em situação intermédia, o Amiense, que enfrenta deslocação ao sempre difícil reduto da Glória do Ribatejo.

Por seu lado, o Coruchense, e, sobretudo, o U. Almeirim, terão tarefas potencialmente mais complexas, não obstante actuarem, ambos, em casa, recebendo o At. Ouriense e o Fazendense, no último caso num “derby” almeirinense de desfecho sempre imprevisível.

Nota final ainda para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, entre Torres Novas e U. Tomar, que se cruzam em jogos a contar para Campeonatos (nacionais e distritais) e Taças (de Portugal e do Ribatejo) pela 92.ª vez (com um balanço ligeiramente favorável aos unionistas – 38 vitórias, contra 35 triunfos dos torrejanos, para além de 18 empates).

Na II Divisão, que atinge a derradeira ronda da fase preliminar da competição, o interesse maior estará noutro embate também entre clubes históricos, envolvendo a equipa “B” do U. Tomar (que, em caso de vitória, poderá ainda arrebatar o 4.º posto ao seu adversário) e o Tramagal.

No Campeonato de Portugal, os representantes do Distrito viajam até à região do “Oeste”, com a expectativa de poder pontuar, cabendo ao Fátima e Mação defrontar, respectivamente, o Caldas (11.º classificado, imediatamente abaixo dos fatimenses, somente a um ponto) e o Peniche (16.º classificado, ocupando, pois, a posição precisamente acima da dos maçaenses).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Março de 2019)

Abrantes e Benfica – Coruchense – 0-1
U. Santarém – Marinhais – 2-1

Hertz

A 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, que esta tarde se disputa, apresenta o seguinte cartaz: Abrantes e Benfica-Coruchense, uma autêntica “cimeira de líderes”, entre os comandantes da I e da II Divisão, na qual a invencibilidade dos abrantinos nesta temporada poderá ser colocada à prova, isto sem esquecer que haverá ainda depois o jogo de volta, em Coruche; e U. Santarém-Marinhais, em que os escalabitanos assumem integral dose de favoritismo.

Em Abrantes, encontram-se dois clubes, actualmente de escalões distintos, também com palmarés diferenciado nesta competição: enquanto o clube da casa, agora com a denominação Abrantes e Benfica, atinge pela primeira vez, na última década, as meias-finais da Taça, o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15.

Alargando o espectro, na galeria de vencedores desta competição consta o antigo Abrantes Futebol Clube (em 2002-03), enquanto o Coruchense venceu a Taça do Ribatejo já por três vezes: para além de 2015, havia ganho também já em 1996 e em 1997; foi, ainda, finalista em 2005 e em 2017.

Não havendo histórico de confrontos entre ambos os clubes a nível da Taça, as últimas vezes que se cruzaram, então na I Divisão Distrital, ocorreram já nas temporadas de 2012-13 e 2013-14, com desfechos diametralmente opostos: 5-0 a favor da então denominada União Abrantina, em 2013; triunfo do Coruchense por 3-0 no ano seguinte.

Esta tarde, o grupo do Sorraia é, necessariamente, favorito, atendendo ao seu estatuto de líder do principal escalão, mas o Abrantes e Benfica procurará fazer vincar a sua invencibilidade e levar a decisão da eliminatória para a 2.ª mão, em Coruche.

Na capital do Distrito, o histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova), recebe o Marinhais, que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos.

A nível mais global, os escalabitanos contam com um troféu conquistado, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo, na temporada de 1978-79, há já quarenta anos, tendo sido, entretanto, também finalistas em 2006 e em 2007.

Não há registo recente de embates entre estes dois clubes em desafios da Taça, tendo-se defrontado pelas últimas vezes, em Santarém, na época passada, então em partidas a contar para o Distrital da II Divisão, com duas goleadas impostas pelo U. Santarém: 6-0 na fase regular do campeonato; a que se seguiu um 4-0 na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão, desiderato que ambas as equipas viriam a alcançar.

Esta temporada cruzaram-se já, na primeira volta, mas em Marinhais, também com triunfo dos santarenos, por tangencial 1-0.

A expectativa é de que o U. Santarém possa fazer valer os seus maiores créditos e comece, já hoje, a ganhar vantagem no cômputo geral da eliminatória, visando o regresso à final da Taça.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.03.2019 – Sem emissão)

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(“O Templário”, 31.01.2019)

O União de Tomar despediu-se do sonho da reconquista da Taça do Ribatejo, perdendo na sempre algo ingrata fórmula de desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade, após ter imposto um empate no terreno do líder do campeonato. Por curiosidade, avançam para as meias-finais todas as quatro equipas que disputaram esta eliminatória em casa.

Destaques – O primeiro destaque da ronda relativa aos 1/4 de final da Taça do Ribatejo vai para a vitória do Abrantes e Benfica, grupo que milita no escalão secundário, frente ao Ferreira do Zêzere, por 3-1, ampliando para 18 triunfos consecutivos, em outros tantos encontros disputados, a sua fantástica série de êxitos nesta temporada, afastando assim da prova o segundo clube primodivisionário (após ter vencido e eliminado já, na fase de grupos, o Torres Novas).

Em Coruche, no desafio que colocava frente a frente o guia do campeonato, Coruchense, ao actual detentor do troféu da Taça do Ribatejo, U. Tomar, assistiu-se a um jogo que começou por ser equilibrado, com os donos da casa a tentar assumir a iniciativa, procurando aproveitar o vento favorável, embora sem situações concretas de golo para qualquer dos lados.

Porém, com pouco mais de meia hora, o cariz da partida alterar-se-ia de forma substancial, em função de uma jogada em que um jogador da casa atingiu impetuosamente Flávio Graça nas costas, recebendo imediata ordem de expulsão, enquanto o tomarense, forçado a abandonar o rectângulo de jogo, ficaria no chão a contorcer-se com fortes dores durante vinte minutos, até ser transportado para o hospital, não se vindo a confirmar, felizmente, os receios de fractura.

A partir daí, o Coruchense cedeu a iniciativa ao adversário, passando a jogar na expectativa do erro. Se, até final do primeiro tempo, com a preocupação pelo estado físico de Flávio a sobrepor-se, o jogo foi algo incaracterístico – sem prejuízo de os nabantinos terem reclamado ainda uma grande penalidade, não concedida pelo árbitro –, na segunda parte, o domínio seria praticamente total do U. Tomar, acabando os visitados por ser felizes, chegando ao golo inaugural, a meio desse período, após terem beneficiado de lance de bola parada.

Até final, os unionistas, empurrando o adversário para a sua zona defensiva, procurariam, com grande insistência, restabelecer o empate, o que, contudo, só viriam a alcançar já no terceiro minuto dos quatro de tempo de compensação, colocando alguma justiça no marcador, com a curiosidade de, em jogos sucessivos, a turma do Sorraia ter sofrido o tento da igualdade já para além dos 90 minutos, tal como ocorrera na semana anterior, em Santarém.

O União teria ainda oportunidade para consumar a reviravolta no marcador, antes de se chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, situação em que, perdulário, não conseguiu concretizar nenhuma das suas três tentativas, com a bola sempre a subir demasiado, duas vezes por cima do travessão, e, na última, a embater com estrondo na barra da baliza. Após terem sido apurados, na eliminatória anterior, por esta via, os tomarenses acabariam por ser penalizados, num encontro em que, muito dignamente, enfrentando o comandante do campeonato, e em terreno alheio, com exibição globalmente superior ao seu oponente, caíram de pé.

Confirmações – Na capital do Distrito, o U. Santarém venceu o “derby” municipal, ante uma equipa do Amiense a atravessar fase de menor fulgor, sem conseguir triunfar nos últimos quatro jogos, superiorizando-se por 2-0, garantindo assim o apuramento para as meias-finais pelo segundo ano sucessivo.

Por fim, em Marinhais, a equipa da casa – única ainda sem se ter estreado a vencer no campeonato da I Divisão – ganhou ao Pontével, do escalão secundário, por tangencial 1-0, o suficiente para seguir em frente na competição, no seu melhor desempenho da última década.

As meias-finais, a serem disputadas a duas mãos, estão agendadas para 3 e 24 de Março, com os seguintes emparelhamentos: Abrantes e Benfica-Coruchense e U. Santarém-Marinhais.

Campeonato de Portugal – Confirmaram-se as expectativas de desempenho dos clubes representativos do Distrito, na 19.ª jornada do Nacional, com o Fátima a obter um resultado positivo (nulo) na deslocação à Sertã, frente ao Sertanense (agora a última equipa acima da “linha de água”), enquanto o Mação foi, com alguma naturalidade, derrotado em Leiria (3-0) pelo novo líder da prova, U. Leiria.

Os fatimenses mantêm a 9.ª posição, tendo ampliado para doze pontos a sua margem de segurança em relação a tal linha, quando faltam disputar 15 jornadas. De forma simétrica, o Mação, que subsiste como “lanterna vermelha”, dista agora doze pontos do conjunto da Sertã.

Antevisão – Na retoma dos campeonatos Distritais, o grande realce vai para o confronto entre U. Almeirim e U. Santarém, dois dos principais candidatos ao título. Por outro lado, com o Amiense a enfrentar também um teste difícil na deslocação a Ferreira do Zêzere, Coruchense (recebendo a formação da Glória do Ribatejo) e Cartaxo (que terá a visita do Alcanenense) poderão aproveitar a perda de pontos de algum ou alguns dos seus mais directos concorrentes.

O U. Tomar recebe o Fazendense, tendo em mira a possibilidade de começar a subir na tabela, enquanto o Torres Novas – por curiosidade, depois de toda a primeira volta sem vencer, a única equipa que ganhou os dois jogos já disputados na segunda volta (tendo batido o Glória do Ribatejo por 2-0, em jogo em atraso da 14.ª jornada, realizado no passado fim-de-semana) – joga também em casa, ante o Samora Correia, entretanto beneficiado com a sanção imposta ao Marinhais (derrota por 0-3, em partida da ronda inaugural, por ter efectuado quatro substituições no segundo tempo, sendo o limite regulamentar de três alterações no “onze” em tal período).

No escalão secundário, a Norte, destaca-se o Caxarias-Riachense, decisivo para as eventuais aspirações dos comandados de Marco Marques, recebendo o U. Tomar “B” a equipa da Ortiga. A Sul, nota para o Rio Maior-Forense, actuais 1.º e 3.º classificados, podendo também o Moçarriense “carimbar” desde já o apuramento para a fase final, caso vença o Benavente.

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe uma equipa do Alverca em recuperação na pauta classificativa, num jogo em que não deverá esperar facilidades; por seu lado, o Mação, actuando também em casa, defronta o Anadia, actualmente no 5.º lugar, ainda na expectativa da possibilidade de alcançar as duas primeiras posições, distando somente três pontos do 2.º posto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Janeiro de 2019)

CORUCHENSE – Gonçalo Guerra, Miguel Seninho (45m – Lourenço Lopes), Márcio Semeano (c.), Rodrigo Martins, Cajarana, Michael Segun, Kevin Roxenborg, Joel Simões, Heta, João Costa (84m – Gonçalo Benavente) e David Silva (90m – Sadjó Buaro)

U. TOMAR – Nuno Ribeiro, David Vieira, Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Allan Peixoto, Douglas Pissona (84m – António Pinto), Nuno Rodrigues (c.), Flávio Graça (38m – Rafael Santana), Rui Pedro Lopes (71m – João Victor Ribeiro), Pedro Pires e João Pedro Nascimento (84m – André Lopes)

(suplentes – João Brito, Diogo Gaspar e Telmo Ferreira)

1-0 – Joel Simões – 68m
1-1 – André Lopes – 90m

No desempate da marca de grande penalidade, o U. Tomar não conseguiu concretizar nenhuma das três tentativas de que dispôs, tendo Nuno Rodrigues e António Pinto rematado por cima da trave e André Lopes acertado na barra. O Coruchense ganhou este desempate, tendo convertido três das das suas quatro tentativas (Nuno Ribeiro defendeu uma delas).

Cartões amarelos – Lourenço Lopes (75m), João Costa (80m) e David Silva (90m); Flávio Graça (36m), Rui Pedro Lopes (62m) e Douglas Pissona (66m)

Cartão vermelho – Michael Segun (34m)

Árbitro – Roberto Felisberto

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