Taça Ribatejo


Pulsar - TRibatejo - 1-2-finais

(“O Templário”, 20.04.2017)

No momento em que estas linhas forem publicadas, o título estará já desfasado da realidade, dado que, entretanto, estavam agendados para a noite de quarta-feira os encontros da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.

Não obstante, aquando da sua escrita, a situação conhecida, que decorria dos desafios da 1.ª mão, disputados na tarde da passada Sexta-feira Santa, era a da vantagem adquirida pelas formações do Sorraia e de Torres Novas, ambas vencedoras por tangencial marca de 2-1.

Destaque – O principal destaque da 1.ª mão das meias-finais vai, necessariamente, para o triunfo alcançado pelo recém sagrado Campeão Distrital, Coruchense, no sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, perante o Amiense, ainda para mais sublinhado pelo facto de ter jogado mais de meia hora em notória inferioridade numérica, com apenas nove elementos em campo, devido à expulsão de dois dos seus jogadores, um deles ainda no decurso do primeiro tempo. Um desfecho que conferia ao grupo de Coruche um claro favoritismo, pese embora o “handicap” de se ter visto privado de tais elementos para a partida da 2.ª mão.

Confirmação – Por seu lado, o Torres Novas confirmou a teórica vantagem de jogar no seu terreno, tendo recebido e batido o Mação, apesar de, neste caso, parecer prevalecer uma tónica de maior equilíbrio, com tudo ainda em aberto, dado que, aos maçaenses, bastaria vencer por um solitário tento o confronto da 2.ª mão para garantir a presença na final da competição.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na 10.ª ronda da fase final, desfechos distintos, desta feita com o Fátima a sofrer outro comprometedor desaire, enquanto o Alcanenense alcançou crucial vitória.

Efectivamente, os fatimenses, a atravessar uma fase difícil, em período determinante do torneio, consentiram segunda derrota sucessiva em casa; depois de batidos pelo Torreense, foram, agora, desfeiteados pelo Real de Massamá, perdendo por 1-2, assim vendo escapar a posição de liderança, baixando ao 3.ª posto, a dois pontos do duo que partilha o comando, formado pelo Praiense e, precisamente, pelo adversário desta jornada, o Real.

No que respeita à turma de Alcanena, foi vencer ao terreno de um rival directo na disputa da manutenção, o Carapinheirense, impondo-se por 2-0, o que lhe proporcionou ascender novamente à 2.ª posição, que reparte com o Caldas, e, mais importante, ampliando para cinco pontos a vantagem em relação à “linha de água”, quando restam disputar quatro jornadas.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, sendo que, na I Divisão, se disputa a derradeira ronda da prova, na qual avultam ainda duas pelejas: por um lugar no pódio, em compita entre União de Tomar e Samora Correia, e pela manutenção, envolvendo ainda três emblemas: At. Ouriense, Pego e Cartaxo.

Assim, em relação à luta pelo 3.º lugar, o União de Tomar, recebendo o Fazendense, apenas poderá ser bem sucedido desde que obtenha resultado mais favorável que o que vier a ser alcançado pelo Samora Correia na recepção ao Campeão, Coruchense: o empate servirá, desde que os samorenses percam – numa partida em que a formação de Coruche terá em seu desfavor o facto de dispor de apenas três dias de repouso, após a disputa da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo; em caso de triunfo do Samora, os unionistas quedar-se-ão pelo 4.º ou 5.º lugar. Em termos matemáticos, o Samora Correia tem vantagem em 18 das 27 combinações possíveis de resultados, enquanto o União será beneficiado nas nove combinações restantes.

O Amiense, visitado pelo Pego, poderá ainda aspirar – tal como o Fazendense, em caso de eventual vitória em Tomar – ao 4.º posto, sendo que, em caso de igualdade pontual com Samora Correia e União de Tomar, os grupos de Amiais de Baixo e de Fazendas de Almeirim registam desvantagem nos critérios de desempate, não podendo, portanto, chegar já à 3.ª posição.

No que respeita à busca da manutenção – ainda dependente da confirmação do Alcanenense no Campeonato Nacional, que parece agora bem encaminhada –, o At. Ouriense recebe o Mação, apenas podendo vir a cair em zona de despromoção directa em 2 das 27 combinações possíveis, isto é, desde que não ganhe e que Pego e Cartaxo vençam ambos os seus desafios.

Por seu lado, o Pego será despromovido caso se verifique uma de 9 combinações de resultados: em 6 cenários em que o Cartaxo (que se desloca à Ribeira de Santarém, para defrontar os já tranquilos Empregados do Comércio) vença e os pegachos não ganhem em Amiais de Baixo; ou, em três hipóteses, em que o Cartaxo empate e o Pego saia derrotado.

No caso dos cartaxeiros – vice-campeões na temporada passada –, são 16 (em 27) as combinações de resultados que os poderão condenar à despromoção automática: nove cenários em que perca; seis hipóteses em que, empatando, o Pego não seja derrotado; e o “pior cenário”, em que, ganhando, At. Ouriense e Pego vençam também, ambos, os seus confrontos.

Na II Divisão, na 4.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, o líder isolado, U. Abrantina, recebe a visita do U. Santarém, ambicionando prolongar a sua fantástica série triunfal; no Moçarriense-Marinhais e no Ferreira do Zêzere-U. Atalaiense, os visitados perfilam-se como favoritos, numa ronda que poderá voltar a equilibrar as contas da luta pela subida, em detrimento da turma da Atalaia, caso não vença.

O Campeonato de Portugal terá a sua 11.ª ronda da fase final, com o Fátima a viajar até à capital do Algarve, para defrontar o Farense, actual 5.º classificado, em partida que se afigura decisiva para as suas aspirações, dado que, até o empate, poderá significar um atraso quase irrecuperável, atendendo a que Praiense e Real recebem os dois últimos classificados, respectivamente, Operário de Lagoa e Louletano, pelo que são amplamente favoritos a vencer.

Por seu lado, o Alcanenense recebe a Naval – que, nas dez jornadas já disputadas, soma nove derrotas, apenas tendo ganho, em casa, precisamente, perante a turma de Alcanena –, pelo que dispõe de uma soberana oportunidade para, praticamente, garantir a tranquilidade, até porque Oleiros e Carapinheirense (actuais 5.º e 6.º classificados), se defrontam entre si.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Abril de 2017)

                               2ª mão        1ª mão        Total
Coruchense - Amiense             2-0          2-1           4-1
Mação - Torres Novas             2-1          1-2           3-3  (3-2 g.p.)

As equipas do Coruchense (que recentemente se sagrou Campeão Distrital da I Divisão) e do Mação disputarão, no próximo dia 1 de Maio, no Entroncamento, a final da Taça do Ribatejo desta temporada.

O emblema de Coruche busca a sua quarta conquista do troféu, depois das vitórias alcançadas nas épocas de 1995-96, 1996-97 e 2014-15; por seu lado, os maçaenses ganharam a prova por uma vez, em 2007-08.

Amiense – Coruchense – 1-2
Torres Novas – Mação – 2-1

Pulsar - TRibatejo-1-4final

(“O Templário”, 30.03.2017)

Numa eliminatória muito repartida, com desfechos tangenciais, os favoritos confirmaram o seu favoritismo, avançando para as meias-finais da Taça do Ribatejo, com a particularidade de todas as quatro equipas que actuaram no seu terreno terem acabado por ser afastadas da prova.

Destaque – O destaque dos 1/4 de final vai para o confronto entre U. Almeirim e Coruchense, onde o líder do campeonato não conseguiu melhor do que a igualdade a uma bola, vindo a sair vencedor apenas no desempate da marca de grande penalidade, numa tarde de grande acerto de ambos os guardiões, a defender vários desses remates.

Por curiosidade, as duas formações voltam a encontrar-se já neste fim-de-semana, em Almeirim, podendo a turma do Sorraia fazer a festa do título no campeonato, em caso de triunfo (ou, empatando, num improvável cenário em que o Riachense não ganhasse ao Benavente…).

Confirmações – Numa ronda sem surpresas, os clubes melhor classificados no campeonato, mesmo actuando na condição de visitantes, fizeram valer a sua superioridade, não obstante sempre pela vantagem mínima.

Assim aconteceu no Cartaxo-Amiense, onde os cartaxeiros até começaram por inaugurar o marcador, mas viriam a permitir a reviravolta ao grupo de Amiais de Baixo, que saiu vencedor por 2-1.

Idêntico desfecho teve a partida disputada em Santarém, onde o União local, que era o último representante do escalão secundário ainda em prova, acabou por ver encerrada a sua participação, ao perder com o Mação.

Em Ourém, o At. Ouriense foi também desfeiteado pelo Torres Novas, neste caso mercê de um solitário tento dos torrejanos.

Campeonato de Portugal – Os dois clubes representativos do Distrito de Santarém no campeonato nacional tiveram, na ronda que concluiu a primeira volta da fase final, desfechos distintos, esperançoso no caso do Fátima, comprometedor no caso do Alcanenense.

De facto, os fatimenses, em deslocação até ao Algarve, foram a Loulé, bater o histórico Louletano, por 2-1, isolando-se assim na liderança da sua série (zona sul) de disputa da promoção, com dois pontos a mais que um trio perseguidor, formado por Praiense, Torreense e Real de Massamá, com Farense e Sacavenense, ambos a quatro pontos, ainda na expectativa.

No que respeita à formação de Alcanena, desfeiteada nas Caldas da Rainha por tangencial 1-0, baixou uma posição, para o 3.º lugar, mas, pior, termina a primeira metade deste torneio com muito escassa margem de segurança de apenas três pontos em relação ao 6.º classificado, Oleiros (que empatou em Vila Franca de Xira), posição com a contingência de ter de disputar um “play-off” de manutenção. Mais tranquilizadora é já a distância em relação ao 7.º lugar (primeiro dos dois clubes a despromover automaticamente aos Distritais), ocupado actualmente pelo V. Sernache, com oito pontos de atraso face ao Alcanenense.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, com a 24.ª jornada (antepenúltima) na I Divisão, na qual sobressai, em especial, a “reedição” do U. Almeirim-Coruchense, uma difícil deslocação para o conjunto do Sorraia, como, aliás, bem ficou demonstrado na semana passada, que, caso não consiga vencer, deverá ver adiada por mais uma semana a “festa do título”, que, nesse cenário, continuaria à distância de um triunfo.

Menção ainda para outras duas partidas, em que estará em jogo uma posição no pódio: o Amiense-Fazendense e o At. Ouriense-U. Tomar, uma deslocação sempre de desfecho incerto, recordando-se, aliás, que, na primeira volta, os oureenses interromperam um ciclo de mais de um ano de invencibilidade unionista no seu reduto, assim como a inviolabilidade das suas redes, que perdurara ao longo de doze jogos. Isto, tendo ainda em consideração que o actual 3.º classificado, Samora Correia, é amplamente favorito na recepção ao Pego.

Na II Divisão, apenas na 2.ª jornada da fase final, de apuramento do Campeão e dos três clubes a promover ao escalão principal, os vencedores da ronda inaugural deslocam-se aos terrenos das equipas que começaram este torneio a perder, compreendendo os seguintes desafios, de desfecho imprevisível, em que a toada de equilíbrio deverá estar patente: U. Santarém-Marinhais, Ferreira do Zêzere-Moçarriense e U. Atalaiense-U. Abrantina.

O Campeonato de Portugal dá início à segunda volta da fase final, com o Fátima a viajar até aos Açores, para defrontar o Operário de Lagoa, actual penúltimo classificado, mas onde, não obstante, não deverá esperar facilidades, devendo manter-se bem concentrado para poder regressar com um resultado positivo, que lhe proporcione beneficiar do facto de Torreense e Real se defrontarem, enquanto o Praiense recebe o Sacavenense.

Por seu lado, o Alcanenense enfrenta uma saída ao reduto do líder, Mafra, onde se antevê que possa ser difícil pontuar, numa jornada em que o Oleiros, visitando a Figueira da Foz, poderá inclusivamente, em caso de (expectável) triunfo, igualar o grupo de Alcanena a nível pontual.

Poderá valer ainda ao Alcanenense o facto de Carapinheirense e Vilafranquense, equipas que se lhe seguem imediatamente na pauta classificativa, terem também compromissos teoricamente com algum grau de dificuldade, com o Carapinheirense a viajar até Cernache do Bonjardim, como que numa “final” para a equipa da casa, imperiosamente necessitada de pontos, enquanto a turma de Vila Franca de Xira recebe o 2.º classificado, Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Março de 2017)

U. Santarém – Mação – 1-2
Cartaxo – Amiense – 1-2
U. Almeirim – Coruchense – 1-1 (1-2 g.p.)
At. Ouriense – Torres Novas – 0-1

Os jogos das meias-finais, esta temporada disputadas a duas mãos, estão agendados para os próximos dias 14 e 19 de Abril.

Os campeonatos distritais sofrem nova interrupção neste fim-de-semana, para entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final, na qual marca presença um único clube da divisão secundária, o histórico U. Santarém.

Numa fase da prova já bastante avançada, a tendência de equilíbrio deverá imperar, atendendo inclusivamente a que os desafios desta competição se revestem de características especiais, em virtude do sistema de eliminação, em que tudo se joga em 90 minutos, constituindo-se em oportunidades para que equipas teoricamente menos fortes se possam suplantar.

Pese embora não seja possível extrapolar a partir do desempenho que as equipas vêm apresentando nos campeonatos para os jogos desta tarde, socorro-me, ainda assim, do historial recente de confrontos entre as formações que hoje se cruzam.

O “jogo-grande” desta ronda realiza-se em Almeirim, entre o União local e o Coruchense, prestes a sagrar-se Campeão Distrital (e por três vezes já vencedor da Taça), o que, contudo, não invalida que se possa dizer que não haverá um favorito claramente definido nesta partida. Até porque, curiosamente, não existe, neste caso, histórico recente de embates entre estes dois grupos, se exceptuarmos o jogo da 1.ª volta do campeonato, no qual a formação do Sorraia venceu então, no seu terreno, por 2-1. Um jogo de “tripla”, em que qualquer desfecho parece possível.

O Cartaxo, agora animado com o triunfo alcançado na última jornada do campeonato, recebe a visita de um clube vocacionado para a Taça do Ribatejo (contando também, no seu palmarés, com três troféus conquistados, o Amiense, que, na época passada, atingiu as meias-finais, e que, este ano, tão bom comportamento tem registado no campeonato. Nos jogos realizados entre ambos os clubes no Cartaxo, nas últimas seis temporadas, a turma da casa tem ligeira vantagem, com 2 vitórias e 2 empates, apenas tendo consentido um desaire… precisamente nesta época, por 2-0, no passado mês de Dezembro. O conjunto de Amiais de Baixo apresenta-se com algum favoritismo para o encontro desta tarde, mas uma surpresa não pode ser excluída.

Em Ourém, uma bastante irregular equipa do At. Ouriense tem a visita do pendular Torres Novas, que, tal como o Amiense reunirá maior dose de favoritismo. Contudo, a imprevisibilidade do comportamento dos donos da casa deixa também todas as possibilidades em aberto. Até porque, curiosamente, a tendência dos últimos anos é bastante favorável aos oureenses, com três triunfos e três empates, apenas por uma vez tendo os torrejanos saído vencedores, já na distante época de 2011-12.

Por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, com o favoritismo teoricamente a pender para os maçaenses, mas numa eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada, com os escalabitanos a procurar o estatuto de “tomba-gigantes” nesta edição da prova.

Na última vez que os dois conjuntos se defrontaram em Santarém, em jogo da I Divisão Distrital, em 2014-15, uma temporada bastante negativa para os santarenos, que culminou com o último lugar e consequente despromoção, o desfecho foi de 5-3 a favor do Mação. Mas será difícil extrair ilações desse resultado para o desafio desta tarde, em que, à partida, nenhuma equipa poderá dar por antecipadamente garantido o apuramento para as meias-finais…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.03.2017)

CARTAXO – Ricardo Diniz, Kiko, João Figueiredo, Bernardo Oliveira (c.), Tiago Vitoriano, Bruno Morgadinho (68m – Tiago Coutinho), Samuel Campino, Diogo Nogueira (61m – Ricardo Godinho), Daniel Capitão, Gonçalo Benavente e Rui Marchão

U. TOMAR – João Pedro Lopes, David Vieira, Espadinha (67m – Chrystian Pedroso), Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Rui Silva (45m – Douglas Pissona), Nuno Rodrigues (c.), Telmo Ferreira (45m – Joca), Rui Pedro Lopes (76m – Miguel Arcângelo), Tiago Vieira e Diogo Moreira (76m – Vítor Félix)

(suplentes – Telmo Rodrigues e Lucas Nathan)

1-0 – João Figueiredo – 10m
1-1 – Tiago Vieira – 22m
2-1 – Diogo Nogueira – 51m
2-2 – Joca – 81m

Desempate da marca de grande penalidade:

Bernardo Oliveira possibilitou a defesa a João Pedro Lopes
0-1 – Nuno Rodrigues
1-1 – …
1-2 – Tiago Vieira
2-2 – …
2-3 – Miguel Arcângelo
3-3 – …
Douglas Pissona possibilitou a defesa a Ricardo Diniz
4-3 – Daniel Capitão
Chrystian Pedroso possibilitou a defesa a Ricardo Diniz

Cartões amarelos – Diogo Nogueira (45m); Nuno Rodrigues, Fábio Vieira (58m) e Joca (87m)

Árbitro – Tiago Graça

Página seguinte »