2016-17


U. Santarém – Mação – 1-2
Cartaxo – Amiense – 1-2
U. Almeirim – Coruchense – 1-1 (1-2 g.p.)
At. Ouriense – Torres Novas – 0-1

Os jogos das meias-finais, esta temporada disputadas a duas mãos, estão agendados para os próximos dias 14 e 19 de Abril.

Os campeonatos distritais sofrem nova interrupção neste fim-de-semana, para entrada em cena da Taça do Ribatejo, com a disputa dos 1/4 de final, na qual marca presença um único clube da divisão secundária, o histórico U. Santarém.

Numa fase da prova já bastante avançada, a tendência de equilíbrio deverá imperar, atendendo inclusivamente a que os desafios desta competição se revestem de características especiais, em virtude do sistema de eliminação, em que tudo se joga em 90 minutos, constituindo-se em oportunidades para que equipas teoricamente menos fortes se possam suplantar.

Pese embora não seja possível extrapolar a partir do desempenho que as equipas vêm apresentando nos campeonatos para os jogos desta tarde, socorro-me, ainda assim, do historial recente de confrontos entre as formações que hoje se cruzam.

O “jogo-grande” desta ronda realiza-se em Almeirim, entre o União local e o Coruchense, prestes a sagrar-se Campeão Distrital (e por três vezes já vencedor da Taça), o que, contudo, não invalida que se possa dizer que não haverá um favorito claramente definido nesta partida. Até porque, curiosamente, não existe, neste caso, histórico recente de embates entre estes dois grupos, se exceptuarmos o jogo da 1.ª volta do campeonato, no qual a formação do Sorraia venceu então, no seu terreno, por 2-1. Um jogo de “tripla”, em que qualquer desfecho parece possível.

O Cartaxo, agora animado com o triunfo alcançado na última jornada do campeonato, recebe a visita de um clube vocacionado para a Taça do Ribatejo (contando também, no seu palmarés, com três troféus conquistados, o Amiense, que, na época passada, atingiu as meias-finais, e que, este ano, tão bom comportamento tem registado no campeonato. Nos jogos realizados entre ambos os clubes no Cartaxo, nas últimas seis temporadas, a turma da casa tem ligeira vantagem, com 2 vitórias e 2 empates, apenas tendo consentido um desaire… precisamente nesta época, por 2-0, no passado mês de Dezembro. O conjunto de Amiais de Baixo apresenta-se com algum favoritismo para o encontro desta tarde, mas uma surpresa não pode ser excluída.

Em Ourém, uma bastante irregular equipa do At. Ouriense tem a visita do pendular Torres Novas, que, tal como o Amiense reunirá maior dose de favoritismo. Contudo, a imprevisibilidade do comportamento dos donos da casa deixa também todas as possibilidades em aberto. Até porque, curiosamente, a tendência dos últimos anos é bastante favorável aos oureenses, com três triunfos e três empates, apenas por uma vez tendo os torrejanos saído vencedores, já na distante época de 2011-12.

Por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, com o favoritismo teoricamente a pender para os maçaenses, mas numa eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada, com os escalabitanos a procurar o estatuto de “tomba-gigantes” nesta edição da prova.

Na última vez que os dois conjuntos se defrontaram em Santarém, em jogo da I Divisão Distrital, em 2014-15, uma temporada bastante negativa para os santarenos, que culminou com o último lugar e consequente despromoção, o desfecho foi de 5-3 a favor do Mação. Mas será difícil extrair ilações desse resultado para o desafio desta tarde, em que, à partida, nenhuma equipa poderá dar por antecipadamente garantido o apuramento para as meias-finais…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.03.2017)

Pulsar - 23

(“O Templário”, 23.03.2017)

No “jogo do título”, Coruchense e Riachense acabaram por se “anular” mutuamente, o que, não obstante, não deixa de favorecer mais as aspirações do turma do Sorraia, que continua a necessitar somente de mais um triunfo para confirmar o título, não obstante os adversários que o calendário lhe reservou para as três rondas finais não sejam dos mais fáceis…

Destaques – O principal destaque da 23.ª ronda terá de ir necessariamente para esse confronto em Coruche, no qual se defrontaram o líder e o vice-líder, os quais, no termo dos noventa minutos, não conseguiram desfazer o nulo inicial, pese embora tenham sido os homens da casa a procurar de forma mais afirmativa o golo, num desafio em que, porém, era ao Riachense que competiria, em primeira análise, buscar a vitória, que lhe permitisse ainda acalentar esperanças.

Realce também para a goleada imposta pelo União de Tomar na recepção ao Benavente, ganhando por 6-0, igualando assim o “record” desta edição do campeonato, que o Coruchense alcançara, logo na jornada inaugural, na Ribeira de Santarém, ante os “Caixeiros”. Apesar disso, os unionistas desperdiçaram uma oportunidade soberana de atingir uma marca histórica, tal a debilidade evidenciada desta feita pelo “lanterna vermelha”.

O triunfo dos tomarenses possibilitou-lhes ascender ao 4.º posto da tabela, e só não atingiram já uma posição no pódio, devido ao desaire sofrido pelo Mação, derrotado (1-2) no seu reduto por uma formação do Samora Correia que, continuando a surpreender pela positiva, obteve notável triunfo, o que lhe permitiu isolar-se de novo no 3.º lugar. De notar que, até este jogo, os maçaenses apenas haviam sido batidos no seu terreno pelo Riachense e pelo Torres Novas.

Surpresas – Poderá talvez dizer-se, com maior propriedade, que se terá tratado de duas “meias-surpresas”, as registadas no Cartaxo e em Ourém…

Por um lado, a vitória do Cartaxo na recepção ao U. Almeirim, por 3-1, assim colocando termo a uma sucessão de quatro derrotas sucessivas, num desfecho crucial para encetar a necessária recuperação, que possa tirar os cartaxeiros da parte abaixo da “linha de água”, agora somente a um escasso ponto do Pego.

Por outro, porventura mais imprevisto, o triunfo do At. Ouriense sobre o Amiense, por 2-0, tendo nomeadamente em atenção os maus resultados que o conjunto de Ourém vinha registando, sofrendo mesmo algumas pesadas goleadas, não esquecendo, contudo, que tinha ganho também, no anterior encontro em casa, ao Samora Correia, precisamente por igual marca.

Confirmações – Nas restantes duas partidas, o Fazendense confirmou o favoritismo na recepção aos Empregados do Comércio, pese embora tenho vencido por tangencial 1-0, enquanto o Torres Novas, ganhando no Pego por 2-1, prossegue na senda dos resultados positivos (tendo ascendido à 7.ª posição), vindo, paralelamente, confirmar a tendência descendente dos pegachos (terceira derrota consecutiva, somando oito desaires nas últimos dez jornadas, em que obteve uma única vitória, em Benavente).

De facto, para além de ter visto reduzida à expressão mínima a sua vantagem sobre o Cartaxo (na segunda volta somou somente quatro pontos, ou seja, apenas metade dos obtidos pelos cartaxeiros), o Pego vê ampliar-se já para cinco pontos o seu atraso em relação ao At. Ouriense. Na hipótese de poderem vir a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão, parecem estar encontrados os que acompanharão o Benavente… Pego ou Cartaxo (em princípio, apenas um deles) só se “salvarão” desde que o Alcanenense se mantenha no Nacional.

II Divisão Distrital – Na ronda inaugural da fase de disputa do título de Campeão e, adicionalmente, das três vagas de promoção ao principal escalão do futebol distrital, as três formações visitadas fizeram impor a sua lei, triunfando face aos adversários, com destaque para o Marinhais, que bateu a U. Atalaiense por 3-1, no único jogo entre clubes que haviam disputado diferentes séries na primeira fase. Nos outros dois encontros, vitórias pela margem mínima: 2-1 no caso do Moçarriense, que recebeu o rival U. Santarém; e 1-0 no U. Abrantina-Ferreira do Zêzere, com os abrantinos a pretender confirmar o 1.º lugar alcançado na sua série.

Campeonato de Portugal – Na série de promoção, o Fátima voltou às vitórias, na recepção ao anterior líder, Praiense, tendo ganho por 2-1, tendo igualado este mesmo adversário a nível pontual, partilhando ambos agora a 2.ª posição, somente a um ponto do novo guia, o Torreense, numa série muito equilibrada, na qual, após a disputa de seis jornadas, os seis primeiros classificados se concentram num intervalo de apenas três pontos.

Por seu lado, na série de disputa da manutenção, o Alcanenense obteve novo triunfo, no seu terreno, ganhando por 2-0 ao V. Sernache, repartindo agora também o 2.º posto com o Caldas; contudo, mantém-se inalterada a vantagem de quatro pontos em relação ao 6.º classificado, que define a fronteira da “linha de água” (os clubes classificados nessa posição no final terão de disputar um “play-off” de manutenção). Nesta ronda, destaque para a retumbante goleada (14-1) com que o Mafra “atropelou” o histórico clube da Naval 1.º de Maio, da Figueira da Foz!

Antevisão – No próximo fim-de semana os campeonatos distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, que compreende os seguintes alinhamentos: U. Almeirim-Coruchense, o “jogo-grande” desta ronda, sem um favorito definido; Cartaxo-Amiense e At. Ouriense-Torres Novas, em que, sendo os visitantes, em ambos os casos, favoritos, os “donos da casa” poderão, contudo, surpreender; por fim, a única formação do escalão secundário ainda em prova, U. Santarém, recebe a visita do Mação, em eliminatória que se antevê possa ser também equilibrada.

No Campeonato de Portugal, atingindo-se já a derradeira jornada da primeira volta desta fase final, o Fátima desloca-se a Loulé, para defrontar o histórico Louletano, para já 7.º (penúltimo) classificado, existindo expectativa de um desfecho positivo para os fatimenses; o Alcanenense vai também de viagem, até às Caldas, precisamente o clube com o qual partilha o 2.º lugar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Março de 2017)

U. TOMAR – João Pedro Lopes, David Vieira, Espadinha, Fábio Vieira, Filipe Cotovio (61m – Lucas Nathan), Rui Silva (45m – Douglas Pissona), Nuno Rodrigues (c.), Joca (45m – Telmo Ferreira), Rui Pedro Lopes (71m – Vítor Félix), Diogo Moreira e Chrystian Pedroso

(suplentes – Telmo Rodrigues, António Pinto e Tiago Vieira)

BENAVENTE – Cristiano, Miguel Pereira, Pedro Parrulas, Russo, Diogo Silva, Durães, Fred, Telmo Santos, Marco Teixeira, Nuno Gaiato (c.) e Ivo Antunes (45m – Benjamim)

1-0 – Chrystian Pedroso – 7m
2-0 – Chrystian Pedroso – 42m
3-0 – Rui Pedro Lopes – 49m
4-0 – Rui Pedro Lopes – 52m
5-0 – Chrystian Pedroso – 65m
6-0 – Nuno Rodrigues – 80m

Cartões amarelos – Durães (47m), Russo (56m), Benjamim (58m) e Fred (78m)

Árbitro – Pedro Fonseca

  1.º   2.º  3.º   4.º   5.º   6.º  7.º  8.º  9.º  10.º  11.º 12.º 13.º  14.º

CoruchenseRiachenseSamora CorreiaU. TomarFazendenseAmienseTorres NovasU. AlmeirimMaçãoEmpregados ComércioAtlético OuriensePegoCartaxoBenavente

  54    47    41   40    38   38   34   33    33   25    24    19   18    7

U. Tomar – Benavente – 6-0
Coruchense – Riachense – 0-0
Cartaxo – U. Almeirim – 3-1
Pego – Torres Novas – 1-2
Mação – Samora Correia – 1-2
Fazendense – Emp. Comércio – 1-0
At. Ouriense – Amiense – 2-0

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         23    17     3     3    44 - 15    54
 2º Riachense          23    13     8     2    49 - 22    47
 3º Samora Correia     23    12     5     6    36 - 25    41
 4º U. Tomar           23    12     4     7    34 - 25    40
 5º Fazendense         23    11     5     7    32 - 24    38
 6º Amiense            23    11     5     7    33 - 26    38
 7º Torres Novas       23     9     7     7    22 - 22    34
 8º U. Almeirim        23     9     6     8    28 - 23    33
 9º Mação              23     9     6     8    30 - 28    33
10º Emp. Comércio      23     7     4    12    26 - 38    25
11º At. Ouriense       23     7     3    13    24 - 43    24
12º Pego               23     5     4    14    21 - 36    19
13º Cartaxo            23     5     3    15    25 - 43    18
14º Benavente          23     2     1    20    18 - 52     7

À entrada para as quatro jornadas finais do campeonato, poderemos ter, já hoje, o “jogo do título”, com o líder, Coruchense, a receber o seu único concorrente nessa disputa, Riachense. Caso a turma do Sorraia vença a partida, sagrar-se-á, imediatamente, Campeã. Em paralelo, beneficia ainda da muito confortável vantagem (sete pontos) que um eventual empate lhe continuará a garantir, para as três últimas rondas. Ao invés, caso o grupo de Riachos consiga triunfar, poderá vir ainda a animar essa fase derradeira da prova, uma vez que, nesse cenário, os dois primeiros ficariam separados por apenas quatro pontos, o que implicaria a eventual necessidade de o Coruchense ter de vencer ainda mais dois dos três jogos em falta.

Curiosamente estas duas equipas apenas se encontraram, na I Divisão, na época de 2012-13, tendo então o grupo de Riachos ido vencer a Coruche por 3-1. Esta temporada, na primeira volta, empataram a uma bola, em Riachos. Num jogo necessariamente de tripla, fica a nota adicional de que o Coruchense apenas regista um desaire no seu reduto, ante o União de Tomar – tendo vencido todos os restantes dez jogos –, tal como o Riachense apenas por uma vez foi derrotado em terreno alheio, em Fazendas de Almeirim (para além dos empates em Amiais de Baixo e em Samora Correia).

Na disputa por um lugar no pódio, o U. Tomar recebe o último classificado, Benavente, na expectativa que Amiense (em Ourém) e Samora Correia (em Mação) possam ter algum deslize, para, em caso de vitória, ascender, desde já à 3.ª posição. No histórico de confrontos nas seis últimas temporadas, a tendência favorece os unionistas, com quatro triunfos e duas derrotas, destacando-se as goleadas de 5-1 (em 2014-15) e 4-0 (2010-11).

Será, todavia, um jogo em que os tomarenses não deverão esperar facilidades, pese embora o adversário ter visto já confirmada matematicamente a sua despromoção, atentas as dificuldades criadas pelos benaventenses na partida ante o líder, perdendo por tangencial marca de 2-3, após recuperar de desvantagem de dois golos, tendo inclusivamente chegado ao empate.

Em Mação, o Samora Correia enfrenta, de facto, uma saída de elevado grau de dificuldade, não sendo previsível que possa regressar com os três pontos. Isto, apesar de o desfecho da única vez em que os dois clubes se encontraram nos últimos seis anos, já na época de 2010-11, na altura com uma goleada dos maçaenses por 5-0, ser certamente algo ilusório, dado não reflectir as condições actuais das duas equipas. Aliás, o Mação, não obstante se apresente com ligeiro favoritismo pela sua condição de visitante (apenas perdeu em casa ante o Riachense e o Torres Novas), poderá até vir a dar continuidade ao seu ciclo de três empates.

Em Ourém, o Amiense defronta o Atlético local, que regista quatro desaires nas últimas cinco jornadas, perfilando-se como favorito, embora não seja de afastar a possibilidade de os oureenses conseguirem pontuar. O historial recente de confrontos entre ambas as equipas aponta mesmo nesse sentido, inclusivamente com larga vantagem do At. Ouriense, com 5 vitórias, 1 empate e 1 única derrota ante a formação de Amiais de Baixo.

No Fazendense-Empregados do Comércio, com os Caixeiros praticamente com a tranquilidade assegurada, a formação da casa joga ainda na expectativa de poder subir alguns lugares na tabela, sendo favorito. Nas três vezes em que se cruzaram no principal escalão, nas três últimas temporadas, registo de duas vitórias para os donos da casa, e um triunfo para os “Caixeiros”, em 2014-15.

Na intensa luta pela manutenção, o Pego recebe o Torres Novas, pretendendo, pelo menos, repetir o nulo registado na única vez em que ambas as equipas se defrontaram na I Divisão nos anos mais recentes, na já algo distante temporada de 2010-11, o que lhe permitiria manter ou até reforçar a posição.

Em situação ainda mais aflitiva encontra-se o Cartaxo, que terá a visita do U. Almeirim, a quem venceu, na época passada, por 2-0. Porém, a situação é agora bastante diversa, com os cartaxeiros a atravessar uma série de quatro derrotas sucessivas, tendo sofrido já seis desaires no seu terreno. Poderá valer-lhes o facto de os almeirinenses apenas por uma vez terem vencido fora de casa, em Ourém, pese embora em partida realizada há precisamente um mês.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.03.2017)

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