2016-17


  1.º   2.º  3.º   4.º   5.º   6.º  7.º  8.º  9.º  10.º  11.º 12.º 13.º  14.º

CoruchenseRiachenseAmienseSamora CorreiaFazendenseU. TomarMaçãoU. AlmeirimTorres NovasEmpregados ComércioAtlético OuriensePegoCartaxoBenavente

  47    39   35   32    31    31   30    29   26   19    18   16    15    4

Entrando na sua fase decisiva, o Campeonato Distrital da I Divisão continua a ser disputado, no que ao título e à promoção diz respeito, por dois candidatos, Coruchense e Riachense, pese embora a actual diferença de cinco pontos entre ambos, quando restam jogar oito encontros.

Nesta 19.ª jornada que hoje se realiza – tendo contado já com um jogo antecipado, entre Amiense-Torres Novas –, o destaque vai para o “jogo grande” entre Fazendense e Riachense, com a turma de Riachos, na perseguição ao líder, com mais uma missão de grande dificuldade, necessitando superar-se para não descolar ainda mais. Efectivamente, nos três desafios entre estas duas formações, realizados em Fazendas de Almeirim nos últimos seis anos, nunca o Riachense conseguiu vencer, tendo empatado por duas vezes (ambas a zero), e perdido no primeiro desses jogos. Acresce que o conjunto da casa continua a visar subir na tabela, pelo que se antevê um duelo muito repartido.

Por seu lado, o Coruchense desloca-se ao Pego, onde não deverá também esperar facilidades, perante uma equipa muito necessitada de pontuar, mas em que não deixará de se apresentar como favorito, pelas posições relativas que cada uma das equipas ocupa na tabela classificativa, uma vez que não existe registo de qualquer encontro entre ambas as formações nos últimos 15 anos, à excepção, naturalmente, do jogo da primeira volta, em Coruche, no qual o grupo do Sorraia venceu então por 2-0.

Outro jogo de interesse nesta ronda era também o Amiense-Torres Novas, antecipado para sexta-feira à noite, uma partida entre dois dos clubes com historial mais rico a nível Distrital, em que a tendência pendia para a formação de Amiais de Baixo, com quatro triunfos e um empate, nos últimos seis jogos entre os dois conjuntos, sendo que os torrejanos não conseguiram vencer desde a época de 2010-11.

Por seu lado, em Tomar, o União visa regressar rapidamente aos triunfos, na recepção a uma irreconhecível formação do Cartaxo, penúltimo classificado no campeonato, abaixo da “linha de água”, tendo somado escassas quatro vitórias, apenas uma delas fora do seu reduto, em Benavente, vindo de um desconsolado empate caseiro ante o Pego. Mas os tomarenses têm bem presente os dissabores já sofridos ante esta equipa na presente temporada, com um pesado desaire no campeonato, e a inglória eliminação na Taça do Ribatejo. Acresce que, também o histórico não é muito favorável, com apenas um triunfo dos unionistas em quatro jogos, precisamente na época passada, depois de três igualdades.

Na Ribeira de Santarém, os “Caixeiros”, vindos de um sensacional triunfo em Torres Novas, recebem a visita do Samora Correia, num encontro sem historial a nível do principal escalão do futebol distrital. Um desafio que se antecipa possa ser equilibrado, de difícil previsão, um jogo de “tripla”, eventualmente com ligeiro pendor para os donos da casa.

O At. Ouriense defronta, no seu terreno, o U. Almeirim, que ainda não conseguiu vencer fora do seu reduto. O histórico de confrontos entre estes dois clubes resume-se ao confronto da época passada, então com tangencial vitória dos oureenses, mercê de um solitário golo. Uma partida com algumas similitudes com a anterior, também de desfecho imprevisível, mas que poderá pender para a turma da casa, desde que consiga superar o trauma da goleada sofrida em Riachos na passada jornada.

Por fim, seria a grande surpresa da jornada caso o Mação não conseguisse vencer o Benavente, uma equipa já sem qualquer ambição neste campeonato, que não a de dignificar o nome e as cores do clube. Em sete vezes que se cruzaram, na I Divisão, nas últimas cinco presenças dos benaventenses neste escalão, registam-se quatro vitórias dos maçaenses e dois empates, tendo o Benavente obtido um único triunfo, já em 2011-12. Parece improvável que o possa vir a repetir esta tarde….

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.02.2017)

pulsar-18

(“O Templário”, 16.02.2017)

Como que a confirmar que a lógica do futebol é, muitas vezes, ilógica, o Riachense, que acabara de ser eliminado da Taça do Ribatejo, no seu próprio reduto, pelo Torres Novas, desforrou-se no At. Ouriense, com uma soberba (e inesperada) goleada; enquanto, ao invés, os torrejanos viam quebrar-se o magnífico ciclo de invencibilidade que mantinham há já 14 jogos (incluindo três na Taça), surpreendentemente batidos, no seu terreno, pelos “Caixeiros”.

Destaques – A nível das equipas do topo da tabela, o principal destaque desta 18.ª ronda vai para a goleada imposta pelo Riachense na recepção ao At. Ouriense, ganhando por 6-1, assim colocando termo a uma série de quatro jogos sem vencer no campeonato, mantendo portanto a distância face ao líder, em cinco pontos.

E isto porque o Coruchense, recebendo um difícil adversário, Mação, se impôs por tangencial 2-1, somando assim o sexto triunfo consecutivo no campeonato. Aliás, tem sido o seu desempenho na 2.ª volta da prova que lhe permitiu distanciar-se na liderança, dado que, face aos 15 pontos obtidos em cinco jornadas, se regista a particularidade de nada menos de dez clubes concorrentes (todos os classificados entre o 2.º e o 11.º lugares!) terem somado apenas sete ou oito pontos no mesmo período, num curiosíssimo equilíbrio.

Por fim, é de realçar o retorno do Samora Correia às vitórias, a expensas do União de Tomar, vencendo por 3-1, uma marca excessivamente pesada face à exibição de ambas as equipas, mas em que se sobrepôs a grande eficácia dos samorenses, em contraponto a um União perdulário, que, não tendo entrado bem no jogo, reagiu de forma muito assertiva ao tento sofrido ainda antes da passagem do quarto de hora, podendo também ter marcado igual número de golos, assim tivesse tido mais concentração, eficácia e uma pontinha de sorte. Um desfecho que deixa os unionistas ligeiramente mais longe do pódio (agora a quatro pontos do 3.º classificado), integrando um compacto lote de cinco perseguidores, entre a 5.ª e a 9.ª posições, separados por apenas dois pontos.

Surpresa – A grande surpresa da jornada foi o desaire caseiro do Torres Novas, desta vez falho de argumentos para superar a barreira defensiva dos Empregados do Comércio, acabando mesmo por ser surpreendido por um golo dos “Caixeiros”, que lhes proporcionou um tão inesperado quão saboroso triunfo, que, não obstante, ainda não lhes permite respirar com grande tranquilidade, dado disporem apenas de três pontos de vantagem sobre a “linha de água”.

Por outro lado, também de alguma forma surpreendente terá sido o desfecho do Cartaxo-Pego, com os cartaxeiros a não conseguirem suplantar um opositor directo, que parecia vir em progressiva queda de rendimento, com quatro derrotas sucessivas e sem conseguir ganhar há oito jogos. O empate registado (1-1) mantém ambos os grupos em posição bastante comprometedora, subsistindo o Cartaxo abaixo da “linha de água”, a um ponto do seu opositor do passado fim-de-semana, face ao qual, em caso de igualdade pontual, ficará em desvantagem.

Confirmações – Nas restantes duas partidas, confirmou-se a inexorável tendência de queda no “abismo” do Benavente, agora com um terrível ciclo de oito desaires consecutivos, já a praticamente insuperáveis 12 pontos de atraso da “linha de água”, a oito jornadas do final, isto depois de ter sido derrotado em casa pelo Fazendense, por tangencial 0-1.

Em Almeirim, num desafio de grande interesse, o União local viu também interrompida a sua excelente série de vitórias caseiras, tendo acabado por ceder uma igualdade (também a um golo) na recepção ao Amiense, que mantém o 3.º posto da pauta classificativa, pese embora agora já a sete pontos do Riachense… e a 12 do Coruchense.

II Divisão Distrital – Na série A, o principal destaque vai para o inesperado desaire caseiro do Caxarias, batido por 0-3 por um rival directo na disputa do acesso à fase de apuramento do Campeão, U. Atalaiense. Um passo atrás, numa caminhada que, não obstante faltarem somente quatro jornadas, tem ainda praticamente tudo por decidir, dado o equilíbrio pontual entre 2.º e 5.º classificado (agora, precisamente, a turma da Atalaia e o Caxarias, respectivamente), separados por três pontos, intercalados por U. Abrantina e Rio Maior, ainda com vários desafios envolvendo estes competidores, e com U. Abrantina e Caxarias a beneficiarem de terem um jogo a menos que os restantes. Mais tranquilo está o líder Ferreira do Zêzere, vencedor frente ao Alferrarede (3-1), agora já com uma margem de segurança de cinco pontos face ao 4.º lugar.

Na série B, Moçarriense (ganhando 1-0 ao Marinhais) e U. Santarém (2-0 na recepção ao Benfica do Ribatejo) ficaram muito bem encaminhados para o apuramento para a fase final (respectivamente com sete e seis pontos de vantagem sobre os “benfiquistas”), com a terceira vaga a decidir entre Marinhais e Benfica do Ribatejo, actualmente separados por dois pontos.

Campeonato de Portugal – As duas equipas representativas do Distrito entraram com o “pé direito” na segunda fase da competição. Na série de promoção, o Fátima ganhou ao Operário de Lagoa por 2-0, partilhando desde já a liderança com Sacavenense e Farense, todos com 3 pontos. Na série de disputa da manutenção, o Alcanenense, ganhando ao Mafra por 2-1, reparte também o comando com o Caldas e os mafrenses, todos com 10 pontos, agora com cinco pontos de vantagem em relação à “linha de água”, traçada entre V. Sernache e Carapinheirense.

Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão, destaque para o “jogo grande” entre Fazendense e Riachense, com a turma de Riachos, na perseguição ao líder, com mais uma missão de grande dificuldade. Por seu lado, o Coruchense desloca-se ao Pego, onde não deverá também esperar facilidades, mas em que se apresenta como favorito.  De interesse será também o Amiense-Torres Novas, enquanto o U. Tomar visa regressar rapidamente aos triunfos, ante o Cartaxo.

Na II Divisão, a Norte, realce para o Rio Maior-Caxarias, partida pela qual poderá passar alguma da definição do futuro desta série; a Sul, nota especial para o “derby” Marinhais-Glória.

No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Torres Vedras, enquanto o Alcanenense visita Vila Franca de Xira, actual 5.º classificado, apenas um ponto acima da “linha de água”..

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Fevereiro de 2017)

SAMORA CORREIA – Bruno Alves, João Praia, Ivan Baptista, Tiago Carvalho, Armando Rodrigues, Elvis Tavares, Fabinho (84m – Nuno Farinha), Cococha (84m – Rafael Milheiro), Joca, Bruno Bexiga (c.) e Carlitos (57m – Dylan Oliveira)

U. TOMAR – Telmo Rodrigues, David Vieira, Espadinha (45m – Chrystian Pedroso), Fábio Vieira, Filipe Cotovio (84m – Lucas Nathan), Rui Silva, Nuno Rodrigues (c.), Rui Pedro Lopes (69m – Vítor Félix), Joca, Tiago Vieira e Diogo Moreira (84m – Telmo Ferreira)

(suplentes – João Pedro Lopes, António Pinto e Miguel Arcângelo)

1-0 – Joca – 15m
2-0 – Dylan Oliveira – 71m
3-0 – Bruno Bexiga (pen.) -75m
3-1 – Rui Silva – 90m

Cartões amarelos – Tiago Carvalho (45m), Bruno Bexiga (45m), Bruno Alves (60m) e João Praia (65m); Diogo Moreira (40m), Filipe Cotovio (54m), Nuno Rodrigues (61m) e Fábio Vieira (75m)

Árbitro – Rui Inácio

Cartaxo – Pego – 1-1
Coruchense – Mação – 2-1
Benavente – Fazendense – 0-1
Riachense – At. Ouriense – 6-1
U. Almeirim – Amiense – 1-1
Torres Novas – Emp. Comércio – 0-1
Samora Correia – U. Tomar – 3-1

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Coruchense         18    14     2     2    35 - 10    44
 2º Riachense          18    11     6     1    41 - 18    39
 3º Amiense            18     9     5     4    28 - 18    32
 4º Samora Correia     18     9     4     5    29 - 21    31
 5º Fazendense         18     8     4     6    27 - 21    28
 6º U. Tomar           18     8     4     6    22 - 20    28
 7º Mação              18     8     3     7    24 - 24    27
 8º U. Almeirim        18     7     5     6    22 - 18    26
 9º Torres Novas       18     7     5     6    16 - 18    26
10º At. Ouriense       18     5     3    10    19 - 32    18
11º Emp. Comércio      18     5     3    10    19 - 35    18
12º Pego               18     4     4    10    16 - 28    16
13º Cartaxo            18     4     3    11    19 - 31    15
14º Benavente          18     1     1    16    13 - 36     4

Arrumada que está mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, em que se destaca o afastamento dos finalistas da época passada (os actuais detentores do troféu, Fazendense, e Riachense), assim como a inglória eliminação do União de Tomar, no desempate da marca de grande penalidade, no Cartaxo, voltamos a concentrar-nos no campeonato.

Com a I Divisão Distrital a atingir a 18.ª jornada, entrando-se portanto no derradeiro terço da prova, sobressai, em especial, o confronto entre Samora Correia e União de Tomar, dois clubes que repartem actualmente o 4.º posto, e com a mira ainda apontada a um lugar no pódio. As últimas vezes que samorenses e unionistas se cruzaram no principal escalão foi na já distante temporada de 2010-11, com dois desafios em Samora, tendo o União ganho um (por 3-2) e empatado o outro (1-1). Com os samorenses a parecer passar por alguma crise de resultados, com duas derrotas sucessivas, a última delas, precisamente, em casa, ante o Torres Novas, esta poderá ser uma boa oportunidade para os tomarenses arrecadarem os três pontos em disputa.

As ambições dos dois clubes anteriores na presente edição do campeonato estão também, de alguma forma, condicionadas pelo desempenho do Amiense, actual 3.º classificado, com curta vantagem de três pontos, que até poderá dissipar-se já por completo, em função de uma sempre difícil visita a Almeirim, para defrontar o União local, ainda invicto no seu reduto, onde mantém uma sensacional série de sete vitórias consecutivas. As duas formações apenas se defrontaram por uma vez, na época passada, então com igualdade a duas bolas.

Quanto aos dois primeiros classificados, actuam nos respectivos terrenos, sendo favoritos, mas devendo estar de pré-aviso, perante adversários que não lhes facilitarão a tarefa.

O comandante, Coruchense, recebe o Mação (6.º classificado, mas apenas um ponto abaixo de samorenses e unionistas), apontando o historial recente para o favoritismo da turma do Sorraia: nas três vezes em que se encontraram em Coruche, dos campeonatos de 2013 a 2015, o grupo da casa venceu por duas vezes, apenas tendo consentido uma derrota, no final de 2012 num contexto distinto, numa ocasião em que procurava então escapar à despromoção ao escalão secundário.

Por seu lado, o Riachense terá a visita de um motivado At. Ouriense, com 18 golos marcados em quatro jogos da Taça do Ribatejo. A surpresa poderá estar à espreita, numa ronda em que a turma de Riachos procura pôr cobro a uma série de quatro jogos sem ganhar para o campeonato, e superar o trauma da eliminação caseira na Taça. Caso contrário, a formação do Sorraia, ganhando, poderia começar a encomendar as faixas… Também neste caso estes dois clubes se defrontaram por três vezes em anos recentes, e, igualmente, com dois triunfos para os “donos da casa”, depois, de no primeiro encontro, em 2012-13, terem sido desfeiteados no seu terreno.

Determinante para outras contas – as da luta pela fuga à despromoção – poderá ser o Cartaxo-Pego, em que, a haver uma equipa derrotada, ficará certamente em má condição, não apenas pontual, mas, sobretudo, anímica. Vindo de desfechos diametralmente opostos na Taça, os pegachos debatem-se ainda com uma série muito negativa de quatro desaires sucessivos, não ganhando já há oito jogos. Na única vez em que os destinos destas equipas se cruzaram, já na distante temporada e 2010-11, o At. Ouriense não deixou então os seus “créditos por mãos alheias”, goleando por 7-0. Esta tarde, antecipa-se que possa repetir o triunfo, mas, certamente, por números mais modestos…

Envolvendo também um conjunto ainda a passar por algumas aflições, pese embora a boa recuperação que vem encetando, apenas tendo perdido um dos seis últimos jogos para o campeonato, os Empregados do Comércio deslocam-se a Torres Novas, com os torrejanos a almejar dar continuidade à sua fantástica série de 14 jogos consecutivos de invencibilidade, aspirando a continuar a subir na pauta classificativa. Curiosamente, o histórico recente de confrontos entre ambos os emblemas dá nota de algum equilíbrio, com dois empates (nos últimos dois anos) e uma vitória torrejana.

Por fim, o “lanterna vermelha” e já praticamente sentenciado Benavente recebe o Fazendense, também a carpir as mágoas da eliminação na Taça, mas que se perfila como favorito para este encontro. Estas duas formações já se defrontaram por seis vezes, nas seis épocas mais recentes, com duas vitórias dos benaventenses, um empate e três triunfos para o grupo de Fazendas de Almeirim.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.02.2017)

pulsar-tribatejo-1-8-final

(“O Templário”, 09.02.2017)

Logo na primeira ronda a eliminar da Taça do Ribatejo (1/8 de final), ficaram pelo caminho os dois finalistas da temporada anterior (incluindo portanto o actual detentor do troféu, Fazendense), assim como – uma vez mais infeliz nesta competição, que nunca conseguiu conquistar –, o União de Tomar, caídos, respectivamente, às mãos de Amiense, Torres Novas e Cartaxo.

Destaques – Efectivamente, o grande destaque desta eliminatória vai para o triunfo do Torres Novas no “derby”, nos Riachos, batendo o Riachense, finalista da época passada, mercê de um solitário tento, devolvendo assim (precisamente por igual marca) a derrota que sofrera na fase de grupos desta mesma competição, em mais uma cabal demonstração de que não há dois jogos iguais. Os torrejanos, com uma campanha sensacional, depois de um arranque de pesadelo, ampliaram agora já para 14 o número de jogos sem derrota, mantendo a invencibilidade desde o passado dia 16 de Outubro, perfilando-se como um dos favoritos à conquista da taça.

Outra nota de realce vai para a categórica marca com que o Amiense, recebeu e bateu o detentor do troféu, Fazendense, ganhando por 3-0, apresentando-se portanto também como sério candidato à vitória final na prova, ainda a par do Coruchense,

Surpresas – A principal surpresa veio de Benavente, onde o “lanterna vermelha” da I Divisão, a confirmar a sua péssima temporada, agora já completamente desmobilizado de qualquer objectivo, que não o da salvaguarda da dignidade, foi goleado (0-3) pelo U. Santarém, único clube do escalão secundário a seguir em frente na prova, avançando já para os 1/4 de final. Um caso em que será maior a surpresa pelos números alcançados pelos escalabitanos que, propriamente, pela turma vitoriosa, dado estarmos perante duas formações com trajectórias de sentido inverso, que, possivelmente, trocarão de divisão na próxima época.

A outra surpresa foi a eliminação do União de Tomar, uma vez mais a experimentar grandes dificuldades na deslocação ao Cartaxo, onde raramente foi feliz – a última vitória aí alcançada pelos unionistas data já de Março de 2010 –, permitindo aos cartaxeiros adiantarem-se, por duas vezes, com os tomarenses sempre a correr “atrás do prejuízo”, acabando por conseguir ainda fixar o empate a duas bolas, já próximo do final do tempo regulamentar, numa partida em que, contudo, ficaram a dever a si próprios um resultado mais positivo.

Depois, no ingrato e inglório desempate da marca de grande penalidade, as coisas até começaram bem, com o guardião unionista (João Pedro Lopes) a defender o primeiro remate, mas os unionistas acabariam por desperdiçar os dois últimos pontapés (perdendo por 3-4), assim se vendo prematuramente afastados de uma prova na qual tinham legítimas aspirações. Afinal, o reverso do que sucedera na época passada, em que, defrontando este mesmo oponente, mas, nessa ocasião, com um plantel bastante mais forte do que o deste ano, fora então o União de Tomar a ser mais feliz na marca de grande penalidade.

Confirmações – Nos restantes desafios, o líder da I Divisão Distrital goleou o Pego por inequívoca marca de 6-2, depois de ter passado por uma fase de algum “adormecimento”, em que chegou a permitir ao adversário chegar à desvantagem mínima de 3-2; por seu lado, nos três outros encontros entre equipas de escalão diferente, os conjuntos da I Divisão confirmaram o seu natural favoritismo, também com o At. Ouriense a golear o Glória do Ribatejo (6-1) – com os oureenses, com um impressionante “score” de 18 golos marcados em quatro jogos na prova –, enquanto o U. Almeirim voltou a vencer fora do seu reduto, impondo-se por 2-0 na deslocação a Abrantes, frente à U. Abrantina; por fim, o Mação recebendo o líder da II Divisão, Moçarriense, terá passado por mais dificuldades que o expectável, ganhando por tangencial 1-0.

Antevisão – No próximo fim-de-semana, regressam os campeonatos distritais, com a 18.ª ronda na I Divisão, entrando-se portanto no último terço da prova, na qual sobressai, em especial, o confronto entre Samora Correia e União de Tomar, dois clubes que repartem actualmente o 4.º posto, e com a mira ainda apontada a um lugar no pódio. Isto, porque, por outro lado, o 3.º classificado, Amiense, terá uma difícil deslocação a Almeirim, para defrontar o União local.

Quanto aos dois primeiros classificados, actuam nos respectivos terrenos, sendo favoritos, mas devendo estar de pré-aviso, perante adversários que não lhes facilitarão a tarefa: o comandante, Coruchense, recebe o Mação (6.º classificado, mas apenas um ponto abaixo de samorenses e unionistas); enquanto o Riachense terá a visita de um motivado At. Ouriense. A surpresa poderá estar à espreita, numa ronda em que a turma de Riachos procura pôr cobro a uma série de quatro jogos sem ganhar para o campeonato, e superar o trauma da eliminação caseira na Taça. Caso contrário, a formação do Sorraia, ganhando, poderia começar a encomendar as faixas…

Determinante para outras contas poderá ser o Cartaxo-Pego, em que, a haver uma equipa derrotada, ficará certamente em má condição, não apenas pontual, mas, sobretudo, anímica.

Na II Divisão, a Norte, o destaque vai, por inteiro, para o Caxarias-U. Atalaiense, dois clubes que repartem o 2.º lugar, e em que, na eventualidade de novo triunfo do Caxarias, tal poderá traduzir um decisivo passo em frente para o apuramento para a segunda fase; a Sul, realce para os embates Moçarriense-Marinhais e U. Santarém-Benfica do Ribatejo, de maior responsabilidade para este último que, em caso de derrota, pode ver escapar as suas aspirações.

O Campeonato de Portugal dá início à sua segunda fase, com os dois clubes representantes do Distrito em patamares distintos: o Fátima, a disputar a série de apuramento de promoção (e de acesso à Final, para definição do Campeão), recebe precisamente o Operário de Lagoa (2.º classificado da sua série, na fase inicial); por seu lado, o Alcanenense, integrado na série de disputa da manutenção, jogando também no seu terreno, terá uma difícil visita, do Mafra.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Fevereiro de 2017)

Página seguinte »