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Depois de uma contenda “taco a taco” ao longo de oito meses pelo título de Campeão Distrital, que acabou por sorrir aos escalabitanos, União de Santarém e Coruchense enfrentam-se hoje no primeiro de dois “rounds” sucessivos, em disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo, em partida a disputar no Entroncamento; logo de seguida, já na próxima semana, a Supertaça Dr. Alves Vieira, que terá por palco o Estádio com o mesmo nome, em Torres Novas.

Nas 41 edições anteriores da “prova rainha” do futebol distrital, o emblema do Sorraia conquistou já por três vezes o respectivo troféu, em 1996 e 1997 e, mais recentemente, em 2015, sendo superado, a nível de palmarés, apenas pelo Fazendense (com quatro Taças conquistadas). Por seu lado, os homens da capital do Distrito contam com uma única vitória na competição, há precisamente 40 anos.

Estes dois clubes históricos marcaram igualmente presença em finais da Taça noutras edições relativamente recentes da prova: nos últimos 15 anos cada um deles perdeu por duas ocasiões o desafio decisivo da “festa da Taça” (o Coruchense, em 2005, frente ao Amiense, e em 2017, ante o Mação; o U. Santarém em 2006 e 2007, desfeiteado pelo Fazendense e pelo Ouriquense).

Na edição da presente temporada, o Coruchense começou por deixar para trás, na fase de grupos, o Cartaxo e o Salvaterrense, numa série em que participou também o surpreendente Espinheirense, tendo a formação do Sorraia vencido os três encontros disputados, incluindo no Cartaxo.

Por coincidência, voltaria a cruzar-se com o conjunto do Espinheiro nos 1/8 de final, vencendo novamente, agora por 3-0 (depois de 4-0 na fase inicial). Nos 1/4 de final, com uma exibição algo frouxa, tendo empatado a um golo, no seu reduto, com o actual detentor do troféu, União de Tomar, valeu-lhe a maior experiência no desempate da marca de grande penalidade.

Por fim, nas meias-finais, o Coruchense começou por ir vencer a Abrantes, a equipa sensação desta época no escalão secundário, por 1-0, repetindo depois a igualdade a uma bola, na 2.ª mão.

Já o U. Santarém superiorizou-se igualmente na fase de grupos, tendo sido vencedor da sua série, à frente do União de Tomar (que bateu por 4-1), depois de uma “entrada em falso” com um surpreendente empate (1-1) no terreno da Ortiga, tendo ganho ainda por tangencial 1-0 no Tramagal.

Nos 1/8 de final, outro empate a uma bola, no Pego, foi desfeito também por via dos pontapés da marca de grande penalidade, para, nos 1/4 de final, num “derby” municipal, a formação de Santarém derrotar o Amiense por 2-0.

Nas meias-finais, depois de um triunfo por margem pouco cómoda (2-1), em casa, ante o Marinhais, o grupo escalabitano confirmaria a presença na final, ganhando pela mesma marca fora de casa.

Não existindo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, nas duas ocasiões em que se defrontaram para o campeonato, registaram-se igualmente dois empates, sempre a um golo.

No imediato, a equipa de Santarém, com o ânimo em alta, pela conquista do título de Campeão, alcançado com uma ultrapassagem em cima da “linha de meta”, aparenta dispor de teórico favoritismo para o desafio desta tarde. Veremos como reagirá o Coruchense à adversidade de ter deixado escapar, na derradeira ronda, o 1.º lugar no campeonato, e que resposta poderá dar ao desaire sofrido em Almeirim.

Em qualquer caso, antecipa-se um aliciante embate entre os dois principais protagonistas do futebol distrital nesta temporada.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.05.2019)

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Hertz

Chega hoje ao seu termo esta maratona de 26 jornadas do Campeonato Distrital da I Divisão, com a incerteza a subsistir até final, quer no que respeita ao clube que virá a sagrar-se Campeão e, consequentemente, será promovido aos Nacionais – o que já não sucedia desde 2012 -, quer em relação à equipa que acompanhará o Alcanenense na descida ao escalão secundário.

O Coruchense, dependendo apenas de si próprio, enfrenta contudo uma deslocação de elevado grau de dificuldade, a Almeirim, para defrontar o 3.º classificado… E, dispondo de um único ponto de vantagem, apenas a vitória lhe garantirá, automaticamente, a reconquista do título, o que a suceder, corresponderia ao terceiro campeonato ganho sucessivamente, nas suas três últimas participações na prova.

O histórico recente de confrontos entre os dois clubes, em Almeirim, restringe-se ao desafio disputado há dois anos, então com triunfo da formação do Sorraia por tangencial 1-0.

Esta tarde, os almeirinenses já nada têm a ganhar ou a perder, visto terem já garantido matematicamente a 3.ª posição, que lhes confere o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal, pelo que será apenas uma questão de dignidade, a de procurar o melhor resultado possível.

Num jogo que se afigura de tripla, veremos como lidarão os homens de Coruche com a pressão da necessidade de ganhar… Mas, em paralelo, a motivação de preservar o 1.º lugar poderá ser um factor a jogar a seu favor.

Por seu lado, o U. Santarém, recebendo o Torres Novas, poderá sagrar-se Campeão Distrital da I Divisão (no que seria uma sequência perfeita face ao título conquistado na época passada no escalão secundário), caso vença, desde que o conjunto do Sorraia não ganhe o seu desafio. Os escalabitanos poderão até “fazer a festa”, mesmo com um empate, num eventual cenário em que o Coruchense viesse a perder.

Por curiosidade, a igualdade (a uma bola) foi precisamente o desfecho da última vez em que os dois clubes se cruzaram em Santarém, já há quatro épocas.

Veremos se, tal como sucedeu na última jornada da primeira volta – então com o Coruchense a ser goleado, no seu próprio reduto, pelo U. Almeirim (por 3-0) –, o U. Santarém conseguirá voltar a arrebatar a liderança ao seu rival, no derradeiro “instante”…

Na luta pela permanência, à equipa da Glória do Ribatejo, que recebe o União de Tomar, bastar-lhe-á um eventual empate para garantir automaticamente a manutenção na Divisão principal. Aliás, a equipa da casa poderá inclusivamente perder com os nabantinos, desde que o Marinhais não ganhe em Alcanena…

Nas duas vezes que os dois clubes se defrontaram na Glória, ambas já na distante temporada de 2012-13, registou-se uma vitória para cada lado: o União de Tomar começou por ganhar (4-1) na fase regular do campeonato; tendo perdido por 1-3 na fase final.

No jogo de Alcanena – agora com o Alcanenense já sentenciado a segunda despromoção sucessiva, desde o Nacional até ao escalão secundário do Distrital – só um possível triunfo do Marinhais lhe poderá proporcionar ainda alguma esperança na manutenção… dependendo de uma derrota da Glória, conjugação de resultados que, nesse caso, relegaria esta equipa para a II Divisão.

Não existindo historial recente de confrontos entre Alcanenense e Marinhais (à excepção da partida da primeira volta, em Marinhais, então com um empate a um golo), o desfecho do jogo desta tarde poderá também, de alguma forma, depender das notícias que possam ir chegando da Glória do Ribatejo (como fonte suplementar de ânimo… ou desânimo), isto pese embora a “indispensabilidade” de obtenção dos três pontos por parte dos visitantes.

Os restantes três encontros desta última ronda serão já, sobretudo, para “cumprir calendário”.

No Amiense-Fazendense, um embate entre dois emblemas históricos do futebol distrital, já repetido por nove vezes nos últimos oito anos, assinala-se uma forte tendência de repartição de pontos, com seis empates, face a apenas duas vitórias do grupo de Amiais de Baixo e um único triunfo dos homens das Fazendas, já em 2014-15.

Por seu lado, Samora Correia e At. Ouriense defrontaram-se em três ocasiões, com vitórias dos samorenses nas duas últimas épocas, depois de um êxito dos oureenses em 2010-11. Esta tarde, o factor casa poderá voltar a ter alguma influência.

Por fim, as equipas do Ferreira do Zêzere e do Cartaxo encontraram-se, na última temporada, tendo empatado a um golo, um resultado que não surpreenderia se se repetisse hoje, pese embora Wemerson Silva pretenda certamente voltar a ampliar a sua contagem na lista dos melhores marcadores da prova, de que, muito provavelmente, se sagrará vencedor pelo segundo ano consecutivo, depois do feito conseguido na época passada, então ao serviço do União de Tomar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.05.2019)

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Após a pausa da quadra pascal, está de regresso o Campeonato Distrital da I Divisão, com a disputa da sua penúltima jornada, na qual os dois candidatos ao título serão fortemente colocados à prova.

O líder, U. Santarém, visita Tomar, com os nabantinos a pretender concluir da melhor forma o excelente ciclo de resultados averbados ante os (então) cinco clubes que aspiravam ainda ao lugar cimeiro da pauta classificativa.

Em anos recentes, estes dois clubes históricos cruzaram-se, no principal escalão, uma única vez, já na temporada de 2014-15, então com uma goleada de 4-0 para os tomarenses. Na época passada, na 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, o resultado saldou-se por uma igualdade (1-1), que proporcionou o apuramento do U. Tomar para a final da prova, cujo troféu viria a conquistar.

Esta tarde, os escalabitanos, sem margem de erro, dada a escassa vantagem de que dispõem (um único ponto), serão favoritos, mas os donos da casa não deixarão de procurar mais um resultado positivo.

Por seu lado, o agora perseguidor, Coruchense, recebe a visita do desinibido e sempre ambicioso grupo do Amiense.

Nos últimos anos, estas duas equipas defrontaram-se, na I Divisão, em Coruche, por quatro vezes, com três vitórias da turma do Sorraia e um triunfo do conjunto de Amiais de Baixo, já em 2012-13.

Se o U. Santarém não pode arriscar qualquer deslize, para o Coruchense, mesmo um eventual empate no jogo de hoje seria um desfecho que poderia significar, desde já, a entrega virtual do título ao seu concorrente. Os homens da casa apenas podem continuar a agarrar-se à esperança que a matemática ainda lhes proporciona, mas tal implica, necessariamente, vencer os seus jogos. Veremos se o Amiense, que não desistiu ainda da possibilidade de atingir um lugar no pódio, o que, porém, só poderia alcançar se conseguisse vencer os dois desafios que lhe restam, estará “pelos ajustes”.

Outro encontro de interesse será o que opõe o Cartaxo e U. Almeirim, dois dos clubes que mais apostaram nesta época, agora já afastados do objectivo primordial, mas ainda a pretender alcançar a melhor posição possível, em especial no caso dos almeirinenses, visando manter-se no pódio, o que, assinale-se, significará o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal.

Estes dois clubes encontraram-se no Cartaxo nas três últimas temporadas, com dois triunfos dos cartaxeiros e uma vitória da formação de Almeirim, precisamente na época passada, e por 3-0.

Esta tarde, um empate até poderá servir os objectivos do U. Almeirim, equipa que, em função da sua condição de visitado, se apresenta inclusivamente como favorito a somar os três pontos, frente a um opositor que não sabe o que é ganhar há já cinco jornadas.

Fazendense e Samora Correia, posicionados tranquilamente a meio da tabela, curiosamente empatados em pontos no 8.º lugar, já sem objectivos especiais a alcançar neste campeonato, encontram-se nas Fazendas de Almeirim, num confronto disputado por três vezes nos últimos oito anos, sempre com vitória dos donos da casa.

Em função do desempenho recente de ambas as turmas, com o Fazendense, que vem de três desaires sucessivos, a pretender certamente quebrar tal ciclo negativo, o empate afigura-se um cenário de forte probabilidade.

As duas equipas que garantiram, na jornada anterior, a manutenção, Torres Novas e Ferreira do Zêzere, cruzam-se esta tarde, agora já completamente tranquilas, com os torrejanos a pretender rectificar o inesperado desfecho da partida da época passada, na qual sofreram, no seu próprio reduto, uma goleada por 4-0. Esta tarde, os torrejanos surgem como favoritos, mas a repartição de pontos é também uma possibilidade.

Na disputa pela manutenção, teremos como que uma final, num escaldante “derby” entre Marinhais e Glória do Ribatejo, com a curiosidade suplementar de os visitados terem de enfrentar, nas duas últimas rondas, os seus dois opositores em tal contenda (encerram o campeonato em Alcanena).

Não há registo de desafios entre os dois clubes do município de Salvaterra de Magos no principal escalão (à excepção do jogo da primeira volta, com triunfo da equipa da Glória por 2-1). As últimas vezes que se defrontaram em Marinhais, então a contar para a II Divisão, foram na época passada, também com duas vitórias da Glória (por 1-0 na fase de apuramento de Campeão; depois de 2-0 na fase regular do campeonato).

Este é um verdadeiro jogo de tripla, de prognóstico imprevisível, sendo que apenas um eventual novo triunfo dos visitantes implicaria desde já, em termos matemáticos, a salvação do grupo da Glória, condenando, em paralelo, Marinhais e Alcanenense à descida ao escalão secundário.

Quanto ao Alcanenense, em posição ainda mais delicada, só outra (pouco provável) vitória em Ourém, frente ao At. Ouriense, lhe permitiria evitar, desde já, o consumar da despromoção.

Assim, resta à turma de Alcanena sonhar com a repetição dos resultados averbados em Ourém nas três últimas vezes que aí jogou, nas já distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12, tendo então ganho esses três encontros, depois de um único triunfo do At. Ouriense, na primeira daquelas épocas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 28.04.2019)

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A faltar três jornadas para o termo do Campeonato Distrital da I Divisão, agora com o caminho para o título a estreitar-se decisivamente, em disputa entre apenas dois candidatos (o novo líder, U. Santarém, e a equipa que comandou durante praticamente toda a época, Coruchense), começa por destacar-se, precisamente, o desafio que oporá o grupo do Sorraia ao Cartaxo, em mais um sério teste aos homens de Coruche, que não poderão sofrer qualquer deslize.

O histórico recente é totalmente favorável aos donos da casa, que ganharam nas três ocasiões em que estes dois clubes se defrontaram. A questão, nesta altura, é que os cartaxeiros seguem numa já bem longa série de invencibilidade de 13 jornadas, não obstante venham de quatro empates sucessivos.

Já sem nada de significativo a ganhar ou perder, o Cartaxo pretenderá manter tal série invicta. Por seu lado, o Coruchense, pese embora denote estar em quebra há algumas semanas, e podendo acusar o impacto motivacional da perda da liderança, deverá ainda pensar que lhe poderá “bastar” ganhar os três (difíceis) jogos que tem a disputar para, eventualmente, conquistar ainda o ambicionado título, pelo que será mais provável o triunfo dos visitados.

Em teoria, de menor grau de dificuldade será o obstáculo a transpor pelo U. Santarém, recebendo o Marinhais, porém com este oponente também em acesa disputa pelos pontos que lhe permitam a “salvação” e bastante motivado pela sensacional reviravolta que conseguiu realizar na semana passada, obtendo aquela que foi, apenas, a sua segunda vitória em toda a competição.

Não havendo histórico recente de confrontos entre ambos no principal escalão, as últimas vezes que se defrontaram em Santarém, então a contar para a II Divisão, foi na época passada, por duas ocasiões, com duas goleadas para os escalabitanos: 4-0 na fase de apuramento de Campeão (em que o U. Santarém viria a conquistar o título, com o Marinhais a ser vice-campeão), depois de, na fase regular da prova, terem aplicado “chapa 6”. Hoje, possivelmente por números mais equilibrados, o U. Santarém volta a ser favorito.

Em Almeirim, o União local, que viu esfumarem-se em Tomar as suas últimas esperanças na conquista do título, recebe o Torres Novas, certamente disposto a lutar pelo melhor lugar possível na classificação, que até poderá ser ainda o 2.º…

Estes dois clubes históricos do Distrito defrontaram-se em três ocasiões, em anos recentes, com absoluto equilíbrio: uma vitória para cada lado e um empate. Esta tarde, e não obstante o bom desempenho dos torrejanos na segunda volta do campeonato (tendo perdido uma única vez), e vindo de um empate ante o Coruchense, a perspectiva parece pender mais para um triunfo dos almeirinenses.

O Samora Correia recebe a visita do Amiense, num embate já ocorrido por quatro vezes nos últimos oito anos, sem que a turma de Amiais de Baixo se tenha ainda conseguido estrear a vencer, registando-se dois triunfos dos samorenses e dois empates. Com as duas equipas com o respectivo posicionamento na tabela praticamente estabilizado, este afigura-se um jogo propenso ao empate.

Na intensa luta pela manutenção, o Glória do Ribatejo, recebendo o At. Ouriense, poderá, caso pontue, distanciar-se mais da zona perigosa (de que dispõe, actualmente, de dois escassos pontos de vantagem).

Estes dois clubes cruzaram-se uma única vez na I Divisão, na Glória, já na temporada de 2012-13, então com vitória categórica dos oureenses, por 3-0. Hoje, perspectiva-se um cenário diferente, restando saber se os homens da casa conseguirão dar sequência ao excelente resultado averbado nas Fazendas de Almeirim.

Por seu lado, o “lanterna vermelha”, Alcanenense, joga uma das últimas cartadas para procurar escapar ao que vai parecendo cada vez mais inevitável: a segunda descida de Divisão em dois anos sucessivos, desde o Nacional, até ao escalão mais baixo do futebol distrital!

Recebe, precisamente o Fazendense, derrotado em casa, no passado Domingo, pela equipa da Glória. Os conjuntos de Alcanena e das Fazendas encontraram-se, em anos recentes, por três vezes, com duas vitórias dos visitados e uma dos forasteiros. Porém, estes encontros datam já de há sete e oito anos, pelo que não constituirão indicador preciso para o que se poderá passar hoje. Parece pouco provável que o Alcanenense consiga repetir a vitória alcançada na jornada inaugural, a única que conta no seu registo neste campeonato.

Nota ainda para um sempre aliciante “quase derby”, entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar, com os visitados, algo inesperadamente, a necessitar ainda pontuar para confirmar em definitivo a tranquilidade.

Na época passada, os ferreirenses surpreenderam os unionistas, ganhando por 2-1, alcançando a sua primeira vitória ao fim de 15 jogos entre ambos os clubes. Esta tarde, um eventual empate poderá não desagradar a qualquer das equipas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 14.04.2019)

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O terceto da frente do campeonato enfrenta hoje deslocações de alto risco, em que o perigo poderá estar à espreita, numa altura da prova em que eventuais deslizes poderão ser altamente comprometedores.

O comandante, Coruchense, outra vez com a liderança presa por um escasso ponto de vantagem, viaja até Torres Novas, equipa que, em nove jogos na segunda volta, perdeu uma única vez (em Amiais de Baixo), vindo de um positivo empate no Cartaxo.

Estes dois emblemas cruzaram-se, na I Divisão Distrital, por três vezes, nas últimas oito temporadas, não tendo ainda os torrejanos conseguido estrear-se a vencer em casa perante o adversário desta tarde, registando-se dois empates e uma vitória da formação do Sorraia.

Nas últimas semanas o Coruchense vem dando mostras de algumas dificuldades em impor-se aos seus oponentes, não obstante mantenha a invencibilidade na segunda volta, em nove jornadas já disputadas (no que é acompanhado pelo U. Santarém e pelo Cartaxo). Um eventual empate no desafio de hoje não constituiria grande surpresa.

Por seu lado, o U. Santarém desloca-se até Ourém, onde encontrará uma equipa do At. Ouriense, motivada pelo triunfo obtido em Ferreira do Zêzere, que pretenderá defender a 6.ª posição que agora alcançou.

Num embate entre dois históricos do Distrito, curiosamente não existe historial recente de confrontos entre ambos. Pese embora as dificuldades que certamente lhes serão colocadas pelos homens da casa, os escalabitanos perfilam-se como favoritos a somar três pontos, na expectativa de poder ascender à liderança do campeonato.

O U. Almeirim, que segue com três vitórias consecutivas, actualmente a melhor série em curso, visita a cidade dos Templários, tendo como adversário um grupo do U. Tomar bastante motivado para defrontar as equipas do topo da tabela, pretendendo dar sequência a um notável ciclo em que, por três semanas consecutivas, somou pontos face a três candidatos ao título – aliás, tendo entretanto afastado dois deles (Cartaxo e Amiense) de tais aspirações.

Unionistas de Tomar e de Almeirim encontraram-se também em três ocasiões, precisamente nas três últimas temporadas, com o pleno de triunfos para os nabantinos. No encontro de hoje, será certamente difícil repetir a vitória, mas os almeirinenses terão também de estar ao seu melhor nível para poder continuar a sonhar com o título.

Em Amiais de Baixo, Amiense e Cartaxo – agora já sem pretensões ao 1.º lugar – disputam, em confronto directo, a 4.ª posição.

Este é o embate mais vezes repetido de entre o cartaz desta jornada, com seis jogos entre ambos, em Amiais de Baixo, nas últimas oito épocas. O Amiense tem registado algum predomínio, com três vitórias contra apenas uma dos cartaxeiros, para além de dois empates.

No desafio desta tarde, que se antevê de grande interesse, esperando-se que seja aberto e com golos, qualquer dos três desfechos se afiguram possíveis, sendo que o factor casa poderá fazer pender a tendência do jogo para os visitados, não estando também fora de causa a possibilidade de o Cartaxo vir a registar quarta igualdade consecutiva no campeonato, visando preservar a invencibilidade nesta segunda metade da competição.

Nos restantes três jogos predominará a luta pela permanência no principal escalão do futebol distrital, com tarefas que se antecipam muito difíceis para a Glória do Ribatejo e para o Alcanenense.

A equipa da Glória visita as Fazendas de Almeirim, num confronto jogado uma única vez nos últimos oito anos, a nível da I Divisão, já na temporada de 2012-13, então com vitória tangencial do Fazendense, por 2-1. Também apostados em recuperar o 6.º posto na tabela classificativa, os homens da casa pretenderão vencer, devendo contar, contudo, com a forte oposição do adversário, para o qual a possibilidade de somar pelo menos mais um ponto se traduziria, a ocorrer, num desfecho positivo.

Em Samora Correia, os donos da casa recebem o “lanterna vermelha”, Alcanenense, que soma escassos três pontos (resultantes de outros tantos empates) em toda a segunda volta do campeonato, registando um atraso de quatro pontos em relação à formação da Glória, pelo que carece urgentemente de pontuar. Em qualquer caso, os samorenses apresentam-se com claro favoritismo à vitória.

O Marinhais enfrenta o primeiro de três jogos que se perspectivam vir a ser cruciais para definir o seu futuro na I Divisão, recebendo o Ferreira do Zêzere (defrontará ainda, no seu reduto, o rival Glória do Ribatejo, tendo, por outro lado, de deslocar-se a Alcanena).

Não existe também histórico recente de embates entre estes dois clubes a nível do principal escalão (à excepção do jogo da primeira volta, em Ferreira do Zêzere, que terminou com uma igualdade a duas bolas). Na última vez que se defrontaram em Marinhais, há precisamente dois anos, então a contar para a fase de apuramento de Campeão da II Divisão, registou-se também um empate (1-1).

O Marinhais procura o que seria apenas a sua segunda vitória no campeonato, restando saber como lidará com a pressão da necessidade de ganhar, frente a um adversário já tranquilo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 07.04.2019)

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Definidos que estão os finalistas da Taça do Ribatejo – não por acaso os dois actuais primeiros classificados do campeonato – está de regresso a I Divisão, que entra agora nas suas cinco derradeiras e, necessariamente, decisivas jornadas.

Com a prova, nesta fase, a transformar-se como que numa competição “eliminatória”, depois de Cartaxo e Amiense terem, nas duas semanas anteriores, ficado definitivamente arredados da luta pelo título (ainda que não em termos matemáticos), em função das perdas de pontos que lhes foram impostas pelo União de Tomar, o U. Almeirim é agora o único resistente que procura ainda contrariar o predomínio que vem sendo evidenciado por Coruchense e U. Santarém.

Hoje, o trio da frente actua na condição de visitado, o que, conferindo maior favoritismo à obtenção dos três pontos, estará longe de traduzir facilidades.

Em Coruche, o líder recebe o U. Tomar, um confronto que se repete pela sexta vez para o campeonato, na vila do Sorraia, nos anos mais recentes, com desfechos repartidos: três vitórias do Coruchense e dois triunfos dos unionistas, que venceram a última partida aí disputada, há duas épocas. Esta temporada os dois emblemas também se cruzaram, mas a contar para a Taça do Ribatejo, então com um empate a uma bola.

Frente a um adversário que garantiu já a tranquilidade (tem já a permanência assegurada, em termos matemáticos, ainda com cinco jornadas por disputar), o Coruchense, sendo favorito, deverá estar previdente para a hipótese de qualquer surpresa.

O mesmo se aplica, praticamente por igual ao U. Santarém-Fazendense, um embate que, porém, regista apenas um único encontro entre ambos, na época de 2014-15, na ocasião com claro triunfo da turma das Fazendas de Almeirim, por 4-1. Esta tarde o contexto é claramente distinto, não podendo os escalabitanos sofrer deslizes, para não correrem o risco de poder ver o Coruchense descolar “definitivamente”.

No que respeita ao U. Almeirim-Marinhais, não existe histórico recente de confrontos entre ambos, para o campeonato, em Almeirim. Na primeira volta, em Marinhais, os almeirinenses foram surpreendidos, não tendo conseguido melhor que o empate, um dissabor que se repetiu no jogo da Taça, em que o U. Almeirim acabaria eliminado no desempate da marca de grande penalidade.

No jogo de hoje, os donos da casa têm claro favoritismo, sem descurar o factor da extrema necessidade de pontuar por parte dos visitantes, em intensa luta pela manutenção, recordando-se que o Marinhais empatou já fora de casa, por exemplo, no Cartaxo ou em Fazendas de Almeirim.

Precisamente, nessa disputa para procurar escapar aos lugares de despromoção ao escalão secundário, teremos também dois desafios de interesse.

Por um lado, o Glória do Ribatejo-Samora Correia, também sem histórico recente a nível da I Divisão. As últimas vezes que estes dois clubes se defrontaram na Glória, então para o campeonato secundário, foi na época de 2015-16, com um empate a um golo na fase de apuramento de Campeão, depois de os samorenses terem vencido por 3-2 na fase inicial da prova. Este afigura-se um jogo de tripla, não obstante o Samora Correia ter em curso uma série de seis jogos sem ganhar; quanto ao Glória do Ribatejo, a espera pelo triunfo é ainda mais prolongada, já desde a 12.ª jornada!

Em Alcanena, o Alcanenense – que, por seu lado, ganhou uma única vez, logo na ronda inaugural do campeonato… – recebe o Amiense, equipa certamente a ansiar por dar uma resposta positiva ao desaire sofrido na passada semana.

Os dois conjuntos defrontaram-se, para o campeonato, já nas distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12 com um saldo de absoluto equilíbrio: uma vitória para cada lado e um empate.

Pese embora a situação “crítica” do Alcanenense, não é de crer que consiga a vitória de que tanto necessitaria.

O Cartaxo, agora já sem possibilidade realista de chegar ao 1.º lugar, terá a visita do Torres Novas, num embate repetido com alguma frequência nos últimos anos: em sete jogos disputados, os cartaxeiros obtiveram uma única vitória, já em 2010-11, face a quatro triunfos dos torrejanos e um empate. Não obstante, os visitados deverão voltar a vencer hoje.

Por fim, o Ferreira do Zêzere recebe o At. Ouriense, podendo confirmar a sua continuidade no principal escalão, caso consiga repetir o desfecho do ano transacto, em que ganhou por 2-0. Porém, a equipa de Ourém pretenderá também interromper a sequência de três derrotas sucessivas, pelo que a repartição de pontos é igualmente um resultado de forte probabilidade.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 31.03.2019)

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A Taça do Ribatejo tem esta tarde a sua última etapa antes da grande festa da Final da prova rainha do futebol distrital, com a disputa da 2.ª mão das meias-finais da competição.

Os favoritos Coruchense e U. Santarém – dois primeiros classificados do campeonato da I Divisão – entram em campo em vantagem, obtida nas partidas da 1.ª mão, há três semanas, mas, em ambos os casos, por números tangenciais.

O líder do escalão principal, Coruchense, recebe o vencedor da série mais a Norte da primeira fase do campeonato da II Divisão, o Abrantes e Benfica, tendo a turma do Sorraia vencido em Abrantes por 1-0, quebrando assim a magnífica série de 22 jogos de invencibilidade dos abrantinos.

Não havendo histórico recente de confrontos entre ambos os clubes, em Coruche, em jogos da Taça, as últimas vezes que se cruzaram na I Divisão, datam já da época de 2012-13, com um empate a três bolas, e da temporada imediata, de 2014-15, com uma goleada de 5-0 para o Coruchense, na altura com o conjunto de Abrantes ainda com a denominação de U. Abrantina.

Numa eliminatória ainda não resolvida, não podendo de todo subestimar o poderio do seu adversário (que eliminou já, anteriormente, outros dois clubes da I Divisão, Torres Novas e Ferreira do Zêzere), a formação de Coruche deverá confirmar hoje – salvo grande surpresa – a sua terceira presença na Final da Taça na última década, visando a conquista do troféu pela quarta vez no seu historial.

Em Marinhais, o U. Santarém terá de defender a magra vantagem de 2-1 averbada em casa, numa eliminatória que se antevia bem mais desequilibrada, mas que, por agora, subsiste em aberto.

Os dois emblemas defrontaram-se em Marinhais, na época passada e já na presente temporada, num total de três vezes, com dois triunfos dos homens da casa em 2017-18, então no escalão secundário, por 3-2 na fase regular da prova e por 3-0 na fase final, de apuramento de Campeão, tendo, nesta época, num contexto distinto, os escalabitanos vencido por 1-0, na primeira volta do campeonato da I Divisão.

Frente a uma equipa que, na presente temporada, conta uma única vitória em 21 jogos disputados no campeonato (frente ao At. Ouriense), a missão do grupo da capital do Distrito parece ter o risco minorado, atendendo também ao facto de o regulamento da competição não prever como critério de desempate os golos marcados fora de casa, pelo que um hipotético cenário de derrota por 0-1 não implicaria, automaticamente, a eliminação, mas, sim, a necessidade de desempate.

Não podendo esperar facilidades – recorde-se que o Marinhais eliminou já, nos 1/8 de final, o U. Almeirim, para além do facto de as equipas encararem estes jogos a eliminar com outra perspectiva –, o U. Santarém não deverá desperdiçar a possibilidade de superar a campanha realizada no ano passado, em que foi eliminado nas meias-finais, pelo União de Tomar, clube que se viria sagrar então vencedor da prova.

Precisamente, ao mesmo tempo dos desafios da Taça, Amiense e União de Tomar aproveitarão para colocar o calendário da I Divisão em dia, realizando – um mês depois – o encontro que se encontrava em atraso da 19.ª jornada, num embate de maior responsabilidade para o grupo de Amiais de Baixo, na óptica de poder voltar a encurtar distâncias face aos lugares de topo da classificação.

Trata-se de um embate frequentemente repetido, já disputado em Amiais de Baixo por nove vezes nas últimas oito temporadas, curiosamente com uma tendência global de absoluto equilíbrio: quatro vitórias para cada lado e um único empate, já na distante época de 2010-11. Antes do triunfo dos donos da casa na época passada, os unionistas tinham vencido no reduto do adversário em três anos sucessivos.

Perfilando-se o Amiense como favorito, dada a posição que ocupa na tabela, antevendo-se que possa fazer imperar o factor casa, o histórico dos últimos anos aponta, também, para o facto de se tratar de um jogo de tripla, em que não seria de todo surpreendente se pudesse até vir a repetir-se o desfecho que mais tem rareado nos confrontos anteriores entre ambos, isto se atentarmos igualmente no desempenho dos tomarenses esta temporada nos terrenos de outras equipas de topo, tendo empatado fora com o Coruchense (para a Taça), U. Santarém e Cartaxo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.03.2019)