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O Campeonato Distrital entra na sua recta final, com a disputa da 21.ª jornada, prestes a chegar a altura das decisões, numa tarde em que os quatro primeiros classificados voltam a actuar, todos eles, em terreno alheio, em deslocações que, necessariamente, comportam alguns riscos.

Precisamente, os embates nos quais alinham os dois primeiros da tabela, Marinhais-Coruchense e Samora Correia-U. Santarém, não apresentam registo de histórico recente, uma vez que estes clubes não se cruzaram, no principal escalão, nas últimas oito épocas, à excepção dos jogos da primeira volta da presente temporada.

Nessa ocasião, a turma do Sorraia, então já líder – posição que tem ostentado durante praticamente toda a prova –, deparou-se com inesperadas dificuldades, para vencer, em Coruche, por tangencial 2-1. Por maioria de razão, tais dificuldades poderão ser agora ampliadas, em Marinhais, grupo que vem de um moralizador empate no Cartaxo e que continua extremamente necessitado de pontos, para procurar escapar à despromoção.

Contando apenas um triunfo na prova, o Marinhais até tem conseguido melhores resultados fora de casa, mas, no seu reduto, impôs uma igualdade frente ao U. Almeirim, o que poderá procurar repetir hoje, apesar de o Coruchense apenas ter empatado no terreno dos candidatos U. Santarém e Cartaxo, assim como em Fazendas de Almeirim (para além de ter perdido em Amiais de Baixo, no que constitui a sua única derrota fora de casa).

Já o U. Santarém bateu o Samora Correia em casa por 2-0, podendo os escalabitanos beneficiar eventualmente do facto de os samorenses ocuparem posição relativamente tranquila, sem grande pressão nem particular ambição a subir na tabela. A equipa da capital do Distrito tem sido também bastante sólida nos jogos fora de casa, apenas com empates em Coruche, Cartaxo, Amiais de Baixo e Alcanena, tendo registado o seu único desaire na prova nas Fazendas de Almeirim.

Também o U. Almeirim, que visita Ourém, encontra um adversário, At. Ouriense, em posição com algumas semelhanças com o Samora Correia, num confronto que se repete pelo quarto ano consecutivo, com dois triunfos dos almeirinenses nas duas épocas mais recentes, depois de terem perdido em 2015-16. A turma de Almeirim volta a dispor de maior dose de favoritismo no jogo de hoje.

O União de Tomar recebe o Cartaxo, tendo-se os dois emblemas defrontado em Tomar, em anos recentes, já por seis vezes, com duas vitórias dos unionistas, três empates e um único êxito dos cartaxeiros, por curiosidade, na época passada, no que, aliás, constitui a única vitória do Cartaxo nos últimos cinco jogos disputados entre ambos.

Num duelo em que os cartaxeiros vêm revelando algumas dificuldades para se impor, serão, ainda assim, favoritos esta tarde, perante uma equipa tomarense já em fase de descompressão, restando, por outro lado, ver como reagirá o conjunto do Cartaxo ao inesperado e muito comprometedor empate cedido, na passada semana, em casa, ante o Marinhais.

O Amiense, ainda na luta pelos lugares de topo da pauta classificativa – atendendo a que dispõe de um jogo em atraso, agendado para a próxima semana – recebe o Torres Novas, com as duas equipas a revelarem trajectórias bastante distintas: o conjunto de Amiais de Baixo aparentemente em perda, em contraponto a uma excelente segunda volta dos torrejanos.

O historial recente aponta para uma tendência largamente favorável ao Amiense, que ganhou todos os seis últimos jogos que realizou em casa, frente a este adversário. Por seu lado, o Torres Novas, o melhor que conseguiu – antes desta série muito negativa – foi uma vitória e um empate, mas já nas distantes temporadas de 2010-11 e 2011-12. O factor casa poderá voltar a prevalecer esta tarde, mas a expectativa é de um jogo equilibrado.

Noutro pólo da tabela classificativa, afigura-se de grande interesse o Alcanenense-Glória do Ribatejo, em que a vitória parece fundamental para que a equipa da casa possa manter ainda alguma esperança em evitar segunda descida de divisão em anos sucessivos.

Estes dois clubes também não se encontram, no principal escalão, há largos anos. A formação de Alcanena não ganha desde a jornada inaugural, enquanto a Glória do Ribatejo perdeu já, na condição de visitante, por oito vezes, apenas tendo empatado em Ourém e Ferreira do Zêzere. Veremos se o Alcanenense conseguirá, enfim, regressar aos triunfos, ou se, ao invés, praticamente sentenciará o seu destino.

No último desafio de hoje, entre Fazendense e Ferreira do Zêzere, encontram-se duas equipas também já tranquilas, pese embora os ferreirenses não enjeitassem a possibilidade de repetir a igualdade da época passada, o que, a acontecer, até nem seria um desfecho nada “desconhecido” do grupo das Fazendas de Almeirim, que apresenta um registo, em casa, de seis empates em dez jogos, sendo que, algo incrivelmente, o Fazendense apenas triunfou uma única vez nas dez últimas jornadas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.03.2019)

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No regresso do campeonato, para disputa da 20.ª jornada, os cinco candidatos ao lugar de topo perfilam-se como lógicos favoritos, pese embora em encontros de grau de dificuldade teoricamente diferenciado.

De facto, Cartaxo e U. Santarém, recebendo os dois últimos classificados, respectivamente Marinhais e Alcanenense, terão tal estatuto reforçado, sem esquecer a cada vez mais aguda necessidade de pontos por parte das equipas do fundo da tabela classificativa.

Trata-se, em ambos os casos, de confrontos sem historial recente, apenas se tendo cruzado, já na presente temporada, na primeira volta, tendo o Cartaxo vencido em Marinhais por 2-0, enquanto o U. Santarém não conseguiu desfazer o nulo em Alcanena.

Os cartaxeiros, que registam quatro triunfos nas cinco jornadas mais recentes – destacando-se ainda os nove tentos apontados por Wemerson Silva nos três últimos jogos – deverão vencer esta tarde, não obstante a boa réplica que o Marinhais ofereceu no jogo da Taça, em Santarém, no passado fim-de-semana.

Quanto ao U. Santarém, com três vitórias nas últimas quatro jornadas, defronta uma equipa que até vem de resultados que poderiam ser animadores (derrotas tangenciais com o Coruchense e U. Almeirim), a que se seguiu, contudo, um comprometedor empate caseiro ante o Ferreira do Zêzere. Seria grande a surpresa se o Alcanenense conseguisse pontuar hoje.

Em situação intermédia em termos de grau de dificuldade, o Amiense enfrenta deslocação ao reduto da Glória do Ribatejo, onde perdeu por 1-2, na última vez que aí jogou, já em 2012-13.

A formação de Amiais de Baixo parece atravessar fase menos exuberante de forma, tendo vencido uma única vez nas seis últimas jornadas, faltando ver como reagirá após uma pausa competitiva de duas semanas. O grupo da Glória do Ribatejo continua muito carenciado de pontos, o que poderá dificultar a tarefa do Amiense.

Por seu lado, o Coruchense, e, sobretudo, o U. Almeirim, terão tarefas potencialmente mais complexas, não obstante actuarem, ambos, em casa, recebendo o At. Ouriense e o Fazendense, no último caso num “derby” almeirinense de desfecho sempre imprevisível.

Em Coruche, o Coruchense e o At. Ouriense cruzaram-se, no principal escalão, apenas por três vezes nos oito anos mais recentes, com um equilíbrio absoluto: uma vitória para cada lado e um empate. A turma de Ourém está absolutamente tranquila na tabela classificativa (6.º lugar), sem preocupações, mas também já sem especiais ambições nesta temporada (algo distante do quinteto da frente), o que significa que actuará liberta da pressão de pontuar. Resta saber se isso poderá ser mais ou menos vantajoso para o comandante, que voltou a ter a liderança presa por um único ponto.

Em Almeirim, o União local recebe o rival Fazendense, num confronto que se verificou, a nível da I Divisão, apenas nas três últimas temporadas (tendo em conta o período correspondente aos últimos oito anos), com dois triunfos dos unionistas e uma vitória da turma das Fazendas, há duas épocas.

A situação do Fazendense é bastante similar à do At. Ouriense; já a do U. Almeirim é bem mais delicada que a do Coruchense, uma vez que o atraso de seis pontos que os almeirinenses registam em relação ao líder não lhes confere qualquer margem de erro.

Numa partida com as características intrínsecas de um “derby”, frente a um adversário talhado para os empates (sete, nas nove últimas jornadas), os almeirinenses terão, no papel, a missão mais difícil de entre os cinco candidatos. Veremos como se sairão dela.

Em Ferreira do Zêzere, a equipa da casa, prestes a alcançar a tranquilidade, recebe o Samora Correia, equipa que se posiciona imediatamente acima na pauta classificativa, aspirando a somar os três pontos que, praticamente, a libertariam de maiores preocupações.

No entanto, na única vez em que se defrontaram, no escalão principal, precisamente na época passada, foram os samorenses a sair vitoriosos, por 2-0. No encontro de hoje, os ferreirenses poderão aproveitar a vantagem decorrente do factor casa.

A nota final vai para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, entre Torres Novas e U. Tomar, que se cruzam em jogos a contar para Campeonatos (nacionais e distritais) e Taças (de Portugal e do Ribatejo) pela 92.ª vez (com um balanço ligeiramente favorável aos unionistas – 38 vitórias, contra 35 triunfos dos torrejanos, para além de 18 empates).

Porém, se reduzirmos a perspectiva apenas aos jogos realizados em Torres Novas, o panorama é bastante diferente: nos últimos sete desafios entre ambos, disputados na cidade do Almonda, os torrejanos ganharam cinco vezes, empatando outra, tendo o União conseguido uma única vitória, já em 2013-14. Atendendo ao desempenho das duas formações nesta temporada, não surpreenderia se houvesse nova repartição de pontos esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.03.2019)

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A 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, que esta tarde se disputa, apresenta o seguinte cartaz: Abrantes e Benfica-Coruchense, uma autêntica “cimeira de líderes”, entre os comandantes da I e da II Divisão, na qual a invencibilidade dos abrantinos nesta temporada poderá ser colocada à prova, isto sem esquecer que haverá ainda depois o jogo de volta, em Coruche; e U. Santarém-Marinhais, em que os escalabitanos assumem integral dose de favoritismo.

Em Abrantes, encontram-se dois clubes, actualmente de escalões distintos, também com palmarés diferenciado nesta competição: enquanto o clube da casa, agora com a denominação Abrantes e Benfica, atinge pela primeira vez, na última década, as meias-finais da Taça, o Coruchense regista quatro presenças nesta fase da prova no mesmo período, tendo jogado duas finais, conquistando o troféu em 2014-15.

Alargando o espectro, na galeria de vencedores desta competição consta o antigo Abrantes Futebol Clube (em 2002-03), enquanto o Coruchense venceu a Taça do Ribatejo já por três vezes: para além de 2015, havia ganho também já em 1996 e em 1997; foi, ainda, finalista em 2005 e em 2017.

Não havendo histórico de confrontos entre ambos os clubes a nível da Taça, as últimas vezes que se cruzaram, então na I Divisão Distrital, ocorreram já nas temporadas de 2012-13 e 2013-14, com desfechos diametralmente opostos: 5-0 a favor da então denominada União Abrantina, em 2013; triunfo do Coruchense por 3-0 no ano seguinte.

Esta tarde, o grupo do Sorraia é, necessariamente, favorito, atendendo ao seu estatuto de líder do principal escalão, mas o Abrantes e Benfica procurará fazer vincar a sua invencibilidade e levar a decisão da eliminatória para a 2.ª mão, em Coruche.

Na capital do Distrito, o histórico U. Santarém, que regista segunda presença sucessiva nas meias-finais (depois de ter sido eliminado, na época transacta, pelo União de Tomar, emblema que se viria a sagrar vencedor da prova), recebe o Marinhais, que, à semelhança da formação de Abrantes, alcança pela primeira vez esta fase da competição, nos últimos dez anos.

A nível mais global, os escalabitanos contam com um troféu conquistado, logo na segunda edição da Taça do Ribatejo, na temporada de 1978-79, há já quarenta anos, tendo sido, entretanto, também finalistas em 2006 e em 2007.

Não há registo recente de embates entre estes dois clubes em desafios da Taça, tendo-se defrontado pelas últimas vezes, em Santarém, na época passada, então em partidas a contar para o Distrital da II Divisão, com duas goleadas impostas pelo U. Santarém: 6-0 na fase regular do campeonato; a que se seguiu um 4-0 na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão, desiderato que ambas as equipas viriam a alcançar.

Esta temporada cruzaram-se já, na primeira volta, mas em Marinhais, também com triunfo dos santarenos, por tangencial 1-0.

A expectativa é de que o U. Santarém possa fazer valer os seus maiores créditos e comece, já hoje, a ganhar vantagem no cômputo geral da eliminatória, visando o regresso à final da Taça.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.03.2019 – Sem emissão)

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Na I Divisão Distrital, com o Amiense-União de Tomar adiado para daqui a um mês (devido às festas de Amiais de Baixo), esta parece ser a jornada de todos os perigos, com os candidatos ao título a enfrentar sérios riscos: o Coruchense, nas Fazendas de Almeirim; o U. Santarém na Glória do Ribatejo; o U. Almeirim em Samora Correia; e o Cartaxo em Ourém. Veremos quem conseguirá “sobreviver”.

Começando pela partida das Fazendas de Almeirim, o histórico dos últimos oito anos aponta para apenas uma vitória do Fazendense, um empate e dois triunfos do grupo do Sorraia. Pese embora esta tendência favorável e o facto de a equipa da casa ter visto interrompida, no passado fim-de-semana, uma excelente série de onze jogos de invencibilidade, não surpreenderia se houvesse repartição de pontos esta tarde, caso em que o campeonato poderia ficar ainda mais animado.

Na Glória do Ribatejo, o visitante será o U. Santarém, num confronto sem historial a nível do principal escalão. Não obstante, estes dois emblemas cruzaram-se, ainda recentemente, precisamente na época passada, então na II Divisão Distrital, com dois empates a zero, na fase regular do campeonato, tal como na fase final, de apuramento de Campeão, título que os escalabitanos viriam a conquistar.

No encontro de hoje, pese embora os resultados positivos averbados pela turma da casa nas duas últimas rondas –  tendo imposto dois empates, ao U. Almeirim e em Ferreira do Zêzere -, o U. Santarém é favorito a somar os três pontos.

No Sul do Distrito, Samora Correia e U. Almeirim, dois clubes de fortes pergaminhos, cruzam-se na I Divisão apenas pela terceira vez nos últimos nove anos, depois de um empate em 2016-17 e de um triunfo dos samorenses (2-0) na época passada.

Com os almeirinenses a atravessar fase menos produtiva (uma única vitória nos últimos quatro jogos, por margem tangencial, sobre o “lanterna vermelha”), poderá questionar-se se conseguirão, pela primeira vez, impor-se no reduto do adversário. Mas, por seu lado, o Samora registou uma pesada derrota no seu último desafio em casa, goleado pelo Cartaxo por 5-0, seguindo numa série de três desaires sucessivos. Atendendo a que o U. Almeirim, agora a seis pontos do líder, não terá “margem de erro”, tudo tentará para procurar vencer, no primeiro jogo após a anunciada saída do treinador Mário Nélson.

Em Ourém, encontram-se o 5.º e o 6.º classificados, com o At. Ouriense e Cartaxo a reeditar um confronto de alguma regularidade, já realizado por seis vezes nas últimas oito temporadas, com duas vitórias dos oureenses, três empates e um único triunfo dos cartaxeiros, precisamente na época transacta.

Com a formação da casa a atravessar uma fase positiva (tendo registado apenas uma derrota nas últimas oito jornadas – por curiosidade, em Marinhais, no que constitui, aliás, a única vitória do penúltimo classificado até à data), este será um desafio de elevado grau de dificuldade para o Cartaxo, que, tal como o U. Almeirim, está “proibido” de perder pontos, sob pena de poder voltar a descolar, desta feita, presumivelmente, de forma definitiva. Veremos se a necessidade aguçará o engenho…

Os restantes dois jogos desta ronda – sem historial recente a nível da Divisão principal – agrupam quatro dos cinco últimos classificados, a procurar escapar da zona perigosa da tabela classificativa.

Em Marinhais, o conjunto da casa, muito carenciado de pontos, recebe o Torres Novas, que vem empreendendo boa recuperação, sem perder há cinco jornadas, apenas sendo superado em termos de pontos conquistados, nesse período correspondente à segunda volta, pelo líder Coruchense. Antecipa-se que os torrejanos não terão tarefa fácil, pelo que o empate poderá ser uma forte possibilidade.

O último classificado, Alcanenense – somente com um ponto somado nessas cinco rondas da segunda volta –, recebe o Ferreira do Zêzere, esta época com prestação bastante aquém do desempenho do campeonato anterior, ainda não completamente liberto de preocupações quanto à confirmação da manutenção.

O desafio desta tarde poderá até ser determinante na prossecução desse objectivo de tranquilidade, caso os ferreirenses consigam vencer, frente a um adversário que não ganha desde a ronda inaugural do campeonato!

Contudo, atendendo ao magro pecúlio obtido pelo Ferreira do Zêzere na condição de visitante (com sete derrotas em nove jogos), não surpreenderia se o Alcanenense (que vem de duas derrotas tangenciais, ante os candidatos U. Almeirim e Coruchense) conseguisse pontuar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.02.2019)

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O “jogo grande” da jornada 18 é o “derby” do município de Santarém, entre U. Santarém e Amiense, que, em caso de triunfo dos donos da casa, poderá começar a clarificar as águas a nível da disputa do título; ao contrário, se for o emblema de Amiais de Baixo a conseguir ter êxito, tal contenda poderá ficar ainda mais animada.

Apesar de se tratar de um embate entre dois clubes históricos, curiosamente apenas se cruzaram uma única vez, no principal escalão do futebol distrital, na última década, já na temporada de 2014-15, então com uma categórica vitória dos homens de Amiais de Baixo, por 3-0.

Para esta tarde espera-se um desafio mais equilibrado, e com tendência mais favorável ao U. Santarém, que poderá beneficiar do factor casa.

Os outros candidatos aos lugares cimeiros, embora com missões de grau de dificuldade diferenciado, são favoritos, atendendo ainda a que actuam também, todos eles, nos respectivos terrenos.

O Coruchense recebe o Samora Correia, com os samorenses vindo de um pesado desaire caseiro ante o Cartaxo.

Também neste caso há registo de um único confronto entre ambos, nos últimos anos, com vitória da formação do Sorraia, por 1-0, há duas épocas, a qual se poderá repetir hoje.

Por seu lado, o U. Almeirim terá a visita do “lanterna vermelha”, Alcanenense, equipa que, não obstante, impôs um nulo no Cartaxo, tendo perdido tangencialmente face ao guia na passada semana.

Trata-se de um desafio sem historial recente, nomeadamente pelo facto de a turma de Alcanena ter militado, nos últimos anos, nos Campeonatos Nacionais. Porém, nesta altura, a conjuntura é bem distinta, com o favoritismo a pender para os almeirinenses, que, aliás, terão de vencer, se pretendem manter as suas aspirações.

Ainda sem ter abdicado da luta pelos primeiros lugares, o Cartaxo recebe o Fazendense, que ostenta a mais longa série de invencibilidade, não perdendo há onze jogos!

Estas duas equipas têm-se cruzado amiúde no principal escalão do futebol distrital, com sete jogos realizados no Cartaxo nos últimos oito anos, com predomínio dos cartaxeiros, que somaram cinco triunfos, face a dois do grupo das Fazendas de Almeirim, o último dos quais na época passada.

Após uma longa série de empates (seis nas sete últimas jornadas), o Fazendense poderá hoje ver quebrado o seu ciclo invicto.

Para o U. Tomar, recebendo o Marinhais, esta será uma boa oportunidade para voltar às vitórias, após três desaires sucessivos no campeonato, em ordem a que o grupo possa serenar definitivamente, ganhando maior ânimo para a fase final da temporada.

Os dois emblemas não se encontram, em Tomar, há quinze anos, tendo o União vencido essa última partida, por 1-0. Esta época, na primeira volta, os tomarenses ganharam também, em Marinhais, por 2-0.

Os unionistas não deixarão de ter presente que o adversário desta tarde tem conseguido alguns resultados positivos em terreno alheio, tendo empatado cinco dos oito jogos que realizou na condição de visitante, nomeadamente em Ourém, nas Fazendas de Almeirim, Torres Novas, Ferreira do Zêzere e Samora Correia (depois sancionado com derrota administrativa). Mas é de ter também em conta que o Marinhais vem de uma goleada sofrida em Amiais de Baixo (5-2).

Em Torres Novas encontram-se outros dois clubes históricos do Distrito, com os torrejanos a ter a visita do At. Ouriense.

Nas últimas oito temporadas, defrontaram-se por oito vezes, com um balanço bem repartido, de três vitórias do Torres Novas, três empates e dois triunfos dos oureenses, que, aliás, venceram no campeonato anterior.

As duas equipas atravessam fase positiva, pelo que não surpreenderia caso o desfecho fosse uma igualdade.

À semelhança do U. Tomar, também o Ferreira do Zêzere tem uma boa ocasião para se afastar definitivamente da zona perigosa da tabela classificativa, recebendo a equipa da Glória do Ribatejo, num embate sem historial recente a nível da I Divisão.

A última vez que se cruzaram, então na fase de apuramento do Campeão Distrital da II Divisão, foi em 2015-16, com vitória dos ferreirenses por 1-0. Com as duas equipas longe do seu melhor período (vindo, inclusivamente, o conjunto de Ferreira de uma pesada goleada sofrida em Santarém), os homens da casa são, não obstante, favoritos a somar os três pontos esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.02.2019)

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A perspectiva para a 17.ª jornada, que hoje se disputa, é que esta possa ser favorável para o quarteto da frente, pese embora as deslocações do Coruchense (a Alcanena) e do U. Almeirim (à Glória do Ribatejo), recebendo o U. Santarém o Ferreira do Zêzere, enquanto o Amiense terá a visita da turma de Marinhais.

Para quatro dos confrontos desta ronda – precisamente aqueles em que actuam esses quatro clubes que se posicionam nos lugares cimeiros – não existe historial recente que pudesse servir de indicador, pelo que se regista apenas a tendência de evolução das equipas neles intervenientes, em função do respectivo desempenho no decurso da presente temporada.

Começando pelo Alcanenense-Coruchense, a formação do Sorraia, que tem ostentado a posição de liderança do campeonato desde o seu início, praticamente sem interrupção, surge amplamente favorita a somar mais três pontos, perante um conjunto de Alcanena que não sabe o que é vencer há quinze jornadas, após o único triunfo obtido, logo na ronda inaugural. Em qualquer caso, o líder estará alertado pela perda de pontos provocada ao Cartaxo pelo jovem conjunto alcanenense na passada semana.

Também o U. Almeirim se perfila com natural favoritismo na deslocação à Glória do Ribatejo, defrontando uma equipa que vem denotando alguma quebra, com quatro derrotas sucessivas nos seus últimos desafios, sendo o único clube, de entre todos os concorrentes, que ainda não conseguiu pontuar na segunda volta. Sem esquecer as dificuldades de jogar no reduto da Glória, os almeirinenses pretenderão dar uma resposta pronta ao desaire da jornada anterior, ante o U. Santarém.

A turma escalabitana, moralizada por essa goleada obtida em Almeirim, recebe o Ferreira do Zêzere. Enquanto os donos da casa subsistem invictos no seu terreno (apenas o Amiense tem registo similar), tendo em curso uma série de nove jogos consecutivos sem perder, os ferreirenses apresentam um modesto registo de seis derrotas nas oito deslocações já efectuadas, não tendo, por outro lado, vencido qualquer dos seus cinco últimos encontros. A tendência aponta para mais um triunfo dos visitados.

O Amiense, em fase de menor fulgor, sem conseguir vencer há cinco jogos, recebe o Marinhais, que, por seu lado, não perde… há cinco jogos. Os visitantes surgirão motivados pela primeira vitória alcançada no campeonato, obtida na semana anterior. Não obstante, atendendo ao factor casa, reforçado por se tratar do tradicionalmente difícil reduto de Amiais de Baixo, projecta-se que possam ser interrompidas aquelas séries, devendo os visitados conseguir voltar aos triunfos.

Passando agora aos desafios em que dispomos de histórico recente de confrontos a nível do principal escalão, antevê-se bem mais difícil a missão do Cartaxo (actual 5.º classificado, ainda a lutar por manter-se na luta pelo título) em Samora Correia.

Nas últimas temporadas, estes dois clubes defrontaram-se em Samora em três ocasiões, com dois triunfos dos cartaxeiros (um deles na época passada, por 3-1), tendo os samorenses vencido uma vez, na edição anterior do campeonato.

Até agora, os visitados apenas uma vez perderam no seu terreno, ante o líder, Coruchense, mas é verdade que ainda não encontraram os outros candidatos. Por seu lado, o conjunto do Cartaxo tem tido melhor registo na condição de visitante (quatro vitórias e um empate em sete jogos) do que em casa.

Tendo em consideração que os cartaxeiros estão “impedidos” de perder pontos, não seria surpreendente se conseguissem somar novo triunfo esta tarde.

Nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense, com a maior série de invencibilidade no campeonato – oito jornadas sem perder –, recebe o Torres Novas, que, depois de toda a primeira volta sem ganhar, soma três vitórias em outras tantas jornadas da segunda volta!

O histórico aponta para uma tendência de equilíbrio, com três triunfos do conjunto das Fazendas, três empates e duas vitórias dos torrejanos. Esta tarde, o Fazendense poderá voltar a ganhar, no que se traduziria na interrupção de um ciclo muito positivo do Torres Novas.

Por fim, o At. Ouriense, recebendo o União de Tomar, beneficia também de maior dose de favoritismo, conforme indicia o histórico recente de confrontos entre ambos os clubes, em Ourém, com quatro vitórias dos donos da casa, face a apenas duas dos unionistas, obtidas nas épocas de 2015-16 e 2016-17, para além de um único empate.

Na presente temporada os oureenses perderam um único encontro em casa, também ante o comandante, Coruchense, registando os nabantinos duas vitórias e dois empates em terreno alheio. A possibilidade de uma nova igualdade será um cenário a considerar na partida de hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.02.2019)

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Na retoma da I Divisão Distrital, o principal destaque vai para mais um confronto entre dois dos principais candidatos ao título: U. Almeirim e U. Santarém.

Curiosamente, estes dois clubes não se defrontam em Almeirim, em jogos do principal escalão, há mais de dez anos, remontando o último embate à época de 2006-07, então com empate a duas bolas. Em desafios a contar para a II Divisão Distrital, cruzaram-se, pela última vez, em 2013-14, com triunfo dos almeirinenses por 3-1. Na primeira volta, em Santarém, os escalabitanos ganharam por 1-0.

Trata-se, pois, de um jogo de tripla, de prognóstico imprevisível, pese embora o peso que poderá ter eventualmente o factor casa.

Por seu lado, o Amiense enfrenta também um teste difícil, na deslocação a Ferreira do Zêzere, onde, na época passada, foi derrotado por 1-0, desfecho igualmente repetido no jogo da Taça do Ribatejo da presente temporada, ainda na fase de grupos.

Tendo em consideração que a formação de Amiais de Baixo parece atravessar período de menor fulgor, não conseguindo vencer há quatro jogos, e que, por seu lado, os ferreirenses impuseram um empate na jornada anterior, ao também candidato U. Almeirim, não surpreenderia se o Ferreira do Zêzere voltasse a pontuar.

O líder Coruchense, recebendo a vizinha formação da Glória do Ribatejo, poderá aproveitar a perda de pontos de algum ou alguns dos seus mais directos concorrentes (que ocorrerá, forçosamente, no confronto de Almeirim) para se destacar no comando.

As últimas vezes que estas duas equipas se defrontaram em jogos do principal escalão do futebol distrital datam já da temporada de 2012-13, com uma vitória da formação do Sorraia e um empate, nos dois desafios então realizados em Coruche. Esta tarde, os donos da casa apresentam-se com claro favoritismo a vencer.

Também o Cartaxo estará na expectativa de continuar a recuperar do atraso que regista, podendo aproximar-se do lote de equipas que ocupa as posições entre 2.º e 4.º classificados (U. Almeirim, U. Santarém e Amiense), uma vez que é também favorito a somar os três pontos na recepção ao Alcanenense.

Curiosamente, nas últimas vezes em que os dois emblemas se defrontaram, na I Divisão Distrital, já na distante época de 2010-11, a formação de Alcanena venceu os dois desafios disputados no Cartaxo, ambos por 1-0, um desfecho que, a repetir-se hoje, constituiria uma grande surpresa.

O U. Tomar recebe o Fazendense, tendo em mira a possibilidade de começar a subir na tabela – caso vença, ultrapassará, pelo menos, este adversário directo, podendo ainda voltar a superar o Samora Correia na classificação.

De entre os confrontos desta ronda, este é o que regista maior historial, tendo-se disputado por nove vezes nas últimas oito temporadas, com ligeiro pendor para a turma das Fazendas de Almeirim, que venceu em Tomar por três vezes (todas elas entre 2010 e 2012), face a apenas dois triunfos do União (em 2015-16 e na época passada, então com uma goleada por 5-0), para além de quatro empates.

Os tomarenses ganharam também, na primeira volta, por 2-1, tendo empatado, em Tomar, no jogo dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo. Seguem, aliás, com uma série de 13 jogos consecutivos sem perder ante este oponente, desde 2013.

Por seu lado, o Fazendense tem em curso uma série de seis empates nos seus seis últimos jogos, registando actualmente a série mais longa de invencibilidade no campeonato (sete jornadas), pelo que tudo parece estar em aberto no desafio desta tarde.

O Torres Novas, por curiosidade, única equipa que ganhou os dois jogos já disputados na segunda volta – isto, depois de ter passado toda a primeira volta sem conseguir vencer –, recebe o Samora Correia, pretendendo aproveitar a embalagem destes resultados positivos.

Em anos recentes, as equipas encontraram-se por três vezes, com duas vitórias dos torrejanos (a última delas, na época passada, com uma goleada, por 6-1) e um triunfo dos samorenses. É de prever que o Torres Novas consiga pontuar, não sendo de todo expectável um desfecho similar ao do ano transacto.

O novamente “lanterna vermelha” Marinhais – após ter sancionado com derrota no jogo da jornada inaugural, em Samora Correia –, entretanto apurado para as meias-finais da Taça do Ribatejo, continua em busca da primeira vitória no campeonato, recebendo o At. Ouriense, adversário com o qual não tem registo de qualquer confronto na última década (à excepção do jogo da primeira volta, em Ourém, que se saldou por uma igualdade a um golo).

Os donos da casa, que seguem com quatro jogos sem perder, não enfrentarão contudo tarefa fácil, dado que os oureenses têm também em curso um ciclo de cinco jogos sem derrota.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.02.2019)