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Com o campeonato virtualmente decidido no que respeita ao título, teremos, ainda assim, algumas partidas de especial interesse, envolvendo também, cada vez mais, as equipas que lutam pela manutenção.

Nesta 21.ª jornada, começa por destacar-se o Torres Novas-U. Almeirim, entre dois clubes históricos do Distrito, a atravessar fase muito positiva, sendo que os torrejanos seguem num ciclo de quatro vitórias consecutivas.

Estas duas formações cruzaram-se, no principal escalão, nas últimas quatro temporadas, com dois triunfos do Torres Novas, um empate e uma vitória do U. Almeirim, precisamente na época passada. Já no presente campeonato, na primeira volta, os almeirinenses venceram também, por números categóricos: 3-0.

Esta tarde, o líder enfrenta um adversário difícil, em terreno alheio, que lhe poderá eventualmente “roubar” pontos.

Em Tomar, encontram-se o União e o Mação, que, há duas temporadas, protagonizaram tripla disputa, pelo campeonato, pela Taça e pela Supertaça.

Na I Divisão Distrital, defrontaram-se, na última década, já por oito ocasiões, com um balanço repartido, ligeiramente favorável aos visitantes, com três vitórias do Mação, três empates e apenas dois triunfos dos nabantinos. O União ganhou também, já nesta edição da prova, na primeira volta, em Mação, por 1-0.

Nesta altura, os tomarenses atravessam período menos conseguido, tendo perdido três dos quatro últimos jogos no campeonato, enquanto, ao invés, o Mação, ganhou em quatro das cinco jornadas já disputadas na segunda volta.

Com os unionistas agora mais apostados na Taça, veremos até que ponto poderão fazer valer o factor casa para, em paralelo, manterem as suas aspirações ao 2.º lugar no campeonato.

Noutro plano, da luta pela “sobrevivência”, temos hoje dois desafios de grande importância, juntando quatro dos cinco clubes envolvidos em tal disputa: o Rio Maior-Pego e o Riachense-Glória do Ribatejo.

Em Rio Maior, encontram-se duas equipas que têm revelado muitas dificuldades, com os donos da casa a somar um único ponto na segunda volta, tendo o Pego obtido somente uma vitória nesses cinco jogos.

Estes dois emblemas nunca se defrontaram em Rio Maior, sendo que o Pego ganhou em casa, na primeira volta, por tangencial 1-0. Esta tarde, não obstante actuem em terreno adverso, os pegachos parecem agora mais apetrechados para poder pontuar.

Nos Riachos, o Riachense recebe a turma da Glória do Ribatejo, sendo que os dois clubes se cruzaram, no principal escalão, uma única vez nos últimos anos, já na temporada de 2012-13, então com uma goleada do Riachense por 6-1.

A conjuntura actual é distinta, não obstante o grupo dos Riachos até tenha vencido, na primeira volta, na Glória (por 2-1), no que, aliás, se traduziu na sua última vitória (num dos dois únicos jogos em que não perdeu neste campeonato), já há 15 jornadas. A formação da Glória atravessa também fase negativa, tendo perdido sete dos oito jogos mais recentes, vindo inclusivamente de uma pesada goleada sofrida, no seu próprio reduto, ante o Torres Novas (1-7).

Este será um dos “últimos cartuchos” de que o Riachense poderá dispor para procurar ainda inverter o que parece ser um destino cada vez mais anunciado, o da descida de divisão. Perante o desempenho de ambos os grupos, trata-se de um desafio de desfecho imprevisível, eventualmente de repartição de pontos.

Fazendense e Coruchense, que almejam o 2.º lugar, são claros favoritos a vencer os seus encontros desta tarde, respectivamente, com o Moçarriense e o Ferreira do Zêzere.

No primeiro caso, em cinco confrontos recentes, o Fazendense ganhou por três vezes, tendo cedido dois nulos, em 2017-18 e em 2011-12. Terminou também a zero o embate da primeira volta, na Moçarria. Em qualquer caso, seria uma enorme surpresa se o conjunto das Fazendas não somasse os três pontos.

Quanto a Coruchense e Ferreira do Zêzere, jogaram entre si, na I Divisão, apenas na época passada, então com uma goleada da turma do Sorraia, por 6-0. Na primeira volta, os ferreirenses surpreenderam, ganhando em casa por 2-0, mas, mesmo motivados pelo triunfo averbado ante o Cartaxo, parece pouco provável que consigam pontuar esta tarde.

Cartaxo e Amiense defrontaram-se já por sete vezes, na última década, com três vitórias dos cartaxeiros, dois empates e dois triunfos do grupo de Amiais de Baixo. Não obstante o Amiense atravesse um bom momento, os donos da casa serão favoritos a repetir o triunfo já alcançado na primeira volta, então em terreno alheio.

Por fim, Abrantes e Benfica e Samora Correia estreiam-se em encontros em Abrantes, depois de os abrantinos terem vencido, na primeira volta, em Samora por 2-1.

Com perspectivas distintas no campeonato, a equipa de Abrantes apresenta-se com maiores responsabilidades, podendo porventura beneficiar de algum maior foco do adversário no jogo das meias-finais da Taça, da próxima semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.03.2020)

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O Distrital da I Divisão atinge esta tarde a sua 20.ª jornada, com um desafio em grande evidência, precisamente o que coloca frente-a-frente os dois primeiros classificados, com o U. Almeirim a receber o Coruchense, nesta altura separados por onze pontos.

Por curiosidade, regista-se um historial recente bem reduzido, com apenas dois encontros entre ambos, em 2016-17 e na época passada.

E, se há três anos, a formação do Sorraia foi ganhar a Almeirim, por 1-0 – sagrando-se, em função de tal desfecho, Campeão Distrital, ali tendo feito a festa –, por coincidência, o último embate, ocorrido na derradeira ronda do campeonato precedente, custou ao Coruchense o que poderia ter sido o seu 3.º título em três participações, ao perder pela mesma marca.

Num cenário hipotético, o que poderia suceder ainda se a turma do Sorraia conseguisse vencer (caso em que a diferença pontual se reduziria a oito pontos)?

Possivelmente, nem os homens de Coruche estarão, nesta altura, a fazer planos de “médio prazo”, pensando mais, no imediato, em salvaguardar o 2.º lugar. Prognóstico indeterminado, portanto, num jogo de tripla, porventura com alguma influência do factor casa, sendo de notar que o U. Almeirim sofreu, na jornada anterior, o primeiro revés neste campeonato.

Mas os outros clubes que têm ainda a 2.ª posição sob mira não poderão esperar facilidades também, com Fazendense, Abrantes e Benfica e União de Tomar, todos com saídas eventualmente “problemáticas”.

Começando pelo grupo das Fazendas de Almeirim, que vem de dois desaires caseiros (para o campeonato e para a Taça), desloca-se ao Pego, equipa animada com o triunfo obtido no último jogo, nos Riachos, mas que continua muito carenciada de pontos.

Tal como no caso anterior, também Pego e Fazendense se cruzaram duas vezes nos últimos anos, e, igualmente, com uma vitória para cada lado, sendo que o êxito do grupo das Fazendas data já da temporada de 2010-11, tendo os pegachos vencido o desafio de há três anos.

O Amiense recebe a visita do Abrantes e Benfica, noutra partida “à porta fechada”, num confronto sem histórico recente.

O conjunto de Amiais de Baixo atravessa fase positiva, tendo saído vitorioso em quatro das últimas cinco jornadas (só perdeu no terreno do líder); quanto aos abrantinos, ganharam os seus três últimos jogos. Apesar de o Amiense não poder contar com o apoio do público, é expectável que possa pontuar.

Por outro lado, anota-se a curiosidade da “reedição”, em duas semanas sucessivas, do Samora Correia-U. Tomar, emblemas que, para o campeonato, se cruzaram por cinco vezes na última década, com um balanço absolutamente repartido, com dois triunfos para cada lado e um empate.

Há dois anos os tomarenses golearam em Samora por 5-0, mas, no ano passado, foram derrotados por 2-0. Depois do embate da passada semana, com difícil triunfo, mercê de um solitário golo, dos unionistas, os samorenses pretenderão certamente rectificar tal resultado, pese embora os superiores argumentos do rival.

Este encontro poderá de alguma forma ser também condicionado pelo facto de os dois clubes terem de se defrontar, ainda uma terceira vez, na 2.ª mão da Taça, daqui a quinze dias…

Também o Cartaxo, pese embora mais atrasado, visará ainda poder chegar até ao 2.º lugar, tendo, igualmente, uma saída de alguma dificuldade neste fim-de-semana, ao reduto do Ferreira do Zêzere.

Nas duas ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, nos últimos anos, regista-se um empate há dois anos e um triunfo dos cartaxeiros na época passada, por 3-1.

Trata-se de duas formações com um desempenho recente completamente antagónico: nas quatro jornadas já disputadas na segunda volta do campeonato, o Ferreira do Zêzere foi derrotado em todas elas, sendo que o Cartaxo segue numa série triunfal de quatro jogos sucessivos.

Apesar da influência que o factor casa poderá ter, o grupo do Cartaxo será, ainda assim, favorito a ganhar de novo.

Na Glória do Ribatejo, os locais, também a necessitar de pontos, recebem o Torres Novas, tranquilo na tabela. Na época passada, a turma da Glória surpreendeu, ganhando por 1-0. Hoje, pretenderá pontuar outra vez.

O Rio Maior, igualmente em situação delicada na classificação, terá a visita do Mação, que tem feito um percurso algo irregular, de altos e baixos. Não havendo histórico de confrontos entre ambos, os maçaenses perfilam-se como tendo maior probabilidade de ganhar esta tarde.

Recorda-se que Moçarriense e Riachense tinham antecipado já o jogo desta ronda, com o conjunto da Moçarria a ganhar por 3-0, empurrando ainda mais este concorrente para a cauda da pauta classificativa.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 01.03.2020)

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Envolvendo um trio de clubes derrotados na passada semana (por curiosidade, os até então três primeiros classificados do campeonato, U. Almeirim, Fazendense e U. Tomar), para além do Samora Correia (que não foi além do empate em Rio Maior), está de volta a Taça do Ribatejo, na hora das decisões, com a disputa da 1.ª mão das meias-finais.

O “derby” Fazendense-U. Almeirim repete-se pela quarta vez na Taça do Ribatejo, nos últimos dez anos, sendo que, nas três ocasiões anteriores, os jogos foram sempre em Almeirim, tendo-se verificado já, por curiosidade, os três desfechos possíveis.

De facto, em 2010-11, ainda na fase de grupos, registou-se uma vitória do Fazendense por 2-0; em 2011-12, nos 1/8 de final, um empate a zero, com a turma das Fazendas a impor-se no desempate da marca de grande penalidade, vindo a avançar na prova, até acabar por conquistar o seu 2.º troféu; e, em 2015-16, novamente na fase de grupos, agora com triunfo do U. Almeirim por 4-3, o que não obstou a que, no final – tendo as duas equipas sido apuradas nessa fase –, fosse o Fazendense a conquistar pela 4.ª vez a Taça, um “record” nesta competição.

Em termos de palmarés na Taça do Ribatejo, conforme referido, o Fazendense soma um total de quatro troféus (três dos quais conquistados entre 2012 e 2016), sendo que o U. Almeirim nunca conseguiu ganhar esta prova.

A turma das Fazendas atinge as meias-finais pela 5.ª vez na última década – também um “record” (tendo, subsequentemente, chegado à Final em 2012, 2014 e 2016, vindo a ganhar todos esses três jogos decisivos) –, enquanto o clube da sede do município marca pela primeira vez presença nesta fase da competição, considerando igualmente o período dos últimos dez anos.

Tratando-se de um “derby”, será, por natureza, um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos possíveis é bastante plausível, perante o desempenho de ambos os clubes no decurso desta temporada, atendendo ainda a que se disputa, esta tarde, apenas a primeira metade da eliminatória.

Veremos quem reagirá melhor aos desaires sofridos no passado fim-de-semana…

Por seu lado, Samora Correia e União de Tomar nunca antes se tinham cruzado na Taça do Ribatejo, pelo que será necessário recorrer ao histórico de encontros recentes entre ambos, mas, neste caso, a contar para o principal escalão do futebol distrital.

Também aqui o equilíbrio é absoluto, com duas vitórias para cada lado e um empate, nas cinco vezes em que se defrontaram nos últimos anos em Samora Correia, sendo que o União impôs já uma goleada no reduto do adversário, ganhando por 5-0, há apenas duas épocas.

A nível de palmarés nesta competição, o Samora Correia conquistou a Taça do Ribatejo por duas vezes, mas já nas algo distantes temporadas de 1983 e 1994, sendo que o União de Tomar se sagrou vencedor da prova recentemente, apenas há dois anos.

Na sequência dessa edição de 2018, esta é a segunda vez que os nabantinos estão nas meias-finais, enquanto os samorenses atingem esta fase pela primeira vez na última década.

Tendo também em atenção o que tem sido o percurso de ambas as formações na presente época, esta tarde os samorenses poderão aproveitar o factor casa para procurar equilibrar a contenda, considerando o favoritismo que, em teoria, será concedido ao União de Tomar, em função do seu superior potencial, confirmado pelo distinto posicionamento na tabela classificativa, afigurando-se o empate como um cenário de alguma probabilidade.

Em qualquer caso, será expectável – tal como indiciado em relação ao confronto entre os clubes de Almeirim – que tudo possa ficar pendente de decisão para os jogos da segunda mão, agendados para 15 de Março.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.02.2020)

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A 19.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta, como “prato forte”, um estimulante embate entre Cartaxo e U. Almeirim, duas das equipas que mais se apetrecharam para esta temporada.

Atendendo a que o jogo se disputa em terreno adverso, este poderá ser, porventura, o desafio de maior dificuldade com que o U. Almeirim se deparou até agora, no presente campeonato, no qual segue 100% triunfal, após 18 rondas.

Os dois clubes defrontaram-se, no Cartaxo, nas quatro últimas temporadas, com tendência a favorecer claramente os donos da casa, que ganharam por três vezes, apenas tendo sido derrotados numa ocasião, há dois anos.

Tendo igualmente em consideração que os cartaxeiros venceram os três jogos até agora disputados na segunda volta do campeonato, veremos se se confirma o risco de quebra da fantástica série de vitórias do U. Almeirim, ou se, ao invés, os almeirinenses conseguirão transpor mais este obstáculo.

Mas há mais motivos de interesse: um confronto, também de desfecho imprevisível, entre Abrantes e Benfica e U. Tomar, e um igualmente aliciante Fazendense-Mação.

Em Abrantes, o clube local volta a receber os tomarenses, 70 anos depois do último encontro ali realizado entre ambos a contar para o principal escalão do futebol distrital!

Na primeira volta, os abrantinos – então recém-chegados da divisão secundária – surpreenderam, vencendo em Tomar. Hoje, estaremos perante um jogo de tripla, não obstante os unionistas poderem surgir algo repartidos entre a disputa dos lugares cimeiros do campeonato e a perspectiva de poder voltar a marcar presença na Final da Taça do Ribatejo.

Fazendense e Mação disputam o embate de maior historial recente, já repetido em dez ocasiões na última década, com vantagem dos homens das Fazendas de Almeirim, que ganharam metade das partidas (cinco), face a apenas dois triunfos dos maçaenses (o último dos quais já em 2013-14), para além de três igualdades.

Os “scores” têm sido equilibrados, sendo que apenas uma vez um dos contendores marcou mais de dois golos (3-1 para o Fazendense, na já relativamente distante temporada de 2010-11).

Com o grupo das Fazendas embalado, num excelente ciclo de seis vitórias sucessivas, perante uma equipa do Mação que parece atravessar fase de menor fulgor, os visitados serão favoritos a ganhar esta tarde, visando consolidar a posição de vice-líder que ocupam.

Em Coruche, defrontam-se os vizinhos Coruchense e Glória do Ribatejo, com a turma do Sorraia previsivelmente a repetir as vitórias registadas nas duas últimas vezes em que se cruzaram no principal escalão, depois de uma igualdade em 2012-13.

O Torres Novas recebe o Moçarriense, sendo os torrejanos amplamente favoritos, perante um adversário que segue com cinco derrotas sucessivas.

Nas três vezes em que, em anos recentes, se encontraram, o conjunto de Torres Novas ganhou por duas ocasiões, tendo sido surpreendido em 2011-12, época em que os homens da Moçarria lograram vencer no terreno do adversário de hoje.

Amiense e Ferreira do Zêzere encontram-se em Amiais de Baixo, apresentando trajectórias distintas nos últimos jogos, sendo que os ferreirenses perderam os três encontros já disputados nesta segunda volta do campeonato.

Os dois emblemas defrontaram-se apenas nas duas temporadas mais recentes, com um empate em 2017-18 e uma clara vitória (3-0) do Amiense na época passada, desfecho que se antevê possa repetir-se hoje.

Numa outra partida de prognóstico difícil, sem histórico anterior, o Rio Maior terá a visita do Samora Correia, que vinha num ciclo positivo – no qual se inclui o apuramento para as meias-finais da Taça –, até ser desfeiteado, no passado fim-de-semana, em casa, pelo Fazendense.

Ainda assim, mesmo considerando que os visitados continuam carenciados de pontos, para procurar escapar à zona perigosa da tabela classificativa, este parece ser um jogo mais propício a triunfo dos samorenses, ou, no mínimo, a uma eventual repartição de pontos.

Os dois clubes que partilham a indesejada condição de “lanterna vermelha”, Riachense e Pego, encontram-se hoje, num confronto que poderá assumir contornos determinantes para o evoluir do resto da temporada, no que respeita às duas equipas.

Tendo-se defrontado, no principal escalão, apenas na época de 2016-17, então com triunfo categórico dos homens dos Riachos, por 4-1, a conjuntura actual é bastante diferente, sendo que, nos 24 últimos jogos disputados por estas duas formações, acumularam um total de 23 desaires (a única excepção foi a vitória do Pego sobre o Moçarriense, já na 11.ª ronda)!

Esta tarde, e pese embora o Riachense até tenha ido ganhar ao Pego, na 1.ª volta, os pegachos parecem dispor de mais argumentos para poder “devolver” a desfeita sofrida em casa.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.02.2020)

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Na retoma do campeonato distrital, esta parece ser uma jornada “morna”, estando as atenções focadas, principalmente, no U. Almeirim-Amiense e no Samora Correia-Fazendense, os desafios em que intervêm os actuais dois primeiros classificados.

O líder, U. Almeirim, depois de ter já estabelecido um novo “record” de 17 triunfos consecutivos, nas primeiras 17 rondas do campeonato, procurará dar sequência a esse fantástico registo. Não obstante, recebe hoje o Amiense, única formação que, até à data, conseguiu evitar a derrota antes os almeirinenses, na presente temporada, pese embora em partida da Taça do Ribatejo.

O histórico recente de confrontos entre ambos os clubes aponta para quatro jogos em Almeirim, precisamente nas quatro últimas épocas, tendo-se registado inicialmente duas igualdades, a que se seguiram duas goleadas aplicadas pelos visitados ao grupo de Amiais de Baixo (4-0 em 2017-18 e 4-1 no campeonato passado).

Esta tarde, o U. Almeirim volta a ser favorito, restando saber até que ponto o Amiense – que segue com uma série de três vitórias sucessivas no campeonato, não perdendo há cinco jornadas – terá possibilidade de, em reduto adverso, voltar a colocar um “grão numa engrenagem” que parece imparável.

Em Samora Correia encontram-se dois emblemas motivados pelo recente apuramento para as meias-finais da Taça do Ribatejo, acrescendo, no caso do Fazendense, a notável campanha que vem realizando também no campeonato.

Atendendo ao historial de confrontos entre ambos em Samora, em conjugação com a boa forma que as duas equipas evidenciam, este parece ser um desafio que aponta para a repartição de pontos.

De facto, nas quatro ocasiões em que se cruzaram, na última década, regista-se uma vitória para cada lado e três empates (o mais recente, na temporada anterior, a três golos). Por outro lado, o Samora Correia ganhou os dois últimos jogos para o campeonato, enquanto o Fazendense tem em curso uma série ainda mais afirmativa de triunfos, tendo saído vitorioso nas cinco últimas jornadas.

Os dois clubes que repartem o 3.º lugar, União de Tomar e Coruchense, são ambos favoritos a vencer, apesar de a turma do Sorraia actuar em terreno alheio.

Em Tomar, o União recebe, em estreia, a nova agremiação de Rio Maior, sendo que os unionistas venceram, na 1.ª volta, no campo do adversário, na fase inicial da prova, por 3-1.

Apesar de os tomarenses apenas terem vencido um dos quatro últimos jogos para o campeonato, poderão beneficiar do factor casa, assim como, em paralelo, do facto de os riomaiorenses terem perdido por quatro vezes nos cinco encontros mais recentes que disputaram.

Quanto ao Moçarriense-Coruchense, tendo em consideração o desequilíbrio de forças entre as duas equipas, antevê-se que, com maior ou menor dificuldade, a turma de Coruche repita o desfecho das duas vezes anteriores em que jogou na Moçarria, ambas na temporada de 2012-13, tendo saído vencedor nas duas ocasiões, e por igual resultado: 1-0.

Recorda-se que a equipa da casa segue com quatro desaires sucessivos, tendo aliás perdido dez dos últimos onze jogos para o campeonato, tendo sofrido inclusivamente algumas pesadas goleadas.

Na Glória do Ribatejo, o Cartaxo – que necessita de pontos para se poder aproximar dos lugares do pódio – não deixará certamente de experimentar algumas dificuldades, mas, ainda assim, parece mais capacitado para repetir o triunfo que ali obteve na época passada (2-0).

O Mação, surpreendido em Torres Novas na jornada anterior – depois de ter sido eliminado, também em casa, na Taça, pelo Samora Correia – recebe o Riachense, um dos “lanternas vermelha” da competição.

Nem a tendência de equilíbrio histórico, na última década, igualmente com um triunfo para cada lado e três empates – à semelhança do registado entre Samora Correia e Fazendense – deverá servir de incentivo suficiente para que o grupo dos Riachos consiga evitar o que poderá ser o 12.º desaire consecutivo no campeonato, uma terrível série negativa.

O outro “lanterna vermelha”, Pego – que deixou algumas indicações positivas no embate com o União de Tomar, no jogo da Taça – recebe o Torres Novas, tendo de começar a procurar “fazer pela vida”, na luta pela possibilidade de manutenção no principal escalão do futebol distrital.

Estas duas equipas defrontaram-se duas vezes, em 2010-11, com um empate a zero, e em 2016-17, com vitória dos torrejanos por tangencial 1-0. Apesar de alguma tendência mais para os visitantes, não surpreenderia se os pegachos pudessem pontuar esta tarde.

Anota-se, em conclusão, que esta 18.ª jornada teve já um jogo antecipado, disputado no passado fim-de-semana, tendo o Abrantes e Benfica vencido (1-0) em Ferreira do Zêzere, prometendo, pois, intrometer-se na disputa dos lugares do pódio.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 09.02.2020)

 

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Quinze dias depois está de regresso a Taça do Ribatejo, agora para disputa dos 1/4 de final, envolvendo sete clubes da I Divisão e um único do escalão secundário.

Nesta ronda, três dos favoritos serão colocados à prova em deslocações ao terreno dos adversários, sempre de algum risco inerente, o qual é acrescido em competições a eliminar, em que não existe a possibilidade de rectificar um eventual dia menos bom.

Começando precisamente pelo único resistente da II Divisão, o Goleganense (que vem de uma goleada de 7-0 frente à equipa “B” do Fazendense, no seu campeonato, tendo também goleado, na eliminatória anterior, o Ortiga, por 5-0) recebe, por curiosidade, o líder incontestado do principal escalão, o U. Almeirim, o qual, por seu lado, acabou de fixar um novo e impressionante “record” de 17 vitórias consecutivas na I Divisão.

A formação da Golegã estreia-se nesta fase da competição, no que respeita ao período abrangendo as últimas doze épocas, enquanto os almeirinenses atingiram os 1/4 de final pela terceira vez, nesse mesmo intervalo temporal.

Estes dois clubes defrontaram-se, na Golegã, na última década, em duas ocasiões, nas temporadas de 2011-12 e de 2014-15, em ambos os casos em jogos a contar para a II Divisão Distrital, tendo o U. Almeirim vencido nas duas vezes, pese embora por marca tangencial: 2-1 e 1-0. Esta tarde seria grande a surpresa se os forasteiros, igualmente fortes candidatos à conquista do troféu, não somassem mais um triunfo.

Glória do Ribatejo e Fazendense disputam também uma partida em que os visitantes se apresentam com maior dose de favoritismo. Trata-se de dois clubes com tradição na Taça, tendo atingido os 1/4 de final, por quatro e cinco vezes, respectivamente, nas últimas doze temporadas.

Estes dois emblemas defrontaram-se já, em desafios da Taça do Ribatejo, nas épocas de 2011-12 e 2018-19, mas, das duas vezes, em encontros disputados nas Fazendas de Almeirim, ambos a contar para a fase de grupos, tendo o Fazendense averbado duas goleadas (4-0 e 3-0).

Por seu lado, registam-se também dois jogos realizados na Glória do Ribatejo, em 2012-13 e 2018-19, mas, neste caso, no âmbito do campeonato da I Divisão Distrital, com um empate e uma vitória dos homens das Fazendas.

O Fazendense – que conta com o palmarés mais rico na competição, sendo o único clube a ter conquistado o troféu já por quatro vezes (três delas entre 2012 e 2016) – deverá seguir em frente hoje, mas, para tal, terá de se aplicar a fundo, no tradicionalmente difícil reduto da Glória.

No Pego, um dos “lanterna vermelhas” do campeonato principal terá a visita do União de Tomar. Os pegachos marcam presença nos 1/4 de final pela quarta vez, nos últimos doze anos, enquanto os tomarenses atingem tal fase pela sétima vez (um registo apenas superado pelo Amiense, com oito presenças nesta eliminatória, nesse mesmo período, mas, esta época, já afastado da prova).

Pego e União de Tomar nunca antes se haviam cruzado na Taça do Ribatejo, tendo-se defrontado, para o campeonato, por três vezes, na última década, com duas vitórias dos unionistas e um triunfo dos pegachos, em 2010-11, isto em partidas disputadas no Pego.

Apesar de o Pego pretender inverter o ciclo muito negativo que atravessa, tendo perdido dez dos últimos onze jogos que realizou no campeonato, e tendo também em consideração que, em Tomar, o União ganhou apenas por tangencial 3-2, tendo passado por algum sobressalto, não é previsível que os visitados venham a eliminar os nabantinos.

Será necessário atentar, porém, que esta eliminatória se decide em noventa minutos, sendo que, caso a igualdade subsista, haverá necessidade de recorrer ao desempate da marca de grande penalidade, pelo que, aos tomarenses, competirá procurar a vitória no tempo regulamentar de jogo.

O quarto embate desta tarde coloca frente-a-frente Samora Correia e Torres Novas, com os samorenses a atingir esta fase da prova pela quarta vez, enquanto os torrejanos marcam presença nos 1/4 de final pela sexta vez nos últimos doze anos.

Trata-se, neste caso, de uma eliminatória que se afigura de maior equilíbrio, podendo o factor casa vir eventualmente a ter alguma influência, tendo também em conta que o Samora Correia vem atravessando uma boa fase, tendo inclusivamente eliminado, na ronda anterior, o candidato Mação, no seu próprio terreno.

Não obstante, o histórico de confrontos entre os dois emblemas aponta até para uma tendência contrária, tendo o Torres Novas vencido em Samora, na única vez em que, em anos recentes, se cruzaram na Taça, nos 1/8 de final da temporada de 2009-10, e com uma goleada (5-0). Aliás, também para o campeonato os torrejanos registam supremacia, contando com três triunfos e um empate, sendo que os samorenses apenas derrotaram este adversário em casa uma única vez, precisamente há… três semanas, por tangencial 2-1. Veremos se conseguirão repetir tal desfecho hoje.

Ainda uma última nota: U. Almeirim, Samora Correia, Pego e Goleganense não conseguiram nunca alcançar as meias-finais da Taça do Ribatejo, nas últimas doze épocas. Um repto acrescido para esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 02.02.2020)

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Intercalada entre duas eliminatórias da Taça do Ribatejo, a jornada de hoje da I Divisão Distrital apresenta dois principais aliciantes, correspondendo aos desafios que envolvem os três primeiros da tabela, com o 2.º e 3.º classificados com encontro marcado nas Fazendas de Almeirim, ainda na expectativa do que possa vir a decorrer da partida de Ferreira do Zêzere, onde se desloca o guia.

O “jogo grande” desta ronda será, pois, o Fazendense-U. Tomar, que, em primeira instância, disputam a supremacia pela posição de vice-líder, que conferirá, no final da época, acesso à Taça de Portugal.

Trata-se do confronto com maior historial de entre todos os desafios desta tarde, contando-se dez embates para o campeonato entre estes dois emblemas históricos nas últimas nove temporadas, registando-se absoluto equilíbrio, com três triunfos para cada lado e quatro empates.

Anota-se, não obstante, a particularidade de as três vitórias dos tomarenses terem sido obtidas, todas elas, nos três últimos jogos entre ambos, nas três épocas mais recentes, sucedendo, por acrescida curiosidade, a outros tantos empates nos três encontros precedentes, entre as épocas de 2013-14 e 2015-2016. O mesmo é dizer que o Fazendense não vence o União, no seu próprio terreno, desde há sete anos…

Analisando o desempenho recente de ambas as formações, a turma das Fazendas tem em curso um ciclo muito positivo, de quatro vitórias consecutivas, a que junta duas eliminatórias bem sucedidas na Taça, a última das quais, na passada semana, apenas no desempate da marca de grande penalidade, depois do empate no final do tempo regulamentar, ante o Abrantes e Benfica. Quanto ao União de Tomar, vem de duas goleadas, uma para o campeonato (7-0 ao Riachense), e, ainda mais assertiva, a da Taça, por 5-1, frente ao Coruchense.

Reunindo todos estes factores, estamos perante um jogo de tripla, de prognóstico imprevisível.

Em Ferreira do Zêzere, o comandante, U. Almeirim, terá como grande motivação procurar fixar um fantástico “record” de 17 triunfos consecutivos nas 17 primeiras jornadas do campeonato. Porém, deve notar-se que se trata de um reduto onde os almeirinenses não conseguiram ganhar nas duas últimas épocas, únicas em que ali se deslocaram nesta década para jogos da I Divisão, tendo-se registado uma vitória dos ferreirenses há dois anos e um empate na época passada.

Com o grupo da casa a procurar recuperar das incidências da última jornada (derrota sofrida na Glória do Ribatejo, tendo tido três jogadores expulsos), veremos até que ponto a equipa de Ferreira do Zêzere poderá ter capacidade para contrariar o percurso 100% vitorioso dos almeirinenses no campeonato, após estes terem sido já forçados a desempate no jogo da Taça, em Amiais de Baixo.

Outra partida de interesse é a que opõe Torres Novas e Mação, com os maçaenses, que pareciam estar novamente em crescendo, contudo a ser surpreendidos pelo Samora Correia na Taça, tendo sido, portanto, afastados de um objectivo que certamente teriam, o da conquista de tal troféu.

Nas nove ocasiões em que se defrontaram em Torres Novas nas últimas nove temporadas, a tendência favorece os visitantes, que ali ganharam por quatro vezes, face a três triunfos dos torrejanos, e dois empates. Esta tarde, os maçaenses terão maior propensão para vencer, mas afigurando-se a repartição de pontos também um cenário de forte possibilidade.

Nos outros cinco jogos desta jornada, perfilam-se claros favoritos, pelo menos em teoria. Atendendo à desproporção de valia entre os diferentes pares de adversários, Coruchense, Cartaxo, Amiense, Abrantes e Benfica e Samora Correia apresentam-se com maior grau de probabilidade de saírem vitoriosos dos encontros desta tarde.

O Coruchense recebe o Pego (um dos “lanternas vermelhas”), reeditando o confronto de 2016-17, que se saldou pelo triunfo dos homens do Sorraia, por 2-0, o qual deverão repetir hoje, possivelmente por números até mais concludentes, se considerarmos o percurso dos pegachos, que perderam dez dos seus últimos onze jogos.

Situação análoga se verifica no Cartaxo-Moçarriense, com duas vitórias dos cartaxeiros nas duas vezes em que se cruzaram, em 2015-16 e 2017-18, com o grupo da Moçarria com um registo idêntico ao dos pegachos, tendo acumulado dez desaires nos últimos onze encontros disputados.

O Amiense recebe uma motivada equipa da Glória do Ribatejo, mas conta também com vitórias nos dois jogos entre ambos, em 2012-13 e na última temporada. Acresce que a turma da casa foi a primeira a conseguir interromper, nesta época, a carreira triunfal do U. Almeirim, pretendendo certamente voltar aos triunfos no seu reduto.

O Abrantes e Benfica terá a visita do Rio Maior, num confronto sem historial, entre dois clubes que se pode considerar “estrearem-se” esta temporada no principal escalão (no caso do emblema abrantino, efectivamente um regresso após várias décadas de ausência). Os visitados, com argumentos superiores, deverão impor-se no desafio desta tarde.

Por fim, em Riachos, o outro “lanterna vermelha”, Riachense, que parece impotente para quebrar uma terrível série, já de onze derrotas consecutivas, recebe o Samora Correia, conjunto animado pela proeza alcançada na Taça (triunfo em Mação), e que visará certamente repetir as vitórias que averbou já, nas duas vezes em que ali se encontraram, nas temporadas de 2016-17 e 2017-18.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 26.01.2020)

Hertz

Os campeonatos distritais têm hoje nova pausa, para disputa da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo.

Ainda com doze clubes do principal escalão em prova teremos nada menos do que cinco embates entre primodivisionários.

Começando pelo Amiense-U. Almeirim, a questão que se coloca é se poderão os comandados de Jorge Peralta ser os primeiros a conseguir, no seu reduto de Amiais de Baixo, travar o caminho triunfal do líder.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos os clubes em jogos da Taça, recorremos aos jogos do Distrital, sendo que, nas partidas disputadas nas últimas cinco épocas, o Amiense tem ligeiro predomínio, com duas vitórias e dois empates, apenas tendo perdido uma vez, precisamente já na temporada em curso, no final de Setembro, mas em jogo disputado em Monsanto.

Em Tomar, o União recebe o Coruchense, com os dois emblemas a repetir o confronto dos 1/4 de final do ano passado, num desafio então realizado em Coruche, decidido a favor do grupo do Sorraia, mas apenas no desempate da marca de grande penalidade, após uma igualdade a um golo no tempo regulamentar, na caminhada do Coruchense até à final, que acabaria por vir a perder, ante o U. Santarém.

Por curiosidade, estes dois clubes enfrentaram-se na Taça também em 2011-12, igualmente em Coruche, e com desfecho similar: neste caso, empate a duas bolas, outra vez com a formação coruchense a superiorizar-se naquela fórmula de desempate.

Se considerarmos apenas jogos disputados em Tomar, não existe histórico prévio na Taça, sendo que, para o campeonato, o União ganhou apenas dois dos últimos seis jogos, face a três triunfos do Coruchense e um empate. Veremos se, esta tarde, o factor casa poderá ter influência.

Nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense recebe o Abrantes e Benfica, num desafio que opõe os actuais 3.º e 5.º classificados do campeonato, os quais, por coincidência, se defrontaram há apenas duas semanas, com triunfo dos homens da casa.

Tendo perdido também em Almeirim, ante o União, os abrantinos tudo farão para evitar terceiro desaire sucessivo, mas tal não significa, só por si, que venham a seguir em frente na prova, devendo ter-se ainda em devida conta que os homens das Fazendas seguem num excelente ciclo de cinco vitórias consecutivas.

O Mação, outra vez a atravessar bom momento, recebe o Samora Correia, sendo favorito, podendo repetir o desfecho dos 1/8 de final da época de 2015-16, quando, em jogo realizado em Samora, depois de empate a um golo, foi mais eficaz no desempate da marca de grande penalidade.

Em jogos a contar para o campeonato, estas duas equipas cruzaram-se por três vezes em Mação, com dois triunfos dos maçaenses e uma vitória dos samorenses, na temporada de 2016-17.

Também o Torres Novas se perfila como claro favorito a avançar na competição, tendo a visita do Rio Maior.

Os dois grupos apenas se defrontaram uma vez, a contar para o campeonato, e já na presente temporada, há cerca de um mês, então com vitória tangencial dos torrejanos por 1-0. Esta tarde, em partida de contornos distintos, o Torres Novas deverá, não obstante, confirmar a sua superioridade.

Para além dos anteriores, teremos ainda dois confrontos entre clubes do primeiro e do segundo escalão.

No primeiro caso, entre Glória do Ribatejo e Pontével, a turma da casa, moralizada com o triunfo registado na semana passada, ante o Ferreira do Zêzere, encontrará uma equipa que, ao invés, vem de um pesado desaire (0-4) ante o Espinheirense, pelo que se antevê que, não obstante a réplica que o grupo do município do Cartaxo não deixará de oferecer, os visitados, com tradição na Taça, possam seguir em frente.

Já no embate entre Alcanenense e Pego, se afigura mais difícil antecipar quem prevalecerá, sendo que o conjunto de Alcanena, motivado com a liderança da sua série da II Divisão, factor a que alia a condição de visitado, poderá tirar benefício destas situações, assim como do ciclo muito negativo que os pegachos vêm atravessando.

O único confronto entre clubes a militar no escalão secundário, o Goleganense-Ortiga, opondo o 7.º classificado da série B ao 6.º da série A, parece ser um jogo de tripla, em que qualquer dos desfechos será plausível, sendo que, na eliminatória prévia anterior, a formação da Golegã conseguiu já, de alguma forma surpreender, afastando o teoricamente mais credenciado Entroncamento.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 19.01.2020)

Hertz

Com o título de Campeão Distrital praticamente “entregue”, apesar de ter decorrido apenas metade do campeonato, subsistem motivos de interesse para a segunda volta da prova, que hoje se inicia.

Nesta ronda, avultam, em especial, os embates U. Almeirim-Abrantes e Benfica e Mação-Coruchense, envolvendo quatro dos seis primeiros da tabela.

Em Almeirim, o líder recebe o 5.º classificado, Abrantes e Benfica, num confronto sem historial recente. Na 1.ª volta, na estreia, o líder começou por ganhar em Abrantes por 2-0, perfilando-se também como favorito a igualar, esta tarde, a marca “record” de 16 vitórias consecutivas, registada pelo Fátima há quatro anos.

Depois da derrota sofrida no passado fim-de-semana nas Fazendas de Almeirim, veremos se os abrantinos – ainda com a mira no 2.º lugar, de que distam apenas dois pontos – “estarão pelos ajustes” de sofrer segunda desfeita sucessiva, agora na sede do município de Almeirim.

Por seu lado, em Mação, encontram-se o 6.º e o 3.º classificados, por curiosidade os dois últimos emblemas a conquistarem o título de Campeão Distrital (se exceptuarmos o actual Campeão em título, U. Santarém): o Mação, em 2018; o Coruchense, em 2017.

Estes dois clubes defrontaram-se, em anos recentes, por quatro vezes, sem que a formação de Coruche tivesse conseguido ainda vencer em Mação, registando-se dois triunfos dos maçaenses e dois empates.

Depois do empolgante 3-3 da semana passada, entre Mação e Cartaxo, está prometido novo espectáculo para esta tarde, outra vez sob o signo do equilíbrio, mas em que o factor casa poderá ter alguma influência, com os maçaenses a querer rectificar o pesado desaire (0-3) sofrido em Coruche na estreia.

Nesta jornada de abertura da segunda metade do campeonato, repete-se novamente o “derby” do município de Santarém, entre Moçarriense e Amiense, depois da goleada (5-0) imposta pela turma de Amiais de Baixo, no jogo da Taça, apenas há duas semanas.

Nas quatro ocasiões em que se cruzaram no principal escalão, na Moçarria, os homens da casa conseguiram ganhar uma única vez (por 4-1), em 2015-16, tendo o Amiense vencido os outros três desafios.

Atendendo à forma recente dos dois conjuntos, com o grupo de Amiais de Baixo embalado numa série de bons resultados, em contraponto flagrante com as nove derrotas sofridas pelo Moçarriense nos últimos dez jogos que disputou, não surpreenderá se os forasteiros voltarem a ganhar.

O União de Tomar recebe o “lanterna vermelha”, Riachense, que segue numa terrível série de dez derrotas consecutivas, tendo perdido todos os jogos disputados desde o final de Outubro.

Porém, o histórico de confrontos entre ambas as equipas é até favorável à turma dos Riachos, que ganhou duas das quatro últimas partidas em Tomar, registando-se ainda um nulo (em 2016), tendo o União goleado por 4-0 no fecho do campeonato de 2018.

Necessitando reagir prontamente, os unionistas deverão reencontrar já esta tarde o rumo dos triunfos.

Rio Maior e Fazendense encontram-se pela primeira vez em Rio Maior. Depois da surpresa provocada pelos riomaiorenses no arranque do campeonato, empatando nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense tem vindo a realizar excelente campanha, partilhando o 4.º posto com o Abrantes e Benfica, somente a dois pontos dos vice-líderes, contando com a segunda defesa menos batida, apenas superada pelo comandante.

Tendo em curso um ciclo muito favorável, de quatro vitórias consecutivas (incluindo no jogo da Taça), o Fazendense é também favorito a ganhar este embate.

O Pego recebe o Cartaxo, com um (curto) histórico que é favorável aos pegachos, que, depois de um empate há nove temporadas, se impuseram ao adversário por 4-2 em 2016-17. Não obstante, tendo a formação do Pego perdido oito dos seus últimos nove jogos, antecipa-se que os visitantes possam enfim regressar às vitórias, de que se encontram arredados já há seis jogos!

Samora Correia e Torres Novas defrontaram-se também por quatro vezes nos últimos anos, sendo que os samorenses não conseguiram ainda bater, no seu próprio reduto, os torrejanos, não tendo ido além de um empate a zero na última época, tendo perdido nas outras três ocasiões; não conseguiram, aliás, nesses quatro encontros, marcar qualquer golo.

Em função do desempenho de ambas as equipas, ocupando posição tranquila na tabela, a repartição de pontos parece ser um cenário de alguma probabilidade.

Por fim, na Glória do Ribatejo, a turma local recebe a visita do Ferreira do Zêzere, a atravessar momento positivo. Na única vez que se encontraram no principal escalão, na última temporada, os ferreirenses surpreenderam pela expressão do marcador, goleando por 4-0.

Esta tarde, frente a uma equipa em dificuldades, o clube de Ferreira do Zêzere pretenderá certamente aproveitar para se desforrar do inesperado desaire caseiro sofrido ante este mesmo adversário na ronda inaugural do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 12.01.2020)

Hertz

Depois das festividades de Natal e Ano Novo, e após a disputa de eliminatória prévia da Taça do Ribatejo, está de regresso o campeonato distrital da I Divisão, com os jogos da última jornada da primeira volta.

Nesta ronda começa por destacar-se, pelo seu simbolismo, o clássico de maior historial do futebol distrital, com União de Tomar e Torres Novas a encontrarem-se pela 93.ª vez em jogos oficiais (a contar para campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo), com um equilibrado balanço global de 38 vitórias dos unionistas face a 36 dos torrejanos, para além de 18 empates.

O equilíbrio é ainda mais vincado se considerarmos os oito encontros entre ambos os clubes nas últimas nove temporadas, a contar para o campeonato, com três triunfos para cada lado e duas igualdades, a última das quais na época passada.

Não obstante, atendendo ao desempenho das duas equipas, assim como às respectivas ambições, o União de Tomar é considerado favorito no desafio desta tarde.

Mas esta jornada tem outros “jogos grandes”, de prognóstico imprevisível, nomeadamente os que colocam frente-a-frente, respectivamente, Samora Correia e Coruchense, Mação e Cartaxo e Fazendense e Abrantes e Benfica.

Em Samora, o agora vice-líder, Coruchense (a par dos tomarenses) terá um teste de elevado grau de dificuldade, pese embora os homens do Sorraia até tenham sido bem sucedidos nas suas duas últimas deslocações ao terreno deste adversário, com outras tantas vitórias, em 2016-17 e na época passada.

Com um ciclo muito positivo de seis triunfos consecutivos, o Coruchense procurará manter a passada, mas, para tal, terá de contornar as dificuldades que o Samora Correia não deixará de lhe colocar.

Em Mação, com a turma local agora a parecer em fase de menor fulgor (não obstante a goleada de 7-0 aplicada, no passado fim-de-semana, ao Porto Alto, em jogo da Taça), o Cartaxo pretenderá colocar termo a uma “seca” de quatro partidas sem vencer (cinco, se contarmos também com a da Taça), nas quais, aliás, foi derrotado por três vezes.

Porém, já sem objectivos palpáveis nesta temporada – afastados da Taça e muito distantes dos lugares do pódio no campeonato –, os cartaxeiros não encontrarão facilidades, frente a um adversário, que, por curiosidade, com eles partilha a 6.ª posição, pelo que não surpreenderá se os donos da casa obtiverem resultado positivo neste desafio.

Tem sido esta, aliás, a tendência a prevalecer nos últimos anos, nos encontros entre ambos os emblemas, com cinco vitórias do Mação, face a apenas dois triunfos do Cartaxo – o mais recente, precisamente, na última vez que se cruzaram, há duas épocas –, não se tendo ainda registado qualquer empate.

Nas Fazendas de Almeirim encontram-se duas das melhores formações deste campeonato, com o 5.º classificado, Fazendense, a receber o 4.º, Abrantes e Benfica, num confronto sem histórico.

Tendo cada um destes clubes vencido em quatro das cinco últimas jornadas do campeonato, a repartição de pontos é um cenário a considerar para esta tarde.

Quanto ao líder destacado, U. Almeirim, viaja até à Glória do Ribatejo, na perspectiva de manter a sua campanha 100% vitoriosa, para o que terá de contar com a tradicional réplica dos donos da casa.

Na única vez em que se cruzaram, na última década, no principal escalão, precisamente na época passada, o resultado saldou-se por um empate a uma bola, o que, não sendo previsível que se repita hoje, constituiria, a suceder, um marco neste campeonato.

Assinala-se ainda a curiosidade do reencontro, em duas semanas sucessivas, de Rio Maior e Riachense. Depois do triunfo dos riomaiorenses por 3-1 na partida da Taça, os visitados pretenderão aproveitar a oportunidade para se afastar dos lugares da cauda da tabela, sendo expectável que ampliem para nove a terrível série de derrotas sucessivas do grupo dos Riachos.

Quem necessita também, urgentemente, inverter a tendência de maus resultados é o Moçarriense, que perdeu oito dos seus últimos nove jogos, vindo de uma dolorosa goleada caseira sofrida ante o Amiense, no passado Domingo, no jogo da Taça.

Contudo, recebe um bem organizado conjunto do Ferreira do Zêzere, que até ganhou na Moçarria, há duas épocas, na única vez que, nos últimos anos, se defrontaram na I Divisão, pelo que não se afigura fácil a missão dos visitados.

O outro “lanterna vermelha” (a par do Riachense), Pego, recebe o Amiense, sendo que, na três vezes que ali se confrontaram na última década, os pegachos nunca conseguiram vencer, não tendo ido além de um empate, com duas vitórias dos homens de Amiais de Baixo, que voltam a ter maior dose de favoritismo esta tarde, depois da categórica exibição do passado fim-de-semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.01.2020)

Hertz

A partida de maior chamariz da eliminatória da Taça do Ribatejo que hoje se disputa é a que coloca frente a frente o Cartaxo e o Coruchense – confronto de que, aliás, poderá sair o próximo adversário do União de Tomar, caso os tomarenses consigam confirmar o apuramento para os 1/8 de final.

Não existindo histórico de embates recentes entre aqueles dois clubes, a contar para a Taça, recorremos às estatísticas da I Divisão Distrital, que apontam para um absoluto equilíbrio: em cinco encontros no Cartaxo, nas sete últimas épocas, regista-se uma vitória para cada lado e três empates, sendo de notar que o triunfo dos cartaxeiros sucedeu, precisamente, no campeonato em curso, há menos de dois meses.

Esta tarde, num jogo de características diferentes, a eliminar, o prognóstico é incerto, mas o factor casa poderá vir a ser determinante.

Na Moçarria, temos um “derby” entre dois clubes do município de Santarém, com o Moçarriense a receber a visita do Amiense.

Estas duas formações cruzaram-se, na Taça do Ribatejo, já por três vezes, sempre com vitória da turma de Amiais de Baixo: em 2009-10 e em 2012-13, de ambas as vezes na fase de grupos da prova, e na Moçarria; em 2018-19, nos 1/8 de final, em Amiais.

Alargando a análise aos jogos a contar para o campeonato, o Amiense regista igualmente supremacia, com três triunfos, tendo o Moçarriense vencido uma única vez, em 2015-16.

Atendendo ao desempenho de ambos os conjuntos nesta temporada, os visitantes terão maior probabilidade, pelo menos em teoria, de seguir em frente.

O outro desafio entre clubes primodivisionários será o Rio Maior-Riachense, que se defrontaram, na época passada, na fase final, de apuramento de Campeão, da II Divisão Distrital, então com vitória dos riomaiorenses por 3-0. Esta tarde, os visitados, pese embora as oscilações de forma que têm denotado, são também favoritos a repetir o triunfo, ante um adversário que segue num ciclo terrível, de oito desaires sucessivos no campeonato.

Em Tomar, o União recebe o Marinhais, actual 2.º classificado da série B da II Divisão. Os dois emblemas defrontaram-se, na última temporada, então na I Divisão, com vitória dos tomarenses por 3-1.

Porém, na única ocasião em que se cruzaram a contar para a Taça do Ribatejo, na já distante temporada de 1997-98 (na qual o União de Tomar se viria a sagrar Campeão Distrital), foi então o Marinhais a levar a melhor, ganhando no seu terreno, por 2-1, em encontro dos 1/8 de final.

Em qualquer caso, atendendo ao actual estatuto dos dois clubes, a que acresce o factor casa, o União é claro favorito para a partida desta tarde.

Torres Novas e Benavente repetem o confronto mais frequente de todos os embates agendados para esta ronda, também com três jogos já disputados entre ambos na Taça do Ribatejo, com desfechos variados: nos 1/4 de final da época de 2009-10, após empate a duas bolas, o desempate da marca de grande penalidade foi favorável aos benaventenses; nas 1/2 finais de 2010-11, o resultado foi o mesmo, uma igualdade a dois golos, mas, desta feita, seriam os torrejanos a levar a melhor no desempate, vindo a conquistar o troféu, depois de bater o Cartaxo na final; mais recentemente, nos 1/8 de final da temporada de 2017-18, o Torres Novas goleou o Benavente por 7-2!

Também para o campeonato, estes dois clubes se defrontaram em Torres Novas, por seis vezes, nos últimos nove anos, com cinco vitórias dos visitados e um empate.

Perante este historial, seria surpreendente se os torrejanos não obtivessem o apuramento esta tarde.

A U. Atalaiense recebe o Abrantes e Benfica, numa reedição do encontro que disputaram na época passada, então a contar para o escalão secundário, com triunfo dos abrantinos por 3-1, que são também favoritos hoje.

Os restantes três encontros serão estreias, com o Mação com todo o favoritismo na recepção ao Porto Alto, enquanto o Fazendense deverá confirmar os seus superiores argumentos no terreno do Espinheirense; no Goleganense-Entroncamento – único embate entre clubes da II Divisão –, a equipa da cidade ferroviária perfila-se também como favorita a ganhar.

Entretanto, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final, o Samora Correia, vencedor ante o Ferreira do Zêzere no passado fim-de-semana, assim como Alcanenense, Glória do Ribatejo, Ortiga, Pego, Pontével e U. Almeirim, os quais, por sorteio, ficaram isentos desta eliminatória.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.12.2019)

Hertz

A ronda desta tarde da I Divisão Distrital – penúltima da primeira volta do campeonato e derradeira deste ano de 2019 – tem agendado, em especial, um “jogo grande”, opondo o 2.º e 3.º classificados, com o Coruchense a receber o U. Tomar, num embate de desfecho imprevisível, em que nenhuma das equipas poderá perder, sob pena de ver o líder afastar-se definitivamente.

Estes dois clubes defrontaram-se em Coruche, nas últimas temporadas, por seis vezes, com um balanço relativamente equilibrado: três vitórias da formação do Sorraia (a última das quais já há quase cinco anos), dois triunfos dos unionistas e um empate, desfecho verificado precisamente na época passada.

Com o Coruchense num ciclo de cinco vitórias consecutivas, tendo, por seu lado, o União vencido todos os últimos oito encontros, à excepção do duelo disputado com o comandante, em Almeirim, fica a curiosidade para ver qual destas séries será interrompida hoje.

O líder, U. Almeirim, beneficia de total favoritismo na partida que disputará, recebendo a visita do Moçarriense, a qual regista um curto histórico, de apenas dois confrontos, em 2015-16 e em 2017-18, em ambos os casos com triunfo dos donos da casa, o que é expectável venha a ocorrer também desta feita.

Caso assim seja, os almeirinenses beneficiarão do desfecho do desafio de Coruche para ficar ainda com vantagem mais confortável – podendo mesmo, na eventualidade de o Coruchense não ganhar, praticamente afastar da luta mais um dos dois rivais que parecem subsistir.

Outros jogos de interesse, na perspectiva da disputa de lugares na primeira metade da tabela, serão, nomeadamente, o Amiense-Mação e o Riachense-Fazendense.

Em Amiais de Baixo, no embate com maior historial de entre os agendados para esta tarde, Amiense e Mação cruzam-se pela 11.ª vez nas últimas dez temporadas, com a tendência a favorecer os visitados, que ganharam por quatro vezes, tendo empatado outras quatro, enquanto os maçaenses registaram apenas dois triunfos, um deles no último encontro entre ambos, em 2017-18.

Em função do desempenho recente dos dois conjuntos, o Mação parece, nesta altura, mais forte, faltando ver até que ponto tal será contrabalançado pelo factor casa, agora que o Amiense regressou ao seu Campo da Azenha.

Por seu lado, o Fazendense terá uma boa oportunidade de ganhar nos Riachos, o que não conseguiu em nenhum dos cinco últimos desafios ali disputados, com o Riachense a registar três vitórias e dois empates (estes, nas duas últimas partidas, em 2016-17 e em 2017-18, por curiosidade, ambos a dois golos).

Com uma excelente campanha nesta época, a turma das Fazendas de Almeirim perfila-se como favorita, ante um Riachense que segue num ciclo muito negativo, de sete derrotas consecutivas, partilhando a indesejada condição de “lanterna vermelha” com o Pego, necessitando, pois, de pontuar com urgência.

No Cartaxo, os cartaxeiros, agora já virtualmente arredados das aspirações ao título (tendo em consideração os 16 pontos de atraso em relação ao U. Almeirim e dez face ao U. Tomar), recebem o Samora Correia, que procura uma posição tranquila a meio da pauta classificativa.

Nas quatro ocasiões em que se defrontaram nos últimos anos, o Cartaxo ganhou por três vezes, tendo o Samora Correia surpreendido em 2017-18, aplicando então uma goleada de 4-0. No jogo de hoje, os homens da casa deverão voltar às vitórias, de que estão arredados há três jornadas.

Nos restantes três jogos desta ronda não há historial de encontros recentes a nível do principal escalão, pelo que apenas podemos ter em consideração o desempenho de cada clube na presente temporada.

No Abrantes e Benfica-Glória do Ribatejo os abrantinos são claramente favoritos, devendo manter a perseguição ao trio do pódio, podendo mesmo vir a ascender a tal posição, dependendo do desfecho do confronto de Coruche.

Também no Torres Novas-Rio Maior os visitados beneficiam de maior dose de favoritismo, sendo que os riomaiorenses já surpreenderam neste campeonato, pese embora tenham actualmente em curso uma série de seis jogos sem ganhar.

No Ferreira do Zêzere-Pego veremos até que ponto os ferreirenses conseguirão, de imediato, superar o trauma da goleada sofrida em Mação, ante uma das equipas que ocupa o último lugar, por conseguinte também muito carenciada de pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.12.2019)

Hertz

Na jornada de hoje do Distrital da I Divisão os três emblemas da frente terão tarefas de grau de dificuldade diferenciado, mas em que não poderão desconcentrar-se, sob risco de poderem vir a ceder pontos.

Começando pelo líder, U. Almeirim, desloca-se ao Pego, sendo claro favorito, mas tendo, naturalmente, de confirmar tal condição dentro de campo.

Por curiosidade, na única vez em que estas duas equipas se defrontaram, no principal escalão, nos últimos anos, na época de 2016-17, os pegachos venceram por 1-0, um desfecho que, a repetir-se esta tarde, não deixaria de constituir uma enorme surpresa.

Mas o jogo grande de hoje está agendado para Tomar, opondo União e Cartaxo, um teste de exigência máxima para as duas formações, sendo que os cartaxeiros registam já um atraso porventura irrecuperável em relação ao primeiro lugar, o que, obviamente, não significará que não ambicionem ganhar, num jogo, pois, em que qualquer dos desfechos estará em aberto.

Estes dois clubes encontraram-se em Tomar, nas últimas nove temporadas, a contar para o campeonato, por sete vezes, com um balanço repartido: duas vitórias dos unionistas, um triunfo dos visitantes e quatro empates.

Quanto ao terceiro classificado, Coruchense, decerto não esperará facilidades na visita a Rio Maior, onde encontrará um grupo bastante motivado pelo empate imposto na semana passada, precisamente, no Cartaxo, ante outro dos, à partida, assumidos candidatos.

Não existindo, neste caso, histórico de confrontos entre ambos os clubes, a turma do Sorraia será também favorita, mas, neste jogo, um resultado positivo para os riomaiorenses não seria uma completa surpresa.

O embate com maior história de entre os jogos desta tarde é o Fazendense-Torres Novas, já repetido em nove ocasiões desde a temporada de 2010-11, também com uma tendência de equilíbrio, no que respeita às partidas disputadas nas Fazendas de Almeirim: três triunfos dos locais, face a duas vitórias dos torrejanos, e quatro empates.

Atendendo ao desempenho dos dois conjuntos na presente época, o Fazendense poderá voltar aos triunfos, depois de ter visto interrompido um ciclo de três vitórias sucessivas, na última jornada, em Coruche.

Em Samora Correia encontram-se duas equipas à procura da tranquilidade na pauta classificativa, com os samorenses a receber a visita do Amiense, que, neste campeonato, tem sido bem mais eficaz na condição de visitante que nos encontros “em casa” (10 pontos obtidos fora, contra apenas três como visitado).

Nas cinco vezes em que se cruzaram nos anos mais recentes, a turma de Amiais de Baixo nunca conseguiu vencer em Samora, não tendo ido além de três empates, tendo os visitados vencido os outros dois desafios.

Regista-se ainda a curiosidade de, em todos esses jogos, o Samora Correia ter marcado sempre dois golos. Esta tarde, a repartição de pontos é um cenário com alguma probabilidade.

O Abrantes e Benfica, somente a um ponto dos lugares do pódio, recebe a visita do Riachense, também num encontro sem historial a nível da I Divisão, sendo que os dois emblemas se cruzaram, na época passada, então no escalão secundário, por duas vezes (na fase regular do campeonato e na fase final, de apuramento de Campeão), tendo os abrantinos vencido ambos os jogos por tangencial 1-0.

Esta tarde o mais provável será novo triunfo do Abrantes e Benfica.

O Mação, já muito distante dos primeiros lugares, não podendo, pois, aspirar a mais que uma época tranquila, recebe o Ferreira do Zêzere.

Tal como no Pego-U. Almeirim, também neste caso as duas equipas apenas se encontraram uma única vez, em 2017-18, e, então, com um surpreendente triunfo dos ferreirenses (3-2), no terreno do então já sagrado Campeão Distrital, precisamente na jornada de fecho de tal campeonato.

Hoje, não é previsível que se possa repetir tal desfecho, sendo os maçaenses favoritos a somar mais três pontos, não estando também fora de hipótese uma eventual igualdade.

Depois de ter perdido na passada semana, frente ao Abrantes e Benfica, o “lanterna vermelha”, Moçarriense, volta a actuar em casa, recebendo a turma da Glória do Ribatejo, animada com a vitória averbada ante o Pego, que lhe proporcionou, no imediato, afastar-se da zona de despromoção.

Com o conjunto da Moçarria a necessitar, com urgência, colocar termo a uma negativa série de seis desaires sucessivos, esta poderá ser uma oportunidade crucial para os homens da casa.

Todavia, terá de atentar-se no (curto) histórico de jogos entre os dois clubes no principal escalão, respeitando exclusivamente à temporada de 2012-13, em que se defrontaram na Moçarria por duas vezes, sem que os visitados conseguissem marcar, tendo-se registado um nulo e um tangencial triunfo, por 1-0, da Glória do Ribatejo.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.12.2019)

Hertz

A jornada de hoje do Distrital da I Divisão integra alguns encontros de maior chamariz, nos quais, aproximando-nos do termo da primeira metade da prova, poderão começar a definir-se algumas posições relativas, isto numa altura em que parece já imprevisível que o Campeão possa vir a ser outro que não o U. Almeirim, o U. Tomar ou o Coruchense, dadas as diferenças pontuais de outros teóricos candidatos face aos dois primeiros e, em particular, em relação ao líder.

Desde logo, o embate entre U. Almeirim e Mação, em que se defrontam o actual guia isolado, 100% vitorioso, e o anterior Campeão Distrital, relegado do Nacional na última época, mas que vem em crescendo, podendo eventualmente causar surpresa.

Curiosamente, nas três ocasiões em que, nos últimos anos, se defrontaram em Almeirim (entre 2016 e 2018), regista-se absoluto equilíbrio, com uma vitória para cada lado e um empate, tendo sido os maçaenses a vencer o último jogo, por 2-0.

Os almeirinenses são favoritos a somar a 12.ª vitória consecutiva no campeonato, mas, será o Mação – a atravessar fase positiva, com três vitórias consecutivas – capaz de travar a marcha triunfal do adversário?

Por seu lado, Coruchense e Fazendense disputam um desafio que assume cariz de grande relevância, principalmente para a turma do Sorraia, “impedida” de perder pontos, na perspectiva de poder almejar ainda a conquista do título.

Por curiosidade, em termos históricos, nas cinco vezes em que estes dois clubes se defrontaram em Coruche, nos anos mais recentes, a vantagem até é dos forasteiros, que ali ganharam dois jogos (um deles, com uma soberba goleada, por 5-0, em 2014-15), tendo perdido apenas um e empatado outros dois.

Numa altura em que ambas as equipas têm também em curso séries de três vitórias sucessivas, veremos se os donos da casa conseguirão quebrar tal ciclo positivo da turma das Fazendas de Almeirim.

Amiense e União de Tomar, dois emblemas históricos do Distrito, defrontam-se pela 50.ª vez, desde a estreia dos confrontos entre ambos, na temporada de 1985-86, tendo todos os jogos disputados sido a contar para a I Divisão Distrital, à excepção de um único desafio, na Taça do Ribatejo, em 2017-18. Em termos globais, num balanço repartido, a tendência é ligeiramente favorável à turma de Amiais de Baixo, com 20 vitórias, face a 18 triunfos dos tomarenses, para além de 11 empates.

Cingindo-nos apenas aos encontros disputados no terreno do Amiense, nos últimos nove anos, as duas formações cruzaram-se por dez vezes, neste caso com ligeira vantagem do União, que venceu em cinco ocasiões (tendo goleado por 5-1 no mais recente desafio, em Março deste ano), face a quatro triunfos dos visitados e um único empate, já na distante temporada de 2010-11.

Perante uma equipa do Amiense que parece revitalizada, agora bem mais tranquila na tabela, e de regresso a casa, o União de Tomar, visando dar sequência às vitórias, encontrará certamente um difícil obstáculo, a exigir total concentração e empenho por parte dos unionistas.

Noutro plano, o “derby” Torres Novas-Riachense não deixa de constituir um jogo sempre de especial interesse, apesar de os torrejanos serem, no contexto actual, claros favoritos.

Em anos recentes estes dois grupos apenas se cruzaram, no principal escalão, por três vezes (também entre 2016 e 2018), sendo que o Torres Novas ganhou o último jogo, tendo o Riachense vencido os dois anteriores.

Em função do desempenho que as duas equipas vêm apresentando, seria surpreendente se o conjunto dos Riachos conseguisse pontuar.

Ferreira do Zêzere e Samora Correia – que, a par de Amiense e Torres Novas, se posicionam a meio da pauta classificativa, em posição de alguma tranquilidade –, encontrando-se em igualdade pontual, defrontam-se no reduto dos ferreirenses, que venceram o confronto entre ambos na última temporada, tendo perdido na época precedente a essa.

Pese embora o factor casa possa ter alguma influência, um eventual empate na partida desta tarde também não surpreenderia.

Os restantes três jogos desta ronda 12 não têm historial recente a nível da I Divisão, sendo que o Cartaxo é amplamente favorito, na recepção ao Rio Maior. Aliás, outro resultado que não a vitória dos cartaxeiros significaria, muito possivelmente, o definitivo adeus às suas aspirações.

Na Glória do Ribatejo, a turma local defronta um adversário directo na luta pela manutenção, o Pego, motivado pelo triunfo averbado na semana passada, e que quererá contrariar os objectivos do seu adversário, o qual, por seu lado, contará também com o apoio dos seus adeptos para poder desequilibrar a seu favor este jogo.

O agora “lanterna vermelha”, Moçarriense, não terá tarefa fácil, recebendo o Abrantes e Benfica, sendo muito importante poder pontuar, até em termos anímicos, visando colocar termo a uma série muito negativa, de cinco desaires sucessivos, com algumas goleadas sofridas.

Para tal, poderá eventualmente beneficiar de algum abaixamento de forma dos abrantinos, que ganharam apenas um dos quatro últimos encontros disputados. Veremos se se confirmará tal tendência, ou se, ainda assim, a formação de Abrantes poderá retomar a senda dos triunfos, agravando ainda mais a crise dos visitados.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 01.12.2019)

Hertz

O campeonato Distrital da I Divisão entra no seu segundo terço, com um líder isolado, registando o pleno de vitórias, sendo, pois, crescente a expectativa de saber quem poderá ser a primeira equipa a conseguir travar o comandante, de forma a voltar a animar a disputa pelo 1.º lugar a um lote alargado de concorrentes.

Dois jogos concitam atenção especial esta tarde: desde logo, necessariamente, o Samora Correia-U. Almeirim, sendo que, no âmbito daquela perspectiva de poder oferecer boa réplica ao guia, os samorenses, no seu reduto, não constituirão certamente adversário “fácil”.

Estas duas equipas defrontaram-se nas três temporadas mais recentes, sem que o U. Almeirim tenha conseguido vencer em Samora Correia, tendo-se registado um triunfo dos donos da casa e dois empates. Mais logo veremos até que ponto os visitados poderão contrariar o favoritismo do, até agora, imparável líder.

O outro encontro em destaque é o Fazendense-Cartaxo, um embate de desfecho imprevisível, em que os homens das Fazendas de Almeirim enfrentam o desafio de poder vir a reforçar ainda mais o notável desempenho que vêm apresentando no campeonato, ficando também para aferir até que ponto serão para valorar as dificuldades sentidas pelos cartaxeiros, no passado fim-de-semana, para superar a frágil equipa dos Riachos.

Este é o confronto mais vezes repetido entre os desafios agendados para esta 11.ª jornada, tendo-se defrontado os dois clubes, nas Fazendas de Almeirim, por oito vezes, nos últimos nove anos, com clara tendência a favorecer os visitados: seis triunfos do Fazendense, face a apenas duas vitórias do Cartaxo, ambas na já relativamente distante época de 2010-11; o grupo das Fazendas segue, pois, com uma impressionante série de seis vitórias consecutivas ante este opositor!

Por curiosidade, não se registou qualquer empate… o que até se afigura uma ocorrência de forte probabilidade para a partida de hoje.

O sorteio ditou também, para esta jornada, o quase “derby” entre U. Tomar e Ferreira do Zêzere, um (re)encontro sempre de grande aliciante. A necessitar recuperar, animicamente, das incidências da última jornada, em que, praticamente ao “cair do pano”, acabaram por sofrer a desilusão da derrota, num jogo em que tiveram boa oportunidade de bater o comandante, os unionistas procurarão voltar às vitórias o mais rapidamente possível.

O histórico de jogos entre ambos os clubes, a nível da I Divisão, é escasso, apenas se tendo cruzado, em anos recentes, nas duas últimas temporadas, com triunfo dos nabantinos por 3-1 há duas épocas e uma inesperada igualdade a três golos no ano passado. Um alerta para os tomarenses, que têm noção da necessidade de se empregar a fundo, para levar de vencida uma equipa bem orientada, tranquila a meio da tabela.

No Riachense-Coruchense, veremos se poderão ter confirmação os sinais de melhoria indiciados pela turma dos Riachos no Cartaxo, sendo que, na conjuntura actual, a formação do Sorraia beneficia de amplo favoritismo, não surpreendendo se contrariar o curto histórico de confrontos entre ambos: apenas dois, com vitória do Riachense em 2012-13 e empate em 2016-17.

Em Mação, a turma local é também clara favorita a vencer o conjunto da Glória do Ribatejo, no que, a suceder, seria a repetição do desfecho verificado na única ocasião em que se defrontaram no principal escalão, já na temporada de 2012-13.

As restantes três partidas desta ronda não apresentam histórico recente, a nível da I Divisão, pelo que apenas nos podemos basear na evolução de cada uma das equipas na presente temporada.

O Abrantes e Benfica, que continua a realizar excelente campeonato, para uma equipa que, recorde-se, subiu do escalão secundário, recebe o Torres Novas, sendo de antever que possa vir a obter mais um triunfo, não deixando, contudo, os torrejanos de procurar surpreender o adversário.

Em Rio Maior, o recente clube local terá a visita do Amiense, a necessitar recuperar extra-muros os pontos que tem esbanjado na sua casa emprestada, no que se afigura, contudo, não ser tarefa fácil, perante uma equipa riomaiorense que tem vindo em tendência de crescimento de forma.

Esta jornada tem ainda agendado um encontro entre os dois actuais últimos classificados, com o Pego a receber o Moçarriense, numa disputa de grande relevância para a arrumação das posições na cauda da tabela, na tentativa de escapar à zona de despromoção, sendo que um eventual resultado negativo dos pegachos constituiria já preocupante indício sobre a sua capacidade de vir a alcançar a manutenção, pese embora termos ainda muito campeonato pela frente.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 24.11.2019)