De regresso ao campeonato, os três primeiros, U. Tomar, Fazendense e Amiense, voltam a jogar fora de casa, com deslocações de risco, para defrontar adversários posicionados na segunda metade da pauta classificativa, apostados em amealhar alguns preciosos pontos.

Cartaxo e U. Tomar defrontaram-se por sete vezes na última década (tendo sido cancelados os jogos das temporadas de 2019-20 e 2020-21), com um balanço favorável aos cartaxeiros, com três vitórias (incluindo uma goleada por 6-1, em Outubro de 2015) e três empates, face a um único triunfo dos tomarenses, precisamente no encontro mais recente, em Dezembro de 2021.

A equipa do Cartaxo ocupa modesto 13.º lugar, em zona perigosa da tabela, tendo superado, na ronda anterior – ganhando no Entroncamento –, um ciclo muito negativo, de cinco desaires consecutivos. Em casa foi já derrotado por Alcanenense, Amiense e Fátima, contando quatro vitórias em nove jogos.

Quanto ao U. Tomar, na ressaca da eliminação na Taça, agora com o foco exclusivamente no campeonato, procurará somar terceiro triunfo sucessivo. Fora de casa, em nove jogos, ganhou seis, tendo perdido em Samora, Alcanena e Mação.

Os nabantinos são favoritos, mas o Cartaxo tudo fará para procurar pontuar, anotando-se a curiosidade de o União ainda não ter empatado neste campeonato.

Ainda mais difícil, pelo menos em teoria, se afigura a visita do Fazendense a Torres Novas. Em oito encontros entre ambos nos últimos dez anos, os torrejanos ganharam “todos”, à excepção da derrota sofrida em 2018; ou seja, um “score” de sete vitórias a uma!

Deverá, todavia, ter-se em consideração que o Torres Novas perdeu já por quatro vezes no seu terreno, nesta época, não obstante a recuperação que, a partir de dada altura, encetou. Por seu lado, o Fazendense, que vem também de eliminação na Taça, conta cinco vitórias em nove desafios fora de casa.

Independentemente do histórico, que reflecte situações passadas, antevê-se um jogo de tendência “X2” no “Totobola” para esta tarde.

O Amiense, que segue com quatro vitórias consecutivas no campeonato – a que junta a estrondosa goleada de 14-0 averbada no jogo da Taça, ante o Paço dos Negros – viaja até Alpiarça, para reeditar um confronto que não se registava desde o ano de 2004, nessa altura com triunfo dos homens dos Amiais, por tangencial 1-0.

Um encontro de muito especial significado para Jorge Peralta, de parabéns, no seu jogo n.º 500 como treinador, desde a estreia, já há 25 anos, em Novembro de 1997, num desafio em que enfrenta precisamente o último clube que tinha treinado, antes de assumir a responsabilidade pelo emblema de Alpiarça.

O Águias é 10.º classificado, não ganhando há três jornadas. No seu reduto apenas foi batido pelo Fazendense e pelo Salvaterrense. Mas o Amiense revela propensão para bons resultados em terreno alheio (somando cinco vitórias e dois empates), o que se projecta possa voltar a suceder hoje.

Do quarteto de candidatos ao título, o Alcanenense, a atravessar boa fase – tendo ido também ganhar a Ferreira do Zêzere, para a Taça –, recebe o Fátima, num embate que se tinha realizado, pela última vez, a nível da I Divisão Distrital, há quase 40 anos (em Janeiro de 1984), na altura com um empate a zero.

Mas os fatimenses estão também em subida de forma, tendo obtido vitórias nos três últimos jogos, duas delas fora de casa, surpreendendo os adversários, em Samora e no Cartaxo.

O Alcanenense perfila-se como favorito, mas terá de estar concentrado para evitar que o Fátima possa voltar a surpreender.

O Samora Correia, a passar por fase de menor rendimento (duas derrotas seguidas no campeonato, apenas tendo vencido um dos quatro últimos jogos; e tendo cedido inesperado empate caseiro, 3-3, para a Taça, ante o Espinheirense) tem uma boa oportunidade para se reencontrar com as vitórias, recebendo o “lanterna vermelha”, Entroncamento, derrotado nas quatro últimas jornadas.

Na única vez em que se cruzaram, no final de Dezembro de 2020, registou-se uma igualdade a uma bola, o que não se projecta possa repetir-se desta feita, dado o favoritismo dos samorenses. Mas o Entroncamento estará já a “queimar os últimos cartuchos” em termos de poder ainda aspirar a evitar a descida à II Divisão.

O Mação, animado com o apuramento na Taça, tendo afastado o actual detentor do troféu, Fazendense (mesmo que tal tenha sido conseguido apenas no desempate da marca de “penalty”), recebe o Salvaterrense, reeditando o único jogo entre ambos, em anos recentes, há quase um ano, quando foi surpreendido, perdendo em casa por 1-2.

Já sem grandes objectivos no campeonato, os maçaenses serão favoritos, mas os visitantes – que, até agora, apenas conseguiram ganhar em Alpiarça – poderão voltar a surpreender, pelo menos, pontuando.

O Ferreira do Zêzere, com irregular desempenho no Distrital, onde ocupa o 7.º lugar, mas já a oito pontos do 5.º classificado, tendo sido também afastado da Taça, tem uma saída de elevado grau de dificuldade, até Benavente, para defrontar o penúltimo classificado, carenciado de pontos, mas que acaba de afastar o líder do campeonato, na eliminatória inicial da Taça.

No único embate entre ambos os clubes nos últimos anos, o Benavente ganhou, por 3-1, em Novembro de 2021. Esta é uma partida com todas as possibilidades em aberto, em que, qualquer que seja o desfecho, não constituirá grande surpresa.

O Abrantes e Benfica, de forma bastante inesperada, actual antepenúltimo classificado, procurará somar mais três importantes pontos, na recepção a uma equipa do At. Ouriense em quebra de rendimento (sem ganhar há sete jornadas, tendo registado um ciclo de quatro derrotas sucessivas).

Estes dois clubes também só se cruzaram uma vez, em Dezembro de 2021, tendo os abrantinos vencido por 2-0.

Vindos de uma rotunda goleada, por 12-0, para a Taça, frente ao At. Pernes, o Abrantes e Benfica terá também uma boa oportunidade de reverter uma fase negativa, de quatro desaires em cinco jornadas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.02.2023)

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Já numa fase relativamente adiantada da época, a Taça do Ribatejo tem hoje a sua primeira eliminatória abrangendo clubes do principal escalão do futebol distrital.

Com seis equipas isentas, já directamente apuradas para os 1/8 de final, são vinte os emblemas envolvidos na disputa das dez vagas restantes de apuramento, com destaque para os três “jogos-grandes”, entre formações da I Divisão: Mação-Fazendense, Ferreira do Zêzere-Alcanenense e Benavente-U. Tomar.

O histórico de partidas anteriores, a contar para a Taça, entre cada um dos pares desta tarde é muito limitado, sendo que o Mação-Fazendense é apenas um dos dois confrontos já repetidos por mais de uma vez.

Estes dois conjuntos cruzaram-se, em 2008 e em 2017, de ambas as ocasiões nos 1/8 de final, e, em qualquer dos casos, com triunfo dos maçaenses, respectivamente por 1-0 e 3-0.

As duas equipas defrontaram-se, para o campeonato, há quinze dias, tendo os homens das Fazendas levado a melhor, ganhando por tangencial 1-0.

O Fazendense é o “Rei” da Taça, com cinco troféus conquistados, em seis finais disputadas, sendo o actual detentor do título; acresce que garantiu o apuramento para os 1/8 de final em todas as edições da competição desde o ano de 2009, portanto há 14 épocas sucessivas. Por seu lado, o Mação, em 40 participações, alcançou a final por três vezes, sagrando-se vencedor em duas ocasiões; desde 2007 apurou-se para os 1/8 de final por 15 vezes, apenas tendo “falhado” no ano de 2019*.

Perante estes dados, num jogo com todas as possibilidades em aberto, o Mação, tirando partido do factor casa, estando já arredado da luta pelo campeonato, procurará certamente rectificar o desaire do recente encontro entre ambos.

Ferreira do Zêzere e Alcanenense encontram-se pela primeira vez em Ferreira, em jogos da Taça, mas reeditam uma partida disputada, também apenas há duas semanas, mas, nesse caso, em Alcanena, tendo os visitados vencido por 3-1.

O Ferreira do Zêzere é o clube “recordista” de participações na Taça (45.ª – apenas tendo falhado na edição inaugural, na época de 1976-77)! Venceu a prova uma vez (em 1990), mas não chega aos 1/8 de final desde 2019. O Alcanenense nunca ganhou a Taça, não tendo conseguido melhor do que marcar presença na final em três ocasiões, em 2002, 2009 e 2010 – tendo-se quedado pelos 1/8 de final nas três últimas épocas.

Noutro encontro de tripla, atendendo ao muito bom desempenho recente do grupo de Alcanena, o conjunto ferreirense poderá igualmente procurar impor o factor casa, para conseguir uma desforra da derrota recentemente sofrida.

Benavente e U. Tomar defrontaram-se também já por duas vezes, em Benavente, em partidas da Taça, em desafios a contar para os 1/8 de final: a findar o ano de 1986, os benaventenses levaram a melhor no desempate da marca de “penalty”, depois do nulo no tempo regulamentar; em 2014, foi a vez de os tomarenses saírem vencedores, por 3-1.

O Benavente venceu já o troféu uma vez, em 1991, tendo sido finalista em 2000. Quanto ao U. Tomar, em 24 participações na prova, regista igualmente uma Taça conquistada, em 2018, sendo de assinalar que se apurou para os 1/8 de final por 18 vezes, 14 das quais consecutivas, tal como sucede com o Fazendense, todas as disputadas desde o ano de 2009.

A equipa da casa apresenta-se reforçada, enfrentando um rival que, nesta altura, poderá estar mais focado no campeonato, pelo que, mesmo perante o desnível pontual que se regista entre ambos, este é um encontro de prognóstico incerto.

Por grande coincidência, Forense e At. Ouriense repetem o confronto da época passada, precisamente nesta mesma fase e exactamente há um ano (jogo disputado a 30 de Janeiro). Sendo que, então, a turma dos Foros de Salvaterra (a militar no escalão secundário) surpreendeu a formação de Ourém (primodivisionária), ganhando por 3-1.

O Forense lidera a sua série da II Divisão, enquanto o At. Ouriense se vê, por agora, envolvido na luta pela fuga à zona perigosa da tabela. Pelo que, num jogo de cariz especial, em que um eventual empate levará a decisão para a marca da “grande penalidade”, este parece ser outro jogo de tripla.

Noutras eliminatórias entre clubes de escalão diferente teremos ainda as seguintes cinco partidas: Samora Correia-Espinheirense, Amiense-Paço dos Negros e Pego-Salvaterrense (as três em estreia absoluta na Taça); para além do Torres Novas-Caxarias (que se encontraram em 2016, com goleada dos torrejanos, por 7-1) e do Abrantes e Benfica-At. Pernes (1-0 para os abrantinos, já no distante ano de 1985).

Em qualquer destes cinco casos, os grupos da I Divisão (Samora Correia, Amiense, Salvaterrense, Torres Novas e Abrantes e Benfica) são claros favoritos a seguir em frente, pelo superior potencial que apresentam, a que acresce ainda o facto de, de entre eles, somente o Salvaterrense ter de actuar em terreno alheio. Em qualquer caso, não se antevê que possa surgir algum “tomba-gigantes”.

No único confronto entre grupos da II Divisão, o Vasco da Gama recebe a turma da Glória do Ribatejo, sendo, em teoria, favorito a – tal como sucedeu em 1995 – passar à eliminatória seguinte, mesmo que o desfecho deva ser mais equilibrado que o 4-0 então registado.

Será de recordar, contudo, que o emblema da Glória tem tradição na Taça, que conquistou há duas épocas, tendo sido semi-finalista em 2014 e 2015. Mas o Vasco da Gama ganhou também já o troféu, no ano de 1989.

* O Mação não participou na edição de 2018-19, dado ter disputado, nessa temporada, o Campeonato de Portugal.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 29.01.2023)

U. Tomar e Fazendense voltam a casa, depois de terem superado difíceis testes na ronda anterior, para defrontar adversários de que, contudo, não poderão esperar facilidades: o União recebe o Torres Novas, no maior clássico do futebol distrital; o Fazendense terá a visita do Abrantes e Benfica, que tão forte oposição evidenciou frente aos unionistas.

Começando pelo clássico, U. Tomar e Torres Novas defrontam-se pela 98.ª vez em jogos oficiais, de Campeonatos nacionais e distritais, Taça de Portugal e Taça do Ribatejo, com tendência global ligeiramente favorável aos nabantinos, que ganharam por 41 vezes, face a 37 triunfos dos torrejanos.

Restringindo a observação à última década e a partidas disputadas em Tomar, em oito desafios o União venceu quatro, tendo-se registado três empates e uma vitória do Torres Novas, esta já no ano de 2013.

Em função deste histórico e das posições que os dois clubes ocupam na tabela, será natural atribuir-se alguma maior dose de favoritismo aos tomarenses. Porém, o historial recente coloca bem em evidência as dificuldades sentidas pelos unionistas frente a este rival: desde 2017, em três encontros disputados, registaram-se dois empates, e, no último embate, em Novembro de 2021, um empolgante 5-4, num jogo repleto de cambiantes, com sucessivas reviravoltas no marcador.

O Torres Novas, a realizar nesta época uma campanha bastante boa, com uma notável recuperação, sob a direcção de Eduardo Fortes, ganhou por três vezes nas últimas quatro jornadas – registo idêntico ao do União –, apenas tendo sido batido pelo Amiense. Em conclusão, para esta tarde, os nabantinos necessitarão grande concentração e aplicação no jogo para poderem vir a somar mais três pontos.

O Fazendense, sempre “às deixas” do União, recebe o Abrantes e Benfica, num confronto apenas com três edições anteriores, sendo que os homens das Fazendas ganharam o primeiro desafio, em Janeiro de 2020, mas perderam nas outras duas ocasiões, ambas no ano de 2021.

Um aviso das dificuldades que o grupo das Fazendas necessitará ultrapassar. Em qualquer caso, não parece provável que «não haja duas sem três», sendo mais crível que «à terceira seja de vez» para os visitados.

Em Amiais de Baixo, cruzam-se duas equipas que têm ocupado, ao longo da temporada, os lugares de topo: o Amiense é agora 3.º classificado, tendo a visita do Samora Correia, que, entretanto, baixou ao 5.º posto.

Nas cinco vezes em que, em anos recentes, se encontraram, o Amiense ganhou nas primeiras quatro, tendo, contudo, sido derrotado, no seu próprio reduto, no último desafio, em Abril do ano passado.

A formação da casa segue com três vitórias sucessivas, enquanto os samorenses apenas ganharam um desses três jogos, tendo, aliás, perdido por três vezes nas seis últimas rondas.

Esta poderá ser uma partida de alguma forma clarificadora, em caso de triunfo do Amiense, o que se afigura um cenário de boa probabilidade, não surpreendendo também uma eventual repartição de pontos.

Também o Benavente-Alcanenense poderá dar importantes pistas sobre o futuro deste campeonato. Em caso de triunfo dos visitantes, estes reforçarão de forma significativa as suas pretensões ao topo da pauta classificativa.

Na única vez em que, nos últimos dez anos, estes dois emblemas se cruzaram, em Dezembro de 2021, registou-se um empate a uma bola, talvez também o desfecho de maior probabilidade de ocorrência hoje.

O Mação, porventura agora já descrente da possibilidade de almejar ainda ao 1.º lugar, a dez pontos do líder, recebe o At. Ouriense, equipa frente à qual nunca perdeu, nos sete encontros disputados na última década, dos quais ganhou cinco, não tendo o conjunto de Ourém conseguido melhor do que dois empates, um deles já em 2013, e, o outro, na partida mais recente entre ambos, em 2021.

Antes disso, em 2016 e em 2017, os maçaenses tinham aplicado “chapa 4”, goleando por 4-1 e 4-0. Ante um adversário em crise de resultados, com quatro desaires sucessivos, sem ganhar há seis jornadas, os maçaenses apresentam-se como claros favoritos a vencer.

Numa temporada pautada pela irregularidade, capaz do melhor, mas, também, de resultados negativos face a adversários de menor potencial, o Ferreira do Zêzere terá a visita do Salvaterrense, numa reedição do único encontro entre as duas equipas, em Dezembro de 2021, no qual o grupo de Salvaterra levou a melhor, ganhando por tangencial 3-2.

Os ferreirenses começam a não ter objectivos muito tangíveis neste campeonato, posicionados no 7.º lugar, mas distando já nove pontos do 5.º posto, pelo que, sendo favoritos neste jogo, não constituiria grande surpresa se o Salvaterrense, ainda envolvido na disputa pela manutenção, em que todos os pontos contam, viesse a conseguir resultado positivo.

Será também de especial interesse o Fátima-Águias de Alpiarça, duas equipas que, cada uma à sua maneira, vêm deixando marca nesta época, também ambas ainda a procurar afastar-se da zona perigosa da pauta classificativa.

A última vez em que se cruzaram na I Divisão foi já há 45 anos (!), então com triunfo dos fatimenses por 2-0. Um desfecho que, a avaliar pelo desempenho recente das duas formações, poderá repetir-se hoje.

O Entroncamento AC-Cartaxo, entre os actuais 16.º e 14.º classificados, desafio em estreia entre os dois clubes, será uma espécie de “tira-teimas”, em que, a haver um derrotado, ficará em muito má situação.

A equipa da cidade ferroviária, somando escassos oito pontos – estando, nesta altura, a nove pontos da “linha de água” –, vem de três derrotas, tendo completado uma volta completa sem ganhar, desde a jornada inaugural; por seu lado, os cartaxeiros têm em curso uma série de cinco desaires consecutivos.

Um eventual empate poderia, no imediato, ter mais impacto em termos anímicos, do que, propriamente, na actual aritmética do campeonato.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 22.01.2023)

Depois do duplo desaire dos dois da frente na semana passada, U. Tomar e Fazendense voltam a enfrentar sérios testes à sua resiliência, em deslocações de elevado grau de dificuldade, respectivamente a Abrantes e a Mação, adivinhando-se novas emoções fortes.

O “prato” principal da ronda de abertura da segunda volta será o que coloca frente-a-frente Mação e Fazendense, duas equipas que se defrontaram em oito ocasiões na última década, com balanço absolutamente repartido: três vitórias para cada lado e dois empates.

Assinala-se, contudo, que os maçaenses não conseguem ganhar já desde o ano de 2016, tendo o grupo das Fazendas vencido os dois últimos encontros, ambos por 2-1, em 2019 e em Maio de 2022. Antes disso, em 2018, nota para um empolgante empate a três golos.

O Mação não perde há sete jornadas, tendo em curso um ciclo de três vitórias, a última delas, frente ao líder, U. Tomar, por concludente 3-0. É, por outro lado, o emblema com mais pontos somados a partir da 5.ª jornada, altura em que averbou os primeiros pontos neste campeonato. Em casa, em sete jogos disputados, ganhou seis, apenas tendo sido batido pelo Ferreira do Zêzere.

Por seu lado, o Fazendense parece chegar a este desafio com alguma crise de confiança, tendo perdido duas das três últimas partidas. Em terreno alheio ganhou já, nesta época, por quatro vezes, mas perdeu em três ocasiões, em Amiais de Baixo, Ferreira do Zêzere e Salvaterra de Magos.

Isto dito, é um embate em que qualquer desfecho será possível, pese embora alguma ligeira tendência para os donos da casa.

Em Abrantes, um revigorado conjunto local – tendo conseguido, enfim, ganhar categoricamente, pese embora frente ao “lanterna vermelha” – recebe o U. Tomar, a procurar recuperar animicamente do resultado negativo registado em Mação.

Nas três vezes em que se defrontaram, registaram-se já os três desfechos possíveis: triunfo do Abrantes e Benfica em 2020, vitória do União em 2021, e empate a zero em Maio de 2022.

Os abrantinos, com um campeonato, até agora, aquém das expectativas, ganharam apenas três dos sete jogos realizados em casa, onde perderam com o Alcanenense, Fazendense e Fátima.

Os unionistas registam dois desaires nas quatro rondas mais recentes, precisamente ante o Fazendense e em Mação. Fora de casa ganharam cinco jogos, mas perderam em Samora Correia, Alcanena e Mação.

Dependendo da forma como o União reagir à adversidade, noutro jogo de “tripla”, uma eventual igualdade até poderia ser uma espécie de “mal menor” para as duas formações.

De especial interesse será também a partida entre Alcanenense e Ferreira do Zêzere, actuais 5.º e 7.º classificados. Estas duas equipas jogaram entre si apenas duas vezes em anos recentes, com um empate a zero em 2019 e vitória da turma de Alcanena por tangencial 2-1 em Fevereiro de 2022.

O Alcanenense tem em curso a actualmente mais longa série de invencibilidade no campeonato, não perdendo há oito jornadas (a última derrota sucedeu no final de Outubro, nas Fazendas de Almeirim).

Para esta tarde, num confronto igualmente muito em aberto, veremos o que se imporá, se o factor casa (onde o grupo de Alcanena apenas foi batido pelo Amiense), ou a capacidade dos ferreirenses para surpreender as formações mais cotadas, em terreno alheio (nomeadamente com as sensacionais vitórias obtidas em Mação e em Samora Correia). A repartição de pontos também parece ser de forte possibilidade.

O Samora Correia, que partilha a vice-liderança com o Fazendense, recebe o Fátima, equipa que tem registado desempenho irregular, mas que vem de um animador triunfo no Cartaxo.

Samorenses e fatimenses não se cruzavam, no principal escalão do futebol distrital, há quarenta anos (!), tendo o Samora vencido, então, por 2-0.

Em condições normais o Samora Correia é favorito a repetir tal triunfo, mas a possibilidade de uma eventual surpresa não será de excluir por completo.

Outra equipa a realizar excelente campanha, no 4.º lugar, somente a três pontos do líder, o Amiense, tem uma saída difícil, ao Cartaxo.

Os dois clubes defrontaram-se por oito vezes, com supremacia do grupo de Amiais de Baixo, que ganhou, no Cartaxo, em quatro ocasiões, das quais nos últimos três embates, desde o ano de 2018, incluindo uma goleada por 5-2, em 2020.

Os cartaxeiros atravessam uma fase de crise de resultados, com quatro desaires sucessivos, o que implicou a sua queda na classificação, até à parte mais baixa da tabela, em zona de despromoção, antevendo-se, aliás, que tal série possa vir a ser ampliada hoje. Resta saber até que ponto a necessidade de pontuar poderá afectar, positiva ou negativamente, o seu comportamento dentro de campo.

O Torres Novas recebe a visita do vizinho Entroncamento AC, num encontro em estreia absoluta entre os dois clubes, com os torrejanos favoritos para uma desforra do desaire registado na ronda de abertura do campeonato, na cidade ferroviária.

Em Salvaterra encontram-se duas equipas que têm manifestado alguma irregularidade, com o Salvaterrense aparentemente em melhor fase, para inverter o desfecho registado na única ocasião em que se cruzaram, em Abril de 2022, tendo a formação de Ourém goleado então por 4-1. Anota-se que o At. Ouriense não ganha há cinco jornadas, tendo perdido nas últimas três.

Por fim, Águias de Alpiarça e Benavente voltam a cruzar-se, depois do empate a um golo registado no último desafio entre ambos, já há 16 anos.

O Águias prossegue uma boa campanha, com uma equipa sempre muito aguerrida, podendo somar mais três pontos, frente a uma turma benaventense que, tendo somado quatro desaires nas cinco últimas jornadas (apenas tendo derrotado o Cartaxo), ofereceu boa réplica no “derby”, em Samora.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 15.01.2023)

Três semanas depois está de volta o campeonato distrital, para conclusão da primeira volta da prova, numa ronda marcada pelo aliciante embate entre Mação e U. Tomar, cabendo também ao vice-líder, Fazendense, uma difícil visita a Salvaterra de Magos.

Mação e U. Tomar são os dois clubes com maior número de pontos somados nas dez últimas jornadas, respectivamente 23 e 24, uma clara ilustração do grande desafio que se coloca ao comandante.

As duas equipas defrontaram-se por sete vezes na última década, com balanço a favorecer os maçaenses, que ganharam três jogos, tendo empatado outros três, face a um único triunfo dos tomarenses, já no ano de 2019. No encontro mais recente, em Fevereiro de 2022, os visitados triunfaram por 2-1.

Nesta temporada, em seis jogos em casa, o Mação ganhou todos, à excepção da partida com o Ferreira do Zêzere, que ali foi conquistar uma notável vitória. O União venceu também cinco partidas em terreno alheio, não tendo, contudo, conseguido pontuar em Samora e em Alcanena.

Por curiosidade, nestes desempenhos, da parte dos dois emblemas, não há ainda registo de qualquer empate… um cenário que se afigura tão provável para esta tarde como o de vitória de cada um dos contendores, num clássico “jogo de tripla”.

O Fazendense, que tem alternado a liderança com o U. Tomar, do qual dista somente dois escassos pontos, desloca-se a Salvaterra de Magos, para defrontar o actual 11.º classificado.

Estas duas equipas cruzaram-se, nos últimos anos, numa única ocasião, na época passada, no final de Outubro de 2021, por curiosidade, com a vitória a pender para os donos da casa, por 4-2.

O Salvaterrense tem realizado uma campanha algo irregular, contando tantas vitórias (três) quantas derrotas caseiras (perdeu com Alcanenense, Samora Correia e Torres Novas). Por seu lado, o Fazendense, fora de casa, regista quatro triunfos, tendo sido derrotado em Amiais de Baixo e Ferreira do Zêzere, para além de um empate no Cartaxo.

No desafio de hoje, os visitantes perfilam-se com maior dose de favoritismo, mas, claro, terão de confirmar esse estatuto dentro de campo.

Sempre de interesse é também o “derby” municipal entre Samora Correia e Benavente, pese embora os dois clubes se apresentem em polos opostos da classificação: os samorenses ocupam o 3.º posto, enquanto os benaventenses são terceiros a contar do fim…

Nas duas ocasiões em que, na última década, se defrontaram, registam-se duas vitórias do Samora Correia, em 2016 e em 2022, neste caso com uma goleada por 4-1.

Em casa os samorenses apenas foram desfeiteados pelo Ferreira do Zêzere; por seu lado, o Benavente surpreendeu, ganhando em Amiais de Baixo e em Ourém. À excepção da derrota por 0-3 em Alcanena, nos outros três jogos em reduto adverso, o Benavente perdeu por margem tangencial, de 1-2 (o que sucedeu, nomeadamente, em Tomar e em Mação).

Um aviso de que o Samora, antevendo-se que possa vir a ganhar, não esperará facilidades, não só pelas características de “derby”, mas também pela necessidade do adversário de angariar pontos.

Duas equipas que vêm realizando belas campanhas, mesmo que em patamares algo diferenciados, Águias de Alpiarça e Alcanenense, proporcionarão também um interessante confronto.

A última vez em que se encontraram foi já há vinte anos, nessa ocasião com uma goleada categórica, por 4-0, por parte dos alpiarcenses.

Um desfecho que não é, de todo, expectável, para esta tarde. O grupo de Alcanena disporá de argumentos superiores, evidenciando também propensão para resultados positivos em terreno alheio, mas o Águias procurará potenciar o factor casa, visando equilibrar a contenda, numa partida sem um claro favorito.

O embate entre Torres Novas e Amiense é o que se apresenta de maior historial entre os jogos desta tarde: os dois clubes defrontaram-se por oito vezes nos últimos dez anos (sendo que foi cancelado o encontro da temporada de 2019-20), com um balanço absolutamente repartido: três vitórias para cada lado e dois empates.

Anota-se, em especial, um desfecho curioso: em Novembro de 2020, um empolgante empate a 4-4, com o Torres Novas, de forma absolutamente incrível, a deixar escapar, nos dez últimos minutos, uma vantagem de quatro golos, tendo consentido três tentos já em tempo de compensação!

Os torrejanos têm vindo a subir gradualmente na tabela, não surpreendendo se pudessem ganhar, frente a um adversário de valia, que reparte a 4.ª posição com o Alcanenense.

Os actuais 7.º e 8.º classificados, At. Ouriense e Ferreira do Zêzere, encontram-se esta tarde, num confronto que, em anos recentes, regista dois triunfos dos homens de Ourém, ambos no ano de 2018, e uma vitória dos ferreirenses, por clara marca de 3-0, em Março de 2022.

Vocacionado para resultados de sensação frente aos adversários mais categorizados, o Ferreira do Zêzere pretenderá iniciar o ano com mais um desfecho positivo.

Nas duas partidas restantes defrontam-se quatro equipas em dificuldades na tabela, a procurar libertar-se da zona de despromoção, sendo que, em ambos os casos, se registaram igualdades na única vez em que se cruzaram: Cartaxo e Fátima; e Abrantes e Benfica e Entroncamento.

Os visitados apresentam-se com favoritismo, parecendo de maior probabilidade o Fátima (penúltimo classificado) poder eventualmente pontuar no Cartaxo, do que o “lanterna vermelha”, Entroncamento, evitar a derrota em Abrantes, isto apesar de a equipa abrantina ter vindo a registar, até agora, um desempenho muito aquém das expectativas.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 08.01.2023)

Disputa-se hoje a penúltima jornada da primeira volta (derradeira do ano de 2022), com destaque para o embate entre Alcanenense e Samora Correia, actuais 4.º e 3.º classificados, respectivamente. Por seu lado, os dois primeiros jogam em casa, cabendo ao U. Tomar receber o Salvaterrense, enquanto o Fazendense terá a visita do At. Ouriense.

A realizar muito boa campanha – distando somente dois pontos do vice-líder, Fazendense, e um único ponto do seu rival desta tarde –, o Alcanenense recebe o Samora Correia, num embate que se repete pela quarta vez em anos recentes. Nas três partidas anteriores, por curiosidade, o desfecho foi sempre de 1-0, pendendo a vitória, por duas vezes, para os samorenses (em 2018 e em 2021), tendo os homens da casa vencido numa única ocasião, também nesse ano de 2021, já em Setembro.

No seu reduto o Alcanenense ganhou já quatro jogos, tendo empatado com o Mação e perdido, uma única vez, ante o Amiense. Por seu lado, o Samora Correia tem registado também bom desempenho em terreno alheio, já com três triunfos, apenas tendo sido derrotado no Cartaxo.

A turma de Alcanena não perde há seis jogos, tendo cedido, nesse período, somente um empate (frente ao Mação). Já o Samora passou por fase de menor rendimento, tendo sofrido dois desaires sucessivos.

Num jogo com todas as possibilidades em aberto, o cenário mais provável será talvez o da repartição de pontos, podendo o factor casa fazer pender o triunfo para o lado do Alcanenense.

O U. Tomar, que, pela terceira vez nesta primeira volta do campeonato, se isolou no comando, recebe o Salvaterrense. Os dois emblemas defrontaram-se, na última década, uma única vez, já este ano, no final do mês de Abril, então com concludente triunfo dos unionistas, por 4-1.

No regresso a casa depois da derrota ante o Fazendense os tomarenses pretenderão voltar a trilhar o caminho da vitória, sendo favoritos face a um adversário que perdeu metade dos seis encontros disputados fora de casa, contando apenas um triunfo, em Alpiarça.

Também o Fazendense, tendo a visita do At. Ouriense, se apresenta com claro favoritismo.

No confronto com maior historial de entre os jogos desta ronda, as duas equipas defrontaram-se em oito ocasiões nos últimos dez anos, podendo os resultados agrupar-se em três segmentos: uma fase triunfal do conjunto das Fazendas, com cinco vitórias sucessivas, entre 2013 e 2017; a que se seguiram duas igualdades (2017 e 2018), tendo a formação de Ourém vencido o último desafio, em Outubro do ano passado, por imprevista marca de 4-2.

Em casa o Fazendense ganhou todos os seus jogos, à excepção da derrota com o Samora Correia. O At. Ouriense ganhou em Fátima e em Torres Novas, tendo perdido em Samora e em Alcanena, o que se projecta possa voltar a suceder hoje.

Amiense e Abrantes e Benfica, duas equipas a denotar alguma irregularidade, cruzam-se, em Amiais de Baixo, pela quarta vez. Nos encontros anteriores, duas vitórias dos donos da casa (em 2020 e em 2022) e um triunfo dos abrantinos (em 2021).

A formação de Amiais poderá ter maior dose de favoritismo, mas se a turma de Abrantes pontuar também não será surpresa.

O Mação que, depois das quatro derrotas sofridas de entrada, no arranque da temporada, somou 20 pontos em nove jornadas, marca apenas superada pelo U. Tomar (com mais um ponto somado nesse período) desloca-se ao Entroncamento, onde encontrará um adversário muito necessitado de pontos.

Trata-se de um embate em estreia absoluta entre os dois clubes, com o favoritismo a pender para o lado dos maçaenses.

Depois de duas notáveis vitórias, averbadas em Samora Correia e, em casa, ante o Fazendense, o Ferreira do Zêzere recebe o Águias de Alpiarça, apostado em dar sequência a tal ciclo de resultados positivos.

A última vez em que os dois clubes se defrontaram no escalão principal foi já há quase 17 anos, em Janeiro de 2006, nessa oportunidade com triunfo tangencial dos ferreirenses, mercê de um tento solitário.

Frente a uma equipa alpiarcense a atravessar algumas dificuldades, com o plantel desfalcado, antevê-se que a turma de Ferreira possa repetir o triunfo, porventura por margem mais dilatada.

O Torres Novas, tal como o Mação, a empreender muito boa recuperação na tabela, igualmente depois de quatro derrotas seguidas a abrir o campeonato, tem uma curta viagem, até Fátima.

Na única vez em que, em anos recentes, se encontraram no Distrital, no final de 2015, os fatimenses ganharam por categórica marca de 3-0. Desta feita, moralizados por um inesperado triunfo averbado em Abrantes, os visitados procurarão aumentar o seu ainda escasso pecúlio pontual.

O Fátima não só não conseguiu ainda ganhar em casa neste campeonato (o melhor que obteve foram dois nulos, ante o Samora Correia e o Mação), em seis desafios, como, até agora, marcou somente um único golo!

Tal parece indiciar dificuldades em poder estrear-se a ganhar, com um eventual empate a ser uma possibilidade. Mas a necessidade pode aguçar o engenho…

No último desafio que constitui o alinhamento desta ronda encontram-se Benavente e Cartaxo. Estes dois clubes defrontaram-se em quatro ocasiões em anos recentes, com dois triunfos dos homens da casa (em 2015 e, mais recentemente, no último embate entre ambos, em Fevereiro deste ano), um empate (já em 2014) e uma vitória dos cartaxeiros, em 2016.

Cruzam-se duas equipas que vêm de derrotas sucessivas, nos últimos jogos: três, no caso do Benavente, duas do Cartaxo. Pelo que um eventual empate poderia ser um “mal menor” para os dois contendores, posicionados na parte baixa da tabela.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 18.12.2022)

Na 13.ª ronda da I Divisão as atenções estarão focadas, em especial, no Ferreira do Zêzere-Fazendense e no At. Ouriense-U. Tomar, com os dois primeiros a ser, uma vez mais, fortemente colocados à prova.

O Ferreira do Zêzere, vindo de uma excelente vitória no terreno de um anterior líder, o Samora Correia, recebe o agora novo comandante, Fazendense.

Nas três ocasiões em que, em anos recentes, se defrontaram, registaram-se já os três desfechos possíveis: empate em 2017, vitória dos ferreirenses em 2018 e, no último jogo entre ambos, em Setembro de 2021, na ronda de abertura do campeonato passado, uma impressionante goleada aplicada pelo Fazendense, ganhando por 7-1!

Em casa, na presente época, os ferreirenses perderam com o Amiense e, recentemente, com o U. Tomar, tendo ainda registado um empate (arrancado in-extremis) com o Benavente. As (três) vitórias obtidas foram todas por marca tangencial, por parte de uma equipa que sofre poucos golos, mas também não tem marcado muito.

Por seu lado, o Fazendense, em terreno alheio, ganhou já por quatro vezes, em seis encontros disputados (a última no reduto do anterior guia, U. Tomar), apenas tendo perdido nos Amiais e empatado no Cartaxo.

A partida de hoje promete ser disputada, estando em aberto a possibilidade de repetição de qualquer um dos desfechos. Mesmo que a turma das Fazendas possa ter, nesta altura, algum favoritismo, os homens da casa tudo farão para o contrariar, não se podendo dizer que, qualquer que venha a ser o resultado final, haja surpresa.

Também o U. Tomar enfrenta uma deslocação difícil, a Ourém, para defrontar o Atlético local. As duas equipas cruzaram-se por seis vezes na última década, com balanço ligeiramente favorável aos nabantinos, que ganharam três jogos (em 2015, 2017 e, o mais recente, em Novembro de 2021), face a dois triunfos do At. Ouriense, em 2017 e em 2019, tendo-se registado ainda um empate, já no ano de 2013.

No seu reduto a formação de Ourém apenas foi derrotada pelo… antepenúltimo classificado, Benavente; mas cedeu já três empates. Fora de casa o União ganhou quatro partidas, tendo perdido em Samora e em Alcanena.

Para esta tarde – frente a um adversário que ganhou apenas um dos seus últimos cinco encontros – o grupo tomarense volta a ser favorito a somar os três pontos, mas, para tal, a equipa terá de reagir positivamente ao resultado adverso da passada semana.

De especial interesse será, também, o Mação-Amiense, dois clubes históricos do Distrito, que se encontraram por oito vezes em anos recentes, com um balanço também equilibrado, a favorecer os visitantes: o conjunto de Amiais de Baixo conta três vitórias (mas a última delas já em 2015), face a dois triunfos dos maçaenses, para além de três igualdades.

O factor casa poderá ter relevância, favorecendo as pretensões do Mação a restabelecer completo equilíbrio no historial recente entre os dois emblemas.

O Samora Correia, que se mantivera invencível nas dez primeiras jornadas, vem de duas derrotas sucessivas, a última, no seu próprio terreno, ante o Ferreira do Zêzere. Recebe o Águias de Alpiarça, que, depois de uma fase difícil, em que somou cinco desaires, ganhou já mais dois jogos.

Na última vez em que se encontraram na I Divisão Distrital, já há 16 anos, os samorenses ganharam por 2-1, desfecho que se projecta poderem repetir. Assinala-se, no entanto, que os visitados vacilaram na sua fortaleza defensiva, tendo sofrido mais golos só em duas rondas (um total de sete) do que nas dez partidas iniciais (apenas cinco).

Duas equipas a realizar boas campanhas, o Cartaxo sobretudo em casa, e o Alcanenense (que mantém o 5.º posto) defrontam-se pela quarta vez nos últimos anos: depois de um nulo em 2019, os cartaxeiros aplicaram “chapa 4” em 2020 (4-0) e em 2022 (4-1).

No desafio de hoje não será expectável que os visitados voltem a marcar tantos golos, mas não surpreenderia se ganhassem, beneficiando do factor casa, mesmo que se reconheça que o adversário possa ter, nesta altura, superiores argumentos.

O Abrantes e Benfica recebe a visita do Fátima, duas equipas bastante aquém das expectativas, mas com os abrantinos a terem, finalmente, conseguido, uma vitória que poderá fazê-los embalar para uma forte recuperação na tabela, tendo ido golear a Benavente por categórica marca de 6-3.

Trata-se de um encontro em estreia absoluta entre estes dois clubes, com os fatimenses muito carenciados de pontos, no penúltimo lugar, tendo averbado um único ponto nas cinco últimas jornadas.

Não deixaria, pois, de ser surpreendente se o Fátima conseguisse pontuar em Abrantes.

Também em estreia no principal escalão teremos o embate entre Salvaterrense e Entroncamento. Os homens de Salvaterra têm sofrido algumas oscilações de rendimento, mas deverão voltar a ganhar, perante o “lanterna vermelha”, que não vence desde… a primeira jornada.

Por fim, em Torres Novas o grupo local recebe o Benavente, num confronto já realizado por quatro ocasiões, em duas fases distintas: entre 2014 e 2017, três goleadas dos torrejanos (5-0 e 3-0 em 2014; e 6-0 em 2017); no último encontro entre ambos, já este ano, no mês de Janeiro, foram os benaventenses a levar a melhor, ganhando por 2-1.

Pretendendo rectificar o pesado desaire caseiro sofrido ante a equipa de Abrantes, o Benavente (não obstante tenha vencido já em Amiais de Baixo e Ourém) deverá, certamente, experimentar dificuldades para evitar que o Torres Novas regresse às vitórias.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 11.12.2022)

A 12.ª jornada oferece-nos o que poderá ser o “jogo-grande” deste campeonato, entre aqueles que se perfilam, porventura, como os dois principais favoritos ao título, chegando a este confronto posicionados já nos dois lugares de topo da tabela: U. Tomar e Fazendense.

Estes dois históricos do futebol distrital defrontam-se pela décima vez na última década (apenas não se encontraram em Tomar em 2020-21, devido à pandemia), com um balanço claramente favorável aos nabantinos, somando quatro vitórias e quatro empates, face a um único triunfo dos homens das Fazendas de Almeirim, já no ano de 2019.

Dos desfechos anteriores destaca-se a goleada de 5-0 aplicada pelo União em 2018, registando-se ainda duas vitórias tomarenses por 3-0, em 2016, e, em Outubro de 2021, precisamente no último desafio entre ambos os emblemas. Em Abril de 2017 houve um empolgante 3-3.

Na presente temporada o União segue 100% vitorioso em casa, em cinco jogos já disputados; tem em curso, aliás, uma fantástica série de 11 triunfos consecutivos em Tomar, desde Março desde ano. Quanto ao Fazendense, ganhou em Abrantes, Alpiarça e Benavente, tendo empatado no Cartaxo, e sofrido um único desaire, em Amiais de Baixo.

As duas equipas chegam a este desafio separadas por dois escassos pontos, sendo absolutamente imprevisível qual o resultado do embate desta tarde. Mesmo contando com o factor casa, o União estará de sobreaviso para as dificuldades que o adversário não deixará de lhe colocar, numa partida que se poderá decidir pelos detalhes.

De anotar ainda uma curiosidade, o de ambos os clubes parecerem avessos a empates, sendo que o U. Tomar não empatou nenhum jogo neste campeonato, face a uma única igualdade registada pelo Fazendense, até agora.

A formação do Ferreira do Zêzere, que tão intensa réplica ofereceu ao União, tem mais uma saída de elevado grau de dificuldade, a Samora Correia. No seu reduto os samorenses só cederam um empate, ante o Amiense; enquanto os ferreirenses têm registado campanha muto negativa nos encontros fora de casa, apenas tendo vencido em Mação, sofrendo desaires em todos os outros quatro desafios.

Acresce que o Ferreira do Zêzere, a atravessar fase muito difícil, vem de cinco derrotas nas seis últimas jornadas (só o “lanterna vermelha”, Entroncamento, apresenta pior registo pontual neste período). Já o Samora Correia viu quebrada, no passado Domingo, a sua invencibilidade, tendo perdido no Cartaxo.

Samorenses e ferreirenses encontraram-se por quatro vezes, em anos recentes, sempre com triunfo dos donos da casa, incluindo, aliás, três goleadas: 7-0 em 2021, 5-2 em 2017 e 4-1 já este ano, no mês de Maio, na penúltima jornada do campeonato anterior.

Isto dito, tudo pareceria apontar para mais uma vitória do Samora Correia; contudo, não surpreenderia se o Ferreira do Zêzere viesse a conseguir um resultado positivo para as suas cores.

O Mação, a protagonizar uma grande recuperação – depois de ter entrado na prova com quatro desaires sucessivos, é já 7.º classificado (sendo que, nas sete últimas jornadas apenas o U. Tomar somou mais pontos do que os maçaenses) – desloca-se a Fátima, onde encontra uma equipa em dificuldades, aquém das expectativas, por ora, em ameaçador penúltimo lugar.

As duas equipas cruzaram-se uma única vez, no escalão principal, em 2016, então com vitória do Fátima, por 3-1.

Cabe agora aos fatimenses seguir com quatro derrotas consecutivas (seis nos últimos sete jogos), não tendo conseguido melhor do que um empate, nos cinco encontros já disputados em casa (obtido ante o Samora Correia, logo na ronda inaugural). Por seu lado, o Mação tem também revelado dificuldades em terreno alheio: em seis jogos, conseguiu ganhar apenas em Torres Novas, para além de um empate, em Alcanena.

O Fátima tem urgência em começar a pontuar. Mesmo que o Mação possa ser creditado com maior dose de favoritismo, uma eventual repartição de pontos será também um cenário possível.

O Amiense (actual 4.º classificado), recebendo o Salvaterrense, perfila-se com claro favoritismo a somar os três pontos. Porém, na única ocasião em que se defrontaram, nos últimos largos anos, em Setembro de 2021, foi a turma de Salvaterra a levar a melhor, ganhando por 3-1.

O Salvaterrense parece ter superado uma fase negativa, só com derrotas, entre a 4.ª e a 7.ª jornadas; quanto ao Amiense foi já surpreendido em casa, tendo perdido com o Benavente, e não indo além do empate na recepção ao Entroncamento. Uma nova surpresa não parece ser provável, mas, claro, não se poderá nunca excluir.

Também o Alcanenense, visitado pelo Torres Novas, dispõe de maior favoritismo. Nas duas ocasiões em que se defrontaram, regista-se uma vitória para cada lado, sendo que o grupo de Alcanena goleou, por 4-1, em Março deste ano.

Os torrejanos têm vindo a realizar, um pouco à semelhança do Mação, uma notável recuperação pontual, depois de terem iniciado o campeonato com quatro derrotas, partilhando, nesta altura, o 10.º lugar com o Ferreira do Zêzere.

Tal como no caso do Amiense-Salvaterrense, não deixaria de surpreender se o Torres Novas conseguisse pontuar em Alcanena, mas essa possibilidade subsiste.

O At. Ouriense, com um desempenho algo irregular, tendo quebrado de rendimento, com três derrotas nos seis últimos jogos – depois de se ter mantido invicto nas cinco rondas iniciais – visita o Entroncamento, numa partida em estreia absoluta entre os dois clubes.

Os visitados, actuais últimos classificados, vêm de três desaires sucessivos. O At. Ouriense tem mostrado, até agora, ser bem mais forte, mas a turma da cidade ferroviária, muito carenciada de pontos, tudo deverá fazer para procurar evitar mais uma derrota.

O Abrantes e Benfica, num bastante imprevisto 13.º lugar, viaja até Benavente, para defrontar a equipa imediatamente abaixo na tabela.

Na única vez em que se defrontaram, em Outubro de 2021, os abrantinos ganharam por tangencial 1-0, desfecho que se poderá repetir hoje, embora pareça mais provável que os visitados possam pontuar.

Águias de Alpiarça e Cartaxo não se cruzavam, na I Divisão, desde o ano de 2006, nessa ocasião com uma goleada a favor dos cartaxeiros, por 5-0. Para hoje, antevê-se um encontro bem mais equilibrado, em que uma eventual repartição de pontos não surpreenderia.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 04.12.2022)

Na 11.ª ronda da divisão principal o foco estará, sobretudo, no grande embate entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar, uma espécie de “tudo ou nada” para os ferreirenses. Por seu lado, o Cartaxo-Samora Correia apresenta o aliciante de avaliar até que ponto os samorenses conseguirão preservar a sua campanha invicta. De interesse será, igualmente, a partida entre At. Ouriense e Amiense.

“Velhos conhecidos” e rivais vizinhos, Ferreira do Zêzere e U. Tomar apenas se defrontaram, em desafios da I Divisão Distrital, por três ocasiões, na última década (dado terem sido cancelados os jogos previstos para as épocas de 2019-20 e 2020-21, devido à pandemia).

Nesses três confrontos registaram-se já os três desfechos possíveis: vitória dos ferreirenses no início de 2018, empate em 2019, e triunfo dos nabantinos há cerca de um ano, a 14 de Novembro de 2021, por 2-0.

Trata-se de um embate entre duas das equipas com maiores ambições para esta temporada, sendo que, até agora, o Ferreira do Zêzere tem estado bastante aquém das expectativas, posicionando-se a meio da tabela, num discreto 8.º lugar, já com onze pontos de atraso do duo da liderança, formado precisamente por U. Tomar e Samora Correia.

Integrando diversos jogadores que, em anos recentes, alinharam pelo emblema de Tomar, a equipa ferreirense tudo fará para tentar vencer este duelo muito especial, no qual os unionistas terão de procurar ser o mais racionais possíveis, de forma a colocar em campo o seu potencial futebolístico.

O resultado é, obviamente, uma grande incógnita, num verdadeiro jogo de “tripla”.

Cartaxo e Samora Correia defrontaram-se, nos últimos anos, por quatro vezes, com tendência repartida: dois triunfos para cada lado, tendo os samorenses vencido o desafio mais recente, em Março deste ano, por 2-0.

Os cartaxeiros vêm moralizados pela vitória averbada na ronda anterior ante o Ferreira do Zêzere, procurando repetir tal resultado, com a motivação extra de poderem ser os primeiros a desfeitear o ainda invicto líder. Mas terão de contar com a solidez defensiva do Samora Correia, que, até agora, sofreu, em média, “meio golo” por jogo.

Num outro encontro em que todos os resultados parecem possíveis, um eventual empate – ainda não registado nos quatro embates anteriores – poderia acabar por vir a agradar a ambos os contendores.

O At. Ouriense terá a visita do Amiense, e, tal como sucedia há duas semanas, no confronto com o Benavente, tem registado supremacia quase total: em sete jogos disputados desde 2013, o grupo de Ourém ganhou os seis últimos, apenas tendo consentido um empate, já em 2013.

Estarão frente a frente os actuais 6.º e 4.º classificados, separados na tabela por apenas três pontos. O conjunto dos Amiais de Baixo apresenta-se animado com a vitória alcançada ante o Fazendense, mas o At. Ouriense vem também de um saboroso triunfo no “derby” concelhio, em Fátima.

Ao contrário do que tem sido a tendência histórica, o Amiense poderá beneficiar de alguma maior dose de favoritismo, mas, tal como nos dois casos anteriores, qualquer que seja o desfecho deste jogo não constituirá grande surpresa, sendo a repartição de pontos também um cenário plausível.

Tal como há duas jornadas, o Fazendense volta a jogar, pensando, claro, em primeiro lugar, em ganhar o seu jogo, mas ficando na expectativa de que os principais rivais possam sofrer algum deslize. Recebe o “lanterna vermelha”, Entroncamento, num embate em estreia absoluta entre os dois clubes (dado ter sido cancelado o jogo entre ambos na época de 2020-21).

O favoritismo é total para o grupo das Fazendas, pelo que, neste caso, seria enorme a surpresa se a formação da cidade ferroviária conseguisse repetir o feito alcançado em Amiais de Baixo, ou seja, pontuar na partida de hoje.

Em Abrantes a turma local, também muito longe das expectativas, ocupando, nesta altura, modesto 12.º lugar na classificação, recebe o Alcanenense, ao contrário, a realizar boa temporada, actual 5.º classificado.

Nas duas vezes em que se cruzaram, nas duas últimas temporadas, os abrantinos ainda não conseguiram ganhar, tendo empatado em 2020 e perdido, por tangencial 0-1, exactamente há um ano, a 28 de Novembro.

Para esta tarde, mesmo que a formação de Alcanena tenha já obtido duas vitórias em terreno alheio, a conjugação do factor casa com a necessidade de somar pontos poderá resultar em desfecho favorável ao Abrantes e Benfica.

O Mação recebe o Benavente, com um histórico semelhante ao do confronto entre At. Ouriense e Amiense: em seis desafios realizados na última década, os maçaenses ganharam por cinco vezes, não tendo os homens de Benavente conseguido melhor do que um único empate, também já em 2013.

Hoje, o grupo de Mação que tem vindo, paulatinamente, a subir na tabela, deverá voltar a ganhar.

O Águias de Alpiarça, moralizado com a vitória registada na recepção ao Abrantes e Benfica, desloca-se a Torres Novas, num encontro que promete golos (são as duas defesas mais batidas, e os respectivos ataques têm, geralmente, também em mira o golo).

A última vez que se defrontaram foi já há 16 anos, nessa ocasião com os alpiarcenses a levar a melhor, ganhando em Torres Novas por 2-1. Para hoje antevê-se um jogo repartido, em que o empate poderá ajustar-se.

Salvaterrense e Fátima, ambos a procurar escapar à parte baixa da tabela, defrontam-se em estreia, noutro desafio de prognóstico em aberto. O factor casa poderá ter o seu peso, mas a necessidade de pontos pode também aguçar o engenho dos fatimenses…

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.11.2022)

O “jogo grande” da 10.ª jornada da I Divisão Distrital será o que coloca frente-a-frente Amiense e Fazendense; realçando-se ainda o Alcanenense-Mação. Por seu lado, o U. Tomar não poderá contar com facilidades no Entroncamento, perante o último classificado, carenciado de pontos. De interesse será também o Cartaxo-Ferreira do Zêzere.

Amiense e Fazendense, dois dos clubes de maior historial no futebol distrital, defrontaram-se por 11 vezes na última década, com nada menos de sete empates, a pontuar bem o equilíbrio entre as duas equipas. A juntar a isso, duas vitórias para cada lado, num balanceamento perfeito.

O grupo das Fazendas de Almeirim visita o tradicionalmente difícil reduto dos Amiais de Baixo na condição de líder isolado, tendo em curso um ciclo de quatro vitórias sucessivas. Em quatro partidas fora de casa neste campeonato, o Fazendense ganhou três, em Abrantes, Alpiarça e Benavente, contando um único empate cedido, no Cartaxo.

Quanto aos donos da casa, atravessam período de alguma oscilação, tendo averbado só um ponto nas duas últimas rondas, vindo de uma goleada sofrida em Tomar, mas um resultado bastante ilusório. No seu terreno o Amiense cedeu já pontos inesperadamente, derrotado pelo Benavente, e tendo empatado com o Entroncamento, duas equipas que se posicionam na cauda da tabela.

Isto dito, será um Amiense “ferido” no seu orgulho, e que colocará certamente muitas dificuldades ao adversário, num jogo em que todos os desfechos estarão em aberto.

A jovem equipa do Alcanenense, a realizar bom início de campeonato, actual 5.ª classificada, recebe o Mação, que, depois de um péssimo arranque (quatro desaires a abrir a prova), venceu quatro das cinco últimas partidas (a par do Fazendense e U. Tomar, apenas o Samora Correia tendo feito melhor).

Em casa, a turma de Alcanena conta três vitórias e uma derrota (com o Amiense); por seu lado, os maçaenses somam já quatro derrotas fora de casa, apenas tendo vencido em Torres Novas.

As duas equipas defrontaram-se apenas uma vez em anos recentes, no final de Maio, na última jornada da época anterior, então com triunfo do Mação, por 3-2. Um desfecho que poderá repetir-se, apesar de a repartição de pontos parecer mais provável.

O U. Tomar tem uma curta viagem até ao Entroncamento, onde encontrará o agora último classificado (por curiosidade, o emblema da cidade ferroviária tinha até sido o primeiro líder nesta temporada), em busca de dar sequência à vitória obtida em Fátima.

Os dois clubes também só se defrontaram numa única ocasião, há precisamente dois anos, a 22 de Novembro, tendo os tomarenses vencido por 2-1.

Apesar da posição delicada em que se encontra na tabela o Entroncamento vem de uma derrota tangencial em Ferreira do Zêzere, logo depois de ter imposto uma igualdade em Amiais de Baixo. Em casa dificultou bastante a vitória do Samora Correia, igualmente pela margem mínima. Pelo que, sendo o União favorito, terá de lutar bastante para poder voltar a casa com os três pontos.

Cartaxo e Ferreira do Zêzere defrontam-se pela quinta vez nos últimos dez anos, sendo que os cartaxeiros ganharam todos os quatro embates anteriores. Tal como sucedeu, na passada semana, com o At. Ouriense-Benavente, resultados passados não conferem qualquer tipo de “garantia” para o futuro e, o mais provável, será até que os ferreirenses consigam pontuar, ou até, mesmo, ganhar esta tarde.

Ao contrário, o Samora Correia recebe o Torres Novas, contando com um histórico nada favorável ante este rival, na sua própria casa: uma só vitória (no início de 2020), dois empates e duas derrotas (já em 2017 e em 2018).

Neste caso, e não obstante a boa campanha que os torrejanos vêm realizando ultimamente, não deixaria de ser algo surpreendente se conseguissem levar pontos de Samora.

Em Fátima teremos um “derby” municipal, com o conjunto local a ter a visita do At. Ouriense. A única vez que os dois clubes se defrontaram, em anos recentes, no escalão principal, foi em 2016, tendo então os fatimenses goleado por 4-0.

Hoje, num contexto diferente, o Fátima poderá até ganhar, aproveitando fase menos produtiva do conjunto de Ourém – mas, a verdade, é que ambos vêm de duas derrotas, pelo que a luta pelos pontos será árdua, tanto mais que os visitados, apenas penúltimos na classificação, deles estão muito necessitados.

Benavente e Salvaterrense voltam a cruzar-se na I Divisão, depois do nulo registado em Fevereiro deste ano, no único confronto recente entre ambos, a este nível.

As duas equipas têm denotado alguma irregularidade, chegando a este desafio em trajectória oposta: o Benavente, motivado pela vitória obtida em Ourém; o Salvaterrense, derrotado em casa pelo Alcanenense.

Esta poderá ser uma boa oportunidade para o Benavente alcançar a primeira vitória em casa, depois de três desaires e somente um ponto até agora averbado no seu terreno.

Águias de Alpiarça e Abrantes e Benfica terão o encontro de estreia absoluta entre os dois clubes, com os visitados a precisar urgentemente de estancar uma série muito negativa de cinco derrotas (“record” no presente campeonato), que os fez cair do 3.º ao 12.º lugar.

Quanto à formação abrantina, por agora, aquém das expectativas, vem de um ciclo de três empates, que até se poderá prolongar hoje, não surpreendendo também um eventual sucesso dos forasteiros.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.11.2022)

Na 9.ª jornada do escalão principal destacam-se os desafios: U. Tomar-Amiense, entre duas das mais fortes equipas do campeonato; Abrantes e Benfica-Samora Correia, com o guia a ser, outra vez, colocado à prova; e Salvaterrense-Alcanenense. O vice-líder, Fazendense deverá, em condições normais, superiorizar-se na recepção ao Fátima, ficando à espreita de possíveis “escorregadelas” dos rivais.

U. Tomar e Amiense, dois clubes históricos, defrontaram-se por nove vezes na última década (dado ter sido cancelado o jogo da época de 2019-20, devido à pandemia), com supremacia dos nabantinos, que ganharam cinco desses desafios (o último, em Maio deste ano, goleando por 4-0, na derradeira ronda da época anterior), face a dois triunfos do grupo de Amiais (o mais recente em Maio de 2021) e dois empates.

As duas equipas chegam a este jogo separadas por um ponto, ocupando o 3.º e 4.º lugares. Em Tomar, o União segue com 10 triunfos consecutivos em casa (quatro na presente temporada, das quais três por margem tangencial); por seu lado, o Amiense apresenta também registo notável nas partidas em terreno alheio, com três vitórias (em Alcanena, Fátima e Ferreira do Zêzere) e um único empate, frente ao líder, em Samora Correia.

Isto dito, no jogo grande da jornada, entre dois candidatos, o prognóstico afigura-se imprevisível, mesmo que o empate possa ser sempre uma saída airosa, ou vá, menos má, para ambos os contendores.

Em Abrantes, a turma local, algo atrasada na classificação (apenas 10.ª, a onze pontos do líder), recebe precisamente o Samora Correia, em mais um teste ao comandante.

Nas duas ocasiões em que se encontraram, o Abrantes e Benfica ganhara por claro 3-0 em 2020, tendo-se registado uma igualdade a uma bola há exactamente um ano, a 14 de Novembro.

Em casa, os abrantinos foram já derrotados pelo Fazendense, vindo de um empate ante o Torres Novas. Já os samorenses apresentam, fora de casa, registo idêntico ao do Amiense, com três vitórias (no Entroncamento, Fazendas e Salvaterra) e um único empate cedido, em Fátima – seguindo, nesta altura, com excelente série de seis triunfos consecutivos.

Estamos, pois, perante outro jogo de tripla, sendo que, em caso de vitória forasteira, terá de ser levada a sério a candidatura do Samora Correia.

O Salvaterrense, com uma campanha algo irregular (regista três vitórias, intervaladas por um ciclo de quatro derrotas sucessivas) recebe a visita do Alcanenense, com positivo início de campeonato. Não obstante, trata-se de duas equipas que ocupam lugares imediatos na pauta classificativa, respectivamente o 7.º e o 6.º.

Os dois emblemas cruzaram-se por uma única vez nos últimos largos anos, já em 2022, em Março, tendo o grupo de Alcanena vencido por 2-1, desfecho que poderá repetir-se hoje.

O Fazendense recebe o Fátima, sendo claro favorito, beneficiando também do factor casa. Por curiosidade, na única vez em que se defrontaram, na época de 2015-16, os fatimenses ganharam por 2-1.

Mas, esta tarde, num contexto diferente, seria surpreendente se levasse pontos das Fazendas de Almeirim.

O At. Ouriense, actual 5.º classificado, mas que vem de uma derrota pesada (1-4) em Alcanena, terá a visita do agora “lanterna vermelha”, Benavente.

Nas cinco vezes em que, nos últimos anos, se defrontaram, o conjunto de Ourém ganhou sempre (a última, em Maio deste ano, na derradeira jornada do campeonato precedente, por 3-0), o que, estatisticamente, tenderá a aumentar a probabilidade de desfecho diferente no futuro…

Em qualquer caso, para hoje, projecta-se que o At. Ouriense possa ampliar essa sequência de vitórias.

O Ferreira do Zêzere, por ora a ocupar discreto 8.º lugar, portanto a meio da tabela – e já a dez pontos do líder – recebe o Entroncamento AC, que, sendo penúltimo classificado, vem de três empates nas últimas quatro jornadas, o derradeiro, na passada semana, surpreendendo em Amiais de Baixo.

As duas equipas também se encontraram apenas numa ocasião, em Maio de 2021, então com triunfo dos ferreirenses por 1-0. É também o desfecho que se antevê como mais provável para hoje… a não ser que o grupo da cidade ferroviária conseguisse voltar a surpreender.

Mação e Águias de Alpiarça não se cruzam, no principal escalão, desde a temporada de 2005-06, tendo, então, sido os alpiarcenses a sair vitoriosos, ganhando por 1-0.

Nesta fase, vindo de quatro desaires sucessivos, atravessando crise de confiança, jogando em reduto adverso, e frente a um adversário de valor, o mais expectável será o triunfo dos maçaenses.

Noutro confronto entre históricos, o Torres Novas é anfitrião do Cartaxo, o que se repete pela nona vez na última década. Nos embates anteriores, regista-se equilíbrio total, com duas vitórias para cada lado e quatro empates.

Com os dois emblemas a apresentar potencial similar, ambos carenciados de pontos para fugir à zona perigosa da tabela, o factor casa poderá ser relevante, tanto mais que os torrejanos surgem motivados pelos resultados positivos obtidos desde a chegada do novo treinador, pelo que se antecipa que possam somar mais três pontos.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.11.2022)

Na 8.ª ronda da I Divisão destacam-se, em especial, os seguintes desafios: Samora Correia-Mação, Benavente-Fazendense e Fátima-U. Tomar.

O guia, Samora Correia, que segue com cinco vitórias consecutivas, recebe o Mação, que, depois de um péssimo arranque, com quatro desaires nos quatro primeiros jogos, ganhou também nas três últimas jornadas. Será, pois, um bom teste ao comandante.

Os dois clubes defrontaram-se por cinco vezes em anos recentes, com resultados alternados, entre vitórias dos samorenses (três, em 2016, 2019 e, já este ano, em Maio) e triunfos dos maçaenses (dois, em 2018 e em 2021).

Num campeonato equilibrado, mas, até agora, com poucos empates (apenas 9, no total de 56 partidas já disputadas), a repartição de pontos é um cenário que se afigura de boa probabilidade.

O Fazendense, actual vice-líder, também a realizar bom início de temporada, desloca-se a Benavente, para a reedição do embate mais frequentemente repetido de entre os oito que compõem esta jornada.

Em seis jogos entre os dois emblemas o Benavente conseguiu ganhar uma única vez, precisamente no jogo mais recente, em Maio deste ano. Antes disso, o Fazendense venceu em quatro ocasiões, entre 2013 e 2017, tendo-se registado ainda um empate.

Para esta tarde, o grupo das Fazendas de Almeirim volta a ser favorito a somar os três pontos, ante um adversário ainda à procura de ganhar experiência, ocupando, nesta altura, o penúltimo lugar.

Fátima e U. Tomar apenas se cruzaram, na I Divisão Distrital, uma única vez, em 2016, tendo, nessa altura, os fatimenses vencido por categórica marca de 4-1, numa época em que se sagraram campeões.

Hoje, projecta-se um desafio bem mais repartido, em que os tomarenses, pese embora possam dispor de superiores argumentos, terão de superar o impacto do factor casa, de forma a poder obter resultado positivo, ante um adversário ainda em busca de pontos para se afastar da parte baixa da tabela, mas animado pelo triunfo obtido no Entroncamento.

O Amiense, outro dos vice-líderes, e uma das mais fortes equipas do campeonato, terá a visita do Entroncamento, num embate em estreia absoluta, dado ter sido cancelado o encontro da temporada de 2020-21.

Em condições normais o grupo de Amiais de Baixo deverá sair vencedor esta tarde, ante um rival de menores recursos.

Alcanenense e At. Ouriense, também a realizar, ambos, bom início de campeonato – são, respectivamente, 6.º e 5.º classificados – encontram-se apenas pela terceira vez, com vitória da formação de Ourém em 2019 e empate em Fevereiro deste ano.

O factor casa poderá fazer pender a contenda a favor da turma de Alcanena, mas o empate será também um desfecho possível para a partida de hoje, devendo atentar-se que os visitantes apenas contam uma derrota, sofrido no reduto do comandante.

O ainda “lanterna vermelha”, Torres Novas, que vem de um positivo empate em Abrantes, recebe o Ferreira do Zêzere, conjunto que, até agora, tem estado aquém das expectativas, contando três vitórias e outras tantas derrotas, para além de um empate, com “score” global negativo (7-8).

Por curiosidade, encontram-se a defesa mais batida (Torres Novas) e o ataque menos concretizador (Ferreira do Zêzere – a par de Abrantes e Benavente).

Nos quatro embates entre ambos nos últimos anos os torrejanos só ganharam um, precisamente o último, em Abril deste ano, e por claro 3-0. Em 2018 e 2019 os ferreirenses tinham ido ganhar a Torres Novas duas vezes, para além de um empate.

Esta tarde a turma de Ferreira será favorita, mas terá de contar com a aguerrida réplica de uma equipa, carenciada de pontos, com a curiosidade de ser agora treinada pelo anterior técnico dos ferreirenses, Eduardo Fortes.

No Cartaxo encontram-se dois clubes com pergaminhos, mas, por agora, ocupando posições na segunda metade da tabela, com o Abrantes e Benfica a procurar subir rapidamente na classificação.

Estes dois emblemas defrontaram-se apenas em duas ocasiões, por curiosidade, ambas no ano de 2021, com uma vitória para cada lado, sendo que os abrantinos se impuseram por 4-1.

Para hoje antevê-se a possibilidade de repartição de pontos, talvez com ligeiro maior pendor dos forasteiros.

O Águias de Alpiarça, que teve bom arranque de campeonato (três triunfos nos quatro primeiros jogos), mas segue, agora, com três desaires sucessivos, terá a visita do Salvaterrense, que, por seu lado, acumula quatro derrotas nas últimas quatro rondas.

A última vez que se defrontaram no escalão principal foi já há 15 anos, nessa ocasião com triunfo dos alpiarcenses por 2-1. Um desfecho que se poderá repetir esta tarde.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 06.11.2022)

Na 7.ª jornada do escalão principal, o realce vai, principalmente, para as partidas Salvaterrense-Samora Correia e Ferreira do Zêzere-Amiense.

O algo inesperado líder, único emblema ainda invicto nesta temporada, Samora Correia, tem uma curta deslocação, a Salvaterra de Magos, para defrontar uma equipa que teve um bom arranque de campeonato, mas que vem agora de uma série de três desaires sucessivos, um deles, em casa, ante o “lanterna vermelha”, Torres Novas.

Salvaterrense e Samora defrontaram-se, em anos recentes, uma única vez, já este ano, no mês de Março, tendo os samorenses triunfado por 2-1. Esta tarde os visitantes voltam a ser favoritos, mas os homens de Salvaterra tudo procurarão fazer para interromper tal ciclo negativo.

Em Ferreira do Zêzere, a turma local, derrotada em Abrantes, pretenderá recuperar os pontos perdidos (perdeu também em Salvaterra, tendo empatado, em casa, com o Benavente), recebendo, porém, um adversário bastante difícil, um dos actuais vice-líderes, Amiense.

O conjunto ferreirense defrontou o Amiense por quatro ocasiões, nos últimos anos, tendo-se registado três empates nos três encontros mais recentes, desde 2019. O único embate entre ambos em que houve um vencedor, o Ferreira do Zêzere (por tangencial 1-0), foi já em 2018.

Num campeonato que promete ser bastante equilibrado, com um lote alargado de equipas capazes de ganhar a qualquer rival, este afigura-se mais um “jogo de tripla”, mesmo que o factor casa possa ter alguma importância.

O outro 2.º classificado, Fazendense, sempre nas “deixas” do União, recebe o Alcanenense, que não se projecta possa surpreender de novo, depois de ter batido os tomarenses.

Fazendense e Alcanenense cruzaram-se apenas por duas vezes em anos recentes: empate a dois golos no final de 2018; e vitória do grupo das Fazendas, por 3-1, há pouco mais de um ano. Hoje os visitados deverão voltar a vencer.

Por seu lado, cabe ao U. Tomar receber o Benavente, com a responsabilidade de confirmar o favoritismo de que é creditado.

De facto, nos quatro desafios que os dois clubes disputaram entre si na última década, os unionistas ganharam sempre, tendo mesmo obtido duas goleadas (5-1 em 2015 e 6-0 em 2017), tendo, nos outros dois jogos, o desfecho sido tangencial (em 2013 e em Setembro de 2021).

O Benavente surpreendeu já, tendo ido ganhar a Amiais de Baixo, e empatado a duas bolas em Ferreira, onde, aliás, deixou escapar, já em tempo de compensação, uma vantagem de dois golos! Estarão, portanto, os tomarenses alertados.

O At. Ouriense, que viu a sua invencibilidade quebrada em Samora, recebe o Águias de Alpiarça, num reencontro entre dois clubes que não se defrontavam, no escalão principal, já há 31 anos!

Nessa ocasião o conjunto de Ourém tinha goleado por 5-0, antevendo-se, desta feita, um desafio bem mais repartido, com o Águias a querer voltar a pontuar. Podendo considerar-se o At. Ouriense como favorito, um eventual empate também não seria surpresa.

O Mação-Cartaxo é o jogo com maior historial de entre os confrontos que compõem esta ronda: maçaenses e cartaxeiros defrontaram-se nada menos do que oito vezes na última década, curiosamente com dois ciclos bem definidos de resultados: de 2013 a 2017, quatro triunfos do Mação, em outros tantos encontros; daí para cá duas vitórias do Cartaxo (em 2018 e, no desafio mais recente, já em Março deste ano), para além de dois empates.

Para esta tarde projecta-se que os maçaenses possam retornar às vitórias, dando sequência aos resultados favoráveis das duas últimas jornadas.

O Abrantes e Benfica, depois de ganhar ao Ferreira do Zêzere, volta a actuar em casa, recebendo o Torres Novas.

Os dois clubes encontraram-se nos últimos três anos, tendo-se registado os três desfechos possíveis: empate em 2019, vitória dos abrantinos (3-0) em 2020, e triunfo dos torrejanos, por 2-1, no final do ano passado.

O Torres Novas, último da tabela classificativa, começa a necessitar pontuar, mas não será previsível que o consiga fazer nesta partida, em terreno alheio, e frente a um adversário de valor.

No Entroncamento regista-se um encontro em estreia, a nível da I Divisão Distrital, entre o conjunto local e o Fátima.

Estas duas equipas defrontaram-se, não obstante, no escalão secundário, na época passada, e por quatro vezes…

Nos dois jogos disputados na cidade ferroviária, o Entroncamento ganhou ambos, curiosamente, pela mesma marca (3-1), na fase inicial do campeonato, assim como, em Abril deste ano, na fase final, de apuramento de Campeão (título que viria a ser conquistado pelos fatimenses).

Esta tarde, com as duas equipas posicionadas na cauda da tabela – em especial com o Fátima, penúltimo classificado, aquém das expectativas -, a busca pelo(s) ponto(s) será intensa, antevendo-se o empate como desfecho possível, mesmo que os fatimenses possam, em teoria, dispor de argumentos superiores.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 30.10.2022)

A 6.ª ronda da I Divisão Distrital volta a integrar um alargado lote de partidas que concitam, em especial, as atenções: desde logo o Alcanenense-U. Tomar, com o novo líder a ser colocado à prova; mas, também, necessariamente, o duelo entre os ainda invictos Samora Correia-At. Ouriense; o Águias de Alpiarça-Fazendense e o Fátima-Amiense, com os visitantes a procurar rectificar os desaires sofridos; para além do Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Dois históricos do futebol distrital, Alcanenense e U. Tomar, defrontam-se, apenas pela terceira vez, na última década (dado o clube de Alcanena ter, entretanto, disputado os campeonatos nacionais). Em Setembro de 2018, os donos da casa venceram por categórico 3-0, sendo que, há precisamente um ano, a 24 de Outubro, foram os unionistas a ganhar, por 2-0.

Ocupando lugar a meio da tabela, o Alcanenense ganhou, em casa, ao Benavente, tendo perdido por tangencial 2-3 com o Amiense. O mesmo desfecho com que os tomarenses ganharam em Torres Novas, tendo, no último jogo em terreno alheio, perdido em Samora, em partida de grande controvérsia.

Para esta tarde, sendo os unionistas teoricamente favoritos, encontrarão certamente forte oposição.

Precisamente, o Samora Correia recebe o At. Ouriense, com as duas equipas, notavelmente, posicionadas na vice-liderança, únicas que subsistem ainda invictas após a disputa das primeiras cinco jornadas.

Nos quatro encontros anteriores entre os dois clubes, os samorenses triunfaram em 2016 e 2018, tendo-se registado duas igualdades, em 2019 e, já este ano, em Fevereiro. Sendo o empate um desfecho possível, o Samora Correia, beneficiando do factor casa, poderá ter algum favoritismo.

O Águias de Alpiarça, na ressaca do desaire sofrido em Tomar, recebe uma forte equipa do Fazendense, disposta a rectificar a imagem deixada no último jogo. Mas também os visitantes quererão superar rapidamente o efeito do imprevisto desaire caseiro sofrido ante a equipa de Samora.

A última vez que Águias e Fazendense se cruzaram no Distrital foi há já 16 anos, então com triunfo do grupo das Fazendas de Almeirim, por 2-0.

Também neste caso, os forasteiros, apresentando, em teoria, potencial superior, poderão repetir esse desfecho, mas, para tal, terão de superar uma bem orientada equipa alpiarcense.

Outro desafio de interesse será o Fátima-Amiense, dois emblemas que se cruzaram uma única vez, em 2016, com os fatimenses a golear, então, por 5-0, numa época em que dominaram por completo o campeonato, tendo concedido apenas dois empates numa caminhada triunfal.

Para hoje antecipa-se um confronto bem mais repartido, tendencialmente, até, a poder favorecer o grupo dos Amiais de Baixo, sendo que uma eventual repartição de pontos não surpreenderia.

De prognóstico incerto se afigura igualmente o embate Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere, que, nos últimos anos, se defrontaram por duas vezes, tendo os abrantinos vencido, em ambas as ocasiões, por 2-0.

Entre dois conjuntos de grande valor, os ferreirenses disporão, esta época, de maiores recursos, sendo possível a sua vitória, mas, com propriedade, este será um “jogo de tripla”.

No Cartaxo, os locais recebem o Salvaterrense. Trata-se de dois clubes que terão, como objectivo prioritário, fazer campanhas tranquilas.

No final do ano passado, no único encontro entre ambos em anos recentes, os cartaxeiros ganharam por 2-1, um desfecho plausível de repetição esta tarde.

Com perspectivas de índole similar, Benavente e Entroncamento AC encontram-se, procurando dar sequência ao crescimento do seu pecúlio pontual.

Os visitados, motivados com a vitória alcançada nos Amiais de Baixo, deverão somar mais três pontos.

Com um péssimo arranque de campeonato, em que acumularam derrotas nas quatro primeiras rondas, Torres Novas e Mação vêm de moralizadores triunfos, na semana passada, respectivamente em Salvaterra e na recepção ao Abrantes e Benfica – ocupando ainda, não obstante, os dois últimos lugares da pauta classificativa.

Por curiosidade, trata-se do confronto de maior historial de entre os oito que compõem esta jornada: torrejanos e maçaenses defrontaram-se por sete vezes nos últimos dez anos (sendo que foi cancelado, devido à pandemia, o jogo referente à época de 2020-21).

Nessas sete ocasiões o balanço geral favorece claramente o Mação, que ganhou por quatro vezes em Torres Novas (a última delas, já este ano, em Fevereiro, por 3-1), face a somente dois triunfos dos donos da casa (em 2013 e em 2020), para além de um empate.

Para hoje, os maçaenses voltam a perfilar-se com maior favoritismo, mas os torrejanos pretenderão também voltar a pontuar.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 23.10.2022)

A 5.ª jornada da divisão principal apresenta, em especial, quatro desafios de maior interesse: em primeiro lugar, o Fazendense-Samora Correia (com a curiosidade de ver qual a resposta que os samorenses conseguirão oferecer, depois do triunfo da passada semana), mas, também o U. Tomar-Águias de Alpiarça (colocando frente-a-frente os actuais 3.º classificados), o Ferreira do Zêzere-Fátima (entre dois bons conjuntos) e o Mação-Abrantes e Benfica (com os maçaenses a começar a “desesperar” pelos primeiros pontos).

Começando, pois, pelo Fazendense-Samora Correia, trata-se de um confronto com um histórico recente de sentido único: seis jogos disputados entre ambos os clubes, nas Fazendas de Almeirim, desde a época de 2016-17, seis vitórias do Fazendense, a última delas, ainda recente, no final de Maio, na derradeira jornada do campeonato anterior, com um categórico 3-0.

As estatísticas valem o que valem, e resultados passados não são garantia de nada no futuro, mas o Fazendense perfila-se, uma vez mais, como favorito a ganhar o desafio de hoje, mesmo que se deva ter em atenção que os samorenses vêm de um triunfo ante o U. Tomar. Mas, para tal, os donos da casa terão de confirmar, dentro de campo, o seu maior potencial.

União de Tomar e Águias de Alpiarça não se cruzavam na I Divisão Distrital, desde a temporada de 2003-04, com o último jogo, no final de Novembro de 2003, a pender para os unionistas, por tangencial 2-1. Esta tarde encontram-se duas equipas com bom início de campeonato, nesta altura igualadas pontualmente, partilhando a 3.ª posição, com realce para o surpreendente desempenho dos alpiarcenses.

Tal como no caso anterior, os visitados são favoritos, mas terão de recompor-se do abalo provocado por uma injusta derrota sofrida em Samora Correia, reagindo a tal adversidade. A formação do Águias encarará este jogo sem nada a perder, pelo que os tomarenses terão de estar muito focados para não serem surpreendidos.

Ferreira do Zêzere e Fátima – duas equipas talhadas para disputar os lugares de topo deste campeonato – parecem ter superado alguns percalços sofridos em jornadas anteriores, vindo de duas moralizadoras vitórias: no caso dos ferreirenses, num terreno sempre difícil, frente a um contendor de respeito, como é o Mação; os fatimenses, vindo de uma goleada (4-0) em Benavente.

Teremos, em Ferreira do Zêzere, um embate em estreia, entre dois emblemas que nunca antes se defrontaram no escalão principal.

O factor casa poderá ser importante, mas a possibilidade de os fatimenses pontuarem também não pode ser afastada.

Uma irreconhecível equipa do Mação, com quatro desaires sofridos nas quatro rondas iniciais – com a “atenuante” de, três deles, terem sido registados em terreno alheio – recebe o Abrantes e Benfica, que também teve um arranque difícil, perdendo com o U. Tomar e Fazendense, mas que parece ter começado já a encarrilar para resultados positivos.

Estas duas formações defrontaram-se nos três últimos anos, tendo-se registado já os três desfechos possíveis: empate em Novembro de 2019; triunfo abrantino há precisamente dois anos; e vitória maçaense em Novembro de 2021. Um eventual indício do que poderá ser este embate, um jogo de tripla.

O actual co-líder, a par do Fazendense, Amiense – e um dos principais candidatos –, terá, em teoria, tarefa de grau de dificuldade menor, recebendo o antepenúltimo classificado, Benavente.

Tal como no caso do Fazendense-Samora, também aqui se verifica um pleno do Amiense, que ganhou todos os cinco desafios disputados ante o Benavente na última década.

Atendendo ao potencial presente de cada uma destas equipas, também o conjunto dos Amiais de Baixo poderá manter-se 100% vitorioso neste embate.

Com desempenhos positivos, o At. Ouriense (5.º classificado, a par do Samora Correia) recebe o Cartaxo, que depois, de ter fado forte réplica em Tomar, impôs um empate a duas bolas ante o líder, Fazendense.

Neste caso, o histórico recente aponta para tendência favorável aos forasteiros: nos seis encontros entre ambos os clubes nos últimos 10 anos, os cartaxeiros ganharam dois, tendo empatado três, sendo que os oureenses apenas conseguiram um único triunfo, e, esse, já há nove anos…

Na última época, registou-se um empolgante empate a quatro bolas – com uma épica recuperação dos homens de Ourém, que tinham chegado ao minuto 80 a perder por 0-4… – precisamente o resultado que se registara em 2019, então com os cartaxeiros a golear no terreno do adversário.

Para hoje, antevê-se que o At. Ouriense, equipa de maior experiência, possa, enfim, voltar a ganhar.

O Entroncamento AC recebe o Alcanenense, na reedição do único desafio disputado entre os dois clubes na I Divisão Distrital, há cerca de dois anos, na altura com a vitória a sorrir ao grupo de Alcanena.

Um desfecho que até poderá repetir-se no jogo de hoje, pese embora a equipa da cidade ferroviária, actuando em casa, e começando a atrasar-se na tabela, possa pontuar.

O Salvaterrense, outra vez com um começo positivo no campeonato, apesar da derrota sofrida em Abrantes no passado fim-de-semana, terá a visita de um Torres Novas, já a passar por uma situação de crise, decorrente de quatro derrotas em outros tantos jogos disputados, e, pior, das fragilidades defensivas que vem evidenciando, já com um total de 15 golos sofridos (quase uma média de 4 golos/jogo!).

Na única ocasião em que, nos últimos largos anos, se encontraram, os torrejanos ganharam por 2-1, um desfecho que, a repetir-se esta tarde, não deixaria de constituir surpresa. Já a possibilidade de um eventual empate não deverá ser afastada, dependendo de o Torres Novas conseguir ser mais efectivo na defesa da sua baliza.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 16.10.2022)