Hertz

Registando uma fantástica série de nove vitórias em outras tantas jornadas, o líder, União de Almeirim, recebe hoje a visita do 2.º classificado, União de Tomar, que conta somente um triunfo a menos, para o, até agora, “jogo do ano”.

Os almeirinenses beneficiam, não apenas do factor casa, como, paralelamente, de se encontrarem em posição mais vantajosa na classificação, a que acresce ainda a tendência indicada pelo historial recente: nos quatro últimos confrontos disputados em Almeirim entre os dois clubes, os donos da casa ganharam por três vezes, não tendo os nabantinos conseguido melhor que um empate, há duas épocas (tendo, então, deixado escapar a vitória já em período de compensação).

Perante estes “handicaps”, caberá ao União de Tomar acreditar em si próprio, ser audaz, procurando a “felicidade”, tendo cabal noção da grande valia do adversário, mas, também, que será crucial, inclusivamente em termos anímicos, alcançar um resultado positivo esta tarde, no que poderia constituir um primeiro sinal de inversão da tendência que o campeonato tem apresentado.

Mas, para além de um “clássico”, entre dois dos mais prestigiados emblemas do Distrito, esta ronda inclui igualmente um “derby”, entre Pego e Abrantes e Benfica, uma estreia no principal escalão, em que os pegachos pretenderão certamente causar surpresa, visando contrariar o favoritismo do rival.

Os dois clubes defrontaram-se no Pego, na época passada, na II Divisão, por duas vezes, com triunfos dos abrantinos, em ambos os casos: um empolgante 4-3 na fase regular da prova e 1-0 na fase final, de apuramento de Campeão.

Tendo saído vitorioso, na semana passada, precisamente em Abrantes, o Coruchense encontra hoje o Torres Novas, que vem também de um desfecho positivo ante outro candidato (Cartaxo).

Nas quatro ocasiões em que se cruzaram, em anos recentes, a turma do Sorraia ganhou sempre, dispondo também de amplo favoritismo para esta tarde.

Outra partida de interesse será a que opõe Amiense e Fazendense, dois bons conjuntos e bem orientados, com a formação de Amiais de Baixo a procurar recuperar tempo perdido, enquanto o grupo das Fazendas de Almeirim tem vindo a realizar muito boa campanha.

Este é o embate mais vezes repetido de entre os oito jogos desta ronda; de facto, Amiense e Fazendense defrontaram-se nada menos que dez vezes, apenas nas últimas nove temporadas, com uma tendência ligeiramente favorável aos visitados, mas em que o empate tem sido o resultado predominante: três triunfos do Amiense, seis igualdades e uma única vitória dos forasteiros, já em 2014-15.

Para esta tarde, antecipa-se um jogo repartido, que poderá muito bem ter por desfecho novo empate…

Na Moçarria, o Mação terá um desafio de alguma dificuldade, perante um adversário que necessita, urgentemente, de estabilizar, após três goleadas sucessivas sofridas (em Rio Maior, em casa, ante o União de Tomar e em Samora Correia).

Em anos anteriores, as duas equipas encontraram-se já por quatro vezes, sendo que o Moçarriense conseguiu vencer numa única ocasião, já em 2015-16, tendo os maçaenses vencido as outras três partidas, numa delas (em 2012-13) com uma soberba goleada, de 8-0.

Hoje, embora os visitantes sejam favoritos, não seria de todo surpreendente se o Moçarriense conseguisse forçar, pelo menos, a repartição de pontos.

O Ferreira do Zêzere, que viu uma boa série de três triunfos sucessivos ser interrompida, no passado fim-de-semana, nas Fazendas de Almeirim, pretenderá retomar o caminho das vitórias, perante um adversário, Rio Maior, que parece em crescendo, tendo imposto sérias dificuldades, na última jornada, ao comandante.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos os clubes, o factor casa poderá ser relevante no desfecho da partida desta tarde.

Na Glória do Ribatejo, onde se desloca o Samora Correia, teremos outro desafio de prognóstico imprevisível, com os samorenses a procurar repetir a vitória aí alcançada na época passada, mas em que os homens da casa não deixarão de procurar contrariar tal superioridade teórica do adversário.

Por fim, o Cartaxo recebe o Riachense, um jogo entre dois clubes históricos do Distrito, que, porém, apenas se cruzaram por três vezes nos últimos nove anos, com duas vitórias dos cartaxeiros e um triunfo dos riachenses (há três temporadas, então por números pouco usuais, 5-3).

Num confronto que se antevê desequilibrado, os visitados não deverão ter dificuldades em ampliar a sua contagem de vitórias ante este oponente.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 17.11.2019)

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Esta tarde as atenções estarão sobretudo focadas no Abrantes e Benfica-Coruchense, um embate que poderá ser já de “tudo ou nada” para a formação do Sorraia, a qual, em caso de derrota, deverá comprometer decisivamente as suas aspirações, numa fase tão prematura, quando não atingimos ainda o primeiro terço do campeonato, tendo em atenção que – à entrada para esta 9.ª jornada – regista já um atraso de nove pontos em relação ao líder.

A partida de hoje entre ambas as formações será uma estreia, pelo que não temos pontos de referência do passado. Na presente temporada, o Coruchense atravessa período menos profícuo, com uma única vitória alcançada nas quatro últimas rondas; por seu lado a turma abrantina viu interrompida, no passado fim-de-semana, uma magnífica série de seis triunfos consecutivos.

Se recordarmos que o Coruchense foi o vice-campeão na última época, enquanto o Abrantes e Benfica foi campeão, mas do escalão secundário, poderia supor-se terem os visitantes algum favoritismo. Porém, os homens da casa já mostraram que têm equipa para se bater com qualquer adversário, pelo que não surpreenderia se saíssem vencedores.

Em relação aos compromissos dos dois primeiros classificados, antevê-se que, com maior ou menor dificuldade, U. Almeirim (visitando Rio Maior) e U. Tomar (recebendo o grupo da Glória do Ribatejo) possam vir a somar mais três pontos.

No caso do Rio Maior-U. Almeirim, não existe também histórico de confrontos anteriores, dada a juventude do clube riomaiorense, promovido da II Divisão no final da última temporada.

Nesta sua estreia no principal escalão do futebol distrital, o Rio Maior já surpreendeu, tendo ido empatar às Fazendas de Almeirim e ganhar a Samora Correia, tendo, no último jogo em casa, goleado o Moçarriense. Mas, até agora, a sua falta de constância não aponta para que possa ser a primeira equipa a travar o comandante.

Quanto ao União de Tomar, regista, frente à Glória do Ribatejo, um histórico de alguma forma similar ao que apresenta em relação ao Pego: os unionistas venceram os três jogos disputados na I Divisão, sem ter sofrido qualquer golo em Tomar, perante o adversário desta tarde. Todavia, o desfecho de tais encontros não tem sido muito expressivo, com duas vitórias por 2-0 e um triunfo por tangencial 1-0.

Estando de pré-aviso, em função do susto sofrido ante os pegachos, os tomarenses, jogando ao nível do potencial de que dispõem, deverão ganhar, numa altura em que se avizinha a grande “prova dos nove”…

Em teoria de maior complexidade será a tarefa de outro candidato, Cartaxo, em deslocação a Torres Novas, no embate de maior historial entre os encontros desta jornada.

De facto, torrejanos e cartaxeiros enfrentaram-se já, na cidade do Almonda, por oito vezes, considerando apenas os últimos nove anos, com um balanço global bastante repartido: três triunfos dos donos da casa, três empates, e duas vitórias dos forasteiros (a última já na temporada de 2015-16).

Não obstante o Torres Novas venha de um moralizador triunfo em terreno alheio, frente ao Amiense, o Cartaxo perfila-se, ainda assim, como favorito.

De interesse será também o desafio que opõe Fazendense e Ferreira do Zêzere, dois conjuntos bem organizados, apostados em fazer campanhas tranquilas, na primeira metade da tabela.

Estes dois clubes defrontaram-se em duas ocasiões – nos dois últimos anos –, tendo os ferreirenses imposto um empate há duas épocas, saindo vencedores os homens das Fazendas no jogo mais recente entre ambos.

Antecipa-se, pois, um jogo equilibrado, eventualmente com o factor casa a poder ter alguma influência.

O Mação, recebendo o Pego, deverá ampliar o seu registo de vitórias ante este adversário: duas, nas duas vezes em que se cruzaram no principal escalão, e com duas goleadas: 4-0 e 3-0.

Em Samora Correia, os visitados, que seguem agora com duas vitórias nas duas últimas rondas, poderão aumentar esse registo, recebendo o Moçarriense, jovem conjunto, no qual os pesados desfechos sofridos em Rio Maior e, em casa, ante o U. Tomar deixarão inevitavelmente algumas marcas.

Estes dois emblemas encontraram-se uma única vez, na I Divisão, há duas temporadas, então com triunfo apertado dos samorenses por 3-2.

A finalizar, o Amiense – a atravessar um ciclo bastante negativo, de quatro derrotas sucessivas – terá uma boa oportunidade, na visita aos Riachos, de, não apenas superar esta fase difícil, como, em paralelo, contrariar a história: efectivamente, nas cinco vezes em que, desde 2012, Riachense e Amiense se defrontaram, a formação da casa venceu sempre… o que, contudo, não é previsível que se possa repetir hoje.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 10.11.2019)

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O jogo grande da 8.ª jornada será o Cartaxo-Coruchense, entre dois dos principais candidatos ao título, sendo que um eventual derrotado poderá vir a ficar já distanciado nove pontos da liderança…

Por curiosidade, nos quatro confrontos anteriores disputados em anos recentes, os cartaxeiros, pese embora actuem no seu terreno, nunca conseguiram vencer este adversário, não indo além de três empates, tendo mesmo perdido há três épocas.

Num jogo de difícil prognóstico, e contrariando a tendência histórica, o Cartaxo apresentar-se-á com algum favoritismo esta tarde.

O cenário de um dos dois clubes indicados poder ficar já a nove pontos do líder só sucederá se o U. Almeirim se conseguir impor no “derby”, ante o vizinho Fazendense, num desafio a deixar “água na boca”, em que o guia não poderá distrair-se, dadas as características específicas deste tipo de confrontos, em que está patente grande rivalidade.

Tal como no caso anterior, U. Almeirim e Fazendense cruzaram-se, no principal escalão, também por quatro vezes, nos últimos anos, mas, neste caso, com clara supremacia dos donos da casa, que contam já três triunfos, enquanto a turma das Fazendas venceu uma única vez, também há três temporadas. Até à data não se registou ainda qualquer igualdade, o que poderá ocorrer hoje; não obstante, o mais provável parece ser que os visitados prossigam o seu pleno de vitórias no campeonato.

Outro ponto de especial interesse será o Mação-Abrantes e Benfica, partida que se reveste já de cariz “decisivo” para os maçaenses, “proibidos” de perder pontos, dado registarem já atrasos substanciais, e, pior, em relação a vários dos seus teóricos concorrentes: doze pontos em relação ao U. Almeirim; nove face ao U. Tomar e ao adversário desta tarde, Abrantes e Benfica; seis relativamente ao Coruchense e Cartaxo.

Não existindo histórico de embates entre estes dois clubes, parecem repartidas as probabilidades de vitória dos visitados ou de empate.

O Moçarriense recebe o U. Tomar, num terreno sempre difícil para os forasteiros, sendo que os unionistas vão encontrar um grupo ferido no seu orgulho, depois da inesperada “hecatombe” sofrida em Rio Maior.

As duas equipas defrontaram-se já por seis vezes na última década, com vantagem do U. Tomar, que venceu já por três vezes na Moçarria, tendo registado dois empates, enquanto o Moçarriense conta um único triunfo e já na distante época de 2011-12.

Os tomarenses, a protagonizar o melhor arranque de temporada desde 1964-65 – ano em que se sagraram Campeões Distritais e, subsequentemente, Campeões Nacionais da III Divisão – são favoritos no desafio de hoje, mas terão de aplicar-se a fundo para levar os três pontos para casa.

Em Monsanto, casa emprestada do Amiense, encontram-se duas formações que vêm de alguns reveses, sendo que, nesta altura, os visitados se posicionam inclusivamente um ponto abaixo do Torres Novas na pauta classificativa.

Trata-se do confronto de maior historial entre os jogos desta ronda, já repetido em nove ocasiões, nos nove anos mais recentes, com manifesto domínio do Amiense, que ganhou por sete vezes (todas as últimas sete partidas disputadas entre ambos, consecutivamente, desde 2012), apenas tendo cedido um empate e uma derrota (esta já na longínqua temporada de 2010-11).

Em função das vicissitudes que os torrejanos vêm atravessando, o Amiense, pese embora não actue no seu reduto, perfila-se como favorito a somar mais uma vitória ante este particular rival.

O Pego, que mostrou já pretender abandonar a condição de “lanterna vermelha”, recebe o Samora Correia, que vem de um animador triunfo ante o Mação.

Nas três partidas em que se defrontaram na I Divisão, os pegachos ganharam uma vez (já em 2010-11), tendo-se registado empates nas outras duas ocasiões. Esta tarde, a igualdade poderá ser também o desfecho de maior probabilidade, mas não surpreenderia se o factor casa pudesse fazer impor-se.

No Ferreira do Zêzere-Riachense, confronto disputado uma única vez, há duas épocas, então com triunfo dos ferreirenses, por 4-2, os homens da casa beneficiam de amplo favoritismo, podendo dar sequência a um ciclo favorável que têm em curso.

As formações da Glória do Ribatejo e de Rio Maior, com comportamentos algo inconstantes nesta fase inicial do campeonato, defrontam-se pela primeira vez no principal escalão.

Estes dois clubes cruzaram-se na época de 2017-18, então na II Divisão, tendo os riomaiorenses vencido na Glória (1-0), na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção.

Os visitantes vêm de uma motivadora goleada ante o Moçarriense, podendo aproveitar tal embalagem, mas a turma da Glória, jogando em casa, não deixará de procurar um resultado positivo para as suas cores.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 03.11.2019)

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O principal ponto de interesse da jornada desta tarde será o confronto entre Abrantes e Benfica e Cartaxo, duas das equipas que, a par do União de Tomar, integram o trio de mais directos perseguidores do líder.

Não havendo histórico de confrontos entre os dois clubes, este desafio poderá constituir bons indícios para confirmação das aspirações de cada um dos contendores, os quais, até agora, somam já cinco triunfos no campeonato, tendo sofrido uma única derrota, ambos, precisamente, ante o U. Almeirim.

À partida, dir-se-ia que o Cartaxo seria favorito; contudo, tendo em consideração o desempenho de ambas as formações, este será um jogo de tripla, ficando também a expectativa adicional da estreia de Mário Ruas – ele que conquistou o título da época passada, então ao serviço do U. Santarém – no comando técnico dos cartaxeiros.

O Coruchense-Amiense será também um desafio a seguir com atenção, entre duas formações que aspiram a melhor, as quais vêm de alguns percalços recentes.

Nas cinco ocasiões em que se cruzaram, nos últimos nove anos, a tendência favorece claramente a turma do Sorraia, que conta já quatro triunfos, tendo os homens de Amiais de Baixo vencido uma única vez, na já relativamente distante temporada de 2012-13. Normalmente, o factor casa poderia fazer-se impor, mas uma eventual surpresa não é de todo de descurar.

Por seu lado, o comandante, U. Almeirim, desloca-se aos Riachos, um reduto tradicionalmente difícil, mas em circunstâncias em que, presentemente, assume claro favoritismo.

Em anos recentes, os dois emblemas defrontaram-se por três vezes, com duas vitórias dos donos da casa e apenas um triunfo dos almeirinenses, exactamente no último embate entre ambos, há duas épocas.

Se o histórico ganhasse jogos, o União de Tomar nem necessitaria de entrar em campo hoje, frente ao Pego. De facto, nas três vezes em que se defrontaram nas últimas nove épocas, os nabantinos ganharam sempre, e por goleada (duas vezes por 4-1 e uma por 3-0). Mas esta estatística pouco influenciará o encontro desta tarde, no qual os nabantinos deverão confirmar, dentro das quatro linhas, o superior potencial que lhe é reconhecido.

Em Samora Correia, defrontam-se duas equipas com mudanças recentes de timoneiro, em que, ainda numa fase precoce da temporada, se fez já sentir a “chicotada psicológica”. Embora com aspirações distintas, Samora Correia e Mação pretenderão, ambos, melhorar as respectivas posições na tabela.

O balanço dos confrontos anteriores entre estes dois clubes apresenta-se repartido, com uma vitória para cada lado e um empate, sendo que o triunfo dos maçaenses, na última vez em que se cruzaram, há duas temporadas, foi, então, por goleada, de 4-0.

Esta tarde antevê-se um desfecho mais equilibrado; pese embora o Mação possa ter superiores argumentos, o factor casa poderá ter também algum peso.

O grupo com a defesa menos batida da prova, Fazendense (apenas dois golos sofridos, em seis jornadas já disputadas), recebe a visita da formação da Glória do Ribatejo.

Os dois clubes defrontaram-se por duas vezes, com uma vitória dos visitados e, com surpresa, um triunfo dos forasteiros, precisamente na época passada. Hoje, não é previsível que se possa repetir a surpresa.

O Torres Novas, afectado por situações de inferioridade numérica – com a particularidade de ter tido já dois guarda-redes expulsos – recebe o Ferreira do Zêzere, bastante animado pela categórica vitória ante o Coruchense.

E, por curiosidade, nunca os torrejanos conseguiram vencer os ferreirenses, em casa, tendo inclusivamente sido goleados, há dois anos, então por inesperada marca de 4-0, empatando a um golo na última temporada.

Veremos como reage o Torres Novas à necessidade de ir recompondo o seu “onze”, em função das sanções disciplinares sofridas, mas não seria de todo surpreendente se o Ferreira do Zêzere conseguisse pontuar hoje.

O recente clube de Rio Maior defronta o Moçarriense, num encontro sem histórico a nível do principal escalão, sendo que as duas formações se defrontaram, na época passada, por duas vezes, então na II Divisão, por coincidência com dois triunfos da turma da Moçarria, ambos por 2-1, quer na fase regular da prova, como na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção. Um desfecho que até poderá ser plausível esta tarde também.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 27.10.2019)

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Na jornada desta tarde do Distrital as atenções estarão focadas, em especial, em quatro campos: em Mação, Monsanto, Ferreira do Zêzere e Almeirim.

Mação e União de Tomar retomam os intensos duelos de há dois anos, época em que se defrontaram por quatro ocasiões, no campeonato e na Taça do Ribatejo, tendo cada um dos clubes conquistado então um dos troféus em disputa.

No historial recente, nas últimas nove temporadas, a tendência favorece os maçaenses, com três vitórias, face a apenas um triunfo dos unionistas, na já distante temporada de 2010-11, tendo-se registado ainda quatro empates.

Com as duas equipas separadas na tabela por três pontos, este será um sério teste para os tomarenses, atendendo à importância de que se tem revestido, historicamente, o factor casa, pese embora o desaire já sofrido pelo Mação ante o Fazendense no presente campeonato.

O Amiense, este ano de “casa às costas”, recebe, em Monsanto, a visita do Cartaxo, num compromisso que se antevê difícil para ambos os contendores.

Por coincidência, o histórico é bastante similar ao do confronto entre Mação e União de Tomar, sendo que, também neste caso, os visitados (Amiense) registam três triunfos, face a uma única vitória dos cartaxeiros (em 2015-16), para além de três empates.

Porém, para lá do passado, há que atender também ao presente de ambas as formações, assumindo-se o Cartaxo como candidato ao título, enquanto o Amiense ainda não atingiu o nível ambicionado pelo seu responsável técnico. Para esta tarde, os visitantes apresentam-se como favoritos, não surpreendendo se houver eventualmente repartição de pontos.

Em Ferreira do Zêzere, os ferreirenses continuam com tarefa árdua (depois de terem defrontado já U. Almeirim, Cartaxo e Abrantes e Benfica, equipas que se posicionam nos cinco primeiros lugares da pauta classificativa), recebendo, desta feita, o Coruchense, turma que pretenderá também deixar para trás o desaire sofrido ante os almeirinenses na passada semana.

Os dois clubes cruzaram-se, no principal escalão, uma única vez, precisamente na época passada, então com o Coruchense a ganhar em Ferreira por 3-1, um desfecho que poderá repetir-se hoje.

O, até agora, imparável líder, U. Almeirim, defronta o Torres Novas, com os torrejanos a procurarem ser os primeiros a travar o comandante, o que, todavia, não se afigura fácil, nem expectável.

Nas quatro ocasiões em que se encontraram, nas quatro últimas épocas, os almeirinenses venceram por duas vezes, empataram uma, tendo perdido em 2017-18. Tendo goleado, na edição anterior do campeonato, por 4-0, antevê-se que o U. Almeirim possa somar mais uma vitória, caso a lógica impere.

O Abrantes e Benfica, a protagonizar um muito bom arranque, desloca-se a Samora Correia, uma formação que, ao invés, soma já quatro derrotas, apenas tendo batido o Riachense, ocupando, pois, preocupante posição na cauda da classificação.

Não havendo histórico de embates entre ambos os clubes, não seria surpresa se os abrantinos prosseguissem a sua boa campanha, não obstante, tal como referido no caso do Amiense-Cartaxo, o empate possa ser um cenário a considerar.

Na Moçarria, um grupo do Moçarriense animado pela importante vitória obtida nos Riachos, recebe o Fazendense, sempre um opositor difícil, como, no caso concreto, o atestam os números dos confrontos recentes, com duas vitórias do conjunto das Fazendas de Almeirim no reduto do adversário, sendo que os visitados apenas venceram uma única vez, já na distante época de 2011-12, tendo-se registado ainda dois empates.

O Fazendense volta a ser também favorito esta tarde, mas a turma da Moçarria não deixará de dificultar a tarefa do rival.

Descendo na tabela, na Glória do Ribatejo encontram-se duas equipas em luta pela manutenção, com a formação local a receber o Riachense. Os homens da casa vêm de um motivador empate em Torres Novas, enquanto os visitantes sofreram um inesperado deslize caseiro.

Na única vez em que se encontraram, na I Divisão, nos últimos anos, já em 2012-13, um Riachense então com outro estatuto (sagrar-se-ia Campeão Distrital nessa temporada) ganhou por 3-1. Porém, esta tarde, a equipa da Glória terá uma boa oportunidade de alcançar a primeira vitória no seu terreno.

O “lanterna vermelha”, Pego, ainda a zero em termos pontuais, tendo acumulado já cinco derrotas em outros tantos jogos disputados, recebe o Rio Maior, que, na sua última saída, surpreendeu em Samora Correia.

Sendo uma estreia no principal escalão, estes dois emblemas defrontaram-se, na época passada, precisamente na derradeira ronda da fase final, de apuramento de Campeão da II Divisão, e de promoção, tendo os riomaiorenses vencido por 1-0. Esta tarde, o mais expectável será uma igualdade.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 20.10.2019)

Hertz

Avançando para a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão, imediatamente após o U. Almeirim-Cartaxo, os almeirinenses não têm descanso, deslocando-se a Coruche, para defrontar o Coruchense, no que se traduz num aliciante novo confronto entre líderes, opondo as duas únicas equipas que, agora, subsistem 100% vitoriosas neste campeonato.

Estes dois emblemas apenas se defrontaram no principal escalão, por duas vezes, em 2016-17 e na última temporada, com uma vitória para cada lado, sendo que o triunfo do U. Almeirim em 2018-19 (em Coruche, mas também e sobretudo, em casa, na derradeira jornada), contribuiu decisivamente, no final das contas, para impossibilitar a conquista do terceiro título sucessivo de Campeão pela turma do Sorraia em outras tantas presenças no Distrital.

O desafio desta tarde afigura-se novamente de prognóstico incerto, podendo eventualmente o factor casa vir a ter alguma influência, em termos de uma eventual menor probabilidade de vitória do Coruchense.

O embate entre Abrantes e Benfica e Amiense será outro ponto de grande interesse desta ronda, com ambas as equipas, neste arranque de campeonato, a não defraudar as expectativas, correspondendo com bons resultados.

Não existindo historial de confrontos entre ambos os clubes nos últimos anos – dada a muito prolongada ausência do grupo de Abrantes deste patamar competitivo –, os abrantinos poderão também fazer valer a sua condição de visitados.

Quando ao União de Tomar, volta a jogar em casa, pela segunda semana sucessiva, recebendo o Samora Correia, visando rectificar o resultado do último desafio.

Unionistas e samorenses cruzaram-se, em anos recentes, já por cinco vezes, com três vitórias dos tomarenses, um empate e um único triunfo dos forasteiros, precisamente na época passada. Por curiosidade, ambas as equipas defrontaram já, bem recentemente, o Rio Maior, com desfechos opostos: o União, tendo ido ganhar fora de casa; o Samora Correia inesperadamente batido no seu reduto.

Para hoje, os nabantinos voltam a assumir favoritismo, mas, para tal, deverão ser mais eficazes na concretização.

O Cartaxo, visitado pelo Ferreira do Zêzere, surge como claro favorito a somar os três pontos, atendendo às diferentes aspirações destes dois contendores, no que, a verificar-se, constituiria aliás a repetição do desfecho das duas anteriores ocasiões em que se defrontaram, nos dois últimos anos, assinalando-se, não obstante, que as vitórias obtidas pelos cartaxeiros perante os ferreirenses foram, até agora, por margem pouco expressiva: 2-1 e 2-0.

Em Rio Maior, os locais terão a visita do Mação, com os dois grupos com estados de espírito distintos, atendendo aos resultados da passada semana: os riomaiorenses, certamente mais confiantes e motivados pelo êxito alcançado em Samora Correia; os maçaenses a pretender recuperar os pontos perdidos em casa, ante o Fazendense.

Não existindo histórico de confrontos entre ambos, atendendo à juventude do clube de Rio Maior, não será, contudo, de todo surpreendente se a turma de Mação regressar a casa com um resultado positivo.

Nas Fazendas de Almeirim, o Fazendense defronta o “lanterna vermelha”, Pego, agora única equipa só com derrotas, ainda a zero em termos pontuais. Os donos da casa ganharam, em 2016-17, por tangencial 1-0, mas os pegachos também já surpreenderam, vencendo no terreno do adversário, pese embora na já relativamente distante temporada de 2010-11.

Esta tarde, e não obstante o Pego tudo deva fazer para tentar pontuar pela primeira vez neste campeonato, o Fazendense deverá sair vitorioso.

O Torres Novas recebe a formação da Glória do Ribatejo, sendo expectável que possa repetir o desfecho registado na época passada, ocasião em que venceu por 2-0, no único encontro entre estes dois conjuntos, no principal escalão, nos últimos anos.

A concluir teremos um interessante embate entre Riachense e Moçarriense, duas das equipas que lutam pela manutenção, portanto em confronto directo.

Nas três ocasiões em que se defrontaram nos últimos anos, o grupo dos Riachos venceu por duas vezes: há duas épocas e, já em 2012-13, então com uma goleada, por 7-1. Por seu lado, a turma da Moçarria também já conseguiu ganhar no terreno do adversário, em 2015-16.

À semelhança do Rio Maior, o Riachense estará também motivado e com maior confiança, depois do triunfo averbado no Pego, pelo que poderá fazer valer o factor casa; não seria, contudo, surpreendente se o Moçarriense conseguisse pontuar, repetindo o resultado da passada semana.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 13.10.2019)

Hertz

O calendário ditou para este feriado de 5 de Outubro o primeiro grande “choque de titãs” neste campeonato, com o U. Almeirim a receber o Cartaxo, enfrentando-se, pois, dois dos principais candidatos ao título, actuais guias do campeonato.

Estes dois emblemas defrontaram-se nas quatro últimas temporadas, com ligeira vantagem dos cartaxeiros, que ganharam por duas vezes (em 2015-16 e na época passada), face a um único triunfo dos almeirinenses e um empate.

Independentemente do histórico recente, este será, na conjuntura actual, um embate de “tripla”, de desfecho imprevisível.

O outro líder da prova, União de Tomar, recebe o Abrantes e Benfica, num reencontro entre dois clássicos do futebol distrital, que não se cruzavam desde o início da década de 50, há quase 70 anos!

Frente a um difícil opositor, com um bom início de campeonato, os unionistas terão de estar ao seu melhor nível, se pretendem beneficiar do resultado da partida de Almeirim.

Depois do inesperado desaire caseiro sofrido na 2.ª eliminatória da Taça de Portugal (sobretudo pela expressão dos números, tendo sido goleado por 4-0 pelo Olímpico do Montijo), o Coruchense terá uma saída com alguma dificuldade, visitando a Glória do Ribatejo.

Em anos anteriores, a turma do Sorraia – favorita para esta tarde – ganhou por duas vezes (ambas por 4-1), na época passada e já em 2012-13, temporada em que se registou também, na fase regular da prova, uma igualdade a um golo.

O Mação-Fazendense é também um encontro que suscita grande interesse, entre duas das equipas mais bem apetrechadas e com um historial recheado a nível distrital.

Estes dois clubes defrontaram-se por dez vezes nos últimos oito anos (excluindo-se, claro, a época passada, em que os maçaenses militaram no Nacional), com predomínio dos donos da casa, que ganharam por quatro vezes, face a apenas uma vitória dos forasteiros, em 2014-15; a repartição de pontos tem sido, não obstante, o desfecho mais frequente, tendo ocorrido já por cinco ocasiões, podendo repetir-se esta tarde.

O Samora Correia recebe o Rio Maior, clube recentemente formado, pelo que se defrontam pela primeira vez. Não obstante o positivo arranque dos riomaiorenses, tendo ido buscar um nulo a Fazendas de Almeirim, seria surpreendente se os samorenses não vencessem este encontro.

Os restantes três jogos da ronda envolvem o quarteto que, nesta altura, reparte a indesejada condição de “lanterna vermelha”, todos ainda sem se ter estreado a pontuar neste campeonato: Moçarriense (com um jogo em atraso); Ferreira do Zêzere, Pego e Riachense, este trio já com três derrotas averbadas.

Precisamente, na Moçarria, o grupo local é visitado pelo Torres Novas, tendo os torrejanos ganho um dos três embates entre ambos, mas já na algo distante temporada de 2011-12. Mais recentemente, em 2016 e 2018, registaram-se dois empates, pelo mesmo resultado: 1-1. Numa partida que se perspectiva equilibrada, o Moçarriense poderá pontuar pela primeira vez na competição.

Mais difícil se antevê a tarefa do Ferreira do Zêzere, recebendo o Amiense, pese embora os ferreirenses tenham vencido em 2017-18, tendo-se verificado repartição de pontos na última época. Esta tarde, o conjunto de Amiais de Baixo será, a priori, favorito, mas os visitados não deixarão de procurar o primeiro desfecho positivo neste campeonato.

Por fim, num confronto entre dois dos últimos classificados, o Pego recebe o Riachense, sendo que a única vez que se cruzaram, na última década, no principal escalão, em 2016-17, foi a formação dos Riachos a sair vencedora (por 3-1).

Na temporada passada, os dois clubes defrontaram-se, então na II Divisão, tendo o Riachense vencido outra vez, na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, por 5-3. Antes, na fase regular da prova, tinham sido os pegachos a ganhar, por 3-1.

Esta tarde, atendendo ainda à situação específica do Riachense, repescado para a I Divisão, o Pego poderá aproveitar o seu estado de preparação mais avançado para voltar a vencer.

(Texto da rubrica da Rádio Hertz, com a perspectiva da jornada – 05.10.2019)